{"id":20098,"date":"2015-12-14T00:00:00","date_gmt":"2015-12-14T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/lixo-espacial-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:28:05","modified_gmt":"2026-09-01T15:28:05","slug":"lixo-espacial-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/lixo-espacial-3\/","title":{"rendered":"Lixo Espacial"},"content":{"rendered":"\n<strong>Lixo Espacial &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Lixo espacial, ou detritos espaciais<\/strong>, \u00e9 qualquer pe\u00e7a de maquinaria ou detritos deixados pelos seres humanos no espa\u00e7o.\n\nPode se referir a objetos grandes, como sat\u00e9lites artificiais mortos, que falharam ou foram deixados em \u00f3rbita no final de sua miss\u00e3o.\n\nTamb\u00e9m pode se referir a coisas menores, como peda\u00e7os de detritos ou manchas de tinta que ca\u00edram de um foguete.\n\nAtualmente, milhares de sat\u00e9lites mortos orbitam a Terra, al\u00e9m de dezenas de milhares de fragmentos de detritos espaciais.\n\nO\u00a0lixo espacial, tamb\u00e9m chamado de\u00a0lixo orbital,\u00a0lixo espacial\u00a0ou\u00a0detritos espaciais, \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de objetos feitos por seres humanos que est\u00e3o em \u00f3rbita no espa\u00e7o.\n\nUm grande n\u00famero desses objetos fazia parte das expedi\u00e7\u00f5es da humanidade ao espa\u00e7o, e alguns s\u00e3o peda\u00e7os de material formados quando objetos feitos pelo homem colidem com outros objetos solares.\n\n<strong>Lixo Espacial &#8211; Detritos<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Lixo Espacial<\/strong>\u00a0(detritos espaciais), \u00e0s vezes menos polidamente chamados de lixo espacial, s\u00e3o detritos de origem humana que est\u00e3o em \u00f3rbita ao redor da Terra.\n\nMilhares de objetos foram lan\u00e7ados em \u00f3rbita desde a d\u00e9cada de 1950, e a maioria desses objetos foi deixada no lugar, em vez de ser devolvida. O resultado foi um enorme ac\u00famulo de material orbitando a Terra e, de fato, o problema de lixo espacial se tornou t\u00e3o grave que muitas espa\u00e7onaves e sat\u00e9lites operacionais correm s\u00e9rios riscos de danos por colis\u00f5es com peda\u00e7os de lixo espacial (detritos espaciais).\n\nV\u00e1rias coisas contribu\u00edram para o ac\u00famulo de detritos espaciais.\n\nO primeiro s\u00e3o sat\u00e9lites abandonados e outros objetos lan\u00e7ados no espa\u00e7o.\n\nO segundo \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o intencional de v\u00e1rios componentes da espa\u00e7onave, como os est\u00e1gios usados nos foguetes.\n\nO lixo espacial (detritos espaciais)\u00a0tamb\u00e9m s\u00e3o causados por lan\u00e7amentos acidentais, que variam de ferramentas lan\u00e7adas por astronautas que andam no espa\u00e7o a se\u00e7\u00f5es que ca\u00edram de sat\u00e9lites e outros equipamentos no espa\u00e7o. Explos\u00f5es de embarca\u00e7\u00f5es antigas e inst\u00e1veis, como sat\u00e9lites com baterias inst\u00e1veis, s\u00e3o outro fator que contribui.\n\nCada um desses objetos orbita a Terra em velocidades incrivelmente altas e, quando colide com outro objeto, pode causar s\u00e9rios danos.\n\nUm peda\u00e7o de entulho do tamanho de uma ervilha tem o potencial de desativar um sat\u00e9lite se atingir o \u00e2ngulo certo, e as colis\u00f5es criam ainda mais lixo espacial, fazendo com que a arte quebre, exploda ou perca peda\u00e7os. Quanto mais colis\u00f5es, mais detritos ser\u00e3o criados, e quanto mais detritos, maior o risco de colis\u00e3o.