{"id":20604,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/povos-indigenas-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:32:53","modified_gmt":"2026-09-01T15:32:53","slug":"povos-indigenas-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/povos-indigenas-3\/","title":{"rendered":"Povos Ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"\n<strong>Povos Ind\u00edgenas &#8211; Quem s\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Embora tenham costumes e culturas diferentes, enfrentam as mesmas duras realidades:<\/strong>\u00a0expuls\u00e3o de suas terras ancestrais, nega\u00e7\u00e3o da oportunidade de expressar sua cultura, agress\u00f5es f\u00edsicas e tratamento como cidad\u00e3os de segunda classe.\n\nOs\u00a0<strong>povos ind\u00edgenas\u00a0<\/strong>s\u00e3o frequentemente marginalizados e enfrentam discrimina\u00e7\u00e3o nos sistemas jur\u00eddicos dos pa\u00edses, deixando-os ainda mais vulner\u00e1veis \u00e0 viol\u00eancia e abuso.\n\nDefensores de direitos humanos ind\u00edgenas que se manifestam enfrentam intimida\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia, muitas vezes apoiadas pelo Estado. Al\u00e9m disso, indiv\u00edduos podem ser agredidos fisicamente e mortos apenas por pertencerem a um\u00a0<strong>povo ind\u00edgena<\/strong>.\n\nOs esfor\u00e7os pac\u00edficos dos povos ind\u00edgenas para manter sua identidade cultural ou exercer o controle sobre suas terras tradicionais, muitas vezes ricas em recursos e biodiversidade, levaram a acusa\u00e7\u00f5es de trai\u00e7\u00e3o ou terrorismo.\n\nA discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o pela qual os povos ind\u00edgenas representam 15% dos extremamente pobres do mundo. Globalmente, eles tamb\u00e9m sofrem taxas mais altas de falta de terra, desnutri\u00e7\u00e3o e deslocamento interno do que outros grupos.\n\n<strong>Povos ind\u00edgenas podem ser identificados de acordo com certas caracter\u00edsticas:<\/strong>\n<blockquote>Mais importante ainda, eles se identificam como povos ind\u00edgenas\nExiste uma liga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com aqueles que habitavam um pa\u00eds ou regi\u00e3o no momento em que chegaram pessoas de diferentes culturas ou origens \u00e9tnicas\nT\u00eam uma forte liga\u00e7\u00e3o aos territ\u00f3rios e recursos naturais envolventes\nEles t\u00eam sistemas sociais, econ\u00f4micos ou pol\u00edticos distintos\nEles t\u00eam uma l\u00edngua, cultura e cren\u00e7as distintas\nEles s\u00e3o marginalizados e discriminados pelo Estado\nEles mant\u00eam e desenvolvem seus ambientes e sistemas ancestrais como povos distintos<\/blockquote>\nCada uma dessas caracter\u00edsticas pode ser mais ou menos importante dependendo da situa\u00e7\u00e3o. Os Povos Ind\u00edgenas tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos como Primeiros Povos, Povos Abor\u00edgenes ou Povos Nativos.\n\nEm alguns pa\u00edses existem termos espec\u00edficos como Adivasis (\u00cdndia) ou Janajatis (Nepal).\n\nOs\u00a0<strong>Povos Ind\u00edgenas<\/strong>\u00a0t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o especial com a terra em que vivem h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes dezenas de milhares de anos.\n\nEles possuem conhecimento crucial sobre como gerenciar os recursos naturais de forma sustent\u00e1vel e atuam como guardi\u00f5es ou guardi\u00f5es da terra para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o.\n\nPerder suas terras significa uma perda de identidade.\n\n<strong>Povos Ind\u00edgenas &#8211; Popula\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nS\u00e3o considerados de origem asi\u00e1tica. A hip\u00f3tese mais aceita \u00e9 que os primeiros habitantes da Am\u00e9rica tenham vindo da \u00c1sia e atravessado a p\u00e9 o Estreito de Bering, na glacia\u00e7\u00e3o de 62 mil anos atr\u00e1s.