{"id":20162,"date":"2015-12-15T00:00:00","date_gmt":"2015-12-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/rio-negro-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:28:47","modified_gmt":"2026-09-01T15:28:47","slug":"rio-negro-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/rio-negro-3\/","title":{"rendered":"Rio Negro"},"content":{"rendered":"\n<strong>Rio Negro &#8211; Brasil<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Rio Negro<\/strong>\u00a0nasce na regi\u00e3o pr\u00e9-andina da Col\u00f4mbia e corre ao encontro do Solim\u00f5es, logo abaixo de Manaus, para formar o Amazonas.\n\nEm seu curso, percorre 1700 quil\u00f4metros, quase a dist\u00e2ncia de S\u00e3o Paulo a Salvador.\n\nDa nascente \u00e0 foz, a viagem dura um m\u00eas e meio. Na longa jornada, a \u00e1gua carrega folhas e outras mat\u00e9rias org\u00e2nicas que a tingem de \u00e2mbar.\n\n\u00c9 um dos tr\u00eas maiores rios do mundo; o fluxo de \u00e1gua que passa por seu leito \u00e9 maior do que o de todos os rios europeus reunidos e, no Brasil, perde apenas para o Amazonas.\n\n<strong>Tem quil\u00f4metros de largura e mais de mil ilhas que se agrupam em dois arquip\u00e9lagos:<\/strong>\u00a0Anavilhanas, pr\u00f3ximo de Manaus, e Mariu\u00e1, no m\u00e9dio rio Negro, na regi\u00e3o de Barcelos.\n\nS\u00e3o os maiores arquip\u00e9lagos fluviais do mundo.\n\nO n\u00edvel das \u00e1guas depende da esta\u00e7\u00e3o do ano. Entre o ponto mais baixo da seca e o mais alto da cheia, a varia\u00e7\u00e3o \u00e9 de 9 a 12 metros.\n\nComo o n\u00edvel m\u00e1ximo deixa marca de umidade nas \u00e1rvores das margens antes inundadas, no auge da seca \u00e9 poss\u00edvel fazer id\u00e9ia do volume absurdo de \u00e1gua escoada entre uma esta\u00e7\u00e3o e outra.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Rio Negro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rio-ne23.jpg\" alt=\"Rio Negro\" width=\"341\" height=\"211\" \/><strong>O Rio Negro apresenta \u00e1gua de cor escura e transl\u00facida.\nAs rochas da regi\u00e3o das nascentes s\u00e3o muito antigas e produzem poucos sedimentos<\/strong><\/p>\nDessa diferen\u00e7a resultam paisagens incrivelmente diversas. Na cheia, o rio invade a floresta por muitos quil\u00f4metros. Com uma canoa pode-se remar no meio das \u00e1rvores e penetrar a floresta submersa, entre os raios de sol que escapam do filtro das copas e incidem sobre a \u00e1gua escura. O canto dos p\u00e1ssaros imp\u00f5e a paz no esp\u00edrito do visitante.\n\nNa seca, surgem as praias e emergem ilhas de areia branca, \u00e0s vezes t\u00e3o fina que parece talco. N\u00e3o fosse a marca da \u00e1gua no tronco das \u00e1rvores, imposs\u00edvel lembrar que tanta beleza estivesse anteriormente submersa.\n\nNessa \u00e9poca, os barrancos da margem exp\u00f5em as camadas do solo, troncos e ra\u00edzes retorcidas que assumem formas esculturais de rara criatividade.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rio Negro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rio-ne24.jpg\" alt=\"Rio Negro\" width=\"494\" height=\"151\" \/>\n<strong>Vista de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira em julho (cheia, \u00e0 esq) e dezembro (seca, dir) <\/strong><\/p>\nNum tempo em que a cordilheira dos Andes nem existia, o rio Amazonas corria no sentido inverso ao atual, na dire\u00e7\u00e3o do Pac\u00edfico. H\u00e1 centenas de milh\u00f5es de anos, quando aquele conjunto de montanhas se levantou, o rio ficou impedido de seguir em frente e formou um grande lago. Impotentes diante da barreira colossal, as \u00e1guas represadas escoaram no sentido oposto e abriram caminho para o Atl\u00e2ntico.\n\nAs florestas da bacia do rio Negro s\u00e3o as mais preservadas e despovoadas da Amaz\u00f4nia.