\n\nO resultado \u00e9 uma s\u00e9rie de eventos em cascata que podem preencher rapidamente o c\u00e9u com objetos que variam em tamanho, desde gr\u00e3os de areia a sat\u00e9lites inteiros.\n\nObviamente, o lixo espacial (detritos espaciais)\u00a0representam um risco significativo para a navega\u00e7\u00e3o e, de fato, v\u00e1rios sat\u00e9lites e naves espaciais tripuladas foram for\u00e7ados a ajustar seu curso para evitar acidentes.\n\nLixo espacial (detritos espaciais)\u00a0tamb\u00e9m s\u00e3o um problema, pois podem sair de \u00f3rbita e entrar na atmosfera da Terra. No m\u00ednimo, isso causar\u00e1 um efeito distinto de meteoro no c\u00e9u, mas tamb\u00e9m poder\u00e1 resultar na introdu\u00e7\u00e3o de toxinas, como metais pesados, no ambiente da Terra e em ferimentos a pessoas e propriedades.\n\nV\u00e1rias ag\u00eancias internacionais rastreiam o lixo espacial (detritos espaciais), por preocupa\u00e7\u00e3o com colis\u00f5es e para garantir que o lixo espacial (detritos espaciais)\u00a0n\u00e3o sejam acidentalmente identificados como um m\u00edssil que se aproxima ou outra arma.\n\nV\u00e1rias imagens surpreendentes plotando todo o lixo espacial conhecido foram publicadas para destacar o problema.\n\nNessas imagens, a Terra parece quase totalmente obscurecida por marcas de hachura, cada uma representando uma \u00fanica pe\u00e7a de detrito espacial.\n\nV\u00e1rias na\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m promoveram planos para reduzir a quantidade de\u00a0detritos no espa\u00e7o, desde o design de embarca\u00e7\u00f5es que podem ser trazidas de volta \u00e0 Terra com seguran\u00e7a at\u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o ativa e a conten\u00e7\u00e3o de alguns dos detritos que circundam a Terra.\n\n<strong>Lixo Espacial &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>lixo espacial\u00a0<\/strong>\u00e9 qualquer coisa que os humanos colocaram no espa\u00e7o, mas n\u00e3o usam mais. O lixo flutua a centenas de quil\u00f4metros acima da Terra.\n\nEspecialistas dizem que a principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que tais detritos atinjam uma esta\u00e7\u00e3o espacial, sat\u00e9lite ou outro equipamento.\n\n<strong>Detritos espaciais\u00a0<\/strong>orbitam ao redor da Terra muito r\u00e1pido &#8211; cerca de 25.000 quil\u00f4metros por hora em \u00f3rbita baixa da Terra. O lixo pode causar grandes danos se atingir sat\u00e9lites ou naves espaciais.\n\nCom o aumento do n\u00famero de implanta\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites, o espa\u00e7o pr\u00f3ximo \u00e0 Terra provavelmente ver\u00e1 mais detritos espaciais nos pr\u00f3ximos anos. A R\u00fassia n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds que destruiu um sat\u00e9lite. China, Estados Unidos e \u00cdndia tamb\u00e9m realizaram testes de m\u00edsseis anti-sat\u00e9lite.\n\n<strong>Quanto lixo espacial h\u00e1?<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160911 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Lixo-E4.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"294\" \/><strong>Lixo Espacial<\/strong><\/p>\nEmbora existam cerca de 2.000 sat\u00e9lites ativos orbitando a Terra no momento, tamb\u00e9m existem 3.000 mortos espalhados pelo espa\u00e7o. Al\u00e9m disso, existem cerca de 34.000 peda\u00e7os de lixo espacial com mais de 10 cent\u00edmetros de tamanho e milh\u00f5es de peda\u00e7os menores que, no entanto, podem ser desastrosos se atingirem outra coisa.