{"id":19957,"date":"2015-12-11T00:00:00","date_gmt":"2015-12-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/energia-das-mares-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:26:39","modified_gmt":"2026-09-01T15:26:39","slug":"energia-das-mares-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/energia-das-mares-3\/","title":{"rendered":"Energia das Mar\u00e9s"},"content":{"rendered":"\n<h4>Energia das Mar\u00e9s &#8211;\u00a0 O que \u00e9<\/h4>\nTradicionalmente, em muitos pa\u00edses a energia el\u00e9trica tem sido gerada pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, mas os temores sobre o custo ambiental ao planeta e a sustentabilidade do consumo cont\u00ednuo de combust\u00edvel f\u00f3ssil estimularam pesquisas de m\u00e9todos mais limpos de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade a partir de fontes alternativas de energia. Essas fontes incluem a radia\u00e7\u00e3o solar, energia do vento, ondas e <strong>mar\u00e9s<\/strong>.\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia das Mar\u00e9s\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi68.jpg\" alt=\"Energia das Mar\u00e9s\" width=\"310\" height=\"405\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Energia das ondas<\/strong><\/p>\nOs geradores utilizam o quase incessante movimento das ondas para gerar energia. Uma c\u00e2mara de concreto constru\u00edda na margem \u00e9 aberta ma extremidade do mar de maneira que o n\u00edvel da \u00e1gua dentro da c\u00e2mara suba e des\u00e7a a cada onda sucessiva. O ar acima da \u00e1gua \u00e9 alternadamente comprimido e descomprimido, acionando uma turbina conectada a um gerador. A desvantagem de se utilizar este processo na obten\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 que o fornecimento n\u00e3o \u00e9 cont\u00ednuo e apresenta baixo rendimento.\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia das Mar\u00e9s\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi69.jpg\" alt=\"Energia das Mar\u00e9s\" width=\"264\" height=\"214\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia das Mar\u00e9s\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi70.jpg\" alt=\"Energia das Mar\u00e9s\" width=\"270\" height=\"154\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>Energia das mar\u00e9s<\/strong><\/p>\nAs barragens de <strong>mar\u00e9s<\/strong> utilizam a diferen\u00e7a entre os n\u00edveis de \u00e1gua na mar\u00e9 alta e baixa para gerar eletricidade. Elas s\u00e3o constru\u00eddas sobre as bocas de estu\u00e1rios de mar\u00e9s.\n\nQuando a mar\u00e9 sobe, a \u00e1gua pode passar atrav\u00e9s da barragem, enchendo o estu\u00e1rio atr\u00e1s da mesma. Com a baixa da mar\u00e9, as comportas s\u00e3o fechadas e uma cabeceira de \u00e1gua se forma atr\u00e1s da barragem.\n\nA \u00e1gua pode ent\u00e3o fluir de volta para o mar, acionando ao mesmo tempo turbinas conectadas a geradores. O ciclo de mares de 12 horas e meia e o ciclo quinzenal de amplitudes m\u00e1xima e m\u00ednima apresentam problemas para que seja mantido um fornecimento regular de energia.\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia das Mar\u00e9s\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi71.jpg\" alt=\"Energia das Mar\u00e9s\" width=\"202\" height=\"307\" \/><\/p>\n\n<h4>Energia das correntes mar\u00edtimas<\/h4>\nTamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel aproveitar a energia das correntes mar\u00edtimas. As turbinas mar\u00edtimas t\u00eam poucos componentes; engrenagens de posicionamento orientam as l\u00e2minas das turbinas na dire\u00e7\u00e3o da corrente mar\u00edtima e um gerador acoplado ao eixo da turbina fornece a energia el\u00e9trica.