{"id":20909,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arquitetura-egipcia-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:34:44","modified_gmt":"2026-09-01T15:34:44","slug":"arquitetura-egipcia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/arquitetura-egipcia-3\/","title":{"rendered":"Arquitetura Eg\u00edpcia"},"content":{"rendered":"\nA<strong> Arquitetura eg\u00edpcia<\/strong> \u00e9 fundamental porque a escultura e a pintura est\u00e3o ligados.\n\nA <strong>cultura eg\u00edpcia<\/strong> foi profundamente marcada pela religi\u00e3o e pela supremacia pol\u00edtica do fara\u00f3.\n\nEsses dois elementos exerceram grande influ\u00eancia nas artes (arquitetura, escultura e pintura) e na atividade liter\u00e1ria e cient\u00edfica.\n<h4>Arquitetura Eg\u00edpcia<\/h4>\nAs constru\u00e7\u00f5es mais importantes para os eg\u00edpcios eram aquelas destinadas a uso religioso. Por isso, os edif\u00edcios civis recebiam menos aten\u00e7\u00e3o e neles eram empregados materiais menos dur\u00e1veis. Os construtores procuravam adaptar os seus edif\u00edcios \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do meio ambiente, dando-lhes uma apar\u00eancia de grandiosidade, atrav\u00e9s da amplitude das dimens\u00f5es. As grandes manifesta\u00e7\u00f5es da arquitetura eg\u00edpcia foram os magn\u00edficos templos religiosos, as pir\u00e2mides, os hipogeus e as mastabas.\n<h4>Escultura Eg\u00edpcia<\/h4>\nTamb\u00e9m a <strong>escultura eg\u00edpcia<\/strong> obedecia a uma orienta\u00e7\u00e3o predominantemente religiosa. Eram numerosas as est\u00e1tuas esculpidas com a finalidade de ficar dentro dos t\u00famulos. A escultura eg\u00edpcia atingiu seu desenvolvimento m\u00e1ximo com os sarc\u00f3fagos, esculpidos em pedra ou madeira.\n\nOs artistas procuravam reproduzir com fidelidade as fei\u00e7\u00f5es dos mortos, a fim de facilitar o trabalho da alma na busca do seu corpo. Para maior perfei\u00e7\u00e3o do trabalho, incrustavam nos olhos, pupilas de cristal ou de esmalte branco.\n\nDe maneira geral, nas esculturas de sarc\u00f3fagos predominavam a &#8220;frontalidade&#8221; (o corpo apresentado de frente), a &#8220;verticalidade&#8221; (o tronco e o pesco\u00e7o na posi\u00e7\u00e3o vertical), e a &#8220;simetria&#8221; (divis\u00e3o da obra em duas partes, atrav\u00e9s de uma linha).\n\nRaramente as figuras fugiam \u00e0 postura &#8220;Hier\u00e1tica&#8221;; quando expressavam algum movimento, apresentavam a perna esquerda em posi\u00e7\u00e3o de avan\u00e7o.\n<h4>Pintura Eg\u00edpcia<\/h4>\nA <strong>pintura eg\u00edpcia<\/strong> era profundamente impregnada de elementos religiosos.\n\nOs trabalhos nesse campo tinham uma fun\u00e7\u00e3o decorativa e retratavam sobretudo, cenas da vida di\u00e1ria.\n\nA pintura complementava a escultura ou decorava as grandes superf\u00edcies dos edif\u00edcios. Nas figuras, os olhos e ombros aparecem de frente, embora o resto do corpo de perfil; o fara\u00f3 \u00e9 sempre muito mais alto que o sacerdote ou militar, o cortes\u00e3o, o servo, o inimigo derrotado.\n\nMas \u00e9 menor do que o deus que personificava na terra, segundo os eg\u00edpcios. N\u00e3o se utilizavam grada\u00e7\u00e3o, mistura de tonalidades, nem claro-escuro.\n\nAs cores mais comuns s\u00e3o cinza e azul, al\u00e9m do preto. No teto azul dos templos, as estrelas est\u00e3o representadas por pequenos pontos luminosos.\n\nFonte: www.geocities.com\n<h6>Arquitetura Eg\u00edpcia<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nO povo do <strong>antigo Egito<\/strong>, que viviam no vale do Nilo, foi o criador de uma cultura poderosa e original.\n\nSua ansiedade para prolongar a vida al\u00e9m da morte, social e organiza\u00e7\u00e3o coletiva, suas cren\u00e7as religiosas profundas e ao mesmo isolamento determinado pela geografia, contribuiu para o desenvolvimento de uma civiliza\u00e7\u00e3o cuja continuidade foi mantido, praticamente inalterada, durante trinta s\u00e9culos.\n\nArte eg\u00edpcia \u00e9 definida pelos desejos dos fara\u00f3s para a constru\u00e7\u00e3o de obras eternas e v\u00e3o para a posteridade. \u00c9 a raz\u00e3o pela qual eles usaram pedra para levantar os edif\u00edcios mais significativos.\n\n<strong>O car\u00e1ter geral da arte eg\u00edpcia s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>A monumentalidade. Apreci\u00e1vel, especialmente na arquitetura e na escultura:<\/strong> \u00e9 uma de suas caracter\u00edsticas mais evidentes.\n<strong>O peso. <\/strong>Devido \u00e0 predomin\u00e2ncia da linha horizontal e grandes superf\u00edcies s\u00f3lidas.\n<strong>Hier\u00e1tica.<\/strong> Inspirado pela religi\u00e3o oficial, e seu servi\u00e7o, arte eg\u00edpcia \u00e9 submetido a uma s\u00e9rie de c\u00e2nones imut\u00e1veis.\n<strong>O impessoal.<\/strong> Ignore o expressivo liberdade do artista. <strong>Seu objetivo era satisfazer as exig\u00eancias da vida e que era o centro do culto nacional: <\/strong>Fara\u00f3.\n<strong>A durabilidade.<\/strong> \u00c9 o desejo que emerge monumentos eg\u00edpcios, um resultado direto do sentimento religioso que inspirou.<\/blockquote>\n<strong>Arquitetura eg\u00edpcia <\/strong>\u00e9 fundamental porque a escultura, relevo e pintura ele se vincula. \u00c9 horizontal, como a paisagem do Egito.\n<h4><strong>Arte eg\u00edpcia<\/strong><\/h4>\nA <strong>arte eg\u00edpcia<\/strong> estava intimamente ligada \u00e0 religi\u00e3o, por isso era bastante padronizada, n\u00e3o dando margens \u00e0 criatividade ou \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o pessoal, pois a obra devia revelar um perfeito dom\u00ednio das t\u00e9cnicas e n\u00e3o o estilo do artista.