{"id":20580,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/frevo-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:32:47","modified_gmt":"2026-09-01T15:32:47","slug":"frevo-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/frevo-3\/","title":{"rendered":"Frevo"},"content":{"rendered":"\n<strong>Frevo &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nDentre as diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais de Pernambuco sem d\u00favida o\u00a0<strong>Frevo<\/strong>\u00a0se destaca. Porque quando o\u00a0<strong>Frevo<\/strong>\u00a0toca n\u00e3o tem outra a multid\u00e3o toma conta das ruas do Recife.\n\nAt\u00e9 a d\u00e9cada de 30, o\u00a0<strong>Frevo<\/strong>\u00a0sobre profundas influ\u00eancias do dobrado e das marchas militares e, ainda, da modinha e do maxixe, tornando um g\u00eanero musical bem caracter\u00edstico com o incremento de figuras mel\u00f3dicas e r\u00edtmicas que ao longo do tempo trouxeram maestros como Nelson Ferreira, Capiba, e recentemente Jos\u00e9 Menezes, Duda e outros.\n\n<strong>Vejamos os tr\u00eas tipos de frevo:<\/strong>\u00a0frevo-de-rua, de car\u00e1ter instrumental e andamento vivo, executado por orquestra de metais e palhetes; frevo-de-bloco, de andamento mais moderado, executado por orquestra denominada de pau-e-corda ou seja de instrumento de sopro-flauta e palhetas- mais cordas ( viol\u00f5es, bandolins, cavalos e banjos ), cujas letras s\u00e3o cantadas por um coral feminino e, finalmente, o frevo-can\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m de andamento vivo, com introdu\u00e7\u00e3o e acompanhamento orquestral, tal como o frevo de rua,, tendo por\u00e9m o apoio de uma letra, interpretada por cantor ou por cantora, acompanhado de coro misto.\n\nA sombrinha \u00e9 um dos elementos coreogr\u00e1ficos mais importantes da carnaval de Pernambuco. Durante o carnaval as ruas do Recife e Olinda s\u00e3o invadidas por lindas sombrinhas coloridas e o verdadeiro passista, aquele que realmente \u201ccai no passo\u201d, sempre a carregar\u00e1 consigo.\n\n<strong>Mas o que \u00e9 a sombrinha? O que ela significa?<\/strong>\n\nAlgumas hip\u00f3teses foram aventadas para explicar a sua origem.\n\nUma delas est\u00e1 relacionadas a fen\u00f4menos clim\u00e1ticos naturais, chuva e sol.\n\nOutra hip\u00f3tese sustenta que a sombrinha seria o translado para o frevo do guarda chuva do Bumba-Meu-Boi ou do p\u00e1lio do Maracat\u00fa.\n\nRelata-se tamb\u00e9m que a sombrinha era utilizada como porta alimentos, j\u00e1 que foram vistos guarda-chuvas com comida presa em suas haste central.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Frevo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/frevo-1.jpg\" alt=\"Frevo\" width=\"296\" height=\"191\" \/>\n<strong>Frevo<\/strong><\/p>\nUma outra hip\u00f3tese, a mais atraente, admite ser a sombrinha uma contrafa\u00e7a. para sua explica\u00e7\u00e3o e defesa temos que nos transportar ao s\u00e9culo passado e at\u00e9 mais profundamente, nos prim\u00f3rdios da escravid\u00e3o no Brasil.\n\nEm meados do s\u00e9culo XIX, em Pernambuco surgir\u00e3o as primeiras bandas de m\u00fasicas maciais, executando dobrados, machas e polcas. Essas bandas desfilavam pelo centro de Recife e duas delas, a Quarto Batalh\u00e3o de Artilharia, conhecida como regente um espanhol, parece ter sido as dias primeiras bandas de destaque da cidade.\n\nEstes agrupamentos musicais militares eram acompanhados por grupos de capoeiristas que dan\u00e7avam e lutavam, os quais se tornaram fi\u00e9is as bandas que acompanhavam, al\u00e9m de rivais entre si.