{"id":20852,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arte-no-brasil-colonial-3\/"},"modified":"2015-12-28T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-28T00:00:00","slug":"arte-no-brasil-colonial-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/arte-no-brasil-colonial-3\/","title":{"rendered":"Arte no Brasil Colonial"},"content":{"rendered":"\nArtes\u00e3os como o tirol\u00eas Johann Traer, influenciado pelo barroco europeu, fazem objetos e m\u00f3veis sacros, em Bel\u00e9m (PA).\n\n<strong>A pintura jesu\u00edtica se inicia em 1587, com a chegada do frei Belchior Paulo, seguido depois por pintores jesu\u00edtas ou beneditinos encarregados de adornar as igrejas: <\/strong>Domingos da Concei\u00e7\u00e3o, Agostinho da Piedade e Agostinho de Jesus.\n\n<strong>Holandeses <\/strong>\n\nCom a invas\u00e3o holandesa em 1637, chegam ao Recife pintores como Frans Post e Albert Eckhout, que influenciam artistas brasileiros como Jo\u00e3o dos Santos Sim\u00f5es. Com a inten\u00e7\u00e3o de documentar a fauna e a flora e as paisagens brasileiras, Eckhout e sobretudo Post realizam um trabalho de alta qualidade art\u00edstica. Post, em suas paisagens, mostra senso de composi\u00e7\u00e3o aprimorado ao captar a horizontalidade do relevo litor\u00e2neo brasileiro.\n\nFrans Post (1612?-1680?), pintor holand\u00eas.\n\nVem ao Brasil durante a domina\u00e7\u00e3o de Mauricio de Nassau, em Pernambuco.\n\nPermanece de 1637 a 1644, documentando paisagens e esp\u00e9cimes naturais do pa\u00eds. Esse per\u00edodo \u00e9 a melhor fase de sua carreira. Influencia diversas gera\u00e7\u00f5es de paisagistas brasileiros.\n\n<strong>Barroco <\/strong>\n\nO barroco brasileiro se desenvolve principalmente em Minas Gerais, devido ao ciclo do ouro no s\u00e9culo XVIII. O pintor Manuel da Costa Ata\u00edde (A \u00faltima ceia) e o escultor e arquiteto Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, s\u00e3o os principais nomes. Usando materiais tipicamente brasileiros (madeira, pedra-sab\u00e3o), fundam uma arte nacional. No Rio de Janeiro destaca-se o pintor Caetano da Costa e o entalhador Mestre Valentim, que cria o conceito de planejamento paisag\u00edstico em locais como o Passeio P\u00fablico; na Bahia, Joaquim Jos\u00e9 da Rocha e, em S\u00e3o Paulo, padre Jesu\u00edno do Monte Carmelo s\u00e3o grandes artistas do per\u00edodo.\n\nAnt\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814) nasce em Vila Rica (atual Ouro Preto), filho de um entalhador portugu\u00eas e de uma escrava. Inicia seu trabalho como escultor e entalhador ainda crian\u00e7a, seguindo os passos do pai. Aos 40 anos, contrai uma doen\u00e7a que progressivamente lhe retira os movimentos das pernas e m\u00e3os. Entre 1796 e 1799 realiza o conjunto do santu\u00e1rio de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, com 66 imagens esculpidas em madeira e os 12 majestosos profetas em pedra-sab\u00e3o.\n<h4>Brasil colonial<\/h4>\nNo <strong>Brasil colonial<\/strong> a arte em geral girava em torno da Igreja Cat\u00f3lica e dos cultos religiosos.\n\n\u00c9 bem conhecida a presen\u00e7a, no Brasil, de religiosos europeus, como os jesu\u00edtas, franciscanos e beneditinos, os quais vieram ao pa\u00eds para catequizar seus habitantes.\n\nAlguns deles tinham experi\u00eancia em pintura, escultura e arquitetura, adquirida no velho continente.\n\nForam eles os primeiros a realizar obras art\u00edsticas no pa\u00eds e a recrutar artes\u00e3os e art\u00edfices para a decora\u00e7\u00e3o de suas constru\u00e7\u00f5es.