{"id":20949,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-maia-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:35:13","modified_gmt":"2026-09-01T15:35:13","slug":"civilizacao-maia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/civilizacao-maia-3\/","title":{"rendered":"Civiliza\u00e7\u00e3o Maia"},"content":{"rendered":"\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Maia &#8211; O que foi<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Imp\u00e9rio Maia<\/strong>, centrada nas plan\u00edcies tropicais do que \u00e9 hoje a Guatemala, atingiu o auge de seu poder e influ\u00eancia em todo o s\u00e9culo VI dC.\n\nOs Maias destacaram-se na agricultura, cer\u00e2mica, escrita hier\u00f3glifo, calend\u00e1rio de tomada e matem\u00e1tica, e deixaram para tr\u00e1s uma surpreendente quantidade de arquitetura e obras de arte simb\u00f3lica.\n\nA maioria das grandes cidades de pedra dos maias foram abandonados por 900 dC, no entanto, e uma vez que os estudiosos do s\u00e9culo 19 t\u00eam debatido o que pode ter causado esse decl\u00ednio dram\u00e1tico.\n\nA\u00a0<strong>civiliza\u00e7\u00e3o maia<\/strong>\u00a0foi uma das sociedades ind\u00edgenas mais dominantes da Mesom\u00e9rica (um termo usado para descrever o M\u00e9xico e Am\u00e9rica Central antes da conquista espanhola do s\u00e9culo 16).\n\nAo contr\u00e1rio de outras popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas espalhadas da Mesom\u00e9rica, os maias foram centradas em um bloco geogr\u00e1fica que abrange toda a Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n e moderna Guatemala; Belize e partes dos estados mexicanos de Tabasco e Chiapas; e a parte ocidental de Honduras e El Salvador.\n\nEsta concentra\u00e7\u00e3o mostrou que a Maya manteve-se relativamente seguro da invas\u00e3o de outros povos mesoamericanos.\n\n<strong>Dentro dessa expans\u00e3o, os Maias viveram em tr\u00eas sub-\u00e1reas distintas com diferen\u00e7as culturais e ambientais distintas:\u00a0<\/strong>a norte Maya plan\u00edcies da Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n; as plan\u00edcies do sul do distrito de Pet\u00e9n, no norte da Guatemala e partes adjacentes do M\u00e9xico, Belize e Honduras ocidentais; e o sul Maya Highlands, na regi\u00e3o montanhosa do sul da Guatemala.\n\nA mais famosa, s\u00e3o os Maias da regi\u00e3o de plan\u00edcie do sul alcan\u00e7aram seu pico durante o per\u00edodo cl\u00e1ssico da civiliza\u00e7\u00e3o maia (AD 250-900), e constru\u00edram grandes cidades de pedra e monumentos que t\u00eam fascinado exploradores e estudiosos da regi\u00e3o.\n\nOs primeiros assentamentos maias datam por volta de 1800 aC, ou o come\u00e7o do que \u00e9 chamado de pr\u00e9-cl\u00e1ssico ou Per\u00edodo Formativo.\n\nOs primeiros maias eram agr\u00edcola, o cultivo de culturas como o milho (milho), feij\u00e3o, ab\u00f3bora e mandioca (mandioca).\n\nDurante o per\u00edodo pr\u00e9-cl\u00e1ssico M\u00e9dio, que durou at\u00e9 cerca de 300 aC, os agricultores maias come\u00e7aram a expandir a sua presen\u00e7a tanto nas regi\u00f5es montanhosas e de v\u00e1rzea.\n\nO per\u00edodo pr\u00e9-cl\u00e1ssico M\u00e9dio tamb\u00e9m viu o surgimento da primeira grande civiliza\u00e7\u00e3o mesoamericana, os olmecas.\n\nAssim como outros povos Mesamerican, como a zapoteca, Totonac, Teotihuac\u00e1n e astecas, os maias derivada uma s\u00e9rie de tra\u00e7os culturais e religiosos-, bem como seu sistema num\u00e9rico e seu famoso calend\u00e1rio, a partir da olmeca.\n\nAl\u00e9m da agricultura, a pr\u00e9-cl\u00e1ssico os Maias tamb\u00e9m exibiram tra\u00e7os culturais mais avan\u00e7ados, como a constru\u00e7\u00e3o de pir\u00e2mides, cidade e inscrita nos monumentos de pedra.\n\nA cidade pr\u00e9-cl\u00e1ssico tardio de Mirador, no norte de Pet\u00e9n, foi uma das maiores cidades j\u00e1 constru\u00eddas nas Am\u00e9ricas pr\u00e9-colombianas. O seu tamanho diminu\u00eddo a capital maia cl\u00e1ssica de Tikal, e sua exist\u00eancia prova que a Maya floresceu s\u00e9culos antes do per\u00edodo cl\u00e1ssico.\n\nO per\u00edodo cl\u00e1ssico, que come\u00e7ou por volta de 250 dC, foi a era de ouro do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio Maia<\/strong>.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Maia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccviili80.jpg\" alt=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Maia\" \/>\n<strong>Imp\u00e9rio Maia<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o maia<\/strong>\u00a0cl\u00e1ssica cresceu para cerca de 40 cidades, incluindo Tikal, Uaxact\u00fan, Cop\u00e1n, Bonampak, Dos Pilas, Calakmul, Palenque e R\u00edo Bec; cada cidade tinha uma popula\u00e7\u00e3o de entre 5.000 e 50.000 pessoas. No seu auge, a popula\u00e7\u00e3o maia pode ter chegado a 2.000.000.\n\nAs escava\u00e7\u00f5es de lugares maias desenterraram pra\u00e7as, pal\u00e1cios, templos e pir\u00e2mides, bem como tribunais para jogar os jogos de bola que eram ritualmente e politicamente significativo para a cultura Maia.