{"id":20040,"date":"2015-12-14T00:00:00","date_gmt":"2015-12-14T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:27:25","modified_gmt":"2026-09-01T15:27:25","slug":"interacao-vegetacao-atmosfera-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/","title":{"rendered":"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera"},"content":{"rendered":"\n<h4>A influ\u00eancia da vegeta\u00e7\u00e3o na atmosfera<\/h4>\n   \n<p>A radia\u00e7\u00e3o solar que incide sobre a superf\u00edcie terrestre deixa uma quantidade      de energia dispon\u00edvel. Essa energia aquece o ar e \u00e9 utilizado pelas plantas.    <\/p>\n   \n<p>As plantas utilizam uma pequena parte de energia para a fotoss\u00edntese, e o      restante para a transpira\u00e7\u00e3o. Desde cedo aprendemos que as plantas fazem fotoss\u00edntese.    <\/p>\n   \n<p><strong>Mas voc\u00ea lembra o que isso significa? <\/strong><\/p>\n   \n<p>Na fotoss\u00edntese, a planta absorve CO2 (g\u00e1s carb\u00f4nico) e fornece O2 (oxig\u00eanio).      Ou seja, a fotoss\u00edntese \u00e9 o contr\u00e1rio da respira\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/intera1-1.jpg\" alt=\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera\" width=\"203\" height=\"169\" title=\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera\" \/><br \/>\n<b>Elementos da fotoss\u00edntese<\/b><\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, na fotoss\u00edntese, a planta constr\u00f3i glicose, que \u00e9 a mat\u00e9ria-prima      do amido e da celulose. Durante o dia, paralelamente \u00e0 fotoss\u00edntese, ocorre      a transpira\u00e7\u00e3o das plantas. Na transpira\u00e7\u00e3o, as plantas cedem vapor d\u0092\u00e1gua      para o ar; portanto, a transpira\u00e7\u00e3o deixa o ar mais \u00famido. O vapor pode ser      transportado para cima, formar nuvens e, eventualmente, retornar \u00e0 superf\u00edcie      na forma de chuva. Ou seja, o vapor d\u0092\u00e1gua oriundo da transpira\u00e7\u00e3o \u00e9      uma importante componente do ciclo hidrol\u00f3gico.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/intera2-1.jpg\" alt=\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera\" width=\"165\" height=\"149\" title=\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera\" \/><br \/>\n<b>Absor\u00e7\u00e3o de energia solar por diferentes biomas<\/b><\/p>\n   \n<p>A atmosfera deixa uma quantidade de energia dispon\u00edvel para a superf\u00edcie.      As plantas &#8220;roubam&#8221; uma parte dessa energia para transpirar. Se      n\u00e3o existisse a vegeta\u00e7\u00e3o, toda a energia seria utilizada para o aquecimento      do ar. A superf\u00edcie ficaria mais quente e mais seca. Se compararmos duas regi\u00f5es      &#8211; uma des\u00e9rtica e outra densamente vegetada &#8211; sujeitas \u00e0 mesma radia\u00e7\u00e3o solar,      ou seja, localizadas na mesma latitude, veremos que, durante o dia, a regi\u00e3o      des\u00e9rtica \u00e9 mais quente e seca que a vegetada. A transpira\u00e7\u00e3o influencia a      superf\u00edcie, deixando-a menos quente e mais \u00famida. <\/p>\n   \n<h4>A influ\u00eancia da atmosfera na vegeta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Parece intuitivo associar vegeta\u00e7\u00e3o a clima. Por exemplo, florestas tropicais      \u0096 por exemplo, a floresta Amaz\u00f4nica \u0096 ocorrem em regi\u00f5es onde as      chuvas s\u00e3o abundantes e a temperatura \u00e9 alta. J\u00e1 onde as chuvas s\u00e3o muito      escassas, independentemente da temperatura, ocorrem os desertos.<\/p>\n   \n<p>A medida que subimos uma montanha ou sa\u00edmos do Equador em dire\u00e7\u00e3o aos p\u00f3los      a temperatura e a precipita\u00e7\u00e3o diminuem. Portanto, encontramos biomas diferentes      \u00e0 medida que subimos a montanha. Isto \u00e9 a zona\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>CAMPOS<\/h4>\n   \n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda principalmente de plantas herb\u00e1ceas, havendo poucos      arbustos. As chuvas s\u00e3o menos abundantes que as das florestas mas mais abundantes      que as dos desertos. Est\u00e3o sujeitos a per\u00edodos de estiagem prolongados; portanto,      o estresse h\u00eddrico dificulta a transpira\u00e7\u00e3o das plantas, deixando o ar mais      seco.<\/p>\n   \n<h4>DESERTO<\/h4>\n   \n<p>Caracterizam-se por chuvas muito escassas. As plantas s\u00e3o esparsas, com muito      espa\u00e7o entre elas. H\u00e1 adapta\u00e7\u00f5es especiais nos vegetais que vivem nos desertos.      Muitos vegetais s\u00e3o suculentos, como os cactos que armazenam \u00e1gua. Nessas      plantas, \u00e9 o caule verde que faz fotoss\u00edntese, enquanto as folhas s\u00e3o transformadas      em espinhos, o que reduz a \u00e1rea transpirante.<\/p>\n   \n<h4>TUNDRA<\/h4>\n   \n<p>S\u00e3o caracter\u00edsticas do hemisf\u00e9rio norte, ocorrendo em altas latitudes (acima      de 60o). As temperaturas s\u00e3o muito baixas (abaixo de \u00965oC). A precipita\u00e7\u00e3o      \u00e9 pequena (ao redor de 25 cm anuais) e, normalmente, em forma de neve. A vegeta\u00e7\u00e3o      se desenvolve apenas durante 2 a 3 meses por ano, pois os solos permanecem      congelados a maior parte do tempo. <\/p>\n   \n<p><strong>As plantas que conseguem sobreviver s\u00e3o de pequeno porte:<\/strong>      sobretudo gram\u00edneas, alguns poucos arbustos, grandes camadas de l\u00edquens e      musgos sobre as rochas.<\/p>\n   \n<h4>FLORESTA TROPICAL<\/h4>\n   \n<p>Trata-se de uma floresta densa, composta por muitas esp\u00e9cies, e &#8220;sempre      verde&#8221;, isto \u00e9, suas folhas n\u00e3o caem. As florestas tropicais ocorrem      em regi\u00f5es da faixa equatorial sujeitas a chuvas abundantes e altas temperaturas.      Na vertical, podemos dividir a floresta em camadas, pois existe uma n\u00edtida      estratifica\u00e7\u00e3o. As camadas s\u00e3o tamb\u00e9m chamadas de estratos. Na camada superior      (entre 30 e 40 m acima do solo), fica a copa das \u00e1rvores mais altas. Abaixo      dela, encontra-se uma camada contendo a copa das \u00e1rvores menores (entre 5      e 30 m). Essa camada pode ser subdividida em duas ou mais subcamadas. Finalmente,      encontramos a camada de arbustos (cerca de 5 m de altura). Pr\u00f3ximo \u00e0 superf\u00edcie      do solo, h\u00e1 pouca vegeta\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 escassa quantidade de luz que consegue      atravessar a densa folhagem e chegar ao solo.<\/p>\n   \n<h4>FLORESTA TEMPERADA<\/h4>\n   \n<p>Trata-se de florestas t\u00edpicas do hemisf\u00e9rio norte, ocorrendo em latitudes      m\u00e9dias (30 a 60o). Ao contr\u00e1rio das florestas tropicais, que s\u00e3o &#8220;sempre      verdes&#8221;, as \u00e1rvores da floresta temperada perdem as suas folhas no outono.      S\u00e3o ditas, por isso, caducif\u00f3lias. As chuvas s\u00e3o menos abundantes que as da      faixa equatorial, mas continuam relativamente altas. As temperaturas s\u00e3o amenas.      Nessas florestas s\u00e3o encontrados, comumente, faias, nogueiras e carvalhos.      A diversidade das esp\u00e9cies \u00e9 grande, mas menor que a da floresta tropical.