\n<h4>Energia Mareomotriz<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia das Mar\u00e9s\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi66.jpg\" alt=\"Energia das Mar\u00e9s\" width=\"289\" height=\"278\" \/><\/p>\nA mar\u00e9 \u00e9 uma fonte natural de energia, n\u00e3o poluidora e renov\u00e1vel. A energia das ondas tem origem direta no efeito dos ventos, os quais s\u00e3o gerados pela radia\u00e7\u00e3o solar incidente.\n\nAs <strong>mar\u00e9s<\/strong> est\u00e3o relacionadas com a posi\u00e7\u00e3o da Lua e do Sol e do movimento de rota\u00e7\u00e3o da Terra.\n\nAs ondas do mar possuem energia cin\u00e9tica devido ao movimento da \u00e1gua e energia potencial devido \u00e0 sua altura. O aproveitamento energ\u00e9tico das <strong>mar\u00e9s<\/strong> \u00e9 obtido atrav\u00e9s de um reservat\u00f3rio formado junto ao mar, atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de uma barragem, contendo uma turbina e um gerador. Tanto o movimento de subida quanto o de descida produz energia.\n\n<strong>A \u00e1gua \u00e9 turbinada durante os dois sentidos da mar\u00e9: <\/strong>\n<blockquote>Na mar\u00e9 alta, a \u00e1gua enche o reservat\u00f3rio, passando atrav\u00e9s da turbina e produzindo energia el\u00e9trica,\nNa mar\u00e9 baixa, a \u00e1gua esvazia o reservat\u00f3rio passando em sentido contr\u00e1rio ao do enchimento atrav\u00e9s da turbina e desta maneira tamb\u00e9m produz energia el\u00e9trica.<\/blockquote>\nEsta energia pode ser utilizada na produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica atrav\u00e9s das usinas el\u00e9tricas de mar\u00e9. As instala\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem interferir com a navega\u00e7\u00e3o e t\u00eam que ser robustas para poder resistir \u00e0s tempestades apesar de ter sensibilidade bastante para ser poss\u00edvel obter energia de ondas de amplitudes vari\u00e1veis. A obten\u00e7\u00e3o de energia atrav\u00e9s da mar\u00e9 \u00e9 poss\u00edvel em \u00e1reas costeiras onde ocorrem grandes amplitudes de mar\u00e9, para que ela possa vir a transformar-se em importante fonte alternativa de energia el\u00e9trica.\n\nAtualmente existem no mundo algumas usinas geradoras de energia por mar\u00e9, entre os pa\u00edses que a est\u00e3o a Fran\u00e7a, o Canad\u00e1, a China, o Jap\u00e3o, a Inglaterra entre outros. No Brasil, temos cidades com grandes amplitudes de <strong>mar\u00e9s<\/strong>, como S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; Ba\u00eda de S\u00e3o Marcos, no Maranh\u00e3o &#8211; com 6,8 metros e em Tut\u00f3ia com 5,6 metros. Mas nestas regi\u00f5es, infelizmente, a topografia do litoral n\u00e3o favorece a constru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de reservat\u00f3rios, o que impede seu aproveitamento.\n\n<strong>Desvantagem da energia das ondas:<\/strong>\n<blockquote>O fornecimento da energia das ondas n\u00e3o \u00e9 continuo\nApresenta baixo rendimento\n\u00c9 fortemente dispendiosa<\/blockquote>\n<strong>A energia das mar\u00e9s traz uma s\u00e9rie de problemas:<\/strong>\n<blockquote><strong>\u00c9 muito dispendiosa em termos de constru\u00e7\u00e3o:<\/strong> os custos capitais est\u00e3o estimados entre $1200 e $1500 (euros) por capacidade de Kilowatt.\nS\u00e3o necess\u00e1rias grandes quantidades de \u00e1gua para poder funcionar, e \u00e9 de referir que grandes barragens acabam por compensar financeiramente mais depressa os custos de constru\u00e7\u00e3o que barragens pequenas.\nDestr\u00f3i habitats naturais de p\u00e1ssaros e por vezes, s\u00e3o encontrados animais mortos nas turbinas.