\n\nCidades maias foram cercados e apoiado por uma grande popula\u00e7\u00e3o de agricultores. Embora os maias praticavam um tipo primitivo de agricultura \u201ccorte e queima\u201d, tamb\u00e9m exibido evid\u00eancia de m\u00e9todos agr\u00edcolas mais avan\u00e7adas, como a irriga\u00e7\u00e3o e terraceamento.\n\nOs maias eram profundamente religiosos, e adoraram v\u00e1rios deuses relacionados \u00e0 natureza, incluindo os deuses do sol, da lua, da chuva e do milho.\n\nNo topo da sociedade Maia eram os reis, ou \u201cAjaw kuhul\u201d (senhores santos), que alegou estar relacionado com deuses e seguiram a sucess\u00e3o heredit\u00e1ria.\n\nEles foram pensados para servir como mediadores entre os deuses e as pessoas na terra, e realizou as cerim\u00f4nias religiosas e rituais elaborados t\u00e3o importante para a cultura Maia.\n\nO Maia cl\u00e1ssico constru\u00edram muitos de seus templos e pal\u00e1cios em forma de pir\u00e2mide de degraus, decorando-os com relevos elaborados e inscri\u00e7\u00f5es.\n\nEstas estruturas t\u00eam dado aos Maias a sua reputa\u00e7\u00e3o como os grandes artistas da Mesoam\u00e9rica.\n\nGuiado por seu ritual religioso, os\u00a0<strong>Maias<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m fizeram avan\u00e7os significativos na matem\u00e1tica e na astronomia, incluindo o uso do zero e do desenvolvimento de um sistema de calend\u00e1rio complexo com base em 365 dias.\n\nEmbora os primeiros pesquisadores conclu\u00edram que os maias eram uma sociedade pac\u00edfica dos sacerdotes e escribas, mais tarde em evid\u00eancias, incluindo uma an\u00e1lise aprofundada da obra de arte e inscri\u00e7\u00f5es em suas paredes do templo mostraram o lado menos pac\u00edfica da cultura Maia, incluindo a guerra entre a cidade e a religi\u00e3o.\n\nExplora\u00e7\u00e3o grave de Maias cl\u00e1ssicas come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1830. No in\u00edcio a meados do s\u00e9culo 20, uma pequena parte do seu sistema de escrita hier\u00f3glifo tinha sido decifrada, e mais sobre sua hist\u00f3ria e cultura se tornou conhecido. A maioria do que os historiadores sabem sobre o Maia vem do que resta de sua arquitetura e arte, incluindo esculturas em pedra e inscri\u00e7\u00f5es em seus edif\u00edcios e monumentos.\n\nOs\u00a0<strong>Maias<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m fizeram o papel de casca de \u00e1rvore e escreveram em livros feitos com esse papel, conhecido como c\u00f3dices; quatro desses c\u00f3dices s\u00e3o conhecidos por terem sobrevivido.\n\nUma das muitas coisas intrigantes sobre os\u00a0<strong>Maias<\/strong>\u00a0era a sua capacidade de construir uma grande civiliza\u00e7\u00e3o em um clima de floresta tropical.\n\nTradicionalmente, os povos antigos tinham florescido em climas mais secos, onde a gest\u00e3o centralizada de recursos h\u00eddricos (por meio da irriga\u00e7\u00e3o e outras t\u00e9cnicas) formaram a base da sociedade. (Este foi o caso da Teotihuacan das montanhas do M\u00e9xico, contempor\u00e2neos dos maias Classic.). Nas terras baixas maias do sul, no entanto, havia poucos rios naveg\u00e1veis para o com\u00e9rcio e transporte, assim como n\u00e3o h\u00e1 necessidade \u00f3bvia para um sistema de irriga\u00e7\u00e3o.\n\nAt\u00e9 o final do s\u00e9culo 20, os pesquisadores conclu\u00edram que o clima das terras baixas foi de fato bastante diverso do ambiente.\n\nApesar de invasores estrangeiros ficaram decepcionados com a relativa falta de prata e ouro da regi\u00e3o, os Maias aproveitaram muitos recursos naturais da regi\u00e3o, incluindo calc\u00e1rio (para constru\u00e7\u00e3o), a obsidiana rocha vulc\u00e2nica (para ferramentas e armas) e sal. O ambiente tamb\u00e9m realizou outros tesouros para os maias, incluindo jade, plumas de quetzal (utilizados para decorar os trajes elaborados da nobreza Maia) e conchas marinhas, que foram usados como trombetas em cerim\u00f4nias e guerra.\n\nA partir do oitavo s\u00e9culo at\u00e9 o final do s\u00e9culo IX, algo desconhecido aconteceu para agitar a civiliza\u00e7\u00e3o Maia para suas funda\u00e7\u00f5es. Uma a uma, as cidades cl\u00e1ssicas do Baixo Sul foram abandonados, e por 900 dC, a\u00a0<strong>civiliza\u00e7\u00e3o Maia<\/strong>\u00a0naquela regi\u00e3o havia desmoronado. A raz\u00e3o para esta queda misteriosa \u00e9 desconhecida, embora os estudiosos desenvolveram v\u00e1rias teorias concorrentes.\n\nAlguns acreditam que, at\u00e9 o s\u00e9culo IX, os maias tinham esgotado o ambiente ao seu redor, a ponto de que n\u00e3o poderia mais sustentar uma popula\u00e7\u00e3o muito grande.\n\nOutros estudiosos maias afirmam que guerra constante entre as demais cidades-estados levou os militares complicado, familiar (por casamento) e alian\u00e7as comerciais entre eles para quebrar, junto com o sistema tradicional de poder din\u00e1stico. \u00c0 medida que a estatura dos senhores santos diminuiu, suas tradi\u00e7\u00f5es complexas de rituais e cerim\u00f4nias dissolvido no caos.