{"id":21179,"date":"2015-12-31T00:00:00","date_gmt":"2015-12-31T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/sistema-respiratorio-das-aves-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:37:00","modified_gmt":"2026-09-01T15:37:00","slug":"sistema-respiratorio-das-aves-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/sistema-respiratorio-das-aves-3\/","title":{"rendered":"Sistema Respirat\u00f3rio das Aves"},"content":{"rendered":"\n<p>O<b> sistema respirat\u00f3rio avi\u00e1ria<\/b> fornece o oxig\u00e9nio do ar para os tecidos      e tamb\u00e9m remove o di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, o sistema respirat\u00f3rio desempenha um papel importante na regula\u00e7\u00e3o      t\u00e9rmica (manuten\u00e7\u00e3o da temperatura corporal normal).<\/p>\n   \n<p>O <strong>sistema respirat\u00f3rio das aves <\/strong>\u00e9 diferente da de outros      vertebrados, com aves tendo relativamente pequenos pulm\u00f5es al\u00e9m de nove sacos      de ar que desempenham um papel importante na respira\u00e7\u00e3o (mas n\u00e3o est\u00e3o diretamente      envolvidos na troca de gases).<\/p>\n   \n<p>Os sacos de ar permitir um fluxo      unidireccional do ar atrav\u00e9s dos pulm\u00f5es. Fluxo unidirecional significa que      o ar que se deslocam atrav\u00e9s p\u00e1ssaro pulm\u00f5es \u00e9 em grande parte do ar &#8220;fresco&#8221;      e tem um maior teor de oxig\u00eanio. Portanto, em pulm\u00f5es de aves, mais oxig\u00e9nio      se difunda para o sangue.<\/p>\n   \n<p>Em contraste, o fluxo de ar \u00e9      &#8220;bi-direccional&#8221; em mam\u00edferos, que se deslocam para tr\u00e1s e para      dentro e para fora dos pulm\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Como resultado, o ar que entra      nos pulm\u00f5es de um mam\u00edfero \u00e9 misturado com o ar &#8216;velho&#8217; (ar que tem sido nos      pulm\u00f5es por um tempo) e este &#8220;ar misturado &#8216;tem menos oxig\u00eanio. <\/p>\n   \n<p>Os sacos de ar pode ser dividida      em sacos anteriores e posteriores sacos. Os sacos de ar t\u00eam paredes muito      finas com poucos vasos sangu\u00edneos.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o, eles n\u00e3o desempenham um      papel direto na troca gasosa. Em vez disso, eles funcionam como um &#8220;fole&#8221;      para ventilar os pulm\u00f5es.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/sistema-respiratorio-das-aves-6.jpg\" alt=\"Sistema Respirat\u00f3rio das Aves\" width=\"459\" height=\"383\" title=\"Sistema Respirat\u00f3rio das Aves\" \/><strong><br \/>\n     Anatomia &#8211; Sistema Respirat\u00f3rio das Aves<\/strong><\/p>\n   \n<p>As aves apresentam um sistema diferente e muitoeficiente onde ar apenas circula      em um sentido de ventila\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. <\/p>\n   \n<p>Os seus pulm\u00f5es s\u00e3o pequenos e compactos, e est\u00e3o presos \u00e1s costelas e ligados      a sacos a\u00e9reos de paredes finas, que se estendem entre os \u00f3rg\u00e3os viscerais,      basicamente formados por um conjunto de tubos. <\/p>\n   \n<p>Est\u00e3o abertos nas duas extremidades pelos parabr\u00f4nquios, que os ligam aos      sacos a\u00e9reos, anteriores e posteriores. <\/p>\n   \n<p>Esses sacos a\u00e9reos n\u00e3o interrompem na hematose, por\u00e9m tornam a ventila\u00e7\u00e3o      mais eficiente.<\/p>\n   \n<p><strong>Essa ventila\u00e7\u00e3o segue alguns passos, envolvendo duas inspira\u00e7\u00f5es      e duas expira\u00e7\u00f5es:<\/strong> na primeira inspira\u00e7\u00e3o o ar entra para os sacos      posteriores, na primeira expira\u00e7\u00e3o passa para os pulm\u00f5es, na segunda inspira\u00e7\u00e3o      o ar passa para os sacos anteriores e na segunda expira\u00e7\u00e3o o ar \u00e9 expelido      dos sacos anteriores.<\/p>\n   \n<p>Tal como nos peixes, a difus\u00e3o dos gases nos pulm\u00f5es \u00e9 feita em contracorrente,      contribuindo para uma eficiente remo\u00e7\u00e3o do oxig\u00e9nio do ar.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/sistema-respiratorio-das-aves-7.jpg\" alt=\"Sistema Respirat\u00f3rio das Aves\" width=\"327\" height=\"304\" title=\"Sistema Respirat\u00f3rio das Aves\" \/><strong><br \/>\n     Sistema Respirat\u00f3rio das Aves<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>A respira\u00e7\u00e3o:<\/strong> pulm\u00f5es e sacos a\u00e9reos<\/p>\n   \n<p>O s<strong>istema respirat\u00f3rio<\/strong> tamb\u00e9m contribui para a manuten\u00e7\u00e3o      da homeotermia. <\/p>\n   \n<p>Embora os pulm\u00f5es sejam pequenos, existem sacos a\u00e9reos, ramifica\u00e7\u00f5es pulmonares      membranosas que penetram por entre algumas v\u00edsceras e mesmo no interior de      cavidades de ossos longos.