{"id":20715,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolta-federalista-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:33:33","modified_gmt":"2026-09-01T15:33:33","slug":"revolta-federalista-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/revolta-federalista-3\/","title":{"rendered":"Revolta Federalista"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>Revolta Federalista &#8211; Revolu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>revolta federalista<\/strong>\u00a0ocorreu no ver\u00e3o de 1793, em um momento crucial da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. O pr\u00f3prio nome sugere um movimento descentralizador, uma rea\u00e7\u00e3o ao forte governo central que surgia na \u00e9poca sob a lideran\u00e7a jacobina em Paris.\n\nMas enquanto a revolta se baseava em cidades provinciais, os rebeldes n\u00e3o buscavam uma rep\u00fablica federada.\n\nEm vez disso, os federalistas protestaram contra o que consideravam uma viola\u00e7\u00e3o da unidade e integridade da assembleia nacional.\n\nA assembleia nacional naquele momento no curso da Revolu\u00e7\u00e3o era conhecida como Conven\u00e7\u00e3o Nacional, eleita no outono de 1792 depois que Lu\u00eds XVI foi derrubado do poder por uma revolta parisiense.\n\n<strong>Quase desde a sua primeira reuni\u00e3o, a Conven\u00e7\u00e3o Nacional estava irremediavelmente dividida entre duas fac\u00e7\u00f5es rivais:<\/strong>\u00a0os deputados girondinos moderados e os montanheses radicais.\n\nO primeiro ponto de disc\u00f3rdia foi o massacre de setembro, que custou a vida de mais de mil supostos contrarrevolucion\u00e1rios nas pris\u00f5es de Paris.\n\nA lideran\u00e7a girondina logo denunciou os assassinatos como consequ\u00eancia inevit\u00e1vel da anarquia p\u00fablica e acusou os l\u00edderes montanheses de terem incitado a viol\u00eancia. Os montanheses, muitos deles campe\u00f5es da multid\u00e3o parisiense, defenderam os massacres como uma lament\u00e1vel, mas necess\u00e1ria, inst\u00e2ncia de justi\u00e7a popular. Essa polaridade se estendeu ao julgamento de Lu\u00eds XVI, ao impasse sobre a constitui\u00e7\u00e3o de 1793, ao julgamento de Jean-Paul Marat e ao debate em curso sobre a legitimidade da pol\u00edtica popular e a influ\u00eancia da multid\u00e3o de Paris na pol\u00edtica nacional.\n\nEssa amarga divis\u00e3o dentro da Conven\u00e7\u00e3o Nacional, denunciada tanto pelos parisienses quanto por muitos cidad\u00e3os das prov\u00edncias, chegou ao fim ap\u00f3s a revolta de 31 de maio a 2 de junho de 1793, quando militantes parisienses for\u00e7aram a proscri\u00e7\u00e3o de vinte e nove deputados girondinos. Quase cinquenta administra\u00e7\u00f5es departamentais protestaram contra essa a\u00e7\u00e3o por carta, e cerca de treze departamentos se engajaram em resist\u00eancia prolongada \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o de Montagnard no que veio a ser conhecido como a revolta federalista.\n\nA revolta se concentrou em quatro cidades provinciais \u2014 Bordeaux, Caen, Lyon e Marselha \u2014 e em cada caso foram os administradores departamentais que assumiram o papel principal. Normalmente, os rebeldes constitu\u00edam uma nova assembleia popular para liderar a resist\u00eancia, a fim de reivindicar o mandato do povo para suas a\u00e7\u00f5es e provavelmente para desviar acusa\u00e7\u00f5es de trai\u00e7\u00e3o dos conselhos administrativos oficiais. Al\u00e9m de enviar delega\u00e7\u00f5es ou cartas de protesto a Paris, declararam-se em estado de resist\u00eancia \u00e0 opress\u00e3o, retiraram o reconhecimento da Conven\u00e7\u00e3o Nacional e de toda a legisla\u00e7\u00e3o emitida desde 31 de maio e convocaram seus eleitores a pegar em armas e marchar para a capital para restituir os deputados proscritos ao cargo. Em Caen e Marselha, os rebeldes prenderam representantes em miss\u00e3o (deputados nacionais) nos est\u00e1gios iniciais da revolta, tomando-os como ref\u00e9ns, em certo sentido, contra a seguran\u00e7a dos proscritos girondinos.