\n\n<strong>Como o lixo espacial entra no espa\u00e7o?<\/strong>\n\nTodo o lixo espacial\u00a0\u00e9 o resultado de lan\u00e7armos objetos da Terra e permanece em \u00f3rbita at\u00e9 que entre novamente na atmosfera.\n\nAlguns objetos em \u00f3rbitas inferiores de algumas centenas de quil\u00f4metros podem retornar rapidamente. Eles geralmente retornam \u00e0 atmosfera depois de alguns anos e, na maioria das vezes, queimam \u2013 para n\u00e3o alcan\u00e7ar o solo. Mas detritos ou sat\u00e9lites deixados em altitudes mais altas de 36.000 quil\u00f4metros \u2013 onde sat\u00e9lites de comunica\u00e7\u00f5es e meteorol\u00f3gicos s\u00e3o frequentemente colocados em \u00f3rbitas geoestacion\u00e1rias \u2013 podem continuar a circular a Terra por centenas ou mesmo milhares de anos.\n\nAlgum\u00a0lixo espacial\u00a0resulta de colis\u00f5es ou testes anti-sat\u00e9lite em \u00f3rbita. Quando dois sat\u00e9lites colidem, eles podem se quebrar em milhares de novas pe\u00e7as, criando muitos novos detritos. Isso \u00e9 raro, mas v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo EUA, China e \u00cdndia, usaram m\u00edsseis para praticar explodir seus pr\u00f3prios sat\u00e9lites. Isso cria milhares de novas pe\u00e7as de detritos perigosos.\n\n<strong>Lixo Espacial \u2013 Tipos<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160912 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Lixo-E5.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"221\" \/><strong>Representa\u00e7\u00e3o do lixo espacial que rodeia a Terra<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>lixo espacial<\/strong>, trata-se de toneladas de peda\u00e7os de sat\u00e9lites, naves, est\u00e1gios de foguetes e outras coisas que as miss\u00f5es espaciais americanas e russas deixaram no espa\u00e7o, s\u00e3o quase 6 mil artefatos que sobrevoam o planeta. O problema \u00e9 que esse lixo representa um perigo para as esta\u00e7\u00f5es espaciais e para o \u00f4nibus espacial e seus tripulantes. Ainda \u00e9 um problema para as comunica\u00e7\u00f5es, pois esses destro\u00e7os pode, destruir sat\u00e9lites, interrompendo as comunica\u00e7\u00f5es aqui na terra.\n\nQuando a orbita desses corpos se aproximam muito da atmosfera terrestre eles acabem entrando na atmosfera terrestre. A maioria queima na reentrada ou cai no mar, mais pode acontecer de atingirem a terra.\n\nA probabilidade dos destro\u00e7os ca\u00edrem no mar \u00e9 maior apenas porque o mar representa cerca de 74% da superf\u00edcie terrestre e a maiorias dos continentes tem poucas \u00e1reas habitada.\n\nNem mesmo a lua ficou livre do lixo, as miss\u00f5es que pousaram no nosso sat\u00e9lite natural deixaram l\u00e1 muitos equipamentos (assim eles traziam menos peso na volta) que hoje s\u00e3o apenas lixo lunar.\n\nEsperamos que as agencias espaciais passem a se preocupar mais com esse problema, que mesmo parecendo fic\u00e7\u00e3o e muito serio.\n\nNestes \u00faltimos 40 anos desde o lan\u00e7amento do sat\u00e9lite artificial sovi\u00e9tico Sputnik, em 4 de outubro de 1957, cerca de dezoito mil objetos produzidos pelo homem foram colocados em orbita da Terra.\n\nAt\u00e9 recentemente existiam cerca de dez mil objetos de grande e m\u00e9dio portes ao redor do planeta, al\u00e9m de quarenta mil fragmentos.