<\/p>\n   \n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o constante de ar dos pulm\u00f5es para os sacos a\u00e9reos e destes      para os pulm\u00f5es permite um suprimento renovado de oxig\u00eanio para os tecidos,      o que contribui para a manuten\u00e7\u00e3o de elevadas taxas metab\u00f3licas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/sistema-respiratorio-das-aves-8.jpg\" alt=\"Sistema Respirat\u00f3rio das Aves\" width=\"479\" height=\"552\" title=\"Sistema Respirat\u00f3rio das Aves\" \/><strong><br \/>\n     Anatomia &#8211; Sistema Respirat\u00f3rio das Aves<\/strong><\/p>\n   \n<p>O <strong>Aparelho respirat\u00f3rio das aves<\/strong> \u00e9 extremamente eficiente      e, conseq\u00fcentemente, mais complicado do que em outros vertebrados de respira\u00e7\u00e3o      a\u00e9rea. Como nos mam\u00edferos, a glote localiza-se no assoalho posterior da faringa      e abre-se na laringe ou parte superior expandida da traqu\u00e9ia.<\/p>\n   \n<p>A laringe das aves, entretanto, n\u00e3o \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o produtor de som, mas serve      para modular os tons que se originam na siringe, que est\u00e1 localizada na extremidade      inferior da traqu\u00e9ia, no local onde esta se bifurca para formar os br\u00f4nquios      direito e esquerdo. <\/p>\n   \n<p>A c\u00e2mara expandida da siringe \u00e9 chamada de t\u00edmpano e, na maioria das vezes,      \u00e9 rodeada por an\u00e9is traqueais e br\u00f4nquicos. Estendendo-se para o interior      do t\u00edmpano, a partir da fus\u00e3o medial dos br\u00f4nquios, existe uma estrutura \u00f3ssea,      chamado p\u00e9ssulos, a que se prende uma pequena membrana vibrat\u00f3ria, chamada      membrana semilunar. Outras membranas est\u00e3o presentes na extremidade superior      de cada br\u00f4nquio, na uni\u00e3o com a traqu\u00e9ia. <\/p>\n   \n<p>O som produzido pela passagem do ar, proveniente dos br\u00f4nquios, atrav\u00e9s das      fendas, formadas por estas membranas timp\u00e2nicas, no Interior do t\u00edmpano, onde      se localiza a membrana semilunar. Nas aves cantoras, todas estas estruturas      s\u00e3o providas de m\u00fasculos sir\u00edngicos, cujos movimentos s\u00e3o respons\u00e1veis pela      diversidade de sons produzidos. Pode haver at\u00e9 nove pares de m\u00fasculos sir\u00edngicos,      em algumas esp\u00e9cies. Alguns tipos de aves, como, por exemplo, o avestruz e      o urubu, n\u00e3o possuem siringe.<\/p>\n   \n<p>Nos membros da fam\u00edlia Anatidae (patos, gansos e cisnes), a traqu\u00e9ia serve      de tubo de resson\u00e2ncia para os sons produzidos na siringe. As esp\u00e9cies com      traqu\u00e9ia longa s\u00e3o capazes de apresentar resson\u00e2ncias de freq\u00fc\u00eancias mais      baixas do que as esp\u00e9cies em que a traqu\u00e9ia \u00e9 mais curta. Em alguns cisnes,      a extremidade da traqu\u00e9ia convoluta estende-se at\u00e9 a regi\u00e3o posterior do esterno.    <\/p>\n   \n<p>Acredita-se que isto seja uma adapta\u00e7\u00e3o funcional para comunica\u00e7\u00f5es a longa      dist\u00e2ncia, por meio de sons de baixa freq\u00fc\u00eancia. Em algumas aves, como, por      exemplo, os cisnes e os grous, a traqu\u00e9ia pode ser consideravelmente mais      longa do que o pesco\u00e7o, ou seja, parte da traqu\u00e9ia estende-se at\u00e9 a extremidade      posterior do esterno. <\/p>\n   \n<p>Os pulm\u00f5es s\u00e3o proporcionalmente menores e incapazes de grande expans\u00e3o,      caracter\u00edstica dos pulm\u00f5es dos mam\u00edferos. Entretanto, os pulm\u00f5es das aves      s\u00e3o ligados a nove sacos a\u00e9reos, situados em v\u00e1rias partes do corpo. <\/p>\n   \n<p><strong>Estes s\u00e3o:<\/strong> um saco interclavicular \u00fanico, um par de sacos      cervicais, um par de sacos tor\u00e1cicos anteriores, um par de sacos tor\u00e1cicos      posteriores e um par de sacos abdominais. Os sacos a\u00e9reos n\u00e3o s\u00e3o revestidos      de epit\u00e9lio respirat\u00f3rio e servem, essencialmente, de reservat\u00f3rio. <\/p>\n   \n<p>O ar passa do circuito br\u00f4nquico para os sacos a\u00e9reos e retorna, geralmente,      por br\u00f3nquios separados, para os capilares a\u00e9reos, nos pulm\u00f5es. Muitos pesquisadores      concordam que, durante a inspira\u00e7\u00e3o, apenas o ar puro passa para os sacos      a\u00e9reos posteriores. Por outro lado, h\u00e1 evid\u00eancias de que um pouco do ar, que      entra nos sacos a\u00e9reos anteriores, tenha passado previamente pelos pulm\u00f5es.      Durante a expira\u00e7\u00e3o, o ar \u00e9 for\u00e7ado a passar dos sacos a\u00e9reos para os pulm\u00f5es.    <\/p>\n   \n<p>Sugeriu-se que os sacos a\u00e9reos posteriores e anteriores atuem alternadamente.      Apesar de ainda existir alguma confus\u00e3o sobre os mecanismos exatos da respira\u00e7\u00e3o      das aves, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que existe um movimento constante de ar pelos      capilares a\u00e9reos, o que assegura trocas gasosas eficientes. Como as aves nao      possuem diafragma, a respira\u00e7\u00e3o se faz \u00e0s custas de movimentos das costelas      e do esterno.