{"id":20146,"date":"2015-12-14T00:00:00","date_gmt":"2015-12-14T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/incineracao-do-lixo-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:28:39","modified_gmt":"2026-09-01T15:28:39","slug":"incineracao-do-lixo-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/incineracao-do-lixo-3\/","title":{"rendered":"Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo"},"content":{"rendered":"\n<p>A elimina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos pelo uso do fogo \u00e9 uma pr\u00e1tica bastante antiga.      Mesmo hoje, a queima do lixo a c\u00e9u aberto ainda \u00e9 praticada nas \u00e1reas rurais      (queimadas) e em algumas cidades pequenas. A queima de lixo a c\u00e9u aberto acaba      contribuindo para o aumento da polui\u00e7\u00e3o do ar. <\/p>\n   \n<p>A incinera\u00e7\u00e3o controlada \u00e9 uma parte importante do sistema de limpeza urbana      na maioria dos pa\u00edses. Consiste na queima de materiais em temperaturas elevadas      (acima de 900 oC). Utilizando uma quantidade apropriada de oxig\u00eanio consegue-se      uma boa combust\u00e3o do lixo. Os compostos org\u00e2nicos presentes em pap\u00e9is, madeira      e materiais pl\u00e1sticos, s\u00e3o transformados em di\u00f3xido de carbono, vapor d\u00b4\u00e1gua      e cinzas. Deve-se evitar que o lixo a ser incinerado contenha res\u00edduos \u00famidos      ou molhados (como casca de legumes e frutas). A presen\u00e7a destes res\u00edduos provoca      uma diminui\u00e7\u00e3o na temperatura do forno e perda de efici\u00eancia da queima.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/incine21.jpg\" alt=\"Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo\" width=\"316\" height=\"202\" title=\"Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo\" \/><\/p>\n   \n<p>O processo reduz o volume do material em mais de 70%, diminuindo a necessidade      de espa\u00e7o para aterros. A incinera\u00e7\u00e3o \u00e9 recomendada na elimina\u00e7\u00e3o de lixos      perigosos como res\u00edduos hospitalares e t\u00f3xicos, por exemplo. Em geral, a queima      do lixo \u00e9 realizada em usinas de incinera\u00e7\u00e3o. Algumas usinas deste tipo s\u00e3o      capazes de gerar eletricidade; outras s\u00e3o utilizadas no aquecimento de \u00e1gua      em pa\u00edses que apresentam invernos rigorosos. <\/p>\n   \n<p>A incinera\u00e7\u00e3o do lixo urbano \u00e9 utilizada em muitos pa\u00edses desenvolvidos.      A tabela mostra a porcentagem de lixo que \u00e9 destinado \u00e0 incinera\u00e7\u00e3o em alguns      destes pa\u00edses (dados de 1994). Os dois pa\u00edses onde s\u00e3o incineradas as maiores      porcentagens de lixo s\u00e3o a Su\u00ed\u00e7a (88%) e o Jap\u00e3o (72%). Nestes pa\u00edses, o calor      liberado pela incinera\u00e7\u00e3o do lixo \u00e9 aproveitado na obten\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica,      al\u00e9m de \u00e1gua aquecida.<\/p>\n   \n<p><strong>Dentre as desvantagens da incinera\u00e7\u00e3o do lixo est\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Custo elevado<\/p>\n     \n<p>M\u00e3o-de-obra qualificada<\/p>\n     \n<p>Variabilidade da composi\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos e manuten\u00e7\u00e3o mais intensa. <\/p>\n   <\/blockquote>\n         \n<table width=\"89%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th>PA\u00cdS<\/th>\n         \n<th>ATERROS SANIT\u00c1RIOS<\/th>\n         \n<th>USINAS TRIAGEM E COMPOSTAGEM<\/th>\n         \n<th>INCINERADORES<\/th>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Alemanha<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">72<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">3<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">25<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>B\u00e9lgica<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">62<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">9<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">29<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Dinamarca<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">37<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">7<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">56<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Espanha<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">76<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">16<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">8<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Fran\u00e7a<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">50<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">20<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">30<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Holanda<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">50<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">20<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">30<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Inglaterra<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">90<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">9<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>It\u00e1lia<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">56<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">10<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">34<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Jap\u00e3o<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">24<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">4<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">72<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Su\u00e9cia<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">35<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">10<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">55<\/td>\n       <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Su\u00ed\u00e7a<\/strong><\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">6<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">6<\/td>\n         \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">88<\/td>\n       <\/tr>\n<\/table>\n   \n<p>Fonte:  www.conecteeducacao.com<\/p>\n   \n<h6>Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>A combust\u00e3o ao ar livre (fogueira) de restos de madeira usada representa      um s\u00e9rio problema para o Ambiente. <\/p>\n   \n<p>Numa fogueira h\u00e1 zonas em que a temperatura \u00e9 muito baixa, outras onde o      oxig\u00e9nio n\u00e3o \u00e9 suficiente para garantir uma combust\u00e3o completa, podendo ainda      suceder o aquecimento prolongado a temperaturas elevadas de materiais que      se decomp\u00f5em sem combust\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>No seu primeiro relat\u00f3rio a CCI tinha j\u00e1 chamado a aten\u00e7\u00e3o para o problema      do uso de madeiras tratadas em lareiras, tendo sido estimado um factor de      emiss\u00e3o de 200 ng ITEQ por Kg de madeira queimada, supondo que metade da carga      era constitu\u00edda por madeira tratada. <\/p>\n   \n<p>O Minist\u00e9rio do Ambiente Su\u00ed\u00e7o (Office Federal de l\u0092Environnement des      For\u00eats et du Paysage (OFEFP) publicou em 1996 um trabalho sobre este tema      (Incin\u00e9ration de d\u00e9chets, de bois usag\u00e9 et du residus de bois dans des chauffages      au bois et en plein air \u0096 OFEFP, Pat. Office Federal, Berne 1996), em      que s\u00e3o demonstrados os perigos para o Ambiente da queima n\u00e3o controlada de      madeira usada. De forma resumida ser\u00e3o aqui apontadas algumas das informa\u00e7\u00f5es      desse documento. <\/p>\n   \n<h4>Evitar a polui\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Muitos problemas ambientais resultam de procedimentos errados que v\u00eam depois      a causar problemas n\u00e3o apenas a n\u00edvel local, mas em muitos casos a n\u00edvel global.    <\/p>\n   \n<p>No caso das dioxinas a contamina\u00e7\u00e3o do organismo humano faz-se essencialmente      pela ingest\u00e3o de alimentos. Isto significa que nas vizinhan\u00e7as duma fonte      de emiss\u00e3o de dioxinas as popula\u00e7\u00f5es podem n\u00e3o estar necessariamente mais      afectadas do que outras afastadas dessa zona. \u00c9 atrav\u00e9s do consumo de alimentos      produzidos na regi\u00e3o que se vai dar a contamina\u00e7\u00e3o, e exceptuando o caso limite      que seria o de algu\u00e9m que vivesse quase exclusivamente da sua produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola      local, o problema da contamina\u00e7\u00e3o com dioxinas \u00e9 uma quest\u00e3o global que exige      uma precau\u00e7\u00e3o constante de toda a popula\u00e7\u00e3o. As dioxinas produzidas no Vale      do Vouga podem chegar ao Porto com o leite ali produzido, ou os atentados      ambientais em Tr\u00e1s-os-Montes chegar a Lisboa como contaminantes residuais      das batatas. <\/p>\n   \n<p>No caso dos metais pesados a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 id\u00eantica, isto \u00e9, os metais que sejam      produzidos durante o processo de combust\u00e3o acabar\u00e3o por ser depositados no      solo, absorvidos pelas plantas e depois ingeridos pelos animais, e destes      passar\u00e3o para o Homem. Todavia, alguns metais poder\u00e3o tamb\u00e9m ser absorvidos      directamente a partir dos efluentes gasosos, e nesse caso, uma emiss\u00e3o descontrolada      de metais pesados ter\u00e1 maior impacto nas zonas vizinhas do foco de emiss\u00e3o.    <\/p>\n   \n<h4>Fogueiras e lareiras<\/h4>\n   \n<p>A combust\u00e3o de madeiras impregnadas com conservantes ou pintadas, praticada      em fogueiras a c\u00e9u aberto ou utilizada em lareiras, origina a liberta\u00e7\u00e3o de      numerosos poluentes, n\u00e3o s\u00f3 para a atmosfera como tamb\u00e9m na forma de cinzas      que n\u00e3o devem ser utilizadas como fertilizantes do solo.<\/p>\n   \n<p>Em rigor uma madeira tratada ou pintada pode ser considerada um res\u00edduo e      n\u00e3o um produto florestal. <\/p>\n   \n<p>Os res\u00edduos de madeiras tratadas ou pintadas dever\u00e3o ser encaminhados tal      como os res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos, que no caso da incinera\u00e7\u00e3o ter\u00e3o de ser      tratados nas incineradoras de res\u00edduos urbanos (IRU). <\/p>\n   \n<p>Os preservantes organo-clorados como o pentaclorofenol, revestimentos em      PVC ou tintas, em particular as mais antigas, contendo chumbo, c\u00e1dmio, ars\u00e9nio,      cobre ou zinco, v\u00e3o transformar uma vulgar madeira num res\u00edduo perigoso. <\/p>\n   \n<p>Nas IRU os res\u00edduos s\u00e3o queimados a temperaturas elevadas, com fornecimento      de oxig\u00e9nio adequado e os gases s\u00e3o sujeitos a tratamentos de lavagem muito      sofisticados que permitem reter n\u00e3o s\u00f3 os produtos org\u00e2nicos incompletamente      destru\u00eddos, como tamb\u00e9m os metais arrastados pelos gases de combust\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio, na queima em fogueiras ou lareiras um grande n\u00famero de subst\u00e2ncias      nocivas e t\u00f3xicas v\u00e3o ser libertadas, e uma vulgar queima de pequenas quantidades      de res\u00edduos origina uma forte contamina\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n   \n<h4>Quais s\u00e3o os poluentes produzidos? <\/h4>\n   \n<p>A combust\u00e3o n\u00e3o controlada produz quantidades elevadas de mon\u00f3xido de carbono,      anidrido sulfuroso e \u00e1cido clor\u00eddrico, muito superiores \u00e0s produzidas num      IRU. O \u00e1cido clor\u00eddrico resulta da queima de pl\u00e1sticos clorados (PVC), mas      pode ainda ser originado pela destrui\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de embalagens de cart\u00e3o plastificado,      como as usadas nos pacotes de leite ou de sumos. <\/p>\n   \n<p>No que diz respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de dioxinas e furanos a queima de res\u00edduos      banais como cart\u00f5es plastificados e pl\u00e1sticos produz cem a mil vezes mais      destes poluentes perigosos do que se fossem incinerados numa IRU. <\/p>\n   \n<p>A combust\u00e3o incompleta (associada frequentemente \u00e0 emiss\u00e3o de fumos negros),      a temperaturas baixas, origina a emiss\u00e3o de hidrocarbonetos, alguns dos quais      como \u00e9 o caso de alguns hidrocarbonetos arom\u00e1ticos s\u00e3o cancer\u00edgenos. <\/p>\n   \n<p>Os metais existentes na forma de pigmentos nas tintas, em particular nas      mais antigas s\u00e3o em parte libertados para a atmosfera com os gases de combust\u00e3o,      ficando outra parte nas cinzas. <\/p>\n   \n<p>Os teores em chumbo, c\u00e1dmio, ars\u00e9nio e cobre detectados em an\u00e1lises realizadas      a entulhos contendo madeiras de demoli\u00e7\u00e3o atingem concentra\u00e7\u00f5es centenas ou      milhares de vezes superiores aos encontrados na madeira virgem. <\/p>\n   \n<p>Conforme as suas caracter\u00edsticas os metais podem ser mais ou menos arrastados      pelos fumos, ficando o restante a contaminar as as cinzas e depois o solo      onde estas forem lan\u00e7adas.<\/p>\n   \n<p>Na figura seguinte ilustra-se a diferen\u00e7a de reparti\u00e7\u00e3o de tr\u00eas metais pesados      nos fumos e nas cinzas duma fogueira <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/incine22.jpg\" alt=\"Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo\" width=\"443\" height=\"259\" title=\"Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo\" \/><\/p>\n   \n<p>A combust\u00e3o incompleta, muito vulgar nas fogueiras comuns, em que encontramos      peda\u00e7os de madeira carbonizada, incompletamente consumida produz enormes quantidades      de dioxinas que ficam acumuladas nas cinzas, conforme foi verificado em ensaio      realizados por um laborat\u00f3rio estatal su\u00ed\u00e7o (LFEM) <\/p>\n   \n<p>A combust\u00e3o de madeira produz cerca de 8,6 m3 de gases por kg, representando      as cinzas 0,2 a 2% do peso da madeira queimada. <\/p>\n   \n<p><strong>Quando os fumos s\u00e3o filtrados podemos avaliar o perigo que resulta      desta pr\u00e1tica ilegal de combust\u00e3o de lixos:<\/strong> foram atingidos os 20      000 ng de dioxinas por quilo de cinzas retidas num filtro fino! <\/p>\n   \n<p>Como termo de compara\u00e7\u00e3o refira-se que os limites legais de emiss\u00e3o de dioxinas      para uma opera\u00e7\u00e3o de incinera\u00e7\u00e3o ou co-incinera\u00e7\u00e3o s\u00e3o de 0,1 ng por m3 de      gases efluentes, sendo a m\u00e9dia das co-incineradoras europeias cerca de um      quarto deste valor.<\/p>\n   \n<h4>A queima sem controlo e o problema da co-incinera\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>O alarmismo lan\u00e7ado em torno da co-incinera\u00e7\u00e3o e do perigo da eventual emiss\u00e3o      acrescida de dioxinas resulta de aproxima\u00e7\u00f5es simplistas em que os aspectos      quantitativos do problema t\u00eam sido sistematicamente ignorados. Sendo, como      se disse, a contamina\u00e7\u00e3o com dioxinas um problema ambiental global, importa      avaliar a contribui\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias fontes para o aparecimento de valores preocupantes      registados recentemente em an\u00e1lises efectuadas, em parte transcritas na imprensa      di\u00e1ria.<\/p>\n   \n<p>As madeiras importadas destinam-se em grande parte ao fabrico de mobili\u00e1rio      e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil. Segundo o INE em 1998 foram importadas 2 234 416 toneladas      de madeira, compreendendo toros de folhosas tropicais, toros de folhosas temperadas,      madeira serrada de folhosas temperadas e obras de carpintaria para constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Sendo a madeira um produto de constru\u00e7\u00e3o tradicional, pode admitir-se facilmente      que uma largu\u00edssima percentagem da madeira utilizada vai ser usada para substituir      madeiras de constru\u00e7\u00e3o ou mobili\u00e1rio resultante de actividades de demoli\u00e7\u00e3o      e renova\u00e7\u00e3o. Note-se que embora os dois milh\u00f5es de toneladas incluam madeira      destinada ao fabrico de pasta de papel, n\u00e3o incluem a produ\u00e7\u00e3o de madeiras      nacionais, sendo portanto as madeiras tratadas usadas no fabrico de veda\u00e7\u00f5es      e cercas exclu\u00eddas desta estimativa.<\/p>\n   \n<p>As madeiras importadas destinam-se normalmente a aplica\u00e7\u00f5es mais nobres,      sendo portanto sujeitas a opera\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o por impregna\u00e7\u00e3o ou pintura.      Admitindo o mesmo factor de emiss\u00e3o j\u00e1 anteriormente usado no relat\u00f3rio da      CCI de 300 ng\/kg de madeira queimada, valor bastante baixo face aos n\u00fameros      encontrados no relat\u00f3rio su\u00ed\u00e7o anteriormente referido, podemos estimar a import\u00e2ncia      da queima descontrolada para a contamina\u00e7\u00e3o nacional com dioxinas.<\/p>\n   \n<p>Se apenas 10% da madeira substitu\u00edda for queimada de forma descontrolada,      teremos uma produ\u00e7\u00e3o de 66g de dioxinas para Portugal Continental. Tendo em      conta os limites legais de emiss\u00e3o para a co-incinera\u00e7\u00e3o de 0,1 ng\/m3 de gases      de combust\u00e3o, a co-incinera\u00e7\u00e3o dos Res\u00edduos Industriais Perigosos durante      um ano significar\u00e1 a emiss\u00e3o de 0,08g I TEQ de dioxinas (1\u00ba relat\u00f3rio da CCI      p\u00e1gina 282, ed impressa ou Anexos).<\/p>\n   \n<p>Verificamos assim que a queima ilegal de res\u00edduos de madeira representa um      problema ambiental duma magnitude que n\u00e3o corresponde de forma alguma \u00e1 express\u00e3o      p\u00fablica da \u0093consci\u00eancia ambiental\u0094 nacional.