{"id":19862,"date":"2015-12-10T00:00:00","date_gmt":"2015-12-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/relevo-brasileiro-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:25:43","modified_gmt":"2026-09-01T15:25:43","slug":"relevo-brasileiro-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/relevo-brasileiro-3\/","title":{"rendered":"Relevo Brasileiro"},"content":{"rendered":"\nO <strong>relevo brasileiro<\/strong> \u00e9 constitu\u00eddo, principalmente, por planaltos, plan\u00edcies e depress\u00f5es.\n\nOs planaltos s\u00e3o terrenos mais antigos relativamente planos, situados em altitudes mais elevadas.\n\nDestacam-se o Planalto Central Brasileiro, Centro Sul de Minas, Planalto da Amaz\u00f4nia Oriental e os planaltos da Bacia do Parna\u00edba e da Bacia do Paran\u00e1.\n\nAs plan\u00edcies s\u00e3o \u00e1reas essencialmente planas formadas a partir da deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos provenientes de \u00e1reas mais elevadas. S\u00e3o as formas de relevo mais recentes no tempo geol\u00f3gico, e no Brasil podemos destacar as plan\u00edcies do Pantanal, do Rio Amazonas, e as localizadas ao longo do litoral brasileiro.\n\nJ\u00e1 as depress\u00f5es s\u00e3o uma parte do relevo existente em altitudes mais baixas que as altitudes das \u00e1reas adjacentes, inclusive aquelas que se encontram abaixo do n\u00edvel do mar. Um exemplo \u00e9 a depress\u00e3o amaz\u00f4nica.\n<h4>O clima brasileiro<\/h4>\nO Brasil \u00e9 um pa\u00eds com grande diversidade clim\u00e1tica. Em alguns lugares faz frio e em outros muito calor, mas em geral a temperatura \u00e9 elevada em quase todo o territ\u00f3rio.\n\n<strong>H\u00e1 tr\u00eas tipos de clima no pa\u00eds: <\/strong>equatorial, tropical e temperado.\n\nO clima equatorial abrange boa parte do territ\u00f3rio nacional, englobando principalmente a regi\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica, onde chove quase diariamente e faz muito calor. J\u00e1 o clima tropical varia de acordo com a regi\u00e3o, mas tamb\u00e9m \u00e9 quente e com chuvas menos regulares. O sul do Brasil \u00e9 a regi\u00e3o mais fria do pa\u00eds.\n\nNela predomina o clima temperado que, no inverno, pode atingir temperaturas inferiores a zero grau.\n\n&nbsp;\n<h4>O relevo brasileiro e suas classifica\u00e7\u00f5es<\/h4>\nUma das primeiras classifica\u00e7\u00f5es para o <strong>relevo brasileiro<\/strong> foi proposta pelo professor Aroldo de Azevedo (1910-1974). Para ele o relevo do Brasil poderia ser classificado em grandes unidades de planaltos e plan\u00edcies, com seus estudos propos a divis\u00e3o do Planalto Brasileiro em Planalto Atl\u00e2ntico, Planalto Central e Planalto Meridional.\n\n<strong>Essa classifica\u00e7\u00e3o tem por base a altimetria do relevo: <\/strong>as plan\u00edcies s\u00e3o \u00e1reas que alcan\u00e7am 200 m de altitude; os planaltos s\u00e3o \u00e1reas que superam essa altitude.\n\n<strong>Professor Aziz Nacib Ab&#8217;S\u00e1ber (proposta em 1958)<\/strong>\n\nO Prof. Aziz manteve a mesma divis\u00e3o em planaltos e plan\u00edcies, por\u00e9m dividiu o Planalto Brasileiro em Planalto Central, Planalto do Maranh\u00e3o-Piau\u00ed, Planalto Nordestino, Planalto do Leste e Sudeste e planalto Meridional. Esses cinco planaltos foram definidos segundo crit\u00e9rios geomorfol\u00f3gicos estruturais, ou seja foram combinadas as formas com base em sua geologia.\n<h4><strong>Planaltos e Plan\u00edcies <\/strong><\/h4>\nNa classifica\u00e7\u00e3o do Prof. Aziz, os planaltos s\u00e3o \u00e1reas em que o processo de eros\u00e3o \u00e9 mais intenso do que o de sedimenta\u00e7\u00e3o e as plan\u00edcies s\u00e3o as \u00e1reas em que vem ocorrendo o contr\u00e1rio.\n\n<strong>Professor Jurandyr Ross (proposta em 1995)<\/strong>\n\nA proposta atual de classifica\u00e7\u00e3o do <strong>relevo brasileiro<\/strong> \u00e9 feita pelo professor Jurandyr Ross . Para conclu\u00ed-la Ross baseou-se nos trabalhos anteriores &#8211; dos professores Aroldo de Azevedo e Ab`Saber &#8211; e nos relat\u00f3rios, mapas e fotos produzidos pelo Projeto Radambrasil &#8211; entidade governamental respons\u00e1vel pelo levantamento dos recursos naturais do pa\u00eds. O professor Jurandyr Ross da uma nova defini\u00e7\u00e3o para os conceitos de plan\u00edcies e planaltos e introduz uma nova forma de relevo, as depress\u00f5es.\n\nO resultado de seu trabalho foi a identifica\u00e7\u00e3o de 28 unidades de relevo que resultaram da a\u00e7\u00e3o de processos erosivos distintos em uma base litol\u00f3gica tamb\u00e9m distinta.\n<h4><strong>O Relevo Brasileiro &#8211; Planaltos, Plan\u00edcies e Depress\u00f5es <\/strong><\/h4>\nS\u00e3o tr\u00eas as grandes unidades encontradas no <strong>relevo brasileiro<\/strong>, planaltos, plan\u00edcies e depress\u00f5es. Essas unidades t\u00eam forma\u00e7\u00e3o antiga e resultam principalmente da a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as internas da Terra e da sucess\u00e3o de ciclos clim\u00e1ticos, cuja altern\u00e2ncia de climas quentes e \u00famidos com climas \u00e1ridos ou semi-\u00e1ridos favoreceu o processo de eros\u00e3o.\n\nO ch\u00e3o do Brasil apresenta-se com predom\u00ednio das chamadas terras altas, com altitudes que variam entre 201 m e 1.200 m, representando 58,5% do territ\u00f3rio.\n<h4><strong>Planaltos<\/strong><\/h4>\nS\u00e3o superf\u00edcies elevadas aplainadas , delimitadas por escarpas onde o processo de desgaste supera o de ac\u00famulo de sedimentos. Apresentam altitudes superiores a 300 m, n\u00e3o s\u00e3o uniformes; apresentam diferen\u00e7as, de acordo com sua estrutura geol\u00f3gica e sua evolu\u00e7\u00e3o geomorfol\u00f3gica.\n\n<strong>Da\u00ed decorre a exist\u00eancia de dois grandes tipos:<\/strong> os planaltos cristalinos, muito antigos e desgastados, e os planaltos sedimentares.\n\n<strong>As montanhas brasileiras:<\/strong> s\u00e3o eleva\u00e7\u00f5es naturais do relevo , podendo ter v\u00e1rias origens , como dobramento ou falhamento, que resultam em \u00e1reas culminantes do relevo, com altitudes superiores a 1.200 m \u0096 estendem-se por apenas 0,5% do nosso territ\u00f3rio. Elas podem aparecer tanto nas \u00e1reas cristalinas como nas sedimentares, mas raramente ultrapassam a cota de 3.000 m \u0096 s\u00e3o, portanto, de altitudes muito baixas quando comparadas com as eleva\u00e7\u00f5es das Montanhas Rochosas, da Cadeia dos Alpes, da Cordilheira dos Andes e do Himalaia. \u00c9 poss\u00edvel afirmar que o relevo brasileiro \u00e9 muito antigo, explicado pelo fato de o relevo apresentar baixa altitude, associada \u00e0 intensa a\u00e7\u00e3o erosiva.\n<h4><strong>Plan\u00edcies <\/strong><\/h4>\nS\u00e3o superf\u00edcies mais ou menos planas , onde o processo de deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos supera o de desgaste. S\u00e3o terras baixas e geralmente planas, de sedimenta\u00e7\u00e3o recente, em pleno processo de forma\u00e7\u00e3o, que ocorre por causa da sucessiva deposi\u00e7\u00e3o de material de origem marinha, lacustre ou fluvial em \u00e1reas planas como se verifica nas v\u00e1rzeas e \u0093igap\u00f3s\u0094 da Amaz\u00f4nia, no Pantanal Matogrossense ou plan\u00edcie Mato-Grossense , que avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Bol\u00edvia e ao Paraguai, numa \u00e1rea de sedimenta\u00e7\u00e3o aluvial recente, com oscila\u00e7\u00e3o de altitude entre 100 e 150 m. No litoral do Rio Grande do Sul podem se destacar as plan\u00edcies das lagoas dos Patos e Mirim. Nas plan\u00edcies costeiras e nas v\u00e1rzeas fluviais em geral. Temos tamb\u00e9m plan\u00edcies tabulares na orla litor\u00e2nea, com suas \u0093fal\u00e9sias\u0094 e \u0093barreiras\u0094, forma\u00e7\u00f5es cristalinas ou sedimentares que constituem pared\u00f5es junto ao mar.