{"id":19805,"date":"2015-12-09T00:00:00","date_gmt":"2015-12-09T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/ozonosfera-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:25:21","modified_gmt":"2026-09-01T15:25:21","slug":"ozonosfera-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/ozonosfera-3\/","title":{"rendered":"Ozonosfera"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\nA <strong>ozonosfera <\/strong>se localiza na estratosfera, cerca de 90% de oz\u00f4nio atmosf\u00e9rico est\u00e1 nesta camada, entre 16 a 30 quil\u00f4metros de altitude, cerca de 20 km de espessura.\n\nOs gases na<strong> ozonosfera<\/strong> s\u00e3o t\u00e3o rarefeitos que, se os comprim\u00edssemos \u00e0 press\u00e3o atmosf\u00e9rica ao n\u00edvel do mar, sua espessura n\u00e3o ultrapassaria tr\u00eas mil\u00edmetros.\n\nAs radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas emitidas pelo Sol trazem energia para a Terra, entre as quais a radia\u00e7\u00e3o infravermelha, a luz vis\u00edvel e um misto de radia\u00e7\u00f5es e part\u00edculas, muitas destas nocivas.\n\nGrande parte da energia solar \u00e9 absorvida e\/ou refletida pela atmosfera, se chegasse em sua totalidade \u00e0 superf\u00edcie do planeta o esterilizaria.\n\nA ozonosfera \u00e9 uma das principais barreiras que nos protegem dos raios ultravioleta. O oz\u00f4nio deixa passar apenas uma pequena parte dos raios U.V., esta ben\u00e9fica.\n\nQuando o oxig\u00eanio molecular da alta-atmosfera sofre intera\u00e7\u00f5es devido \u00e0 energia ultravioleta provinda do Sol, acaba dividindo-se em oxig\u00eanio at\u00f4mico; o \u00e1tomo de oxig\u00eanio e a mol\u00e9cula do mesmo elemento se unem devido \u00e0 reioniza\u00e7\u00e3o, e acabam formando a mol\u00e9cula de oz\u00f4nio cuja composi\u00e7\u00e3o \u00e9 (O3)\n\nA ozonosfera saturada de oz\u00f4nio funciona como um filtro onde as mol\u00e9culas absorvem a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta do Sol e, devido a rea\u00e7\u00f5es fotoqu\u00edmicas, \u00e9 atenuado o seu efeito. \u00c9 nesta regi\u00e3o que est\u00e3o as nuvens-de-madrep\u00e9rola, que s\u00e3o formadas pela capa de oz\u00f4nio.\n<h4>O buraco na camada de oz\u00f4nio<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Ozonosfera\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ozonos4.jpg\" alt=\"Ozonosfera\" width=\"270\" height=\"212\" \/><\/p>\nO buraco na camada de oz\u00f4nio \u00e9 um fen\u00f4meno que ocorre somente durante uma determinada \u00e9poca do ano, entre agosto e in\u00edcio de novembro (primavera no hemisf\u00e9rio sul).\n\nQuando a temperatura se eleva na Ant\u00e1rtida, em meados de novembro, a regi\u00e3o ainda apresenta um n\u00edvel abaixo do que seria considerado normal de oz\u00f4nio.\n\nNo decorrer do m\u00eas, em fun\u00e7\u00e3o do gradual aumento de temperatura, o ar circundante \u00e0 regi\u00e3o onde se encontra o buraco, inicia um movimento em dire\u00e7\u00e3o ao centro da regi\u00e3o de baixo n\u00edvel do g\u00e1s.\n\nDesta forma, o deslocamento da massa de ar rica em oz\u00f4nio (externa ao buraco) propicia o retorno aos n\u00edveis normais de ozonifica\u00e7\u00e3o da alta atmosfera fechando assim o buraco.\n<h4>Os fluidos de refrigera\u00e7\u00e3o<\/h4>\nAt\u00e9 os anos 1920 o flu\u00eddo utilizado para aquecimento e resfriamento era a am\u00f4nia ou di\u00f3xido de enxofre, esses gases s\u00e3o venenosos e causam um cheiro desagrad\u00e1vel. No caso de vazamento podem ocasionar envenenamento naqueles que se encontram pr\u00f3ximos aos equipamentos de refrigera\u00e7\u00e3o. Iniciou-se ent\u00e3o a pesquisa para encontrar um g\u00e1s substituto que fosse l\u00edquido em condi\u00e7\u00f5es ideais, circulasse no sistema de refrigera\u00e7\u00e3o e, em caso de vazamento, n\u00e3o causasse danos nos seres vivos.\n<h4>A ind\u00fastria qu\u00edmica<\/h4>\nAs pesquisas da ind\u00fastria qu\u00edmica voltada \u00e0 refrigera\u00e7\u00e3o se concentraram num g\u00e1s que n\u00e3o deveria ser venenoso, inflam\u00e1vel, oxidante, n\u00e3o causasse irrita\u00e7\u00f5es nem queimaduras, n\u00e3o atra\u00edsse insetos. Em suma, deveria ser um g\u00e1s est\u00e1vel e perfeito.