{"id":20971,"date":"2015-12-29T00:00:00","date_gmt":"2015-12-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/colonizacao-da-america-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:35:28","modified_gmt":"2026-09-01T15:35:28","slug":"colonizacao-da-america-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/colonizacao-da-america-3\/","title":{"rendered":"Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/coloni7.jpg\" alt=\"Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica\" width=\"429\" height=\"320\" \/><\/p>\nProcesso de ocupa\u00e7\u00e3o territorial, povoamento e explora\u00e7\u00e3o comercial do continente americano pelos europeus iniciado logo ap\u00f3s o descobrimento da Am\u00e9rica.\n\nNa busca do caminho para as \u00cdndias (nome gen\u00e9rico dado ao Oriente), Crist\u00f3v\u00e3o Colombo chega \u00e0 Am\u00e9rica em 1492. Dois anos depois, o Tratado de Tordesilhas divide o controle do Novo Mundo entre portugueses e espanh\u00f3is. Nos anos seguintes, espanh\u00f3is, portugueses, franceses, ingleses e holandeses disputam o dom\u00ednio do novo continente e sua explora\u00e7\u00e3o nos moldes do mercantilismo europeu.\n\nDe maneira geral, as col\u00f4nias europ\u00e9ias na Am\u00e9rica dividem-se em col\u00f4nias de explora\u00e7\u00e3o e de povoamento. As primeiras caracterizam-se pela grande propriedade, pela monocultura e pelo trabalho escravo. Especializam-se na produ\u00e7\u00e3o de metais preciosos e g\u00eaneros agr\u00edcolas para abastecer o mercado europeu, como \u00e9 o caso da coloniza\u00e7\u00e3o espanhola e portuguesa e da inglesa no sul dos EUA. No segundo tipo de col\u00f4nia predominam a pequena propriedade, a policultura e a m\u00e3o-de-obra familiar. A produ\u00e7\u00e3o destina-se ao mercado interno. Um exemplo \u00e9 a coloniza\u00e7\u00e3o inglesa na regi\u00e3o conhecida como Nova Inglaterra, nos EUA.\n\nColoniza\u00e7\u00e3o espanhola Inicia-se com a conquista das ilhas do Caribe no final do s\u00e9culo XV e come\u00e7o do XVI. Com o contato dos espanh\u00f3is com as civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas, as popula\u00e7\u00f5es nativas s\u00e3o praticamente exterminadas por causa das guerras, das doen\u00e7as e da explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra. O processo \u00e9 semelhante em todo o continente. No M\u00e9xico, os astecas s\u00e3o arrasados em 1519. No Peru, a conquista e a destrui\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Inca come\u00e7am em 1532.\n\nA explora\u00e7\u00e3o das minas de metais preciosos \u00e9 a principal atividade econ\u00f4mica das col\u00f4nias espanholas. Sistemas de trabalho for\u00e7ado garantem a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra ind\u00edgena. Por meio do repartimiento, a terra \u00e9 dividida entre os colonos, e, pela encomienda, \u00e9 entregue a eles certo n\u00famero de \u00edndios. Na regi\u00e3o andina, pelo sistema da mita uma parcela da popula\u00e7\u00e3o das comunidades ind\u00edgenas \u00e9 deslocada temporariamente para o trabalho compuls\u00f3rio nas atividades mineradoras.\n\nA Casa de Contrata\u00e7\u00e3o, criada em Sevilha em 1503, det\u00e9m o monop\u00f3lio das mercadorias comercializadas entre a Espanha e a Am\u00e9rica. A administra\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios \u00e9 distribu\u00edda entre os quatro vice-reinados (Nova Espanha, Nova Granada, Peru e Rio da Prata) e as tr\u00eas capitanias gerais (Cuba, Guatemala e Venezuela). A fragmenta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o processo de independ\u00eancia da Am\u00e9rica Espanhola d\u00e1 origem \u00e0s atuais na\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa <\/strong>\n\nCom o decl\u00ednio do com\u00e9rcio na \u00c1sia, Portugal passa a ocupar definitivamente o territ\u00f3rio brasileiro, com a implanta\u00e7\u00e3o das capitanias heredit\u00e1rias e a instala\u00e7\u00e3o de sesmarias. A partir do s\u00e9culo XVII, a pecu\u00e1ria, a minera\u00e7\u00e3o e as atividades mission\u00e1rias expandem a ocupa\u00e7\u00e3o para o interior.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o inglesa <\/strong>\n\nCome\u00e7a em 1607 com a Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte. O povoamento ocorre por meio de col\u00f4nias pertencentes \u00e0 realeza ou territ\u00f3rios concedidos pela Coroa \u00e0 iniciativa particular. No s\u00e9culo XVII j\u00e1 estavam formadas as 13 col\u00f4nias da Nova Inglaterra. Pequenos e m\u00e9dios propriet\u00e1rios, refugiados pol\u00edticos e religiosos (protestantes calvinistas) instalam-se ao norte (Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut) e ao centro (Pensilv\u00e2nia, Nova York, Nova Jersey e Delaware). Formam pequenas propriedades baseadas no trabalho livre e no artesanato.\n\nCerta atividade industrial \u00e9 tolerada no centro-norte por n\u00e3o competir com o com\u00e9rcio da metr\u00f3pole. A regi\u00e3o cresce economicamente e passa a escoar o excedente da produ\u00e7\u00e3o para os mercados do sul.\n\n<strong>Mais tarde cria-se o com\u00e9rcio triangular: <\/strong>comerciantes da Nova Inglaterra fabricam o rum para ser trocado por escravos na \u00c1frica, que s\u00e3o vendidos no Caribe e nas col\u00f4nias do sul. Nos territ\u00f3rios sulistas (Virginia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Georgia) implanta-se a monocultura algodoeira, destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o.\n\nDesenvolve-se uma sociedade baseada no trabalho de escravos africanos e forma-se uma camada de ricos propriet\u00e1rios de terras e grandes comerciantes exportadores. Apesar de submetidas ao controle da Inglaterra, as 13 col\u00f4nias instituem uma tradi\u00e7\u00e3o de autogoverno, que ser\u00e1 fundamental na luta pela independ\u00eancia dos Estados Unidos.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o francesa <\/strong>\n\nOs franceses instalam-se na Am\u00e9rica do Norte, nas regi\u00f5es do rio S\u00e3o Louren\u00e7o e dos Grandes Lagos. Formam as col\u00f4nias de Terranova, Nova Esc\u00f3cia e Nova Fran\u00e7a (Canad\u00e1) a partir de 1603. Qu\u00e9bec \u00e9 fundada em 1608 e Montreal, em 1643. A partir de 1682 v\u00e3o para o vale do Mississippi (Louisiana) e fundam Nova Orleans. Para manter o controle das col\u00f4nias, a Coroa francesa utiliza-se de autoridades locais. O povoamento \u00e9 pequeno, e as col\u00f4nias acabam servindo apenas como postos comerciais e estrat\u00e9gicos.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o o que \u00e9?<\/strong>\n\nColoniza\u00e7\u00e3o \u00e9 o ato de colonizar, ou seja, quando pessoas de um determinado pa\u00eds ou regi\u00e3o v\u00e3o para uma outra regi\u00e3o (desabitada ou com nativos) para habitar ou explorar. No processo de coloniza\u00e7\u00e3o, ocorre a influ\u00eancia ou transfer\u00eancia cultural dos colonizadores para os colonizados e vice-versa.\n\n<strong>Existem dois tipos de coloniza\u00e7\u00e3o: <\/strong>de explora\u00e7\u00e3o e de povoamento. No Brasil, por exemplo, a de explora\u00e7\u00e3o foi a que predominou, pois os portugueses vieram para o nosso pa\u00eds, a partir de 1500, para retirar recursos naturais e minerais (pau-brasil, ouro, diamantes)\u00a0ou para produzir a\u00e7\u00facar, levando o lucro para Portugal.\n\nOs portugueses n\u00e3o estavam interessados em desenvolver o Brasil. Este mesmo tipo de coloniza\u00e7\u00e3o ocorreu nos pa\u00edses da Am\u00e9rica que foram colonizados pela Espanha.\n\nNa coloniza\u00e7\u00e3o de povoamento, os colonizadores buscam desenvolver a regi\u00e3o colonizada. Criam leis, organizam, investem em infra-estrutura e lutam por melhorias. Como exemplo, podemos citar a coloniza\u00e7\u00e3o inglesa nos Estados Unidos.\n\n<strong>Exemplos de coloniza\u00e7\u00e3o na Hist\u00f3ria:<\/strong>\n<blockquote><strong>Coloniza\u00e7\u00e3o Americana: <\/strong>Os Estados Unidos foram colonizados por ingleses. O Canad\u00e1 foi colonizado pelos ingleses e franceses. O Brasil foi colonizado pelos portugueses. Os pa\u00edses de l\u00edngua espanhola da Am\u00e9rica (Argentina, M\u00e9xico, Peru, Bol\u00edvia, Equador, Venezuela, Uruguai, Paraguai, Col\u00f4mbia, Chile, entre outros) sofreram coloniza\u00e7\u00e3o espanhola.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1frica:<\/strong> os pa\u00edses africanos foram colonizados pelos europeus (coloniza\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o). Portugal, por exemplo, colonizou Angola, Mo\u00e7ambique e Cabo Verde. A \u00c1frica do Sul foi colonizada pelos ingleses. Marrocos e Arg\u00e9lia foram colonizados pela Fran\u00e7a.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o da Oceania:<\/strong> tanto Austr\u00e1lia quanto a Nova Zel\u00e2ndia foram colonizadas pela Inglaterra.<\/blockquote>\nFonte: www.geocities.yahoo.com.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4><strong>Coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia das Am\u00e9ricas<\/strong><\/h4>\nO in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia das Am\u00e9ricas \u00e9 geralmente datada de 1492, embora tenha havido pelo menos um in\u00edcio de coloniza\u00e7\u00e3o esfor\u00e7o. Os primeiros europeus conhecidos para alcan\u00e7ar as Am\u00e9ricas se acredita ter sido o Vikings (&#8220;Norse&#8221;), durante o s\u00e9culo XI, que estabeleceu v\u00e1rias col\u00f4nias na Groenl\u00e2ndia e uma liquida\u00e7\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o em L&#8217;Anse aux Meadows na \u00e1rea da Norse chamado Vinland , presente Newfoundland dia. Assentamentos na Groenl\u00e2ndia sobreviveu durante v\u00e1rios s\u00e9culos, durante os quais a Groenl\u00e2ndia N\u00f3rdica e os Inuit pessoas experientes principalmente contato hostil. At\u00e9 o final do s\u00e9culo XV, os assentamentos escandinavos da Groenl\u00e2ndia tinha desmoronado. Em 1492, um espanhol expedi\u00e7\u00e3o chefiada por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo chegou \u00e0 Am\u00e9rica, depois do qual a explora\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia expandiu rapidamente, primeiro atrav\u00e9s de grande parte da regi\u00e3o do Caribe (incluindo as ilhas de Hispaniola, Porto Rico e Cuba ) e, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI , partes das terras firmes do Norte e Am\u00e9rica do Sul.\n\nEventualmente, todo o hemisf\u00e9rio ocidental viria sob a domina\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es europeias, levando a mudan\u00e7as profundas para a sua paisagem, a popula\u00e7\u00e3o, e vida vegetal e animal. No s\u00e9culo XIX, por si s\u00f3 mais de 50 milh\u00f5es de pessoas deixaram a Europa para as Am\u00e9ricas. O p\u00f3s-1492 era conhecido como o per\u00edodo da Bolsa colombiana. A batata , o abacaxi , o peru , d\u00e1lias, girass\u00f3is , magn\u00f3lias , milho , piment\u00f5es, e de chocolate foi para o leste atrav\u00e9s do Oceano Atl\u00e2ntico.\n\nVar\u00edola e sarampo , mas tamb\u00e9m o cavalo ea arma viajou Oeste.\n\nO fluxo de benef\u00edcio parece ter sido unilateral, com a Europa a ganhar mais. No entanto, a coloniza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas tamb\u00e9m transformou o mundo, acabou de adicionar 31 novos Estados-na\u00e7\u00e3o para a comunidade global. Por um lado, o cultural e religiosa arrog\u00e2ncia que os colonos levados a negar qualquer coisa de valor na Am\u00e9rica pr\u00e9-colombiana era destrutiva, mesmo genocida. Por outro lado, muitos daqueles que se instalaram no Novo Mundo tamb\u00e9m foram vision\u00e1rios pol\u00edticos e sociais, que encontraram oportunidades l\u00e1, o que para eles era uma tabula rasa, para visar a atingir seus mais altos ideais de justi\u00e7a, igualdade e liberdade . Alguns dos mais est\u00e1veis do mundo democracias existir como um resultado deste processo de transforma\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Doen\u00e7as e perda de popula\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nO estilo de vida europeu e asi\u00e1tico incluiu uma longa hist\u00f3ria de compartilhar de perto com animais dom\u00e9sticos, como vacas, porcos, ovelhas , cabras, cavalos, e v\u00e1rios Caseiro aves, o que resultou em epidemia de doen\u00e7as desconhecidas no continente americano.\n\nAssim, o contato em grande escala com os europeus a partir de 1492 introduziu novos germes para os povos ind\u00edgenas das Am\u00e9ricas. Epidemias de var\u00edola (1518, 1521, 1525, 1558, 1589), tifo (1546), gripe (1558), difteria (1614) e sarampo (1618) varreu a frente do contato europeu inicial, matando entre 10 milh\u00f5es e 20 milh\u00f5es as pessoas, at\u00e9 95 por cento da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena das Am\u00e9ricas. Esta perda de popula\u00e7\u00e3o eo caos cultural e pol\u00edtica colapsos que causou facilitou tanto a coloniza\u00e7\u00e3o da terra ea conquista das civiliza\u00e7\u00f5es nativas. Mann diz que &#8220;o que aconteceu depois que Colombo era como mil kudzus em toda parte.&#8221; &#8220;Em todo o hemisf\u00e9rio&#8221;, escreveu ele, &#8220;os ecossistemas rachou e soltou como o gelo do inverno&#8221;.\n\nAs estimativas da popula\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas na \u00e9poca de Colombo chegaram t\u00eam variado tremendamente. Este debate popula\u00e7\u00e3o teve muitas vezes ideol\u00f3gicos bases. Alguns t\u00eam argumentado que as estimativas contempor\u00e2neas de uma alta popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena pr\u00e9-colombiana est\u00e3o enraizados em um preconceito contra aspectos da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental e \/ ou o cristianismo. Robert Real escreve que &#8220;as estimativas de n\u00fameros da popula\u00e7\u00e3o pr\u00e9-colombianas se tornaram fortemente politizado com estudiosos que s\u00e3o particularmente cr\u00edticos da Europa, muitas vezes favorecendo figuras incrivelmente altas.&#8221;\n\nDesde as civiliza\u00e7\u00f5es se levantaram e ca\u00edram nas Am\u00e9ricas antes de Colombo chegou, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena 1492 n\u00e3o era necessariamente em um ponto alto, e pode j\u00e1 ter estado em decl\u00ednio. Popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas na maioria das \u00e1reas das Am\u00e9ricas chegou a um ponto baixo no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, e em um n\u00famero de casos come\u00e7ou a subir novamente.\n\nO n\u00famero de mortes causadas pela guerra europeu, ind\u00edgena tem sido dif\u00edcil de determinar.\n\n<strong>Em seu livro, The Wild Frontier: <\/strong>atrocidades cometidas durante a guerra americana-indiano de Jamestown Col\u00f4nia de Wounded Knee, William M. Osborn procurou registro cada atrocidade registrada na \u00e1rea que viria a ser a continental Estados Unidos , desde o primeiro contato (1511) para o fechamento da fronteira (1890), e determinou que 9.156 pessoas morreram de atrocidades perpetradas pelos nativos americanos, e 7.193 pessoas morreram desde aqueles perpetrados pelos europeus. Osborn define uma atrocidade como o assassinato , a tortura ou mutila\u00e7\u00e3o de civis, os feridos e os prisioneiros.\n\nMichno estima 21.586 mortos, civis e soldados feridos e capturados para o per\u00edodo de 1850-1890 sozinho.\n\n<strong>Conquistas iniciais, reclama\u00e7\u00f5es e col\u00f4nias<\/strong>\n\nAs primeiras conquistas foram feitas pelo Espanhol eo Portugu\u00eas. Em 1494 o Tratado de Tordesilhas , ratificado pelo Papa, esses dois reinos divididos de todo o mundo n\u00e3o europeu entre si, com uma linha desenhada pela Am\u00e9rica do Sul. Com base neste Tratado, e as reivindica\u00e7\u00f5es por explorador espanhol Vasco N\u00fa\u00f1ez de Balboa para todas as terras tocando o Oceano Pac\u00edfico, o espanhol territ\u00f3rio conquistado rapidamente, derrubando os astecas e imp\u00e9rios Inca para ganhar o controle de grande parte do oeste da Am\u00e9rica do Sul, Am\u00e9rica Central e M\u00e9xico por meados do s\u00e9culo XVI, al\u00e9m de suas conquistas anteriores do Caribe.\n\nDurante este mesmo per\u00edodo, Portugal conquistou grande parte do leste da Am\u00e9rica do Sul, nomeando- Brasil.\n\nOutros pa\u00edses europeus logo disputaram os termos do Tratado de Tordesilhas, que n\u00e3o tinha negociado. Inglaterra e Fran\u00e7a tentaram col\u00f4nias de plantas nas Am\u00e9ricas no s\u00e9culo XVI, mas estes se reuniram com o fracasso. No entanto, no s\u00e9culo seguinte, os dois reinos, juntamente com a Holanda, conseguiu estabelecer col\u00f3nias permanentes. Alguns deles estavam em ilhas do Caribe, que j\u00e1 tinha sido muitas vezes conquistado pelo espanhol ou despovoada pela doen\u00e7a, enquanto outros estavam no leste da Am\u00e9rica do Norte, que n\u00e3o tinha sido colonizado por Espanha, a norte de Florida.\n\nPossess\u00f5es europ\u00e9ias in\u00edcio na Am\u00e9rica do Norte inclu\u00eddo espanhol Florida, as col\u00f4nias inglesas da Virginia (com suas | off-shoot do Atl\u00e2ntico Norte, as ilhas de Somers ) e Nova Inglaterra , as col\u00f4nias francesas da Ac\u00e1dia e Canad\u00e1, o sueco col\u00f4nia de Nova Su\u00e9cia , ea Holand\u00eas Nova Holanda. No s\u00e9culo XVIII, a Dinamarca &#8211; Noruega reviveu suas ex-col\u00f4nias na Groenl\u00e2ndia, enquanto o Imp\u00e9rio Russo ganhou uma posi\u00e7\u00e3o no Alaska.\n\n\u00c0 medida que mais pa\u00edses ganhou um interesse na coloniza\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas, competi\u00e7\u00e3o por territ\u00f3rio tornou-se cada vez mais acirrada. Colonos muitas vezes enfrentou a amea\u00e7a de ataques de col\u00f4nias vizinhas, bem como de tribos ind\u00edgenas e piratas.\n\n<strong>Os primeiros colonos patrocinados pelo Estado<\/strong>\n\nA primeira fase da atividade europ\u00e9ia nas Am\u00e9ricas come\u00e7ou com as do Oceano Atl\u00e2ntico cruzamentos de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo (1492-1504), patrocinada pela Espanha, cuja tentativa inicial era encontrar uma nova rota para a \u00cdndia e China, conhecido como &#8220;\u00cdndias&#8221;. Ele foi seguido por outros exploradores como John Cabot , que descobriu a Terra Nova e foi patrocinado pela Inglaterra. Pedro \u00c1lvares Cabral descobriu o Brasil para Portugal. Amerigo Vespucci , trabalhando para viagens em Portugal 1497-1513, estabeleceu que Colombo havia descoberto um novo conjunto de continentes. cart\u00f3grafos ainda usam uma vers\u00e3o latinizada do seu nome, Am\u00e9rica, para os dois continentes. Outros exploradores inclu\u00eddo Giovanni da Verrazano, patrocinada pela Fran\u00e7a, o Portugu\u00eas Jo\u00e3o Vaz Corte-Real, em Newfoundland, e Samuel de Champlain (1567-1635), que explorou o Canad\u00e1.\n\nEm 1513, Vasco N\u00fa\u00f1ez de Balboa atravessou o istmo do Panam\u00e1 e liderou a primeira expedi\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia para ver o Oceano Pac\u00edfico da costa oeste do Novo Mundo. Em uma a\u00e7\u00e3o com importa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica duradoura, Balboa reivindicou o Oceano Pac\u00edfico e todas as terras adjacentes para a Coroa espanhola.\n\nEra 1517 antes de outra expedi\u00e7\u00e3o de Cuba visitou a Am\u00e9rica Central, o desembarque na costa de Yucat\u00e1n em busca de escravos.