\n<h4><strong>Depress\u00f5es<\/strong><\/h4>\nS\u00e3o \u00e1reas rebaixadas formadas pela atividade erosiva entre as bacias sedimentares e as estruturas geol\u00f3gicas mais antigas. Nessas unidades de relevo as marcas dos climas do passado e a altern\u00e2ncia das diversas fases de eros\u00e3o s\u00e3o mais facilmente notadas. Algumas das depress\u00f5es localizadas \u00e0s margens de bacias sedimentares s\u00e3o chamadas de depress\u00f5es marginais e perif\u00e9ricas.\n<h4><strong>Depress\u00e3o Absoluta<\/strong><\/h4>\n\u00c9 aquela situada abaixo do n\u00edvel do mar. \u00c9 o caso da depress\u00e3o do mar morto. Depress\u00e3o Relativa \u0096 \u00e9 aquela situada acima do n\u00edvel do mar . A depress\u00e3o perif\u00e9rica paulista \u00e9 uma depress\u00e3o relativa.\n\n<strong>Aroldo de Azevedo <\/strong>\n\n<strong>Bibliografia<\/strong>\n\nGeografia\/Pesquisa e A\u00e7\u00e3o\/Editora Moderna\/p\u00e1g 191\/2\nPIFFER, Osvaldo. Geografia do Brasil. Ibep. sd. p\u00e1g 48\n\nAs classifica\u00e7\u00f5es do <strong>relevo brasileiro<\/strong> &#8211; divis\u00f5es do territ\u00f3rio em grandes unidades &#8211; baseiam-se em diferentes crit\u00e9rios, que refletem o est\u00e1gio de conhecimento \u00e0 \u00e9poca de sua elabora\u00e7\u00e3o e a orienta\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica utilizada por seus autores. A primeira classifica\u00e7\u00e3o brasileira, que identifica oito unidades de relevo, \u00e9 elaborada, nos anos 40, por Aroldo de Azevedo. Em 1958 \u00e9 substitu\u00edda pela tipologia de Aziz Ab\u00b4S\u00e1ber, que acrescenta duas novas unidades de relevo. Uma das classifica\u00e7\u00f5es mais recentes (1995), \u00e9 a de Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da USP. Seu trabalho \u00e9 baseado no projeto Radambrasil, um levantamento realizado entre 1970 e 1985 que fotografou o solo brasileiro com um equipamento especial de radar instalado num avi\u00e3o. Ross considera 28 unidades de relevo, divididas em planaltos, plan\u00edcies e depress\u00f5es.\n\nO <strong>relevo brasileiro<\/strong> tem forma\u00e7\u00e3o antiga e resulta principalmente da a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as internas da Terra e da sucess\u00e3o de ciclos clim\u00e1ticos. A altern\u00e2ncia de climas quentes e \u00famidos com \u00e1ridos ou semi-\u00e1ridos favoreceu o processo de eros\u00e3o.\n<h4>Regi\u00e3o Centro-Oeste<\/h4>\n<blockquote>Planalto de topografias suaves. <strong>\nPonto mais elevado:<\/strong> pico do Roncador na serra do Sobradinho (1.341 m).<\/blockquote>\n<h4>Regi\u00e3o Nordeste<\/h4>\n<blockquote>Plan\u00edcie litor\u00e2nea, planalto a N e depress\u00e3o no centro.<strong>\nPonto mais elevado:<\/strong> serra Santa Cruz (844 m).<\/blockquote>\n<h4>Regi\u00e3o Norte<\/h4>\n<blockquote>Depress\u00e3o na maior parte do territ\u00f3rio; plan\u00edcie estreita a N. <strong>\nPonto mais elevado:<\/strong> serra do Divisor ou de Conta (609 m).]<\/blockquote>\n<h4>Regi\u00e3o Sudeste<\/h4>\n<blockquote>Baixada litor\u00e2nea (40% do territ\u00f3rio) e serras (interior). <strong>\nPonto mais elevado: <\/strong>pico da Bandeira na serra do Capara\u00f3 (2.889.8 m).<\/blockquote>\n<h4>Regi\u00e3o Sul<\/h4>\n<blockquote>Baixada no litoral, planaltos a L e O, depress\u00e3o no centro. <strong>\nPonto mais elevado:<\/strong> pico Paran\u00e1, na serra do Mar (1.922 m).<\/blockquote>\nO territ\u00f3rio brasileiro, de um modo geral, \u00e9 constitu\u00eddo de estruturas geol\u00f3gicas muito antigas, apresentando, tamb\u00e9m, bacias de sedimenta\u00e7\u00e3o recente. Essas bacias recentes datam do terci\u00e1rio e quatern\u00e1rio (Cenoz\u00f3ico 865 milh\u00f5es de anos) e correspondem aos terrenos do Pantanal Mato-grossense, parte da bacia Amaz\u00f4nica e trechos do litoral nordeste e sul do pa\u00eds. O restante do territ\u00f3rio tem idades geol\u00f3gicas que v\u00e3o do Paleoz\u00f3ico ao Mesoz\u00f3ico (o que significa entre 570 milh\u00f5es e 225 milh\u00f5es de anos), para as grandes \u00e1reas sedimentares, e ao pr\u00e9-cambriano (acima de 570 milh\u00f5es de anos), para os terrenos cristalinos.\n\nAs estruturas e forma\u00e7\u00f5es rochosas s\u00e3o antigas, mas as formas de relevo s\u00e3o recentes, decorrentes do desgaste erosivo. Grande parte das rochas e estruturas do <strong>relevo brasileiro<\/strong> s\u00e3o anteriores \u00e0 atual configura\u00e7\u00e3o do continente sul-americano, que passou a ter o formato atual depois do levantamento da cordilheira dos Andes, a partir do Mesoz\u00f3ico.\n\n<strong>Podemos identificar tr\u00eas grandes unidades geomorfol\u00f3gicas que refletem sua g\u00eanese:<\/strong> os planaltos, as depress\u00f5es e as plan\u00edcies.\n<h4>Cataratas do Igua\u00e7u<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Relevo Brasileiro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrelevo2.jpg\" alt=\"Relevo Brasileiro\" width=\"348\" height=\"211\" \/>\nCataratas do Igua\u00e7u<\/strong><\/p>\nPatrim\u00f4nio ecol\u00f3gico da humanidade, o parque nacional de Igua\u00e7u, um dos \u00faltimos sobreviventes das grandes florestas fluviais subtropicais, no qual pontificam as suntuosas Cataratas do Igua\u00e7u, \u00e9 visitado anualmente por cerca de 1,4 milh\u00e3o de pessoas.\n\nAl\u00e9m da beleza natural proporcionada pela queda de 13 milh\u00f5es de litros d&#8217;\u00e1gua por segundo e de ser ref\u00fagio para mais de 500 esp\u00e9cies de aves, servem como atrativos para a regi\u00e3o os cassinos e o ativo com\u00e9rcio existentes em Ciudad del Este, do lado paraguaio da fronteira entre Brasil e Paraguaii, cujo faturamento \u00e9 de US$ 3 bilh\u00f5es\/ano.\n\nTamb\u00e9m exerce grande fasc\u00ednio sobre o visitante a hidrel\u00e9trica de Itaipu, a maior do mundo, dentro da qual h\u00e1 um gigantesco lago de1.350 km\u00b2 e 2.919 km de contorno.\n\nPara tornar a regi\u00e3o ainda mais atraente, o governo do estado do Paran\u00e1 come\u00e7ou a promover em 1997 as Olimp\u00edadas da Natureza, cujas competi\u00e7\u00f5es s\u00e3o basicamente dos chamados esportes radicais.\n<h4>Planaltos<\/h4>\nOs planaltos em bacias sedimentares s\u00e3o limitados por depress\u00f5es perif\u00e9ricas ou marginais e se caracterizam por seus relevos escarpados representados por frentes de cuestas (borda escarpada e reverso suave). Nessa categoria est\u00e3o os planaltos da Amaz\u00f4nia Oriental, os planaltos e chapadas da bacia do Parna\u00edba e os planaltos e chapadas da bacia do Paran\u00e1.\n\nOs planaltos em intrus\u00f5es e coberturas residuais de plataforma constituem o resultado de ciclos erosivos variados e se caracterizam por uma s\u00e9rie de morros e serras isolados, relacionados a intrus\u00f5es gran\u00edticas, derrames vulc\u00e2nicos antigos e dobramentos pr\u00e9-cambrianos, a exce\u00e7\u00e3o do planalto e chapada dos Parecis, que \u00e9 do Cret\u00e1ceo (mais de 65 milh\u00f5es de anos). Nessa categoria, destacam-se os planaltos residuais norte-amaz\u00f4nicos e os planaltos residuais sul-amaz\u00f4nicos.