\n\nPesquisas arqueol\u00f3gicas em S\u00e3o Raimundo Nonato, no interior do Piau\u00ed, registram ind\u00edcios da presen\u00e7a humana, datados de 48 mil anos.\n\n<strong>O primeiro invent\u00e1rio dos nativos brasileiros s\u00f3 \u00e9 feito em 1884, pelo viajante alem\u00e3o Karl von den Steinen, que registra a presen\u00e7a de quatro grupos ou na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas:<\/strong>\u00a0tupi-guarani, j\u00ea ou tapuia, nuaruaque ou maipur\u00e9 e cara\u00edba ou cariba.\n\n<strong>Von den Steinen tamb\u00e9m assinala quatro grupos ling\u00fc\u00edsticos:<\/strong>\u00a0tupi, macro-j\u00ea, caribe e aruaque. Atualmente estima-se que sejam faladas 170 l\u00ednguas ind\u00edgenas no Brasil.\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Povos Ind\u00edgenas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Povos-2.jpg\" alt=\"Povos Ind\u00edgenas\" width=\"231\" height=\"337\" \/>\n<b>Jesu\u00edta catequizando \u00edndios<\/b>\n<p align=\"left\">Estima-se que, em 1500, existiam de 1 milh\u00e3o a 3 milh\u00f5es de ind\u00edgenas no Brasil. Em cinco s\u00e9culos, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena reduz-se aos atuais 270 mil \u00edndios, o que representa 0,02% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p align=\"left\">S\u00e3o encontrados em quase todo o pa\u00eds, mas a concentra\u00e7\u00e3o maior \u00e9 nas regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste. A Funai registra a exist\u00eancia de 206 povos ind\u00edgenas, alguns com apenas uma d\u00fazia de indiv\u00edduos.<\/p>\n<p align=\"left\">Somente dez povos t\u00eam mais de 5 mil pessoas. As 547 \u00e1reas ind\u00edgenas cobrem 94.091.318 ha, ou 11% do pa\u00eds. H\u00e1 ind\u00edcios da exist\u00eancia de 54 grupos de \u00edndios isolados, ainda n\u00e3o contatados pelo homem branco.<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Povos Ind\u00edgenas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Povos-3.jpg\" alt=\"Povos Ind\u00edgenas\" width=\"340\" height=\"252\" \/>\n<b>\u00cdndios kaiap\u00f3 defendem suas terras no Par\u00e1<\/b><\/p>\nNo in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, os \u00edndios s\u00e3o escravizados. O aprisionamento \u00e9 proibido em 1595, mas a escraviza\u00e7\u00e3o, a acultura\u00e7\u00e3o e o exterm\u00ednio deliberado continuam e resultam no desaparecimento de v\u00e1rios grupos.\n\nA primeira vez em que \u00e9 feita alus\u00e3o ao direito dos \u00edndios \u00e0 posse da terra e ao respeito a seus costumes \u00e9 em 1910, com a cria\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao \u00cdndio (SPI) pelo marechal C\u00e2ndido Rondon. Em 1967, o SPI \u00e9 substitu\u00eddo pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai). Na d\u00e9cada de 70, surgem Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o-Governamentais (ONGs), que defendem os direitos ind\u00edgenas.\n\n<strong>Povos Ind\u00edgenas &#8211; Sociedade e cultura<\/strong>\n\nOs grupos ind\u00edgenas do Brasil t\u00eam costumes, cren\u00e7as e organiza\u00e7\u00e3o social diferentes entre si, mas algumas caracter\u00edsticas s\u00e3o comuns \u00e0 maioria dos grupos. O mais comum \u00e9 o aldeamento pequeno, compreendendo de 30 a 100 pessoas. A vida nas aldeias \u00e9 regida por um complexo sistema de parentesco que, por sua vez, comanda desde as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero (homem-mulher) at\u00e9 as rela\u00e7\u00f5es de troca e divis\u00e3o do trabalho.