\n\n<strong>Estas explora\u00e7\u00f5es foram seguidos, nomeadamente no caso da Espanha, por uma fase de conquista: <\/strong>Os espanh\u00f3is, depois de ter acabado a Reconquista da Espanha de mu\u00e7ulmano regra, foram os primeiros a colonizar as Am\u00e9ricas, aplicando-se o mesmo modelo de governar para o ex- Al -Andalus como aos seus territ\u00f3rios do Novo Mundo. Dez anos ap\u00f3s a descoberta de Colombo, a administra\u00e7\u00e3o de Hispaniola foi dada a Nicol\u00e1s de Ovando da Ordem de Alc\u00e1ntara, fundada durante a Reconquista. Como na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, os habitantes de Hispaniola foram dadas novas landmasters, enquanto ordens religiosas lidou com a administra\u00e7\u00e3o local. Progressivamente o sistema de encomienda, que concedeu terras aos colonos europeus, foi colocada no lugar.\n\nUm n\u00famero relativamente pequeno de conquistadores conquistou vastos territ\u00f3rios, auxiliados por epidemias e as divis\u00f5es entre os grupos \u00e9tnicos ind\u00edgenas.\n\nM\u00e9xico foi conquistado por Hern\u00e1n Cort\u00e9s em 1519-1521, enquanto que a conquista do Inca , por Francisco Pizarro , ocorreu 1532-35.\n\nDurante o primeiro s\u00e9culo e meio depois de viagens de Colombo, a popula\u00e7\u00e3o nativa das Am\u00e9ricas despencou por cerca de 80 por cento (de cerca de 50 milh\u00f5es em 1492 para oito milh\u00f5es em 1650), principalmente por surtos de doen\u00e7as do Velho Mundo, mas tamb\u00e9m por v\u00e1rios massacres e trabalho for\u00e7ado (a mita foi restabelecida no antigo Imp\u00e9rio Inca , eo tequitl equivalente da mita-in do Imp\u00e9rio Asteca). Os conquistadores substitu\u00eddo as oligarquias nativas americanas, em parte atrav\u00e9s da miscigena\u00e7\u00e3o com as elites locais.\n\nEm 1532, Carlos V, imperador do Sacro Imp\u00e9rio Romano imp\u00f4s um vice-rei do M\u00e9xico, Antonio de Mendoza, a fim de evitar movimenta\u00e7\u00f5es independentistas Cortes &#8220;, que definitivamente retornou \u00e0 Espanha em 1540. Dois anos mais tarde, Charles V assinou as novas leis (que substituiu as Leis de Burgos de 1512) que pro\u00edbem a escravid\u00e3o e as repartimientos, mas tamb\u00e9m reivindicando como seu pr\u00f3prio todas as terras da Am\u00e9rica e todos os povos aut\u00f3ctones, como seus pr\u00f3prios s\u00faditos.\n\nQuando maio 1493, o Papa Alexandre VI promulgou a bula Inter caetera concess\u00e3o das novas terras para o Reino de Espanha, pediu em troca uma evangeliza\u00e7\u00e3o do povo. Assim, durante Columbus segunda viagem &#8216;s, Beneditinos frades acompanhou, juntamente com outros doze sacerdotes. Como a escravid\u00e3o foi proibida entre crist\u00e3os, e s\u00f3 poderia ser imposta a prisioneiros n\u00e3o-crist\u00e3s de guerra ou sobre os homens j\u00e1 vendidos como escravos, o debate sobre a cristianiza\u00e7\u00e3o foi particularmente aguda durante o s\u00e9culo XVI.\n\nEm 1537, a bula papal Sublimis Deus reconheceu que os nativos americanos possu\u00edam almas , proibindo assim sua escraviza\u00e7\u00e3o, sem p\u00f4r fim ao debate. Alguns alegaram que um nativo que havia se rebelado e, em seguida, foi capturado poderia ser escravizado, no entanto. Mais tarde, a controv\u00e9rsia de Valladolid contra o dominicano padre Bartolom\u00e9 de Las Casas para outro Dominicana fil\u00f3sofo Juan Gin\u00e9s de Sep\u00falveda, o primeiro argumento de que os nativos americanos eram seres dotado de almas, como todos os outros seres humanos, enquanto o segundo argumentou o contr\u00e1rio e justificado sua escraviza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>O processo de cristianiza\u00e7\u00e3o foi a primeira violento:<\/strong> Quando os primeiros franciscanos chegaram ao M\u00e9xico em 1524, eles queimaram os lugares dedicados ao culto pag\u00e3o, alienando grande parte da popula\u00e7\u00e3o local.\n\nNa d\u00e9cada de 1530, eles come\u00e7aram a adaptar as pr\u00e1ticas crist\u00e3s locais aduaneiro, incluindo a constru\u00e7\u00e3o de novas igrejas nos locais de antigos lugares de culto, levando a uma mistura de cristianismo Velho Mundo com as religi\u00f5es locais.\n\nA Igreja Cat\u00f3lica espanhola Roman, precisando de trabalho e coopera\u00e7\u00e3o, evangelizado em Quechua dos nativos, Nahuatl, Guarani e outras l\u00ednguas nativas americanas, contribuindo para a expans\u00e3o das l\u00ednguas ind\u00edgenas e equipando alguns deles com sistemas de escrita. Uma das primeiras escolas primitivas para os nativos americanos foi fundado por Frei Pedro de Gante em 1523.\n\nPara recompensar as tropas, os Conquistadores frequentemente atribu\u00eddo cidades indianas para seus soldados e oficiais. Preto Africano escravos foram introduzidos para substituir o trabalho do nativo americano em alguns locais, principalmente das \u00cdndias Ocidentais, onde a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena foi se aproximando de extin\u00e7\u00e3o em muitas ilhas.\n\nDurante este tempo, o Portugu\u00eas gradualmente mudado de um plano inicial de estabelecer feitorias \u00e0 extensa coloniza\u00e7\u00e3o do que hoje \u00e9 Brasil. Eles importaram milh\u00f5es de escravos para executar suas planta\u00e7\u00f5es.\n\nOs governos de Portugal e Espanha reais esperados para governar esses assentamentos e coletar pelo menos 20 por cento de todo o tesouro encontrado (Real Quinto recolhidos pela Casa de Contrata\u00e7\u00e3o), al\u00e9m de recolher todos os impostos que podiam.\n\nNo final do s\u00e9culo XVI americano prata foram respons\u00e1veis por um quinto do or\u00e7amento total da Espanha. No s\u00e9culo XVI, talvez 240 mil europeus entraram portos americanos.\n\n<strong>Imigrantes econ\u00f4micos<\/strong>\n\nMuitos imigrantes para as col\u00f4nias americanas veio por raz\u00f5es econ\u00f4micas.\n\nInspirado nas riquezas das col\u00f4nias espanholas fundadas sobre a conquista dos astecas, incas e outros grandes popula\u00e7\u00f5es nativas americanas no s\u00e9culo XVI, a primeira ingleses para resolver na Am\u00e9rica do esperado para algumas das mesmas descobertas ricos quando eles estabeleceram um acordo em Jamestown, Virg\u00ednia . Eles foram patrocinados por empresas de a\u00e7\u00f5es comuns, como a Virginia Companhia fretado (e seu desdobramento, a Somers Isles Company) financiado por ingleses ricos, que compreendeu o potencial econ\u00f4mico dessa nova terra. O principal objetivo desta col\u00f4nia era a esperan\u00e7a de encontrar ouro ou a possibilidade (ou impossibilidade) de encontrar uma passagem atrav\u00e9s das Am\u00e9ricas para as \u00cdndias. Demorou l\u00edderes fortes, como John Smith , para convencer os colonos de Jamestown que a procura de ouro n\u00e3o estava cuidando de suas necessidades imediatas de comida e abrigo e que &#8220;quem n\u00e3o deve trabalhar n\u00e3o comer\u00e1&#8221; (A dire\u00e7\u00e3o baseado em texto de o Novo Testamento ). A taxa de mortalidade extremamente elevada foi bastante angustiante e motivo de desespero entre os colonos. Tobacco rapidamente tornou-se uma colheita de dinheiro para a exporta\u00e7\u00e3o eo motorista econ\u00f4mico sustent\u00e1vel da Virg\u00ednia e col\u00f4nias pr\u00f3ximas, como Maryland.\n\nDesde o in\u00edcio dos assentamentos da Virg\u00ednia em 1587 at\u00e9 a d\u00e9cada de 1680, a principal fonte de trabalho e uma grande parte dos imigrantes foram contratados servos \u00e0 procura de uma nova vida nas col\u00f4nias ultramarinas.\n\nDurante o s\u00e9culo XVII, servos constitu\u00edda de tr\u00eas quartos de todos os imigrantes europeus para a regi\u00e3o de Chesapeake. A maioria dos servos eram agricultores ingleses, que haviam sido expulsos de suas terras devido \u00e0 expans\u00e3o da pecu\u00e1ria, o recinto de terra, e superlota\u00e7\u00e3o no campo. Este por sua vez, infeliz de eventos serviu como um impulso para milhares de pessoas (homens principalmente individuais) de dist\u00e2ncia de sua situa\u00e7\u00e3o na Inglaterra. Havia esperan\u00e7a, no entanto, como os propriet\u00e1rios de terras americanas estavam precisando de trabalhadores e estavam dispostos a pagar para a passagem de um trabalhador para a Am\u00e9rica se serviu por v\u00e1rios anos. Com a venda de passagem por cinco a sete anos no valor de trabalho que poderiam esperar para come\u00e7ar por conta pr\u00f3pria nos Estados Unidos.\n\nNas regi\u00f5es coloniais francesas, o foco da economia era o com\u00e9rcio de peles com os \u00edndios. Agricultura foi criado principalmente para fornecer subsist\u00eancia s\u00f3, apesar de bacalhau e outros peixes dos Grandes Bancos foram um grande exporta\u00e7\u00e3o e fonte de renda para as outras na\u00e7\u00f5es europeias franceses e muitos outros. O com\u00e9rcio de peles tamb\u00e9m era praticada pelos russos na costa noroeste da Am\u00e9rica do Norte. Ap\u00f3s a Guerra Franco-Ind\u00edgena, os brit\u00e2nicos foram cedidas todas as possess\u00f5es francesas na Am\u00e9rica do Norte a leste do Rio Mississippi, al\u00e9m das pequenas ilhas de Saint-Pierre e Miquelon.\n\n<strong>Imigra\u00e7\u00e3o religiosa<\/strong>\n\nOs cat\u00f3licos romanos foram o primeiro grande grupo religioso para imigrar para o Novo Mundo, como colonos nas col\u00f4nias de Portugal e Espanha (e, mais tarde, na Fran\u00e7a) eram obrigados a pertencer a essa f\u00e9. Ingl\u00eas e holand\u00eas col\u00f3nias, por outro lado, tendeu a ser mais religiosos diverso. Settlers para essas col\u00f4nias inclu\u00eddo anglicanos , holandeses calvinistas , puritanos ingleses, Ingl\u00eas cat\u00f3licos, presbiterianos escoceses, franceses huguenotes , os luteranos alem\u00e3es e suecos, bem como Quakers , Menonitas , Amish , mor\u00e1vios e judeus de v\u00e1rias nacionalidades.\n\nMuitos grupos de colonos vieram para as Am\u00e9ricas em busca do direito de praticar a sua religi\u00e3o sem persegui\u00e7\u00f5es. A Reforma Protestante do s\u00e9culo XVI, quebrou a unidade da cristandade ocidental europeia e levou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de in\u00fameras novas seitas religiosas, que muitas vezes enfrentam persegui\u00e7\u00e3o por parte das autoridades governamentais. Na Inglaterra, muitas pessoas passaram a questionar a organiza\u00e7\u00e3o da Igreja da Inglaterra no final do s\u00e9culo XVI. Uma das manifesta\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias de este era o movimento puritano, que procurou &#8220;purificar&#8221; a Igreja existente da Inglaterra de seus muitos ritos cat\u00f3licos residuais que eles acreditavam ter nenhuma men\u00e7\u00e3o na B\u00edblia.\n\nUm crente forte na no\u00e7\u00e3o do direito divino dos reis , da Inglaterra, Charles I perseguiram os dissidentes religiosos. Ondas de repress\u00e3o levou \u00e0 migra\u00e7\u00e3o de cerca de 20.000 puritanos para a Nova Inglaterra entre 1629 e 1642, onde fundaram v\u00e1rias col\u00f4nias. Mais tarde, no s\u00e9culo, o novo Pensilv\u00e2nia col\u00f4nia foi dado a William Penn em liquida\u00e7\u00e3o de uma d\u00edvida, o rei devia a seu pai. Seu governo foi criada por William Penn em cerca de 1682 para tornar-se principalmente um ref\u00fagio para os perseguidos Quakers ingl\u00eas, mas outros foram bem-vindas. Batistas, quakers e os protestantes alem\u00e3es e su\u00ed\u00e7os se reuniram para a Pensilv\u00e2nia.\n\nA atra\u00e7\u00e3o de terra barata, a liberdade religiosa eo direito de aperfei\u00e7oar-se com a sua pr\u00f3pria m\u00e3o era muito atraente para aqueles que queriam escapar da persegui\u00e7\u00e3o e da pobreza. Nos Estados Unidos, todos esses grupos trabalharam gradualmente para fora uma maneira de viver juntos em paz e coopera\u00e7\u00e3o nas cerca de 150 anos que precederam a Revolu\u00e7\u00e3o Americana.\n\nMuitos desses colonos teve quase ut\u00f3picas vis\u00f5es de constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor. Eles esperavam que pelo menos alguns dos erros do Velho Mundo poderia ser deixado para tr\u00e1s. Para os cidad\u00e3os que se tornou os Estados Unidos, jogando fora de governa\u00e7\u00e3o colonial foi uma oportunidade para come\u00e7ar de novo, para criar uma sociedade baseada em direitos humanos, liberdade e justi\u00e7a.\n\n<strong>Imigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada<\/strong>\n\nA escravid\u00e3o existiu nas Am\u00e9ricas, antes da presen\u00e7a dos europeus, como os nativos, muitas vezes capturado e mantido membros de outras tribos como cativos.\n\nAlguns desses prisioneiros foram mesmo obrigados a submeter-se a sacrif\u00edcios humanos em algumas tribos, como os astecas . O espanhol seguiu com a escraviza\u00e7\u00e3o dos abor\u00edgenes locais no Caribe . \u00c0 medida que as popula\u00e7\u00f5es nativas diminu\u00edram (principalmente de doen\u00e7as europ\u00e9ias, mas tamb\u00e9m, e de forma significativa a explora\u00e7\u00e3o for\u00e7ado e homic\u00eddio negligente), muitas vezes eles foram substitu\u00eddos por africanos importados atrav\u00e9s de um grande com\u00e9rcio de escravos comercial. Por volta do s\u00e9culo XVIII, a esmagadora maioria dos escravos negros era tal que a escravid\u00e3o ind\u00edgena americana foi menos usado. Os africanos, que foram levados a bordo de navios de escravos para as Am\u00e9ricas, foram obtidos principalmente a partir de suas terras africanas por tribos costeiras que capturou e vendeu-os. A alta incid\u00eancia da doen\u00e7a quase sempre fatal para os europeus mantiveram quase todas as atividades de captura de escravos confinados a tribos africanas nativas. Rum, armas e p\u00f3lvora foram alguns dos principais itens comerciais trocados por escravos. Ao todo, aproximadamente 300.000 para 400.000 escravos negros aflu\u00edram para os portos de Charleston, Carolina do Sul e Newport, Rhode Island at\u00e9 cerca de 1810. O total do com\u00e9rcio de escravos para as ilhas do Caribe, Brasil, M\u00e9xico e nos Estados Unidos estima-se que 12 milh\u00f5es de africanos envolvidos.\n\nDestes, 5,4 por cento (645 mil) foram trazidos para o que \u00e9 hoje os Estados Unidos.\n\nAl\u00e9m de escravos africanos, pobres europeus foram trazidos em quantidades substanciais, como servos, particularmente nas Treze Col\u00f4nias brit\u00e2nicas\n\n<strong>Legado<\/strong>\n\nNos \u00faltimos anos, tem sido enfatizado as conseq\u00fc\u00eancias calamitosas da coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia sobre a vida dos nativos americanos. Mann discute a arrog\u00e2ncia cultural que permitiu que os colonos europeus n\u00e3o s\u00f3 para explorar as Am\u00e9ricas, mas negar que antes de 1492, as Am\u00e9ricas &#8220;n\u00e3o tinha hist\u00f3ria real&#8221;, sendo &#8220;vazio da humanidade e suas obras.&#8221; Nesta vis\u00e3o, o povo da Am\u00e9rica do &#8220;viveram em um eterno, estado-hist\u00f3rico&#8221;.\n\nA pesquisa tem ajudado n\u00e3o s\u00f3 a altos n\u00edveis de realiza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica pr\u00e9-colombiana em \u00e1reas como calend\u00e1rio de decis\u00f5es e matem\u00e1tica, mas uma compreens\u00e3o sofisticada da rela\u00e7\u00e3o entre o meio natural e os seres humanos. Mann resiste \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de romantizar a respeito retratando &#8220;\u00edndios como modelos verdes&#8221;, comentando que &#8220;intera\u00e7\u00e3o nativo americano com o meio ambiente foram t\u00e3o diversos como os pr\u00f3prios nativos americanos&#8221;.\n\nNo entanto, eles se acumulam, ele diz, &#8220;uma not\u00e1vel corpo de conhecimento sobre como gerenciar e melhorar o seu ambiente &#8220;que ret\u00eam valor.\n\nUma li\u00e7\u00e3o que os nativos aprendi foi que quem &#8220;mais explorado o ambiente ia ser morto.&#8221; Por exemplo, o povo ianom\u00e2mi da Amaz\u00f4nia viveram por s\u00e9culos de uma forma que &#8220;n\u00e3o tenha danificado a floresta&#8221;, usando t\u00e9cnicas agr\u00edcolas que t\u00eam mantido &#8220;grupos humanos sustent\u00e1vel dentro dos limites ecol\u00f3gicos r\u00edgidos dos tr\u00f3picos&#8221;.\n\nPor outro lado, o mapa do mundo e do conhecimento da humanidade do mundo foi transformada pela coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia das Am\u00e9ricas. As civiliza\u00e7\u00f5es antigas foram conquistados e muito do seu legado destru\u00eddo, mas 31 pa\u00edses, incluindo algumas das democracias mais est\u00e1veis, juntaram-se \u00e0 comunidade mundial. Mais pessoas foram interligados em todo o mundo. Algumas das pessoas que se instalaram viu suas novas sociedades como tabula rasa, onde os princ\u00edpios de justi\u00e7a e igualdade poderia ser posta em pr\u00e1tica, sem ter que desmontar n\u00e3o-igualit\u00e1rias, os sistemas existentes, injustos. Claro, o governo colonial qualificado como injusto. No entanto, pelo menos no caso das Treze Col\u00f4nias, isso n\u00e3o pegar impulso suficiente para suportar desafio revolucion\u00e1rio. Espiritualidade nativo americano reverencia a natureza muitas vezes e vi a humanidade como parte da natureza. A terra n\u00e3o era &#8220;propriedade&#8221; de pessoas, mas sim, as pessoas eram de propriedade da terra, que era para ser respeitada e cuidada.\n\n<strong>Refer\u00eancias<\/strong>\n\nAxtell, James nativos e rec\u00e9m-chegados: As Origens Culturais da Am\u00e9rica do Norte, New York, NY:.. Oxford University Press, 2001 ISBN 9780195137705 .\nCalloway, Colin G. Novos Mundos para Todos:. \u00cdndios, europeus, ea recomposi\u00e7\u00e3o de Early America Baltimore, MD: Johns Hopkins University Press, 1997. ISBN 9780801854484 .\nCrosby, Alfred W. A Bolsa colombiana; consequ\u00eancias biol\u00f3gicas e Cultural de 1492 Westport, CT: Greenwood Pub.. Co., 1972. ISBN 9780837158211 .\nMann, Charles C. 1491: Novas Revela\u00e7\u00f5es das Am\u00e9ricas antes de Colombo New York, NY:. Knopf, 2005. ISBN 9781400040063 .\nMorison, Samuel Eliot The Great Explorers:.. A descoberta europ\u00e9ia da Am\u00e9rica New York, NY: Oxford University Press, 1978. ISBN 9780195023145 .\nOsborn, William M. 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University of Oklahoma Press, 1998 ISBN 9780806130743\n\nFonte: www.newworldencyclopedia.org\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\n<h4>A conquista e a coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h4>\nA a\u00e7\u00e3o colonizadora que a Espanha vai desenvolver nas suas terras na Am\u00e9rica vai ser pautada por dois comportamentos (amplia\u00e7\u00e3o dos limites da f\u00e9 crist\u00e3 e a busca de lucros) que s\u00e3o conseq\u00fc\u00eancia direta do processo de reconquista da pen\u00ednsula ib\u00e9rica que estava sob controle dos mul\u00e7umanos.\n\nDesta forma a pr\u00e1tica espanhola entendia que a ocupa\u00e7\u00e3o das terras reconquistadas ou conquistadas poderia ser efetuada a partir de uma a\u00e7\u00e3o est\u00e1tica (conquistar como a\u00e7\u00e3o colonizadora) ou de uma a\u00e7\u00e3o m\u00f3vel (conquistar como assaltar, saquear e ir adiante) que de uma forma ou outra resultaria no dom\u00ednio sobre as terras ocupadas.\n\n<strong>A Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica pela Espanha foi organizada com base nestes dois princ\u00edpios: <\/strong>\n<blockquote>O primeiro \u00e9 comerciar e firmar estabelecimentos para permitir o desenvolvimento do com\u00e9rcio, como fez Colombo que j\u00e1 em 1493 vai, junto com seus familiares fundar cidades, portos e incentivar pr\u00e1ticas agr\u00edcolas na regi\u00e3o das ilhas do Caribe. (assista ao filme 1492 a conquista do Para\u00edso).