{"id":20476,"date":"2015-12-18T00:00:00","date_gmt":"2015-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/governo-provisorio-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:32:03","modified_gmt":"2026-09-01T15:32:03","slug":"governo-provisorio-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/governo-provisorio-3\/","title":{"rendered":"Governo Provis\u00f3rio"},"content":{"rendered":"\nO movimento pol\u00edtico-militar que determinou o fim da Primeira Rep\u00fablica (1889-1930) originou-se da uni\u00e3o entre os pol\u00edticos e tenentes que foram derrotados nas elei\u00e7\u00f5es de 1930 e decidiram p\u00f4r fim ao sistema olig\u00e1rquico atrav\u00e9s das armas. Ap\u00f3s dois meses de articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas nas principais capitais do pa\u00eds e de preparativos militares, o movimento eclodiu simultaneamente no Rio Grande do Sul e Minas Gerais, na tarde do dia 3 de outubro. Em menos de um m\u00eas a revolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 era vitoriosa em quase todo o pa\u00eds, restando apenas S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Par\u00e1 ainda sob controle do governo federal. Finalmente, um grupo de militares exigiu a ren\u00fancia do presidente Washington Lu\u00eds e pouco depois entregou o poder a Get\u00falio Vargas.\n\nFoi a vit\u00f3ria do candidato governista J\u00falio Prestes nas elei\u00e7\u00f5es de mar\u00e7o de 1930, derrotando a candidatura de Get\u00falio Vargas, que era apoiada pela Alian\u00e7a Liberal, que deu in\u00edcio a uma nova rearticula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as de oposi\u00e7\u00e3o que culminou na Revolu\u00e7\u00e3o de 1930. Os revolucion\u00e1rios de 30 tinham como objetivo comum impedir a posse de J\u00falio Prestes e derrubar o governo de Washington Lu\u00eds, mas entre eles havia posi\u00e7\u00f5es distintas quanto ao que isso representava e quais seriam as conseq\u00fc\u00eancias futuras.\n\nDentre os jovens pol\u00edticos que se uniram em torno do levante, destacavam-se Get\u00falio Vargas, Oswaldo Aranha, Flores da Cunha, Lindolfo Collor, Jo\u00e3o Batista Luzardo, Jo\u00e3o Neves da Fontoura, Virg\u00edlio de Melo Franco, Maur\u00edcio Cardoso e Francisco Campos. Al\u00e9m de derrubar o governo, esses l\u00edderes pretendiam reformular o sistema pol\u00edtico vigente. Dos tenentes que haviam participado do movimento tenentista, os nomes de maior destaque eram Juarez T\u00e1vora, Jo\u00e3o Alberto e Miguel Costa. A meta particular desse grupo era a introdu\u00e7\u00e3o de reformas sociais e a centraliza\u00e7\u00e3o do poder. Havia ainda uma ala dissidente da velha oligarquia, que via no movimento revolucion\u00e1rio um meio de aumentar seu poder pessoal. Era o caso de Artur Bernardes, Venceslau Br\u00e1s, Afr\u00e2nio de Melo Franco, Ant\u00f4nio Carlos Ribeiro de Andrada e Jo\u00e3o Pessoa, entre outros.\n\nPor sua vez, o ex-l\u00edder da Coluna Prestes, Lu\u00eds Carlos Prestes, optou por um caminho mais radical. Cr\u00edtico da uni\u00e3o dos jovens pol\u00edticos com a dissid\u00eancia olig\u00e1rquica, Prestes decidiu n\u00e3o participar da revolu\u00e7\u00e3o e lan\u00e7ou seu pr\u00f3prio Manifesto Revolucion\u00e1rio. Declarava-se socialista e sustentava que a mera de troca de homens no poder n\u00e3o atenderia \u00e0s reais necessidades da popula\u00e7\u00e3o brasileira.\n\nIntermin\u00e1veis negocia\u00e7\u00f5es preliminares retardaram as a\u00e7\u00f5es militares dos conspiradores contra o governo de Washington Lu\u00eds. Finalmente, em 26 de julho, o inesperado assassinato de Jo\u00e3o Pessoa, presidente da Para\u00edba e candidato derrotado \u00e0 vice-presid\u00eancia na chapa da Alian\u00e7a Liberal, estimulou as ades\u00f5es e acelerou os preparativos para a deflagra\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o. Al\u00e7ado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de m\u00e1rtir da revolu\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Pessoa foi enterrado no Rio de Janeiro e seus funerais provocaram grande como\u00e7\u00e3o popular, levando setores do Ex\u00e9rcito antes reticentes a apoiar a causa revolucion\u00e1ria.\n\nEnfim, a 3 de outubro, sob a lideran\u00e7a civil do ga\u00facho Get\u00falio Vargas e sob a chefia militar do tenente-coronel G\u00f3es Monteiro, come\u00e7aram as diversas a\u00e7\u00f5es militares. Simultaneamente deu-se in\u00edcio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul, \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o em Minas Gerais e \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o no Nordeste, os tr\u00eas pilares do movimento.\n\nCom a ocupa\u00e7\u00e3o de capitais estrat\u00e9gicas como Porto Alegre e Belo Horizonte e de diversas cidades do Nordeste, e com o deslocamento das for\u00e7as revolucion\u00e1rias ga\u00fachas em dire\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo, o presidente Washington Lu\u00eds recebeu um ultimato de um grupo de oficiais-generais, liderados por Augusto Tasso Fragoso. O grupo exigiu a ren\u00fancia do presidente. Diante de sua negativa, os militares determinaram sua pris\u00e3o e o cerco do pal\u00e1cio Guanabara, no dia 24 de outubro. A seguir, formou-se a Junta Provis\u00f3ria de governo, composta pelos generais Tasso Fragoso e Jo\u00e3o de Deus Mena Barreto e o almirante Isa\u00edas de Noronha.\n\nEm virtude do maior peso pol\u00edtico que os ga\u00fachos detinham no movimento e sob press\u00e3o das for\u00e7as revolucion\u00e1rias, a Junta finalmente decidiu transmitir o poder a Get\u00falio Vargas. Num gesto simb\u00f3lico que representou a tomada do poder, os revolucion\u00e1rios ga\u00fachos, chegando ao Rio, amarraram seus cavalos no Obelisco da avenida Rio Branco. Em 3 de novembro chegava ao fim a Primeira Rep\u00fablica e come\u00e7ava um novo per\u00edodo da hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira, com Get\u00falio Vargas \u00e0 frente do Governo Provis\u00f3rio. Era o in\u00edcio da Era Vargas. Entender o significado desse movimento, saber se representou uma ruptura ou continuidade na vida nacional, tem sido objeto de in\u00fameros livros e artigos escritos desde ent\u00e3o.\n<h4>O estado getulista (1930-1945)<\/h4>\nNo in\u00edcio dos anos 30, o governo provis\u00f3rio tratava de se firmar em meio a muitas incertezas. A crise mundial trazia como conseq\u00fc\u00eancia uma produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola sem mercado, a ru\u00edna de fazendeiros, o desemprego nas grandes cidades.\n\n<strong>As dificuldades financeiras cresciam:<\/strong> cair receita das exporta\u00e7\u00f5es e a moeda convers\u00edvel se evaporara. No plano pol\u00edtico, as oligarquias regionais vitoriosas em 30 procuravam reconstruir o estado nos velhos moldes. Os &#8220;Tenentes&#8221; se opunham a isso e apoiavam Get\u00falio em seu prop\u00f3sito de refor\u00e7ar o poder central. Ao mesmo tempo, por\u00e9m, representavam uma corrente dif\u00edcil de controlar que colocar em risco a hierarquia no interior do ex\u00e9rcito.\n\n<strong>A colabora\u00e7\u00e3o entre estado e igreja<\/strong>\n\nUma importante base de apoio do governo foi a igreja cat\u00f3lica. Um marco simb\u00f3lico foi a inaugura\u00e7\u00e3o do Cristo Redentor em 1931. A igreja levou a massa da popula\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica a apoiar o novo governo. Este, em troca, tomou medidas importantes em seu favor, destacando-se um decreto, que permitiu o ensino da religi\u00e3o nas escolas p\u00fablicas.\n\n<strong>A Centraliza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nAs medidas centralizadoras do governo provis\u00f3rio surgiram desde cedo. Em novembro de 30 ele dissolveu o congresso nacional, os legislativos estaduais e municipais. Todos os antigos governadores, com exce\u00e7\u00e3o do novo governador eleito de Minas, foram demitidos e, em seu lugar, nomeados interventores federais.\n\n<strong>O Governo Provis\u00f3rio<\/strong>\n\nA ascens\u00e3o de Vargas ao poder acarretou a suspens\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1891. O novo governo governaria por meio dos decretos-lei (atos do executivo com for\u00e7a de lei), j\u00e1 que todos os \u00f3rg\u00e3os legislativos foram dissolvidos. Foram nomeados interventores para os Estados, reorganizando o poder em cada ente federado.