{"id":19709,"date":"2015-12-08T00:00:00","date_gmt":"2015-12-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:24:23","modified_gmt":"2026-09-01T15:24:23","slug":"aquifero-guarani-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/aquifero-guarani-3\/","title":{"rendered":"Aqu\u00edfero Guarani"},"content":{"rendered":"\n<strong>Aqu\u00edfero Guarani &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nO Brasil possui a maior cisterna do mundo.\n\nAl\u00e9m de possuir o rio mais caudaloso do mundo, o Amazonas, entre outros os grandes rios, o Brasil est\u00e1 assentado sobre a maior cisterna de \u00e1gua doce do mundo, o\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>.\n\nO\u00a0<strong>aqu\u00edfero<\/strong>\u00a0tem 1,2 milh\u00e3o de km\u00b2 de \u00e1rea linear, o equivalente \u00e0 soma dos territ\u00f3rios da Inglaterra, Fran\u00e7a e Espanha. A espessura dessa manta de \u00e1gua varia 100 metros a 130 metros em algumas regi\u00f5es.\n\nEle foi batizado com esse nome por um ge\u00f3logo do Uruguai, Danilo Anton, em mem\u00f3ria do povo ind\u00edgena da regi\u00e3o. Antes do novo nome, ele era chamado no Brasil de Aqu\u00edfero Botucatu.\n\nDois ter\u00e7os do aqu\u00edfero (840 mil km\u00b2) est\u00e3o em territ\u00f3rio brasileiro e o restante dividido entre o Paraguai e Uruguai (com 58.500 km 2 cada um) e Argentina (255.000 km\u00b2). No Brasil, ele est\u00e1 sob os estados de Goi\u00e1s, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.\n\nO\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0representa um mega reservat\u00f3rio h\u00eddrico de 1,2 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados (\u00e1rea essa igual aos territ\u00f3rios da Fran\u00e7a, Espanha e Reino Unido juntos)\n\nO\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani\u00a0<\/strong>alcan\u00e7a em sua extens\u00e3o quatro pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o eles; Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, atingindo uma \u00e1rea que se estende por 1,15 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, sendo a maior parte (71%) localizado.\n\nO chamado\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0\u00e9 a maior reserva de \u00e1gua subterr\u00e2nea que existe no mundo. Parte da \u00e1gua da chuva escorre pelos rios e a outra infiltra-se no subsolo constituindo as \u00e1guas subterr\u00e2neas, tamb\u00e9m denominadas aqu\u00edferos. H\u00e1 milh\u00f5es de anos, a regi\u00e3o era um imenso deserto. Lavras vulc\u00e2nicas (basalto) se espalharam sobre a \u00e1rea e prensaram a areia, formando a rocha arenito (guarani), que armazenou \u00e1gua entre os poros. Assim \u00e9 que foi formado o Aqu\u00edfero Guarani.\n\n<strong>Aqu\u00edfero Guarani &#8211; Reserva de \u00c1gua Doce<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>, a maior cisterna natural de \u00e1gua doce do mundo, localiza-se sob os territ\u00f3rios do Brasil, Paraguai e Uruguai.\n\nAcredita-se que o volume de sua \u00e1gua seria capaz de abastecer o dobro da popula\u00e7\u00e3o brasileira atual, cerca de 360 milh\u00f5es de pessoas.\n\nO aqu\u00edfero \u00e9 uma manta de rocha porosa, que se encharca de \u00e1gua da superf\u00edcie e a filtra, o que permite que ela seja puxada pela for\u00e7a da gravidade. Em algumas \u00e1reas, essa camada de rocha aflora na superf\u00edcie, como uma esp\u00e9cie de filtro captador exposto.\n\nA \u00e1rea de reposi\u00e7\u00e3o (capta\u00e7\u00e3o), pela qual a \u00e1gua entra no aqu\u00edfero, \u00e9 de apenas 150 mil km\u00b2. A recarga natural do aqu\u00edfero ao longo de um ano \u00e9 de 160 km3 de \u00e1gua e, desse total, calcula-se que 40 km3 (40 bilh\u00f5es de litros) podem ser usados a cada ano, sem comprometer o aqu\u00edfero.\n\nNa \u00e1rea em que se estende para o sul do Brasil, uma outra camada de rocha, esta de origem bas\u00e1ltica (vulc\u00e2nica), muita dura e pesada, cobre a manta porosa e funciona como uma tampa.\n\nPuxada pela gravidade, essa rocha bas\u00e1ltica faz tanta press\u00e3o sobre a \u00e1gua que, \u00e0s vezes, ao se perfurar um po\u00e7o nessas regi\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 preciso utilizar bombas para puxar a \u00e1gua, que sobe ou esguicha sozinha.