\n\nSete departamentos bret\u00f5es e normandos enviaram delegados ao Comit\u00ea Central de Resist\u00eancia \u00e0 Opress\u00e3o, reunido em Caen. Essa assembleia emitiu um manifesto, o mais pr\u00f3ximo que existe de um programa federalista. Em meados de julho, uma pequena for\u00e7a deixou Caen para Paris, mas havia pouco apoio popular para a revolta na Normandia ou em outros lugares e a convoca\u00e7\u00e3o de uma marcha sobre Paris n\u00e3o representou uma s\u00e9ria amea\u00e7a \u00e0 capital. A for\u00e7a normanda se dispersou ap\u00f3s uma \u00fanica e farsa batalha perto de Vernon, e nenhuma das outras for\u00e7as rebeldes deixou os limites de seus pr\u00f3prios departamentos. Juntamente com as rebeli\u00f5es camponesas na Vend\u00e9e, no entanto, a revolta federalista confrontou a jovem Rep\u00fablica Francesa com o perigo real de uma guerra civil, e os montanheses responderam com for\u00e7a a essa amea\u00e7a. Primeiro apresentaram uma defesa do levante de 31 de maio e da proscri\u00e7\u00e3o dos deputados girondinos, que circularam nas prov\u00edncias por meio de enviados especiais. Em seguida, eles se moveram rapidamente para concluir uma nova constitui\u00e7\u00e3o, adotada na Conven\u00e7\u00e3o e apresentada \u00e0 na\u00e7\u00e3o no final de junho. Em julho, os montanheses prepararam uma acusa\u00e7\u00e3o contra os deputados proscritos, embora s\u00f3 fossem julgados em outubro. Finalmente, o Comit\u00ea de Seguran\u00e7a P\u00fablica enviou for\u00e7as armadas para reprimir a rebeli\u00e3o nas \u00e1reas que continuavam resistindo.\n\nA revolta federalista desmoronou rapidamente em Caen, e Robert Lindet supervisionou uma repress\u00e3o notavelmente branda no final do ver\u00e3o, demitindo oficiais rebeldes do cargo, prendendo muitos, mas n\u00e3o ordenando execu\u00e7\u00f5es. Em Bordeaux e Marselha, onde a resist\u00eancia a Paris durou at\u00e9 os \u00faltimos dias do ver\u00e3o, a revolta terminou sem resist\u00eancia violenta, mas a repress\u00e3o que se seguiu enviou cerca de trezentos rebeldes para a guilhotina em cada cidade. Em Lyon, no entanto, os rebeldes federalistas executaram o l\u00edder jacobino da cidade, Joseph Chalier, e a cidade capitulou apenas ap\u00f3s um cerco de dois meses. Em outubro, a Conven\u00e7\u00e3o Nacional decretou que &#8220;Lyon n\u00e3o existe mais&#8221;, renomeou-a &#8220;Ville-Affranchie&#8221; (Cidade Livre) e enviou os representantes em miss\u00e3o, Georges Couthon, Jean-Marie Collet d&#8217;Herbois e Joseph Fouch\u00e9, para supervisionar a repress\u00e3o. Eles ordenaram a execu\u00e7\u00e3o de mais de mil e novecentos rebeldes, tornando Lyon um dos locais mais sangrentos do Terror.\n\nEmbora a revolta federalista fosse nominalmente uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 proscri\u00e7\u00e3o dos deputados girondinos, as causas da revolta eram muito mais profundas.\n\nAs elites pol\u00edticas nas prov\u00edncias ficaram cautelosas com o ativismo militante dos sans-culottes parisienses e muitas vezes se sentiram amea\u00e7adas pela mobiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica popular em suas pr\u00f3prias cidades.\n\nEles se ressentiam do que consideravam a influ\u00eancia excessiva de Paris na pol\u00edtica nacional e a interfer\u00eancia dos representantes na miss\u00e3o nos assuntos locais. Na revolta federalista, ent\u00e3o, a pol\u00edtica nacional e local se uniram, enquanto os revolucion\u00e1rios franceses lutavam para definir a soberania e como ela deveria ser exercida.\n\n<strong>A revolu\u00e7\u00e3o federalista \u2013 Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159866 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Revolt5-1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><strong>Revolta Federalista<\/strong><\/p>\nNo Rio Grande do Sul, desde 1892, uma grave dissens\u00e3o pol\u00edtica conduzira o Partido Republicano Ga\u00facho e o Federalista ao confronto armado.\n\nOs partid\u00e1rios do primeiro, conhecidos como \u201cpica\u00adpaus\u201d, eram apoiados por Floriano, e os do segundo, chamados de \u201cmaragatos\u201d, aderiram \u00e0 rebeli\u00e3o de Cust\u00f3dio de Melo.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o federalista &#8211; O que foi<\/strong>\n\nFoi luta pol\u00edtica entre as elites locais do RS. J\u00falio Castilhos defendia o governo central e liderava o grupo republicano (chimangos).