\n\nEstima-se que a quantidade desses detritos dever\u00e1 se multiplicar nos pr\u00f3ximos vinte ano. E o mais preocupante \u00e9 que sete mil deles possuem dimens\u00f5es superiores a vinte cent\u00edmetros limite m\u00ednimo de visibilidade de um radar. Abaixo dessa medida, os objetos n\u00e3o podem ser detectados, apesar de se encontrarem numa regi\u00e3o muito pr\u00f3xima da superf\u00edcie.\n\nSe lembrarmos que a frequ\u00eancia normal de lan\u00e7amento de sat\u00e9lites \u00e9 de cem por ano ou mais, no pr\u00f3ximo s\u00e9culo a quantidade de detritos espaciais poder\u00e1 se tornar uma amea\u00e7a \u00e0s atividades humanas no espa\u00e7o circunvizinho \u00e0 Terra, bem como um elemento prejudicial \u00e0s observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas feitas a partir da superf\u00edcie do planeta.\n\nAt\u00e9 agora, a maior parte do\u00a0lixo espacial\u00a0respons\u00e1vel por colis\u00f5es desastrosas com naves, sat\u00e9lites e astronautas se constituiu de fragmentos ou res\u00edduos oriundos da atividade pacifica, como sat\u00e9lites de comunica\u00e7\u00e3o, de estudos meteorol\u00f3gicos, de levantamento de recursos naturais, etc.. Um exemplo de polui\u00e7\u00e3o acidental ocorreu quando o terceiro estagio do foguete franc\u00eas Ariadne, lan\u00e7ado em novembro de 1986, explodiu, dando origem a 465 fragmentos de tamanho superior a 10 cent\u00edmetros e a 2330 estilha\u00e7os de um mil\u00edmetro a um cent\u00edmetro.\n\nNo entanto, nos \u00faltimos anos, com o inicio dos testes com armas anti-sat\u00e9lites como o programa Guerra nas Estrelas, o problema do lixo espacial vem se agravando de modo assustador.\n\nEm testes realizados com um sat\u00e9lite destru\u00eddo por um m\u00edssil, cerca de 275 fragmentos puderam ser registrados por radares logo ap\u00f3s o impacto. Deve existir, porem, um numero muito mais elevado desses fragmentos, que n\u00e3o podem ser observados por serem muito pequenos.\n\n<strong>Outros testes dessa natureza:<\/strong>\u00a0granadas espaciais que, ap\u00f3s destru\u00edrem o sat\u00e9lite-alvo, deixam uma verdadeira nuvem de estilha\u00e7os girando em torno da Terra est\u00e3o previstos nos programas militares das pot\u00eancias at\u00f4micas.\n\nO programa Guerra nas Estrelas acabou sendo cancelado devido aos altos custos que o envolviam, mas recentemente os EUA desenvolveram um programa semelhante, com custos mais baixos, mas que provocam o mesmo problema do lixo espacial, embora a uma orbita mais baixa.\n\nSegundo a ultima estimativa norte-americana, existem cerca de 3,5 milh\u00f5es de res\u00edduos met\u00e1licos, lascas de pintura, pl\u00e1sticos, etc.. de dimens\u00f5es inferiores a um cent\u00edmetro, orbitando no espa\u00e7o pr\u00f3ximo.\n\nEsta cifra cai para 17.500 com rela\u00e7\u00e3o aos objetos entre um e dez cent\u00edmetros, e a 7000 para os detritos de tamanho superior.\n\nQuase tr\u00eas mil toneladas de lixo espacial flutuam a menos de duzentos quil\u00f4metros do solo. De acordo com a NASA, este numero, j\u00e1 assustador, devera se duplicar antes do ano 2010. At\u00e9 l\u00e1, e mais al\u00e9m, os fragmentos v\u00e3o continuar como um perigo em potencial, pois na velocidade com que orbitam, 15 mil, 20 mil ou 30 mil quil\u00f4metros por hora, se transformam em formid\u00e1veis projeteis, que amea\u00e7am todos os objetos com que possam vir a se chocar.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160913 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Lixo-E6.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/><strong>Lixo Espacial<\/strong><\/p>\nA maior parte do\u00a0<strong>lixo espacial<\/strong>\u00a0poder\u00e1 provocar colis\u00f5es fatais com naves, sondas e sat\u00e9lites tripulados, numa amea\u00e7a \u00e0s atividades dos astronautas.