\n\nOs planaltos em n\u00facleos cristalinos arqueados s\u00e3o representadas pelo planalto da Borborema e pelo planalto sul-rio-grandense. Ambos fazem parte do cintur\u00e3o orog\u00eanico da faixa Atl\u00e2ntica.\n\nPlanaltos em cintur\u00f5es orog\u00eanicos ocorrem nas faixas de orogenia (movimento geol\u00f3gico de forma\u00e7\u00e3o de montanhas) antiga e se constituem de relevos residuais apoiados em rochas geralmente metam\u00f3rficas, associadas a intrusivas. Esses planaltos situam-se em \u00e1reas de estruturas dobradas que abrangem os cintur\u00f5es Paraguai-Araguaia, Bras\u00edlia e Atl\u00e2ntico. Nesses planaltos, localizam-se in\u00fameras serras, geralmente associadas a res\u00edduos de estruturas intensamente dobradas e erodidas.\n\n<strong>Nessa categoria, destacam-se:<\/strong>\n<blockquote>Os planaltos e serras do Atl\u00e2ntico Leste-Sudeste, associados ao cintur\u00e3o do Atl\u00e2ntico, sobressaindo as serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinha\u00e7o, e as fossas tect\u00f4nicas como o vale do Para\u00edba do Sul;\nOs planaltos e serras de Goi\u00e1s e Minas, que est\u00e3o ligados \u00e0 faixa de dobramento do cintur\u00e3o de Bras\u00edlia, destacando-se as serras da Canastra e Dourada, entre outras;\nSerras residuais do Alto Paraguai que fazem parte do chamado cintur\u00e3o orog\u00eanico Paraguai-Araguaia, com dois setores, um ao sul e outro ao norte do Pantanal Mato-grossense, com as denomina\u00e7\u00f5es locais de serra da Bodoquena e Prov\u00edncia Serrana, respectivamente.<\/blockquote>\n<h5>Depress\u00f5es<\/h5>\nAs depress\u00f5es brasileiras, excetuada a amaz\u00f4nica ocidental, caracterizam-se por terem sido originadas por processos erosivos. Essas depress\u00f5es se caracterizam ainda por possuir estruturas bastante diferenciadas, conseq\u00fc\u00eancia das v\u00e1rias fases erosivas dos per\u00edodos geol\u00f3gicos.\n\n<b>Podemos enumerar as v\u00e1rias depress\u00f5es do territ\u00f3rio brasileiro:<\/b>\n<blockquote><b>a)<\/b> depress\u00e3o amaz\u00f4nica ocidental<b>\nb)<\/b> depress\u00f5es marginais amaz\u00f4nicas<b>\nc)<\/b> depress\u00e3o marginal norte-amaz\u00f4nica<b>\nd)<\/b> depress\u00e3o marginal sul-amaz\u00f4nica<b>\ne)<\/b> depress\u00e3o do Araguaia<b>\nf) <\/b>depress\u00e3o cuiabana<b>\ng)<\/b> as depress\u00f5es do Alto Paraguai e Guapor\u00e9<b>\nh) <\/b>depress\u00e3o do Miranda<b>\ni) <\/b>depress\u00e3o do Tocantins<b>\nj)<\/b> depress\u00e3o sertaneja do S\u00e3o Francisco<b>\nl) <\/b>depress\u00e3o da borda leste da bacia do Paran\u00e1<b>\nm) <\/b>depress\u00e3o perif\u00e9rica central ou sul-rio-grandense<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Relevo Brasileiro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrelevo3.jpg\" alt=\"Relevo Brasileiro\" width=\"336\" height=\"207\" \/>\nMonte Roraima<\/strong><\/p>\n\n<h4>Monte Roraima<\/h4>\nUma das forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas mais antigas do mundo, o monte Roraima \u00e9 uma grande meseta contornada por escarpas abruptas e em parte desnudas, que separa o Brasil da Guiana. Nos contrafortes centrais, est\u00e3o as \u00e1guas que d\u00e3o origem ao rio Cotingo e a sudeste, brota a nascente do Surumu. Por\u00e9m, o que atrai todo tipo de aventureiros para esta regi\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o as \u00e1guas, mas o ouro e especialmente os diamantes encontrados nos leitos desses rios.\n<h4>Plan\u00edcies<\/h4>\nCorrespondem geneticamente \u00e0s \u00e1reas predominantemente planas, decorrentes da deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos recentes de origem fluvial, marinha ou lacustre. Est\u00e3o geralmente associadas aos dep\u00f3sitos quatern\u00e1rios, principalmente holoc\u00eanicos (de 20 mil anos atr\u00e1s). Nessa categoria podemos destacar a plan\u00edcie do rio Amazonas, onde se situa a ilha de Maraj\u00f3, a do Araguaia com a ilha de Bananal, a do Guapor\u00e9, a do Pantanal do rio Paraguai ou Mato-grossense, al\u00e9m das plan\u00edcies das lagoas dos Patos e Mirim e as v\u00e1rias outras pequenas plan\u00edcies e tabuleiros ao longo do litoral brasileiro.\n<h6><\/h6>\n<h4><\/h4>\n<h6><\/h6>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Relevo Brasileiro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrelevo4.jpg\" alt=\"Relevo Brasileiro\" width=\"406\" height=\"354\" \/><\/p>\nAntes de conhecer o <strong>relevo brasileiro<\/strong>, \u00e9 preciso saber primeiro o que \u00e9 relevo.\n\nRelevo s\u00e3o irregularidades na superf\u00edcie terrestre.\n\n<strong>O relevo brasileiro possui uma grande variedade morfol\u00f3gica que podem ser classificadas em:<\/strong> planaltos, plan\u00edcies, chapadas, depress\u00f5es, que foram formados por fatores internos e externos.\n\nOs fatores internos (end\u00f3genos) s\u00e3o for\u00e7as do interior da Terra como vulcanismo e tectonismo, atuam como agentes modeladores do relevo. Os fatores externos (ex\u00f3genos) s\u00e3o agentes modeladores do relevo que adv\u00e9m dos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, ou naturais, ventos, rios e chuva.\n\nNo Brasil h\u00e1 predom\u00ednio de pequenas eleva\u00e7\u00f5es, o ponto mais alto \u00e9 o Pico da Neblina (3.014 m).\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o do relevo brasileiro<\/h4>\nA primeira tentativa de classifica\u00e7\u00e3o do <strong>relevo brasileiro<\/strong> ocorreu em meados do s\u00e9culo XIX, mas as classifica\u00e7\u00f5es eram confusas e sem defini\u00e7\u00f5es concretas.\n\nEm 1949, foi criada uma classifica\u00e7\u00e3o do <strong>relevo brasileiro<\/strong> segundo Aroldo de Azevedo, que teve uma boa aceita\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.\n\n<strong>Aroldo ent\u00e3o classificou o relevo da seguinte forma:<\/strong> quatro planaltos (das Guianas, Central, Atl\u00e2ntico, e Meridional), tr\u00eas plan\u00edcies (Amaz\u00f4nica, Costeira e do Pantanal).\n\nAziz N. Ab\u0092Saber conceituado ge\u00f3grafo realizou uma nova classifica\u00e7\u00e3o do <strong>relevo brasileiro<\/strong>, utilizando aerofotogrametria (foto a\u00e9rea), e classificou o relevo brasileiro em planaltos, plan\u00edcie e depress\u00f5es.\n\n<strong>Observe as caracter\u00edsticas do relevo brasileiro segundo o ge\u00f3grafo Jurandyr L.S Ross:<\/strong>\n<blockquote><strong>Planalto: <\/strong>\u00c8 uma superf\u00edcie irregular com altitude acima de 200m. <strong>\nPlan\u00edcie: <\/strong>Superf\u00edcie mais ou menos plana de forma\u00e7\u00e3o sedimentar. <strong>\nDepress\u00e3o: <\/strong>\u00c9\u00a0uma superf\u00edcie que sofreu processo erosivo e possui altitudes abaixo das \u00e1reas ao redor.<\/blockquote>\nO <strong>Relevo Brasileiro<\/strong> tem forma\u00e7\u00e3o antiga e resulta principalmente da a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as internas da Terra e dos v\u00e1rios ciclos clim\u00e1ticos, tendo sido bastante trabalhado pela eros\u00e3o.\n\n<strong>O Brasil tem uma topografia pouco acidentada e tem altitudes pequenas:<\/strong> 93% de sua \u00e1rea total est\u00e3o abaixo de 900 metros. O pico da Neblina \u00e9 o \u00fanico ponto cuja altitude \u00e9 de mais de 3 mil metros.