\n\nRelacionada \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o social, cada aldeia geralmente possui uma complexa cosmologia (conjunto de cren\u00e7as a respeito da estrutura do universo), em que s\u00e3o classificados os seres humanos, os animais e os seres sobrenaturais. Relacionados de maneiras peculiares a cada grupo, esses elementos muitas vezes servem como \u201cchaves\u201d para antrop\u00f3logos explicarem as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre os diversos grupos ind\u00edgenas brasileiros.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Povos Ind\u00edgenas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Povos-4.jpg\" alt=\"Povos Ind\u00edgenas\" width=\"336\" height=\"230\" \/><b>Interior de uma casa tupinamb\u00e1<\/b><\/p>\n<strong>Povos Ind\u00edgenas &#8211; Legisla\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA Constitui\u00e7\u00e3o Federal promulgada em 1988 (ver Constitui\u00e7\u00f5es brasileiras) \u00e9 a primeira a trazer um cap\u00edtulo sobre os povos ind\u00edgenas. Reconhece os \u201cdireitos origin\u00e1rios sobre as terras que (os \u00edndios) tradicionalmente ocupam\u201d. Eles n\u00e3o s\u00e3o propriet\u00e1rios dessas terras que pertencem \u00e0 Uni\u00e3o, mas t\u00eam garantido o usufruto das riquezas do solo e dos rios.\n\nA diversidade \u00e9tnica \u00e9 reconhecida, bem como a necessidade de respeit\u00e1-la. \u00c9 revogada a disposi\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil que considerava o \u00edndio um indiv\u00edduo incapaz, que precisava da prote\u00e7\u00e3o do Estado at\u00e9 se integrar ao modo de vida do restante da sociedade.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Povos Ind\u00edgenas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Povos-5.jpg\" alt=\"Povos Ind\u00edgenas\" width=\"342\" height=\"217\" \/>\n<b>\u00cdndios Txucarram\u00e3e<\/b><\/p>\nNos anos 90, come\u00e7a a regulariza\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas prevista pela Constitui\u00e7\u00e3o. O governo Fernando Collor determina a demarca\u00e7\u00e3o de 71 ha em 13 estados e autoriza a cria\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de 9,4 milh\u00f5es de ha para os Ianomamis. Homologa 22 \u00e1reas em oito estados e a demarca\u00e7\u00e3o do Parque Nacional do Xingu. O governo Itamar Franco realiza 19 homologa\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas e 39 delimita\u00e7\u00f5es.\n\nNo primeiro ano do governo Fernando Henrique, o processo foi quase paralisado e o governo prepara um substituto legal que contorne a alega\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade das demarca\u00e7\u00f5es.\n\nMetade das \u00e1reas ind\u00edgenas n\u00e3o est\u00e1 homologada e 80% delas sofrem algum tipo de invas\u00e3o. A principal disputa envolvendo essa quest\u00e3o continua sendo a explora\u00e7\u00e3o de minerais e a posse da terra.At\u00e9 os anos 80, vigorava a previs\u00e3o do desaparecimento dos povos ind\u00edgenas, devido \u00e0 continuidade dos casos de assassinatos, doen\u00e7as provocadas pelo primeiro contato com o branco e deslocamentos para terras improdutivas.\n\nAtualmente, constata-se uma retomada do crescimento populacional.\n\n<strong>L\u00ednguas ind\u00edgenas no Brasil<\/strong>\n\n<strong>L\u00ednguas<\/strong>\u00a0que se desenvolveram no Brasil h\u00e1 milhares de anos, com total independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es culturais da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. Atualmente existem cerca de 170 l\u00ednguas ind\u00edgenas no Brasil, faladas por aproximadamente 270 mil pessoas, concentradas sobretudo na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. At\u00e9 hoje s\u00e3o conhecidos dois troncos ling\u00fc\u00edsticos (tupi e macro-j\u00ea), 12 fam\u00edlias que n\u00e3o pertencem a nenhum tronco (caribe, aruaque, araw\u00e1, guaicuru, nambiquara, txapakura, panu, catuquina, mura, tucano, mak\u00fa, yanom\u00e1mi), e dez l\u00ednguas isoladas, que n\u00e3o est\u00e3o agrupadas em nenhuma fam\u00edlia.