\n\nO segundo \u00e9 invadir e ir adiante e tem como fundamento b\u00e1sico \u00e0 perspectiva de afirma\u00e7\u00e3o da autoridade real espanhola j\u00e1 que os seus executores terminam atuando em nome do rei estando ao seu servicio (obriga\u00e7\u00e3o de fidelidade para com o rei) e desta forma terminam por receber a merced\u00a0(esp\u00e9cie de permiss\u00e3o para explorar determinadas atividades) esta forma de atua\u00e7\u00e3o vai ser verificada quando a partir de 1519 os espanh\u00f3is v\u00e3o iniciar a conquista das terras continentais da Am\u00e9rica atacando os astecas e os Incas.<\/blockquote>\nN\u00e3o podemos deixar de citar aqui que estas a\u00e7\u00f5es contavam com o conhecimento e a aceita\u00e7\u00e3o da Igreja que terminava por dar a san\u00e7\u00e3o moral e a sacraliza\u00e7\u00e3o para as a\u00e7\u00f5es dos militares, conquistadores, aventureiros e comerciantes espanh\u00f3is.\n\nComo conseq\u00fc\u00eancia do processo de conquista da Am\u00e9rica a Espanha vai ter que organizar a explora\u00e7\u00e3o das suas col\u00f4nias sem deixar de levar em conta a necessidade de afirma\u00e7\u00e3o da soberania da coroa espanhola, das medidas para o estabelecimento e afirma\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3, para a necessidade de imigra\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de uma pol\u00edtica de coloniza\u00e7\u00e3o bem como e n\u00e3o menos importante do dom\u00ednio amplo da terra e do povo que nela j\u00e1 vivia.\n\nPodemos dividir a conquista e Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica em dois momentos distintos e que terminam por ser complementares. O primeiro \u00e9 o que pode ser denominado de a\u00e7\u00e3o colonizadora extracontinental, ou seja, nas ilhas existentes ao longo do Caribe este primeiro momento vai de 1492 a 1519 e pode ser organizado em tr\u00eas momentos.\n\n<strong>CONTATOS INICIAIS<\/strong>\n<blockquote>OURO E MAIS OURO (SONHO ESFACELADO)\nO NATIVO COMO MERCADORIA QUE SUBSTITUI O OURO\nPODE-SE ESCRAVIZAR?\nESCRAVIZAR N\u00c3O PODE!\nCOMO ESCRAVIZAR?\nA \u00c7\u00c3O PRIVADA SEM SUCESSO\nA \u00c7\u00c3O P\u00daBLICA EFICAZ<\/blockquote>\n<strong>RELA\u00c7\u00d5ES DE TRABALHO<\/strong>\n<blockquote>ESCRAVID\u00c3O\nTRABALHO PAGO\nMIX (REPARTIMIENTO E ENCOMIENDA)\nESCRAVID\u00c3O\nTRABALHO PAGO<\/blockquote>\n<strong>ESTRUTURA ADMINISTRATIVA A PARTIR DE UMA VIDA URBANA<\/strong>\n<blockquote>CABILDO\nVECINOS\nAUDIENCIA\nREPARTIMIENTO E ENCOMIENDA<\/blockquote>\nA <strong>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/strong> por parte dos europeus sempre teve como um dos focos o desejo de encontrar metais preciosos. Motivados pelo ouro que encontraram desde os primeiros contatos com os povos das ilhas do Caribe, os espanh\u00f3is passaram a buscar incessantemente as fontes de tal metal.\n\nDurante o desenvolvimento da coloniza\u00e7\u00e3o nesta fase das ilhas logo os espanh\u00f3is v\u00e3o perceber que o seu sonho de ouro f\u00e1cil n\u00e3o seria concretizado ali nas ilhas e passaram a explorar a m\u00e3o-de-obra local o que de certa forma terminou por significar uma substitui\u00e7\u00e3o do metal pelo lucro que a explora\u00e7\u00e3o do trabalho nativo proporcionava.\n\nDiante deste fato entra o espanhol em um dilema sobre a legalidade da escraviza\u00e7\u00e3o deste povo e se caso fosse poss\u00edvel escravizar como poderia ser realizada tal atividade. Esta quest\u00e3o se revela de tal forma confusa que durante os primeiros cinq\u00fcenta anos de explora\u00e7\u00e3o colonial os governantes da Espanha v\u00e3o autorizar a escravid\u00e3o, proibi-la (instituindo o surgimento do trabalho pago), para depois autorizar a utiliza\u00e7\u00e3o do trabalho livre com o escravo, voltando a permitir livremente a escravid\u00e3o para logo em seguida proibir outra vez, exceto em caso de guerra justa (termo utilizado para escravizar povos nativos que eram acusados de negar cristo e n\u00e3o aceitar a autoridade do rei da Espanha).\n\nEste vai e vem da coroa espanhola vai terminar por fortalecer a utiliza\u00e7\u00e3o das estruturas administrativas de dom\u00ednio que eram utilizadas pelos governantes Astecas e Incas respectivamente no M\u00e9xico e Peru. Ao mesmo tempo passou a adaptar a sua pr\u00f3pria estrutura administrativa trazida da Espanha \u00e0 realidade das col\u00f4nias americanas.\n\nAssim criando uma estrutura urbana com base no poder do cabildo, centro do poder e administra\u00e7\u00e3o das cidades coloniais, instituindo propriet\u00e1rios nas terras adjacentes ao centro urbano os vecinos, que estavam submetidos \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o da audiencia, \u00f3rg\u00e3o oficial que aplica a justi\u00e7a e controla o com\u00e9rcio que passou a ser desenvolvido com base nas institui\u00e7\u00f5es do repartimiento e da encomienda, estas institui\u00e7\u00f5es na pr\u00e1tica tinham suas ra\u00edzes na domina\u00e7\u00e3o dos Imp\u00e9rios Inca e Asteca sobre dezenas de povos.\n\nOs Incas, assim como os astecas, estavam organizados com base no Modo de produ\u00e7\u00e3o Asi\u00e1tico, o que conferia ao grupo governante a possibilidade de instituir obriga\u00e7\u00f5es de servid\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o que eles dominavam. Desta forma, entre os Incas vamos ver a exist\u00eancia de uma institui\u00e7\u00e3o denominada AYLLU que representava a unidade b\u00e1sica da sociedade e a qual estavam todos vinculados.\n\nExistia o CURACA, que era um l\u00edder local que designava quais os membros da comunidade deveriam trabalhar nas terras da comunidade e quais deveriam trabalhar nas terras do Inca. Era o que os espanh\u00f3is passaram a chamar de repartimiento.\n\n<strong>Este tipo de trabalho resultava na MITA, que era a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o que o povo devia executar para o Inca e disto resultava que o estado incaico, possuindo o controle do que era produzido em diferentes \u00e1reas, como por exemplo: <\/strong>milho e batatas nos vales, l\u00e3 nos altiplanos, folhas de coca nas encostas, realizava a tarefa de suprir as necessidades dos diferentes povos, n\u00e3o sem antes retirar a sua parte no que era produzido,\u00a0pois os que viviam nos vales n\u00e3o tinham como produzir aqueles produtos que s\u00f3 existiam nos altiplanos e vice-versa.\n\nO que os espanh\u00f3is v\u00e3o fazer \u00e9 eliminar a obriga\u00e7\u00e3o de suprir a comunidade com produtos diversos como fazia o estado incaico. Agora as comunidades al\u00e9m de trabalhar para os colonizadores deveriam pagar tributos e comprar os produtos que ou n\u00e3o mais produziam ou n\u00e3o podiam produzir. Como podemos ver, a a\u00e7\u00e3o colonizadora dos espanh\u00f3is pode ser tida como sin\u00f4nimo de extin\u00e7\u00e3o dos povos nativos como o que ocorreu com a popula\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es de SANTO DOMINGO, CARA\u00cdBAS, CUBA, FL\u00d3RIDA, YUCATAN&#8230; entre tantas outras. Este fato, a aus\u00eancia de m\u00e3o-de-obra local aliada \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o ind\u00edgenas termina por justificar a ado\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o africana que na Am\u00e9rica espanhola vai ser predominante nas ilhas do Caribe e quase ausente no continente.\n\nPor falar em continente, uma conseq\u00fc\u00eancia direta deste primeiro momento da a\u00e7\u00e3o colonial espanhola vai ser a revela\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de um territ\u00f3rio continental, o que vai exigir a ado\u00e7\u00e3o de novas estrat\u00e9gias de ocupa\u00e7\u00e3o. Esta nova etapa est\u00e1 dividida entre a conquista dos imp\u00e9rios Asteca e Inca entre 1519 e 1540.\n\nEntre 1519 e 1522, o espanhol Fern\u00e3o Cortez realiza a conquista do M\u00e9xico (confedera\u00e7\u00e3o asteca) que era governado por Montezuma II que da cidade de Tenochtitl\u00e1n comandava um imp\u00e9rio de quase 12 milh\u00f5es de pessoas que ia do M\u00e9xico at\u00e9 a Guatemala, possu\u00eda uma vasta rede comercial utilizando sementes de cacau como moeda e estava organizado em castas. Esta rede comercial era dominada pelos sacerdotes que impunham, seguindo o modelo do Modo de Produ\u00e7\u00e3o Asi\u00e1tico as determina\u00e7\u00f5es para a sociedade.\n\nEntre 1531 e 1533, Francisco Pizarro comandando tropas espanholas vai atacar o imperador Atahualpa (que estava passando por um per\u00edodo de disputa interna pelo poder com seu irm\u00e3o Huascar) em Cajamarca sendo condenado \u00e0 morte em 1533. Apesar de ter conseguido controlar o comando central do imp\u00e9rio Inca prendendo e executando o imperador, os espanh\u00f3is estavam longe de ter tranq\u00fcilidade, pois os Incas resistiram ao dom\u00ednio espanhol por mais 39 anos at\u00e9 que o \u00faltimo imperador Inca T\u00daPAC AMARU vai morrer em 1572, sendo que, esta resist\u00eancia AL\u00c9M DE ser militar era tamb\u00e9m\u00a0cultural.\n\nApesar desta resist\u00eancia, o dom\u00ednio espanhol ocorreu de forma muito r\u00e1pida quando levamos em considera\u00e7\u00e3o a quantidade de pessoas que habitavam os Imp\u00e9rios Asteca e Inca. Desta forma, no esquema que segue, apresentamos os motivos que terminaram por conduzir os espanh\u00f3is ao controle do poder nestas \u00e1reas.\n<blockquote><strong>Vida urbana estatal: <\/strong>o fato de viverem sob dom\u00ednio de um poder central terminou por facilitar a a\u00e7\u00e3o de conquista que substituiu o poder do imperador pelo poder dos espanh\u00f3is.\n\n<strong>Complexidade social: <\/strong>os conquistadores utilizaram-se da divis\u00e3o das sociedades asteca e inca eliminando e substituindo os chefes e permitindo a continuidade dos l\u00edderes intermedi\u00e1rios.\n\n<strong>Rivalidades internas: <\/strong>aproveitamento das disputas internas fazendo alian\u00e7as com povos rivais dos astecas e dos incas.\n\n<strong>Vis\u00e3o de mundo:<\/strong> os astecas e incas acreditavam que os deuses voltariam pelo oriente como vieram os espanh\u00f3is e em um primeiro momento os receberam como deuses levando-os \u00e0 presen\u00e7a dos seus imperadores. este fato facilitou enormemente a tarefa de conseguir chegar ao cora\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o asteca e inca.\n\n<strong>O desconhecimento do que era um cavalo:<\/strong> espanto por ver o cavaleiro se separar do cavalo e os dois continuarem vivos sem danos.\n\n<strong>Tecnologias:<\/strong> armas de fogo, armaduras, espadas de ferro.\n\n<strong>Doen\u00e7as: <\/strong>os povos da am\u00e9rica, devido ao seu isolamento ao longo de milhares de anos, n\u00e3o possu\u00edam imunidade contra as doen\u00e7as dos europeus como o sarampo, a gripe, a tuberculose, entre tantas outras.<\/blockquote>\nComo forma de atua\u00e7\u00e3o nesta tarefa de conquista e coloniza\u00e7\u00e3o os espanh\u00f3is\u00a0desenvolveram alguns mecanismos que formaram a base da sua a\u00e7\u00e3o colonial e que pode ser assim posta.\n<blockquote>For\u00e7as p\u00fablicas (conquistadores)\n\nMercadores (acompanhados por militares)\n\nComp\u00e2nas (bandos de aventureiros)\n\nExpedi\u00e7\u00f5es (empresas de capital privado)\n\nRede de financiamento (capital de companhias de com\u00e9rcio de outros povos da europa que passaram a investir na coloniza\u00e7\u00e3o)\n\nA\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios reais (elementos que faziam parte da administra\u00e7\u00e3o colonial como o vice-rei ou o governador)<\/blockquote>\nPara finalizarmos este ponto devemos destacar que a conquista e coloniza\u00e7\u00e3o espanhola possu\u00edam limites de a\u00e7\u00e3o, em termos territoriais. Mesmo sendo nominalmente propriet\u00e1ria das terras do continente americano, exceto por aquela por\u00e7\u00e3o que coube a Portugal pelo Tratado de Tordesilhas, a Espanha vai limitar sua atua\u00e7\u00e3o colonial mais intensa n\u00e3o indo muito al\u00e9m do Norte do M\u00e9xico no que viria ser futuramente o Texas e a Calif\u00f3rnia e ao Sul do Chile na regi\u00e3o central dos pampas e na orla oriental da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.\n\nTr\u00eas motivos podem ser enumerados para tal situa\u00e7\u00e3o. Primeiro estas \u00e1reas n\u00e3o possu\u00edam uma popula\u00e7\u00e3o organizada ao n\u00edvel de vida urbana dos Astecas e Incas; segundo revelaram-se \u00e1reas com grande foco de resist\u00eancias da parte dos povos nativos que nelas estavam pueblos, guaranis e araucanos respectivamente e, terceiro quando comparados com as \u00e1reas centrais j\u00e1 dominadas pelos espanh\u00f3is revelaram-se pobres em recursos mercantis e minerais.\n\nEntretanto, mesmo assim, a Espanha empreendeu durante v\u00e1rias d\u00e9cadas sucessivas campanhas militares nestas \u00e1reas com o objetivo de manter uma linha de defesa relativamente confort\u00e1vel, longe dos centros de produ\u00e7\u00e3o de ouro e prata que terminaram por se tornar o M\u00e9xico e o Peru.\n\nFonte: www.proead.unit.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\nA conquista da<strong> Am\u00e9rica<\/strong> e a sua posterior coloniza\u00e7\u00e3o, foi um empreendimento gigantesco, que sem d\u00favida alguma mudou os rumos da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental.\n\nEsta obra, cujas marcas principais est\u00e3o diretamente relacionadas a expans\u00e3o mar\u00edtima e comercial levada a cabo pelos pa\u00edses ib\u00e9ricos (Portugal e Espanha) no final do s\u00e9culo XV, realizou-se com a perda de milh\u00f5es de vidas e o exterm\u00ednio completo de muitas civiliza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas.\n\nSe por um lado o Novo Mundo representava um eldorado de oportunidades para europeus \u00e1vidos por riquezas e metais preciosos (ouro, prata e cobre), por outro ele se transformou num verdadeiro inferno e numa dolorosa prova\u00e7\u00e3o para aqueles que se submeteram pela for\u00e7a, ao jugo dominador das na\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias, notadamente da Espanha.\n\nA coloniza\u00e7\u00e3o efetiva do continente americano pelos espanh\u00f3is come\u00e7ou em 1493, quando Crist\u00f3v\u00e3o Colombo (um ano depois de ter aportado na ilha de Hispaniola, atual Santo Domingo, capital da Rep\u00fablica Dominicana) fundou a col\u00f4nia de Natividade.\n\n<strong>A partir da\u00ed, iniciou-se de modo irrevers\u00edvel o embri\u00e3o daquele que se transformaria num dos maiores imp\u00e9rios do mundo:<\/strong> O Imp\u00e9rio Espanhol na Am\u00e9rica.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/coloni8.jpg\" alt=\"Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica\" width=\"333\" height=\"287\" \/><strong>\nIlustra\u00e7\u00e3o de Theodore de Bry para a obra de Frei Bartolomeu de Las Casas (s\u00e9culo XVI). Esse monge dominicano denunciou \u00e0 monarquia espanhola as barbaridades cometidas pelos espanh\u00f3is contra os \u00edndios. Pouco ou nada adiantou. <\/strong><\/p>\nAp\u00f3s alguns contatos amistosos no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o entre espanh\u00f3is e gentios da terra sofreu uma transforma\u00e7\u00e3o que, caracterizou por assim dizer, o tipo e a mentalidade colonizadora desenvolvida pela Espanha. A busca por riquezas e a convers\u00e3o dos \u00edndios ao cristianismo foram, entre outros fatores, as bases motivadoras do projeto colonial em territ\u00f3rio americano.\n\nO segundo objetivo era constantemente utilizado para mascarar o primeiro e em busca deste, in\u00fameras atrocidades foram cometidas contra os povos dominados.\n\n<strong>A cruel matan\u00e7a de ind\u00edgenas, bem como a gan\u00e2ncia e a sede espanhola por metais preciosos, foi muito bem retratada por Frei Bartolom\u00e9 de Las Casas (testemunha ocular de tais acontecimentos), que jamais ficou calado diante do tratamento desumano dispensado pelos colonizadores aos povos nativos:<\/strong>\n\nA causa pela qual os espanh\u00f3is destru\u00edram tal infinidade de almas foi unicamente n\u00e3o terem outra finalidade \u00faltima sen\u00e3o o ouro, para enriquecer em pouco tempo, subindo de um salto a posi\u00e7\u00f5es que absolutamente n\u00e3o convinham a suas pessoas. Enfim n\u00e3o foi sen\u00e3o a sua avareza que causou a perda desses povos e quando os \u00edndios acreditaram encontrar algum acolhimento favor\u00e1vel entre esses b\u00e1rbaros, viram-se tratados pior que os animais e como se fossem menos ainda que o excremento das ruas; e assim morreram sem f\u00e9 e sem sacramentos, tantos milh\u00f5es de pessoas. (Las Casas, 2001, p. 32).\n\nUma opini\u00e3o diferente daquela manifestada por Las Casas, nos \u00e9 fornecida por Vicente Tapaj\u00f3s em seu livro Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica. Este autor, ao abordar as fases iniciais da conquista e da coloniza\u00e7\u00e3o praticamente n\u00e3o toca no mortic\u00ednio praticado pelos espanh\u00f3is contra os povos nativos, e quando o faz, utiliza-se de uma linguagem depreciativa para com os ind\u00edgenas.\n\n<strong>Em alguns pontos a sua vis\u00e3o euroc\u00eantrica da conquista fica evidente, vamos a eles:<\/strong>\n\nA fim de proteger-se e evitar a rea\u00e7\u00e3o dos Incas, Pizarro aclamou sucessor do Imperador, o terceiro filho de Huaina Capac, chamado Toparca, e com a prote\u00e7\u00e3o dele entrou em Cuzco, capital do Imp\u00e9rio. atitude dos espanh\u00f3is acabou por provocar a revolta dos selvagens, abafada pelos conquistadores. (Tapaj\u00f3s, 1968, p. 83).\n\nAo inv\u00e9s de abordar a coloniza\u00e7\u00e3o pelo vi\u00e9s do exterm\u00ednio ind\u00edgena (como o fez Las Casas), Tapaj\u00f3s preferiu defender a tese de que os primeiros momentos na Am\u00e9rica foram de pouca paz devido a diverg\u00eancias existentes entre os pr\u00f3prios colonizadores, bem como causados por desacertos ocorridos no processo de administra\u00e7\u00e3o das terras conquistadas.\n\n<strong>Isso fica claro na seguinte passagem:<\/strong>\n\nColombo errou desde o princ\u00edpio como administrador. Um de seus primeiros erros foi a nomea\u00e7\u00e3o de seu irm\u00e3o, Diego, para substitu\u00ed-lo, enquanto se punha numa expedi\u00e7\u00e3o exploradora. Ao voltar encontrou-se situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de resolver-se. (Tapaj\u00f3s, 1968, p. 77).\n\n<strong>Outro autor J.H. Elliot, aborda de forma cr\u00edtica tanto os erros administrativos da fam\u00edlia Colombo, bem como o exterm\u00ednio dos nativos pela crueldade, pela fome, pelo trabalho for\u00e7ado e pelos maus tratos a que os mesmos eram submetidos:<\/strong>\n\nA fam\u00edlia de Colombo que tinha jurisdi\u00e7\u00e3o sobre as ilhas, revelou-se n\u00e3o estar a altura da tarefa. Na qualidade de genoveses advent\u00edcios, come\u00e7aram em desvantagem natural, e por temperamento nem o almirante, nem seus irm\u00e3os, estavam preparados para lidar com a indisciplina end\u00eamica de um bando de espanh\u00f3is, cujo \u00fanico pensamento era a riqueza f\u00e1cil. (Elliot in Bethel (org), 1998. p. 150).\n\n<strong>Quanto aos ind\u00edgenas, de acordo com Elliot:<\/strong>\n\nO estabelecimento formal do trabalho for\u00e7ado para a popula\u00e7\u00e3o nativa, apenas precipitou um processo que j\u00e1 estava tornando-se catastr\u00f3fico &#8211; a sua total extin\u00e7\u00e3o. (Elliot in Bethel (org) 1998, p. 153).\n\nPercebe-se que h\u00e1 uma concord\u00e2ncia entre Las Casas e Elliot no que se refere ao mau tratamento dispensado pelos colonizadores espanh\u00f3is aos gentios da terra.