<\/p>\n   \n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>A polui\u00e7\u00e3o do ambiente por metais pesados e por dioxinas resulta em grande      parte da queima descontrolada de res\u00edduos. O h\u00e1bito de destruir o lixo pelo      fogo sem controlo tem de ser combatido. <\/p>\n   \n<p>Seria desej\u00e1vel que todas as obras de constru\u00e7\u00e3o civil fossem obrigadas a      dispor dum contentor para os res\u00edduos, controlado pelas autarquias, garantindo      assim o seu correcto tratamento em vez do seu vazamento clandestino ou queima      ilegal. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.fe.up.pt<\/p>\n   \n<h6>Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo<\/h6>\n   \n<p>Consiste na queima do lixo a altas temperaturas em instala\u00e7\u00f5es chamadas <strong>&#8220;incineradores&#8221;.      <\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 um m\u00e9todo de alto custo devido a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos especiais.      Neste m\u00e9todo existe uma grande redu\u00e7\u00e3o do volume do lixo, cerca de 3% do volume      original.<\/p>\n   \n<p>No mundo o primeiro incinerador foi instalado na cidade de Nohinglam, Inglaterra,      projetado e constru\u00eddo p\u00f4r Alfred Figer, em 1874.<\/p>\n   \n<p>No Brasil foi instalado em Manaus, em 1896 pelos ingleses. Em 1958 foi desativado      p\u00f4r n\u00e3o mais atender as necessidades locais e p\u00f4r problemas de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Atualmente existem modernos incineradores, inclusive no Brasil, entretanto,      ainda existem muitos inconvenientes envolvendo seu uso. O problema mais grave      deste m\u00e9todo \u00e9 o da polui\u00e7\u00e3o do ar pelos gases da combust\u00e3o e p\u00f4r part\u00edculas      n\u00e3o retidas nos filtros e precipitadores. Problemas estes muitas vezes ocasionados      pela defici\u00eancia de m\u00e3o-de-obra especializada.<\/p>\n   \n<p><strong>Os gases remanescentes da incinera\u00e7\u00e3o do lixo s\u00e3o:<\/strong> anidrido      carb\u00f4nico (CO2); anidrido sulfuroso (SO2); nitrog\u00eanio (N2); oxig\u00eanio (O2);      \u00e1gua (H2O) e cinzas. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.compam.com.br<\/p>\n   \n<h6>Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo<\/h6>\n   \n<h4><b>TRATAMENTO DE RES\u00cdDUOS S\u00d3LIDOS E GASOSOS<\/b><\/h4>\n   \n<h4><b>INCINERA\u00c7\u00c3O<\/b><\/h4>\n   \n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n   \n<p>A incinera\u00e7\u00e3o como forma de destino final de lixo \u00e9 uma pr\u00e1tica muito antiga,      e os m\u00e9todos empregados, apesar de rudimentares, consistiam em sua maioria      em empilhar os res\u00edduos e atear fogo diretamente. A cinza resultante era espalhada      no solo ou incorporada como um elemento auxiliar na agricultura. Com a expans\u00e3o      das cidades, estas pr\u00e1ticas tornaram-se inadequadas pelo inc\u00f4modo causado      \u00e0s vizinhan\u00e7as; assim, foram sendo gradativamente substitu\u00eddas por processos      mais complexos e mais eficientes. O resultado disso s\u00e3o os sofisticados sistemas      de incinera\u00e7\u00e3o hoje instalados nas metr\u00f3poles.<\/p>\n   \n<p>Mais recentemente, os incineradores passaram a ser exaustivamente estudados,      pois a crise mundial de energia, que se iniciou na d\u00e9cada de 70, exigiu solu\u00e7\u00f5es      alternativas em todas as \u00e1reas da ci\u00eancia e da tecnologia. Como a incinera\u00e7\u00e3o      do lixo \u00e9 um processo que envolve calor, seu aproveitamento, visando \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o      dos derivados de petr\u00f3leo, tornou-se obrigat\u00f3rio. Dessa forma, os conceitos      de disponibilidade, irreversibilidade e energia passaram a reger os processos      de incinera\u00e7\u00e3o dando uma nova conota\u00e7\u00e3o ao estudo da arte da incinera\u00e7\u00e3o do      lixo urbano.<\/p>\n   \n<p><b>HIST\u00d3RICO<\/b><\/p>\n   \n<p>Os primeiros incineradores destinados a queima do lixo surgiram na Inglaterra,em      1874, constru\u00edda por Alfred Fryer na cidade de Nottingham. O sistema Fryer,      como ficou conhecido, era rudimentar e de opera\u00e7\u00e3o extremamente simples; consistia      de um forno onde os res\u00edduos eram dispostos manualmente e incinerados com      utiliza\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">A tiragem dos gases era natural e tamb\u00e9m controlada manualmente      por meio de registros dispostos na chamin\u00e9. As esc\u00f3rias e a cinza eram removidas      ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o completa das chamas. O funcionamento do sistema se fazia intermitentemente      e na \u00e9poca em que foi constru\u00eddo atendia perfeitamente as necessidades locais.    <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Na Am\u00e9rica do Norte, j\u00e1 a partir de 1920 havia cerca de      200 plantas em funcionamento, solucionando o problema de 150 cidades como      Nova Yorque, Chicago, New Jersey e outras mais.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">No Brasil, o primeiro incinerador foi instalado na cidade      de Manaus em 1896, constru\u00eddo pelos ingleses. Tinha capacidade para processar      60 toneladas de lixo dom\u00e9stico por dia, sendo o mesmo desativado em 1958.    <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Em S\u00e3o Paulo, em 1913, foi instalado um incinerador especial,      com capacidade com capacidade para processar 40 toneladas de lixo por dia,      provido de um sistema de recupera\u00e7\u00e3o de energia, que constitu\u00eda de uma caldeira      e um alternador. Por problemas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 rede el\u00e9trica, o sistema recuperador      foi desativado. Posteriormente foram constru\u00eddos mais tr\u00eas incineradores de      lixo. Destes, apenas dois ainda continuam em franca opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">A partir dos anos 50 os incineradores municipais passaram      a ser gradativamente automatizados e tornaram-se mais eficientes. Isso foi      obtido gra\u00e7as \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de grelhas especiais e dispositivos de comando      e controle. Mais recentemente, desenvolveu-se no Jap\u00e3o um incinerador modelo,      com capacidade nominal de 1200 toneladas por dia, totalmente operado e controlado      por computadores, mostrando o grau de aperfei\u00e7oamento que estes dispositivos      t\u00e9rmicos atingiram em nossos dias.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Nos Estados Unidos, os incineradores com recupera\u00e7\u00e3o de      energia t\u00e9rmica s\u00e3o os preferidos no momento, sendo que, 86 deles foram constru\u00eddo      nos \u00faltimos cinco anos, processando em m\u00e9dia, 70.000 toneladas de lixo por      dia. O maior deles, o sistema de Detroit (Michigan) processa 3000 ton\/dia      e se destina a fornecimento de energia el\u00e9trica e vapor para ind\u00fastrias da      regi\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Pelo que se observa, persistindo a crise de energia no      mundo e obtendo-se a constante melhora no aproveitamento do poder calor\u00edfico      do lixo, conclui-se que os processos de incinera\u00e7\u00e3o com recupera\u00e7\u00e3o de energia      poder\u00e3o dominar o mercado do tratamento do lixo no meio urbano. Isso \u00e9 v\u00e1lido      principalmente nos locais onde a disponibilidade de \u00e1rea para pr\u00e1tica de aterro      sanit\u00e1rio for reduzida.<\/p>\n   \n<p><b>DEFINI\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n   \n<p>A incinera\u00e7\u00e3o \u00e9 definida como um processo de redu\u00e7\u00e3o de peso e volume do      lixo atrav\u00e9s de combust\u00e3o controlada. Os remanescentes da incinera\u00e7\u00e3o do lixo      s\u00e3o, geralmente, gases como anidrido carb\u00f4nico (CO2); anidrido sulfuroso (SO2);      nitrog\u00eanio (N2); g\u00e1s inerte proveniente do ar utilizado como fonte de oxig\u00eanio      e do pr\u00f3prio lixo; oxig\u00eanio (O2) proveniente do ar em excesso que n\u00e3o consegue      ser completamente queimado; \u00e1gua (H20); cinza e esc\u00f3ria que se constituem      de matais ferrosos e inertes como vidros, pedras, etc.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Quando a combust\u00e3o \u00e9 incompleta pode aparecer oxido de      carbono (CO) e particulados que consiste de carbono finamente dividido lan\u00e7ado      na atmosfera como fuligem ou negro fumo.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Quando a combust\u00e3o \u00e9 realizada em temperaturas elevadas      pode haver dissocia\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio, surgindo ainda compostos resultantes      da combina\u00e7\u00e3o deste com o oxig\u00eanio, como NO e N2O5.