\nImpossibilita a navega\u00e7\u00e3o (na maior parte dos casos)<\/blockquote>\nO aproveitamento energ\u00e9tico das <strong>mar\u00e9s<\/strong> \u00e9 obtido de modo semelhante ao aproveitamento hidroel\u00e9trico, formando um reservat\u00f3rio junto ao mar, atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de uma barragem com casa de for\u00e7a (turbina + gerador).\n\n<strong>O aproveitamento \u00e9 feito nos dois sentidos:<\/strong> na mar\u00e9 alta a \u00e1gua enche o reservat\u00f3rio, passando atrav\u00e9s da turbina, e produzindo energia el\u00e9trica, na mar\u00e9 baixa a \u00e1gua esvazia o reservat\u00f3rio, passando novamente atrav\u00e9s da turbina, agora em sentido contr\u00e1rio ao do enchimento, e produzindo energia el\u00e9trica\n\nA<strong> energia das mar\u00e9s<\/strong> pode ser aproveitada onde existem mar\u00e9s, com grande diferen\u00e7a de n\u00edvel a mar\u00e9 baixa e mar\u00e9 alta e onde o litoral apresenta condi\u00e7\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do reservat\u00f3rio.\n\nPor\u00e9m o ciclo de mar\u00e9s de 12 horas e meia e o ciclo quinzenal de amplitudes m\u00e1xima e m\u00ednima (mar\u00e9 de siz\u00edgia e mar\u00e9 de quadratura) apresentam problemas para que seja mantido um fornecimento regular de energia, tornando necess\u00e1ria a cria\u00e7\u00e3o de sistemas mais complexos como, por exemplo, o que se vale de muitas barragens ou o que se utiliza de reservas bombeadas.\n\n<strong>Este tipo de energia gera eletricidade em alguns pa\u00edses, tais como:<\/strong> Fran\u00e7a (onde se localiza a pioneira La Rance), Jap\u00e3o e Inglaterra.\n\nA <strong>energia das mar\u00e9s<\/strong> dever\u00e1 se expandir bastante nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.\n<blockquote><strong>PR\u00d3: <\/strong>\u00c9 uma fonte de energia renov\u00e1vel, que produz eletricidade de forma limpa, n\u00e3o poluente e barata.<strong>\nCONTRA: <\/strong>Dificuldade em manter um fornecimento regular de energia devido as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e o <strong>ciclo de mar\u00e9s<\/strong>.<\/blockquote>\n<strong>Energia das ondas &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA <strong>energia das ondas<\/strong> \u00e9 definida pela energia total contida em cada onda e \u00e9 a soma da energia potencial do flu\u00eddo deslocado a partir do n\u00edvel m\u00e9dio da \u00e1gua entre a cava e a crista da onda incluindo a energia cin\u00e9tica das part\u00edculas da \u00e1gua em movimento. Esta energia resulta da for\u00e7a do vento exercida na superf\u00edcie dos Oceanos.\n\nOs A\u00e7ores est\u00e3o situados na zona do Atl\u00e2ntico Norte em que a energia das ondas \u00e9 abundante.\n\nDada a inexist\u00eancia da plataforma continental, a dissipa\u00e7\u00e3o de energia associada \u00e0 passagem das ondas por zonas de baixa profundidade \u00e9 relativamente pequena, e consequentemente as ondas atingem a vizinhan\u00e7a imediata das costas das ilhas com n\u00edveis energ\u00e9ticos pouco inferiores aos que se registam ao largo, em contraste ao que sucede na generalidade das costas do continente europeu.\n\nCientes da localiza\u00e7\u00e3o privilegiada dos A\u00e7ores para um poss\u00edvel aproveitamento da energia das ondas por um lado, e atendendo \u00e0 sua depend\u00eancia energ\u00e9tica por outro, h\u00e1 j\u00e1 uma d\u00e9cada que a EDA, em conjunto com o Instituto Superior T\u00e9cnico (IST) e o Laborat\u00f3rio Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (INETI) e posteriormente a EDP desenvolveram a\u00e7\u00f5es tendo em vista o aproveitamento da energia das ondas.\n\nAp\u00f3s os estudos de avalia\u00e7\u00e3o do potencial energ\u00e9tico, foi escolhido o local de Porto Cachorro na ilha do Pico como o mais indicado para a instala\u00e7\u00e3o de uma central do tipo &#8220;Coluna de \u00c1gua Oscilante&#8221; cujas caracter\u00edsticas de funcionamento se adaptavam melhor \u00e0s condi\u00e7\u00f5es existentes.