\n\nFinalmente, alguma mudan\u00e7a catastr\u00f3fica como um per\u00edodo extremamente longo, intenso ambiental da seca pode ter dizimado a\u00a0<strong>civiliza\u00e7\u00e3o maia cl\u00e1ssica<\/strong>.\n\nSeca teria batido cidades como Tikal onde a \u00e1gua da chuva era necess\u00e1ria para beber, bem como para a cultura de irriga\u00e7\u00e3o, especialmente dif\u00edcil.\n\n<strong>Todos os tr\u00eas destes fatores:<\/strong>\u00a0superpopula\u00e7\u00e3o e uso excessivo da terra, a guerra end\u00eamica e seca podem ter desempenhado um papel na queda dos Maias nas plan\u00edcies do sul. Nas terras altas do Yucatan, alguns Maya cidades como Chich\u00e9n Itz\u00e1, Uxmal e Mayap\u00e1n continuaram a florescer no per\u00edodo p\u00f3s-cl\u00e1ssico (900-1500 dC).\n\nNo momento em que os invasores espanh\u00f3is chegaram, no entanto, a maioria Maia estavam vivendo em aldeias agr\u00edcolas, seus grandes cidades enterrado sob uma camada de verde floresta.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Maia &#8211; Descoberta<\/strong>\n\nA cultura maia s\u00f3 come\u00e7ou a ser explorada durante a primeira metade do s\u00e9c. XIX pelo americano John Stephens e o desenhista ingl\u00eas Frederik Catherwood.\n\nEles descobriram v\u00e1rias cidades sendo que a que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o Chichen-Itz\u00e1.\n\nEles publicaram o resultado de usas pesquisas e foi atrav\u00e9s destas obras que o povo ficou sabendo que n\u00e3o eram simples \u00edndios mas que eles possu\u00edam uma complexa organiza\u00e7\u00e3o, constru\u00edram magn\u00edficas cidades de pedra e desenvolveram uma escrita pr\u00f3pria. Essa escrita se encontra nos diversos edif\u00edcios explorados.\n\nOs sacerdotes maias possu\u00edam diversos livros escritos em finas folhas de madeiras cobertas com gesso. Quando os maias foram encontrados por colonizadores, um dos aspectos que ajudou a extin\u00e7\u00e3o daquela civiliza\u00e7\u00e3o foi o fato de viverem em lutas constantes.\n\nNessa \u00e9poca os padres espanh\u00f3is descobriram que os \u00edndios possu\u00edam livros e resolveram destru\u00ed-los para evitar a divulga\u00e7\u00e3o de sua cultura. O bispo de Yucat\u00e1n, D. Diego de Landa, ordenou a apreens\u00e3o ea queima de centenas de volumes de livros chamando isso de um auto-de-f\u00e9. Al\u00e9m disso determinou que a utiliza\u00e7\u00e3o daquela \u201cescrita demon\u00edaca\u201d seria punida com a morte.\n\nEsse mesmo bispo quando retornou \u00e0 Espanha, escreveu um relat\u00f3rio intitulado Relacion de las Cosas de Yucat\u00e1n, em 1566 para justificar sua a\u00e7\u00e3o repressiva.\n\nInformou que os livros continham descri\u00e7\u00f5es de cerim\u00f4nias diab\u00f3licas e sacrif\u00edcios humanos. O relat\u00f3rio ficou esquecido at\u00e9 1863 at\u00e9 que foi descoberto pelo sacerdote Charles Etienne Brassuer, que era interessado nas culturas pr\u00e9 Colombianas. Este permitiu saber o sistema utilizado pelos maias para a elabora\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio e seus numerais.\n\nSalvaram-se apenas 4 livros da destrui\u00e7\u00e3o, 3 conhecidos h\u00e1 muito tempo e um que apareceu ap\u00f3s a segunda guerra mundial. Os livros tratavam de idolatrias que envolviam sacrif\u00edcios entre outras pr\u00e1ticas similares.\n\n<strong>Calend\u00e1rio maia<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>calend\u00e1rio maia<\/strong>\u00a0era superior ao de todos os povos da Antiguidade. Compreendia um ano solar de 365 dias, um ano bissexto de 366 dias e um ano venusiano de 260 dias.\n\n<strong>Livros mais antigos eram os seguintes:<\/strong>\n\nC\u00f3dice Tr\u00f3- Cortesiano (conservado na Espanha). Encontra-se dividido em duas partes. Na primeira, o C\u00f3dice Troano, foi lido pelo abade de Bourbong.\n\nEle acreditou ter conseguido desvendar a chave dos hier\u00f3glifos maias e a hist\u00f3ria da destrui\u00e7\u00e3o de Atl\u00e2ntida, sendo que uma parte do povo teria conseguido escapar e formado a\u00a0<strong>civiliza\u00e7\u00e3o maia<\/strong>.\n\nO manuscrito foi escrito por volta de sec, XII ou XIII e se tratava de astronomia e astrologia.\n\n<strong>C\u00f3dice de Dresden e o C\u00f3dice Peresiano:<\/strong>\n\nDentre as pessoas que leram as descri\u00e7\u00f5es do bispo, um norte-americano se interessou muito sobre a Atl\u00e2ntida e sobre as teorias do abade de Bourbong, Edward Thompson.\n\nEle completou seus estudos e utilizou a influ\u00eancia da fam\u00edlia para conseguir ser nomeado c\u00f4nsul no bispado de Yucat\u00e1n. Despertou interesse especial por Chich\u00e9n-Itz\u00e1. Ela foi constru\u00edda por volta de 415 e abandonada um s\u00e9culo depois por raz\u00f5es desconhecidas e ocupada novamente por volta do ano 1000.\n\nDurante o Novo Imp\u00e9rio foram constru\u00eddos edif\u00edcios dedicados a divindades oriundas da regi\u00e3o dos toltecas e que exigiam constantes sacrif\u00edcios humanos.