{"id":20440,"date":"2015-12-18T00:00:00","date_gmt":"2015-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/ditadura-militar-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:31:56","modified_gmt":"2026-09-01T15:31:56","slug":"ditadura-militar-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/ditadura-militar-3\/","title":{"rendered":"Ditadura Militar"},"content":{"rendered":"\n<strong>Ditadura Militar &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>ditadura militar<\/strong>\u00a0\u00e9 uma forma, tipo, de governo onde o poder pol\u00edtico reside com o militar.\n\n\u00c9 semelhante, mas n\u00e3o id\u00eantico a um estratocracia, um estado governado diretamente pelos militares.\n\nA\u00a0<strong>ditadura militar<\/strong>\u00a0pode ter pol\u00edtico ao inv\u00e9s de l\u00edderes militares, onde eles s\u00e3o nomeados e mantidos no local pelos militares.\n\nPara designar uma\u00a0<strong>ditadura militar<\/strong>, muitas vezes falamos de Junta (o espanhol junta), mas \u00e9 mais especificamente um tipo de ditadura militar bastante convencional na Am\u00e9rica Latina (da\u00ed a origem da palavra) que \u00e9 gerenciado por um grupo de l\u00edderes de ex\u00e9rcitos.\n\nComo qualquer ditadura, uma\u00a0<strong>ditadura militar<\/strong>\u00a0pode ser oficial ou n\u00e3o oficial, e como resultado n\u00e3o pode realmente qualificar como stratocratic. Tamb\u00e9m existem formas mistas, onde o militar exerce uma influ\u00eancia muito forte, sem ser totalmente dominante.\n\n<strong>Ditadura Militar &#8211; Tipos<\/strong>\n\nDesde 1945, a Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio foram as \u00e1reas comuns a todas as ditaduras militares.\n\nUma das raz\u00f5es para isso \u00e9 o fato de que os militares tem frequentemente mais coes\u00e3o e estrutura institucional do que a maioria das institui\u00e7\u00f5es civis da sociedade.\n\nA\u00a0<strong>ditadura militar<\/strong>\u00a0t\u00edpico na Am\u00e9rica Latina era governado por uma junta (derivado de uma palavra espanhola que pode ser traduzido como \u201cconfer\u00eancia\u201d ou \u201cboard\u201d), ou um comit\u00e9 composto por v\u00e1rios agentes, muitas vezes de lideran\u00e7a mais antigo dos militares, mas, em outros casos menos s\u00eanior, como evidenciado pelo regime dos coron\u00e9is prazo, onde os l\u00edderes militares permaneceram leais ao regime anterior.\n\nOutras\u00a0<strong>ditaduras militares<\/strong>\u00a0est\u00e3o inteiramente nas m\u00e3os de um \u00fanico funcion\u00e1rio, \u00e0s vezes chamado de caudilho, geralmente o comandante do ex\u00e9rcito s\u00eanior. Em ambos os casos, o presidente da junta ou o \u00fanico comandante pode muitas vezes pessoalmente assumir mandato como chefe de Estado.\n\nNo Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica, militares governos mais vezes passou a ser liderado por uma \u00fanica pessoa poderosa, e eram autocracias al\u00e9m de ditaduras militares.\n\nL\u00edderes como Saddam Hussein, Idi Amin, Sani Abacha, Muammar Gaddafi, e Gamal Abdul Nasser trabalhado para desenvolver um culto \u00e0 personalidade e se tornou a face da na\u00e7\u00e3o dentro e fora de seus pa\u00edses.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Ditadura Militar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ditadura-militar.jpg\" alt=\"Ditadura Militar\" \/>\n<strong>Ditadura Militar<\/strong><\/p>\n<strong>Ditadura Militar &#8211; Descri\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nO Imp\u00e9rio Romano pode ser considerado uma ditadura militar, no sentido de que o ex\u00e9rcito colocou o homem de sua escolha na cabe\u00e7a do Imp\u00e9rio, mesmo sem o seu consentimento (a expectativa de vida do Imperador \u00e9 muito limitado no tempo).\n\nOutras ditaduras militares nas m\u00e3os de um \u00fanico agente ou grupo de agentes, que normalmente \u00e9 a mais alta classifica\u00e7\u00e3o.\n\nO Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica, os governos militares foram em grande parte imposta por uma personalidade forte e s\u00e3o autocracias mais ditaduras militares. L\u00edderes como Idi Amin, Gaddafi ou Nasser desenvolveu o culto da personalidade e tornou-se a face da na\u00e7\u00e3o dentro e fora de suas fronteiras.\n\nMais ditaduras militares foram formados ap\u00f3s um golpe de Estado pelo qual eles derrubaram o governo anterior.