{"id":20558,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/marques-de-pombal-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:32:34","modified_gmt":"2026-09-01T15:32:34","slug":"marques-de-pombal-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biografias\/marques-de-pombal-3\/","title":{"rendered":"Marqu\u00eas de Pombal"},"content":{"rendered":"\n<b>Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo<\/b> nasceu a 13 de Maio de 1699, estudou em Coimbra, primeiramente direito, depois hist\u00f3ria.\n\nEntre 1738 e 1749, fez carreira e atuou em miss\u00f5es diplom\u00e1ticas, primeiro em Londres, depois em Viena, foi embaixador de Dom Jo\u00e3o V nas cortes inglesa e austr\u00edaca, embora sem significativo sucesso para Portugal, estas miss\u00f5es foram importantes para a forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica de Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo.\n\nEm 1750, com a subida ao trono de Dona Jos\u00e9, foi nomeado secret\u00e1rio de Estado dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e da Guerra, e a sua grande capacidade de trabalho e de chefia revelou-se na forma como encarou o tr\u00e1gico terramoto de 1755 que destr\u00f3i a cidade de Lisboa, com isto Pombal teve a oportunidade de reconstruir a cidade com fei\u00e7\u00f5es mais modernas e racionais tirando-lhe a fei\u00e7\u00e3o medieval, e a partir do momento que se tornou o homem de confian\u00e7a de Dom Jos\u00e9 I, passou a implantar uma s\u00e9rie de reformas na administra\u00e7\u00e3o, nas finan\u00e7as e no sistema militar com o fim de modernizar Portugal e suas col\u00f4nias.\n\nSeu projeto de restaurar a economia portuguesa, provocadas sobretudo pela interrup\u00e7\u00e3o na explora\u00e7\u00e3o do ouro brasileiro, diminuiu a influ\u00eancia externa, particularmente da Inglaterra quando adotou uma pol\u00edtica de monop\u00f3lios mais estreitos de com\u00e9rcio com a col\u00f4nia, pois a metr\u00f3pole at\u00e9 ent\u00e3o servia apenas de entreposto dos produtos coloniais para o resto da Europa, reformou o ensino, anteriormente nas m\u00e3os dos Jesu\u00edtas, atrav\u00e9s de novos m\u00e9todos pedag\u00f3gicos e da cria\u00e7\u00e3o de novas escolas como o Real Col\u00e9gio dos Nobres, tamb\u00e9m empenhou-se fortemente no refor\u00e7o do poder r\u00e9gio, diminuindo o poder de algumas casas nobres, afastando todos os que se colocavam contra suas reformas.\n\nPombal foi um dos representantes do despotismo esclarecido que justificava o poder absoluto do monarca, n\u00e3o pelo direito divino, mas pelo princ\u00edpio da racionalidade quando nenhuma contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade do rei era tolerada, da\u00ed a expuls\u00e3o da Companhia de Jesus de Portugal e seus dom\u00ednios com o seq\u00fcestro dos seus bens em 13 de Janeiro de 1759, porque a sua influ\u00eancia na sociedade portuguesa e as suas liga\u00e7\u00f5es internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder r\u00e9gio, e um outro fato que tamb\u00e9m contribuiu para esta campanha de Pombal contra os jesu\u00edtas, foi a acusa\u00e7\u00e3o de terem participado do atentado ao rei Dom Jos\u00e9 I em 1758, e com os jesu\u00edtas expulsos, seus col\u00e9gios fechados e substitu\u00eddos pelas &#8220;aulas r\u00e9gias&#8221;, as miss\u00f5es passam a ser administradas por civis atrav\u00e9s do Diret\u00f3rio dos \u00cdndios, a id\u00e9ia de Pombal era laicizar o ensino, mas a solu\u00e7\u00e3o tornou-se mais negativa que positiva, pois a expuls\u00e3o da Companhia de Jesus trouxe enormes preju\u00edzos, tanto para os aldeamentos, como para a educa\u00e7\u00e3o e ensino na col\u00f4nia, feito at\u00e9 ent\u00e3o pela Igreja, e no ano de 1759, recebeu o t\u00edtulo de conde de Oeiras e o de Marqu\u00eas de Pombal.\n\nCom Pombal tamb\u00e9m, iniciou-se a primeira abertura de Portugal \u00e0 cultura europ\u00e9ia, recebendo influ\u00eancia tanto do Iluminismo, como das letras e filosofia, quando criou o grupo dos &#8220;estrangeirados&#8221;, ou seja daqueles que se identificavam e estavam em sintonia como a nova mentalidade moderna europ\u00e9ia.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, Pombal refor\u00e7ou os la\u00e7os mercantilistas com a col\u00f4nia quando criou a Companhia Geral do Com\u00e9rcio do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o em 1755, dando a esta direitos exclusivos de navega\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fico de escravos e compra e venda das drogas do sert\u00e3o e da mesma forma, transferiu a capital de S\u00e3o Lu\u00eds para Bel\u00e9m, ponto estrat\u00e9gico para o com\u00e9rcio da regi\u00e3o amaz\u00f4nica e no ano de 1763, transfere a capital da col\u00f4nia de Salvador para o Rio de Janeiro, tornando-se assim mais pr\u00f3xima dos centros mineradores e mais din\u00e2micos da economia colonial e tamb\u00e9m por motivos militares ocasionados pelos conflitos com os espanh\u00f3is na col\u00f4nia de Sacramento e em Sete Povos das Miss\u00f5es.\n\nCom a morte de Dom Jos\u00e9 I em 1777, e a ascens\u00e3o de Dona Maria I, e devido aos v\u00e1rios abusos do poder que cometeu, o que lhe valeu a antipatia e a cria\u00e7\u00e3o de in\u00fameros inimigos, \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o ao marqu\u00eas tornou-se muito ativacom isto Pombal pede demiss\u00e3o e Dona Maria I mandou realizar uma sindic\u00e2ncia aos seus atos, e a nova administra\u00e7\u00e3o abre um processo contra ele e em 1780 \u00e9 considerado culpado, e a rainha anula a pol\u00edtica pombalina, e isso valeu-lhe o apelido de &#8220;a Viradeira&#8221;. E devido \u00e0 sua idade avan\u00e7ada, 80 anos, foi apenas condenado a viver afastado de Lisboa por isto foi se exilar em Pombal, onde faleceu em 8 de maio de 1782 no seu pal\u00e1cio do Pombal.\n<h4>Marqu\u00eas de Pombal e a Expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Marqu\u00eas de Pombal\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mmarque12.jpg\" alt=\"Marqu\u00eas de Pombal\" width=\"225\" height=\"280\" \/>\n<b>Marqu\u00eas de Pombal<\/b><\/p>\nDurante muito tempo o ouro do Brasil sustentou o luxo e o esbanjamento da corte de dom Jo\u00e3o V. Constru\u00edram-se igrejas, conventos e pal\u00e1cios e a nobreza portuguesa vivia como se este ouro nunca mais fosse terminar.\n\nQuando, em 1750, o rei dom Jo\u00e3o V morreu, Portugal encontrava-se em grave crise econ\u00f4mica. Era um pa\u00eds atrasado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s duas grandes pot\u00eancias europ\u00e9ias, Fran\u00e7a e Inglaterra. Al\u00e9m disso, encontrava-se em profunda depend\u00eancia da Inglaterra, que em decorr\u00eancia do Tratado de Methuen, de 1703, havia praticamente impedido o desenvolvimento da ind\u00fastria manufatureira em Portugal, pois o obrigava a comprar quase tudo desse pa\u00eds. Assim, a maior parte dos lucros obtidos na col\u00f4nia era transferida para os cofres ingleses.\n\nO novo rei, dom Jos\u00e9 I (1750-1777), nomeou como primeiro-ministro Sebasti\u00e3o de Carvalho e Melo, o futuro Marqu\u00eas de Pombal, que durante 27 anos comandou a pol\u00edtica e a economia portuguesa. Ele reorganizou o Estado, protegeu os grandes empres\u00e1rios, criando as companhias monopolistas de com\u00e9rcio. Combateu tanto os nobres quanto o clero e reprimiu igualmente as manifesta\u00e7\u00f5es populares, como na revolta contra a Companhia das Vinhas, no Porto, em 1757.\n\nO terremoto que destruiu Lisboa, no final de 1755, fez com que o Marqu\u00eas de Pombal recebesse do rei mais poderes para reconstruir a cidade e a economia do pa\u00eds, que estava \u00e0 beira da fal\u00eancia.\n\nA col\u00f4nia era pe\u00e7a importante na pol\u00edtica econ\u00f4mica de Pombal. Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o das companhias de com\u00e9rcio, que, privilegiadas pelo monop\u00f3lio, tinham liberdade de taxar os pre\u00e7os de compra e venda dos produtos, houve o aumento da cobran\u00e7a de impostos, na regi\u00e3o das Minas, onde foram criadas as casas de fundi\u00e7\u00e3o e fixadas quotas anuais de produ\u00e7\u00e3o de ouro.\n\nEm conformidade com uma pol\u00edtica de consolida\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio portugu\u00eas no Brasil, Pombal consolidou o Tratado de Madrid, que ampliava as fronteiras, tanto no Norte quanto no Sul, entrando em confronto direto com as miss\u00f5es jesu\u00edticas. Na Amaz\u00f4nia, as ordens religiosas mantinham o monop\u00f3lio da comercializa\u00e7\u00e3o das &#8220;drogas do sert\u00e3o&#8221;, coletadas pelos \u00edndios que viviam nas suas miss\u00f5es.\n\nPombal, acusando os jesu\u00edtas de conspirar contra o Estado, expulsou-os de Portugal e de seus dom\u00ednios em 1759, confiscando seus bens. A Fran\u00e7a, a Espanha e os demais pa\u00edses europeus adotaram a mesma medida, e o pr\u00f3prio Vaticano extinguiu a ordem em 1773.\n\nO controle das miss\u00f5es passou para os funcion\u00e1rios do governo. As capelas tornaram-se par\u00f3quias, com vig\u00e1rios nomeados pelo rei; os ind\u00edgenas deveriam deixar de ter \u0093nomes b\u00e1rbaros\u0094, passando a ter nomes portugueses; as l\u00ednguas nativas foram proibidas e a l\u00edngua portuguesa tornou-se obrigat\u00f3ria. Os caciques viraram capit\u00e3es e ju\u00edzes, e as lideran\u00e7as passaram a ser vereadores municipais. Todos os ind\u00edgenas, a partir daquele momento, se tornariam cidad\u00e3os portugueses.\n\nNa vis\u00e3o de Portugal, este seria o fim do &#8220;atraso&#8221; no Brasil, mas na realidade foi um grande preju\u00edzo para os povos ind\u00edgenas. Todos os \u00edndios, entre treze e sessenta anos, tinham de trabalhar metade do ano quase de gra\u00e7a para os colonos, e cada aldeia devia ter soldados portugueses para \u0093manter a ordem\u0094. O que produziam devia ser vendido, mas quase sempre eram roubados pelos comerciantes desonestos.\n\nA educa\u00e7\u00e3o, que no Brasil era quase inteiramente de responsabilidade dos jesu\u00edtas, sofreu um grande recuo. Vinte anos ap\u00f3s a expuls\u00e3o, em toda a Bahia n\u00e3o havia mais que dois professores. V\u00e1rias escolas foram fechadas e as bibliotecas dos conventos foram abandonadas ou destru\u00eddas.