<\/p>\n   \n<h4>FLORESTA DE CON\u00cdFERAS<\/h4>\n   \n<p>Tamb\u00e9m chamada de taiga (nome russo para designar a floresta de con\u00edferas      da Sib\u00e9ria), trata-se de florestas de pinheiros. Ocorrem entre as latitudes      m\u00e9dias e as altas. As temperaturas s\u00e3o baixas e as chuvas, menos abundantes      que as da floresta temperada. As florestas s\u00e3o &#8220;sempre verdes&#8221; e      possuem adapta\u00e7\u00f5es para a vida em ambiente de inverno longo e com a presen\u00e7a      de neve. As folhas das \u00e1rvores t\u00eam a forma de agulhas, o que \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o      para reduzir a transpira\u00e7\u00e3o. Existe pouca vegeta\u00e7\u00e3o rasteira, pois pouca luz      chega ao solo. As florestas de con\u00edferas possuem pouca variedade de esp\u00e9cies.<\/p>\n   \n<h4>A influ\u00eancia da atmosfera na vegeta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>O corpo de uma planta terrestre t\u00edpica \u00e9 composto de tr\u00eas partes familiares      e fundamentais. <\/p>\n   \n<p><strong>Essas partes tamb\u00e9m chamadas de \u00f3rg\u00e3os vegetativos s\u00e3o:<\/strong>      raiz, caule e folha. A raiz das plantas \u00e9 respons\u00e1vel pela retirada de \u00e1gua      e nutrientes do solo. Quando adubamos o solo, estamos repondo os nutrientes      que as plantas necessitam para o seu desenvolvimento. A \u00e1gua e nutrientes      absorvidos comp\u00f5em a seiva bruta. <\/p>\n   \n<p>Essa seiva bruta \u00e9 transportada, da raiz para as folhas pelo xilema (conjunto      de vasos encontrados no caule da planta). <\/p>\n   \n<p>Nas folhas, ocorre a fotoss\u00edntese, que \u00e9 um processo de produ\u00e7\u00e3o de glicose      e oxig\u00eanio. A glicose produzida comp\u00f5e a seiva elaborada conhecida como alimento      da planta. A seiva elaborada \u00e9 transportada, das folhas para a raiz, por um      conjunto de vasos chamados de floema. Durante a descida, o floema fornece      alimento aos demais \u00f3rg\u00e3os, principalmente aos que n\u00e3o realizam fotoss\u00edntese,      como as ra\u00edzes.<\/p>\n   \n<p>Note que a respira\u00e7\u00e3o ocorre em todos os \u00f3rg\u00e3os da planta. A respira\u00e7\u00e3o \u00e9      um processo que consome glicose e oxig\u00eanio, e produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico, \u00e1gua      e energia. Esse energia \u00e9 utilizada pela planta para realizar as suas fun\u00e7\u00f5es      vitais. <\/p>\n   \n<p>Uma folha de forma simplificada \u00e9 constitu\u00edda de epiderme, est\u00f4matos, par\u00eanquima      e nervuras. As paredes da epiderme da folha n\u00e3o perdem \u00e1gua, mas essa parede      possui buracos, chamados de est\u00f4matos. \u00c9 atrav\u00e9s dos est\u00f4matos que a folha      realiza as trocas de gasosas.<\/p>\n   \n<p>O est\u00f4mato \u00e9 formado por duas c\u00e9lulas em forma de rim, denominadas c\u00e9lulas-guarda,      com uma abertura entre elas, chamada de ost\u00edolo. <\/p>\n   \n<p><strong>As c\u00e9lulas-guarda controlam a abertura estom\u00e1tica:<\/strong> quando      as c\u00e9lulas-guarda est\u00e3o inchadas devido \u00e0 absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, o ost\u00edolo fica      aberto; quando est\u00e3o murchas, o ost\u00edolo se fecha. <\/p>\n   \n<h4>VEGETA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA<\/h4>\n   \n<p>Estima-se que 10% das esp\u00e9cies vegetais do planeta vivam nas paisagens brasileiras,      mas essa vegeta\u00e7\u00e3o v\u00eam sendo consumidas por desmatamento, queimadas e polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>FLORESTA AMAZ\u00d4NICA<\/h4>\n   \n<p>A Floresta Amaz\u00f4nica \u00e9 uma t\u00edpica floresta tropical, com grande diversidade      de esp\u00e9cies vegetais e animais. Ela \u00e9 um gigante tropical que ocupa 5,5 milh\u00f5es      de km2 dos quais 60% est\u00e3o em territ\u00f3rio brasileiro; o restante se reparte      entre as duas Guianas, Suriname, Venezuela, Col\u00f4mbia, Equador, Peru e Bol\u00edvia.    <\/p>\n   \n<p>Em geral, a vegeta\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica \u00e9 higr\u00f3fila, ou seja, adaptada \u00e0 vida em      condi\u00e7\u00f5es de excesso de \u00e1gua. <\/p>\n   \n<p><strong>As adapta\u00e7\u00f5es que tais plantas apresentam s\u00e3o:<\/strong> ramos e folhas      com os \u00e1pices voltados para baixo, folhas em goteira e ceras que revestem      a superf\u00edcie foliar. <\/p>\n   \n<p>Todas essas caracter\u00edsticas permitem que o excesso de \u00e1gua goteje para baixo      com facilidade, evitando assim a obstru\u00e7\u00e3o dos est\u00f4matos.<\/p>\n   \n<p>Na Floresta Amaz\u00f4nica vivem e se reproduzem mais de um ter\u00e7o das esp\u00e9cies      existentes no planeta. Al\u00e9m de 2.500 esp\u00e9cies de \u00e1rvores (um ter\u00e7o da madeira      tropical do mundo), a Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m abriga \u00e1gua, muita \u00e1gua. O Rio Amazonas      \u00ad a maior bacia hidrogr\u00e1fica do mundo, que cobre uma extens\u00e3o aproximada de      6 milh\u00f5es de km2 \u00ad corta a regi\u00e3o para desaguar no Oceano Atl\u00e2ntico, lan\u00e7ando      no mar, a cada segundo, cerca de 175 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua. Esse n\u00famero      corresponde a 20% da vaz\u00e3o conjunta de todos os rios da terra. <\/p>\n   \n<p><strong>E s\u00e3o nessas \u00e1guas que se encontra o maior peixe de \u00e1gua doce do      mundo:<\/strong> o pirarucu, que atinge at\u00e9 2,5 m.<\/p>\n   \n<p>Todos os n\u00fameros que envolvem indicadores desse bioma s\u00e3o enormes. Uma boa      id\u00e9ia da exuber\u00e2ncia da floresta est\u00e1 na fauna local. Das 100 mil esp\u00e9cies      de plantas que ocorrem em toda a Am\u00e9rica Latina, 30 mil est\u00e3o na Amaz\u00f4nia.      A diversidade em esp\u00e9cies vegetais se repete na fauna da regi\u00e3o. Os insetos,      por exemplo, est\u00e3o presentes em todos os estratos da floresta. Os animais      rastejadores, os anf\u00edbios e aqueles com capacidade para subir em locais \u00edngremes,      como o esquilo, exploram os n\u00edveis baixos e m\u00e9dios. Os locais mais altos s\u00e3o      explorados por beija-flores, araras, papagaios e periquitos \u00e0 procura de frutas,      brotos e castanhas. Os tucanos, voadores de curta dist\u00e2ncia, exploram as \u00e1rvores      altas. O n\u00edvel intermedi\u00e1rio \u00e9 habitado por jacus, gavi\u00f5es, corujas e centenas      de pequenas aves. No extrato terrestre est\u00e3o os jabutis, cutias, pacas, antas      etc. Os mam\u00edferos aproveitam a produtividade sazonal dos alimentos, como os      frutos ca\u00eddos das \u00e1rvores. Esses animais, por sua vez, servem de alimentos      para grandes felinos e cobras de grande porte.<\/p>\n   \n<p>A maior parte dos solos da Floresta Amaz\u00f4nica \u00e9 pobre em nutrientes. Pode      parecer contradit\u00f3rio que uma floresta t\u00e3o rica possa sobreviver sobre um      solo pobre. Isso se explica pelo fato de ocorrer um ciclo fechado de nutrientes.      Quase todos os minerais est\u00e3o acumulados no vegetal. Quando os \u00f3rg\u00e3os da planta      morrem, s\u00e3o decompostos, e os nutrientes s\u00e3o reabsorvidos pelas ra\u00edzes. Portanto,      a floresta vive do seu pr\u00f3prio material org\u00e2nico. Se a \u00e1gua das chuvas ca\u00edsse      diretamente sobre o solo, tenderia a lav\u00e1-lo, retirando os sais minerais.      Na floresta, por\u00e9m, a queda das gotas \u00e9 amortecida pela densa folhagem, o      que reduz a perda de nutrientes. Portanto, o desmatamento, que reduz a folhagem      da floresta, pode levar ao empobrecimento da terra. Isso mostra uma das fragilidades      do ecossistema. <\/p>\n   \n<p>Atualmente, sabe-se que a Floresta Amaz\u00f4nica \u00e9 um ecossistema fr\u00e1gil. A menor      imprud\u00eancia pode causar danos irrevers\u00edveis ao seu delicado equil\u00edbrio ecol\u00f3gico.