\n\n<strong>Na regi\u00e3o, est\u00e3o localizadas as maiores Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds:\u00a0<\/strong>Parque Nacional do Pico da Neblina, Parque Nacional do Ja\u00fa e Reserva Sustent\u00e1vel de Amn\u00e3. No que tange \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, muitas \u00e1reas s\u00f3 existem nos decretos que as criaram, n\u00e3o havendo a\u00e7\u00f5es concretas ou planejamento para sua preserva\u00e7\u00e3o, de fato.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rio Negro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rio-ne26.jpg\" alt=\"Rio Negro\" width=\"404\" height=\"183\" \/>\n<\/strong><strong>Rio Negro<\/strong><\/p>\nA pobreza de nutrientes de suas \u00e1guas escuras n\u00e3o oferece condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis agricultura. A acidez, que dificulta o aparecimento de insetos, como os mosquitos que infernizam a vida dos visitantes nos rios de \u00e1guas barrentas da Amaz\u00f4nia, afeta toda a cadeia de vida animal na regi\u00e3o.\n\nAs matas da bacia do<strong>\u00a0rio Negro<\/strong>\u00a0s\u00e3o comparativamente pobres em animais terrestres e aqu\u00e1ticos.\n\nCondi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis para ca\u00e7a e cultivo da terra explicam a baixa densidade populacional e o pequeno impacto da interfer\u00eancia humana at\u00e9 hoje sofrido pelas florestas locais.\n\n<strong>A enorme regi\u00e3o da bacia do rio Negro \u00e9 ocupada por dois grupos \u00e9tnicos principais:<\/strong>\u00a0\u00edndios e caboclos. Apesar de viverem apenas cerca de 20 mil \u00edndios nas terras ind\u00edgenas oficializadas da parte brasileira da bacia, o n\u00famero de \u00edndios destribalizados que migraram para as cidades \u00e9 grande. Em S\u00e3o Gabriel, por exemplo, constituem a imensa maioria da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o para de crescer do centro para os bairros perif\u00e9ricos, onde se instalam os que acabaram de chegar.\n\nEstrada \u00fanica a ligar todas as cidades e comunidades que vivem \u00e0s suas margens, o rio \u00e9 um vai-e-vem incessante de pessoas e mercadorias. Por suas \u00e1guas, os barcos-recreio, coloridos pelas redes esticadas para acomodar os viajantes, transportam alimentos, m\u00e1quinas, material de constru\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de farinha de mandioca e de pia\u00e7aba e o incipiente artesanato local.\n\nQuem viaja de barco pelo rio Negro d\u00e1-se conta das enormes dist\u00e2ncias a percorrer. De Manaus a S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, a viagem pode durar uma semana ou mais dependendo da pot\u00eancia do motor e da altura das \u00e1guas. Rio acima, na dire\u00e7\u00e3o da Col\u00f4mbia, o movimento de barcos diminui muito e as dificuldades aumentam.\n\n<strong>Rio Negro &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Rio Negro<\/strong>, um afluente da Amaz\u00f4nia. Come\u00e7ando como o Rio Guain\u00eda no sudeste da Col\u00f4mbia, o Rio Negro serpenteia na dire\u00e7\u00e3o leste por 2.253 quil\u00f4metros.\n\nServe como fronteira natural entre a Col\u00f4mbia e a Venezuela antes de entrar no estado brasileiro do Amazonas. Uma cobertura de folhas com tanino, que caem e cobrem o ch\u00e3o da floresta tropical, descolore o negro.\n\nAs \u00e1guas azul-escuras do Rio Negro des\u00e1guam nas \u00e1guas marrom-claras do Solim\u00f5es no Encontro das \u00c1guas (encontro das \u00e1guas) 18 quil\u00f4metros abaixo de Manaus. Os dois rios fluem lado a lado por cerca de 6,5 quil\u00f4metros antes de suas \u00e1guas finalmente se fundirem Francisco de Orellana deu o nome de Negro quando o alcan\u00e7ou pela primeira vez em 3 de junho de 1451.\n\nEm 1657 os jesu\u00edtas habitaram as margens do rio, onde encontraram os \u00edndios Manau, Aru\u00e1k e Tarum\u00e1.\n\nEm 1669, os portugueses estabeleceram um pequeno posto avan\u00e7ado, o Forte S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Negro, na foz do Negro.