{"id":20941,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:34:59","modified_gmt":"2026-09-01T15:34:59","slug":"civilizacao-hebraica-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/civilizacao-hebraica-3\/","title":{"rendered":"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica"},"content":{"rendered":"\nOs\u00a0<strong>hebreus<\/strong>\u00a0s\u00e3o um povo n\u00f4made de origem semita que recebe posteriormente a denomina\u00e7\u00e3o de judeu.\n\nEm 2000 a.C., sob a lideran\u00e7a do patriarca Abra\u00e3o, os pastores hebreus migram da Mesopot\u00e2mia para a terra de Cana\u00e3, na Palestina. Em 1800 a.C., chefiados por Jac\u00f3, apelidado Israel (neto de Abra\u00e3o), saem de Cana\u00e3 e v\u00e3o para o Egito, em 1700 a.C., onde s\u00e3o escravizados.\n\nEntre 1220 a.C. e 1180 a.C., voltam a Cana\u00e3 em busca de um territ\u00f3rio guiados pelo patriarca Mois\u00e9s, no epis\u00f3dio b\u00edblico conhecido como \u00caxodo.\n\nDe 1200 a.C. a 1010 a.C., as 12 tribos organizam-se numa confedera\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-religiosa para defender seus santu\u00e1rios.\n\nA partir de 1010 a.C., o reino unificado expande-se, dominando todas as cidades-estados de Cana\u00e3.\n\nEm 926 a.C., divide-se nos reinos de Jud\u00e1, ao sul (cuja capital \u00e9 Jerusal\u00e9m), e de Israel, ao norte, que voltam a se unir em 852 a.C.\n\n<strong>Em 586 a.C. s\u00e3o incorporados ao Imp\u00e9rio Babil\u00f4nico e deportados para a Babil\u00f4nia:<\/strong>\u00a0inicia-se a di\u00e1spora judaica, a dispers\u00e3o dos judeus pelo mundo.\n\nEm 538 a.C. s\u00e3o incorporados ao Imp\u00e9rio Persa e, em 63 a.C., ao Imp\u00e9rio Romano. Os judeus recusam-se a cultuar o imperador romano, Jerusal\u00e9m \u00e9 destru\u00edda e, no ano 70, inicia-se a segunda di\u00e1spora.\n\nPraticam a agricultura, o pastoreio, o artesanato e o com\u00e9rcio.\n\nT\u00eam por base social o trabalho de escravos e servos. As tribos s\u00e3o dirigidas de forma absoluta pelos chefes de fam\u00edlia (patriarcas), que acumulam as fun\u00e7\u00f5es de sacerdote, juiz e chefe militar.\n\nCom a unifica\u00e7\u00e3o destas, a partir de 1010 a.C., elegem ju\u00edzes para vigiar o cumprimento do culto e da lei. Depois se unem em torno do rei. Produzem uma literatura dispersa, mas importante, contida em parte na B\u00edblia e no Talmude.\n\nCriam a primeira religi\u00e3o monote\u00edsta da hist\u00f3ria, o juda\u00edsmo, baseada nos Dez Mandamentos revelados a Mois\u00e9s no monte Sinai.\n\nOs<strong>\u00a0hebreus<\/strong>\u00a0eram nativos da Mesopot\u00e2mia. Eles eram n\u00f4mades e viviam em tendas, pastoreando rebanhos de cabras e ovelhas, usando jumentos, mulas e camelos como bestas de carga.\n\nUma crise econ\u00f4mica pode ter influenciado Terah, pai de Abra\u00e3o, a deixar sua cidade para ir para a cidade de Harran, no Alto Eufrates. De l\u00e1, alguns deles emigraram para Cana\u00e3, prometidos por Deus aos descendentes do patriarca Abra\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili112.jpg\" alt=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\" width=\"510\" height=\"328\" \/><strong>\nCiviliza\u00e7\u00e3o Hebraica<\/strong><\/p>\n<strong>Localiza\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica da Palestina e as Fontes da Hist\u00f3ria dos Hebreus<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Palestina<\/strong>\u00a0era uma estreita faixa de terra banhada pelo rio Jord\u00e3o e localizada a sudeste do atual L\u00edbano.\n\nA principal fonte da hist\u00f3ria antiga dos hebreus \u00e9 a B\u00edblia, por\u00e9m ela n\u00e3o relata fielmente os acontecimentos, pois sua preocupa\u00e7\u00e3o volta-se muito mais para a unidade e identidade de um povo do que para um acontecimento narrado.\n\nA B\u00edblia reflete a concep\u00e7\u00e3o mitol\u00f3gica dos hebreus. Como mito ela reflete o pensamento de um povo e como documento hist\u00f3rico ela permite acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos mitos e a concep\u00e7\u00e3o de mundo dos hebreus, fazendo refer\u00eancias a costumes e padr\u00f5es de comportamento.\n\nAs outras fontes hist\u00f3ricas s\u00e3o as obras de Fl\u00e1vio Josefo e de Filo, que fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre o per\u00edodo da dispers\u00e3o dos judeus e de sua adapta\u00e7\u00e3o pelo mundo romano. Todas as fontes, por\u00e9m, devem ser comparadas com os achados arqueol\u00f3gicos.\n\n<strong>A Origem dos Hebreus<\/strong>\n\nSegundo G\u00eanesis, Abra\u00e3o nasceu em Ur, cidade caldeia da Mesopot\u00e2mia, e recebeu do Senhor a ordem de abandonar seu povo e se estabelecer na terra de Cana\u00e3 (terra prometida). Isso teria ocorrido por volta de 2000 a.C. e seus descendentes teriam se multiplicado e formado o povo israelita.\n\nO mito explicativo da origem de um povo, a partir de um ancestral comum, \u00e9 bastante desenvolvido em sociedades primitivas n\u00f4mades e pastoris, como a dos primitivos hebreus.\n\nNesse est\u00e1gio, os israelitas, portadores de uma economia n\u00f4made e pastoril, viviam em cl\u00e3s ( fam\u00edlias extensas), compostos pelo patriarca de cada cl\u00e3, o poder e o prest\u00edgio eram personificados pelo patriarca, e os la\u00e7os intercl\u00e3nicos eram frouxos.\n\nHoje, temos v\u00e1rias evid\u00eancias da origem mesopot\u00e2mica do povo hebreu, tais como a semelhan\u00e7a entre mitos mesopot\u00e2micos e mitos hebreus (mito do dil\u00favio, por exemplo) e a semelhan\u00e7a lingu\u00edstica, pois o hebreu \u00e9 uma l\u00edngua de origem semita, pertencente ao mesmo grupo do aramaico e de outras l\u00ednguas mesopot\u00e2micas.\n\nTeria sido Jac\u00f3, mais tarde chamado Israel, o chefe da ocupa\u00e7\u00e3o da Palestina no s\u00e9culo XVII a.C., para uns, ou no s\u00e9culo XIV a.C., para outros. Nessa \u00e9poca, algumas tribos israelitas, junto com outros hebreus vitimados pela fome, partiram para o Egito, onde foram escravizados pelo Estado.\n\nPor volta de 1350 a.C., liderados por Mois\u00e9s, teriam se retirados do Egito atrav\u00e9s da abertura no Mar Vermelho.Nesse per\u00edodo de \u00eaxodo, os hebreus possu\u00edam seu sistema religioso monote\u00edsta.\n\nAo regressarem do Egito, encontraram suas terras ocupadas pelos cananeus e tiveram que lutar pela sua posse, j\u00e1 que haviam abandonado o nomadismo durante sua perman\u00eancia no Egito. Essa conquista foi lenta, permitindo a miscigena\u00e7\u00e3o entre israelitas e cananeus, que falavam l\u00ednguas semelhantes.\n\nDurante esse per\u00edodo, os hebreus desenvolveram um sistema tribal, onde a propriedade privada dos bens de produ\u00e7\u00e3o inexistia.\n\nMais tarde, os filisteus se apoderaram da costa meridional da palestina e durante quase um s\u00e9culo os israelitas lutaram contra eles. Foi nessa \u00e9poca que se formou a monarquia hebraica.\n\n<strong>Povo Hebreu<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>povo hebreu<\/strong>\u00a0tem o in\u00edcio de sua organiza\u00e7\u00e3o na Mesopot\u00e2mia. Segundo Jaime Pinsky, \u201cIsso \u00e9 contado na B\u00edblia e comprovado por diversas evid\u00eancias.\n\nO hebraico \u00e9 uma l\u00edngua semita, pertencente ao mesmo grupo do aramaico e de outras faladas na Mesopot\u00e2mia, baseada em estrutura de ra\u00edzes triconsonantais, uma particularidade delas.\n\nNot\u00e1vel mesmo \u00e9 verificar a utiliza\u00e7\u00e3o de mitos mesopot\u00e2micos entre os hebreus.\u201d Mitos mesopot\u00e2micos incorporados na teologia judaica, como o Dil\u00favio, a Epopeia de Gilgamesh.\n\nDa Mesopot\u00e2mia os hebreus migraram para o territ\u00f3rio hoje conhecido como Palestina, sempre travando contato, usualmente belicoso, com seus vizinhos mais pr\u00f3ximos desde tempos imemoriais.\n\nPossivelmente uma seca muito grave na Regi\u00e3o os tenha for\u00e7ado a nova migra\u00e7\u00e3o, desta vez para o Egito, ali se estabelecendo como um povo associado.\n\nN\u00e3o h\u00e1 \u2013 fora dos textos considerados sagrados do juda\u00edsmo e do cristianismo \u2013 confirma\u00e7\u00e3o quanto ao fato de os hebreus de Goshen haverem, em algum momento, sido escravizados pelos eg\u00edpcios.\n\nFosse como fosse, estavam sujeitos \u00e0 mesma tributa\u00e7\u00e3o \u2013 que inclu\u00eda o trabalho para o Estado \u2013 que os nativos de sua nova terra.