{"id":20736,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/segunda-revolucao-industrial-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:33:44","modified_gmt":"2026-09-01T15:33:44","slug":"segunda-revolucao-industrial-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/segunda-revolucao-industrial-3\/","title":{"rendered":"Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial"},"content":{"rendered":"\n<strong>Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial &#8211; O que foi<\/strong>\n\n<strong>Tarifas e Novos Mercados<\/strong>\n\nEm 1815, a industrializa\u00e7\u00e3o na Gr\u00e3-Bretanha a tornou uma pot\u00eancia econ\u00f4mica mundial e deu-lhe predomin\u00e2ncia pol\u00edtica na Europa. No entanto, seus vastos recursos financeiros, comerciais e industriais eram muito desproporcionais \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o, fornecimento de mat\u00e9rias-primas ou proeza cient\u00edfica. Com o fim das distra\u00e7\u00f5es das guerras revolucion\u00e1rias e napole\u00f4nicas em 1815, a industrializa\u00e7\u00e3o se acelerou na Gr\u00e3-Bretanha. Produtos inovadores foram desenvolvidos e novos mercados foram explorados em todo o seu potencial.\n\nLimitada pelos altos muros tarif\u00e1rios erguidos por muitos de seus parceiros comerciais tradicionais no continente, a expans\u00e3o econ\u00f4mica brit\u00e2nica do s\u00e9culo XIX se concentrou no Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico e em mercados como Am\u00e9rica Latina, China e \u00c1frica. Apesar de uma desacelera\u00e7\u00e3o na taxa de produtividade ap\u00f3s 1870, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, os brit\u00e2nicos continuaram a ser a sociedade mais rica do planeta, com poder econ\u00f4mico ainda muito desproporcional \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o e recursos.\n\n<strong>Resposta francesa<\/strong>\n\nA rea\u00e7\u00e3o francesa \u00e0 supremacia industrial brit\u00e2nica foi erguer barreiras tarif\u00e1rias para proteger as ind\u00fastrias dom\u00e9sticas em \u00e1reas dominadas pela Gr\u00e3-Bretanha e concentrar-se na fabrica\u00e7\u00e3o daqueles produtos em que tinha vantagens, como itens de luxo. Al\u00e9m de criar incentivos que atra\u00edram empres\u00e1rios e artes\u00e3os brit\u00e2nicos para a Fran\u00e7a, o governo franc\u00eas promoveu avan\u00e7os cient\u00edficos e aprimoramento tecnol\u00f3gico por meio da funda\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es de ensino, inclusive algumas espec\u00edficas para o estudo de ci\u00eancia e tecnologia.\n\nEsse esfor\u00e7o come\u00e7ou durante a d\u00e9cada revolucion\u00e1ria (1789-1799) e aumentou sob o regime bonapartista de mentalidade cient\u00edfica.\n\nLevou vinte anos para que as institui\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas locais formassem uma gera\u00e7\u00e3o imbu\u00edda de conhecimentos mec\u00e2nicos e princ\u00edpios cient\u00edficos e preparada para trazer inova\u00e7\u00e3o industrial. No final da d\u00e9cada de 1820, o desenvolvimento industrial franc\u00eas aumentou. De fato, o crescimento econ\u00f4mico per capita franc\u00eas entre 1750 e 1914 foi aproximadamente compar\u00e1vel ao da Gr\u00e3-Bretanha.\n\nOs esfor\u00e7os franceses tamb\u00e9m se concentraram em difundir o conhecimento cient\u00edfico profundamente na popula\u00e7\u00e3o. A Lei Guizot (1833) determinou a cria\u00e7\u00e3o de uma escola prim\u00e1ria, com um professor pago com receitas fiscais locais, em cada cant\u00e3o, e em 1881 os franceses foram pioneiros na educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria universal gratuita, financiada pelo Estado.\n\nLogo adotada na maioria das na\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias (mas muito mais lentamente no mundo anglo-sax\u00e3o), a educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria universal forneceu \u00e0 florescente economia industrial da Europa Continental trabalhadores que aprenderam princ\u00edpios mec\u00e2nicos al\u00e9m de ler e escrever e eram capazes de operar m\u00e1quinas cada vez mais complexas e, em alguns casos, supervisionar outros trabalhadores.\n\n<strong>A Europa Central<\/strong>\n\nAp\u00f3s a derrota de Napole\u00e3o Bonaparte em 1815, a \u00c1ustria e a Pr\u00fassia inauguraram pol\u00edticas pr\u00f3-industrializa\u00e7\u00e3o expl\u00edcitas que se assemelhavam \u00e0s da Fran\u00e7a.\n\nA maioria dos estados de l\u00edngua alem\u00e3 erigiu tarifas contra as importa\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicas, enquanto a Pr\u00fassia e v\u00e1rios outros estados levaram a pol\u00edtica tarif\u00e1ria para o pr\u00f3ximo n\u00edvel, estabelecendo uma uni\u00e3o de livre com\u00e9rcio chamada Zollverein em 1834, incentivando assim o com\u00e9rcio entre si em detrimento dos estados n\u00e3o germ\u00e2nicos.