\n\nEdward Thompson explorou os edif\u00edcios em melhor estado de conserva\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Constru\u00e7\u00f5es Maias<\/strong>\n\nO chamado Caracol era um observat\u00f3rio astron\u00f4mico com seteiras voltadas para V\u00eanus, Marte, J\u00fapiter, a estrela S\u00edrio e a Lua. Havia tamb\u00e9m o Castelo, que era uma pir\u00e2mide com 4 escadas centrais, cada uma com 90 degraus, e mais 5 degraus que levavam at\u00e9 o templo, o que somava 365 degraus. Isso demonstrava a preocupa\u00e7\u00e3o com o calend\u00e1rio solar\u2026\n\nLogo mais tarde Thompson entrou em descr\u00e9dito para os arque\u00f3logos pois achava que a civiliza\u00e7\u00e3o maia e eg\u00edpcia por serem t\u00e3o parecidas eram descendentes de uma mesma civiliza\u00e7\u00e3o, a Atl\u00e2ntida e os arque\u00f3logos tradicionalistas n\u00e3o aceitam posi\u00e7\u00f5es que admitam a exist\u00eancia de Atl\u00e2ntida.\n\n<strong>O Po\u00e7o dos Sacrif\u00edcios<\/strong>\n\nMas Edward estava interessado mesmo em encontrar o po\u00e7o citado no livro de D. Diogo de Landa. Chichen-Itz\u00e1 possui 3 grandes po\u00e7os naturais (cenotes) e outros menores.\n\n<strong>Ap\u00f3s examina-los, decidiu se concentrar no da extremidade da cidade, por um motivo:\u00a0<\/strong>para l\u00e1 se dirigia uma estrada cal\u00e7ada que vinha desde a pra\u00e7a central da cidade. Sua circunfer\u00eancia \u00e9 de 60 m e a profundidade de 25m. Durante v\u00e1rios dias s\u00f3 retirou madeiras podres e entulhos.\n\n<strong>No nono dia apareceu bast\u00f5es resinosos que ele deixou secarem ao sol e depois incendiou-os:\u00a0<\/strong>eram incensos de aromas embriagadores. Mais adiante, encontrou facas de pedra, pontas de lan\u00e7as, tijolos de cer\u00e2mica e pedra, j\u00f3ias, adere\u00e7os homaros e, por fim, ossos humanos. Os esqueletos eram de mulheres jovens, pois eles costumavam fazer oferendas de virgens.\n\nApenas um esqueleto masculino foi encontrado junto aos das mulheres. Provavelmente era um sacerdote e tivesse sido jogado ou puxado por una das v\u00edtimas.\n\nAs pe\u00e7as eram feitos com liga de 960 mil\u00e9simos de ouro puro e alguns objetos oriundos de regi\u00f5es distantes, o que fez ficar claro que eles tinham contato com as culturas amer\u00edndias.\n\nTodas a hist\u00f3ria chegou aos ouvidos do governo e Thompson foi amea\u00e7ado de pris\u00e3o. Com isso, teve de retornar ao seu pa\u00eds. Uma conspira\u00e7\u00e3o se formou para destruir os seus livros.\n\nApenas um se encontra nas livrarias de antiguidades, o chamado People of the Serpent. Por\u00e9m, os trabalhos que fez sobre a pir\u00e2mide-t\u00famulo Chichen-Itz\u00e1, o sarc\u00f3fago e o esqueleto est\u00e3o desaparecidos.\n\nEdward Thompson morreu em 1935, maldito pela ci\u00eancia e esquecido por todos.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Maia &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o Maia\u00a0<\/strong>tem in\u00edcio por volta de 5000 ac. Ocupavam um territ\u00f3rio ao sul do M\u00e9xico, Guatemala e a norte de Belize. Praticavam agricultura e constru\u00edam grandes edif\u00edcios e pir\u00e2mides de pedra.\n\nA\u00a0<strong>civiliza\u00e7\u00e3o Maia,<\/strong>\u00a0muito provavelmente, foi a mais antiga das civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianos, embora jamais tenha atingido o n\u00edvel urbano e imperial dos Astecas e Incas.\n\nO\u00a0<strong>Antigo Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0teve seu centro no norte da Guatemala, mas se estendeu pelo sul do M\u00e9xico e tamb\u00e9m por Honduras. O Novo Imp\u00e9rio ocupou a metade setentrional da pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n.\n\nOs Maias floresceram no s\u00e9culo IV d.C. na Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, onde hoje ficam o M\u00e9xico, Beliza e Guatemala. Jamais foram um imp\u00e9rio, embora possu\u00edssem uma cultura comum.\n\nSempre se organizaram em cidades-estados, por\u00e9m, na \u00e9poca da conquista espanhola, encontravam-se quase na decad\u00eancia total.\n\nO principal produto era o milho, por\u00e9m, cultivavam tamb\u00e9m o feij\u00e3o, a ab\u00f3bora, v\u00e1rios tub\u00e9rculos, o cacau, o mam\u00e3o e o abacate. Trabalhavam o ouro e o cobre.\n\nUm dos aspectos que impede que se conhe\u00e7a mais profundamente a cultura maia antiga \u00e9 o fato deles possu\u00edrem uma escrita extremamente complexa, da qual s\u00f3 se conhece alguns hier\u00f3glifos.\n\nA grande maioria deles permanece e talvez permanecer\u00e1 indecifr\u00e1vel.\n\nDistingue-se dois grandes per\u00edodos na civiliza\u00e7\u00e3o maia, chamada de antigo imp\u00e9rio e novo imp\u00e9rio. O antigo imp\u00e9rio teve seu centro no norte da Guatemala, mas se estendeu pelo sul do M\u00e9xico e tamb\u00e9m por Honduras.\n\nO novo imp\u00e9rio ocupou a metade setentrional da pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n.