\n\nOs trabalhos de constru\u00e7\u00e3o civil ficaram conclu\u00eddos a meados do m\u00eas de Julho de 1998.A montagem do equipamento eletromec\u00e2nico decorreu durante o ano de 1999, tendo sido produzidos os primeiros kWh no dia 15 de Outubro do mesmo ano.\n\n<strong>Os objetivos principais deste projeto s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>1.<\/strong> A demonstra\u00e7\u00e3o da viabilidade t\u00e9cnica de constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o duma central de ondas CAO em escala industrial<strong>\n2. <\/strong>Dispor de uma estrutura para testar equipamentos relativos a centrais CAO<strong>\n3.<\/strong> Avalia\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o da metodologia do projeto dos componentes da central<strong>\n4.<\/strong> Avalia\u00e7\u00e3o da viabilidade econ\u00f4mica das centrais das ondas, em especial, ligadas a redes isoladas de fraca capacidade<\/blockquote>\n<h4>Descri\u00e7\u00e3o da central<\/h4>\nA Central \u00e9 constitu\u00edda essencialmente por uma estrutura em bet\u00e3o assente no fundo (a cerca de 9 metros de profundidade), e fica localizada numa pequena reentr\u00e2ncia da costa em que se verifica uma concentra\u00e7\u00e3o natural de energia das ondas.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia das Mar\u00e9s\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi65.jpg\" alt=\"Energia das Mar\u00e9s\" width=\"491\" height=\"342\" \/><\/p>\nA estrutura forma na sua parte superior (acima do n\u00edvel da \u00e1gua) uma c\u00e2mara pneum\u00e1tica no topo da qual existe uma turbina de ar acoplada a um alternador. A c\u00e2mara tem se\u00e7\u00e3o quadrangular com dimens\u00f5es interiores em planta de 12 x 12 metros ao n\u00edvel m\u00e9dio da \u00e1gua. Na sua parte submersa, a c\u00e2mara comunica com o exterior por uma larga abertura. Por efeito das ondas incidentes, a superf\u00edcie livre da \u00e1gua no interior da c\u00e2mara \u00e9 for\u00e7ada a oscilar (coluna de \u00e1gua oscilante), provocando compress\u00f5es e expans\u00f5es da almofada de ar superior.\n\nO fluxo de ar resultante atravessa e acciona o grupo turbina-gerador. Esta turbina (tipo wells) tem a particularidade de rodar sempre no mesmo sentido, independentemente da dire\u00e7\u00e3o do fluxo de ar.\n\nO alternador \u00e9 do tipo indutivo (2X200 kW, produz atrav\u00e9s do rotor e estator), e \u00e9 de velocidade vari\u00e1vel (750 a 1500 rpm). A eletricidade produzida \u00e9 alterna a 400 V, passando depois num conversor que a retifica. Ap\u00f3s retifica\u00e7\u00e3o, entra num ondulador passando depois a corrente alternada com um fator de pot\u00eancia regulado eletronicamente. Previamente a ser emitida na rede de transporte, a tens\u00e3o \u00e9 elevada para 15 kV.\n\nAs principais entidades envolvidas neste projeto s\u00e3o o IST &#8211; Instituto Superior T\u00e9cnico, INETI &#8211; Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, Profabril, EDA,SA, EDP,SA, EFACEC, Universidade de BELFAST e a Universidade de CORK.\n\n<strong>Energia das Mar\u00e9s &#8211; Como se formam<\/strong>\n\nAs <strong>ondas<\/strong> e formam a partir da a\u00e7\u00e3o dos ventos sobre a superf\u00edcie do mar. Uma vez formadas, as ondas viajam pelo alto &#8211; mar at\u00e9 encontrar as \u00e1guas comparativamente mais rasas, pr\u00f3ximas \u00e0 terra. Nesse encontro, a base das ondas come\u00e7a a sofrer certa resist\u00eancia. Isso faz aumentar sua altura. \u00c0 medida que o fundo se torna mais raso, a crista da onda, que n\u00e3o est\u00e1 sujeita a essa resist\u00eancia, tende a prosseguir com maior velocidade. E a onda quebra. Se o fundo do mar \u00e9 rochoso, como no Hava\u00ed, as ondas alcan\u00e7am grande altura; j\u00e1 na areia, a energia \u00e9 absorvida, do que resultam ondas menores.