\n\nGaspar Martins defendia a descentraliza\u00e7\u00e3o do poder e liderava o grupo federalista (maragato). A vit\u00f3ria final coube aos castilhistas com apoio de Floriano.\n\nDevido a interfer\u00eancia do Governo Floriano a favor dos republicanos, o grupos federalistas inicia uma revolta no RS, avan\u00e7ando em dire\u00e7\u00e3o de SC e PR.\n\n<strong>Hist\u00f3ria da Revolta Federalista &#8211; Movimento<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159867 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Revolt6-2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" \/><strong>Revolta Federalista<\/strong><\/p>\nMovimento insurrecional do in\u00edcio da Rep\u00fablica envolvendo as principais fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do Rio Grande do Sul. Come\u00e7a em 1893 e dura at\u00e9 1895.\n\nDois partidos disputam o poder.\n\nDe um lado, o Partido Federalista re\u00fane a velha elite do Partido Liberal do Imp\u00e9rio, sob a lideran\u00e7a de Gaspar da Silveira Martins.\n\nDe outro, o Partido Republicano Rio-Grandense agrupa os republicanos hist\u00f3ricos, participantes do movimento pela proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, comandado pelo governador J\u00falio de Castilhos.\n\nAncorados em bases eleitorais nas cidades do litoral e da serra, os republicanos querem manter o poder.\n\nJ\u00e1 os federalistas, que representam os interesses dos grandes estancieiros da Campanha Ga\u00facha, lutam contra o que chamam de \u201ctirania do castilhismo\u201d e exigem a reforma da Constitui\u00e7\u00e3o do estado para impedir a perpetua\u00e7\u00e3o dos rivais no poder.\n\n<strong>Maragatos e chimangos<\/strong>\n\nEm fevereiro de 1893, ano da campanha eleitoral para o governo estadual, os federalistas, chamados maragatos, iniciam sangrento conflito com os republicanos, apelidados de chimangos ou pica-paus.\n\nOs combates espalham-se pelo estado e transformam-se em uma guerra civil, com milhares de v\u00edtimas.\n\nOs maragatos pedem a interven\u00e7\u00e3o federal no estado, mas o presidente Floriano Peixoto prefere apoiar os pica-paus.\n\nEntre fins de 1893 e come\u00e7o de 1894, os maragatos avan\u00e7am sobre Santa Catarina e unem-se aos rebeldes da Revolta da Armada, que ocupam a cidade de Desterro (atual Florian\u00f3polis).\n\nEm seguida entram no Paran\u00e1 e tomam Curitiba. Mas, sem recursos humanos nem materiais suficientes, recuam.\n\nConcentram sua atividade no territ\u00f3rio ga\u00facho, mantendo a luta at\u00e9 meados de 1895.\n\nNo dia 10 de julho, o novo presidente da Rep\u00fablica, Prudente de Moraes, consegue um acordo de paz.\n\nO governo central garante o poder a J\u00falio de Castilhos e o Congresso anistia os participantes do movimento.\n\n<strong>Revolta Federalista &#8211; 1893 \u2013 1895<\/strong>\n\nEm novembro de 1891 o pais enfrentava grave crise pol\u00edtica que o marechal Deodoro da Fonseca (l827-1892) presidente da Rep\u00fablica julgou poder extinguir desfechando no dia 3, um golpe de Estado.\n\nEm instante de irreflex\u00e3o e mal aconselhado por Henrique Pereira de Lucena o Bar\u00e3o de Lucena, Deodoro manda dissolver o congresso Nacional com o qual n\u00e3o conseguia entender-se e implanta no pais uma ditadura\n\nO desfecho da crise teve grave e negativa repercuss\u00e3o em toda a na\u00e7\u00e3o Preparou-se contragolpe que seria desfechado no dia 27 do m\u00eas de novembro. todavia o presidente da rec\u00e9m-inaugurada Republica resolveu voltar atr\u00e1s e de maneira patri\u00f3tica, renunciou o governo, convencido de que o pais por inteiro repudiara o ato ditatorial Assume a dire\u00e7\u00e3o do pais o marechal Floriano Peixoto (1839-1895) que convoca o Congresso e restabelece a ordem institucional\n\nOcorre que consoante o artigo 42 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1891 na eventualidade de vaga da presid\u00eancia da Republica por qualquer pretexto acaso n\u00e3o houvessem decorridos dois anos do mandato, deveria ser realizada nova elei\u00e7\u00e3o\n\nFloriano e seus correligion\u00e1rios fazem vista grossa do dispositivo legal e permanecem confortavelmente instalados no poder\n\nNo ano seguinte, 1892, em abril, treze altas patentes do Ex\u00e9rcito e Marinha assinam manifesto a na\u00e7\u00e3o no qual sustentam a necessidade de se dar cumprimento ao preceito inscrito na Carta Magna.