\n\nOs artistas do per\u00edodo costumavam ser auto-didatas ou ent\u00e3o eram orientados por esses religiosos, nos moldes da tradi\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica.\n\nCom esse esfor\u00e7o, a pintura come\u00e7a a aparecer nas constru\u00e7\u00f5es nordestinas, principalmente em Salvador, cidade que era na \u00e9poca a sede do Governo.\n\n<strong>Separando a arte da religi\u00e3o <\/strong>\n\nJ\u00e1 no S\u00e9culo 17, surgem os primeiros sinais de desvincula\u00e7\u00e3o da arte \u00e0 religi\u00e3o.\n\nAssim, por exemplo, o teto da Igreja de Santa Casa da Miseric\u00f3rdia, ainda em Salvador, que apresenta figuras como santos e anjos com roupas como se usavam na \u00e9poca que o artista fez a obra.\n\nTamb\u00e9m os rostos s\u00e3o pintados com mais liberdade, lembrando o biotipo dos habitantes daquela cidade baiana.\n\nDestaca-se ainda como pintor religioso do s\u00e9culo XVII o Frei Ricardo do Pilar, que pintou o mosteiro de S\u00e3o Bento no Rio de Janeiro e obras como &#8220;O Senhor Crucificado&#8221;, de 1688 ou &#8220;O Senhor dos Mart\u00edrios&#8221;, de 1690.\n\n<strong>Os pintores do pr\u00edncipe<\/strong>\n\nA ocupa\u00e7\u00e3o holandesa em Pernambuco, no s\u00e9culo XVII traz artistas como pintores e naturalistas ao pa\u00eds que iriam, pela primeira vez, registrar a natureza brasileira.\n\nO conde de Nassau, que aqui permaneceu entre 1637 e 1644 foi o respons\u00e1vel por grandes projetos de urbaniza\u00e7\u00e3o na cidade de Recife e trouxe com ele artistas holandeses como Franz Post e Eckhout.\n\nEntretanto, apesar de a ocupa\u00e7\u00e3o holandesa e da estada desses pintores no Brasil ser considerada como de grande import\u00e2ncia no S\u00e9culo 17, seu papel foi apenas de registro de paisagens e costumes.\n\nCom efeito, tratou-se de um acontecimento isolado e os pintores que por aqui passaram n\u00e3o deixaram aprendizes ou come\u00e7aram alguma tradi\u00e7\u00e3o que pudesse dar continuidade aos seus trabalhos.\n\nEm resumo, n\u00e3o moveram uma palha em favor da arte local e sequer podem ser considerados como pintores do Brasil, pois sua passagem por aqui deu-se t\u00e3o somente como agentes de um pa\u00eds invasor, e retornando \u00e0 sua terra antes mesmo que cessasse tal invas\u00e3o.\n\nN\u00e3o se pode deixar de destacar, contudo, que foram possivelmente as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es de pintura efetivamente fora do dom\u00ednio religioso.\n\n<strong>A arte regionalizada<\/strong>\n\nNo S\u00e9culo 18, a pintura tem maior desenvolvimento, principalmente devido \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de artistas em centros que ent\u00e3o se desenvolviam, como Rio de Janeiro, Salvador e Vila Rica (atual Ouro Preto).\n\nA partir de ent\u00e3o pode-se falar em escolas distintas no pa\u00eds, como a fluminense, com pintores como Jos\u00e9 de Oliveira Rosa, Leandro Joaquim, com seus retratos e representa\u00e7\u00f5es da cidade do Rio de Janeiro e Manuel da Cunha, com suas pinturas religiosas e retratos.\n\nAinda no Rio de Janeiro, em 1732, Caetano da Costa Coelho come\u00e7a a realizar na Capela-Mor da Igreja da Ordem 3\u00aa de S\u00e3o Francisco da Penit\u00eancia aquela que seria a primeira pintura perspectivista do Brasil.\n\nEm Salvador, na ent\u00e3o escola baiana do S\u00e9culo 18, vivia-se a transi\u00e7\u00e3o do barroco ao rococ\u00f3 e nela eram t\u00edpicas principalmente pinturas de perspectiva ilusionista.\n\nDestacam-se nesse per\u00edodo, Jos\u00e9 Joaquim da Rocha, como teto da Igreja de N. Senhora da Concei\u00e7\u00e3o da Praia, considerada uma das obras-primas da pintura barroca brasileira (1773).