{"id":20367,"date":"2015-12-17T00:00:00","date_gmt":"2015-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/cana-de-acucar-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:31:26","modified_gmt":"2026-09-01T15:31:26","slug":"cana-de-acucar-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/cana-de-acucar-3\/","title":{"rendered":"Cana-de-A\u00e7\u00facar"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Alguns Historiadores dizem que foi em 510 AC que o Imperador Darius do que era ent\u00e3o P\u00e9rsia invadiu a \u00cdndia, enquanto outros dizem que foi Alexandre, que ao invadir a \u00cdndia no ano 327 A.C., seus escribas notaram que os habitantes daquela zona mastigavam uma cana maravilhosa que mastigavam uma cana maravilhosa que produzia uma esp\u00e9cie de mel sem ajuda das abelhas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O segredo da\u00a0<strong>cana de a\u00e7\u00facar<\/strong>, como muitas outras descobertas do homem, foi mantido num secretismo muito bem vigiado, ainda que o produto acabado fosse exportado resultando grandes lucros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Desde da \u00c1sia a cana passou para \u00c1frica e Espanha.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Foi principalmente a expans\u00e3o dos povos \u00e1rabes no s\u00e9timo s\u00e9culo DC que conduziu a um rompimento do segredo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Quando eles invadiram P\u00e9rsia em 642 DC eles encontraram a cana-de-a\u00e7\u00facar a ser cultivado e aprenderam como o a\u00e7\u00facar era feito. A medida que a expans\u00e3o foi continuando, eles \u00e1rabes estabeleceram a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar em outras terras que eles conquistaram inclusive Norte de \u00c1frica e Espanha. Na Espanha foi introduzida pelos \u00c1rabes, e a cana era cultivada nas regi\u00f5es de Andaluzia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A partir desta \u00e9poca, as planta\u00e7\u00f5es cresceram e em 1150 j\u00e1 existia na Espanha, uma florescente ind\u00fastria a\u00e7ucareira.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em 1419 foi estabelecido o cultivo da cana na Ilha de Madeira, come\u00e7ando neste mesmo tempo, em grande parte dos A\u00e7ores, Can\u00e1rias, Cabo Verde, etc.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O doutor E.W. Brandes estabelece que, a origem desta planta se remonta desde a 100 milh\u00f5es de anos, tempo durante o qual se cr\u00e9 que existiu um grande continente Asiatico-Australiano.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Segundo este e outros investigadores, como E.D.Merril, existia no que hoje \u00e9 Nova Guinea, canas silvestres que foram transportadas a outras comarcas para o seu cultivo pelos habitantes da regi\u00e3o, se produziram assim as primeiras migra\u00e7\u00f5es desta planta e se originaram v\u00e1rios centros de diversifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nas novas regi\u00f5es a cana evoluiu e adquiriu novas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim pudemos observar que nas zonas de Polin\u00e9sia at\u00e9 Nova Guinea foram recolhidas diversas variedades de cana nobre Saccharum officinarum que era praticamente cultivada pelos nativos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Toda a zona Norte da \u00cdndia foi encontrada um grupo de cana resistente ao frio Saccharum barberi amplamente distribu\u00eddas por esta regi\u00e3o geogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Cresce um grupo de cana na China saccharum sinensis e outros grupos silvestres chamados Saccharum robostum e Saccharumespontaneum totalmente resistentes ou imunes as doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Atrav\u00e9s do cruzamento das variedades pertencentes a estes grupos, se conseguiu obter todas as variedades atuais de cana:\u00a0<\/strong>canas h\u00edbridas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O\u00a0<strong>A\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0s\u00f3 foi descoberto por europeus ocidentais como resultado das Cruzadas no 11\u00ba S\u00e9culo DC. Cruzados que ao voltarem para casa falaram deste \u201d novo tempero \u201d que qu\u00e3o agrad\u00e1vel era.