\n\nCalcula-se que 58% do seu territ\u00f3rio sejam formados por planalto (as terras mais altas) e 42%, de baixo planalto e plan\u00edcie (as mais baixas, com altitudes inferiores a 200 metros).\n\n<strong>Os planaltos distribuem-se basicamente em duas grandes \u00e1reas: <\/strong>\n<blockquote><strong>Planalto Guiano<\/strong>\n\nFica acima da linha do Equador, faz fronteira com outros pa\u00edses (Suriname, Guianas e Venezuela).\n\u00c9 nele que est\u00e1 localizado o Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil.\n\n<strong>Planalto Central<\/strong>\n\n\u00c9 a maior unidade morfol\u00f3gica do territ\u00f3rio brasileiro.\nTem mais ou menos 5 milh\u00f5es de km\u00b2 e ocupa as por\u00e7\u00f5es central, leste e sul do pa\u00eds.\nNele est\u00e3o importantes cidades (Bras\u00edlia, Goi\u00e2nia e Campinas) e metr\u00f3poles (S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Curitiba).<\/blockquote>\n<strong>As terras baixas e plan\u00edcies s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>Plan\u00edcie Amaz\u00f4nica<\/strong>\n\nTem uma \u00e1rea total de mais de 3 milh\u00f5es de km\u00b2 e fica no norte do pa\u00eds, sendo recoberta pela maior e mais densa floresta da terra, a Amaz\u00f4nia!\n\n<strong>Pantanal Matogrossense<\/strong>\n\nFica na baixada do Rio Paraguai e \u00e9 constitu\u00eddo por larga zona de sedimenta\u00e7\u00e3o. A altitude m\u00e1xima alcan\u00e7a 200 metros.\n\n<strong>Plan\u00edcie costeira<\/strong>\n\nTamb\u00e9m chamada de plan\u00edcie litor\u00e2nea, tem grandes concentra\u00e7\u00f5es urbanas e industriais.<\/blockquote>\n<h4>Ciclos clim\u00e1ticos<\/h4>\nSao caracter\u00edsticas do clima em um determinado per\u00edodo, que se repetem ao longo dos anos em v\u00e1rios ciclos. O fen\u00f4meno &#8220;El Nino&#8221;, por exemplo, \u00e9 um ciclo clim\u00e1tico que acontece a cada dois ou sete anos e dura entre 12 e 18 meses. O El Nino inclui altera\u00e7oes no Oceano Pac\u00edfico, o que se reflete em correntes especialmente quentes na costa ocidental da Am\u00e9rica do Sul.\n<h4>Erosao<\/h4>\nDesgaste e\/ou corrosao progressiva e lenta das camadas da Terra, causado por agentes externos (como \u00e1guas correntes, ventos, mares, geleiras etc). Por exemplo, a a\u00e7ao da \u00e1gua da chuva e do vento, no decorrer de v\u00e1rios anos, vai mudando o formato de uma rocha.\n<h4>Topografia<\/h4>\n\u00c9 a descri\u00e7ao do relevo de uma determinada \u00e1rea.\n<h4>Altitude<\/h4>\n\u00c9 a altura, na vertical, de um local acima do n\u00edvel do mar.\n<h4>Linha do Equador<\/h4>\n\u00c9 uma linha imagin\u00e1ria (ou seja, foi inventada pelos homens) tra\u00e7ada no meio do planeta Terra para dividi-lo em hemisf\u00e9rio Norte e hemisf\u00e9rio Sul.\n<h4>Unidade morfol\u00f3gica<\/h4>\n\u00c1rea que tem caracter\u00edsticas naturais &#8211; relevo, solo, flora etc &#8211; individualizadas.\n\n<strong>Por exemplo:<\/strong> o Planalto Central \u00e9 uma unidade morfol\u00f3gica, porque toda a sua \u00e1rea tem caracter\u00edsticas bem t\u00edpicas, formando uma unidade.\n<h4>Metr\u00f3pole<\/h4>\nUma grande cidade, geralmente a principal de um estado. Sao Paulo e Rio de Janeiro sao exemplos de metr\u00f3poles.\n<h4>Zona de sediementa\u00e7ao<\/h4>\nEm geografia, quer dizer uma \u00e1rea que foi formada, ao longo dos anos, pelo ac\u00famulo de sedimentos (camada que as \u00e1guas, ao se retirarem, deixam depositada no solo).\n<h4>Chuvas tropicais<\/h4>\nAs chuvas tropicais s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelas altera\u00e7\u00f5es de relevo no territ\u00f3rio brasileiro. Uma vez que o Brasil n\u00e3o apresenta falhas geol\u00f3gicas na crosta terrestre de seu territ\u00f3rio, os tremores de terra que ocasionalmente ocorrem no pa\u00eds s\u00e3o resultado de abalos s\u00edsmicos em pontos distantes.\n\nOs planaltos s\u00e3o predominantes no <strong>relevo brasileiro<\/strong>. As regi\u00f5es entre 201 e 1.200 m acima do n\u00edvel do mar correspondem a 4.976.145 km\u00b2, ou 58,46% do territ\u00f3rio.\n\n<strong>Existem dois planaltos predominantes no Brasil: <\/strong>o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro.\n\nAs regi\u00f5es acima de 1.200 m de altura representam apenas 0,54% da superf\u00edcie do pa\u00eds, ou 42.267 km\u00b2. As plan\u00edcies Amaz\u00f4nica, do Pantanal, do Pampa e Costeira ocupam os restantes 41% do territ\u00f3rio. Predominam no Brasil as altitudes modestas, sendo que 93% do territ\u00f3rio est\u00e1 a menos de 900 m de altitude.\n<h4>Planalto das Guianas<\/h4>\n<strong>Ocupa o norte do pa\u00eds e nele se encontram os dois pontos mais elevados do territ\u00f3rio brasileiro, localizados na serra Imeri:<\/strong> os picos da Neblina (3.014 m) e 31 de mar\u00e7o (2.992 m).\n<h4>Planalto Brasileiro<\/h4>\n<strong>Devido \u00e0 sua extens\u00e3o e diversidade de caracter\u00edsticas, o Planalto Brasileiro \u00e9 subdividido em tr\u00eas partes:<\/strong> o planalto Atl\u00e2ntico, que ocupa o litoral de nordeste a sul, com chapadas e serras; o planalto Central, que ocupa a regi\u00e3o Centro-Oeste e \u00e9 formado por planaltos sedimentares e planaltos cristalinos bastante antigos e desgastados; e o planalto Meridional, que predomina nas regi\u00f5es Sudeste e Sul e extremidade sul do Centro-Oeste, formado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por derrames de lavas bas\u00e1lticas, que proporcionaram a forma\u00e7\u00e3o do solo f\u00e9rtil da chamada terra roxa.\n<h4>Plan\u00edcie Amaz\u00f4nica<\/h4>\nEstende-se pela bacia sedimentar situada entre os planaltos das Guianas ao norte e o Brasileiro ao sul, a cordilheira dos Andes a oeste e o oceano Atl\u00e2ntico a nordeste.\n\n<strong>Divide-se em tr\u00eas partes:<\/strong> v\u00e1rzeas, que s\u00e3o as \u00e1reas localizadas ao longo dos rios, permanecendo inundadas por grande parte do ano; tesos, regi\u00f5es mais altas, inund\u00e1veis apenas na \u00e9poca das cheias; e firmes, terrenos mais antigos e elevados, que se encontram fora do alcance das cheias.\n<h4>Plan\u00edcie do Pantanal<\/h4>\nOcupa a depress\u00e3o onde corre o rio Paraguai e seus afluentes, na regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 fronteira do Brasil com o Paraguai. Nela ocorrem grandes enchentes na \u00e9poca das chuvas, transformando a regi\u00e3o num grande lago.\n<h4>Plan\u00edcie do Pampa<\/h4>\nTamb\u00e9m denominada Ga\u00facha, ocupa a regi\u00e3o sul do estado do Rio Grande do Sul e apresenta terrenos ondulados, conhecidos como coxilhas.\n<h4>Plan\u00edcie Costeira<\/h4>\nEstende-se pelo litoral, desde o estado do Maranh\u00e3o na regi\u00e3o Nordeste, at\u00e9 o estado do Rio Grande do Sul, numa faixa de largura irregular. Em alguns trechos da regi\u00e3o Sudeste os planaltos chegam at\u00e9 a costa, formando um relevo original, as chamadas fal\u00e9sias ou cost\u00f5es.\n\n&nbsp;\n<h4>Caracter\u00edsticas do Relevo Brasileiro<\/h4>\n<blockquote>\u00c9 muito antigo e bastante erodido.