<\/p>\n   \n<p>A respira\u00e7\u00e3o parece ser sincronizada com os movimentos das asas, durante      o v\u00f4o. Muitas aves possuem espa\u00e7os a\u00e9reos em alguns ossos, que s\u00e3o ligados      aos sacos a\u00e9reos. <\/p>\n   \n<p><strong>Os ossos pneum\u00e1ticos principais s\u00e3o:<\/strong> o \u00famero, o esterno      e as v\u00e9rtebras, ainda que, em algumas esp\u00e9cies, outros ossos tamb\u00e9m possam      ter espa\u00e7os a\u00e9reos. <\/p>\n   \n<p>Uma ave, com a traqu\u00e9ia oclusa e um \u00famero quebrado, pode respirar atrav\u00e9s      de uma abertura deste osso. Os ossos pneum\u00e1ticos ocorrem, com maior freq\u00fc\u00eancia,      nas aves voadoras de grande porte, ainda que sua fun\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica n\u00e3o) seja      totalmente conhecida.<\/p>\n   \n<p>Tem havido uma especula\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel sobre as poss\u00edveis fun\u00e7\u00f5es dos sacos      a\u00e9reos na respira\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Algumas das fun\u00e7\u00f5es sugeridas s\u00e3o:<\/strong> diminuir o peso espec\u00edfico      do corpo; reduzir a fric\u00e7\u00e3o das partes em movimento durante o v\u00f4o; auxiliar      a redu\u00e7\u00e3o da temperatura do corpo, particularmente, durante os per\u00edodos ativos;      facilitar a espermatog\u00eanese, por meio da redu\u00e7\u00e3o da temperatura dos test\u00edculos;      aumentar a flutua\u00e7\u00e3o das aves aqu\u00e1ticas; e servir como almofadas pneum\u00e1ticas      para a absor\u00e7\u00e3o do impacto nas aves, que mergulham a partir do ar. Entretanto,      nenhuma dessas sugest\u00f5es tem sido comprovada satisfatoriamente.<\/p>\n   \n<p>As aves, que mergulham, como o bigu\u00e1, o ping\u00fcim, o mergulh\u00e3o, seus companheiros      e v\u00e1rias alcas, desenvolveram adapta\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s dos mam\u00edferos marinhos,      em muitos aspectos. Manter-se embaixo da \u00e1gua, durante muito tempo, para assegurar      o alimento, requer um peso espec\u00edfico baixo, pr\u00f3ximo ao da \u00e1gua, que \u00e9 muito      mais densa do que o ar. <\/p>\n   \n<p>Por isso, as aves mergulhadoras expiram, quando afundam na \u00e1gua, de modo      muito semelhante ao das baleias ou golfinhos. Al\u00e9m disso, os sacos a\u00e9reos      dos ossos contraem-se, deixando, deste modo, uma quantidade relativamente      pequena de ar residual no trato respirat\u00f3rio. <\/p>\n   \n<p>Como o gasto de energia de uma ave, como o mergulh\u00e3o, durante mergulhos profundos,      requer mais oxig\u00eanio do que o necess\u00e1rio na superf\u00edcie, e como a respira\u00e7\u00e3o      cessa nestas ocasi\u00f5es, isto \u00e9 compensado pela utiliza\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio armazenado      nos m\u00fasculos. <\/p>\n   \n<p>A libera\u00e7\u00e3o deste oxig\u00eanio suplementar parece ser desencadeada pelo aumento      de di\u00f3xido de carbono no corpo. Para que o sistema nervoso central e o cora\u00e7\u00e3o      recebam o suprimento de oxig\u00eanio adequado, muitos dos vasos sang\u00fc\u00edncos contraem-se      de maneira que o fluxo sang\u00fc\u00ednco se reduza nas regi\u00f5es n\u00e3o vitais.<\/p>\n   \n<h4>O <strong>Sistema Respirat\u00f3rio das Aves<\/strong> <\/h4>\n   \n<p>O <strong>sistema respirat\u00f3rio das aves<\/strong> tem pulm\u00f5es r\u00edgidos de volume      fixo e sacos a\u00e9reos complacentes. Os pulm\u00f5es atuamcomo um local de trocas      gasosas do sistema respirat\u00f3rio.<\/p>\n   \n<p>Sacos a\u00e9reos grandes de paredes finas originam-se de alguns br\u00f4nquios secund\u00e1rios.      Um grupo cranial (sacos a\u00e9reos cervicais, clavicular e tor\u00e1cicos craniais)      conecta-se aos br\u00f4nquios secund\u00e1rios m\u00e9dio-ventrais; um grupo caudal (sacos      a\u00e9reos tor\u00e1cicos caudais e abdominais) conecta-se aos br\u00f4nquios secund\u00e1rios      l\u00e1tero-ventrais e m\u00e9dio-dorsais e aos br\u00f4nquios prim\u00e1rios intrapulmonares.      Todos os sacos a\u00e9reos s\u00e3o pares, exceto o clavicular; nas galinhas, patos,      pombos e perus, h\u00e1 um total de nove sacos a\u00e9reos.<\/p>\n   \n<p>Os divert\u00edculos surgem de muitos sacos a\u00e9reos e penetram em alguns ossos.      Embora a maioria dos ossos em algumas aves sejam pneum\u00e1ticos (mesmo os ossos      do cr\u00e2nio e falanges distais no pelicano), o osso pneum\u00e1tico mais importante      nas esp\u00e9cies dom\u00e9sticas \u00e9 o \u00famero. O divert\u00edculo supra-umeral do saco a\u00e9reo      clavicular estende-se dentro desse osso, e \u00e9 poss\u00edvel para a ave ventilar      seu pulm\u00e3o atrav\u00e9s de um \u00famero quebrado.<\/p>\n   \n<p>O volume de g\u00e1s nos sacos a\u00e9reos \u00e9 aproximadamente 10 vezes maior do que      o dos pulm\u00f5es, com o volume do sistema respirat\u00f3rio total atingindo 500 ml      em galos grandes. Praticamente n\u00e3o ocorrem trocas gasosas nas paredes dos      sacos a\u00e9reos.