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O primeiro a\u00e7\u00facar foi registrado na Inglaterra em 1099. Os s\u00e9culos subsequentes trouxeram uma maior expans\u00e3o do com\u00e9rcio entre a Europa ocidental e o Leste, inclusive a importa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar. Por exemplo, \u00e9 registado que o a\u00e7\u00facar estava dispon\u00edvel em Londres a dois xelins uma libra em 1319 DC. Isto equivale a US$100 por quilo aos pre\u00e7os de hoje, de modo que o a\u00e7\u00facar era um produto de muito luxo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O descobrimento da Am\u00e9rica\u00a0 e da \u00cdndia determinou uma nova etapa do desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o a\u00e7ucareira. Crist\u00f3v\u00e3o Colombo na sua segunda viagem, em 1493, trouxe cana ao continente Americano, Africano e a Espanha (hoje Santo Domingo). De Espanha, o Diego Velazque, levou a cana para Cuba. Nas viagens do Crist\u00f3v\u00e3o Colombo e Vasco da Gama, traziam canas com eles.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim se proliferou a planta da cana pelo mundo inteiro. O Vaso da Gama quando chega a Terra de boa gente, (hoje Inhambane), tamb\u00e9m trazia cana e assim em Mo\u00e7ambique foi introduzida a cana.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>A planta de cana est\u00e1 constitu\u00edda por 4 partes principais, que s\u00e3o:<\/strong>\u00a0Ra\u00edzes, Talho, Folhas e Flores.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>RAIZES<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As\u00a0<strong>ra\u00edzes<\/strong>\u00a0t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de absorver as subst\u00e2ncias nutritivas do solo para servir de alimento para a planta<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As ra\u00edzes da cana s\u00e3o fibrosas (sistema radicular fasciculada).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Quando se planta uma estaca de cana, se desenvolvem duas classes de ra\u00edzes:<\/strong><\/p>\n<strong>1 &#8211;\u00a0<\/strong>Ra\u00edzes transit\u00f3rias;<strong>\n2 &#8211;\u00a0<\/strong>Ra\u00edzes definitivas ou permanentes.\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>TALHO<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>ESTRUTURA DO COLMO (TALHO)<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O\u00a0<strong>talho<\/strong>\u00a0\u00e9 a parte mais importante da planta, constitui o fruto agr\u00edcola da mesma, nele se encontra armazenado o a\u00e7\u00facar. Est\u00e1 formado por entre-n\u00f3s que variam em longitude, grossura, forma e cor segundo a variedade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os entre-n\u00f3s est\u00e3o unidos por n\u00f3s, lugar onde se enxertam as folhas. Nos n\u00f3s encontramos a gema que \u00e9 importante na propaga\u00e7\u00e3o da planta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se fazemos um corte transversal do talho, observa-se a medula ao centro formada por um tecido esponjoso que contem sumo rico em a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>FOLHAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dos n\u00f3s do talho brotam-se as\u00a0<strong>folhas<\/strong>; estas s\u00e3o lancetadas, lineares, largas e agudas. Apresentam um nervo na veia central forte, dispostas no talho de forma alternada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A sua cor \u00e9 verde e vai variando de tonalidade de acordo com a variedade e as condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento da planta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>FLOR<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A\u00a0<strong>floresc\u00eancia<\/strong>\u00a0da planta aparece em forma de panicular (guino) que se desenvolve a partir do \u00faltimo entre-n\u00f3. A forma da mesma \u00e9 caracter\u00edstica de cada variedade, pelo qual serve tamb\u00e9m para sua identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Sobre as espigas se desenvolve flores hermafroditas (que tem \u00f3rg\u00e3os feminino e masculinos), as quais podem produzir sementes f\u00e9rteis, o que permite a obten\u00e7\u00e3o de novas variedades ou h\u00edbridos (plantas produtos de cruzamento de variedades) atrav\u00e9s dos trabalhos gen\u00e9ticos que tem sido desenvolvido nas esta\u00e7\u00f5es experimentais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As variedades diferem em suas caracter\u00edsticas de flora\u00e7\u00e3o. Algumas s\u00e3o de flora\u00e7\u00e3o mais cedo, outras de flora\u00e7\u00e3o mais tardia; algumas s\u00e3o de flora\u00e7\u00e3o abundante, outras n\u00e3o florescem.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; Cultivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Para o cultivo de cana de a\u00e7\u00facar, est\u00e1 limitada fundamentalmente por dois componentes ecol\u00f3gicos:<\/strong>\u00a0o clima e o solo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O primeiro comportando-se com bastante regularidade em todas \u00e1reas de cultivo de cana do mundo e o segundo ou seja o tipo de solo que \u00e9 requerido para o bom desenvolvimento da planta, n\u00e3o se encontra com as mesmas caracter\u00edsticas nas diferentes regi\u00f5es do mundo onde \u00e9 cultivada a cana. Isso resulta na diferencia\u00e7\u00e3o dos rendimentos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A cana de a\u00e7\u00facar para o seu desenvolvimento requer um clima c\u00e1lido e h\u00famido com uma temperatura de 23\u00baC, mesmo que o seu estado vegetativo mostre um bom desenvolvimento nos climas sub-tropicais, os melhores rendimentos s\u00e3o obtidos nos climas tropicais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; Variedades<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As principais variedades de cana s\u00e3o as que mais produzem sacarose, mas com o ataque do mosaico foi necess\u00e1rio fazer cruzamentos para encontrar variedades resistentes \u00e0s doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Esses cruzamentos foram feitos, principalmente, entre as esp\u00e9cies Saccharum officinarum L. e Sacharum spontaneum L. Atualmente, existem numerosas variedades criadas pelos institutos de pesquisas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A escolha \u00e9 indicada pelas caracter\u00edsticas do lugar de plantio. Sem esses cuidados a produ\u00e7\u00e3o poder\u00e1 n\u00e3o ser a esperada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Todas as variedades de cana existente atualmente foram obtidas do produto de largos e minuciosos trabalhos de cruzamentos e sele\u00e7\u00f5es a partir de esp\u00e9cies e variedades progenitoras encaminhadas \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de variedades melhor adaptadas, produtivas e resistentes \u00e0 pragas e doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em Mo\u00e7ambique, ainda n\u00e3o existem condi\u00e7\u00f5es para se fazer trabalhos de cruzamentos e sele\u00e7\u00f5es de variedades por estes serem de elevados custos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; Efici\u00eancia Fotossint\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A\u00a0<strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0\u00e9 muito eficiente na convers\u00e3o da energia solar (radia\u00e7\u00e3o) em a\u00e7\u00facar e fibra. Isto requer adequada quantidade de \u00e1gua para fazer isso eficientemente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O clima aparece como um fator muito importante para todo o ciclo da vida da planta principalmente por causa das fun\u00e7\u00f5es que este desempenha na fotoss\u00edntese nas folhas da planta de cana.