\nApresenta boa variedade de formas, tais como serras e montanhas antigas, planaltos, plan\u00edcies, depress\u00f5es relativas, chapadas, cuestas etc\nN\u00e3o apresenta dobramentos modernos ( cordilheiras recentes )\nApresenta modestas altitudes, uma vez que 93% do territ\u00f3rio brasileiro possui altitudes inferiores a 900 metros\nApresenta predom\u00ednio de planaltos ( 58,5% ) e plan\u00edcies (41%)<\/blockquote>\n<h4>Pontos culminantes do Brasil<\/h4>\n<table border=\"0\" width=\"80%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\"><strong>Pico<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Serra<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Altitude (metros)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Da Neblina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">Imeri (Amazonas)<\/td>\n<td align=\"center\">3.014<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>31 de Mar\u00e7o<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">Imeri (Amazonas)<\/td>\n<td align=\"center\">2.992<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Da Bandeira<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">Do Capara\u00f3 ( Esp\u00edrito Santo\/Minas Gerais)<\/td>\n<td align=\"center\">2.890<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Roraima<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">Pacaraima (Roraima)<\/td>\n<td align=\"center\">2.875<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Cruzeiro<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">Do Capara\u00f3 (Esp\u00edrito Santo)<\/td>\n<td align=\"center\">2.861<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4>Os Planaltos<\/h4>\n<h4><strong>Planalto das Guianas <\/strong><\/h4>\nEncontra-se ao norte do pa\u00eds, abrangendo tamb\u00e9m Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. \u00c9 muito antigo (pr\u00e9-Cambriano), cristalino e desgastado.\n\n<strong>Pode ser dividido em duas grandes unidades: <\/strong>\n\nRegi\u00e3o serrana, situada nos limites setentrionais do planalto. Como o pr\u00f3prio nome indica, apresenta-se como uma linha de serras, geralmente com mais de 2.000 metros de altitude. Nessa regi\u00e3o, na serra do Imeri ou Tapirapec\u00f3 , localiza-se o pico da Neblina, com 3.014 metros, ponto mais alto de nosso relevo. Fazem parte desse planalto, ainda, as serras de Parima, Pacaraima, Acara\u00ed e Tumucumaque.\n\nPlanalto Norte Amaz\u00f4nico, situado ao sul da regi\u00e3o serrana, caracterizado por altitudes modestas, inferiores a 800 metros, intensamente erodidas e recobertas pela densa selva amaz\u00f4nica.\n<h4><strong>Planalto Brasileiro<\/strong><\/h4>\n\u00c9 um vasto planalto que se estende por toda a por\u00e7\u00e3o central do Brasil, prolongando-se at\u00e9 o nordeste, leste, sudeste e sul do territ\u00f3rio. \u00c9 constitu\u00eddo principalmente por terrenos cristalinos, muito desgastados, mas abriga bols\u00f5es sedimentares significativos. Por ser t\u00e3o extenso, \u00e9 dividido em planalto Central, planalto Meridional, planalto Nordestino, serras e planaltos do Leste e Sudeste, planaltos do Maranh\u00e3o-Piau\u00ed e planalto Uruguaio-Rio Grandense .\n\nO <strong>planalto Central<\/strong>, na por\u00e7\u00e3o central do pa\u00eds, caracteriza-se pela presen\u00e7a de terrenos cristalinos (do pr\u00e9-Cambriano) que alternam com terrenos sedimentares do Paleoz\u00f3ico e do Mesoz\u00f3ico. Nessa regi\u00e3o aparecem diversos planaltos, mas as fei\u00e7\u00f5es mais marcantes s\u00e3o as chapadas, principalmente as dos Parecis, dos Guimar\u00e3es , dos Paca\u00e1s Novos, dos Veadeiros e o Espig\u00e3o Mestre, que serve como divisa de \u00e1guas dos rios S\u00e3o Francisco e Tocantins.\n\nO <strong>planalto Meridional<\/strong>, situado nas terras banhadas pelos rios Paran\u00e1 e Uruguai, na regi\u00e3o sul, estende-se parcialmente, pelas regi\u00f5es Sudeste e Centro- Oeste.\n\n\u00c9 dominado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por lavas vulc\u00e2nicas (basalto). Nessa por\u00e7\u00e3o do <strong>relevo brasileiro<\/strong>, existem extensas cuestas emoldurando a bacia do Paran\u00e1.\n\n<strong>Apresenta duas subdivis\u00f5es: <\/strong>o planalto Arenito-Bas\u00e1ltico , formado por terrenos do Mesoz\u00f3ico (aren\u00edticos e bas\u00e1lticos) fortemente erodidos, e a depress\u00e3o perif\u00e9rica, faixa alongada e deprimida entre o planalto arenito bas\u00e1ltico, a oeste e o planalto Atl\u00e2ntico, a leste.\n\nO <strong>planalto Nordestino<\/strong>, \u00e9 uma regi\u00e3o de altitudes modestas (de 200m a 600m ) em que se alternam serras cristalinas, como as do Borborema e de Baturit\u00e9, com extensas chapadas sedimentares, como as do Araripe, do Ibiapaba, do Apodi e outras.\n\nAs serras e os planaltos do Leste e do Sudeste, est\u00e3o localizados pr\u00f3ximos ao litoral, formando o maior conjunto de terras altas do pa\u00eds, que se estende do Nordeste at\u00e9 Santa Catarina. Os terrenos s\u00e3o muito antigos, datando do per\u00edodo Pr\u00e9-Cambriano, e integram as terras do escudo Atl\u00e2ntico. Merecem destaque, nessa regi\u00e3o, as serras do mar, da Mantiqueira e do Espinha\u00e7o, de Capara\u00f3 ou da Chibata, onde se encontra o pico da Bandeira, com 2.890 metros, um dos mais elevados do nosso relevo. Em muitos trechos, essas serras desgastadas aparecem como verdadeiros &#8220;mares de morros&#8221; ou &#8220;p\u00e3es de a\u00e7\u00facar&#8221;.\n\nO <strong>planalto do Maranh\u00e3o-Piau\u00ed (ou do Meio-Norte) <\/strong>situa-se na parte sul e sudeste da bacia sedimentar do Meio-Norte. Aparecem, nessa \u00e1rea, v\u00e1rios planaltos sedimentares de pequena altitude, al\u00e9m de algumas cuestas.\n\nO <strong>planalto Uruguaio-Sul-Rio-grandense<\/strong> \u0096 aparecem no extremo sul do Rio Grande do Sul e \u00e9 constitu\u00eddo por terrenos cristalinos com altitudes de 200 a 400 metros, caracterizando uma sucess\u00e3o de colinas pouco salientes, conhecidas localmente por coxilhas, ou ainda acidentes mais \u00edngremes e elevados, conhecidos como cerros.\n<h4>Plan\u00edcies<\/h4>\n<h4><strong>Plan\u00edcies e terras baixas amaz\u00f4nicas<\/strong><\/h4>\nDelimitadas pelos planaltos Pr\u00e9-andinos a oeste, pelo planalto das Guianas ao norte e pelo planalto Brasileiro ao sul, constituem a maior \u00e1rea de terras baixas do pa\u00eds. As \u00e1reas de plan\u00edcie propriamente ditas abrangem apenas uma pequena parte da regi\u00e3o; a maior parte \u00e9 ocupada por baixos planaltos sedimentares, tamb\u00e9m chamados de baixos plat\u00f4s ou tabuleiros.\n\n<strong>Por causa disto, costuma-se reconhecer dois n\u00edveis principais na \u00e1rea:<\/strong>\n\nV\u00e1rzea ou plan\u00edcie propriamente ditas (terrenos mais baixos, situados junto \u00e0s margens dos rios). Sofrem inunda\u00e7\u00f5es e deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos formando assim os solos de v\u00e1rzea.\n\nFirmes ou baixos plat\u00f4s, livre de inunda\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Observa\u00e7\u00e3o: <\/strong>existe um n\u00edvel de eleva\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1rio chamado terra\u00e7o ou teso, que sofre inunda\u00e7\u00f5es periodicamente.\n<h4>Plan\u00edcies e terras baixas costeiras<\/h4>\nEstendem-se do litoral norte at\u00e9 o litoral sul, ora mais largas, ora mais estreitas e \u00e0s vezes interrompidas. Apresentam terrenos terci\u00e1rios nas barreiras ou tabuleiros e terrenos quatern\u00e1rios nas baixadas aluviais.