\n\nNo Sul situava-se outro foco dos desentendimentos entre Pombal e a Companhia de Jesus. Ali os jesu\u00edtas espanh\u00f3is eram acusados de fomentar a rebeli\u00e3o ind\u00edgena contra os portugueses.\n\nFonte: geocities.com\n<h6>Marqu\u00eas de Pombal<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4>Poderoso pol\u00edtico portugu\u00eas na \u00e9poca do Brasil Col\u00f4nia<\/h4>\n<strong>1699, Lisboa 1782, Pombal<\/strong>\n\n<b>Marqu\u00eas de Pombal<\/b> \u00e9 o nome com que ficou conhecido Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, pol\u00edtico e verdadeiro dirigente de Portugal durante o reinado de Jos\u00e9 I, o Reformador.\n\nPombal nasceu em Lisboa no dia 13 de maio de 1699.\n\nEstudou na Universidade de Coimbra.\n\nEm 1738, foi nomeado embaixador em Londres e, cinco anos depois, embaixador em Viena, cargo que exerceu at\u00e9 1748. Em 1750, o rei Jos\u00e9 nomeou-o secret\u00e1rio de Estado (ministro) para Assuntos Exteriores.\n\nQuando um terremoto devastador destruiu Lisboa em 1755, Pombal organizou as for\u00e7as de aux\u00edlio e planejou a reconstru\u00e7\u00e3o da cidade.\n\nFoi nomeado primeiro-ministro nesse mesmo ano. A partir de 1756, seu poder foi quase absoluto e realizou um programa pol\u00edtico de acordo com os princ\u00edpios do S\u00e9culo das Luzes ou Iluminismo.\n\nAboliu a escravid\u00e3o, reorganizou o sistema educacional, elaborou um novo c\u00f3digo penal, introduziu novos colonos nos dom\u00ednios coloniais portugueses e fundou a Companhia das \u00cdndias Orientais. Al\u00e9m de reorganizar o Ex\u00e9rcito e fortalecer a Marinha portuguesa, desenvolveu a agricultura, o com\u00e9rcio e as finan\u00e7as, com base nos princ\u00edpios do mercantilismo. No entanto, suas reformas suscitaram grande oposi\u00e7\u00e3o, em particular dos jesu\u00edtas e da aristocracia.\n\nQuando ocorreu o atentado contra a vida do rei em 1758, conseguiu implicar os jesu\u00edtas, expulsos em 1759, e os nobres; alguns destes foram torturados at\u00e9 morrer.\n\nEm 1770, o rei lhe concedeu o t\u00edtulo de marqu\u00eas.\n\nDepois da morte do rei Jos\u00e9 I, foi condenado por abuso de poder.\n\nExpulso da Corte, retirou-se para sua propriedade rural em Pombal, onde faleceu no dia 8 de maio de 1782.\n\nFonte: www.netsaber.com.br\n<h6>Marqu\u00eas de Pombal<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<h4>PER\u00cdODO DE MARQU\u00caS DE POMBAL<\/h4>\nEntre 1750 e 1777, Portugal foi governado pelo rei dom Jos\u00e9 I.\n\nNesse per\u00edodo, a produ\u00e7\u00e3o aur\u00edfera brasileira atingiu o auge, mas logo depois come\u00e7ou a declinar. Com a minera\u00e7\u00e3o, toda a sociedade colonial passou por profundas transforma\u00e7\u00f5es. Enquanto isso, Portugal mantinha uma pol\u00edtica de depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s principais pot\u00eancias europeias, sobretudo a Inglaterra.\n\nAo assumir o governo, dom Jos\u00e9 I nomeou como ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, futuro Marqu\u00eas de Pombal. Conhecido diplomata, com o tempo ele se tornaria uma esp\u00e9cie de primeiro ministro e a principal figura do governo portugu\u00eas.\n\nEm sua gest\u00e3o, Pombal p\u00f4s em pr\u00e1tica um vasto programa de reformas, cujo objetivo era racionalizar a administra\u00e7\u00e3o sem enfraquecer o poder real. Para atingir essa meta, o ministro incorporou as novas ideias divulgadas na Europa pelos iluministas, mas ao mesmo tempo conservou aspectos do absolutismo e da pol\u00edtica mercantilista.\n<h4>As reformas de Pombal<\/h4>\nComo primeiro-ministro, o Marqu\u00eas de Pombal cuidou de toda a administra\u00e7\u00e3o do Estado portugu\u00eas. Trabalhou para fortalecer o poder real, racionalizar a administra\u00e7\u00e3o, libertar Portugal da depend\u00eancia econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Inglaterra e desenvolver a administra\u00e7\u00e3o colonial.\n\nDurante seu governo, Pombal enfrentou muitas dificuldades, como a reconstru\u00e7\u00e3o de Lisboa, quase destru\u00edda em 1755 por um terremoto, que deixou um saldo de 40 mil mortos. Precisou enfrentar tamb\u00e9m o decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o de ouro e a queda nos pre\u00e7os dos principais produtos agr\u00edcolas exportados pela col\u00f4nia americana, como o a\u00e7\u00facar e o tabaco.\n\nApesar dos problemas, Pombal levou a cabo um ambicioso programa de reformas. Entre outras realiza\u00e7\u00f5es, seu governo procurou fortalecer o produtor nacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concorr\u00eancia estrangeira, incrementar o com\u00e9rcio colonial e incentivar o desenvolvimento das manufaturas. No \u00e2mbito dessa pol\u00edtica, em 1756 foi criada a Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro, \u00e0 qual o ministro concedeu isen\u00e7\u00e3o de impostos nas exporta\u00e7\u00f5es e no com\u00e9rcio com a col\u00f4nia.\n\nEm 1773, surgia a Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do Algarve, destinada a controlar a pesca no sul de Portugal.\n\nAo mesmo tempo, Pombal criou est\u00edmulos fiscais para a instala\u00e7\u00e3o de pequenas manufaturas voltadas ao mercado interno portugu\u00eas, do qual faziam parte tamb\u00e9m as col\u00f4nias. Essa pol\u00edtica protecionista englobava medidas que favoreciam a importa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas e encareciam os produtos importados similares aos de fabrica\u00e7\u00e3o portuguesa. Como resultado, surgiram no reino centenas de pequenas manufaturas produtoras dos mais diversos bens.\n\nO ministro fundou tamb\u00e9m o Banco Real em 1751 e estabeleceu uma nova estrutura para administrar a cobran\u00e7a dos impostos, centralizada pela Real Fazenda de Lisboa, sob seu controle direto.\n\nA a\u00e7\u00e3o reformadora de Pombal estendeu-se ainda ao \u00e2mbito da pol\u00edtica e do Estado. Nesse campo, o primeiro-ministro empenhou-se no fortalecimento do absolutismo do rei e no combate a setores e institui\u00e7\u00f5es que poderiam enfraquec\u00ea-lo. Diminuiu o poder da Igreja, subordinando o Tribunal do Santo Of\u00edcio (Inquisi\u00e7\u00e3o) ao Estado e, em 1759, expulsou os jesu\u00edtas da metr\u00f3pole e da col\u00f4nia, confiscando seus bens, sob a alega\u00e7\u00e3o de que a Companhia de Jesus agia como um poder aut\u00f4nomo dentro do Estado portugu\u00eas.\n\nA pol\u00edtica repressora e centralizadora de Pombal fez com que setores da nobreza reagissem, tentando assassinar o rei. O atentado n\u00e3o chegou a se consumar, mas serviu de pretexto para Pombal prender grande n\u00famero de aristocratas, alguns dos quais foram condenados \u00e0 morte.\n\nNa esfera da educa\u00e7\u00e3o, Pombal introduziu importantes mudan\u00e7as no sistema de ensino do reino e da col\u00f4nia \u0097 que at\u00e9 essa \u00e9poca estava sob a responsabilidade da Igreja \u0097, passando-o ao controle do Estado. A Universidade de \u00c9vora, por exemplo, pertencente aos jesu\u00edtas, foi extinta, e a Universidade de Coimbra sofreu profunda reforma, sendo totalmente modernizada.\n<h4>A educa\u00e7\u00e3o na col\u00f4nia nos tempos de Pombal<\/h4>\nCom Pombal, iniciou-se uma fase de reformas educacionais. Os jesu\u00edtas foram expulsos em 1759. Seus col\u00e9gios foram fechados e os semin\u00e1rios que se encontravam sob sua influ\u00eancia entraram em crise. Com as reformas, o Estado assumiu diretamente a responsabilidade sobre a instru\u00e7\u00e3o escolar, cobrando um imposto, o &#8220;subs\u00eddio liter\u00e1rio&#8221;, e introduzindo as aulas r\u00e9gias.\n\nO governo, al\u00e9m disso, movido por uma vis\u00e3o pragm\u00e1tica do conhecimento cient\u00edfico, tomou uma s\u00e9rie de medidas culturais e educacionais afim de dinamizar a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas na col\u00f4nia em beneficio da metr\u00f3pole, entre as quais o apoio \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de academias cient\u00edficas e liter\u00e1rias, e a cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es educacionais e aulas voltadas para estudos pr\u00e1ticos e cient\u00edficos.\n\nCom o intuito de refor\u00e7ar os elos entre a col\u00f4nia e a metr\u00f3pole, a Coroa incentivou a ida de brasileiros para estudar na universidade de Coimbra. Tais iniciativas educacionais e cient\u00edficas, no entanto, foram marcadas por seu car\u00e1ter pragm\u00e1tico e circunstancial. Dessa forma, n\u00e3o levaram a um progresso cient\u00edfico expressivo e n\u00e3o alteraram, na pr\u00e1tica, nem a tend\u00eancia de desprestigiar a educa\u00e7\u00e3o escolar, nem a depend\u00eancia, em termos de ensino superior, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 universidade de Coimbra.\n\nAl\u00e9m disso, as reformas enfrentaram problemas, estabelecendo-se uma grande dist\u00e2ncia entre as inten\u00e7\u00f5es legais e a realidade. O ensino, do n\u00edvel das primeiras letras ao secund\u00e1rio, passou a ser ministrado sob a forma de aulas avulsas, fragmentando o processo pedag\u00f3gico. Faltavam professores, manuais e livros sugeridos pelos novos m\u00e9todos. Os recursos or\u00e7ament\u00e1rios foram insuficientes para custear a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, havendo atrasos nos sal\u00e1rios dos mestres. A Coroa, em determinadas ocasi\u00f5es, chegou mesmo a delegar aos pais a responsabilidade pelo pagamento dos mestres. Isso mostra como a educa\u00e7\u00e3o, tornada p\u00fablica pela lei, esteve em grande parte privatizada.\n<h4>Pombal e o Brasil<\/h4>\nNa vis\u00e3o do governo portugu\u00eas, a administra\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia devia ter sempre como meta a gera\u00e7\u00e3o de riquezas para o reino. Esse princ\u00edpio n\u00e3o mudou sob a administra\u00e7\u00e3o de Pombal. O regime de monop\u00f3lio comercial, por exemplo, n\u00e3o s\u00f3 se manteve, como foi acentuado para se obter maior efici\u00eancia na administra\u00e7\u00e3o colonial.\n\nEm 1755 e 1759, foram criadas, respectivamente, a Companhia Geral de Com\u00e9rcio do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o e a Companhia Geral de Com\u00e9rcio de Pernambuco e Para\u00edba, empresas monopolistas destinadas a dinamizar as atividades econ\u00f4micas no Norte e Nordeste da col\u00f4nia. Na regi\u00e3o mineira, Pombal instituiu a derrama em 1765, com a finalidade de obrigar os mineradores a pagarem os impostos atrasados.