\n\nDepois de 1700, a escravid\u00e3o ao longo do rio era comum at\u00e9 que muitos \u00edndios sucumbissem \u00e0s doen\u00e7as europeias e ao trabalho for\u00e7ado. No final do s\u00e9culo XVIII, os exploradores Alexandre Rodrigues Ferreira e o bar\u00e3o Alexander von Humboldt percorriam o rio. Richard Spruce passou de 1864 a 1870 vagando pelo Negro, e viu borracha sendo coletada em toda a extens\u00e3o do rio. Os seringueiros ainda coletam borracha e outros produtos da floresta tropical, como castanhas-do-par\u00e1 das margens do Negro, mas os solos pobres impedem que ele sustente uma popula\u00e7\u00e3o densa.\n\n<strong>Rio Negro &#8211; Amazonas<\/strong>\n\nA bacia do\u00a0<strong>rio Negro<\/strong>, principal afluente do rio Amazonas, \u00e9 formada predominantemente por rios formados nos contrafortes do planalto guianense e por rios que nascem no interfl\u00favio Solim\u00f5es-Negro.\n\nEstes rios drenam solos bastante erodidos e apresentam baixa carga de sedimentos, o que resulta em uma baixa produtividade prim\u00e1ria e elevada depend\u00eancia da floresta circunvizinha (Sioli, 1984).\n\nExistem cerca de 8500 esp\u00e9cies de peixes de \u00e1gua doce (Lowe-McConnel, 1987), a maioria das quais ocorre nos rios e nas plan\u00edcies aluviais conectadas. As tecnologias e os recursos atualmente dispon\u00edveis s\u00e3o, provavelmente, insuficientes para permitir a realiza\u00e7\u00e3o de estudos ecol\u00f3gicos completos para todas as esp\u00e9cies e para predizer as tend\u00eancias populacionais antes que algumas destas esp\u00e9cies venham a se extinguir naturalmente (Bayley &amp; Li, 1992).\n\nEm frente \u00e0 import\u00e2ncia ecol\u00f3gica, econ\u00f4mica e social da ictiofauna, a atividade pesqueira depende de estrat\u00e9gias de administra\u00e7\u00e3o que possam torn\u00e1-la sustent\u00e1vel. De acordo com Tommasi (1994), isto pode ser obtido atrav\u00e9s do uso racional dos recursos naturais, que consiste em tomar decis\u00f5es que viabilizem sua explora\u00e7\u00e3o sem, contudo, abrir m\u00e3o da sua conserva\u00e7\u00e3o, protegendo os ecossistemas dos quais a sociedade depende.\n\n<strong>A falta de medidas que contribuam para o manejo adequado dos recursos pesqueiros j\u00e1 resultou na sobre-explota\u00e7\u00e3o de alguns estoques, como:<\/strong>\u00a0o do tambaqui (Colossoma macropomum) desembarcado em Manaus (Petrere Jr., 1983) e no Baixo Amazonas (Isaac &amp; Ruffino, 2000); o do caparari (Pseudoplatystoma tigrinum) e do surubim (P. fasciatum) no M\u00e9dio Amazonas (Isaac et al., 1998), e, ainda de pirarucu (Arapaima gigas) (Bayley &amp; Petrere Jr., 1989; Isaac et al., 1998), piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii) e dourada (Brachyplatystoma flavicans) (Barthem &amp; Goulding, 1997).\n\nAs pescarias em rios de plan\u00edcie alag\u00e1vel s\u00e3o, em geral, desenvolvidas por um grande n\u00famero de atores, havendo uma forte competi\u00e7\u00e3o entre os usu\u00e1rios dos estoques (Hoggarth et al., 1999).\n\nOs diversos grupos que exercem a pesca nesta regi\u00e3o diferem quanto \u00e0 sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o (Barthem, s.d).\n\nPescadores comerciais possuem tecnologia mais avan\u00e7ada em rela\u00e7\u00e3o aquela utilizada por pescadores ribeirinhos, possuindo tamb\u00e9m a vantagem de poder se deslocar para locais mais distantes caso haja a queda na produtividade (Bayley &amp; Petrere, 1989).