\n\nAs barreiras ou tabuleiros s\u00e3o forma\u00e7\u00f5es terci\u00e1rias que aparecem desde o Amap\u00e1 at\u00e9 o Rio de Janeiro, sendo bem t\u00edpicas do litoral nordestino. S\u00e3o barrancos costeiros e abruptos com alturas que podem alcan\u00e7ar at\u00e9 cerca de 60 metros.\n\nDo Rio de Janeiro at\u00e9 o Rio Grande do Sul, a plan\u00edcie Costeira apresenta diferentes aspectos, ora interrompida pelos &#8220;cost\u00f5es &#8221; (costas altas e abruptas de terrenos cristalinos), nos locais em que a serra do Mar entra em contato direto com o mar; ora em forma de baixadas (Fluminense, Santista, do Iguape, do Paranagu\u00e1 ); ora em formas de ba\u00edas, restingas e lagoas, resultantes do entulhamento de antigas ba\u00edas, como \u00e9 o caso das lagoas dos Patos, Mirim e Araruama.\n<h4>Plan\u00edcie do Pantanal<\/h4>\nSitua-se na por\u00e7\u00e3o oeste de Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso. \u00c9 banhada pelo rio Paraguai e apresenta terrenos sedimentares quatern\u00e1rios.\n\nO nome Pantanal, a rigor, \u00e9 impr\u00f3prio, j\u00e1 que n\u00e3o se trata de uma \u00e1rea permanentemente alagada, a n\u00e3o ser, e apenas parcialmente, por ocasi\u00e3o das cheias, quando os rios da bacia do Paraguai extravasam seus leitos e provocam inunda\u00e7\u00f5es.\n\nNesta \u00e9poca surgem pequenas lagoas, e as j\u00e1 existentes se ampliam. Essas lagoas de formas circulares ou el\u00edpticas s\u00e3o chamadas de ba\u00edas e, por ocasi\u00e3o da estiagem, quando as \u00e1guas descem, a intensa evapora\u00e7\u00e3o provoca a forma\u00e7\u00e3o das salinas, locais para onde o gado se dirige. Quando as cheias s\u00e3o violentas, as ba\u00edas se ampliam e ligam-se umas \u00e0s outras atrav\u00e9s de canais chamados corichos. Entre uma ba\u00eda e outra existem terrenos mais elevados denominados cordilheiras, que s\u00e3o os locais preferidos pelos fazendeiros para instalarem suas fazendas de gados, porque nelas o gado est\u00e1 protegido das inunda\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Com a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias mais avan\u00e7adas, definiu-se novos crit\u00e9rios para a classifica\u00e7\u00e3o do relevo brasileiro, segundo Jurandyr L. S. Ross, divididos em 28 unidades<\/strong>: 11 planaltos, 11 depress\u00f5es e 06 planicies.\n\n&nbsp;\n<h4>1. Aroldo de Azevedo &#8211; 1949<\/h4>\n<blockquote><strong>Plan\u00edcie: <\/strong>\u00e1rea que varia de 0 a 100 mts acima do n\u00edvel do mar.<strong>\nPlanalto: <\/strong>\u00e1rea acima de 200 mts.<\/blockquote>\nClassifica\u00e7\u00e3o baseada nas altitudes. Soma 4 planaltos e 3 plan\u00edcies.\n<h4>2. Aziz Ab\u0092Saber &#8211; 1962<\/h4>\nClassifica\u00e7\u00e3o baseada nos processos de acumula\u00e7\u00e3o e eros\u00e3o definem as novas formas de relevo.\n<blockquote><strong>Plan\u00edcie: <\/strong>\u00e1rea onde o processo de sedimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 maior que o de eros\u00e3o.<strong>\nPlanalto: <\/strong>\u00e1rea onde o processo de eros\u00e3o \u00e9 maior que o de sedimenta\u00e7\u00e3o.<strong>\nDepress\u00e3o: podendo, ser: <\/strong>relativa e absoluta.<strong>\nDepress\u00e3o relativa: <\/strong>\u00e1rea mais baixa que as \u00e1reas adjacentes.<strong>\nDepress\u00e3o absoluta:<\/strong> \u00e1rea abaixo do n\u00edvel do mar.<\/blockquote>\n<h4>3. Jurandyr Ross &#8211; 1990<\/h4>\nEsta classifica\u00e7\u00e3o utiliza fotos do projeto RADAM Brasil. O crit\u00e9rio para an\u00e1lise relaciona formas estruturais, mais modelado do relevo.\n<h4><strong>Planalto<\/strong><\/h4>\nSuperf\u00edcie irregular com altitude acima de 200 metros, resultante da eros\u00e3o sobre rochas cristalinas ou sedimentares. Forma predominante no pa\u00eds. O Planalto pode ter morros, serras, e eleva\u00e7\u00f5es \u00edngremes de topo plano ( chapadas).\n\nEm sua maioria as unidades de planalto apresentam-se como formas residuais, ou seja, restos de antigas superf\u00edcies erodidas.\n\nAs unidades de planaltos s\u00e3o em n\u00famero de 11 e abrangem a maior parte do territ\u00f3rio brasileiro.\n\n<strong>Os mais extensos planaltos s\u00e3o:<\/strong> Planalto da Amaz\u00f4nia Ocidental, Planaltos e Chapadas da Bacia do Paran\u00e1, Planaltos e Chapadas da Bacia do Parna\u00edba, e Planalto e Serras do Atl\u00e2ntico Leste e Sudeste.\n<h4><strong>Plan\u00edcie<\/strong><\/h4>\n\u00c9 uma superf\u00edcie plana, com altitude inferior a 100 metros, formada pelo ac\u00famulo de sedimentos de origem marinha, fluvial e lacustre. Na classifica\u00e7\u00e3o de Ross as plan\u00edcies s\u00e3o em menor n\u00famero que os planaltos e as depress\u00f5es. Isto se deve ao fato de que muitas \u00e1reas que antes eram consideradas plan\u00edcie, corresponde na verdade as depress\u00f5es ou planaltos desgastados. A plan\u00edcie Amaz\u00f4nica que na classifica\u00e7\u00e3o de Aroldo de Azevedo e Aziz Ab\u0092Saber ocupava cerca de 2 milh\u00f5es de km\u00b2, ocupa na classifica\u00e7\u00e3o atual cerca de 100 mil km\u00b2.\n<h4><strong>Depress\u00f5es<\/strong><\/h4>\n\u00c9 uma superf\u00edcie com suave inclina\u00e7\u00e3o e formada por prolongados processos de eros\u00e3o. A depress\u00e3o \u00e9 menos irregular do que o planalto e situa-se em altitudes que v\u00e3o desde 100 a 500 metros de altitude. As unidades das depress\u00f5es foram geradas por processos erosivos ocorridos no contato das extremidades das bacias sedimentares com antigos maci\u00e7os.\n\n<strong>Estes processos erosivos deram origem a diversas formas de depress\u00e3o no territ\u00f3rio nacional:<\/strong> depress\u00e3o perif\u00e9rica, marginal, inter plan\u00e1lticas etc.\n<h4><strong>Depress\u00e3o perif\u00e9rica<\/strong><\/h4>\n\u00c1rea deprimida que aparece na zona de contato entre terrenos sedimentares e cristalinos. Tem forma alongada. Ex. Depress\u00e3o Perif\u00e9rica da Borda Leste da Bacia do Paran\u00e1.\n<h4><strong>Depress\u00e3o marginal<\/strong><\/h4>\nMargeia bordas de terrenos sedimentares. Ex. Depress\u00e3o sul Amaz\u00f4nica e Norte Amaz\u00f4nica.\n<h4><strong>Depress\u00e3o interplan\u00e1ltica<\/strong><\/h4>\n\u00c9 uma \u00e1rea mais baixa que os planaltos que a circundam. Ex. Depress\u00e3o Sertaneja e do S\u00e3o Francisco.\n\nAs unidades de depress\u00e3o s\u00e3o em n\u00famero de 11 e aparecem em segundo lugar no Brasil.\n\n<strong>As principais s\u00e3o:<\/strong> Depress\u00e3o Marginal Norte amaz\u00f4nica, Depress\u00e3o Marginal Sul amaz\u00f4nica, Depress\u00e3o Sertaneja e do s\u00e3o Francisco, Depress\u00e3o Perif\u00e9rica da Borda leste da Bacia do Paran\u00e1.\n<h4>Tr\u00eas Grandes Perfis Resumem, o Relevo Brasileiro.<\/h4>\n<strong>1. Regi\u00e3o Norte<\/strong>\n\n<strong>Sentido noroeste &#8211; sudeste: <\/strong>Planaltos Residuais Norte Amaz\u00f4nicos, depress\u00e3o marginal Norte Amaz\u00f4nica, Planalto da Amaz\u00f4nia Oriental, Plan\u00edcie Amaz\u00f4nica, Planalto da Amaz\u00f4nia Oriental, Depress\u00e3o marginal Sul Amaz\u00f4nica, Planaltos Residuais Sul Amaz\u00f4nicos.\n\nEste corte tem cerca de 2000 km de comprimento. Vai das alt\u00edssimas serras do norte de Roraima, at\u00e9 o norte do Estado do mato Grosso.\n\n<strong>2. Regi\u00e3o Nordeste<\/strong>\n\n<strong>Sentido noroeste &#8211; sudeste:<\/strong> Rio Parna\u00edba, Planaltos e Chapadas da Bacia do Rio Parna\u00edba, Escarpa ( ex serra) do Ibiapaba, Depress\u00e3o Sertaneja, Planalto da Borborema, Tabuleiros Litor\u00e2neos.