\n\nAfora a rivalidade entre os grupos, havia tamb\u00e9m a luta contra o dominador portugu\u00eas, muitas vezes atingidos pelos golpes dos capoeiristas, acompanhados de suas armas como a faca o punhal ou um peda\u00e7o de madeira. Pela desordem que provocaram, os capoeiristas foram proibidos de desfilar.\n\nPor essa mesma \u00e9poca, surgiram os primeiros clubes de carnaval de Pernambuco, entre eles o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas (1889) e o C.C.M. Lenhadores (1897), formados por trabalhadores, cada um possuindo a sua banda de m\u00fasica. Ora, os capoeiristas necessitavam de um disfarce para acompanha as bandas, agora dos clubes, j\u00e1 que eram perseguidos pela pol\u00edcia. Assim, modificaram seus golpes acompanhando a m\u00fasica, originando tempos depois o \u201cpasso\u201d (a dan\u00e7a do Frevo) e trocando suas antigas armas pelos s\u00edmbolos dos clubes que, no caso dos Vassourinhas e Lenhadores, eram constitu\u00eddos por peda\u00e7os de madeira encimados por uma pequena vassoura ou um pequeno machado, usados como enfeites. A madeira era usada como arma. A m\u00fasica tamb\u00e9m sofreu transforma\u00e7\u00f5es e, lentamente, provavelmente para acompanhar os passos ou golpes dissimulados dos capoeiristas, deu origem ao mais extasiante ritmo do carnaval pernambucano, denominado frevo pelo povo, por corruptela do verbo ferver. A sombrinha teria sido utilizada como arma pelos capoeiristas, \u00e0 semelhan\u00e7a dos s\u00edmbolos dos clubes e de outros objetos como a bengala. De in\u00edcio, era o guarda-chuvas comum, geralmente velho e esfarrapado, hoje estilizado, pequeno para facilitar a dan\u00e7a, e colorido para embelezar a coreografia.\n\nAtualmente a sombrinha \u00e9 o ornamento que mais caracteriza o passista e \u00e9 um dos principais s\u00edmbolos do carnaval de Pernambuco e do Brasil.\n\n<strong>Frevo &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>frevo<\/strong>\u00a0\u00e9 um ritmo pernambucano que surgiu da intera\u00e7\u00e3o entre m\u00fasicas e dan\u00e7as folcl\u00f3ricas, no final do s\u00e9culo XIX, em Recife durante a comemora\u00e7\u00e3o do carnaval.\n\nO nome frevo veio bem depois do ritmo j\u00e1 consolidado. Muito depressa esse ritmo come\u00e7ou a se desenvolver conquistando todo Brasil.\n\nHoje em dia, muitos instrumentos que eram incomuns na \u00e9poca come\u00e7aram a ser introduzidos no estilo, como por exemplo a guitarra.\n\nOs guitarristas tiveram que desenvolver uma linguagem muito peculiar para adaptar as linhas que foram escritas para outros instrumentos.\n\n<strong>O DESPERTAR DO FREVO<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159415 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Frevo.4.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"189\" \/><strong>Frevo<\/strong><\/p>\nO frevo \u00e9 um ritmo pernambucano, \u00e9 uma dan\u00e7a carnavalesca pr\u00f3pria, original, nascida do povo. Surgido no Recife no final do S\u00e9culo XIX e \u00e9, sem sombra de d\u00favidas, uma das cria\u00e7\u00f5es mais originais dos mesti\u00e7os da baixa classe m\u00e9dia urbana brasileira, na sua maioria instrumentistas de bandas militares tocadores de marchas e de dobrados, ou componentes de grupos especialistas em m\u00fasica de dan\u00e7a do fim do s\u00e9culo XIX tocadores de polcas, tangos, quadrilhas e maxixes como disse Tinhor\u00e3o1.