\n\nO len\u00e7ol de \u00e1gua nesses pontos pode chegar a 1,5 km de profundidade e, para furar a rocha com brocas de a\u00e7o, \u00e9 necess\u00e1rio um ano de trabalho. O resultado, apesar de tudo, \u00e9 impressionante, pois nessas \u00e1reas a vaz\u00e3o de \u00e1gua chega a 700 mil litros de \u00e1gua por hora.\n\nSegundo a Secretaria de Meio Ambiente paulista, h\u00e1 mil po\u00e7os apenas no estado de S\u00e3o Paulo. Para governo paulista, a \u00e1gua subterr\u00e2nea tem importante papel no abastecimento p\u00fablico de muitas cidades do estado.\n\nEm 1997, cerca de 72% dos munic\u00edpios paulistas era total ou parcialmente abastecidos por esse recurso h\u00eddrico; 47% deles eram inteiramente abastecidos por \u00e1guas subterr\u00e2neas.\n\nEntre eles estavam os munic\u00edpios de Catanduva, Ca\u00e7apava, Ribeir\u00e3o Preto, Tup\u00e3, Jales e Lins.\n\nA maioria dos po\u00e7os que explora o\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0foi feita justamente onde ele \u00e9 protegido apenas pela rocha porosa de arenito. Por isso, esses po\u00e7os necessitam de prote\u00e7\u00e3o permanente na sua entrada, para evitar a contamina\u00e7\u00e3o por \u00e1gua com dejetos de animais ou com esgoto dom\u00e9stico. Para evitar contamina\u00e7\u00e3o futura, os po\u00e7os t\u00eam de ser lacrados quando o cano se estraga, o que ocorre ao redor de 30 anos de uso.\n\nNas regi\u00f5es agr\u00edcolas, h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o aos adubos qu\u00edmicos, herbicidas e pesticidas, que podem entrar pela rocha porosa e contaminar a \u00e1gua subterr\u00e2nea.\n\nPara monitorar e regulamentar a retirada da \u00e1gua, os pa\u00edses onde se localiza o aqu\u00edfero iniciaram conversa\u00e7\u00f5es sobre o assunto na d\u00e9cada de 1990. Em fevereiro de 2000, um primeiro documento foi assinado pelos presidentes dos quatro pa\u00edses envolvido, em Foz do Igua\u00e7u (PR). Em 22 de maio de 2003, foi assinado em Montevid\u00e9u, no Uruguai, o Projeto\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>. No Brasil, o \u00f3rg\u00e3o de acompanhamento do aqu\u00edfero \u00e9 a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas.\n\n<strong>Aqu\u00edfero Guarani:\u00a0<\/strong>um panorama social, pol\u00edtico, econ\u00f4mico e ambiental\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Aqu\u00edfero do Guarani\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aquife40.jpg\" alt=\"Aqu\u00edfero do Guarani\" width=\"483\" height=\"384\" \/><strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong><\/p>\nA \u00e1gua tem se tornado uma preocupa\u00e7\u00e3o cada vez mais frequente no Cen\u00e1rio Internacional.\n\nA percep\u00e7\u00e3o de que se trata apenas de um objeto de consumo necess\u00e1rio ao homem vem sendo modificada ao longo dos anos. Atualmente, \u00e1gua \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, elemento do desenvolvimento econ\u00f4mico e social.\n\nEla est\u00e1 presente nos processos industriais e agroindustriais, e \u00e9 meio de transporte de diversos vetores de doen\u00e7as que atingem principalmente os pa\u00edses mais pobres. Tamb\u00e9m objeto de tratados internacionais, fundamentalmente acordos sobre o uso de \u00e1guas transfronteiri\u00e7as, hoje atinge uma dimens\u00e3o no Cone Sul que transcende e engloba todas essas quest\u00f5es.\n\nO presente texto visa apresentar um panorama geral acerca dessas quest\u00f5es de natureza econ\u00f4mica, social, ambiental e pol\u00edtica que permeiam a utiliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas do\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>.\n\nAtrav\u00e9s de sua an\u00e1lise e a partir do marco te\u00f3rico do Institucionalismo Neo-Liberal, pretende-se apontar a din\u00e2mica das rela\u00e7\u00f5es a n\u00edvel global e regional e como a intera\u00e7\u00e3o dos atores pode ser capaz de gerar processos que estreitem suas rela\u00e7\u00f5es e promova o uso sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos.\n\nPara tanto, recorre-se \u00e0 pesquisa bibliogr\u00e1fica e \u00e0 pesquisa na internet em s\u00edtios especializados, bem como \u00e0 an\u00e1lise dos documentos constitutivos do projeto, relat\u00f3rios de execu\u00e7\u00e3o e outros documentos concernentes elaborados pelos atores envolvidos.