{"id":21013,"date":"2015-12-29T00:00:00","date_gmt":"2015-12-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/gregos-e-democracia-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:35:53","modified_gmt":"2026-09-01T15:35:53","slug":"gregos-e-democracia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/gregos-e-democracia-3\/","title":{"rendered":"Gregos e a Democracia"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 507 aC A democracia nasceu na cidade. Os princ\u00edpios fundamentais do sistema      pol\u00edtico (literalmente &#8220;governo pelo e para o povo&#8221;) n\u00e3o mudaram      hoje.<br \/>\n     Naquela \u00e9poca, cerca de 40 mil das 250 mil pessoas que habitavam Attica eram      cidad\u00e3os, ou seja, tinha mais de 20 anos, eles eram do sexo masculino, livre      (n\u00e3o-escravo) e nascido pais atenienses.<\/p>\n   \n<p>Eles, e somente eles tiveram o privil\u00e9gio de sentar-se na &#8220;Ecclesia&#8221;      (assembl\u00e9ia do povo).<\/p>\n   \n<p><strong>Como estavam representados todos os cidad\u00e3os?<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 simples: <\/strong>cada aldeia era chamado de edema. <\/p>\n   \n<p><strong>Um desses incha\u00e7os poderia ser encontrado em tr\u00eas partes distintas      da \u00c1tica (Atenas \u00e1rea):<\/strong> a parte &#8220;polis&#8221; (urbano), o &#8220;paralia&#8221;      (o mar), eo &#8220;Mesogeia&#8221; ( &#8220;meio-termo&#8221; entre o mar ea cidade).      100 destes foram agrupados em 30 Demes trytties. Em seguida, formou 10 tribos,      cada uma consistindo de alguns paralia, um pouco Mesogeia e alguns educado      &#8230; e todas as categorias de cidad\u00e3os estavam representados.<\/p>\n   \n<p><strong>Os debates<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Cada tribo elegeu 50 representantes para a Ecclesia: <\/strong>eles      foram nomeados por um ano. Em seguida, cada d\u00e9cimo de um ano, uma tribo presidiu      a Boule (Council of Ecclesia: a institui\u00e7\u00e3o decidiu submeter \u00e0s leis, tinha      500 membros). Este foi constantemente chamada prytany. <\/p>\n   \n<p><strong>Ent\u00e3o, a cada dia, um membro da tribo foi atra\u00eddo para debates cadeira:<\/strong>      ela tornou-se ent\u00e3o epistate.<\/p>\n   \n<p>O Boule decidiu agendas e as leis foram discutidas e votadas pela Ecclesia      (m\u00e3o livre). Tudo aconteceu na \u00c1gora de Atenas ou no Pnyx colina da cidade.      Os textos jur\u00eddicos foram exibidos na cidade, e todos pudessem v\u00ea-lo.<\/p>\n   \n<p><strong>Liturgias e mishto\u00ef<\/strong><\/p>\n   \n<p>Havia, naturalmente, muitas diferen\u00e7as de renda entre os cidad\u00e3os, porque      eles poderiam tanto ser m\u00e9dicos agricultores.<\/p>\n   \n<p><strong>Para evitar que a riqueza de afetar a pol\u00edtica (porque a corrup\u00e7\u00e3o      existia naquela \u00e9poca), foi estabelecido um sistema dual:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>As liturgias: <\/strong>os cidad\u00e3os mais ricos foram, ocasionalmente,        dar dinheiro para a cidade, a fim de equipar uma trirreme, ou participar        na constru\u00e7\u00e3o (caro) de um templo.<\/p>\n     \n<p><strong>O mishto\u00ef:<\/strong> foi dada pelas subven\u00e7\u00f5es municipais para pequenos        comerciantes e agricultores quando eles foram para a \u00c1gora para exercer        os seus poderes democr\u00e1ticos. O que ele n\u00e3o venceu no seu dia foi e &#8220;reembolsado&#8221;.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>\u00c9, no entanto, observou que os cidad\u00e3os mais ricos que n\u00e3o trabalham para      viver t\u00eam mais tempo para se dedicar \u00e0 pol\u00edtica, para que eles eram mais influente      e poderoso.<\/p>\n   \n<p><strong>Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n   \n<p>Havia em um tribunal popular de Atenas, o chamado H\u00e9li\u00e9e. Ela era composta      por 5.000 membros e 1.000 suplentes. Depois de um julgamento, o veredicto      final foi votado de forma an\u00f4nima e exibido em p\u00fablico. As san\u00e7\u00f5es foram particularmente      ex\u00edlio da cidade (para a vida), ea morte por envenenamento.<\/p>\n   \n<p><strong>Deveres do cidad\u00e3o ateniense<\/strong><\/p>\n   \n<p>O cidad\u00e3o deve participar da defesa de seu pa\u00eds (at\u00e9 60 anos) ea ephebeia      durante sua juventude, 18 a 20 anos. <\/p>\n   \n<p><strong>Este &#8220;servi\u00e7o militar&#8221; no momento em que durou dois anos:<\/strong>      o primeiro, o jovem estava em uma excurs\u00e3o dos grandes santu\u00e1rios , e ent\u00e3o,      dois instrutores, escolhidos pelo povo, aprendeu a Adonis usar v\u00e1rias armas      (arco, dardo &#8230;). No segundo ano, eles receberam da cidade um escudo redondo      e uma lan\u00e7a, em seguida, eles foram para guarnecer fortes nas fronteiras do      territ\u00f3rio.<\/p>\n   \n<p>Depois de dois anos de servi\u00e7o, eles se tornaram cidad\u00e3os de pleno direito      e poderia exercer plenamente os seus poderes no Agora.<\/p>\n   \n<p><strong>O lema da cidade de Atenas:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Isonomia:<\/strong> a igualdade perante a lei.<br \/>\n<strong>Isegoria:<\/strong> igualdade de express\u00e3o.<br \/>\n<strong>Isokrate\u00efa:<\/strong> poderes iguais.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Estigma<\/strong><\/p>\n   \n<p>Cada uma vez por ano, a um sceance especial, os membros da Ecclesia poderia,      atrav\u00e9s de vota\u00e7\u00e3o, escolher o ex\u00edlio de Atenas por dez anos, a pessoa de      sua escolha. E foi banido da cidade Themistocles , o grande vencedor em Salamis.<\/p>\n   \n<p>Fonte: hellada.free.fr<\/p>\n   \n<h6>Gregos e a Democracia<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>No ano de 507 aC, o ateniense l\u00edder Cl\u00edstenes introduziu um sistema de reformas      pol\u00edticas que ele chamou demokratia, ou &#8220;governo pelo povo.&#8221; Embora      esta democracia ateniense sobreviveria por apenas dois s\u00e9culos, inven\u00e7\u00e3o Cl\u00edstenes      &#8216;foi um dos da Gr\u00e9cia antiga, mais duradouro contribui\u00e7\u00f5es para o mundo moderno.<\/p>\n   \n<p><strong>Demokratia e os Demos<\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8220;Em uma democracia&#8221;, o historiador grego Her\u00f3doto escreveu, &#8220;n\u00e3o      h\u00e1, primeiro, que mais espl\u00eandida das virtudes, a igualdade perante a lei.