\n\nA fam\u00edlia mais numerosa do tronco tupi \u00e9 a tupi-guarani, cujas l\u00ednguas (19 no total) s\u00e3o faladas por 33 mil \u00edndios, localizados em sua maioria nas \u00e1reas de floresta tropical e subtropical. Nessa fam\u00edlia, o guarani (15 mil falantes) e o tenetehara (6.776 falantes) destacam-se entre os demais idiomas. No tronco macro-j\u00ea, a fam\u00edlia mais numerosa \u00e9 a j\u00ea, que compreende l\u00ednguas (8 no total) faladas principalmente nos campos de cerrado.\n\nAs mais populosas s\u00e3o a caingangue (10.426 falantes) e a xavante (4.413 falantes). Os outros idiomas que predominam no pa\u00eds s\u00e3o o tuc\u00fcna (18 mil falantes, l\u00edngua isolada); o macuxi (15.287 falantes, fam\u00edlia caribe); o terena (9.848 falantes, fam\u00edlia arauaque); e o yanom\u00e1m (6 mil falantes, fam\u00edlia yanom\u00e1mi).\n\na caribe); o terena (9.848 falantes, fam\u00edlia arauaque); e o yanom\u00e1m (6 mil falantes, fam\u00edlia yanom\u00e1mi).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Povos Ind\u00edgenas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Povos-6.jpg\" alt=\"Povos Ind\u00edgenas\" width=\"232\" height=\"303\" \/>\n<b>Urna funer\u00e1ria tupinamb\u00e1<\/b><\/p>\n<strong>Influ\u00eancia na l\u00edngua portuguesa<\/strong>\n\nO portugu\u00eas sofreu grande influ\u00eancia das l\u00ednguas nativas, especialmente do tupinamb\u00e1, a l\u00edngua de contato entre europeus e \u00edndios.\n\nO tupinamb\u00e1 foi amplamente usado nas expedi\u00e7\u00f5es bandeirantes no sul do pa\u00eds e na ocupa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Os jesu\u00edtas estudaram a l\u00edngua, traduziram ora\u00e7\u00f5es crist\u00e3s para a catequese e o tupinamb\u00e1 se estabeleceu como l\u00edngua geral, ao lado do portugu\u00eas, na vida cotidiana da col\u00f4nia.\n\nDesta l\u00edngua ind\u00edgena, o portugu\u00eas incorpora principalmente palavras referentes \u00e0 flora (como abacaxi, buriti, carna\u00faba, mandacaru, mandioca, capim, sap\u00e9, taquara, peroba, imbuia, jacarand\u00e1, ip\u00ea, cip\u00f3, pitanga, maracuj\u00e1, jabuticaba e caju), \u00e0 fauna (como capivara, quati, tatu, sag\u00fci, caninana, jacar\u00e9, sucuri, piranha, araponga, urubu, curi\u00f3, sabi\u00e1), nomes geogr\u00e1ficos (como Aracaju, Guanabara, Tijuca, Niter\u00f3i, Pindamonhangaba, Itapeva, Ita\u00fana e Ipiranga) e nomes pr\u00f3prios (como Jurandir, Ubirajara e Ma\u00edra). Em 1757, o tupinamb\u00e1 foi proibido por uma Provis\u00e3o Real. Nessa \u00e9poca, o portugu\u00eas se fortaleceu com a chegada no Brasil de um grande n\u00famero de imigrantes vindos da metr\u00f3pole. Com a expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas do pa\u00eds, em 1759, o portugu\u00eas fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil.\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Povos Ind\u00edgenas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Povos-7.jpg\" alt=\"Povos Ind\u00edgenas\" width=\"340\" height=\"258\" \/>\n<b>Cerim\u00f4nia tupinamb\u00e1<\/b><\/h4>\n<strong>Extin\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas<\/strong>\n\nEstima-se que antes da coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia do Brasil o n\u00famero de l\u00ednguas ind\u00edgenas no pa\u00eds era mais do que o dobro do atual.\n\nTodas as l\u00ednguas que ainda existem correm s\u00e9rio risco de extin\u00e7\u00e3o devido ao pequeno contingente de falantes.\n\nA grande maioria da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena foi exterminada pelos colonizadores ou morreu v\u00edtima de epidemias decorrentes do contato com o homem branco.