<\/p>\n   \n<h4>MATA ATL\u00c2NTICA<\/h4>\n   \n<p>A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 uma das florestas tropicais mais amea\u00e7adas do mundo. Hoje,      est\u00e1 reduzida a apenas 7% de sua \u00e1rea original. Mais de 70% da popula\u00e7\u00e3o brasileira      vivem na regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n   \n<p>A Mata Atl\u00e2ntica tamb\u00e9m \u00e9 uma floresta tropical t\u00edpica, e muitas das caracter\u00edsticas      da Floresta Amaz\u00f4nica s\u00e3o v\u00e1lidas para ela. A diferen\u00e7a mais marcante \u00e9 a      topografia, que, no caso da Mata Atl\u00e2ntica, \u00e9 mais \u00edngreme e vari\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p>Na \u00e9poca do descobrimento do Brasil, a Mata Atl\u00e2ntica tinha uma \u00e1rea equivalente      a um ter\u00e7o da Amaz\u00f4nia. Cobria 1 milh\u00e3o de km2, ou 12% do territ\u00f3rio nacional,      estendendo-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Apesar da devasta\u00e7\u00e3o      sofrida, a riqueza das esp\u00e9cies animais e vegetais que ainda se abrigam na      Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 espantosa. Em alguns trechos remanescentes de floresta os      n\u00edveis de biodiversidade s\u00e3o considerados os maiores do planeta. Em contraste      com essa exuber\u00e2ncia, as estat\u00edsticas indicam que mais de 70% da popula\u00e7\u00e3o      brasileira vive na regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica. Al\u00e9m de abrigar a maioria das      cidades e regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, a \u00e1rea original da floresta sedia      tamb\u00e9m os grandes p\u00f3los industriais, petroleiros e portu\u00e1rios do Brasil, respondendo      por nada menos de 80% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.<\/p>\n   \n<p>A Mata Atl\u00e2ntica abrange as bacias dos rios Paran\u00e1, Uruguai, Para\u00edba do Sul,      Doce, Jequitinhonha e S\u00e3o Francisco. Esp\u00e9cies imponentes de \u00e1rvores s\u00e3o encontradas      na regi\u00e3o, como o jequitib\u00e1-rosa, de 40 m de altura e 4 m de di\u00e2metro. <\/p>\n   \n<p><strong>Tamb\u00e9m destacam-se nesse cen\u00e1rio v\u00e1rias outras esp\u00e9cies<\/strong>:      o pinheiro-do-paran\u00e1, o cedro, as figueiras, os ip\u00eas, a bra\u00fana e o pau-brasil,      entre muitas outras. <\/p>\n   \n<p>A regi\u00e3o onde ocorre uma grande popula\u00e7\u00e3o do pinheiro-do-paran\u00e1 (Araucaria      angustifolia) \u00e9 chamada de Matas de Arauc\u00e1rias. <\/p>\n   \n<p><strong>Nessa regi\u00e3o, existem esta\u00e7\u00f5es bastante delimitadas:<\/strong> ver\u00f5es      razoavelmente quentes e invernos bastante frios. As precipita\u00e7\u00f5es s\u00e3o regulares.      A copas das \u00e1rvores n\u00e3o forma uma camada cont\u00ednua, como ocorre na Floresta      Amaz\u00f4nica. Por serem mais abertas, s\u00e3o menos \u00famidas que as florestas tropicais.      Os pinheiros podem ter troncos com 1 m de di\u00e2metro e atingem 25 a 30 m de      altura. S\u00f3 se v\u00eaem ramifica\u00e7\u00f5es no topo da \u00e1rvore, o que lhe d\u00e1 um aspecto      de guarda-sol. Os ramos mais baixos, que ficam na sombra, s\u00e3o eliminados,      pois a arauc\u00e1ria \u00e9 uma planta de sol (heli\u00f3fila). Na Mata das Arauc\u00e1rias tamb\u00e9m      aparece o mate, usado para infus\u00f5es.<\/p>\n   \n<h4>MATA COSTEIRA<\/h4>\n   \n<p>O Brasil possui uma linha cont\u00ednua de costa Atl\u00e2ntica de 8.000 km de extens\u00e3o,      uma das maiores do mundo. Ao longo dessa faixa litor\u00e2nea \u00e9 poss\u00edvel identificar      uma grande diversidade de paisagens como dunas, ilhas, recifes, cost\u00f5es rochosos,      ba\u00edas, estu\u00e1rios, brejos e fal\u00e9sias.<\/p>\n   \n<p>Ao longo da costa brasileira, as praias, restingas, lagunas e manguezais      apresentam diferentes esp\u00e9cies animais e vegetais. Isso se deve, basicamente,      \u00e0s diferen\u00e7as clim\u00e1ticas e geol\u00f3gicas. Grande parte da zona costeira, entretanto,      est\u00e1 amea\u00e7ada pela superpopula\u00e7\u00e3o e por atividades agr\u00edcolas e industriais.      \u00c9 a\u00ed, seguindo essa imensa faixa litor\u00e2nea, que vive mais da metade da popula\u00e7\u00e3o      brasileira. <\/p>\n   \n<p>O litoral amaz\u00f4nico, que vai da foz do Rio Oiapoque ao Rio Parna\u00edba, \u00e9 lamacento      e tem, em alguns trechos, mais de 100 km de largura. Apresenta grande extens\u00e3o      de manguezais, assim como matas de v\u00e1rzeas de mar\u00e9s. Jacar\u00e9s, guar\u00e1s e muitas      esp\u00e9cies de aves e crust\u00e1ceos s\u00e3o alguns dos animais que vivem nesse trecho      da costa.<\/p>\n   \n<p>O litoral nordestino come\u00e7a na foz do Rio Parna\u00edba e vai at\u00e9 o Rec\u00f4ncavo      Baiano. \u00c9 marcado por recifes calc\u00e1reos e arenitos, al\u00e9m de dunas que, quando      perdem a cobertura vegetal que as fixa, movem-se com a a\u00e7\u00e3o do vento. H\u00e1 ainda      nessa \u00e1rea manguezais, restingas e matas. Nas \u00e1guas do litoral nordestino      vivem o peixe-boi marinho e tartarugas (ambos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o).<\/p>\n   \n<p>O litoral sudeste segue do Rec\u00f4ncavo Baiano at\u00e9 S\u00e3o Paulo. \u00c9 a \u00e1rea mais      densamente povoada e industrializada do pa\u00eds. Suas \u00e1reas caracter\u00edsticas s\u00e3o      as fal\u00e9sias, recifes, arenitos e praias de areias monaz\u00edticas (mineral de      cor marrom escura). \u00c9 dominado pela Serra do Mar e tem a costa muito recortada      com v\u00e1rias ba\u00edas e pequenas enseadas. O ecossistema mais importante dessa      \u00e1rea s\u00e3o as matas de restingas. Essa parte do litoral \u00e9 habitada pela pregui\u00e7a-de-coleira      e pelo mico-sau\u00e1 (esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o).<\/p>\n   \n<p><strong>O litoral sul come\u00e7a no Paran\u00e1 e termina no Arroio Chu\u00ed, no Rio Grande      do Sul. Cheio de banhados e manguezais, o ecossistema da regi\u00e3o \u00e9 riqu\u00edssimo      em aves, mas h\u00e1 tamb\u00e9m outras esp\u00e9cies:<\/strong> rat\u00e3o-do-banhado, lontras      (tamb\u00e9m amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o), capivaras etc.<\/p>\n   \n<h4>CAATINGA<\/h4>\n   \n<p>A Caatinga distribui-se pelos estados do Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba,      Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul-leste do Piau\u00ed e norte de Minas Gerais.<\/p>\n   \n<p>A palavra Caatinga vem do tupi, e significa &#8220;mata branca&#8221;. A vegeta\u00e7\u00e3o      se caracteriza por ter folhas apenas nos 3 ou 4 meses da esta\u00e7\u00e3o das chuvas.      O resto do tempo as plantas ficam sem as folhas (vegeta\u00e7\u00e3o caducif\u00f3lia), e      seu aspecto \u00e9 claro, o que explica o nome &#8220;mata branca&#8221;. As temperaturas      s\u00e3o elevadas e \u00e9 baixa a umidade relativa do ar. As precipita\u00e7\u00f5es s\u00e3o relativamente      baixas, podendo ocorrer de maneira bastante irregular. A esta\u00e7\u00e3o da seca \u00e9      superior a sete meses por ano. Os rios normalmente secam no ver\u00e3o, exceto      o S\u00e3o Francisco, que \u00e9 perene.