<\/p>\n   \n<p>As modifica\u00e7\u00f5es do volume corporal s\u00e3o causadas por contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos      inspirat\u00f3rios e expirat\u00f3rios, ambos ativos e igualmente importantes (mesmo      na ventila\u00e7\u00e3o em repouso). As aves, ao contr\u00e1rio dos mam\u00edferos, n\u00e3o possuem      diafragma e os m\u00fasculos esquel\u00e9ticos da parede corporal fornecem energia para      a modifica\u00e7\u00e3o do volume do corpo. O volume corporal aumenta durante a inspira\u00e7\u00e3o      por causa do movimento ventro-cranial do esterno e lateral das costelas. O      complexo esterno-corac\u00f3ide fixa-se a esp\u00e1dua e a ponta do esterno desloca-se      em arco, enquanto a ave respira.<\/p>\n   \n<p>Durante a inspira\u00e7\u00e3o, o volume corporal (tor\u00e1cico e abdominal) aumenta, o      que diminui a press\u00e3o nos sacos a\u00e9reos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 da atmosfera e o g\u00e1s desloca-se      atrav\u00e9s dos pulm\u00f5es para dentro dos sacos a\u00e9reos. <\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio, durante a expira\u00e7\u00e3o, o volume corporal diminui, a press\u00e3o nos      sacos a\u00e9reos aumenta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 da atmosfera e o g\u00e1s \u00e9 for\u00e7ado para fora      dos sacos a\u00e9reos e de volta, atrav\u00e9s dos pulm\u00f5es, para o meio ambiente. Assim,      o g\u00e1s flui atrav\u00e9s dos pulm\u00f5es da ave durante ambas as fases do ciclo respirat\u00f3rio.<\/p>\n   \n<p>O sistema de controle ventilat\u00f3rio atua no ajuste da quantidade e padr\u00e3o      ventilat\u00f3rio para adquirir uma const\u00e2ncia relativa dos gases no sangue arterial      em condi\u00e7\u00f5es de repouso. Essa fun\u00e7\u00e3o parece ser exercida por influ\u00eancia de      muitos impulsos de entrada aferentes, vindos tanto dos receptores perif\u00e9ricos      como centrais, no oscilador respirat\u00f3rio central que, por sua vez, controla      os neur\u00f4nios motores que inervam os m\u00fasculos respirat\u00f3rios.<\/p>\n   \n<p>Durante o estresse pelo calor em aves, a frequ\u00eancia respirat\u00f3ria aumenta      de maneira acentuada, \u00e0 medida que o volume respirat\u00f3rio diminui e, finalmente,      ocorre polipn\u00e9ia. A ventila\u00e7\u00e3o total em tais condi\u00e7\u00f5es pode aumentar seis      a sete vezes. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 espantoso o fato de que, em algumas aves (avestruz, galinha mesti\u00e7a, perdiz,      cegonha, marreco-de-pequim, pombo), essa acentuada altera\u00e7\u00e3o na ventila\u00e7\u00e3o      total resulta em altera\u00e7\u00e3o nos gases e no pH do sangue arterial. Em algumas      aves (galinha), a ventila\u00e7\u00e3o aumenta de forma acentuada durante a polipn\u00e9ia,      resultando em severa hipocapnia ealcalose. As raz\u00f5es para as diferen\u00e7as entre      as esp\u00e9cies s\u00e3o desconhecidas.<\/p>\n   \n<p>O agrupamento neuronal respirat\u00f3rio, respons\u00e1vel pela a\u00e7\u00e3o r\u00edtmica dos m\u00fasculos      respirat\u00f3rios, est\u00e1 no tronco cerebral, provavelmente na regi\u00e3o da ponte e      parte rostral do bulbo.<\/p>\n   \n<p>Devido \u00e0 necessidade de um movimento ventro-cranial do esterno para que a      ave modifique seu volume corporal no processo de movimentar os gases atrav\u00e9s      dos pulm\u00f5es, deve-se ser extremamente cauteloso para n\u00e3o conter uma ave de      maneira que o movimento esternal seja impedido, ou ela n\u00e3o poder\u00e1 ventilar      seus pulm\u00f5es adequadamente.<\/p>\n   \n<p>O controle da respira\u00e7\u00e3o parece estar diretamente envolvido no grau de calcifica\u00e7\u00e3o      da casca do ovo. Sob condi\u00e7\u00f5es de hiperventila\u00e7\u00e3o, como freq\u00fcentemente acontece      no estresse pelo calor, s\u00e3o formados ovos de casca fina. Durante procedimentos      cir\u00fargicos em que a cavidade toracoabdominal \u00e9 aberta (castra\u00e7\u00e3o de frangos),      os sacos a\u00e9reos s\u00e3o rompidos e a capacidade da ave para ventilar seus pulm\u00f5es      pode ficar seriamente comprometida. As aves t\u00eam um fator de seguran\u00e7a muito      baixo para a maioria dos anest\u00e9sicos e \u00e9 f\u00e1cil induzir parada respirat\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p>Quando isto acontece, os pulm\u00f5es podem ser artificialmente ventilados por      delicada a\u00e7\u00e3o de bombeamento sobre o esterno, comprimindo e expandindo assim      a cavidade toracoabdominal. <\/p>\n   \n<p>O g\u00e1s, ent\u00e3o, ir\u00e1 deslocar-se atrav\u00e9s dos pulm\u00f5es e as trocas gasosas poder\u00e3o      ocorrer at\u00e9 que a concentra\u00e7\u00e3o do agente anest\u00e9sico diminua e a respira\u00e7\u00e3o      espont\u00e2nea. <\/p>\n   \n<h4>Respira\u00e7\u00e3o das Aves &#8211; Doen\u00e7as <\/h4>\n   \n<p>O<strong> sistema respirat\u00f3rio<\/strong> \u00e9 um dos principais sistemas afetados      por doen\u00e7as infecciosas. <\/p>\n   \n<p>As perdas econ\u00f4micas causadas por este sistema nivelam \u0096 se \u00e0quelas      