{"id":20776,"date":"2015-12-23T00:00:00","date_gmt":"2015-12-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/antropocentrismo-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:34:01","modified_gmt":"2026-09-01T15:34:01","slug":"antropocentrismo-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/antropocentrismo-3\/","title":{"rendered":"Antropocentrismo"},"content":{"rendered":"\n<strong>Antropocentrismo &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n<strong>Antropocentrismo\u00a0<\/strong>\u00e9 uma vis\u00e3o, ponto de vista filos\u00f3fico, de mundo que considera o ser humano o fator mais importante e de valor no Universo.\n\nEsta \u00e9 uma cren\u00e7a b\u00e1sica incorporado em muitas religi\u00f5es e filosofias ocidentais.\n\nEm contraste, a vis\u00e3o de mundo bioc\u00eantrica considera ser humano n\u00e3o mais do que uma determinada esp\u00e9cie de animal, sem maior valor intr\u00ednseco do que qualquer das outras esp\u00e9cies de organismos que ocorrem na Terra.\n\nA vis\u00e3o de mundo egoc\u00eantrica incorpora a um bioc\u00eantrica, enquanto adicionalmente propondo que os seres humanos s\u00e3o um componente natural do ecossistema da Terra, e que os seres humanos t\u00eam uma necessidade absoluta e incontest\u00e1vel dos produtos e servi\u00e7os dos ecossistemas, a fim de sustentar a si mesmos e suas sociedades.\n\nO\u00a0<strong>antropocentrismo<\/strong>\u00a0considera os humanos como separado e superior \u00e0 natureza e sustenta que a vida humana tem valor intr\u00ednseco, enquanto outras entidades (incluindo animais, plantas, recursos minerais, e assim por diante) s\u00e3o recursos que podem justificadamente ser exploradas para o benef\u00edcio da humanidade.\n\nH\u00e1 uma s\u00e9rie de implica\u00e7\u00f5es importantes da vis\u00e3o antropoc\u00eantrica, que influenciam fortemente as formas pelas quais os seres humanos interpretam as suas rela\u00e7\u00f5es com outras esp\u00e9cies e com a natureza e os ecossistemas.\n\n<strong>Algumas delas s\u00e3o discutidas a seguir:<\/strong>\n<blockquote><strong>1.\u00a0<\/strong>A vis\u00e3o antropoc\u00eantrica sugere que os seres humanos t\u00eam maior valor intr\u00ednseco do que outras esp\u00e9cies. Um resultado disto \u00e9 que a atitude quaisquer esp\u00e9cies que s\u00e3o de uso potencial para os seres humanos podem ser um \u201crecurso\u201d a ser explorado. Este uso, muitas vezes ocorre de forma insustent\u00e1vel, que resulta em degrada\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes ao ponto de extin\u00e7\u00e3o do recurso biol\u00f3gico.<strong>\n2.<\/strong>\u00a0A vis\u00e3o de que os seres humanos t\u00eam maior valor intr\u00ednseco do que outras esp\u00e9cies tamb\u00e9m influencia julgamentos \u00e9ticos sobre intera\u00e7\u00f5es com outros organismos. \u00c9tica \u00e9, muitas vezes, utilizada para legitimar o tratamento de outras esp\u00e9cies de forma que seriam considerados moralmente inaceit\u00e1veis se os seres humanos foram tratados de forma similar. Por exemplo, os animais s\u00e3o muitas vezes tratados com muita crueldade durante a investiga\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e na agricultura. Este tratamento preconceituoso de outras esp\u00e9cies tem sido rotulado como \u201cespecismo\u201d por especialistas em \u00e9tica.<strong>\n3.<\/strong>\u00a0Outra implica\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o antropoc\u00eantrica \u00e9 a cren\u00e7a de que os seres humanos classificam no auge da progress\u00e3o natural de evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e da vida. Esta cren\u00e7a \u00e9 em contraste com a moderna interpreta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de evolu\u00e7\u00e3o, o que sugere que n\u00e3o s\u00e3o esp\u00e9cies \u201csuperiores\u201d que os outros, mas alguns t\u00eam claramente uma linhagem mais antiga evolutivo, ou pode ocorrer como formas de vida relativamente simples.