&#8221;      Era verdade que Cl\u00edstenes &#8216;demokratia aboliu as diferen\u00e7as pol\u00edticas entre      os aristocratas atenienses que haviam monopolizado por muito tempo o processo      e os de m\u00e9dia e da classe trabalhadora pessoas que compunham o ex\u00e9rcito ea      marinha tomada de decis\u00e3o pol\u00edtica (e cujo descontentamento incipiente era      a raz\u00e3o Cl\u00edstenes introduziu suas reformas, em primeiro lugar). No entanto,      a &#8220;igualdade&#8221; Her\u00f3doto descreveu foi limitada a um pequeno segmento      da popula\u00e7\u00e3o ateniense. Por exemplo, em Atenas, em meados do s\u00e9culo quarto      havia cerca de 100 mil cidad\u00e3os (cidadania ateniense foi limitado a homens      e mulheres cujos pais tamb\u00e9m tinham sido cidad\u00e3os atenienses), cerca de 10.000      metoikoi, ou &#8220;estrangeiros residentes&#8221; e 150.000 escravos. De todas      essas pessoas, apenas os cidad\u00e3os do sexo masculino que eram mais velhos do      que 18 faziam parte das demos, ou seja, apenas cerca de 40 mil pessoas poderiam      participar do processo democr\u00e1tico.<\/p>\n   \n<p><strong>A Ekklesia<\/strong><\/p>\n   \n<p>A democracia ateniense era composta por tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es importantes. A      primeira foi a ekklesia, ou Assembleia, o \u00f3rg\u00e3o soberano de Atenas. Qualquer      membro dos demos &#8211; qualquer um desses 40 mil cidad\u00e3os adultos do sexo masculino      &#8211; era bem-vindo para participar das reuni\u00f5es da ekklesia, que foram realizadas      40 vezes por ano, em um audit\u00f3rio encosta oeste da Acr\u00f3pole chamado Pnyx.      (Apenas cerca de 5.000 homens participaram de cada sess\u00e3o da Assembleia, o      resto estavam servindo no ex\u00e9rcito ou na marinha ou trabalhar para sustentar      suas fam\u00edlias.) Nas reuni\u00f5es, a ekklesia tomou decis\u00f5es sobre a guerra ea      pol\u00edtica externa, escreveu e leis revisto e aprovado ou condenaram a conduta      de funcion\u00e1rios p\u00fablicos. (Ostracismo, no qual um cidad\u00e3o pode ser expulso      da cidade-estado ateniense de 10 anos, estava entre os poderes da ekklesia.)      O grupo tomou decis\u00f5es por maioria simples de votos.<\/p>\n   \n<p><strong>O Boule<\/strong><\/p>\n   \n<p>A segunda institui\u00e7\u00e3o importante foi a boule, ou Conselho dos Quinhentos.      O boule era um grupo de 500 homens, 50 de cada uma das dez tribos atenienses,      que serviu no Conselho por um ano. Ao contr\u00e1rio da ekklesia, o boule conheceu      todos os dias e fez a maioria dos hands-on trabalho de governan\u00e7a. Ele supervisionou      os trabalhadores do governo e estava no comando das coisas como navios da      Marinha (trirremes) e cavalos do ex\u00e9rcito. Tratava-se de embaixadores e representantes      de outras cidades-estados. Sua principal fun\u00e7\u00e3o era decidir o que importa      viria antes da ekklesia. Desta forma, os membros 500 da Boule ditada como      toda a democracia iria trabalhar.<\/p>\n   \n<p>Posi\u00e7\u00f5es sobre o boule foram escolhidos por sorteio e n\u00e3o por elei\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Isso aconteceu porque, em teoria, um sorteio aleat\u00f3rio \u00e9 mais democr\u00e1tico      do que uma elei\u00e7\u00e3o:<\/strong> puro acaso, afinal, n\u00e3o poderia ser influenciado      por coisas como dinheiro ou popularidade. O sistema de loteria impediu tamb\u00e9m      o estabelecimento de uma classe permanente de funcion\u00e1rios p\u00fablicos que poderiam      ser tentados a usar o governo para avan\u00e7ar ou enriquecer. No entanto, os historiadores      argumentam que a sele\u00e7\u00e3o para o boule nem sempre foi apenas uma quest\u00e3o de      oportunidade. Eles observam que ricos e influentes pessoas &#8211; e seus familiares      &#8211; servido no Conselho com muito mais freq\u00fc\u00eancia do que seria prov\u00e1vel em uma      loteria verdadeiramente aleat\u00f3rio.<\/p>\n   \n<p><strong>O Dikasteria<\/strong><\/p>\n   \n<p>A terceira institui\u00e7\u00e3o importante foi os tribunais populares, ou dikasteria.      Todos os dias, mais de 500 jurados foram escolhidos por sorteio de um conjunto      de cidad\u00e3os do sexo masculino com idade superior a 30 anos. De todas as institui\u00e7\u00f5es      democr\u00e1ticas, Arist\u00f3teles argumentou que a dikasteria &#8220;mais contribuiu      para o fortalecimento da democracia&#8221; porque o j\u00fari tinha o poder quase      ilimitado. N\u00e3o havia pol\u00edcia em Atenas, por isso foi os pr\u00f3prios demos que      trouxeram processos judiciais, defendeu da acusa\u00e7\u00e3o e da defesa, e entregues      veredictos e senten\u00e7as pela regra da maioria. (Havia tamb\u00e9m h\u00e1 regras sobre      que tipos de casos poderia ser processado ou o que podia e n\u00e3o podia ser dito      no julgamento, e os cidad\u00e3os atenienses t\u00e3o freq\u00fcentemente usado o dikasteria      punir ou envergonhar seus inimigos.)<\/p>\n   \n<p>Os jurados foram pagos um sal\u00e1rio pelo seu trabalho, para que o trabalho      pudesse ser acess\u00edvel a todos e n\u00e3o apenas os ricos (mas, j\u00e1 que o sal\u00e1rio      era menor do que o trabalhador m\u00e9dio ganhava em um dia, o jurado t\u00edpico era      um aposentado idoso). Uma vez que os atenienses n\u00e3o pagam impostos, o dinheiro      para esses pagamentos veio de direitos aduaneiros, as contribui\u00e7\u00f5es dos aliados      e dos impostos incidentes sobre a metoikoi. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o a esta regra foi      a leitourgia ou liturgia, que era uma esp\u00e9cie de imposto que as pessoas ricas      se ofereceu para pagar a patrocinar grandes empresas civis, como a manuten\u00e7\u00e3o      de um navio da Marinha (esta liturgia foi chamado de trierarchia) ou a produ\u00e7\u00e3o      de um jogo ou desempenho coral no festival anual da cidade.<\/p>\n   \n<p><strong>O fim da democracia ateniense<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Cerca de 460 aC, sob o governo de P\u00e9ricles as gerais (generais estavam      entre os \u00fanicos funcion\u00e1rios p\u00fablicos que foram eleitos e n\u00e3o nomeados) a      democracia ateniense come\u00e7ou a evoluir em algo que poder\u00edamos chamar de uma      aristocracia:<\/strong> a regra de que Her\u00f3doto chamou de &#8220;um homem ,      o melhor. &#8220;Embora os ideais e os processos democr\u00e1ticos n\u00e3o sobreviveram      na Gr\u00e9cia antiga, eles v\u00eam influenciando pol\u00edticos e governos desde ent\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>Fonte: www.history.com<\/p>\n   \n<h6>Gregos e a Democracia<\/h6>\n   \n<p><strong>Os gregos antigos inventaram a famosa democracia. Mas o que era democracia      grega realmente gosta &#8211; e como era diferente do tipo do s\u00e9culo 21?<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>O que est\u00e1 em uma palavra?