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas da Monarquia Hebraica<\/strong>\n\nA monarquia iniciou-se com Saul, mas foi seu sucessor Davi, que conseguiu atrair as tribos do sul para seu reino. No reinado de Davi e mais tarde de Salom\u00e3o, seu filho, a monarquia atingiu seu apogeu, sem jamais poder ser comparada, entretanto, aos grandes imp\u00e9rios eg\u00edpcio ou babil\u00f4nico. A organiza\u00e7\u00e3o do Estado tornou-se mais complexa, e os antigos chefes de cl\u00e3s, de gens e mesmo os chefes guerreiros transformaram-se na aristocracia, que enriquecia com o com\u00e9rcio de caravanas e com a apropria\u00e7\u00e3o das terras dos camponeses endividados.\n\nAs constru\u00e7\u00f5es de grandes templos levavam ao aumento de impostos e de trabalhos excedentes que os camponeses deviam ao Estado, o que tornava cada vez mais dif\u00edcil \u00e0 vida das camadas populares. Por outro lado, a constru\u00e7\u00e3o dos templos e a instaura\u00e7\u00e3o de uma camada de sacerdotes, portadores de certos direitos inacess\u00edveis ao povo, acabavam com os aspectos mais livres da religi\u00e3o, criando uma estreita depend\u00eancia entre o povo e o poder pol\u00edtico.\n\nPor volta de 935 a.C., as dez tribos do norte revoltaram-se contra o rei Robo\u00e3o, sucessor de Salom\u00e3o, e formaram o reino independente de Israel, enquanto as duas tribos do sul formaram o reino de Jud\u00e1.\n\nO reino de Israel, enfraquecido pelas revoltas internas e pelas constantes guerras com Jud\u00e1, foi dominado em 723 a.C. pelos ass\u00edrios. O reino de Jud\u00e1 foi conquistado pelos caldeus, liderados por Nabucodonosor, em 586 a.C., e os judeus foram levados como escravos para a Babil\u00f4nia.\n\n<strong>A Di\u00e1spora dos Judeus<\/strong>\n\nOs judeus recobraram certa independ\u00eancia quando os persas, sob o comando de Ciro, conquistaram a Babil\u00f4nia. No ano de 333 a.C., Alexandre, o Grande, da Maced\u00f4nia, dominou todo o oriente M\u00e9dio, mas aos poucos, depois de longas lutas, os judeus consolidaram sua independ\u00eancia.\n\nCom a expans\u00e3o do imp\u00e9rio romano, essa regi\u00e3o passou a ser dominada por Roma. Mesmo dominados os judeus mantiveram uma autonomia relativa at\u00e9 o ano 70 de nossa era. Nesse ano, os romanos tentaram construir um templo para J\u00fapiter, em Jerusal\u00e9m, o que ocasionou a rebeli\u00e3o do povo judeu. O esmagamento dessa rebeli\u00e3o provocou sua fuga para diversas partes do mundo.\n\nA partir desse momento deixou de existir um Estado judeu at\u00e9 o ano de 1948. Essa dispers\u00e3o dos judeus pelo mundo \u00e9 conhecida como di\u00e1spora.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nNo s\u00e9culo XI a.C., o sucessor de Saul, Davi (1009 970 a.C.), conseguiu reverter o quadro militar, vencendo definitivamente os inimigos e assim, inaugurando a fase mais brilhante e poderosa da hist\u00f3ria hebraica.\n\nO Estado Israelita, forte e est\u00e1vel, foi dotado de um ex\u00e9rcito permanente e de uma organiza\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica, tendo a cidade de Jerusal\u00e9m como capital.\n\nDavi ainda expandiu as fronteiras do reino, conquistando as terras a leste do rio Jord\u00e3o e parte da S\u00edria.Durante o governo de Salom\u00e3o (970 ? 931 a.C.), o reino hebraico conheceu o apogeu, transformando-se numa das grandes monarquias orientais, ampliando suas atividades comerciais e empreendendo a constru\u00e7\u00e3o de diversas obras p\u00fablicas, como o templo de Jerusal\u00e9m, dedicado a Jeov\u00e1.\n\nEsta \u00e9poca foi de singular opul\u00eancia e grandiosidade, cujos exageros envolveram desde a economia e cultura at\u00e9 o cotidiano familiar. Um exemplo vem do pr\u00f3prio Salom\u00e3o que, segundo a B\u00edblia, desposou setecentas princesas e ainda possuiu trezentas concubinas.\n\nDada a excepcional localiza\u00e7\u00e3o do seu reino e a alian\u00e7a com os fen\u00edcios que dominavam o com\u00e9rcio mar\u00edtimo, Salom\u00e3o p\u00f4de controlar as grandes rotas terrestres do com\u00e9rcio oriental.\n\nContava tamb\u00e9m com a debilidade moment\u00e2nea da Mesopot\u00e2mia e do Egito, incapazes de cercear o seu desenvolvimento econ\u00f4mico.\n\nContudo, a cobran\u00e7a de pesados impostos e o trabalho dos camponeses nas grandes obras p\u00fablicas semearam o descontentamento que, com a morte de Salom\u00e3o, agravou e ativou a disputa entre as tribos pela sucess\u00e3o do monarca.\n\n<strong>O herdeiro e sucessor de Salom\u00e3o, Robo\u00e3o, n\u00e3o conseguiu manter a unidade do reino hebraico:<\/strong>\u00a0as dez tribos do Norte, lideradas por Jerobo\u00e3o, separam-se e fundaram o Reino de Israel, estabelecendo sua capital em Samaria. Apenas as duas tribos do Sul continuaram fi\u00e9is a Robo\u00e3o e constitu\u00edram o Reino de Jud\u00e1, com capital em Jerusal\u00e9m. Esta divis\u00e3o, ocorrida em 926 a.C., corresponde ao cisma hebraico que fragilizou os hebreus diante de outros povos expansionistas\n\nAs diverg\u00eancias entre os hebreus, seguidos de intrigas palacianas, rebeli\u00f5es militares e assassinatos, facilitaram a decad\u00eancia e a conquista estrangeira.\n\nNo s\u00e9culo VIII a.C., Sarg\u00e3o II, rei dos ass\u00edrios, conquistou Israel. O Reino de Jud\u00e1, s\u00f3 conseguiu escapar do mesmo destino devido \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica.\n\nEntretanto, a independ\u00eancia de Jud\u00e1 durou apenas algum tempo, pois, no s\u00e9culo VI a.C., Nabucodonosor, imperador da Mesopot\u00e2mia, tomou e saqueou Jerusal\u00e9m, levando os sobreviventes como cativos para a Babil\u00f4nia. Quando, em 539 a.C., Ciro I da P\u00e9rsia conquistou a Babil\u00f4nia, os hebreus foram libertados e retornaram \u00e0 Palestina, reconstruindo o Estado hebraico na regi\u00e3o de Jud\u00e1, porem subordinado ao Imp\u00e9rio Persa.\n\n<strong>FUNDAMENTOS<\/strong>\n\n<strong>Em princ\u00edpio, vejamos as diferen\u00e7as b\u00e1sicas dos termos:<\/strong>\u00a0hebreus, israelitas e judeus.\n\nHebreus \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o primitiva dos descendentes de Abr\u00e3o, os quais por sua vez, provinham do patriarca Heber.\n\n<strong>CIVILIZA\u00c7\u00c3O DOS HEBREUS \u2013 3000 a.C. a 2000 a.C.<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>civiliza\u00e7\u00e3o hebraica<\/strong>\u00a0desenvolveu-se na antiga Palestina, correspondendo a uma regi\u00e3o cercada pela S\u00edria, pela Fen\u00edcia e pelos desertos da Ar\u00e1bia.\n\nSeu territ\u00f3rio era cortado pelo rio Jord\u00e3o, cujo vale constitu\u00eda a \u00e1rea mais f\u00e9rtil e favor\u00e1vel \u00e0 pr\u00e1tica agr\u00edcola e \u00e0 sedentariza\u00e7\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o.\n\nO restante da Palestina, ao contr\u00e1rio, era formado por colinas e montanhas, de solo pobre e seco, e ocupado por grupos n\u00f4mades dedicados ao pastoreio.\n\nAs tribos hebraicas chegaram \u00e0 Palestina antes de 2000 a.C., conhecida h\u00e1 muito tempo como terra de Cana\u00e3 devido aos seus primeiros habitantes, os cananeus.\n\nTanto estes como os hebreus eram de origem semita, denomina\u00e7\u00e3o moderna dos descendentes de Sem, mencionado no Antigo Testamento como o filho primog\u00eanito de No\u00e9, e tido como o remoto antepassado dos hebreus (hebreu tamb\u00e9m significa \u201cpovo do outro lado\u201d).\n\nA principal fonte da hist\u00f3ria hebraica \u00e9 a B\u00edblia, pois em sua primeira parte, o Antigo Testamento,s\u00e3o apresentados n\u00e3o apenas elementos morais e jur\u00eddicos dos hebreus, como tamb\u00e9m seus valores religiosos e narrativas hist\u00f3ricas, muitas delas confirmadas pelas pesquisas arqueol\u00f3gicas.\n\nEssa simbiose entre seu desenvolvimento hist\u00f3rico e religioso explica por que seus principais personagens e feitos est\u00e3o sempre envoltos pelo sagrado e sobrenatural.As tribos semitas, no in\u00edcio da hist\u00f3ria hebraica, distribu\u00edam-se entre a S\u00edria oriental e a Mesopot\u00e2mia, empreendendo in\u00fameras guerras pela conquista territorial e para obten\u00e7\u00e3o de escravos e mulheres. Quando um desses grupos semitas, os hebreus, chegou \u00e0 Palestina, teve in\u00edcio a disputa pelo dom\u00ednio da regi\u00e3o, originando prolongados conflitos contra os cananeus e os filisteus, dos quais os hebreus sa\u00edram vitoriosos.