\n\nNas pesquisas foram testados diversos gases e fluidos, sendo escolhida uma subst\u00e2ncia que se chamaria de Clorofluorcarboneto, ou CFC.\n<h4>O Freon da DuPont<\/h4>\nO mais conhecido CFC \u00e9 fabricado pela empresa DuPont, cuja marca registrada \u00e9 Freon. Durante anos os CFCs foram usados e liberados livremente na atmosfera do planeta Terra. N\u00e3o se conheciam os danos que poderiam estar causando na alta atmosfera, pois eram gases considerados extremamente seguros e est\u00e1veis.\n<h4>Como se forma o Oz\u00f4nio<\/h4>\nO ar que nos rodeia cont\u00e9m aproximadamente 20% de Oxig\u00eanio. A mol\u00e9cula de oxig\u00eano pode ser representada como O2, ou seja, dois \u00e1tomos de Oxig\u00eanio quimicamente ligados. De forma simplista, \u00e9 o Oxig\u00eanio molecular que respiramos e unido aos alimentos que nos d\u00e1 energia. A mol\u00e9cula de oz\u00f4nio \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o molecular mais rara dos \u00e1tomos de oxig\u00eanio, sendo representada como O3. Para sua cria\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria uma certa quantidade de energia. Uma centelha el\u00e9trica, por exemplo.\n\nSuponhamos que tenhamos um vazamento de alta tens\u00e3o num determinado circuito el\u00e9trico hipot\u00e9tico (ou uma descarga atmosf\u00e9rica, outro exemplo). No momento da passagem do arco voltaico pelo ar temos uma libera\u00e7\u00e3o de energia.\n\n<strong>Logo:<\/strong>\n<h4 align=\"center\">O2 + energia -&gt; O + O (O significado da flecha \u00e9: Transformado em)<\/h4>\n<strong>Traduzindo:<\/strong> Uma mol\u00e9cula de Oxig\u00eanio energizada \u00e9 transformada em dois \u00e1tomos de Oxig\u00eanio livres.\n\nOs \u00e1tomos de Oxig\u00eanio livres na atmosfera s\u00e3o reativos quimicamente, logo dever\u00e3o se combinar com mol\u00e9culas pr\u00f3ximas para se estabilizar.\n\nImaginemos que tenhamos adjacentes aos \u00e1tomos livres de oxig\u00eanio mol\u00e9culas de oxig\u00eanio e outras quaisquer. Chamemos as segundas deM (de mol\u00e9cula).\n\n<strong>Logo teremos:<\/strong>\n<h4 align=\"center\"><strong>O + O2 + M -&gt; O3 + M<\/strong><\/h4>\n<strong>Traduzindo:<\/strong> Um \u00e1tomo livre de Oxig\u00eanio com uma mol\u00e9cula de Oxig\u00eanio e uma mol\u00e9cula qualquer s\u00e3o transformados em Oz\u00f4nio e uma mol\u00e9cula qualquer.\n\nAquela mol\u00e9cula qualquer n\u00e3o \u00e9 consumida pela rea\u00e7\u00e3o, por\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria para que possa se realizar. Na verdade M \u00e9 um catalisador, pode ser no caso da atmosfera da Terra o nitrog\u00eanio molecular (N2), onde M=N2, por exemplo.\n\nPortanto, esta \u00e9 uma das formas mais comuns de se produzir oz\u00f4nio. Outras seriam fornos industriais, motores automotivos entre outros que produzem o g\u00e1s. Na baixa atmosfera o oz\u00f4nio \u00e9 reativo e contribui para a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica industrial, sendo considerado um veneno.\n<h4>O despejo atmosf\u00e9rico dos CFCs<\/h4>\nNo final da d\u00e9cada de 1960 eram liberadas em torno de um milh\u00e3o de toneladas de CFCs por ano. As formas de libera\u00e7\u00e3o do g\u00e1s s\u00e3o diversas, a mais conhecida \u00e9 pelos aeross\u00f3is que utilizam o CFC como propelente. Uma vez liberado na atmosfera, o propulsor come\u00e7a a se espalhar pela atmosfera livre e levado por convec\u00e7\u00e3o sobe at\u00e9 a alta atmosfera sendo espalhado por todo o planeta. Os Cfcs s\u00e3o gases considerados inertes cuja rea\u00e7\u00e3o depende de condi\u00e7\u00f5es muito peculiares.\n<h4>O encontro dos CFCs com o Oz\u00f4nio<\/h4>\nNa alta atmosfera existem correntes de ar em alta velocidade , as Jet streams, muito poderosas, cuja dire\u00e7\u00e3o \u00e9 horizontal. Estas espalham os gases da regi\u00e3o em todas as dire\u00e7\u00f5es.\n\nA camada de Oz\u00f4nio se encontra em torno de 25\/26 quil\u00f4metros de altitude aproximadamente. A energia solar em comprimento de onda ultravioleta forma as mol\u00e9culas de Oz\u00f4nio. O processo se d\u00e1 quando se dividem algumas mol\u00e9culas de Oxig\u00eanio em \u00e1tomos Oxig\u00eanio livre, recombinando-as \u00e0s mol\u00e9culas de Oxig\u00eanio atrav\u00e9s da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta.\n\nAquelas mol\u00e9culas de Oz\u00f4nio flutuando na alta atmosfera acabam encontrando as mol\u00e9culas de CFC. O Clorofluorcarboneto \u00e9 uma mol\u00e9cula est\u00e1vel em condi\u00e7\u00f5es normais de temperatura e press\u00e3o atmosf\u00e9rica, por\u00e9m, excitado pela radia\u00e7\u00e3o UV, acaba se desestabilizando e libera o \u00e1tomo de Cloro.\n<h4>O buraco na Ozonosfera<\/h4>\nO Oz\u00f4nio, sem a presen\u00e7a do Cloro, age como um escudo contra as radia\u00e7\u00f5es UV. \u00c9 um g\u00e1s t\u00e3o raro e t\u00e3o precioso na alta atmosfera que se a ozonosfera fosse trazida para o n\u00edvel do mar nas condi\u00e7\u00f5es normais de temperatura e press\u00e3o, esta camada chegaria \u00e0 espessura de apenas tr\u00eas mil\u00edmetros. \u00c9 este g\u00e1s que nos protege de ter a nossa pele cauterizada pelas radia\u00e7\u00f5es Ultra-Violetas do Sol.\n\nA consequ\u00eancia imediata da exposi\u00e7\u00e3o prolongada \u00e0 radia\u00e7\u00e3o UV \u00e9 a degenera\u00e7\u00e3o celular que ocasionar\u00e1 um c\u00e2ncer de pele nos seres humanos de pele clara. As pessoas de pele escura n\u00e3o est\u00e3o livres desse c\u00e2ncer, a diferen\u00e7a \u00e9 somente o tempo de exposi\u00e7\u00e3o. At\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1990, os casos de c\u00e2ncer de pele registrados devido ao buraco na camada de Oz\u00f4nio tiveram um incremento de 1000% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00e9cada de 1950. Alguns desinformados e principalmente aqueles defensores das ind\u00fastrias fabricantes de CFCs, dizem que este aumento foi devido \u00e0 melhoria da tecnologia de coleta de dados, e que os danos s\u00e3o muito menores do que os alarmados e alardeados pelos cientistas atmosf\u00e9ricos.\n\nO buraco da camada de Oz\u00f4nio tem implica\u00e7\u00f5es muito maiores do que o c\u00e2ncer de pele nos humanos. As mol\u00e9culas org\u00e2nicas expostas \u00e0 radia\u00e7\u00e3o UV t\u00eam altera\u00e7\u00f5es significativas e formam liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas nocivas aos seres vivos. A radia\u00e7\u00e3o UV atinge em especial os Fitoplanctos que habitam a superf\u00edcie dos oceanos e morrem pela sua a\u00e7\u00e3o.\n<h4>Medidas<\/h4>\nO padr\u00e3o de medi\u00e7\u00e3o do oz\u00f4nio \u00e9 feito de acordo com sua concentra\u00e7\u00e3o por unidade de volume que por sua vez recebe a nomenclatura de Unidade Dobson (UD).\n\nNo ano de 2005, no dia sete de outubro, uma medi\u00e7\u00e3o realizada pelo INPE na Ant\u00e1rtida constatou que a concentra\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio estava em torno de 160 UD, quando em \u00e9poca de normal seria 340 UD (Esta medida \u00e9 considerada referencial).\n\nAbaixo da medida de 220 UD j\u00e1 se pode considerar baixa densidade de oz\u00f4nio, ou a forma\u00e7\u00e3o do buraco que j\u00e1 causa danos ao meio-ambiente.\n<h4>Os Fitoplanctos e a cadeia Alimentar<\/h4>\nAs medi\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es desses organismos microsc\u00f3picos sob o raio de a\u00e7\u00e3o do buraco da camada de Oz\u00f4nio demonstraram uma redu\u00e7\u00e3o de 25% desde o come\u00e7o do s\u00e9culo XXI at\u00e9 o ano de 2003, nas \u00e1guas marinhas ant\u00e1rticas. A morte destes microorganismos causa uma redu\u00e7\u00e3o da capacidade dos oceanos em extrair o di\u00f3xido de carbono da atmosfera, contribuindo para o aquecimento global. Com a morte dos fitoplanctos, os zooplanctos n\u00e3o sobrevivem. Sem zooplanctos, o krill deixa de existir, diminuindo a popula\u00e7\u00e3o dos peixes dos oceanos e assim por diante. Logo, a ozonosfera \u00e9 primordial para que haja vida no planeta Terra.\n\nAs medi\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es desses organismos microsc\u00f3picos sob o raio de a\u00e7\u00e3o do buraco da camada de Oz\u00f4nio demonstraram uma redu\u00e7\u00e3o de 25% desde o come\u00e7o do ||s\u00e9culo XXI]] at\u00e9 o ano de 2003, nas \u00e1guas marinhas ant\u00e1rticas. A morte destes microorganismos causa uma redu\u00e7\u00e3o da capacidade dos oceanos em extrair o di\u00f3xido de carbono da atmosfera, contribuindo para o aquecimento global. Com a morte dos fitoplanctos, os zooplanctos n\u00e3o sobrevivem. Sem zooplanctos, o krill deixa de existir, diminuindo a popula\u00e7\u00e3o dos peixes dos oceanos e assim por diante. Logo, a ozonosfera \u00e9 primordial para que haja vida no planeta Terra.