\n\nArbitrariamente, Floriano, em repres\u00e1lia determina a reforma de onze signat\u00e1rios do manifesto, e dois outros s\u00e3o rebaixados para segunda categoria.\n\nProtestos de civis e militares em todos os setores do pais. multiplicam-se contra o autoritarismo continuista do marechal-de-ferro. Em fevereiro de 1893 explode no Rio Grande do sul a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista, motivada por antigas diverg\u00eancias pol\u00edticas regionais. Em seguida, a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista come\u00e7a a estender-se em dire\u00e7\u00e3o norte, amea\u00e7ando estados lim\u00edtrofes, agora j\u00e1 em franca oposi\u00e7\u00e3o a ditadura florianista\n\nNo mesmo ano, no dia 6 de setembro, consider\u00e1vel parcela da Marinha a frente da qual se achava o almirante Cust\u00f3dio Jos\u00e9 de Mello, rebela-se contra o governo ditatorial de Floriano e sitia a capital Federal. Nos dias 16 e 17. em que pese hostilizados pelos canh\u00f5es das fortalezas controladas por Floriano, alguns navios amotinados, entre os quais o cruzador Republica. sob o comando do capit\u00e3o-de-mar-e-guerra Frederico Guilherme de Lorena, conseguem transpor a barra do Rio de Janeiro e navegam para Santa Catarina\n\nNo dia 14 de outubro (1893), por decreto assinado pelos insurgentes, Nossa Senhora do Desterro, capital de Santa Catarina e declarada provisoriamente capital do Brasil e converte-se em base de opera\u00e7\u00f5es militares de dois movimentos em sua origem sem v\u00ednculo um com o outro o do rio Grande do Sul. denominado Federalista e o do Rio de Janeiro, conhecido por Revolta da Armada\n\nA ate ent\u00e3o pacata Desterro, com vinte e cinco mil almas, entra para a lista negra de Floriano Peixoto.\n\nOs federalistas, depois de sucessivas lutas e atos de hero\u00edsmo e bravura que se inscrevem nos anais da Hist\u00f3ria P\u00e1tria. s\u00e3o derrotados. Vingativo, o marechal Floriano nomeia e manda para Santa Catarina, no dia 19 de abril de 1894, com poderes discricion\u00e1rios, o impetuoso tenente-coronel de Infantaria do Ex\u00e9rcito.\n\nAnt\u00f4nio Moreira C\u00e9sar (1850-1897), nome que a historia celebra pelas alcunhas de Corta-Cabe\u00e7as e Treme-Terra, com vistas a levar a cabo o ajuste de contas.\n\nO delegado do governo Federal desembarca em Desterro a frente de quinhentos militares do 7\u00b0 e do 23\u00b0 batalh\u00f5es de Infantaria. De seu corpo de auxiliares faziam parte os seguintes elementos Alferes Jo\u00e3o Lopes de Oliveira e Souza e Malaquias Cavalcanti Lima, secret\u00e1rios, tenente Manuel Bellerophonte de Lima. chefe de policia e tenente Herm\u00ednio Am\u00e9rico Coelho dos Santos, comandante da Policia Militar\n\nJ\u00e1 era ent\u00e3o o tenente-coronel C\u00e9sar conhecido por desequilibrado e destemido e estivera envolvido com o assassinato) de um jornalista boquirroto em 1883, na Corte.\n\nPretensos inimigos do sistema republicano s\u00e3o impiedosamente ca\u00e7ados. Santa Catarina, nas palavras do historiador Osvaldo Cabral, conhece uma das mais negras paginas de sua historia\n\n<strong>Narra Cabral<\/strong>\n\n\u201cAs fortalezas se congestionaram de prisioneiros, uns que se n\u00e3o puderam exilar ou esconder \u00e0 f\u00faria sanguin\u00e1ria dos vencedores, outros que se n\u00e3o haviam culpados, e ainda outros que, tendo buscado ref\u00fagio no interior da ilha, nas casas os amigos ou nos matos, foram denunciados pela perversidade dos advers\u00e1rios, no seu incontido e desumano \u00f3dio partid\u00e1rio.\n\n<strong>Casas foram varejadas pela soldadesca em f\u00faria:<\/strong>\u00a0fam\u00edlias desrespeitadas\u201d.\n\nEntre os fuzilados relaciona-se o nome de m\u00e9dico baiano. Transcrevo, neste artigo, texto publicado em minha obra O Treme-Terra, Moreira C\u00e9sar e a Rep\u00fablica de Canudos (Vozes, 1996, em segunda edi\u00e7\u00e3o).