\n\nExistem v\u00e1rios exemplos de ve\u00edculos espaciais danificados por colis\u00f5es com detritos. Em 1982, um peda\u00e7o de um foguete sovi\u00e9tico arranhou o \u00f4nibus espacial Columbia.\n\nUma caixa de instrumentos eletr\u00f4nicos do sat\u00e9lite americano Solar Maximum, recuperada pelos astronautas num v\u00f4o da Challenger, apresentava 160 perfura\u00e7\u00f5es produzidas por lascas de tinta que viajavam \u00e0 velocidade orbital. Res\u00edduos orbitais danificaram tamb\u00e9m as c\u00e9lulas solares do sat\u00e9lite europeu GEOS-2, colocado em orbita pela ESA.\n\nTamb\u00e9m sofreram danos o telesc\u00f3pio espacial Hubble, sat\u00e9lites de telecomunica\u00e7\u00f5es, etc..\n\nA media de objetos espaciais que reentram em nossa atmosfera \u00e9 da ordem de 33 a 35 por m\u00eas. Alias, todos os objetos lan\u00e7ados em orbita ao redor da Terra dever\u00e3o, um dia, retornar \u00e0 superf\u00edcie do planeta.\n\nEntretanto, muitos deles levar\u00e3o centenas, milhares ou milh\u00f5es de anos para cair.\n\nAo contrario da ideia difundida de que, sendo 2\/3 da Terra cobertos por oceanos, a probabilidade de queda em regi\u00f5es continentais \u00e9 pequena, e em zonas densamente povoadas ainda muito menor, uma das quedas de res\u00edduos espaciais ocorreu justamente na \u00e1rea urbana da cidade americana de Manitowoc, no estado de Winconsin. De fato, em 1962, o sat\u00e9lite sovi\u00e9tico Sputnik 4, ao reentrar na atmosfera, abriu uma cratera bem no centro comercial daquela cidade. Os peda\u00e7os encontrados estavam t\u00e3o quentes que os bombeiros tiveram de esperar algumas horas para recolh\u00ea-los.\n\nUm dos maiores objetos espaciais que j\u00e1 reentraram na atmosfera foi o estagio do foguete Saturno II que lan\u00e7ou o Skylab, em 1973. Seu peso era de 38 toneladas, e a sua queda ocorreu em 1975, no Oceano Atl\u00e2ntico, ao sul dos A\u00e7ores.\n\nEm 11 de marco de 1978, \u00e0s 1h20min da madrugada, o terceiro estagio de um foguete sovi\u00e9tico reentrou na atmosfera em cima do Rio de Janeiro.\n\nO espet\u00e1culo pirot\u00e9cnico formado por in\u00fameros fragmentos que brilhavam com uma luz intensamente azulada levou a maior parte dos observadores do acontecimento a acreditar ser aquilo uma frota de discos voadores.\n\nNa realidade, se a reentrada tivesse ocorrido minutos antes, o foguete teria ca\u00eddo na \u00e1rea urbana do Rio e n\u00e3o no Oceano Atl\u00e2ntico, como aconteceu.\n\nMas bem mais preocupante \u00e9 a queda de sat\u00e9lites portando substancias radioativas, como aconteceu com o Cosmos-954, um engenho militar sovi\u00e9tico que caiu pr\u00f3ximo ao lago dos Escravos, no Canad\u00e1, em janeiro de 79. Ele carregava um reator nuclear que alimentava o seu radar. Os americanos, que acompanhavam a trajet\u00f3ria do Cosmos atrav\u00e9s de sua rede de radares, quando compreenderam que os cientistas sovi\u00e9ticos haviam perdido o controle da situa\u00e7\u00e3o, lan\u00e7aram um alarme at\u00f4mico generalizado, embora discreto, para todas as capitais dos pa\u00edses ocidentais.