\n\nEste corte tem cerca de 1500 km de extens\u00e3o. Vai do interior do maranh\u00e3o at\u00e9 o litoral de Pernambuco. As regi\u00f5es altas s\u00e3o cobertas por mata e as baixas por caatinga.\n\n<strong>3. Regi\u00f5es Centro Oeste e Sudeste: sentido noroeste &#8211; sudeste<\/strong>\n\nPlan\u00edcie do pantanal Mato-grossense, Planalto e Chapadas da Bacia do Paran\u00e1, Depress\u00e3o Perif\u00e9rica da Borda Leste da Bacia do Paran\u00e1, Planaltos e Serras do Atl\u00e2ntico Leste- Sudeste.\n\nEste corte tem cerca de 1500 km de comprimento indo do Estado do mato Grosso do Sul at\u00e9 o litoral de S\u00e3o Paulo.\n\n&nbsp;\n\nDurante muito tempo, a classifica\u00e7\u00e3o mais comum do <strong>relevo brasileiro<\/strong> foi a proposta pelo ge\u00f3grafo Aroldo de Azevedo. Entretanto, em 1995, as tradicionais discuss\u00f5es e descri\u00e7\u00f5es sobre o relevo do Brasil que predominavam nas salas de aulas e nos materiais did\u00e1ticos foram abaladas pela s\u00fabita notoriedade que uma nova proposi\u00e7\u00e3o de classifica\u00e7\u00e3o das formas de relevo adquiriu, inclusive nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, tendo sido noticiado at\u00e9 mesmo que o mapa do Brasil mudara. Tratava-se de uma proposta do professor Jurandyr L. Sanches Ross, da Universidade de S\u00e3o Paulo, que rapidamente adquiriu formas oficiais, sendo espraiada para todas as publica\u00e7\u00f5es, concursos, e vestibulares. Com essa penetra\u00e7\u00e3o, o entendimento da proposta tornou-se obrigat\u00f3rio, mas tamb\u00e9m gerou diversas distor\u00e7\u00f5es. Por isso o assunto merece reflex\u00e3o.\n\nEssa classifica\u00e7\u00e3o foi feita a partir de descobertas que revelaram, por exemplo, que a plan\u00edcie Amaz\u00f4nica n\u00e3o possui as propor\u00e7\u00f5es imaginadas anteriormente.\n\nAl\u00e9m disso, ter\u00edamos mais planaltos do que se sabia, e identificaram-se depress\u00f5es que desconhec\u00edamos.\n\nPara se produzir uma classifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso dominar um conjunto de informa\u00e7\u00f5es sobre o fenomeno que ser\u00e1 alvo dela. Quanto mais atualizadas e pormenorizadas as informa\u00e7\u00f5es, melhor. Para fazer uma classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso ainda uma defini\u00e7\u00e3o muito clara e precisa dos crit\u00e9rios, m\u00e9todos e formas te\u00f3ricas de encarar o objeto que se vai estudar. A proposta do professor Jurandyr resulta mais um modo de ver a din\u00e2mica do relevo do que propriamente do acesso a novas informa\u00e7\u00f5es, que sozinhas n\u00e3o seriam decisivas para esse fim.\n\nIndependentemente dos mist\u00e9rios t\u00e9cnicos dessa nova classifica\u00e7\u00e3o, ela \u00e9 louv\u00e1vel por ter produzido uma discuss\u00e3o sobre os crit\u00e9rios e as formas de pensamento, mostrando que a realidade, mesmo a natural, pode ser interpretada de v\u00e1rias maneiras. Vejamos , a seguir, por um m\u00e9todo comparativo, a l\u00f3gica tanto da classifica\u00e7\u00e3o tradicional quanto da inovada.\n\nConsiderando os grandes compartimentos geol\u00f3gicos, da litosfera \u0096 escudo cristalino, bacia sedimentar e dobramentos modernos -, as classifica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas da estrutura geol\u00f3gica do Brasil, apontavam uma combina\u00e7\u00e3o de bacias sedimentares (64% do territ\u00f3rio) e escudos cristalinos (46%), e a inexist\u00eancia de dobramentos modernos, encontr\u00e1veis, na Am\u00e9rica do Sul somente em sua parte oeste (os Andes).\n\n<strong>A nova proposta parte, da mesma base, apresentado apenas um dado diferente:<\/strong> os escudos cristalinos s\u00e3o divididos em duas partes, em raz\u00e3o das diferentes origens dessas rochas. A primeira delas s\u00e3o as plataformas, terrenos formados na chamada era Pr\u00e9 &#8211; Cambriana (abrangendo as eras Az\u00f3ica, Aqueoz\u00f3ica e Proteoz\u00f3ica), portanto, entre 900 milh\u00f5es e 4,5 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Trata-se de terras baixas e aplainadas, onde predominam rochas cristalinas.\n\nA Segunda s\u00e3o os cintur\u00f5es orog\u00eanicos, \u00e1reas que sofreram dobramentos antigos e ainda guardam tra\u00e7os serranos, como testemunho da movimenta\u00e7\u00e3o ocorrida. No Brasil essas \u00e1reas datam tamb\u00e9m do per\u00edodo Pr\u00e9-Cambriano, com predominio de rochas cristalinas.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Relevo Brasileiro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrelevo5.jpg\" alt=\"Relevo Brasileiro\" width=\"306\" height=\"195\" \/>\n<strong>Forma\u00e7\u00f5es geomorfol\u00f3gicas conhecidas como &#8220;cuestas&#8221;, na Serra de Botucatu (SP).\nSituadas em \u00e1rea de depress\u00e3o muito erodida, elas resistiram porque s\u00e3o constitu\u00eddas por materiais geol\u00f3gicos mais r\u00edgidos.<\/strong><\/p>\nAs cadeias orogen\u00e9ticas que existiam no Brasil n\u00e3o se enquadram na compartimenta\u00e7\u00e3o de dobramentos modernos, sendo mesmo muito diferentes destes. Como j\u00e1 dissemos, n\u00e3o h\u00e1 sentido para em destacar, para uma classifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica em escala planet\u00e1ria, todos os dobramentos antigos, j\u00e1 que eles perderam quase todas as suas caracter\u00edsticas originais, a come\u00e7ar pela composi\u00e7\u00e3o rochosa, agora metamorfizada. Mas, no caso do Brasil, o professor Jurandyr viu sentindo em dar esse destaque para melhor explicitar sua longa tipologia de planaltos e assim explicar as formas do nosso relevo.\n\n<strong>Quanto \u00e0s formas de relevo propriamente ditas, confrontando a classifica\u00e7\u00e3o do professor Jurandyr com a tradicional, pode-se constatar as seguintes diferen\u00e7as, que v\u00e3o merecer explica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n\nA classifica\u00e7\u00e3o convencional identifica apenas plan\u00edcies e planaltos, estes em \u00e1reas de escudos cristalinos e bacias sedimentares.\n\n<strong>A nova classifica\u00e7\u00e3o introduz uma terceira macrocompartimenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> as depress\u00f5es.\n\nA nova classifica\u00e7\u00e3o identifica, na grande bacia sedimentar Amaz\u00f4nica, um grande trecho de planalto e uma enorme \u00e1rea de depress\u00e3o, enquanto as classifica\u00e7\u00f5es anteriores identificam essa \u00e1rea como plan\u00edcie; o mesmo ocorre em outras \u00e1reas de terras rebaixadas, que anteriormente eram identificadas como plan\u00edcies e agora passaram a ser designadas como depress\u00e3o.\n\nExtensas \u00e1reas tradicionalmente caracterizadas como planaltos, na nova classifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o identificadas como grandes depress\u00f5es. Consequentemente, a continuidade antes atribu\u00edda aos planaltos foi perdida.\n\n<strong>Por exemplo: <\/strong>a extensa \u00e1rea designada como planalto Brasileiro, que dominava a parte central do territ\u00f3rio, na nova classifica\u00e7\u00e3o ficou toda recortada e interrompida por depress\u00f5es (veja os mapas abaixo).