\n\n<strong>Entretanto Las Casas \u00e9 mais enf\u00e1tico em suas cr\u00edticas, que muitas das vezes assumem um tom de den\u00fancia acalorada:<\/strong>\n\n(&#8230;) os espanh\u00f3is entravam nas vilas, burgos e aldeias n\u00e3o poupando nem crian\u00e7as e velhos, nem mulheres gr\u00e1vidas e parturientes e lhes abriam o ventre e faziam em peda\u00e7os (&#8230;). Sempre matando, incendiando, queimando, torrando \u00edndios e lan\u00e7ando-os aos c\u00e3es (&#8230;) e assassinaram tantas na\u00e7\u00f5es que muitos idiomas chegaram a desaparecer por n\u00e3o haver ficado quem os falasse (&#8230;) e no entanto ali teriam podido viver como num para\u00edso terrestre, se disso n\u00e3o tivessem sido indignos&#8230;. (Las Casas, 2001, ps. 34, 42, 80, 81 e 106).\n\nN\u00e3o acostumados ao modo de vida dos europeus que baseava-se numa exist\u00eancia sedent\u00e1ria, os ind\u00edgenas simplesmente tendiam a n\u00e3o suportar tamanha diferen\u00e7a entre uma cultura e outra.\n\n<strong>Dessa forma, o choque entre ambas tornou-se inevit\u00e1vel e a rea\u00e7\u00e3o ind\u00edgena assumiu as mais variadas formas:<\/strong> hostilidade, guerra, suic\u00eddios em massa, movimentos de resist\u00eancia religiosa, etc. Referindo-se a extin\u00e7\u00e3o quase que completa da popula\u00e7\u00e3o nativa da ilha de Hispaniola, Elliot nos d\u00e1 um exemplo extremamente l\u00facido do que representou para os ind\u00edgenas, o contato com os espanh\u00f3is:\n\nEm vinte anos, desde o desembarque de Colombo, a popula\u00e7\u00e3o dessa ilha densamente habitada havia sido quase varrida pela guerra, pelas doen\u00e7as, pelos maus tratos e pelo trauma resultante dos esfor\u00e7os dos invasores para obrig\u00e1-la a aceitar modos de vida e comportamento totalmente desvinculados de sua experi\u00eancia anterior. (Elliot in Bethel (org), 1998, p. 153).\n\nMas quais foram os motivos (al\u00e9m \u00e9 claro da obsess\u00e3o por riquezas e metais preciosos) que levaram os espanh\u00f3is a adotar um comportamento b\u00e1rbaro e cruel em rela\u00e7\u00e3o aos povos nativos? Para se entender tal cen\u00e1rio, \u00e9 preciso voltar um pouco no tempo, recuando por interm\u00e9dio do mesmo at\u00e9 os prim\u00f3rdios da coloniza\u00e7\u00e3o espanhola na Am\u00e9rica.\n\nA chegada de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo a este continente ocorreu em 1492, no mesmo ano em que mouros e judeus haviam sido definitivamente expulsos da Espanha. Este pa\u00eds passava nesta \u00e9poca por um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, atrav\u00e9s da unifica\u00e7\u00e3o dos reinos de Arag\u00e3o e Castela, fato que se deu ap\u00f3s o casamento dos reis cat\u00f3licos Fernando e Isabel.\n\nPor outro lado, todas essas novidades faziam com que a Espanha, em sua g\u00eanese como pa\u00eds unificado, sofresse um processo de acomoda\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e de adapta\u00e7\u00e3o a uma situa\u00e7\u00e3o inusitada, que o destino havia lhe proporcionado.\n\nGuiada desde o in\u00edcio pela busca de riquezas, a pol\u00edtica colonial espanhola inseria-se perfeitamente dentro dos conceitos mercantilistas que dominavam a economia europ\u00e9ia no per\u00edodo da expans\u00e3o ultramarina. Por sua vez, o princ\u00edpio do metalismo (que estabelecia que a riqueza de uma na\u00e7\u00e3o era medida pela quantidade de ouro e prata que a mesma possu\u00eda), aliado ao bulhonismo (que defendia a tese de que os pa\u00edses necessitavam ter uma balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel), deram origem ao modelo econ\u00f4mico que moldou a configura\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa da Espanha em rela\u00e7\u00e3o ao seu Imp\u00e9rio Colonial Americano.\n\nT\u00e3o logo foram descobertas as minas de ouro e prata no Peru e no M\u00e9xico, a coroa espanhola come\u00e7ou a explor\u00e1-las, utilizando-se para isso da m\u00e3o-de-obra ind\u00edgena. A partir da\u00ed, foi organizado um vasto sistema de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, que baseava-se na servid\u00e3o e na escravid\u00e3o dos gentios da terra.\n\nO trabalho for\u00e7ado mostrou-se prejudicial aos \u00edndios, uma vez que os mesmos n\u00e3o estavam acostumados a uma exist\u00eancia calcada no trabalho sistem\u00e1tico e no sedentarismo imposto pelos europeus. Some-se a isso as doen\u00e7as t\u00edpicas do homem branco, o sadismo e o instinto bestial dos colonizadores e o resultado obtido foi a morte incontida de milh\u00f5es de ind\u00edgenas, bem como o desaparecimento completo de muitas civiliza\u00e7\u00f5es.\n\nTem raz\u00e3o Frei Bartolom\u00e9 de Las Casas, ao afirmar que a hist\u00f3ria da conquista e coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, foi uma obra escrita com sangue. Comportando-se como verdadeiros tiranos, os espanh\u00f3is cegos pela cobi\u00e7a e pela avareza, n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para alcan\u00e7ar os seus objetivos coloniais. A conta dessa sanha conquistadora, foi paga pelos pobres nativos com o ceifamento precoce de suas vidas. Entretanto, para os colonizadores isso n\u00e3o possu\u00eda a menor import\u00e2ncia, pois uma vez que os seus intentos, mesmo os mais esp\u00farios, fossem plenamente satisfeitos, as demais coisas em nada lhes interessavam.\n\n<strong>Marco Aur\u00e9lio de Souza Lombardi<\/strong>\n\n<strong>Joander Alves de Castro Silva<\/strong>\n\n<strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong>\n\nELLIOT, J. H.. A conquista Espanhola e a Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica. In: BETHEL, Leslie. (org). Am\u00e9rica Latina Colonial. Volume I e II. S\u00e3o Paulo: Edusp, 1998.\nLAS CASAS, Frei Bartolom\u00e9 de. O Para\u00edso Destru\u00eddo. A Sangrenta Hist\u00f3ria da Conquista da Am\u00e9rica. Porto Alegre: L&amp;PM Pocket\/Descobertas, 2001.\nTAPAJ\u00d3S, Vicente. Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1968.\nMarco Aur\u00e9lio \u00e9 Bacharel em Administra\u00e7\u00e3o pelo Centro Universit\u00e1rio Moura Lacerda de Ribeir\u00e3o Preto. Graduando em Hist\u00f3ria pela Universidade Estadual Paulista UNESP Campus de Franca.\nJoander \u00e9 Graduando em Hist\u00f3ria pela Universidade Estadual Paulista UNESP Campus de Franca.\nlengenda da foto: Ilustra\u00e7\u00e3o de Theodore de Bry para a obra de Frei Bartolomeu de Las Casas (s\u00e9culo XVI). Esse monge dominicano denunciou \u00e0 monarquia espanhola as barbaridades cometidas pelos espanh\u00f3is contra os \u00edndios. Pouco ou nada adiantou.\n\nFonte: destaquein.sacrahome.net\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\n<h4>Tipos de Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h4>\nA Am\u00e9rica foi descoberta pelos europeus, ap\u00f3s esse acontecimento diversos pa\u00edses do velho continente se dirigiram para a nova terra. O continente americano foi colonizado principalmente por portugueses, ingleses, espanh\u00f3is, franceses e holandeses. Por\u00e9m, o processode coloniza\u00e7\u00e3o aconteceu de forma distinta entre os pa\u00edses do continente.\n\nOs pa\u00edses considerados latinos tiveram uma coloniza\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o, ou seja, apenas forneciam riquezas oriundas da natureza (madeira, pedras preciosas, entre outros) e cultivavam produtos tropicais (cana-de-a\u00e7\u00facar, caf\u00e9, borracha, entre outros). Em resultado a essa intensa explora\u00e7\u00e3o, os pa\u00edses latinos herdaram desse per\u00edodo um grande atraso socioecon\u00f4mico que reflete nos dias atuais.\n\nPor outro lado, os pa\u00edses que fazem parte da Am\u00e9rica Anglo-sax\u00f4nica tiveram uma coloniza\u00e7\u00e3o de povoamento. Isso quer dizer que o interesse da metr\u00f3pole era povoar e desenvolver o lugar. Nesse tipo de coloniza\u00e7\u00e3o a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava ligada \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de riquezas com a finalidade de envi\u00e1-las para a metr\u00f3pole, e sim de abastecer os pr\u00f3prios habitantes. Em suma, as riquezas produzidas permaneciam no pa\u00eds. Essa caracter\u00edstica foi de fundamental import\u00e2ncia para que pa\u00edses como Estados Unidos e Canad\u00e1 se tornassem grandes na\u00e7\u00f5es, sendo o primeiro a maior pot\u00eancia mundial.\n\nDiante das considera\u00e7\u00f5es apresentadas, fica claro que o fator determinante para o desenvolvimento ou subdesenvolvimento dos pa\u00edses americanos est\u00e1 ligado a fatos hist\u00f3ricos. A forma de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 raiz das condi\u00e7\u00f5es atuais dos pa\u00edses do continente.\n\nFonte: www.proparnaiba.com\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\n<h4>O encontro entre dois mundos<\/h4>\nO descobrimento desencadeou um processo de pilhagem, conquista e coloniza\u00e7\u00e3o que se estende at\u00e9 os dias atuais. Por isso, o termo &#8220;descobrimento&#8221; vem sempre obedecendo a uma l\u00f3gica euroc\u00eantrica.\n\n<strong>Na vis\u00e3o do ind\u00edgena, o termo &#8220;descobrimento&#8221; n\u00e3o foi seguido de encontro, confronto, choque, conquista, invas\u00e3o, irias um longo per\u00edodo de &#8220;encobrimento&#8221;, com o exterm\u00ednio de milh\u00f5es desses nativos, a destrui\u00e7\u00e3o de seus valores culturais e a de sua condi\u00e7\u00e3o de sujeito, impondo-lhes valores europeus: <\/strong>a religi\u00e3o, a l\u00edngua e os costumes.\n\nO descobrimento da Am\u00e9rica acaba sendo um termo atual em que somos os sujeitos da a\u00e7\u00e3o, lutando contra o encobrimento imposto pelos europeus atrav\u00e9s da conquista e coloniza\u00e7\u00e3o ao longo de v\u00e1rios s\u00e9culos.\n\nLevou muito tempo at\u00e9 os conquistadores europeus da Am\u00e9rica entenderem o que haviam encontrado, se \u00e9 que chegaram a faz\u00ea-lo.\n\n<strong>A necessidade de classificar o universo americano incitou-os a produzir in\u00fameros discursos: <\/strong>uma extensa literatura de viagens sobre o Mundus Novus.\n\nAs grandes navega\u00e7\u00f5es, que marcaram o in\u00edcio da Idade Moderna, libertaram os europeus do estreito c\u00edrculo em que se moviam \u00e0 volta do Mar Mediterr\u00e2neo.\n\nOs viajantes que se aventuravam por mundos desconhecidos escreveram narrativas fant\u00e1sticas para valorizar os seus feitos. Essas narrativas encontravam eco na mentalidade medieval, povoada por dem\u00f4nios, temores e supersti\u00e7\u00f5es.\n\nO descobrimento da Am\u00e9rica trouxe para c\u00e1 uma legi\u00e3o de monstros, que atrav\u00e9s das p\u00e1ginas de cronistas e navegadores, foram pouco a pouco construindo a fantasia expansionista americana. Sendo essa parte do mundo desconhecida pelos europeus, nada mais natural que aqui passasse a ter livre acesso a fren\u00e9tica imagina\u00e7\u00e3o dos navegadores.\n\nA Am\u00e9rica foi a regi\u00e3o que se tornou o verdadeiro objeto da coloniza\u00e7\u00e3o nos tempos modernos. O aproveitamento efetivo de todos os recursos e benef\u00edcios que as col\u00f4nias podiam oferecer era fator primordial. A explora\u00e7\u00e3o colonial possibilitou a fixa\u00e7\u00e3o do homem europeu nas regi\u00f5es americanas, bem como a implanta\u00e7\u00e3o de mecanismos eficientes para a proposta civilizat\u00f3ria.\n\nA Igreja Cat\u00f3lica esteve intimamente ligada aos Estados Ib\u00e9ricos na coloniza\u00e7\u00e3o. A coloniza\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica necessitava de uma justifica\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, de uma racionaliza\u00e7\u00e3o de procedimento. Esse suporte &#8220;\u00e9tico&#8221; foi dado pela Igreja. A f\u00e9 crist\u00e3 e a necessidade de salvar almas para Deus passaram a ser justificativas para a coloniza\u00e7\u00e3o.\n\nOs principais fatores que levaram \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas est\u00e3o ligados \u00e0 profunda crise que abalou a Europa, a partir do s\u00e9culo XIII. A falta de mercados, a grande fome, as epidemias e a super explora\u00e7\u00e3o pela nobreza feudal fizeram desaparecer grande quantidade de camponeses e, como conseq\u00fc\u00eancia, houve o retraimento do com\u00e9rcio. A coloniza\u00e7\u00e3o passa a ser vista como uma promissora chance de recupera\u00e7\u00e3o de uma Europa em crise, pol\u00edtica, econ\u00f4mica, social e religiosa.\n\n<strong>Os povos pr\u00e9-colombianos<\/strong>\n\nOs eurocentristas ignoravam qualquer possibilidade de exist\u00eancia de povos civilizados na Am\u00e9rica. Para eles, era imposs\u00edvel admitir que enquanto camponeses morriam de fome, na decadente Europa feudal, Estados organizados e centralizados constru\u00edam na Am\u00e9rica complexas obras, dignas de povos altamente desenvolvidos.\n\nOs povos da Am\u00e9rica estavam, em 1492, em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento, Dentre eles, os Astecas, no M\u00e9xico, os Maias, na regi\u00e3o central, e os lncas, na Am\u00e9rica Latina, atuaram como sintetizadores de culturas anteriores e, ao mesmo tempo, como focos irradiadores de civiliza\u00e7\u00e3o, Entretanto, impaciente para se tornar rica a tripula\u00e7\u00e3o de Colombo n\u00e3o se conformou com os presentes em ouro e prata dados pelos, at\u00e9 ent\u00e3o, pac\u00edficos habitantes dos tr\u00f3picos e come\u00e7ou a saquear as aldeias ind\u00edgenas. Os europeus dizimaram os construtores de uma civiliza\u00e7\u00e3o que em diversos aspectos superava a sua, desestruturaram os avan\u00e7os cient\u00edficos transmitidos por gera\u00e7\u00f5es de americanos e, sobretudo, destru\u00edram as possibilidades de um desenvolvimento aut\u00f4nomo.\n\n<strong>Segundo uma profecia maia, eles teriam previsto a chegada dos brancos, como mostra o documento abaixo: <\/strong>\n\nA terra queimar\u00e1 e haver\u00e1 grandes c\u00edrculos brancos no c\u00e9u. A amargura surgir\u00e1 e a abund\u00e2ncia desaparecer\u00e1. A terra queimar\u00e1 e a guerra de opress\u00e3o queimar\u00e1. A \u00e9poca mergulhar\u00e1 em graves trabalhos. De qualquer modo, isso ser\u00e1 visto. Ser\u00e1 o tempo da dor das l\u00e1grimas e da mis\u00e9ria. \u00c9 o que est\u00e1 para vir. <strong>Livro de Chilam Balam de Chumayel, trad. de B. Peret, p. 125. <\/strong>\n\nOs relatos e pinturas deixados pelos astecas sobre a conquista somam mais de doze. Al\u00e9m de poemas, existem v\u00e1rias pinturas com glifos ind\u00edgenas sobre o que se passou naquele momento, segundo a vis\u00e3o amer\u00edndia.\n\nAs lutas posteriores da conquista, registradas pelos historiadores ind\u00edgenas, testemunham o hero\u00edsmo da defesa. Mas a derrota final, ao ser narrada nos textos astecas, j\u00e1 \u00e9 o depoimento de um trauma profundo. A vis\u00e3o final \u00e9 dram\u00e1tica e tr\u00e1gica.\n\n<strong>Pode-se ver isso claramente no canto abaixo:<\/strong>\n\n<strong>Canto triste <\/strong>\n<blockquote>Nos caminhos jazem dardos quebrados.\nos cabelos est\u00e3o espalhados.\nDestelhadas est\u00e3o as casas,\nincandescentes est\u00e3o seus muros.\nVermes abundam por ruas e pra\u00e7as\ne as paredes est\u00e3o manchadas de miolos arrebentados.\nVermelhas est\u00e3o as \u00e1guas, como se algu\u00e9m as tivesse tingido,\ne se as beb\u00edamos, eram \u00e1gua de salitre.\nGolpe\u00e1vamos os muros de adobe em nossa ansiedade\ne nos restava por heran\u00e7a uma rede de buracos.\nNos escudos esteve nosso resguardo,\nmas os escudos n\u00e3o det\u00eam a desola\u00e7\u00e3o &#8230;<\/blockquote>\n<strong>A pol\u00edtica colonial espanhola<\/strong>\n\nA necessidade de cristianizar os nativos e tir\u00e1-los do estado natural, aproximando-os de Deus pelo caminho da civiliza\u00e7\u00e3o, foi o principal componente ideol\u00f3gico da conquista. Minimizar esse aspecto pode dificultar devidamente o quanto os interesses de classe precisam ocultar-se atr\u00e1s de uma ideologia justificadora.\n\nA iniciativa privada foi a forma encontrada pela Coroa de Castela para que a tomada de posse do novo mundo n\u00e3o implicasse em \u00f4nus para o governo.\n\nAventureiros interessados na empresa poderiam assinar contratos com a monarquia para realizar explora\u00e7\u00f5es.\n\nAs sociedades pr\u00e9-colombianas conhecedoras de t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de fundi\u00e7\u00e3o de metais, com toda a certeza, facilitaram a tarefa dos espanh\u00f3is da Am\u00e9rica. A princ\u00edpio, o objetivo dos espanh\u00f3is n\u00e3o era propriamente a coloniza\u00e7\u00e3o e sim, a conquista. A pilhagem dos tesouros acumulados pelos ind\u00edgenas era, nesse momento, o alvo principal.\n\nPor volta do ano de 1560, \u00e0 medida que foram reduzindo os estoques de metais preciosos acumulados pelos nativos, tornou-se necess\u00e1rio organizar a produ\u00e7\u00e3o, determinando o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o. A Coroa espanhola entregava para os exploradores espanh\u00f3is, denominados juridicamente adelantados, direitos vital\u00edcios de fundar cidades, evangelizar \u00edndios, construir fortalezas e deter o poder jur\u00eddico e militar. A \u00fanica condi\u00e7\u00e3o era entregar para a Coroa Espanhola um quinto de toda a produ\u00e7\u00e3o. Desta forma, ficava assegurado, para a metr\u00f3pole, sem \u00f4nus, a ocupa\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio rec\u00e9m colonizado.\n\n<strong>Administra\u00e7\u00e3o colonial<\/strong>\n\nA centraliza\u00e7\u00e3o do poder, na Am\u00e9rica espanhola, nunca p\u00f4de ser considerado ideal. Protegidos pela lentid\u00e3o das vias de comunica\u00e7\u00e3o, os funcion\u00e1rios reais instalados na col\u00f4nia acabaram por adquirir grande autonomia, praticando uma desobedi\u00eancia polida, expressa na f\u00f3rmula &#8220;obede\u00e7o mas n\u00e3o cumpro&#8221;. A corrup\u00e7\u00e3o era praticada na col\u00f4nia sob os olhares de funcion\u00e1rios indiferentes ao futuro colonial.\n\nAos conquistadores que representavam o dom\u00ednio espanhol na Am\u00e9rica, a Coroa conferia-lhes o nome de Adelantado e grandes poderes na col\u00f4nia.\n\nOs cabildos eram uma esp\u00e9cie de C\u00e2maras Municipais. Na pr\u00e1tica, detinham o poder nas cidades e podiam contar com a participa\u00e7\u00e3o dos criollos mais ricos da cidade, possuindo apenas o poder local. Foram muito importantes no momento das lutas pela independ\u00eancia, uma vez que foram os criollos que lideraram o processo separatista&#8230;\n\n<strong>Para o aprimoramento do controle metropolitano, foram criadas na col\u00f4nia duas institui\u00e7\u00f5es:<\/strong> o Vice-reino e a Audi\u00eancia. Ambos os \u00f3rg\u00e3os possu\u00edam ampla compet\u00eancia administrativa e judici\u00e1ria.\n\nPara o controle da entrada de metais preciosos e a defesa dos piratas, foi criado pela Coroa espanhola o sistema de porto \u00fanico. Entretanto, essa medida gerou um efeito contr\u00e1rio, estimulando o contrabando, devido a demora na chegada dos produtos.\n\nA fim de garantir o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio, a Espanha sediou dois \u00f3rg\u00e3os administrativos Casa de Contrata\u00e7\u00e3o e Conselho das \u00edndias. A Casa de Contrata\u00e7\u00e3o organizava o com\u00e9rcio e fiscalizava a cobran\u00e7a do quinto. O Conselho das \u00edndias funcionava como Supremo Tribunal de Justi\u00e7a, nomeando funcion\u00e1rios das col\u00f4nias, e regulamentava a administra\u00e7\u00e3o colonial.