\n\n<strong>Na verdade, o frevo \u00e9 um am\u00e1lgama destes g\u00eaneros musicais. A marcha e a polca n\u00e3o tinham introdu\u00e7\u00e3o, assim come\u00e7ou a ser estabelecida as diferen\u00e7as do frevo:<\/strong>\u00a0introdu\u00e7\u00e3o sincopada, com qui\u00e1lteras.\n\nTINHOR\u00c3O, Jose Ramos. Pequena hist\u00f3ria da m\u00fasica popular brasileira\n\nDesta forma conclu\u00edmos que assim como o maxixe, o frevo surgiu da intera\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica e a dan\u00e7a. \u201cO frevo fixou sua estrutura numa vertiginosa evolu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica das bandas de rua, de in\u00edcios da d\u00e9cada de 1880 at\u00e9 aos primeiros anos do s\u00e9culo XX\u201d. (TINHOR\u00c3O, 1978).\n\nOs estudiosos do frevo s\u00e3o unanimes em concordar que a origem dos passos se deu pela presen\u00e7a de capoeiras nos desfiles de bandas musicais militares, no Recife no final do s\u00e9culo XIX. Acontece as bandas militares que tamb\u00e9m acompanhavam os desfiles das agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas, e no meio dos foli\u00f5es que brincavam o carnaval estavam os capoeiras disfar\u00e7ando as manobras da luta marcial em gingas mais leves, aparentemente inofensivas.\n\nComo esses capoeiristas eram perseguidos pela pol\u00edcia, precisavam de disfarces para acompanhar as bandas, agora nos clubes. Desta maneira, os passistas modificaram seus golpes ao acompanhar a m\u00fasica, assim surgiu o \u201cpasso\u201d. Trocaram suas antigas armas de defesa pelos s\u00edmbolos dos clubes.\n\nA sombrinha toda colorida \u00e9 um exemplo de uma estiliza\u00e7\u00e3o utilizada inicialmente como armas para ataque e defesa, j\u00e1 que a pr\u00e1tica da capoeira estava proibida. Podemos dizer que hoje em dia \u00e9 o ornamento que mais caracteriza o passista e \u00e9 um dos principais s\u00edmbolos do carnaval de Pernambuco. Era de costume cada banda de m\u00fasica tomar partido entre os capoeiristas.\n\nN\u00e3o apenas torcer, mas acompanh\u00e1-las pelas ruas, e brigar por elas.\n\nO costume de valent\u00f5es abrirem caminho de desfiles gingando e aplicando rasteiras sempre fora comum em outros centros urbanos, como o Rio de Janeiro e Salvador, principalmente nas sa\u00eddas de prociss\u00f5es.\n\nNo caso especial do Recife, por\u00e9m, a exist\u00eancia de duas bandas rivais em import\u00e2ncia serviu para dividir os capoeiras em dois partidos.\n\nE estabelecia essa rivalidade, os grupos de capoeiras come\u00e7aram a demonstrar as excel\u00eancias da sua fragilidade \u00e0 frente das bandas do Quarto e do Espanha*, aproveitando o som da musga para elaborar uma complicada coreografia de balizas, uma vez que todos usavam bengalas ou cacetes da dur\u00edssima madeira de quiri. (TINHOR\u00c3O, 19782).\n\nTinhor\u00e3o descreve que a partir da d\u00e9cada de 1880 a m\u00fasica de rua do Recife deixou de ser fornecida apenas por bandas militares, segundo ele, nesta d\u00e9cada surgiu as fanfarras a servi\u00e7o de humildes trabalhadores urbanos.\n\nAs fanfarras eram constitu\u00eddas por instrumentos de metal, pela velha tradi\u00e7\u00e3o band\u00edstica do povo pernambucano. Os compositores adicionaram \u00e0 fanfarra o caixa (tarol) que sustenta o ritmo o tempo inteiro, com a finalidade de controlar a multid\u00e3o incontrol\u00e1vel. Desenvolveram, tamb\u00e9m, artif\u00edcios que levaram o frevo a desdobrar-se em subg\u00eaneros.