\n\n<strong>A Uni\u00e3o passou a dispor de dois novos minist\u00e9rios:<\/strong> o do Trabalho, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, e o de Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade. A estrutura do poder judici\u00e1rio tamb\u00e9m foi alterada, sendo criadas as justi\u00e7as especializadas do Trabalho, Eleitoral e a Militar.\n\nVargas visava com seu governo unir os in\u00fameros setores que o apoiaram, formando um governo de coaliz\u00e3o, uma vez que nenhuma das for\u00e7as pol\u00edticas obtinha poder suficiente para assumir o controle isoladamente. Foi o chamado &#8220;Estado de Compromisso&#8221;.\n\nCom vistas a solucionar a grave crise no setor cafeeiro devido \u00e0 superprodu\u00e7\u00e3o, o governo foi obrigado a queimar sacas de caf\u00e9. A id\u00e9ia era manter o pre\u00e7o em cota\u00e7\u00f5es m\u00ednimas.\n\nA despeito da industrializa\u00e7\u00e3o por que o Brasil passou nas d\u00e9cadas de 30 e 40, at\u00e9 a d\u00e9cada de 50 o caf\u00e9 continuou sendo nosso principal produto.\n\nA protela\u00e7\u00e3o de uma Constitui\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds e a insatisfa\u00e7\u00e3o com o interventor do Estado de S\u00e3o Paulo geraram a Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932, que compeliu Vargas \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o de uma Constituinte.\n\nNo segundo ano de seu governo, os liberais paulistas se uniram aos conservadores para exigir uma constituinte e elei\u00e7\u00f5es. Foram vencidos, mas a Constitui\u00e7\u00e3o foi votada em 1934 e Vargas confirmado presidente pelo Congresso. Em 1935, a Intentona Comunista pretendeu levar os comunistas ao poder com um golpe, mas Vargas os venceu.\n\nAs elei\u00e7\u00f5es da Constituinte se realizaram, possuindo um grande contingente de representantes as antigas oligarquias, apesar de em n\u00famero menor estarem representantes classistas eleitos por sindicatos. Havia ainda uma perigosa corrente que, n\u00e3o obstante reconhecessem as falhas do antigo regime, preconizavam um Estado forte, regulador das tens\u00f5es sociais, dirigido por uma elite pol\u00edtica transformadora (mais fascista). A nova Constitui\u00e7\u00e3o foi portanto uma soma destas tr\u00eas tend\u00eancias.\n\n<strong>O processo pol\u00edtico (1930-1934)<\/strong>\n\n<strong>Dois pontos inter-relacionados s\u00e3o importante este na defini\u00e7\u00e3o do processo pol\u00edtico entre 1930 e 1934<\/strong>: a quest\u00e3o do tenentismo e a luta entre o poder central e os grupos regionais.\n\n<strong>Constitui\u00e7\u00e3o de 1934<\/strong>\n\n<strong>S\u00e3o as mais importantes caracter\u00edsticas da Carta de 1934 as seguintes:<\/strong>\n<blockquote>Poder executivo com direito de interven\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas pol\u00edtica e econ\u00f4mica. Os minist\u00e9rios deveriam adotar uma assessoria t\u00e9cnica\n\nO cargo de Vice-presidente foi extinto\n\nAs mulheres passaram a ter direito a voto\n\nVoto secreto universal. Havia deputados eleitos indiretamente por sindicatos (deputados classistas)\n\nOnda de nacionalismo (limita\u00e7\u00e3o a imigra\u00e7\u00e3o, nacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas de seguros, do subsolo nacional) e das comunica\u00e7\u00f5es (restrito inicialmente \u00e0 imprensa)\n\nEstabelecimento da Justi\u00e7a Trabalhista, concedendo os primeiros direitos trabalhistas\n\nCria\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Eleitoral (garantindo a lisura das elei\u00e7\u00f5es) e da Justi\u00e7a Militar\n\n<strong>Elei\u00e7\u00f5es indiretas para o 1o. Presidente constitucional:<\/strong> vence Get\u00falio Vargas, derrotando Borges de Medeiros.<\/blockquote>\nO Tenentismo \u00e9, assim, completamente superado, pois suas antigas propostas s\u00e3o esvaziadas atrav\u00e9s das conquistas da nova Constitui\u00e7\u00e3o. As oligarquias conservadoras est\u00e3o garantidas e restauradas no poder e os &#8220;direitistas&#8221; satisfeitos com o poder do Estado, regulador das tens\u00f5es.\n\n<strong>Era evidente a troca de classe dominante:<\/strong> antes a oligarquia cafeeira, agora industriais, classe m\u00e9dia e militares. A nova constitui\u00e7\u00e3o precisaria refletir isso. Na Europa, os regimes fascistas e autorit\u00e1rios estavam em ascens\u00e3o. A influ\u00eancia da constitui\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de 1919 (a da chamada &#8220;Rep\u00fablica de Weimar&#8221;), que estabelecia uma rep\u00fablica federalista com executivo forte, foi muito grande. Tamb\u00e9m a constitui\u00e7\u00e3o da Espanha de 1931 (que na \u00e9poca era uma rep\u00fablica igualmente federalista) foi fonte de inspira\u00e7\u00e3o para os criadores da carta brasileira.\n\nA partir de 1934, crescem no Brasil duas tend\u00eancias pol\u00edticas. A primeira delas era o nazi-fascismo; a segunda, o socialismo marxista. Ambas criticavam o Estado burgu\u00eas-liberal e a &#8220;democracia&#8221; por ele desenvolvida. Contudo elas possu\u00edam diferen\u00e7as inconcili\u00e1veis. Conv\u00e9m destacar a import\u00e2ncia desses dois grupos pol\u00edticos para nossa Hist\u00f3ria, j\u00e1 que foram os primeiros grupos surgidos imbu\u00eddos de uma ideologia, superando os projetos pret\u00e9ritos, puramente regionalistas.\n\nO fascismo brasileiro (Integralismo), conhecido pela sigla de AIB (A\u00e7\u00e3o Integralista Brasileira), foi criado por Pl\u00ednio Salgado em 1932. Preconizava a cria\u00e7\u00e3o de um Estado ditatorial ultranacionalista e anticomunista. Este fascismo caboclo impressionava a classe m\u00e9dia, o alto clero e parcelas reacion\u00e1rias da sociedade em geral. Seu lema era a trilogia &#8220;Deus, p\u00e1tria e fam\u00edlia&#8221;. Os integralistas alimentavam o sonho de atingir o poder com o apoio de Vargas.\n\nA corrente contr\u00e1ria denominava-se ANL (Alian\u00e7a Nacional Libertadora). Congregava as oposi\u00e7\u00f5es a Vargas, tendo uma linha discretamente socialista marxista.\n\nA ANL opunha-se a todos os totalitarismo de direita, preconizava a cria\u00e7\u00e3o de um Estado democr\u00e1tico, popular, o cancelamento do pagamento da d\u00edvida externa, a efetua\u00e7\u00e3o de uma reforma agr\u00e1ria e a nacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas estrangeiras. O crescimento da ANL, sob o comando de Lu\u00eds Carlos Prestes, incomodava as elites dirigentes e as que sonhavam com o poder (a AIB, por exemplo).\n\nVargas, pressionado pelas oligarquias, inicia a repress\u00e3o aos membros da ANL, obrigando-os a agir na clandestinidade. O Partido Comunista do Brasileiro que se associara \u00e0 ANL opta pela revolu\u00e7\u00e3o armada para tomar o poder. Um levante difuso, heterog\u00eaneo, mal planejado, mal executado, ao final de novembro de 1935 \u00e9 sufocado por Get\u00falio, que decreta estado de s\u00edtio. O levante \u00e9 conhecido com o nome de Intentona Comunista. O estado de s\u00edtio se prolonga at\u00e9 o ano seguinte. Toda a oposi\u00e7\u00e3o de esquerda foi violentamente reprimida.\n\nNo plano econ\u00f4mico, Vargas era um tanto nacionalista, evitando ao m\u00e1ximo a entrada de capital estrangeiro. Foi nesse per\u00edodo tamb\u00e9m que aumentou sobremodo a interven\u00e7\u00e3o estatal na economia. O Estado participava como planejador econ\u00f4mico. Posteriormente, durante o Estado Novo, o Estado passou a ter grandes empresas e a participar da economia n\u00e3o s\u00f3 por meio do planejamento, mas tamb\u00e9m como um investidor.\n\nNo in\u00edcio de 1937, as v\u00e1rias correntes pol\u00edticas iniciam a movimenta\u00e7\u00e3o para as elei\u00e7\u00f5es \u00e0 presid\u00eancia.\n\n<strong>S\u00e3o lan\u00e7ados candidatos: <\/strong>Armando Sales (oligarquias paulistas), Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida (paraibano, apoiado pelos &#8220;getulistas&#8221;) e Pl\u00ednio Salgado (for\u00e7as de ultradireita).\n\n<strong>No entanto, ningu\u00e9m conta com o apoio concreto de Vargas, e por um motivo simples:<\/strong> ele n\u00e3o queria sair da presid\u00eancia. Para tanto, contava com o apoio dos grupos dominantes conservadores (temerosos do comunismo), dos integralistas (defensores de um Estado forte) e de militares, como o Ministro da Guerra (Eurico Gaspar Dutra), o chefe do Estado-Maior (Goes Monteiro) e o Secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Rio de Janeiro (Filinto Muller).