\n\nA <strong>energia das ondas<\/strong> tamb\u00e9m conhecida como energia de marola se destaque entre uma das fontes de energia de \u0093alta qualidade\u0094, pois se apresenta sob forma mec\u00e2nica, podendo ser convertida em eletricidade sem passar pelo ciclo de Carnot.\n\nA explora\u00e7\u00e3o da enorme reserva energ\u00e9tica das ondas representa um dom\u00ednio de inova\u00e7\u00e3o, onde quase tudo ainda est\u00e1 por fazer. Em teoria, se fosse poss\u00edvel equipar os litorais do planeta com conversores energ\u00e9ticos, as centrais el\u00e9tricas existentes poderiam ser desativadas. Com rela\u00e7\u00e3o a este tipo de fonte de energia os inventores foram mais produtivos do que os engenheiros, pois mais de uma centena de processos de capta\u00e7\u00e3o de energia das ondas foram imaginados.\n\n<strong>Princ\u00edpios de funcionamento:<\/strong> a maioria dos projetos usa o mesmo princ\u00edpio, onde a onda pressiona um corpo oco, comprimindo o ar ou um l\u00edquido, ou seja, a energia cin\u00e9tica do movimento ondular move uma turbina ligada a um gerador. A energia mec\u00e2nica da turbina \u00e9 transformada em energia el\u00e9trica atrav\u00e9s do gerador. Quando a onda se desfaz e a \u00e1gua recua o ar desloca-se em sentido contr\u00e1rio passando novamente pela turbina entrando na c\u00e2mara por comportas especiais normalmente fechadas.\n\n<strong>Exemplos: <\/strong>\n\n<strong>Central Experimental de Kaimei<\/strong>: uma balsa de 80 por 12 metros, equipada com turbinas verticais, funciona desde 1979 em frente da costa japonesa, produzindo 2 MW de pot\u00eancia;\n\nNa Noruega, foi constru\u00edda em 1985 uma minicentral numa ilha perto da cidade de Bergen, na costa Oeste. Ao contr\u00e1rio do sistema japon\u00eas, o equipamento n\u00e3o flutua no mar, mas est\u00e1 encravado numa escarpa. Produz 0,5 MW, o suficiente para abastecer uma vila de cinq\u00fcenta casas.\n<h4>Conversores<\/h4>\n<h4>Coluna oscilante de Buoy<\/h4>\nA instala\u00e7\u00e3o consiste em um cilindro de concreto, disposto verticalmente num nicho aberto com explosivos na rocha. A extremidade inferior, submersa, recebe o impacto das ondas, que comprimem o ar coluna acima no cilindro. O ar, sob press\u00e3o, movimenta a turbina, antes de escapar pela extremidade superior. O movimento r\u00edtmico das ondas assegura que a turbina gere eletricidade sem parar.\n<h4>Pato de Salter<\/h4>\nCriado pelo engenheiro Stephen Salter da Universidade de Edimburgo, Esc\u00f3cia.Consiste numa s\u00e9rie de flutuadores, semelhantes ao flap dos avi\u00f5es, ligados a um eixo paralelo \u00e0 praia. A parte mais bojuda dos &#8220;patos&#8221; enfrenta as ondas, cujo movimento r\u00edtmico faz bater os flutuadores, girando o eixo que aciona a turbina como um pedal de bicicleta, que s\u00f3 transmite o movimento numa dire\u00e7\u00e3o. O rendimento desse sistema promete ser excelente, pois parece capaz de aproveitar 80 por cento da energia das ondas. \u00c9 esperar para ver.\n<h4>Energia das Correntes Mar\u00edtimas<\/h4>\nAs correntes mar\u00edtimas s\u00e3o provocadas por um aquecimento n\u00e3o homog\u00eaneo das camadas superficiais dos oceanos pela radia\u00e7\u00e3o solar (PALZ, 1981). Segundo o mesmo autor essas correntes comportam energias cin\u00e9ticas consider\u00e1veis, mas pouco densas, e s\u00e3o assim dif\u00edceis de explorar, sendo os melhores lugares para explora\u00e7\u00e3o os Estreitos (exemplo. Estreito de Gibraltar). Diante da costa da Florida, a Corrente do Golfo \u00e9 particularmente densa e poderia servir para acionar geradores de corrente; a velocidade da corrente aproximadamente 30 Km antes da costa atinge cerca de 10Km\/h, calcula-se que com 50 turbinas de 150 metros de di\u00e2metro cada uma, seria poss\u00edvel produzir uma pot\u00eancia de 20 000 MW, ou 20 vezes a pot\u00eancia de uma grande centra convencional.