\n\nNo passado, as juntas t\u00eam justificado suas a\u00e7\u00f5es e as leis que eles impostos como uma forma de trazer estabilidade pol\u00edtica da na\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo salvar as ideologias perigosas. Na Am\u00e9rica Latina, o medo do comunismo era geralmente usado, enquanto que no Oriente M\u00e9dio, dos perigos do fundamentalismo isl\u00e2mico foram argumentos importantes. Os regimes militares tendem a descrever-se como n\u00e3o-partid\u00e1ria, como partes neutras pode fornecer um governo de agir em tempos dif\u00edceis, e tamb\u00e9m tendem a retratar civis como pol\u00edticos corruptos e ineficazes.\n\nUma caracter\u00edsticas quase universais de governo militar \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o da lei marcial ou um estado de emerg\u00eancia permanente.\n\nEmbora haja exce\u00e7\u00f5es, regimes militares s\u00e3o muitas vezes pouco respeito por direitos humanos e usar todos os meios para silenciar os advers\u00e1rios pol\u00edticos.\n\nAm\u00e9rica Latina, \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio s\u00e3o \u00e1reas que frequentemente experimentaram ditaduras militares.\n\nUma raz\u00e3o para isso \u00e9 que os militares tem frequentemente mais coes\u00e3o e estrutura do que a maioria das institui\u00e7\u00f5es civis.\n\nO Sudeste tamb\u00e9m sofreu e continua a sofrer as ditaduras militares. O caso do regime de Suharto, que liderou a Indon\u00e9sia 1965-1998 e Tail\u00e2ndia, que tem visto muitos golpes militares desde 1932, explicado, principalmente, pelo contexto da Guerra Fria e apoio Estados Unidos planejam anticomunista.\n\nPode-se contrastar as ditaduras militares com outras formas de ditaduras. Por exemplo, na maioria dos estados comunistas, o centro do poder \u00e9 controlado por civis e medidas (como comiss\u00e1rios pol\u00edticos e frequentes rota\u00e7\u00f5es) s\u00e3o levados para um treinamento militar pode exercer uma autoridade independente.\n\nDesde os anos 1990, as ditaduras militares tornaram-se menos comuns. As raz\u00f5es para isso s\u00e3o que eles t\u00eam tanta legitimidade internacional, e os soldados que, em seguida, levaram o pa\u00eds a se tornar mais envolvido no debate pol\u00edtico. Mas \u00e9 sobretudo o fim da Guerra Fria eo colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o que tornou mais dif\u00edcil para eles agora empunhar o medo do comunismo para justificar suas a\u00e7\u00f5es, ou para obter o apoio de pa\u00edses estrangeiros.\n\nQuando a Guerra Fria come\u00e7ou a vacilar, os governos militares na Am\u00e9rica Latina foram substitu\u00eddos por democracias. No Oriente M\u00e9dio, regimes como a S\u00edria e o Egito voltaram-se para outras formas de despotismo.\n\n<strong>Ditadura Militar &#8211; 1964 &#8211; 1985<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159178 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Ditadu11-1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" \/><strong>Ditadura Militar<\/strong><\/p>\nEm 1\u00ba de abril de 1964 os militares tomaram o poder e, por meio de um ato institucional, iniciaram uma persegui\u00e7\u00e3o a todos que fossem considerados uma amea\u00e7a ao regime.\n\nCome\u00e7ou a ditadura militar brasileira que se estendeu at\u00e9 1985.\n\nCastelo Branco, primeiro presidente militar, governou at\u00e9 1967. Aboliu todos os partidos pol\u00edticos atrav\u00e9s do Ato Institucional N\u00ba 2. Foram criados a Alian\u00e7a Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democr\u00e1tico Brasileiro (MDB), que se tornaram os \u00fanicos partidos brasileiros at\u00e9 1979.\n\nDe 1976 a 1985 tivemos mais quatro presidentes militares e uma junta provis\u00f3ria que teve vig\u00eancia em 1969. A ditadura militar durou 20 anos e foi marcada pelo crescimento econ\u00f4mico, por grandes empr\u00e9stimos internacionais, pela subida da infla\u00e7\u00e3o, pela insatisfa\u00e7\u00e3o popular, pelas atividades da guerrilha de esquerda e pela repress\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o.\n\nApesar da repress\u00e3o, esta foi uma \u00e9poca de imensa riqueza cultural, na qual uma gera\u00e7\u00e3o de compositores e professores universit\u00e1rios floresceu. Mas muitos destes foram exilados, entre eles o soci\u00f3logo Fernando Henrique Cardoso e o m\u00fasico Gilberto Gil.