\n\nOs hebreus, estabelecidos na Palestina, organizaram-se em grupos familiares patriarcais,semin\u00f4mades, iniciando o desenvolvimento das atividades agr\u00edcolas e pastoris. O primeiro grande l\u00edder hebreu, segundo o Antigo Testamento, foi Abra\u00e3o (2166 a.C.), mesopot\u00e2mico origin\u00e1rio da cidade de Ur, na Cald\u00e9ia, considerado o primeiro patriarca hebreu. Dirigindo-se \u00e0 Palestina, Abra\u00e3o anunciava uma nova cultura religiosa, monote\u00edsta, que mais tarde cimentaria a unidade dos hebreus; estes acreditavam que Abra\u00e3o recebera de Jeov\u00e1 ( lav\u00e9, deus dos hebreus), a promessa de uma terra para eles e seus descendentes, onde haveria de correr \u201cleite e mel\u201d.Na narra\u00e7\u00e3o b\u00edblica, depois de Abra\u00e3o, as tribos hebraicas foram lideradas pelos patriarcas Isaac e Jac\u00f3 (ou Israel), sendo que este \u00faltimo deixou doze descendentes que deram origem \u00e0s doze tribos de Israel.A seguir, devido aos diversos conflitos contra vizinhos e \u00e0s dificuldades econ\u00f4micas, muitos hebreus acabaram abandonando a Palestina, dirigindo-se para o Egito, onde permaneceram por mais de quatrocentos anos. Ao que parece, o fara\u00f3 franqueava \u00e0s tribos hebraicas as regi\u00f5es pr\u00f3ximas ao delta do Nilo, ricas para as pastagens, buscando obter produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e criar uma barreira defensiva contra as tribos bedu\u00ednas pr\u00f3ximas.\n\nPosteriormente, o nome Hebreu foi substitu\u00eddo elo de israelita, da palavra Israel, sobrenome ganho por Jacob, em sua vit\u00f3ria contra um anjo.\n\nQuanto a denomina\u00e7\u00e3o de Judeus, deriva do per\u00edodo do cativeiro na babil\u00f4nia, por serem habitantes de Jud\u00e1.\n\n<strong>Os Hebreus, povo de ra\u00e7a semita, distinguiram-se entre outras coisas, pela pecularieda de religiosa, contrastando com outros povos da antiguidade, pois eram monote\u00edstas, isto \u00e9, acreditavam em um s\u00f3 Deus:<\/strong>\u00a0Jeov\u00e1.\n\nNum per\u00edodo, onde a maioria acreditava em v\u00e1rios deuses, ser monote\u00edsta, transformava aquela gente em cidad\u00e3os particular\u00edssimos.\n\nEm resumo, mantinham rela\u00e7\u00f5es pessoais com o seu Deus, contrastando com as demais religi\u00f5es da Antiguidade, que abrangiam o povo como um todo.\n\n<strong>Outras distin\u00e7\u00f5es haviam, destacando-se:<\/strong>\n<blockquote>N\u00e3o se limitavam \u00e0s ora\u00e7\u00f5es ou cerim\u00f4nias p\u00fablicas.\nEvidenciavam a import\u00e2ncia da Moral, estimulando a pr\u00e1tica do Bem e da Justi\u00e7a, bem como o respeito \u00e0s leis locais\nEssa f\u00e9 inquebrant\u00e1vel, que deu origem ao cristianismo e ao islamismo, em que pese as agruras sofridas, continua viva e atuante at\u00e9 os nossos dias.<\/blockquote>\n<strong>S\u00cdNTESE HIST\u00d3RICA<\/strong>\n\nO povo judeu conta os anos a partir da data da cria\u00e7\u00e3o do mundo, segundo um dos livros sagrados, o G\u00eanesis, em 3761 antes da era vulgar.\n\nConvenhamos, \u00e9 muita hist\u00f3ria a considerar\n\n<strong>Quanto ao calend\u00e1rio, por\u00e9m, dispensando uma rigidez cientifica, poder-se-ia classific\u00e1-lo em tr\u00eas grandes per\u00edodos:<\/strong>\n<blockquote>Per\u00edodo B\u00edblico ou Mos\u00e1ico\nPer\u00edodo Talm\u00fadico\nPer\u00edodo P\u00f3s-Talm\u00fadico ou de Hillel II<\/blockquote>\nEmbora que o ideal, para este trabalho, fosse comentar procedimentos especificamente operacionais sobre o calend\u00e1rio, expurgar temas hist\u00f3ricos, poderia prejudicar o conte\u00fado program\u00e1tico do mesmo.\n\nPara que tal fato n\u00e3o ocorra, haver\u00e1, tanto quanto poss\u00edvel, uma divis\u00e3o dos eventos hist\u00f3ricos, dos procedimentos classificados como operacionais.\n\n<strong>PER\u00cdODO B\u00cdBLICO OU MOS\u00c1ICO<\/strong>\n\nSob o comando do patriarca Abr\u00e3o, os hebreus partiram de Ur na Caldeia, localizada na Caldeia.\n\n<strong>Pastores e agricultores errantes, extremamente h\u00e1beis nas artes e tamb\u00e9m nos conhecimentos cient\u00edficos da \u00e9poca, principalmente nas matem\u00e1ticas e na astrologia, inventaram um calend\u00e1rio agr\u00edcola, o qual, por circunst\u00e2ncias diversas, pulverizou-se com o passar dos anos; o perfil sist\u00eamico do calend\u00e1rio agr\u00edcola, parece ter sido:<\/strong>\n<blockquote>Esta\u00e7\u00e3o seca (abril-setembro)\nEsta\u00e7\u00e3o chuvosa (outubro- mar\u00e7o)<\/blockquote>\n<strong>Por sua vez, as esta\u00e7\u00f5es subdividiam-se em:<\/strong>\n<blockquote>Sementeiras (novembro-dezembro)\nColheiras (abril-junho)<\/blockquote>\nProv\u00e9rbio judeu \u201d Quem \u00e9 grande em Torah, tamb\u00e9m o \u00e9 na ci\u00eancia laica \u201d\n\n<strong>Per\u00edodo b\u00edblico<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>B\u00edblia hebraica<\/strong>\u00a0\u2014 que, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de alguns livros, coincide essencialmente com o Antigo Testamento crist\u00e3o \u2014 narra os fatos fundamentais da hist\u00f3ria do povo judeu, a partir do momento transcendental de sua elei\u00e7\u00e3o e da alian\u00e7a com Deus.\n\n<strong>Os judeus dividem sua B\u00edblia em tr\u00eas partes:\u00a0<\/strong>a Lei (Tor\u00e1), os Profetas (Neviim) e os Hagi\u00f3grafos (Ketuvim).\n\n<strong>Alian\u00e7a e elei\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nO patriarca dos hebreus, Abra\u00e3o, morava na cidade de Ur, na Caldeia, junto \u00e0 foz do Eufrates, no s\u00e9culo XX antes da era crist\u00e3.\n\n<strong>De l\u00e1, partiu para o norte, com seu pai, e recebeu a ordem de Deus:\u00a0<\/strong>\u201cDeixa teu pa\u00eds, tua parentela e a casa de teu pai, para o pa\u00eds que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te aben\u00e7oarei, engrandecerei teu nome; s\u00ea tu uma b\u00ean\u00e7\u00e3o!\u201d (Gn 12:1-2).\n\n<strong>Ap\u00f3s a chegada de Abra\u00e3o \u00e0 terra de Cana\u00e3 (mais recentemente conhecida como Palestina, para os judeus Terra de Israel, e onde hoje se localizam o Estado de Israel e a Jord\u00e2nia), Iav\u00e9 estabeleceu com ele uma alian\u00e7a<\/strong>: \u201c\u00c0 tua posteridade darei esta terra, do rio do Egito at\u00e9 o grande rio, o rio Eufrates\u201d (Gn 15:18).\n\n<strong>E acrescentou:\u00a0<\/strong>\u201cEu multiplicarei grandemente a tua descend\u00eancia, de tal modo que n\u00e3o se poder\u00e1 cont\u00e1-la\u201d (Gn 16:10).\n\n<strong>Como sinal dessa alian\u00e7a lhe ordenou:<\/strong>\u00a0\u201cQue todos os vossos machos sejam circuncidados\u201d (Gn 17:10).\n\nAbra\u00e3o, seu filho Isaac e seu neto Jac\u00f3 constituem a linha patriarcal de refer\u00eancia do povo judeu, fiel \u00e0 alian\u00e7a divina. Jac\u00f3 recebeu do Senhor um novo nome, Israel, e de seus 12 filhos originaram-se as 12 tribos do povo judeu, os descendentes de Israel, ou, como se chamavam, os \u201cfilhos de Israel\u201d (Bene Israel).\n\n<strong>\u00caxodo e estabelecimento em Cana\u00e3<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili26.jpg\" alt=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\" width=\"320\" height=\"402\" \/><strong>\nMois\u00e9s<\/strong><\/p>\nA segunda etapa decisiva da hist\u00f3ria do povo judeu come\u00e7ou com sua liberta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no Egito (s\u00e9culo XIII a.C.), onde se haviam estabelecido na \u00e9poca da grande seca. Mois\u00e9s foi o l\u00edder que, por ordem de Iav\u00e9, conduziu a marcha de quarenta anos atrav\u00e9s do deserto para voltar a conquistar a terra de Cana\u00e3.\n\nDurante a travessia do deserto, Mois\u00e9s fixou a lei judaica, cujo n\u00facleo foram os Dez Mandamentos, gravados nas t\u00e1buas recebidas de Deus no monte Sinai, que abarcavam as cren\u00e7as, a moral, os rituais e a organiza\u00e7\u00e3o civil do povo. Essa lei, a Tor\u00e1 \u2014 tamb\u00e9m chamada lei de Mois\u00e9s, ou lei mosaica \u2013, est\u00e1 contida no Pentateuco (Chumash), os cinco livros que constituem a primeira parte da B\u00edblia, e viria a ser a fonte de coer\u00eancia e unidade do povo judeu e, todos os tempos e lugares. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, ainda nos tempos de Mois\u00e9s surgiu a lei oral, que se transmitiu dessa forma ao longo de gera\u00e7\u00f5es e s\u00f3 foi registrada por escrito muitos s\u00e9culos depois.\n\nUma vez estabelecidos em Cana\u00e3, a Terra Prometida, cada tribo em seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio, os hebreus sofreram a influ\u00eancia do paganismo e os ataques de filisteus e moabitas. Surgiram ent\u00e3o os ju\u00edzes, como D\u00e9bora e Sans\u00e3o, que lideraram o povo em \u00e9pocas de crise, na luta contra os inimigos e na condu\u00e7\u00e3o de um modo de vida adequado \u00e0s leis da alian\u00e7a. Entretanto, fez-se necess\u00e1ria a reunifica\u00e7\u00e3o das 12 tribos, e Saul foi ungido rei no s\u00e9culo XI a.C. Davi, seu sucessor, conquistou Jerusal\u00e9m, transformou-a em capital do reino e para l\u00e1 levou a Arca Sagrada, s\u00edmbolo da alian\u00e7a com Deus. Salom\u00e3o, filho de Davi, construiu o primeiro templo, em Jerusal\u00e9m.