\n\n\u201cNa madrugada de 25 de abril de 1894, em Anhatomirim (pequena ilha ao norte de Santa Catarina) tombou abatido a tiros de fuzil, entre muitos outros, o major-m\u00e9dico Alfredo Paulo de Freitas.\n\nEste facultativo era tio-av\u00f4 de ilustre baiano, professor, historiador e acad\u00eamico, Waldir Freitas Oliveira (ativo e atuante nos dias que fluem, 1997) Andava na casa dos 39 anos e chegava \u00e0 fortaleza de Santa Cruz atendendo a intima\u00e7\u00e3o das for\u00e7as legais. Nascera na Bahia, filho de Jos\u00e9 Ant\u00f4nio de Freitas Filho, professor de Anatomia Descritiva e Topogr\u00e1fica da Faculdade de Medicina da Bahia e de D. Maria Benvinda da Costa Freitas.\n\nEra alto, de estatura elegante, rosto fino, barba aparada no contorno da face.\n\nCurioso e que o pai do major-m\u00e9dico tenha tido, na Bahia, aviso de que algo funesto poderia estar acontecendo ao filho, na madruga da daquele tr\u00e1gico 25 de abril de 1894.\n\nA Rep\u00fablica passava por momento dram\u00e1ticos durante o Governo de Floriano Peixoto. A 17 de abril daquele ano, a Esquadra legal, denominada pelos federalistas de \u201cEsquadra de Papel\u00e3o\u201d, dada a sua cor cinzenta, sob o comando do almirante Jer\u00f4nimo Francisco Gon\u00e7alves, tendo partido da Bahia. desalojara os \u00faltimos insurretos da capital catarinense, ent\u00e3o chamada Desterro.\n\nDois dias depois chegava o delegado do governo federal, tenente-coronel Ant\u00f4nio Moreira C\u00e9sar, assumindo o posto com seus auxiliares a 22 do mesmo m\u00eas. Come\u00e7ou de imediato a encarcerar suspeitos, insuflados por esp\u00edritos perversos de Desterro e do Rio de Janeiro. O major Alfredo Paulo de Freitas era, ent\u00e3o, diretor do hospital Militar naquela cidade.\n\nDois dias ap\u00f3s a posse do tenente-coronel Moreira C\u00e9sar, chega \u00e0 casa do major ordem para que ele se apresentasse. Como havia clima reinante de viol\u00eancia, sua esposa. Ol\u00edmpia Para\u00edso de Moura Freitas, rogou-lhe que fugisse. O m\u00e9dico repeliu a sugest\u00e3o. Nada tinha a temer, era seu dever apresentar-se. N\u00e3o lhe pesava sobre os ombros qualquer acusa\u00e7\u00e3o.\n\n\u00c9 dirigiu-se \u00e0 autoridade que o havia intimado. Recebeu de pris\u00e3o e embarcaram-no na corveta Niter\u00f3i, apenas com farda que levava no corpo.\n\nDe bordo, o prisioneiro escreveu carta a esposa. Cujo mensageiro pode Ter sido algum soldado de alma caridosa. Tinha em mente o major estar sendo levado para o Rio de Janeiro de onde, dizia, voltaria a escrever \u00e0 esposa e quando faria remessa de dinheiro lamentava deix\u00e1-la sozinha com a filha pequena e sem recursos. Em caso de dificuldade, recomendava procurar o amigo Manuel Joaquim, que se imagina ter sido o tenente Manuel Joaquim Machado, emiss\u00e1rio do Marechal Floriano Peixoto em fevereiro de 1892 e que assumira o governo de Santa Catarina, tendo rompido, em 1893, com o Marechal de ferro.\n\nNo dia 25 de abril, a corveta Niter\u00f3i fez meia-volta e aproximou-se de Anhatomirim. Os prisioneiros foram desembarcados e levados \u00e0 baixada do porto da Fortaleza de Santa Cruz.\n\nTendo come\u00e7ado a ser constru\u00edda em 1739, pelo portugu\u00eas Jos\u00e9 da Silva Paes, oficial de engenharia, para a defesa da Ilha de Santa Cruz, com majestoso portal de acesso a capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade, a\u00ed teve lugar o fuzilamento de in\u00fameros suspeitos de inimigos da Rep\u00fablica, inclusive o oficial medico baiano.\n\nPara explicar o tr\u00e1gico fim do doutor Freitas, h\u00e1 duas vers\u00f5es perfilhadas pela tradicional fam\u00edlia baiana. Uma diz que foi por ter o m\u00e9dico hasteado a bandeira da paz no hospital Militar, com o objetivo de proteger os doentes das hostilidades entre federalistas e republicanos. Outra reza que o m\u00e9dico teria falado mal do marechal Floriano, imensa heresia numa \u00e9poca de desatinos, intrigas e deslealdade, e que o teriam delatado.\n\n(\u2026)\n\nH\u00e1 telegrama supostamente assinado por Moreira C\u00e9sar dando conta a Floriano de haver cumprido sua ordem, mensagem, ali\u00e1s, considerada ap\u00f3crifa, como est\u00e1, adiante mencionado.