\n\nEm resposta, tivemos protestos que uniram v\u00e1rios setores da sociedade contra o governo de Costa e Silva. A classe m\u00e9dia ficou ao lado do movimento estudantil e de participantes da Igreja Cat\u00f3lica, que antes apoiavam os militares. Em junho de 1968, nas ruas do Rio de Janeiro, aconteceu a Passeata dos Cem Mil, um marco da uni\u00e3o contra a ditadura.\n\nA censura se intensificou no fim deste ano, com a promulga\u00e7\u00e3o do Ato Institucional N\u00ba 5, o AI-5, que estabelecia que todo e qualquer ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o deveria ter a sua pauta previamente aprovada e sujeita \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o por agentes autorizados.\n\nDe 1969 a 1974 Em\u00edlio M\u00e9dici governou o que chamamos de Milagre Brasileiro. Um per\u00edodo em que a economia brasileira evolui, ano ap\u00f3s ano, tendo no in\u00edcio dos anos 70 um crescimento de mais de 10%.\n\nFoi uma \u00e9poca de grandes projetos como a Ponte Rio-Niter\u00f3i e a Rodovia Transamaz\u00f4nica.\n\nPor\u00e9m, foi nesse mesmo per\u00edodo que a mis\u00e9ria e as desigualdades sociais aumentaram, houve uma invas\u00e3o de terras ind\u00edgenas e uma degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente.\n\nTivemos um dos governos mais repressivos de todos os tempos. As den\u00fancias de torturas correram o mundo e provocaram um grave embara\u00e7o para o governo, que preferiu atribu\u00ed-las a uma campanha da esquerda comunista contra o Brasil.\n\nErnesto Geisel foi quem assumiu o governo brasileiro de 1974 a 1979. Come\u00e7ou com ele a tentativa do processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o. Extinguiu o AI-5 e preparou a administra\u00e7\u00e3o seguinte de Jo\u00e3o Figueiredo para realizar a anistia pol\u00edtica e a volta dos exilados. Ao final dos anos 1970 tivemos o decl\u00ednio econ\u00f4mico.\n\nUma s\u00e9rie de greves na ind\u00fastria automobil\u00edstica sinalizou a inten\u00e7\u00e3o de uma nova \u00e9poca no Brasil. O Partido dos Trabalhadores (PT) surgiu como primeiro partido de massa focado nos oper\u00e1rios de classes mais baixas.\n\nEm Janeiro de 1980, o primeiro manifesto do PT declarou a necessidade de construir uma sociedade igualit\u00e1ria, na qual n\u00e3o existiriam explorados nem exploradores.\n\nO \u00faltimo presidente militar foi Jo\u00e3o Figueiredo, que governou de 1979 a 1985. Promoveu a lenta transi\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico para os civis, jurando fazer deste pa\u00eds uma democracia.\n\nAos presos pol\u00edticos e aos exilados foram concedidas anistias e seis novos partidos pol\u00edticos foram criados. O marco final da ditadura foi dado pelas Diretas J\u00e1, uma grande manifesta\u00e7\u00e3o popular que reivindicava elei\u00e7\u00f5es presidenciais imediatas.\n\nTerminou assim a primeira fase da transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica brasileira, com a sa\u00edda dos militares da Presid\u00eancia ap\u00f3s 21 anos. Em 1985 os militares entregaram o poder pacificamente ao civil Tancredo Neves, eleito pelo Congresso Nacional.\n\nTancredo Neves foi festejado, e milh\u00f5es de brasileiros sa\u00edram \u00e0s ruas para comemorar o fim do regime militar. Mas, antes de tomar posse, o presidente morreu de insufici\u00eancia card\u00edaca. Foi o e seu vice, Jos\u00e9 Sarney, que assumiu a Presid\u00eancia at\u00e9 1990.\n\n<strong>Ditadura Militar &#8211; Per\u00edodo<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Ditadura Militar<\/strong>\u00a0foi o per\u00edodo da pol\u00edtica brasileira em que os militares governaram o Brasil, entre os anos de 1964 e 1985. Essa \u00e9poca caracterizou-se pela falta de democracia, supress\u00e3o de direitos constitucionais, censura, persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e repress\u00e3o \u00e0queles que eram opostos ao regime militar.\n\nDesde a ren\u00fancia de J\u00e2nio Quadros em 1961, o Brasil vivia uma crise pol\u00edtica. O vice de J\u00e2nio, Jo\u00e3o Goulart, assumiu a presid\u00eancia num clima pol\u00edtico tenso.\n\nSeu governo foi marcado pela abertura \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es sociais. No dia 31 de mar\u00e7o de 1964, tropas de Minas Gerais e S\u00e3o Paulo sa\u00edram \u00e0s ruas. Evitando uma guerra civil, Jango deixou o pa\u00eds, refugiando-se no Uruguai. Os militares finalmente tomaram o poder.\n\nO novo governo passou a governar por decreto, o chamado AI (Ato Institucional).