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Com o calor e chuvas e raios solares, todo processo da fotoss\u00edntese e direcionado para o crescimento da planta e pouco fabrico e conserva\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar. Com pouco calor, poucos raios solares e pouca chuva, o processo fotossint\u00e9tico \u00e9 direcionado para a fabrica\u00e7\u00e3o dos a\u00e7ucares no colmo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Vejamos como isso acontece:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O peso total da planta de cana \u00e9 de aproximadamente 99% dos elementos ( O ) Oxig\u00eanio, ( H ) Hidrog\u00e9nio e ( C ) Carbono. Destes 99% quase 75% \u00e9 \u00e1gua e o resto composto por mat\u00e9ria seca.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b style=\"font-weight: 400;\">A \u00e1gua \u00e9 absorvida dos solos, o di\u00f3xido de carbono (CO2) \u00e9 sintetizado pela planta, no processo em que a \u00e1gua e o di\u00f3xido de carbono se combina para formar os <\/b><b>carboidratos<\/b><b style=\"font-weight: 400;\">, este processo complicado pode se representar de forma simplificada de seguinte maneira:<\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>12 CO2 + 11 H2O = C12H22O1 + 12 O2<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Di\u00f3xido de carbono + \u00e1gua =<\/strong>\u00a0sacarose + oxig\u00eanio<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Este processo \u00e9 denominado por (<strong>Foto:\u00a0<\/strong>luz;\u00a0<strong>sintesis<\/strong>: uni\u00e3o), j\u00e1 que na lamina da folha de cana se sintetizam subst\u00e2ncias org\u00e2nicas (neste caso a\u00e7\u00facar) a partir de \u00e1gua e di\u00f3xido de carbono e parte de energia da luz do sol \u00e9 absorvida pela clorofila (pigmento verde da folha). Esta considera se como a acumula\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O\u00a0<strong>a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0formado nesta rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 conservado no colmo principalmente na \u00e9poca de pouca luz, calor e chuva (Inverno). O a\u00e7\u00facar pertence ao grupo qu\u00edmico conhecido por Carbohidratos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>O processo inverso na rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica acima indicada, liberta energia:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>C6 H6 2 O6 + 6 O2 =\u00a0<\/strong>6 O2 + H2O + ENERGIA<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Este processo acontece no per\u00edodo de muita luz, calor e chuvas (Ver\u00e3o), tendo a maior quantidade dos a\u00e7\u00facares na base do colmo do que no topo do colmo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; Origem<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159036 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Cana-d10.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"220\" \/><strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>cana de a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0\u00e9 uma planta perenial, que pertence a fam\u00edlia dos capins (grass family), gramineae. Na qual inclui mais de 5000 esp\u00e9cies.\n\nAs variedades cultivadas e que crescem hoje, s\u00e3o maioritariamente derivadas de hibridiza\u00e7\u00e3o da planta original da cana, saccharum officinarun, origin\u00e1ria da \u00cdndia.\n\nA primeira esp\u00e9cie cultivada foi S.sinense e S. Barberi no Norte da \u00cdndia e na parte Sul da\u00a0 China. As outras esp\u00e9cies origin\u00e1rias, S.spontanium e S.robustum do g\u00e9nero Saccharum s\u00e3o usadas somente pelos engenheiros gen\u00e9ticos nos trabalhos de Brinding (produ\u00e7\u00e3o de novas variedades).\n\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0(Saccharum) \u00e9 um g\u00eanero de 6 a 37 esp\u00e9cies (dependendo da interpreta\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica) de gram\u00edneas altas (fam\u00edlia Poaceae, tribo Andropogoneae), nativas de temperadas quentes \u00e0s regi\u00f5es tropicais do Velho Mundo. Eles t\u00eam caules robustos, articulados e fibrosos, ricos em a\u00e7\u00facar, e medem de 2 a 6 metros de altura.