\n\nAssim nasceu um esp\u00edrito de cria\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, pois os m\u00fasicos se viram livres, n\u00e3o existia mais a obriga\u00e7\u00e3o de se prender a dobrados, e hinos marciais.\n\nOs m\u00fasicos ansiavam por mais anima\u00e7\u00e3o, m\u00fasicas mais vivas, impetuosas, mais barulhentas. Ent\u00e3o, quando menos se viu, a m\u00fasica j\u00e1 tinha ganhado caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. A denomina\u00e7\u00e3o \u201cfrevo\u201d veio muito tempo depois da sua cria\u00e7\u00e3o.\n\nO frevo completou cem anos, em fevereiro. Por\u00e9m, a data que foi oficializada teve como refer\u00eancia a primeira vez que a palavra frevo foi divulgada na imprensa, em nove de fevereiro de 1907.\n\n<strong>Por\u00e9m, como falamos, no cap\u00edtulo anterior, que fala sobre o despertar do frevo:<\/strong>\u00a0o nome frevo veio muito tempo depois do nascimento da dan\u00e7a.\n\nDa cria\u00e7\u00e3o da m\u00fasica at\u00e9 seu batismo demorou bastante, imagine at\u00e9 a primeira divulga\u00e7\u00e3o na m\u00eddia. Naquela \u00e9poca o frevo n\u00e3o era ainda considerado como um g\u00eanero musical, mas sim folia, rebuli\u00e7o, multid\u00e3o \u201cfreveno\u201d, ou seja, fervendo nas ruas.\n\n<strong>A DENOMINA\u00c7\u00c3O \u201cFREVO\u201d<\/strong>\n\n<strong>A palavra \u201cfrevo\u201d vem da da linguagem simples do povo:<\/strong>\u00a0\u201ceu frevo todo.\u201d Querendo dizer que ferve todo ao ouvir essa m\u00fasica. Ferver ou frever est\u00e1 no sentido de efervesc\u00eancia, agita\u00e7\u00e3o, confus\u00e3o, rebuli\u00e7o; o apert\u00e3o nas reuni\u00f5es de grande massa popular no seu vai-e-vem em dire\u00e7\u00f5es opostas, como o carnaval, de acordo com o Vocabul\u00e1rio Pernambucano, de Pereira da Costa.\n\nA palavra ferver, tamb\u00e9m pode ser porque o estilo da dan\u00e7a faz parecer que abaixo dos p\u00e9s das pessoas exista uma superf\u00edcie com \u00e1gua fervendo.\n\nEste estilo pernambucano de carnaval \u00e9 um tipo de marchinha bastante acelerada, que, ao contr\u00e1rio de outras m\u00fasicas carnavalescas.\n\n<strong>AS CARACTER\u00cdSTICAS MUSICAIS DO FREVO<\/strong>\n\nUma das caracter\u00edsticas do frevo \u00e9 ter o ritmo demasiadamente acelerado, pois, foi certamente uma cria\u00e7\u00e3o de compositores de m\u00fasica ligeira feita para o carnaval.\n\nOs m\u00fasicos queriam que o povo usufru\u00edsse de mais anima\u00e7\u00e3o nos folguedos.\n\nDesta forma, no decorrer do tempo, a m\u00fasica foi ganhando caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, acompanhadas por um bailado inconfund\u00edvel de passos soltos e acrob\u00e1ticos. Talvez seja a \u00fanica composi\u00e7\u00e3o popular no mundo onde a m\u00fasica nasce com a orquestra\u00e7\u00e3o.\n\n\u00c9 caracter\u00edstica do frevo possuir compasso bin\u00e1rio ou quatern\u00e1rio, isso ir\u00e1 depender da composi\u00e7\u00e3o, de ritmo frequentemente sincopado, obrigando a movimentos que chegam a paroxismos fren\u00e9ticos e lembram, por vezes, o del\u00edrio. \u00c9 uma das m\u00fasicas mais vivas e mais brejeiras do folclore brasileiro.\n\nA comunicabilidade que sua m\u00fasica transmite \u00e9 t\u00e3o contagiante que acaba por atrair todos que passam, para tomar parte nos folguedos.\n\n\u00c9 uma dan\u00e7a de multid\u00e3o onde todas as classes sociais se confundem em promiscuidade democr\u00e1tica.\n\n<strong>O RITMO DO FREVO<\/strong>\n\nComo j\u00e1 foi dito, o frevo \u00e9 um ritmo nordestino (de Recife) que surgiu da intera\u00e7\u00e3o entre m\u00fasicas e dan\u00e7as folcl\u00f3ricas, no final do s\u00e9culo XIX.