\n\n<strong>Arquitetura maia<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>arquitetura maia<\/strong>\u00a0era totalmente devotada ao culto; as cidades eram centros religiosos, o povo vivia em cho\u00e7as e casas de adobe. Os templos eram de forma retangular e constru\u00eddos cobre pir\u00e2mides truncadas, acess\u00edveis por escadas laterais. O admir\u00e1vel na arte maia \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o da arquitetura com a decora\u00e7\u00e3o em relevo de estuque e pedra-sab\u00e3o.\n\n<strong>Organiza\u00e7\u00e3o social maia<\/strong>\n\nCada cidade-estado era governada por um chefe ( halch uinic ), que era assistido por um conselho que inclu\u00eda os principais chefes e sacerdotes. Dentre os chefes se destacavam o Batab, o civil, e o Nacom, o militar.\n\nA classe sacerdotal conhecida por Akhim, se dividia em dois grupos. O primeiro velava o culto e o segundo se entregava as artes e ci\u00eancias.\n\nO povo se empregava com a agricultura e com a constru\u00e7\u00e3o das obras p\u00fablicas. Os escravos eram os prisioneiros de guerra ou infratores do direito comum at\u00e9 pagar pelo seu crime.\n\n<strong>Cultura maia<\/strong>\n\nO crescimento da cultura maia se revela principalmente no terreno intelectual, por\u00e9m, devido \u00e0 complexidade da sua escrita, s\u00f3 foram descobertos at\u00e9 agora os s\u00edmbolos relativos ao tempo.\n\nDesenvolveram a aritm\u00e9tica de maneira que ela permitiu c\u00e1lculos astron\u00f4micos de uma exatid\u00e3o admir\u00e1vel. Conheciam o movimento do Sol, da Lua, de V\u00eanus e provavelmente de outros planetas.\n\nA numera\u00e7\u00e3o escrita era simbolizada por pontos e tra\u00e7os. Inventaram o conceito de abstra\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, o valor zero fazendo-o intervir nos seus c\u00e1lculos e cronologias. O calend\u00e1rio se baseava no sistema an\u00e1logo.\n\nO dia ( Kin ) era a unidade de tempo, acima da qual vinha o Uinal, correspondendo a um m\u00eas de 28 dias, o Tun equivalia ao ano.\n\n<strong>Governo maia<\/strong>\n\nNo per\u00edodo de apogeu da\u00a0<strong>civiliza\u00e7\u00e3o maia<\/strong>, \u00e9 muito prov\u00e1vel que as cidades destas tivessem sido sociedades teocr\u00e1ticas e pac\u00edficas.\n\nAs guerras que ocorriam na maioria delas tinha o intuito de obterem prisioneiros para serem sacrificados aos deuses.\n\n<strong>Religi\u00e3o maia<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>religi\u00e3o dos maias<\/strong>\u00a0assemelhava-se \u00e0 de outros povos da regi\u00e3o, cultuavam divindades ligados \u00e0 ca\u00e7a, \u00e0 agricultura e os astros. Os maias acreditavam que o destino do homem era regido pelos deuses, e para eles ofereciam alimentos, sacrif\u00edcios humanos e animais.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Maia &#8211; Povo<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>hist\u00f3ria do povo maia<\/strong>\u00a0come\u00e7a h\u00e1 milhares de anos, quando povos provavelmente vindos da \u00c1sia pelo estreito de Bering (estreito que separa a \u00c1sia da Am\u00e9rica), ocuparam a Am\u00e9rica do Norte e Central.\n\nEstudos realizados na l\u00edngua maia levam \u00e0 conclus\u00e3o de que ao redor de 2 500 a.C., vivia um povo protomaia, na regi\u00e3o de Huehuetenango, na Guatemala. H\u00e1 cerca de duas horas de Canc\u00fan, encontram-se as ru\u00ednas da antiga cidade cerimonial de Chich\u00e9n-Itz\u00e1, que floresceu no auge da civiliza\u00e7\u00e3o maia-tolteca.\n\nSeu mais importante sacerdote foi Kukulcan (a serpente emplumada), provavelmente vindo do M\u00e9xico central onde era conhecido como Quetzalc\u00f3atl. Ao que tudo indica, Kukulcan foi mesmo um personagem hist\u00f3rico e que morreu e foi enterrado na pen\u00ednsula de Yucatan.\n\nAcreditava-se que ele encarnava o esp\u00edrito da serpente emplumada cuja cabe\u00e7a est\u00e1 representada no quadro ao lado e surge com freq\u00fc\u00eancia nas ru\u00ednas maias deste per\u00edodo.\n\nAcima, quadro feito por Frederick Catherwood em meados do s\u00e9culo XIX mostrando de El Castillo, a grande pir\u00e2mide de Chich\u00e9n-Itz\u00e1, quando o mundo descobriu o fant\u00e1stico mundo maia.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Maia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili114.jpg\" alt=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Maia\" width=\"491\" height=\"274\" \/><strong>\nChichen Itza<\/strong><\/p>\n<strong>Chich\u00e9n Itz\u00e1<\/strong>\u00a0\u00e9 a mais fant\u00e1stica cidade maia-tolteca; visita obrigat\u00f3ria a todos que v\u00e3o a Canc\u00fan.\n\nA hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o maia \u00e9 dividida em per\u00edodo pr\u00e9-cl\u00e1ssico ou formativo, per\u00edodo cl\u00e1ssico, per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, per\u00edodo maia-tolteca e per\u00edodo de absor\u00e7\u00e3o mexicana.\n\nPer\u00edodo Pr\u00e9-cl\u00e1ssico (500 a.C. a 325 d.C.) \u2013 a cultura maia come\u00e7a a ser delineada. Est\u00e1tuas de barro antropomorfas aparecem mostrando os tra\u00e7os t\u00edpicos de seu povo.