\n\n<strong>As artes nas Minas Gerais<\/strong>\n\nA mais famosa dessas &#8220;escolas&#8221;, entretanto, \u00e9 a escola mineira, extremamente valorizada pela sua originalidade.\n\nO ciclo da minera\u00e7\u00e3o possibilitou a concentra\u00e7\u00e3o de riquezas em Minas Gerais e a transforma\u00e7\u00e3o de algumas cidades mineiras em verdadeiros centros urbanos da col\u00f4nia.\n\nA primeira pintura de teto em Minas Gerais \u00e9 realizada por Ant\u00f4nio Rodrigues Belo, em 1755, na capela-mor da matriz de Nossa Senhora de Nazar\u00e9, em Cachoeira do Campo. A partir de ent\u00e3o Minas avan\u00e7a como ativo centro art\u00edstico nacional.\n\nO estilo dos artistas mineiros de ent\u00e3o era o barroco com forte presen\u00e7a do rococ\u00f3, sem contudo deixar de lado as formas brasileira.\n\nO escultor Aleijadinho, um dos principais nomes de nossa arte, talvez seja o nome mais conhecido dessa escola.\n\nNa pintura destaca-se principalmente Manuel da Costa Ata\u00edde. Outros pintores mineiros do per\u00edodo foram Manuel Rebelo e Souza e Bernardo Pires, Jo\u00e3o Nepomuceno Correia e Castro, entre outros.\n\nAinda no s\u00e9culo XVIII, fora desses centros, destaca-se Jo\u00e3o de Deus Sep\u00falveda com sua pintura &#8220;S\u00e3o Pedro Aben\u00e7oando o Mundo Cat\u00f3lico&#8221;, em Recife, na Igreja de S\u00e3o Pedro dos Cl\u00e9rigos.\n\nEm 1800 h\u00e1 a primeira iniciativa de ensino de arte no pa\u00eds com a Aula P\u00fablica de Desenho e Figura, no Rio de Janeiro e seu regente, Manuel de Oliveira.\n\n<strong>O Neo-clacissismo no Brasil<\/strong>\n\nEm 1808, a Fam\u00edlia Real e a Corte Portuguesa transferiam-se para o Brasil e a partir da\u00ed ter\u00edamos uma enorme mudan\u00e7a nos rumos que a arte brasileira seguia at\u00e9 ent\u00e3o.\n\nEnfrentando problemas pol\u00edticos ap\u00f3s a queda de Napole\u00e3o, um grupo de artistas franceses freta um navio e se dirige ao Brasil.\n\nEm 1816 chega a ent\u00e3o denominada Miss\u00e3o Art\u00edstica Francesa, um grupo de artistas e art\u00edfices franceses de forma\u00e7\u00e3o neocl\u00e1ssica que iriam exercer uma profunda influ\u00eancia na pintura brasileira da metade do S\u00e9culo 19, at\u00e9 praticamente a Semana da Arte Moderna de 1922.\n\nNa Miss\u00e3o Art\u00edstica Francesa encontravam-se artistas como Nicolas-Antoine Taunay e Jean Baptiste Debret. Este \u00faltimo, em 1826, instalava a Academia Imperial de Belas-Artes no Rio de Janeiro e tr\u00eas anos depois eram abertas as primeiras exposi\u00e7\u00f5es oficiais de arte brasileira.\n\n<strong>Pela primeira vez, chegava ao pa\u00eds um estilo art\u00edstico sem defasagem com o que estava acontecendo na Europa:<\/strong> o neoclassicismo. Seu prest\u00edgio, tanto pela &#8220;modernidade&#8221; quanto por ter car\u00e1ter de arte oficial foi enorme.\n\n<strong>Na falta de par\u00e2metros, nossa arte perdeu a identidade<\/strong>\n\nEm poucos anos ocorreu uma brusca ruptura, embora dirigida, com o barroco-rococ\u00f3, que era comum nas nossas pinturas para um estilo mais frio, racional e acad\u00eamico, sem muitas afinidades com a cultura brasileira de ent\u00e3o. Nossa pintura ganhava na t\u00e9cnica, mas perdia em espontaneidade.\n\nA falta de ra\u00edzes pode ser aquilatada pelo fato de um pintor da \u00e9poca haver sugerido a importa\u00e7\u00e3o de modelos europeus para garantir a pose em padr\u00f5es est\u00e9ticos acad\u00eamicos.