\n\nA arte eg\u00edpcia caracteriza-se pela representa\u00e7\u00e3o da figura humana sempre com o tronco desenhado de frente, enquanto a cabe\u00e7a, as pernas e os p\u00e9s s\u00e3o colocados de perfil. O convencionalismo e o conservadorismo das t\u00e9cnicas de cria\u00e7\u00e3o voltaram a produzir esculturas e retratos estereotipados que representam a apar\u00eancia ideal dos seres, principalmente dos reis, e n\u00e3o seu aspecto real.\n\nAp\u00f3s a morte de Rams\u00e9s II, o poder real tornou-se muito fraco. O Egito foi invadido sucessivamente pelos et\u00edopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos.\n\nA sua arte, que influenciada pela dos povos invasores, vai perdendo sua caracter\u00edsticas.\n\nA <strong>pintura eg\u00edpcia<\/strong> teve seu apogeu durante o imp\u00e9rio novo, uma das etapas hist\u00f3ricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, \u00e9 preciso esclarecer que, devido \u00e0 fun\u00e7\u00e3o religiosa dessa arte, os princ\u00edpios pict\u00f3ricos evolu\u00edram muito pouco de um per\u00edodo para outro. Contudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original. Os temas eram normalmente representa\u00e7\u00f5es da vida cotidiana e de batalhas, quando n\u00e3o de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatol\u00f3gica.\n\nAs figuras t\u00edpicas dos murais eg\u00edpcios, de perfil mas com os bra\u00e7os e o corpo de frente, s\u00e3o produto da utiliza\u00e7\u00e3o da perspectiva da apar\u00eancia.\n\n<strong>Os eg\u00edpcios n\u00e3o representaram as partes do corpo humano com base na sua posi\u00e7\u00e3o real, mas sim levando em considera\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o de onde melhor se observasse cada uma das partes<\/strong>: o nariz e o toucado aparecem de perfil, que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o em que eles mais se destacam; os olhos, bra\u00e7os e tronco s\u00e3o mostrados de frente.\n\nEssa est\u00e9tica manteve-se at\u00e9 meados do imp\u00e9rio novo, manifestando-se depois a prefer\u00eancia pela representa\u00e7\u00e3o frontal. Um cap\u00edtulo \u00e0 parte na arte eg\u00edpcia \u00e9 representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 s\u00edmbolos gr\u00e1ficos, denominados hier\u00f3glifos, desenvolveu-se a partir do ano 3300 a.C. e seu estudo e fixa\u00e7\u00e3o foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro.\n\nA <strong>escrita e a pintura<\/strong> estavam estreitamente vinculadas por sua fun\u00e7\u00e3o religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pir\u00e2mides eram acompanhadas de textos e f\u00f3rmulas m\u00e1gicas dirigidas \u00e0s divindades e aos mortos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aarquit16.jpg\" alt=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" width=\"340\" height=\"222\" \/><strong>\nArte Eg\u00edpcia<\/strong><\/p>\n\u00c9 curioso observar que a evolu\u00e7\u00e3o da escrita em hier\u00f3glifos mais simples, a chamada escrita hier\u00e1tica, determinou na pintura uma evolu\u00e7\u00e3o semelhante, traduzida em um processo de abstra\u00e7\u00e3o. Essas obras menos naturalistas, pela sua correspond\u00eancia estil\u00edstica com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hier\u00e1ticas. Do imp\u00e9rio antigo conservam-se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do imp\u00e9rio novo merecem men\u00e7\u00e3o os murais da tumba da rainha Nefertari, no Vale das Rainhas, em Tebas.\n\nA pir\u00e2mide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magn\u00edfica obra lhe valeu a diviniza\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio as tumbas eg\u00edpcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a id\u00e9ia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pir\u00e2mide. Tamb\u00e9m se deve a Imhotep a substitui\u00e7\u00e3o do barro pela pedra, o que sem d\u00favida era mais apropriado, tendo em vista a conserva\u00e7\u00e3o do corpo do morto. As primeiras pir\u00e2mides foram as do rei Djeser, e elas eram escalonadas.\n\n<strong>As mais c\u00e9lebres do mundo pertencem com certeza \u00e0 dinastia IV e se encontram em Giz\u00e9:<\/strong> Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos, cujas faces s\u00e3o completamente lisas. A regularidade de certas pir\u00e2mides deve-se aparentemente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de um n\u00famero \u00e1ureo, que muito poucos arquitetos conheciam. Outro tipo de constru\u00e7\u00e3o foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a v\u00e1rias divindades ou a uma em particular.\n\n<strong>Normalmente eram divididos em duas ou tr\u00eas c\u00e2maras:<\/strong> a primeira para os profanos; a segunda para o fara\u00f3 e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote. A entrada a esses templos era protegida por galerias de est\u00e1tuas de grande porte e esfinges. Quanto \u00e0 arquitetura civil e palaciana, as ru\u00ednas existentes n\u00e3o permitem recolher muita informa\u00e7\u00e3o a esse respeito.\n\nA escultura eg\u00edpcia foi antes de tudo animista, encontrando sua raz\u00e3o de ser na eterniza\u00e7\u00e3o do homem ap\u00f3s a morte. Foi uma estatu\u00e1ria principalmente religiosa.