\n\nAs maiores altera\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, ocorreram na esfera pol\u00edtico-administrativa e na educa\u00e7\u00e3o. Em 1759, o regime de capitanias heredit\u00e1rias foi definitivamente extinto, com a incorpora\u00e7\u00e3o de todas elas aos dom\u00ednios da Coroa portuguesa. Quatro anos depois, em 1763, a sede do governo-geral da col\u00f4nia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo econ\u00f4mico do Nordeste para a regi\u00e3o Centro-Sul.\n\nCom a expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas do imp\u00e9rio portugu\u00eas, Pombal determinou que a educa\u00e7\u00e3o na col\u00f4nia passasse a ser transmitida por leigos nas chamadas Aulas R\u00e9gias. At\u00e9 ent\u00e3o, o ensino formal estivera a cargo da Igreja. O ministro regulamentou ainda o funcionamento das miss\u00f5es, afastando os padres de sua administra\u00e7\u00e3o, e criou, em 1757, o Diret\u00f3rio, \u00f3rg\u00e3o composto por homens de confian\u00e7a do governo portugu\u00eas, cuja fun\u00e7\u00e3o era gerir os antigos aldeamentos.\n\nComplementando esse &#8220;pacote&#8221; de medidas, Pombal procurou dar maior uniformidade cultural \u00e0 col\u00f4nia, proibindo a utiliza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua geral (uma mistura das l\u00ednguas nativas com o portugu\u00eas) e tornando obrigat\u00f3rio o uso do idioma portugu\u00eas.\n<h4>Depois de Pombal<\/h4>\nEm 1777, com a morte de dom Jos\u00e9 I, subiu ao trono dona Maria I, que afastou Pombal do governo.\n\n<strong>A queda do ministro foi comemorada por todos os opositores, que finalmente podiam voltar ao poder:<\/strong> os ingleses, os comerciantes portugueses que n\u00e3o tinham acesso aos monop\u00f3lios, a nobreza e o clero. Com o retorno desses grupos, muitas das medidas tomadas por Pombal foram anuladas.\n\nNa col\u00f4nia portuguesa da Am\u00e9rica, por exemplo, o governo da metr\u00f3pole suspendeu o monop\u00f3lio das duas companhias de com\u00e9rcio. Em 1785, baixou tamb\u00e9m um alvar\u00e1 proibindo a produ\u00e7\u00e3o manufatureira na col\u00f4nia, com exce\u00e7\u00e3o do fabrico de tecidos grosseiros para uso dos escravos.\n\nEssa decis\u00e3o, ao lado de outras de car\u00e1ter restritivo, tornava a pol\u00edtica colonial ainda mais rigorosa, o que aumentou o descontentamento dos luso-brasileiros ante a domina\u00e7\u00e3o da Coroa.\n<h4>O renascimento agr\u00edcola<\/h4>\nAs medidas de Pombal favoreceram o crescimento e a diversifica\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas da col\u00f4nia portuguesa, estimuladas tamb\u00e9m por uma conjuntura mundial favor\u00e1vel. Com o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, era cada vez maior a demanda de mat\u00e9rias-primas na Europa. E, para melhorar a situa\u00e7\u00e3o dos colonos luso-brasileiros, as treze col\u00f4nias inglesas da Am\u00e9rica do Norte e o Haiti lutavam pela independ\u00eancia. Com isso, suas exporta\u00e7\u00f5es de algod\u00e3o e a\u00e7\u00facar para os mercados europeus ficaram momentaneamente prejudicadas, o que propiciava a venda dos dois produtos pela col\u00f4nia portuguesa.\n\nDiante desse quadro, no final do s\u00e9culo XVIII houve uma revaloriza\u00e7\u00e3o das atividades agr\u00edcolas, fen\u00f4meno conhecido como renascimento agr\u00edcola, que levou a col\u00f4nia a deter 61% das exporta\u00e7\u00f5es do reino. Entre os produtos mais vendidos destacavam-se o a\u00e7\u00facar, o fumo e o algod\u00e3o.\n\nA partir do final da d\u00e9cada de 1780, com o aumento do consumo internacional, as exporta\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar cresceram de forma significativa. S\u00f3 para se ter ideia, entre 1790 e 1807, as vendas do produto no mercado externo dobraram, passando de cerca de 12 mil toneladas para aproximadamente 24 mil toneladas.\n\nJ\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es de fumo saltaram de 1,6 para 3 toneladas entre os anos de 1770 e 1800. Fen\u00f4meno semelhante ocorreu com o algod\u00e3o, mat\u00e9ria-prima essencial para a ind\u00fastria t\u00eaxtil, em plena expans\u00e3o na Inglaterra. Por volta de 1800, o algod\u00e3o brasileiro chegou a representar 28% das exporta\u00e7\u00f5es portuguesas para a Europa, contra 54% atribu\u00eddos ao a\u00e7\u00facar e 4% ao fumo.\n\n<strong>Tratados de limites: <\/strong>a col\u00f4nia define seu territ\u00f3rio\n\nDurante mais de duzentos anos, a Am\u00e9rica foi colonizada por diversos pa\u00edses europeus, apesar de o Tratado de Tordesilhas ter estabelecido no s\u00e9culo XV a divis\u00e3o do continente entre Portugal e Espanha. A partir do fim do s\u00e9culo XVI, a linha demarcat\u00f3ria desse tratado foi constantemente rompida, com os portugueses se expandindo por \u00e1reas espanholas, sobretudo durante o per\u00edodo da Uni\u00e3o Ib\u00e9rica.\n\nAo longo do s\u00e9culo XVIII, por\u00e9m, por meio da assinatura de v\u00e1rios acordos, procurou-se fixar os limites entre as col\u00f4nias europeias na Am\u00e9rica do Sul.\n\nEm 1713, foi negociado o primeiro Tratado de Utrecht (1713), ao final da Guerra de Sucess\u00e3o da Espanha. Pelo acordo, a Fran\u00e7a abriu m\u00e3o de suas pretens\u00f5es no norte da Am\u00e9rica portuguesa. Dois anos depois, o segundo Tratado de Utrecht (1715) determinou que a Espanha entregasse a Col\u00f4nia do Sacramento aos portugueses. Apesar desse acordo, os dois reinos ib\u00e9ricos continuaram a disputar o dom\u00ednio da margem oriental do rio da Prata. Em 1746, Fernando VI tornou-se rei da Espanha e, como era casado com a infanta portuguesa dona Maria B\u00e1rbara, foi poss\u00edvel chegar a um consenso que levou os dois reinos a assinar, em 1750, o Tratado de Madri.\n\nDo lado portugu\u00eas, o diplomata Alexandre de Gusm\u00e3o se encarregou de conduzir as negocia\u00e7\u00f5es, e seus argumentos acabaram prevalecendo. Segundo ele, deviam ser aceitas como leg\u00edtimas as terras ocupadas efetivamente tanto por Portugal quanto pela Espanha. Esse era o princ\u00edpio do uti possidetis, ita possideatis, que significa &#8220;quem possui de fato, deve possuir de direito&#8221;.\n\nO Tratado de Madri concedeu \u00e0 Espanha o dom\u00ednio do rio da Prata. Em compensa\u00e7\u00e3o, Portugal recebeu o territ\u00f3rio dos Sete Povos das Miss\u00f5es, localizado a leste do rio Uruguai, no atual Rio Grande do Sul; al\u00e9m disso, teve reconhecidos seus direitos sobre as regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia e do Centro-Oeste. As decis\u00f5es do tratado, por\u00e9m, encontraram forte resist\u00eancia dos \u00edndios guaranis, que se levantaram em armas na Guerra Guaran\u00edtica.\n\nDiante da resist\u00eancia dos guaranis em desocupar os Sete Povos das Miss\u00f5es, Portugal se recusou a tomar posse do territ\u00f3rio e se negou a devolver a Col\u00f4nia do Sacramento \u00e0 Espanha. Em 1761, o Tratado de Madri acabou sendo anulado pelo Tratado do Pardo.\n\n<strong>Para que as fronteiras da regi\u00e3o tomassem contornos definitivos foram necess\u00e1rios dois outros acordos: <\/strong>o Tratado de Santo Ildefonso, assinado em 1777, pelo qual Portugal cedeu a Col\u00f4nia do Sacramento e os Sete Povos das Miss\u00f5es \u00e0 Espanha, recebendo em contrapartida parte do atual Rio Grande do Sul e a ilha de Santa Catarina; e, finalmente, o Tratado de Badaj\u00f3s, firmado em 1801, segundo o qual foi confirmada a posse definitiva da Espanha sobre a Col\u00f4nia do Sacramento e o dom\u00ednio portugu\u00eas sobre os Sete Povos das Miss\u00f5es.\n<h4>A Guerra Guaran\u00edtica<\/h4>\nO territ\u00f3rio dos Sete Povos das Miss\u00f5es, destinado a Portugal pelo Tratado de Madri, era habitado por \u00edndios guaranis aculturados sob a administra\u00e7\u00e3o de jesu\u00edtas castelhanos. Nos termos do tratado todos eles deveriam abandonar a regi\u00e3o e se transferir para o lado ocidental do rio Uruguai para que os portugueses pudessem tomar posse da terra.\n\nEntretanto, os ind\u00edgenas, liderados pelo cacique Sep\u00e9 Tiaraju e com o apoio de jesu\u00edtas, se recusaram a sair do territ\u00f3rio e pegaram em armas para resistir \u00e0s tropas luso-espanholas enviadas de Buenos Aires e do Rio de Janeiro com o objetivo de enfrent\u00e1-los. Em seguida, entre 1753 e 1756 houve uma sucess\u00e3o de conflitos, que ficaram conhecidos como Guerra Guaran\u00edtica. Ao final do confronto, as miss\u00f5es foram destru\u00eddas e os ind\u00edgenas, derrotados, dispersaram-se pela regi\u00e3o.\n<h4>Vida<\/h4>\nO nome do <b>Marqu\u00eas de Pombal era Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo<\/b>, mas todos o conheciam por este t\u00edtulo, que lhe foi dado pelo rei D. Jos\u00e9.\n\n<b>Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo <\/b>nasceu em Lisboa, em 1699. Apesar de pertencer a uma fam\u00edlia nobre, os seus pais n\u00e3o tinham muito dinheiro. Mesmo assim, estudou na Universidade de Coimbra.\n\nEntre 1738 e 1749, representou Portugal em Londres (Inglaterra) e em Viena (\u00c1ustria) em miss\u00f5es diplom\u00e1ticas.\n\nQuando D. Jos\u00e9 subiu ao trono, depois da morte de D. Jo\u00e3o V, Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo foi chamado de volta \u00e0 corte de Lisboa para ser ministro deste rei.\n\nFoi o rei D. Jos\u00e9 que lhe deu os dois t\u00edtulos que teve. Primeiro, ganhou o t\u00edtulo de Conde de Oeiras, em 1759, e, depois, o de Marqu\u00eas de Pombal, em 1769.\n\nDurante o seu trabalho como ministro, o Marqu\u00eas de Pombal fez muitas reformas, que agradaram a alguns, mas na altura desagradaram a muitos.\n\nPor exemplo, foi ele o principal respons\u00e1vel pela expuls\u00e3o dos Jesu\u00edtas (membros de uma ordem religiosa cat\u00f3lica), atrav\u00e9s do encerramento de v\u00e1rios col\u00e9gios que eles tinham.\n\nO <b>Marqu\u00eas de Pombal <\/b>defendia o absolutismo, que \u00e9 a ideia de que todos os poderes devem estar nas m\u00e3os do rei. Foi por isso que tomou uma s\u00e9rie de medidas para lhe dar mais poder e retir\u00e1-lo a classes sociais como o clero.