\n\nOs r\u00edgidos padr\u00f5es adotados pela Escola Nacional de Belas-Artes foi, de fato, uma das principais raz\u00f5es por que o modernismo tardou tanto em entrar no Brasil, s\u00f3 logrando \u00eaxito ap\u00f3s 1922.\n\nEntretanto, apesar de distante do pa\u00eds, o estilo acad\u00eamico passa a ser o dominante no S\u00e9culo 19.\n\nDestacam-se, entre os artistas brasileiros do per\u00edodo,Vitor Meireles, Pedro Am\u00e9rico, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli, al\u00e9m do escultor Rodolfo Bernardelli, que foi o diretor da Escola por quinze anos.\n\n<strong>Romantismo e realismo chegam tardiamente<\/strong>\n\nNas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, tend\u00eancias realistas e rom\u00e2nticas surgiam entre nossos artistas como uma das poucas manifesta\u00e7\u00f5es de rebeldia ao estilo acad\u00eamico.\n\nEntretanto, essas tend\u00eancias manifestavam-se efetivamente mais na escolha tem\u00e1tica, como Moema, de Vitor Meirelles, do que na forma, que continuava acad\u00eamica e presa ao Neoclassicismo.\n\nA Belle \u00c9poque brasileira parece ter se estendido de 1889 a 1922.\n\n<strong>Nessa \u00e9poca, apesar da influ\u00eancia da academia ser ainda a principal, come\u00e7am a ser notadas mais manifesta\u00e7\u00f5es de estilos europeus<\/strong>: al\u00e9m do Romantismo e do Realismo, o Impressionismo, o Simbolismo e Art Nouveau, estilo decorativo, com uso de formas sinuosas e elementos vegetais.\n\n<strong>Nacionalizando a pintura<\/strong>\n\nAlmeida J\u00fanior parece ter sido um dos primeiros a libertar-se das influ\u00eancias acad\u00eamicas, realizando quadros como tipos e cenas brasileiras, sem idealiza\u00e7\u00f5es neocl\u00e1ssicas.\n\nNo come\u00e7o do S\u00e9culo 20, Eliseu Visconti, com suas propostas Neo-Impressionistas adquiridas em estudos em Paris \u00e9 um dos pioneiros na moderniza\u00e7\u00e3o da arte brasileira.\n\nEntretanto, a primeira mostra de arte que romperia com o academicismo brasileiro foi feita por um estrangeiro, Lasar Segall em 1913.\n\nQuatro anos mais tarde Anita Malfatti realizaria uma exposi\u00e7\u00e3o que abalaria os padr\u00f5es art\u00edsticos vigentes e reuniria jovens ansiosos por mudan\u00e7as nas artes brasileiras e que acabariam por realizar a Semana de Arte Moderna, em 1922, na cidade de S\u00e3o Paulo.\n\nCome\u00e7ava ent\u00e3o o Modernismo brasileiro que procurava atualizar a arte brasileira e quebrar com o academicismo que a orientava, realizando trabalhos que nada devessem \u00e0 arte europ\u00e9ia de vanguarda, ao mesmo tempo que preservasse e valorizasse a cultura nacional.\n\n<strong>Acompanhando as evolu\u00e7\u00f5es da arte mundial<\/strong>\n\nCom o fim da II Guerra, os museus modernos s\u00e3o abertos e as Bienais facilitam a penetra\u00e7\u00e3o da arte internacional no pa\u00eds.\n\nPor volta de 1960, vemos as \u00faltimas manifesta\u00e7\u00f5es que podem ser consideradas pertencentes ao Modernismo, com os abstracionistas e Neo-Concretos.\n\nAs d\u00e9cadas de 60 e 70 assistem a variadas tend\u00eancias e estilos, em que podem ser destacadas a influ\u00eancia da pop art e uma grande busca de liberdade de express\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o.\n\nA d\u00e9cada de 80 assistiu um particular &#8220;boom&#8221; na pintura, principalmente em seus primeiros anos, com grande n\u00fameros de novos pintores e produ\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter h\u00edbrido.\n<h4>Brasil Col\u00f4nia<\/h4>\nAp\u00f3s a chegada de Cabral, Portugal tomou posse do territ\u00f3rio e transformou o Brasil em sua col\u00f4nia.