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Na combust\u00e3o do lixo podem ocorrer situa\u00e7\u00f5es em que as      varia\u00e7\u00f5es de temperatura e press\u00e3o podem atingir um estado de equil\u00edbrio qu\u00edmico      capaz de inibir ou mesmo interromper a rea\u00e7\u00e3o por completo. Este fato esta      relacionado ao poder calor\u00edfico do lixo.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>O rendimento da incinera\u00e7\u00e3o do lixo esta fundamentado      em dois princ\u00edpios b\u00e1sicos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>a)<\/strong> Regular a quantidade de ar de modo        que seja mantida a mistura ar-combustivel nos n\u00edveis normais exigidos no        projeto.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>b)<\/strong> Transferir o m\u00e1ximo de calor gerado        na combust\u00e3o para o material a ser incinerado.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><b>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n   \n<p><strong>Os processos de incinera\u00e7\u00e3o de lixo podem ser classificados em dois      tipos<\/strong>: est\u00e1ticos e din\u00e2micos.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><b>Incineradores est\u00e1ticos ou de bateladas:<\/b> caracterizam-se      por seu funcionamento intermitente. Em geral s\u00e3o de f\u00e1cil opera\u00e7\u00e3o e tecnologia      extremamente simples. <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>O processo envolve 4 est\u00e1gios ou fases principais:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p class=\"MsoNormal\">1.Alimenta\u00e7\u00e3o do forno.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\">2.Combust\u00e3o dos res\u00edduos.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\">3. Resfriamento e tratamento dos gases e produtos da        combust\u00e3o.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\">4. Emiss\u00e3o dos gases e esc\u00f3ria.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><b>Incineradores din\u00e2micos ou cont\u00ednuos:<\/b><b><i> <\/i><\/b>caracterizam-se      por seu funcionamento direto. Em geral, s\u00e3o mais complexos e sua opera\u00e7\u00e3o      requer maiores aten\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>O processo envolve seis est\u00e1gios:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p class=\"MsoNormal\">1. Alimenta\u00e7\u00e3o do forno.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\">2. Secagem do lixo.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\">3. Combust\u00e3o dos res\u00edduos.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\">4. Resfriamento dos gases e outros produtos da combust\u00e3o.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\">5. Filtragem e tratamento dos gases da combust\u00e3o.<\/p>\n     \n<p class=\"MsoNormal\">6. Emiss\u00e3o dos gases e esc\u00f3ria.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Os incineradores est\u00e1ticos s\u00e3o mais recomendados para pequenos      estabelecimentos onde a produ\u00e7\u00e3o de lixo \u00e9 limitada pelas etapas de produ\u00e7\u00e3o      do sistema gerador de res\u00edduos.<\/p>\n   \n<p><b>METODOLOGIA<\/b><\/p>\n   \n<p>Os incineradores de batelada, conforme defini\u00e7\u00e3o anterior apresenta tecnologia      simples, e sua metodologia de incinera\u00e7\u00e3o consiste basicamente em dispor os      res\u00edduos diretamente na c\u00e2mara de combust\u00e3o, processando-se a queima com uso      de combust\u00edveis l\u00edquidos ou gasosos. A c\u00e2mara de combust\u00e3o \u00e9 provida de um      dispositivo de alimenta\u00e7\u00e3o, geralmente situado na parte superior; queimador      de \u00f3leo ou de g\u00e1s; grade superior e inferior e transportador de cinza. A fuma\u00e7a      juntamente com os componentes vol\u00e1teis, \u00e9 repassada para a c\u00e2mara de resfriamento      por a\u00e7\u00e3o conjunta do calor gerado e do insuflamento de ar necess\u00e1rio \u00e0 combust\u00e3o.      No est\u00e1gio final da incinera\u00e7\u00e3o a cinza \u00e9 precipitada gravimetricamente em      dispositivos pr\u00f3prios, de onde \u00e9 removida posteriormente. Ainda nesse est\u00e1gio      final os gases da combust\u00e3o s\u00e3o for\u00e7ados a passar por trocadores de calor      onde se resfriam. Alguns incineradores apresentam sistemas de lavagem dos      gases onde os particulados e o CO2 s\u00e3o removidos. Este tipo de incinerador      \u00e9 frequentemente empregado em ind\u00fastrias, hospitais, aeroportos, etc.<\/p>\n   \n<p>O incinerador din\u00e2mico ou cont\u00ednuo tem em geral grande capacidade, e os modelos      mais recentes podem incinerar at\u00e9 3000 toneladas de lixo por dia. Entretanto,      s\u00e3o mais complexos que os incineradores de batelada e exigem uma s\u00e9rie de      equipamentos auxiliares.<\/p>\n   \n<p>O sistema consiste em seis est\u00e1gios principais. No 1\u00ba est\u00e1gio os res\u00edduos      s\u00e3o dispostos no fosso de recep\u00e7\u00e3o que pode ser constru\u00eddo em concreto armado,      alvenaria ou estrutura met\u00e1lica; em seguida, por a\u00e7\u00e3o de uma ca\u00e7amba tipo      p\u00f3lipo, eles s\u00e3o introduzidos na c\u00e2mara de secagem. No est\u00e1gio 2\u00ba processa-se      a secagem, onde o lixo perde grande parte da umidade, melhorando seu poder      calor\u00edfico. Na c\u00e2mara de combust\u00e3o ocorre o 3\u00ba est\u00e1gio, onde os res\u00edduos s\u00e3o      incinerados \u00e0 medida que descem pela grelha. A grelha \u00e9 um dos dispositivos      mais importantes no processo de incinera\u00e7\u00e3o, pois dela depende o rendimento      do sistema. <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Ela serve para ati\u00e7ar e revolver os res\u00edduos, facilitando      seu contato com o carburente, alem de propiciar a remo\u00e7\u00e3o das cinzas e esc\u00f3ria.      Ainda no est\u00e1gio 3\u00ba, o ar necess\u00e1rio \u00e0 combust\u00e3o \u00e9 introduzido pela zona inferior      da grelha, por meio de dispositivos mec\u00e2nicos; isso provoca o turbilhonamento      dos gases, indispens\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o da queima completa.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Os gases resultantes da queima s\u00e3o arrastados at\u00e9 o trocador      de calor onde acabam sendo resfriados (est\u00e1gio 4\u00ba). <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Da torre de resfriamento s\u00e3o filtrados em dispositivos      especiais tais como:<\/strong> precipitadores eletrost\u00e1ticos; coletores gravitacionais;      ciclones, etc. (est\u00e1gio 5\u00ba). O est\u00e1gio final da combust\u00e3o (est\u00e1gio 6\u00ba) \u00e9 o      lan\u00e7amento dos gases na atmosfera, realizado por meio de dispositivos insufladores      que for\u00e7am os gases atrav\u00e9s da chamin\u00e9. A chamin\u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 um dispositivo      importante no processo de incinera\u00e7\u00e3o, devendo, portanto ser bem dimensionado      para permitir boa tiragem e dispers\u00e3o dos gases sem causar inconvenientes      \u00e0s \u00e1reas circunvizinhas. No c\u00e1lculo da chamin\u00e9, s\u00e3o levados em conta a pluma      de gases, a velocidade dos ventos, invers\u00f5es t\u00e9rmicas e alta umidade relativa      do ar.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0    <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">As cinzas e esc\u00f3rias deve ter um destino sanit\u00e1rio adequado,      os metais separados magneticamente e comercializados.<\/p>\n   \n<p><b>CONTROLE DE COMBUST\u00c3O<\/b><\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Al\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es essencialmente te\u00f3ricas, existem      tr\u00eas fatores\u00a0 de suma import\u00e2ncia na combust\u00e3o ou incinera\u00e7\u00e3o:<\/strong>      temperatura, tempo de perman\u00eancia e turbul\u00eancia. <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">A <b>temperatura<\/b> na c\u00e2mara de combust\u00e3o deve ser suficientemente      alta (800 a 1000\u00baC) para permitir a queima completa dos res\u00edduos, assim como      a oxida\u00e7\u00e3o dos gases liberados.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">A <b>turbul\u00eancia<\/b> \u00e9 indispens\u00e1vel na combust\u00e3o pelas      vantagens que oferece ao processo. Por exemplo, a turbul\u00eancia provocada aumenta      a \u00e1rea de contato das part\u00edculas com o oxig\u00eanio necess\u00e1rio, elevando a efici\u00eancia      da queima.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">O <b>tempo de perman\u00eancia<\/b> dos gases e dos res\u00edduos      na c\u00e2mara \u00e9 tamb\u00e9m importante para que se obtenha uma combust\u00e3o completa.      A c\u00e2mara deve ter se\u00e7\u00e3o transversal ampla para reduzir a vaz\u00e3o dos gases.      Velocidades altas (tempos reduzidos) aumentam a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, pois      maiores quantidades de part\u00edculas e gases ser\u00e3o lan\u00e7ados no ar. O tempo de      reten\u00e7\u00e3o dos produtos s\u00f3lidos e gasosos deve ser suficiente para se processar      a combust\u00e3o completa.