\n\n<strong>A Economia colonial<\/strong>\n\nA economia das col\u00f4nias espanholas na Am\u00e9rica era baseada na minera\u00e7\u00e3o. Diferentemente da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, no Brasil, a explora\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias espanhola se ateve, nesse primeiro momento, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do ouro e da prata, tendo como principais centros produtores o Vice-reino do M\u00e9xico e, sobretudo, as minas de Potosi (atual Bol\u00edvia) no Vice-reino do Peru. A enormidade dos lucros adquiridos pela Espanha permitiu a sustenta\u00e7\u00e3o da hegemonia espanhola na Europa ao longo do s\u00e9culo XVI, montando, entretanto, uma m\u00e1quina pol\u00edtico-adiministrativa poderosa em suas col\u00f4nias.\n\nNo s\u00e9culo XVIII, uma aguda crise da economia mineradora faz surgir uma nova \u00e1rea produtora na regi\u00e3o do Caribe e do Rio da Prata. a grande propriedade rural exportadora a hacienda. A fazenda hispano-americana era semelhante \u00e0 propriedade rural brasileira. Claude Morin define a fazenda colonial espanhola como uma propriedade rural possu\u00edda por um propriet\u00e1rio autorit\u00e1rio, que explora mediante m\u00e3o-de-obra dependente, produzindo para um mercado restrito (local, regional, entre zonas de uma mesma col\u00f4nia ou quando muito intercolonial).\n\nA vincula\u00e7\u00e3o minas\/fazendas &#8211; que n\u00e3o excluiu, eventualmente, conflitos pela disputa da m\u00e3o-de-obra ind\u00edgena &#8211; constituiu um dos elementos fundamentais na articula\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os econ\u00f4micos em diversas regi\u00f5es coloniais hispano-americanas e tamb\u00e9m no Brasil.\n\n<strong>O mundo do trabalho na Am\u00e9rica espanhola<\/strong>\n\nEm todas as col\u00f4nias escravistas, a efeito de diminuir as despesas de manuten\u00e7\u00e3o e de reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, foi comum a distribui\u00e7\u00e3o de parcelas de terras aos escravos, casados, para o cultivo familiar. Nesse tipo de trabalho, na maioria das vezes era freq\u00fcente a produ\u00e7\u00e3o de excedentes comercializ\u00e1veis, em diversos casos vendidos livremente por eles. Alguns escravos contavam com a oportunidade de acumularem certa quantia de capital, utilizado lia suplementa\u00e7\u00e3o do cotidiano da vida da comunidade escrava. Esta categoria de escravos veio a formar uma brecha camponesa, dentro da estrutura escravista colonial. Jacob Gorender e outros historiadores n\u00e3o consideram de grande import\u00e2ncia esse tipo de atividade aut\u00f4noma.\n\nSegundo eles uma vez que esses escravos continuavam subordinados aos senhores de terras, dependendo desses, inclusive, para dispor de um tempo, para dedicar-se \u00e0 produ\u00e7\u00e3o independente, com certeza n\u00e3o pode ser considerada uma atividade verdadeiramente aut\u00f4noma.\n\nA utiliza\u00e7\u00e3o do escravo negro nas col\u00f4nias espanholas n\u00e3o chegou a 1 milh\u00e3o, e foram introduzidos apenas para suprir a necessidade do trabalho ind\u00edgena, em lugares onde os ind\u00edgenas resistiam \u00e0 escravid\u00e3o.\n\nA mita era um sistema de trabalho utilizado principalmente nas minas, que impunha o car\u00e1ter obrigat\u00f3rio, durante um determinado tempo, aos \u00edndios, que eram geralmente escolhidos por sorteio, em sua comunidade. Os \u00edndios escolhidos poderiam ser levados para qualquer regi\u00e3o da col\u00f4nia, de acordo com os interesses dos conquistadores. De uma maneira geral, esses trabalhadores recebiam um sal\u00e1rio muito baixo em troca de um pesado e insalubre trabalho.\n\nA encomienda era a escravid\u00e3o do ind\u00edgena em vastas extens\u00f5es de terras apropriadas pelo conquistador. A encomienda baseava-se na concess\u00e3o feita pelo rei a indiv\u00edduos (encomenderos) de exigirem dos \u00edndios a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os por eles devido como s\u00faditos do monarca. Esses servi\u00e7os n\u00e3o eram remunerados e eram praticados na agricultura. O encomendero se comprometia junto \u00e0 Coroa a praticar a cristianiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena.\n\n<strong>A sociedade colonial<\/strong>\n\nO modelo feudal, aristocr\u00e1tico e fechado, caracter\u00edstico da sociedade espanhola, foi transferido para as col\u00f4nias, onde o status do nascimento e a renda eram fatores determinantes para a escala social. Outro fator diferenciador era a cor da pele. A aristocracia parasit\u00e1ria colonial, na maioria das vezes, deixava suas propriedades nas m\u00e3os de mesti\u00e7os, que eram respons\u00e1veis pela escraviza\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas.\n\nNo topo da pir\u00e2mide social, estavam os chapetones, que eram espanh\u00f3is de nascimento e formavam a elite, ocupando os principais cargos administrativos. Eram tamb\u00e9m os donos das minas.\n\nEm seguida, vinham os criollos, que eram filhos de espanh\u00f3is nascidos na Am\u00e9rica e formavam uma subelite colonial, pois apesar de dominarem a economia n\u00e3o podiam ocupar os principais cargos pol\u00edticos. Eram os grandes propriet\u00e1rios de terras, comerciantes e compunham a elite intelectual na col\u00f4nia. A participa\u00e7\u00e3o administrativa desse grupo se restringia aos cabildos.\n\nAbaixo dos criollos vinham os mesti\u00e7os, que geralmente eram capatazes das minas e das fazendas, artes\u00e3os, vaqueiros, vagabundos, entre outras ocupa\u00e7\u00f5es.\n\nOs \u00edndios e logo abaixo os negros representavam as esferas menos favorecidas socialmente nas col\u00f4nias espanholas. Eram explorados pelos conquistadores, e, na pr\u00e1tica, n\u00e3o possu\u00edam qualquer direito. Eram utilizados nos duros trabalhos das minas e nas fazendas.\n\n<strong>A cultura colonial e o papel da Igreja Cat\u00f3lica<\/strong>\n\n<strong>O poeta chileno Pablo Neruda denunciou em um dos seus poemas: <\/strong>\n\nA espada simbolizava a superioridade em armas dos espanh\u00f3is; a fome simbolizava os trabalhos for\u00e7ados, como a encomenda e a mita, os deslocamentos for\u00e7ados, a cobran\u00e7a dos tributos, a introdu\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as; a cruz simbolizava a introdu\u00e7\u00e3o do catolicismo nas novas terras.\n\nN\u00e3o se deve separar o estudo da hist\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o do estudo do clero, que foi um dos principais agentes da coloniza\u00e7\u00e3o. A Coroa ib\u00e9rica, atrav\u00e9s de acordos com o papado, colocou sob seu controle a administra\u00e7\u00e3o da Igreja nas Am\u00e9ricas. Desta forma, munida do poder do Tribunal da Inquisi\u00e7\u00e3o e do direito da catequese, controlava os colonos espanh\u00f3is e convertia os \u00edndios ao cristianismo. Os jesu\u00edtas tiveram papel marcante nesse processo.\n\n<strong>Am\u00e9rica Inglesa<\/strong>\n\nDurante o s\u00e9culo XVI, Espanha e Portugal praticamente monopolizaram o Novo Mundo, pois a Inglaterra e Fran\u00e7a eram na\u00e7\u00f5es fracas. Estas na\u00e7\u00f5es limitaram-se a enviar \u00e0s Am\u00e9ricas expedi\u00e7\u00f5es exploradoras, que estabeleceram direitos sobre terras que haveriam de colonizar a partir do s\u00e9culo XVI I.\n\nEspanha e Portugal ficaram com as regi\u00f5es consideradas mais valiosas do Novo Mundo, ou por serem ricas regi\u00f5es produtoras de g\u00eaneros tropicais, altamente valorizadas na Europa Temperada, ou por serem produtoras de metais preciosos, considerado pelo mercantilismo a grande express\u00e3o da riqueza.\n\n<strong>\u00c0 Inglaterra caberia colonizar, no s\u00e9culo XVII, o que correspondia \u00e0s \u00e1reas menos valiosas do Novo Mundo:<\/strong> a costa atl\u00e2ntica dos Estados Unidos e algumas ilhas do Caribe que a Espanha n\u00e3o tinha ocupado. Embora tardio, o impulso colonial ingl\u00eas foi bastante r\u00e1pido.\n\n<strong>Este fen\u00f4meno pode ser explicado em fun\u00e7\u00e3o de urna s\u00e9rie de fatores tais como: <\/strong>\n<blockquote>Cescimento do com\u00e9rcio ingl\u00eas.\n\nFen\u00f4meno do cercamento dos campos enclousures.\n\nPersegui\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-religiosas.<\/blockquote>\nA Am\u00e9rica oferecia uma sa\u00edda \u00e0quelas que buscavam novas oportunidades de vida. Aqueles que podiam transportar-se por meios pr\u00f3prios, edificavam comunidades pioneiras de pequenos propriet\u00e1rios. J\u00e1 aqueles que n\u00e3o possu\u00edam recursos pr\u00f3prios, sujeitavam-se \u00e0 &#8220;servid\u00e3o por contrato&#8221;, pois algu\u00e9m pagava sua passagens &#8211; fazendeiro ou armador &#8211; e este se comprometia, em troca, a trabalhar como servo por um per\u00edodo que variava de 4 a 7 anos.\n\nAo contr\u00e1rio dos ib\u00e9rios, os ingleses, sobretudo os puritanos, n\u00e3o vieram fazer a Am\u00e9rica, isto \u00e9, fazer fortuna e retornar para a metr\u00f3pole. Como eram perseguidos, queriam fundar, na Am\u00e9rica, uma nova p\u00e1tria, longe dos problemas que os levaram a imigrar. A denomina\u00e7\u00e3o Nova Inglaterra \u00e9 a express\u00e3o do desejo que os colonos tinham de reproduzir, na Am\u00e9rica, um sistema de vida e de trabalho praticados ria Europa.\n<h4>Tipos de coloniza\u00e7\u00e3o<\/h4>\nA Am\u00e9rica Colonial Inglesa n\u00e3o s\u00f3 apresentou entre suas col\u00f4nias grande diversidade pol\u00edtico-administrativa, mas tamb\u00e9m grandes diferen\u00e7as socio-econ\u00f4micas.\n\n<strong>Existiam tr\u00eas grandes grupos de col\u00f4nias: <\/strong>\n<blockquote>As col\u00f4nias do norte (Nova Inglaterra)\n\nAs col\u00f4nias centrais\n\nAs col\u00f4nias do sul<\/blockquote>\nAs Col\u00f4nias do norte e centro constitu\u00edram o que denominamos de col\u00f4nias de povoamento ou enraizamento, isto \u00e9, \u00e1reas coloniais cuja economia n\u00e3o estava vinculada com a da metr\u00f3pole. As col\u00f4nias do sul enquadravam-se dentro dos quadros do antigo sistema colonial, possuindo economia completamente vinculada \u00e0 metr\u00f3pole e vivendo da explora\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas. Eram o que chamamos de col\u00f4nias de explora\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>A sociedade e a administra\u00e7\u00e3o colonial<\/strong>\n\nNa sociedade colonial das 13 Col\u00f4nias Inglesas na Am\u00e9rica, encontr\u00e1vamos duas situa\u00e7\u00f5es bem definidas.\n\n<strong>No litoral, formou-se uma sociedade hierarquizada composta pelas seguintes camadas:<\/strong> no alto da pir\u00e2mide social encontr\u00e1vamos os governadores reais e oficiais do governo, os grandes propriet\u00e1rios (muitos de origem nobre) e comerciantes ricos (donos de servos e escravos) que possu\u00edam prest\u00edgio social, poder e representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (votavam e eram votados). em segundo lugar t\u00ednhamos os &#8220;yeomen&#8221;, indiv\u00edduos de poucas posses e que tinham direito ao voto nas assembl\u00e9ias coloniais. a seguir os artes\u00e3os livres, sem direitos pol\u00edticos. em quarto vinham os servos por contrato, cuja situa\u00e7\u00e3o dependia, em geral, dos patr\u00f5es e que raramente conseguiam ascender socialmente e, finalmente, t\u00ednhamos os escravos negros que, a partir do s\u00e9culo XVII, vieram da \u00c1frica para trabalhar lias fazendas do Sul.\n\nNa fronteira, para onde se dirigiam os aventureiros, os servos, os escravos libertos e os imigrantes, o homem valia pelo que fazia e n\u00e3o pela sua ascend\u00eancia ou posse. Nestas regi\u00f5es, formou-se uma sociedade mais homog\u00eanea de pequenos propriet\u00e1rios.\n\nNos centros urbanos litor\u00e2neos, criaram-se condi\u00e7\u00f5es para uma vida intelectual, sendo comum universidades e in\u00fameros jornais, formando-se uma elite intelectual bastante atenta \u00e0s inova\u00e7\u00f5es na Europa.\n\n<strong>J\u00e1 no aspecto administrativo, encontramos, na Am\u00e9rica Inglesa, tr\u00eas tipos de estruturas: <\/strong>\n<blockquote><strong>Col\u00f4nias de companhia de com\u00e9rcio &#8211;<\/strong> cujo governador era eleito pelos colonos, bem como os membros das assembl\u00e9ias locais. Eram, geralmente, encontradas no Norte.\n\n<strong>Col\u00f4nias de propriet\u00e1rios &#8211; <\/strong>onde o governador era escolhido pelos propriet\u00e1rios.\n\n<strong>Col\u00f4nias r\u00e9gias &#8211;<\/strong> onde o governador era escolhido pelo Rei.<\/blockquote>\nNesta estrutura pol\u00edtico-administrativa, os governadores eram auxiliados por um Conselho, um Legislativo e um Tribunal. A partir do s\u00e9culo XVIII, a maioria das col\u00f4nias passaram a pertencer \u00e0 Coroa. Contudo, a participa\u00e7\u00e3o dos colonos nas Assembl\u00e9ias locais deu-lhes uma grande experi\u00eancia pol\u00edtica que era utilizada todas as vezes que a metr\u00f3pole procurava adotar posi\u00e7\u00f5es mais radicais.\n\nAo mesmo tempo, as \u00e1reas coloniais gozavam de certa autonomia, embora os colonos n\u00e3o possu\u00edssem representa\u00e7\u00e3o no Parlamento ingl\u00eas. Tal fato, entretanto, n\u00e3o os tornavam obrigados a pagar impostos votados por este \u00f3rg\u00e3o metropolitano, pois as leis inglesas afirmavam que sem representa\u00e7\u00e3o no parlamento n\u00e3o havia tributa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>O com\u00e9rcio triangular <\/strong>\n\nApesar das proibi\u00e7\u00f5es metropolitanas, os grandes armadores e comerciantes do litoral do norte e do centro puderam jogar com as possibilidades comerciais da \u00e9poca e, praticamente, andavam com seus navios carregados, qualquer que fosse a regi\u00e3o para onde se dirigissem. A Inglaterra, no primeiro s\u00e9culo da coloniza\u00e7\u00e3o, s\u00e9culo XVII, estava envolvida em guerras civis (vide Revolu\u00e7\u00f5es Burguesas no s\u00e9culo XVII) ou em guerras europ\u00e9ias (vide Espanha e Holanda).\n\nDeste modo, apesar das proibi\u00e7\u00f5es relativas ao com\u00e9rcio colonial, as col\u00f4nias possu\u00edam certa autonomia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Inglaterra &#8211; &#8220;salutar neglig\u00eancia&#8221; &#8211; como atesta o com\u00e9rcio triangular, demonstrado no mapa ao lado.\n\nA partir do s\u00e9culo XVIII, a Inglaterra procurou regulamentar o com\u00e9rcio e a vida econ\u00f4mica das 13 Col\u00f4nias, Por esta raz\u00e3o, elas se uniram e iniciaram a luta pela independ\u00eancia.\n\n<strong>Am\u00e9rica francesa e holandesa<\/strong>\n\nComo os ingleses, os franceses s\u00f3 iniciaram a sua competi\u00e7\u00e3o colonial depois que os portugueses e os espanh\u00f3is j\u00e1 haviam organizado suas possess\u00f5es na Am\u00e9rica, \u00c1frica e no Oriente. Utilizando a guerra de corso contra as frotas coloniais ib\u00e9ricas, os franceses ignoravam a pol\u00edtica do &#8220;mare clausum&#8217;.\n\nAs primeiras expedi\u00e7\u00f5es ao Novo Mundo organizadas pelos franceses, tendo por objetivo encontrar uma passagem a noroeste para a \u00c1sia, deram-se na primeira metade do s\u00e9culo XVI destacando-se a de Jacques Cartier (l533-1541), que explorando a foz do Rio S\u00e3o Louren\u00e7o, tomou posse da regi\u00e3o em nome do Rei Francisco I, dando o nome de Nova Fran\u00e7a.\n\nAs investidas francesas, tamb\u00e9m, se dirigiram aos dom\u00ednios portugueses, no Brasil, onde a presen\u00e7a dos franceses se fez no contrabando do pau-brasil e, posteriormente, Nicolau Durand de Villegnon tentou fundar a Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica (l555), no Rio de Janeiro, e mais tarde, fundou-se a Fran\u00e7a Equinocial, no Maranh\u00e3o.\n\nSomente no s\u00e9culo XVII, teve in\u00edcio a expans\u00e3o colonial francesa, quando a monarquia novamente consolidava-se com base no absolutismo e se adotava uma s\u00e9rie de medidas mercantilistas principalmente no per\u00edodo de Richelieu e de Colbert, no governo franc\u00eas.\n\nA Companhia Comercial Nova Fran\u00e7a, organizando e patrocinando v\u00e1rias expedi\u00e7\u00f5es, levou, em l608, Samuel Champlain a fundar Quebec, no Canad\u00e1. Os franceses estendendo seus dom\u00ednios aos Grandes lagos e, ultrapassando o Mississipi, tomaram posse de imensa regi\u00e3o central dos EUA (Luisiana).\n\nNovos privil\u00e9gios \u00e0 expans\u00e3o colonial francesa foram concedidos durante o governo de Richelieu atrav\u00e9s da Companhia das \u00edndias Ocidentais. Durante o governo de Lu\u00eds XIV, seu ministro, Colbert, funda a Companhia Francesa das \u00edndias Orientais, que disputou, com ingleses e holandeses, o Oceano \u00edndico.\n\nDentre as \u00e1reas conquistadas, o Canad\u00e1 foi a regi\u00e3o mais importante da Nova Fran\u00e7a, pois sua coloniza\u00e7\u00e3o ficou subordinada aos interesses da Coroa francesa, atendendo os princ\u00edpios e pr\u00e1ticas mercantilistas. As bases econ\u00f4micas se fizeram atrav\u00e9s do extrativismo e do tr\u00e1fico de peles com os colonos, levando o pouco desenvolvimento da pequena agricultura de subsist\u00eancia feita pelos colonos, na maior parte cat\u00f3licos. O povoamento se intensificou devido \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o de elementos brancos europeus que favoreceram a miscigena\u00e7\u00e3o com os nativos (engajados). As companhias de com\u00e9rcio concedendo terras aos aristocratas, artes\u00e3os e camponeses levaram, aos poucos, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da miscigena\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o dos nativos, dando origem no Canad\u00e1 franc\u00eas a uma forma de coloniza\u00e7\u00e3o senhorial e patriarcal.\n\nCoube \u00e0 Companhia de Com\u00e9rcio Ba\u00eda de Hudson a explora\u00e7\u00e3o da Luisiana, que exerceu o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio de peles na regi\u00e3o. Em 1713, a Luisiana tornou-se col\u00f4nia real sendo introduzidos os escravos negros.\n\nNas Antilhas, a coloniza\u00e7\u00e3o francesa intensifica a partir do fim do s\u00e9culo XVII, predominando a produ\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros tropicais (a\u00e7\u00facar, fumo, algod\u00e3o, cacau, caf\u00e9 e madeira) e o trabalho escravo africano dando origem a uma sociedade aristocr\u00e1tica e racista.\n\nA partir do s\u00e9culo XVIII, as rivalidades anglo-francesas levaram ao decl\u00ednio colonial franc\u00eas. Pelo Tratado de Utrechet (17l3), a Fran\u00e7a perdeu aterra Nova para a Inglaterra. Ao terminar a guerra dos Sete Anos, pelo tratado de Paris, a Fran\u00e7a entregou \u00e0 Inglaterra o Canad\u00e1 e grande parte do Mississipi.\n\nPara a Fran\u00e7a, restaram apenas algumas ilhas das Antilhas, New Orleans e a Guiana.\n\n<strong>A Am\u00e9rica holandesa<\/strong>\n\nSomente no final do s\u00e9culo XVI que a Holanda surge como na\u00e7\u00e3o independente. Seu apogeu como pot\u00eancia mar\u00edtimo-mercantil d\u00e1-se a partir do s\u00e9culo XVII.\n\nSua atua\u00e7\u00e3o se fez atrav\u00e9s de duas formas, com a utiliza\u00e7\u00e3o da pirataria e com a conquista de partes da Am\u00e9rica sob o dom\u00ednio espanhol.\n\nNa Am\u00e9rica do Sul, no litoral norte, os holandeses estabeleceram a Guiana holandesa. Os holandeses criaram poderosa companhia de com\u00e9rcio e tornaram Amsterd\u00e3 centro principal do com\u00e9rcio europeu (s\u00e9culo XVII). Entre 1630 a 1654 ocupam a \u00e1rea a\u00e7ucareira do nordeste brasileiro, durante a Uni\u00e3o Ib\u00e9rica. Em 1651. o Ato da Navega\u00e7\u00e3o decretado por Cromwell leva ao enfraquecimento do poderio naval holand\u00eas, base de sua for\u00e7a como pot\u00eancia mar\u00edtima e comercial na Europa.\n\n<strong>Patr\u00edcia Braick <\/strong>\n\nFonte: www.casadehistoria.com.