\n\nOs pol\u00edticos come\u00e7aram a desconfiar dos planos continuistas de Vargas logo que ele come\u00e7ou a afastar militares legalistas do comando de \u00e1reas estrat\u00e9gicas e, em seus lugares, nomeou oficiais de sua confian\u00e7a.\n\n<strong>Para dar mais &#8220;veracidade&#8221; \u00e0 necessidade de um golpe, o governo forjou um plano mirabolante, pelo qual os comunistas tomariam o poder:<\/strong> era o Plano Cohen. A fobia ao comunismo decorrente de h\u00e1bil propaganda propiciou ao governo conseguir a decreta\u00e7\u00e3o de um &#8220;estado de guerra&#8221; em plena paz e a ades\u00e3o de v\u00e1rios governadores.\n\nNeutralizadas as oposi\u00e7\u00f5es de esquerda (desde 35 abatidas), n\u00e3o foi dif\u00edcil para Vargas esvaziar a resist\u00eancia liberal. A 10 de novembro de 1937, pretextando a &#8220;salva\u00e7\u00e3o nacional&#8221; contra o perigo comunista, o Congresso foi cercado, a resist\u00eancia liberal dominada e uma Constitui\u00e7\u00e3o outorgada, a Polaca (redigida por Francisco Campos). Come\u00e7a a\u00ed a segunda fase do governo Get\u00falio Vargas, o Estado Novo. O pouco de abertura que restava foi fechado.\n\n<strong>A pol\u00edtica do caf\u00e9<\/strong>\n\nVargas tratou de concentrar a pol\u00edtica do caf\u00e9 em suas m\u00e3os. Em maio de 1931, criou um novo \u00f3rg\u00e3o federal, o Conselho Nacional do Caf\u00e9 (CNC), que era constitu\u00eddo por delegados dos estados produtores. Em 1933, o \u00f3rg\u00e3o foi extinto e substitu\u00eddo pelo Departamento Nacional do Caf\u00e9 (DNC), processando-se ent\u00e3o, efetivamente, a federaliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica cafeeira. Os diretores do DNC eram nomeados pelo ministro da fazenda.\n\nO que fazer com a parte dos estoques atuais e futuros que n\u00e3o encontravam coloca\u00e7\u00e3o no mercado internacional?\n\n<strong>A resposta surgiu em julho de 1931: <\/strong>o governo compraria o caf\u00e9 com a receita derivada do imposto de exporta\u00e7\u00e3o, e do confisco cambial, e destruiria fisicamente uma parte do produto. Tratava assim de reduzir a oferta e sustentar os pre\u00e7os. A destrui\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 terminou em 1944.\n\nOs problemas do caf\u00e9 vinculam-se estreitamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o financeira do pa\u00eds. Esta tornou-se insustent\u00e1vel em meados de 1931. Em setembro daquele ano, os pagamentos relativos \u00e0 d\u00edvida p\u00fablica externa foram suspensos e reintroduziu-se o monop\u00f3lio cambial do Banco do Brasil.\n\n<strong>A pol\u00edtica trabalhista<\/strong>\n\nUm dos aspectos mais coerentes do governo Vargas foi a pol\u00edtica trabalhista. Ela teve por objetivos principais reprimir os esfor\u00e7os organizat\u00f3rios da classe trabalhadora urbana fora do controle do estado e atra\u00ed-la para o apoio difuso ao governo. A repress\u00e3o se abateu sobre partidos e organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, especialmente o PCB, logo ap\u00f3s 1930. Ela se tornou mesmo mais sistem\u00e1tica do que durante a primeira rep\u00fablica.\n\nA espor\u00e1dica aten\u00e7\u00e3o ao problema da classe trabalhadora urbana na d\u00e9cada de 20 deu lugar, no per\u00edodo getulista, a uma pol\u00edtica governamental espec\u00edfica. Em novembro de 30, foi criado o Minist\u00e9rio do Trabalho, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio.\n\nA pol\u00edtica trabalhista do governo Vargas constitui um n\u00edtido exemplo de uma ampla iniciativa que n\u00e3o derivou das press\u00f5es de uma classe social e sim da a\u00e7\u00e3o do estado.\n\nEm fins de 33, o velho sindicalismo aut\u00f4nomo desaparecera, e os sindicatos, bem ou mal, tinham-se enquadrado na legisla\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>O tenentismo e a luta contra as oligarquias<\/strong>\n\nCom a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o de 30, os &#8221; tenentes&#8221; passaram a fazer parte do governo e formularam um programa mais claro do que at\u00e9 ent\u00e3o tinham expresso.\n\nPara realiza\u00e7\u00e3o destas reformas, diziam os \u0093tenentes\u0094, era necess\u00e1rio contar com governo federal centralizado e est\u00e1vel. Distanciando-se claramente dos pontos de vista liberais, defendiam o prolongamento da ditadura Vargas e a elabora\u00e7\u00e3o de uma constitui\u00e7\u00e3o que estabelecesse a representa\u00e7\u00e3o por classe, isto \u00e9, a representa\u00e7\u00e3o de empregadores e empregados, ao lado da representa\u00e7\u00e3o individual. Na \u00faltima hip\u00f3tese, haveria um mesmo n\u00famero de representantes para cada estado. Get\u00falio tratou de utilizar os quadros tenentistas como instrumento de luta contra o predom\u00ednio das oligarquias estaduais do nordeste e S\u00e3o Paulo. Entretanto, sem ter condi\u00e7\u00f5es nem inten\u00e7\u00e3o de realizar grandes transforma\u00e7\u00f5es, os &#8220;Tenentes&#8221; acabariam por chegar a um entendimento com setores da classe dominante regional.\n\nEm S\u00e3o Paulo, a inabilidade do governo federal concorreu para a deflagra\u00e7\u00e3o de uma guerra civil, a revolu\u00e7\u00e3o constitucionalista de 1932. Negando as pretens\u00f5es do PD, Get\u00falio marginalizou a elite paulista, nomeando interventor o tenente Jo\u00e3o Alberto.\n\nApesar de contar com a simpatia de alguns n\u00facleos do setor agr\u00e1rio, da classe m\u00e9dia e dos oper\u00e1rios, os &#8220;Tenentes&#8221; tiveram contra si a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo.\n\n<strong>Este \u00e9 ali\u00e1s um bom exemplo de como n\u00e3o podemos falar do tenentismo como express\u00e3o da classe m\u00e9dia:<\/strong> em S\u00e3o Paulo, o movimento militar foi para um lado; e a classe social foi para o outro.\n\nA elite de S\u00e3o Paulo defendia a constitucionaliza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, a partir dos princ\u00edpios da democracia liberal. Como medida transit\u00f3ria, exigia a nomea\u00e7\u00e3o de um interventor civil e paulista. A bandeira da constitucionaliza\u00e7\u00e3o e da autonomia sensibilizou amplos setores da popula\u00e7\u00e3o e facilitou a aproxima\u00e7\u00e3o do PRP e do PD. Isso ocorreu com a forma\u00e7\u00e3o da frente \u00fanica paulista, em fevereiro de 1932.\n\n<strong>C\u00f3digo eleitoral de 1932<\/strong>\n<blockquote>Obrigatoriedade do voto e seu car\u00e1ter secreto\n\nDireito do voto das mulheres\n\nLegislativo seria proporcional\n\nRepresenta\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os e representa\u00e7\u00e3o profissional\n\nContribuiu para estabilizar o processo das elei\u00e7\u00f5es e pelo menos reduzir fraudes.<\/blockquote>\n<strong>A revolu\u00e7\u00e3o de 1932<\/strong>\n\nEm mar\u00e7o de 1932, a frente \u00fanica ga\u00facha rompeu com Get\u00falio. Isso levou os grupos que j\u00e1 conspiravam em S\u00e3o Paulo, em sua maioria ligados ao PD, a acelerar os preparativos para uma revolu\u00e7\u00e3o.\n\nA 9 de junho de 1932, estourou em S\u00e3o Paulo a revolu\u00e7\u00e3o contra o governo federal. O esperado apoio do Rio Grande do Sul e de Minas n\u00e3o veio. O plano dos revolucion\u00e1rios era realizar um ataque fulminante contra a capital da rep\u00fablica, colocando governo federal diante da necessidade de negociar ou capitular. Mas o plano falhou.\n\nO movimento de 32 uniu diferentes setores sociais, da cafeicultura \u00e0 classe m\u00e9dia passando pelos industriais. S\u00f3 a classe oper\u00e1ria organizada ficou \u00e0 margem dos acontecimentos.\n\nA superioridade militar dos governistas era evidente. Apesar do desequil\u00edbrio de for\u00e7as, a luta durou quase tr\u00eas meses. A for\u00e7a p\u00fablica decidiu render-se, em um gesto que poupou vidas e p\u00f4s fim \u00e0s \u00faltimas esperan\u00e7as de resist\u00eancia.\n\nOs pol\u00edticos paulistas, sobretudo os dirigentes do P.R.P. (Partido Republicano Paulista), n\u00e3o se conformaram com a vit\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o de 30.\n\n<strong>A nomea\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Alberto como interventor de S\u00e3o Paulo, propiciou-lhes motivos para o desencadeamento de uma grande propaganda contra o governo federal, na qual se destacavam lemas bem elucidativos:<\/strong> &#8220;S\u00e3o Paulo conquistado!!&#8221;, &#8220;S\u00e3o Paulo dominado por gente estranha!&#8221;, &#8220;Convoca\u00e7\u00e3o imediata da Constituinte!