<\/p>\n   \n<p>Os cerca de 20 milh\u00f5es de brasileiros que vivem nos 800 mil km2 de Caatinga      nem sempre podem contar com as chuvas de ver\u00e3o. Quando n\u00e3o chove, o homem      do sert\u00e3o e sua fam\u00edlia sofrem muito. Precisam caminhar quil\u00f4metros em busca      da \u00e1gua dos a\u00e7udes. A irregularidade clim\u00e1tica \u00e9 um dos fatores que mais interferem      na vida do sertanejo. <\/p>\n   \n<p>Mesmo quando chove, o solo raso e pedregoso n\u00e3o consegue armazenar a \u00e1gua      que cai e a temperatura elevada (m\u00e9dias entre 25oC e 29oC) provoca intensa      evapora\u00e7\u00e3o. Por isso, somente em algumas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s serras, onde a      abund\u00e2ncia de chuvas \u00e9 maior, a agricultura torna-se poss\u00edvel. <\/p>\n   \n<p>Na longa estiagem, os sert\u00f5es s\u00e3o, muitas vezes, semi-desertos nublados mas      sem chuva. O vento seco e quente n\u00e3o refresca, incomoda. As plantas da Caatinga      apresentam v\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es que permitem a sobreviv\u00eancia na esta\u00e7\u00e3o seca.      As folhas s\u00e3o muitas vezes reduzidas, como nas cact\u00e1ceas, nas quais se transformam      em espinhos. O mecanismo de abertura e fechamento dos est\u00f4matos \u00e9 bem r\u00e1pido.      A queda das folhas na esta\u00e7\u00e3o seca representa tamb\u00e9m um modo de reduzir a      \u00e1rea exposta \u00e0 transpira\u00e7\u00e3o. Algumas plantas possuem ter ra\u00edzes praticamente      na superf\u00edcie do solo para absorver o m\u00e1ximo da chuva. As esp\u00e9cies mais comuns      da regi\u00e3o s\u00e3o, entre outras, a amburana, aroeira, umbu, bara\u00fana, mani\u00e7oba,      macambira, mandacaru e o juazeiro.<\/p>\n   \n<p>A Caatinga \u00e9 coberta por solos relativamente f\u00e9rteis. Embora n\u00e3o tenha potencial      madeireiro, exceto pela extra\u00e7\u00e3o secular de lenha, a regi\u00e3o \u00e9 rica em recursos      gen\u00e9ticos dada a sua alta biodiversidade. Por outro lado, o aspecto agressivo      da vegeta\u00e7\u00e3o contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes      no per\u00edodo das chuvas.<\/p>\n   \n<p><strong>A Caatinga apresenta tr\u00eas estratos:<\/strong> arb\u00f3reos (8 a 12 metros),      arbustivo (2 a 5 metros) e o herb\u00e1ceo (abaixo de 2 metros). Contraditoriamente,      a flora dos sert\u00f5es, constitu\u00edda por esp\u00e9cies com longa hist\u00f3ria de adapta\u00e7\u00e3o      ao calor e \u00e0 secura, \u00e9 incapaz de reestruturar-se naturalmente se m\u00e1quinas      forem usadas para alterar o solo. A degrada\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, irrevers\u00edvel na      Caatinga. <\/p>\n   \n<h4>CERRADO<\/h4>\n   \n<p>Os viajantes que desbravaram o interior do Brasil h\u00e1 d\u00e9cadas atravessaram      extensas \u00e1reas cobertas por um tapete de gram\u00edneas com arbustos e pequenas      \u00e1rvores retorcidas, era o Cerrado. <\/p>\n   \n<p>A primeira impress\u00e3o que se tem do cerrado \u00e9 de uma vegeta\u00e7\u00e3o seca, marcada      por queimadas. Mas, de perto, ele apresentava toda a sua beleza de flores      ex\u00f3ticas e plantas medicinais desconhecidas da medicina tradicional como arnica,      catuaba, jurubeba, sucupira e angico. Soma-se a isso uma grande variedade      de animais. O equil\u00edbrio desse sistema, cuja biodiversidade pode ser comparada      \u00e0 Amaz\u00f4nica, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para a estabilidade dos demais ecossistemas      brasileiros.<\/p>\n   \n<p>O Cerrado \u00e9 a segunda maior forma\u00e7\u00e3o vegetal brasileira, superado apenas      pela floresta Amaz\u00f4nica. S\u00e3o 2 milh\u00f5es de km2 espalhados por 10 Estados. O      Cerrado \u00e9 um campo tropical na qual a vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea coexiste com mais      de 420 esp\u00e9cies de \u00e1rvores e arbustos esparsos. A esta\u00e7\u00e3o seca \u00e9 bem pronunciada,      podendo durar de 5 a 7 meses. Os rios n\u00e3o secam, por\u00e9m a sua vaz\u00e3o diminui.<\/p>\n   \n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o do Cerrado tem aspectos que costumam ser interpretados como adapta\u00e7\u00f5es      a ambientes secos (xeromorfismo). Assim, \u00e1rvores e arbustos t\u00eam galhos tortuosos,      folhas endurecidas, casca grossa; as superf\u00edcies das folhas s\u00e3o muitas vezes      brilhantes, outras vezes recobertas por p\u00ealos. <\/p>\n   \n<p><strong>Outras plantas, contraditoriamente, t\u00eam caracter\u00edsticas de lugares      \u00famidos:<\/strong> folhas largas, produ\u00e7\u00e3o de flores e brotos em plena esta\u00e7\u00e3o      seca.<\/p>\n   \n<p>A \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 o fator limitante do Cerrado. Descobriu-se que o solo, mesmo      na esta\u00e7\u00e3o seca, cont\u00e9m uma quantidade apreci\u00e1vel de \u00e1gua, a partir dos 2      metros de profundidade. As ra\u00edzes de muitas esp\u00e9cies aprofundam-se muito,      o que permite a abertura dos est\u00f4matos durante o dia todo.<\/p>\n   \n<p>Portanto, atualmente, acredita-se que as plantas do Cerrado apresentam um      falso xeromorfismo (o que \u00e9 chamado de pseudoxeromorfismo). O aspecto da vegeta\u00e7\u00e3o      n\u00e3o \u00e9 devido \u00e0 falta d\u0092\u00e1gua, mas sim devido \u00e0 escassez de nutrientes      do solo. <\/p>\n   \n<p><strong>Essa defici\u00eancia dificulta muito a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas nas plantas,      e o excesso de carboidratos se acumula em estruturas que d\u00e3o \u00e0s plantas o      aspecto xerom\u00f3rfico:<\/strong> s\u00faber espesso, cut\u00edculas grossas e excessivo      escler\u00eanquima (tecido de sustenta\u00e7\u00e3o com c\u00e9lulas de paredes refor\u00e7adas). Diz-se,      ent\u00e3o, que a vegeta\u00e7\u00e3o apresenta um escleromorfismo oligotr\u00f3fico ou, em outras      palavras, &#8220;um aspecto muito duro devido \u00e0 falta de nutri\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n   \n<p>O Cerrado tem a seu favor o fato de ser cortado por tr\u00eas das maiores bacias      hidrogr\u00e1ficas da Am\u00e9rica do Sul (Tocantins, S\u00e3o Francisco e Prata), favorecendo      a manuten\u00e7\u00e3o de uma biodiversidade surpreendente. Estima-se que a flora da      regi\u00e3o possua 10 mil esp\u00e9cies de plantas diferentes (muitas delas usadas na      produ\u00e7\u00e3o de corti\u00e7a, fibras, \u00f3leos, artesanato, al\u00e9m do uso medicinal e aliment\u00edcio).      Isso sem contar as 400 esp\u00e9cies de aves, 67 g\u00eaneros de mam\u00edferos e 30 tipos      de morcegos catalogados na \u00e1rea.<\/p>\n   \n<p><strong>O n\u00famero de insetos \u00e9 surpreendente<\/strong>: apenas na \u00e1rea do Distrito      Federal, h\u00e1 90 esp\u00e9cies de cupins, 1.000 esp\u00e9cies de borboletas e 500 tipos      diferentes de abelhas e vespas. <\/p>\n   \n<h4>PANTANAL<\/h4>\n   \n<p>O Pantanal \u00e9 um dos mais valiosos patrim\u00f4nios naturais do Brasil. Maior \u00e1rea      \u00famida continental do planeta \u0096 com 140 mil km2 em territ\u00f3rio brasileiro      \u0096 destaca-se pela riqueza da fauna, onde dividem espa\u00e7o 650 esp\u00e9cies      de aves, 80 de mam\u00edferos, 260 de peixes e 50 de r\u00e9pteis. <\/p>\n   \n<p>As chuvas fortes s\u00e3o comuns no Pantanal. Os terrenos, quase sempre planos,      s\u00e3o alagados periodicamente por in\u00fameros c\u00f3rregos e vazantes entremeados de      lagoas e leques aluviais. Ou seja, muita \u00e1gua. Na \u00e9poca das cheias estes corpos      comunicam-se e mesclam-se com as \u00e1guas do Rio Paraguai, renovando e fertilizando      a regi\u00e3o. Contudo, assim como nos demais ecossistemas brasileiros onde a ocupa\u00e7\u00e3o      predat\u00f3ria vem provocando destrui\u00e7\u00e3o, a interfer\u00eancia no Pantanal