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\n<h4>Coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia das Am\u00e9ricas<\/h4>\nO in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia das Am\u00e9ricas \u00e9 geralmente datada de 1492, embora tenha havido pelo menos um esfor\u00e7o de coloniza\u00e7\u00e3o mais cedo.\n\nOs primeiros conhecidos os europeus para chegar ao Am\u00e9ricas foram os Vikings ( Norse ), durante o s\u00e9culo 11, que estabeleceu v\u00e1rias col\u00f4nias na Groenl\u00e2ndia e uma liquida\u00e7\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o em L&#8217;Anse aux Meadows (51 \u00b0 N), na \u00e1rea da Norse chamado Vinland , hoje Newfoundland e para o sul.\n\nAssentamentos na Groenl\u00e2ndia sobreviveu durante v\u00e1rios s\u00e9culos, durante os quais a Groenl\u00e2ndia N\u00f3rdica e os Inuit pessoas experientes principalmente contato hostil.\n\nAt\u00e9 o final do s\u00e9culo 15, os assentamentos n\u00f3rdicos da Groenl\u00e2ndia tinha desmoronado.\n\nEm 1492, uma expedi\u00e7\u00e3o espanhola liderada por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo navegou para as Am\u00e9ricas e introduziu o Novo Mundo para o mundo ocidental da \u00e9poca, depois disso, a conquista europ\u00e9ia, explora\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o logo em seguida e ampliou.\n\nEsta primeira ocorreu ao longo do Caribe costa nas ilhas de Hispaniola, Porto Rico e Cuba, e desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 16, ampliou para o interior de ambos Norte e Sul Am\u00e9rica.\n\nEm 1497, navegando a partir do norte, John Cabot desembarcou na costa norte-americana, e um ano mais tarde, do Columbus terceira viagem atingiu a costa sul-americana.\n\nEventualmente, todo o hemisf\u00e9rio ocidental viria sob o controle das na\u00e7\u00f5es europeias, levando a mudan\u00e7as profundas para a sua paisagem, a popula\u00e7\u00e3o, e vida vegetal e animal.\n\nNo s\u00e9culo 19, por si s\u00f3 mais de 50 milh\u00f5es de pessoas deixaram a Europa para as Am\u00e9ricas.\n\nO p\u00f3s-1492 era conhecido como o per\u00edodo do c\u00e2mbio colombiana.\n\nFonte: www.princeton.edu\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\nDurante o s\u00e9culo XVI, o trabalho de <strong>coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica f<\/strong>oi deixado quase que inteiramente ao povo de Espanha.\n\nEnquanto as outras na\u00e7\u00f5es da Europa foram contentando-se com viagens ocasionais de descoberta, ou com escravos de transporte de expedi\u00e7\u00f5es e invas\u00f5es piratas, os espanh\u00f3is foram aumentando sua influ\u00eancia no Novo Mundo com uma rapidez e energia, em contraste marcante com a sua supina\u00e7\u00e3o presente. Coloniza\u00e7\u00e3o nas \u00cdndias Ocidentais come\u00e7ou imediatamente ap\u00f3s a primeira viagem de Colombo, e foi processado com tal vigor que, em poucos anos, as quatro maiores ilhas estavam completamente sob controle espanhol, e seus habitantes nativos, em grande parte aniquilado, enquanto o restante foram reduzidos \u00e0 escravid\u00e3o. O povoamento do continente foi processado com a atividade similar.\n\nCol\u00f4nias foram estabelecidas nas costas da Am\u00e9rica do Sul e Central, e em 1519 come\u00e7ou a Cortez que a expedi\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel que logo submetido ao imp\u00e9rio asteca do M\u00e9xico, para o seu dom\u00ednio. A partir desta regi\u00e3o do dom\u00ednio espanhol estendeu ao sul em toda a Am\u00e9rica Central e norte da Calif\u00f3rnia e Novo M\u00e9xico, que Coronado invadiram em 1540. Am\u00e9rica do Sul foi resolvido com nada menos rapidez.\n\nA conquista do M\u00e9xico foi rapidamente seguido pelo do extenso imp\u00e9rio do Peru. Piment\u00e3o foi conquistado em 1541, com exce\u00e7\u00e3o de o pa\u00eds do araucanos, a \u00fanica na\u00e7\u00e3o indiana, que tem realizado com sucesso o seu pr\u00f3prio contra a invas\u00e3o europ\u00e9ia. Em um tempo relativamente curto de toda a parte oeste da Am\u00e9rica do Sul a partir do limite inferior do Chile para a costa caribenha era territ\u00f3rio espanhol.\n\nEm 1535, Buenos Ayres foi colonizada por Mendoza. Esses primeiros colonos foram levados para o Paraguai pelos \u00edndios, mas, em 1580, Juan de Garay fundou uma col\u00f4nia mais bem sucedido. Entre os exemplos mais marcantes da atividade espanhola era a expedi\u00e7\u00e3o de Orellana em 1541.\n\nEm 1540, Gonzalo Pizarro deixou Quito com uma expedi\u00e7\u00e3o que cruzou a Cordilheira dos Andes e viajou para o leste atrav\u00e9s das florestas do oeste do Brasil at\u00e9 parado por perigo de morrer de fome. Em seguida, um bergantim foi constru\u00eddo, que, ocupado por um cavaleiro chamado Orellana, desceu o rio Napo at\u00e9 sua conflu\u00eancia com o Amazonas, e para baixo o grande fluxo \u00faltimo para o Atl\u00e2ntico, cumprindo, assim, a travessia do continente sul-americano em sua parte mais larga quase tr\u00eas s\u00e9culos antes de tal resultado foi obtido na se\u00e7\u00e3o paralela da Am\u00e9rica do Norte. Na regi\u00e3o dos Estados Unidos, os espanh\u00f3is n\u00e3o eram menos ativos em explora\u00e7\u00e3o, como mostrado pelas expedi\u00e7\u00f5es de Narvaez e De Soto, ainda, mas um pequeno assentamento foi feito, &#8211; a de St. Augustine, na Fl\u00f3rida.\n\nAs \u00fanicas outras pessoas que mostraram qualquer atividade colonizadora no s\u00e9culo XVI foram o Portugu\u00eas, que lentamente se espalhou seus assentamentos ao longo da costa do Brasil, at\u00e9 pelo final do s\u00e9culo toda a linha de costa do La Plata para o Amazonas foi cravejado com suas col\u00f4nias. Estes tiveram o m\u00e9rito de ser os primeiros assentamentos feitos nos Estados Unidos sobre os princ\u00edpios agr\u00edcolas, o desejo de os metais preciosos, sendo a causa em movimento ativo em todas as explora\u00e7\u00f5es espanholas e coloniza\u00e7\u00f5es. Durante este per\u00edodo, algumas tentativas infrut\u00edferas para estabelecer col\u00f4nias marcava o limite da atividade em outras na\u00e7\u00f5es da Europa. A col\u00f4nia francesa na costa do Brasil foi suprimida pelo Portugu\u00eas, e uma col\u00f4nia semelhante na Fl\u00f3rida terminou em massacre.\n\nEsfor\u00e7os franceses na regi\u00e3o de S\u00e3o Louren\u00e7o foram igualmente bem-sucedida, enquanto as col\u00f4nias inglesas de Raleigh terminou em desastre. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o permanente era aquela feita por algumas pessoas holandeses em 1580, perto do rio Pomeroon, na Guiana. Em 1595, Raleigh fez uma expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o, e ascendeu ao Orinoco em busca do lend\u00e1rio El Dorado. Ele tentou nenhum acordo, mas no s\u00e9culo seguinte os colonos ingleses e franceses estabeleceram-se na Guiana, dividindo a posse deste territ\u00f3rio com o holand\u00eas.\n\nTal foi o resultado dos esfor\u00e7os de coloniza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica durante o s\u00e9culo XVI. A partir da linha do norte do M\u00e9xico at\u00e9 o extremo sul do continente o Espanhol e Portugu\u00eas haviam se estabelecido em quase todas as regi\u00f5es dispon\u00edveis. Mas a Am\u00e9rica do Norte a partir do Golfo do M\u00e9xico at\u00e9 o oceano \u00c1rtico ainda estava nas m\u00e3os dos habitantes ind\u00edgenas, com a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia espanhola de Santo Agostinho, na Fl\u00f3rida. O s\u00e9culo XVII foi destinado a ser a \u00e9poca de liquida\u00e7\u00e3o dessa importante regi\u00e3o, principalmente pelo Ingl\u00eas e Franc\u00eas, mas em menor grau pelos holandeses e suecos.\n\nFonte: www.publicbookshelf.com\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\n<h4><strong>As viagens de Cristov\u00e3o Colombo<\/strong><\/h4>\n<blockquote><strong>Primeira viagem &#8211; <\/strong>1492\n\n<strong>Segunda viagem &#8211;<\/strong> 1493\n\n<strong>Terceira viagem &#8211; <\/strong>1498\n\n<strong>Quarta viagem &#8211;<\/strong> 1502<\/blockquote>\nColombo em suas quatro viagens afirmou ter chegado as \u00cdndias Ocidentais. Com isso, acabou esquecido por mais de cem anos. Recebeu as gl\u00f3rias por ter descoberto a Am\u00e9rica mais de cem anos depois do feito.\n\nEle ficou impressionado com a riqueza ostentada pelos \u00edndios e pela organiza\u00e7\u00e3o daquelas sociedades.\n\nO primeiro viajante que afirmou ter chegado em novas terras foi Am\u00e9rico Vesp\u00facio. Portanto, o nome do continente \u00e9 uma homenagem a ele.\n\nO que os Espanh\u00f3is encontraram aqui na Am\u00e9rica&#8230;.\n\nOs espanh\u00f3is ao chegarem na Am\u00e9rica se depararam com um imenso territ\u00f3rio, aparentemente muito rico e povoado por um grande n\u00famero de homens organizados em torno de tr\u00eas grandes imp\u00e9rios; o Asteca, o Maia e o Inca.\n\nColombo acreditava ter chegado \u00e0s \u00cdndias Ocidentais, por isso denominou o homem local de \u00edndio. Com a constata\u00e7\u00e3o de que as terras descobertas faziam parte de um imenso continente o termo passou a ser inadequado. Mas pela tradi\u00e7\u00e3o que acabou se estabelecendo a popula\u00e7\u00e3o encontrada na Am\u00e9rica foi denominada, genericamente, ind\u00edgena.\n\n<strong>Como ocorreu o processo de coloniza\u00e7\u00e3o?<\/strong>\n\nUtiliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia extrema, duras guerras foram travadas com a popula\u00e7\u00e3o local.\n\n<strong>P\u00f3lvora &#8211; Doen\u00e7as &#8211; Cavalo<\/strong>\n\nAs capitula\u00e7\u00f5es eram contratos em que a Coroa concedia permiss\u00e3o para explorar, conquistar e povoar terras, fixando direitos e deveres rec\u00edprocos\n\nOs adelantados eram colonizadores que recebiam o direito da Coroa, em troca de tributos, de construir fortalezas, fundar cidades, catequizar os \u00edndios.\n\n<strong>Sociedade colonial<\/strong>\n\nOs casamentos entre espanh\u00f3is e ind\u00edgenas era desmotivados, como uma forma de manuten\u00e7\u00e3o do controle dos espanh\u00f3is sobre os \u00edndios. Ou seja, a miscigena\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreu de forma t\u00e3o intensa quanto em outras experi\u00eancias coloniais, como no Brasil.\n\n<strong>Espanh\u00f3is<\/strong>\n\n<strong>Chapetones<\/strong>\n\nColonos nascidos na Espanha que gozavam de amplos poderes pol\u00edticos. Formavam a elite pol\u00edtica.\n\n<strong>Criollos<\/strong>\n\nColonos descendentes de espanh\u00f3is, nascidos na Am\u00e9rica. Formavam a elite econ\u00f4mica e participavam da vida pol\u00edtica local.\n\n<strong>\u00cdndios<\/strong>\n\nEram livres,em sua maioria, mas encontravam-se completamente subjugados. N\u00e3o possu\u00edam liberdade religiosa, sendo obrigados a se converterem ao cristianismo. N\u00e3o tinham nenhum acesso a vida pol\u00edtica e muitas vezes prestavam trabalho obrigat\u00f3rio aos colonos.\n\n<strong>Sistema de trabalho compuls\u00f3rio ind\u00edgena <\/strong>\n\n<strong>Mita <\/strong>\n\nSistema que impunha o trabalho obrigat\u00f3rio, principalmente nas regi\u00f5es mineradoras, o durante determinado tempo, a \u00edndios escolhidos por sorteio em suas comunidades. Recebiam baixos sal\u00e1rios como remunera\u00e7\u00e3o pelo tempo de trabalho prestado.\n\n<strong>Encomienda<\/strong>\n\nSistema de trabalho obrigat\u00f3rio n\u00e3o remunerado, em que os \u00edndios eram confiados a um espanhol, o encomendero, que se comprometia a catequiz\u00e1-los.\n\n<strong>Existiam escravos africanos na Am\u00e9rica Espanhola?<\/strong>\n\nSim, a m\u00e3o-de-obra escrava africana foi utilizada, em menor escala, na Am\u00e9rica Espanhola.\n\nNo entanto, pela exist\u00eancia de abundante m\u00e3o-de-obra ind\u00edgena, concentrada, n\u00e3o foi t\u00e3o utilizada quanto no Brasil.\n\nA Espanha n\u00e3o realizava o tr\u00e1fico negreiro. Para legitimar a vinda dos traficantes de outros lugares, a Coroa expedia o Asiento, que era um documento que permitia o exerc\u00edcio dessa atividade a alguns homens espec\u00edficos por tempo delimitado.\n\n<strong>Administra\u00e7\u00e3o Colonial<\/strong>\n\n<strong>ESPANHA<\/strong>\n<blockquote>Casa de Contrata\u00e7\u00e3o Sediada em Sevilha, para organizar o com\u00e9rcio e fiscalizar o pagamento do quinto.\n\nConselho das \u00cdndias Funcionava como Supremo Tribunal de Justi\u00e7a, nomeava funcion\u00e1rios e regulamentava a administra\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias\n\nAudi\u00eancias Administravam os Vice-Reinos e seus membros eram os chapetones\n\nCabildos\/Ayuntamientos Administravam as Capitanias Gerais e seus membros eram os criollos<\/blockquote>\n<strong>Economia Colonial<\/strong>\n\nA explora\u00e7\u00e3o mineradora foi a atividade econ\u00f4mica mais importante na Am\u00e9rica Espanhola\n\nA minera\u00e7\u00e3o tornou-se respons\u00e1vel pelo desenvolvimento de atividades secund\u00e1rias, complementares, diversificando a produ\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es vizinhas, respons\u00e1veis pelo abastecimento das minas, com produtos agr\u00edcolas &#8211; batata, milho, tabaco e cana de a\u00e7\u00facar sendo que os dois \u00faltimos destinavam-se \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o; desenvolveram tamb\u00e9m a atividade criat\u00f3ria, fornecendo mulas e cavalos para as minas. Mais tarde a pecu\u00e1ria se desenvolveu na regi\u00e3o sul, fornecendo couro e charque \u00e0 metr\u00f3pole.\n\nA produ\u00e7\u00e3o artesanal ind\u00edgena foi permitida, por\u00e9m passou a ser controlada pela burocracia espanhola na col\u00f4nia.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil<\/strong>\n\nCabral desembarcou nas terras, que viriam a se chamar Brasil, no dia 22 de Abril de 1500.\n\nA expedi\u00e7\u00e3o que ele comandava tinha como destino as \u00cdndias Orientais, mas acabou desembarcando em novas terras que receberam o nome de Ilha de Vera Cruz.\n\nOs \u00edndios aqui encontrados, eram , segundo o olhar europeu, primitivos e deveriam receber a catequese.\n\nComo n\u00e3o encontraram riquezas (especiarias ou metais preciosos) foram embora , seguindo a viagem para a cidade de Calicute, nas \u00cdndias Orientais.\n\nDe 1500 at\u00e9 1530 o territ\u00f3rio n\u00e3o foi efetivamente colonizado.\n\nInicialmente foram realizadas expedi\u00e7\u00f5es de reconhecimento do territ\u00f3rio.\n\n<strong>Dessas expedi\u00e7\u00f5es os principais resultados foram:<\/strong> a descoberta de um grande n\u00famero de \u00e1rvores de Pau-Brasil (essa madeira era muito valorizada na Europa) que geraram a primeira fonte de riquezas exploradas pelos portugueses e a constata\u00e7\u00e3o do gigantismo do territ\u00f3rio.\n\nPortugal e Espanha dividem o mundo O Tratado de Tordesilhas.\n\n<strong>Tratado de Tordesilhas (1492)<\/strong>\n\nFoi um tratado entre Portugal e Espanha que dividia as poss\u00edveis novas conquistas entre os dois Estados.\n\nO tratado definia como linha de demarca\u00e7\u00e3o o meridiano 370 l\u00e9guas a oeste do arquip\u00e9lago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio-caminho entre estas ilhas (ent\u00e3o portuguesas) e as ilhas descobertas por Colombo.\n\n<strong>Tratado de Madrid (1750) <\/strong>\n\n<strong>Posteriormente, durante a Uni\u00e3o Ib\u00e9rica, os portugueses se expandiram de tal forma na Am\u00e9rica do Sul que, em 1680, visando o com\u00e9rcio com a bacia do rio da Prata e a regi\u00e3o andina, fundaram um estabelecimento \u00e0 margem esquerda do Prata, em frente a Buenos Aires:<\/strong> a Col\u00f4nia do Sacramento.\n\nO Tratado de Madrid foi firmado para definir os limites entre as respectivas col\u00f4nias sul-americanas, pondo fim assim \u00e0s disputas territoriais. O objetivo do tratado era substituir o de Tordesilhas, o qual j\u00e1 n\u00e3o era mais respeitado na pr\u00e1tica.\n\n<strong>Forma\u00e7\u00e3o das 13 Col\u00f4nias<\/strong>\n\nNo s\u00e9culo XVII a Inglaterra vivia uma conjuntura favor\u00e1vel \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o. A economia estava em expans\u00e3o enquanto os velhos imp\u00e9rios entravam em decad\u00eancia. A Espanha, por exemplo, n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de manter os territ\u00f3rios que julgava seus pelo Tratado de Tordesilhas.\n\nA dinastia Stuart impunha uma dura persegui\u00e7\u00e3o religiosa que afetava puritanos, presbiterianos e outras religi\u00f5es protestantes que resistiam frente ao anglicanismo imposto pela Coroa. As revolu\u00e7\u00f5es inglesas serviram como impulsionadoras do processo de coloniza\u00e7\u00e3o, uma vez que a sa\u00edda encontrada por uma minoria perseguida era a transfer\u00eancia para a Am\u00e9rica.\n\nO processo de cercamento dos campos comuns provocou um \u00eaxodo rural de homens pobres que lotavam cidades em busca de uma vida melhor. Esse excedente populacional acabou provocando um desequil\u00edbrio na sociedade, e a sa\u00edda encontrada era o escoamento para novas \u00e1reas coloniais.\n\n<strong>A empresa colonizadora<\/strong>\n\n<strong>O in\u00edcio da Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do norte pelos ingleses deu-se a partir da concess\u00e3o real a duas empresas privadas:<\/strong> A Companhia de Londres, que passou a monopolizar a coloniza\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es mais ao norte, e a Companhia de Plymonth, que recebeu o monop\u00f3lio dos territ\u00f3rios mais ao sul. Dessa maneira dizemos que a coloniza\u00e7\u00e3o foi realizada a partir da atua\u00e7\u00e3o da &#8220;iniciativa privada&#8221;. Por\u00e9m subordinadas as leis do Estado.\n\n<strong>Organiza\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica<\/strong>\n\nAs 13 col\u00f4nias eram completamente independentes entre si, estando cada uma delas subordinada diretamente \u00e0 metr\u00f3pole.\n\nPor\u00e9m como a coloniza\u00e7\u00e3o ocorreu a partir da iniciativa privada, desenvolveu-se um elevado grau de autonomia pol\u00edtico-administrativa,conhecido como NEGLIG\u00caNCIA SALUTAR\n\nApesar dos governadores representarem os interesses da metr\u00f3pole, a organiza\u00e7\u00e3o colonial tendeu a aumentar constantemente sua influ\u00eancia, refor\u00e7ando a id\u00e9ia de &#8220;direitos pr\u00f3prios&#8221;.\n\n<strong>Col\u00f4nias do Norte<\/strong>\n<blockquote>Col\u00f4nia de Povoamento\n\nClima Temperado\n\nPredom\u00ednio de pequenas e m\u00e9dias propriedade\n\nAgricultura familiar\n\nManufaturas incipientes no inicio do s\u00e9culo XVIII\n\nPredom \u00ednio da m\u00e3o-de-obra livre\n\n<strong>Servid\u00e3o de Contrato:<\/strong> Interessados em vir para a Am\u00e9rica sem condi\u00e7\u00f5es de arcar com as despesas da viagem e instala\u00e7\u00e3o eram arcados por colonos ricos. O pagamento era realizado com trabalho n\u00e3o remunerado por um tempo determinado.<\/blockquote>\n<strong>Col\u00f4nias do Sul<\/strong>\n<blockquote>Col\u00f4nias de explora\u00e7\u00e3o\n\nClima tropical\n\nSistema de Plantation- Produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola voltada para o mercado externo, em latif\u00fandios, atrav\u00e9s da monocultura\n\nM\u00e3o-de-obra predominante era a escrava africana\n\nPrincipal produto de exporta\u00e7\u00e3o era o Algod\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/coloni9.jpg\" alt=\"Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica\" width=\"592\" height=\"440\" \/><strong>\nCom\u00e9rcio triangular das treze col\u00f4nias<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\nFonte: www.historiativanet.files.wordpress.com\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\nA <strong>Am\u00e9rica<\/strong> era povoada por \u00edndios durante dezenas de milhares de anos e em todo o continente se desenvolveram civiliza\u00e7\u00f5es importantes, como os maias, aztecas e incas, entre outras. Apesar dos vikings terem explorado e estabelecido bases nas costas da Am\u00e9rica do Norte a partir do s\u00e9culo X, estes exploradores aparentemente n\u00e3o colonizaram a Am\u00e9rica, limitando-se a tentar controlar o com\u00e9rcio de peles de animais e outras mercadorias da regi\u00e3o.