&#8221;, &#8220;Tudo pela Constitui\u00e7\u00e3o!&#8221; Embora Jo\u00e3o Alberto, sentindo dificuldades para administrar o Estado, pedisse demiss\u00e3o, e seguidamente ocupassem a interventoria de S\u00e3o Paulo o magistrado Laudo de Camargo, o general Manuel Rabelo e o antigo diplomata Pedro de Toledo, a onda de agita\u00e7\u00e3o e descontentamento prosseguiu. Particularmente entre os estudantes das escolas superiores paulistas repercutiria a campanha. Esquecendo suas velhas rivalidades, uniram-se o &#8220;perrepistas&#8221;, ou membros do PRP, aos &#8220;democr\u00e1ticos&#8221;, componentes do antigo Partido Democr\u00e1tico, formando-se ent\u00e3o uma nova &#8220;Frente \u00danica&#8221;.\n\nMesmo diante da promessa de elei\u00e7\u00f5es, de nova Constitui\u00e7\u00e3o e a nomea\u00e7\u00e3o de interventor paulista para S\u00e3o Paulo, o Estado do caf\u00e9 se levanta contra a Revolu\u00e7\u00e3o de 30.\n\nA guerra paulista teve um lado voltado para o passado e outro para o futuro. A bandeira da constitucionaliza\u00e7\u00e3o abrigou tanto os que esperavam retroceder \u00e1s formas olig\u00e1rquicas de poder como os que pretendiam estabelecer uma democracia liberal no pa\u00eds. Embora vitorioso, o governo percebeu mais claramente a impossibilidade de ignorar a elite paulista.\n\n<strong>Em agosto de 33, Get\u00falio nomeou afinal o interventor civil e paulista, no pleno sentido da express\u00e3o: <\/strong>Armando de Salles Oliveira, com v\u00ednculos no PD.\n\nGet\u00falio vence a Revolu\u00e7\u00e3o, mas mesmo assim o governo percebeu que era dif\u00edcil governar sem as oligarquias paulistas. Ademais, os militares legalistas n\u00e3o viam com simpatia as reivindica\u00e7\u00f5es dos tenentes &#8220;mais \u00e0 esquerda&#8221;. Para n\u00e3o perder o poder, Vargas convoca uma Constituinte visando a conciliar as diversas tend\u00eancias.\n\nA revolta paulista alertou o governo de que era chegado o momento de p\u00f4r um fim ao car\u00e1ter revolucion\u00e1rio do regime. Foi o que ocorreu em maio do ano seguinte, quando finalmente se realizaram as elei\u00e7\u00f5es para a Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte, que iria preparar a Constitui\u00e7\u00e3o de 1934.\n\nO estado de S\u00e3o Paulo havia sido a principal base pol\u00edtica do regime da Primeira Rep\u00fablica, e por isso era visto por v\u00e1rios membros do Governo Provis\u00f3rio como um potencial foco oposicionista.\n\n<strong>Vargas emitiu dois sinais claros de que estava disposto a uma nova composi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com os paulistas:<\/strong> nomeou interventor o paulista e civil Armando de Sales Oliveira (agosto de 1933) e adotou medidas que permitiram o rescalonamento das d\u00edvidas dos agricultores em crise.\n\nNo governo de Armando Sales, as elites pol\u00edticas paulistas procuraram se reorganizar. O novo interventor teve um papel decisivo nesse processo, reconstruindo o aparelho administrativo paulista, destro\u00e7ado ap\u00f3s anos de instabilidade pol\u00edtica.\n\n<strong>A constitucionaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nAo longo de 1933, o tenentismo foi-se desagregando como movimento. Uma parte dos \u0093tenentes\u0094 subordina-se ao governo Vargas, enquanto outros foram engrossar os partidos de direita e esquerda.\n\nO governo provis\u00f3rio decidiu constitucionalizar o pa\u00eds, realizando elei\u00e7\u00f5es para a assembl\u00e9ia nacional constituinte em maio de 33. O resultado das urnas mostrou a for\u00e7a das elites regionais.\n\nA nova constitui\u00e7\u00e3o foi promulgada em julho de 1934. Ela se assemelhava \u00e0 de 1891 ao estabelecer uma rep\u00fablica federativa. O modelo inspirador era constitui\u00e7\u00e3o de Weimar. Tr\u00eas t\u00edtulos inexistentes nas constitui\u00e7\u00f5es anteriores tratavam da ordem econ\u00f4mica e social; da fam\u00edlia, educa\u00e7\u00e3o e cultura; e da seguran\u00e7a nacional. Aparecia pela primeira vez o tema da seguran\u00e7a nacional.\n\nA 15 de junho de 1934, pelo voto indireto da assembl\u00e9ia nacional constituinte, Vargas foi eleito presidente da rep\u00fablica, devendo exercer o mandato at\u00e9 3 de maio de 1938. Da\u00ed para frente, haveria elei\u00e7\u00f5es diretas para a presid\u00eancia.\n\n<strong>A gesta\u00e7\u00e3o do estado Novo<\/strong>\n\n<strong>O autoritarismo e a moderniza\u00e7\u00e3o conservadora<\/strong>\n\nA corrente autorit\u00e1ria ganhou for\u00e7a no Brasil dos anos 30. Devemos distinguir entre o padr\u00e3o autorit\u00e1rio geral e a corrente autorit\u00e1ria, em sentido ideol\u00f3gico mais preciso. A corrente autorit\u00e1ria assumiu com toda conseq\u00fc\u00eancia a perspectiva do que se denomina moderniza\u00e7\u00e3o conservadora, ou seja, o ponto de vista de que, em um pa\u00eds desarticulado como o Brasil, cabia ao estado organizar a na\u00e7\u00e3o para promover dentro da ordem desenvolvimento econ\u00f4mico e o bem-estar geral. O estado autorit\u00e1rio poria fim aos conflitos sociais, \u00e0s lutas partid\u00e1rias, aos excessos da liberdade de express\u00e3o que s\u00f3 serviam para enfraquecer o pa\u00eds.\n\nHavia tra\u00e7os comuns entre a corrente autorit\u00e1ria e o integralismo totalit\u00e1rio, mas eles n\u00e3o eram id\u00eanticos. A corrente autorit\u00e1ria n\u00e3o apostava no partido e sim no estado; e n\u00e3o acreditava na mobiliza\u00e7\u00e3o em grande escala da sociedade, mas na clarivid\u00eancia de alguns homens. Os autorit\u00e1rio se localizava no interior do estado.\n\nTiveram sua express\u00e3o maior na c\u00fapula das for\u00e7as armadas.\n\n<strong>O fortalecimento do ex\u00e9rcito<\/strong>\n\nO fortalecimento das for\u00e7as armadas, especialmente o ex\u00e9rcito, foi uma das caracter\u00edsticas mais importantes dos anos 1930-1945. Ele se deu conta de n\u00famero de efetivos quanto em reequipamento e posi\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio. Comparativamente, as for\u00e7as p\u00fablicas estaduais perderam terreno.\n\nN\u00e3o s\u00f3 o tenentismo era um problema mas tamb\u00e9m a exist\u00eancia na ativa de muitos integrantes da alta hierarquia, simp\u00e1ticos \u00e0 rep\u00fablica velha. O pr\u00f3prio chefe militar da revolu\u00e7\u00e3o, G\u00f3is Monteiro, tinha apenas o posto de tenente-coronel. Foi necess\u00e1rio dar-lhe tr\u00eas promo\u00e7\u00f5es em pouco mais de um ano para conduzi-lo ao generalato.\n\nA revolu\u00e7\u00e3o de 1932 contribuiu para a depura\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito. Assim se consolidou um grupo leal a Get\u00falio Vargas.\n\n<strong>O processo pol\u00edtico (1934-1937)<\/strong>\n\n1934 foi marcado por reivindica\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias. As campanhas contra o fascismo ganharam \u00edmpeto, culminando com um violento choque entre anti-fascistas e integralistas em S\u00e3o Paulo, em outubro de 34. O governo respondeu propondo ao Congresso, no in\u00edcio de 35, uma lei de seguran\u00e7a nacional (LSN).\n\n<strong>ANL &#8211; Alian\u00e7a nacional libertadora<\/strong>\n<blockquote><strong>Presidente de honra: <\/strong>Luiz Carlos Prestes\n\nComunistas e &#8220;Tenentes&#8221; de esquerda\n\nPrograma de conte\u00fado nacionalista\n\nEm poucos meses ganhou bastante proje\u00e7\u00e3o\n\nEm julho de 35 contava com 70 a 100.000 pessoas<\/blockquote>\nCom o crescimento do fascismo na Europa e do integralismo no Brasil, as lideran\u00e7as pol\u00edticas democr\u00e1ticas e de esquerda decidiram reproduzir no pa\u00eds o modelo das frentes populares europ\u00e9ias. Com esse escopo, em mar\u00e7o de 1935 foi criada no Rio de Janeiro a ANL, constitu\u00edda de ex-tenentes, de comunistas, de socialistas, de l\u00edderes sindicais e de liberais exclu\u00eddos do poder. A Alian\u00e7a aprovou um programa de reformas sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas, que inclu\u00eda aumento dos sal\u00e1rios, nacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas estrangeiras, prote\u00e7\u00e3o aos pequenos e m\u00e9dios propriet\u00e1rios e defesa das liberdades p\u00fablicas. Lu\u00eds Carlos Prestes foi convidado para a presid\u00eancia de honra da organiza\u00e7\u00e3o.