causadas pelo sistema gastrointestinal. <\/p>\n   \n<p>De modo a identificar um problema respirat\u00f3rio, deve \u0096 se primeiramente      reconhecer os sintomas da doen\u00e7a respirat\u00f3ria. <\/p>\n   \n<p>Os sintomas ser\u00e3o discutidos na mesma ordem em que geralmente surgem nas      ave. \u00c9 preciso lembrar que qualquer sinal de disfun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria em aves      \u00e9 s\u00e9rio. <\/p>\n   \n<p>At\u00e9 mesmo os mais leves sintomas indicam problemas. Quando os sinais cl\u00ednicos      j\u00e1 mostram \u0096 se claramente (por exemplo, respira\u00e7\u00e3o dif\u00edcil), as aves      j\u00e1 est\u00e3o seriamente doentes, e podem n\u00e3o ter mais tratamento. <\/p>\n   \n<p><strong>1. As aves ficam mais quietas e menos ativas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Quando os mam\u00edferos contraem uma doen\u00e7a respirat\u00f3ria, eles tossem ou espirram.      Os sintomas das doen\u00e7as respirat\u00f3rias em aves s\u00e3o mais dif\u00edceis de se detectar.      O primeiro sinal da presen\u00e7a de uma doen\u00e7a respirat\u00f3ria \u00e9 as aves fazerem      menos barulho, o que pode passar despercebido. O avicultor experiente j\u00e1 est\u00e1      familiarizado com o barulho normal feito pelo plantel, e \u00e9 capaz de perceber      alguma mudan\u00e7a. As aves tamb\u00e9m movimentam- se menos. \u00c9 o mesmo que ocorre      em seres humanos com febre baixa.<\/p>\n   \n<p><strong>2. As aves come\u00e7am a emitir estalidos e suas p\u00e1lpebras come\u00e7am a      inchar e mudar de formato<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os primeiros ru\u00eddos respirat\u00f3rios emitidos por aves doentes s\u00e3o baixos estalidos,      que podem ser ouvidos \u00e0 parte do barulho vocal normal do plantel. Estes sons      aumentam levemente em volume e freq\u00fc\u00eancia, s\u00e3o equivalentes \u00e0 tosse ou espirros      nos seres humanos. O incha\u00e7o das p\u00e1lpebras faz com que o olho da ave passe      do formato redondo ao obl\u00edquo.<\/p>\n   \n<p><strong>3. As aves tossem e apresentam estertores, e podem liberar ma secre\u00e7\u00e3o      aq\u00fcosa dos olhos e das narinas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Estertores s\u00e3o sons que desenvolvem nas traqu\u00e9ias das aves com doen\u00e7as respirat\u00f3rias.      Isto \u00e9 causado pelo excesso de muco na traqu\u00e9ia. A ave tosse para livrar \u0096      se dele. As p\u00e1lpebras engrossam e os olhos tornam \u0096 se ainda mais obl\u00edq\u00fcos.      A secre\u00e7\u00e3o dos olhos come\u00e7a como uma subst\u00e2ncia semelhante \u00e0 l\u00e1grima e pode      engrossar.<\/p>\n   \n<p>A ave torna \u0096 se mais febril e sente \u0096 se ainda pior. Neste ponto      os seres humanos come\u00e7ariam a ter calafrios e tremer. As aves demonstram ter      calafrios eri\u00e7ando as penas; elas n\u00e3o tremem. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m respira\u00e7\u00e3o      normal das aves n\u00e3o \u00e9 clara.<\/p>\n   \n<p><strong>4. As aves t\u00eam dificuldade em respirar (dispin\u00e9ia), esticam o pesco\u00e7o      e mant\u00eam a boca aberta<\/strong><\/p>\n   \n<p>Neste est\u00e1gio as aves j\u00e1 est\u00e3o t\u00e3o doentes que t\u00eam dificuldade em obter ar      suficiente para respirar; verificamos sua respira\u00e7\u00e3o. Elas podem ainda tossir      e enxuga \u0096 los nas penas das asas.<\/p>\n   \n<p>\u00c0s vezes, as doen\u00e7as respirat\u00f3rias variam do padr\u00e3o descrito. A maioria das      aves n\u00e3o chega ao est\u00e1gio quatro \u0096 pr\u00f3ximo \u00e0 morte. Alguns agentes patog\u00eanicos      respirat\u00f3rios concentram \u0096se no sistema respirat\u00f3rio superior e podem      causar incha\u00e7o de partes da cabe\u00e7a, em virtude de infec\u00e7\u00f5es nos sinus (sinusite)      o infec\u00e7\u00e3o das gl\u00e2ndlas de Harder (um n\u00f3dulo de c\u00e9lulas imunes sob o olho).      Talvez n\u00e3o se desenvolvam sinais de infec\u00e7\u00f5es no sistema respirat\u00f3rio inferior      (estertores, tosse). Algumas doen\u00e7as respirat\u00f3rias s\u00e3o t\u00e3o patog\u00eanicas e r\u00e1pidas      em seu desenvolvimento que matam algumas aves antes mesmo de se constatar      qualquer sintoma.<\/p>\n   \n<h4>Respira\u00e7\u00e3o das Aves<\/h4>\n   \n<p>O <strong>sistema respirat\u00f3rio<\/strong> come\u00e7a com o bico e a cavidade oral.      