<\/strong><\/p>\n   \n<p>O que est\u00e1 em uma palavra? Podemos viver em um mundo muito diferente e muito      mais complexo, mas sem os gregos antigos que nem sequer tenho palavras para      falar sobre muitas das coisas que n\u00f3s nos importamos mais sobre. <\/p>\n   \n<p><strong>Tome pol\u00edtica, por exemplo:<\/strong> para al\u00e9m da palavra em si (da      polis, que significa cidade-estado ou comunidade) muitos dos outros termos      pol\u00edticos b\u00e1sicos no nosso vocabul\u00e1rio cotidiano s\u00e3o emprestados dos gregos      antigos: monarquia, aristocracia, a tirania, a oligarquia e &#8211; \u00e9 claro &#8211; democracia.    <\/p>\n   \n<p>A antiga palavra grega que demokratia era amb\u00edgua. Isso significava literalmente      &#8220;povo-poder&#8221;. Mas quem eram as pessoas a quem pertencia o poder?      Era todas as pessoas &#8211; as &#8220;massas&#8221;? Ou s\u00f3 algumas das pessoas &#8211;      os cidad\u00e3os devidamente qualificados? A palavra grega demos pode significar      tanto. H\u00e1 uma teoria de que a palavra demokratia foi cunhado pelos inimigos      da democracia, os membros da elite rica e aristocr\u00e1tica, que n\u00e3o gostava de      ser derrotada pelo rebanho comum, seus inferiores sociais e econ\u00f4micos. Se      essa teoria estiver certa, a democracia deve ter originalmente significava      algo como &#8216;regra de multid\u00e3o &#8220;ou&#8221; ditadura do proletariado &#8220;.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistemas pol\u00edticos gregos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Na \u00e9poca de Arist\u00f3teles (s\u00e9culo IV aC), havia centenas de democracias gregas.      Gr\u00e9cia naqueles tempos n\u00e3o havia uma \u00fanica entidade pol\u00edtica, mas sim uma      cole\u00e7\u00e3o de cerca de 1.500 poleis separados ou espalhados redondas &#8216;cidades&#8217;      \u00e0s margens do Mar Mediterr\u00e2neo e Negro &#8220;, como sapos ao redor de uma      lagoa&#8221;, como Plat\u00e3o, uma vez encantadoramente coloc\u00e1-lo. Aquelas cidades      que n\u00e3o eram democracias eram ou oligarquias &#8211; onde o poder estava nas m\u00e3os      dos poucos cidad\u00e3os mais ricos &#8211; ou monarquias, chamadas de &#8220;tiranias&#8221;      nos casos em que o \u00fanico governante usurpou o poder pela for\u00e7a, em vez de      heran\u00e7a. Das democracias, o mais velho, o mais est\u00e1vel, a mais longa, mas      tamb\u00e9m o mais radical, era Atenas. <\/p>\n   \n<p><strong>S\u00f3lon e Cl\u00edstenes<\/strong><\/p>\n   \n<p>A origem da democracia ateniense dos s\u00e9culos V e IV pode ser rastreada at\u00e9      Solon, que floresceu nos anos em torno de 600 aC. Solon foi um poeta e um      estadista s\u00e1bio, mas n\u00e3o &#8211; ao contr\u00e1rio do mito mais tarde &#8211; um democrata.      Ele n\u00e3o acreditava em pessoas-power como tal. Mas era pacote de reforma constitucional      de S\u00f3lon, que estabeleceu a base sobre a qual a democracia pode ser pioneira      quase 100 anos mais tarde por um aristocrata progressista chamado Cl\u00edstenes.<\/p>\n   \n<p>Cl\u00edstenes era o filho de um ateniense, mas o neto e hom\u00f4nimo de um tirano      grego estrangeira, o governante de S\u00edcion no Peloponeso. Por um tempo, ele      tamb\u00e9m era o irm\u00e3o-de-lei do tirano ateniense Pis\u00edstrato, que tomou o poder      tr\u00eas vezes antes de finalmente estabelecer uma ditadura est\u00e1vel e aparentemente      benevolente. <\/p>\n   \n<p>Foi contra o governo cada vez mais dura do filho mais velho de Peisistratus      que Cl\u00edstenes defendeu um movimento de reforma pol\u00edtica radical que, em 508\/7      inaugurou a constitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica ateniense.<\/p>\n   \n<p><strong>Ephialtes e Pericles<\/strong><\/p>\n   \n<p>Foi sob este sistema pol\u00edtico que Atenas conseguiu resistir as investidas      persa de 490 e 480\/79, o mais visivelmente nas batalhas de Maratona e Salamina.      Essa vit\u00f3ria, por sua vez incentivou os atenienses mais pobres a exigir uma      maior participa\u00e7\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o de sua cidade, e nos Ephialtes 460s atrasados      ??e Pericles presidiu uma radicaliza\u00e7\u00e3o do poder que mudou o equil\u00edbrio de      forma decisiva para as camadas mais pobres da sociedade. Esta foi a Atenas      democr\u00e1tica que ganhou e perdeu um imp\u00e9rio, que construiu o Partenon, que      deu um est\u00e1gio de \u00c9squilo, S\u00f3focles, Eur\u00edpides e Arist\u00f3fanes, e que lan\u00e7ou      as bases do pensamento racional e cr\u00edtico ocidental.<\/p>\n   \n<p>O sistema democr\u00e1tico n\u00e3o era, \u00e9 claro, sem cr\u00edticas internas, e quando Atenas      tinha sido enfraquecido pela catastr\u00f3fica Guerra do Peloponeso (431-404),      estes cr\u00edticos tem a chance de traduzir palavras em atos. Em 411 e novamente      em 404 oligarcas atenienses levou contra-revolu\u00e7\u00f5es que substitu\u00edram a democracia      com extrema oligarquia. Em 404 os oligarcas foram apoiados pelo antigo inimigo      de Atenas, Esparta -, mas mesmo assim os oligarcas atenienses descobriu que      era imposs\u00edvel manter-se no poder, e depois de apenas um ano, a democracia      foi restaurada. A anistia geral foi declarado (a primeira na hist\u00f3ria registrada)      e &#8211; com algumas &#8220;blips&#8221; not\u00f3rios como o julgamento de S\u00f3crates &#8211;      a democracia ateniense restaurado floresceu de forma est\u00e1vel e eficaz por      mais 80 anos. Finalmente, em 322, o reino da Maced\u00f4nia, que havia subido em      Philip e seu filho Alexandre, o Grande para se tornar o soberano de todos      Egeu Gr\u00e9cia terminou uma das experi\u00eancias mais bem sucedidas de sempre no      cidad\u00e3o auto-governo. Democracia continuaram em outras partes do mundo grego      de forma limitada &#8211; at\u00e9 que os romanos extinta para o bem. <\/p>\n   \n<p><strong>Democracia grega e da democracia moderna<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os arquitetos das primeiras democracias da era moderna, a Fran\u00e7a p\u00f3s-revolucion\u00e1ria      e os Estados Unidos, afirmou que uma linha de descend\u00eancia de demokratia grega      cl\u00e1ssica &#8211; &#8220;governo do povo pelo povo para o povo&#8221;, como Abraham      Lincoln colocou. <\/p>\n   \n<p><strong>Mas neste momento, \u00e9 fundamental que tenhamos em mente as diferen\u00e7as      entre o nosso e os sistemas de democracia dos gregos &#8211; tr\u00eas diferen\u00e7as fundamentais      em particular:<\/strong> de escala, de participa\u00e7\u00e3o e de elegibilidade. <\/p>\n   \n<p>Primeiro, a escala. N\u00e3o houve censos populacionais adequados em Atenas antiga,      mas a suposi\u00e7\u00e3o moderna mais educado coloca a popula\u00e7\u00e3o total de Atenas do      s\u00e9culo V, incluindo o seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio de Attica, em torno de 250 mil      &#8211; homens, mulheres e crian\u00e7as, livres e n\u00e3o livres, emancipados e marginalizados.    <\/p>\n   \n<p>Os machos adultos de nascimento ateniense e status completo &#8211; Desses 250      mil, em m\u00e9dia, cerca de 30.000 foram totalmente integralizado cidad\u00e3os. Desses      30 mil, talvez 5000 pode freq\u00fcentar regularmente uma ou mais reuni\u00f5es da Assembleia      Popular, de que havia pelo menos 40 por ano na \u00e9poca de Arist\u00f3teles. Foram      selecionadas 6.000 cidad\u00e3os para preencher o painel anual de potenciais jurados      que se o pessoal dos tribunais do j\u00fari popular (um tamanho t\u00edpico do j\u00fari      era 501), como para o julgamento de S\u00f3crates.<\/p>\n   \n<p><strong>Um clube de homens atenienses<\/strong><br \/>\n<br \/>\n     A segunda principal diferen\u00e7a \u00e9 o n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o. Nossa democracia      \u00e9 representativa &#8211; n\u00f3s escolhemos os pol\u00edticos para governar por n\u00f3s. A democracia      ateniense era direta e in-your-face. Para torn\u00e1-lo mais participativo poss\u00edvel,      a maioria dos funcion\u00e1rios e de todos os jurados foram selecionados por sorteio.    <\/p>\n   \n<p>Isso foi pensado para ser a forma democr\u00e1tica, desde a elei\u00e7\u00e3o favoreceu      os ricos, famosos e poderosos sobre o cidad\u00e3o comum. A partir de meados do      s\u00e9culo V, os detentores de cargos, jurados, membros da principal Conselho      administrativo da cidade de 500, e at\u00e9 mesmo frequentadores da Assembleia      foram pagos uma pequena quantia de fundos p\u00fablicos para compensar o tempo      gasto em servi\u00e7o pol\u00edtico longe do campo ou oficina.<\/p>\n   \n<p>A terceira diferen\u00e7a chave \u00e9 a elegibilidade. Apenas os cidad\u00e3os adultos      do sexo masculino precisam solicitar os privil\u00e9gios e deveres de um governo      democr\u00e1tico, e um crit\u00e9rio de nascimento de dupla descend\u00eancia &#8211; de uma m\u00e3e      ateniense, assim como o pai &#8211; era estritamente insistiu. As mulheres, mesmo      atenienses, foram totalmente exclu\u00eddos &#8211; este era um clube para homens. Estrangeiros,      estrangeiros de escravos, especialmente sem liberdade, foram exclu\u00eddos formalmente      e rigorosamente. O corpo cidad\u00e3o era uma elite pol\u00edtica fechado. <\/p>\n   \n<p><strong>Um espa\u00e7o pol\u00edtico<\/strong><\/p>\n   \n<p>Existem algumas diferen\u00e7as importantes tamb\u00e9m. A democracia ateniense n\u00e3o      aconteceu apenas na Assembleia e no Conselho. Os tribunais tamb\u00e9m foram espa\u00e7os      essencialmente pol\u00edticas, localizado simbolicamente bem no centro da cidade.      Arist\u00f3teles, em sua Pol\u00edtica definiu o cidad\u00e3o democr\u00e1tico como o homem que      tem uma parte (legal) julgamento e escrit\u00f3rio. Tamb\u00e9m na sombra da Acr\u00f3pole      colocar o teatro de Dion\u00edsio. O drama ateniense, tr\u00e1gico e c\u00f4mico, era uma      atividade fundamentalmente pol\u00edtico, bem como, envolvendo a cidade eo cidad\u00e3o-corpo,      direta ou indiretamente, da a\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica encenada.<\/p>\n   \n<p><strong>Poder para o povo<\/strong><\/p>\n   \n<p>Uma pr\u00e1tica democr\u00e1tica distintamente ateniense que despertou a ira especial      dos cr\u00edticos do sistema era a pr\u00e1tica do ostracismo &#8211; a partir da palavra      grega para caco. Nesta elei\u00e7\u00e3o reversa para decidir qual o l\u00edder pol\u00edtico      deve ser exilado por dez anos, os eleitores riscado ou pintado o nome de seu      candidato preferido em um peda\u00e7o de cer\u00e2mica quebrada. Pelo menos 6.000 cidad\u00e3os      tiveram que &#8216;votar&#8217; para um ostracismo para ser v\u00e1lido, e toda o maior peixe      pol\u00edtico arriscou ser frito desta forma cerimoniosa. Por quase 100 anos ostracismo      cumpriu a sua fun\u00e7\u00e3o de abortar agita\u00e7\u00e3o civil graves ou at\u00e9 mesmo a guerra      civil. No final do s\u00e9culo V, foi substitu\u00eddo por um procedimento legal administrada      pelos jurados dos tribunais das pessoas. Poder para o povo, todas as pessoas,      especialmente os pobres maioria, manteve-se o princ\u00edpio orientador da democracia      ateniense. <\/p>\n   \n<p><strong>Paul Cartledge<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte: www.bbc.co.uk<\/p>\n   \n<h6>Gregos e a Democracia<\/h6>\n   \n<p>Nenhum povo do mundo antigo contribuiu tanto para a riqueza e a compreens\u00e3o      da Pol\u00edtica, no seu sentido mais amplo, como o fizeram os gregos de outrora.      Os nomes de S\u00f3crates, Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, no campo da teoria, de P\u00e9ricles      e de Dem\u00f3stenes na arte da orat\u00f3ria, est\u00e3o presentes em qualquer estudo erudito      que se fa\u00e7a a respeito e mesmo nos mais singelos manuais de divulga\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Entendiam-na &#8211; a pol\u00edtica &#8211; como uma ci\u00eancia superior, determinante de qualquer      organiza\u00e7\u00e3o social e com inquestion\u00e1veis reflexos sobre a vida dos indiv\u00edduos.      Para Arist\u00f3teles era a arte de governar a cidade-estado (p\u00f3lis). Por n\u00e3o conviverem      com estados-nacionais, mas sim com organiza\u00e7\u00f5es menores, as cidades, para      os gregos, tornaram-se o objeto da sua maior aten\u00e7\u00e3o. Como nenhum outro povo,      interessaram-se pela administra\u00e7\u00e3o da coisa p\u00fablica, envolvendo-se nos intensos      e acalorados debates pol\u00edticos que afetavam a comunidade, manifestando extraordin\u00e1ria      consci\u00eancia sobre a import\u00e2ncia e o significado da palavra eleut\u00e9ria , entendida      como liberdade e independ\u00eancia da cidade em rela\u00e7\u00e3o a qualquer outro poder      vindo de fora &#8211; num mundo cercado pelo despotismo e pela tirania. A sua contribui\u00e7\u00e3o      n\u00e3o se confinou somente ao te\u00f3rico, pois tamb\u00e9m legaram os grandes discursos      de Dem\u00f3stenes e de \u00c9squines que imortalizaram a orat\u00f3ria voltada para a a\u00e7\u00e3o..    <\/p>\n   \n<p><b>A DEMOCRACIA <\/b><\/p>\n   \n<p style=\"line-height:100%; margin-top:0; margin-right:5%; margin-bottom:0; margin-left:5%;\"><strong>&#8220;Vivemos      sob a forma de governo que n\u00e3o se baseia nas institui\u00e7\u00f5es de nossos vizinhos;      ao contr\u00e1rio, servimos de modelo a alguns ao inv\u00e9s de imitar os outros. Seu      nome, como tudo o que depende n\u00e3o de poucos mas da maioria, \u00e9 democracia&#8221;      <\/strong>P\u00e9ricles, <i>Ora\u00e7\u00e3o f\u00fanebre<\/i>, in Tucidides: <i>A Guerra do Peloponeso<\/i>,      Livro II, 37. <\/p>\n   \n<p><b>As origens da democracia <\/b><\/p>\n   \n<p>Atenas, a mais pr\u00f3spera das cidades-estados da Gr\u00e9cia Ocidental, no decorrer      do s\u00e9culo IV a.C., estava sendo governada por um regime tir\u00e2nico. Em 560 a.C.      Pis\u00edstrato, um l\u00edder popular, havia tomado o poder por meio de um astucioso      estratagema, tornando-se o homem-forte da p\u00f3lis. Apesar da ilegalidade da      sua ascens\u00e3o, isso n\u00e3o o impediu de fazer uma administra\u00e7\u00e3o que muito impulsionou      a prosperidade e o bem-estar da capital da \u00c1tica. Seus filhos, H\u00edpias e Hiparco,      que o sucederam em 527 a. C., n\u00e3o tiveram o talento paterno para manter a      fidelidade dos cidad\u00e3os. Em 514 a.C., Hiparco foi morto por dois jovens, Arm\u00f3dio      e Arist\u00f3giton, que passaram a ser venerados como os tiranicidas. Sentindo      a perda do prest\u00edgio do regime, H\u00edpias fugiu de Atenas, refugiando-se num      protetorado persa. A queda da tirania abriu caminho para que os dois partidos      tradicionais da cidade, o dos ricos, chefiado por Is\u00e1goras, e o dos populares,      liderado por Cl\u00edstenes, passassem a disputar o controle de Atenas. Is\u00e1goras,      apoiado pelo rei espartano Cle\u00f4menes, conseguiu desterrar Cl\u00edstenes. <\/p>\n   \n<p>Mas o povo se sublevou e conseguiu trazer o l\u00edder de volta, dando-lhe plenos      poderes para elaborar uma nova constitui\u00e7\u00e3o. A tirania havia perseguido os      partid\u00e1rios da aristocracia, enfraquecendo a nobreza urbana, criando-se assim      as condi\u00e7\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o de um regime novo. A monarquia, por sua vez,      j\u00e1 fora abolida h\u00e1 muitos s\u00e9culos e o t\u00edtulo de rei (basileus) era mantido      apenas por tradi\u00e7\u00e3o. O regime olig\u00e1rquico, por seu lado, tamb\u00e9m sucumbira      \u00e0 tirania de Pis\u00edstrato. <\/p>\n   \n<p><strong>Abriam-se as portas, depois da expuls\u00e3o do descendente do tirano,      para uma experi\u00eancia in\u00e9dita: <\/strong>o regime governado diretamente pelo      povo, a democracia. <\/p>\n   \n<p><b>A constitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica <\/b><\/p>\n   \n<p>Com poderes delegados pelo povo como nomotheta, Cl\u00edstenes implementou uma      profunda reforma pol\u00edtica que tinha como objetivo deslocar o poder das m\u00e3os      dos nobres para as dos demos, palavra que significava n\u00e3o apenas povo, como      tamb\u00e9m os bairros e comunidades habitados. <\/p>\n   \n<p>A antiga divis\u00e3o pol\u00edtica da cidade de Atenas estava baseada nas quatro tribos      (filiai) formadoras originais da regi\u00e3o, denominadas de guerreiros (Hoples),      cultivadores (Gele\u00f4n), pastores (Aegicoros) e artes\u00e3os (Argad\u00eas), todas filhas      de um m\u00edtico antepassado, Ion (da\u00ed vem a palavra j\u00f4nico, que denomina o povo      que habitava Atenas e as regi\u00f5es vizinhas). Cada uma delas era chefiada por      um patriarca, o filobasileus, que mantinha uma rela\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio sobre seus      integrantes, favorecia os membros da nobreza, os quais integravam o sistema      das tribos e exerciam sua autoridade baseada na tradi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Cl\u00edstenes, em 502 a.C., desativou a divis\u00e3o por tribos e reestruturou a cidade      em uma outra, baseada em 10 demos que estavam distribu\u00eddos pelo interior,      na cidade e no litoral. Considerava-se cidad\u00e3o (thetes) qualquer ateniense      maior de 18 anos que tivesse prestado servi\u00e7o militar e que fosse homem livre.      Da reforma em diante, os homens da cidade n\u00e3o usariam mais o nome da fam\u00edlia,      mas, sim, o do demos a que pertenciam. Manifestariam sua fidelidade n\u00e3o mais      \u00e0 fam\u00edlia (gens) em que haviam nascido, mas \u00e0 comunidade (dem\u00f3i) em que viviam,      transferindo sua afei\u00e7\u00e3o de uma inst\u00e2ncia menor para uma maior. O objetivo      do sistema era a participa\u00e7\u00e3o de todos nos assuntos p\u00fablicos, determinando      que a representa\u00e7\u00e3o popular se fizesse n\u00e3o por elei\u00e7\u00e3o, mas por sorteio. <\/p>\n   \n<p><b>A cr\u00edtica \u00e0 democracia <\/b><\/p>\n   \n<p>Esse foi um dos aspectos da democracia ateniense que mais cr\u00edtica sofreu      por parte dos fil\u00f3sofos, especialmente de S\u00f3crates e Plat\u00e3o. Eles n\u00e3o aceitavam      que a nave do estado fosse conduzida aleatoriamente, ao sabor do acaso. Plat\u00e3o      afirmava que adotar esse costume era o mesmo que realizar um sorteio entre      os marinheiros, num mar escalpelado, para ver qual deles deveria ser o piloto      a conduzir o tim\u00e3o para levar o barco a um porto seguro. Parecia-lhe evidente      que se exigisse que mesmo as tarefas comuns fossem assumidas por profissionais,      hoje dir\u00edamos t\u00e9cnicos; o estado s\u00f3 poderia ser dirigido por especialistas,      pelos fil\u00f3sofos ou pelo rei-fil\u00f3sofo, como logo abaixo ser\u00e1 exposto. O questionamento      dele tornou-se, desde ent\u00e3o, um tema cl\u00e1ssico no debate pol\u00edtico sobre quem      deve reger o estado, a maioria ou somente os t\u00e9cnicos? <\/p>\n   \n<p><b>A igualdade <\/b><\/p>\n   \n<p>A base da democracia \u00e9 a igualdade de todos os cidad\u00e3os. Igualdade perante      a lei (isonomia), e igualdade de poder se pronunciar na assembl\u00e9ia (isagoria),      quer dizer, direito \u00e0 palavra. Essas duas liberdades s\u00e3o os pilares do novo      regime, estendidos a ricos e pobres, a nobres e plebeus. O sistema de sorteio      evitava, em parte, a forma\u00e7\u00e3o de uma classe de pol\u00edticos profissionais que      atuassem de uma maneira separada do povo, procurando fazer com que qualquer      um se sentisse apto a manejar os assuntos p\u00fablicos, eliminado-se a aliena\u00e7\u00e3o      pol\u00edtica dos indiv\u00edduos. <\/p>\n   \n<p>Procurava-se, com o exerc\u00edcio direto da participa\u00e7\u00e3o, tornar o p\u00fablico coisa      privada. Sob o ponto de vista grego, o cidad\u00e3o que se negasse a participar      dos assuntos p\u00fablicos, em nome da sua privacidade, era moralmente condenado.      