\n\n<strong>A Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica pelos europeus foi aparentemente devida a um erro:<\/strong> eles procuravam a \u00cdndia, que era a fonte da seda e das especiarias, produtos que tinham um grande valor comercial no velho continente e, em vez de navegarem para leste, perderam-se e foram para oeste, encontrando o Novo Mundo. No entanto, estabeleceram-se ali e praticamente aniquilaram as popula\u00e7\u00f5es e civiliza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o espanhola e portuguesa<\/strong>\n\nOs primeiros a descobrir as \u00cdndias ocidentais foram os espanh\u00f3is &#8211; a 12 de Outubro de 1492, Crist\u00f3v\u00e3o Colombo (um chegou a uma pequena ilha nas Bahamas, onde encontrou nativos amistosos e pensou ter chegado \u00e0 \u00cdndia). Dali, ele seguiu para a ilha que ele apelidou Hispaniola e onde deixou uma pequena col\u00f3nia que, no ano seguinte, tinha sido dizimada pelos nativos e ent\u00e3o deixa l\u00e1 uma guarni\u00e7\u00e3o bem armada. Estima-se de cerca de 250 mil aruaques existentes naquela ilha, apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550; o grupo foi extinto antes de 1650.\n\nEntretanto, Pedro \u00c1lvares Cabral, ainda com a inten\u00e7\u00e3o de chegar \u00e0 \u00cdndia, descobre o Brasil, em 1500; a partir de 1534 inicia-se a coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil com a cria\u00e7\u00e3o das primeiras capitanias.\n\nEm meados do s\u00e9culo XVI, a Espanha controlava quase toda a zona costeira das Am\u00e9ricas, desde o Alasca \u00e0 Patag\u00f3nia, no ocidente, e desde o atual estado norte americano da Georgia, toda a Am\u00e9rica Central e o Caribe at\u00e9 \u00e0 Argentina com exce\u00e7\u00e3o do Brasil, que Portugal tinha conseguido manter gra\u00e7as \u00e0 media\u00e7\u00e3o do Papa\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica<\/strong>\n\nOs brit\u00e2nicos lan\u00e7aram-se \u00e0 conquista do mundo durante o reinado de Henrique VII de Inglaterra (1485 1509), que promoveu a ind\u00fastria naval, como forma de expandir o com\u00e9rcio para al\u00e9m das Ilhas Brit\u00e2nicas. Mas as primeiras col\u00f4nias brit\u00e2nicas s\u00f3 foram fundadas durante o reinado de Elizabeth I, quando Sir Francis Drake navegou o globo nos anos 1577 a 1580 (Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es j\u00e1 a tinha realizado em 1522). Em 1579, Drake chegou \u00e0 California e proclamou aquela regi\u00e3o col\u00f3nia da Coroa, chamando-lhe Nova Albion (&#8220;Nova Inglaterra&#8221;), mas n\u00e3o promoveu a sua ocupa\u00e7\u00e3o.\n\nHumphrey Gilbert chegou \u00e0 Terra Nova em 1583 e declarou-a col\u00f3nia inglesa, enquanto Sir Walter Raleigh organizou a col\u00f3nia da Virg\u00ednia em 1587, mas ambas estas col\u00f3nias tiveram pouco tempo de vida e tiveram de ser abandonadas, por falta de comida e encontros hostis com as tribos ind\u00edgenas do continente Americano.\n\n<strong>Foi apenas no s\u00e9culo seguinte, durante o reinado de Jaime I da Inglaterra, depois da derrota da Armada Invenc\u00edvel de Espanha, que foi assinado o Tratado de Londres, permitindo em 1607 o estabelecimento da primeira col\u00f3nia inglesa nas Am\u00e9ricas:<\/strong> Jamestown.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o francesa<\/strong>\n\nAs primeiras tentativas dos franceses para estabelecerem col\u00f3nias no Brasil, em 1555, e na Florida, em 1564 (em Fort Caroline, atualmente Jacksonville, Florida), realizada por huguenotes, n\u00e3o tiveram sucesso, devido \u00e0 vigil\u00e2ncia dos portugueses e espanh\u00f3is. A tentativa seguinte foi em 1598, em Sable Island, no sueste da atual prov\u00edncia da Nova Esc\u00f3cia do Canad\u00e1; esta col\u00f3nia n\u00e3o teve abastecimentos e os 12 sobreviventes tiveram de voltar a Fran\u00e7a.\n\nA hist\u00f3ria do imp\u00e9rio colonial franc\u00eas come\u00e7ou em 27 de Julho de 1605 com a funda\u00e7\u00e3o em Port Royal, atualmente Annapolis (igualmente na Nova Esc\u00f3cia), da col\u00f3nia da Acadie. Em 1608, Samuel de Champlain funda Quebec, que passa a ser a capital da enorme, mas pouco povoada, col\u00f3nia de Nova Fran\u00e7a (tamb\u00e9m chamada Canada), que tinha como objetivo o com\u00e9rcio de peles.\n\n\u00c0 medida que os franceses expandiam o seu imp\u00e9rio na Am\u00e9rica do Norte, tamb\u00e9m come\u00e7aram a construir outro, mais pequeno mas mais lucrativo, nas \u00cdndias Ocidentais (as Cara\u00edbas). A ocupa\u00e7\u00e3o da costa sul-americana come\u00e7ou em 1624 onde \u00e9 hoje a Guiana Francesa e fundou uma col\u00f4nia em Saint Kitts em 1627 (a ilha teve que ser partilhada com os ingleses at\u00e9 ao Tratado de Utrecht em 1713, quando a Fran\u00e7a o perdeu).\n\nA Compagnie des \u00celes de l&#8217;Am\u00e9rique, formada em 1634, estabeleceu as col\u00f4nias de Guadalupe e Martinica em 1635 e em Santa L\u00facia em 1650. As planta\u00e7\u00f5es destas col\u00f3nias foram mantidas por escravos trazidos de \u00c1frica. A resist\u00eancia dos povos ind\u00edgenas locais resultou na Expuls\u00e3o dos Caribes em 1660.\n\nA mais importante possess\u00e3o colonial francesa nas Cara\u00edbas s\u00f3 foi conseguida em 1664, com a funda\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia de Saint-Domingue (o atual Haiti) na metade ocidental da ilha Hispaniola (enquanto os espanh\u00f3is dominavam a parte oriental). No s\u00e9culo XVIII, Saint-Domingue tornou-se a mais rica col\u00f4nia de planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar das Cara\u00edbas. A parte oriental da ilha Hispaniola foi oferecida \u00e0 Fran\u00e7a pela Espanha, depois da perda de Saint-Domingue com a Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana.\n\nEm 1699, as possess\u00f5es francesas na Am\u00e9rica do Norte expandiram-se ainda mais com a funda\u00e7\u00e3o da Louisiana perto do delta do Rio Mississippi; embora a Fran\u00e7a tivesse declarado soberania de toda a bacia do Mississippi, s\u00f3 tinha controlo efetivo na regi\u00e3o costeira, perto das cidades de Mobile (Alabama) e New Orleans (fundada em 1718). Mais tarde, os Estados Unidos da Am\u00e9rica compraram a col\u00f3nia francesa.\n\nFonte: dev.laptop.org\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\nEm 1492, ano da pr\u00f3pria descoberta da <strong>Am\u00e9rica<\/strong>, foi estabelecida a primeira col\u00f4nia permanente na ilha de Hispaniola, por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, o descobridor.\n\nEm poucas d\u00e9cadas muitas outras col\u00f4nias foram estabelecidas, se espalhando pelas ilhas do Caribe e ainda pela Fl\u00f3rida e pelo Peru. Pouco depois Portugal estabeleceu col\u00f4nia no Brasil, assim como a Inglaterra colonizou as Honduras Brit\u00e2nicas (atual Belize) e a Jamaica.\n\nA ocupa\u00e7\u00e3o holandesa se fez presente na Guiana e ainda em Cura\u00e7au, enquanto os franceses tomaram posse do Haiti, de Guadalupe e da Martinica. A uni\u00e3o do Novo e do Velho Mundo foi respons\u00e1vel por uma mudan\u00e7a radical nos destinos da hist\u00f3ria de ambos.\n\nO potencial de recursos naturais americanos alterou significativamente os quadros econ\u00f4micos da Europa. As doen\u00e7as f\u00edsicas do Velho Mundo foram um dos fatores respons\u00e1veis pela dizima\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o americana nativa. Por outro lado, os conquistadores europeus tornaram-se os senhores das terras que outrora eram de posse dos povos Astecas, dos Maias al\u00e9m de outros povos nativos.\n\n<strong>Os espanh\u00f3is foram, sem d\u00favida, os colonizadores mais atuantes. <\/strong>\n\nAo final do s\u00e9culo XVIII, eles haviam estabelecido col\u00f4nias nas regi\u00f5es onde atualmente est\u00e3o as cidades de San Francisco, Cidade do M\u00e9xico e Los Angeles, al\u00e9m de Buenos Aires e Lima. Muitos metais nobres foram enviados das terras americanas para a Espanha, extra\u00eddos das minas americanas. Ao contr\u00e1rio das col\u00f4nias brit\u00e2nicas, que eram governadas por poderes representativos locais desde o princ\u00edpio, as col\u00f4nias espanholas eram governadas a partir de Madri.\n\nA Igreja Cat\u00f3lica Romana desempenhou uma importante influ\u00eancia na coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica. Havia muitas catedrais cat\u00f3licas que foram constru\u00eddas nas diversas regi\u00f5es da Am\u00e9rica Latina. Tal fato auxiliou na cria\u00e7\u00e3o de influ\u00eancias locais por parte da institui\u00e7\u00e3o religiosa. Os objetivos da pr\u00f3pria Companhia de Jesus, em sua cria\u00e7\u00e3o, eram a expans\u00e3o da f\u00e9 (e da ideologia) crist\u00e3 atrav\u00e9s da catequiza\u00e7\u00e3o e doutrina\u00e7\u00e3o religiosa dos nativos.\n\nO cumprimento de tais objetivos acarretava na expans\u00e3o dos dom\u00ednios da igreja pelas col\u00f4nias, al\u00e9m de facilitar as rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o entre o povo cat\u00f3lico colonizador e o povo gentio colonizado.\n<h4><strong>Cronologia da Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica <\/strong><\/h4>\n<blockquote><strong>1492 &#8211;<\/strong> Crist\u00f3v\u00e3o Colombo descobre a Am\u00e9rica a 12 de outubro.\n\n<strong>1500 &#8211;<\/strong> Pedro \u00c1lvares Cabral descobre o Brasil a 22 de abril.\n\n<strong>1501 &#8211;<\/strong> Busca da passagem pelo Nordeste por Corte Real.\n\n<strong>1519 &#8211;<\/strong> Conquista do M\u00e9xico, realizada por Hern\u00e1n Cortez.\n\n<strong>1531-1532 &#8211;<\/strong> Conquista do Peru, realizada por Francisco Pizarro.\n\n<strong>1535 &#8211; <\/strong>Pizarro funda a cidade de Lima | Conquista do Chile, por Almagro.\n\n<strong>1536 &#8211;<\/strong> Funda\u00e7\u00e3o da cidade de Buenos Aires por Mendon\u00e7a | Aiolas funda Assun\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>1538 &#8211;<\/strong> Quesada funda Santa F\u00e9 de Bogot\u00e1.\n\n<strong>1540 &#8211;<\/strong> Descida do Amazonas, por Orellana.\n\n<strong>1541 &#8211;<\/strong> Vald\u00edvia funda a cidade de Santiago do Chile.\n\n<strong>1563 &#8211; <\/strong>Chegada dos primeiros 300 escravos negros \u00e0s col\u00f4nias brit\u00e2nicas da Am\u00e9rica do Norte.\n\n<strong>1567 &#8211; <\/strong>Funda\u00e7\u00e3o da cidade de Caracas.\n\n<strong>1584 &#8211;<\/strong> Organiza\u00e7\u00e3o das redu\u00e7\u00f5es de ind\u00edgenas realizada pelos jesu\u00edtas.\n\n<strong>1604 &#8211;<\/strong> Franceses fundam Port-Royal (atual An\u00e1polis, Estados Unidos).\n\n<strong>1608 &#8211;<\/strong> Champlain funda Quebec.\n\n<strong>1609 &#8211;<\/strong> Holandeses fundam a cidade de Nova Amsterdam (atual Nova York, Estados Unidos).\n\n<strong>1649 &#8211;<\/strong> Liberdade de cren\u00e7a religiosa na col\u00f4nia cat\u00f3lica de Mayland.\n\n<strong>1697 &#8211;<\/strong> Finda a primeira guerra colonial entre a Fran\u00e7a e a Inglaterra.\n\n<strong>1726 &#8211;<\/strong> \u00c9 fundada a cidade de Montevid\u00e9u.\n\n<strong>1744 &#8211; <\/strong>Fran\u00e7a e Inglaterra travam a segunda guerra colonial.\n\n<strong>1759 &#8211;<\/strong> Invas\u00e3o do Canad\u00e1 pelos ingleses.\n\n<strong>1763 &#8211;<\/strong> Fran\u00e7a perde o dom\u00ednio do Canad\u00e1.\n\n<strong>1776 &#8211;<\/strong> Os Estados Unidos se declaram na\u00e7\u00e3o independente.\n\n<strong>1780 &#8211;<\/strong> Tupac-Amuru lidera a revolta inca contra o dom\u00ednio espanhol.\n\n<strong>1789 &#8211;<\/strong> George Washington \u00e9 o chefe de estado dos Estados Unidos da Am\u00e9rica.\n\n<strong>1799 &#8211;<\/strong> Morte de George Washington.\n\n<strong>1803 &#8211;<\/strong> O territ\u00f3rio do atual estado de Louisiana \u00e9 comprado dos franceses pelos americanos.\n\n<strong>1806 &#8211;<\/strong> Buenos Aires \u00e9 atacada pelos ingleses.\n\n<strong>1807 &#8211;<\/strong> Tomada de Montevid\u00e9u pelos ingleses, e novo ataque a Buenos Aires.\n\n<strong>1810 &#8211;<\/strong> Paraguai declara-se independente. | Bol\u00edvar lidera revolta na Venezuela e \u00e9 derrotado. | Hidalgo lidera a primeira tentativa de emancipa\u00e7\u00e3o mexicana.\n\n<strong>1812 &#8211;<\/strong> Bol\u00edvar \u00e9 novamente derrotado.\n\n<strong>1814 &#8211;<\/strong> Revolu\u00e7\u00e3o vitoriosa na Venezuela, com Bol\u00edvar assumindo poderes ditatoriais | Revolu\u00e7\u00e3o vitoriosa no Uruguai.\n\n<strong>1815 &#8211;<\/strong> Morelos lidera a segunda tentativa de emancipa\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico.\n\n<strong>1816 &#8211;<\/strong> Mina lidera a terceira tentativa de emancipa\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico.\n\n<strong>1818 &#8211;<\/strong> Liberta\u00e7\u00e3o do Chile pelo General argentino San Martin.\n\n<strong>1820 &#8211;<\/strong> O general espanhol Iturbide passa para o lado dos revoltosos mexicanos.\n\n<strong>1821 &#8211;<\/strong> O Peru alcan\u00e7a sua independ\u00eancia | O regente portugu\u00eas D. Jo\u00e3o VI conquista a Banda Oriental (Uruguai) e a anexa ao Brasil.\n\n<strong>1822 &#8211;<\/strong> Iturbide lidera a revolta vitoriosa e torna-se Imperador, sob o nome de Agostinho I | Bol\u00edvar liberta o Equador.\n\n<strong>1823 &#8211;<\/strong> Abdica\u00e7\u00e3o de Agostinho I | Doutrina Monroe nos Estados Unidos | Separa\u00e7\u00e3o das Prov\u00edncias Unidas da Am\u00e9rica Central do M\u00e9xico.\n\n<strong>1824 &#8211;<\/strong> Vit\u00f3ria do General Sucre na Batalha de Ayacucho, acarretando na liberta\u00e7\u00e3o definitiva do Peru | Iturbide, ap\u00f3s viagem \u00e0 It\u00e1lia, volta ao M\u00e9xico, onde \u00e9 preso e fuzilado.\n\n<strong>1825 &#8211;<\/strong> Independ\u00eancia do Alto Peru (Bol\u00edvia) | Revolta da Banda Oriental, que tende a separar-se do Imp\u00e9rio Brasileiro.\n\n<strong>1828 &#8211;<\/strong> Uruguai alcan\u00e7a sua independ\u00eancia.\n\n<strong>1830 &#8211;<\/strong> Expuls\u00e3o e morte de Bol\u00edvar.\n\n<strong>1833 &#8211;<\/strong> Ilhas Malvinas (Falklands) ocupadas pela Inglaterra.\n\n<strong>1834 &#8211;<\/strong> Argentina sob a ditadura de Rosas.\n\n<strong>1839 &#8211; Desmembramento das Prov\u00edncias da Am\u00e9rica Central em cinco rep\u00fablicas:<\/strong> Costa Rica, Guatemala, Honduras, S\u00e3o Salvador e Nicar\u00e1gua.\n\n<strong>1845 &#8211;<\/strong> Guerra pela posse dos territ\u00f3rios do Texas (Estados Unidos e M\u00e9xico).\n\n<strong>1848 &#8211;<\/strong> Atrav\u00e9s do Tratado de Guadalupe, os Estados Unidos anexam aos seus dom\u00ednios os territ\u00f3rios do Texas, Calif\u00f3rnia, Arizona e Novo M\u00e9xico, pagando uma irris\u00f3ria indeniza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>1851 &#8211;<\/strong> Brasil e Urquiza em alian\u00e7a.\n\n<strong>1852 &#8211;<\/strong> Ditadura de Rosas chega ao seu fim.\n\n<strong>1861 &#8211;<\/strong> Guerra de Secess\u00e3o nos Estados Unidos tem in\u00edcio.\n\n<strong>1863 &#8211; <\/strong>O general franc\u00eas Forey entra vitorioso na capital mexicana.\n\n<strong>1864 &#8211;<\/strong> Maximiliano torna-se Imperador do M\u00e9xico | Interven\u00e7\u00e3o brasileira no Uruguai | In\u00edcio da Guerra do Paraguai.\n\n<strong>1865 &#8211;<\/strong> Finda a Guerra de Secess\u00e3o nos Estados Unidos. Vit\u00f3ria do Norte. O Presidente Lincoln \u00e9 assassinado.\n\n<strong>1867 &#8211;<\/strong> Retirada das tropas francesas do M\u00e9xico realizada por Napole\u00e3o III, sob as exig\u00eancias dos Estados Unidos. Fuzilamento do Imperador Maximiliano, que carecia de recursos militares. Benito Ju\u00e1rez sobe novamente ao poder | A R\u00fassia vende o territ\u00f3rio do Alaska aos Estados Unidos | Autonomia do Canad\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Inglaterra.\n\n<strong>1870 &#8211;<\/strong> A Guerra do Paraguai termina, com a vit\u00f3ria dos aliados (Argentina, Brasil e Uruguai).\n\n<strong>1876 &#8211;<\/strong> Por causa da salitreira de Antofagasta, Chile declara guerra ao Peru e \u00e0 Bol\u00edvia.\n\n<strong>1883 &#8211;<\/strong> Chile sai vitorioso da guerra contra Bol\u00edvia e Peru. A Bol\u00edvia, assim, perde a faixa litor\u00e2nea do Pac\u00edfico.\n\n<strong>1885 &#8211;<\/strong> Inaugura-se a estrada de ferro transcontinental canadense de Halifax a Vancouver.\n\n<strong>1888 &#8211;<\/strong> Presid\u00eancia do M\u00e9xico \u00e9 de Porf\u00edrio D\u00edaz.\n\n<strong>1895 &#8211;<\/strong> Revolu\u00e7\u00e3o separatistas em Cuba.\n\n<strong>1898 &#8211; Hava\u00ed passa para os dom\u00ednios dos Estados Unidos:<\/strong> ocupa\u00e7\u00e3o americana em Porto Rico, Cuba, Filipinas, Guam e Marianas.\n\n<strong>1903 &#8211;<\/strong> Revolta panamenha fomentada pelos Estados Unidos, que intencionava controlar o Canal de Panam\u00e1 | Cria\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica do Panam\u00e1\n\n<strong>1906 &#8211;<\/strong> Em San Francisco, Calif\u00f3rnia, um dos grandes terremotos de sua hist\u00f3ria.\n\n<strong>1914 &#8211;<\/strong> Canal do Panam\u00e1 \u00e9 inaugurado.\n\n<strong>1917 &#8211;<\/strong> Entrada dos Estados Unidos na I Guerra Mundial.\n\n<strong>1918 &#8211;<\/strong> Os Estados Unidos vencem a Guerra.\n\n<strong>1930 &#8211;<\/strong> Eclode revolu\u00e7\u00e3o na Argentina.\n\n<strong>1932 &#8211;<\/strong> Presid\u00eancia de Roosevelt nos Estados Unidos, com o New Deal e a pol\u00edtica de boa vizinhan\u00e7a.\n\n<strong>1941 &#8211; <\/strong>Ataque japon\u00eas a Pearl Harbour, no Hava\u00ed, e subseq\u00fcente entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial .\n\n<strong>1942 &#8211;<\/strong> Chanceleres americanos em confer\u00eancia no Rio de Janeiro.\n\n<strong>1945 &#8211;<\/strong> Vit\u00f3ria americana e aliada na II Guerra Mundial .<\/blockquote>\nFonte: www.algosobre.com.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\n<h4><strong>PA\u00cdSES COLONIZADORES<\/strong><\/h4>\n<strong>ESPANHA<\/strong>\n\n<strong>O MEDO DO MAR<\/strong>\n\nPara os europeus do s\u00e9culo XV, viajar pelo oceano Atl\u00e2ntico era uma tarefa arriscada, pois para os marinheiros o oceano era cheio de mist\u00e9rios. Visto que pouco se sabia do oceano Atl\u00e2ntico, muitas est\u00f3rias foram inventadas. Como que em algumas partes desse mar suas \u00e1guas ferviam , enquanto em outras partes elas desabavam em cachoeiras gigantescas.\n\nOs pa\u00edses pioneiros em encarar esse oceano , foram Espanha e Portugal. Cada um seguiu seu pr\u00f3prio caminho para o desconhecido.\n\n<strong>OS PRIMEIROS COLONIZADORES<\/strong>\n\n<strong>HERNAN CORTEZ<\/strong>\n\nNa navega\u00e7\u00e3o a Espanha foi representada por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, que a servi\u00e7o dos reis espanh\u00f3is, chegou a Am\u00e9rica antes dos portugueses. Desembarcou em 1492, na ilha de Guanaani( nome ind\u00edgena), hoje San Salvador. Viajou mais de um m\u00eas no comando de tr\u00eas pequenas embarca\u00e7\u00f5es, na esperan\u00e7a de chegar as \u00cdndias. Acabou por descobrir um novo continente.