\n\nA representa\u00e7\u00e3o de um fara\u00f3 ou um nobre era o substituto f\u00edsico da morte, sua c\u00f3pia em caso de decomposi\u00e7\u00e3o do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcan\u00e7ado pelos escultores eg\u00edpcios, principalmente no imp\u00e9rio antigo. Com o passar do tempo, a exemplo da pintura, a escultura acabou se estilizando. As estatuetas de barro eram pe\u00e7as concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funer\u00e1rio. J\u00e1 a estatu\u00e1ria monumental de templos e pal\u00e1cios surgiu a partir da dinastia XVIII, como parte da nova arquitetura imperial, de car\u00e1ter representativo. Paulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o amaneiramento completo.\n\nCom os reis ptolemaicos, a grande influ\u00eancia da Gr\u00e9cia revelou-se na pureza das formas e no aperfei\u00e7oamento das t\u00e9cnicas. A princ\u00edpio, o retrato tridimensional foi privil\u00e9gio de fara\u00f3s e sacerdotes. Com o tempo estendeu-se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem men\u00e7\u00e3o os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, \u00e9 considerada uma das mulheres mais belas da hist\u00f3ria universal. Ambos s\u00e3o de autoria de um dos poucos artistas eg\u00edpcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim. Igualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza s\u00e3o suficientes para testemunhar a eleg\u00e2ncia e a ostenta\u00e7\u00e3o das cortes eg\u00edpcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As j\u00f3ias sempre tinham uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (talism\u00e3s), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives tamb\u00e9m colaboraram na decora\u00e7\u00e3o de templos e pal\u00e1cios, revestindo muros com l\u00e2minas de ouro e prata lavrados contendo inscri\u00e7\u00f5es, dos quais restaram apenas testemunho.\n\n<strong>Fonte:<\/strong> www.arteducacao.pro.br\n<h6>Arquitetura Eg\u00edpcia<\/h6>\nUma das principais civiliza\u00e7\u00f5es da Antig\u00fcidade foi a que se desenvolveu no <strong>Egito<\/strong>.\n\nEra uma civiliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 bastante complexa em sua organiza\u00e7\u00e3o social e riqu\u00edssima em suas realiza\u00e7\u00f5es culturais.\n\nA religi\u00e3o invadiu toda a vida eg\u00edpcia, interpretando o universo, justificando sua organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, determinando o papel de cada classe social e, conseq\u00fcentemente, orientando toda a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica desse povo.\n\nAl\u00e9m de crer em deuses que poderiam interferir na hist\u00f3ria humana, os eg\u00edpcios acreditavam tamb\u00e9m numa vida ap\u00f3s a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente.\n\nO fundamento ideol\u00f3gico da arte eg\u00edpcia \u00e9 a glorifica\u00e7\u00e3o dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funer\u00e1rios e t\u00famulos grandiosos.\n<h4>ARQUITETURA<\/h4>\n<strong>As pir\u00e2mides do deserto de Giz\u00e9 s\u00e3o as obras arquitet\u00f4nicas mais famosas e, foram constru\u00eddas por importantes reis do Antigo Imp\u00e9rio:<\/strong> Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos. Junto a essas tr\u00eas pir\u00e2mides est\u00e1 a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o fara\u00f3 Qu\u00e9fren, mas a a\u00e7\u00e3o erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos s\u00e9culos, um aspecto enigm\u00e1tico e misterioso.\n\n<strong>As caracter\u00edsticas gerais da arquitetura eg\u00edpcia s\u00e3o: <\/strong>\n<blockquote>Solidez e durabilidade;\nSentimento de eternidade; e\nAspecto misterioso e impenetr\u00e1vel.<\/blockquote>\nAs pir\u00e2mides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, al\u00e9m de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pir\u00e2mide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a m\u00famia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na c\u00e2mara funer\u00e1ria, local onde estava a m\u00famia do fara\u00f3 e seus pertences.\n\n<strong>Os templos mais significativos s\u00e3o: <\/strong>Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.\n\nOs monumentos mais expressivos da arte eg\u00edpcia s\u00e3o os t\u00famulos e os templos.\n\n<strong>Divididos em tr\u00eas categorias:<\/strong>\n<blockquote><strong>Pir\u00e2mide &#8211;<\/strong> t\u00famulo real, destinado ao fara\u00f3;\n<strong>Mastaba &#8211;<\/strong> t\u00famulo para a nobreza; e\n<strong>Hipogeu &#8211;<\/strong> t\u00famulo destinado \u00e0 gente do povo.<\/blockquote>\n<strong>Os tipos de colunas dos templos eg\u00edpcios s\u00e3o divididas conforme seu capitel:<\/strong>\n<blockquote><strong>Palmiforme &#8211;<\/strong> flores de palmeira;\n<strong>Papiriforme &#8211;<\/strong> flores de papiro; e\n<strong>Lotiforme &#8211; <\/strong>flor de l\u00f3tus.<\/blockquote>\n<strong>Para seu conhecimento:<\/strong>\n<blockquote><strong>Esfinge:<\/strong> representa corpo de le\u00e3o (for\u00e7a) e cabe\u00e7a humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus esp\u00edritos.<strong>\nObelisco:<\/strong> eram colocados \u00e0 frente dos templos para materializar a luz solar.<\/blockquote>\n<h4>ESCULTURA<\/h4>\nOs escultores eg\u00edpcios representavam os fara\u00f3s e os deuses em posi\u00e7\u00e3o serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emo\u00e7\u00e3o. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilus\u00e3o de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freq\u00fcentemente as propor\u00e7\u00f5es do corpo humano, dando \u00e0s figuras representadas uma impress\u00e3o de for\u00e7a e de majestade.\n\nOs Usciabtis eram figuras funer\u00e1rias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o fara\u00f3 morto nos trabalhos mais ingratos no al\u00e9m, muitas vezes coberto de inscri\u00e7\u00f5es.\n\nOs baixos-relevos eg\u00edpcios, que eram quase sempre pintados, foram tamb\u00e9m express\u00e3o da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial \u00e0s constru\u00e7\u00f5es. Os pr\u00f3prios hier\u00f3glifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.\n<h4>PINTURA<\/h4>\nA decora\u00e7\u00e3o colorida era um poderoso elemento de complementa\u00e7\u00e3o das atitudes religiosas.\n\n<strong>Suas caracter\u00edsticas gerais s\u00e3o: <\/strong>\n<blockquote>Aus\u00eancia de tr\u00eas dimens\u00f5es;\nIgnor\u00e2ncia da profundidade;\nColorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indica\u00e7\u00e3o do relevo; e<\/blockquote>\nLei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabe\u00e7a, suas pernas e seus p\u00e9s eram vistos de perfil.\n\n<strong>Quanto a hierarquia na pintura:<\/strong> <strong>eram representadas maiores as pessoas com maior import\u00e2ncia no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza:<\/strong> o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho.\n\nOs eg\u00edpcios escreviam usando desenhos, n\u00e3o utilizavam letras como n\u00f3s.\n\n<strong>Desenvolveram tr\u00eas formas de escrita:<\/strong>\n<blockquote><strong>Hier\u00f3glifos <\/strong>&#8211; considerados a escrita sagrada;\n<strong>Hier\u00e1tica <\/strong>&#8211; uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e\n<strong>Dem\u00f3tica <\/strong>&#8211; a escrita popular.<\/blockquote>\nLivro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funer\u00e1rios que era posto no sarc\u00f3fago do fara\u00f3 morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular efic\u00e1cia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.\n\n<strong>Para seu conhecimento:<\/strong>\n<blockquote><strong>Hier\u00f3glifos:<\/strong> foi decifrada por Champolion, que descobriu o seu significado em 1822, ela se deu na Pedra de Rosetta que foi encontrada na cidade do mesmo nome no Delta do Nilo.\n\n<strong>Mumifica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>a)<\/strong> eram retirados o c\u00e9rebro, os intestinos e outros \u00f3rg\u00e3os vitais, e colocados num vaso de pedra chamado Canopo.\n<strong>b)<\/strong> nas cavidades do corpo eram colocadas resinas arom\u00e1ticas e perfumes.\n<strong>c)<\/strong> as incis\u00f5es eram costuradas e o corpo mergulhado num tanque com Nitrato de Pot\u00e1ssio.\n<strong>d)<\/strong> Ap\u00f3s 70 dias o corpo era lavado e enrolado numa bandagem de algod\u00e3o, embebida em betume, que servia como impermeabiliza\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<\/blockquote>\nQuando a Grande Barragem de Assu\u00e3 foi conclu\u00edda, em 1970, dezenas de constru\u00e7\u00f5es antigas do sul do pa\u00eds foram, literalmente, por \u00e1gua abaixo, engolidas pelo Lago Nasser. Entre as raras exce\u00e7\u00f5es desse drama do deserto, est\u00e3o os templos erguidos pelo fara\u00f3 Rams\u00e9s II, em Abu Simbel.\n\nEm 1964, uma fara\u00f4nica opera\u00e7\u00e3o coordenada pela Unesco com recursos de v\u00e1rios pa\u00edses &#8211; um total de 40 milh\u00f5es de d\u00f3lares &#8211; removeu pedra por pedra e transferiu templos e est\u00e1tuas para um local 61 metros acima da posi\u00e7\u00e3o original, longe da margem do lago. O maior deles \u00e9 o Grande Templo de Rams\u00e9s II, encravado na montanha de pedra com suas est\u00e1tuas do fara\u00f3 de 20 metros de altura. Al\u00e9m de salvar este valioso patrim\u00f4nio, a obra prestou uma homenagem ao mais famoso e empreendedor de todos os fara\u00f3s.\n\nQue\u00f3ps \u00e9 a maior das tr\u00eas pir\u00e2mides, tinha originalmente 146 metros de altura, um pr\u00e9dio de 48 andares. Nove metros j\u00e1 se foram, gra\u00e7as principalmente \u00e0 a\u00e7\u00e3o corrosiva da polui\u00e7\u00e3o vinda do Cairo. Para ergu\u00ea-la, foram precisos cerca de 2 milh\u00f5es de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos.\n\nFonte: www.historiadaarte.com.br\n<h6>Arquitetura Eg\u00edpcia<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aarquit12.jpg\" alt=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" width=\"255\" height=\"203\" \/><strong>\nArquitetura Eg\u00edpcia<\/strong><\/p>\nOs eg\u00edpcios desenvolveram v\u00e1rios conhecimentos matem\u00e1ticos. Com isso, conseguiram erguer obras que sobrevivem at\u00e9 os dias de hoje. Templos, pal\u00e1cios e pir\u00e2mides foram constru\u00eddos em homenagem aos deuses e aos fara\u00f3s. Eram grandiosos e imponentes, pois deviam mostrar todo poder do fara\u00f3. Eram constru\u00eddos com blocos de pedra, utilizando-se m\u00e3o-de-obra escrava para o trabalho pesado.\n\nO templo de Luxor, ao lado do templo de Karnac, foram um dos maiores monumentos da cidade de Tebas, no Egito Antigo. Sua constru\u00e7\u00e3o foi levada a efeito sob o reinado de Amenhotep III, e dedicado \u00e0 tr\u00edade de Tebas. Embora colossal em tamanho &#8211; cerca de 275 m de comprimento -, apresenta ao mesmo tempo linhas simples, geom\u00e9tricas. Colunas, muros e arquitraves eram cobertos por motivos inspirados nas vit\u00f3rias do fara\u00f3, em cores vivas. \u00c0 frente do templo havia est\u00e1tuas colossais e dois obeliscos que est\u00e3o hoje na Pra\u00e7a da Conc\u00f3rdia, em Paris.