<\/blockquote>\nAs habilidades individuais, culturais e tecnol\u00f3gicos de seres humanos est\u00e3o entre os atributos que tornam a sua esp\u00e9cie, Homo sapiens, especial e diferente. As qualidades de seres humanos com poderes, em um grau que nenhuma outra esp\u00e9cie tem conseguido ao longo da hist\u00f3ria da vida na Terra, atrav\u00e9s do desenvolvimento de sistemas sociais e tecnologias que tornam poss\u00edvel uma explora\u00e7\u00e3o intensa e gest\u00e3o do meio ambiente.\n\nEste poder permitiu que os seres humanos se tornassem a esp\u00e9cie mais bem sucedida na Terra. Este sucesso \u00e9 indicado pela popula\u00e7\u00e3o de seres humanos que agora est\u00e1 sendo mantido, o crescimento explosivo desses n\u00fameros, e os montantes crescentes de recursos biol\u00f3gicos e ambientais da Terra que est\u00e3o sendo apropriados para sustentar a esp\u00e9cie humana.\n\nNo entanto, a verdadeira medida do sucesso evolutivo, em contraste com a capacita\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e intensidade de explora\u00e7\u00e3o de recursos, est\u00e1 relacionado com o per\u00edodo de tempo que uma esp\u00e9cie permanece poderosa, a sustentabilidade do seu empreendimento.\n\nH\u00e1 sinais claros de que a intensa explora\u00e7\u00e3o do meio ambiente pelo homem est\u00e1 causando degrada\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica generalizada e uma diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de transporte para sustentar pessoas, in\u00fameras outras esp\u00e9cies, e muitos tipos de ecossistemas naturais. Se essa deteriora\u00e7\u00e3o ambiental prova para ser verdadeiramente importante, e h\u00e1 muitas indica\u00e7\u00f5es de que ele ir\u00e1, em seguida, os \u00faltimos s\u00e9culos de sucesso sem paralelo da esp\u00e9cie humana, vai passar a ser um fen\u00f4meno de curto prazo, e n\u00e3o vai representar o sucesso evolutivo.\n\nEsta ser\u00e1 uma demonstra\u00e7\u00e3o clara do fato de que os seres humanos t\u00eam sempre, exigem acesso a um fluxo cont\u00ednuo de bens e servi\u00e7os ecol\u00f3gicos para sustentar a si e suas sociedades.\n\n<strong>Antropocentrismo &#8211; Filosofia<\/strong>\n\n<strong>Antropocentrismo<\/strong>\u00a0se refere a um ponto de vista centrado no ser humano ou \u201cantropoc\u00eantrico\u201d.\n\nEm filosofia, o antropocentrismo pode se referir ao ponto de vista de que os humanos s\u00e3o os \u00fanicos, ou prim\u00e1rios, detentores de posi\u00e7\u00e3o moral.\n\nOs sistemas de valores antropoc\u00eantricos, portanto, v\u00eaem a natureza em termos de seu valor para os humanos; embora tal vis\u00e3o possa ser vista mais claramente na defesa do uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais, mesmo os argumentos que defendem a preserva\u00e7\u00e3o da natureza com base no fato de que a natureza pura real\u00e7a o esp\u00edrito humano tamb\u00e9m devem ser vistos como antropoc\u00eantricos. As vis\u00f5es alternativas, n\u00e3o antropoc\u00eantricas ou antiantropoc\u00eantricas incluem ecocentrismo, biocentrismo e enquadramentos semelhantes.\n\nOs artigos examinam a quest\u00e3o do antropocentrismo de uma variedade de pontos de vista, procedendo de uma investiga\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes do antropocentrismo moderno na filosofia e religi\u00e3o ocidentais, e examinando as implica\u00e7\u00f5es para o pensamento antropoc\u00eantrico da revolu\u00e7\u00e3o darwiniana e o surgimento de ambientalismo.\n\nQuest\u00f5es de antropocentrismo e suas alternativas emergem em parte da divis\u00e3o natureza\/cultura, uma falha geol\u00f3gica da filosofia ocidental e do pensamento ambiental.\n\nEssas categorias diferem significativamente em outros ambientes culturais, e as discuss\u00f5es sobre antropocentrismo e suas alternativas assumiriam um car\u00e1ter muito diferente fora dos limites do pensamento \u201cocidental\u201d.\n\n<strong>ANTROPOCENTRISMO, ECOCENTRISMO E HOLISMO:\u00a0<\/strong>UMA BREVE AN\u00c1LISE DAS ESCOLAS DE PENSAMENTO AMBIENTAL\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-156980 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Antrop2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"286\" \/><strong>Antropocentrismo<\/strong><\/p>\n<strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nO Direito Ambiental e o pensamento jur\u00eddico-ambiental sofreram modifica\u00e7\u00f5es ao longo do tempo e evolu\u00edram com as mudan\u00e7as de paradigmas da sociedade.