\n\nTodas as esp\u00e9cies de cana-de-a\u00e7\u00facar se cruzam e os principais cultivares comerciais s\u00e3o h\u00edbridos complexos.\n\n<strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Cana-de-A\u00e7\u00facar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccana-d1.jpg\" alt=\"Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"490\" height=\"324\" \/><strong>\nCana-de-A\u00e7\u00facar<\/strong><\/p>\nA<strong>\u00a0cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0\u00e9 uma planta que cresce em regi\u00f5es tropicais e subtropicais em todo o mundo. \u00c9 uma erva perene, o que significa que depois de plantada vai crescer v\u00e1rios anos, mesmo depois de colhida.\n\nO nome cient\u00edfico da cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 saccharum. A cana-de-a\u00e7\u00facar pura \u00e9 transformada em a\u00e7\u00facar, como o a\u00e7\u00facar de mesa comum usado na maioria das fam\u00edlias. \u00c9 tamb\u00e9m um ingrediente principal do mela\u00e7o, etanol e rum.\n\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0\u00e9 cultivada em \u00e1reas tropicais, onde o clima quente e a chuva permitem que a planta se desenvolva. Os pa\u00edses que cultivam e vendem a\u00e7\u00facar puro podem incluir, mas n\u00e3o est\u00e3o limitados a, Austr\u00e1lia, Cuba, Filipinas, Equador, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia, Brasil, \u00cdndia, Caribe, Fiji, muitos pa\u00edses da \u00c1sia e os estados americanos do Texas, Fl\u00f3rida e Hava\u00ed. Os maiores produtores s\u00e3o o Brasil e a \u00cdndia, onde a colheita anual fornece uma importante fonte de recursos econ\u00f4micos para produtores e colhedores.\n\nO processamento da cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 frequentemente considerado muito ecologicamente correto, porque todas as partes da planta t\u00eam um prop\u00f3sito.\n\nOs subprodutos obtidos durante o processamento da cana-de-a\u00e7\u00facar podem ser usados como combust\u00edvel para usinas de a\u00e7\u00facar, e ainda usados na produ\u00e7\u00e3o de papel.\n\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0pura cont\u00e9m sacarose, e \u00e9 a partir dela que os processadores produzem o a\u00e7\u00facar. Em termos mais b\u00e1sicos, o a\u00e7\u00facar \u00e9 produzido a partir da desidrata\u00e7\u00e3o do colmo da cana, tamb\u00e9m conhecido como soqueira. O beneficiamento ocorre em uma usina de cana-de-a\u00e7\u00facar, e \u00e9 nela que o a\u00e7\u00facar bruto perde sua cor natural amarela ou \u00e0s vezes marrom, e \u00e9 transformado em a\u00e7\u00facar branco.\n\nO a\u00e7\u00facar derivado da cana-de-a\u00e7\u00facar costuma ser considerado a melhor escolha para consumo, ao contr\u00e1rio do a\u00e7\u00facar de beterraba, que \u00e9 uma planta cultivada no subsolo em climas mais frios. A cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 a \u00fanica fonte de a\u00e7\u00facar mascavo natural. O a\u00e7\u00facar de cana costuma ser a primeira escolha de cozinheiros e padeiros, pois tende a derreter melhor, caramelizar mais facilmente e ter um sabor melhor.\n\nEm \u00e1reas onde a cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 cultivada, ela \u00e9 frequentemente consumida crua. A cana rec\u00e9m-cortada \u00e9 um deleite comum em locais como Hava\u00ed e Cuba. Nessa forma, a cana \u00e9 mastigada por um tempo e depois descartada quando o sabor adocicado diminui.\n\nUma bebida popular em muitas \u00e1reas que plantam cana-de-a\u00e7\u00facar usa o suco como ado\u00e7ante. Geralmente, a bebida \u00e9 feita com suco de lim\u00e3o, suco de cana-de-a\u00e7\u00facar fresco e gelo. Esta bebida \u00e9 designada por muitos nomes diferentes, dependendo do local onde \u00e9 feita, mas o nome mais comum \u00e9 garapa.\n\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0\u00e9 uma planta diversificada e seus subprodutos podem ser encontrados em alimentos e at\u00e9 mesmo produtos em todo o mundo. \u00c9 uma guloseima doce e uma safra doce para os colhedores, j\u00e1 que a demanda por a\u00e7\u00facar \u00e9 intermin\u00e1vel.