Criticavam-no por sua apatia ou idiotia. Quem precisava de muros para se proteger      era a comunidade, n\u00e3o as casas dos indiv\u00edduos. <\/p>\n   \n<p><b>Institui\u00e7\u00f5es da democracia <\/b><\/p>\n   \n<p><b>O Conselho dos 500<\/b> <\/p>\n   \n<p>Uma vez por ano, os demos sorteavam 50 cidad\u00e3os para se apresentarem no Conselho      (Boul\u00ea) que governava a cidade em car\u00e1ter permanente. Como eram 10 demos,      ele denominava-se &#8220;Conselho dos 500&#8221;. Entre estes 500 deputados      eram sorteados 50 que formavam a pritania ou presid\u00eancia do Conselho, respons\u00e1vel      pela administra\u00e7\u00e3o da cidade por 35 ou 36 dias. Cada demos era chamado, alternadamente,      a responder pelos assuntos da p\u00f3lis, durante um certo per\u00edodo. O Conselho      determinava a pauta das discuss\u00f5es, bem como a convoca\u00e7\u00e3o das assembl\u00e9ias      gerais populares (a Ecclesia), que se realizavam duas vezes por semana. <\/p>\n   \n<p><b>A Ecclesia<\/b> <\/p>\n   \n<p>A assembl\u00e9ia geral que reunia o povo inteiro n\u00e3o tinha um lugar fixo. A palavra      ecclesia era utilizada para definir, genericamente, qualquer reuni\u00e3o para      debater quest\u00f5es p\u00fablicas, semelhante ao com\u00edcio (comitiu) romano em sua forma      original. Entretanto, em Atenas costumou-se fazer esses grandes encontros      num lugar chamado Pnix, uma grande pedra que dominava uma colina, a qual comportava      parte consider\u00e1vel dos cidad\u00e3os. Quando a ecclesia estava reunida, n\u00e3o s\u00f3      entravam na li\u00e7a os problemas mais candentes da comunidade, como se escolhiam      os magistrados eletivos. As fun\u00e7\u00f5es executivas estavam divididas entre os      magistrados sorteados e os escolhidos por voto popular. Eles eram respons\u00e1veis      perante a ecclesia por todos os seus atos, podendo ser julgados por ela em      caso de falta grave. <\/p>\n   \n<p><b>Os magistrados<\/b> <\/p>\n   \n<p>As magistraturas eletivas concentravam maior prest\u00edgio. \u00c9 o caso dos estrategos,      que formavam uma esp\u00e9cie de estado-maior que reunia os comandantes militares      que chefiavam os soldados de infantaria (hoplitas) em tempos de guerra. Cada      estratego tinha que ser indicado (eleito diretamente) pelo seu demos e aprovado      pela ecclesia. O comando supremo era entregue ao arconte-polemarco, chefe      das for\u00e7as armadas e virtual l\u00edder pol\u00edtico da cidade. Explica-se a longa      lideran\u00e7a de P\u00e9ricles, por mais de 30 anos, de 460 a 429 a.C., como resultado      de suas sucessivas reelei\u00e7\u00f5es para o cargo de estratego. <\/p>\n   \n<p>A segunda magistratura em import\u00e2ncia era a dos juizes (arcontes) que formavam      o Tribunal de Justi\u00e7a (are\u00f3pago), em n\u00famero de nove. O t\u00edtulo de rei (basileus),      como j\u00e1 vimos, era mantido para o respons\u00e1vel pelo cerimonial religioso. A      diferen\u00e7a entre as magistraturas escolhidas por sorteio das determinadas por      voto \u00e9 de que as primeiras n\u00e3o podiam ser reeleitas. <\/p>\n   \n<p><b>Os exclu\u00eddos<\/b> <\/p>\n   \n<p>Quem participava efetivamente da vida democr\u00e1tica da cidade de Atenas? <\/p>\n   \n<p>Estimativas calculam que sua popula\u00e7\u00e3o, no apogeu da cidade, nos s\u00e9culos      V-IV a. C., dificilmente ultrapassava 400 mil habitantes [ 130 mil cidad\u00e3os      (th\u00e8tes), 120 mil estrangeiros (m\u00e9toikion) e 120-130 mil escravos (andrapoda)].      A sociedade ateniense vivia em parte do trabalho dos escravos, sendo esses      estrangeiros, visto que, desde os tempos das leis de S\u00f3lon (cerca de 594 a.C.),      gregos n\u00e3o podiam escravizar gregos. Al\u00e9m dos escravos, tanto os p\u00fablicos      como os dom\u00e9sticos (oik\u00e9t\u00e8s) &#8211; ex-prisioneiros de guerra ou comprados nos      mercados de escravos &#8211; exclu\u00eddos da cidadania, contavam-se os estrangeiros      (m\u00e9toikion) e seus filhos, que igualmente n\u00e3o eram considerados cidad\u00e3os.      As mulheres, independentemente da sua classe social ou origem familiar, encontravam-se      afastadas da vida pol\u00edtica. A grande parte da popula\u00e7\u00e3o, dessa forma, n\u00e3o      participava dos destinos p\u00fablicos, estimando-se que os direitos de cidadania      estavam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, no m\u00e1ximo, de 30-40 mil homens, mais ou menos um d\u00e9cimo      da popula\u00e7\u00e3o total. <\/p>\n   \n<p><b>O ostracismo<\/b> <\/p>\n   \n<p>Uma t\u00edpica institui\u00e7\u00e3o da democracia ateniense foi o ostracismo (ostrak\u00f3n).      Tratava-se da vota\u00e7\u00e3o feita anualmente para excluir da vida pol\u00edtica aquele      indiv\u00edduo que fosse considerado uma amea\u00e7a \u00e0s institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas. Consta      ter sido Cl\u00edstenes quem por primeiro se utilizou dele para banir da cidade      velhos seguidores da tirania. Para o cidad\u00e3o perder seus direitos pol\u00edticos      por 10 anos era necess\u00e1rio, entretanto, que seu nome fosse apontado, geralmente      em peda\u00e7os de cer\u00e2mica, em elei\u00e7\u00f5es secretas por mais de 6.000 votos. Isso      evitava que ele fosse v\u00edtima do capricho de um l\u00edder pol\u00edtico que desejasse      exil\u00e1-lo da comunidade. Pode-se considerar o ostracismo como uma pr\u00e1tica civilizada,      pois evitava-se executar o advers\u00e1rio pol\u00edtico, sendo aplicado principalmente      contra os chefes do partido aristocr\u00e1tico, que sempre conspiravam contra o      bom funcionamento da democracia. Al\u00e9m do mais, n\u00e3o se tocava nos bens do atingido,      comprometendo-se o estado a n\u00e3o causar nenhum dano a seus familiares, que      ficavam sob sua prote\u00e7\u00e3o. Cumpridos os dez anos de ex\u00edlio, ele podia retornar      e assumir plenamente os seus direitos de cidadania. <\/p>\n   \n<p><b>Apogeu e crise da democracia <\/b><\/p>\n   \n<p>Como qualquer outro regime pol\u00edtico, a democracia ateniense foi testada pelas      guerras. Por duas vezes os gregos estiveram amea\u00e7ados de perder sua liberdade.    <\/p>\n   \n<p>A primeira deu-se quando uma expedi\u00e7\u00e3o naval dos persas tentou desembarcar      nas praias de Maratona, sendo derrotada pelo general ateniense Milc\u00edades,      em 490 a.C., e a segunda, quando os persas invadiram a Gr\u00e9cia sob o comando      do rei Xerxes, em 480 a.C., sendo novamente derrotados nas batalhas de Salamina      e Plat\u00e9ias, desta vez por Tem\u00edstocles. A vit\u00f3ria de Atenas projetou-a como      l\u00edder das cidades gregas, formando-se ent\u00e3o uma simaquia, ou liga federada      entre as polis, denominada de Liga de Delos (formada em 478 a.C. e extinta      em 404 a.C.). <\/p>\n   \n<p>Durante o trint\u00eanio de P\u00e9ricles, tamb\u00e9m considerado como o per\u00edodo do seu      apogeu, aproveitou-se dessa lideran\u00e7a para lan\u00e7ar m\u00e3o dos recursos financeiros      da Liga para embelezar a cidade, restaurando ent\u00e3o o c\u00e9lebre templo do P\u00e1rtenon      (em honra \u00e0 deusa Atena P\u00e1rtenos, a protetora) em m\u00e1rmore e ouro. <\/p>\n   \n<p><strong>Isso serviu de motivo para que as demais cidades integrantes da Liga      de Delos se sentissem lesadas, situa\u00e7\u00e3o que terminou sendo explorada por Esparta,      que liderou uma confedera\u00e7\u00e3o contra os atenienses, levando-os a uma guerra      desastrosa: <\/strong>a Guerra do Peloponeso. <\/p>\n   \n<p><b>Elf\u00edades e P\u00e9ricles <\/b><\/p>\n   \n<p><strong>Dois l\u00edderes do partido democr\u00e1tico se destacam naquela \u00e9poca de      esplendor:<\/strong> Elf\u00edades e P\u00e9ricles.