\n\nNesse processo evolutivo, novas concep\u00e7\u00f5es foram desenvolvidas, novos conceitos inseridos e paradigmas alterados com o surgimento de novas escolas de pensamento ambiental.\n\nA primeira escola de pensamento acerca da prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente foi a escola antropoc\u00eantrica. No antropocentrismo ambiental a prote\u00e7\u00e3o do bem ambiental, encarado como resnulliuse n\u00e3o como bem aut\u00f4nomo, \u00e9 vinculada \u00e0s benesses trazidas \u00e0 esp\u00e9cie humana, portanto, uma tutela mediata e indireta, cujo foco principal era o homem e seus interesses, sejam econ\u00f4micos (fase econ\u00f4mica de prote\u00e7\u00e3o ambiental) ou sanit\u00e1rios (fase sanit\u00e1ria de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente).\n\nPosteriormente, adveio a escola egoc\u00eantrica, em que a vida, em todas as suas formas e, ressalte-se, n\u00e3o apenas a humana, tornou-se o valor mais expressivo do ecossistema planet\u00e1rio, reconhecendo-se a import\u00e2ncia de todos os seres vivos por si mesmos e para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio dos ecossistemas e, consequentemente, do meio ambiente. A prote\u00e7\u00e3o da vida das demais esp\u00e9cies ?e n\u00e3o humana ?se tornou o foco principal.\n\nPor fim, surgiu a vis\u00e3o hol\u00edstica, que firmou a tutela imediata e direta do bem ambiental com a preocupa\u00e7\u00e3o de se protegeremos meios bi\u00f3tico (seres vivos) e abi\u00f3tico (recursos ambientais) e suas inter-rela\u00e7\u00f5es com vistas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio ambiental. A concep\u00e7\u00e3o hol\u00edstica esteou a prote\u00e7\u00e3o integral do ambiente, como sistema integrado de rela\u00e7\u00f5es e processos dos quais adv\u00e9m e depende toda a vida na Terra, inclusive a humana.\n\n<strong>Assim, tendo em vista a coexist\u00eancia de diferentes paradigmas de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, indaga-se:<\/strong>\u00a0Como se caracterizam as escolas de pensamento ambiental?\n\n<strong>ANTROPOCENTRISMO<\/strong>\n\n<strong>A terminologia antropocentrismo adv\u00e9m de um voc\u00e1bulo h\u00edbrido de composi\u00e7\u00e3o greco-latina, do grego:<\/strong>\u00a0<strong>antropos, o homem; do latim<\/strong>: centrum, centricum, o centro. Em suma, genericamente, tal concep\u00e7\u00e3o faz do ser humano o centro do Universo (Milar\u00e9, 2009, p. 86). A esp\u00e9cie humana ascende ao status de refer\u00eancia m\u00e1xima e absoluta de valores, em torno da qual gravitam os demais seres.\n\n<strong>Por um longo tempo foi assim, os componentes do meio ambiente:<\/strong>\n<blockquote>foram relegados a um papel secund\u00e1rio e de subservi\u00eancia ao ser humano, que colocando-se no eixo central do universo, cuidava do entorno como um d\u00e9spota, senhorio de tudo. (RODRIGUES, 2005, p.90)<\/blockquote>\nDestarte, segundo a vis\u00e3o antropoc\u00eantrica, o Direito Ambiental \u00e9 voltado para a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades humanas (Fiorillo, 2012, p.69), n\u00e3o haveria prote\u00e7\u00e3o ambiental se n\u00e3o houvesse benef\u00edcio direito e imediato \u00e0 esp\u00e9cie humana, todas as benesses da tutela do meio ambiente deveriam convergir para o homem, centro de todo o ambiente.Antunes (2000, p.168) menciona que?meio ambiente \u00e9 conceito que define um conjunto exterior ao Ser Humano?. Entretanto, o alcance da terminologia meio ambiente \u00e9 bem mais extenso do que o simples entorno do ser humano.\n\nInicialmente, o meio ambiente recebia prote\u00e7\u00e3o de forma secund\u00e1ria, mediata, n\u00e3o sendo tutelado autonomamente, e sim, apenas como bem privado, visando-se a prote\u00e7\u00e3o do interesse financeiro do indiv\u00edduo, dono do bem. Os bens ambientais eram protegidos por sua valora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pelo valor econ\u00f4mico que demonstravam ter para a esp\u00e9cie humana.