\n<h4>Energia das Mar\u00e9s<\/h4>\nTodos os dias observa-se que o n\u00edvel do mar n\u00e3o \u00e9 o mesmo. Esse fen\u00f4meno &#8211; movimento de subida e descida das \u00e1guas &#8211; recebe o nome de mar\u00e9.\n\nAs <strong>mar\u00e9s<\/strong> s\u00e3o influenciadas pela for\u00e7a gravitacional do Sol e da Lua. \u00e9 essa diferen\u00e7a de n\u00edvel que temos aproximadamente a cada 12 horas.\n\n<strong>A energia que pode ser captada a partir das mar\u00e9s se faz de modo semelhante ao aproveitamento hidroel\u00e9trico, que consiste em: <\/strong>Um reservat\u00f3rio junto ao mar, atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de uma barragem, e Casa de for\u00e7a (turbina + gerador).\n\n<strong>O aproveitamento \u00e9 feito nos dois sentidos:<\/strong> na mar\u00e9 alta a \u00e1gua enche o reservat\u00f3rio, passando atrav\u00e9s da turbina, e produzindo energia el\u00e9trica, na mar\u00e9 baixa a \u00e1gua esvazia o reservat\u00f3rio, passando novamente atrav\u00e9s da turbina, agora em sentido contr\u00e1rio ao do enchimento, e produzindo energia el\u00e9trica.\n<h4>Onde \u00e9 utilizado<\/h4>\n<strong>Este tipo de energia gera eletricidade em alguns pa\u00edses, tais como:<\/strong> Fran\u00e7a (onde se localiza a pioneira La Rance), Jap\u00e3o e Inglaterra. Na Fran\u00e7a,1967, os franceses constru\u00edram a primeira central mareomotriz (ou mar\u00e9 motriz, ou mar\u00e9 &#8211; el\u00e9trica; ainda n\u00e3o existe um termo oficial em portugu\u00eas), ligada \u00e0 rede nacional de transmiss\u00e3o. Uma barragem de 750 metros de comprimento, equipada com 24 turbinas, fecha a foz do rio Rance, na Bretanha, noroeste da Fran\u00e7a. Com a pot\u00eancia de 240 megawatts (MW), ou 240 mil quilowatts (kW), suficiente para a demanda de uma cidade com 200 mil habitantes.\n\nNo Brasil, temos grande amplitude das <strong>mar\u00e9s<\/strong> em S\u00e3o Lu\u00eds &#8211; Ba\u00eda de S\u00e3o Marcos, no Maranh\u00e3o &#8211; com 6,8 metros e em Tut\u00f3ia com 5,6 metros, tamb\u00e9m nos estu\u00e1rios do Rio Bacanga (S\u00e3o Lu\u00eds -MA- mar\u00e9s de at\u00e9 7 metros) e a Ilha de Marac\u00e1 (AP &#8211; mar\u00e9s de at\u00e9 11 metros). Infelizmente, nessas regi\u00f5es a topografia do litoral n\u00e3o favorece a constru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de reservat\u00f3rios, o que impede seu aproveitamento.\n<h4>Vantagens e Desvantagens<\/h4>\nO <strong>ciclo de mar\u00e9s<\/strong> de 12 horas e meia e o ciclo quinzenal de amplitudes m\u00e1xima e m\u00ednima apresentam problemas para que seja mantido um fornecimento regular de energia.\n\nA <strong>energia das mar\u00e9s<\/strong> pode ser aproveitada onde existem mar\u00e9s, com grande diferen\u00e7a de n\u00edvel ( = 5,5 m) da mar\u00e9 baixa para mar\u00e9 alta e onde o litoral apresenta condi\u00e7\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do reservat\u00f3rio.\n<h4>Uma fonte natural de energia<\/h4>\nMar\u00e9 \u00e9 o movimento das \u00e1guas do mar e de grandes lagos, que se caracteriza pela varia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de seu n\u00edvel.\n\nObt\u00eam-se o n\u00edvel m\u00e9dio da mar\u00e9 atrav\u00e9s de um aparelho denominado medimar\u00edmetro.\n\nA explica\u00e7\u00e3o para o fen\u00f4meno das <strong>mar\u00e9s<\/strong> s\u00f3 foi conhecida ap\u00f3s a descoberta da Lei Gravitacional Universal por Isaac Newton no s\u00e9culo XVII.