O ar \u00e9 conduzido atrav\u00e9s das narinas no bico superior. As aves normais t\u00eam      uma fenda palatina no c\u00e9u da boca. Por causa dela, pode entrar \u00e0s vezes um      pouco de \u00e1gua na cavidade nasal enquanto as aves bebem, dando a impress\u00e3o      de terem uma secre\u00e7\u00e3o aq\u00fcosa nasal, que \u00e9 um dos primeiros sinais de doen\u00e7as      respirat\u00f3rias. \u00c9 preciso verificar os olhos e o resto do sistema para evitar      m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>As passagens nasais s\u00e3o ligadas a grandes sinus na cabe\u00e7a da ave. O maior      sinus localiza \u0096 se sob o olho e \u00e9 chamado de sinus infra \u0096 orbital      (o que significa \u0093abaixo do olho\u0094 ). A cavidade oral comunica \u0096      se ao fundo com a faringe e esta conduz a laringe. A laringe \u00e9 ponto no qual      o es\u00f4fago se ramifica para servir ao aparelho gastrointestinal e a traqu\u00e9ia      se ramifica para o resto do aparelho respirat\u00f3rio. A estrutura de onde se      ramifica \u00e9 uma abertura em forma de fenda chamada glote. Nos mam\u00edferos, uma      camada de tecido chamada epiglote cobre a glote.<\/p>\n   \n<p>As aves n\u00e3o tem epiglote. A \u00e1rea acima da glote recebe o nome de sistema      respirat\u00f3rio superior. A traqu\u00e9ia conduz o sistema respirat\u00f3rio inferior.<\/p>\n   \n<p>A traqu\u00e9ia desce pelo pesco\u00e7o at\u00e9 a cavidade tor\u00e1cica (peito). Perto do cora\u00e7\u00e3o      ela se estreita em uma estrutura de paredes finas que recebe o nome de trompa      de Eust\u00e1quio. As duas paredes finas e paralelas da trompa de Eust\u00e1quio podem      vibrar ma contra outra quando o ar passar atrav\u00e9s delas. Isto faz um som usado      pela ave na vocaliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 importante manter em mente a localiza\u00e7\u00e3o da trompa de Eust\u00e1quio:      <\/strong>perto do cora\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a trompa de Eust\u00e1quio, a traqu\u00e9ia ramifica      \u0096 se em dois troncos prim\u00e1rios. O br\u00f4nquio esquerdo conduz ao tecido      do pulm\u00e3o esquerdo e o br\u00f4nquio direito ao pulm\u00e3o direito. Quando comparada      a capacidade do pulm\u00e3o de um mam\u00edfero de mesmo tamanho, a capacidade do pulm\u00e3o      de uma ave \u00e9 aproximadamente a metade. O pulm\u00e3o adere \u00e0 cavidade da costela.      Esta ades\u00e3o \u00e9 anormal nos mam\u00edferos.<\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio dos mam\u00edferos, nas aves n\u00e3o existe diafragma separando a cavidade      tor\u00e1cica da cavidade abdominal. Os pulm\u00f5es das aves s\u00e3o fixos; n\u00e3o expandem      \u0096 se nem contraem \u0096 se em passagens menores chamadas mesobr\u00f4nquios,      que , por sua vez, ramificam \u0096 se em corredores microsc\u00f3picos que passam      pelos tecidos do pulm\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os sacos a\u00e9reos comunicam \u0096 se com o tecido pulmonar e com os mesobr\u00f4nquios.      Existem nove sacos a\u00e9reos, e podem ser considerados como dois grupos \u0096      os sacos a\u00e9reos tor\u00e1cicos e os sacos a\u00e9reos abdominais.<\/p>\n   \n<h4>Sistema Respirat\u00f3rio das Aves &#8211; Fun\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>As aves respiram de maneira diferente da dos mam\u00edferos.<\/p>\n   \n<p>Os mam\u00edferos t\u00eam dois pulm\u00f5es em formato de saco que expandem \u0096 se e      contraem \u0096 se de acordo com o movimento do diafragma, trazendo o ar fresco      e expulsando o ar usado. Quando as aves inspiram, expandem sua cavidade abdominal.      O ar que entra \u00e9 desviado ao tecido pulmonar e conduzido aos sacos a\u00e9reos      abdominais. O ar fresco n\u00e3o dirige \u0096se diretamente aos pulm\u00f5es, e sim      ao abd\u00f4men. Ao mesmo tempo, os sacos a\u00e9reos tor\u00e1cicos se expandem e puxam      uma parte do ar atrav\u00e9s dos pulm\u00f5es, vindos da extremidade abdominal em dire\u00e7\u00e3o      extremidade tor\u00e1cica. Enquanto a maior parte do ar fresco enche os sacos a\u00e9reos      abdominais, uma parte \u00e9 puxada atrav\u00e9s dos pulm\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>Esteja a ave inspirando ou expirando, o ar fresco \u00e9 bombeado atrav\u00e9s dos      pulm\u00f5es no sentido abd\u00f4men \u0096 t\u00f3rax. Os sacos a\u00e9reos se expandem e se      contraem de modo que os pulm\u00f5es n\u00e3o precisam fazer tais movimentos. Esta \u00e9      uma maneira mais eficiente de se obter ar fresco para os pulm\u00f5es. \u00c9 por esta      raz\u00e3o que os pulm\u00f5es das aves s\u00e3o menores, n\u00e3o se expandem e s\u00e3o fixos \u00e0 cavidade      da costela.<\/p>\n   \n<p><strong>Existem outros fatores que aumentam a efici\u00eancia respirat\u00f3ria das      aves:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1. <\/strong>Enquanto os pulm\u00f5es s\u00e3o comparativamente pequenos,        suas traqu\u00e9ias s\u00e3o comparativamente grandes. Os sacos a\u00e9reos tamb\u00e9m s\u00e3o        comparativamente grandes, o que permite que levem uma grande quantidade        de ar fresco a cada inspira\u00e7\u00e3o, chamada de volume de fluxo. As aves apresentam        volume de fluxo at\u00e9 tr\u00eas vezes maior que os mam\u00edferos.<strong><br \/>\n       2.<\/strong> As aves t\u00eam um mecanismo de corrente capilar contr\u00e1ria em seus        pulm\u00f5es. O fluxo de sangue nos microsc\u00f3picos vasos sang\u00fc\u00edneos (capilares)        correm em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do fluxo de ar.