\n\nCom esse objetivo, protegeu o com\u00e9rcio portugu\u00eas, criou companhias monopolistas, reformou a Universidade de Coimbra e reorganizou o ex\u00e9rcito.\n\nTudo isto para dar mais poder ao rei, mas era o Marqu\u00eas que tinha tudo nas m\u00e3os!\n\nAl\u00e9m das reformas que fez, o Marqu\u00eas de Pombal tornou-se uma figura muito importante na Hist\u00f3ria de Portugal por causa do terramoto de Lisboa, que aconteceu em 1755.\n\nDepois do terramoto, o Marqu\u00eas ficou respons\u00e1vel pela reconstru\u00e7\u00e3o da cidade. Foi ele que reconstruiu a baixa lisboeta com todas aquelas ruas paralelas e perpendiculares. Tamb\u00e9m mandou alterar o modo de constru\u00e7\u00e3o das casas, para prevenir mais terramotos.\n\n\u00c9 por isso que a baixa lisboeta \u00e9 conhecida como &#8220;baixa pombalina&#8221;.\n\nO problema \u00e9 que a maioria das pessoas (sobretudo nas classes altas, os nobres e o clero) n\u00e3o gostava das reformas que o Marqu\u00eas estava a fazer, porque lhes retirava privil\u00e9gios e os impedia de fazerem o que queriam&#8230;\n\nQuando o rei D. Jos\u00e9 morreu e a rainha D. Maria I subiu ao trono, em 1777, o Marqu\u00eas foi afastado do seu trabalho na corte.\n\nEm 1779, depois de uma queixa contra ele feita por um comerciante muito importante, o Marqu\u00eas de Pombal foi condenado ao desterro! Como j\u00e1 era muito idoso, n\u00e3o o obrigaram a ir para o estrangeiro.\n\nO Marqu\u00eas foi, ent\u00e3o, para Pombal, onde viveu at\u00e9 ao dia da sua morte, em 8 de Maio de 1782.\n\nFonte: www.dialetico.com\/www.junior.te.pt\n<h6>Marqu\u00eas de Pombal<\/h6>\n<h4>CRONOLOGIA<\/h4>\n<strong>Marqu\u00eas de Pombal (1699-1782)<\/strong>\n\n<b>1699<\/b>\n<blockquote>Nasce Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, futuro Marqu\u00eas de Pombal. Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 era o mais velho de doze irm\u00e3os dos quais sobressa\u00edram dois em import\u00e2ncia; Paulo de Carvalho e Mendon\u00e7a (1702-1770) e Francisco Xavier de Mendon\u00e7a Furtado (1700-1779), fi\u00e9is colaboradores do irm\u00e3o.<\/blockquote>\n<b>1702<\/b>\n<blockquote>Lei Anti-sumptu\u00e1ria.<b>\n22 de Agosto.<\/b> Tratado de Neutralidade assinado por Portugal com a Inglaterra e os Estados Gerais das Prov\u00edncias Unidas.\nFunda-se no Rio de Janeiro a Casa dos Quintos, onde passa a ser fundido o ouro em p\u00f3.<\/blockquote>\n<b>1703<\/b>\n<blockquote>Portugal rompe rela\u00e7\u00f5es com a Fran\u00e7a e alia-se \u00e0 Inglaterra e Holanda.<b>\nLisboa, 27 de Dezembro.<\/b> Tratado de Methwen, que celebra a alian\u00e7a entre Portugal e Inglaterra a partir essencialmente de um v\u00ednculo comercial, obrigando \u00e0 interven\u00e7\u00e3o contra poss\u00edveis ataques invasores, sempre que necess\u00e1ria, dos dois pa\u00edses aliados.<\/blockquote>\n<b>1706<\/b>\n<blockquote><b>Alc\u00e2ntara, 9 de Dezembro.<\/b> Morre D. Pedro II.\nInicia-se o reinado de D. Jo\u00e3o V.<\/blockquote>\n<b>1707<\/b>\n\n<b>6 de Janeiro.<\/b> O monarca imp\u00f5e o barrete cardinal\u00edcio ao ex-N\u00fancio Apost\u00f3lico, Miguel \u00c2ngelo Conti.\n\n<b>1708<\/b>\n<blockquote><b>Viena de \u00c1ustria, 9 de Julho.<\/b> Casamento por procura\u00e7\u00e3o entre D. Jo\u00e3o V e D. Maria Ana.<b>\n25 de Outubro. <\/b>Chegada ao Tejo da embaixada do Conde Vilar de Mouros que acompanhava a Rainha D. Maria Ana.<\/blockquote>\n<b>1709<\/b>\n<blockquote><b>18 de Junho.<\/b> Primeiras instru\u00e7\u00f5es para o Conde de Tarouca, como representante portugu\u00eas no Congresso da Paz Geral em Utreque.<\/blockquote>\n<b>1710<\/b>\n<blockquote>Uma armada portuguesa luta contra a rebeli\u00e3o existente em S. Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro. Inicia-se a Guerra dos Mascates no Brasil.<\/blockquote>\n<b>1713<\/b>\n<blockquote><b>11 de Abril. <\/b>Tratado de Utreque que simboliza as tr\u00e9guas entre D. Jo\u00e3o V e Lu\u00eds XIV de Fran\u00e7a. A Ratifica\u00e7\u00e3o portuguesa data de 9 de Maio do mesmo ano.<\/blockquote>\n<b>1714<\/b>\n<blockquote>Crise na economia da col\u00f4nia Brasil.<\/blockquote>\n<b>1715<\/b>\n<blockquote><b>Utreque, 6 de Fevereiro.<\/b> Tratado de Paz entre D. Jo\u00e3o V e Filipe V de Espanha, concedendo a Portugal a restitui\u00e7\u00e3o da Col\u00f4nia do Sacramento. A ratifica\u00e7\u00e3o deste Tratado, referente \u00e0 Espanha, d\u00e1-se a 9 de Mar\u00e7o do mesmo ano.<\/blockquote>\n<b>1717<\/b>\n<blockquote><b>14 de Dezembro.<\/b> D. Jo\u00e3o V nomeia Alexandre de Gusm\u00e3o para seu agente diplom\u00e1tico em Fran\u00e7a.\nReunia-se na casa do tio de Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 a Academia do Ilustrados. Uma esp\u00e9cie de tert\u00falia tendo em vista a discuss\u00e3o de mat\u00e9rias cient\u00edfico-filos\u00f3ficas. Nesta Academia figurava a presen\u00e7a ass\u00eddua do 4.\u00ba Conde da Ericeira, futuro diretor da Real Academia da Hist\u00f3ria.<\/blockquote>\n<b>1718<\/b>\n<blockquote><b>1 de Fevereiro.<\/b> O governo portugu\u00eas pede aux\u00edlio a Inglaterra, recorrendo aos Tratados efetuados entre os dois pa\u00edses.<b>\nLondres, 18 de Julho.<\/b> Tratado da Qu\u00e1drupla Alian\u00e7a.<\/blockquote>\n<b>1720<\/b>\n<blockquote>Extin\u00e7\u00e3o da Companhia do Brasil.\nFunda\u00e7\u00e3o da Real Academia da Hist\u00f3ria.\nCria\u00e7\u00e3o da Mesa do Bem Comum e dos Comerciantes, composta por doze membros no total.<\/blockquote>\n<b>1722<\/b>\n<blockquote>O representante local de S. Louren\u00e7o envia uma embaixada a Lisboa, para que esta possa proteger o Canal de Mo\u00e7ambique das for\u00e7as invasoras inglesa e holandesa, atrav\u00e9s do estabelecimento de feitorias portuguesas locais.<\/blockquote>\n<b>1723<\/b>\n<blockquote><strong>Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo casa com D. Teresa de Noronha e Bourbon Mendon\u00e7a e Almada, em circunst\u00e2ncias pouco convencionais: <\/strong>rapta a noiva uma vez que ele n\u00e3o era aceite pela fam\u00edlia desta, extremamente poderosa, que o considerava \u00abum mau partido\u00bb. Este casamento permitiu a integra\u00e7\u00e3o de Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 no grupo representante da alta fidalguia. N\u00e3o houve descend\u00eancia neste primeiro casamento.\nSurto de Febre Amarela em Lisboa.<\/blockquote>\n<b>1725<\/b>\n<blockquote><b>15 de Janeiro.<\/b> Corte das Rela\u00e7\u00f5es entre Portugal e a Fran\u00e7a, quando o enviado franc\u00eas, Abade Livri, passa a fronteira do Caia.<b>\n17 de Outubro, Santo Ildefonso.<\/b> Ratifica\u00e7\u00e3o de artigos para o Tratado Matrimonial do Pr\u00edncipe D. Jos\u00e9 com D. Mariana Vit\u00f3ria de Bourbon, filha de Filipe V de Espanha. Tratado concretizado em 3 de Setembro de 1727.<\/blockquote>\n<b>1727<\/b>\n<blockquote>Primeiras planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 no Brasil.<\/blockquote>\n<b>1728<\/b>\n<blockquote><b>20 de Mar\u00e7o.<\/b> D. Jo\u00e3o V corta rela\u00e7\u00f5es com a Santa S\u00e9 porque o Papa n\u00e3o havia concedido o barrete cardinal\u00edcio ao N\u00fancio em Lisboa. O enviado portugu\u00eas Andr\u00e9 de Melo e Castro, retira-se imediatamente de Roma.<b>\n5 de Julho.<\/b> Decreto que manda sair do Reino os s\u00fabditos do Papa.<\/blockquote>\n<b>1730<\/b>\n<blockquote>Cria\u00e7\u00e3o da Real F\u00e1brica das Sedas, no largo do Rato. Abria-se as portas para um investimento de teor mercantilista.\nInicia-se o grande fluxo do ouro e diamantes vindos do Brasil.<\/blockquote>\n<b>1732<\/b>\n<blockquote>Manuel Martins da Silva, futuro aliado de Pombal em Viena, recebe o t\u00edtulo de Duque Silva Tarouca por parte do imperador Carlos VI. Manuel vem a ter uma import\u00e2ncia decisiva na pol\u00edtica de Pombal relativa \u00e0 \u00c1ustria.<\/blockquote>\n<b>1733<\/b>\n<blockquote>Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo integra-se na Real Academia da Hist\u00f3ria.<\/blockquote>\n<b>1736<\/b>\n<blockquote><strong>D. Jo\u00e3o V reorganiza 3 secretarias de Estado:<\/strong> Secretaria de Estado dos Neg\u00f3cios Interiores do Reino; Secretaria de Estado dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e da Guerra; Secretaria de Estado da Marinha e dos Dom\u00ednios Ultramarinos.<\/blockquote>\n<b>1737<\/b>\n<blockquote>Paz entre Portugal e Espanha.<\/blockquote>\n<b>1738<\/b>\n<blockquote><b>2 de Outubro.<\/b> Nomea\u00e7\u00e3o de Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo como Enviado Especial &#8211; Ministro Plenipotenci\u00e1rio \u00e0 Corte de Londres. Embarca de Lisboa a 8 de Outubro desse ano.<b>\n29 de Novembro.<\/b> \u00c9 concedida uma audi\u00eancia p\u00fablica a Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, numa consolida\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a luso-brit\u00e2nica. Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 vai substituir o embaixador Marco Ant\u00f3nio de Azevedo Coutinho.<\/blockquote>\n<b>1739<\/b>\n<blockquote>\u00c9 queimado em auto-de-f\u00e9 Ant\u00f3nio Jos\u00e9 da Silva, o Judeu.<\/blockquote>\n<b>1740<\/b>\n<blockquote>Morre o irm\u00e3o mais novo de Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, Jos\u00e9 Joaquim de Carvalho, na defesa de Goa.<\/blockquote>\n<b>1743<\/b>\n<blockquote><b>21 de Dezembro.<\/b> Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo regressa a Lisboa.\nAlexandre de Gusm\u00e3o torna-se Conselheiro do Conselho Ultramarino.<\/blockquote>\n<b>1744<\/b>\n<blockquote><b>14 de Setembro.<\/b> Instru\u00e7\u00f5es para Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo como Enviado Especial-Ministro Plenipotenci\u00e1rio \u00e0 corte de Viena de \u00c1ustria.\nChega a Viena a 17 de Julho de 1745.<\/blockquote>\n<b>1745<\/b>\n<blockquote><b>Viena de \u00c1ustria, 13 de Dezembro.<\/b> Contrato Nupcial. Segundo casamento de Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo. Ap\u00f3s a morte de D. Teresa, Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 casa com a Condessa Maria Leonor Ernestina Daun, resultando desta uni\u00e3o cinco filhos. A Condessa era sobrinha do Marechal Heinrich Richard, conde de Daun, figura de destaque na Guerra de \u00c1ustria. O casamento recebeu a ben\u00e7\u00e3o da Imperatriz Maria Teresa assim como da Rainha Maria Ana de \u00c1ustria, mulher de D. Jo\u00e3o V. Esta magn\u00edfica alian\u00e7a assegurou a Pombal o lugar de Secret\u00e1rio de Estado do Governo de Lisboa.