\n\nEnquanto os estados germ\u00e2nicos emulavam e ampliavam um modelo educacional desenvolvido na Fran\u00e7a, no planejamento econ\u00f4mico eles imitavam o sistema industrial estabelecido pela Gr\u00e3-Bretanha.\n\nFacilitada pela unifica\u00e7\u00e3o em 1871 e a subsequente forma\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es \u00fateis como um banco nacional, a produ\u00e7\u00e3o industrial alem\u00e3 cresceu rapidamente. Como na Gr\u00e3-Bretanha, os t\u00eaxteis feitos \u00e0 m\u00e1quina eram tecidos em m\u00e1quinas de precis\u00e3o feitas de ferro e movidas a carv\u00e3o. Durante os anos de 1871-1900, as taxas de crescimento industrial da Alemanha foram o dobro das da Gr\u00e3-Bretanha.\n\nA intera\u00e7\u00e3o entre governo, educadores e industriais de sucesso levou a uma maior expans\u00e3o de faculdades t\u00e9cnicas e universidades, que por sua vez ajudaram cada vez mais membros da popula\u00e7\u00e3o em r\u00e1pido crescimento a desenvolver conhecimentos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos, lan\u00e7ando assim as bases para a Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.\n\n<strong>Tecnologia Militar<\/strong>\n\nA proeza cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica das na\u00e7\u00f5es europeias permitiu-lhes expandir seu poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico em escala global. Em 1914, as pot\u00eancias ocidentais dominavam 84% das massas de terra do mundo.\n\nAs ferrovias desempenharam um papel fundamental ao tornar \u00e1reas remotas parte de uma economia global. Gra\u00e7as \u00e0 tecnologia ocidental aprimorada, o acesso a essas \u00e1reas tamb\u00e9m garantiu a subordina\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es locais. As pot\u00eancias ocidentais usaram sua superioridade militar para construir imp\u00e9rios enormes a um custo econ\u00f4mico m\u00ednimo. O navio a vapor de fundo chato, desenvolvido em 1823 pela Marinha Real Brit\u00e2nica, desempenhou um papel fundamental na extens\u00e3o do poder brit\u00e2nico no Sudeste Asi\u00e1tico.\n\nO poder da nova tecnologia militar ocidental foi demonstrado nas derrotas esmagadoras da China durante as Guerras do \u00d3pio da d\u00e9cada de 1840. Navios de casco de a\u00e7o constantemente melhorados, armados com artilharia espingarda de carga pela culatra com um alcance de at\u00e9 vinte milhas, poderiam afirmar o poder ocidental nas \u00e1reas costeiras.\n\nExplosivos de alta pot\u00eancia tornaram o navio naval de madeira obsoleto, garantindo que apenas os pa\u00edses produtores de a\u00e7o pudessem construir marinhas competitivas. Inova\u00e7\u00f5es em armas de fogo permitiram que um n\u00famero relativamente pequeno de tropas ocidentais treinadas e equipadas derrotasse um grande n\u00famero de oponentes nativos menos bem armados.\n\nAp\u00f3s o desenvolvimento de bon\u00e9s de percuss\u00e3o pelo cl\u00e9rigo escoc\u00eas Alexander Forsyth (1769-1843) em 1807, um mosquete poderia ser disparado em quase qualquer clima. Ranhuras em espiral dentro do cano (estrias) melhoraram o alcance e a precis\u00e3o das armas de fogo, mas n\u00e3o at\u00e9 a mudan\u00e7a de armas de carregamento pela boca para armas de carregamento pela culatra durante a d\u00e9cada de 1860, as armas raiadas eram pr\u00e1ticas para uso militar generalizado. \u00c0 medida que os rifles se tornaram mais precisos e capazes de disparar proj\u00e9teis a dist\u00e2ncias maiores, a tecnologia das balas tamb\u00e9m se desenvolveu.\n\nEm 1848, o capit\u00e3o do ex\u00e9rcito franc\u00eas Claude-Etienne Minie (1804-1879) combinou inova\u00e7\u00f5es anteriores para formar uma bala com uma base oca (permitindo que ela viajasse mais rapidamente) e uma forma oblonga (permitindo que ela gire dentro do cano). Essas novas balas foram ent\u00e3o embaladas em um cartucho com a carga adequada de p\u00f3lvora. A velocidade de recarga, precis\u00e3o e dist\u00e2ncia foram complementadas novamente na d\u00e9cada de 1860 por rifles de repeti\u00e7\u00e3o, que podiam disparar seis tiros por minuto.\n\nO aparecimento do rifle de ferrolho no final do s\u00e9culo permitiu um tiro ainda mais r\u00e1pido. A p\u00f3lvora foi aprimorada ap\u00f3s 1885, quando o engenheiro franc\u00eas Paul Vieille (1854-1934) descobriu a nitrocelulose, que, juntamente com sua relativa nitroglicerina, queimava sem fuma\u00e7a ou cinzas. A p\u00f3lvora sem fuma\u00e7a reduzia a necessidade de limpar o cano, fornecia mais energia e n\u00e3o era t\u00e3o perme\u00e1vel \u00e0 umidade quanto a p\u00f3lvora anterior. Na d\u00e9cada de 1890, um soldado de infantaria europeu, deitado de bru\u00e7os e escondido, podia disparar quinze tiros sem fuma\u00e7a em quinze segundos, em qualquer clima, em alvos a at\u00e9 800 metros de dist\u00e2ncia.