\n\n<strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; Produ\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159037 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Cana-d8.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"220\" \/><strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0responde por 80% da produ\u00e7\u00e3o mundial de a\u00e7\u00facar, sendo a principal mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar. A cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 uma erva tropical alta. Os caules s\u00e3o colhidos, n\u00e3o as folhas.\n\nEles s\u00e3o compostos principalmente por \u00e1gua, a\u00e7\u00facar e fibras conhecidas como baga\u00e7o. A colheita ocorre quando a concentra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar \u00e9 \u00f3tima, ocorrendo em m\u00e9dia ap\u00f3s 12 meses, e dura v\u00e1rios meses (at\u00e9 240 dias). Uma tonelada de cana produz aproximadamente 115 kg de a\u00e7\u00facar.\n\n<strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; Processo industrial<\/strong>\n\nColhidas manualmente ou mecanicamente, as canas s\u00e3o trituradas e depois trituradas. Isso produz suco e baga\u00e7o, que \u00e9 um res\u00edduo fibroso. O suco \u00e9 peneirado, aquecido e tratado com cal para remover as impurezas.\n\nEm seguida, passa para os evaporadores para extrair um xarope combinando cristais de a\u00e7\u00facar e um licor-m\u00e3e, do qual os cristais de a\u00e7\u00facar s\u00e3o separados em uma centr\u00edfuga.\n\n<strong>A\u00e7\u00facar<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0ocupa na alimenta\u00e7\u00e3o humana e na tecnologia de fabrica\u00e7\u00e3o dos alimentos uma posi\u00e7\u00e3o de destaque.\n\nAl\u00e9m de se constituir num nutriente energ\u00e9tico muito importante, por suas propriedades caracter\u00edsticas, confere a determinados alimentos quantidades de textura, corpo, palatabilidade, estabilidade e outras a\u00e7\u00f5es f\u00edsicas espec\u00edficas, que n\u00e3o encontram paralelo em outros ingredientes. A cana-de-a\u00e7\u00facar uma gram\u00ednea gigante, grossa e perene cultivada nas regi\u00f5es tropicais e subtropicais de todo o mundo \u2013 \u00e9 a principal fonte de sacarose ou a\u00e7\u00facar.\n\nO Brasil \u00e9 o maior produtor e exportador de a\u00e7\u00facar de cana do mundo, com os menores custos de produ\u00e7\u00e3o, em consequ\u00eancia do uso de tecnologia, pesquisa agr\u00edcola e industrial, al\u00e9m de avan\u00e7ada gest\u00e3o de neg\u00f3cios.\n\nO pa\u00eds det\u00e9m hoje quase um ter\u00e7o do mercado mundial de exporta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m o menor pre\u00e7o de a\u00e7\u00facar do mundo.\n\n<strong>Subprodutos da Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/strong>\n\nDiversidade, flexibilidade e adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do meio ambiente. A\u00a0<strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar\u00a0<\/strong>\u00e9 mat\u00e9ria-prima de grande flexibilidade.\n\n<strong>Com ela \u00e9 poss\u00edvel produzir a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool de v\u00e1rios tipos:<\/strong>\u00a0fabricar bebidas como cacha\u00e7a, rum e vodca e gerar eletricidade a partir do baga\u00e7o via alcoolqu\u00edmica.\n\n<strong>Da cana, se aproveita absolutamente tudo:<\/strong>\u00a0baga\u00e7o, m\u00e9is, torta e res\u00edduos de colheita. Com 3 kg de a\u00e7\u00facar e 17,1 kg de baga\u00e7o pode-se obter, por exemplo, 1 kg de pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel derivado da\u00a0<strong>cana<\/strong>, utilizando-se como solventes outros subprodutos da usina.\n\nDo baga\u00e7o, obt\u00eam-se baga\u00e7o hidrolisado para alimenta\u00e7\u00e3o animal, diversos tipos de pap\u00e9is, f\u00e1rmacos e produtos como o furfurol, de alta reatividade, para a s\u00edntese de compostos org\u00e2nicos, com grande n\u00famero de aplica\u00e7\u00f5es na ind\u00fastria qu\u00edmica e farmac\u00eautica.