<\/blockquote>\n<b>1748<\/b>\n<blockquote>Reatadas as rela\u00e7\u00f5es com a Santa S\u00e9, o Papa Bento XIV concede a D. Jo\u00e3o V o t\u00edtulo de Fidel\u00edssimo.<b>\n28 de Novembro.<\/b> Expede-se em Lisboa a minuta articulada do Tratado de Limites na Am\u00e9rica do Sul, entre Portugal e a Espanha, assinado no ano de 1750.<b>\n11 de Dezembro.<\/b> \u00c9dito de D. Jo\u00e3o V sobre o Privil\u00e9gio de Ministros estrangeiros e a proibi\u00e7\u00e3o de se buscar asilo nas respectivas resid\u00eancias.<\/blockquote>\n<b>1749<\/b>\n<blockquote><b>9 de Outubro.<\/b> Morte de D. Lu\u00eds da Cunha.<b>\nDezembro.<\/b> As duas coroas ib\u00e9ricas aprovam a aplica\u00e7\u00e3o do Tratado de Madrid, assinado no ano seguinte.\nD. Jo\u00e3o V adoece gravemente e Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 \u00e9 convocado em Viena para integrar-se no novo governo de Lisboa. Tinha ent\u00e3o 50 anos de idade.<\/blockquote>\n<b>1750<\/b>\n<blockquote>Morte de D. Jo\u00e3o V.\nInicia o reinado de D. Jos\u00e9 I.\nD. Jos\u00e9 I nomeia Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo como Secret\u00e1rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros. Filipe Correia da Silva torna-se no oficial-maior da Secretaria dos Neg\u00f3cios Estrangeiros.<b>\n13 de Janeiro.<\/b> Decreto da execu\u00e7\u00e3o do Tratado dos Limites da Am\u00e9rica, celebrado com a Espanha, em Madrid (comummente designado por Tratado de Madrid).<b>\n17 de Janeiro.<\/b> Assinalam-se os anexos ao Tratado de Madrid, permitindo o in\u00edcio do trabalho das partidas do sul, onde os problemas da execu\u00e7\u00e3o eram mais complexos. Sebasti\u00e3o Jos\u00e9, a 21 de Dezembro do mesmo ano, fornece instru\u00e7\u00f5es a Freire de Andrade sobre a demarca\u00e7\u00e3o das fronteiras meridionais do Brasil, com as possess\u00f5es espanholas.\nGomes Freire Andrade \u00e9 nomeado governador do Rio de Janeiro e Francisco Xavier de Mendon\u00e7a Furtado governador e capit\u00e3o-geral de Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o acrescentando-se sobre si responsabilidade de todo o territ\u00f3rio do norte bras\u00edlico e ba\u00eda do Amazonas.\nSebasti\u00e3o Jos\u00e9 remodela o seu pal\u00e1cio em Oeiras ao regressar de Viena para Portugal.<b>\nDezembro.<\/b> Primeiros ind\u00edcios da Crise da Minera\u00e7\u00e3o do Brasil. Longa discuss\u00e3o da Coroa sobre a melhor forma de tributar o ouro.\nOs oratorianos instalam-se no Real Hosp\u00edcio de Nossa Senhora das Necessidades em Lisboa.<\/blockquote>\n<b>1751<\/b>\n<blockquote><b>1 de Abril.<\/b> Regimento Casas de Inspec\u00e7\u00e3o que pretende proteger os devedores sertanejos dos credores externos.\nAlvar\u00e1 que reduz os direitos do tabaco.\nPragm\u00e1tica que pro\u00edbe a importa\u00e7\u00e3o de tecidos, carruagens ou m\u00f3veis do estrangeiro, salvo se transportados em navios portugueses.\nOs ourives foram expulsos do Rio de Janeiro para evitar as fraudes que decorriam, at\u00e9 ent\u00e3o, em grande n\u00famero.\nMendon\u00e7a Furtado \u00e9 enviado ao Brasil para avaliar a riqueza atribu\u00edda aos jesu\u00edtas (bens m\u00f3veis, ligados ao com\u00e9rcio externo em grande medida, e im\u00f3veis).<\/blockquote>\n<b>1752<\/b>\n<blockquote>Cria-se a Capitania Geral de Mo\u00e7ambique.\n\u00c9 instalado no Rio de Janeiro o Primeiro Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<b>1753<\/b>\n<blockquote>Feliciano Velho Oldemberg funda a Companhia da \u00c1sia Portuguesa.\nRestabelecimento da Capitania de Bissau.<\/blockquote>\n<b>31 de Dezembro.<\/b> Morre Alexandre de Gusm\u00e3o.\n\n<b>1754<\/b>\n<blockquote><b>19 de Fevereiro.<\/b> Nomea\u00e7\u00e3o do Monsenhor Filipe Acciaiuoli, Arcebispo de Patrasso, para N\u00fancio Apost\u00f3lico de Portugal. Em Mar\u00e7o do mesmo ano, D. Jos\u00e9 I exige que seja concedido o barrete cardinal\u00edcio ao N\u00fancio Lucas Melchior Tempi.\nPrimeira tentativa de pacifica\u00e7\u00e3o dos \u00edndios guaranis, que resulta fracassada.<\/blockquote>\n<b>1755<\/b>\n<blockquote><b>7 de Junho.<\/b> Decreto R\u00e9gio que visava a cria\u00e7\u00e3o de diretorias em substitui\u00e7\u00e3o do ensino jesu\u00edta. Reforma de Mendon\u00e7a Furtado.<b>\nPelas 9:45h de 1 de Novembro. <\/b>Terramoto extremamente forte com o epicentro em Lisboa e repercuss\u00f5es por todo o pa\u00eds, que est\u00e1 na origem do plano de reconstru\u00e7\u00e3o urban\u00edstica desta cidade por Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo. O Ministro informa oficialmente, a 18 de Novembro, os representantes diplom\u00e1ticos no estrangeiro da trag\u00e9dia do Terramoto. Os engenheiros e avaliadores militares s\u00e3o dirigidos por Manuel da Maia.\nCria\u00e7\u00e3o da Junta de Com\u00e9rcio, em substitui\u00e7\u00e3o da Mesa do Bem Comum e dos Comerciantes, criada em 1720. Esta Junta era composta por homens de neg\u00f3cios, obtendo a promulga\u00e7\u00e3o dos seus estatutos em Dezembro 1756.\nReconstru\u00e7\u00e3o da Ribeira das Naus.\nFunda\u00e7\u00e3o da Companhia do Gr\u00e3o Par\u00e1 e Maranh\u00e3o (Brasil).\nCria\u00e7\u00e3o da Casa do Risco de Lisboa que visa substituir a Aula do Pa\u00e7o da Ribeira.\nCria\u00e7\u00e3o da Capitania de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Negro (Brasil).\nAp\u00f3s o in\u00edcio da reconstru\u00e7\u00e3o urbana, Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 v\u00ea ampliados os seus poderes pelo monarca.<\/blockquote>\n<b>1756<\/b>\n<blockquote><b>Janeiro. <\/b>Conflitos no sul do Brasil, com as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas estabelecidas no territ\u00f3rio de demarca\u00e7\u00e3o de fronteira entre Portugal e Espanha. Invas\u00e3o do territ\u00f3rio das Sete Miss\u00f5es por uma for\u00e7a militar conjunta de tr\u00eas mil e setecentos soldados, portugueses e espanh\u00f3is.<b>\n31 de Agosto.<\/b> Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo deixa a Secretaria dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e da Guerra para ocupar a do Reino, mais abrangente.\nEstabelecimento de uma Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro.<\/blockquote>\n<b>1757<\/b>\n<blockquote><b>23 de Fevereiro.<\/b> Motim no Porto que contesta a Cria\u00e7\u00e3o da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. Desordeiros cercaram a casa de Bernardo Duarte de Figueiredo, Juiz Conservador da Companhia.<b>\nAbril a Outubro. <\/b>Decorr\u00eancia do processo da Companhia do Alto Douro, sendo julgadas ao todo 478 pessoas, dos quais apenas 36 foram absolvidos. A grande maioria foi punida pelo crime de lesa-majestade.<\/blockquote>\nFoi retirado o papel de confessores aos jesu\u00edtas, tendo estes sido substitu\u00eddos nessa tarefa por padres da confian\u00e7a de Pombal (alguns oratorianos).\n\n<b>1758<\/b>\n<blockquote><b>Setembro.<\/b> Atentado a D. Jos\u00e9 I, quando este regressava numa carruagem ao Pal\u00e1cio. M<strong>uitas pessoas foram presas, entre elas alguns membros da alta aristocracia, como os membros da fam\u00edlia T\u00e1vora: <\/strong>Duque de Aveiro e Conde de Atouguia; bem como alguns jesu\u00edtas, acusados de cumplicidade.<b>\n9 de Dezembro.<\/b> Comiss\u00e3o de Inqu\u00e9rito sobre o atentado. O rei garante que o juiz deveria cumprir a lei, passando ao lado das prote\u00e7\u00f5es m\u00ednimas do C\u00f3digo Penal.<\/blockquote>\n<b>1759<\/b>\n<blockquote><b>12 de Janeiro.<\/b> Os presos foram sentenciados e condenados aos crimes de lesa-majestade, trai\u00e7\u00e3o, rebeli\u00e3o, contra o rei e contra o Estado. Execu\u00e7\u00e3o do Duque de Aveiro e dos marqueses de T\u00e1vora, implicados no atentado contra o rei.\nConfisco dos bens do duque de Aveiro, dos marqueses de T\u00e1vora e da Companhia de Jesus.<b>\nAbril. <\/b>Cria\u00e7\u00e3o da Aula do Com\u00e9rcio, pela Junta do Com\u00e9rcio. A escola deveria ensinar contabilidade segundo o modelo ingl\u00eas.<b>\n20 de Abril.<\/b> Gomes Freire de Andrade regressa ao Rio de Janeiro, como comiss\u00e1rio das demarca\u00e7\u00f5es no sul do Brasil.<b>\n6 de Junho.<\/b> Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 recebe o t\u00edtulo de Conde de Oeiras, como forma de compensa\u00e7\u00e3o, por parte de D. Jos\u00e9 I, pela sua grande interven\u00e7\u00e3o contra os que participaram no atentado do pr\u00f3prio monarca.<b>\n21 de Julho.<\/b> Expuls\u00e3o dos Jesu\u00edtas do Brasil.<b>\n3 de Setembro.<\/b> Carta de Lei para a proscri\u00e7\u00e3o, desnaturaliza\u00e7\u00e3o e expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas dos seus dom\u00ednios. Essa carta foi seguida de audi\u00eancias a 11 de Setembro, 19 de Novembro, tendo por objetivo resolver a quest\u00e3o jesu\u00edta, refor\u00e7adas por Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo.\nExtin\u00e7\u00e3o da Universidade de \u00c9vora.\nIn\u00edcio das Reformas Pombalinas do Ensino.\nCria\u00e7\u00e3o da Companhia de Pernambuco e Para\u00edba.<\/blockquote>\n<b>1760<\/b>\n<blockquote>Cria\u00e7\u00e3o do Er\u00e1rio R\u00e9gio.\nSebasti\u00e3o Jos\u00e9 apoia os mercadores portugueses na luta que os opunha aos intermedi\u00e1rios e contrabandistas, que tinham contribu\u00eddo para a desorganiza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio regular e do sistema de cr\u00e9dito.\nPombal cria o cargo de Intendente Geral da Pol\u00edcia. Esta medida que contribui para o primeiro combate contra o banditismo.\nS\u00e3o novamente suspensas as rela\u00e7\u00f5es com a Santa S\u00e9.<b>\nSetembro.<\/b> Como Portugal n\u00e3o conseguiu entregar a Col\u00f4nia do Sacramento a Espanha, o Rei Carlos III v\u00ea-se obrigado a rescindir o contrato.<b>\nDezembro.<\/b> Novos Estatutos da Universidade de Coimbra.<\/blockquote>\n<b>1761<\/b>\n<blockquote><b>12 de Fevereiro.<\/b> Tratado Pardo, estabelecido entre D. Jos\u00e9 I e Carlos III de Espanha, que tem por objetivo a anula\u00e7\u00e3o do Tratado de Madrid de 13 de Janeiro de 1750. A anula\u00e7\u00e3o do Tratado de Madrid permite \u00e0s Sete Miss\u00f5es continuarem sob a prote\u00e7\u00e3o dos jesu\u00edtas da prov\u00edncia do Paraguai.\nLimita\u00e7\u00e3o dos Privil\u00e9gios Corporativos.