\n<h4>Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\nPodemos definir que a atmosfera pode ser descrita como uma fina camada de gases sem cheiro, sem cor e sem gosto, presa \u00e0 Terra pela for\u00e7a da gravidade.\n\nVisto do espa\u00e7o, o planeta Terra aparece como uma esfera de colora\u00e7\u00e3o azul brilhante. Esse efeito crom\u00e1tico \u00e9 produzido pela dispers\u00e3o da luz solar sobre a atmosfera, que tamb\u00e9m existe em outros planetas do sistema solar que tamb\u00e9m possuem atmosfera.\n<h4>Atmosfera terrestre<\/h4>\n<strong>Composi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nSegundo Barry e Chorley, 1976 , a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera e sua estrutura vertical possibilitaram o desenvolvimento da vida no planeta.\n\n<strong>Esta \u00e9 sua composi\u00e7\u00e3o, quando seca e abaixo de 25 km \u00e9:<\/strong>\n<blockquote>Nitrog\u00eanio(Br) ou Azoto(PT) (N2) 78,08 %, atua como suporte dos demais componentes, de vital import\u00e2ncia para os seres vivos, fixado no solo pela a\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias e outros microrganismos, \u00e9 absorvido pelas plantas, na forma de prote\u00ednas vegetais;\n\nOxig\u00eanio (O2) 20,94 % do volume da atmosfera, sua estrutura molecular varia conforme a altitude em rela\u00e7\u00e3o ao solo, \u00e9 respons\u00e1vel pelos processos respirat\u00f3rios dos seres vivos; Arg\u00f4nio 0,93 %; Di\u00f3xido de carbono (CO2) (vari\u00e1vel) 0,035 %; H\u00e9lio (He) 0,0018 %; Oz\u00f4nio(BR) ou Ozono(PT) (O3) 0,00006 %; Hidrog\u00eanio (H) 0,00005 %; Cript\u00f4nio(BR) ou Kripton(PT) (Kr) ind\u00edcios; Metano (Me) ind\u00edcios; Xen\u00f4nio(BR) ou X\u00e9non(PT)(Xe) Ind\u00edcios; Rad\u00f4nio(BR) ou Rad\u00e3o(PT) (Rn) ind\u00edcios.<\/blockquote>\n<h4>Limite entre Atmosfera e Espa\u00e7o exterior<\/h4>\nN\u00e3o existe um limite definido entre o espa\u00e7o exterior e a atmosfera, presume-se que esta tenha cerca de mil quil\u00f4metros de espessura, 99% da densidade est\u00e1 concentrada nas camadas mais inferiores, cerca 75% est\u00e1 numa faixa de 11 km da superf\u00edcie, \u00e0 medida em que se vai subindo, o ar vai se tornando cada vez mais rarefeito perdendo sua homogeneidade e composi\u00e7\u00e3o. Na exosfera, zona em que foi arbitrado lim\u00edtrofe entre a atmosfera e o espa\u00e7o interplanet\u00e1rio, algumas mol\u00e9culas de g\u00e1s acabam escapando \u00e0 a\u00e7\u00e3o do campo gravitacional.\n\nO estudo da evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica segundo a altitude revelou a exist\u00eancia de diversas camadas superpostas, caracterizadas por comportamentos distintos como sua densidade vai diminuindo gradualmente com o aumento da altitude, os efeitos que a press\u00e3o atmosf\u00e9rica exerce tamb\u00e9m diminuem na mesma propor\u00e7\u00e3o.\n\nA atmosfera do planeta terra \u00e9 fundamental para toda uma s\u00e9rie de fen\u00f4menos que se processam em sua superf\u00edcie, como os deslocamentos de massas de ar e os ventos, as precipita\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas e as mudan\u00e7as do clima.\n\nO limite onde efeitos atmosf\u00e9ricos ficam not\u00e1veis durante re-entrada, \u00e9 em torno de 400.000 p\u00e9s (75 milhas ou 120 quil\u00f4metros).\n\nA altitude de 100 quil\u00f4metros ou 62 milhas tamb\u00e9m \u00e9 usada frequentemente como o limite entre atmosfera e espa\u00e7o.\n<h4>Temperatura e as camadas atmosf\u00e9ricas<\/h4>\nA temperatura da atmosfera da Terra varia entre camadas em altitudes diferentes, portanto, a rela\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica entre temperatura e altitude tamb\u00e9m varia, sendo uma das bases da classifica\u00e7\u00e3o das diferentes camadas da atmosfera.\n\nA atmosfera est\u00e1 estruturada em tr\u00eas camadas relativamente quentes, separadas por duas camadas relativamente frias. Os contatos entre essas camadas s\u00e3o \u00e1reas de descontinuidade, e recebem o sufixo &#8220;pausa&#8221;, ap\u00f3s o nome da camada subjacente.