<\/p>\n   \n<p>O primeiro conseguiu reduzir o poder do Are\u00f3pago ateniense (esp\u00e9cie de senado      vital\u00edcio e s\u00edmbolo do poder dos aristocratas) e o outro introduziu o pagamento      em forma de subs\u00eddio a todo cidad\u00e3o pobre que participasse das tarefas pol\u00edticas      das cidades, denominado de mistoforia (o misthos ecclesiastik\u00f3s). Dessa forma,      os de origem humilde, podiam ter sua atividade garantida nas assembl\u00e9ias,      bem como exercer algumas das magistraturas. Essa pr\u00e1tica desagradou profundamente      os nobres e os ricos. S\u00f3crates, que n\u00e3o tinha simpatias pela democracia, lamentava      que as assembl\u00e9ias estivessem tomadas por sapateiros, carpinteiros, ferreiros,      tendeiros e at\u00e9 vendedores ambulantes, o que fazia com que as pessoas de bom      gosto e fortuna se afastassem da vida p\u00fablica, abandonando o campo da pol\u00edtica      nas m\u00e3os dos demagogos e dos sicofantas (delatores profissionais). <\/p>\n   \n<p><b>A guerra do Peloponeso <\/b><\/p>\n   \n<p>Mas a verdadeira causa do decl\u00ednio das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas foi, como      vimos, resultado da derrota ateniense, perante as for\u00e7as espartanas na longa      Guerra do Peloponeso (431 &#8211; 404 a.C.). A oligarquia tentou retomar o poder      do meio do governo dos &#8220;Trinta tiranos&#8221;, em 404-403 a.C., mas uma      rebeli\u00e3o pr\u00f3-democracia conseguiu restabelec\u00ea-la. Em 338 a.C. os atenienses      sofreram um novo rev\u00e9s, dessa vez perante as for\u00e7as do rei da Maced\u00f4nia, Felipe      II, e seu filho Alexandre, na batalha de Queron\u00e9ia, fazendo com que a cidade      terminasse por ser governada pelos sucessores (di\u00e1docos) maced\u00f4nicos. Seu      eclipse final ocorreu durante o dom\u00ednio romano, quando a Gr\u00e9cia inteira se      torna uma prov\u00edncia do Imp\u00e9rio, a partir de 146 a.C. <\/p>\n   \n<p><b>O mito das virtudes democr\u00e1ticas <\/b><\/p>\n   \n<p><strong>Plat\u00e3o, num dos seus di\u00e1logos, o Prot\u00e1goras, ou os Sofistas, reproduz      o seguinte mito, narrado pelo fil\u00f3sofo Prot\u00e1goras a S\u00f3crates, que duvidava      ser a pol\u00edtica uma atividade ao alcance de todos: <\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8220;O homem, ao participar das qualidades divinas (a sabedoria das artes      \u00fateis e o dom\u00ednio do fogo), foi primeiramente o \u00fanico animal que honrou os      deuses e se dedicou a construir altares e imagens das deidades: teve, al\u00e9m      disso, a arte de emitir sons e palavras articuladas, inventou as habita\u00e7\u00f5es,      os vestidos, o cal\u00e7ado, os meios de abrigar-se e os alimentos que nascem da      terra. Apetrechados dessa maneira para a vida, os seres humanos viviam dispersos,      sem que existisse nenhuma cidade; assim, pois, eram destru\u00eddos pelos animais,      que sempre, em todas as partes, eram mais fortes do que eles, e seu engenho,      suficiente para aliment\u00e1-los, seguia sendo impotente para a guerra contra      os animais; a causa disso residia em que n\u00e3o possu\u00edam a arte da pol\u00edtica (Politike      techne), da qual a arte da guerra \u00e9 uma parte. Buscaram, pois, uma maneira      de reunir-se e de fundar cidades para defender-se. Mas, uma vez reunidos,      feriam-se mutuamente, por carecer da arte da pol\u00edtica, de forma que come\u00e7aram      de novo a dispersar-se e a morrer. <\/p>\n   \n<p><b>Zeus lhes envia o pudor e a justi\u00e7a <\/b><\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o Zeus, preocupado ao ver nossa esp\u00e9cie amea\u00e7ada de desaparecimento,      mandou Hermes trazer para os homens o pudor e a justi\u00e7a (aid\u00f3s e dik\u00ea), para      que nas cidades houvesse harmonia e la\u00e7os criadores de amizade. <\/p>\n   \n<p><strong>Hermes, pois, perguntou a Zeus de que maneira deveria dar aos humanos      o pudor e a justi\u00e7a:<\/strong> &#8220;Deverei distribu\u00ed-los como as demais artes?      Estas se encontram distribu\u00eddas da seguinte forma: um s\u00f3 m\u00e9dico \u00e9 suficiente      para muitos profanos, o mesmo ocorre com os demais artes\u00e3os. Ser\u00e1 essa a maneira      pela qual deverei implantar a justi\u00e7a e o pudor entre os humanos ou deverei      distribu\u00ed-los entre todos?&#8221; &#8220;Entre todos&#8221;, disse Zeus, que      cada um tenha a sua parte nessas virtudes, j\u00e1 que se somente alguns as tivessem,      as cidades n\u00e3o poderiam subsistir, pois neste caso n\u00e3o ocorre como nas demais      artes; al\u00e9m disso, estabelecer\u00e1s em meu nome esta lei, a saber: que todo homem      incapaz de ter parte na justi\u00e7a e no pudor deve ser condenado \u00e0 morte, como      uma praga da cidade.&#8221; (PLAT\u00c3O &#8220;Prot\u00e1goras ou os Sofistas&#8221; In:      Obras Completas. Madri: Aguilar, 1974, pp. 168\/9.) <\/p>\n   \n<p><strong>Voltaire Schilling <\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte: www.robertexto.com<\/p>\n   \n<h6>Gregos e a Democracia<\/h6>\n   \n<p>Nenhum povo do mundo antigo contribuiu tanto para a riqueza e a compreens\u00e3o      da Pol\u00edtica, no seu sentido mais amplo, como o fizeram os <strong>gregos<\/strong>      de outrora. <\/p>\n   \n<p>Os nomes de S\u00f3crates, Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, no campo da teoria, de P\u00e9ricles      e de Dem\u00f3stenes na arte da orat\u00f3ria, est\u00e3o presentes em qualquer estudo erudito      que se fa\u00e7a a respeito e mesmo nos mais singelos manuais de divulga\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Entendiam-na &#8211; a pol\u00edtica &#8211; como uma ci\u00eancia superior, determinante de qualquer      organiza\u00e7\u00e3o social e com inquestion\u00e1veis reflexos sobre a vida dos indiv\u00edduos.    <\/p>\n   \n<p>Para Arist\u00f3teles era a arte de governar a cidade-estado (p\u00f3lis). Por n\u00e3o      conviverem com estados-nacionais, mas sim com organiza\u00e7\u00f5es menores, as cidades,      para os gregos, tornaram-se o objeto da sua maior aten\u00e7\u00e3o. Como nenhum outro      povo, interessaram-se pela administra\u00e7\u00e3o da coisa p\u00fablica, envolvendo-se nos      intensos e acalorados debates pol\u00edticos que afetavam a comunidade, manifestando      extraordin\u00e1ria consci\u00eancia sobre a import\u00e2ncia e o significado da palavra      eleut\u00e9ria , entendida como liberdade e independ\u00eancia da cidade em rela\u00e7\u00e3o      a qualquer outro poder vindo de fora &#8211; num mundo cercado pelo despotismo e      pela tirania. A sua contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o se confinou somente ao te\u00f3rico, pois      tamb\u00e9m legaram os grandes discursos de Dem\u00f3stenes e de \u00c9squines que imortalizaram      a orat\u00f3ria voltada para a a\u00e7\u00e3o.. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Democr14.jpg\" width=\"242\" height=\"240\" \/><br \/>\n<strong>Dem\u00f3stenes (384-322 a.C.) e seu rival \u00c9squines (389-314 a.C.) <\/strong><\/p>\n   \n<h4>A DEMOCRACIA <\/h4>\n   \n<p>&#8220;Vivemos sob a forma de governo que n\u00e3o se baseia nas institui\u00e7\u00f5es de      nossos vizinhos; ao contr\u00e1rio, servimos de modelo a alguns ao inv\u00e9s de imitar      os outros. Seu nome, como tudo o que depende n\u00e3o de poucos mas da maioria,      \u00e9 <strong>democracia<\/strong>&#8221; P\u00e9ricles, Ora\u00e7\u00e3o f\u00fanebre, in Tucidides:      A Guerra do Peloponeso, Livro II, 37. <\/p>\n   \n<h4>As origens da democracia <\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Democr15.jpg\" width=\"158\" height=\"240\" \/><br \/>\n<strong>Harm\u00f3dio e Arist\u00f3giton, os tiranicidas, considerados her\u00f3is da democracia      <\/strong><\/p>\n   \n<p>Atenas, a mais pr\u00f3spera das cidades-estados da Gr\u00e9cia Ocidental, no decorrer      do s\u00e9culo IV a.C., estava sendo governada por um regime tir\u00e2nico. Em 560 a.C.      Pis\u00edstrato, um l\u00edder popular, havia tomado o poder por meio de um astucioso      estratagema, tornando-se o homem-forte da p\u00f3lis. Apesar da ilegalidade da      sua ascens\u00e3o, isso n\u00e3o o impediu de fazer uma administra\u00e7\u00e3o que muito impulsionou      a prosperidade e o bem-estar da capital da \u00c1tica. Seus filhos, H\u00edpias e Hiparco,      que o sucederam em 527 a. C., n\u00e3o tiveram o talento paterno para manter a      fidelidade dos cidad\u00e3os. Em 514 a.C., Hiparco foi morto por dois jovens, Arm\u00f3dio      e Arist\u00f3giton, que passaram a ser venerados como os tiranicidas. Sentindo      a perda do prest\u00edgio do regime, H\u00edpias fugiu de Atenas, refugiando-se num      protetorado persa. A queda da tirania abriu caminho para que os dois partidos      tradicionais da cidade, o dos ricos, chefiado por Is\u00e1goras, e o dos populares,      liderado por Cl\u00edstenes, passassem a disputar o controle de Atenas. Is\u00e1goras,      apoiado pelo rei espartano Cle\u00f4menes, conseguiu desterrar Cl\u00edstenes. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Democr16.jpg\" width=\"204\" height=\"212\" \/><br \/>\n<strong>Tucidides, historiador que registrou o discurso de P\u00e9ricles <\/strong><\/p>\n   \n<p>Mas o povo se sublevou e conseguiu trazer o l\u00edder de volta, dando-lhe plenos      poderes para elaborar uma nova constitui\u00e7\u00e3o. A tirania havia perseguido os      partid\u00e1rios da aristocracia, enfraquecendo a nobreza urbana, criando-se assim      as condi\u00e7\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o de um regime novo. A monarquia, por sua vez,      j\u00e1 fora abolida h\u00e1 muitos s\u00e9culos e o t\u00edtulo de rei (basileus) era mantido      apenas por tradi\u00e7\u00e3o. O regime olig\u00e1rquico, por seu lado, tamb\u00e9m sucumbira      \u00e0 tirania de Pis\u00edstrato. <\/p>\n   \n<p><strong>Abriam-se as portas, depois da expuls\u00e3o do descendente do tirano,      para uma experi\u00eancia in\u00e9dita:<\/strong> o regime governado diretamente pelo      povo, a <strong>democracia<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Fonte: www.terra.com.br<\/p>\n   \n<h6>Gregos e a Democracia<\/h6>\n   \n<p>Durante a era cl\u00e1ssica da Gr\u00e9cia Antiga muitas cidades-estados tinham formas      de governo baseado na democracia , na qual o livre (n\u00e3o escravo ), nativa      (n\u00e3o-estrangeira) machos adultos cidad\u00e3os da cidade teve um papel importante      e direto na gest\u00e3o dos assuntos de Estado, como uma declara\u00e7\u00e3o de guerra ,      material de vota\u00e7\u00e3o, enviando miss\u00f5es diplom\u00e1ticas e ratificar tratados. Essas      atividades foram muitas vezes tratados por uma forma de democracia direta      , baseado em uma assembl\u00e9ia popular . Outros, de natureza judicial, muitas      vezes eram manipulados por grandes j\u00faris , extra\u00eddos do corpo do cidad\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O exemplo mais significativo e, de longe, bem entendido hoje foi a democracia      ateniense em Atenas . No entanto, outras cidades importantes como Corinto      , Megara , Siracusa e outros tinham regimes democr\u00e1ticos durante parte de      sua hist\u00f3ria. <\/p>\n   \n<h4>Democracia Federal<\/h4>\n   \n<p>Durante o s\u00e9culo 3 aC, o centro de gravidade pol\u00edtico na Gr\u00e9cia, mudou de      cidade-estados individuais para ligas, como a Liga do Peloponeso e da Liga      de Delos. <\/p>\n   \n<p>Estes foram confedera\u00e7\u00f5es que tratados conjuntamente os assuntos externos      e militares para as cidades participantes. Sua estrutura interna foi democr\u00e1tico      com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cidades membros, ou seja, cada cidade foi tido dentro do peso      liga aproximadamente proporcional ao seu tamanho e poder. Por outro lado,      as pr\u00f3prias cidades foram amplamente representado nas ligas pelas elites ricas.<\/p>\n   \n<p>Estas ligas diferia agrupamentos anteriores cidades-estados gregas, como      a Liga de Delos , na medida em que n\u00e3o foram dominados por uma \u00fanica cidade,      foi liderada por Atenas, como o Peloponnesians eram liderados por Esparta.    <\/p>\n   \n<p>Fonte: en.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gregos e a Democracia, Pol\u00edtica, Hist\u00f3ria, Gr\u00e9cia, Atenas, Inven\u00e7\u00e3o, Nascimento, Regime, Origem, Princ\u00edpios, Gregos e a Democracia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11472,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21013","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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