\n\nQuando Moreira C\u00e9sar, j\u00e1 coronel, chegando vitorioso do Sul, desembarca em Salvador, de passagem para Canudos, conta a tradi\u00e7\u00e3o familiar que certa mulher, inteiramente vestida de preto, compareceu ao cais onde as tropas desembarcaram e, em alto e bom tom, jogou-lhe praga que pode ter sido mais ou menos nos termos seguinte.\n\n\u2013 De Canudos tu n\u00e3o h\u00e1s de voltar com vida, bandido miser\u00e1vel, sanguin\u00e1rio, enviado do Dem\u00f4nio.\n\nEra D. Ol\u00edmpia, vi\u00fava do major-m\u00e9dico fuzilado. (p\u00e1g. 171s)\n\n* * * *\n\nEntre os fuzilados, relaciona-se, tamb\u00e9m Manoel de Almeida Gama Lobo Coelho d\u2019E\u00e7a, bar\u00e3o de Batovi e seu filho Alfredo, morto abra\u00e7ado ao pai, tentando proteg\u00ea-lo das balas.\n\nPesava sobre o bar\u00e3o de Batovi ter presidido tumultuada e hist\u00f3rica reuni\u00e3o realizada em Desterro \u2013 mais tarde Florian\u00f3polis \u2013 no dia 29 de setembro de 1893, durante a qual optou-se pela capitula\u00e7\u00e3o frente aos navios da Armada, amotinados contra o ditador Floriano Peixoto.\n\nBatovi n\u00e3o fez sen\u00e3o render-se \u00e1s aspira\u00e7\u00f5es dos habitantes de Desterro apavorados e subitamente envolvidos em t\u00e3o espetaculares acontecimentos.\n\nDesterro (nada custa repetir) pela sua importante posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, fora convertida em base de opera\u00e7\u00f5es militares de dois movimentos, a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista, que rebentara no Rio Grande do Sul em fevereiro de 1893, e a Revolta da Armada, cuja eclos\u00e3o tivera lugar no Rio de Janeiro, em setembro do mesmo ano.\n\nElevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Capital Provis\u00f3ria do Pa\u00eds, Desterro cresceu do cen\u00e1rio pol\u00edtico nacional na mesma propor\u00e7\u00e3o com que por ela crescia o \u00f3dio de Floriano, reputado pela imprensa federalista de \u201ctraidor\u201d, \u201cusurpador\u201d, \u201ctirano\u201d, entre outros ep\u00edtetos n\u00e3o menos depreciativos.\n\nDepreende-se ter sido este \u00f3dio o respons\u00e1vel pela nomea\u00e7\u00e3o do bra\u00e7o armado de Floriano, tenente-coronel Ant\u00f4nio Moreira C\u00e9sar, em seguida \u00e0 derrota do movimento federalista.\n\nSeria ing\u00eanuo admitir-se que o marechal-de-ferro n\u00e3o tinha ci\u00eancia dos sum\u00e1rios fuzilamentos levados a cabo por seu proc\u00f4nsul, embora se discuta se o vice-presidente, com efeito, deu ordens expressas neste sentido.\n\nOs simpatizantes de Floriano alegam em sua defesa e como prova de sua inoc\u00eancia, telegrama, tido ali\u00e1s por falso, despachado pelo governador militar de Santa Catarina, nos seguintes termos \u201cMarechal Floriano Peixoto, Rio \u2013 Romualdo, Caldeira, Freitas e outros foram fuzilados segundo vossas ordens. Ant\u00f4nio Moreira C\u00e9sar\u201d\n\nO professor Jali Meirinho, historiador catarinense, membro do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de Santa Catarina e da Academia Catarinense de Letras, analisa com pondera\u00e7\u00f5es e lucidez os movimentos que elevaram Santa Catarina \u00e0 categoria de base de opera\u00e7\u00f5es militares contra o florianismo nos anos assinalados. Diz ele que. tendo o marechal Floriano Peixoto sido eleito vice-presidente em oposi\u00e7\u00e3o a Deodoro da Fonseca, obteve no Congresso maior numero de votos, o que demonstrou prest\u00edgio entre republicanos.\n\nDiz ainda que Floriano tendo assumido o governo, em consequ\u00eancia da renuncia do titular, enfrentou guerra civil desagregadora, levada a cabo pelos revoltosos da Armada e os federalistas.\n\n<strong>Textualmente<\/strong>\n\n\u201cAs crises foram geradas por uma elite que se postara a frente do novo regime, mas cujo protesto n\u00e3o tinha identidade com a res publica genu\u00edna. O discurso monarquista contra a Rep\u00fablica, ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o e as rebeli\u00f5es opondo-se ao governo de Floriano Peixoto provocaram en\u00e9rgica rea\u00e7\u00e3o do vice-presidente configurando-o como o consolidador do regime, idealizado por grupos emergentes na sociedade brasileira, representados por jovens intelectuais, jornalistas formadores de opini\u00e3o, pequenos comerciantes que dividiam suas ideias com militares de forma\u00e7\u00e3o positivista. Deste conjunto nasceu o movimento espont\u00e2neo conhecido por florianismo ou jacobinismo, pelo radicalismo identificado no partido do tempo da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa\u201d. (Florian\u00f3polis. Homenagem ou Humilha\u00e7\u00e3o &#8211; P\u00e1g. 43s).