tamb\u00e9m \u00e9      sentida . Embora boa parte da regi\u00e3o continue inexplorada, muitas amea\u00e7as      surgem em decorr\u00eancia do interesse econ\u00f4mico que existe sobre essa \u00e1rea. A      situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a se agravar nos \u00faltimos 20 anos, sobretudo pela introdu\u00e7\u00e3o      de pastagens artificiais e a explora\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de mata. <\/p>\n   \n<p>O equil\u00edbrio desse ecossistema depende, basicamente, do fluxo de entrada      e sa\u00edda de enchentes que, por sua vez, est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 pluviosidade      regional. <\/p>\n   \n<p>De forma geral, as chuvas ocorrem com maior freq\u00fc\u00eancia nas cabeceiras dos      rios que desaguam na plan\u00edcie. Com o in\u00edcio do trimestre chuvoso nas regi\u00f5es      altas (a partir de novembro), sobe o n\u00edvel de \u00e1gua do Rio Paraguai provocando,      assim, as enchentes. O mesmo ocorre paralelamente com os afluentes do Paraguai      que atravessam o territ\u00f3rio brasileiro cortando uma extens\u00e3o de 700 km. As      \u00e1guas v\u00e3o se espalhando e cobrindo, continuamente, vastas extens\u00f5es em busca      de uma sa\u00edda natural, que s\u00f3 \u00e9 encontrada centenas de quil\u00f4metros adiante      no encontro do Rio com o Oceano Atl\u00e2ntico, fora do territ\u00f3rio brasileiro.      As cheias chegam a cobrir at\u00e9 2\/3 da \u00e1rea pantaneira. A partir de maio, ent\u00e3o,      inicia-se a &#8220;vazante&#8221; e as \u00e1guas come\u00e7am a baixar lentamente. Quando      o terreno volta a secar permanece, sobre a superf\u00edcie, uma fina camada de      lama hum\u00edfera (mistura de areia, restos de animais e vegetais, sementes e      humus) propiciando grande fertilidade ao solo.<\/p>\n   \n<p>A natureza faz repetir, anualmente, o espet\u00e1culo das cheias proporcionando      ao Pantanal a renova\u00e7\u00e3o da fauna e flora local . Esse enorme volume de \u00e1gua,      que praticamente cobre a regi\u00e3o pantaneira, forma um verdadeiro mar de \u00e1gua      doce onde milhares de peixes proliferam. Peixes pequenos servem de alimento      a esp\u00e9cies maiores ou a aves e animais. <\/p>\n   \n<p>Quando o per\u00edodo da vazante come\u00e7a, uma grande quantidade de peixes fica      retida em lagoas ou ba\u00edas, n\u00e3o conseguindo retornar aos rios. Durante meses,      aves e animais carn\u00edvoros (jacar\u00e9s, ariranhas etc) t\u00eam, portanto, um farto      banquete \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. As \u00e1guas continuam baixando mais e mais e nas lagoas,      agora bem rasas, peixes como o dourado, pacu e tra\u00edra podem ser apanhados      com as m\u00e3os pelos homens. Aves grandes e pequenas s\u00e3o vistas planando sobre      as \u00e1guas, formando um espet\u00e1culo de grande beleza. <\/p>\n   \n<h4>CAMPO<\/h4>\n   \n<p>Os campos tamb\u00e9m fazem parte da paisagem brasileira. <\/p>\n   \n<p><strong>Esse tipo de vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 encontrada em dois lugares distintos:<\/strong>      os campos de terra firme s\u00e3o caracter\u00edsticos do norte da Amaz\u00f4nia, Roraima,      Par\u00e1 e ilhas do Bananal e de Maraj\u00f3, enquanto os campos limpos s\u00e3o t\u00edpicos      da regi\u00e3o sul.<\/p>\n   \n<p>De um modo geral, o campo limpo \u00e9 destitu\u00eddo de \u00e1rvores, bastante uniforme      e com arbustos espalhados e dispersos. J\u00e1 nos campos de terra firme as \u00e1rvores,      baixas e espa\u00e7adas, se integram totalmente \u00e0 paisagem. Em ambos os casos o      solo \u00e9 revestido de gram\u00edneas, subarbustos e ervas.<\/p>\n   \n<p>Entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os campos formados por gram\u00edneas      e leguminosas nativas se estendem como um tapete verde por mais de 200.000      km2, tornado-se mais densas e ricas nas encostas. Nessa regi\u00e3o, com muita      mata entremeada, as chuvas distribuem-se regularmente pelo ano todo e as baixas      temperaturas reduzem os n\u00edveis de evapora\u00e7\u00e3o. Tais condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas acabam      favorecendo ao crescimento de \u00e1rvores. Bem diferentes, entretanto, s\u00e3o os      campos que dominam \u00e1reas do Norte do pa\u00eds. <\/p>\n   \n<p>O dom\u00ednio das florestas e dos campos meridionais se estende desde o Rio Grande      do Sul at\u00e9 parte dos estados de Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo. O clima \u00e9      ameno e o solo naturalmente f\u00e9rtil. A jun\u00e7\u00e3o destes dois fatores favoreceram      \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o acelerada no \u00faltimo s\u00e9culo, principalmente por imigrantes europeus      e japoneses que alcan\u00e7aram elevados \u00edndices de produtividade na regi\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Os campos do Sul ocorrem no chamado &#8220;Pampa&#8221;, uma regi\u00e3o plana de      vegeta\u00e7\u00e3o aberta e de pequeno porte que se estende do Rio Grande do Sul para      al\u00e9m das fronteiras com a Argentina e o Uruguai, no interior do estado. Esse      tipo de vegeta\u00e7\u00e3o ocorre em \u00e1rea cont\u00ednua no Sul e tamb\u00e9m como manchas dispersas      encravadas na floresta Atl\u00e2ntica do Rio Grande do Norte at\u00e9 o Paran\u00e1. S\u00e3o      \u00e1reas planas, revestidas de gram\u00edneas e outras plantas encontradas de forma      escassa, como tufos de capim que atingem at\u00e9 um metro de altura. <\/p>\n   \n<p>Descendo ao litoral do Rio Grande do Sul, a paisagem \u00e9 marcada pelos banhados,      isto \u00e9, ecossistemas alagados com densa vegeta\u00e7\u00e3o de juncos, gravat\u00e1s e aguap\u00e9s      que criam um habitat ideal para uma grande variedade de animais como gar\u00e7as,      marrecos, veados, on\u00e7as-pintadas, lontras e capivaras. O banhado do Taim \u00e9      o mais importante devido \u00e0 riqueza do solo. Tentativas extravagantes de dren\u00e1-lo      para uso agr\u00edcola foram definitivamente abandonadas a partir de 1979 quando      a \u00e1rea transformou-se em esta\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Mesmo assim, a a\u00e7\u00e3o de ca\u00e7adores      e o bombeamento das \u00e1guas pelos fazendeiros das redondezas continuam a amea\u00e7ar      o local.<\/p>\n   \n<p>Mas enquanto sobra \u00e1gua no Sul, os campos do Norte do Brasil se caracterizam      por \u00e1reas secas e de florestas dominadas pelas palmeiras. Tais florestas se      situam entre a Amaz\u00f4nia e a Caatinga e se formam a partir do desmatamento      da vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Livre da competi\u00e7\u00e3o de outras plantas, as palmeiras de      baba\u00e7u e carna\u00faba, o buriti e a oiticica se desenvolvem rapidamente. Algumas      chegando a atingir at\u00e9 15 metros de altura. Existem tamb\u00e9m \u00e1reas de campos      &#8220;naturais&#8221;, com vegeta\u00e7\u00e3o de porte mais raqu\u00edtico, que ocorrem como      manchas no norte da floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n   \n<h4>PROBLEMAS ECOL\u00d3GICOS<\/h4>\n   \n<h4>FLORESTA AMAZ\u00d4NICA<\/h4>\n   \n<p>Aclamado como o pa\u00eds de maior diversidade biol\u00f3gica do mundo, o Brasil tem      sua riqueza natural constantemente amea\u00e7ada. Um exemplo dessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o      desmatamento anual da Amaz\u00f4nia, que cresceu 34% de 1992 a 1994. Na regi\u00e3o,      a atividade agr\u00edcola