\n\nEste padr\u00e3o se repete na bacia do rio Unini e levou a sobre-explota\u00e7\u00e3o dos estoques pesqueiros e a uma consequente situa\u00e7\u00e3o de conflito entre os diferentes usu\u00e1rios. Diante disso, institui\u00e7\u00f5es governamentais, como o IBAMA, o IPAAM e a Prefeitura de Barcelos, e n\u00e3o-governamentais, como a Funda\u00e7\u00e3o Vit\u00f3ria Amaz\u00f4nica\u00a0 FVA, a Associa\u00e7\u00e3o de Moradores do Rio Unini\u00a0 AMORU, a Federa\u00e7\u00e3o das Col\u00f4nias de Pescadores do Estado do Amazonas e a Associa\u00e7\u00e3o de Pescadores de Novo Air\u00e3o ? APNA, reuniram-se para discutir um acordo de pesca visando a preserva\u00e7\u00e3o dos estoques pesqueiros da bacia. Este processo culminou com a celebra\u00e7\u00e3o do acordo de pesca no dia 23 de maio deste ano, em reuni\u00e3o coordenada pelo IBAMA, que dever\u00e1 ser efetivado a partir de legisla\u00e7\u00e3o estadual e federal a ser publicada.\n\nTradicionalmente, a pesca nesta bacia \u00e9 artesanal e de baixa intensidade, sendo realizada pelos moradores para subsist\u00eancia e pelos pescadores das cidades de Novo Air\u00e3o e Barcelos para abastecimento destas cidades.\n\nOs pescadores de Manaus atuam nesta bacia apenas em ocasi\u00f5es especiais, geralmente em busca de cardumes de jaraquis (Semaprochilodus sp.). Desde a d\u00e9cada de 80 v\u00eam ocorrendo a pesca de esp\u00e9cies ornamentais, principalmente o cardinal (Paracheirodon axelroldii). E, mais recentemente, v\u00eam se desenvolvendo a pesca esportiva tendo como esp\u00e9cie alvo o tucunar\u00e9 Cichla sp.\n\n<strong>Encontro Rio Negro e Rio Solim\u00f5es, Brasil<\/strong>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-161431\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Rio-Ne9.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" \/>\n<\/strong><strong>Encontro das \u00e1guas Rio negro e Solim\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">A 10 km de Manaus, as \u00e1guas escuras do\u00a0<strong>Rio Negro<\/strong>\u00a0se encontram com as \u00e1guas cor de barro do Rio Solim\u00f5es, mas n\u00e3o se misturam, criando um lindo espet\u00e1culo por v\u00e1rios quil\u00f4metros at\u00e9 que \u00e1guas se transformam na envolvente cor leitosa do imenso\u00a0<strong>rio Amazonas<\/strong>. Isso ocorre porque as \u00e1gua dos rios t\u00eam temperatura, nutrientes, teor de oxig\u00eanio e acidez diferentes. S\u00e3o t\u00e3o d\u00edspares que os peixes que passam de uma para a outra ficam temporariamente atordoados, e tornam-se presas f\u00e1ceis das duas esp\u00e9cies de botos que se concentram em grandes grupos nesse ponto de encontro das \u00e1guas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rio Negro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rio-ne29.jpg\" alt=\"Rio Negro\" width=\"402\" height=\"299\" \/><strong>\nEncontro das \u00e1guas Rio negro e Solim\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">As \u00e1guas s\u00e3o diferentes devido \u00e0s origens dos rios. O rio Solim\u00f5es tem in\u00edcio nos Andes peruanos e percorre 3000 km de solos recentes, de origem vulc\u00e2nica, que liberam muitos sedimentos.<\/p>\n<p align=\"left\">O<strong>\u00a0rio Negro<\/strong>\u00a0tem origem no norte da Bacia Amaz\u00f4nica, nas montanhas Pocaraima, formadas por arenito h\u00e1 2 bilh\u00f5es de anos, e que deixam poucos sedimentos na \u00e1gua. Na verdade, o Rio Negro seria transparente se n\u00e3o houvesse as plantas da floresta em sua margem, derramando o \u00e1cido h\u00famico de suas folhas na \u00e1gua e tornando-a escura.<\/p>\n<strong>Rio Negro &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o e popula\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nO principal rio que corta essa regi\u00e3o \u00e9 o Negro, afluente do Amazonas que, antes de entrar no Brasil, tem o nome de Guain\u00eda e separa a Col\u00f4mbia da Venezuela.\n\nNo seu alto curso, ele recebe, pela margem direita, o I\u00e7ana e o Uaup\u00e9s (chamado de Vaup\u00e9s na Col\u00f4mbia). Abrange tamb\u00e9m o Rio Apap\u00f3ris e seus afluentes, tribut\u00e1rio quase inteiramente colombiano do Caquet\u00e1, uma vez que desemboca neste \u00faltimo ap\u00f3s marcar um pequeno trecho da fronteira com o Brasil. Da\u00ed para baixo, o Caquet\u00e1 passa a denominar-se Japur\u00e1.