\n\nA ANL cresceu t\u00e3o rapidamente quanto sua advers\u00e1ria, a AIB (A\u00e7\u00e3o Integralista Brasileira). Os confrontos entre militantes comunistas e integralistas tornaram-se cada vez mais freq\u00fcentes. Aproveitando o apoio de parte da sociedade \u00e0 causa antifascista, Prestes lan\u00e7ou em julho de 1935, em nome da ANL, um documento que requeria a ren\u00fancia do Presidente Get\u00falio Vargas. Em repres\u00e1lia, o governo decretou a ilegalidade da ANL. Impedida de atuar publicamente, a organiza\u00e7\u00e3o perdeu muito de sua for\u00e7a.\n\n<strong>A tentativa de golpe comunista (intentona comunista \u0096 1935)<\/strong>\n\nO governo que j\u00e1 vinha reprimindo as atividades da ANL obteve uma excelente raz\u00e3o para fech\u00e1-la. Isso ocorreu por decreto em 11 de julho de 1935. Da\u00ed para frente, enquanto se sucediam muitas pris\u00f5es, o PCB come\u00e7ou os preparativos para uma insurrei\u00e7\u00e3o. Eles resultaram na tentativa de golpe militar de novembro de 35. Em si mesmo, o levante de 35, que lembra as revoltas tenentistas da d\u00e9cada de 20, foi um fracasso.\n\nO epis\u00f3dio de 1935 teve s\u00e9rias conseq\u00fc\u00eancias, pois abriu caminho para amplas medidas repressivas e para a escalada autorit\u00e1ria. O fantasma do comunismo internacional ganhou enormes propor\u00e7\u00f5es.\n\nA intentona comunista foi uma insurrei\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar promovida pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), em novembro de 1935, com o objetivo de derrubar o Presidente Get\u00falio Vargas e instalar um governo socialista no Brasil.\n\nO estado de guerra, a que foi equiparado o estado de s\u00edtio, seria sucessivamente prorrogado, at\u00e9 junho de 1937. Em mar\u00e7o de 36, a pol\u00edcia invadiu o congresso e prendeu cinco parlamentares, que tinham apoiado a ANL ou simplesmente demonstrado simpatia por ela. O congresso aceitou a justifica\u00e7\u00e3o para as pris\u00f5es e autorizou processo contra os presos. Ao mesmo tempo, criaram-se \u00f3rg\u00e3os espec\u00edficos para repress\u00e3o. O congresso aprovou uma lei que institu\u00eda o tribunal de seguran\u00e7a nacional, que acabou se transformando em um \u00f3rg\u00e3o permanente que existiu durante todo o Estado Novo.\n\n<strong>As candidaturas para as elei\u00e7\u00f5es de 1938<\/strong>\n<blockquote>Elei\u00e7\u00f5es presidenciais marcadas para janeiro de 1938.\n\n3 Candidatos, nenhum da confian\u00e7a de Get\u00falio<\/blockquote>\n<strong>O plano Cohen<\/strong>\n<blockquote>Pretexto para reacender o clima golpista\n\nSetembro de 37 &#8211; o capit\u00e3o Mour\u00e3o Filho, um oficial integralista, foi surpreendido, ou deixou-se surpreender, datilografando no minist\u00e9rio da guerra um plano de insurrei\u00e7\u00e3o comunista.\n\nDe obra de fic\u00e7\u00e3o, o documento foi transformado em realidade, passando das m\u00e3os dos integralistas \u00e0 c\u00fapula do ex\u00e9rcito.\n\nOs efeitos da divulga\u00e7\u00e3o do plano Cohen foram imediatos. O congresso aprovou o estado de guerra e a suspens\u00e3o das garantias constitucionais por 90 dias.<\/blockquote>\nFonte: boilingneurons.com\n<h6>Governo Provis\u00f3rio<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n<strong>Governo Provis\u00f3rio &#8211; (1889-1891)<\/strong>\n\nO Marechal Deodoro da Fonseca assume como chefe do governo.\n\n<strong>Principais atos:<\/strong>\n<blockquote>Banimento da fam\u00edlia real\n\nProv\u00edncias passam a denominar-se estados\n\nAdo\u00e7\u00e3o das ideias positivistas ? d\u00edstico da bandeira \u0093Ordem e Progresso\u0094\n\nSepara\u00e7\u00e3o do Estado e da Igreja\n\nCria\u00e7\u00e3o do Registro Civil\n\nGrande naturaliza\u00e7\u00e3o<\/blockquote>\n<strong>Encilhamento<\/strong>\n\nRui Barboza, ministro da Fazenda, executou uma reforma financeira em 1890 que autorizava a pluriemiss\u00e3o pelos bancos para estimular a industrializa\u00e7\u00e3o.\n\nAo contr\u00e1rio do que se desejava, provocou uma imensa especula\u00e7\u00e3o financeira, levando o mercado de a\u00e7\u00f5es a ter um crescimento extraordin\u00e1rio. Por\u00e9m, a expans\u00e3o do setor industrial n\u00e3o ocorreu. Sem a sustenta\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o industrial, o mercado entrou em crise.\n\n<strong>Constitui\u00e7\u00e3o de 1891 e suas caracter\u00edsticas<\/strong>\n<blockquote>Federativa\n\nPresidencialista\n\nExist\u00eancia dos tr\u00eas poderes ? Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio\n\nVoto masculino, maiores de 21 anos.\n\nDisposi\u00e7\u00f5es Transit\u00f3rias? o primeiro presidente e seu vice seriam eleitos indiretamente, ou seja, pelo Congresso.<\/blockquote>\n<strong>OBS<\/strong>\n\n<strong>Art. 42: <\/strong>na vaga da presid\u00eancia, no primeiro ano de mandato, o vice deveria convocar novas elei\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Governo de Deodoro da Fonseca &#8211; (1891)<\/strong>\n\nDe acordo com as Disposi\u00e7\u00f5es Transit\u00f3rias, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, seu vice s\u00e3o eleitos.\n\nA acirrada disputa da presid\u00eancia entre Deodoro e Prudente de Morais j\u00e1 demonstrava a profunda divis\u00e3o de for\u00e7as. Sendo agravada pelo desinteresse do marechal em rela\u00e7\u00e3o ao setor industrial e suas alian\u00e7as com setores monarquistas ? indica\u00e7\u00e3o do Bar\u00e3o de Lucena para compor seu minist\u00e9rio. O que provocou o fortalecimento da oposi\u00e7\u00e3o civil e militar ao governo.\n\nNo dia 3 de novembro de 19891, Deodoro fecha o Congresso Nacional, tentando estabelecer uma ditadura.\n\nA rea\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o, como a amea\u00e7a do Almirante Cust\u00f3dio de Melo de bombardear o RJ (1\u00aa Revolta da Armada), levou o marechal a renunciar em 23 de novembro do mesmo ano.\n\n<strong>Governo de Floriano Peixoto &#8211; (1891-1894)<\/strong>\n\nReabriu o Congresso, incentivou a ind\u00fastria e tomou medidas a favor da popula\u00e7\u00e3o.\n\nO in\u00edcio da oposi\u00e7\u00e3o ao seu governo ocorreu quando foi publicado o Manifesto dos Treze Generais, exigindo que o Art. 42 fosse respeitado. Floriano reprimiu o movimento prendendo os l\u00edderes.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o Federalista<\/strong>\n\nO Rio Grande do Sul foi palco de uma guerra civil, envolvendo grupos olig\u00e1rquicos pelo controle do poder. Federalistas ou maragatos, liderados por Gaspar Silveira Martins, contra os castilhistas ou pica-paus, chefiados por J\u00falio de Castilhos, que controlavam a pol\u00edtica do Estado de maneira centralizada. Floriano interveio em favor de J\u00falio e isso levou a oposi\u00e7\u00e3o a apoiar os federalistas.\n\nAs tropas federalistas que marcharam do Rio Grande do Sul em dire\u00e7\u00e3o ao Rio foram derrotadas no Paran\u00e1.\n\n<strong>2\u00aa Revolta da Armada<\/strong>\n\nTamb\u00e9m liderada por Cust\u00f3dio de Melo, que tentava manipular Floriano, amea\u00e7ando-o na tentativa de ter maior influ\u00eancia em seu governo. A marinha fracassa na tentativa de ocupar o RJ.\n\nEssas duas causaram s\u00e9rias dificuldades ao governo, mas n\u00e3o afastou Floriano. O rigor ante os dois movimentos valeu o apelido de Marechal de Ferro.\n\nFloriano passa a presid\u00eancia \u00e0 Prudente de Morais, devido ao PRP ( Partido Republicano Paulista) que o apoiaram para n\u00e3o serem prejudicados enquanto preparavam um amplo esquema pol\u00edtico que permitisse colocar no poder algu\u00e9m afinado com os interesses agr\u00e1rios.\n\n<strong>Governo de Prudente de Morais &#8211; (1894-1898)<\/strong>\n\nGoverno marcado por turbul\u00eancias. Uma das primeiras quest\u00f5es que teve de resolver foi a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista, assinando a paz com os rebeldes. Outro grave problema foi a Guerra de Canudos.\n\n<strong>Governo de Campos Sales &#8211; (1898-1902)<\/strong>\n\nGoverno de fraudes eleitorais, visto que o voto n\u00e3o era secreto ? voto de cabresto, que ficava a cargo dos coron\u00e9is.\n\n<strong>Funding Loan:<\/strong> acordo feito com os ingleses para que fosse poss\u00edvel estabilizar a crise inflacion\u00e1ria gerada pelo encilhamento.\n<h4>Pol\u00edtica dos Governadores<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Governo Provis\u00f3rio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Govern24.jpg\" alt=\"Governo Provis\u00f3rio\" width=\"312\" height=\"179\" \/><\/p>\n<strong>Pol\u00edtica Caf\u00e9 com Leite<\/strong>\n\nS\u00e3o Paulo e Minas Gerais passam a dominar a pol\u00edtica nacional, controlando a sucess\u00e3o presidencial. Ora um paulista, ora um mineiro.