\n\n<strong>Com sua morte, o reino foi novamente dividido<\/strong>: Israel, no norte, formado por dez tribos, assimilou elementos her\u00e9ticos no culto e logo sucumbiu, invadido pelos ass\u00edrios. Sua popula\u00e7\u00e3o foi deportada, e as dez tribos desapareceram desde ent\u00e3o da hist\u00f3ria judaica (v\u00e1rias hip\u00f3teses, fantasiosas ou n\u00e3o, t\u00eam associado etnias contempor\u00e2neas \u00e0 descend\u00eancia dessas tribos). O reino de Jud\u00e1, no sul, centrou-se em Jerusal\u00e9m e manteve-se fiel \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es. Os judeus de hoje descendem principalmente dos habitantes de Jud\u00e1.\n\nNessa \u00e9poca de decad\u00eancia religiosa, pol\u00edtica e econ\u00f4mica surgiram os grandes profetas de Israel \u2014 Elias, Am\u00f3s, Isa\u00edas \u2014 que exortaram o povo a retornar \u00e0 f\u00e9 tradicional.\n\nA vis\u00e3o da hist\u00f3ria como instrumento de Deus, que faz cair a desgra\u00e7a sobre o povo judeu como castigo pelo descumprimento da alian\u00e7a, foi em parte obra dos profetas.\n\n<strong>Ex\u00edlio e restaura\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo VI a.C., o rei babil\u00f4nio Nabucodonosor destruiu o templo, saqueou Jerusal\u00e9m e deportou sua popula\u00e7\u00e3o para a Babil\u00f4nia. Este novo ex\u00edlio espiritual uniu o \u201crestante de Israel\u201d sob a pr\u00e9dica do profeta Ezequiel, dando in\u00edcio a uma restaura\u00e7\u00e3o religiosa que preparou uma outra, de car\u00e1ter pol\u00edtico.\n\nA conquista da Babil\u00f4nia por Ciro, rei dos medos e dos persas, permitiu aos hebreus retornar \u00e0 Terra Prometida, no ano 538 a.C., e reconstruir o templo de Jerusal\u00e9m, em 515 a.C. Grande parte do povo, no entanto, continuou espalhado do Egito \u00e0 \u00cdndia, como numa prefigura\u00e7\u00e3o da posterior di\u00e1spora (dispers\u00e3o).\n\nEssa restaura\u00e7\u00e3o religiosa e pol\u00edtica \u00e9 considerada por alguns autores como a verdadeira origem da unidade espiritual do povo judeu. Seu grande art\u00edfice foi Esdras, sacerdote dos judeus da Babil\u00f4nia, que foi enviado pelo rei persa Artaxerxes II a Jerusal\u00e9m para controlar a observ\u00e2ncia da lei mosaica, reconhecida, em seu car\u00e1ter civil, para os judeus.\n\nEsdras fez renovar a alian\u00e7a com Iav\u00e9 mediante a leitura da lei para o povo durante sete dias (e, de maneira constante, duas vezes por semana). Tamb\u00e9m renovou o culto no novo templo, embora continuasse o ensino nas sinagogas locais, e alentou a esperan\u00e7a, pregada pelos profetas, na vinda de um messias que instauraria o reino de Deus.\n\nUma rel\u00edquia, O Calend\u00e1rio de Gezer, descoberto entre 5669\/5670 (1908\/1909), com estimativa de ter sido confeccionado por volta do ano de 1000 a.C., apresenta um relato versificado, em uma escrita r\u00fastica, semelhante a da Pedra Moabita.\n\n<strong>A tradu\u00e7\u00e3o, no seu conte\u00fado global, \u00e9 incerta; destaca-se, todavia, pela descri\u00e7\u00e3o de eventos agr\u00edcolas, durante as meses, com prov\u00e1vel in\u00edcio pelo outono, como segue:<\/strong>\n<blockquote>2 dos meses reservados ao armazenamento\n2 dos meses reservados a semeadura\n2 dos meses reservados ao crescimento na primavera\n1 m\u00eas de tirar o linho\n1 m\u00eas da colheita da cevada\n1 m\u00eas quando tudo estiver colhido\n2 meses de podar\n1 m\u00eas de frutas de ver\u00e3o<\/blockquote>\n(<strong>Obs.:\u00a0<\/strong>G\u00e9zer era cidade de relativa import\u00e2ncia dos cananeus, na estrada entre Jope e Jerusal\u00e9m)\n\nPosteriormente, cativos no Egito, o povo judeu, por circunst\u00e2ncias \u00f3bvias, teve que assumir o calend\u00e1rio solar dos seus algozes.\n\n<strong>Registros atestam que antes da fuga do Egito, Mois\u00e9s reformulou o calend\u00e1rio, tornando-o lunar; os meses, em n\u00famero de 12, n\u00e3o tinham nomes, sendo classificados numa seq\u00fc\u00eancia ordinal:<\/strong>\u00a0primeiro, segundo, terceiro\u2026\n\n<strong>1 Reis 4:7<\/strong>\n<blockquote>\n<p class=\"citacao\">\u201cTinha Salom\u00e3o doze intendentes sobre todo o Israel, que forneciam antimento ao rei e \u00e0 sua casa; cada um tinha de fornecer durante um m\u00eas do ano. \u201c<\/p>\n<\/blockquote>\nDepois, durante os 70 anos de cativeiro na Babil\u00f4nia (606-536 a.C), foi incorporado ao calend\u00e1rio nomes regionais, os quais, com algumas exce\u00e7\u00f5es, permanecem at\u00e9 os nossos dias; na parte operacional, um quadro expositivo dos meses, ser\u00e1 demonstrado. O calend\u00e1rio babil\u00f4nico, al\u00e9m de um dos mais antigos do Oriente, tamb\u00e9m foi pioneiro na Antiguidade, a utilizar um sistema lunar, com 12 meses, cujo in\u00edcio se dava com o aparecimento da primeira Lua Quarto Crescente, no c\u00e9u noturno.\n\nResumindo, o ano era composto de 12 luna\u00e7\u00f5es, periodicamente regulado com o ciclo solar de 360 dias, pois havia necessidade de se ajustar as esta\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas; para isso, adicionava-se um d\u00e9cimo terceiro m\u00eas (13) conciliador.\n\nTentando demonstrar de que forma os babil\u00f4nios conciliavam essas defasagens, v\u00e1rias hip\u00f3teses s\u00e3o divulgadas, por\u00e9m sem nenhuma consist\u00eancia; consenso h\u00e1, por\u00e9m, na afirma\u00e7\u00e3o de que as constata\u00e7\u00f5es, a olho nu, em que se estruturavam tais intercala\u00e7\u00f5es, deixavam a desejar pela sua imperfei\u00e7\u00e3o, com cometimentos de v\u00e1rios erros.\n\nPosteriormente, em 747 antes da era vulgar, quando o rei Nabonassar subiu ao trono da Babil\u00f4nia, houve um avan\u00e7o cient\u00edfico e as observa\u00e7\u00f5es dos astros passaram a ser mais sist\u00eamicas e, por si s\u00f3, mais distantes da astrologia.\n\nDesde o come\u00e7o do s\u00e9culo V a.C., entre outros feitos, por toda comunidade cient\u00edfica da Mesopot\u00e2mia, sabia-se que em um per\u00edodo de 19 anos, manifestavam-se 235 luna\u00e7\u00f5es (revolu\u00e7\u00f5es sin\u00f3dicas), no qual, para efeito do calend\u00e1rio, deveriam inserir 7 meses complementares, ajustando melhor, as defasagens existentes entre os ciclos, solar e lunar.\n\nSistematicamente, por\u00e9m, esse ciclo de 19 anos, somente foi utilizado a partir de 367 a.C..\n\nEntretanto, anteriormente, por volta de 430, o grego M\u00e9ton, descobriu um ciclo lunar de 19 anos, com 235 luna\u00e7\u00f5es, totalizando 6.940 dias, o qual ficou conhecido como ciclo met\u00f4nico; nesse espa\u00e7o de tempo, os 3,6,9,11,14,17 e 19 anos, constavam de 13 luna\u00e7\u00f5es, e os demais, de 12.\n\nDentro de cada ciclo, estabeleceu-se a seq\u00fc\u00eancia num\u00e9rica de 1 a 19, sendo tamb\u00e9m denominado de N\u00famero \u00c1ureo.\n\nEssa proximidade de datas e semelhan\u00e7as sist\u00eamicas, faz com que, de acordo com pontos de vistas, credita-se a um ou outro, respectivamente, inven\u00e7\u00e3o ou influ\u00eancia do ciclo de 19 anos.\n\n<strong>Nesse interregno, por volta de 300 a.C., os judeus passaram a adotar tamb\u00e9m, um ciclo de 19 anos, com semelhan\u00e7as nas intercala\u00e7\u00f5es dos meses suplementares, tais como:\u00a0<\/strong>Nos 3, 6,8,11,1,17 e 19 anos\n\nCurioso, quanto a utiliza\u00e7\u00e3o de dias intercalares, salvo melhor ju\u00edzo, \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma cita\u00e7\u00e3o b\u00edblica sobre tais procedimentos.\n\n<b>A INFLU\u00caNCIA DA LUA PARA O JUDA\u00cdSMO\u00a0(A P\u00c1SCOA)<\/b>\n\nEruditos sustentam a tese de que a legalidade e procedimentos exigidos para a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa (PESSACH) solidificam-se em escritos ou documentos de s\u00e9culos posteriores a Mois\u00e9s, ou seja, ap\u00f3s o denominado Per\u00edodo B\u00edblico ou simplesmente Mosaico.\n\nAs Leis orais do juda\u00edsmo, existentes pelos fins do s\u00e9culo II e que serviram de base para o Talmude, parecem materializar esses procedimentos.\n\nDentre as v\u00e1rias divis\u00f5es das leis orais do MISHNAH, encontram-se as referentes aos festejos.