\n\nA bacia hidrogr\u00e1fica do Rio I\u00e7ana tem suas nascentes na Col\u00f4mbia, mas logo em seguida passa a delimitar a fronteira com o Brasil, adentrando o territ\u00f3rio brasileiro na dire\u00e7\u00e3o sudoeste depois de um pequeno trecho.\n\nA extens\u00e3o do I\u00e7ana \u00e9 de cerca de 696 Km. J\u00e1 o Rio Uaup\u00e9s tem cerca de 1.375 Km de extens\u00e3o.\n\nDepois do Rio Branco, o Uaup\u00e9s \u00e9 o maior tribut\u00e1rio do Rio Negro e, em seu curso, tamb\u00e9m recebe as \u00e1guas de outros grandes rios, como o Tiqui\u00e9, o Papuri, o Querari e o Cuduiari.\n\nAcima da foz do Uaup\u00e9s fica a \u00e1rea formada pelo Rio Xi\u00e9 e alto curso do Rio Negro.\n\nA maior parte da regi\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda por terras da Uni\u00e3o (Terras Ind\u00edgenas e um Parque Nacional).\n\nA popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena atual constitui pelo menos 90% do total, embora os mais de dois s\u00e9culos de contato e com\u00e9rcio entre os povos nativos e os \u201cbrancos\u201d tenha for\u00e7ado a ida de muitos \u00edndios para o Baixo Rio Negro ou para as cidades de Manaus e Bel\u00e9m, bem como levado pessoas de outras origens a se estabelecerem ali. A presen\u00e7a de nordestinos, paraenses e e pessoas de outras partes do Brasil e do Amazonas se concentra nos poucos centros urbanos regionais.\n\nNo Brasil, as etnias do Alto Rio Negro se encontram em oito Terras Ind\u00edgenas \u2013 cinco delas homologadas e cont\u00edguas, duas ainda a identificar e uma em identifica\u00e7\u00e3o \u2013 situadas nos munic\u00edpios amazonenses de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, Japur\u00e1 e Santa Isabel.\n<table border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Terras Ind\u00edgenas homologadas<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Extens\u00e3o (Km\u00b2)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Alto Rio Negro<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">79.993<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">M\u00e9dio Rio Negro I<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">17.761<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">M\u00e9dio Rio Negro II<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">3.162<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Rio Apap\u00f3ris<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1.069<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Rio T\u00e9a<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">4.118<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>TOTAL<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>106.103<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-161379\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Rio-Ne8.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"133\" \/>\nRio Negro, logo abaixo de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira<\/strong><\/p>\n\u00c9 poss\u00edvel dizer que no Alto e M\u00e9dio Rio Negro existiam 732 povoa\u00e7\u00f5es no ano de 2002, desde pequenos s\u00edtios habitados por apenas um casal at\u00e9 grandes povoados e s\u00edtios espalhados pelos rios da regi\u00e3o.\n\nO censo da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena da regi\u00e3o conta aproximadamente 31 mil \u00edndios, n\u00famero que inclui aqueles que vivem na cidade de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (cerca de oito mil em 96) e Santa Isabel (cerca de tr\u00eas mil em 96).