\n\n<strong>Governo de Rodrigues Alves &#8211; (1902-1906)<\/strong>\n\nCentrou suas aten\u00e7\u00f5es no programa de remodela\u00e7\u00e3o e de saneamento da capital da Rep\u00fablica.\n\nOswaldo Cruz, como diretor-geral da sa\u00fade p\u00fablica, implementou o combate as epidemias. Em 1904, a obrigatoriedade da vacina\u00e7\u00e3o contra a var\u00edola levou a popula\u00e7\u00e3o carioca ao protesto nas ruas, movimento que ficou conhecido como a Revolta da Vacina.\n\n<strong>Tratado de Petr\u00f3polis:<\/strong> definia limites entre o Brasil e a Bol\u00edvia, cabendo ao Brasil a posse do Acre. A Bol\u00edvia recebeu uma compensa\u00e7\u00e3o de dois milh\u00f5es de libras esterlinas.\n\nNo \u00faltimo ano de seu governo, apesar de sua oposi\u00e7\u00e3o, foi conclu\u00eddo o Conv\u00eanio de Taubat\u00e9. Assinado por SP, MG e RJ, o conv\u00eanio instituiu a estabiliza\u00e7\u00e3o cambial e a prote\u00e7\u00e3o aos cafeicultores, cabendo ao governo comprar as safras e estocar o excedente da produ\u00e7\u00e3o? em raz\u00e3o da superprodu\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 e da quebra dos pre\u00e7os no mercado.\n\n<strong>Governo de Afonso Pena &#8211; (1906-1909)<\/strong>\n\nDeparou-se com uma situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel, resultado da administra\u00e7\u00e3o de Rodrigues Alves.\n\nEmbora desejasse a industrializa\u00e7\u00e3o, teve que se render aos interesses cafeicultores.\n\nDesenvolveu redes ferrovi\u00e1rias e modernizou portos pra o melhor escoamento do caf\u00e9.\n\nEstimulou a imigra\u00e7\u00e3o para a entrada da m\u00e3o-de-obra.\n\n<strong>Governo de Nilo Pe\u00e7anha &#8211; (1909-1910)<\/strong>\n\n\u00c9 criado o SPI- Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao \u00cdndio. Atual FUNAI.\n\n<strong>Campanha Civilista de Rui Barboza:<\/strong> As articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas envolvendo a sucess\u00e3o presidencial estabeleceram uma divis\u00e3o entre os paulistas e os mineiros. De um lado, os oligarcas de Minas e do Rio Grande do Sul apoiaram a candidatura do marechal Hermes da Fonseca. Por outro, as elites paulistas e baianas queriam o retorno de um militar, optando por Rui Barboza. ? 1\u00aa crise da Rep\u00fablica Olig\u00e1rquica.\n\n<strong>Governo de Hermes da Fonseca &#8211; (1910-1914)<\/strong>\n\n<strong>Pol\u00edtica de Salva\u00e7\u00f5es:<\/strong> consistia na demiss\u00e3o de todos os agentes pol\u00edticos que n\u00e3o fossem apoiadores de seu governo.\n\nTal per\u00edodo fora marcado por importantes rebeli\u00f5es, como a Revolta da Chibata, em 1910, no Rio, a Revolta do Juazeiro, no Cear\u00e1 e a Guerra do Contestado, em SC no ano de 1914.\n\n<strong>Governo de Venceslau Br\u00e1s &#8211; (1914-1918)<\/strong>\n\nOcorreu um surto de industrializa\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 2\u00aa Guerra Mundial, onde o Brasil se viu impossibilitado de importar produtos europeus.\n\n<strong>Governo de Epit\u00e1cio Pessoa &#8211; (1919-1922)<\/strong>\n\nO final de seu mandato foi marcado por s\u00e9rias conturba\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.\n\nEnquanto Minas e SP indicavam Artur Bernardes para a sucess\u00e3o, Rio Grande do Sul, Rio, Bahia e Pernambuco n\u00e3o concordaram e lan\u00e7aram Nilo Pe\u00e7anha? o que desencadeou a 2\u00aa crise das oligarquias.\n\n<strong>Movimento tenentista:<\/strong> movimento pol\u00edtico e militar, liderado por jovens oficiais do ex\u00e9rcito, que criticavam os costumes pol\u00edticos, partid\u00e1rios da moraliza\u00e7\u00e3o e do voto secreto. Em 1924, os tenentistas formam a Coluna Prestes.\n\n<strong>Revolta do Forte de Copacabana ou Revolta dos 18 do Forte:<\/strong> no dia 5 de julho de 1922, eclode uma Revolta tenentista na capital. Os militares tinham inten\u00e7\u00e3o de derrubar Epit\u00e1cio do poder e impedir a elei\u00e7\u00e3o de Artur.\n\n<strong>Governo de Artur Bernardes &#8211; (1922-1926)<\/strong>\n\nRecebeu um pa\u00eds em crise, amea\u00e7ado pelas constantes rebeli\u00f5es. Sendo assim, seu governo ficou marcado pela decreta\u00e7\u00e3o e pela constante renova\u00e7\u00e3o do estado de s\u00edtio.\n\n<strong>Governo de Washington Lu\u00eds &#8211; (1926-1930)<\/strong>\n\n<strong>Crise econ\u00f4mica: <\/strong>com a crise de 1929, o pre\u00e7o do caf\u00e9 desaba e as vendas paralisam.\n\nO presidente e os cafeicultores paulistas indicaram como sucessor paulista J\u00falio Prestes. MG, Para\u00edba e Rio Grande do Sul n\u00e3o concordaram e criaram a Alian\u00e7a Liberal, que lan\u00e7ou Get\u00falio Vargas e Jo\u00e3o Pessoa.\n\nJ\u00falio Prestes venceu, mas o resultado foi contestado por fraudes. O assassinato de Jo\u00e3o Pessoa agrava os movimentos de oposi\u00e7\u00e3o.\n\nGet\u00falio Vargas e outros pol\u00edticos iniciaram uma conspira\u00e7\u00e3o e o presidente foi deposto em 24 de outubro de 1930.\n\nGet\u00falio toma posse como presidente provis\u00f3rio.\n\nFonte: www.eteavare.com.br\n<h6>Governo Provis\u00f3rio<\/h6>\n<strong>ERA VARGAS<\/strong>\n\n<strong>GOVERNO PROVIS\u00d3RIO: 1930 \u0096 1934 <\/strong>\n\nO sucesso do Movimento de 1930 em enfraquecer o poder das <b>oligarquias<\/b> resultou no governo provis\u00f3rio de Get\u00falio Vargas, que contava com o apoio de representantes das oligarquias estaduais vitoriosas, setores m\u00e9dios urbanos e militares.\n\nUma novidade nessa \u00e9poca foram os <b>interventores<\/b>, os quais Get\u00falio nomeou para representar os estados, tirando grande parte da autonomia destes.\n\nA crise de 1929, que trouxera grandes problemas para o setor cafeeiro, fez com que o presidente criasse o Conselho Nacional do Caf\u00e9 (CNC). Com isso, o governo comprou o excedente do produto, retirando-o do mercado para equilibrar a oferta com a procura. Para conseguir segurar o pre\u00e7o do caf\u00e9, o governo determinou a destrui\u00e7\u00e3o de cerca de 30 milh\u00f5es de sacas deste produto, o que estabilizou seu pre\u00e7o.\n\n<b>Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932:<\/b>\n\nNa Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista, o Estado de S\u00e3o Paulo visava a derrubada do Governo Provis\u00f3rio de Get\u00falio Vargas e a promulga\u00e7\u00e3o de uma nova constitui\u00e7\u00e3o para o Brasil.\nEla foi uma resposta paulista ao Movimento de 1930, o qual acabou com a autonomia que os estados detinham conforme a vig\u00eancia da Constitui\u00e7\u00e3o de 1891.\n\nV\u00e1rios jovens morreram na luta por uma nova constitui\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Entre eles, destacam-se quatro estudantes que representam a participa\u00e7\u00e3o da juventude no conflito:<\/strong> Martins, Miragaia, Dr\u00e1uzio e Camargo, o c\u00e9lebre MMDC.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Governo Provis\u00f3rio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Govern25.jpg\" alt=\"Governo Provis\u00f3rio\" width=\"552\" height=\"347\" \/><\/p>\n<strong>Transcri\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio de Gessner Pomp\u00edlio Pomp\u00eao de Barros (MT 1896 \u0096 RJ 1960), Itapetininga, SP, p\u00e1gina 134-135, em refer\u00eancia \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932:<\/strong> 8 de agosto de 1932\n<p class=\"imagem\">\u009330\u00b0 dia de luta.\u00a0 O povo se mostra entusiasmado. \u00a0Fala-se em breve do reconhecimento do estado de beliger\u00e2ncia para S\u00e3o Paulo. \u00a0Nota-se mais coragem nos soldados, cuja correspond\u00eancia \u00e9 mais aguerrida deixando transparecer certa bravura espartana.\u0094<\/p>\n<p class=\"imagem\">Quer tenha havido ou n\u00e3o precipita\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo nesta peleja come\u00e7ada em 9 de julho, o fato \u00e9 que S\u00e3o Paulo se empolgou todo pela causa que defende e se convenceu de que deve lutar at\u00e9 o fim. \u00a0Nota-se esse pensamento nas cartas dos soldados, e nos rostos dos combatentes seja na hora do recuo como na hora do avan\u00e7o. \u00a0Parece-me que estou vivendo na antiga Sparta quando as m\u00e3es mandavam os filhos para a guerra orgulhosas deles derramarem seu sangue pela p\u00e1tria. \u00a0Se a espartana dizia aos soldados que voltavam da guerra: \u0093eu n\u00e3o quero saber se meu filho morreu; eu estou perguntando \u00e9 se Sparta venceu\u0094, \u0097 as paulistas tamb\u00e9m dizem: \u0093meu filho, bata-se por S\u00e3o Paulo e pelo Brasil\u0094. \u00a0\u0093Meu filho, v\u00e1 para a trincheira defender a honra de S\u00e3o Paulo\u0094.