\n<h4>Camadas e \u00e1reas de descontinuidade<\/h4>\nAs camadas atmosf\u00e9ricas s\u00e3o distintas e separadas entre si por \u00e1reas fronteiri\u00e7as de descontinuidade.\n\nCamadas da atmosfera, simplificadamente.\n<h4>Troposfera (0 &#8211; 7\/17 km)<\/h4>\nA Troposfera \u00e9 a camada atmosf\u00e9rica que se estende da superf\u00edcie da Terra at\u00e9 a base da estratosfera. (0 &#8211; 7\/17 km), a temperatura diminui com a altitude, esta camada responde por oitenta por cento do peso atmosf\u00e9rico, sua espessura m\u00e9dia \u00e9 de aproximadamente 12km, atingindo at\u00e9 17km nos tr\u00f3picos e reduzindo-se para em torno de sete quil\u00f4metros nos p\u00f3los.\n<h4>Tropopausa<\/h4>\nA tropopausa \u00e9 o nome dado \u00e0 camada intermedi\u00e1ria entre a troposfera e a estratosfera, situada a uma altura m\u00e9dia em torno de 17km no equador. A dist\u00e2ncia da Tropopausa em rela\u00e7\u00e3o ao solo varia conforme as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas da troposfera, da temperatura do ar, a latitude entre outros fatores. Se existe na troposfera uma agita\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica com muitas correntes de convec\u00e7\u00e3o, a tropopausa tende a subir. Isto se deve por causa do aumento do volume do ar na troposfera, este aumentando, aquela aumentar\u00e1, por conseq\u00fc\u00eancia, empurrar\u00e1 a tropopausa para cima. Ao subir a tropopausa esfria, pois o ar acima dela est\u00e1 mais frio\n\nEste gr\u00e1fico ilustra a distribui\u00e7\u00e3o das camadas da atmosfera segundo a Press\u00e3o, Temperatura Altitude e Densidade\n<h4>Estratosfera (7\/17 &#8211; 50 km)<\/h4>\nNa estratosfera a temperatura aumenta com a altitude e se caracteriza pelos movimentos de ar em sentido horizontal, fica situada entre 7 e 17 at\u00e9 50 km de altitude aproximadamente, sendo a segunda camada da atmosfera , compreendida entre a troposfera e a mesosfera, a temperatura aumenta \u00e0 medida que aumenta a altura. Apresenta pequena concentra\u00e7\u00e3o de vapor d&#8217;\u00e1gua e temperatura constante at\u00e9 a regi\u00e3o lim\u00edtrofe, denominada estratopausa.\n<h4>Estratopausa<\/h4>\n\u00c9 pr\u00f3ximo \u00e0 estratopausa que a maior parte do oz\u00f4nio da atmosfera situa-se. Isto \u00e9 em torno de 22 quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie, na parte superior da estratosfera.\n<h4>Mesosfera (50 &#8211; 80\/85 km)<\/h4>\nNa mesosfera a temperatura diminui com a altitude, esta \u00e9 a camada atmosf\u00e9rica onde h\u00e1 uma substancial queda de temperatura chegando at\u00e9 a -90\u00ba C em seu topo, est\u00e1 situada entre a estratopausa em sua parte inferior e mesopausa em sua parte superior, entre 50 a 85 km de altitude. \u00c9 na mesosfera que ocorre o fen\u00f4meno da aeroluminesc\u00eancia das emiss\u00f5es da hidroxila.\n<h4>Mesopausa<\/h4>\nA mesopausa \u00e9 a regi\u00e3o da atmosfera que determina o limite entre uma atmosfera com massa molecular constante de outra onde predomina a difus\u00e3o molecular.\n<h4>Termosfera (80\/85 &#8211; 640+ km)<\/h4>\nNa termosfera a temperatura aumenta com a altitude e est\u00e1 localizada acima da mesopausa, sua temperatura aumenta com a altitude r\u00e1pida e monotonicamente at\u00e9 onde a densidade das mol\u00e9culas \u00e9 t\u00e3o pequena e se movem em trajet\u00f3rias aleat\u00f3rias tal, que raramente se chocam.\n\n<strong>Regi\u00f5es atmosf\u00e9ricas segundo a distribui\u00e7\u00e3o i\u00f4nica:<\/strong> Al\u00e9m das camadas, e em conjunto com estas, existem as regi\u00f5es atmosf\u00e9ricas, nestas ocorrem diversos fen\u00f4menos f\u00edsicos e qu\u00edmicos.\n<h4>Esquema das camadas ionosf\u00e9ricas<\/h4>\n<strong>Ionosfera:<\/strong> <strong>Ionosfera \u00e9 a regi\u00e3o que cont\u00e9m \u00edons:<\/strong> compreendendo da mesosfera at\u00e9 termosfera que vai at\u00e9 aproximadamente 550 km de altitude.\n\n<b>As camadas ou regi\u00f5es\u00a0i\u00f4nicas da ionosfera s\u00e3o:<\/b>\n<blockquote><strong>Camada D:<\/strong> A mais pr\u00f3xima ao solo, fica entre os 50 e 80 km, \u00e9 a que absorve a maior quantidade de energia eletromagn\u00e9tica. <strong>\nCamada E:<\/strong> Acima da camada D, embaixo das camadas F1 e F2, sua altitude m\u00e9dia \u00e9 entre os 80 e os 100-140km. Semelhante \u00e0 camada D. <strong>\nCamada E Espor\u00e1dica:<\/strong> Esta camada tem a particularidade de ficar mais ativa quanto mais perpendiculares s\u00e3o os raios solares que incidem sobre si.