\n\n<strong>Per\u00edodo Pr\u00e9-Cl\u00e1ssico ( 1500 a.C. \u2013 250d.C.)<\/strong>\n\nEram agricultores, fabricavam cer\u00e2mica (ornamenta\u00e7\u00e3o de cord\u00f5es e usavam pedras de moer- o que sup\u00f5e a cultura do milho.\n\nAgrupavam-se em aldeias ( Kaminaljuy\u00fa, ou nas terras baixas, Altar de sacrif\u00edcios e Seibal).\n\n<strong>Uaxact\u00fan e Tical t\u00eam camadas inferiores que remontam ao s\u00e9culo V a.C., desde o ano 300 a.C. percebem-se as caracter\u00edsticas fundamentais da civiliza\u00e7\u00e3o Maia:<\/strong>\u00a0Arquitetura com uma esp\u00e9cie de ab\u00f3bada em balan\u00e7o, inscri\u00e7\u00f5es hierogl\u00edficas, uso de um calend\u00e1rio \u201ca longo prazo\u201d e ere\u00e7\u00e3o de estelas comemorativas.\n\n<strong>Per\u00edodo Cl\u00e1ssico (325 d.C. a 925 d.C.)<\/strong>\n\nCostuma-se subdividir este per\u00edodo em cl\u00e1ssico temprano (325 d.C. a 625 d.C.) que corresponde ao per\u00edodo em que cessaram as influ\u00eancias externas e os maias se firmaram como povo.\n\nNeste per\u00edodo surgiram formas tipicamente maias na arquitetura como o arco corbelado e o registro de datas hist\u00f3ricas com o uso de hier\u00f3grifos, em florescente (625 d.C. a 800 d.C.), quando as manifesta\u00e7\u00f5es culturais chegaram ao seu esplendor cultural. Foi a \u00e9poca dos grandes avan\u00e7os na matem\u00e1tica, na astronomia, na escrita, nas artes e na arquitetura e o Colapso (800 d.C. a 925 d.C.), \u00e9poca em que misteriosamente a cultura maia se deteriorou e os centros cerimoniais foram abandonados.\n\nSem d\u00favida, este \u00e9r\u00edodo correspondeu ao florescimento dessa civiliza\u00e7\u00e3o; os grandes centros cerimoniais (Tikal, Uaxact\u00fan e Seibal, na Guatemala; Cop\u00e1n em Honduras, Palenque, Uxmal, Bonampak e Chich\u00e9n Itz\u00e1, No M\u00e9xico, Etc) multiplicavam-se. As grandes metr\u00f3poles religiosas compreendiam edif\u00edcios t\u00edpicos, templos constru\u00eddos sobre uma plataforma piramidal, cobertos por uma esp\u00e9cie de ab\u00f3bada em balan\u00e7o e encimados por uma crista com cumeeira; pal\u00e1cios ( resid\u00eancia principesca ou lugar de reuni\u00e3o, dotado de numerosas galerias), cuja disposi\u00e7\u00e3o \u2013 em grupos distintos ligados por cal\u00e7adas elevadas \u2013 em torno de amplas pra\u00e7as atesta certo senso de urbanismo; e conjunto monumental monol\u00edtico, composto de um altar com estela ornada de uma decora\u00e7\u00e3o esculpida. Nunca reunidos sob hegemonia de um poder central, cada centro conservou um estilo individual. A escrita hierogl\u00edfica n\u00e3o foi inteiramente decifrada.\n\nDepois do auto-de-f\u00e9 dos conquistadores, apenas tr\u00eas manuscritos (Codex) subsistem e s\u00e3o dotados do p\u00f3s-cl\u00e1ssico. O primeiro refere-se a rituais religiosos; o segundo \u00e0 adivinha\u00e7\u00e3o; e o \u00faltimo a \u00e0 astronomia, que, sem usar nenhum intrumento \u00f3ptico, era de uma precis\u00e3o espantosa. Em seu apogeu, essa civiliza\u00e7\u00e3o \u2013 que ignorava a roda e o animal de tra\u00e7\u00e3o, e s\u00f3 conhecia instrumentos de madeira e de pedra \u2013 foi por raz\u00f5es obscuras, brutalmente interrompida, por volta do s\u00e9culo IX, na zona central, que contudo n\u00e3o foi totalmente abandonada. O p\u00f3s-cl\u00e1ssico ( do s\u00e9culo X \u00e0 conquista espanhola) testemunha certo do renascimento devido aos Toltecas, vindos de Tula.\n\nQuando chegaram por volta do s\u00e9culo X, sup\u00f5e-se que algumas grandes cidades de Iucat\u00e1n existissem ainda. A associa\u00e7\u00e3o das duas tradi\u00e7\u00f5es originou um novo estilo art\u00edstico \u201cmaia-tolteca\u201d, caracterizado por uma arquitetura mais ampla e arejada ( colunatas, grandes jogos de bolas) e pelo apelo am\u00e1gama dos pante\u00f5es e dos motivos decorativos ( Chac, o deus maia da chuva, representado alternadamente como Quetzalcoatl, a serpente emplumada, transformada em Kukulkan).\n\n<strong>Per\u00edodo de Transi\u00e7\u00e3o (925 d.C. a 975 d.C.)<\/strong>\n\nEste per\u00edodo marca a queda livre da civiliza\u00e7\u00e3o maia e o n\u00edvel cultural, misteriosamente, caiu quase que ao n\u00edvel do per\u00edodo pr\u00e9-cl\u00e1ssico.\n\n<strong>Per\u00edodo Maia-Tolteca (975 d.C. a 1 200 d.C.)<\/strong>\n\n\u00c9poca de grande esplendor, mas agora sob forte influ\u00eancia da cultura tolteca, que chegou do centro do M\u00e9xico, trazendo consigo o mito de Quetzalc\u00f3atl.\n\nO povo maia era fundamentalmente um povo guerreiro. Mesmo entre eles, lutavam com crueldade pelo dom\u00ednio das regi\u00f5es.