\n\nTal vis\u00e3o \u00e9 resultado de uma concep\u00e7\u00e3o ego\u00edsta e meramente econ\u00f4mica, a chamada fase econ\u00f4mica da prote\u00e7\u00e3o dos bens ambientais. (Rodrigues, 2005, p.90)\n\nAinda, com o mesmo vi\u00e9s ideol\u00f3gico de inexist\u00eancia de preocupa\u00e7\u00e3o com a tutela imediata do meio ambiente, a fase sanit\u00e1ria de prote\u00e7\u00e3o dos bens ambientais se estabeleceu (Rodrigues, 2005, p.94).\n\nA associa\u00e7\u00e3o era entre os bens ambientais vitais e a sa\u00fade humana. A esp\u00e9cie humana passou a se preocupar em proteger os bens ambientais tidos como vitais por estar protegendo sua pr\u00f3pria sa\u00fade.\n\n<strong>Esclarece Rodrigues (2005, p. 94) que:<\/strong>\n<blockquote>O homem continuava a assistir ao espet\u00e1culo da primeira fila, vendo apenas a si mesmo, sem enxergar os demais personagens e, pr\u00f3prio, de tudo, sem identificar que o personagem \u00fanico e principal \u00e9 o conjunto de intera\u00e7\u00f5es decorrentes da participa\u00e7\u00e3o de todos os personagens<\/blockquote>\nA legisla\u00e7\u00e3o ambiental preponderava a tutela da sa\u00fade e qualidade de vida humana, confundindo-se, inclusive, a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade com a tutela do meio ambiente (Rodrigues, 2005, p.94). Todavia, a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente com vistas \u00e0 sa\u00fade reflete o in\u00edcio da mudan\u00e7a de pensamento com o reconhecimento de que o ser humano deveria repensar a sua rela\u00e7\u00e3o com o ambiente, em sua depend\u00eancia deste e em como as atividades antr\u00f3picas afetam a natureza.\n\nNa verdade, se reconheceu que a degrada\u00e7\u00e3o ambiental gerada pelo homem \u00e9 maior que a capacidade da natureza de auto-regula\u00e7\u00e3o, gerando, destarte, danos ao meio ambiente e, consequentemente, a quebra do equil\u00edbrio dos sistemas naturais.\n\nEntretanto, foi apenas um prim\u00f3rdio de consci\u00eancia ambiental, j\u00e1 que ?o paradigma \u00e9tico-antropoc\u00eantrico continuava o mesmo, inalterado e imut\u00e1vel? (Rodrigues, 2005, p.94). N\u00e3o existia, a prote\u00e7\u00e3o \u00e9tica, altru\u00edsta, genu\u00edna e direta do meio ambiente, nem em n\u00edvel constitucional quanto infra-constitucional.\n\n<strong>Ensina Benjamin (1999, p.53):<\/strong>\n<blockquote>Faltando uma base incontroversa de apoio na Constitui\u00e7\u00e3o, o legislador ordin\u00e1rio foi buscar suporte na salvaguarda da sa\u00fade, sob o argumento de que ela n\u00e3o pode ser assegurada em ambiente degradado. Ou seja, degrada\u00e7\u00e3o ambiental seria sin\u00f4nimo de degrada\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. Uma argumenta\u00e7\u00e3o de cunho estritamente homoc\u00eantrico [antropoc\u00eantrico], com indisfar\u00e7\u00e1vel conte\u00fado economicista e utilitarista. Naquele per\u00edodo, tal racioc\u00ednio vingou e serviu para dar sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 interven\u00e7\u00e3o legislativa, recebendo, inclusive, respaldo judicial.<\/blockquote>\nApesar de in\u00fameras cr\u00edticas poss\u00edveis ao paradigma antropoc\u00eantrico de prote\u00e7\u00e3o ambiental e de j\u00e1 existirem novas escolas de pensamento, o antropocentrismo continua tendo adeptos e sendo disseminado, principalmente, na cultura jur\u00eddica e social do Brasil.\n\nA concep\u00e7\u00e3o eminentemente antropoc\u00eantrica se mant\u00e9m arraigada em alguns setores da sociedade contempor\u00e2nea, o que impede muitos avan\u00e7os em projetos que visam a conserva\u00e7\u00e3o do meio, em especial, a conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies em vias de extin\u00e7\u00e3o e a instala\u00e7\u00e3o de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.\n\nEntretanto, em outras searas do conhecimento como a Biologia e a Ecologia (ci\u00eancias ambientais de modo geral) a escola antropoc\u00eantrica n\u00e3o tem destaque e \u00e9 severamente com batida.Percebe-se que a influ\u00eancia das ci\u00eancias ambientais est\u00e1 alterando a percep\u00e7\u00e3o ambiental dos juristas.