<strong>\nCamada F1: <\/strong>A camada F1 est\u00e1 acima da camada E e abaixo da camada F2 ~100-140 at\u00e9 ~200 Km. Existe durante os hor\u00e1rios diurnos. <strong>\nCamada F2:<\/strong> A mais alta das camadas ionosfericas a camada F2, est\u00e1 entre os 200 e 400km de altitude. Acima da F1, E, e D respectivamente. \u00c9 o principal meio de reflex\u00e3o ionosferico.<\/blockquote>\n<h4>Exosfera<\/h4>\nA Exosfera fica acima da ionosfera onde a atmosfera na divisa com o espa\u00e7o exterior.\n<h4>Ozonosfera<\/h4>\nA Ozonosfera \u00e9 onde fica a camada de oz\u00f4nio, de aproximadamente 10 a 50 km de altitude onde oz\u00f4nio da estratosfera \u00e9 abundante. Note que at\u00e9 mesmo dentro desta regi\u00e3o, oz\u00f4nio \u00e9 um componente raro.\n<h4>Magnetosfera<\/h4>\nA Magnetosfera de um astro \u00e9 a regi\u00e3o definida pela intera\u00e7\u00e3o do plasma estelar magnetizado com a atmosfera magnetizada desse astro em que os processos eletrodin\u00e2micos s\u00e3o basicamente comandados pelo campo magn\u00e9tico intr\u00ednseco do astro. Sua morfologia, em uma vis\u00e3o simples, pode ser vista como uma bolha comprimida na parte frontal ao fluxo estelar incidente no astro e distendida no sentido do afastamento desse fluxo. Como ilustra\u00e7\u00e3o, a magnetosfera terrestre apresenta a parte frontal a aproximadamente 10 raios terrestres, uma espessura de 30-50 raios terrestres e uma cauda que se alonga a mais de 100 raios terrestres. Mesmo um astro sem campo magn\u00e9tico pode apresentar uma magnetosfera induzida, que \u00e9 consequ\u00eancia das correntes el\u00e9tricas sustentadas pela ionosfera existente.\n<h4>Cintur\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o<\/h4>\nCintur\u00f5es de radia\u00e7\u00e3oou cintur\u00f5es de Van Allen- s\u00e3o regi\u00f5es quase-toroidais em torno do equador magn\u00e9tico, a dist\u00e2ncia de 2 a 6 raios terrestres, preenchidas de part\u00edculas energ\u00e9ticas mas de baixa densidade volum\u00e9trica. H\u00e1 um cintur\u00e3o externo, produzido por part\u00edculas do plasma solar e terrestre que se aproximam da Terra ao longo desse equador, e um cintur\u00e3o interno, produzido pela incid\u00eancia de part\u00edculas de mais alta energia dos raios c\u00f3smicos. Populando essas regi\u00f5es, os pr\u00f3tons e os el\u00e9trons apresentam-se com distribui\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas distintas.\n<h4>Temperatura m\u00e9dia e press\u00e3o<\/h4>\nA temperatura m\u00e9dia da atmosfera \u00e0 superf\u00edcie de terra \u00e9 14 \u00b0C.\n\nA Press\u00e3o atmosf\u00e9rica \u00e9 o resultado direto do peso exercido pela atra\u00e7\u00e3o gravitacional da Terra sobre a camada de ar que a envolve, variando conforme o momento clim\u00e1tico, a hora, o local e a altitude.\n\nCerca de 50% do total da massa atmosf\u00e9rica est\u00e1 at\u00e9 5 km de altitude.\n\nA press\u00e3o atmosf\u00e9rica ao n\u00edvel do mar, \u00e9 aproximadamente 101.3 quilo pascais (em torno de 14.7 libras por polegada quadrada).\n<h4>Densidade e massa<\/h4>\nA densidade do ar ao n\u00edvel do mar \u00e9 aproximadamente 1.2 quilogramas por metro c\u00fabico. Esta densidade diminui a maiores altitudes \u00e0 mesma taxa da diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o.\n\nA massa total da atmosfera \u00e9 aproximadamente 5.1 \u00d7 1018 kg, uma fra\u00e7\u00e3o min\u00fascula da massa total da terra.\n<h4>A Evolu\u00e7\u00e3o da atmosfera da Terra<\/h4>\nPodemos compreender razoavelmente a hist\u00f3ria da atmosfera da Terra at\u00e9 h\u00e1 um bilh\u00e3o anos atr\u00e1s. Regredindo no tempo, podemos somente especular, pois, \u00e9 uma \u00e1rea ainda em constante pesquisa.\n\nAtmosfera moderna ou, terceira atmosfera, esta denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 para distinguir a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica atual das duas composi\u00e7\u00f5es anteriores.\n<h4>Primeira Atmosfera<\/h4>\nA primeira atmosfera, era principalmente h\u00e9lio e hidrog\u00e9nio. O calor provindo da crosta terrestre ainda em forma de plasma, e o sol a dissiparam.