\n\nAtualmente um outro fator decisivo na extin\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas nativas \u00e9 a perda de territ\u00f3rios, que obriga os \u00edndios a migrarem para as cidades, abandonando as suas tradi\u00e7\u00f5es e modos de vida.\n\nA falta de documenta\u00e7\u00e3o e registros escritos que possibilitem o estudo das l\u00ednguas nativas tamb\u00e9m contribui para o seu desaparecimento.\n\nEntre as l\u00ednguas j\u00e1 extintas encontram-se o manitsaw\u00e1 e o xip\u00e1ya (ambas da fam\u00edlia juruna), na primeira metade do s\u00e9culo XX; as l\u00ednguas da fam\u00edlia camac\u00e3 (tronco macro-j\u00ea), no s\u00e9culo XX; e da fam\u00edlia pur\u00ed (tronco macro-j\u00ea), no s\u00e9culo XIX. A l\u00edngua kirir\u00ed (tronco macro-j\u00ea) extinguiu-se apesar de ter sido fartamente estudada e documentada no final do s\u00e9culo XVII. Os \u00faltimos membros dessa tribo, situada no norte da Bahia, s\u00f3 falam portugu\u00eas. As l\u00ednguas mais amea\u00e7adas atualmente s\u00e3o o maco (l\u00edngua isolada), com apenas um falante; o bar\u00e9 (fam\u00edlia aru\u00e1k), tamb\u00e9m com um; o umutina (fam\u00edlia bororo), com um falante; o apiac\u00e1 (fam\u00edlia tupi-guarani), com dois; o xet\u00e1 (fam\u00edlia tupi-guarani), com cinco falantes; o coai\u00e1 (l\u00edngua isolada), com sete falantes; o j\u00fama (tupi-guarani), com nove falantes; o katawix\u00ed (fam\u00edlia katukina), com 10 falantes; o parintint\u00edn (fam\u00edlia tupi-guarani), com 13 falantes; o carara\u00f4 (tronco macro-j\u00ea), com 26 falantes; e o saban\u00ea (fam\u00edlia nambikyara), com 20 falantes.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Povos Ind\u00edgenas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Povos-8.jpg\" alt=\"Povos Ind\u00edgenas\" width=\"338\" height=\"221\" \/>\n<strong>Barcos ind\u00edgenas em batalha<\/strong><\/p>\nAs reservas ind\u00edgenas s\u00e3o, atualmente, os principais locais de preserva\u00e7\u00e3o da cultura e das l\u00ednguas nativas brasileiras. As mais conhecidas s\u00e3o a dos Yanom\u00e1mi e o Parque Ind\u00edgena do Xingu.\n\nA primeira, localizada nos estados de Roraima e do Amazonas, \u00e9 uma das maiores em extens\u00e3o territorial, com 9.664.975 ha. Concentra 9.300 \u00edndios, que falam v\u00e1rias l\u00ednguas da fam\u00edlia yanom\u00e1mi (nin\u00e1m, sanum\u00e1, yanom\u00e1m e yanom\u00e1mi).\n\nNo nordeste do Mato Grosso est\u00e1 o Parque Ind\u00edgena do Xingu. As 17 tribos que vivem no local evitam a extin\u00e7\u00e3o de suas l\u00ednguas, preservando entre elas o txucarram\u00e3e (fam\u00edlia j\u00ea), o caiabi (fam\u00edlia tupi-guarani), o kamayur\u00e1 (fam\u00edlia tupi-guarani), o txk\u00e3o (fam\u00edlia caribe) e o trumai (l\u00edngua isolada).\n\n<strong>Povos Ind\u00edgenas &#8211; \u00cdndios<\/strong>\n\nN\u00e3o contando com s\u00e9ries estat\u00edsticas confi\u00e1veis para o passado \u2013 se n\u00e3o as temos nem no presente -, faremos uso aqui, vastamente, do que eu chamo demografia hipot\u00e9tica. Vale dizer, s\u00e9ries hist\u00f3ricas compostas com base nos poucos dados concretos e completadas com o que parece veross\u00edmil.\n\nHavia cinco milh\u00f5es de ind\u00edgenas, no Brasil, na \u00e9poca da invas\u00e3o portuguesa.\n\n\u00c9 de todo prov\u00e1vel que alcan\u00e7asse, ou pouco excedesse, a cinco milh\u00f5es o total da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena brasileira quando da invas\u00e3o. Seria, em todo o caso, muito maior do que sup\u00f5em as avalia\u00e7\u00f5es correntes, conforme demonstram estudos de demografia hist\u00f3rica (Borah 1962, 1964; Dobbyns e Thompson 1966). Baseados em an\u00e1lises da documenta\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, realizadas \u00e0 luz de novos crit\u00e9rios, esses estudos multiplicaram os antigos c\u00e1lculos da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena original das Am\u00e9ricas.