\n\n<strong>ECOCENTRISMO<\/strong>\n\n\u00c9 cedi\u00e7o que na hist\u00f3ria da humanidade o processo de modifica\u00e7\u00e3o de paradigmas n\u00e3o \u00e9 imediato, demanda um longo per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova realidade\n\n<strong>Com a passagem da vis\u00e3o antropoc\u00eantrica para a bioc\u00eantrica, por \u00f3bvio, n\u00e3o foi diferente. Essa mudan\u00e7a de paradigma exigiu consider\u00e1vel lapso temporal. Assevera Milar\u00e9 (2009, p.88) que:<\/strong>\u00a0A considera\u00e7\u00e3o aprofundada do sentido e do valor da vida sacudiu o jugo do antropocentrismo?.\n\nA vida, em todas as suas formas e n\u00e3o apenas a humana, passou a ser considerada o valor mais expressivo do ecossistema planet\u00e1rio, reconhecendo-se a import\u00e2ncia de todos os seres vivos por si mesmos e para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio do ambiente.\n\n<strong>Com o foco voltado para a vida e todos os aspectos a ela inerentes, surgiu o biocentrismo, voc\u00e1bulo h\u00edbrido de composi\u00e7\u00e3o greco-latina, do grego:<\/strong>\u00a0<strong>bios, a vida; do latim<\/strong>: centrum, centricum, o centro.\n\nEm suma, a vida como personagem central da tutela ambiental. Enfatiza Milar\u00e9 (2009,p.88) que ?o valor vida passou a ser um referencial inovador para as interven\u00e7\u00f5es do homem no mundo natural?.\n\n<strong>Maddalena (1990, p. 84)traz alume que:<\/strong>\n<blockquote>A um princ\u00edpio antropoc\u00eantrico se vai lentamente substituindo um principio bioc\u00eantrico; obviamente, n\u00e3o no sentido de que ao valor homem se substitui o valor natureza, mas no sentido que se imp\u00f5e como valor a ?comunidade bi\u00f3tica?, em cujo v\u00e9rtice est\u00e1 o homem.<\/blockquote>\nA concep\u00e7\u00e3o bioc\u00eantrica, em termos de ordenamento jur\u00eddico-ambiental brasileiro, surgiu com o advento da Lei da Pol\u00edtica Nacional do Meio Ambiente (lei n\u00ba 6938\/81), que, eliminou a concep\u00e7\u00e3o antropoc\u00eantrica, tornando personagem central ?todas as formas de vida?, conforme disposi\u00e7\u00e3o do art. 3\u00b0, inciso I do referido diploma legal, e n\u00e3o mais o ser humano como outrora.\n\n<strong>Assevera Rodrigues (2005, p.99) acerca da mencionada lei:<\/strong>\n<blockquote>O fato de marcar uma nova fase do Direito Ambiental deve-se, basicamente [\u2026]. Ado\u00e7\u00e3o de um novo paradigma \u00e9tico em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, colocando no eixo central do entorno a prote\u00e7\u00e3o a todas as formas de vida. Encampou-se, pois, um conceito bioc\u00eantrico.<\/blockquote>\nAinda com o mesmo diploma legal, exsurgiu a vis\u00e3o egoc\u00eantrica, que amplia a preocupa\u00e7\u00e3o central da prote\u00e7\u00e3o ambiental, n\u00e3o apenas para as diferentes formas de vida, mas tamb\u00e9m para o meio abi\u00f3tico ? ?conjunto de condi\u00e7\u00f5es, leis, influ\u00eancias e intera\u00e7\u00f5es de ordem qu\u00edmica, f\u00edsica e biol\u00f3gica? (art. 3\u00ba, inciso I da Lei n\u00ba 6938\/81) ?que as cerca e que permite sua sobreviv\u00eancia.\n\nA Pol\u00edtica Nacional do Meio Ambiente trouxe a lume a tutela do meio natural e seus componentes bi\u00f3ticos e abi\u00f3ticos de forma globalizada e n\u00e3o mais individualizada de acordo com os benef\u00edcios trazidos para o ser humano.Mas ainda se discute apenas o meio ambiente natural.\n\n<strong>Acerca da relev\u00e2ncia da prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do meio ambiente, preleciona Milar\u00e9 (2009, p.90):<\/strong>\n<blockquote>Convindo em que o ecossistema planet\u00e1rio (ou mundo natural) tem valor intr\u00ednseco por for\u00e7a do ordenamento do Universo, n\u00e3o apenas valor de uso, estimativo ou de troca, \u00e9 imperioso admitir que ele necessita da tutela do Direito, pelo que ele \u00e9 em si mesmo, independentemente das avalia\u00e7\u00f5es e dos interesses humanos. Se o ordenamento jur\u00eddico humano n\u00e3o os tutela, o ordenamento natural do Universo far\u00e1 isso por sua pr\u00f3pria for\u00e7a, independente de nossas prescri\u00e7\u00f5es positivas, eis que n\u00e3o raras vezes a Natureza vingou-se do homem e das suas agress\u00f5es e, certamente, continuar\u00e1 a faz\u00ea-lo.