\n\nO \u00edndice de quase duas centenas de massacrados no km 6,5 da Estrada de Ferro Curitiba-Paranagu\u00e1 e na fortaleza de Santa Cruz do Anhatomirim, na Ba\u00eda Norte de Florian\u00f3polis, tem sido posto em d\u00favida por alguns estudiosos. Duarte Paranhos Schutell que foi contempor\u00e2neo dos lament\u00e1veis e vergonhosos acontecimentos, pol\u00edtico, ex-liberal, simpatizante da causa federalista, em notas manuscritas, relaciona os nomes de apenas 34 v\u00edtimas, prov\u00e1veis fuzilados ou atirados ao mar no trajeto para a fortaleza de Anhatomirim. Osvaldo Cabral, sem nos levar \u00e0 fonte, aponta 185.\n\nLucas Alexandre Boiteux, respons\u00e1vel pelos translados, em 1934, dos restos mortais dos fuzilados na fortaleza de Anhatomirim para o mausol\u00e9u do cemit\u00e9rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, no Rio de Janeiro, lista somente 43 v\u00edtimas. Carlos Humberto Correa, autor da obra Militares e Civis num governo sem Rumo (Florian\u00f3polis. 1190), baseado em notici\u00e1rio da imprensa da \u00e9poca, chegou \u00e1 conclus\u00e3o de que, em 1895, v\u00e1rios elementos tidos por mortos continuavam vivos. Durante a cerim\u00f4nia do translado dos restos mortais para o Rio foram contadas somente tr\u00eas urnas o que contraria os n\u00fameros anteriormente apontados, lan\u00e7ando inc\u00f3gnita sobre a exata quantidade de sacrificados.\n\nO que n\u00e3o se pode deixar de entender \u00e9 que a viol\u00eancia partida dos florianistas, ocorreu na raz\u00e3o direta de a\u00e7\u00e3o levada a cabo) pelos federalistas. Estes, quando no poder. humilharam e fizeram republicanos passarem por s\u00e9rios constrangimentos. O revide foram as vingan\u00e7as, as dela\u00e7\u00f5es, os fuzilamentos, as degolas que tiveram 1ugar em Desterro a partir de 19 de abril de 1894 e devem ser tributadas ao delegado militar de Floriano, Ant\u00f4nio Moreira C\u00e9sar e seu auxiliar imediato Manoel Belerophonte Lima\n\nEm 1893, em Desterro, hoje Florian\u00f3polis circulavam tr\u00eas jornais di\u00e1rios. Quando os revoltosos federalistas tomaram a cidade, trataram de tirar de circula\u00e7\u00e3o o Rep\u00fablica, de linha florianista e jacobina A popula\u00e7\u00e3o limitou-se a leitura do Jornal do Com\u00e9rcio e o Estado, ambos dando apoio \u00e3 revolta.\n\n<strong>Todavia, nos dois anos seguintes, 1894-95, quando do sangrento ajuste de contas\u201dlevado a cabo pelo tenente-coronel Moreira C\u00e9sar, o troco foi dado:<\/strong>\u00a0apenas o jornal Rep\u00fablica teve o direito de circular.\n\nPris\u00f5es e fuzilamentos sum\u00e1rios de militares e civis, sem direito a defesa foram praticados em repres\u00e1lia a rebeldia federalista, causadora da guerra civil que se instalou no Estado de Santa Catarina.\n\nInterpretando com justeza o epis\u00f3dio, tratou-se, com efeito de atos criminosos levados a cabo por um desequilibrado s\u00e3o inconceb\u00edveis pris\u00f5es e execu\u00e7\u00f5es sem julgamento. Se recorrermos, por\u00e9m, a Legisla\u00e7\u00e3o vigente no Imp\u00e9rio, verificaremos que os crimes cometidos em estado de guerra, mesmo as chamadas intestinas, eram pass\u00edveis de pena de morte.\n\nO \u201cajuste de contas\u201d, foi por conseguinte, r\u00e9plica \u00e0s crueldades federalistas, mormente as levadas a efeito pelos guerrilheiros de Gumercindo Saraiva, profissionais e h\u00e1beis cortadores de cabe\u00e7as dos prisioneiros.\n\nDiz um observador que em 1893 quando \u201cGumercindo Saraiva entrou em Santa Catarina, o terror tomou conta da popula\u00e7\u00e3o. A soldadesca apresentava-se seminua. Tal era a precariedade que em S\u00e3o Francisco, alojados em um clube, os soldados se apoderaram das cortinas rendadas para fazer vestimentas.