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Governo Provis\u00f3rio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Govern26.jpg\" alt=\"Governo Provis\u00f3rio\" width=\"224\" height=\"336\" \/><\/p>\n<strong>Not\u00edcia do JC (Jornal Cidade) de Rio Claro-SP em 27\/05\/2007:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">\u0093No \u00faltimo dia 23 de maio, 32 medalhas foram entregues a civis e militares em cerim\u00f4nia realizada no Obelisco Mausoleu do MMDC, em S\u00e3o Paulo.\nEntre eles, o tenente da PM rio-clarense Renato Lopes Gomes da Silva recebeu a condecora\u00e7\u00e3o do Comandante Geral da PM Antonio Roberto Diniz.\nA Medalha MMDC foi criada com o fim de homenagear pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas por seus relevantes servi\u00e7os prestados ao Estado de S\u00e3o Paulo e\nao culto da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932.\u0094<\/p>\n<b>GOVERNO CONSTITUCIONAL: 1934 \u0096 1937<\/b>\n\nO principal resultado da Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932 foi a press\u00e3o para a convoca\u00e7\u00e3o da Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte (ANC), que promulgou a nova Constitui\u00e7\u00e3o em 1934. Get\u00falio Vargas foi eleito de forma indireta pelos integrantes da ANC e apenas com o fim de seu mandato haveria elei\u00e7\u00f5es diretas para a presid\u00eancia.\n\nA nova Constitui\u00e7\u00e3o teve influencia da Constitui\u00e7\u00e3o alem\u00e3, a qual estipulava que o mandato presidencial seria de quatro anos e que se extinguiria o cargo de vice-presidente.\n\n<strong>Entre os novos aspectos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o anterior, podemos citar:<\/strong>\n<blockquote>a institui\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a do Trabalho, sal\u00e1rio m\u00ednimo, jornada de oito horas di\u00e1rias, repouso semanal obrigat\u00f3\u00adrio, f\u00e9rias remuneradas, indeniza\u00e7\u00e3o por dispensa sem justa causa, etc.\n\nas riquezas naturais do pa\u00eds, como jazidas minerais, quedas d&#8217;\u00e1gua capazes de gerar energia e outras, seriam propriedades do governo da Uni\u00e3o\n\na elei\u00e7\u00e3o dos candidatos aos Poderes Executivo e Legislativo passava a ser feita mediante o voto secreto dos eleitores. As mulheres adquiriam o direito de votar. Continuavam sem direito ao voto: analfabetos, mendigos, militares at\u00e9 o posto de sargento, pessoas judicialmente declaradas sem direitos pol\u00edticos. Criava-se uma Justi\u00e7a Eleitoral independente para zelar pelas elei\u00e7\u00f5es\n\nestabelece o ensino prim\u00e1rio gratuito e obrigat\u00f3rio, e regulamenta o ensino religioso como facultativo nas escolas p\u00fablicas.<\/blockquote>\n<strong>Neste per\u00edodo, em meio ao descontentamento com as repercuss\u00f5es da crise de 29 e com o governo, duas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas se formaram no Brasil:<\/strong>\n\n<strong>A A\u00e7\u00e3o Integralista Brasileira (AIB) e a Alian\u00e7a Nacional Libertadora (ANL):<\/strong>\n\n<b>AIB: Lideran\u00e7a \u0096 Pl\u00ednio Salgado \/ Orienta\u00e7\u00e3o \u0096 Direita.<\/b>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Governo Provis\u00f3rio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Govern27.jpg\" alt=\"Governo Provis\u00f3rio\" width=\"233\" height=\"329\" \/><\/p>\nA AIB era um grupo de ideologia fascista, isto \u00e9, de extrema direita. Seu principal objetivo era combater o comunismo. Defendia a implanta\u00e7\u00e3o de um governo ditatorial, autorit\u00e1rio e integral, com um partido \u00fanico.\n\n<strong>A AIB era apoiada por setores conservadores da sociedade: <\/strong>o alto clero, a c\u00fapula militar, a alta burguesia e os latifundi\u00e1rios.\n\n<b>ANL: Lideran\u00e7a \u0096 Lu\u00eds Carlos Prestes \/ Orienta\u00e7\u00e3o \u0096 Esquerda.<\/b>\n\nA ANL, com ideal comunista, iniciou suas atividades como um movimento de massa que se colocava em oposi\u00e7\u00e3o ao fascismo mundial e, no Brasil, se opunha a Get\u00falio Vargas, que era considerado por eles autorit\u00e1rio e antipopular. Entre seus apoiadores estavam<strong> estudantes, oper\u00e1rios, parte da classe m\u00e9dia e militares de baixa patente.<\/strong> <strong>O grupo era a favor de reformas radicais, como a suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida externa, reforma agr\u00e1ria e nacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas estrangeiras.<\/strong>\n\nGet\u00falio Vargas, tendo em vista a radicaliza\u00e7\u00e3o dos grupos de direita e esquerda, aprovou a Lei de Seguran\u00e7a Nacional que foi sancionada em 4 de abril de 1935. Esta lei suprimia diversos itens democr\u00e1ticos estabelecidos na Constitui\u00e7\u00e3o de 1934\n\nVargas, que era mais simp\u00e1tico \u00e0 AIB, reprimia de forma violenta a ANL. Eis que em 27 de novembro de 1935 estourou a rebeli\u00e3o que ficou conhecida como Intentona Comunista, organizada pela ANL, que teve in\u00edcio em Natal e Recife e foi seguida pelo levante do 3o Regimento de Infantaria na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. No entanto, o governo de Vargas conseguiu sufocar a revolta decretando o estado de s\u00edtio, censurando os meios de comunica\u00e7\u00e3o e prendendo centenas de envolvidos. Nesse momento, Lu\u00eds Carlos Prestes foi condenado a trinta anos de pris\u00e3o e sua esposa, Olga Ben\u00e1rio, foi detida e deportada para a Alemanha, onde morreu num campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista.\n\nFonte: colegiogloria.com.br\n<h6>Governo Provis\u00f3rio<\/h6>\n<h4><strong>O Governo Provis\u00f3rio (1930 \u0097 1934)<\/strong><\/h4>\n\u00c0s 3 horas da tarde de 3 de novembro de 1930, a Junta Militar Provis\u00f3ria passou o poder, no Pal\u00e1cio do Catete, a Get\u00falio Vargas, (que vestia farda militar pela \u00faltima vez na vida), encerrando a chamada Rep\u00fablica Velha. No discurso de posse, Get\u00falio estabelece 17 metas a serem cumpridas pelo Governo Provis\u00f3rio.\n\nNa mesma hora, no centro da cidade do Rio de Janeiro, os soldados ga\u00fachos cumpriam a promessa de amarrar os cavalos no obelisco da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, marcando simbolicamente o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o de 1930.\n\nGet\u00falio tornou-se chefe do Governo Provis\u00f3rio com amplos poderes. Os revolucion\u00e1rios n\u00e3o aceitavam o t\u00edtulo &#8220;Presidente da Rep\u00fablica&#8221;. Get\u00falio governava atrav\u00e9s de decretos que tinham for\u00e7a de lei.\n\nNo dia 11 de novembro de 1930 foi baixado o decreto n\u00ba 19.398 que instituiu e regulamentou o funcionamento do Governo Provis\u00f3rio.\n\n<strong>Este decreto: <\/strong>\n<blockquote>Suspendeu as garantias constitucionais da Constitui\u00e7\u00e3o de 1891, exceto o habeas corpus para crimes comuns\n\nConfirmava a dissolu\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional, dos congressos estaduais e das c\u00e2maras municipais. Os deputados e senadores eleitos em 1930 nunca chegaram a tomar posse dos mandatos\n\nConfirmava tamb\u00e9m todos os atos da Junta Militar Provis\u00f3ria\n\nAutorizou Get\u00falio a nomear e exonerar, a crit\u00e9rio, interventores para os governos estaduais, na maioria tenentes que participaram da Revolu\u00e7\u00e3o de 1930\n\nExclu\u00eda de aprecia\u00e7\u00e3o judicial os atos do Governo Provis\u00f3rio e os atos dos interventores federais nos estados. Assim, nenhum ato e nenhum decreto do Governo Provis\u00f3rio e dos interventores podia ser contestado na justi\u00e7a brasileira.<\/blockquote>\nOs oficiais das for\u00e7as armadas que permaneceram fi\u00e9is ao governo deposto, tiveram suas carreiras abortadas, sendo colocados, por decreto, na reserva militar.\n\nNo Supremo Tribunal Federal, em fevereiro de 1931, 6 ministros, apoiadores do governo deposto, foram aposentados compulsoriamente, e o n\u00famero de ministros reduzido de quinze para onze.\n\nMesmo na Marinha do Brasil, que n\u00e3o havia combatido os revolucion\u00e1rios de 1930, houve, por insist\u00eancia de Get\u00falio, aposentadorias for\u00e7adas, o que levou \u00e0 ren\u00fancia do ministro da Marinha, Jos\u00e9 Isa\u00edas de Noronha.