\n\nO presidente baixava o AI sem consultar ningu\u00e9m e todos tinham de obedecer.\n\n<strong>Em 15 de abril de 1964 era anunciado o primeiro general-presidente, que iria nos governar o Brasil segundo interesses do grande capital estrangeiro nos pr\u00f3ximos anos:<\/strong>\u00a0Humberto de Alencar Castello Branco.\n\nGoverno Castello Branco (1964-1967) O marechal Humberto Castello Branco era considerado um militar de tend\u00eancia moderada. Em seu governo, por\u00e9m, Castello Branco foi pressionado por militares direitistas radicais para realizar uma s\u00e9rie de Inqu\u00e9ritos Policiais Militares (IPMs).\n\nEm outubro de 1965, Castello Branco assinou o v\u00e1rios Atos Institucionais entre eles se destacou o n\u00b02,n\u00b03 e n\u00b04. Educadores passaram a ser perseguidos em fun\u00e7\u00e3o de posicionamentos ideol\u00f3gicos.\n\nMuito foram calados para sempre, alguns outros se exilaram, outros se recolheram a vida privada e outros, demitidos, trocaram de fun\u00e7\u00e3o.\n\nAinda no ano de 64 a Universidade de Bras\u00edlia \u00e9 invadida por tropas militares. O reitor An\u00edsio Teixeira (um dos educadores que deixaram seus nomes na hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o por suas realiza\u00e7\u00f5es) \u00e9 destitu\u00eddo do cargo.\n\nEstudantes foram presos, feridos, nos confronto com a pol\u00edcia, e alguns foram mortos; os estudantes foram calados e a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes proibida de funcionar.\n\nNo governo de Castello Branco foi criado um Acordo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura -MEC\/United- States Agency International for Development USAID para Aperfei\u00e7oamento do Ensino Prim\u00e1rio.\n\nDiante da preocupa\u00e7\u00e3o de manter a apar\u00eancia (s\u00f3 a apar\u00eancia) de um pa\u00eds democr\u00e1tico, o regime promulgou a Constitui\u00e7\u00e3o de 1967, que vigorou at\u00e9 1988, quando finalmente foi aprovada a Constitui\u00e7\u00e3o atual.\n\nCom o congresso mutilado pelas cessa\u00e7\u00f5es, o trabalho era pouco mais do que aplaudir.\n\nNo \u00faltimo ano de seu mandato, em 1967, o presidente tamb\u00e9m promulgou uma nova Lei de Seguran\u00e7a Nacional (LSN). Para suceder Castello Branco, a junta de generais que integravam o Comando Supremo da Revolu\u00e7\u00e3o, indicou o nome do marechal Costa e Silva para presidente da Rep\u00fablica.\n\n<strong>Governo Costa e Silva (1967-1969)<\/strong>\n\nO governo Costa e Silva se caracterizou pelo avan\u00e7o do processo de institucionaliza\u00e7\u00e3o da ditadura.\n\nO que era um regime militar difuso transformou-se numa ditadura feroz que eliminou o restava das liberdades p\u00fablicas e democr\u00e1ticas.\n\nOs estudantes universit\u00e1rios brasileiros constitu\u00edram um importante movimento estudantil que influenciou o cen\u00e1rio da pol\u00edtica nacional. Mesmo na ilegalidade, as lideran\u00e7as estudantis mantiveram a UNE em funcionamento e tentaram reorganizar o movimento estudantil.\n\nAs maiores passeatas e protestos de rua contra o governo de Costa e Silva foram promovidos pelo movimento estudantil.\n\nAl\u00e9m da exig\u00eancia de retorno a democracia, os estudantes passaram a se opor \u00e0 pol\u00edtica educacional do governo, que havia realizado um acordo de coopera\u00e7\u00e3o com o governo norte-americano, conhecido como o acordo MEC-USAID. Em 26 de junho, a UNE promove a passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, movimento que representou o auge da atua\u00e7\u00e3o do movimento estudantil.\n\nA pol\u00edcia descobre que estava sendo realizado o XXX Congresso da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes \u2013 UNE em Ibi\u00fana, S\u00e3o Paulo, e prende cerca de novecentos estudantes.\n\n\u00c9 constitu\u00edda uma comiss\u00e3o, conhecida com Comiss\u00e3o Meira Mattos, para analisar a crise estudantil e sugerir mudan\u00e7as no sistema de ensino, notadamente nas universidades. \u00c9 promulgado o Decreto-lei 252, objetivando a reforma universit\u00e1ria e criando a estrutura de departamentos. Para erradicar o analfabetismo foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 MOBRAL.\n\nEntra em vigor o Decreto-Lei 477, aplicado aos professores, alunos e funcion\u00e1rios das escolas, proibindo qualquer manifesta\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter pol\u00edtico, o Ministro da Justi\u00e7a declarou que os estudantes tem que estudar e que n\u00e3o podem fazer baderna. Esta era a pr\u00e1tica do Regime.