\n\n<strong>Veja, a seguir, como est\u00e1 distribu\u00edda a popula\u00e7\u00e3o das diversas etnias:<\/strong>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Sub-regi\u00f5es<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Popula\u00e7\u00e3o (*)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Uaup\u00e9s (incluindo Tra\u00edra)<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">9.290<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">I\u00e7ana<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">5.141<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Rio Negro (Alto) e Xi\u00e9<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">3.276<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Rio Negro (M\u00e9dio)<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">14.839<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>TOTAL<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>31.625<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>*<\/strong><i>\u00a0<\/i>Dados de 2000, incluindo popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ind\u00edgena das cidad<i>es.<\/i>\n\n<strong>Rio Negro &#8211; Mundo<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-161380 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Rio-Ne11.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"221\" \/><strong>Encontro das \u00e1guas Rio negro e Solim\u00f5es<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>Rio Negro<\/strong>\u00a0\u00e9 um dos tr\u00eas maiores rios do mundo. Passa por seu leito mais \u00e1gua do que a que corre em todos os rios da Europa juntos. Um dos principais afluentes do Amazonas, respons\u00e1vel por 15% da \u00e1gua que ele despeja no Atl\u00e2ntico, o Negro drena uma \u00e1rea correspondente a 10% dos 7 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados da Bacia Amaz\u00f4nica\n\nO contraste visual entre as \u00e1guas pretas e a areia branca dos milhares de praias que comp\u00f5em a paisagem do Rio Negro proporciona um cen\u00e1rio de beleza peculiar.\n\nProcessos f\u00edsicos e qu\u00edmicos que ocorrem na regi\u00e3o das nascentes do rio produzem extensas \u00e1reas de areia branca cobertas por uma vegeta\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica, respons\u00e1vel pela cor preta de suas \u00e1guas.\n\nOs milhares de ilhas que preenchem o canal principal do Rio Negro constituem os maiores arquip\u00e9lagos fluviais do mundo, o de Anavilhanas e o de Mariu\u00e1.\n\nMarcam tamb\u00e9m a paisagem do rio diversas cataratas e cachoeiras, que se formam quando as chuvas nas cabeceiras diminuem e o n\u00edvel das \u00e1guas baixa, deixando aflorar rochas em diversos pontos.\n\nSituam-se principalmente acima de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, onde se localiza o Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil.\n\nO\u00a0<strong>Rio Negro<\/strong>\u00a0encanta e surpreende o viajante, mesmo depois de j\u00e1 t\u00ea-lo decifrado parcialmente. A cada ano o rio revela milhares de ilhas que na cheia ficam ocultas pelas \u00e1guas negras, mais frescas e transparentes do que as \u00e1guas barrentas do Solim\u00f5es e do Amazonas, por\u00e9m com v\u00e1rzeas pouco f\u00e9rteis. O processo que d\u00e1 origem \u00e0 sua cor, alvo de especula\u00e7\u00f5es de cientistas por mais de 200 anos, s\u00f3 foi adequadamente explicado no in\u00edcio da d\u00e9cada de 80.\n\nAs \u00e1guas do Rio Negro correm r\u00e1pido nas corredeiras rasas de sua cabeceira e movem-se lentamente no encontro com as \u00e1guas do Solim\u00f5es depois de mais de um m\u00eas de jornada rio abaixo.\n\nNa \u00e9poca de menos chuvas, as nascentes do alto curso do Rio Negro apresentam n\u00edveis baixos de \u00e1gua, enquanto o baixo curso est\u00e1 cheio, devido \u00e0 influ\u00eancia das chuvas de regi\u00f5es vizinhas.\n\n<strong>Persiste ainda um mist\u00e9rio preocupante:<\/strong>\u00a0a origem do merc\u00fario que est\u00e1 envenenando os peixes e os moradores dessa regi\u00e3o quase intocada.