\n\nEm\u00a0<strong>Chich\u00e9n Itz\u00e1<\/strong>\u00a0a influ\u00eancia tolteca \u00e9 muito forte. A principal pir\u00e2mide, chamada El Castillo, que ocupa a regi\u00e3o central das ru\u00ednas, foi constru\u00edda pelos toltecas. O observat\u00f3rio El Caracol, tamb\u00e9m \u00e9 deste per\u00edodo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Maia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili71.jpg\" alt=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Maia\" width=\"175\" height=\"265\" \/>\n<strong>El Caracol\nObservat\u00f3rio de Chichen-Itz\u00e1<\/strong><\/p>\nViveu-se nesta \u00e9poca o mito de Quetzalc\u00f3atl, chamado pelos maias de Kukulc\u00e1n, a serpente emplumada, o homem-p\u00e1ssaro, um dos mitos mais interessantes da hist\u00f3ria da humanidade.\n\nVejam abaixo uma representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica mostrando El Caracol hoje (esquerda) e em todo o seu esplendor (direita) no auge da cidade.\n\nNesta \u00e9poca, houve grande avan\u00e7o nos conhecimentos astron\u00f4micos dos maias que constru\u00edram o mais preciso calend\u00e1rio existente. Os maias desenvolveram um sistema num\u00e9rico pr\u00f3prio, sem o qual n\u00e3o seria poss\u00edvel os avan\u00e7os cient\u00edficos. Observe o quadro abaixo. Facilmente voc\u00ea poder\u00e1 entender como os n\u00fameros eram escritos. Reparem que eles descobriram tamb\u00e9m o n\u00famero zero.\n\nAl\u00e9m deste modo de representar n\u00fameros, eles tinham um outro sistema, mais pr\u00f3ximo dos hier\u00f3glifos. Cada n\u00famero era representado por uma cabe\u00e7a diferente, mas n\u00e3o t\u00e3o diferente para n\u00f3 aponto de podermos ler tais n\u00fameros com facilidade.\n\n<strong>Per\u00edodo de Absor\u00e7\u00e3o Mexicana (1 200 d.C. a 1540 d.C.)<\/strong>\n\nNesta \u00e9poca surgiram v\u00e1rios conflitos, as alian\u00e7as entre os v\u00e1rios grupos foram sendo quebradas e houve uma s\u00e9rie de enfrentamento b\u00e9lico que dividiu as popula\u00e7\u00f5es e empobreceram ainda mais a cultura.\n\nQuando os espanh\u00f3is chegaram \u00e0 regi\u00e3o maia, as grandes cidades cerimoniais j\u00e1 haviam sido abandonadas, a cultura estava em total decad\u00eancia.\n\nRestava pouco daquela que foi uma das mais fant\u00e1sticas civiliza\u00e7\u00f5es que o mundo j\u00e1 teve. O tempo foi implac\u00e1vel. Nos roubou para sempre esse tesouro. Restam as lembran\u00e7as que as ru\u00ednas guardaram para n\u00f3s.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Maia &#8211; Centro Cerimonial de Tikal<\/strong>\n\nEm meio \u00e0 exuberante floresta tropical, densa e \u00famida, as pir\u00e2mides de pedra de<strong>\u00a0Tikal\u00a0<\/strong>despontam para a surpresa e deleite de quem as v\u00ea. Solene, a cidade guarda os vest\u00edgios da civiliza\u00e7\u00e3o maia.\n\nConhecidos como os gregos da Am\u00e9rica devido \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o em cidades independentes, como na antiga Gr\u00e9cia, os maias jamais constitu\u00edram um imp\u00e9rio.\n\nAinda assim, eles criaram a mais antiga civiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9-colombiana \u2013 anterior \u00e0 chegada dos europeus no s\u00e9culoXV \u2013 e talvez a mais original e misteriosa. Unidos pelo culto aos mesmos deuses e pelo idioma comum, eles viviam espalhados pela selva em pequenas aldeias. Erguida por volta do ano 250, Tikal foi um importante centro sagrado, habitado apenas por nobres e sacerdotes.\n\nO restante da popula\u00e7\u00e3o dirigia-se ao local durante as festas religiosas que aconteciam na pra\u00e7a principal, onde se encontram pir\u00e2mides que t\u00eam fun\u00e7\u00e3o de templos.\n\n<strong>Misterioso abandono<\/strong>\n\nEm seus dias \u00e1ureos, no s\u00e9culo IX, Tikal chegou a reunir cerca de 50 mil pessoas. Em parte, tal fato se deve a sua localiza\u00e7\u00e3o no cruzamento de rios que se encontram no caminho entre o Golfo do M\u00e9xico e o Mar do Caribe. No ano 900, aproximadamente, o povo abandonou a regi\u00e3o, rumo ao norte.\n\nOs motivos da partida repentina s\u00e3o um mist\u00e9rio. Acredita-se que o \u00eaxodo tenha sido causado por uma epidemia ou pelo aumento da popula\u00e7\u00e3o, gerando escassez de alimentos.\n\nHoje, as pedras de Tikal despertam rever\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 de visitantes, mas tamb\u00e9m de estudiosos que decifram a escrita maia e revelam aos poucos os segredos dessa brilhante civiliza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Chich\u00e9n-Itz\u00e1<\/strong>\n\nOs Habitantes da \u201cBoca do po\u00e7o dos feiticeiros d\u2019\u00e1gua\u201d \u2013 Chich\u00e9n-Itz\u00e1 \u2013 queriam desvendar o caminho dos astros para chegar ao cora\u00e7\u00e3o dos deuses. Nesse local m\u00e1gico, os maias ergueram uma civiliza\u00e7\u00e3o sobre os pilares da ci\u00eancia e da religi\u00e3o\n\nA sombra de Kukulc\u00e1n, o deus-serpente dos maias, passeia por Chich\u00e9n-Itz\u00e1 durante os equin\u00f3cios de primavera e de outono, quando noite e dia t\u00eam a mesma dura\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Seu ponto de partida \u00e9 a principal escadaria do Castelo, uma grande pir\u00e2mide erguida em sua honra com base em conhecimentos astron\u00f4micos:\u00a0<\/strong>os degraus das quatro escadarias e da plataforma superior somam 365, n\u00famero de dias do ano. Al\u00e9m disso, cada um dos lados alinha-se com um dos pontos cardeais e os 52 pain\u00e9is esculpidos em suas paredes s\u00e3o uma refer\u00eancia aos 52 anos do ciclo de destrui\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o do mundo, segundo a tradi\u00e7\u00e3o maia.