<\/blockquote>\nAssim, a escola egoc\u00eantrica (ou bioc\u00eantrica, como muitos preferem)coloca em primeiro plano de discuss\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o o equil\u00edbrio dos ecossistemas e do meio ambiente natural.A natureza, de modo geral, tanto os fatores vivos(seres vivos?ressalte-se todas as esp\u00e9cies e n\u00e3o apenas a humana)quanto os fatores que auxiliam a vida(como \u00e1gua, ar atmosf\u00e9rico, solo, minerais etc)e suas inter-rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o protegidos, tendo em vista, sua import\u00e2ncia para a homeostase.\n\n<strong>HOLISMO<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Hist\u00f3ria do Direito<\/strong>\u00a0ensina que o ser humano nem sempre foi o personagem central do sistema jur\u00eddico. No Direito Romano, por exemplo, se admitia a possibilidade de condena\u00e7\u00e3o de animais por danos causados \u00e0s pessoas e havia a equipara\u00e7\u00e3o dos escravos ao status de coisas. No Direito Brasileiro do per\u00edodo da escravid\u00e3o, os escravos eram tidos como bens semoventes. Assim, o abandono do antropocentrismo \u00e9, desta forma, uma tend\u00eancia que tem precedentes na evolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ci\u00eancia jur\u00eddica?. (Antunes, 1998, p.21)\n\nAs normas de Direito Ambiental, cada vez mais, tanto a n\u00edvel nacional quanto internacional, reconhecem direitos pr\u00f3prios do meio ambiente, independentemente do valor que a natureza protegida tenha para a esp\u00e9cie humana.A prote\u00e7\u00e3o ambiental toma grandes propor\u00e7\u00f5es e se torna tema rotineiramente discutido.\n\n<strong>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, por meio da resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 37\/7, de 28 de outubro de 1982, proclamada pela Assembl\u00e9ia Geral enuncia:<\/strong>\n<blockquote>Toda forma de vida \u00e9 \u00fanica e merece ser respeitada, qualquer que seja a sua utilidade para o homem, e, com a finalidade de reconhecer aos outros organismos vivos este direito, o homem deve se guiar por um c\u00f3digo moral de a\u00e7\u00e3o.(ONU, 1982)<\/blockquote>\nDestarte, fica marcada e devidamente comprovada a ruptura do Direito Ambiental com o retr\u00f3grado antropocentrismo, percebendo-se a aceita\u00e7\u00e3o, a divulga\u00e7\u00e3o e a positiva\u00e7\u00e3o de direitos tipicamente da natureza, firmando-se uma tutela imediata e direta do bem ambiental, n\u00e3o mais mediata e indireta como alhures.\n\n<strong>Neste \u00ednterim de modifica\u00e7\u00e3o de paradigma, ergue-se no Brasil, em especial com a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil em 1988, a vis\u00e3o hol\u00edstica (ou sist\u00eamica) do Direito Ambiental, enunciada no art. 225 caput:<\/strong>\n<blockquote>Todos t\u00eam direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial \u00e0 sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder P\u00fablico e \u00e0 coletividade o dever de defend\u00ea-lo e preserv\u00e1-lo para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/blockquote>\nE em 1992, com o advento da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92), a concep\u00e7\u00e3o hol\u00edstica ambiental se fortaleceu com a ideia de desenvolvimento sustent\u00e1vel.\n\nA Declara\u00e7\u00e3o do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento(ONU, 1992b), em sua apresenta\u00e7\u00e3o,estabelece a necessidade de que os Estados protejam a integridade do sistema global de meio ambiente e desenvolvimento, reconhecendo a natureza integral e interdependente da Terra, nosso lar?.\n\nO holismo, segundo o Gloss\u00e1rio de Ecologia (1997, p. 139),\u00e9 a vis\u00e3o segundo a qual todas as entidades f\u00edsicas e biol\u00f3gicas formam um \u00fanico sistema interagente unificado e que qualquer sistema completo \u00e9 maior do que a soma das partes componentes?.E \u00e9 deste modo que se posiciona a escola de pensamento ambiental hol\u00edstica.