\nAboli\u00e7\u00e3o da escravatura dentro da metr\u00f3pole, mantendo-se, contudo, nas col\u00f4nias. Passam, portanto, a ser \u00ablibertos e forros\u00bb os escravos que entrarem em Portugal.\nExecu\u00e7\u00e3o do Pe. Malagrida em auto-de-f\u00e9.\nFunda\u00e7\u00e3o do Real Col\u00e9gio dos Nobres.\nRacionaliza\u00e7\u00e3o do Er\u00e1rio R\u00e9gio &#8211; Medidas de centraliza\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<b>1762<\/b>\n<blockquote>Crise na economia e nas finan\u00e7as p\u00fablicas.<b>\n16 de Mar\u00e7o.<\/b> Os ministros plenipotenci\u00e1rios de Espanha e Fran\u00e7a tentam persuadir Portugal a intervir na luta do Pacto de Fam\u00edlia estabelecido entre estes dois pa\u00edses contra a Gr\u00e3-Bretanha. A inten\u00e7\u00e3o portuguesa de manter neutralidade no conflito a 20 de Mar\u00e7o provoca a ruptura.<b>\n27 de Abril. <\/b>Os Embaixadores de Espanha e Fran\u00e7a retiram-se de Lisboa, despertando o corte das rela\u00e7\u00f5es de Portugal com aqueles pa\u00edses.\nCria\u00e7\u00e3o da Real Escola N\u00e1utica do Porto.<b>\n3 de Novembro.<\/b> Rela\u00e7\u00f5es reatadas com Fran\u00e7a e Espanha atrav\u00e9s do Tratado de Fontainebleau, que tenta compreender a posi\u00e7\u00e3o portuguesa frente \u00e0 Gr\u00e3-Bretanha. O armist\u00edcio luso-espanhol \u00e9 assinado a 30 de Novembro desse ano.<\/blockquote>\n<b>1763<\/b>\n<blockquote>Celebra\u00e7\u00e3o do Tratado de Paz Luso-Espanhol.\nA necessidade de refor\u00e7ar o poder portugu\u00eas na costa brasileira, em especial na zona central da ba\u00eda de Guanabara, alvo de corso e pirataria, espanhola, inglesa, francesa, e para fortalecimento da vila de S. Sebasti\u00e3o, o Governo Geral do Brasil deslocou-se da Bahia para o Rio de Janeiro.<\/blockquote>\n<b>1764<\/b>\n<blockquote>Cria\u00e7\u00e3o do Terreiro P\u00fablico para abastecimento da Popula\u00e7\u00e3o.\nInveste-se e fomenta-se o desenvolvimento industrial.<\/blockquote>\n<strong>1765<\/strong>\n<blockquote>Reorganiza\u00e7\u00e3o do poder militar no Rio de Janeiro, por um grupo de oficiais oriundos da \u00c1ustria, dirigidos pelo Conde de Lippe. D. Ant\u00f3nio Lu\u00eds da Cunha torna-se governador da Bahia.<\/blockquote>\n<b>1766<\/b>\n<blockquote>Cria\u00e7\u00e3o de F\u00e1bricas de Cordoaria.\nInstala\u00e7\u00e3o da Alf\u00e2ndega e da Ribeira das Naus em Luanda.\nReaproxima\u00e7\u00e3o de Lisboa e Madrid. Alian\u00e7a das monarquias cat\u00f3licas contra a Companhia de Jesus.<\/blockquote>\n<b>1767<\/b>\n<blockquote>In\u00edcio da exporta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o do Brasil para Inglaterra.<\/blockquote>\n<b>1768<\/b>\n<blockquote><b>10 de Fevereiro.<\/b> Portugal acede ao tratado celebrado nesta data entre a Fran\u00e7a, Espanha e Inglaterra, renovando e confirmando os tratados de Vestef\u00e1lia (1648); Baden (1714) e Viena (1738).\nForma\u00e7\u00e3o da Imprensa R\u00e9gia.\nDecreto-r\u00e9gio contra o puritanismo &#8211; anula\u00e7\u00e3o da exclusividade de direitos de uma aristocracia heredit\u00e1ria, passando a atribuir-se cargos aos homens de neg\u00f3cios, onde \u00e9 valorizado o conhecimento e m\u00e9rito.\nCria\u00e7\u00e3o da Aula Oficial de Gravura Art\u00edstica, que perdura at\u00e9 ao ano de 1787.\nInstitui\u00e7\u00e3o da Real Mesa Cens\u00f3ria.\nA Inquisi\u00e7\u00e3o adquire uma nova tipologia, com uma s\u00e9rie de poderes diferentes.<\/blockquote>\n<b>1769<\/b>\n<blockquote>Foi outorgado a Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 o t\u00edtulo de Marqu\u00eas de Pombal, quando este j\u00e1 tinha 71 anos de idade.\nPombal publica a Lei da Boa Raz\u00e3o, para que de futuro todas as leis fossem fundamentadas numa raz\u00e3o justa, sen\u00e3o tornar-se-iam inv\u00e1lidas.\nLei sobre o Morgadio.\nAbandono de Azamor e Mazag\u00e3o, pra\u00e7as do norte de \u00c1frica.\nO Marqu\u00eas do Lavradio torna-se vice-rei do Brasil.<\/blockquote>\n<b>1770<\/b>\n<blockquote>O com\u00e9rcio \u00e9 declarado \u00abprofiss\u00e3o nobre, necess\u00e1ria e proveitosa\u00bb\nMachado de Castro inicia a execu\u00e7\u00e3o a eust\u00e1tua equestre de D. Jos\u00e9 I.\nS\u00e3o reatadas as rela\u00e7\u00f5es com a Santa S\u00e9.\nObten\u00e7\u00e3o do monop\u00f3lio lucrativo do sal para o Brasil, bem como os direitos do tabaco e uma taxa de importa\u00e7\u00e3o do azeite.\nEsgotamento econ\u00f4mico das bases militares. O fracasso da Junta das Minas.<\/blockquote>\n<b>1771<\/b>\n<blockquote>O ensino passa a depender da Real Mesa Cens\u00f3ria.\nO Diretor dos estudos, Lu\u00eds Ant\u00f3nio Verney, foi substitu\u00eddo pela Real Mesa Cens\u00f3ria e o sistema estatal foi alargado de forma a incorporar escolas que ensinassem a ler, escrever e contar.\nOrganiza\u00e7\u00e3o administrativa da Junta da Fazenda e de Minas Gerais.<\/blockquote>\n<b>1772<\/b>\n<blockquote>Reforma da Universidade.\nPromulga\u00e7\u00e3o de uma lei relativa \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do ensino prim\u00e1rio em Portugal, tendo em conta a liga\u00e7\u00e3o das escolas aos professores, criando-se novas bases financeiras, mediante o pagamento do subs\u00eddio liter\u00e1rio.<b>\nNovembro.<\/b> Frei Manuel do Cen\u00e1culo Vilas Boas foi nomeado Presidente da Junta do Subs\u00eddio Liter\u00e1rio. Principal figura na reforma do ensino.\nReforma da Inquisi\u00e7\u00e3o. Deixando de se ocupar do Tribunal do Santo Of\u00edcio, a Inquisi\u00e7\u00e3o passou a ser respons\u00e1vel pelos restantes tribunais.\nFunda\u00e7\u00e3o da Imprensa R\u00e9gia.<\/blockquote>\n<b>1773<\/b>\n<blockquote><b>21 de Julho.<\/b> Breve de Clemente XIV \u00abDominus Ac Redeptor Noster\u00bb, extinguindo a Companhia de Jesus.\nPombal cria a Companhia Geral das Reais Pescarias do Reino do Algarve.<b>\n25 de Maio.<\/b> Aboli\u00e7\u00e3o do termo de distin\u00e7\u00e3o entre crist\u00e3os-novos e crist\u00e3os-velhos.<\/blockquote>\n<b>1774<\/b>\n<blockquote>Decreto de Pombal sobre a aceita\u00e7\u00e3o da naturaliza\u00e7\u00e3o dos habitantes nascidos na \u00cdndia portuguesa com os mesmos direitos dos naturais de Portugal.<b>\n15 de Dezembro.<\/b> Lei de D. Jos\u00e9 sobre o fim das denomina\u00e7\u00f5es de crist\u00e3os-novos e crist\u00e3os-velhos.<\/blockquote>\n<b>1775<\/b>\n<blockquote>Edifica\u00e7\u00e3o de uma F\u00e1brica de Estampagem de Tecidos.\nInaugura\u00e7\u00e3o da Est\u00e1tua Equestre de D. Jos\u00e9 I.<\/blockquote>\n<b>1776<\/b>\n<blockquote><b>24 de Janeiro. <\/b>Instru\u00e7\u00f5es para Lu\u00eds Pinto de Sousa Coutinho, enviado especial, Ministro Plenipotenci\u00e1rio em Londres, dadas por Marqu\u00eas de Pombal, requerendo as media\u00e7\u00f5es brit\u00e2nica e francesa para a resolu\u00e7\u00e3o do diferendo luso-espanhol no sul do Brasil.<b>\nJulho.<\/b> Os portos portugueses s\u00e3o fechados \u00e0 navega\u00e7\u00e3o americana, cumprindo deste modo Pombal, mais uma vez, o pacto de alian\u00e7a luso-brit\u00e2nico.<\/blockquote>\n<b>1777<\/b>\n<blockquote>Morte de D. Jos\u00e9 I.\nIn\u00edcio do reinado de D. Maria I, a primeira mulher a subir ao trono de Portugal.<b>\n4 de Mar\u00e7o. <\/b>Demiss\u00e3o de Marqu\u00eas de Pombal por decreto-r\u00e9gio.<b>\n1 de Outubro. <\/b>Tratado de Santo Ildefonso entre D. Maria I e Carlos III de Espanha, onde se realiza a permuta da ilha de Sta. Catarina pela Col\u00f4nia do Sacramento.<\/blockquote>\n<b>1778<\/b>\n<blockquote><b>11 de Mar\u00e7o.<\/b> Tratado Pardo. Tratado de Alian\u00e7a, neutralidade e com\u00e9rcio entre D. Maria I e Carlos III de Espanha, que p\u00f5e termo \u00e0 guerra na Am\u00e9rica meridional, cedendo as Ilhas de Fern\u00e3o P\u00f3 e Ano Bom.\nSupress\u00e3o da Companhia do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o.<\/blockquote>\n<b>1779<\/b>\n<blockquote>Queixas in\u00fameras contra Pombal levam \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o judicial, onde o Marqu\u00eas \u00e9 acusado de abuso de poder, corrup\u00e7\u00e3o e fraudes v\u00e1rias. O interrogat\u00f3rio termina no ano seguinte.\nFunda\u00e7\u00e3o da Academia Real das Ci\u00eancias.\nCria\u00e7\u00e3o da Academia Real da Marinha.\nConstru\u00e7\u00e3o da Bas\u00edlica da Estrela.<\/blockquote>\n<b>1780<\/b>\n<blockquote>Extin\u00e7\u00e3o da Companhia Geral de Pernambuco como companhia monopolista.\nFunda\u00e7\u00e3o da Casa Pia de Lisboa.\nPina Manique inicia a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica de Lisboa.<\/blockquote>\n<b>1781<\/b>\n<blockquote>Julgamento e condena\u00e7\u00e3o de Marqu\u00eas de Pombal ao desterro, pelo menos a vinte l\u00e9guas da Corte. Pombal \u00e9 considerado culpado, ainda que o seu estado de sa\u00fade e avan\u00e7ada idade n\u00e3o permitam a aplica\u00e7\u00e3o de pena alguma.\n<strong>\u00daltimo auto-de-f\u00e9 realizado em Coimbra:<\/strong> dezassete pessoas queimadas.\n<strong>\u00daltimo auto-de-f\u00e9 de \u00c9vora:<\/strong> oito pessoas queimadas.<\/blockquote>\n<b>1782<\/b>\n<blockquote>Morte do Marqu\u00eas de Pombal.<\/blockquote>\n<b>Patr\u00edcia Cardoso Correia<\/b>\n\nFonte: www.instituto-camoes.pt\n<h6>Marqu\u00eas de Pombal<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Marqu\u00eas de Pombal\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mmarque15.jpg\" alt=\"Marqu\u00eas de Pombal\" width=\"265\" height=\"219\" \/>\n<b>Marqu\u00eas de Pombal<\/b><\/p>\n\n<h4>Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, conde de Oeiras e marqu\u00eas de Pombal<\/h4>\n<strong>1699 &#8211; 1782<\/strong>\n\nEstadista desp\u00f3tico portugu\u00eas nascido em Lisboa, que se destacou pela atua\u00e7\u00e3o como unitarista e d\u00e9spota esclarecido durante o governo de Dom Jos\u00e9 I.\n\nFilho de nobres empobrecidos, estudou direito, hist\u00f3ria e pol\u00edtica, em Coimbra.\n\nNomeado membro da Real Sociedade de Hist\u00f3ria (1733), por D.Jo\u00e3o V, chefiou a lega\u00e7\u00e3o portuguesa em Londres (1738-1742).\n\nTrabalhou em Viena (1743-1748), onde mediou o conflito entre o papa e a rainha da Hungria e da Bo\u00eamia, Maria Teresa.\n\nVoltando a Lisboa (1749), foi nomeado secret\u00e1rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros por Dom Jos\u00e9 I (1750) e, em pouco tempo, adquiriu poderes absolutos, praticamente dirigindo o governo por quase 30 anos.