\n\n<strong>Metralhadoras<\/strong>\n\nExplosivos sem fuma\u00e7a tornaram poss\u00edvel a metralhadora de cano \u00fanico e tiro r\u00e1pido. Em 1884, o inventor brit\u00e2nico Hiram Stevens Maxim (1840-1916), nascido nos Estados Unidos, patenteou tal arma, que disparava onze balas por segundo. Leve o suficiente para ser carregado por um soldado de infantaria, o canh\u00e3o Maxim e armas semelhantes deram aos europeus uma extraordin\u00e1ria vantagem de poder de fogo contra as culturas nativas.\n\n<strong>Em \u201cThe Modern Traveller\u201d (O viajante moderno), poema publicado pouco antes do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o autor brit\u00e2nico Hilaire Belloc (1870-1953) resumiu a vantagem tecnol\u00f3gica ocidental:<\/strong>\n<blockquote>Eu nunca vou esquecer o caminho\nAquele Sangue se levantou neste dia terr\u00edvel\nPreservou todos n\u00f3s da morte,\nEle ficou em cima de um pequeno monte\nLance seus olhos let\u00e1rgicos ao redor,\nE disse baixinho:\n\u201cAconte\u00e7a o que acontecer, temos\nA Arma M\u00e1xima, e eles n\u00e3o t\u00eam.\u201d<\/blockquote>\nDurante a Primeira Guerra Mundial, os europeus voltaram-se uns contra os outros o poder de matar que haviam testado na aquisi\u00e7\u00e3o de vastos imp\u00e9rios coloniais na \u00c1frica e na \u00c1sia durante o s\u00e9culo XIX.\n\nAo mesmo tempo, eles introduziram novas armas e tecnologias militares, incluindo tanques, g\u00e1s venenoso e submarinos.\n\n<strong>Siderurgia e Qu\u00edmica<\/strong>\n\nAssim como o ferro foi a base da Primeira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, a base material da Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial foi o a\u00e7o. O a\u00e7o \u00e9 uma forma de ferro que inclui 1 a 2 por cento de carbono.\n\n\u00c9 mais forte que o ferro forjado, que tem menos de 1% de carbono, e mais male\u00e1vel que o ferro fundido, ou gusa, que tem 2 a 4% de carbono. O conhecimento de como fazer a\u00e7o existia h\u00e1 s\u00e9culos, mas o processo era muito caro para uso generalizado. Durante a d\u00e9cada de 1850, o ingl\u00eas Henry Bessemer (1813-1898) e o americano William Kelly (1811-1888) basearam-se em melhorias t\u00e9cnicas anteriores para desenvolver quase simultaneamente um meio econ\u00f4mico de produzir a\u00e7o. Cada homem usou jatos de ar quente para reduzir o teor de carbono do ferro. Em 1877, dois ingleses, Sidney Gilchrist Thomas (1850-1885) e seu primo Percy Gilchrist (1831-1935), aprimoraram esse m\u00e9todo introduzindo esc\u00f3ria de calc\u00e1rio no conversor para neutralizar o f\u00f3sforo, que torna o a\u00e7o quebradi\u00e7o. Na d\u00e9cada de 1860, dois imigrantes alem\u00e3es na Inglaterra, os irm\u00e3os Friedrich Siemens (1826-1904) e William Siemens (1823-1883), e na Fran\u00e7a Pierre Martin (1824-1915) utilizaram g\u00e1s de carv\u00e3o aquecido para realizar o mesmo trabalho em uma grande -fornalha\u201d. Durante a d\u00e9cada de 1880, o processo de \u201clareira aberta\u201d da Siemens-Martin foi aprimorado incorporando-o \u00e0 t\u00e9cnica de Gilchrist-Thomas. Esses refinamentos permitiram que grandes quantidades de ferro fossem transformadas em a\u00e7o e reduzissem o pre\u00e7o do a\u00e7o para aproximadamente o pre\u00e7o do ferro.\n\nO a\u00e7o barato permitiu o desenvolvimento de novas m\u00e1quinas e tecnologias que se tornaram a base da economia industrial do s\u00e9culo XX.\n\n<strong>A\u00e7o e Qu\u00edmica Alem\u00e3<\/strong>\n\nAo combinar os processos Siemens-Martin e Gilchrist-Thomas, a Alemanha adquiriu uma grande vantagem sobre seus concorrentes europeus.\n\nEm 1914, a Alemanha produzia quase tanto a\u00e7o quanto a Inglaterra, Fran\u00e7a, It\u00e1lia e R\u00fassia juntas. Enquanto o a\u00e7o barato foi a base para uma nova era industrial, a ind\u00fastria qu\u00edmica foi a grande respons\u00e1vel por sua expans\u00e3o. Subsidiada pela lucrativa produ\u00e7\u00e3o de corantes t\u00eaxteis e dominada por poderosos cart\u00e9is, a ind\u00fastria qu\u00edmica formulou muitas das subst\u00e2ncias e produtos que moldaram a vida do s\u00e9culo XX no mundo ocidental. Os \u201cspin-offs\u201d da ind\u00fastria qu\u00edmica incluem medicamentos, fertilizantes eficazes, vidro melhorado, filme fotogr\u00e1fico, fibras sint\u00e9ticas, pl\u00e1sticos e explosivos poderosos.