\n<h4>Segunda atmosfera<\/h4>\nA aproximadamente 3.5 bilh\u00f5es anos atr\u00e1s, a superf\u00edcie do planeta tinha esfriado o suficiente para formar uma crosta endurecida, povoando-a com vulc\u00f5es que liberaram vapor de \u00e1gua, di\u00f3xido de carbono, e amon\u00edaco. Desta forma, surgiu a &#8220;segunda atmosfera&#8221;, que era formada principalmente de di\u00f3xido de carbono e vapor de \u00e1gua, com algum azoto.\n\nNesta segunda atmosfera quase n\u00e3o havia oxig\u00e9nio livre, era aproximadamente 100 vezes mais densa do que a atmosfera atual. Acredita-se que o efeito estufa, causado por altos n\u00edveis de di\u00f3xido de carbono, impediu a Terra de congelar. Durante os pr\u00f3ximos bilh\u00f5es anos, devido ao resfriamento, o vapor de \u00e1gua condensou para precipitar chuva e formar oceanos, que come\u00e7aram a dissolver o di\u00f3xido de carbono. Seriam absorvidos 50% do di\u00f3xido de carbono nos oceanos.\n\nSurgiram organismos Fotoss\u00edntese que evoluiriam e come\u00e7aram a converter di\u00f3xido de carbono em oxig\u00eanio. Ao passar do tempo, o carbono em excesso foi fixado em combust\u00edveis f\u00f3sseis, pedras sedimentares (notavelmente pedra calc\u00e1ria), e conchas animais.\n\nEstando o oxig\u00e9nio livre na atmosfera reagindo com o amon\u00edaco, foi liberado azoto, simultaneamente as bact\u00e9rias tamb\u00e9m iniciaram a convers\u00e3o do amon\u00edaco em azoto.\n\nAumentando a popula\u00e7\u00e3o vegetal, os n\u00edveis de oxig\u00e9nio cresceram significativamente (enquanto n\u00edveis de di\u00f3xido de carbono diminu\u00edram). No princ\u00edpio o oxig\u00e9nio combinou com v\u00e1rios elementos (como ferro), mas eventualmente acumulou na atmosfera resultando em extin\u00e7\u00f5es em massa e evolu\u00e7\u00e3o.\n<h4>Terceira atmosfera<\/h4>\nCom o aparecimento de uma camada de oz\u00f4nio(O3), a Ozonosfera, as formas de vida no planeta foram melhor protegidas da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta. Esta atmosfera de oxig\u00eanio-azoto \u00e9 a terceira atmosfera Esta \u00faltima, tem uma estrutura complexa que age como reguladora da temperatura e umidade da superf\u00edcie.\n\nA Terra tem um sistema de compensa\u00e7\u00f5es de temperatura, press\u00e3o e umidade, que mant\u00e9m um equil\u00edbrio din\u00e2mico natural, em todas as suas regi\u00f5es.\n\nAs camadas superiores do planeta refletem em torno de quarenta por cento da radia\u00e7\u00e3o solar. Destes, aproximadamente 17% s\u00e3o absorvidos pelas camadas inferiores sendo que o oz\u00f4nio interage e absorve os raios ultraviloeta. o di\u00f3xido de carbono e o vapor d&#8217;\u00e1gua absorvem os raios infravermelhos. Restam 43% da energia, esta alcan\u00e7a a superf\u00edcie do planeta. Que por sua vez reflete dez por cento das radia\u00e7\u00f5es solares de volta. Al\u00e9m dos efeitos descritos, existe ainda a influ\u00eancia do vapor d&#8217;\u00e1gua e sua concentra\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel. Estes, juntamente com a inclina\u00e7\u00e3o dos raios solares em fun\u00e7\u00e3o da latitude, agem de forma decisiva na penetr\u00e2ncia da energia solar, que por sua vez tem aproximadamente 33% da energia absorvida por toda a superf\u00edcie atingida durante o dia, sendo uma parte muito pequena desta re-irradiada durante a noite. Al\u00e9m de todos os efeitos relatados anteriormente, existe ainda a influ\u00eancia e intera\u00e7\u00e3o dos oceanos com a atmosfera em sua auto regula\u00e7\u00e3o. Estes mant\u00e9m um equil\u00edbrio din\u00e2mico entre os fen\u00f4menos clim\u00e1ticos das diferentes regi\u00f5es da Terra.\n\nTodos os mecanismos relatados acima atuando em conjunto, geram uma transi\u00e7\u00e3o suave de temperaturas em todo o planeta.\n\nExce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra ocorre, onde s\u00e3o menores a quantidade de \u00e1gua, vapor desta e a espessura da troposfera, como nos desertos e cordilheiras de grande altitude.\n<h4>O que \u00e9<\/h4>\nA <strong>ozonosfera<\/strong> \u00e9 uma camada da atmosfera situada a cerca de 25 \/ 30 km de altura, com aproximadamente 2km de espessura, contendo elevadas concentra\u00e7\u00f5es de g\u00e1s oz\u00f4nio.