\n\nNesse segmento, estabelecia-se as v\u00e1rias festividades do calend\u00e1rio religioso, onde, o fator preponderante era, sem d\u00favida alguma, o perfeito estabelecimento da manifesta\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da Lua Nova.\n\nConv\u00e9m esclarecermos, em adendo, que a Lua Nova, era festivamente comemorada, em tempos remotos, n\u00e3o s\u00f3 na Jud\u00e9ia, mas tamb\u00e9m na Babil\u00f4nia.\n\n<strong>Para os judeus, particularmente, a determina\u00e7\u00e3o da Lua Nova, tinha e t\u00eam, um significado todo especial:<\/strong>\n\n<strong>A comemora\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa<\/strong>\n\nA<strong>\u00a0P\u00e1scoa<\/strong>, era a festa anual, celebrada no 14 dia da primeira lua do seu ano religioso, em comemora\u00e7\u00e3o da sa\u00edda deles do Egito.\n\nEsse dia especial, foi estabelecido em mem\u00f3ria da passagem do anjo exterminador, que, na noite em que os judeus partiram do Egito, matou todos os primog\u00eanitos dos eg\u00edpcios, sem tocar nas casas dos israelitas, marcadas com sangue de cordeiro.\n\nEstruturavam-se ainda mais, os preceitos tradicionais dos judeus e, o primeiro surgimento do crescente lunar, ou, da focinha delgada da Lua, testemunhadas pelo sumo Sacerdote e outros, era cerimoniosamente anunciada pelo som de trombetas.\n\nVisualmente, mediante tochas acesas, ou mesmo fogueiras, as tribos vizinhas iam sendo alertadas, tarefa n\u00e3o t\u00e3o dif\u00edcil, em virtude da topografia montanhosa da regi\u00e3o da Palestina.\n\nAs comunica\u00e7\u00f5es auditivas e visuais, eram relativamente eficientes, a ponto de toda a comunidade poder comemorar as festas, no mesmo dia.\n\nConsolidava-se assim no que dizia respeito \u00e0 astronomia\/calend\u00e1rio, o procedimento emp\u00edrico, baseado nas verifica\u00e7\u00f5es puramente observacionais, dos fen\u00f4menos da Lua e do Sol.\n\nCom o passar do tempo, por\u00e9m, principalmente nas localidades mais distantes, fatores diversos contribu\u00edam para que essas interpreta\u00e7\u00f5es fossem ligeiramente defasadas.\n\n<strong>PER\u00cdODO TALM\u00daDICO<\/strong>\n\nTalmude, palavra hebraica que significa ensino, de lamad, aprender. Nome por que os Judeus designam a vasta compila\u00e7\u00e3o das doutrinas e dos preceitos ensinados pelos seus mestres mais autorizados.\n\n<strong>Distinguem-se no Talmude duas partes:\u00a0<\/strong>a Mishn\u00e1, redigida por Judah Ha\u2019Nasi, e a Gemara. As escolas da Palestina e da Caldeia tiveram cada uma a sua Guemara distinta. Conforme a Mixna (sensivelmente a mesma nas duas colet\u00e2neas) \u00e9 seguida de uma ou outra da duas Guemaras, assim se t\u00eam o Talmude de Jerusal\u00e9m ou o Talmude de Babil\u00f4nia.\n\n<b>O que \u00e9 o Talmud, e qual a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 B\u00edblia?<\/b>\n\nA\u00a0<b>B\u00edblia\u00a0judaica<\/b>\u00a0comp\u00f5e-se de textos que foram reunidos pelos antigos hebreus e preservados atrav\u00e9s dos s\u00e9culos como o Livro sagrado do povo judeu.\n\n<strong>Consiste de tr\u00eas divis\u00f5es:<\/strong>\u00a0a Tor\u00e1 (os cinco livros de Mois\u00e9s, tamb\u00e9m denominados Pentateuco), os Profetas e os Escritos (salmos, prov\u00e9rbios, etc.).\n\nA Tor\u00e1 \u00e9 um relato dos acontecimentos desde o princ\u00edpio do mundo at\u00e9 a morte de Mois\u00e9s, entremeado de leis e mandamentos decretados por Deus.\n\nA autoria destes livros \u00e9 tradicionalmente atribu\u00edda ao pr\u00f3prio Mois\u00e9s, por\u00e9m a an\u00e1lise liter\u00e1ria dos textos revela marcantes diferen\u00e7as de estilo e vocabul\u00e1rio, indicando, segundo alguns estudiosos n\u00e3o-ortodoxos, que houve provavelmente mais de um autor.\n\nSeja como for, a\u00a0<strong>B\u00edblia<\/strong>\u00a0\u00e9 muito mais do que uma narrativa hist\u00f3rica. \u00c9 um livro de inspira\u00e7\u00e3o divina, profundamente religioso, e ao mesmo tempo humano. Um documento essencialmente espiritual, que constitui nosso guia b\u00e1sico para o Juda\u00edsmo- na teoria e na pr\u00e1tica.\n\nCom o passar do tempo, o povo judeu foi desenvolvendo uma s\u00e9rie de leis suplementares, que eram transmitidas oralmente de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que foram codificadas e compiladas, por volta do ano 200 da Era Comum, pelo rabino Judah Ha\u2019Nasi. A este c\u00f3digo deu-se o nome de Mishn\u00e1.\n\nA Mishn\u00e1, juntamente com a Gemara (coment\u00e1rios e interpreta\u00e7\u00f5es rab\u00ednicas da leis da Mishn\u00e1), comp\u00f5em o Talmud.\n\nExistem duas vers\u00f5es do Talmud, o de Jerusal\u00e9m e o Babil\u00f4nico, que diferem em certos aspectos. O mais completo \u00e9 o Babil\u00f4nico, elaborado entre os s\u00e9culos III e V da Era Comum, e editado por Rav Ashi e Ravina.\n\nSendo um registro de discuss\u00f5es faladas, o Talmud n\u00e3o \u00e9 nada sistem\u00e1tico ou conciso. \u00c9, entretanto, um tesouro de leis, tradi\u00e7\u00f5es e costumes, que tem influenciado profundamente o pensamento e a pr\u00e1tica judaica, e constitui uma valiosa fonte de consulta para o estudo e as decis\u00f5es legais.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica &#8211;<\/strong>\u00a0<strong>Hebreus<\/strong>\n\nOs<strong>\u00a0Hebreus<\/strong>\u00a0s\u00e3o semitas que viviam em tribos n\u00f4mades, conduzidas por chefes. Eles atravessam a Palestina na \u00e9poca de Hamurabi, penetram no Egito, retornam (o \u00caxodo) \u00e0 Palestina e instalam-se a\u00ed entre os Hititas e os Eg\u00edpcios, provavelmente nos in\u00edcios do s\u00e9culo XII.\n\nO \u00caxodo, fuga do povo hebreu da persegui\u00e7\u00e3o e da escravid\u00e3o fara\u00f4nica no Egito, foi comandado por Mois\u00e9s, grande l\u00edder e legislador.\n\nA \u00e9poca em que viveu Mois\u00e9s, assim como o per\u00edodo hist\u00f3rico do \u00caxodo, ainda \u00e9 um problema para os historiadores. Uma corrente defende que o fara\u00f3 opressor dos hebreus teria sido Rams\u00e9s II e o fara\u00f3 do \u00eaxodo, seu sucessor Menephtah, por volta de 1230 a.C.\n\nO direito hebraico \u00e9 um direito religioso. Religi\u00e3o monote\u00edsta, muito diferente dos polite\u00edsmos que a rodeavam na antiguidade. Religi\u00e3o que, atrav\u00e9s do cristianismo que dela deriva, exerceu uma profunda influ\u00eancia no Ocidente.\n\nO direito \u00e9 dado por deus ao seu povo. O direito \u00e9 desde logo imut\u00e1vel; s\u00f3 deus o pode modificar, ideia que reencontraremos no direito can\u00f4nico e no direito mu\u00e7ulmano. Os int\u00e9rpretes, mais especialmente os rabinos, podem interpret\u00e1-lo para o adaptar \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o social; no entanto, eles nunca o podem modificar; H\u00e1 uma esp\u00e9cie de alian\u00e7a entre Deus e o povo que ele escolheu; o Dec\u00e1logo ditado a Mois\u00e9s \u00e9 a Alian\u00e7a do Sinai, o C\u00f3digo da Alian\u00e7a de Jeov\u00e1; o Deuter\u00f4mio \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de alian\u00e7a.\n\nA B\u00edblia \u00e9 um livro sagrado; cont\u00e9m a \u201cLei\u201d revelada por Deus aos Israelitas. Compreende (na sua parte pr\u00e9-crist\u00e3, isto \u00e9, o Antigo Testamento) tr\u00eas grupos de livros.\n\nO Pentateuco tem para os Judeus o nome de Thora, quer dizer, a \u201clei escrita\u201d revelada por deus; ela \u00e9 atribu\u00edda, segundo a tradi\u00e7\u00e3o judia, a Mois\u00e9s, donde a sua denomina\u00e7\u00e3o usual de \u201cLeis de Mois\u00e9s\u201d.\n\n<strong>Comp\u00f5e-se de Cinco Livros:<\/strong>\u00a0G\u00e9nese (a Cria\u00e7\u00e3o, a vida dos patriarcas); o \u00caxodo (estadia no Egito e volta \u00e0 Cana\u00e3); o Lev\u00edtico (livro de prescri\u00e7\u00f5es religiosas e culturais; os N\u00fameros (sobretudo a organiza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a material); o Deuter\u00f4n\u00f4mio, complemento dos quatro precedentes; os Profetas (que diz respeito, sobretudo, \u00e0 hist\u00f3ria); os Hagi\u00f3grafos (sobretudo, costumes e institui\u00e7\u00f5es).\n\nO C\u00f3digo da Alian\u00e7a, conservado no \u00caxodo (XX, 22, a XXIII, 33); pela sua forma e pelo seu fundo, tem um texto que assemelha-se \u00e0s codifica\u00e7\u00f5es mesopot\u00e2micas e hititas, nomeadamente ao C\u00f3digo de Hamurabi.\n\nA Thora conservou uma autoridade consider\u00e1vel, mesmo nos nossos dias; qualquer interpreta\u00e7\u00e3o do direito hebraico apoia-se num vers\u00edculo da B\u00edblia.\n\nA B\u00edblia, al\u00e9m de fonte formal de direito, tamb\u00e9m ainda \u00e9 a principal fonte hist\u00f3rica para conhecimento do povo hebreu.