<\/p>\n   \n<p><b>DISPOSITIVOS DE INCINERA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\">Os incineradores de lixo tem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias,      por isso diferem da maioria dos equipamentos utilizados para esse fim. Assim,      fica dif\u00edcil adaptar uma instala\u00e7\u00e3o ou improvisar um incinerador para queimar      lixo. O procedimento mais acertado \u00e9 projetar um sistema com fins exclusivos,      pois o lixo, por sua natureza, requer aten\u00e7\u00f5es especiais.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><b>Dispositivo de recebimento de lixo<\/b><b><i> \u0096      <\/i><\/b><strong>Em geral, os dispositivos de recebimento s\u00e3o:<\/strong> balan\u00e7a,      portas e fossos.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Balan\u00e7as:<\/strong><i> <\/i>s\u00e3o dispositivos destinados      ao controle da quantidade de res\u00edduos que entram no sistema.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Portas: <\/strong>Trata-se de aberturas ou locais      de despejos providos ou n\u00e3o de veda\u00e7\u00f5es, por onde os res\u00edduos s\u00e3o introduzidos      no sistema.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Fossas: <\/strong>As fossas s\u00e3o dispositivos constru\u00eddos      em concreto armado ou em chapas de a\u00e7o carbono e servem para estocar e acondicionar      os res\u00edduos que chagam at\u00e9 a usina. S\u00e3o projetados com capacidade nominal      duas a tr\u00eas vezes a capacidade total do sistema.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><b>Dispositivos de extra\u00e7\u00e3o<\/b><b><i> \u0096 <\/i><\/b>A      remo\u00e7\u00e3o de lixo da fossa e a respectiva alimenta\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara de combust\u00e3o      \u00e9 feita por meio de guindastes hidr\u00e1ulicos, ca\u00e7ambas tipo p\u00f3lipo ou esteiras      transportadoras. Estes dispositivos s\u00e3o operados \u00e0 dist\u00e2ncia e apresentam      relativa efici\u00eancia. A ca\u00e7amba tipo p\u00f3lipo \u00e9 preferida por seu baixo custo      de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><b>Dispositivo de queima<\/b><b><i> \u0096 <\/i><\/b><strong>Os      dispositivos de queima s\u00e3o os que participam diretamente da combust\u00e3o dos      res\u00edduos e dividem-se em:<\/strong> <\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>C\u00e2mara de secagem<\/strong><i> \u0096 <\/i>tamb\u00e9m      conhecida como antec\u00e2mara de combust\u00e3o, destina-se a reduzir a quantidade      de \u00e1gua presente no lixo, melhorando seu poder calor\u00edfico e favorecendo o      processo de combust\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>C\u00e2mara de combust\u00e3o &#8211;<\/strong><i> <\/i>\u00e9 o local      onde se processa a incinera\u00e7\u00e3o propriamente dita. Em geral, a c\u00e2mara \u00e9 constru\u00edda      de tijolos refrat\u00e1rios, revestida com isolamento. Alguns incineradores , como      os rotativos, t\u00eam duas c\u00e2maras, sendo uma de combust\u00e3o e a outra de p\u00f3s-combust\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Grelhas \u0096 <\/strong>S\u00e3o dispositivos de extrema      import\u00e2ncia na incinera\u00e7\u00e3o, pois delas depende a efici\u00eancia do processo.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Alimentadores \u0096 <\/strong>Os alimentadores      representam um conjunto de tubula\u00e7\u00f5es, v\u00e1lvulas e ventiladores que fornecem      o ar necess\u00e1rio \u00e0 combust\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Queimadores \u0096<\/strong><i> <\/i>trata-se de      dispositivo de partida do processo de combust\u00e3o. Os queimadores de \u00f3leo, por      exemplo, promovem a atomiza\u00e7\u00e3o do \u00f3leo combust\u00edvel, com turbul\u00eancia no interior      da c\u00e2mara de combust\u00e3o, permitindo uma mistura homog\u00eanea\u00a0 de ar-\u00f3leo-lixo.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><b>Dispositivos de recupera\u00e7\u00e3o de energia <\/b><b><i>\u0096      <\/i><\/b>A quase totalidade dos sistemas modernos de incinera\u00e7\u00e3o disp\u00f5e de      dispositivos de recupera\u00e7\u00e3o de calor. Em geral, equipamentos destinados \u00e0      recupera\u00e7\u00e3o de calor s\u00e3o denominados caldeiras. Existem in\u00fameros tipos de      caldeiras , porem as mais frequentemente utilizadas em incineradores de lixo      s\u00e3o as de tubos de \u00e1gua. Na caldeira, o vapor \u00e9 gerado em fun\u00e7\u00e3o da troca      de calor com os gases da combust\u00e3o. O vapor pode ser utilizado diretamente      ou transformado em energia el\u00e9trica por meio de instala\u00e7\u00f5es especiais, como      as turbinas.<\/p>\n   \n<p class=\"MsoNormal\"><b><i>Dispositivo de filtragem e tratamento de gases \u0096      <\/i><\/b>Os equipamentos utilizados no controle da polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica s\u00e3o      diversos e a sua escolha dependem de fatores particulares determinados em      estudos pr\u00e9vios. Na queima do \u00f3leo \u00e9 sabido que s\u00e3o produzidos gases e particulados.      Desse modo, a pr\u00e1tica recomenda a instala\u00e7\u00e3o de ciclones, precipitadores eletrost\u00e1ticos      e torres de lavagem.<\/p>\n   \n<p>Fonte: unilins.edu.br<\/p>\n   \n<h6>Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo<\/h6>\n   \n<p><strong>Incinera\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 o processo de combust\u00e3o controlada dos res\u00edduos,      em que estes s\u00e3o queimados e transformados em pequenas quantidades de res\u00edduos      inertes, n\u00e3o inertes e gases, com produ\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de energia.<\/p>\n   \n<p>A incinera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de total elimina\u00e7\u00e3o\u00a0 dos res\u00edduos t\u00f3xicos      ao meio ambiente, sem a emiss\u00e3o de gases t\u00f3xicos para a atmosfera.<\/p>\n   \n<p>Um incinerador pode ser operado sem provocar agress\u00f5es ao meio ambiente,      para isso, dever\u00e3o ser empregados precipitadores de part\u00edculas, filtros eletrost\u00e1ticos,      lavadores de gases, etc.<\/p>\n   \n<p>O processo de incinera\u00e7\u00e3o atinge temperaturas acima de 900\u00b0C, no caso da      queima de res\u00edduos domiciliares haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o dos constituintes minerais      como o di\u00f3xido de carbono gasoso e vapor d&#8217;\u00e1gua, \u00e0 s\u00f3lidos inorg\u00e2nicos(cinzas).<\/p>\n   \n<p>Uma das op\u00e7\u00f5es de que disp\u00f5em as Prefeituras Municipais para reduzir o gigantesco      volume do lixo que \u00e9 coletado nas cidades \u00e9 a queima ou combust\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>A queima do lixo \u00e9 facilitada pela grande quantidade de pap\u00e9is e      materiais pl\u00e1sticos que s\u00e3o descartados pelas pessoas, o que permite a combust\u00e3o      dos res\u00edduos sem a necessidade de um combust\u00edvel para manter a temperatura,      isto \u00e9<\/strong>: o lixo queima sozinho. Esta solu\u00e7\u00e3o apresenta grandes vantagens      pois a combust\u00e3o reduz o volume do lixo que necessita ser disposto em aterros      e as cinzas representam menos que 30% do lixo\u00a0 coletado.<\/p>\n   \n<p>Nas grandes cidades, a urbaniza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas dispon\u00edveis no munic\u00edpio, gra\u00e7as      \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o das ruas e dos parques, termina por reduzir os locais onde poderia      ser aterrado o lixo coletado. Entretanto, a queima do lixo n\u00e3o pode ser realizada      a c\u00e9u aberto, pois espalharia a fuma\u00e7a e os gases t\u00f3xicos e produziria mais      polui\u00e7\u00e3o\u00a0 que\u00a0 aquela provocada pelo lixo nos aterros. A queima      do lixo deve ser efetuada em equipamentos desenhados para este fim denominados      incineradores.<\/p>\n   \n<p><strong>O lixo coletado nas cidades deve ser reciclado, enterrado ou destru\u00eddo:<\/strong>      o primeiro processo \u00e9\u00a0 realizado com as opera\u00e7\u00f5es de reutiliza\u00e7\u00e3o dos      materiais, tais como pap\u00e9is, vidros, pl\u00e1sticos e metais; o segundo processo      consiste na opera\u00e7\u00e3o dos aterros sanit\u00e1rios e o terceiro processo \u00e9 obtido      pela queima do lixo\u00a0em equipamentos denominados incineradores.<\/p>\n   \n<p>O lixo originado\u00a0 na varri\u00e7\u00e3o das ruas e na limpeza das \u00e1reas onde s\u00e3o      realizadas as feiras-livres, apresenta subst\u00e2ncias org\u00e2nicas degrad\u00e1veis e      embalagens que podem ser nocivas ao meio ambiente, al\u00e9m disso o lixo gerado      no interior dos hospitais, ambulat\u00f3rios e cl\u00ednicas, uma vez podendo transmitir      doen\u00e7as, devem necessariamente serem destru\u00eddos pela queima em altas temperaturas.