\n\n<strong>Lisboa destru\u00edda por um terremoto (1755), foi sua oportunidade de assumir poderes ditatoriais<\/strong>: proclamou a lei marcial e enfrentou a situa\u00e7\u00e3o com m\u00e3o de ferro.\n\nImpediu a fuga da popula\u00e7\u00e3o amotinada e determinou a imediata inuma\u00e7\u00e3o dos quarenta mil cad\u00e1veres espalhados pela cidade, e por fim, reconstruiu e transformou a capital em uma cidade moderna.\n\nSufocou o motim dos taberneiros e da popula\u00e7\u00e3o do Porto (1757), provocado por uma alta de pre\u00e7os que se seguiu \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Companhia Geral de Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, e executou seus l\u00edderes (1759), acusado-os de atentados contra o rei.\n\nIniciou a moderniza\u00e7\u00e3o o ensino, abrindo Portugal para a influ\u00eancia do Iluminismo.\n\nCondecorado como primeiro conde de Oeiras (1759), promulgou uma reforma dos estudos menores, com a implementa\u00e7\u00e3o do ensino comercial (1759) e criou outras institui\u00e7\u00f5es, como a Impress\u00e3o R\u00e9gia e bibliotecas, assim como cursos de n\u00e1utica e de desenho no Porto.\n\nExpulsou os jesu\u00edtas Companhia de Jesus de Portugal e das col\u00f4nias por se oporem \u00e0s suas reformas educacionais, e o seq\u00fcestrou seus bens.\n\nPosteriormente conseguiu que fossem tamb\u00e9m banidos da Espanha (1767).\n\nCom o t\u00edtulo de primeiro marqu\u00eas de Pombal (1769), promoveu a moderniza\u00e7\u00e3o da Universidade de Coimbra (1772), que estivera por mais de dois s\u00e9culos sob influ\u00eancia jesu\u00edtica, e finalmente, dirigindo pessoalmente uma violenta campanha antijesu\u00edtica, obteve do papa Clemente XIV a extin\u00e7\u00e3o da Companhia de Jesus em toda a cristandade (1773).\n\nNa economia, promoveu a cria\u00e7\u00e3o de novas ind\u00fastrias e deu incentivo \u00e0s j\u00e1 existentes, como as de tecidos e de vidro, regulamentou o sal\u00e1rio dos camponeses e o tamanho das propriedades rurais.\n\nFortaleceu o monop\u00f3lio comercial e equilibrou a balan\u00e7a comercial portuguesa, implantou reformas e promovendo o com\u00e9rcio e as artes, e procurou estimular a participa\u00e7\u00e3o da classe nobre na atividade comercial.\n\nNas col\u00f4nias reformou a legisla\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o, e estimulou a exporta\u00e7\u00e3o de produtos prim\u00e1rios.\n\nNo Brasil, na sua luta contra a influ\u00eancia jesu\u00edtica e da Espanha, decretou a emancipa\u00e7\u00e3o dos amer\u00edndios, transferindo para a coroa o governo das miss\u00f5es (1755), criou a Companhia Geral do Com\u00e9rcio do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o (1755) com direito exclusivo da navega\u00e7\u00e3o, do tr\u00e1fico de escravos, da compra e venda de produtos da col\u00f4nia, e v\u00e1rias outras regalias.\n\nOs col\u00e9gios dos jesu\u00edtas foram substitu\u00eddos por institui\u00e7\u00f5es de ensino r\u00e9gio, a administra\u00e7\u00e3o dos aldeamentos ind\u00edgenas passou a ser feita pelo Diret\u00f3rio dos \u00cdndios e incentivou os casamentos de colonos com ind\u00edgenas.\n\nPor sua ordem, sob a alega\u00e7\u00e3o de que as regi\u00f5es do Centro e do Sul do pa\u00eds eram mais importantes e desenvolvidas do que as do Norte, bem como pela necessidade de o governo ficar mais perto das suas fronteiras com os territ\u00f3rios da Am\u00e9rica do Sul dominados pelos espanh\u00f3is, efetuou-se a transfer\u00eancia da sede do governo do Estado do Brasil, mudando a capital da col\u00f4nia, de Salvador para o Rio de Janeiro (1763).\n\nCriou o Tribunal de Rela\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro e incentivou \u00e0s capitanias fundarem juntas de justi\u00e7a e estabelecerem comarcas e vilas.\n\nContestado por praticamente toda a nobreza e pelas elites coloniais, come\u00e7ou a cair em desgra\u00e7a com a morte de D.Jos\u00e9 I (1777) e ascens\u00e3o de D.Maria I, que de in\u00edcio decretou a anistia para os numerosos presos pol\u00edticos.\n\nDemitido, foi acusado de abuso de poder e at\u00e9 de peculato, teve de responder a um inqu\u00e9rito e a um processo e foi declarado culpado (1780).\n\nEm considera\u00e7\u00e3o a sua idade avan\u00e7ada, apenas foi banido para a sua quinta, no Pombal, onde viveu at\u00e9 o dia da sua morte, em 8 de maio (1782).\n\nFonte: www.dec.ufcg.edu.br\n<h6>Marqu\u00eas de Pombal<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Marqu\u00eas de Pombal\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mmarque13.jpg\" alt=\"Marqu\u00eas de Pombal\" width=\"388\" height=\"288\" \/>\n<b>Marqu\u00eas de Pombal, por Van Loo <\/b><\/p>\n<b>Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo<\/b>, mais conhecido como <b>Marqu\u00eas de Pombal<\/b> ou Conde de Oeiras (13 de Maio de 1699- 8 de Maio de 1782), nobre e estadista portugu\u00eas.\n\nFoi Primeiro Ministro do rei D. Jos\u00e9 (1750-1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carism\u00e1ticas da Hist\u00f3ria Portuguesa.\n\nRepresentante do despostismo ilustrado em Portugal no s\u00e9culo XVIII, viveu num per\u00edodo da hist\u00f3ria marcado pelo iluminismo, tendo desempenhado um papel fulcral na aproxima\u00e7\u00e3o de Portugal \u00e0 realidade econ\u00f4mica e social dos pa\u00edses do Norte da Europa, mais din\u00e2mica do que a portuguesa. Iniciou com esse intuito v\u00e1rias reformas administrativas, econ\u00f4micas e sociais. Acabou na pr\u00e1tica com os autos de f\u00e9 em Portugal e com a discrimina\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os-novos, apesar de n\u00e3o ter extinguido oficialmente a Inquisi\u00e7\u00e3o portuguesa, em vigor &#8220;de jure&#8221; at\u00e9 1821.\n\nFoi um dos principais respons\u00e1veis pela expuls\u00e3o dos Jesu\u00edtas de Portugal e suas col\u00f4nias.\n\n<strong>A sua administra\u00e7\u00e3o ficou marcada por duas contrariedades c\u00e9lebres<\/strong>: a primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel hist\u00f3rico de renovador arquitet\u00f4nico da cidade. Pouco depois, o Processo dos T\u00e1vora, uma intriga com consequ\u00eancias dram\u00e1ticas.\n<h4>Origens<\/h4>\nFoi filho de Manuel de Carvalho e Ata\u00edde, fidalgo da prov\u00edncia, com propriedade na regi\u00e3o de Leiria e de sua mulher, Teresa Luiza de Mendon\u00e7a e Mello. Na sua juventude estudou direito na Universidade de Coimbra e serviu no ex\u00e9rcito um curto per\u00edodo. Quando se mudou para a capital, Lisboa, Sebasti\u00e3o de Melo era um homem turbulento. A sua primeira mulher foi Teresa de Mendon\u00e7a e Almada (1689-1737), sobrinha do conde de Arcos, com quem casou por arranjo da fam\u00edlia, depois de um rapto consentido. Os pais da rec\u00e9m-formada fam\u00edlia tornaram a vida do casal insustent\u00e1vel, pelo que se retiraram para as suas propriedades pr\u00f3ximas de Pombal.\n<h4>Carreira Diplom\u00e1tica<\/h4>\nEm 1738, Sebasti\u00e3o de Melo foi nomeado no seu primeiro cargo p\u00fablico, como embaixador em Londres. Em 1745 foi transferido para Viena, \u00c1ustria. Depois da morte da sua primeira mulher, a rainha de Portugal, arquiduquesa Maria Ana de \u00c1ustria mostrou-se amiga do embaixador ao arranjar-lhe o casamento com a filha do marechal austr\u00edaco Daun (Condessa Maria Leonor Ernestina Daun). O rei D. Jo\u00e3o V, no entanto, pouco satisfeito com as presta\u00e7\u00f5es de Sebasti\u00e3o de Melo, f\u00ea-lo regressar a Portugal em 1749. O rei morreu no ano seguinte e, de acordo com uma recomenda\u00e7\u00e3o da rainha m\u00e3e, o novo rei D. Jos\u00e9 I nomeou Sebasti\u00e3o como ministro dos neg\u00f3cios estrangeiros. Ao contr\u00e1rio do pai, D. Jos\u00e9 foi-lhe muito ben\u00e9volo e confiou-lhe gradualmente o controle do estado.\n\n<strong>Primeiro-ministro<\/strong>\n\nEm 1755, Sebasti\u00e3o de Melo j\u00e1 era primeiro-ministro do reino. Governou com m\u00e3o de ferro, impondo a lei a todas as classes, desde os mais pobres at\u00e9 \u00e0 alta nobreza. Impressionado pelo sucesso econ\u00f4mico ingl\u00eas, tentou, com sucesso, implementar medidas que incutissem um sentido semelhante \u00e0 economia portuguesa.\n\nA regi\u00e3o demarcada para a produ\u00e7\u00e3o do vinho do Porto, a primeira regi\u00e3o a assegurar a qualidade dos seus vinhos, data da sua governa\u00e7\u00e3o. Em sua gest\u00e3o, Pombal p\u00f4s em pr\u00e1tica um vasto programa de reformas, cujo objetivo era racionalizar a administra\u00e7\u00e3o sem enfraquecer o poder real. Para atingir essa meta, o ministro incorporou as novas id\u00e9ias divulgadas na Europa pelos iluministas, mas ao mesmo tempo conservou aspectos do absolutismo e da pol\u00edtica mercantilista.\n\nO <strong>Marqu\u00eas de Pombal<\/strong> foi a figura-chave do governo portugu\u00eas entre 1750 e 1777. Sua gest\u00e3o foi um perfeito exemplo de despotismo esclarecido, forma de governo que combinava a monarquia absolutista com o racionalismo iluminista. Uma not\u00e1vel realiza\u00e7\u00e3o de Pombal foi a funda\u00e7\u00e3o, em 1774, da Vila Real de Santo Ant\u00f3nio, pr\u00f3xima \u00e0 foz do rio Guadiana, no sul de Portugal.\n\nTamb\u00e9m aboliu a escravatura nas col\u00f4nias nas \u00cdndias, reorganizou o ex\u00e9rcito e a marinha, reestruturou a Universidade de Coimbra e acabou com a discrimina\u00e7\u00e3o dos &#8220;crist\u00e3os novos&#8221; (pelo menos em parte). Mas uma das mais importantes reformas foi nos campos das economias e finan\u00e7as, com a cria\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias companhias e associa\u00e7\u00f5es corporativas que regulavam a atividade comercial, bem como a reforma do sistema fiscal. Naturalmente, todas estas reformas granjearam-lhe a inimizade das altas classes sociais, em especial a nobreza, que o desprezaram, chamando-o de &#8220;novo rico&#8221;.