\n\nEsses refinamentos vieram n\u00e3o apenas dos laborat\u00f3rios da empresa, mas tamb\u00e9m de cientistas universit\u00e1rios cujo trabalho era subsidiado pela ind\u00fastria qu\u00edmica. Entre eles estava o qu\u00edmico alem\u00e3o Fritz Haber (1868-1934), cuja pesquisa foi financiada pela BASF (Badense Aniline &amp; Soda Factory). Haber produziu am\u00f4nia sint\u00e9tica em 1909, aperfei\u00e7oando assim o vital \u201cprocesso de contato\u201d de separar compostos em seus v\u00e1rios elementos, al\u00e9m de possibilitar a produ\u00e7\u00e3o em larga escala de fertilizantes sint\u00e9ticos.\n\n<strong>O Motor de Combust\u00e3o Interna<\/strong>\n\nNa d\u00e9cada de 1880, a m\u00e1quina a vapor atingiu todo o seu potencial tecnol\u00f3gico. Os gerentes de f\u00e1brica ficaram frustrados com o grande tamanho desses motores e a sujeira que produziam.\n\nA partir da busca por uma alternativa mais eficiente e limpa, foi criado o motor de combust\u00e3o interna. O primeiro prot\u00f3tipo vi\u00e1vel foi inventado por Etienne Lenoir (1822-1900) da B\u00e9lgica em 1859.\n\nEm seu motor de dois tempos, uma mistura de g\u00e1s de carv\u00e3o e ar explodiu para pressionar um pist\u00e3o com muito mais for\u00e7a do que o vapor. V\u00e1rios engenheiros trabalharam para tornar este modelo mais eficaz.\n\nEm 1876 Nikolaus A. Otto (1832-1891) da Alemanha fez um motor de quatro tempos que comprimia o g\u00e1s antes da combust\u00e3o para aumentar a for\u00e7a exercida no pist\u00e3o. Outro alem\u00e3o, Gottlieb Wilhelm Daimler (1834-1900), introduziu o primeiro modelo de alta velocidade em 1885, usando gasolina como combust\u00edvel derivado do petr\u00f3leo para r\u00e1pida vaporiza\u00e7\u00e3o. Ele tamb\u00e9m inventou o carburador, que vaporizava o combust\u00edvel enquanto o misturava com ar para combust\u00e3o. O uso do motor de combust\u00e3o interna, que era mais barato e mais limpo que o motor a vapor, se espalhou rapidamente.\n\nEsses novos motores tamb\u00e9m exigiam menos trabalho para operar, funcionavam em velocidades diferentes e podiam ser parados e iniciados mais facilmente do que os motores a vapor.\n\n<strong>O autom\u00f3vel<\/strong>\n\nOutro engenheiro alem\u00e3o, Karl Friedrich Benz (1844-1929), desenvolveu o primeiro autom\u00f3vel pr\u00e1tico de combust\u00e3o interna em 1885-1886. O pneu pneum\u00e1tico, criado para bicicletas, foi facilmente adaptado para uso no autom\u00f3vel. Uma s\u00e9rie de outras melhorias se seguiram por volta de 1900, incluindo o radiador, o diferencial, a manivela de partida, o volante e os freios a pedal.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159937 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Segund1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"226\" \/><strong>Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial<\/strong><\/p>\nA Fran\u00e7a emergiu rapidamente como o maior produtor de \u201ccarruagens sem cavalos\u201d autopropulsadas. Na Fran\u00e7a, uma s\u00e9rie de pequenas empresas produzia um pequeno n\u00famero de autom\u00f3veis de alta qualidade como bens de luxo, mas os fabricantes norte-americanos, notadamente Henry Ford (1863-1947), viram o potencial de comercializar carros menos caros para uma ampla gama de consumidores. Em 1906, os Estados Unidos ultrapassaram a Fran\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis e, em 1910, os americanos fabricaram mais autom\u00f3veis do que o resto do mundo combinado.\n\nA predomin\u00e2ncia norte-americana na produ\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica foi baseada em fatores como os altos impostos europeus que favoreceram o uso de cavalos e o surgimento de um sistema de fabrica\u00e7\u00e3o altamente eficaz, a linha de montagem, geralmente associada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do Modelo T pela Ford Motor Company, que construiu um carro padronizado e barato com pe\u00e7as intercambi\u00e1veis feitas de chapa de a\u00e7o.\n\nOs fabricantes de autom\u00f3veis europeus adotaram esses m\u00e9todos ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial.\n\n<strong>Voo Motorizado<\/strong>\n\nO voo tripulado come\u00e7ou na Fran\u00e7a em 1783 com bal\u00f5es de ar quente e hidrog\u00eanio. Com um motor de combust\u00e3o interna acionando uma h\u00e9lice, o dirig\u00edvel (basicamente um bal\u00e3o dirig\u00edvel), foi criado em 1884.\n\nOs planadores forneceram um modelo para voos mais pesados que o ar, mas o avi\u00e3o n\u00e3o p\u00f4de ser desenvolvido at\u00e9 o surgimento de aeronaves mais eficientes e motores mais leves.