\n\nA arquitetura eg\u00edpcia aliava impon\u00eancia e simplicidade. Todas as suas formas se originavam da casa residencial. Esta tinha plano retangular e dispunha-se em torno de troncos de palmeiras ou de outras \u00e1rvores.\n\n<strong>Mesmo depois que os eg\u00edpcios adotaram outros materiais &#8211; como a pedra -, subsistiram na decora\u00e7\u00e3o os temas vegetais:<\/strong> l\u00f3tus, palma, papiros.\n<p class=\"imagem\">Com a expans\u00e3o do poder do clero, o templo passou a ser a forma arquitet\u00f4nica dominante; neles, fileiras de esfinges ladeavam a estrada sagrada. As colunas eram coloridas, ostentando motivos da natureza vegetal. O capitel, pefeitamente geom\u00e9trico, tinha os ornatos na base e no alto da coluna estilizando a fl\u00f4r de l\u00f3tus (uma das caracter\u00edsticas mais marcantes da arquitetura e decora\u00e7\u00e3o eg\u00edpcias).<\/p>\n<p class=\"imagem\">Os m\u00f3veis, de formas r\u00edgidas, eram ricamente ornados de uma decora\u00e7\u00e3o de cores vivas &#8211; seguindo o mesmo estilo da arquitetura. Flores de l\u00f3tus e papiro, brotos, grinaldas e animais aparecem nas decora\u00e7\u00f5es dos m\u00f3veis.<\/p>\n<p class=\"imagem\">As cores eram sempre vivas e as linhas muito simples, geom\u00e9tricas, como na arquitetura e mesmo nas vestimentas. Note que tamb\u00e9m a ta\u00e7a tem forma de flor de l\u00f3tus.<\/p>\n<p class=\"imagem\">A escultura servia ent\u00e3o \u00e0 arquitetura completando-a, geralmente em forma de baixos-relevos que &#8211; de pedra ou bronze &#8211; representavam tanto as cenas di\u00e1rias quanto as vit\u00f3rias dos fara\u00f3s, ou ainda paisagens simplificadas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Nunca h\u00e1 perspectiva: <\/strong>nas figuras, olhos e ombros aparecem de frente, embora o resto do corpo de perfil; o fara\u00f3 \u00e9 sempre muito mais alto que o sacerdote ou militar, o cortes\u00e3o, o servo, o inimigo derrotado. Mas \u00e9 menor do que o deus que personificava na terra, segundo os eg\u00edpcios.<\/p>\nA pintura complementava a escultura ou decorava as grandes superf\u00edcies dos edif\u00edcios. N\u00e3o se utilizavam grada\u00e7\u00e3o, mistura de tonalidades, nem claro-escuro. As cores mais comuns eram cinza e azul, al\u00e9m do preto. No teto azul dos templos, as estrelas est\u00e3o representadas por pequenos pontos luminosos.\n\nAs pir\u00e2mnides s\u00e3o sem d\u00favidas o paradigma da arquitetura eg\u00edpcia. Suas t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o continuam sendo objeto de estudo para engenheiros e historiadores. A pir\u00e2mide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magn\u00edfica obra lhe valeu a diviniza\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio as tumbas eg\u00edpcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a id\u00e9ia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pir\u00e2mide. Mastabas portanto, eram edifica\u00e7\u00f5es que se sobressaiam da terra, nas tumbas eg\u00edpcias, e eram formadas por um m\u00f3dulo compacto de pedras ou tijolos, tendo as paredes inclinadas e de forma retangular.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aarquit15.jpg\" alt=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" width=\"444\" height=\"281\" \/><strong>\nPir\u00e2mide escalonada de Djeser<\/strong><\/p>\nA pir\u00e2mide escalonada de Djeser, idealizada pelo arquiteto e m\u00e9dico Imhotep, \u00e9 a primeira estrutura desse tipo. Constru\u00edda com pedra em vez de adobe, veio a ser a novidade que deixou para tr\u00e1s a tradicional mastaba, muito mais simples na forma. Tamb\u00e9m se deve a Imhotep a substitui\u00e7\u00e3o do barro pela pedra, o que sem d\u00favida era mais apropriado, tendo em vista a conserva\u00e7\u00e3o do corpo do morto.\n\nAs primeiras pir\u00e2mides foram as do rei Djeser, e elas eram escalonadas.\n\n<strong>As pir\u00e2mides mais c\u00e9lebres do mundo pertencem \u00e0 dinastia IV e se encontram em Giz\u00e9:<\/strong> Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos, cujas faces s\u00e3o completamente lisas. A regularidade de certas pir\u00e2mides deve-xe aparentemente \u00e0 utliza\u00e7\u00e3o de um n\u00famero \u00e1ureo, que muito poucos arquitetos conheciam.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aarquit13.jpg\" alt=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" \/>\nPir\u00e2mides de Qu\u00e9ops, Qu\u00e9frem e Miquerinos<\/strong><\/p>\nOutro tipo de constru\u00e7\u00e3o foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a v\u00e1rias divindades ou a uma em particular.\n\n<strong>Normalmente eram divididos em duas ou tr\u00eas c\u00e2maras: <\/strong>a primeira para os profanos; a segunda para o fara\u00f3 e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote.\n\nA entrada a esses templos era protegida por galerias de est\u00e1tuas de grande porte e esfinges.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aarquit14.jpg\" alt=\"Arquitetura Eg\u00edpcia\" \/><strong>\nEntrada do templo de Abu Simbel<\/strong><\/p>\nFonte: www.pegue.com\n<h6>Arquitetura Eg\u00edpcia<\/h6>\n<h4>Arte Eg\u00edpcia<\/h4>\nA <strong>arte Eg\u00edpcia<\/strong> surgiu a mais de 3000 anos A.C., mas \u00e9 entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Eg\u00edpcia se destaca em procurar refletir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupa\u00e7\u00e3o com a delicadeza das formas.