\n\nAdotavam a pilhagem como forma de sobreviv\u00eancia dai seguindo estupros e degolamentos. As marcas da viol\u00eancia ficaram em Lages, Blumenal, Itaja\u00ed, Desterro, S\u00e3o Francisco Joinville, Jaragu\u00e1 e S\u00e3o Bento.\n\nAp\u00f3s maltratarem as v\u00edtimas, os invasores conduziam-nas ao local da execu\u00e7\u00e3o, sob estocadas dfac\u00e3o para abrir-lhes a car\u00f3tida. Ex\u00edmio executor era lugar-tenente de Gumercindo Saraiva, um indiv\u00edduo agigantado de nome Adauto, que deixou triste lembran\u00e7a na passagem nos maragatos por terras catarinenses. Sua t\u00e9cnica consistia em introduzir os dedos nas narinas das v\u00edtimas, puxar a cabe\u00e7a e rasgar o pesco\u00e7o, fazendo o sangue jorrar. A desastrosa presen\u00e7a federalista na na chamada terra barriga-verde gerou \u00f3dios e ressentimentos, creditados ao \u201cajuste de contas\u201d, pelos republicanos em abril de 1894&#8243;.\n\nForam dias de p\u00e2nico e apreens\u00e3o para os federalistas derrotados.\n\n<strong>Duarte Paranhos Schuttel, testemunha da \u00e9poca, dep\u00f4s:\u00a0<\/strong>\u201cEncheu-se de presos tudo o que podia servis de pris\u00e3o. Os calabou\u00e7os e solit\u00e1rias da cadeia comum, as salas da C\u00e2mara, o Quartel da Pol\u00edcia e de Linha e at\u00e9 o Teatro, tudo foi pouco e, foi preciso remeter para os navios de guerra os presos \u00e0 medida em que se enchiam as pris\u00f5es para dar lugar aos que chegavam.\n\n<strong>Esses que embarcam levam o destino de Santa Cruz:\u00a0<\/strong>deles bem poucos voltaram\u2026 o maior numero, os outros<strong>,\u00a0<\/strong>nunca mais regressaram desta viagem porque uns n\u00e3o chegaram e muitos ali jazem para sempre.\n\nO sil\u00eancio, o recolhimento, o andar soturno dos habitantes horrorizados, faziam contraste l\u00fagubre com a algazarra e o desmando, petulantes maneiras e sinistras amea\u00e7as dos selvagens soldados, que enchiam as ruas e pra\u00e7as\u201d. (Citado por Jali Meirinho).\n\n* * * *\n\nAo Invadirem a cidade de Desterro, os amotinados da Armada se impuseram perante a for\u00e7a policial, enquanto a popula\u00e7\u00e3o entrava em p\u00e2nico e procurava fugir como pudesse para distritos do interior.\n\nO com\u00e9rcio cerrou as portas. Ruas centrais tornaram-se desertas, poucas foram as casas que se mantiveram habitadas.\n\nFrederico Guilherme de Lorena distribuiu manifesto no qual explicava os motivos da invas\u00e3o. Apresentou-se como representante do almirante Cust\u00f3dio Jos\u00e9 de Mello que continuava lutando no Rio de Janeiro.\n\nAos poucos. Porem, Desterro retomou o ritmo normal, com a volta das fam\u00edlias e a reabertura do com\u00e9rcio.\n\nOs revolucion\u00e1rios encontraram na cidade de Desterro ambiente acolhedor A princ\u00edpio assustada a popula\u00e7\u00e3o terminou aprendendo a conviver com a situa\u00e7\u00e3o.\n\nLogo criou-se cumplicidade consubstanciada na admira\u00e7\u00e3o que os nativos sentiam pelos forasteiros. Eram poucos, contudo, os desterrenses que compreendiam o conflito em sua magnitude, reconhecendo a prepot\u00eancia de Floriano e que se deveria ser posto fora do poder. A verdade \u00e9 que muitos desterrenses ficaram vaidosos com a s\u00fabita notoriedade da pacata capital catarinense\n\nEnt\u00e3o veio a contrapartida, a repress\u00e3o. Seis meses depois de chegada do coronel Moreira C\u00e9sar, a mando de Floriano Peixoto, Nossa Senhora do Desterro passou a ser chamada Florian\u00f3polis. A lei 111, de l\u00b0 de outubro de 1894, contrariou o h\u00e1bito, at\u00e9 hoje vigente, das homenagens p\u00f3stumas. Floriano, na \u00e9poca. continuava vivo e governava o Brasil.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.portfolium.com\/EncBrasil\/www.encyclopedia.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revolta Federalista, Movimento, Brasil, Hist\u00f3ria, Revolu\u00e7\u00e3o, Maragatos, Partido, Conflito, Causa, Pol\u00edtica, O que foi, Revolta Federalista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10132,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20715","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Revolta Federalista - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Revolta Federalista - 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