\n\n<strong>O mandato de Costa e Silva como presidente da Rep\u00fablica foi interrompido por uma grave doen\u00e7a:<\/strong>\u00a0um derrame cerebral. Impossibilitado de governar, foi substitu\u00eddo por uma junta militar formada pelos ministros Aur\u00e9lio de Lira Tavares (Ex\u00e9rcito), Augusto Rademaker (Marinha) e M\u00e1rcio de Sousa e Melo (Aeron\u00e1utica).\n\nA junta de generais do Comando Supremo da Revolu\u00e7\u00e3o escolhe o general Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici para um novo governo.\n\n<strong>GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31\/8\/1969-30\/10\/1969)<\/strong>\n\n<strong>Governo M\u00e9dici (1969-1974)<\/strong>\n\nO breve per\u00edodo de cinco anos que corresponde ao mandato do presidente M\u00e9dici foi o \u00fanico momento em que o regime conquistou estabilidade pol\u00edtica.\n\nO governo M\u00e9dici entrou para a hist\u00f3ria como o per\u00edodo onde se registraram os maiores \u00edndices de desenvolvimento e crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds.\n\nO setor industrial se expandia e as exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas aumentaram significativamente gerando milh\u00f5es de novos postos de trabalho.\n\nEsse per\u00edodo de prosperidade da economia brasileira ficou conhecido como o milagre econ\u00f4mico. A propaganda oficial do governo elaborou slogans como Ningu\u00e9m mais segura este pa\u00eds, ou ainda, Brasil, ame-o ou deixe-o.O pa\u00eds vivia o auge da opress\u00e3o ditatorial.\n\nApesar de ter sido criado em 1967 apenas em 1970 \u00e9 que come\u00e7a a funcionar de fato no Brasil o Movimento Brasileiro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 MOBRAL, criado para acabar com o analfabetismo.\n\nSeu projeto mostra uma forte influ\u00eancia das ideias de Paulo Freire. Para resolve a crise dos chamados excedentes \u00e9 criado um decreto que estabelece a cria\u00e7\u00e3o do vestibular classificat\u00f3rio. \u00c9 promulgada a Lei 5692 a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional que regulamenta o ensino de primeiro e segundo graus.\n\nO governo fixa condi\u00e7\u00f5es para o ingresso na Universidade atrav\u00e9s do concurso vestibular.\n\nA estabilidade pol\u00edtica alcan\u00e7ada em seu governo determinou em grande medida que o pr\u00f3prio presidente tivesse condi\u00e7\u00f5es para indicar seu sucessor. M\u00e9dici escolheu para suced\u00ea-lo na presid\u00eancia da Rep\u00fablica, o general Ernesto Geisel.\n\n<strong>Governo Geisel (1974-1979)<\/strong>\n\nGeisel assumiu o governo prometendo retorno \u00e0 democracia por meio de um processo gradual e seguro. Tamb\u00e9m denominado de distens\u00e3o, o projeto de redemocratiza\u00e7\u00e3o concebido por Geisel previa a ado\u00e7\u00e3o de um conjunto de medidas pol\u00edticas liberalizantes, cuidadosamente controladas pelo Executivo Federal.\n\nDepois de 10 anos de ditadura militar, per\u00edodo em que tr\u00eas generais governaram o pa\u00eds, as For\u00e7as Armadas se desgastaram. A viol\u00eancia repressiva e o controle policial imposto sobre todos os setores da sociedade, al\u00e9m da aus\u00eancia de liberdades civis e p\u00fablicas, haviam conduzido o pa\u00eds a uma situa\u00e7\u00e3o insustent\u00e1vel do ponto de vista da manuten\u00e7\u00e3o do regime de for\u00e7a que caracterizava a ditadura militar.\n\nQuando Geisel assumiu a presid\u00eancia da Rep\u00fablica, j\u00e1 n\u00e3o existia amea\u00e7a subversiva ao regime proveniente das esquerdas armadas, mas mesmo assim o aparato repressivo continuou funcionando.\n\nPara evitar crises pol\u00edticas, Geisel fez concess\u00f5es ao aparato repressivo ao impedir press\u00f5es provenientes das oposi\u00e7\u00f5es no sentido de cobrar do governo esclarecimentos sobre cidad\u00e3os mortos, desaparecidos e torturas contra presos pol\u00edticos. O epis\u00f3dio mais grave ocorrido no mandato de Geisel foi a morte sob tortura do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975; no DOI-CODI do 2\u00ba. Ex\u00e9rcito em S\u00e3o Paulo.\n\nA crise agravou-se. Setores da burguesia industrial come\u00e7aram a discordar dos rumos da pol\u00edtica econ\u00f4mica. As greves estavam proibidas, o governo controlava os sindicatos e determinava os reajustes salariais.