\n\n<strong>Conforme se deduz da leitura do Lev\u00edtico, o apedrejamento era o modo ordin\u00e1rio de se aplicar a pena capital, prescrita pela lei dos hebreus:<\/strong>\u00a0\u201cFala aos filhos de Israel nestes termos: quem ultraja o seu Deus, suportar\u00e1 o castigo do seu delito. Aquele que proferir blasf\u00eamias contra o nome do Senhor, ser\u00e1 punido com a morte e toda a congrega\u00e7\u00e3o o apedrejar\u00e1. Quer seja estrangeiro, quer seja natural do pa\u00eds, se proferir blasf\u00eamias contra o nome do Senhor, ser\u00e1 punido com a morte\u201d (24:15,16).\n\nOs hebreus arrancavam todas as roupas do condenado \u00e1 lapida\u00e7\u00e3o, exceto uma faixa, que lhe cingia os rins. Depois a primeira testemunha o arremessava ao solo, do alto de um tablado com dez p\u00e9s de altura.\n\nE a segunda testemunha, lan\u00e7ando uma pedra, queria atingi-lo no peito, bem acima do cora\u00e7\u00e3o. Se este ato n\u00e3o lhe desse a morte, as outras pessoas ali presentes o cobriam de pedradas, at\u00e9 o momento da morte do condenado.\n\nCumprida a senten\u00e7a, o cad\u00e1ver era queimado ou dependurado numa \u00e1rvore.\n\n<strong>Uma testemunha apenas n\u00e3o leva \u00e1 pena de morte:<\/strong>\u00a0\u201cTodo homem que matar outro, ser\u00e1 morto, ouvidas as testemunhas, mas uma s\u00f3 testemunha n\u00e3o pode em seu depoimento condenar.\u201d (Num. 35:30).\n\nA lei mosaica tamb\u00e9m condenava a serem lapidados os que n\u00e3o guardavam o dia de s\u00e1bado.\n\n<strong>O N\u00fameros \u00e9 o livro da B\u00edblia que relata a hist\u00f3ria do povo hebreu, desde os epis\u00f3dios do monte Sinai at\u00e9 o come\u00e7o de sua fixa\u00e7\u00e3o na tamb\u00e9m uma obra onde aparece, de modo eloquente, toda a \u201cterra prometida\u201d, mas \u00e9 severidade de Mois\u00e9s na aplica\u00e7\u00e3o da pena de morte filhos de Israel encontraram um homem a apanhar lenha, em dia:<\/strong>\u00a0\u201cDurante a sua perman\u00eancia no deserto, os de s\u00e1bado Aar\u00e3o, diante de toda a congrega\u00e7\u00e3o. Meteram-lo em pris\u00e3o. Os que o encontraram a apanhar lenha, conduziram no \u00e0 presen\u00e7a de Mois\u00e9s e de porque n\u00e3o fora ainda declarado o que se lhe deveria fazer homem deve ser punido com a morte, toda a congrega\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Ent\u00e3o o Senhor disse a Mois\u00e9s:<\/strong>\u00a0\u2018Esse apedrejar\u00e1 fora do acampamento apedrejando-o at\u00e9 morrer, como o Senhor tinha ordenado a \u2018. E toda a congrega\u00e7\u00e3o o levou para fora do acampamento, Mois\u00e9s (Num 15:32, 33, 34, 35, 36).\n\n<strong>Outra forma de aplicar a pena de morte era o enforcamento, tamb\u00e9m descrito no N\u00fameros:<\/strong>\u00a0Quando os israelitas se estabeleceram em Sitim, perto das fronteiras de Jeric\u00f3, eles cometeram os maiores excessos sexuais com as mulheres da terra de Moab. Ajoelharam-se diante dos \u00eddolos dessas mulheres e renderam culto a Baal-Fagor (ou Baal-Peor), o deus da lux\u00faria. Por causa disso, segundo informa o livro N\u00fameros, \u201ca c\u00f3lera do senhor inflamou-se sobre Israel\u201d.\n\n<strong>E o Alt\u00edssimo ordenou a Mois\u00e9s:<\/strong>\u00a0\u201c- Re\u00fana todos os chefes do povo e manda-os enforcar, perante o Sol, em nome do Senhor, para que a ira divina se afaste de Israel\u201d ; \u201cEnt\u00e3o Mois\u00e9s disse aos ju\u00edzes de Israel: Mate cada um os seus homens que se juntaram a Baal-Peor.\u201d (Num 25:1,2,3,4,5).\n\nA B\u00edblia \u00e9 a fonte por excel\u00eancia para o conhecimento da Hist\u00f3ria do povo Hebreu, apesar de n\u00e3o se tratar de uma literatura que corresponda ao conceito de hist\u00f3ria contempor\u00e2neo, pois o historiador hebreu s\u00f3 se interessava pelo passado em fun\u00e7\u00e3o do presente e mesmo do futuro, as mensagens messi\u00e2nicas dominam toda a narrativa b\u00edblica.\n\nO apogeu do reino de Israel situa-se na \u00e9poca de David (1029\/1015 \u2013 975\/960 a.C.), segundo rei de Israel e sucessor de Saul. \u00c9 um reinado assinalado por a\u00e7\u00f5es militares.\n\nO rei-profeta conquista Jerusal\u00e9m tornando-a capital pol\u00edtica e religiosa do povo de Israel; luta contra os filisteus, amonitas, arameus, moabitas e edomitas.\n\nA zona de influ\u00eancia do poderio de David estendia-se desde o Mar Vermelho at\u00e9 as cercanias do Eufrades. Para manter essa influ\u00eancia, o soberano organizou um ex\u00e9rcito no qual existiam numerosos mercen\u00e1rios estrangeiros.\n\n<strong>Est\u00e1tua do Rei David<\/strong>\n\nComo os demais povos do Oriente, os hebreus possu\u00edam escravos. A lei mosaica n\u00e3o instituiu a escravid\u00e3o pois a mesma j\u00e1 existia desde a \u00e9poca dos patriarcas.\n\n<strong>Distinguiam-se entre os hebreus duas classes de escravos:<\/strong>\u00a0o escravo hebreu e o estrangeiro.\n\n<strong>No Direito Penal dos hebreus havia mais humanidade e igualdade, al\u00e9m da religiosidade, do que no direito dos demais povos do Oriente Pr\u00f3ximo, e os delitos podiam ser classificados em:<\/strong>\u00a0Delitos contra a Divindade; Delitos praticados pelo homem contra o seu semelhante; Delitos contra a honestidade; Delitos contra a propriedade; e Delitos contra a honra.\n\nQuanto ao homic\u00eddio, a B\u00edblia distingue o volunt\u00e1rio do involunt\u00e1rio, aquele punido com a morte ap\u00f3s um processo que houvesse, ao menos, duas testemunhas.\n\n<strong>E esse, o involunt\u00e1rio, n\u00e3o era punido com a morte:\u00a0<\/strong>o acusado podia buscar ref\u00fagio em cidades escolhidas como asilos. O infantic\u00eddio era punido com a morte, as les\u00f5es corporais se puniam com a indeniza\u00e7\u00e3o, pagando-se o tempo que a v\u00edtima perdera e as despesas com rem\u00e9dio. O crime de adult\u00e9rio, delito contra a honestidade, era punido, de regra, com a morte de ambos ad\u00falteros.Os delitos contra a propriedade eram punidos com penas pecuni\u00e1rias.\n\n<strong>Havia diversas maneiras de ser executada a pena capital:<\/strong>\u00a0lapida\u00e7\u00e3o, morte pelo fogo, decapta\u00e7\u00e3o etc\u2026 A lapida\u00e7\u00e3o era a forma mais comum. A fogueira era mais rara, foi aplicada aos incestuosos e \u00e0 filha do sacerdote, r\u00e9 do crime de fornica\u00e7\u00e3o (Lev\u00edtico 20,14;21;9). Tamb\u00e9m encontramos entre os hebreus as penas de flagela\u00e7\u00e3o, pris\u00e3o, interna\u00e7\u00e3o, an\u00e1tema, pena pecuni\u00e1ria e, finalmente, a pena de Tali\u00e3o. A flagela\u00e7\u00e3o consistia em estender no ch\u00e3o ou amarrado a uma coluna o culpado que era batido com varas. N\u00e3o deviam, por\u00e9m, dar-lhe mais de quarenta golpes e a presen\u00e7a do juiz era indispens\u00e1vel (Deuteron\u00f4mio 25,1-3).\n\nO an\u00e1tema era a excomunh\u00e3o, constitu\u00eda-se em uma verdadeira morte civil do culpado, aplicada aos atentados contra os princ\u00edpios religiosos mais importantes.\n\nA pris\u00e3o servia para o r\u00e9u aguardar o julgamento ou a aplica\u00e7\u00e3o imediata de outra pena..\n\nA hist\u00f3ria da sucess\u00e3o do trono por Davi (Sam. 2,9-20, I Re. 1,2), quando este tinha por volta de 33 anos, \u00e9 a narra\u00e7\u00e3o b\u00edblica que mais se aproxima do conceito moderno de Hist\u00f3ria.\n\n<strong>O autor presta aten\u00e7\u00e3o aos detalhes dos eventos e personagens e interpreta o curso dos acontecimentos \u00e0 luz das motiva\u00e7\u00f5es humanas, nela encontramos uma pena aplicada por David contra os assassinos do rei Isboset (Isbaal), que havia se refugiado na Transjord\u00e2nia, mandando arrancar as m\u00e3os e os p\u00e9s dos culpados:<\/strong>\n\nRecab e Baana, filhos de Remon de Berot, chegaram \u00e0 casa de Isboset na hora mais quente do dia, quando Isboset dormia, entraram sem serem percebidos, foram at\u00e9 a cama de Isboset e o mataram e ap\u00f3s cortarem-lhe a cabe\u00e7a, carregaram-a andando a noite toda pela estrada do deserto.\n\n<strong>Levaram a cabe\u00e7a de Isboset a David em Hebron, e disseram ao rei:<\/strong>\u00a0\u201cAqui est\u00e1 a cabe\u00e7a de Isbosetl, filho de Saul, o inimigo que queria matar voc\u00ea.\n\nJav\u00e9 trouxe hoje ao senhor meu rei uma vingan\u00e7a contra Saul e sua descend\u00eancia\u201d. (Samuel 2:8).\n\n<strong>David, por\u00e9m, dirigiu-se a Recab e seu irm\u00e3o Baana, filhos de Remon de Berot, e lhes disse:<\/strong>\u00a0\u201cPela vida de Jav\u00e9 (Jehovah), que me salvou a vida de todo perigo!