\n\nPrimeiramente, foram constru\u00eddas as feitorias, que eram constru\u00e7\u00f5es muito simples com cerca de pau-a-pique ao redor porque os portugueses temiam ser atacados pelo \u00edndios.\n\nPreocupado com que outros povos ocupassem terras brasileiras, o rei de Portugal enviou, em 1530, uma expedi\u00e7\u00e3o comandada por Martim Afonso de Sousa para dar in\u00edcio \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o.\n\nMartim Afonso fundou a vila de s\u00e3o Vicente (1532) e instalou o primeiro engenho de a\u00e7\u00facar, iniciando-se o plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar, que se tornaria a principal fonte de riqueza produzida no Brasil.\n\nAp\u00f3s a divis\u00e3o em capitanias heredit\u00e1rias, houve grande necessidade de construir moradias para os colonizadores que aqui chegaram e engenhos para a fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar.\n\n<strong>ARQUITETURA<\/strong>\n\nA arquitetura era bastante simples, sempre com estruturas retangulares e cobertura de palha sustentada por estruturas de madeira roli\u00e7a inclinada. Essas constru\u00e7\u00f5es eram conhecidas por tejupares, palavra que vem do tupi-guarani (tejy=gente e upad=lugar). Com o tempo os tejupares melhoram e passam os colonizadores a construir casas de taipa.\n\nCom essa evolu\u00e7\u00e3o come\u00e7am a aparecer as capelas, os centros das vilas, dirigidas por mission\u00e1rios jesu\u00edtas. Nas capelas h\u00e1 crucifixo, a imagem de Nossa Senhora e a de algum santo, trazidos de Portugal.\n\nA arquitetura religiosa foi introduzida no Brasil pelo irm\u00e3o jesu\u00edta Francisco Dias, que trabalhou em Portugal com o arquiteto italiano Filipe Terzi, projetista da igreja de S\u00e3o Roque de Lisboa.\n\n<strong>Esquema de arquitetura primitiva: <\/strong>Dois eram os modelos de arquitetura primitiva. A igreja de Jesus de Roma (autor: Vignola) e a igreja de S\u00e3o Roque de Lisboa, ambas de padres jesu\u00edtas.\n\nFloreciam as igrejas em todos os lugares onde chegavam os colonizadores, especialmente no litoral.\n\n<strong>Os principais arquitetos do per\u00edodo colonial foram:<\/strong> Francisco Dias, Francisco Frias de Mesquita, Greg\u00f3rio de Magalh\u00e3es e Fernandes Pinto Alpoim.\n\nA liberdade de estilo dada ao arquiteto modifica o esquema simples, mas talvez pela falta de tempo ou por defici\u00eancia t\u00e9cnica n\u00e3o se deu um acabamento mais aprimorado.\n\n<strong>Algumas das principais constru\u00e7\u00f5es de taipas: <\/strong>Muralha ao redor de Salvador, constru\u00edda por Tom\u00e9 de Sousa; Igreja Matriz de Canan\u00e9ia; Vila inteira de S\u00e3o Vicente, destru\u00edda por um maremoto e reconstru\u00edda entre 1542 e 1545; Engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar; e Casa da Companhia de Jesus, que deu origem \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo.\n\n<strong>TAIPA<\/strong>\n\nConstru\u00e7\u00e3o feita de varas, galhos, cip\u00f3s entrela\u00e7ados e cobertos com barro. Para que o barro tivesse maior consist\u00eancia a melhor resist\u00eancia \u00e0 chuva, ele era misturado com sangue de boi e \u00f3leo de peixe.\n\n<strong>Elas podem ser feitas com t\u00e9cnicas diferentes:<\/strong>\n<blockquote>A taipa de pil\u00e3o, de origem \u00e1rabe, consiste em comprimir a terra em formas de madeira, formando um caix\u00e3o, onde o material a ser socado ia disposto em camadas de 15 cm aproximadamente. Essas camadas reduziam-se a metade ap\u00f3s o piloamento. Quando a terra pilada atingia mais ou menos 2\/3 da altura do taipal, eram nela introduzidas transversalmente, pequenos paus roli\u00e7os envolvidos em folhas, geralmente de bananeiras, produzindo orif\u00edcios cil\u00edndricos denominados cabod\u00e1s que permitiam o ancoramento do taipal em nova posi\u00e7\u00e3o. Essa t\u00e9cnica \u00e9 usada para formar as paredes externas e nas internas estruturais, sobrecarregadas com pavimento superior ou com madeiramento do telhado.