\n\nDepois que os irm\u00e3os americanos Orville Wright (1871-1948) e Wilbur Wright (1867-1912) conseguiram fazer seu primeiro voo de avi\u00e3o motorizado em 1903, melhorias no projeto do motor e na constru\u00e7\u00e3o geral logo permitiram curvas controladas e voos com dura\u00e7\u00e3o de horas. A Fran\u00e7a foi respons\u00e1vel por muitos desenvolvimentos neste campo, em grande parte devido \u00e0 sua lideran\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o e uso de alum\u00ednio. No in\u00edcio da Primeira Guerra Mundial, os avi\u00f5es cruzaram o Canal da Mancha; o hidroavi\u00e3o havia sido desenvolvido; e os pilotos tinham a capacidade de decolar e pousar em navios. As demandas de reconhecimento durante a guerra levaram ao r\u00e1pido desenvolvimento da ind\u00fastria aeron\u00e1utica, preparando-se para uma maior expans\u00e3o na era do boom que se seguiu \u00e0 guerra.\n\n<strong>A Linha de Montagem<\/strong>\n\nOs Estados Unidos foram um dos principais benefici\u00e1rios do clima econ\u00f4mico que cercou a Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. No per\u00edodo de 1870 a 1913 &#8211; gra\u00e7as a grandes melhorias na produ\u00e7\u00e3o por homem-hora &#8211; os Estados Unidos alcan\u00e7aram e superaram a produ\u00e7\u00e3o industrial total (se n\u00e3o sempre a proeza tecnol\u00f3gica) da Europa em quase todos os dom\u00ednios, incluindo a\u00e7o, alum\u00ednio, eletricidade e autom\u00f3veis.\n\nApesar da predomin\u00e2ncia econ\u00f4mica dos EUA \u00e0s v\u00e9speras da Primeira Guerra Mundial, com apenas algumas exce\u00e7\u00f5es, quase todos os principais avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e cient\u00edficos vieram da Europa. Os americanos, no entanto, desenvolveram uma nova e importante abordagem da produ\u00e7\u00e3o industrial, conhecida como \u201csistema americano\u201d, com apoio financeiro federal na ind\u00fastria de fabrica\u00e7\u00e3o de armas.\n\nSeu objetivo era produzir armas com pe\u00e7as intercambi\u00e1veis, um conceito baseado no emprego de uma s\u00e9rie sequencial de opera\u00e7\u00f5es utilizando m\u00e1quinas especialmente projetadas e de prop\u00f3sito \u00fanico.\n\nUma vez desenvolvido, esse sistema foi usado para fabricar bens de consumo, como m\u00e1quinas de costura, bicicletas e autom\u00f3veis.\n\nUm processo de um s\u00e9culo permitiu o surgimento de um sistema genu\u00edno de produ\u00e7\u00e3o em massa. Os europeus desenvolveram vers\u00f5es de pe\u00e7as intercambi\u00e1veis e maquin\u00e1rio especializado pelo menos um s\u00e9culo antes, mas n\u00e3o os usaram em um sistema de linha de montagem industrial at\u00e9 depois da Primeira Guerra Mundial.\n\n<strong>Relatividade<\/strong>\n\nA ci\u00eancia pura tamb\u00e9m fez avan\u00e7os dram\u00e1ticos durante o final do s\u00e9culo XIX, culminando em revis\u00f5es significativas da compreens\u00e3o newtoniana do universo.\n\nA radioatividade foi descoberta pelo f\u00edsico franc\u00eas Antoine-Henri Becquerel (1852-1908) em 1896 e nomeada pela cientista francesa nascida na Pol\u00f4nia Marie Curie (1867-1934) em 1898.\n\nNesse mesmo ano ela e seu marido, Pierre (1859-1906), isolou os elementos radioativos r\u00e1dio e pol\u00f4nio. Entre 1900 e 1914 os cientistas alem\u00e3es Max Planck (1858-1947) e Albert Einstein (1879-1955) e o cientista dinamarqu\u00eas Nils Bohr (1885-1962) transformaram o estudo da f\u00edsica. Em seu rastro, o conceito de um universo baseado em princ\u00edpios absolutos e fixos foi substitu\u00eddo pelos fundamentos da f\u00edsica moderna \u2013 relatividade e incerteza. Em 1900, Planck explicou que a energia era de natureza \u201cqu\u00e2ntica\u201d; isto \u00e9, a energia \u00e9 emitida e absorvida em quantidades diminutas e discretas.\n\nCinco anos depois, Einstein publicou sua teoria da relatividade especial para explicar a rela\u00e7\u00e3o entre espa\u00e7o e tempo. Ele afirmou que o espa\u00e7o e o tempo n\u00e3o s\u00e3o absolutos e variam de acordo com o movimento; assim, por exemplo, um rel\u00f3gio em um sistema em movimento marcar\u00e1 os minutos mais lentamente do que um rel\u00f3gio em um sistema estacion\u00e1rio. Nesse mesmo ano, Einstein desenvolveu sua famosa f\u00f3rmula E=mc2, isto \u00e9, energia (E) \u00e9 igual a massa (m) vezes a velocidade da luz (c) ao quadrado. As implica\u00e7\u00f5es desta f\u00f3rmula s\u00e3o que toda massa \u00e9 energia congelada e toda energia \u00e9 mat\u00e9ria liberada. Como a velocidade da luz \u00e9 de aproximadamente 186.000 milhas por segundo, uma pequena quantidade de massa equivale a uma enorme quantidade de energia. Por explicar por que a divis\u00e3o de um \u00e1tomo libera grandes quantidades de energia, essa rela\u00e7\u00e3o se tornou a base te\u00f3rica para as armas at\u00f4micas e a energia nuclear.