\n\n<strong>CARACTER\u00cdSTICAS CLIM\u00c1TICAS<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Bacia do Rio Negro<\/strong>\u00a0tem o clima mais chuvoso da Bacia Amaz\u00f4nica, com valores anuais m\u00e9dios de chuva entre 2.000 e 2.200 mm, alcan\u00e7ando n\u00edveis maiores que 3.500 mm na regi\u00e3o do alto Rio Negro.\n\nOutra caracter\u00edstica clim\u00e1tica da regi\u00e3o \u00e9 a pequena varia\u00e7\u00e3o nas temperaturas m\u00e9dias mensais. Na cidade de Manaus, situada na regi\u00e3o do baixo Rio Negro, a maior temperatura m\u00e9dia mensal (27,9\u00b0C) ocorre em setembro, e a menor (25,8\u00b0C), entre fevereiro e abril, com uma varia\u00e7\u00e3o de somente 2,1\u00b0C. Na regi\u00e3o de S\u00e3o Carlos, na parte venezuela na do alto Rio Negro, as temperaturas m\u00e9dias anuais s\u00e3o de aproximadamente 26,6\u00b0C, com temperaturas m\u00e9dias mensais de 27,2\u00b0C em mar\u00e7o e 26\u00b0C em julho, variando, portanto, apenas 1,2\u00b0C.\n\n<strong>CARACTER\u00cdSTICAS F\u00cdSICAS<\/strong>\n\nDa sua nascente, localizada na regi\u00e3o pr\u00e9-andina colombiana, at\u00e9 a sua foz, o Rio Negro percorre pelo menos 1.700 quil\u00f4metros e \u00e9 conectado fluvialmente aos sistemas de rios do norte, oeste, leste e nordeste.\n\nA mais importante e famosa conex\u00e3o \u00e9 com o Rio Casiquiare, na Venezuela, que liga o alto Rio Negro ao sistema fluvial do Orinoco.\n\nNo Rio Negro, como na maioria dos canais fluviais amaz\u00f4nicos, o n\u00edvel das \u00e1guas varia conforme a esta\u00e7\u00e3o. As varia\u00e7\u00f5es no baixo Rio Negro, diferentemente do que se imaginava a princ\u00edpio, n\u00e3o s\u00e3o ocasionadas s\u00f3 pela distribui\u00e7\u00e3o espacial e temporal das chuvas, mas tamb\u00e9m pela forte influ\u00eancia do Rio Solim\u00f5es-Amazonas.\n\nEssa influ\u00eancia \u00e9 t\u00e3o forte que pode ser observada no Rio Negro at\u00e9 a sua conflu\u00eancia com o Rio Branco, a cerca de 300 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Assim, at\u00e9 a desembocadura do Branco, as flutua\u00e7\u00f5es de n\u00edvel de \u00e1gua refletem principalmente as varia\u00e7\u00f5es ocorridas no Solim\u00f5es-Amazonas.\n\nPor causa disso, entre os meses de novembro e fevereiro, quando descem os n\u00edveis da \u00e1gua do alto Rio Negro, o baixo Rio Negro encontra-se em per\u00edodo de inunda\u00e7\u00e3o.\n\nA inunda\u00e7\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia de um represamento provocado pela alta do complexo Solim\u00f5es-Amazonas, que recebe grandes quantidades de \u00e1gua de seus diversos tribut\u00e1rios que est\u00e3o em \u00e9poca de enchentes. Por isso, \u00e9 na esta\u00e7\u00e3o seca que, paradoxalmente, sobe o n\u00edvel da \u00e1gua do baixo Rio Negro.\n\nA flutua\u00e7\u00e3o anual do Rio Negro, ou seja, a varia\u00e7\u00e3o entre o n\u00edvel de \u00e1gua mais baixo e o mais alto durante o per\u00edodo de um ano, \u00e9 de 9 a 12 metros. Perto da conflu\u00eancia como Solim\u00f5es-Amazonas, na foz do Rio Negro, a m\u00e9dia de flutua\u00e7\u00e3o anual nos \u00faltimos 90anos tem sido de 9,8 metros; os n\u00edveis superiores s\u00e3o observados em geral nos meses de junho e julho.\n\nO Rio Negro, diferentemente do Amazonas, \u00e9 relativamente canalizado e tem poucos meandros no percurso. A velocidade da corrente de \u00e1gua na altura de Manaus \u00e9 de aproximadamente 1 metro por segundo, o que corresponde a 3,6 quil\u00f4metros por hora. Apesar de n\u00e3o existirem muitos dados para a regi\u00e3o do m\u00e9dio e alto Rio Negro, assume-se que a velocidade da corrente de \u00e1gua nessas regi\u00f5es seja maior do que na por\u00e7\u00e3o baixa. Estima-se, assim, que a \u00e1gua que passa em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, 1.200 quil\u00f4metros rio acima, leva cerca de um m\u00eas para alcan\u00e7ar o Amazonas.