\n\nA taipa de m\u00e3o ou pau-a-pique que caracterizam-se por uma trama de paus verticais e horizontais, eq\u00fcidistantes, e alternadamente dispostos. Essa trama era fixada verticalmente na estrutura do edif\u00edcio e tinha seus v\u00e3os preenchidos com barro, atirado por duas pessoas simultaneamente uma de cada lado. A taipa de m\u00e3o geralmente \u00e9 utilizada nas paredes internas da constru\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>ESCULTURA<\/strong>\n\nOs jesu\u00edtas ensinaram aos \u00edndios e negros o alfabeto, a religi\u00e3o e a trabalhar o barro, a madeira e a pedra.\n\nO \u00edndio \u00e9 muito h\u00e1bil na imita\u00e7\u00e3o, mas, tamb\u00e9m muito prim\u00e1rio e r\u00fastico na execu\u00e7\u00e3o. O negro adapta-se mais facilmente e \u00e9 exuberante no desenho, na arte, no talhe e nas lavras.\n\nSob dire\u00e7\u00e3o dos religiosos e de mestres, vindos al\u00e9m-mar, o \u00edndio e o negro esculpiram muitos trabalhos, que s\u00e3o a base ao enxerto da arte Barroca, em auge na Europa.\n\n<strong>FORTE S\u00c3O JO\u00c3O<\/strong>\n\nNo ano de 1531, ap\u00f3s viagem atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico Sul, as naus de Martim Afonso de Souza avistaram terras tupi-guaranis.O lugar, chamado&#8221;Buriquioca&#8221;(morada dos macacos) pelos nativos, encantou os portugueses por suas belezas naturais e ex\u00f3ticas.\n\nApesar da bela paisagem, por motivo de seguran\u00e7a seguiram viagem, indo aportar em S\u00e3o Vicente, no dia 22 de janeiro de 1532.\n\nNeste mesmo ano, Martim Afonso enviou Jo\u00e3o Ramalho \u00e0 Bertioga afim de verificar a possibilidade de construir uma fortifica\u00e7\u00e3o para proteger a nova vila dos ataques Tamoios.\n\nEm 1540, Hans Staden, famoso artilheiro alem\u00e3o, naufragou na costa brasileira e foi levado \u00e0 S\u00e3o Vicente.L\u00e1, foi nomeado para comandar a fortifica\u00e7\u00e3o em Bertioga.\n\nEm 1547, a primitiva pali\u00e7ada de madeira foi substitu\u00edda por alvenaria de pedra e cal e \u00f3leo de baleia, o que originou o verdadeiro Forte.Primeiramente foi chamado Forte Sant&#8217;Iago (ou S\u00e3o Tiago), recebeu a denomina\u00e7\u00e3o de Forte S\u00e3o Jo\u00e3o em 1765, devido \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o de sua capela, erguida em louvor a S\u00e3o Jo\u00e3o Batista.\n\nEm 1940, a fortaleza, considerada a mais antiga do Brasil, foi tombada pelo Iphan (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional) . Aproveitando a comemora\u00e7\u00e3o dos 500 anos do Brasil, a Prefeitura de Bertioga e o Iphan entregam para visita\u00e7\u00e3o o forte totalmente restaurado.\n\nFonte: www.conhecimentosgerais.com.br\/Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte no Brasil Colonial, Col\u00f4nia, Pintura, Escultura, Arquitetura, Artistas, Obras, Brasileira, Religiosa, Jesu\u00edtas, Arte no Brasil Colonial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20852","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Arte no Brasil Colonial - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Arte no Brasil Colonial - 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