\n\nO local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma esp\u00e9cie de cola produzida com cores minerais.\n\nOs eg\u00edpcios ao esculpir e pintar tinham o prop\u00f3sito de relatar os acontecimentos de sua \u00e9poca, as hist\u00f3rias dos Fara\u00f3s, deuses e do seu povo em menor escala, j\u00e1 que as pessoas n\u00e3o podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos. Provavelmente eles n\u00e3o tiveram a inten\u00e7\u00e3o de nos deixar a &#8220;arte&#8221; de seus criadores.\n\nO tamanho das pessoas e objetos n\u00e3o caracterizavam necessariamente a dist\u00e2ncia um do outro e sim a import\u00e2ncia do objeto, o poder e o n\u00edvel social.\n\nOs valores dos eg\u00edpcios eram eternos e est\u00e1veis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos. O Fara\u00f3 representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era respons\u00e1vel pelo bem-estar do povo, sendo considerado tamb\u00e9m como um pr\u00f3prio Deus.\n\nArte e arquitetura do Egito, edif\u00edcios, pinturas, esculturas e artes aplicadas do antigo Egito, da pr\u00e9-hist\u00f3ria \u00e0 conquista romana no ano 30 a.C. A hist\u00f3ria do Egito foi a mais longa de todas as civiliza\u00e7\u00f5es antigas que floresceram em torno do Mediterr\u00e2neo, estendendo-se, quase sem interrup\u00e7\u00e3o, desde aproximadamente o ano 3000 a.C. at\u00e9 o s\u00e9culo IV d.C.\n\nA natureza do pa\u00eds \u0097 desenvolvido em torno do Nilo, que o banha e fertiliza, em quase total isolamento de influ\u00eancias culturais exteriores \u0097 produziu um estilo art\u00edstico que mal sofreu mudan\u00e7as ao longo de seus mais de 3.000 anos de hist\u00f3ria. Todas as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas estiveram, basicamente, a servi\u00e7o do estado, da religi\u00e3o e do fara\u00f3, considerado como um deus sobre a terra. Desde os primeiros tempos, a cren\u00e7a numa vida depois da morte ditou a norma de enterrar os corpos com seus melhores pertences, para assegurar seu tr\u00e2nsito na eternidade.\n\nA regularidade dos ciclos naturais, o crescimento e a inunda\u00e7\u00e3o anual do rio Nilo, a sucess\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es e o curso solar que provocava o dia e a noite foram considerados como presentes dos deuses \u00e0s pessoas do Egito. O pensamento, a cultura e a moral eg\u00edpicios eram baseados num profundo respeito pela ordem e pelo equil\u00edbrio.\n\n<strong>A arte pretendia ser \u00fatil: <\/strong>n\u00e3o se falava em pe\u00e7as ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes.\n\nO interc\u00e2mbio cultural e a novidade nunca foram considerados como algo importante por si mesmos. Assim, as conven\u00e7\u00f5es e o estilo representativos da arte eg\u00edpcia, estabelecidos desde o primeiro momento, continuaram praticamente imut\u00e1veis atrav\u00e9s dos tempos. Para o espectador contempor\u00e2neo a linguagem art\u00edstica pode parecer r\u00edgida e est\u00e1tica. Sua inten\u00e7\u00e3o fundamental, sem d\u00favida, n\u00e3o foi a de criar uma imagem real das coisas tal como apareciam, mas sim captar para a eternidade a ess\u00eancia do objeto, da pessoa ou do animal representado.\n<h4>Per\u00edodo pr\u00e9-din\u00e1stico<\/h4>\nOs primeiros povoadores pr\u00e9-hist\u00f3ricos assentaram-se sobre as terras ou planaltos formados pelos sedimentos que o rio Nilo havia depositado em seu curso. Os objetos e ferramentas deixados pelos primeiros habitantes do Egito mostram sua paulatina transforma\u00e7\u00e3o de uma sociedade de ca\u00e7adores-catadores semin\u00f4mades em agricultores sedent\u00e1rios.\n\nO per\u00edodo pr\u00e9-din\u00e1stico abrange de 4000 a.C. a 3100 a.C., aproximadamente.\n<h4>Antigo Imp\u00e9rio<\/h4>\nDurante as primeiras dinastias, constru\u00edram-se importantes complexos funer\u00e1rios para os fara\u00f3s em Abidos e Sakkara. Os hier\u00f3glifos (escrita figurativa), forma de escrever a l\u00edngua eg\u00edpcia, encontravam-se ent\u00e3o em seu primeiro n\u00edvel de evolu\u00e7\u00e3o e j\u00e1 mostravam seu car\u00e1ter de algo vivo, como o resto da decora\u00e7\u00e3o.\n\nNa III dinastia, a capital mudou-se para M\u00eanfis e os fara\u00f3s iniciaram a constru\u00e7\u00e3o de pir\u00e2mides, que substitu\u00edram as mastabas como tumbas reais. O arquiteto, cientista e pensador Imhotep construiu para o fara\u00f3 Zoser (c. 2737-2717 a.C.) uma pir\u00e2mide em degraus de pedra e um grupo de templos, altares e depend\u00eancias afins. Deste per\u00edodo \u00e9 o famoso conjunto monumental de Giz\u00e9, onde se encontram as pir\u00e2mides de Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos.\n\nA escultura caracterizava-se pelo estilo hier\u00e1tico, a rigidez, as formas c\u00fabicas e a frontalidade. Primeiro, talhava-se um bloco de pedra de forma retangular; depois, desenhava-se na frente e nas laterais da pedra a figura ou objeto a ser representado. Destaca-se, dessa \u00e9poca, a est\u00e1tua r\u00edgida do fara\u00f3 Qu\u00e9fren (c. 2530 a.C.).\n\n<strong>A escultura em relevo servia a dois prop\u00f3sitos fundamentais<\/strong>: glorificar o fara\u00f3 (feita nos muros dos templos) e preparar o esp\u00edrito em seu caminho at\u00e9 a eternidade (feita nas tumbas).