de forma n\u00e3o-sustent\u00e1vel continua e a extra\u00e7\u00e3o madeireira      tende a aumentar na medida em que os estoques da \u00c1sia se esgotam. Relat\u00f3rio      elaborado pela Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos, ligada \u00e0 Presid\u00eancia da      Rep\u00fablica, indica que 80% da produ\u00e7\u00e3o madeireira da Amaz\u00f4nia prov\u00eam da explora\u00e7\u00e3o      ilegal. Existem 22 madeireiras estrangeiras conhecidas em opera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o      e h\u00e1 pouca fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre sua produ\u00e7\u00e3o e \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o. Esses dados      refletem o descontrole da regi\u00e3o por parte das autoridades. O pior \u00e9 que o      desperd\u00edcio da madeira gira entre 60% e 70%. Um outro agravante \u00e9 o fato de      o Governo desenvolver megaprojetos de infra-estrutura para a Amaz\u00f4nia que      causam degrada\u00e7\u00e3o ambiental sem trazer benef\u00edcios para os habitantes da regi\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Embora o Brasil tenha uma das mais modernas legisla\u00e7\u00f5es ambientais do mundo,      ela n\u00e3o tem sido suficiente para bloquear a devasta\u00e7\u00e3o da floresta. Os problemas      mais graves s\u00e3o a insufici\u00eancia de pessoal dedicado \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o, as dificuldades      em monitorar extensas \u00e1reas de dif\u00edcil acesso, a fraca administra\u00e7\u00e3o das \u00e1reas      protegidas e a falta de envolvimento das popula\u00e7\u00f5es locais. Solucionar essa      situa\u00e7\u00e3o depende da forma pela qual os fatores pol\u00edtico, econ\u00f4mico, social      e ambiental ser\u00e3o articulados. <\/p>\n   \n<p>Mais de 12% da \u00e1rea original da Floresta Amaz\u00f4nica j\u00e1 foram destru\u00eddos devido      a pol\u00edticas governamentais inadequadas, modelos inapropriados de ocupa\u00e7\u00e3o      do solo e \u00e0 press\u00e3o econ\u00f4mica, que levou \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o desorganizada e ao uso      n\u00e3o-sustent\u00e1vel dos recursos naturais. Muitos imigrantes foram estimulados      a se instalar na regi\u00e3o, levando com eles m\u00e9todos agr\u00edcolas impr\u00f3prios para      a Amaz\u00f4nia. <\/p>\n   \n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o amaz\u00f4nica come\u00e7ou a se intensificar na d\u00e9cada de 40      quando o Governo passou a estimular, atrav\u00e9s de incentivos fiscais, a implanta\u00e7\u00e3o      de projetos agropecu\u00e1rios na \u00e1rea. As queimadas e o desmatamento tornaram-se      constantes. At\u00e9 o final de 1990 mais de 415 mil km2 tinham sido desmatados.    <\/p>\n   \n<p>O total da \u00e1rea queimada foi 2,5 vezes maior. Em algumas localidades, como      Porto Velho (RO), os aeroportos chegaram a ser fechados algumas vezes por      causa da fuma\u00e7a das queimadas. Outra forma de destrui\u00e7\u00e3o tem sido os alagamentos      para a implanta\u00e7\u00e3o de usinas hidrel\u00e9tricas. \u00c9 o caso da Usina de Balbina ao      norte de Manaus. A baix\u00edssima rela\u00e7\u00e3o entre a \u00e1rea alagada e a pot\u00eancia el\u00e9trica      instalada tornou-se um exemplo de inviabilidade econ\u00f4mica e ecol\u00f3gica em todo      o mundo. A atividade mineradora tamb\u00e9m trouxe graves conseq\u00fc\u00eancias ambientais,      como a eros\u00e3o do solo e a contamina\u00e7\u00e3o dos rios com merc\u00fario.<\/p>\n   \n<p>Uma das medidas tomadas pelo Governo para prote\u00e7\u00e3o da floresta foi a morat\u00f3ria      de dois anos, a partir de 1996, para concess\u00e3o de novas autoriza\u00e7\u00f5es para      a explora\u00e7\u00e3o de mogno e virola. Como o desmatamento de florestas tropicais      representa uma amea\u00e7a constante \u00e0 integridade de centenas de culturas ind\u00edgenas,      tais medidas s\u00e3o de significativa import\u00e2ncia. No caso da virola, projetos      que priorizem sua conserva\u00e7\u00e3o ou manejo adequado s\u00e3o fundamentais. A esp\u00e9cie,      que chegou a ocupar o segundo lugar em valor na pauta de exporta\u00e7\u00f5es de madeiras      brasileiras, praticamente n\u00e3o \u00e9 mais explorada comercialmente devido ao esgotamento      das florestas nativas do g\u00eanero.<\/p>\n   \n<h4>MATA ATL\u00c2NTICA<\/h4>\n   \n<p>Paralelamente \u00e0 riqueza vegetal, a fauna \u00e9 o que mais impressiona na regi\u00e3o.      A maior parte das esp\u00e9cies de animais brasileiros amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o s\u00e3o      origin\u00e1rios da Mata Atl\u00e2ntica, como os micos-le\u00f5es, a lontra, a on\u00e7a-pintada,      o tatu-canastra e a arara-azul-pequena. Fora dessa lista, tamb\u00e9m vivem na      \u00e1rea gamb\u00e1s, tamandu\u00e1s, pregui\u00e7as, antas, veados, cotias, quatis etc.<\/p>\n   \n<p>Durante 500 anos a Mata Atl\u00e2ntica propiciou lucro f\u00e1cil ao homem. Madeiras,      orqu\u00eddeas, corantes, papagaios, ouro, produtos agr\u00edcolas e muito mais serviram      ao enriquecimento de muita gente, al\u00e9m das pr\u00f3prias queimadas que deram lugar      a uma agricultura imprudente e insustent\u00e1vel. Por muitos anos, nenhuma restri\u00e7\u00e3o      foi imposta \u00e0 essa fome por dinheiro. A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o ecossistema brasileiro      que mais sofreu os impactos ambientais dos ciclos econ\u00f4micos da hist\u00f3ria do      pa\u00eds. <\/p>\n   \n<p>Primeiro, ainda no s\u00e9culo XVI, houve a extra\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria do pau-brasil,      utilizado para tintura e constru\u00e7\u00e3o. A segunda grande investida foi o ciclo      da cana-de-a\u00e7\u00facar. Constatada a fertilidade do solo, extensos trechos de Mata      Atl\u00e2ntica foram derrubados para dar lugar aos canaviais. No s\u00e9culo XVIII,      foram as jazidas de ouro que atra\u00edram para o interior um grande n\u00famero de      portugueses. A imigra\u00e7\u00e3o levou a novos desmatamentos, que se estenderam at\u00e9      os limites com o Cerrado, para a implanta\u00e7\u00e3o de agricultura e pecu\u00e1ria. No      s\u00e9culo seguinte, foi a vez do caf\u00e9, provocando a marcha ao sul do Brasil e,      ent\u00e3o, chegou a vez da extra\u00e7\u00e3o da madeira. No Esp\u00edrito Santo, as matas passaram      a ser derrubadas para o fornecimento de mat\u00e9ria-prima para a ind\u00fastria de      papel e celulose. Em S\u00e3o Paulo, a implanta\u00e7\u00e3o do P\u00f3lo Petroqu\u00edmico de Cubat\u00e3o      tornou-se conhecida internacionalmente como exemplo de polui\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n   \n<p>Esse processo desorientado de desenvolvimento amea\u00e7a in\u00fameras esp\u00e9cies, algumas      quase extintas como o mico-le\u00e3o-dourado, a on\u00e7a pintada e a jaguatirica.<\/p>\n   \n<h4>MATA COSTEIRA<\/h4>\n   \n<p>H\u00e1 muito ainda para se conhecer sobre a din\u00e2mica ecol\u00f3gica do litoral brasileiro.      