\n\nO aumento dos sal\u00e1rios nunca acompanhava a infla\u00e7\u00e3o. A partir de 1975, os estudantes universit\u00e1rios come\u00e7aram a reconstruir as entidades e organiza\u00e7\u00f5es estudantis representativas.\n\nAt\u00e9 1976, as atividades e manifesta\u00e7\u00f5es estudantis se mantiveram restrita ao interior das universidades. A pol\u00edcia bloqueia o campus da Universidade de S\u00e3o Paulo para que n\u00e3o se realize uma reuni\u00e3o de estudantes. Em 1978 o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o aprova diretrizes b\u00e1sicas para o ensino de Moral e C\u00edvica nos cursos de 1 o e 2 o graus e de Estudos de Problemas Brasileiros nos cursos superiores.\n\nConselho Federal de Educa\u00e7\u00e3o determina a inclus\u00e3o obrigat\u00f3ria da L\u00edngua Estrangeira Moderna no curr\u00edculo de 2 o grau Para suced\u00ea-lo na presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Geisel escolheu o general Jo\u00e3o Batista Figueiredo.\n\nGoverno Figueiredo (1979-1985) marcou a sa\u00edda dos militares do poder.\n\nO mandato presidencial de Figueiredo durou seis anos e encerrou 21 anos de ditadura militar no Brasil. A anistia era um passo imprescind\u00edvel ao processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o. Com ela, os presos pol\u00edticos ganhariam liberdade e os exilados puderam retornar ao pa\u00eds. O governo Figueiredo herdou uma grave crise econ\u00f4mica. O governo reprimiu com viol\u00eancia os movimentos grevistas, principalmente dos oper\u00e1rios do ABC paulista.\n\nO terrorismo proveniente de setores radicais das For\u00e7as Armadas tinha por objetivo amedrontar a popula\u00e7\u00e3o e as oposi\u00e7\u00f5es, e desestabilizar o governo, a fim de provocar um endurecimento do regime.\n\nO ato terrorista mais grave ocorreu em abril de 1981, no Rio de Janeiro. Em mar\u00e7o de 1983, por\u00e9m, o deputado federal do PMDB, Dante de Oliveira, apresentou uma emenda constitucional que estabelecia elei\u00e7\u00f5es diretas para presid\u00eancia da Rep\u00fablica. A partir da\u00ed, as oposi\u00e7\u00f5es mobilizaram a popula\u00e7\u00e3o com objetivo de pressionar os parlamentares a aprovarem a emenda constitucional. Por todo o pa\u00eds, grandes com\u00edcios, atos e manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas foram realizadas.\n\nO lema da campanha era Diretas J\u00e1.\n\n<strong>ATENTADO DO RIO CENTRO &#8211; 30\/04\/1981<\/strong>\n\nS\u00e3o criados os Centros Integrados de Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u2013 CIEPs, no Estado do Rio de Janeiro, por iniciativa do educador e antrop\u00f3logo Darcy Ribeiro, com objetivo de atender at\u00e9 mil crian\u00e7as em dois turnos de atividades. A LDB de 1971 \u00e9 alterada nos dispositivos referentes \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o do ensino de 2 o grau, implicando em algumas mudan\u00e7as na proposta curricular, dispensando as escolas da obrigatoriedade da profissionaliza\u00e7\u00e3o, voltando a \u00eanfase \u00e0 forma\u00e7\u00e3o geral, explica as camadas curriculares e indica o sentido humanista da prepara\u00e7\u00e3o para o trabalho. Movimento Brasileiro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013 MOBRAL \u00e9 extinto e criado o Projeto Educar.\n\nO Conselho Federal de Educa\u00e7\u00e3o ressurge a Filosofia como disciplina optativa.\n\nEm 15 de janeiro de 1985, o deputado Tancredo Neves foi eleito pelo col\u00e9gio eleitoral presidente da Rep\u00fablica. Mas a tentativa de esquecer o passado, ou seja, de impedir que viessem a p\u00fablico os crimes cometidos pelos agentes da repress\u00e3o, fracassou. Tancredo Neves, no entanto, adoeceu e morreu. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente, Jos\u00e9 Sarney.\n\n<strong>Ditadura Militar no Brasil (1964-1985)<\/strong>\n\n<strong>Antecedentes do golpe<\/strong>\n\nEntre 1964-85, o Brasil viveu sob uma ditadura militar. Durante o governo do presidente Jo\u00e3o Goulart, que foi derrubado por um golpe de Estado, um tema que ganhou import\u00e2ncia crescente foram as reformas de base.\n\nO Brasil tinha vivido grandes transforma\u00e7\u00f5es desde os anos 1940, de modo que, ao assumir o cargo, Jango encontrou muitos problemas sociais e econ\u00f4micos que precisavam ser resolvidos.\n\nSetores da sociedade, como a classe m\u00e9dia e a Igreja Cat\u00f3lica, temiam o avan\u00e7o do movimento comunista, em quem o presidente buscava cada vez mais apoio.