\n\nSegundo Milar\u00e9 (2009, p. 1082), o holismo se refere \u00e0 percep\u00e7\u00e3o ou conhecimento que integra partes ou componentes em um todo abrangente e compreensivo, a partir da constata\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 uma integra\u00e7\u00e3o entre eles e n\u00e3o apenas uma mera justaposi\u00e7\u00e3o dos componentes de um todo.\n\nO meio ambiente \u00e9 um todo constitu\u00eddo por diversos elementos interdependentes e co-relacionados, que interagem mutuamente entre si, estabelecendo seu pr\u00f3prio equil\u00edbrio. O ambiente deve ser globalmente considerado, em todos os seus aspectos e componentes, vez que dessa rela\u00e7\u00e3o inextric\u00e1vel surge a harmonia ecol\u00f3gica.\n\nO ambiente n\u00e3o \u00e9 meramente a jun\u00e7\u00e3o de seus elementos constituintes, sua concep\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m.\n\nA an\u00e1lise do meio ambiente deve considerar o contexto amplo e global de todas as vari\u00e1veis intr\u00ednsecas e extr\u00ednsecas que geram influ\u00eancias diversas e, primordialmente, a intera\u00e7\u00e3o entre essas vari\u00e1veis, para que n\u00e3o haja uma vis\u00e3o distorcida, simpl\u00f3ria e reducionista do bem ambiental.\n\nNa fase hol\u00edstica de prote\u00e7\u00e3o, ?o ambiente passa a ser protegido de maneira integral, vale dizer, como sistema ecol\u00f3gico integrado (resguardando-se as partes a partir do todo) e com autonomia valorativa (\u00e9, em si mesmo, bem jur\u00eddico)?.\n\nAgora, n\u00e3o apenas os seres vivos s\u00e3o protegidos, mas tamb\u00e9m os recursos ambientais (meio abi\u00f3tico), dos quais derivam as condi\u00e7\u00f5es para o efetivo desenvolvimento da vida.\n\nA bem ambiental \u00e9 considerado aut\u00f4nomo e n\u00e3o mais valorado segundo as necessidades humanas.\n\n<strong>A Carta da Terra, documento tamb\u00e9m advindo da ECO-92, em seu princ\u00edpio I, sub-princ\u00edpio 1, al\u00ednea a, reafirma o holismo ambiental com o reconhecimento da intera\u00e7\u00e3o e do valor de todos os seres vivos e dos aspectos ambientais, conforme se verifica:<\/strong>\n\nPRINC\u00cdPIOS\n\n<strong>I.\u00a0<\/strong>RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA\n\n<strong>1.<\/strong>\u00a0Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.\n<blockquote><strong>a.<\/strong>\u00a0Reconhecer que todos os seres s\u00e3o interligados e cada forma de vida tem valor,independentemente de sua utilidade para os seres humanos.(ONU, 1992a)<\/blockquote>\nEssa vis\u00e3o hol\u00edstica \u00e9 essencial \u00e0 vis\u00e3o do mundo e \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas ambientais, vez que o meio ambiente \u00e9 um todo interligado, que deve ser globalmente considerado em todos os seus aspectos para que seja efetivamente tutelado.\n\nE mais, com o desenvolvimento das ci\u00eancias ambientais e da escola hol\u00edstica houve uma amplia\u00e7\u00e3o da abrang\u00eancia do meio ambiente. Em uma perspectiva lato sensu, Milar\u00e9 (2009, p.99) conceitua meio ambiente como toda a natureza original (natural) e artificial, assim como os bens culturais correlatos. O meio ambiente artificial (urbano ou humano) \u00e9 formado pelo espa\u00e7o urbano constru\u00eddo pelo homem, id est, as constru\u00e7\u00f5es, edifica\u00e7\u00f5es espa\u00e7o urbano fechado ?e equipamentos p\u00fablicos (pra\u00e7as, \u00e1reas verdes, ruas) espa\u00e7o urbano aberto. (Silva, 2002, p.21)\n\nNessa concep\u00e7\u00e3o ampla de meio ambiente existe a unicidade entre o meio ambiente natural e o meio ambiente artificial (que foi constru\u00eddo pelo homem), al\u00e9m da inclus\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural e, modernamente, do meio ambiente do trabalho, formando-se essa vis\u00e3o hol\u00edstica do conceito.