Complexos sistemas costeiros distribuem-se ao longo do litoral, fornecendo      \u00e1reas para a cria\u00e7\u00e3o, crescimento e reprodu\u00e7\u00e3o de in\u00fameras esp\u00e9cies de flora      e fauna. Somente na costa do Rio Grande do Sul &#8211; conhecida como um centro      de aves migrat\u00f3rias \u00ad foram registradas, aproximadamente, 570 esp\u00e9cies. <\/p>\n   \n<p>Muitos desses p\u00e1ssaros utilizam a costa brasileira para alimenta\u00e7\u00e3o, abrigo      ou como rota migrat\u00f3ria entre a Am\u00e9rica do Norte e as partes mais ao sul do      Continente. A faixa litor\u00e2nea brasileira tamb\u00e9m tem sido considerada essencial      para a conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas em escala global, como as tartarugas      marinhas, as baleias e o peixe-boi-marinho. \u00c9 importante ressaltar que a destrui\u00e7\u00e3o      dos ecossistemas litor\u00e2neos \u00e9 uma amea\u00e7a para o pr\u00f3prio homem, uma vez que      p\u00f5e em risco a produ\u00e7\u00e3o pesqueira &#8211; uma rica fonte de alimento. <\/p>\n   \n<p>A integridade ecol\u00f3gica da costa brasileira \u00e9 pressionada pelo crescimento      dos grandes centros urbanos, pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria sem planejamento,      pela polui\u00e7\u00e3o e pelo enorme fluxo de turistas. A ocupa\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria vem ocasionando      a devasta\u00e7\u00e3o das vegeta\u00e7\u00f5es nativas, o que leva, entre outras coisas, \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o      de dunas e at\u00e9 ao desabamento de morros. <\/p>\n   \n<p>O aterro dos manguezais, por exemplo, coloca em perigo esp\u00e9cies animais e      vegetais, al\u00e9m de destruir um importante &#8220;filtro&#8221; das impurezas      lan\u00e7adas na \u00e1gua. As ra\u00edzes parcialmente submersas das \u00e1rvores do mangue espalham-se      sob a \u00e1gua para reter sedimentos e evitar que eles escoem para o mar. Alguns      mangues est\u00e3o estrategicamente situados entre a terra e o mar, formando um      estu\u00e1rio para a reprodu\u00e7\u00e3o de peixes. J\u00e1 a expuls\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es cai\u00e7aras      (pescador ou o caipira do litoral) est\u00e1 acabando com uma das culturas mais      tradicionais e ricas do Brasil. Outra a\u00e7\u00e3o danosa \u00e9 o lan\u00e7amento de esgoto      no mar, sem qualquer tratamento. Opera\u00e7\u00f5es de terminais mar\u00edtimos t\u00eam provocado      o derramamento de petr\u00f3leo, entre outros problemas graves. <\/p>\n   \n<h4>CAATINGA<\/h4>\n   \n<p>O homem complicou ainda mais a dura vida no sert\u00e3o. Fazendas de cria\u00e7\u00e3o de      gado come\u00e7aram a ocupar o cen\u00e1rio na \u00e9poca do Brasil col\u00f4nia. Os primeiros      a chegar pouco entendiam a fragilidade da Caatinga, cuja apar\u00eancia \u00e1rida denuncia      uma falsa solidez. Para combater a seca foram constru\u00eddos a\u00e7udes para abastecer      de \u00e1gua os homens, seus animais e suas lavouras. Desde o Imp\u00e9rio, quando essas      obras tiveram in\u00edcio, o governo prossegue com o trabalho.<\/p>\n   \n<p>Os grandes a\u00e7udes atrairam fazendas de cria\u00e7\u00e3o de gado. Em regi\u00f5es como o      vale do S\u00e3o Francisco, a irriga\u00e7\u00e3o foi incentivada sem o uso de t\u00e9cnica apropriada      e o resultado tem sido desastroso. A saliniza\u00e7\u00e3o do solo \u00e9, hoje, uma realidade.      Especialmente na regi\u00e3o, onde os solos s\u00e3o rasos e a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua ocorre      rapidamente devido ao calor. A agricultura nessas \u00e1reas tornou-se impratic\u00e1vel.    <\/p>\n   \n<p>Outro problema \u00e9 a contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas por agrot\u00f3xicos. Depois de aplicado      nas lavouras, o agrot\u00f3xico escorre das folhas para o solo, levado pela irriga\u00e7\u00e3o,      e da\u00ed para as represas, matando os peixes. Nos \u00faltimos 15 anos, 40 mil km2      de Caatinga se transformaram em deserto devido a interfer\u00eancia do homem sobre      o meio ambiente da regi\u00e3o. As sider\u00fargicas e olarias tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis      por este processo, devido ao corte da vegeta\u00e7\u00e3o nativa para produ\u00e7\u00e3o de lenha      e carv\u00e3o vegetal.<\/p>\n   \n<p>O sert\u00e3o nordestino \u00e9 uma das regi\u00f5es semi-\u00e1ridas mais povoadas do mundo.      A diferen\u00e7a entre a Caatinga e \u00e1reas com as mesmas caracter\u00edsticas em outros      pa\u00edses \u00e9 que as popula\u00e7\u00f5es se concentram onde existe \u00e1gua, promovendo um controle      rigoroso da natalidade. No Brasil, entretanto, o homem est\u00e1 presente em toda      a parte, tentando garantir a sua sobreviv\u00eancia na luta contra o clima.<\/p>\n   \n<h4>CERRADOS<\/h4>\n   \n<p>Depois da Mata Atl\u00e2ntica, o Cerrado \u00e9 o ecossistema brasileiro que mais altera\u00e7\u00f5es      sofreu com a ocupa\u00e7\u00e3o humana. Um dos impactos ambientais mais graves na regi\u00e3o      foram causados pelos garimpos, que contaminaram os rios com merc\u00fario e provocaram      o assoreamento dos cursos de \u00e1gua. A eros\u00e3o causada pela atividade mineradora      tem sido t\u00e3o intensa que, em alguns casos, chegou at\u00e9 mesmo a impossibilitar      a pr\u00f3pria extra\u00e7\u00e3o do ouro rio abaixo. Nos \u00faltimos anos, contudo, a expans\u00e3o      da agricultura e da pecu\u00e1ria representa o maior fator de risco para o Cerrado.      A partir de 1950 tratores come\u00e7aram a ocupar sem restri\u00e7\u00f5es os h\u00e1bitats dos      animais. <\/p>\n   \n<p>O uso de t\u00e9cnicas de aproveitamento intensivo dos solos tem provocado, desde      ent\u00e3o, o esgotamento de seus recursos. A utiliza\u00e7\u00e3o indiscriminada de agrot\u00f3xicos      e fertilizantes tem contaminado tamb\u00e9m os solos e as \u00e1guas. A expans\u00e3o agropecu\u00e1ria      foi o fator fundamental para a ocupa\u00e7\u00e3o do Cerrado em grande escala. <\/p>\n   \n<p>O problema do Cerrado n\u00e3o se resume apenas ao reduzido n\u00famero de \u00e1reas de      conserva\u00e7\u00e3o, \u00e0 ca\u00e7a ilegal ou ao com\u00e9rcio il\u00edcito de peles, que j\u00e1 seriam      quest\u00f5es suficientes para preocupa\u00e7\u00e3o. O problema maior tem ra\u00edzes nas pol\u00edticas      agr\u00edcola e de minera\u00e7\u00e3o impr\u00f3prias e no crescimento da popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Historicamente, a expans\u00e3o agropastoril e o extrativismo mineral no Cerrado      t\u00eam se caracterizado por um modelo predat\u00f3rio. <\/p>\n   \n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel, mas desde que aconte\u00e7a racionalmente. At\u00e9      o momento, o desenvolvimento da agricultura tem trazido graves consequ\u00eancias      para a natureza. Um dos mais s\u00e9rios problemas decorre do uso de t\u00e9cnicas falhas      que deixam o solo desprotegido durante \u00e9pocas de chuvas torrenciais. <\/p>\n   \n<p>Paralelamente, cresce o aparecimento de novas pragas e doen\u00e7as nas monoculturas      estabelecidas. A fauna encontrada na regi\u00e3o tamb\u00e9m recebe pouca aten\u00e7\u00e3o no      que concerne \u00e0 sua conserva\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>O resultado \u00e9 que o Cerrado est\u00e1 acabando<\/strong>: metade da sua      \u00e1rea j\u00e1 foi desmatada e se esse ritmo continuar at\u00e9 o ano 2000, o desmatamento      vai chegar a 70%. <\/p>\n   \n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 causando a fragmenta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas e comprometendo seriamente      os processos que mant\u00eam a sua biodiversidade.<\/p>\n   \n<h4>PANTANAL<\/h4>\n   \n<p>O Pantanal tem passado por transforma\u00e7\u00f5es lentas mas significativas nas \u00faltimas      d\u00e9cadas. O avan\u00e7o das popula\u00e7\u00f5es e o crescimento das cidades s\u00e3o uma amea\u00e7a      constante. A ocupa\u00e7\u00e3o desordenada das regi\u00f5es mais altas, onde nasce a maioria      dos rios, \u00e9 o risco mais grave. A agricultura indiscriminada est\u00e1 provocando      a eros\u00e3o do solo, al\u00e9m de contamin\u00e1-lo com o uso excessivo de agrot\u00f3xicos.      