\n\nEm 1913, Bohr aplicou a teoria qu\u00e2ntica \u00e0 f\u00edsica subat\u00f4mica e, entre as Guerras Mundiais, ele e Werner Heisenberg (1901-1976) transformaram essas observa\u00e7\u00f5es cruciais em uma explica\u00e7\u00e3o totalmente nova do movimento subat\u00f4mico (mec\u00e2nica qu\u00e2ntica). Como \u00e9 imposs\u00edvel prever o movimento de um el\u00e9tron, disseram Bohr e Heisenberg, todos os c\u00e1lculos s\u00e3o baseados em uma probabilidade estat\u00edstica, n\u00e3o em uma certeza absoluta. A revolu\u00e7\u00e3o na f\u00edsica que culminou com esse \u201cprinc\u00edpio da incerteza\u201d completou a mudan\u00e7a dos absolutos fixos de um universo newtoniano para uma concep\u00e7\u00e3o mais amb\u00edgua e desconcertante dele.\n\n<strong>Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial &#8211; Resumo<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159938 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Segund2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"210\" \/><strong>Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial<\/strong><\/p>\nA partir de 1860, a<strong>\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o Industrial\u00a0<\/strong>entrou em uma nova fase profundamente diferente da\u00a0<strong>Primeira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Primeira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial<\/strong>\u00a0cientificamente se baseou na f\u00edsica. Por for\u00e7a do petr\u00f3leo, a\u00a0<strong>Segunda Revolu\u00e7\u00e3o ind\u00fastria<\/strong>\u00a0apoiou-se na Qu\u00edmica.\n\n<strong>\u00c9 a chamada Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, provocada por tr\u00eas acontecimentos importantes:<\/strong>\n<blockquote>Desenvolvimento de novo processo de fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7o (1856)\nAperfei\u00e7oamento do d\u00ednamo (1873)\nInven\u00e7\u00e3o do motor de combust\u00e3o interna (1873) por Daimler.<\/blockquote>\nAo longo do s\u00e9culo XIX, o processo de moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica nas ind\u00fastrias foi expandido para outros pa\u00edses na Europa, bem como para os Estados Unidos e Jap\u00e3o.\n\nEsse processo de inser\u00e7\u00e3o de novos pa\u00edses no capitalismo industrial e a consequente expans\u00e3o da atividade industrial por outros cantos do planeta foi considerado fundamental no desenrolar da\u00a0<strong>Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/strong>\n\n<strong>Essa nova etapa da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial apresentou algumas inova\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, tais como:<\/strong>\n<blockquote>O carv\u00e3o, que era a principal fonte energ\u00e9tica da Primeira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, foi substitu\u00eddo pelo petr\u00f3leo e pela eletricidade no fornecimento de energia;\nA m\u00e1quina a vapor foi substitu\u00edda em v\u00e1rios setores pelo motor a combust\u00e3o interna (que utiliza o petr\u00f3leo), mais potente;\nO ferro passou a ser fundido com o mangan\u00eas dando origem a uma estrutura met\u00e1lica muito mais resistente, o a\u00e7o, que se tornou a principal mat\u00e9ria-prima dessa Segunda Revolu\u00e7\u00e3o;\n<strong>Os meios de transportes tamb\u00e9m foram amplamente modernizados:<\/strong>\u00a0as locomotivas primitivas e os barcos a vapor cederam lugar para locomotivas mais potentes, em grande parte ainda a vapor, e aos barcos a motor que s\u00e3o muito mais potentes e consequentemente transportam muito mais mercadorias de uma s\u00f3 vez, barateando assim o custo do transporte;\n<strong>Surgiram novos meios de deslocamento:<\/strong>\u00a0o autom\u00f3vel e o avi\u00e3o;\n<strong>O sistema de comunica\u00e7\u00f5es foi implantado com base em t\u00e9cnicas mais modernas de maior alcance, tais como:<\/strong>\u00a0o tel\u00e9grafo e o telefone.<\/blockquote>\nEntretanto, uma altera\u00e7\u00e3o fundamental n\u00e3o foi tecnol\u00f3gica, mas comportamental. As empresas passaram a visar muito mais do que no per\u00edodo anterior. A busca por mercados cada vez maiores, se poss\u00edvel, global.\n\nCom isso, as na\u00e7\u00f5es centrais e suas maiores empresas difundiram, de forma ainda mais intensa, as pr\u00e1ticas imperialistas e monopolistas.\n\nSurgiram grandes trustes que dominavam todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o de determinados produtos e influenciavam decisivamente no com\u00e9rcio.\n\nAs t\u00e9cnicas produtivas na ind\u00fastria foram propagadas do Reino Unido para outros pa\u00edses.\n\nO Reino Unido procurava formas de manuten\u00e7\u00e3o de monop\u00f3lios sobre suas descobertas e t\u00e9cnicas, por exemplo, foi prevista na lei brit\u00e2nica a proibi\u00e7\u00e3o de que artes\u00e3os emigrassem da Inglaterra at\u00e9 1824 e as m\u00e1quinas s\u00f3 ap\u00f3s 1843, entretanto tais leis n\u00e3o tinham for\u00e7a na pr\u00e1tica.