\n\nNa cer\u00e2mica, as pe\u00e7as ricamente decoradas do per\u00edodo pr\u00e9-din\u00e1stico foram substitu\u00eddas por belas pe\u00e7as n\u00e3o decoradas, de superf\u00edcie polida e com uma grande variedade de formas e modelos, destinadas a servir de objetos de uso cotidiano. J\u00e1 as j\u00f3ias eram feitas em ouro e pedras semipreciosas, incorporando formas e desenhos, de animais e de vegetais.\n\nAo finalizar a VI dinastia, o poder central do Egito havia diminu\u00eddo e os governantes locais decidiram fazer as tumbas em suas pr\u00f3prias prov\u00edncias, em lugar de serem enterrados perto das necr\u00f3poles dos fara\u00f3s a quem serviam.\n\n<strong>Desta dinastia data a est\u00e1tua em metal mais antiga que se conhece no Egito:<\/strong> uma imagem em cobre (c. 2300 a.C.) de Pepi I (c. 2395-2360 a.C.).\n<h4>M\u00e9dio Imp\u00e9rio<\/h4>\nMentuhotep II, fara\u00f3 da XI dinastia, foi o primeiro fara\u00f3 do novo Egito unificado do M\u00e9dio Imp\u00e9rio (2134-1784 a.C.). Criou um novo estilo ou uma nova tipologia de monumento funer\u00e1rio, provavelmente inspirado nos conjuntos funer\u00e1rios do Antigo Imp\u00e9rio. Na margem oeste do Tebas, at\u00e9 o outro lado do Nilo, no lugar denominado de Deir el Bahari, construiu-se um templo no vale ligado por um longo caminho real a outro templo que se encontrava instalado na encosta da montanha. Formado por uma mastaba coroada por uma pir\u00e2mide e rodeado de p\u00f3rticos em dois n\u00edveis, os muros foram decorados com relevos do fara\u00f3 em companhia dos deuses.\n\nA escultura do M\u00e9dio Imp\u00e9rio se caracterizava pela tend\u00eancia ao realismo. Destacam-se os retratos de fara\u00f3s como Amenem\u00e9s III e Ses\u00f3stris III.\n\nO costume entre os nobres de serem enterrados em tumbas constru\u00eddas em seus pr\u00f3prios centros de influ\u00eancia, em vez de na capital, manteve-se vigente. Ainda que muitas delas estivessem decoradas com relevos, como as tumbas de Asu\u00e1n, no sul, outras, como as de Beni Hassan e El Bersha, no M\u00e9dio Egito, foram decoradas exclusivamente com pinturas. A pintura tamb\u00e9m decorava os sarc\u00f3fagos retangulares de madeira, t\u00edpicos deste per\u00edodo. Os desenhos eram muito lineares e mostravam grande min\u00facia nos detalhes.\n\nNo M\u00e9dio Imp\u00e9rio, tamb\u00e9m foram produzidos magn\u00edficos trabalhos de arte decorativa, particularmente j\u00f3ias feitas em metais preciosos com incrusta\u00e7\u00e3o de pedras coloridas. Neste per\u00edodo aparece a t\u00e9cnica do granulado e o barro vidrado alcan\u00e7ou grande import\u00e2ncia para a elabora\u00e7\u00e3o de amuletos e pequenas figuras.\n<h4>Novo Imp\u00e9rio<\/h4>\nO Novo Imp\u00e9rio (1570-1070 a.C.) come\u00e7ou com a XVIII dinastia e foi uma \u00e9poca de grande poder, riqueza e influ\u00eancia. Quase todos os fara\u00f3s deste per\u00edodo preocuparam-se em ampliar o conjunto de templos de Karnak, centro de culto a Amon, que se converteu, assim, num dos mais impressionantes complexos religiosos da hist\u00f3ria. Pr\u00f3ximo a este conjunto, destaca-se tamb\u00e9m o templo de Luxor.\n\nDo Novo Imp\u00e9rio, tamb\u00e9m se destaca o ins\u00f3lito templo da rainha Hatshepsut, em Deir el Bahari, levantado pelo arquiteto Senemut (morto no ano de 1428 a.C.) e situado diante dos alcantilados do rio Nilo, junto ao templo de Mentuhotep II.\n\nDurante a XIX Dinastia, na \u00e9poca de Rams\u00e9s II, um dos mais importantes fara\u00f3s do Novo Imp\u00e9rio, foram constru\u00eddos os gigantescos templos de Abu Simbel, na N\u00fabia, ao sul do Egito.\n\nA escultura, naquele momento, alcan\u00e7ou uma nova dimens\u00e3o e surgiu um estilo cortes\u00e3o, no qual se combinavam perfeitamente a eleg\u00e2ncia e a cuidadosa aten\u00e7\u00e3o aos detalhes mais delicados. Tal estilo alcan\u00e7aria a maturidade nos tempos de Amen\u00f3fis III.\n\nA arte na \u00e9poca de Akhenaton refletia a revolu\u00e7\u00e3o religiosa promovida pelo fara\u00f3, que adorava Aton, deus solar, e projetou uma linha art\u00edstica orientada nesta nova dire\u00e7\u00e3o, eliminando a imobilidade tradicional da arte eg\u00edpcia. Deste per\u00edodo, destaca-se o busto da rainha Nefertiti (c. 1365 a.C.).\n\nA pintura predominou ent\u00e3o na decora\u00e7\u00e3o das tumbas privadas. A necr\u00f3pole de Tebas \u00e9 uma rica fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre a lenta evolu\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica, assim como de excelentes ilustra\u00e7\u00f5es da vida naquela \u00e9poca.\n\nDurante o Novo Imp\u00e9rio, a arte decorativa, a pintura e a escultura alcan\u00e7aram as mais elevadas etapas de perfei\u00e7\u00e3o e beleza. Os objetos de uso cotidiano, utilizados pela corte real e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com grande destreza t\u00e9cnica. N\u00e3o h\u00e1 melhor exemplo para ilustrar esta afirma\u00e7\u00e3o do que o enxoval funer\u00e1rio da tumba (descoberta em 1922) de Tutankhamen.\n<h4>\u00c9poca tardia<\/h4>\nEm Madinat Habu, perto de Tebas, na margem ocidental do Nilo, Rams\u00e9s III, o \u00faltimo da poderosa saga de fara\u00f3s da XX dinastia, levantou um enorme templo funer\u00e1rio (1198-1167 a.C.), cujos restos s\u00e3o os mais conservados na atualidade.\n\nO rei ass\u00edrio Assurbanipal conquistou o Egito, convertendo-o em prov\u00edncia ass\u00edria at\u00e9 que Psam\u00e9tico I (664-610 a.C.) libertou o pa\u00eds da domina\u00e7\u00e3o e criou uma nova dinastia, a XXVI, denominada sa\u00edta. Desse per\u00edodo, destacam-se os trabalhos de escultura em bronze, de grande suavidade e brandura na modelagem, com tend\u00eancia a formas torneadas. Os eg\u00edpcios tiveram ent\u00e3o contato com os gregos, alguns dos quais haviam servido em seu ex\u00e9rcito como mercen\u00e1rios, e\n\ntamb\u00e9m com os judeus, atrav\u00e9s de uma col\u00f4nia que estes tinham no sul, perto de Asu\u00e1n.