\n\n<strong>Foram investigadas minuciosamente as administra\u00e7\u00f5es e os pol\u00edticos da Rep\u00fablica Velha, atrav\u00e9s de uma chamada &#8220;Justi\u00e7a Revolucion\u00e1ria&#8221; e de um &#8220;Tribunal Especial&#8221;, criados em 1930, pelo decreto que instituiu o Governo Provis\u00f3rio, com o objetivo de:<\/strong> &#8220;processo e julgamento de crimes pol\u00edticos, funcionais e outros que ser\u00e3o discriminados na lei de sua organiza\u00e7\u00e3o&#8221;.\n\n<strong>Entretanto, como o pr\u00f3prio Get\u00falio confirma no Di\u00e1rio, no dia 4 de dezembro de 1932, nada foi encontrado de irregularidades e de corrup\u00e7\u00e3o naquele regime deposto em 1930, motivo pelo qual, mais tarde, surgiria a express\u00e3o:<\/strong> &#8220;os honrados pol\u00edticos da Rep\u00fablica Velha&#8221;. O Tribunal Especial foi dissolvido em 1932 sem ter condenado ningu\u00e9m.\n\nHouve, no in\u00edcio do Governo Provis\u00f3rio, uma esp\u00e9cie do comando revolucion\u00e1rio, denominado oficialmente de Conselho Consultivo e que recebeu a alcunha de &#8220;Gabinete Negro&#8221;, do qual faziam parte Get\u00falio Vargas, Pedro Ernesto, o general Jos\u00e9 Fernandes Leite de Castro, Ari Parreiras, Osvaldo Aranha, G\u00f3is Monteiro, Juarez T\u00e1vora e o tenente Jo\u00e3o Alberto Lins de Barros, (quando este, que era interventor federal em S\u00e3o Paulo, ia ao Rio de Janeiro), entre outros.\n\nO Gabinete Negro se sobrepunha ao gabinete ministerial, tomava as decis\u00f5es e definia os rumos da revolu\u00e7\u00e3o.\n\nJuarez T\u00e1vora, al\u00e9m de ministro da Via\u00e7\u00e3o e depois da Agricultura, fora, atrav\u00e9s de decreto secreto, arquivado na secretaria do Minist\u00e9rio da Guerra, atual Comando do Ex\u00e9rcito, nomeado chefe de uma Delegacia do Norte, o que lhe dava o controle de todos os interventores do nordeste brasileiro, e lhe valeu a alcunha de vice-rei do norte.\n\nPor\u00e9m, em meados de 1932, Get\u00falio Vargas j\u00e1 havia conseguido se livrar da influ\u00eancia dos tenentes e governar somente com o minist\u00e9rio, embora os governos estaduais, na grande maioria, continuassem ainda nas m\u00e3os dos tenentes.\n\nEste minist\u00e9rio, composto de apenas nove pessoas (7 civis e dois militares), foi cuidadosamente montado, para premiar e contentar todos os 3 estados, partidos pol\u00edticos (Partido Libertador, PRR, PRM, Partido Republicano Paraibano e o Partido Democr\u00e1tico), tenentes e a Junta Militar Provis\u00f3ria, que, juntos, fizeram a Revolu\u00e7\u00e3o de 1930.\n\nDos principais l\u00edderes tenentistas e revolucion\u00e1rios de 1930, foi mais dif\u00edcil para Get\u00falio Vargas enquadrar o general Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Flores da Cunha, interventor no Rio Grande do Sul, que interferia vigorosamente na pol\u00edtica de outros estados e na pol\u00edtica nacional, e, somente pr\u00f3ximo ao golpe do Estado Novo, se exilou no Uruguai.\n\nO Major Miguel Costa foi cassado depois da Intentona Comunista; Juarez T\u00e1vora, aos poucos ficou s\u00f3 em cargos burocr\u00e1ticos; Juraci Magalh\u00e3es foi fiel, no in\u00edcio, a Get\u00falio, mas n\u00e3o aceitou o Golpe de Estado de 1937, quando deixou o governo da Bahia e voltou para os quart\u00e9is.\n\nOs mais fi\u00e9is e influentes militares, durante os 15 anos de Get\u00falio no poder, foi o general Pedro Aur\u00e9lio de G\u00f3is Monteiro, e, em seguida, o general Eurico Dutra, ministro da Guerra de 1936 a 1945, o capit\u00e3o Filinto M\u00fcller, por v\u00e1rios anos, fiel chefe de Pol\u00edcia do Rio de Janeiro (1933 \u0097 1942), e o coronel Jo\u00e3o Alberto Lins de Barros.\n\nDurante o Governo Provis\u00f3rio, foram bastante intensas as disputas pol\u00edticas em torno das interventorias nos estados, que eram disputados pelos tenentes e pelos pol\u00edticos vitoriosos de 1930. Um novo &#8220;Gabinete Negro&#8221; fora formado, em maio de 1932, para cuidar exclusivamente das disputas nos estados, sobrando mais tempo para Get\u00falio poder administrar. Deste novo Gabinete Negro, sabe-se, com certeza, observando-se o di\u00e1rio de Get\u00falio, que participavam o general G\u00f3is Monteiro e o coronel Jo\u00e3o Alberto Lins de Barros.\n\nUm dos casos mais tensos de disputas pelo poder nos estados ocorreu em Minas Gerais, e iniciou-se em 5 de setembro de 1933, chamado de &#8220;O caso mineiro&#8221;, onde houve uma acirrada disputa pol\u00edtica, durante 97 dias de crise pol\u00edtica, sobre quem seria o sucessor de Oleg\u00e1rio Maciel, que havia falecido no cargo de governador de Minas Gerais.\n\n<strong>Este clima tenso levou Get\u00falio a escolher um ainda desconhecido deputado federal para ser o interventor federal em Minas Gerais:<\/strong> Benedito Valadares, a fim de n\u00e3o desagradar nenhuma das correntes em disputa pelo governo de Minas Gerais. E nesta disputa, al\u00e9m dos pol\u00edticos mineiros, entraram ministros e o interventor ga\u00facho Flores da Cunha.\n\nResolvido o problema da sucess\u00e3o de Oleg\u00e1rio Maciel, Minas Gerais retornou \u00e0 sua estabilidade pol\u00edtica, com Benedito Valadares governando at\u00e9 1945. Minas Gerais e Goi\u00e1s foram os estados que tiveram maior estabilidade pol\u00edtica durante os 15 anos de Get\u00falio no poder. Goi\u00e1s foi governada, de 1930 a 1945, pelo m\u00e9dico Pedro Ludovico Teixeira, que, em 1933, construiu a nova capital Goi\u00e2nia.\n\nA radicaliza\u00e7\u00e3o dos tenentes representou o maior perigo a Get\u00falio em 25 de fevereiro de 1932, quando foi destru\u00eddo (por empastelamento) um jornal da oposi\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro, o Di\u00e1rio Carioca, que levou \u00e0 ren\u00fancia do ministro do trabalho Lindolfo Collor, do ministro da justi\u00e7a Joaquim Maur\u00edcio Cardoso e do chefe de pol\u00edcia do Rio de Janeiro, Jo\u00e3o Batista Luzardo. Este \u00faltimo denunciou, em carta, o envolvimento do Governo Provis\u00f3rio no atentado ao Di\u00e1rio Carioca. Os jornais do Rio de Janeiro ficaram 2 dias sem circular, em solidariedade ao Di\u00e1rio Carioca.\n\nO conflito com a esquerda revolucion\u00e1ria, que se intensificaria posteriormente, come\u00e7ou logo no in\u00edcio do governo provis\u00f3rio. Em 22 de janeiro de 1931, quando foi descoberto um plano subversivo nos sindicatos em Santos e no Rio de Janeiro. Entre os presos estava o jovem Carlos Lacerda. Por causa desse caso, foi suspenso o desfile do dia do trabalhador de 1931.\n\nFonte: www.meionorte.com\n<h6>Governo Provis\u00f3rio<\/h6>\nAp\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, instalou-se no pa\u00eds um Governo Provis\u00f3rio cuja presid\u00eancia coube ao marechal Manuel Deodoro da Fonseca.\n\nPara a pasta da Justi\u00e7a foi designado o campineiro Manuel Ferraz de Campos Sales. Cafeicultor, bacharel em Direito formado pela Faculdade do Largo S\u00e3o Francisco, republicano de primeira hora, Campos Salles foi um dos signat\u00e1rios do manifesto do Congresso do Partido Republicano Paulista de 1873.\n\nO Minist\u00e9rio da Fazenda coube a Rui Barbosa, que elaborou todos os grandes atos iniciais do Governo Provis\u00f3rio.\n\nO alagoano Aristides da Silveira Lobo ficou com a pasta do Interior. Ex-parlamentar do Imp\u00e9rio, foi um dos principais l\u00edderes do movimento que levou \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Jornalista, e tido como o republicano mais destacado, Quintino de Sousa Bocai\u00fava ocupou o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores.\n\nO da Agricultura, Com\u00e9rcio e Obras P\u00fablicas ficou sob o comando do republicano ga\u00facho Dem\u00e9trio Nunes Ribeiro.\n\nO vice-almirante Eduardo Wandenkolk, ex-combatente da Guerra do Paraguai, recebeu o Minist\u00e9rio da Marinha, enquanto Benjamin Constant Botelho de Magalh\u00e3es ficava respons\u00e1vel pela pasta da Guerra.\n\nFonte: www.projetomemoria.art.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo Provis\u00f3rio, Vargas, Movimento, Hist\u00f3ria, Resumo, Processo, Pol\u00edtico, Constitui\u00e7\u00e3o, Elei\u00e7\u00f5es, Luta, Revolu\u00e7\u00e3o, Estado, Caracter\u00edsticas, Governo Provis\u00f3rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9213,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20476","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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