\n\nSeu car\u00e1cter instrumental se d\u00e1 pelo fato dos primeiros grupos terem surgido das bandas militares, por isso era comum usar v\u00e1rios instrumentos de banda marcial.\n\nTamb\u00e9m por causa da forte liga\u00e7\u00e3o com as bandas militares, n\u00e3o apresenta a r\u00edtmica muito sincopada nas partes graves. Enquanto nas melodias, comumente s\u00e3o apresentadas v\u00e1rias s\u00edncopes e acentua\u00e7\u00f5es no contra tempo. O andamento acelerado, como tamb\u00e9m dissemos, \u00e9 outra caracter\u00edstica marcante do frevo.\n\nE quando \u00e9 mais r\u00e1pido que o normal chamamos frevo ventania. Quando mais lento, chamamos de marcha-rancho, \u00e9 usado para can\u00e7\u00f5es, pois facilita a articula\u00e7\u00e3o da letra.\n\n\u00c9 escrito normalmente em 2\/4 mas est\u00e1 se tornando cada vez mais comum encontrar partituras em 4\/4. Podemos encontrar tamb\u00e9m o uso de \u00be. A melodia \u00e9 sincopada o tempo todo.\n\nA guitarra vem sido utilizada no frevo recentemente. Normalmente \u00e9 a melodia tocada por uma flauta piccolo com um uso intenso de enfeites e contraponto mel\u00f3dico.\n\nO contrabaixo \u00e9 bem como no jazz \u201cwalking bass\u201d, observa-se que as harmonias s\u00e3o bastante simples, geralmente turnarouds. O frevo frequenta ruas e sal\u00f5es no carnaval pernambucano, arrastando multid\u00f5es num del\u00edrio contagiante. As composi\u00e7\u00f5es musicais s\u00e3o a alma da coreografia variada, complexa e acrob\u00e1tica.\n\n<strong>Na d\u00e9cada de trinta surgiu a divis\u00e3o do frevo, dependendo da estrutura\u00e7\u00e3o musical os frevos podem ser:\u00a0<\/strong>Frevo-de-Rua, Frevo-Can\u00e7\u00e3o, Frevo-de-Bloco.\n\n<strong>TIPOS DE FREVO<\/strong>\n\n<strong>Frevo-de-Rua<\/strong>\n\nAs caracter\u00edsticas desse frevo n\u00e3o se assemelham com nenhuma outra m\u00fasica brasileira, nem de outro pa\u00eds. A diferen\u00e7a est\u00e1 na aus\u00eancia completa de letra. \u00c9 feito exclusivamente para ser dan\u00e7ado. Geralmente, \u00e9 composto de uma introdu\u00e7\u00e3o de 16 compassos seguido da chamada \u201cresposta\u201d, com o mesmo n\u00famero de compassos, que por sua vez antecede a segunda parte, mas nem sempre \u00e9 uma repeti\u00e7\u00e3o da introdu\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Este estilo tem as modalidades, segundo terminologia usada entre m\u00fasicos e compositores, de:<\/strong>\u00a0frevo-abafo \u00e9 chamado tamb\u00e9m de frevo-de-encontro.\n\nOnde h\u00e1 predomin\u00e2ncia de notas longas tocadas por instrumentos de metal, como pist\u00f5es e trombones principalmente.\n\nAssim diminu\u00edam a sonoridade da orquestra rival. Por isso ganhou esse nome, pois geralmente tocavam para \u201cabafar\u201d qualquer outra banda que estivesse passando na rua; frevo-coqueiro formado por notas curtas e agudas, com um andamento r\u00e1pido e frevo-ventania \u00e9 o mais suave dos tr\u00eas, tranquilo.\n\nPossui uma linha mel\u00f3dica bem movimentada, aonde h\u00e1 predomin\u00e2ncia das palhetas na execu\u00e7\u00e3o das semicolcheias. Fica-se numa tonalidade intermedi\u00e1ria entre o grave e o agudo. O frevo acaba, temporariamente, em um acorde longo e perfeito. De acordo com o entendimento do music\u00f3logo Guerra Peixe.\n\n<strong>O frevo a mais importante express\u00e3o musical popular, por um simples fato:<\/strong>\u00a0\u00e9 a \u00fanica m\u00fasica popular que n\u00e3o admite o compositor de orelha. Isto \u00e9, n\u00e3o basta saber bater numa caixa de f\u00f3sforos ou solfejar para compor um frevo. Antes de mais nada o compositor de frevo tem de ser m\u00fasico. Tem que entender de orquestra\u00e7\u00e3o, principalmente.