\n\nConsiderando a inclus\u00e3o de mais um macrocompartimento de relevo \u0096 as depress\u00f5es &#8211; , a perda de continuidade territorial dos planaltos e o destaque que o autor resolveu dar aos planaltos associados aos dobramentos pr\u00e9 \u0096 cambrianos, um dos resultados de sua proposta foi o aumento da nomenclatura dos segmentos de relevo, que costuma assustar os que imaginam ser necess\u00e1rio decorar todos esses nomes. Assim, temos planaltos identificados em associa\u00e7\u00e3o com as bacias sedimentares, em associa\u00e7\u00e3o com duas manifesta\u00e7\u00f5es das plataformas (n\u00facleos arqueados e cobertura residual de sedimentos) e em associa\u00e7\u00e3o com os dobramentos antigos. Ao todo s\u00e3o onze planaltos. Al\u00e9m disso, temos onze depress\u00f5es e seis plan\u00edcies. Nomenclaturas anteriores raramente ultrapassavam oito nomes.\n<h4>Estrutura Geol\u00f3gica do Brasil<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Relevo Brasileiro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrelevo6.jpg\" alt=\"Relevo Brasileiro\" width=\"434\" height=\"420\" \/><\/p>\nA nova proposta, segundo seu autor, baseia-se em uma interpreta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da din\u00e2mica do <strong>relevo brasileiro<\/strong>. Suas formas atuais s\u00e3o relevantes, mas importa mais saber quais os processos fundamentais que est\u00e3o produzindo essas formas.\n\n<strong>O princ\u00edpio geral \u00e9 o seguinte:<\/strong> a orog\u00eanese que deu origem aos dobramentos modernos na costa ocidental da Am\u00e9rica teria repercutido numa grande extens\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro sob a forma de epirog\u00eanese, soerguendo as plataformas, os dobramentos antigos e as bacias sedimentares. O resultado foi uma eleva\u00e7\u00e3o das bacias sedimentares mais ou menos no n\u00edvel das plataformas cristalinas, o que explica por que o territ\u00f3rio brasileiro \u00e9 marcado pelo predom\u00ednio plan\u00e1ltico de baixa altitude, com poucas plan\u00edcies e sem grandes depress\u00f5es interiores.\n\nAo longo de mais de 70 milh\u00f5es de anos, as formas de relevo foram intensamente desgastadas pela eros\u00e3o que se processou sob condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas predominantemente quentes e \u00famidas. Mas o resultado da din\u00e2mica erosiva n\u00e3o se deu em todos os lugares da mesma forma, e esse fator \u00e9, conforme o autor, a chave interpretativa e principal e descritiva do <strong>relevo brasileiro<\/strong>. O principal evento a ser destacado refere-se ao modo como se deu a eros\u00e3o nas \u00e1reas em que havia contato entre os planaltos de terrenos cristalinos (plataformas ou dobramentos antigos, tamb\u00e9m chamados pelo autor de cintur\u00f5es orog\u00eanicos) e os planaltos de rochas sedimentares, o que resultou em um rebaixamentos praticamente ocorrem ao longo de todo o territ\u00f3rio brasileiro. Nesses locais \u00e9 que se encontram as depress\u00f5es do relevo do Brasil.\n<h4>As Grandes Estruturas do Territ\u00f3rio Brasileiro<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Relevo Brasileiro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrelevo7.jpg\" alt=\"Relevo Brasileiro\" width=\"458\" height=\"436\" \/><\/p>\nTais depress\u00f5es eram conhecidas, mas estavam identificadas como partes internas e mais rebaixadas dos planaltos. O autor da nova classifica\u00e7\u00e3o, baseando-se em uma id\u00e9ia muito mais real da verdadeira dimens\u00e3o e do alcance territorial dessas formas, parece ter optado por dar \u00e0s depress\u00f5es status de macrocompartimenta\u00e7\u00e3o. Mant\u00ea-las como uma subdivis\u00e3o interna dos planaltos (quando eram chamadas de depress\u00f5es perif\u00e9ricas) n\u00e3o fazia juz ao processo mais importante de moldagem externa do <strong>relevo brasileiro<\/strong>. Assim, parece-nos sensato e mais educativo para a compreens\u00e3o da din\u00e2mica da litosfera que se passe a considerar esses terrenos depress\u00f5es de fato.\n\nPor fim, resta a quest\u00e3o do \u0093desaparecimento da plan\u00edcie Amaz\u00f4nica\u0094 , algo n\u00e3o t\u00e3o surpreendente quanto parece. Planaltos s\u00e3o terras elevadas em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do mar, superf\u00edcies mais ou menos planas, podendo at\u00e9 Ter aspecto serrano. Quanto \u00e0 distancia, um planalto \u00e9 uma compartimenta\u00e7\u00e3o em que os processos erosivos superam o processo de sedimenta\u00e7\u00e3o em sua forma\u00e7\u00e3o atual. Por sua vez, as plan\u00edcies s\u00e3o \u00e1reas.\n\nPlanas e baixas, pr\u00f3ximas ao n\u00edvel do mar, onde claramente o processo de deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos est\u00e1 sendo mais importante para sua configura\u00e7\u00e3o do que a eros\u00e3o. Dando-se \u00eanfase maior ao aspecto din\u00e2mico, n\u00e3o se pode chamar de planicie terras nas quais a eros\u00e3o tem sido o principal agente na morfog\u00eanese, mesmo que sejam terras baixas e planas.\n\nA parte oriental da Amaz\u00f4nia, segundo o autor, \u00e9 uma bacia sedimentar marcada \u0093por um modelado de formas de tpos convexos ou planos [&#8230;]\u0094. Essas formas raramente ultrapassam os 300 metros e foram erodidas sobre sedimentos do Terci\u00e1rio, que s\u00e3o relativamente recentes. Ao norte do chamado planalto da Amaz\u00f4nia oriental, na nova classifica\u00e7\u00e3o existe uma frente de cuestas (escarpas t\u00edpicas de eros\u00e3o em bacias sedimentares que est\u00e3o na borda das depress\u00f5es); portanto, conceitualmente essa \u00e1rea deve ser mesmo considerada um planalto. Quanto \u00e0 depress\u00e3o da Amaz\u00f4nia ocidental, \u0093ela existe terrenos em torno de 200 metros, com formas de topos planos ou levemente convexizados, esculpidos nos sedimentos terci\u00e1rio &#8211; quarten\u00e1rio da forma\u00e7\u00e3o Solim\u00f5es\u0094.\n<h4>Relevo Brasileiro ( Mapa Esquem\u00e1tico )<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Relevo Brasileiro\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrelevo8.jpg\" alt=\"Relevo Brasileiro\" \/><\/p>\nLogo, a eros\u00e3o \u00e9 o processo que predomina na configura\u00e7\u00e3o final deste relevo. Assim, de acordo com o professor Jurandyr, n\u00e3o \u00e9 correto indicar essa \u00e1rea como plan\u00edcie, embora seja isso que ela aparenta ser. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 constitui um planalto, pois \u00e9 uma \u00e1rea muito deprimida, ou seja, rebaixada. Na nova classifica\u00e7\u00e3o ela teve de ser chamada de depress\u00e3o, embora n\u00e3o tenha tido a mesma g\u00eanese das outras depress\u00f5es, terrenos soerguidos pela epirog\u00eanese do Terci\u00e1rio no n\u00edvel dos planaltos cristalinos e, posteriormente, deprimidos pela a\u00e7\u00e3o erosiva.\n\nFonte:www.ibge.gov.br\/br.geocities.com\/www.geobrasil2001.hpg.ig.com.br\/pt.scribd.com\/www.mingaudigital.com.br\/www.aprendemos.xpg.com.br\/www.filomenamatarazzo.com.br\/ campus.fortunecity.com\/www.academia.g12.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relevo Brasileiro, Classifica\u00e7\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Formas, Brasil, Clima, Planalto, Plan\u00edcies, Regi\u00e3o, Pontos, Tipos, Caracter\u00edstica, Relevo Brasileiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6524,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-19862","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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