\n\nA conquista do pa\u00eds por Alexandre Magno, em 332 a.C., e pelos romanos, no ano 30 a.C., introduziu o Egito na esfera do mundo cl\u00e1ssico, embora persistissem suas antigas tradi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Alexandre (fundador da cidade de Alexandria, que se converteu num importante foco da cultura helen\u00edstica) e seus sucessores aparecem representados em relevo nos muros dos templos como se fossem aut\u00eanticos fara\u00f3s \u0097 e num claro estilo eg\u00edpcio, e n\u00e3o cl\u00e1ssico. Os templos constru\u00eddos durante o per\u00edodo ptolomaico (hel\u00eanico) repetem os modelos arquitet\u00f4nicos tradicionais do Egito.\n\nFonte: www.paralerepensar.com.br\n<h6>Arquitetura Eg\u00edpcia<\/h6>\nA antiga civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia era bastante complexa em sua organiza\u00e7\u00e3o social e muito rica em seu desenvolvimento cultural.\n\nComo havia a forte cren\u00e7a em uma vida depois da vida, a arte voltava-se sobremaneira para esse aspecto da religiosidade. E tinha-se na figura do Fara\u00f3 uma centraliza\u00e7\u00e3o e uma representa\u00e7\u00e3o de todo o povo.\n\nPreservar o corpo do Fara\u00f3 e dota-lo dos meios pr\u00f3prios para a segunda vida, era garantir a todo o povo as mesmas possibilidades. O fara\u00f3 era mais do que um simples governante. O fara\u00f3 englobava o pr\u00f3prio povo, seu destino e sua eterniza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>A arte eg\u00edpcia teve algumas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas que a distinguiram:<\/strong>\n<blockquote>Na representa\u00e7\u00e3o da figura humana, o rosto era sempre apresentado de perfil, mesmo os olhos sendo mostrados de frente. Isso nos d\u00e1 um certo ar de irrealidade. O tronco era apresentado de frente mas as pernas sempre estavam de perfil. Esse \u00e9 um aspecto bem curioso e chama-se lei da frontalidade. \u00c9 f\u00e1cil observar essa caracter\u00edstica na maior parte dos auto-relevos e representa\u00e7\u00f5es pict\u00f3ricas do antigo Egito.\n\nHavia um outro aspecto, conhecido como peso da alma. As pessoas mais importantes eram representadas em tamanho maior. Assim, o Fara\u00f3 era sempre maior do que sua esposa. Em seguida a esses, pela ordem de tamanho, vinham os sacerdotes, os escribas, os soldados e finalmente o resto do povo. Por isso transmite-se a id\u00e9ia de que os fara\u00f3s eram figuras gigantescas, o que nem sempre era verdade.\n\nUm outro padr\u00e3o tamb\u00e9m nos aparece como curioso. As figuras masculinas usavam o tom vermelho e as figuras femininas o tom ocre.<\/blockquote>\nEntretanto, o que mais se destaca na arte eg\u00edpcia \u00e9 de fato a arquitetura, atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de templos de tamanhos monumentais. A primeira imagem que nos vem em mente \u00e9 a imagem de uma pir\u00e2mide. As pir\u00e2mides eram t\u00famulos para os fara\u00f3s e tinham uma \u00e1rea de ocupa\u00e7\u00e3o muito pequena, em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho do monumento.\n\n\u00c9 dif\u00edcil imaginar como eram constru\u00eddas as pir\u00e2mides. Devemos sempre ter em mente que foram levantadas dezenas de s\u00e9culos antes de Cristo. Esse corte representativo \u00e9 da pir\u00e2mide de Queops, uma das maiores. Essas constru\u00e7\u00f5es foram erguidas unicamente com a fun\u00e7\u00e3o de t\u00famulo e de preserva\u00e7\u00e3o do fara\u00f3. A arquitetura eg\u00edpcia era monumental em todos os aspectos.\n\nEm algumas dessas pir\u00e2mides foram encontrados tesouros, tamb\u00e9m de propor\u00e7\u00f5es monumentais. No t\u00famulo de Tutanc\u00e2mon, por exemplo, foi encontrado um grande tesouro. Tutanc\u00e2mon foi um fara\u00f3 que morreu aos 18 anos de idade. No Vale dos Reis, onde est\u00e1 o seu t\u00famulo, o sarc\u00f3fago que continha a m\u00famia do jovem fara\u00f3 era feito de ouro maci\u00e7o com aplica\u00e7\u00f5es em azul, coral e turquesa. O seu trono, datado do s\u00e9culo XIV a.C. era feito de madeira esculpida, recoberto inteiramente em ouro e ornamentado com incrustra\u00e7\u00f5es multicoloridas em vidro, cer\u00e2mica esmaltada, prata e pedras preciosas. Esse trono est\u00e1 hoje no Museu Eg\u00edpcio do Cairo e constitui-se em uma das pe\u00e7as mais expl\u00eandidas do tesouro de Tutanc\u00e2mon, assim como a sua m\u00e1scara, uma pe\u00e7a de rara beleza.\n\nH\u00e1 uma outra coisa muito curiosa a respeito dos monumentos do antigo Egito.\n\nSabe-se que a Esfinge de Giz\u00e9 n\u00e3o tem o seu nariz completo.\n\n<strong>Como ser\u00e1 que ela perdeu o seu nariz? <\/strong>\n\nEsse nariz, datado de 2500 anos antes de Cristo, foi destru\u00eddo por uma bala de canh\u00e3o. Haviam tropas Turco-Eg\u00edpcias que controlavam o pa\u00eds desde o s\u00e9culo XIV. Quando Napole\u00e3o invadiu o Egito em 1798 essas tropas prepararam-se para a defesa da regi\u00e3o e enquanto as batalhas n\u00e3o tinham in\u00edcio, treinavam e calibravam os seus canh\u00f5es atirando na Esfinge e nas Pir\u00e2mides. \u00c9 de se ficar sem compreender como desconsideravam o valor daqueles monumentos. 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