\n\nPode at\u00e9, n\u00e3o ser um orquestrador dos melhores, mas, ao compor, sabe o que cabe a cada se\u00e7\u00e3o instrumental de uma orquestra ou banda. Pode, inclusive, n\u00e3o ser perito em escrever pautas, mas, na hora de compor, ele sabe dizer ao t\u00e9cnico que escrever\u00e1 a pauta, o que ele quer que cada instrumento fa\u00e7a e em que momento. Se ele n\u00e3o tiver esta capacidade musical n\u00e3o ser\u00e1 um compositor de frevo. (PEIXE, 1978).\n\n<strong>Frevo-Can\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n\u00c9 uma forma mais lenta de frevo, tem v\u00e1rios aspectos semelhantes \u00e0 marchinha carioca. \u00c9 constitu\u00eddo por uma introdu\u00e7\u00e3o forte de frevo, seguida de can\u00e7\u00e3o, mas logo lhe foram acrescentados elementos de frevo, como a marca\u00e7\u00e3o do surdo e o tarol.\n\nNos fins do s\u00e9culo passado surgiram melodias bonitas que estavam presentes tanto nos bailes sociais, como nas ruas e eram capazes de animar a qualquer reuni\u00e3o e enlouquecer o passista. \u00c9 origin\u00e1rio do frevo-de-rua, que passou a incorporar melodias \u00e0 sua m\u00fasica.\n\n<strong>Frevo-de-Bloco<\/strong>\n\nSurgiu a partir de 1915, de serenatas feita por agrupamento de rapazes, que participavam simultaneamente, dos carnavais de rua da \u00e9poca. \u00c9 executado por Orquestras de Pau e Corda, com viol\u00f5es, banjos e cavaquinhos. Suas letras e melodias, muitas vezes interpretadas por corais femininos. Nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas observou-se a introdu\u00e7\u00e3o de clarineta. Sua m\u00fasica e dan\u00e7a t\u00eam tra\u00e7os fortes dos pastoris.\n\n<strong>Frevo &#8211; Origem<\/strong>\n\nA palavra frevo nasceu da linguagem simples do povo e vem de \u201cferver\u201d, que as pessoas pronunciavam \u201cfrever\u201d. Significava fervura, efervesc\u00eancia, agita\u00e7\u00e3o. frevo \u00e9 uma m\u00fasica genuinamente pernambucana do fim do seeculo XIX, acredita-se que sua origem vem das bandas de m\u00fasica, dobrados e polcas.\n\nSegundo alguns \u00e9 a \u00fanica composi\u00e7\u00e3o popular no mundo onde a m\u00fasica nasce com a orquestra\u00e7\u00e3o. Os passos da dan\u00e7a simbolizam uma mistura de dan\u00e7as de sal\u00e3o da Europa, incluindo passos de ballet e dos cossacos.\n\nA dan\u00e7a originou-se dos antigos desfiles quando era preciso que alguns capoeiristas fossem \u00e0 frente, para defender os m\u00fasicos das multid\u00f5es, dan\u00e7ando ao ritmo dos dobrados. Assim nascia o Passo.\n\nOs dobrados das bandas geraram o Frevo, que foi assim chamado pela primeira vez em 12\/02\/1908, no Jornal Pequeno.\n\nPode-se dizer que o frevo \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o de compositores de m\u00fasica ligeira, especialmente para o Carnaval. No decorrer do tempo a m\u00fasica ganhou um gingado inconfund\u00edvel de passos soltos e acrob\u00e1ticos.\n\nA d\u00e9cada de trinta foi um marco para dividir o ritmo em Frevo-de-Rua, Frevo-Can\u00e7\u00e3o e Frevo-de-Bloco.