\n\nHavia, tanto do lado portugu\u00eas como do espanhol, uma tend\u00eancia evidente dos estudiosos para minimizar a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena original. Seja por crer que houvesse exagero nas fontes prim\u00e1rias dos cronistas, que efetivamente viram os \u00edndios com seus pr\u00f3prios olhos, o que era um absurdo. Seja pela tend\u00eancia prevalecente por muito tempo \u2013 e ainda hoje percept\u00edvel \u2013 de dignificar o papel dos conquistadores e colonizadores, ocultando o peso do seu impacto genocida sobre as popula\u00e7\u00f5es americanas, o que \u00e9 mais absurdo ainda.\n\nN\u00e3o existem, ainda, estudos elaborados \u00e0 luz dessa nova perspectiva para reavaliar a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena original do territ\u00f3rio brasileiro, paraguaio e do rio da Prata. Mas ela seria, certamente, superior aos c\u00e1lculos indiretos aparentemente mais bem fundamentados, como o de Julian Steward (1949:666), que a estimou em 1 milh\u00e3o e pouco; Lugon (1968), que elevou este n\u00famero a 3 milh\u00f5es e Hemming (1978:487-501), que o reduziu a 2,4 milh\u00f5es.\n\nO n\u00famero de refer\u00eancia que utilizamos para toda a \u00e1rea (5 milh\u00f5es) dever\u00e1, por conseguinte, ser visto com reserva at\u00e9 que contemos com estudos diretos sobre o tema, com base na documenta\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, de acordo com a nova metodologia da demografia hist\u00f3rica. Trata-se, sem d\u00favida, de um n\u00famero elevado, mesmo em compara\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o portuguesa de 1500, que pouco excedia a 1 milh\u00e3o de habitantes.\n\nEntretanto, nossa avalia\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena original do Brasil n\u00e3o deve ser exagerada, porque ela \u00e9 coerente com as fontes prim\u00e1rias e, na hora de fix\u00e1-la, levamos em conta as taxas da popula\u00e7\u00e3o tribal que se segue ao primeiro s\u00e9culo de contato. Com efeito, os numerosos casos concretos que conhecemos diretamente de depopula\u00e7\u00e3o resultante dos primeiros contatos (Ribeiro 1970:261) confirmam as taxas dos estudos demogr\u00e1ficos referidos, que \u00e9 da ordem de 25 por um. Esse c\u00e1lculo se baseia, fundamentalmente, no desmoronamento da popula\u00e7\u00e3o mexicana logo ap\u00f3s a conquista, que caiu de 25,3 milh\u00f5es para 1 milh\u00e3o entre 1519 e 1605 (Cook e Borah 1957). Isso significa que os 100 mil ind\u00edgenas brasileiros que alcan\u00e7aram a primeira metade do primeiro s\u00e9culo seriam, originalmente, ao menos 2,5 milh\u00f5es. Como, entretanto, consideramos, por um lado, uma \u00e1rea que inclui os territ\u00f3rios do Paraguai e do Uruguai, muito populosos, e, por outro lado, um per\u00edodo de quatro s\u00e9culos, no curso do qual foram extintos muitos grupos ind\u00edgenas, \u00e9 de se supor que a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena original tenha sido, de fato, muito maior, provavelmente o dobro, o que nos leva \u00e0 cifra com trabalhamos.\n\nSeguindo esse racioc\u00ednio, supomos que aqueles 5 milh\u00f5es de ind\u00edgenas de 1500 se teriam reduzido a 4 milh\u00f5es um s\u00e9culo depois., com a dizima\u00e7\u00e3o pelas epidemias das popula\u00e7\u00f5es do litoral atl\u00e2ntico, que sofreram o primeiro impacto da civiliza\u00e7\u00e3o pela contamina\u00e7\u00e3o das tribos do interior com as pestes trazidas pelo europeu e pela guerra. No segundo s\u00e9culo, de 1600 a 1700, prossegue a depopula\u00e7\u00e3o provocada pelas epidemias e pelo desgaste no trabalho escravo, bem como o exterm\u00ednio na guerra, reduzindo-se a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena de 4 para a 2 milh\u00f5es.