\n\n<strong>Tem como fun\u00e7\u00e3o filtrar os raios solares ultravioletas, que interferem no material gen\u00e9tico, fragiliza o sistema imunol\u00f3gico e s\u00e3o causadores de mol\u00e9stias como: <\/strong>c\u00e2ncer, catarata, herpes. Tamb\u00e9m afetam o sistema de reprodu\u00e7\u00e3o vegetal, inclusive dos pl\u00e2nctons.\n\nQuando a camada de oz\u00f4nio est\u00e1 com baixas concentra\u00e7\u00f5es, ocorrem fen\u00f4menos denominados de buracos, onde os raios n\u00e3o encontram resist\u00eancia e penetram com maior intensidade.\n\nOs buracos decorrem, em cerca de 80%, da rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos compostos de clofofluorcarbono &#8211; CFC\u00b4s, um g\u00e1s utilizado em aeross\u00f3is, sistemas de ar condicionado e geladeiras e fabrica\u00e7\u00f5es de materiais expand\u00edveis para embalagens tais como isopor e espumas.\n\nNo processo de destrui\u00e7\u00e3o, os raios ultravioletas ( UV ) incidem sobre sobre os clorofluorcarbonos ( CFC&#8217;s ) e liberal um \u00e1tomo de cloro ( Cl ), que ir\u00e1 se juntar a uma mol\u00e9cula de oz\u00f4nio ( O3 ), liberando uma mol\u00e9cula de oxig\u00eanio e outra de O Cl, provocando uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia.\n\nOutras subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, tais como o tetracloreto de carbono e o metil clorof\u00f3rmio tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis pela destrui\u00e7\u00e3o da camada de oz\u00f4nio.\n\nEstima-se que cerca de 30 milh\u00f5es de Km2 da ozonosfera est\u00e1 comprometida, principalmente na regi\u00e3o localizada no polo sul, ressaltando-se que a a\u00e7\u00e3o dos gases CFC&#8217;s dever\u00e1 perdurar por mais 50 anos, considerando que at\u00e9 o ano de 2010 esteja banido de fabrica\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o.\n<h4>A destrui\u00e7\u00e3o da ozonosfera<\/h4>\nA <strong>ozonosfera<\/strong> geralmente se localiza na estratosfera, entre 20 e 35 Km de altitude, mas pode alcan\u00e7ar at\u00e9 50-55 Km e situar-se na estratosfera superior e na mesosfera. Nesta camada, o oxig\u00eanio se concentra na sua forma triat\u00f4mica, o oz\u00f4nio (O3; vide tamb\u00e9m \u00a7 3.6.2). O oz\u00f4nio se forma a partir das mol\u00e9culas de oxig\u00eanio (O2) mediante a absor\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00f5es ultravioleta, impedindo assim a passagem de quantidades excessivas desta radia\u00e7\u00e3o para a superf\u00edcie do nosso planeta. A absor\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o UV na ozonosfera faz com que nela se possam encontrar temperaturas mais altas do que nas camadas cont\u00edguas.\n\nO bem conhecido \u0093buraco de oz\u00f4nio\u0094 \u00e9 um fen\u00f4meno que ocorre na Ant\u00e1rtica. A cada ano, durante a primavera do hemisf\u00e9rio Sul (Setembro-Novembro), a concentra\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio estratosf\u00e9rico no c\u00e9u da Ant\u00e1rtica diminui devido a flutua\u00e7\u00f5es naturais. Analogamente a outros fen\u00f4menos j\u00e1 discutidos, este fen\u00f4meno apresenta uma amplifica\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica. A partir de 1980, a redu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio a cada ano \u00e9 maior devido a alguns poluentes antr\u00f3picos. A m\u00eddia denominou este fen\u00f4meno \u0093buraco de oz\u00f4nio\u0094 Ant\u00e1rtico devido \u00e0 menor concentra\u00e7\u00e3o de O3 encontrada na ozonosfera nesta \u00e1rea. Em tempos recentes, um buraco de oz\u00f4nio menor foi descoberto no P\u00f3lo Norte, no Mar \u00c1rtico.\n\nFonte: Fonte: www.geocities.com\/ www.museudouna.com.br\/www.incaweb.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ozonosfera, Localiza\u00e7\u00e3o, Estratosfera, Fun\u00e7\u00e3o, O que \u00e9, Gases, Camada, Oz\u00f4nio, Terra, Altitude, Temperatura, Composi\u00e7\u00e3o, Ozonosfera<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6168,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-19805","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Ozonosfera - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ozonosfera - 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