O resultado da destrui\u00e7\u00e3o do solo \u00e9 o assoreamento dos rios (bloqueio por      terra ), fen\u00f4meno que tem mudado a vida no Pantanal. Regi\u00f5es que antes ficavam      alagadas nas cheias e completamente secas quando as chuvas paravam, agora      ficam permanentemente sob as \u00e1guas. Tamb\u00e9m impactaram o Pantanal nos \u00faltimos      anos o garimpo, a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9ricas, o turismo desorganizado e a      ca\u00e7a, empreendida principalmente por ex-pe\u00f5es que, sem trabalho, passaram      a integrar verdadeiras quadrilhas de ca\u00e7adores de couro. <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, foi de 1989 para c\u00e1 que o risco de um desequil\u00edbrio total do ecossistema      pantaneiro ficou mais pr\u00f3ximo de se tornar uma triste realidade. A raz\u00e3o dessa      amea\u00e7a \u00e9 o megaprojeto de constru\u00e7\u00e3o de uma hidrovia de mais de 3.400 km nos      rios Paraguai (o principal curso de \u00e1gua do Pantanal) e Paran\u00e1 &#8211; ligando C\u00e1ceres      no Mato Grosso a Nova Palmira no Uruguai. A id\u00e9ia \u00e9 alterar, com a constru\u00e7\u00e3o      de diques e trabalhos de dragagem, o percurso do Rio Paraguai, facilitando      o movimento de grandes barcos e, conseq\u00fcentemente, o escoamento da produ\u00e7\u00e3o      de soja brasileira at\u00e9 o pa\u00eds vizinho. O problema \u00e9 que isso afetar\u00e1 tamb\u00e9m      todo o escoamento de \u00e1guas da bacia. O resultado desse projeto pode ser a      destrui\u00e7\u00e3o do ref\u00fagio onde vivem hoje milhares de esp\u00e9cies de animais e plantas.<\/p>\n   \n<h4>CAMPOS<\/h4>\n   \n<p>Devido \u00e0 riqueza do solo, as \u00e1reas cultivadas do Sul se expandiram rapidamente      sem um sistema adequado de preparo, resultando em eros\u00e3o e outros problemas      que se agravam progressivamente. Os campos s\u00e3o amplamente utilizados para      a produ\u00e7\u00e3o de arroz, milho, trigo e soja, \u00e0s vezes em associa\u00e7\u00e3o com a cria\u00e7\u00e3o      de gado. A desaten\u00e7\u00e3o com o solo, entretanto, leva \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o, registrada      em diferentes \u00e1reas do Rio Grande do Sul.<\/p>\n   \n<p>Para expandir a \u00e1rea plantada, colonos alem\u00e3es e italianos iniciaram, na      primeira metade do s\u00e9culo, a explora\u00e7\u00e3o indiscriminada de madeira. \u00c1rvores      gigantescas e centen\u00e1rias foram derrubadas e queimadas para dar lugar ao cultivo      de milho, trigo e videira, principalmente. A Mata das Arauc\u00e1rias ou pinheiros-do-paran\u00e1,      de porte alto e copa em forma de guarda-sol, estendia-se do sul de Minas Gerais      e S\u00e3o Paulo at\u00e9 o Rio Grande do Sul, formando cerca de 100.000 km2 de matas      de pinhais. Na sua sombra cresciam esp\u00e9cies como a imbuia, o cedro, a canela,      entre outras. <\/p>\n   \n<p>Hoje mais da metade desse bioma foi destru\u00eddo, assim como diversas esp\u00e9cies      de roedores que se alimentavam do pinh\u00e3o, aves e insetos. O que resta est\u00e1      confinado a \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o do estado. Por mais de 100 anos a mata dos      pinhais alimentou a ind\u00fastria madereira do sul. O pinho, madeira bastante      popular na regi\u00e3o, foi muito usado na constru\u00e7\u00e3o de casas e m\u00f3veis.<\/p>\n   \n<p>A cria\u00e7\u00e3o de gado e ovelhas tamb\u00e9m faz parte da cultura local. Por\u00e9m, repetindo      o mesmo erro dos agricultores, o pastoreiro est\u00e1 provocando a degrada\u00e7\u00e3o do      solo. Na \u00e9poca de estiagem, quando as pastagens secam, o mesmo n\u00famero de animais      continua a disputar \u00e1reas menores. Com o pasto quase desnudo, cresce a press\u00e3o      sobre o solo que se abre em veios. Quando as chuvas recome\u00e7am, as \u00e1guas correm      por essas depress\u00f5es dando in\u00edcio ao processo de eros\u00e3o. O fogo utilizado      para eliminar restos de pastagem secas, torna o solo ainda mais fr\u00e1gil.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.cptec.inpe.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera, Influ\u00eancia, Plantas, Campos, Desertos, Tundra, Floresta, Mata, Cerrado, Pantanal, Brasileira, Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7375,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-20040","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera, Influ\u00eancia, Plantas, Campos, Desertos, Tundra, Floresta, Mata, Cerrado, Pantanal, Brasileira, Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-12-14T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-09-01T15:27:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/intera1-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"203\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"169\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"38 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera\",\"datePublished\":\"2015-12-14T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T15:27:25+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/\"},\"wordCount\":7544,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/intera1-1.jpg\",\"articleSection\":[\"Meio Ambiente\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/\",\"name\":\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/intera1-1.jpg\",\"datePublished\":\"2015-12-14T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T15:27:25+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/intera1-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/intera1-1.jpg\",\"width\":203,\"height\":169},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera, Influ\u00eancia, Plantas, Campos, Desertos, Tundra, Floresta, Mata, Cerrado, Pantanal, Brasileira, Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-12-14T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-09-01T15:27:25+00:00","og_image":[{"width":203,"height":169,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/intera1-1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"38 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera","datePublished":"2015-12-14T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T15:27:25+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/"},"wordCount":7544,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/intera1-1.jpg","articleSection":["Meio Ambiente"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/","name":"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/intera1-1.jpg","datePublished":"2015-12-14T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T15:27:25+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/intera1-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/intera1-1.jpg","width":203,"height":169},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/interacao-vegetacao-atmosfera-3\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Intera\u00e7\u00e3o Vegeta\u00e7\u00e3o-Atmosfera"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20040"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20040\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20041,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20040\/revisions\/20041"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}