\n\nAssim foi, ent\u00e3o, o desgaste das tribos isoladas que viviam nas \u00e1reas de coloniza\u00e7\u00e3o recente e, sobretudo, na regi\u00e3o Sul, onde os mamelucos paulistas liquidaram as enormes concentra\u00e7\u00f5es de \u00edndios Guarani das miss\u00f5es jesu\u00edticas. \u00c9 prov\u00e1vel que naquele s\u00e9culo se tenha escravizado mais de 300 mil \u00edndios, levados para S\u00e3o Paulo e vendidos na Bahia e em Pernambuco (Simonsen 1937). Essa captura de escravos se fazia, tamb\u00e9m, por interm\u00e9dio de muit\u00edssimos \u00edndios cativos, aliciados nas bandeiras.\n\nA propor\u00e7\u00e3o de \u00edndios para \u201cbrancos\u201d nas bandeiras foi de setecentos para duzentos na de Crist\u00f3v\u00e3o de Barros e de novecentos para 150 na de Ant\u00f4nio Dias Adorno, em 1574; e de mil para duzentos na bandeira de Raposo Tavares \u00e0s redu\u00e7\u00f5es jesu\u00edticas em Itatins (1648). O pr\u00f3prio Nassau mandou contra Palmares, em 1645, uma expedi\u00e7\u00e3o com setecentos \u00edndios e cem mulatos para trezentos soldados holandeses, que ali\u00e1s fracassou. Os Palmares foram destru\u00eddos meio s\u00e9culo depois por homens de Jorge Velho, que seguiu do Piau\u00ed para combater, primeiro, os \u00edndios Jandu\u00ed (1688) e, depois, Palmares (1694) com uma tropa de 1300 \u00edndios para 150 \u201cbrancos\u201d.\n\nFoi tamb\u00e9m de \u00edndios o grosso das for\u00e7as com que os portugueses lutaram contra os franceses na Guanabara e, mais tarde, no Maranh\u00e3o, assim como contra os holandeses, na Para\u00edba.\n\nNo terceiro s\u00e9culo, de 1700 a 1800, se teria gasto \u2013 conforme a bizarra express\u00e3o dos cronistas coloniais \u2013 outro milh\u00e3o, principalmente no Maranh\u00e3o, no Par\u00e1 e no Amazonas, reduzindo-se o montante de \u00edndios isolados de 2 para 1 milh\u00e3o. Esse \u00faltimo milh\u00e3o vem minguando, desde ent\u00e3o, com a ocupa\u00e7\u00e3o de vastas \u00e1reas florestais, paulatinamente exploradas, em Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Santa Catarina, e com a abertura de amplas frentes de expans\u00e3o no Brasil central e na Amaz\u00f4nia.\n\nEm cada s\u00e9culo e em cada regi\u00e3o, tribos ind\u00edgenas virgens de contato e indenes de cont\u00e1gio foram experimentando, sucessivamente, os impactos das principais compuls\u00f5es e pestes da civiliza\u00e7\u00e3o, e sofreram perdas em seu montante demogr\u00e1fico de que jamais se recuperaram. O efeito dizimador das enfermidades desconhecidas, somado ao engajamento compuls\u00f3rio da for\u00e7a de trabalho e ao da decultura\u00e7\u00e3o, conduziram a maior parte dos grupos ind\u00edgenas \u00e0 completa extin\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, por\u00e9m, sobrevive um remanescente quem via de regra, corresponde \u00e0quela propor\u00e7\u00e3o de um por 25 da popula\u00e7\u00e3o original.\n\nA partir desse m\u00ednimo e que voltou a crescer lentissimamente.\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Povos Ind\u00edgenas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Povos-1.jpg\" alt=\"Povos Ind\u00edgenas\" width=\"368\" height=\"221\" \/>\n<b>Viagem ao Brasil do Pr\u00edncipe Maximiliano de Wied-Neuwied, 1817<\/b>\n<p align=\"left\">Conforme se v\u00ea, a popula\u00e7\u00e3o original do Brasil foi drasticamente reduzida por um genoc\u00eddio de proje\u00e7\u00f5es espantosas, que se deu atrav\u00e9s da guerra de exterm\u00ednio, do desgaste no trabalho escravo e da virul\u00eancia das novas enfermidades que o achacaram. A ele se seguiu um etnoc\u00eddio igualmente dizimador, que atuou atrav\u00e9s da desmoraliza\u00e7\u00e3o pela catequese; da press\u00e3o dos fazendeiros que iam se apropriando de suas terras; do fracasso de suas pr\u00f3prias tentativas de encontrar um lugar e um papel no mundo dos \u201cbrancos\u201d.