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Os mecanismos de corrente capilar contr\u00e1ria permitem que a ave concentre      mais oxig\u00eanio no sangue do que os mam\u00edferos. A maior efic\u00e1cia e o peso reduzido      do sistema respirat\u00f3rio das aves oferecem algumas vantagens ao v\u00f4o. Desde      o bico forte, leve e sem dentes at\u00e9 os sacos a\u00e9reos, como que feitos de celofane,      o excesso de peso foi retirado do sistema respirat\u00f3rio das aves. \u00c9 o melhor      sistema para v\u00f4os e d\u00e1 \u00e0s aves uma vantagem sobre todos os outros animais      no que diz respeito ao ar de baixa oxigena\u00e7\u00e3o \u00e0 grandes altitudes. Por causa      de sua alta efici\u00eancia respirat\u00f3ria, uma ave em descanso respira com um ter\u00e7o      da freq\u00fc\u00eancia de um mam\u00edfero. Sua respira\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de se detectar, a menos      que as aves estejam doentes ou estressadas pelo calor.<\/p>\n   \n<p>Alguns mam\u00edferos resfriam \u0096 se atrav\u00e9s do suor, deixando \u0096 o evaporar      da superf\u00edcie de seus corpos. As aves usam seu sistema respirat\u00f3rio com um      \u0093resfriador\u0094. <\/p>\n   \n<p>Elas ofegam quando estressadas pelo calor; isto conduz o di\u00f3xido de carbono      para fora da corrente sang\u00fc\u00ednea, o que faz com que a forma\u00e7\u00e3o de carbonato      de c\u00e1lcio nas cascas dos ovos seja menos eficaz ou n\u00e3o ocorra.<\/p>\n   \n<p>Conseq\u00fcentemente, as aves estressadas pelo calor n\u00e3o produzem ovos, a menos      que sejam aliviadas por esfriamento atrav\u00e9s da evapora\u00e7\u00e3o, nebuliza\u00e7\u00e3o ou      alguma outra medida.<\/p>\n   \n<p>Localizadas sob as superf\u00edcies de membrana do sistema respirat\u00f3rio, os sacos      microsc\u00f3picos de c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas podem reagir contra os agentes de doen\u00e7as      respirat\u00f3rias. Os agentes inalados ficam retidos nas mucosas das superf\u00edcies,      que inativa a maioria deles. Eles s\u00e3o levados para fora do sistema pelo movimento      de estruturas superficiais microsc\u00f3picas semelhantes a fios de cabelo chamadas      c\u00edlios. <\/p>\n   \n<p>Quando os agentes da doen\u00e7a passam pela mucosa a pela a\u00e7\u00e3o dos c\u00edlios, as      c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas reagem e criam anticorpos, que s\u00e3o secretados para dentro      da mucosa. A mucosa e o sistema celular imunol\u00f3gico s\u00e3o chamados de imunidade      local e garantem uma primeira linha de defesa contra os agentes de doen\u00e7as      respirat\u00f3rias. <\/p>\n   \n<p>Existem tamb\u00e9m sistemas imunol\u00f3gicos locais para o intestino e o sistema      reprodutor. Os anticorpos dos sistemas imunol\u00f3gicos locais s\u00e3o eliminados      em secre\u00e7\u00f5es mucosas e n\u00e3o podem ser medidos em testes sorol\u00f3gicos padr\u00f5es.<\/p>\n   \n<h4>Sistema Respirat\u00f3rio das Aves &#8211; Infec\u00e7\u00f5es<\/h4>\n   \n<p>O Sistema Respirat\u00f3rio das aves \u00e9 beneficiado pelo intenso estilo de vida      de um organismo que voa. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 um sistema complexo e muito eficiente dentre os sistemas respirat\u00f3rios      dos vertebrados e anatomicamente e fisiologicamente difere-se dos mam\u00edferos      e entre as esp\u00e9cies.<\/p>\n   \n<p>Dentre as desordens envolvendo as aves, as infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias s\u00e3o as      mais comuns.<\/p>\n   \n<p><strong>Estas infec\u00e7\u00f5es podem ser causadas por m\u00faltiplos fatores como:<\/strong>      bact\u00e9rias, v\u00edrus, fungos, parasitas entre outros, e t\u00eam tamb\u00e9m, como fatores      predisponentes o estresse (ex. de captura, de cativeiro, de transporte, de      falta de higiene, do uso prolongado de antibi\u00f3ticos, etc&#8230;) e a desnutri\u00e7\u00e3o,      sendo que este \u00faltimo \u00e9 o fator que mais contribui para o surgimento dessas      doen\u00e7as (ROSSKOPT &amp; WOERPEL, 1996).<\/p>\n   \n<p><strong>O sistema respirat\u00f3rio das aves \u00e9 dividido em duas por\u00e7\u00f5es distintas:<\/strong>      vias a\u00e9reas superiores (narinas, cavidade nasal, palato fendido e laringe)      e vias a\u00e9reas inferiores (traqu\u00e9ia, siringe, br\u00f4nquios, pulm\u00f5es e sacos a\u00e9reos)      (BENEZ, 2001).<\/p>\n   \n<p>A traqu\u00e9ia consiste em an\u00e9is cartilaginosos completos que se calcificam com      a idade. Colapso traqueal \u00e9 imposs\u00edvel nestes animais (ROSSKOPT &amp; WOERPEL,      1996).<\/p>\n   \n<p>A siringe, localizada no final da traqu\u00e9ia e in\u00edcio dos br\u00f4nquios (bifurca\u00e7\u00e3o      da traqu\u00e9ia), \u00e9 o primeiro \u00f3rg\u00e3o produtor de sons nos psitac\u00eddeos e passeriformes      (ROSSKOPT &amp; WOERPEL 1996; BENEZ, 2001).