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Marqu\u00eas de Pombal\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/mmarque14.jpg\" alt=\"Marqu\u00eas de Pombal\" width=\"154\" height=\"261\" \/>\n<b>Est\u00e1tua do Marqu\u00eas de Pombal em Lisboa <\/b><\/p>\n<strong>O Processo dos T\u00e1voras<\/strong>\n\nNa sequ\u00eancia do terramoto, D. Jos\u00e9 I deu ao seu primeiro-ministro poderes acrescidos, tornando Sebasti\u00e3o de Melo numa esp\u00e9cie de ditador. \u00c0 medida que o seu poder cresceu, os seus inimigos aumentaram, e as disputas com a alta nobreza tornaram-se frequentes. Em 1758 D. Jos\u00e9 I \u00e9 ferido numa tentativa de regic\u00eddio. A fam\u00edlia de T\u00e1vora e o Duque de Aveiro foram implicados no atentado e executados ap\u00f3s um r\u00e1pido julgamento. Expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus (jesu\u00edtas), porque a sua influ\u00eancia na sociedade portuguesa e as suas liga\u00e7\u00f5es internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder r\u00e9gio.\n\nSebasti\u00e3o de Melo n\u00e3o mostrou miseric\u00f3rdia, tendo perseguido cada um dos envolvidos, incluindo mulheres e crian\u00e7as. Com este golpe final, o poder da nobreza foi decisivamente contrariado, marcando uma vit\u00f3ria sobre os inimigos. Pela sua a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, D. Jos\u00e9 I atribuiu ao seu leal ministro o t\u00edtulo de Conde de Oeiras em 1759.\n\nNo seguimento do caso T\u00e1vora, o novo Conde de Oeiras n\u00e3o conheceu qualquer nova oposi\u00e7\u00e3o. Adquirindo o t\u00edtulo de Marqu\u00eas de Pombal em 1770, teve quase exclusivamente o poder de governar Portugal at\u00e9 a morte de D. Jos\u00e9 I em 1779. A sucessora, rainha Maria I de Portugal e seu marido Pedro III detestavam o Marqu\u00eas. Maria nunca perdoou a impiedade mostrada para com a fam\u00edlia T\u00e1vora e retirou-lhe todos os cargos.\n\nA rainha ordenou que o Marqu\u00eas se resguardasse sempre a uma dist\u00e2ncia de pelo menos 20 milhas dela. Se passasse em viagem por uma das suas propriedades, o Marqu\u00eas era obrigado por decreto a afastar-se de casa. Maria I teria alegadamente sofrido de ataques de raiva apenas ao ouvir o nome do antigo primeiro-ministro de seu pai.\n\nO Marqu\u00eas de Pombal morreu pacificamente na sua propriedade em 15 de Maio de 1782. Os seus \u00faltimos dias de vida foram vividos em Pombal e na Quinta da Gramela, propriedade que herdara de seu tio, o arciprestre Paulo de Carvalho e Ata\u00edde, em 1713. Hoje, ele \u00e9 relembrado numa enorme est\u00e1tua colocada numa das mais importantes pra\u00e7as de Lisboa, que tem o seu nome. Marqu\u00eas do Pombal \u00e9 tamb\u00e9m o nome da esta\u00e7\u00e3o de metropolitano mais movimentada de Lisboa.\n<h4>Reformas econ\u00f4micas<\/h4>\nApesar dos problemas, Sebasti\u00e3o de Melo levou a cabo um ambicioso programa de reformas. Entre outras realiza\u00e7\u00f5es, seu governo procurou incrementar a produ\u00e7\u00e3o nacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concorr\u00eancia estrangeira, desenvolver o com\u00e9rcio colonial e incentivar o desenvolvimento das manufaturas. No \u00e2mbito dessa pol\u00edtica, em 1756 foi criada a Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro, \u00e0 qual o ministro concedeu isen\u00e7\u00e3o de impostos nas exporta\u00e7\u00f5es e no com\u00e9rcio com a col\u00f4nia, estabelecendo assim a primeira zona de produ\u00e7\u00e3o vin\u00edcola demarcada no mundo, colocando-se os c\u00e9lebres marcos pombalinos nas delimita\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o. Em 1773, surgia a Companhia Geral das Reais Pescas do Reino do Algarve, destinada a controlar a pesca no sul de Portugal.\n\nAo mesmo tempo, o marqu\u00eas criou est\u00edmulos fiscais para a instala\u00e7\u00e3o de pequenas manufaturas voltadas ao mercado interno portugu\u00eas, do qual faziam parte tamb\u00e9m as col\u00f4nias. Essa pol\u00edtica proteccionista englobava medidas que favoreciam a importa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas e encareciam os produtos importados similares aos de fabrica\u00e7\u00e3o portuguesa. Como resultado, surgiram no reino centenas de pequenas manufaturas produtoras dos mais diversos bens.\n\nO ministro fundou tamb\u00e9m o Banco Real em 1751 e estabeleceu uma nova estrutura para administrar a cobran\u00e7a dos impostos, centralizada pela Real Fazenda de Lisboa, sob seu controle direto.\n<h4>Reformas religiosas<\/h4>\nA a\u00e7\u00e3o reformadora de Pombal estendeu-se ainda ao \u00e2mbito da pol\u00edtica e do Estado. Nesse campo, o primeiro-ministro empenhou-se no fortalecimento do absolutismo do rei e no combate a setores e institui\u00e7\u00f5es que poderiam enfraquec\u00ea-lo. Diminuiu o poder da Igreja, subordinando o Tribunal do Santo Of\u00edcio (Inquisi\u00e7\u00e3o) ao Estado e, em 1759, expulsou os jesu\u00edtas da metr\u00f3pole e da col\u00f4nia, confiscando seus bens, sob a alega\u00e7\u00e3o de que a Companhia de Jesus agia como um poder aut\u00f4nomo dentro do Estado portugu\u00eas.\n\nApesar de a Inquisi\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter sido oficialmente desmantelada, ela sofreu com o governo de Pombal um profundo abalo, com medidas que a enfraqueceriam.\n\nEm 5 de Outubro de 1768 obrigou por decreto os nobres portugueses anti-semitas (na altura chamados de &#8220;puritanos&#8221;) que tivessem filhos em idade de casar, a organizar casamentos com fam\u00edlias judaicas.\n\nEm 25 de Maio de 1773 fez promulgar uma lei que extinguia as diferen\u00e7as entre crist\u00e3os-velhos (cat\u00f3licos sem suspeitas de antepassados judeus) e crist\u00e3os-novos, tornando inv\u00e1lidos todos os anteriores decretos e leis que discriminavam o s crist\u00e3o-novos. Passou a ser proibido usar a palavra &#8220;crist\u00e3o-novo&#8221;, quer por escrito quer oralmente.\n\n<strong>As penas eram pesadas<\/strong>: para o povo &#8211; chicoteamento em pra\u00e7a p\u00fablica e ex\u00edlio em Angola; para os nobres &#8211; perda de t\u00edtulos, cargos, pens\u00f5es ou condecora\u00e7\u00f5es; para o clero &#8211; expuls\u00e3o de Portugal.\n\nEm 1 de Outubro de 1774, publicou um decreto que fazia os os veredictos do Santo Of\u00edcio dependerem de san\u00e7\u00e3o real, o que praticamente anulava a Inquisi\u00e7\u00e3o portuguesa. Deixariam de se organizar em Portugal os Autos-de-f\u00e9.\n<h4>Reformas na educa\u00e7\u00e3o<\/h4>\nNa esfera da educa\u00e7\u00e3o, introduziu importantes mudan\u00e7as no sistema de ensino do reino e da col\u00f4nia &#8211; que at\u00e9 essa \u00e9poca estava sob a responsabilidade da Igreja -, passando-o ao controle do Estado. A Universidade de \u00c9vora, por exemplo, pertencente aos jesu\u00edtas, foi extinta, e a Universidade de Coimbra sofreu profunda reforma, sendo totalmente modernizada.\n\nA &#8220;reforma universit\u00e1ria&#8221; do Marqu\u00eas de Pombal inclu\u00eda tamb\u00e9m o fim da proibi\u00e7\u00e3o de alunos ou professores com ascend\u00eancia judaica nos quadros do estabelecimento de ensino.\n<h4>O Marqu\u00eas de Pombal no Brasil<\/h4>\nExiste uma grande disson\u00e2ncia entre a percep\u00e7\u00e3o popular do Marqu\u00eas entre os portugueses (que o v\u00eaem como her\u00f3i nacional) e entre os brasileiros (que o v\u00eaem como tirano e opressor).\n\nNa vis\u00e3o do governo portugu\u00eas, a administra\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia devia ter sempre como meta a gera\u00e7\u00e3o de riquezas para o reino. Esse princ\u00edpio n\u00e3o mudou sob a administra\u00e7\u00e3o do Marqu\u00eas. O regime de monop\u00f3lio comercial, por exemplo, n\u00e3o s\u00f3 se manteve, como foi acentuado para se obter maior defici\u00eancia na administra\u00e7\u00e3o colonial.\n\nEm 1755 e 1759, foram criadas, respectivamente, a Companhia Geral de Com\u00e9rcio do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o e a Companhia Geral de Com\u00e9rcio de Pernambuco e Para\u00edba, empresas monopolistas destinadas a dinamizar as atividades econ\u00f4micas no Norte e Nordeste da col\u00f4nia. Na regi\u00e3o mineira, instituiu a derrama em 1765, com a finalidade de obrigar os mineradores a pagarem os impostos atrasados. A derrama era uma taxa per capita, em quilos de ouro, que a col\u00f4nia era obrigada a mandar para a metr\u00f3pole, independente da real produ\u00e7\u00e3o de ouro.\n\nAs maiores altera\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, ocorreram na esfera pol\u00edtico-administrativa e na educa\u00e7\u00e3o. Em 1759, o regime de capitanias heredit\u00e1rias foi definitivamente extinto, com a sua incorpora\u00e7\u00e3o aos dom\u00ednios da Coroa portuguesa. Quatro anos depois, em 1763, a sede do governo-geral da col\u00f4nia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo econ\u00f4mico do Nordeste para a regi\u00e3o Centro-Sul.\n\nCom a expuls\u00e3o violenta dos jesu\u00edtas do imp\u00e9rio portugu\u00eas, o Marqu\u00eas determinou que a educa\u00e7\u00e3o na col\u00f4nia passasse a ser transmitida por leigos nas chamadas Aulas R\u00e9gias. At\u00e9 ent\u00e3o, o ensino formal estivera a cargo da Igreja. O ministro regulamentou ainda o funcionamento das miss\u00f5es, afastando os padres de sua administra\u00e7\u00e3o, e criou, em 1757, o Diret\u00f3rio, \u00f3rg\u00e3o composto por homens de confian\u00e7a do governo portugu\u00eas, cuja fun\u00e7\u00e3o era gerir os antigos aldeamentos.\n\nComplementando esse &#8220;pacote&#8221; de medidas, o Marqu\u00eas procurou dar maior uniformidade cultural \u00e0 col\u00f4nia, proibindo a utiliza\u00e7\u00e3o do Nheengatu, a l\u00edngua geral (uma mistura das l\u00ednguas nativas com o portugu\u00eas, falada pelos bandeirantes) e tornando obrigat\u00f3rio o uso do idioma portugu\u00eas. Alguns estudiosos da hist\u00f3ria afirmam que foi com esta medida que o Brasil deixou o rumo de ser um pa\u00eds bil\u00edngue.\n\nAinda hoje, encontra-se uma est\u00e1tua de m\u00e1rmore em tamanho natural do Marqu\u00eas de Pombal na Santa Casa de Miseric\u00f3rdia da Bahia localizada no centro hist\u00f3rico do Salvador.\n\nFonte: www.conhecimentosgerais.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marqu\u00eas de Pombal, Vida, Hist\u00f3ria, Brasil, Pol\u00edtico, Portugu\u00eas, Per\u00edodo, Reformas, Educa\u00e7\u00e3o, Administra\u00e7\u00e3o, Origens, Marqu\u00eas de Pombal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9670,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[],"class_list":["post-20558","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biografias"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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