\n\nAs <strong>mar\u00e9s<\/strong> relacionam de acordo com a posi\u00e7\u00e3o da Lua e do Sol. Quando o fluxo da mar\u00e9 est\u00e1 alta denomina-se preamar que se concentra nesse estado durante um per\u00edodo de oito minutos. Ap\u00f3s este per\u00edodo a mar\u00e9 come\u00e7a a baixar o seu n\u00edvel chamado baixa-mar.\n\nTanto o movimento de subida quanto o de descida t\u00eam um per\u00edodo m\u00e9dio de seis horas, doze minutos e trinta segundos. A preamar e a baixa-mar deveriam registrar-se nas mesmas horas, mas isso n\u00e3o acontece porque h\u00e1 atraso de aproximadamente cinq\u00fcenta minutos a cada vinte e quatro horas na passagem da Lua em frente ao mesmo meridiano terrestre.\n\nAs <strong>mar\u00e9s<\/strong> apresentam um manancial de energia capaz de reproduzir eletricidade.\n\n<strong>Para que isso ocorra h\u00e1 dois fatores indispens\u00e1veis: <\/strong>\n<blockquote><strong>1)<\/strong> Grande espa\u00e7o. <strong>\n2)<\/strong> Possibilidades de bacias retentoras, como \u00e9 oferecida nos certos estu\u00e1rios f\u00e1ceis de serem barrados para poderem oferecer a necess\u00e1ria queda d&#8217;\u00e1gua.<\/blockquote>\nA usina respons\u00e1vel pelo armazenamento das preamares denomina-se talassel\u00e9trica, esta \u00e9 uma fonte natural de energia.\n\n<strong>O funcionamento de uma usina talassel\u00e9trica ocorre da seguinte maneira: <\/strong>\n\nCom a subida da mar\u00e9 a comporta da usina \u00e9 aberta fazendo com que a \u00e1gua entre, em seguida, essa mesma comporta \u00e9 fechada, e a \u00e1gua que entrou fica armazenada. Ap\u00f3s o armazenamento da \u00e1gua uma outra comporta \u00e9 aberta, formando uma queda d&#8217;\u00e1gua que faz com que os moinhos comecem a girar. Esses moinhos s\u00e3o ligados a transformadores e geradores, que levam a energia aos fios de alta tens\u00e3o e esses levam a energia el\u00e9trica at\u00e9 as casas.\n\nA primeira das usinas a aproveitar essa fonte de energia situa-se na Costa Bret\u00e3 da Fran\u00e7a, no estu\u00e1rio do Rio Rance. Ali vinte e quatro turbinas geradoras aproveitam treze metros de diferen\u00e7a entre os desn\u00edveis da mar\u00e9 para a instala\u00e7\u00e3o de um potencial 240.000 quilowatts, que custou quinhentos milh\u00f5es de d\u00f3lares, mas constitui um exemplo pioneiro para empreendimento desse tipo.\n\nOs homens est\u00e3o come\u00e7ando a aproveitar a energia oferecida pela <strong>mar\u00e9s<\/strong>.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia das Mar\u00e9s\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi72.jpg\" alt=\"Energia das Mar\u00e9s\" width=\"286\" height=\"186\" \/><\/p>\n<strong>Existem v\u00e1rias formas potenciais de aproveitamento da energia dos oceanos:<\/strong> <strong>energia das mar\u00e9s<\/strong>, energia associada ao diferencial t\u00e9rmico (OTEC), correntes mar\u00edtimas e energia das ondas.\n\nAtualmente a energia das ondas \u00e9 uma das formas de energia dos oceanos que apresenta maior potencial de explora\u00e7\u00e3o, tendo em conta a for\u00e7a das ondas e a imensid\u00e3o dos oceanos.\n\nA energia das ondas tem origem direta no efeito dos ventos, os quais s\u00e3o gerados pela radia\u00e7\u00e3o solar incidente.\n<h4>Convers\u00e3o<\/h4>\nA convers\u00e3o de energia a partir das ondas apresenta claras semelhan\u00e7as com a e\u00f3lica. Dado que as ondas s\u00e3o produzidas pela a\u00e7\u00e3o do vento, os dois recursos apresentam id\u00eantica irregularidade e varia\u00e7\u00e3o sazonal.\n\nEm ambos os casos extrai-se energia dum meio fluido em movimento e de extens\u00e3o praticamente ilimitada.