\n\nMeio ambiente compreende o ar, o solo, a \u00e1gua, as belezas naturais, a flora, os patrim\u00f4nios hist\u00f3rico, tur\u00edstico, arqueol\u00f3gico, art\u00edstico, paisag\u00edstico e o ambiente de trabalho.Exsurge, desse modo, que ?meio ambiente \u00e9, assim, a intera\u00e7\u00e3o do conjunto de elemento naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas?. (Silva, 2002, p.20)\n\nAsseveram Abreu &amp; Sampaio (2007, p.76) que tutelar o bem ambiental \u00e9 uma forma de buscar a qualidade do meio ambiente e de garantir que todos os seres vivos permane\u00e7am vivos, inclusive o ser humano, afinal, o ser humano\u00e9 parte integrante da natureza e do meio ambiente, tanto quanto indiv\u00edduo (esp\u00e9cie) tanto quanto coletivamente (sociedade).\n\nNo holismo ambiental n\u00e3o apenas o meio natural e seus elementos s\u00e3o tutelados. A vida humana e suas express\u00f5es tamb\u00e9m se tornam objeto de prote\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o pelos motivos apregoados pelo antropocentrismo e sim, pela esp\u00e9cie humana (e os fatores que se relacionam com sua exist\u00eancia e desenvolvimento)ser parte do meio ambiente e indispens\u00e1vel ao equil\u00edbrio ambiental.\n\n<strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong>\n\nNa atual situa\u00e7\u00e3o em que se encontra a degrada\u00e7\u00e3o ambiental a prote\u00e7\u00e3o do ambiente com vistas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico \u00e9 um dos grandes desafios da humanidade.Para se analisarem melhor as formas de tutelar o ambiente \u00e9 imprescind\u00edvel compreender as escolas de pensamento que norteiam os estudos jur\u00eddico-ambientais.\n\n<strong>A primeira escola de pensamento est\u00e1 pautada no ser humano:<\/strong>\u00a0o chamado antropocentrismo. Com base na escola antropoc\u00eantrica, toda a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente est\u00e1 vinculada a vida humana e aos benef\u00edcios trazidos aos seres humanos.O foco de todos os cuidados com o meio ambiente \u00e9 a vida humana, hierarquicamente superior as demais formas de vida.\n\n<strong>A segunda escola de pensamento, que se traduz ao extremo oposto da primeira, est\u00e1 pautada na vida n\u00e3o humana e nos ecossistemas:<\/strong>\u00a0o biocentrismo ou ecocentrismo.Nesta corrente, a prote\u00e7\u00e3o da natureza est\u00e1 desvinculada completamente das implica\u00e7\u00f5es que tal tutela traz aos seres humanos.O meio ambiente \u00e9 protegido por si s\u00f3, n\u00e3o por seus benef\u00edcios aos humanos, e a vida dos demais seres vivos \u00e9 o foco principal.\n\nE por \u00faltimo a escola de pensamento hol\u00edstica, pautada na ideia de meio ambiente como sistema integrado. No holismo ambiental, o ambiente n\u00e3o \u00e9 visto como v\u00e1rios fatores isolados(fauna, flora, recursos minerais),e sim,como um sistema \u00fanico, integrado e tendente ao equil\u00edbrio,em que todos os v\u00e1rios fatores interagem mutuamente entre si, sendo interdependentes.\n\nCom o aprimoramento da concep\u00e7\u00e3o de meio ambiente e o desenvolvimento desta vis\u00e3o hol\u00edstica, n\u00e3o apenas o meio bi\u00f3tico e os recursos naturais s\u00e3o protegidos, tamb\u00e9m os processos que ocorrem naturalmente no ambiente e dos quais resulta o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico, s\u00e3o tutelados.\n\nA concep\u00e7\u00e3o hol\u00edstica do meio ambiente permite a tutela da natureza por si mesma, pela import\u00e2ncia dos elementos naturais para o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico do planeta como um todo e n\u00e3o pelo valor que t\u00eam para a esp\u00e9cie humana. Desta forma, a natureza passou a ter valor em si mesma e o ser humano deixou de estar ao lado do meio natural e passou a integr\u00e1-lo como ser vivo dependente que \u00e9.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0science.jrank.org\/www.medio.com.br\/www.derechoycambiosocial.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antropocentrismo, Vis\u00e3o, Mundo, O que \u00e9, Teocentrismo, Humanos, Ambiental, Cultura, Antropoc\u00eantrica, Ambiente, Concep\u00e7\u00e3o, Antropocentrismo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10331,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-20776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Antropocentrismo - 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