<\/p>\n   \n<p>O emprego de incineradores \u00e9 uma parte importante do sistema de limpeza urbana,      porque elimina o lixo hospitalar contaminado e reduzindo o volume do lixo.      As cinzas representam menos que 30% do peso do lixo queimado. <\/p>\n   \n<p>Mundialmente, a incinera\u00e7\u00e3o tem sido praticada objetivando redu\u00e7\u00e3o dos volumes      a serem dispostos face a problemas com a disponibilidade de \u00e1reas, redu\u00e7\u00e3o      da periculosidade do lixo, como \u00e9 o caso do lixo hospitalar, e possibilidade      de recupera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n   \n<p>No Jap\u00e3o, o porcentual de lixo incinerado chega a 80%. A impossibilidade      de dispor o lixo em aterros sanit\u00e1rios, face \u00e0 escassez de espa\u00e7o, levou este      pa\u00eds a adotar a incinera\u00e7\u00e3o como alternativa de tratamento, de forma intensiva.      O pa\u00eds disp\u00f5e hoje de centenas de incineradores.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, o primeiro incinerador para lixo municipal foi instalado na cidade      de Manaus, em l896, 22 anos depois da implanta\u00e7\u00e3o da primeira unidade constru\u00edda      no mundo, na cidade de Nottingham, Inglaterra, em l874.<\/p>\n   \n<p>Esse pioneirismo no pa\u00eds n\u00e3o foi acompanhado de um crescimento na utiliza\u00e7\u00e3o      da incinera\u00e7\u00e3o como forma de tratamento do lixo dom\u00e9stico. Desta forma, hoje      no Brasil, os incineradores em uso n\u00e3o chegam a atingir duas dezenas.<\/p>\n   \n<h4>VANTAGENS E DESVANTAGENS DA INCINERA\u00c7\u00c3O DO LIXO<\/h4>\n   \n<p><strong>Vantagens:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do volume a ser descartado:<\/strong>\u00a0 a incinera\u00e7\u00e3o        deixa como sobra apenas as cinzas, que geralmente s\u00e3o inertes. Desta forma,        reduz a necessidade de espa\u00e7o para aterro;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental:<\/strong> em compara\u00e7\u00e3o com o aterro        sanit\u00e1rio, a incinera\u00e7\u00e3o minimiza a preocupa\u00e7\u00e3o a longo prazo com monitoriza\u00e7\u00e3o        do len\u00e7ol fre\u00e1tico j\u00e1 que o res\u00edduo t\u00f3xico \u00e9 destru\u00eddo e n\u00e3o \u0093guardado\u0094;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Destoxifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: a incinera\u00e7\u00e3o destr\u00f3i bact\u00e9rias, v\u00edrus        e compostos\u00a0 org\u00e2nicos, como o tetracloreto de carbono e \u00f3leo ascarel        e, at\u00e9, dioxinas. Na incinera\u00e7\u00e3o, a dificuldade de destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende        da periculosidade do res\u00edduo, e sim de sua estabilidade do calor. A incinera\u00e7\u00e3o        tamb\u00e9m pode ser usada para descontaminar solo contendo res\u00edduos t\u00f3xicos.        Este, depois de incinerado, \u00e9 devolvido ao seu lugar de origem;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o de energia:<\/strong> parte da energia consumida pode        ser recuperada para gera\u00e7\u00e3o de vapor ou eletricidade.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Desvantagens: <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Custo elevado<\/strong>: a incinera\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos tratamentos de res\u00edduos      que apresenta custos elevados tanto no investimento inicial, quanto no custo      operacional. <\/p>\n   \n<p>Normalmente, deve-se incinerar apenas o que n\u00e3o pode ser reciclado. Hoje,      com as crescentes exig\u00eancias para mitiga\u00e7\u00e3o dos impactos ambientais causados      pelos aterros sanit\u00e1rios, estes est\u00e3o chegando a custar mais de US$ 20 por      tonelada, atingindo a faixa de custo operacional dos incineradores\u00a0 US$      17;\u00a0<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Exige m\u00e3o-de-obra qualificada<\/strong>: \u00e9 dif\u00edcil encontrar e manter        pessoal bem qualificado para\u00a0 supervis\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de incineradores;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Problemas operacionais:<\/strong> a variabilidade da composi\u00e7\u00e3o        dos res\u00edduos pode resultar em problemas de manuseio de res\u00edduo e opera\u00e7\u00e3o        do incinerador e, tamb\u00e9m, exigir manuten\u00e7\u00e3o mais intensa;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Limite de emiss\u00f5es de componentes da classe das dioxinas e furanos:<\/strong>        n\u00e3o existe consenso quanto ao limite de emiss\u00e3o dos incineradores.\u00a0<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>ETAPAS DA INCINERA\u00c7\u00c3O DO LIXO<\/h4>\n   \n<p><strong>A incinera\u00e7\u00e3o pode ser dividida em tr\u00eas fases principais:<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Pr\u00e9 tratamento\/ Alimenta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>O lixo pode ser manipulado a granel. Primeiramente, \u00e9 colocado em valas de      estocagem intermedi\u00e1rias pelos caminh\u00f5es de lixo e depois transferido para      a incinera\u00e7\u00e3o por multigarras. <\/p>\n   \n<h4>Incinera\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p><strong>Para atingir os padr\u00f5es de controle de emiss\u00f5es para a atmosfera,      a incinera\u00e7\u00e3o deve conter duas fases:<\/strong> a combust\u00e3o prim\u00e1ria e a combust\u00e3o      secund\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n   \n<h4>Combust\u00e3o Prim\u00e1ria\u00a0<\/h4>\n   \n<p>Nesta fase, com dura\u00e7\u00e3o de 30 a 120 minutos, a\u00a0 cerca de 500 a 800\u00baC,      ocorrem a secagem, o aquecimento, a libera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias vol\u00e1teis e a      transforma\u00e7\u00e3o do res\u00edduo remanescente em cinzas. Neste processo \u00e9 gerado o      material particulado, que basicamente \u00e9 a fuma\u00e7a escura gerada em uma queima      n\u00e3o-controlada.\u00a0As part\u00edculas menores s\u00e3o as mais prejudiciais ao ser      humano.\u00a0 Para esta fase \u00e9 importante fornecer ar de combust\u00e3o em quantidade      suficiente e de maneira homog\u00eanea, expondo totalmente o res\u00edduo ao calor.<\/p>\n   \n<p>Ao final, a massa de cinzas j\u00e1 n\u00e3o mais se reduz, restando carbono n\u00e3o queimado,      compostos minerais de alto ponto de vaporiza\u00e7\u00e3o e a maioria dos metais.<\/p>\n   \n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos metais, uma parte \u00e9 evaporada ou arrastada para a corrente      gasosa e precisa ser coletada no sistema de remo\u00e7\u00e3o\u00a0 de material particulado;      e a outra parte permanece nas cinzas e pode ser recuperada para reciclagem.<\/p>\n   \n<h4>Combust\u00e3o Secund\u00e1ria<\/h4>\n   \n<p>Os gases, vapores e material particulado, liberados na combust\u00e3o prim\u00e1ria,      s\u00e3o soprados ou succionados para a c\u00e2mara de combust\u00e3o secund\u00e1ria ou p\u00f3s-combust\u00e3o,      onde permanecem por cerca de 2 segundos expostos a l.000\u00baC ou mais.\u00a0      Nestas condi\u00e7\u00f5es, ocorre a destrui\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias vol\u00e1teis e parte do      material particulado.\u00a0<\/p>\n   \n<p><strong>Os principais fatores que influenciam a destrui\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos nesta      fase s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Temperatura<\/strong><\/p>\n   \n<p>Na incinera\u00e7\u00e3o, o objetivo \u00e9 fornecer energia suficiente para que ocorra      o rompimento das liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre os \u00e1tomos do res\u00edduo e, depois, recombina\u00e7\u00e3o      das liga\u00e7\u00f5es, visando formar principalmente CO2\u00a0 e \u00e1gua, subst\u00e2ncias      que s\u00e3o bastante est\u00e1veis.<\/p>\n   \n<p>A necessidade de manter a temperatura correta de incinera\u00e7\u00e3o exige controle      autom\u00e1tico de temperatura nas duas c\u00e2maras, geralmente com alarme para temperatura      baixa e bloqueio autom\u00e1tico da alimenta\u00e7\u00e3o de res\u00edduos;<\/p>\n   \n<p>Tempo<\/p>\n   \n<p>A absor\u00e7\u00e3o da energia fornecida ao res\u00edduo pela queima do combust\u00edvel \u00e9 r\u00e1pida,      mas n\u00e3o instant\u00e2nea. O tempo de 0,8 a 2 segundos, exigidos como tempo de resid\u00eancia      dos gases, \u00e9 necess\u00e1rio para que ocorram as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas de destrui\u00e7\u00e3o      dos compostos t\u00f3xicos.