\n\nA natureza ondulat\u00f3ria do mar (em compara\u00e7\u00e3o com o simples movimento de velocidade mais ou menos constante do vento) est\u00e1 na origem da maior complexidade de concep\u00e7\u00e3o de sistemas de convers\u00e3o. Em compensa\u00e7\u00e3o o recurso energ\u00e9tico das ondas apresenta maior concentra\u00e7\u00e3o espacial (numa camada de algumas dezenas de metros abaixo da superf\u00edcie) do que a energia e\u00f3lica.\n\nEm ambos os casos, os sistemas de aproveitamento s\u00e3o modulares, com pot\u00eancias instaladas por unidade previsivelmente inferiores \u00e0 dezena de MW.\n<h4>Tecnologias: energia das ondas: sistemas na costa<\/h4>\nNormalmente localizados em \u00e1guas pouco profundas (8-20 m), apoiados diretamente na costa, ou pr\u00f3ximos dela (possivelmente associados a obras de prote\u00e7\u00e3o costeira ou molhes portu\u00e1rios). S\u00e3o por vezes considerados de primeira gera\u00e7\u00e3o, por serem praticamente os \u00fanicos que atingiram a fase de prot\u00f3tipo.\n\nO sistema de coluna de \u00e1gua oscilante \u00e9 o tipo mais bem sucedido. A tecnologia envolvida \u00e9 relativamente convencional. A pe\u00e7a de equipamento mais espec\u00edfica \u00e9 uma turbina de ar que acciona um gerador el\u00e9ctrico. A central da ilha do Pico \u00e9 deste tipo, tal como a igualmente recente central da ilha de Islay (Esc\u00f3cia).\n<blockquote><strong>Vantagens:<\/strong> os problemas de transporte de energia para terra e de acesso para manuten\u00e7\u00e3o s\u00e3o de relativamente f\u00e1cil resolu\u00e7\u00e3o.<strong>\nDesvantagens<\/strong>: a localiza\u00e7\u00e3o depende dum conjunto de fatores geomorfol\u00f3gicos favor\u00e1veis na vizinhan\u00e7a imediata da costa, e os bons locais para constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o abundam, assim como o impacte visual \u00e9 significativo.<\/blockquote>\n<h4>Tecnologias: energia das ondas: \u00e1guas profundas<\/h4>\nSituados normalmente em profundidades de 25-50 m, por vezes designados de segunda gera\u00e7\u00e3o. T\u00eam sido estudados dispositivos muito variados, sem que pare\u00e7a ter surgido um tipo que domine os restantes como o mais vantajoso e promissor. Em geral o \u00f3rg\u00e3o principal \u00e9 um corpo oscilante flutuante ou, mais raramente, totalmente submerso. O sistema de extra\u00e7\u00e3o de energia pode ainda utilizar a turbina de ar, ou equipamentos mais sofisticados (sistemas \u00f3leo-hidr\u00e1ulicos, motores el\u00e9ctricos lineares, etc.). O sistema AWS, com tecnologia essencialmente holandesa, \u00e9 um dos raros que atingiram a fase de constru\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipo.\n<blockquote><strong>Vantagens<\/strong>: est\u00e3o menos dependentes das condi\u00e7\u00f5es de costa, e (em longas s\u00e9ries ao longo da costa) s\u00e3o os mais adequados para o aproveitamento da energia das ondas em grande escala.\n<strong>Desvantagens<\/strong>: As dificuldades associadas \u00e0 sua maior complexidade, transporte de energia para terra, amarra\u00e7\u00e3o ao fundo e acesso para manuten\u00e7\u00e3o t\u00eam impedido que o seu grau de desenvolvimento atingisse o da coluna de \u00e1gua oscilante e impacto dos sistemas offshore est\u00e1 associado a interfer\u00eancias com a navega\u00e7\u00e3o e pesca.<\/blockquote>\nFonte: www.arena.com.pt\/br.geocities.com\/www.cpfl.com.br\/www.uesb.br\/www.unijui.tche.br\/www.energiasrenovaveis.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Energia das Mar\u00e9s, Ondas, Brasil, Vento, Movimento, Correntes, Mar\u00edtimas, Oceanos, Convers\u00e3o, Eletricidade, Tipo, Energia das Mar\u00e9s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6984,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-19957","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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