<\/p>\n<p align=\"left\">A genoc\u00eddio e ao etnoc\u00eddio se somam guerras de exterm\u00ednio, autorizadas pela Coroa contra \u00edndios considerados hostis, como os do vale do rio Doce e do Itaja\u00ed. Desalojaram e destru\u00edram grande n\u00famero deles.<\/p>\n<p align=\"left\">Apesar de tudo, espantosamente, sobreviveram algumas tribos ind\u00edgenas ilhadas na massa crescente da popula\u00e7\u00e3o rural brasileira.<\/p>\n<strong>Povos Ind\u00edgenas &#8211; Hist\u00f3ria do Brasil<\/strong>\n\nO Brasil completou 500 anos em 2000 e ainda ignora a imensa diversidade dos povos ind\u00edgenas que vivem em seu territ\u00f3rio. Estima-se que, \u00e0 \u00e9poca da chegada dos europeus, havia mais de 1.000 denomina\u00e7\u00f5es, com um total entre 2 e 4 milh\u00f5es de pessoas. Hoje s\u00e3o 256 povos, que falam mais de 150 l\u00ednguas diferentes e somam 896.917 indiv\u00edduos (IBGE, 2010).\n\nA maioria dessa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 distribu\u00edda entre milhares de aldeias localizadas em Terras Ind\u00edgenas espalhadas por todo o territ\u00f3rio nacional.\n\n<strong>Hoje, falar de povos ind\u00edgenas no Brasil significa reconhecer basicamente que:<\/strong>\n<blockquote>Nas terras colonizadas pelos portugueses, onde mais tarde existiria um pa\u00eds chamado Brasil, j\u00e1 existiam popula\u00e7\u00f5es humanas;\nN\u00e3o se sabe exatamente de onde eles vieram; dizemos que s\u00e3o \u201coriginais\u201d ou \u201cnativos\u201d porque estavam aqui antes da ocupa\u00e7\u00e3o europeia;\nCertos grupos de pessoas que vivem no Brasil atual est\u00e3o historicamente ligados a esses povos primitivos;\nOs \u00edndios que hoje vivem no Brasil t\u00eam uma longa hist\u00f3ria, que come\u00e7ou a se diferenciar da chamada Civiliza\u00e7\u00e3o Ocidental ainda na Pr\u00e9-Hist\u00f3ria (com as ondas migrat\u00f3rias do &#8216;Velho Mundo&#8217; para as Am\u00e9ricas que ocorreram h\u00e1 milhares de anos ); \u201ca hist\u00f3ria deles\u201d se aproximou da \u201cnossa\u201d apenas nos \u00faltimos 500 anos (com a chegada dos portugueses);\nComo qualquer outro grupo humano, os povos ind\u00edgenas possuem culturas que resultam da hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es entre si e entre eles e o meio ambiente; uma hist\u00f3ria que, no caso deles, foi (e continua sendo) dramaticamente alterada pela realidade da coloniza\u00e7\u00e3o;\nA divis\u00e3o territorial da Am\u00e9rica do Sul em pa\u00edses (Brasil, Venezuela, Bol\u00edvia, Argentina&#8230;) n\u00e3o coincide necessariamente com a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o geogr\u00e1fico pela popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena; muitas vezes h\u00e1 casos de povos que vivem nos dois lados das fronteiras internacionais, que foram criadas muito depois de se estabelecerem na regi\u00e3o; \u00e9 por isso que faz mais sentido falar de povos ind\u00edgenas \u2018no Brasil\u2019 do que \u2018do Brasil\u2019.<\/blockquote>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.amnesty.org\/www.instituto-camoes.pt\/geocities.yahoo.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Povos Ind\u00edgenas, Popula\u00e7\u00e3o, Brasil, Hoje, Hist\u00f3ria, Brasileiro, Cultura, Sociedade, Territ\u00f3rio, Tribos, L\u00edngua, Arte, Caracter\u00edsticas, Povos Ind\u00edgenas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9836,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20604","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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