<\/p>\n   \n<p>Varia\u00e7\u00f5es na quantidade alimentada de res\u00edduo ou na press\u00e3o no interior do      incinerador podem provocar a redu\u00e7\u00e3o do tempo de resid\u00eancia, prejudicando      a incinera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Turbul\u00eancia<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que todo o material, passando pela c\u00e2mara, permane\u00e7a exposto      \u00e0 temperatura de incinera\u00e7\u00e3o durante o mesmo tempo.<\/p>\n   \n<p>Nenhuma por\u00e7\u00e3o dever\u00e1 passar \u0093mais r\u00e1pido\u0094, j\u00e1 que o tempo de resid\u00eancia      deve ser mantido. Assim, a c\u00e2mara secund\u00e1ria \u00e9 dimensionada visando permitir      o escoamento turbulento dos gases, garantindo uma mistura adequada;<\/p>\n   \n<p>Excesso de ar. A combust\u00e3o completa de um res\u00edduo exige a presen\u00e7a de oxig\u00eanio      (02),\u00a0em quantidade adequada.<\/p>\n   \n<p>Sabendo-se a composi\u00e7\u00e3o deste res\u00edduo pode-se calcular a quantidade te\u00f3rica      de 02 a ser suprida. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, \u00e9 preciso fornecer um excesso de ar,      porque a mistura res\u00edduo 02 n\u00e3o \u00e9 perfeita.<\/p>\n   \n<p>Normalmente, o excesso de ar e a concentra\u00e7\u00e3o de CO ( mon\u00f3xido de carbono)      s\u00e3o medidos continuamente na chamin\u00e9 resultando um valor igual a zero,\u00a0indicando      que todos os compostos org\u00e2nicos est\u00e3o sendo adequadamente destru\u00eddos.\u00a0Quando      o excesso de ar cai abaixo de l a l,5%, a combust\u00e3o passa a ser incompleta,      fato indicado pelo aparecimento de CO na chamin\u00e9.<\/p>\n   \n<p>Um incinerador para res\u00edduos perigosos, segundo a norma ABNT NBR-l265, deve      apresentar efici\u00eancia de destrui\u00e7\u00e3o de 99,99% para determinado composto org\u00e2nico      incinerado.\u00a0Se este composto for um PCB (bifelina policlorada) a efici\u00eancia      dever\u00e1 ser 99,999%.\u00a0Podem restar, ent\u00e3o, 0,0l ou 0,00l% do res\u00edduo t\u00f3xico      que \u00e9 dilu\u00eddo nos gases que saem pela chamin\u00e9, ou \u00e9 misturado nas cinzas,      devendo ser disposto em aterro.<\/p>\n   \n<h4>CONTROLE DE EMISS\u00c3O DE POLUENTES<\/h4>\n   \n<p><strong>\u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m um controle de emiss\u00f5es de poluentes que pode      ser feito atrav\u00e9s:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Controle de combust\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>O projeto, constru\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o adequados (boas pr\u00e1ticas de      combust\u00e3o) s\u00e3o um aspecto fundamental do controle de emiss\u00f5es.\u00a0 Condi\u00e7\u00f5es      apropriadas de combust\u00e3o podem limitar, especialmente, a forma\u00e7\u00e3o de dioxinas      e furanos.\u00a0 A monitora\u00e7\u00e3o e o controle cont\u00ednuos, tanto computadorizados,      quanto manuais, s\u00e3o important\u00edssimos como \u0093boas pr\u00e1ticas de combust\u00e3o\u0094.\u00a0O      treinamento dos operadores, pode, assim, ser considerado b\u00e1sico para prevenir      a polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>As dioxinas e furanos tamb\u00e9m se formam depois da sa\u00edda da c\u00e2mara de combust\u00e3o.\u00a0O      resfriamento brusco dos gases de combust\u00e3o \u00e9 o m\u00e9todo de controle que limita      esta forma\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria com sucesso.<\/p>\n   \n<p><strong>Dioxinas<\/strong><\/p>\n   \n<p>As dioxinas e furanos constituem uma classe de subst\u00e2ncias organocloradas      em que alguns compostos s\u00e3o extremamente t\u00f3xicos.<\/p>\n   \n<p>Podem estar presentes no res\u00edduo. Podem, tamb\u00e9m ser formadas em certas condi\u00e7\u00f5es      durante o resfriamento dos gases incinerados, na faixa de 300\u00baC.<\/p>\n   \n<p>Podem, ainda, formar-se durante a ocorr\u00eancia de irregularidades operacionais      que prejudicam a incinera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Mesmo que n\u00e3o existam dioxinas num res\u00edduo, sua forma\u00e7\u00e3o pode ocorrer durante      o resfriamento dos gases de exaust\u00e3o do incinerador.\u00a0Uma solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel      para evitar a forma\u00e7\u00e3o de dioxinas que ocorre ap\u00f3s a incinera\u00e7\u00e3o, \u00e9 resfriar      bruscamente os gases logo ap\u00f3s a incinera\u00e7\u00e3o.\u00a0Contudo, esta t\u00e9cnica pode      ser\u00a0conflitante com a estrat\u00e9gia de recupera\u00e7\u00e3o de energia. Caso este      resfriamento brusco n\u00e3o seja poss\u00edvel, um sistema de tratamento de gases adequado      remover\u00e1 as dioxinas juntamente com o material particulado, destinando-as      \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o em aterro.<\/p>\n   \n<p>Atualmente, n\u00e3o existe no Brasil entidades p\u00fablicas que realizem an\u00e1lises      de teores de dioxinas e furanos em n\u00edveis de concentra\u00e7\u00e3o baixos.<\/p>\n   \n<p><strong>Controle de Material Particulado<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dispositivos como filtros de tecido (chamados de \u0093filtros-manga), precipitadores      eletrost\u00e1ticos (Pes), e lavadores Venturi controlam a emiss\u00e3o de particulado.<\/p>\n   \n<p>Os filtros-manga s\u00e3o projetados com sacos longos feitos de tecido resistente      ao calor que capturam o p\u00f3 e as part\u00edculas finas.<\/p>\n   \n<p>Os precipitadores eletrost\u00e1ticos (Pes) tratam as emiss\u00f5es pela aplica\u00e7\u00e3o      de uma voltagem nas part\u00edculas que entram, tornando-as carregadas negativamente.<\/p>\n   \n<p>As part\u00edculas, s\u00e3o ent\u00e3o, removidas em placas carregadas positivamente.<\/p>\n   \n<p>Os lavadores Venturi utilizam grandes volumes de \u00e1gua em forma de got\u00edculas      que impactam a corrente gasosa de forma a capturar as part\u00edculas, que neste      caso,\u00a0 s\u00e3o enviadas para uma esta\u00e7\u00e3o de tratamento de efluentes l\u00edquidos.<\/p>\n   \n<p><strong>Controle de g\u00e1s \u00e1cido<\/strong><\/p>\n   \n<p>As unidades de controle de g\u00e1s \u00e1cido s\u00e3o, geralmente, chamadas scrubbers.\u00a0Scrubbers      de spray de cal seguidos por filtros-manga s\u00e3o considerados a melhor tecnologia      de controle de g\u00e1s \u00e1cido.\u00a0Neste sistema, uma lama de cal que reage com      os gases \u00e1cidos \u00e9 aspergida no scrubber.<\/p>\n   \n<p>A \u00e1gua da lama evapora, resfriando o g\u00e1s.\u00a0O particulado e material reagido      s\u00e3o removidos pelo filtro-manga.<\/p>\n   \n<p>Este tipo de sistema \u00e9 usado para controlar as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de enxofre      (S02), \u00e1cido clor\u00eddrico ( HCI), particulados, metais e dioxinas e furanos.<\/p>\n   \n<p>Outro sistema de controle de g\u00e1s \u00e1cido \u00e9 o de inje\u00e7\u00e3o de absorvente seco      (IAS) seguido por resfriamento do g\u00e1s e um precipitador eletrost\u00e1tico.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m dos m\u00e9todos citados acima, a separa\u00e7\u00e3o de materiais antes da combust\u00e3o      tamb\u00e9m pode reduzir as emiss\u00f5es, especialmente, as emiss\u00f5es de metais.\u00a0<\/p>\n   \n<p><strong>Alguns dos materiais que podem contribuir para emiss\u00f5es prejudiciais      s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Pe\u00e7as soldadas com chumbo, como latas de folhas-de-flandres;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p>Pilhas dom\u00e9sticas ou de uso m\u00e9dico, que cont\u00eam metais pesados, como merc\u00fario        e c\u00e1dmio;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p>Baterias chumbo-\u00e1cido (automotivas), uma fonte principal de chumbo no lixo        municipal;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p>Certos pl\u00e1sticos, como PVC, que podem ser precursores da forma\u00e7\u00e3o de dioxinas;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p>Lixo de quintais, que podem prejudicar a combust\u00e3o devido \u00e0 sua umidade        vari\u00e1vel.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Esta lista cont\u00e9m muitos materiais recicl\u00e1veis, que refor\u00e7am a id\u00e9ia de que      programas de reciclagem e compostagem podem ser impacto positivo na opera\u00e7\u00e3o      de instala\u00e7\u00f5es de combust\u00e3o de lixo.<\/p>\n   \n<h4>HIST\u00d3RICO DOS INCINERADORES NO BRASIL<\/h4>\n   \n<p>A hist\u00f3ria da incinera\u00e7\u00e3o no Brasil tem in\u00edcio\u00a0em 1896\u00a0com a implanta\u00e7\u00e3o,\u00a0em      Manaus, do primeiro incinerador .<\/p>\n   \n<p>No Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, os servi\u00e7os de limpeza urbana, entendidos, principalmente,      como a coleta e a remo\u00e7\u00e3o do lixo domiciliar e de animais mortos, iniciaram      em 1869 e utilizavam\u00a0carro\u00e7as de tra\u00e7\u00e3o animal. Somente em 1913 foi instalado,      no bairro de Ara\u00e7\u00e1 (Sumar\u00e9), o primeiro incinerador municipal de lixo, que      destru\u00eda 100 carro\u00e7as por dia de lixo. Este antigo incinerador utilizava a      queima de lenha para manter a temperatura de combust\u00e3o do lixo e a alimenta\u00e7\u00e3o      do lixo no forno era realizada manualmente.