\n\nLatifundi\u00e1rios ficaram preocupados com a reforma agr\u00e1ria e a tens\u00e3o que ela poderia gerar no campo. Empresas multinacionais se sentiram prejudicadas com os limites impostos \u00e0 remessa de lucros para o exterior.\n\nOs militares tamb\u00e9m passaram a apontar o perigo que as mobiliza\u00e7\u00f5es populares representavam para a democracia, ao subverterem a ordem e a paz.\n\nNesse cen\u00e1rio de intensa agita\u00e7\u00e3o e radicaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o golpe contra Jo\u00e3o Goulart veio dos segmentos mais conservadores. A interven\u00e7\u00e3o dos militares contou com o apoio civil, inclusive no Congresso Nacional, que oficializou um golpe contra um presidente constitucionalmente eleito. Muitos civis que apoiaram a interven\u00e7\u00e3o pensaram que o golpe se resumiria ao afastamento de Jo\u00e3o Goulart, ao restabelecimento da ordem e \u00e0 passagem do poder novamente aos civis, o que, no entanto, s\u00f3 ocorreu 21 anos depois.\n\n<strong>\u201cMilagre econ\u00f4mico\u201d<\/strong>\n\nAo longo da ditadura, o Brasil foi governado por 5 generais (e, por um breve per\u00edodo, em 1969, tamb\u00e9m por uma Junta Militar). Do ponto de vista econ\u00f4mico, o primeiro governo militar tomou uma s\u00e9rie de medidas visando superar a crise herdada do per\u00edodo anterior. Por\u00e9m, elas n\u00e3o surtiram o efeito esperado imediatamente, o que, somado \u00e0 crescente repress\u00e3o, suscitou as primeiras cr\u00edticas por parte daqueles que tinham apoiado o golpe.\n\nEntre 1968-73, o pa\u00eds viveu o chamado milagre econ\u00f4mico. As exporta\u00e7\u00f5es triplicaram, o Produto Interno Bruto ficou acima de dois d\u00edgitos e a infla\u00e7\u00e3o recuou para 20% ao ano em m\u00e9dia.\n\nGrandes obras foram iniciadas nesse momento (Ponte-Rio Niter\u00f3i, Itaipu, Transamaz\u00f4nica), revelando a grandeza do Brasil e de sua economia. A conquista da Copa de 1970 contribuiu para a propaganda oficial, que anunciava o destino do pa\u00eds em ser uma pot\u00eancia, a come\u00e7ar pelo futebol.\n\nTodos os setores da sociedade se beneficiaram do boom econ\u00f4mico, por\u00e9m, de maneira crescentemente desigual. Com o passar do tempo, a moderniza\u00e7\u00e3o conservadora da economia tendeu a aprofundar as desigualdades entre os mais ricos e os mais pobres. Os efeitos sociais desse processo, como greves por melhores sal\u00e1rios, por exemplo, s\u00f3 puderam ser controlados porque o Brasil vivia sob uma ditadura.\n\n<strong>Repress\u00e3o<\/strong>\n\nAs primeiras\u00a0<strong>medidas repressivas<\/strong>\u00a0foram tomadas logo depois do golpe, com cassa\u00e7\u00f5es de mandatos, suspens\u00e3o de direitos pol\u00edticos, demiss\u00f5es de funcion\u00e1rios p\u00fablicos e expuls\u00e3o de militares das For\u00e7as Armadas.\n\nA Opera\u00e7\u00e3o Limpeza buscou eliminar todos os elementos identificados com o per\u00edodo anterior ou considerados amea\u00e7adores para os objetivos do novo regime. A Opera\u00e7\u00e3o Condor, por sua vez, articulou a ditadura brasileira com outros regimes militares da Am\u00e9rica do Sul para identificar a perseguir inimigos.\n\nOs partidos foram dissolvidos e adotou-se o sistema bipartid\u00e1rio, a fim de controlar a oposi\u00e7\u00e3o parlamentar. Ao mesmo tempo, uma s\u00e9rie de medidas de exce\u00e7\u00e3o foi aprovada com objetivo de controlar qualquer antagonismo pol\u00edtico. O principal deles, certamente, foi o Ato Institucional n. 5, aprovado em 1968 e considerado um verdadeiro golpe dentro do golpe. Entre outras provid\u00eancias, o AI-5 eliminava o habeas corpus para crimes pol\u00edticos.\n\nCom o fechamento da ditadura, em 1968, parte da oposi\u00e7\u00e3o seguiu pelo caminho da luta armada, promovendo a\u00e7\u00f5es de guerrilha urbana e rural.\n\nSeus militantes foram as principais v\u00edtimas dos atos de tortura cometidos durante o regime. Muitos acabaram assassinados, outros desapareceram e dezenas seguiram para o ex\u00edlio.\n\nTamb\u00e9m houve baixas entre os militares e civis inocentes.\n\n<strong>O retorno \u00e0 democracia<\/strong>\n\nEm 1974, um novo governo assumiu prometendo democracia, assim como todos os anteriores. A abertura \u201clenta, gradual e segura\u201d, que terminaria apenas em 1985, com a elei\u00e7\u00e3o do primeiro presidente civil desde o golpe, contemplava v\u00e1rias medidas importantes, como a suspens\u00e3o da censura e da legisla\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o, o retorno do pluripartidarismo e a anistia pol\u00edtica.