\n\nSem a efic\u00e1cia e efici\u00eancia dessas leis, centenas de trabalhadores especializados e fabricantes deixaram o Reino Unido no per\u00edodo. Os emigrantes levavam grande conhecimento dos processos industriais mais modernos e criavam, em outros pa\u00edses, ind\u00fastrias que se tornaram fortes concorrentes.\n\nDiversos casos foram registrados. Em 1750, John Holker, um fabricante de Lancashire, estabeleceu-se na Fran\u00e7a, onde ajudou a modernizar as t\u00e9cnicas de fia\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria t\u00eaxtil. Em 1789, Samuel Slater, um trabalhador t\u00eaxtil, emigrou para os E.U.A. e construiu uma fia\u00e7\u00e3o em Rhode Island. William Cockerill, um carpinteiro de Lancashire, mudou-se para a B\u00e9lgica em 1799 e come\u00e7ou a fabricar maquinaria t\u00eaxtil. Em 1817, John, o filho de Cockerill, fundou f\u00e1bricas perto de Li\u00e8ge, que produziam material para pontes, canh\u00f5es, locomotivas e m\u00e1quinas a vapor. Todas essas empresas foram se tornando concorrentes das inglesas.\n\nAl\u00e9m da lei n\u00e3o apresentar for\u00e7a, alguns fabricantes brit\u00e2nicos permitiam que pessoas de outros pa\u00edses inspecionassem suas f\u00e1bricas. De 1810 a 1812, Francis Cabot Lowell, um comerciante norte- americano, visitou as f\u00e1bricas de tecidos de Lancashire. De volta ao seu pa\u00eds, fundou uma f\u00e1brica de tecidos em Waltham, no estado de Massachusetts.\n\nA f\u00e1brica foi uma das primeiras do mundo a reunir em um mesmo estabelecimento todas as etapas da fabrica\u00e7\u00e3o dos tecidos de algod\u00e3o. Em 1838, o famoso industrial alem\u00e3o Alfred Krupp foi para Sheffield, onde aprendeu os \u00faltimos processos de fabrica\u00e7\u00e3o do a\u00e7o.\n\nA exporta\u00e7\u00e3o do capital brit\u00e2nico tornou-se ainda mais importante do que a exporta\u00e7\u00e3o de homens e m\u00e1quinas para a propaga\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Durante s\u00e9culos, os comerciantes ingleses haviam expandido o cr\u00e9dito e concedido empr\u00e9stimos aos compradores de outros pa\u00edses. \u00c0 medida que se expandia a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, o fluxo de capital brit\u00e2nico aos outros pa\u00edses foi aumentando. Esse fluxo aumentou ainda mais com o advento da ferrovia. As companhias inglesas financiavam a exporta\u00e7\u00e3o de locomotivas, ferro para trilhos e t\u00e9cnicos para construir e operar as ferrovias em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo.\n\nAos poucos, no in\u00edcio do s\u00e9culo. XIX, o governo foi aplicando medidas para promover a explora\u00e7\u00e3o industrial da terra e seus minerais. Nessa mesma \u00e9poca o Estado da Pr\u00fassia conseguiu fazer com que os Estados alem\u00e3es adotassem tarifas comuns de trocas comerciais entre si, ampliando assim o com\u00e9rcio, numa esp\u00e9cie de bloco econ\u00f4mico conhecido como Zollverein.\n\nOutro aspecto importante \u00e9 que entre 1830 e 1850, a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o duplicou na Alemanha, no mesmo per\u00edodo, a explora\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro tamb\u00e9m foi intensamente ampliada no pa\u00eds.\n\nComo consequ\u00eancia dessas amplia\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de fornos que tinha por combust\u00edvel o coque (carv\u00e3o) tamb\u00e9m aumentou rapidamente.\n\nOs investidores estrangeiros e novos bancos de investimento alem\u00e3es forneceram dinheiro para a expans\u00e3o da ind\u00fastria do ferro. Assim, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o na Alemanha come\u00e7ou a crescer rapidamente no final do s\u00e9c. XIX. Aproximadamente em 1900, essa produ\u00e7\u00e3o era maior do que a do Reino Unido, sendo superada apenas pela dos E.U.A. Na Alemanha houve um grande desenvolvimento da ind\u00fastria farmac\u00eautica.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159940 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Segund3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"167\" \/><strong>Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial<\/strong><\/p>\nOs Estados Unidos da Am\u00e9rica, fora da Europa, foi o primeiro pa\u00eds a ingressar na Revolu\u00e7\u00e3o industrial.\n\nNa \u00e9poca em que as col\u00f4nias proclamaram a sua independ\u00eancia, em 1776, cerca de 1\/3 dos navios ingleses estavam sendo constru\u00eddos na Am\u00e9rica do Norte.