\u00a0O incinerador do Ara\u00e7\u00e1 manteve-se      em opera\u00e7\u00e3o por 27 anos, at\u00e9 1940, quando foi demolido devido ao aumento da      quantidade de lixo coletada que ultrapassava a capacidade do incinerador e      por se encontrar muito pr\u00f3ximo de resid\u00eancias.<\/p>\n   \n<p>Not\u00edcias veiculadas nos jornais da \u00e9poca (1940) informam que o Incinerador      do Ara\u00e7\u00e1 era pequeno para eliminar o volume de lixo coletado na cidade. Por      outro lado, afirmavam que o futuro incinerador, que seria instalado no bairro      de Pinheiros, usaria \u00f3leo para manter a temperatura de queima e eletricidade      para acionar os sopradores de ar e o sistema de mistura do lixo, seria ineficiente      e muito dispendioso para a Prefeitura. O incinerador de Pinheiros, hoje desativado,\u00a0localizado      na Rua do Sumidouro, somente foi instalado em 1949. Este incinerador\u00a0utilizava\u00a0tecnologia      da empresa americana Nichols Engineering\u00a0Corporation,\u00a0\u00a0eliminava      o lixo em regime de bateladas (os incineradores que operam em regime de batelada,      ao contr\u00e1rio dos incineradores de regime cont\u00ednuo, queimam quantidades fixas      de lixo e somente recebem uma nova quantidade de lixo quando a batelada anterior      est\u00e1 totalmente incinerada) e era dotado de um sistema rotativo vertical,      denominado \u0093pi\u00e3o\u0093,\u00a0para homogeneizar o lixo e assim conseguir\u00a0uma      combust\u00e3o completa. <\/p>\n   \n<p>O incinerador de Pinheiros operou por 41 anos, at\u00e9 janeiro de 1990. <\/p>\n   \n<p><strong>Os outros dois incineradores:<\/strong> Ponte Pequena, localizado      na Avenida do Estado; e Vergueiro, localizado na Rua Breno Ferraz do Amaral,      foram inaugurados, respectivamente, em 1959 e 1968.<\/p>\n   \n<p>Os atuais incineradores distinguem-se das unidades antigas, principalmente,      pela forma como os res\u00edduos s\u00e3o deslocados no interior do forno e pelos volumes      de lixo que s\u00e3o eliminados. Para pequenas quantidades de lixo, entre 100 quilos\/hora      at\u00e9 1.000 quilos\/hora, s\u00e3o empregados os incineradores do tipo m\u00faltiplas c\u00e2maras      com grelha fixa, enquanto que, para volumes acima destes valores \u00e9 adotado      o incinerador do tipo grelha m\u00f3vel ou do tipo forno rotativo.<\/p>\n   \n<h4>M\u00faltiplas c\u00e2maras com grelha fixa<\/h4>\n   \n<p><strong>Os incineradores deste tipo\u00a0operam em bateladas, isto \u00e9<\/strong>:      os operadores\u00a0depositam uma certa quantidade de lixo (batelada) na primeira      c\u00e2mara e somente colocam uma nova quantidade quando esta for eliminada. O      calor necess\u00e1rio \u00e0 combust\u00e3o \u00e9 suprido por meio de bicos queimadores de \u00f3leo      diesel ou de g\u00e1s combust\u00edvel. A grelha, onde \u00e9 depositado o lixo, apresenta      ranhuras por onde passam as cinzas que s\u00e3o retiradas, manualmente, ap\u00f3s a      combust\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O lixo \u00e9 queimado na primeira c\u00e2mara sem que as chamas alcancem toda a massa      de lixo. Desta forma, devido a temperatura, desprendem-se grandes volumes      de gases que apresentam part\u00edculas de material org\u00e2nico (fuma\u00e7a) n\u00e3o queimado.      S\u00e3o estas part\u00edculas de fuma\u00e7a d\u00e3o aos gases a sua cor escura. <\/p>\n   \n<p>O incinerador disp\u00f5e de uma passagem de gases, colocada acima da regi\u00e3o onde      se processa a queima do lixo, que direciona os gases para uma segunda c\u00e2mara.\u00a0Nesta      segunda c\u00e2mara est\u00e1\u00a0posicionado, pelo menos, mais um bico queimador de      \u00f3leo ou de g\u00e1s combust\u00edvel que realiza\u00a0a queima da fuma\u00e7a. Fica, desta      forma, assegurada a elimina\u00e7\u00e3o\u00a0das part\u00edculas de material org\u00e2nico contidas      nos gases que n\u00e3o foram\u00a0queimadas na primeira c\u00e2mara. Para esses incineradores      n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios sistemas de depura\u00e7\u00e3o para os gases em virtude do pequeno      volume de gases produzido.<\/p>\n   \n<h4>Forno rotativo\u00a0<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 assim chamado porque\u00a0 disp\u00f5e de um forno girat\u00f3rio cil\u00edndrico e inclinado      onde o lixo \u00e9 colocado para ser queimado. O forno gira, lentamente, revolvendo      e misturando o lixo para que haja uniformidade na incinera\u00e7\u00e3o e seja totalmente      eliminados. Em virtude da inclina\u00e7\u00e3o e do movimento de rota\u00e7\u00e3o do cilindro      rotativo, o lixo\u00a0desce\u00a0sob a a\u00e7\u00e3o da gravidade enquanto \u00e9 queimado.\u00a0O      forno \u00e9 dimensionado para que o comprimento do cilindro\u00a0permita a elimina\u00e7\u00e3o      completa do lixo. Na parte mais baixa do cilindro existe um tanque de recep\u00e7\u00e3o      das cinzas. Como nos incineradores do tipo de c\u00e2mara dupla o incinerador rotativo      tamb\u00e9m possui um bico queimador, posicionado no centro do cilindro\u00a0que      mant\u00e9m\u00a0a temperatura de queima. O ar necess\u00e1rio \u00e0 combust\u00e3o \u00e9 injetado      no cilindro com o combust\u00edvel.<\/p>\n   \n<p>Os incineradores desse tipo s\u00e3o empregados para eliminar res\u00edduos s\u00f3lidos      ou efluentes l\u00edquidos industriais perigosos , uma vez que , em virtude das      possibilidades de controle da queima por meio da varia\u00e7\u00e3o da velocidade de      rota\u00e7\u00e3o do forno, fica assegurada a elimina\u00e7\u00e3o completa dos res\u00edduos.<\/p>\n   \n<p>Como trata\u00a0o lixo industrial perigoso esse tipo de incinerador\u00a0\u00e9      equipado com sistemas\u00a0de depura\u00e7\u00e3o de gases. <\/p>\n   \n<p>Incineradores para grandes volumes de lixo urbano &#8211; grelhas m\u00f3veis<\/p>\n   \n<p>Nos incineradores do tipo de grelhas m\u00f3veis, adotados para eliminar grandes      volumes de lixo urbano,\u00a0o lixo \u00e9, inicialmente, armazenado em um fosso      de onde \u00e9 retirado com a ajuda de uma multigarra ( p\u00f3lipo )\u00a0e alimentado      no forno de combust\u00e3o.\u00a0Toda a\u00a0opera\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada\u00a0de forma      cont\u00ednua, sem interrup\u00e7\u00f5es, e os operadores n\u00e3o tem\u00a0contato manual\u00a0com      o lixo.<\/p>\n   \n<p>A multigarra (p\u00f3lipo) retira o lixo do fosso e o coloca no duto de alimenta\u00e7\u00e3o      do forno.\u00a0Este duto impede que as chamas do lixo, que est\u00e1 sendo queimado      no interior do forno, passem para\u00a0\u00e1rea externa e\u00a0regula a alimenta\u00e7\u00e3o      do lixo no forno por meio de um empurrador\u00a0hidr\u00e1ulico posicionado na      base do duto.<\/p>\n   \n<p>No interior do forno, a queima do lixo ocorre sobre um conjunto de\u00a0grelhas\u00a0m\u00f3veis      inclinadas.\u00a0O movimento das grelhas desloca o lixo para baixo. Durante      o movimento, o lixo \u00e9 revolvido o que promove nas primeiras grelhas, a sua      secagem\u00a0para reduzir o seu\u00a0teor de umidade. Depois, ao longo das      demais grelhas, \u00e9 realizada\u00a0a queima total do eixo. As dimens\u00f5es da grelha      e o seu movimento s\u00e3o dimensionados de tal forma que o tempo que o lixo passa      no interior do forno seja suficiente para a sua queima completa. Nas\u00a0grelhas      existem orif\u00edcios por onde \u00e9 injetado o ar necess\u00e1rio \u00e0\u00a0combust\u00e3o. A      temperatura de queima do lixo, aproximadamente 850\u00baC, \u00e9 ajustada por meio      do ar de combust\u00e3o.\u00a0Por\u00e9m, quando\u00a0o lixo est\u00e1 muito \u00famido, especialmente      em dias chuvosos, \u00e9 necess\u00e1rio injetar\u00a0\u00f3leo combust\u00edvel para elevar a      temperatura de queima.<\/p>\n   \n<p>As cinzas resultantes da queima do lixo, s\u00e3o depositadas em um tanque localizado      logo abaixo da \u00faltima grelha m\u00f3vel. O tanque de cinzas cont\u00e9m \u00e1gua que resfria      as cinzas, que s\u00e3o retiradas deste tanque por uma correia met\u00e1lica e dispostas\u00a0em      caminh\u00e3o para serem\u00a0transportadas para o aterro.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.etallcorp.xpg.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo, Brasil, Processos, Queima, Coleta, Meio Ambiente, Cidades, Vantagens, Custo, Classifica\u00e7\u00e3o, Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7841,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-20146","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Incinera\u00e7\u00e3o do Lixo - 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