\n\nNo s\u00e9culo XVI, os espanh\u00f3is organizaram novas expedi\u00e7\u00f5es para a conquistas de novas terras. Uma expedi\u00e7\u00e3o de maior destaque foi a de Hernan Cortez , que conquistou e destruiu o imp\u00e9rio asteca, na atual regi\u00e3o do M\u00e9xico.\n\nO interessante foi como Cortez conseguiu conquistar esse imp\u00e9rio. O imperador asteca, Montezuma e seu povo imaginaram que Cortez e seus homens eram deuses, por isso em vez de lutar e defender seu imp\u00e9rio, Montezuma mandou emiss\u00e1rios com presentes para Cortez, para assim manter a paz. Mas os espanh\u00f3is, al\u00e9m de seus cavalos dispunham de outras armas de guerra, desconhecidas para o povo asteca.\n\nComo os espanh\u00f3is estavam em menor n\u00famero, eles procuraram conhecer bem a l\u00edngua, a cultura daquele povo. Aos pouco foram entendendo a situa\u00e7\u00e3o, eles eram considerados deuses, o imp\u00e9rio asteca era fr\u00e1gil. Por isso come\u00e7aram a agir, passaram a fazer alian\u00e7as com os povos inimigos dos astecas, al\u00e9m de obrigar Montezuma a mostrar os mapas dos territ\u00f3rios de seu imp\u00e9rio, os livros de impostos. Para assim conseguir descobrir os tesouros das lend\u00e1rias riquezas do imp\u00e9rio asteca.\n\nO confronto entre espanh\u00f3is e astecas come\u00e7ou quando Cortez teve de voltar em Vera Cruz e deixar as tropas em Tenochtitl\u00e1n sob o comando de Pedro \u00c1lvaro. Em uma festa religiosa, Pedro manda fechar as porta do templo central e matar os nativos.\n\nForam mais de mil mortos. Mas os nativos reagiram, sob as ordens de Cuitlahuac, irm\u00e3o de Montezuma.\n\n<strong>Enquanto o combate seguia, a cidade tamb\u00e9m passava por outra crise:<\/strong> as doen\u00e7as trazidas pelos europeus, como exemplo um surto de var\u00edola que tamb\u00e9m ajudou os europeus na conquista, pois essas doen\u00e7as eram desconhecidas para os nativos e por isso eles n\u00e3o tinham defesa. No meio desses problemas o irm\u00e3o do imperador morreu.\n\nCortez com um ex\u00e9rcito de 650 soldados, 194 mosqueteiros, 84 cavaleiros e milhares de nativo aliados, come\u00e7ou o ataque a Tenochtitl\u00e1n. Visto que os guerreiros astecas n\u00e3o se deixaram vencer t\u00e3o f\u00e1cil, Cortez invadiu a cidade e envenenou as fontes de \u00e1gua. Em 75 dias muitos astecas morreram e passaram fome. Os nobres de destaque foram torturados para assim poderem falar onde estavam os tesouros da cidade.\n\nAssim foi o fim do imp\u00e9rio asteca.\n\n<strong>FRANCISCO PIZARRO<\/strong>\n\nHouve tamb\u00e9m outro imp\u00e9rio que sofreu com achegada dos europeus. Foram os Incas, estes foram descobertos por Francisco Pizarro. Este chegou na regi\u00e3o em 1532, que havia acabado der ter uma crise interna. Pois Atahualpa havia matado seu irm\u00e3o. Pizarro, foi recebido por uma comitiva de paz, liderada pelo novo imperador, Atahualpa.\n\nMas Pizarro deixou claro que sua inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o era a paz mas sim a conquista, pois matou os acompanhantes do imperador e o capturou, depois passou a exigir um quarto cheio de ouro e dois cheios de prata para poder libertar o imperador.\n\nMeses depois a exig\u00eancias de Pizarro foram atendidas. Ele por sua vez , fez uma divis\u00e3o justa das riquezas- as partes para o rei, para a igreja, para os homens e a maior para ele pr\u00f3prio.\n\nAtahualpa foi condenado e decapitado. Para dividir o imp\u00e9rio e torn\u00e1-lo mais f\u00e1cil de conquist\u00e1-lo, Pizarro nomeou v\u00e1rios postos de comando incas ligados a Hu\u00e1scar.\n\n<strong>RESULTADO DAS CONQUISTAS<\/strong>\n\n<strong>Estas terras conquistadas foram divididas em quatro partes, os Vice-reinos:<\/strong> Nova Espanha, Nova Granada, Peru e Rio da Prata. Para governar essas regi\u00f5es havia as audi\u00eancias,tribunas, que eram respons\u00e1veis pela justi\u00e7a, al\u00e9m da igreja e as for\u00e7as armadas. Al\u00e9m disso j\u00e1 come\u00e7ava a surgi o com\u00e9rcio e a minera\u00e7\u00e3o.\n\nO governo tamb\u00e9m usava os cabildos, uma esp\u00e9cie de c\u00e2mara municipal que controlava a pol\u00edcia, fiscalizava os impostos e faziam vigorar as leis nas vilas e cidades. A igreja trabalhava junto ao governo para controlar as col\u00f4nias. Por isso o rei teve de ser oferecer para ajudar na expans\u00e3o do catolicismo. Visto que a igreja tinha um forte poder nas col\u00f4nias, pois suas frentes principais eram as miss\u00f5es, que na verdade eram aldeamentos destinados a catequizar os \u00edndios para poder os integrar aos costumes europeus.\n\n<strong>PORTUGAL<\/strong>\n\n<strong>PRIMEIRAS EXPEDI\u00c7\u00d5ES<\/strong>\n\nEm 1498, Vasco da Gama, consegue chegar as \u00cdndias contornando a \u00c1frica. Com a inten\u00e7\u00e3o de arrumar um novo caminho, foi-se organizada uma nova expedi\u00e7\u00e3o, desta vez comandada por Pedro \u00c1lvares Cabral.\n\nEssa expedi\u00e7\u00e3o saiu de Lisboa em 9 de mar\u00e7o de 1500, com treze navios e cerca de 1500 homens, destes haviam os guardas, tripulantes e os religiosos. Ao chegar, batizaram o lugar de ilha de Vera Cruz, mas no ano seguinte este nome foi mudado para Terra de Santa Cruz, e por fim em 1503 de Brasil.\n\nAp\u00f3s a sua descoberta, Cabral seguiu viagem rumo as \u00cdndias, mesmo j\u00e1 n\u00e3o tendo toda sua frota de navios. Sua expedi\u00e7\u00e3o foi um sucesso comercial , pois apenas um dos produtos trazidos do Oriente, a pimenta, j\u00e1 rendeu duas vezes o custo da viagem.\n\n<strong>O IN\u00cdCIO DA EXPLORA\u00c7\u00c3O- MADEIRA PAU-BRASIL<\/strong>\n\nO com\u00e9rcio de especiarias orientais passou a se destacar na economia.\n\nIsso explica o pouco interesse de Portugal nas tr\u00eas primeiras d\u00e9cadas ap\u00f3s a viagem de Cabral. No come\u00e7o Portugal enviava ao Brasil apenas expedi\u00e7\u00f5es para conhecer e investigar o litoral,coletar esp\u00e9cies e combater piratas e navios de outros pa\u00edses.\n\nO principal produto de com\u00e9rcio da Brasil era o pau-brasil, mesmo tendo valor inferior ao das mercadorias Orientais. At\u00e9 1504 Fern\u00e3o de Noronha junto com comerciantes judeus era respons\u00e1vel pelo com\u00e9rcio de pau-brasil.\n\nAl\u00e9m dos portugueses, os espanh\u00f3is tamb\u00e9m tinham interesse pelo pau-brasil, fizeram at\u00e9 mesmo algumas expedi\u00e7\u00f5es para a explora\u00e7\u00e3o dessa mercadoria, mas respeitando o tratado de Tordesilhas.\n\nTamb\u00e9m os franceses tentaram a explora\u00e7\u00e3o, mas de maneira ilegal, atrav\u00e9s do contrabando. Com tantos exploradores desta madeira, os efeitos foram logo sendo visto, a destrui\u00e7\u00e3o das florestas. Os ladr\u00f5es tinham a ajudas dos \u00edndios, conhecedores das florestas, cortavam a madeira, e a levavam at\u00e9 os navios em troca de produtos, como pe\u00e7as de tecido, roupas, facas canivetes e outros.\n\nEssa explora\u00e7\u00e3o de madeira n\u00e3o tinha por objetivo o estabelecimento de povoados. Os franceses e portugueses se limitavam em fazer feitorias nas partes do litoral onde a madeira era mais abundante. Essas feitorias eram constru\u00e7\u00f5es que serviam de dep\u00f3sito e fortalezas contra os concorrentes.\n\nEssa concorr\u00eancia entre franceses e portugueses acabou em conflitos armados.\n\nOnde at\u00e9 mesmo o rei teve que agir. Em 1526, Dom Jo\u00e3o III, rei de Portugal, mandou para a Am\u00e9rica algumas expedi\u00e7\u00f5es punitivas, para assegurar suas terras. A explora\u00e7\u00e3o da madeira pau-brasil foi at\u00e9 o s\u00e9culo XIX.\n\n<strong>POPULA\u00c7\u00c3O IND\u00cdGENA<\/strong>\n\nA popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena estava em torno de tr\u00eas a cinco milh\u00f5es de pessoas.\n\n<strong>Era a uni\u00e3o de v\u00e1rias tribos ind\u00edgenas:<\/strong> tupinamb\u00e1s, portiquares, guaranis e outros.\n\nGeralmente estes povos tinham costumes e l\u00ednguas diferentes entre si.\n\nN\u00e3o tinham um estado organizado. Cada povo e sua cultura. A cultura da ro\u00e7a pertencia a toda a tribo,as tarefas relacionadas com o plantio da ro\u00e7a, coletar, fabricar, fiar e tecer e cuidar das crian\u00e7as eram tarefas designadas para as mulheres da tribo.\n\nPara os homens cabia a responsabilidade de derrubar as \u00e1rvores e preparar a terra, ca\u00e7ar,pescar, fabricar casas e armas.\n\nGeralmente os povos ind\u00edgenas moravam em regi\u00f5es hostis, devido as grandes florestas. Isso serviu como uma grande vantagem, pois eles se tornaram bons conhecedores da natureza.\n\n<strong>Um exemplo:<\/strong> eles sabiam de plantas que serviam de veneno, que eles aplicavam na \u00e1gua para facilitar a pesca. Al\u00e9m disso o veneno era usado em outras situa\u00e7\u00f5es como rituais e festas. O uso variava de tribo para tribo.\n\nHavia as pinturas corporais ,as cores mais usadas eram o vermelho do urucum, o azul-escuro do jenipapo, o preto do p\u00f3 de carv\u00e3o e o branco do calc\u00e1rio.\n\nA pintura variava de acordo com a situa\u00e7\u00e3o ou ritual a ser usado.\n\nEste conhecimento ind\u00edgena foi \u00fatil para que os europeus sobrevivessem no novo continente, nos primeiros anos da coloniza\u00e7\u00e3o. Para s\u00f3 depois come\u00e7arem a impor sua pr\u00f3pria cultura.\n\nFonte: www.juliobattisti.com.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\nMais tarde, os conhecimentos acerca dos seus acidentes geogr\u00e1ficos, clima e popula\u00e7\u00e3o demonstraram a extrema diversidade do continente. A evolu\u00e7\u00e3o das sociedades americanas viria a destacar e aprofundar as suas diferen\u00e7as, apesar das semelhan\u00e7as dos seus processos hist\u00f3ricos.\n\nUm dos fatores de diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 a diversidade \u00e9tnica e cultural das sociedades americanas.\n\nTrezentos anos de coloniza\u00e7\u00e3o desencadearam um processo migrat\u00f3rio que se prolonga at\u00e9 nossos dias. \u00c0s comunidades ind\u00edgenas, em si t\u00e3o diversas em termos de desenvolvimento cultural, vieram juntar-se os colonizadores brancos e a grande massa de negros africanos trazidos \u00e0 for\u00e7a como escravos. Esse processo contribuiu desigualmente para a forma\u00e7\u00e3o dos perfis das sociedades nacionais.\n\nBrancos, negros e \u00edndios distribuem-se desproporcionalmente de uma regi\u00e3o para outra, tanto que se pode falar de uma Am\u00e9rica branca (a anglo-sax\u00f4nica e os pa\u00edses do Prata), uma Am\u00e9rica \u00edndia (os pa\u00edses andinos), uma Am\u00e9rica hispano-\u00edndia (as \u00e1reas centro-americanas e o Paraguai) e uma Am\u00e9rica negra (parte das Antilhas), sem esquecer os pa\u00edses de mesti\u00e7agem multirracial, como o Brasil.\n\nAl\u00e9m de l\u00ednguas diferentes, os grupos populacionais que vieram para a Am\u00e9rica trouxeram outros elementos culturais de suas \u00e1reas de origem, o que explica a variedade de costumes, tradi\u00e7\u00f5es c culturas populares do continente.\n\nMas o fator principal de diferencia\u00e7\u00e3o das sociedades americanas \u00e9, sem d\u00favida, o desenvolvimento econ\u00f4mico desigual, apesar de grande parte do passado colonial comum. O Per\u00edodo Colonial n\u00e3o marcou t\u00e3o profundamente as \u00e1reas de coloniza\u00e7\u00e3o de povoamento como o fez com as de coloniza\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o. Mesmo nestas \u00faltimas, havia sens\u00edveis diferen\u00e7as entre as regi\u00f5es de plantations escravistas e as de encomiendas, o que explica em parte a evolu\u00e7\u00e3o distinta do campesinato na Am\u00e9rica contempor\u00e2nea.\n\nOs mais 150 anos de hist\u00f3ria independente e do posterior desenvolvimento capitalista vieram aprofundar as contradi\u00e7\u00f5es entre as \u00e1reas americanas, sobretudo entre a Am\u00e9rica anglo-sax\u00f4nica, que se tornou industrial e imperialista, e a maior parte do continente, chamado hoje de Am\u00e9rica Latina, integrante, junto com a \u00c1frica e a \u00c1sia, do Terceiro Mundo. \u00c9 nesta parte do mundo que, nos dias atuais, se desenvolve um processo agudo de lutas populares de liberta\u00e7\u00e3o nacional, e nele a Am\u00e9rica Latina busca desempenhar papel fundamental.\n\nO cen\u00e1rio cm que se desenvolvem as lutas de classes na Am\u00e9rica Latina forjou-se ao longo de tr\u00eas s\u00e9culos de explora\u00e7\u00e3o colonial e de um per\u00edodo menos longo, por\u00e9m mais predat\u00f3rio, de domina\u00e7\u00e3o imperialista europ\u00e9ia c, depois, norte-americana. O latif\u00fandio, a monocultura de exporta\u00e7\u00e3o com as formas pr\u00e9-capitalistas de explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o-de-obra ainda constituem consider\u00e1vel parcela da realidade agr\u00e1ria de muitos pa\u00edses latino-americanos.\n\nA industrializa\u00e7\u00e3o, concentrada em alguns setores de interesse do capitalismo internacional e realizada tardiamente, cm uma \u00e9poca em que a economia mundial j\u00e1 sc encontrava dominada pelo grande capital monopolista, n\u00e3o permitiu um desenvo\u00ccvi1nento aut\u00f4nomo, e tornou os pa\u00edses latino-americanos extremamente dependentes dos p\u00f3los econ\u00f4micos mundiais, c, conseq\u00fcentemente, das flutua\u00e7\u00f5es e crises do capitalismo internacional.\n\nSuas classes dominantes s\u00e3o constitu\u00eddas por oligarquias agro-exportadoras ou grandes comerciantes e banqueiros aliados ao capital internacional, ou por fraca burguesia, at\u00e9 hoje incapaz de levar adiante um projeto nacional desenvolvimentista. O crescimento demogr\u00e1fico acelerado tornou mais agudos os problemas de sobreviv\u00eancia de grande parte da popula\u00e7\u00e3o do continente.\n\nA instabilidade pol\u00edtica, decorrente do quadro de subdesenvolvimento e mis\u00e9ria de vastas regi\u00f5es da Am\u00e9rica Latina, aumenta o papel pol\u00edtico-institucional das For\u00e7as Armadas, em geral conservadoras, e torna a regi\u00e3o vulner\u00e1vel a toda sorte de manobras do imperialismo, desde os programas de ajuda econ\u00f4mica at\u00e9 golpes de Estado, realizados por elites militares educadas em centros de treinamento de oficiais norte-americanos. A falta de canais pol\u00edticos de decis\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o popular levou tanto a epis\u00f3dios de luta armada por parte de militantes do povo, quanto ao fen\u00f4meno do caudilhismo militar ou civil, seja sob a forma de ditaduras reacion\u00e1rias, seja criando regimes progressistas. Nesse quadro, marcado pela viol\u00eancia, pelo militarismo e pelo autoritarismo, fracassaram os movimentos burgueses liberais de car\u00e1ter reformista, que perderam a sua for\u00e7a ideol\u00f3gica.\n\nNem as ditaduras militares reacion\u00e1rias ou progressistas, nem o reformismo burgu\u00eas foram capazes de resolver os problemas fundamentais da Am\u00e9rica Latina. E a cada avan\u00e7o do movimento popular, o imperialismo responde com t\u00e1ticas que v\u00e3o do terrorismo e da repress\u00e3o policial at\u00e9 o abrandamento das formas autorit\u00e1rias, mas sem perder o controle da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.\n\nEntretanto, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o imperialismo vem sofrendo derrotas e recuos em alguns pa\u00edses. A Igreja Cat\u00f3lica j\u00e1 se coloca em muitas sociedades a favor dos pobres. Os movimentos populares ampliam a sua base social. A Revolu\u00e7\u00e3o Cubana e a experi\u00eancia socialista do Chile s\u00e3o dois marcos das lutas populares na Am\u00e9rica Latina e assinalam dois processos hist\u00f3ricos distintos e que tiveram, tamb\u00e9m, solu\u00e7\u00f5es diferentes. Mais recentemente, a Revolu\u00e7\u00e3o Nicarag\u00fcense mostrou outra forma de concep\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da luta popular pela liberta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pela democracia.\n<blockquote><strong>Luta armada?<\/strong>\n\n<strong>Elei\u00e7\u00f5es? <\/strong>\n\n<strong>Pronunciamentos militares? <\/strong><\/blockquote>\nO futuro da Am\u00e9rica vai depender fundamentalmente dos rumos que tomarem os seus movimentos sociais. O continente, inquieto e explosivo, \u00e9 um campo aberto aos processos revolucion\u00e1rios dos povos, no sentido da sua emancipa\u00e7\u00e3o social e da sua reden\u00e7\u00e3o como homens.\n\nO que est\u00e1 acontecendo na Am\u00e9rica s\u00f3 pode ser entendido a partir das ra\u00edzes hist\u00f3ricas da opress\u00e3o e das lutas de liberta\u00e7\u00e3o dos povos americanos.\n\n<strong>A Hist\u00f3ria do continente americano nasceu e se desenvolveu seguindo dois caminhos diferentes:<\/strong> um junto ao povo e outro contra o povo. Como Jos\u00e9 Carlos Mari\u00e1tegui, sabemos que &#8220;no conflito entre exploradores e explorados, na luta entre capitalismo e socialismo, a neutralidade intelectual \u00e9 imposs\u00edvel&#8221;. Este livro \u00e9 uma tentativa de contribuir para uma melhor apreens\u00e3o da realidade complexa e multifacetada de Nuestra Am\u00e9rica.\n\n<strong>Aquino, Jesus e Oscar<\/strong>\n\nFonte: www.historianet.com.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/h6>\nNo final do s\u00e9culo XV, a economia da Europa n\u00e3o estava muito boa, especialmente no que dizia a respeito do com\u00e9rcio. As especiarias que chegavam na Espanha e Portugal, eram muito caras, pois saiam de Calicute, na \u00cdndia, passavam por Constantinopla com um pequeno aumento de pre\u00e7o, depois Genova e Veneza, que por sua vez tamb\u00e9m aumentavam o pre\u00e7o e vendiam para os espanh\u00f3is e portugueses.\n\nAssim, eles decidiram que deveriam ir comprar as especiarias diretamente em Calicute, para n\u00e3o pegarem pre\u00e7os muito altos e poderem vender mais barato do que em outros locais e consequentemente dominar o comercio naquela regi\u00e3o.\n\nInfelizmente eles estavam impossibilitados de passar pelo Mediterr\u00e2neo, j\u00e1 que l\u00e1 se localizava Genova e Veneza, que at\u00e9 ent\u00e3o eram dominantes do com\u00e9rcio regional.\n\n<strong>Eis que surge o grande desafio:<\/strong> precisavam de um novo caminho para chegar \u00e1s \u00cdndias.\n\nCrist\u00f3v\u00e3o Colombo que era um homem inteligente e estudioso, queria mostrar a todos que a terra \u00e9 redonda, mas a Igreja contrariava seus pensamentos, pois ia contra os princ\u00edpios cat\u00f3licos.\n\nPara provar que estava falando a verdade, no ano de 1492, Crist\u00f3v\u00e3o decidiu que iria at\u00e9 as \u00cdndias, mas que iria dar a volta ao globo terrestre e sair de um lado para chegar no outro.\n\nO que Crist\u00f3v\u00e3o n\u00e3o sabia era que no meio do seu trajeto, ele encontraria terras at\u00e9 ent\u00e3o consideradas inexistentes, e essas terras eram habitadas.\n\n\u00c1 principio ele pensou que havia chegado \u00e1s \u00cdndias, e voltou para a Espanha. Acabou morrendo sem saber que aquele lugar n\u00e3o eram as \u00cdndias, e sim, a mais tarde, chamada de Am\u00e9rica.\n\nFonte: www.pt.shvoong.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, Norte, Hist\u00f3ria, Conquista, Col\u00f4nia, Import\u00e2ncia, Tipo, Colonizadora, Processo, Povo, O Que foi, Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11365,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-20971","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica - 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