\n\n<strong>Sacrif\u00edcios humanos<\/strong>\n\nFundada no ano 452, Chich\u00e9n-Itz\u00e1 conheceu dias de gl\u00f3ria no s\u00e9culo X, quando foram constru\u00eddos o Castelo, o templo dos guerreiros e a quadra de jogo de pelota. Na aridez da regi\u00e3o, seu florescimento s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as aos cenotes, po\u00e7os de \u00e1gua com fun\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m religiosa. Em tempos de seca, ofereciam-se sacrif\u00edcios ao deus da chuva, Chaac, no Cenote Sagrado.\n\nConquistada pelos guerreros de Mayap\u00e1n no s\u00e9culo XII, Chich\u00e9n-Itz\u00e1 estava abandonada quando os espanh\u00f3is chegaram. Suas grandes obras mant\u00e9m o vigor da cultura maia.\n\n<strong>Pacal Votan<\/strong>\n\nN\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas sobre a magia de Palenque. Aqui foi descoberto o t\u00famulo de Pacal Votan, em 1947 \u2013 o \u00fanico t\u00famulo em pir\u00e2mide, no M\u00e9xico, de estilo eg\u00edpcio.\n\nN\u00e3o h\u00e1 nada em palanque que n\u00e3o seja maravilhoso. As esculturas em baixo relevo da Cruz Folhada e da Cruz do Sol, eu j\u00e1 os tinha visto.\n<p align=\"left\"><strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Maia &#8211; Resumo<\/strong><\/p>\nOs\u00a0<strong>maias\u00a0<\/strong>s\u00e3o provavelmente as\u00a0<strong>civiliza\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas<\/strong>\u00a0mais conhecidas da Mesom\u00e9rica.\n\nOriginados em Yucat\u00e1n por volta de 2600 a.C., eles ganharam destaque por volta de 250 d.C. no atual sul do M\u00e9xico, Guatemala, norte de Belize e oeste de Honduras.\n\nCom base nas inven\u00e7\u00f5es e ideias herdadas de civiliza\u00e7\u00f5es anteriores, como os olmecas, os maias desenvolveram a astronomia, os sistemas de calend\u00e1rio e a escrita hierogl\u00edfica.\n\nOs maias tamb\u00e9m eram conhecidos por sua arquitetura cerimonial elaborada e altamente decorada, incluindo pir\u00e2mides de templos, pal\u00e1cios e observat\u00f3rios, todos constru\u00eddos sem ferramentas de metal.\n\nEles tamb\u00e9m eram fazendeiros qualificados, limpando grandes \u00e1reas da floresta tropical e, onde a \u00e1gua subterr\u00e2nea era escassa, construindo reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos consider\u00e1veis para o armazenamento da \u00e1gua da chuva. Os maias eram igualmente h\u00e1beis como tecel\u00f5es e oleiros, e abriram rotas atrav\u00e9s de selvas e p\u00e2ntanos para fomentar extensas redes de com\u00e9rcio com povos distantes.\n\nPor volta de 300 a.C., os maias adotaram um sistema hier\u00e1rquico de governo com governo de nobres e reis. Essa civiliza\u00e7\u00e3o se desenvolveu em reinos altamente estruturados durante o per\u00edodo cl\u00e1ssico, 200-900 d.C.\n\nSua sociedade consistia em muitos estados independentes, cada um com uma comunidade agr\u00edcola rural e grandes locais urbanos constru\u00eddos em torno de centros cerimoniais. Come\u00e7ou a diminuir por volta de 900 d.C., quando &#8211; por motivos que ainda s\u00e3o um mist\u00e9rio &#8211; os maias do sul abandonaram suas cidades. Quando os maias do norte foram integrados \u00e0 sociedade tolteca em 1200 d.C., a dinastia maia finalmente chegou ao fim, embora alguns centros perif\u00e9ricos continuassem a prosperar at\u00e9 a conquista espanhola no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI.\n\n<strong>A hist\u00f3ria maia pode ser caracterizada como ciclos de ascens\u00e3o e queda:<\/strong>\u00a0as cidades-estado aumentaram em destaque e entraram em decl\u00ednio, apenas para serem substitu\u00eddas por outras.\n\nTamb\u00e9m poderia ser descrito como um processo de continuidade e mudan\u00e7a, guiado por uma religi\u00e3o que continua sendo a base de sua cultura. Para aqueles que seguem as antigas tradi\u00e7\u00f5es maias, a cren\u00e7a na influ\u00eancia do cosmos nas vidas humanas e a necessidade de homenagear os deuses por meio de rituais continua a encontrar express\u00e3o em uma f\u00e9 h\u00edbrida crist\u00e3-maia moderna.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.history.com\/members.tripod.com\/ciencias1.locaweb.com.br\/geocities.yahoo.com.br\/www.appc.ubbi.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Civiliza\u00e7\u00e3o Maia, Imp\u00e9rio, M\u00e9xico, Hist\u00f3ria, Cidades, Sociedade, Povo, Cultura, Religi\u00e3o, Economia, Governo, Calend\u00e1rio, Civiliza\u00e7\u00e3o Maia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11171,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-20949","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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