\n\nTal dado j\u00e1 demonstra a import\u00e2ncia da ind\u00fastria naval dos E.U.A. no per\u00edodo. Outra ind\u00fastria importante era a sider\u00fargica, algumas companhias norte-americanas chegaram mesmo a exportar ferro para a Gr\u00e3-Bretanha. Por volta de 1830, a industrializa\u00e7\u00e3o se expandia por todo o leste dos E.U.A., com destaque para as ind\u00fastrias sider\u00fargicas localizadas na Pensilv\u00e2nia. Esse avan\u00e7o nas sider\u00fargicas foi estrat\u00e9gico, pois facilitou a ocorr\u00eancia de grandes progressos quando o a\u00e7o passou a ser utilizado nas ferramentas agr\u00edcolas, nas ferrovias e nas constru\u00e7\u00f5es.\n\nPor volta da d\u00e9cada de 1850, o pre\u00e7o e a qualidade do ferro norte-americano possibilitaram aos seus fabricantes competir com o Reino Unido no mercado internacional e assim expandir seus lucros e prosperidade.\n\nNo s\u00e9c. XIX, a agricultura, a constru\u00e7\u00e3o e a minera\u00e7\u00e3o expandiram-se na medida em que a popula\u00e7\u00e3o se deslocava para o oeste. Pr\u00f3ximo do final do s\u00e9c. XIX, os E.U.A. havia se transformado na maior e a mais competitiva na\u00e7\u00e3o industrial do mundo.\n\nA Fran\u00e7a iniciou o processo de industrializa\u00e7\u00e3o em meados do s\u00e9c. XVIII, mas o processo estacionou no final do s\u00e9c. XVIII e no in\u00edcio do s\u00e9c. XIX por causa da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e das guerras empreendidas pelo soberano franc\u00eas, Napole\u00e3o Bonaparte.\n\nEm 1850, mais da metade da produ\u00e7\u00e3o de ferro da Fran\u00e7a era ainda proveniente dos antiquados e dispendiosos fornos aquecidos com carv\u00e3o vegetal. Ap\u00f3s 1850, por\u00e9m, o coque substituiu rapidamente o carv\u00e3o vegetal na maior parte dos processos produtivos.\n\nUm sistema de transportes deficiente em fun\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e das custosas guerras napole\u00f4nicas prejudicou a ind\u00fastria francesa durante maior parte do s\u00e9c. XIX.\n\nEmbora o governo tenha aprofundado e alargado v\u00e1rios rios e canais, esses melhoramentos n\u00e3o atenderam \u00e0s necessidades das ind\u00fastrias em expans\u00e3o. Em 1842, o governo aprovou tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de um sistema ferrovi\u00e1rio nacional, mas v\u00e1rias dificuldades provocaram grandes atrasos em sua constru\u00e7\u00e3o.\n\nA Fran\u00e7a permaneceu um pa\u00eds de propriedades rurais e pequenos neg\u00f3cios durante um longo per\u00edodo, mas essas caracter\u00edsticas foram sendo alteradas de forma significativa no s\u00e9culo XX.\n\nA B\u00e9lgica foi o segundo pa\u00eds a se industrializar. Entre 1830 e 1870, a na\u00e7\u00e3o desenvolveu rapidamente sua ind\u00fastria pesada com grande apoio financeiro do governo. A fabrica\u00e7\u00e3o de tecidos, que j\u00e1 era importante na B\u00e9lgica havia v\u00e1rios anos, foi industrializada. As cidades de Gand, Li\u00e8ge e Verviers transformaram-se em grandes centros da ind\u00fastria t\u00eaxtil, assim, a B\u00e9lgica foi ganhando destaque no cen\u00e1rio industrial global.\n\n<strong>Aproximadamente em 1870, as principais tend\u00eancias da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial j\u00e1 eram nitidamente percebidas em todos os pa\u00edses industrializados:<\/strong>\n<blockquote>A ind\u00fastria progredira mais rapidamente do que a agricultura. Os produtos estavam sendo feitos por m\u00e1quinas autom\u00e1ticas e montadas em f\u00e1bricas. Nas f\u00e1bricas, a dire\u00e7\u00e3o planejava as opera\u00e7\u00f5es e os trabalhadores apenas exerciam fun\u00e7\u00f5es dependentes de m\u00e1quinas.\nO capital controlava a produ\u00e7\u00e3o industrial, entretanto os trabalhadores estavam iniciando e aprofundando organiza\u00e7\u00f5es para lutar por sal\u00e1rios mais elevados, menos horas de jornada e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho.\nA ferrovia, o navio \u00e0 vela (aperfei\u00e7oado), o navio a vapor e o tel\u00e9grafo haviam reduzido o custo e o tempo dos transportes e comunica\u00e7\u00f5es.\nO padr\u00e3o de vida dos trabalhadores das cidades industriais estava mais elevado do que nunca. As popula\u00e7\u00f5es cresciam rapidamente e as cidades jamais haviam contado tantos habitantes. A ind\u00fastria norte-americana ganhou o papel de principal centro industrial no planeta quando surgiu a Ford, com todas as suas novas e revolucion\u00e1rias t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.encyclopedia.com\/www.ufv.br\/www.desconversa.com.br\/www.ufrgs.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, F\u00e1bricas, Consequ\u00eancias, Import\u00e2ncia, In\u00edcio, Sociedade, Trabalhador, Desenvolvimento, Per\u00edodo, Caracter\u00edsticas, Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10198,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20736","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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