\n\nEm todas elas o governo sempre buscou manter o controle sobre o processo de abertura, numa pol\u00edtica de avan\u00e7os e recuos que visou conferir aos militares uma posi\u00e7\u00e3o politicamente confort\u00e1vel no regime democr\u00e1tico que se aproximava.\n\nPor\u00e9m, as greves dos metal\u00fargicos no ABC paulista, a mobiliza\u00e7\u00e3o pela anistia ampla geral e irrestrita e a campanha pelas Diretas J\u00e1! foram alguns exemplos de que a sociedade, novamente mobilizada, estava disposta a contestar o projeto oficial. As oposi\u00e7\u00f5es, dentro e fora do Congresso, buscaram ampliar os limites da abertura, tomando para si a iniciativa pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o a temas sens\u00edveis como as condi\u00e7\u00f5es de vida, de trabalho, os crimes cometidos pela repress\u00e3o e os direitos de cidadania, como o direito ao voto direto.\n\n<strong>Ditadura Militar &#8211; Resumo<\/strong>\n\nDesde a sua cria\u00e7\u00e3o em 1889, a hist\u00f3ria da rep\u00fablica brasileira foi marcada pela centralidade das For\u00e7as Armadas, particularmente do Ex\u00e9rcito, na vida pol\u00edtica. Mas entre 1964 e 1985, os militares estavam no comando direto do estado, impondo generais eleitos indiretamente como presidentes. Ap\u00f3s derrubar o governo reformista de centro-esquerda de Jo\u00e3o Goulart em 31 de mar\u00e7o de 1964, os militares instalaram um regime autorit\u00e1rio tutelar para controlar a sociedade civil e o sistema pol\u00edtico, servindo de modelo pol\u00edtico para regimes semelhantes na Am\u00e9rica Latina durante a Guerra Fria.\n\nOs militares aprovaram leis arbitr\u00e1rias e reprimiram severamente grupos pol\u00edticos e movimentos sociais de esquerda, ao mesmo tempo em que buscavam acelerar o desenvolvimento capitalista e a \u201cintegra\u00e7\u00e3o nacional\u201d do vasto territ\u00f3rio brasileiro. Eles pretendiam modernizar a ind\u00fastria brasileira e realizar ousados projetos de infraestrutura. Por outro lado, enfrentaram forte oposi\u00e7\u00e3o da sociedade civil, liderada por grupos pol\u00edticos, artistas, intelectuais e ve\u00edculos de imprensa de diversas origens ideol\u00f3gicas (marxistas, liberais, socialistas e cat\u00f3licos progressistas).\n\nEsses grupos se dividiam entre a recusa total em negociar com os militares e a ades\u00e3o cr\u00edtica \u00e0s pol\u00edticas dos governos dos generais, compondo uma complexa rela\u00e7\u00e3o entre sociedade e Estado.\n\nCompreender o papel do regime militar na hist\u00f3ria brasileira requer uma combina\u00e7\u00e3o de pesquisa hist\u00f3rica e cr\u00edtica historiogr\u00e1fica \u00e0 luz das disputas pela mem\u00f3ria que continuam dividindo atores sociais e pol\u00edticos.\n\n<strong>Presidente \u2013 Mandato \u2013 Fatos<\/strong>\n\n<strong>Castello Branco 1964-67<\/strong>\n<blockquote>Instituiu o bipartidarismo, com o MDB e a Arena\nExecutou as primeiras medidas repressivas da ditadura\nAprovou a Constitui\u00e7\u00e3o de 1967<\/blockquote>\n<strong>Costa e Silva 1967-69<\/strong>\n<blockquote>Assinou o Ato Institucional n. 5\nEm seu governo iniciou-se o ciclo do milagre econ\u00f4mico\nEnfrentou a luta armada de esquerda<\/blockquote>\n<strong>M\u00e9dici 1969-74<\/strong>\n<blockquote>Seu governo representou os anos de chumbo\nDerrotou a esquerda que pegou em armas<\/blockquote>\n<strong>Geisel 1974-79<\/strong>\n<blockquote>Lan\u00e7ou a proposta de abertura lenta, gradual e segura\nSuspendeu a censura \u00e0 imprensa e o AI-5<\/blockquote>\n<strong>Figueiredo 1979-85<\/strong>\n<blockquote>Enfrentou uma grave crise econ\u00f4mica\nAprovou a elei\u00e7\u00e3o direta para presidente a partir de 1988\nFoi o primeiro presidente desde 1964 a n\u00e3o fazer o sucessor<\/blockquote>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0oxfordre.com\/fr.wikipedia.org\/soulbrasileiro.com.br\/www.slideshare.net\/ guiadoestudante.abril.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ditadura no Brasil ocorreu entre 1964 a 1985<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9110,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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