\n\nQuem anunciou a morte de Saul, acreditava que estava trazendo uma boa not\u00edcia! Pois eu o prendi e o matei em Siceleg, em troca da boa not\u00edcia! Com maior raz\u00e3o ainda, ser\u00e1 que n\u00e3o devo pedir contas a voc\u00eas do sangue de Isboset e faz\u00ea-los desaparecer da face da terra, por terem matado um homem honesto dentro de sua casa, enquanto dormia na sua cama\u201d. (Samuel 2:9,10,11).\n\nEnt\u00e3o Davi ordenou a seus homens que matassem Recab e Baana. Eles cortaram as m\u00e3os e os p\u00e9s dos dois e penduraram seus corpos perto do a\u00e7ude de Hebron.\n\nDepois pegaram a cabe\u00e7a de Isboset e a enterraram no t\u00famulo de Abner, em Hebron.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili36.jpg\" alt=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\" width=\"407\" height=\"275\" \/><strong>\n<\/strong><strong>Templo Constru\u00eddo por Herodes em Jerusal\u00e9m<\/strong><\/p>\nAntes de se fixarem na palestina, que \u00e9 uma estreita faixa de terra situada a sudeste da Fen\u00edcia, banhada pelo rio Jord\u00e3o, que divide o territ\u00f3rio palestino em duas partes, e desemboca no mar morto, limita-se com o mar Mediterr\u00e2neo, a Oeste, com o deserto Ar\u00e1bico, a leste com a penisula do Sinai, ao Sul, seu clima seco e solo pouco f\u00e9rtil fez com que nesta regi\u00e3o se desenvolvesse basicamente, o pastoreio.\n\nOs<strong>\u00a0hebreus<\/strong>\u00a0eram n\u00f4mades Semita que se dedicavam ao pastoreio. Estavam organizados em cl\u00e3s patriarcais (grupo ligados por la\u00e7os de parentesco e de tradi\u00e7\u00e3o), os quais possu\u00edam como autoridade maior o patriarca, (chefe que ocupava os cargos de sacerdote, juiz e comandante militar).\n\nAbra\u00e3o (cujo o significado o nome \u00e9: Pai de muitas na\u00e7\u00f5es), teria sido segundo a B\u00edblia, o primeiro patriarca que saindo de Ur (sul da Caid\u00e9ia) e levando sua fam\u00edlia, foi ate Haran (nordeste da Mesopotamia), e dai para Cana\u00e3 ou Palestina. Quando se fixaram nesta regi\u00e3o, os hebreus dividiram-se em varias tribos, tomando posse dos territ\u00f3rios f\u00e9rteis do norte e das zonas montanhosas do sul.\n\nNeste per\u00edodo num processo lento, os hebreus passaram a dedicar-se cada vez mais \u00e0 agricultura e, consequentemente ao sedentarismo.\n\n<strong>Entretanto, a posse das terras na palestina (2.000 a. C.), n\u00e3o foi, pacifica pois os territ\u00f3rios palestinos j\u00e1 eram habitados por outros povos tais como:<\/strong>\u00a0os cananeus e filisteus, contra os quais os hebreus travaram lutas sangrentas.\n\n<strong>A hist\u00f3ria pol\u00edtica dos hebreus \u00e9 dividida em tr\u00eas per\u00edodo:<\/strong>\u00a0Per\u00edodos dos Patriarcas, Per\u00edodo dos Ju\u00edzes, Per\u00edodo dos Reis.\n\nPer\u00edodos dos Patriarcas, fugindo das secas que castigavam o territ\u00f3rio da Palestina, boa parte das tribos hebraicas foram para o prospero Egito, onde se refugiaram da fome e das constantes guerras contra os outros povos habitantes da regi\u00e3o da Palestina.\n\nPor quatro s\u00e9culos os hebreus permaneceram no Egito. Tempo mais que suficiente para que os mesmos se integrassem na sociedade eg\u00edpcia, porem sem deixar de lado sua unidade religiosa e cultural, alias, tra\u00e7o marcante da sociedade hebraica.\n\nA perman\u00eancia t\u00e3o prolongada dos hebreus no Egito foi poss\u00edvel devido a influ\u00eancia de alguns hebreus sobre o governo eg\u00edpcio (a hist\u00f3ria de Jos\u00e9); a invas\u00e3o e ao dom\u00ednio dos hiecsos (povo semita), sobre o Norte do Egito. Por\u00e9m mais tarde, com a morte de Jos\u00e9 e a expuls\u00e3o dos hiecsos, as consequ\u00eancias para os hebreus foram a persegui\u00e7\u00e3o e a escravid\u00e3o.\n\nO aumento da popula\u00e7\u00e3o hebraica (os cl\u00e3s transformaram-se em tribos) e sua colabora\u00e7\u00e3o com os hicsos, fizeram com que o governo eg\u00edpcio (Fara\u00f3s do novo Imp\u00e9rio), preocupado com uma nova domina\u00e7\u00e3o estrangeira, ordenasse a escravid\u00e3o dos hebreus. A escravid\u00e3o dos hebreus no Egito s\u00f3 terminou com o \u00caxodo (fuga do Egito para a Palestina, s\u00e9culo XIH a.C.), quando Mois\u00e9s, liderou as doze tribos hebreias, conduziu o povo hebreu atrav\u00e9s do deserto at\u00e9 a terra prometida.\n\n<strong>A B\u00edblia diz que durante a travessia do deserto, Mois\u00e9s recebeu diretamente de Jav\u00e9 ou Jeov\u00e1, no Monte Sinai, O Dec\u00e1logo (Os Dez Mandamentos), o qual estabeleceu os fundamentos:<\/strong>\u00a0Jur\u00eddico, Religioso e Moral da civiliza\u00e7\u00e3o hebraica. Mois\u00e9s n\u00e3o conseguiu chegar a Cana\u00e3. Morre ao avista-la.\n\nSeu sucessor, Josu\u00e9 cruza o rio Jord\u00e3o e d\u00e1 combate aos cananeus, que ent\u00e3o habitavam a terra prometida. Vencidos os cananeus, os israelitas se estabelecem na Palestina.\n\nTem de travar luta contra os povos vizinhos permanentemente. Devido as lutas pelas conquistas de Cana\u00e3 ou Terra Prometida, surgiu necessidade do poder e do comando estarem nas m\u00e3os de chefes militares.\n\nEstes chefes passaram a ser conhecidos como ju\u00edzes.\n\n<b>Per\u00edodo dos Ju\u00edzes, Com a concentra\u00e7\u00e3o do poder em suas m\u00e3os, os ju\u00edzes\u00a0procuraram a uni\u00e3o das doze tribos, pois ela possibilitaria a realiza\u00e7\u00e3o do objeto comum:<\/b>\u00a0O dom\u00ednio da Palestina.\n\n<b>As principais lideran\u00e7as deste per\u00edodo foram os ju\u00edzes:<\/b>\u00a0Sans\u00e3o, Otoniel, Gide\u00e3o e Samuel, todos eram considerados enviados de Jeov\u00e1, para comandar os Hebreus.\n\nA uni\u00e3o das doze tribos era dif\u00edcil de ser conseguida e mantida, pois os ju\u00edzes tinham um poder tempor\u00e1rio e mesmo com a unidade cultural, (l\u00edngua, costumes, e, principalmente religi\u00e3o), havia muita divis\u00e3o pol\u00edtica entre as tribos. Assim foi preciso estabelecer uma unidade pol\u00edtica. Isto foi conseguido atrav\u00e9s da centraliza\u00e7\u00e3o do poder nas m\u00e3os de um monarca (Rei), o qual teria sido escolhido por Jeov\u00e1 para governar.\n\n<strong>Per\u00edodo dos Reis:<\/strong>\u00a0O primeiro rei hebreu foi Saul que liderou guerras contra os filisteus, porem morreu sem conseguir vence-los. Foi sucedido por Davi, que conseguiu derrotar os filisteus e estabeleceu dom\u00ednio sobre a Palestina, fundando o Estado Hebreu, cuja a capital passou a ser Jerusal\u00e9m. Em seguida, Salom\u00e3o; s\u00e1bio e pacifico famoso pelo poder e riqueza.\n\nSalom\u00e3o construiu o templo de Jerusal\u00e9m com auxilio de oper\u00e1rios fen\u00edcios.\n\nAliou-se ao rei Hir\u00e2o de Tiro (Fen\u00edcia); cobrou tributos das caravanas que atravessavam suas terras; comerciou com vizinhos e povos distantes. Sua corte era faustosa e o monarca, ao fim de seus dias, caiu no desagrado do povo p\u00ealos gastos excessivos de seu pal\u00e1cio e pelos altos impostos que cobrava. Al\u00e9m disso, permitiu que deuses estranhos se misturassem ao culto monote\u00edsta, que caracterizava a religi\u00e3o dos hebreus desde a sua origem.\n\n<strong>Ap\u00f3s a morte de Salom\u00e3o, os hebreus dividiram-se:<\/strong>\u00a0Dez tribos do norte formaram o Reino de Israel, liderados por Jeroba\u00e3o; Duas tribos do sul formaram o Reino Jud\u00e1, Siderados por Reobo\u00e3o, filho de Salom\u00e3o (924 a.C.).\n\nA partir de ent\u00e3o varias vezes estiveram em luta. O Reino de Israel, desde o inicio viveu na idolatria; isto fez com que a ira de Deus se manifesta-se sobre ele permitindo que no ano 722 a.C., fosse conquistado por Sarg\u00e3o II, da Ass\u00edria, e seu povo fosse levado para o cativeiro, sendo seu territ\u00f3rio habitado por outros povos, ali colocados por ordem do rei da Ass\u00edria.\n\nO Rei de Jud\u00e1 viveu per\u00edodos de fidelidade a Deus e per\u00edodos de idolatria. Quando a apostasia dominou a na\u00e7\u00e3o, o castigo de Deus veio sobre ela atrav\u00e9s do rei Nabucodonozor, da Babil\u00f4nia, no ano 586 a.C.\n\nA cidade santa, Jerusal\u00e9m, foi destru\u00edda o Templo foi queimado os nobres eram amarrados e levados para o cativeiro. Ali foram deixados os pobres para vinheros e para lavouras, ficando Gedalias como maioral sobre eles.\n\nO cativeiro durou at\u00e9 os dias de Ciro, rei da P\u00e9rsia que permitiu que o povo que estava escravizado na Caid\u00e9ia, regressar a Palestina e reerguer o Templo de Jerusal\u00e9m (536 a.C.).\n\nA seguir a Palestina foi invadida por Alexandre da Maced\u00f4nia (322 a.C.). Depois passou a seu protetorado eg\u00edpcio (301 a.C.), Col\u00f4nia S\u00edria (198 a.C.), e prov\u00edncia romana (63 a.C.).