\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-159414\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Frevo.2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"277\" \/>\n<strong>Frevo<\/strong><\/p>\nNos anos 30, com a populariza\u00e7\u00e3o do ritmo pelas grava\u00e7\u00f5es em disco e sua transmiss\u00e3o pelos programas do r\u00e1dio, convencionou-se dividir o frevo em FREVO-DE-RUA (quando puramente instrumental), FREVO-CAN\u00c7\u00c3O, (este derivado da \u00e1ria, tem uma introdu\u00e7\u00e3o orquestral e andamento mel\u00f3dico, t\u00edpico dos frevos de rua) e o FREVO-DE-BLOCO. Este \u00faltimo, executado por orquestra de madeiras e cordas (pau e cordas, como s\u00e3o popularmente conhecidas), \u00e9 chamado pelos compositores mais tradicionais de marcha-de-bloco (Edgard Moraes, falecido em 1974), sendo caracter\u00edstica dos \u201cBlocos Carnavalescos Mistos\u201d do Recife.\n\n<strong>Frevos de Blocos<\/strong>\n\nSua origem est\u00e1 ligada a serenatas promovidas por rapazes animados.\n\n<strong>Sua orquestra \u00e9 composta de Pau e Corda. Frevos-de-bloco famosos:<\/strong>\u00a0Valores do passado, Evoca\u00e7\u00e3o n\u00famero um, Saudade, dentre outros.\n\n<strong>Frevo &#8211; Samba<\/strong>\n\nDerivado da polca marcial, inicialmente chamado \u201cmarcha nortista\u201d ou \u201cmarcha pernambucana\u201d, o frevo dos prim\u00f3rdios trazia capoeiristas \u00e0 frente do cortejo.\n\nDas gingas e rasteiras que eles usavam para abrir caminho teria nascido o passo, que tamb\u00e9m lembra as czardas russas.\n\nOs bailarinos usam uma sombrinha colorida, que seria uma estiliza\u00e7\u00e3o das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos passistas. De instrumental, o g\u00eanero ganhou letra no frevo can\u00e7\u00e3o e saiu do \u00e2mbito pernambucano para tomar o pa\u00eds.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159413 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Frevo.1.jpg\" alt=\"\" width=\"262\" height=\"300\" \/><strong>Frevo<\/strong><\/p>\nCom uma marcha em tempo bin\u00e1rio e andamento rapid\u00edssimo, o frevo invadiria o carnaval carioca em 1957, derrotando a marchinha e o samba com a can\u00e7\u00e3o Evoca\u00e7\u00e3o No. 1, de Nelson Ferreira, gravado pelo Bloco Batutas de S\u00e3o Jos\u00e9 (o chamado frevo de bloco). Cantores como Claudionor Germano e Expedito Baracho se transformariam em especialistas no ramo.\n\nUm dos principais autores do samba-can\u00e7\u00e3o de fossa, Ant\u00f4nio Maria (Ara\u00fajo de Morais, 1921-1964) n\u00e3o negou suas origens pernambucanas na s\u00e9rie de frevos (do n\u00famero 1 ao 3) que dedicou ao Recife natal.\n\nO g\u00eanero esfuziante sensibilizou mesmo a intimista bossa nova. De Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Frevo) a Marcos e Paulo S\u00e9rgio Valle (Pelas Ruas do Recife) e Edu Lobo (No Cord\u00e3o da Saideira) todos investiram no (com)passo acelerado que tamb\u00e9m contagiou Gilberto Gil a municiar de guitarras seu frevo Rasgado em plena erup\u00e7\u00e3o tropicalista. Tamb\u00e9m se renderam ao frevo Chico Buarque, Alcione, Lulu Santos e Gilberto Gil a Jackson do Pandeiro, Elba e Z\u00e9 Ramalho, Geraldo Azevedo, Fagner e Alceu Valen\u00e7a.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0br.oocities.com\/Clique Music\/www.webartigos.com\/www.associacaoreviva.org.br\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frevo, Dia, Hist\u00f3ria, Origem, Carnaval, Dan\u00e7a, M\u00fasica, Carnaval, Bloco, Letra, Nordestina, Marcha, Passos, Instrumentos, Movimento, Frevo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9745,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20580","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Frevo - 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