\n\nDo mela\u00e7o, al\u00e9m do \u00e1lcool usado como combust\u00edvel, bebida, e na ind\u00fastria qu\u00edmica, farmac\u00eautica e de cosm\u00e9ticos, extraem-se levedura, mel, \u00e1cido c\u00edtrico, \u00e1cido l\u00e1tico, glutamato monoss\u00f3dico e desenvolve-se a chamada alcoolqu\u00edmica as v\u00e1rias alternativas de transforma\u00e7\u00e3o oferecidas pelo \u00e1lcool et\u00edlico ou etanol.\n\nDo etanol podem ser fabricados polietileno, estireno, cetona, acetalde\u00eddo, poliestireno, \u00e1cido ac\u00e9tico, \u00e9ter, acetona e toda a gama de produtos que se extraem do petr\u00f3leo.\n\nSeu variado uso inclui a fabrica\u00e7\u00e3o de fibras sint\u00e9ticas, pinturas, vernizes, vasilhames, tubos, solventes, plastificantes, etc.\n\nDos res\u00edduos, utilizam-se a vinha\u00e7a e o vinhoto como fertilizantes.\n\n<strong>Existem ainda outros derivados:<\/strong>\u00a0dextrana, xantan, sorbitol, glicerol, cera refinada de torta, antif\u00fangicos, etc.\n\n<strong>A Cana-de-A\u00e7\u00facar gera, portanto, assim como o petr\u00f3leo, incont\u00e1vel n\u00famero de produtos, de fermento a herbicidas e inseticidas, com importante diferencial:<\/strong>\u00a0s\u00e3o biodegrad\u00e1veis e n\u00e3o ofensivos ao meio ambiente.\n\n<strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar &#8211; Resumo<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159038 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Cana-d9.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"218\" \/><strong>Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0\u00e9 uma gram\u00ednea origin\u00e1ria do sudeste asi\u00e1tico tropical (Hortus Third). O caule espesso armazena energia como sacarose na seiva. Desse suco, o a\u00e7\u00facar \u00e9 extra\u00eddo pela evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua.\n\nA\u00e7\u00facar cristalizado foi relatado h\u00e1 2.500 anos na \u00cdndia. Por volta do s\u00e9culo VIII d.C., os \u00e1rabes introduziram o a\u00e7\u00facar no Mediterr\u00e2neo e ele foi cultivado na Espanha.\n\nFoi uma das primeiras safras trazidas para as Am\u00e9ricas pelos espanh\u00f3is.\n\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0era amplamente cultivada no Caribe e ainda \u00e9 cultivada em algumas ilhas. Na \u00e9poca colonial, o a\u00e7\u00facar era um produto importante do com\u00e9rcio triangular de mat\u00e9rias-primas do Novo Mundo, manufaturas europeias e escravos africanos. A Fran\u00e7a achou suas ilhas de cana-de-a\u00e7\u00facar t\u00e3o valiosas que efetivamente negociou o Canad\u00e1 com a Gr\u00e3-Bretanha pelo retorno de Guadalupe, Martinica e Santa L\u00facia no final da Guerra dos Sete Anos. Os holandeses mantiveram o Suriname, uma col\u00f4nia de a\u00e7\u00facar na Am\u00e9rica do Sul, em vez de buscar o retorno da Nova Holanda (Nova Amsterd\u00e3).\n\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0cubana produzia a\u00e7\u00facar que recebia apoios de pre\u00e7os e garantia de mercado na URSS; a dissolu\u00e7\u00e3o desse pa\u00eds obrigou ao fechamento da maior parte da ind\u00fastria a\u00e7ucareira de Cuba.\n\nA\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0continua sendo uma parte importante da economia de Barbados, Rep\u00fablica Dominicana, Guadalupe, Jamaica, Granada e outras ilhas.\n\nA ind\u00fastria da\u00a0<strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0\u00e9 um importante produto de exporta\u00e7\u00e3o para o Caribe, mas deve entrar em colapso com a retirada das prefer\u00eancias europeias at\u00e9 2009.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0museu.mct.gov.mz\/www.wisegeek.com\/br.geocities.com\/tereos.com\/www.cs.mcgill.ca\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cana-de-A\u00e7\u00facar, Planta, Origem, Hist\u00f3ria, Brasil, Import\u00e2ncia, Composi\u00e7\u00e3o, Produ\u00e7\u00e3o, Usinas, Variedade, Per\u00edodo, Tipos, Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8778,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-20367","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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