\n\nNo ano 70 da era crista, ap\u00f3s uma fracassada revolta contra a domina\u00e7\u00e3o romana, Jerusal\u00e9m foi conquistada por Tito e seus ex\u00e9rcitos, ocorrendo uma segunda destrui\u00e7\u00e3o do Templo.\n\nOs judeus foram expulsos da palestina, ficando este acontecimento conhecido na hist\u00f3ria pelo nome de Diaspora, s\u00f3 retomando no s\u00e9culo XX, onde fundaram em 1948 o atual Estado de Israel.\n\nDa cultura criada pelos hebreus, a religi\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida o legado mais importante. O juda\u00edsmo tem seus fundamentos no Antigo Testamento.\n\n<strong>Influenciou todas as realiza\u00e7\u00f5es culturais dos hebreus:\u00a0<\/strong>Do direito a literatura e as artes.\n\nOs dois tra\u00e7os caracter\u00edsticos da religi\u00e3o dos hebreus s\u00e3o o monote\u00edsmo e o salvacionismo isto \u00e9 a cren\u00e7a na vinda de um Messias ou Salvador para libertar o povo hebreu.\n\nCom o Cisma ( a separa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica entre Israel e Jud\u00e1), a religi\u00e3o monote\u00edsta oficial d\u00f3i amea\u00e7ada pela difus\u00e3o da religi\u00e3o popular, polite\u00edsta. Os profetas, Amos Isa\u00edas, Jeremias, Daniel e outros, trataram de combater as praticas religiosas polite\u00edstas reafirmando a ideia messi\u00e2nica e o monote\u00edsmo hebraico. \u201d Ouvi esta palavra, que levanto como lamenta\u00e7\u00e3o sobre vos, o casa de Israel; Caiu a virgem de Israel, nunca mais tornara a levantar-se\u2026 Pois assim diz o Senhor a casa de Israel; Buscai-me e vivei \u201c(Amos, 5,1 -2; 4).\n\nA escrita e literatura, entre os hebreus, povo de l\u00edngua semita, surgiu muito cedo uma escrita pr\u00f3pria. A arqueologia revelou a exist\u00eancia de uma escrita a partir de meados do segundo mil\u00eanios a. C., (\u00e9poca do \u00caxodo).\n\nAos poucos porem, eles foram substituindo, em sua escrita a sua l\u00edngua original pelo aramaico, que era a l\u00edngua comercial e diplom\u00e1tica do Oriente, pr\u00f3ximo na antiguidade.\n\nO alfabeto hebraico anual \u00e9 uma variedade do aramaico, que juntamente com a l\u00edngua aramaica tornou-se muito difundido, suplantando os outros alfabetos e l\u00ednguas semitas.\n\nArtes e Ci\u00eancias o monote\u00edsmo hebraico influenciou todas as realiza\u00e7\u00f5es culturais dos hebreus. Deve-se destacar a arquitetura, especialmente a constru\u00e7\u00e3o de Templos, muralhas e fortifica\u00e7\u00f5es.\n\nA maior realiza\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica foi o Templo de Jerusal\u00e9m.\n\nNas ci\u00eancias, n\u00e3o apresentaram progresso not\u00e1vel. A import\u00e2ncia cultural da sociedade hebraica residiu principalmente nas esferas religiosa (monote\u00edsta) e moral (na lei Mosaica), sua \u00e1rea de influencia atingiu o Ocidente e grande parte do oriente. O Juda\u00edsmo constituo uma das bases do cristianismo, com o qual o Islamismo formou tr\u00edade das grandes religi\u00f5es universais.\n\n<strong>Religi\u00e3o e Cultura<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>hist\u00f3ria do povo hebreu<\/strong>\u00a0n\u00e3o pode ser dissociada da hist\u00f3ria de sua religi\u00e3o. H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o t\u00e3o \u00edntima que se torna dif\u00edcil falar separadamente de uma delas.\n\nNem sempre os hebreus foram monote\u00edstas. No in\u00edcio de sua hist\u00f3ria, Iav\u00e9 (Jeov\u00e1) era um deus entre muitos. Mas, com o desenvolvimento hist\u00f3rico, Iav\u00e9 foi-se sobrepondo \u00e0s outras deidades.\n\nOs hebreus foram um dos primeiros povos a sistematizar o monote\u00edsmo.\n\nIav\u00e9 exigia homenagens e oferendas exclusivas em sua honra, em troca, seria o Todo-Poderoso protetor do povo hebreu.\n\nA primeira codifica\u00e7\u00e3o do iave\u00edsmo foi feita por Mois\u00e9s (Dec\u00e1logo ou Dez mandamentos).\n\n<strong>Os profetas desempenharam importante papel na religi\u00e3o judaica:\u00a0<\/strong>reformadores religiosos, pobres, mantiveram o povo de Israel fiel ao culto de Jeov\u00e1. Os profetas mais importantes foram Elias, Os\u00e9ias e Am\u00f3s, no reino de Israel; Isa\u00edas e jeremias, no reino de Jud\u00e1.\n\nDepois dos s\u00e9culos III e II a.C. come\u00e7ou a expectativa da vinda de um profeta do mesmo porte de Mois\u00e9s. Ele deveria ser um ungido e tornar-se o Messias, isto \u00e9, aquele em que o povo acreditava que o salvaria.\n\nEstava nascendo o messianismo, que resultou no cristianismo, uma vertente do juda\u00edsmo, que se espalhou por grande parte do globo terrestre.\n\nA produ\u00e7\u00e3o cultural hebraica est\u00e1 ligada com sua vida religiosa. Salom\u00e3o escreveu mais de 3000 prov\u00e9rbios, mais de um milhar de c\u00e2nticos e emitiu opini\u00f5es sobre Bot\u00e2nicas e Zoologia.\n\nO legado cultural hebreu foi importante para a forma\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios tra\u00e7os da cultura ocidental.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0br.geocities.com\/www.conhecimentosgerais.com.br\/vilalva.no.comunidades.net\/ancientcivilizationsworld.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica, Povo, Hebreus, Hist\u00f3ria, Cultura, Sociedade, Economia, Religi\u00e3o, Per\u00edodo, B\u00edblia, P\u00e1scoa, Pol\u00edtica, Origem, Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11140,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-20941","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica, Povo, Hebreus, Hist\u00f3ria, Cultura, Sociedade, Economia, Religi\u00e3o, Per\u00edodo, B\u00edblia, P\u00e1scoa, Pol\u00edtica, Origem, Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-12-28T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-09-01T15:34:59+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili112.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"510\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"328\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"47 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\",\"datePublished\":\"2015-12-28T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T15:34:59+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/\"},\"wordCount\":9406,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/ccivili112.jpg\",\"articleSection\":[\"Hist\u00f3ria Geral\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/\",\"name\":\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/ccivili112.jpg\",\"datePublished\":\"2015-12-28T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T15:34:59+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/ccivili112.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/ccivili112.jpg\",\"width\":510,\"height\":328},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/civilizacao-hebraica-3\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica, Povo, Hebreus, Hist\u00f3ria, Cultura, Sociedade, Economia, Religi\u00e3o, Per\u00edodo, B\u00edblia, P\u00e1scoa, Pol\u00edtica, Origem, Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-12-28T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-09-01T15:34:59+00:00","og_image":[{"width":510,"height":328,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili112.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"47 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica","datePublished":"2015-12-28T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T15:34:59+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/"},"wordCount":9406,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili112.jpg","articleSection":["Hist\u00f3ria Geral"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/","name":"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili112.jpg","datePublished":"2015-12-28T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T15:34:59+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili112.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccivili112.jpg","width":510,"height":328},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-hebraica-3\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Civiliza\u00e7\u00e3o Hebraica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20941"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20941\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20942,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20941\/revisions\/20942"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}