\n\nInfelizmente, esta n\u00e3o foi a primeira vez que um sat\u00e9lite portador de material radioativo atingiu a superf\u00edcie terrestre, e conhecem-se alguns casos. Um exemplo recente, envolveu a sonda Cassini, que portava uma carga de plut\u00f4nio que seria usado para energizar a nave quando j\u00e1 estivesse longe o bastante do Sol para carregar as suas baterias solares, foi lan\u00e7ado h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s, com v\u00e1rios protestos da comunidade cientifica e de organiza\u00e7\u00f5es civis, temendo que a nave explodisse e liberasse uma chuva de plut\u00f4nio sobre o planeta. Para se ter uma ideia da alta radioatividade do plut\u00f4nio, uma gota desse material, jogada sobre a Baia do Guanabara, \u00e9 mais do que suficiente para tornar as \u00e1guas imprest\u00e1veis para consumo humano devido ao risco de c\u00e2ncer. Ou, para citar outro exemplo, recentemente, um navio japon\u00eas, levando um carregamento de mais de tr\u00eas toneladas de plut\u00f4nio para processamento nas usinas nucleares japonesas, foi alvo de protestos mundiais, principalmente dos pa\u00edses por onde o navio navegaria em mares territoriais. Se o navio sofresse um acidente e afundasse, a carga de plut\u00f4nio, apesar de protegida por cont\u00eaineres e outras camadas protetoras, se vazasse, poderia dizimar toda a vida no planeta.\n\nApesar dos protestos contra os lan\u00e7amentos de sat\u00e9lites com reatores nucleares, n\u00e3o se acredita que eles deixem de ser postos em orbita. O mais l\u00f3gico ser\u00e1 desenvolver m\u00e9todos de maior prote\u00e7\u00e3o.\n\nUm sat\u00e9lite em orbita \u00e9 menos perigoso que um reator na superf\u00edcie. Mas recentemente, est\u00e3o testando um novo m\u00e9todo de propuls\u00e3o de sondas e sat\u00e9lites, usando propuls\u00e3o i\u00f4nica, como foi testado com o Deep Space.\n\nA solu\u00e7\u00e3o para o lixo espacial reside num projeto militar norte-americano que foi desenvolvido alguns anos atr\u00e1s, um laser de alta pot\u00eancia que pode ser direcionado para atingir sat\u00e9lites em orbita a partir da superf\u00edcie terrestre, com alta precis\u00e3o. Espera-se que este projeto seja usado para eliminar os detritos espaciais, ou seja, converter um projeto militar para fins pac\u00edficos e assegurar uma explora\u00e7\u00e3o mais segura do espa\u00e7o, sem p\u00f4r em risco as atividades humanas.\n\nNossos tempos modernos est\u00e3o criando novos problemas ao homem, quase na mesma propor\u00e7\u00e3o em que novas tecnologias s\u00e3o criadas.\n\nOs problemas chegaram ao c\u00e9u, e cerca de 2 mil toneladas de lixo espacial (<strong>fonte:<\/strong>\u00a0Ag\u00eancia Estado), de destro\u00e7os como fragmentos at\u00e9 propulsores de foguetes flutuam ao redor da terra, inclusive criando aos astr\u00f4nomos a ilus\u00e3o de termos mais uma Lua orbitando em volta de nosso planeta.\n\nMesmo j\u00e1 existindo propostas de um grupo de cientistas de ag\u00eancias espaciais de todo o mundo que querem colocar ordem no espa\u00e7o, a situa\u00e7\u00e3o de \u201cengarrafamento\u201d continua, e nossa Maric\u00e1 volta e meia recebe a sua parte desse lixo.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.nhm.ac.uk\/starchild.gsfc.nasa.gov\/earth.org\/www.worldatlas.com\/www.wisegeek.org\/www.nationalgeographic.com\/geocities.yahoo.com.br\/www.bio2000.hpg.ig.com.br\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lixo Espacial &#8211; Defini\u00e7\u00e3o Lixo espacial, ou detritos espaciais, \u00e9 qualquer pe\u00e7a de maquinaria ou detritos deixados pelos seres humanos no espa\u00e7o. Pode se referir a objetos grandes, como sat\u00e9lites artificiais mortos, que falharam ou foram deixados em \u00f3rbita no final de sua miss\u00e3o. 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