<\/p>\n   \n<p>O seio infraorbit\u00e1rio \u00e9 o \u00fanico seio nas aves e est\u00e1 localizado lateralmente      \u00e0 cavidade nasal, \u00e9 um divert\u00edculo que se estende triangularmente da parte      superior do bico, mand\u00edbula e se comunica com se\u00e7\u00f5es de ossos pneum\u00e1ticos      do cr\u00e2nio. Esta comunica\u00e7\u00e3o extensiva faz a sinusite dif\u00edcil de ser tratada.      Sinusite cr\u00f4nica leva a f\u00edstula infraorbital (HARRISON &amp; HARRISON, 1986;      RITCHIE et al., 1994; ROSSKOPT &amp; WOERPEL, 1996).<\/p>\n   \n<p>O pulm\u00e3o das aves est\u00e1 aderido \u00e0s v\u00e9rtebras tor\u00e1cicas e a por\u00e7\u00f5es das costelas      tor\u00e1cicas. Seu volume n\u00e3o muda conforme a respira\u00e7\u00e3o \u0096 n\u00e3o expandem nem      contraem.(ROSSKOPT &amp; WOERPEL, 1996).<\/p>\n   \n<p>Os sacos a\u00e9reos s\u00e3o estruturas de paredes muito finas ligadas ao pulm\u00e3o atrav\u00e9s      de um \u00f3stio vis\u00edvel a olho nu (BENEZ, 2001) e est\u00e3o conectados a numerosos      ossos pneum\u00e1ticos. Extens\u00f5es de inflama\u00e7\u00f5es infecciosas dos sacos a\u00e9reos principais      para os ossos pneum\u00e1ticos ocorrem, mas n\u00e3o \u00e9 comum (ROSSKOPT &amp; WOERPEL,      1996).<\/p>\n   \n<p><strong>Os sacos a\u00e9reos s\u00e3o em n\u00famero de nove: <\/strong>cervical (1), claviculares      (2), tor\u00e1cicos craniais (2), tor\u00e1cicos caudais (2) e os sacos abdominais cranial      e caudal (BENEZ, 2001).<\/p>\n   \n<p>Os pulm\u00f5es e os sacos a\u00e9reos tem as fun\u00e7\u00f5es de realizar trocas gasosas, eliminar      calor, elimina\u00e7\u00e3o de toxinas do metabolismo, destrui\u00e7\u00e3o dos co\u00e1gulos sangu\u00edneos,      produzir de mensageiros qu\u00edmicos e vocaliza\u00e7\u00e3o (BENEZ, 2001).<\/p>\n   \n<p>Organismos f\u00fangicos ou bacterianos est\u00e3o comumente associados \u00e0 aerossaculite      aguda ou cr\u00f4nica. Os sacos a\u00e9reos s\u00e3o pobremente vascularizados e n\u00e3o t\u00eam      mecanismos de limpeza (cobertura mucociliar), que complica o tratamento da      aerossaculite. As aerossaculites s\u00e3o melhor tratadas com agentes terap\u00eauticos      agressivos escolhidos baseados na cultura e sensibilidade do agente (RITCHIE      et al., 1994). <\/p>\n   \n<p><strong>As doen\u00e7as do trato respirat\u00f3rio inferior, freq\u00fcentemente, j\u00e1 est\u00e3o      em estado avan\u00e7ado quando descobertas (ROSSKOPT &amp; WOERPEL, 1996).<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>A sinusite geralmente \u00e9 causada por obstru\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica como:<\/strong>      areia, poeira ou o resultado de uma infec\u00e7\u00e3o intranasal ou intrasinusal causada      pela Trichomonas gallinae misturada com outras infec\u00e7\u00f5es bacterianas (SAMOUR,      2000). RUPPLEY em 1999 publicou que as ra\u00e7\u00f5es formuladas comerciais adultas      s\u00e3o superiores ao alimento caseiro e definitivamente superiores as ra\u00e7\u00f5es      de semente. As ra\u00e7\u00f5es de sementes s\u00e3o deficientes em muitos nutrientes essenciais,      e muitas sementes s\u00e3o excessivamente ricas em gorduras (por exemplo, girassol,      a\u00e7afr\u00e3o, c\u00e2nhamo, colza e pain\u00e7o). <\/p>\n   \n<p><strong>As recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o:<\/strong> ra\u00e7\u00e3o formulada comercial, quantidades      pequenas de legumes e frutas (n\u00e3o mais que 20% da dieta) e \u00e1gua fresca, n\u00e3o      adicionar sementes, vitaminas, minerais ou areia.<\/p>\n   \n<p>Sabe \u0096se hoje que as as enfermidades do trato respirat\u00f3rio s\u00e3o as que      mais acometem as aves. Os animais selvagens demoram a manifestar os sinais      cl\u00ednicos das doen\u00e7as, e s\u00f3 o fazem quando existe agravamento do quadro ou      ent\u00e3o, quando a mesma est\u00e1 afetando as habilidades fisiol\u00f3gicas b\u00e1sicas. Os      sacos a\u00e9reos abdominais s\u00e3o os mais afetados devido \u00e0 fisiologia da respira\u00e7\u00e3o      destes animais. A idade avan\u00e7ada do animal associada a um cr\u00f4nico manejo diet\u00e1rio      incorreto aumenta a susceptibilidade desses animais a qualquer patologia.      Uma terapia adequada, al\u00e9m de corre\u00e7\u00e3o da dieta s\u00e3o essenciais para o sucesso      terap\u00eautico. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.fernbank.edu\/br.geocities.com\/www.informaves.hpg.ig.com.br\/kitvet.web.officelive.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistema Respirat\u00f3rio das Aves, Respira\u00e7\u00e3o, Pulm\u00f5es, Fun\u00e7\u00e3o, Aparelho, Doen\u00e7as, Infec\u00e7\u00f5es, Anatomia, Sacos, A\u00e9reos, Caracter\u00edstica, Sistema Respirat\u00f3rio das Aves<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11917,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-21179","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Sistema Respirat\u00f3rio das Aves - 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