\n\nRios com muita carga de sedimentos, como o Solim\u00f5es-Amazonas, costumam ter uma grande varia\u00e7\u00e3o de seus leitos relacionada ao carregamento e \u00e0 deposi\u00e7\u00e3o desses sedimentos, que frequentemente bloqueiam o leito e modificam o curso. O Rio Negro, que carrega pequenas cargas de sedimento, apresenta-se muito mais est\u00e1vel, n\u00e3o sofre grandes mudan\u00e7as de percurso. S\u00f3 o Rio Branco, com suas grandes quantidades de sedimentos durante os per\u00edodos chuvosos, tem influ\u00eancia na forma do Rio Negro.\n\nEsses sedimentos s\u00e3o transportados e depositados no baixo Rio Negro e s\u00e3o respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o de muitas ilhas.\n\nOnde n\u00e3o h\u00e1 ilhas, a largura do Rio Negro \u00e9 em m\u00e9dia de 1 a 3 quil\u00f4metros, aumentando dezenas de vezes pr\u00f3ximo \u00e0 foz. As profundidades do canal principal variam muito, sendo a m\u00e9dia durante a \u00e9poca de baixos n\u00edveis entre 5 e 20 metros e, nos per\u00edodos de cheia, entre 15 e 35 metros. A foz do Rio Negro, onde ele encontra o Rio Solim\u00f5es, \u00e9 aparte mais profunda de toda a sua extens\u00e3o e talvez de todo o Amazonas, sendo estimada em quase 100 metros.\n\nApesar de seu canal de drenagem relativamente bem definido, o Rio Negro possui extensas plan\u00edcies aluviais, ou seja, \u00e1reas de terra inundadas sazonalmente.\n\nEssas \u00e1reas s\u00e3o observadas ao longo da margem do canal principal e de muitos de seus tribut\u00e1rios. Diferentemente das do Rio Solim\u00f5es-Amazonas, onde s\u00e3o conhecidas como v\u00e1rzea, as \u00e1reas inundadas pelo Rio Negro recebem o nome de igap\u00f3.\n\nAs plan\u00edcies aluviais dos igap\u00f3s s\u00e3o cobertas principalmente com areia branca, formando extensas praias durante os per\u00edodos em que o n\u00edvel do rio est\u00e1 baixo.\n\nAs praias podem ficar expostas de quatro a sete meses por ano no alto e m\u00e9dio curso do rio, mas somente de tr\u00eas a cinco meses no baixo Rio Negro. Muitas praias, principalmente na regi\u00e3o do m\u00e9dio Rio Negro, chegam a 20 quil\u00f4metros de comprimento durante seu per\u00edodo de maior exposi\u00e7\u00e3o, proporcionando uma das mais belas paisagens da regi\u00e3o.\n\nCalcula-se que existam mais do que mil ilhas no Rio Negro, algumas das quais com mais de 30 quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Grande parte das ilhas pertence aos arquip\u00e9lagos Anavilhanas e Mariu\u00e1, os maiores arquip\u00e9lagos fluviais do mundo. Anavilhanas situa-se no baixo Rio Negro; Mariu\u00e1 localiza-se entre a foz do Rio Branco e a cidade de Barcelos, no m\u00e9dio Rio Negro.\n\nAmbos representam zonas de deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos trazidos por afluentes de \u00e1guas brancas, os rios Branco e Padauari-Demini, respectivamente.\n\nQuase todas as ilhas do Rio Negro est\u00e3o sujeitas em algum grau a inunda\u00e7\u00f5es anuais e, na \u00e9poca de cheia do rio, a maioria delas submerge completamente, mostrando apenas as copas das \u00e1rvores mais altas.\n\nQuando o alto Rio Negro esvazia e os n\u00edveis de \u00e1gua s\u00e3o m\u00ednimos, veem-se os diversos afloramentos de rochas do Escudo das Guianas, que formam as cachoeiras e cataratas do seu alto curso.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/pib.socioambiental.org\/www.encyclopedia.com\/www.ipaam.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio Negro, Amazonas, Solim\u00f5es, Localiza\u00e7\u00e3o, Manaus, Afluentes, Popula\u00e7\u00e3o, Bacia, Encontro, \u00c1gua, Brasil, Caracter\u00edsticas, Rio Negro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7908,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-20162","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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