\n\nO\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>, localizado em parte sobre a Bacia Hidrogeol\u00f3gica do Paran\u00e1, \u00e9 possivelmente a maior reserva transfronteiri\u00e7a de \u00e1gua doce do planeta. Subjacente aos territ\u00f3rios de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai ocupa, segundo o Documento de Avalia\u00e7\u00e3o do Projeto, uma \u00e1rea total aproximada de 1,2 milh\u00f5es de km\u00b2, perfazendo cerca de 6% do territ\u00f3rio argentino, 10% do brasileiro, 18% do paraguaio e 25.3% do territ\u00f3rio uruguaio. Na Argentina, sua extens\u00e3o aproximada \u00e9 de 225.500 km\u00b2, cerca de 19.1% de sua extens\u00e3o total. No Brasil, Paraguai e Uruguai esses n\u00fameros correspondem respectivamente a 839.800 km\u00b2 (71% de sua extens\u00e3o total), 71.700 km\u00b2 (6,1% da extens\u00e3o total), 45.000 km\u00b2 (3,8% da extens\u00e3o total). De acordo com Rubens Caldeira Monteiro, existem refer\u00eancias de que o\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0seja ainda maior do que a princ\u00edpio esperado, ocorrendo na Bol\u00edvia, em uma \u00e1rea de 205 mil km\u00b2.\n\nEstendendo-se pelos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, S\u00e3o Paulo e Santa Catarina e congregando uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 22.662.463 habitantes, sendo aproximadamente 8.444.620 seus usu\u00e1rios efetivos, a agropecu\u00e1ria \u00e9 a atividade econ\u00f4mica predominante nessa regi\u00e3o, com exce\u00e7\u00e3o dos Estados de S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul que apresentam maior desenvolvimento do setor secund\u00e1rio.\n\n<strong>Nestes Estados, a atividade industrial concentra-se principalmente nos grandes munic\u00edpios:<\/strong>\u00a0Ribeir\u00e3o Preto, Araraquara, S\u00e3o Carlos, Bauru e Piracicaba em S\u00e3o Paulo; Londrina no Paran\u00e1 e Caxias do Sul no Rio Grande do Sul.\n\n<strong>Os principais Estados consumidores s\u00e3o:\u00a0<\/strong>S\u00e3o Paulo que consome mais de 50% de todo volume atualmente extra\u00eddo, seguido por Rio Grande do Sul (13,9%), Paran\u00e1 (13,7%) e Mato Grosso do Sul (11,6%).\n\nOs demais Estados apresentam consumo inferior a 5%.\n\nNa Argentina, sua \u00e1rea de ocorr\u00eancia \u00e9 a regi\u00e3o situada entre os rios Paran\u00e1, Uruguai, Iaguaz\u00fa, San Antonio e Pepir\u00ed Guaz\u00fa, conhecida como mesopot\u00e2mia argentina. Ela compreende as prov\u00edncias de Corrientes, entre Rios e Misiones sendo que ele pode estender-se pelo restante do litoral.\n\nAtualmente o uso recreativo de suas \u00e1guas em centros termais \u00e9 preponderante e em algumas \u00e1reas das prov\u00edncias de Misiones e Corrientes h\u00e1 o uso corrente para abastecimento da popula\u00e7\u00e3o.\n\nNo Paraguai, sua ocorr\u00eancia se d\u00e1 na por\u00e7\u00e3o oriental do pa\u00eds, na qual se concentra aproximadamente 97% da popula\u00e7\u00e3o. As \u00e1guas s\u00e3o utilizadas fundamentalmente para abastecimento populacional. Na regi\u00e3o, a possibilidade de contamina\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da densidade demogr\u00e1fica e a expans\u00e3o do consumo, tendo em vista que a extra\u00e7\u00e3o \u00e9 muito semelhante \u00e0 recarga estimada, s\u00e3o os fatores de maior press\u00e3o e preocupa\u00e7\u00e3o sobre o aqu\u00edfero.\n\n<strong>Ocupando a por\u00e7\u00e3o norte do territ\u00f3rio uruguaio, seus usos s\u00e3o fundamentalmente os mesmos que nos outros pa\u00edses:<\/strong>\u00a0abastecimento populacional e recrea\u00e7\u00e3o.\n\nH\u00e1 um enorme interesse no desenvolvimento de atividades tur\u00edsticas, que j\u00e1 garantem uma receita de 90 milh\u00f5es de d\u00f3lares anualmente nas est\u00e2ncias t\u00e9rmicas de Paysandu e Salto, e uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande com a poss\u00edvel polui\u00e7\u00e3o causada por capitais como Artigas e Rivera.\n\nDe acordo com uma primeira avalia\u00e7\u00e3o realizada por Aldo da Cunha Rebou\u00e7as, somente as reservas permanentes na por\u00e7\u00e3o brasileira do aqu\u00edfero seriam da ordem de 48.000 Km3 (ou 48 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos), enquanto as recargas naturais seriam da ordem de 166 Km3\/ano, sendo que cerca de 40 Km3\/ano acredita-se que possam ser explorados sem danos ambientais, volume suficiente para abastecer uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 545 milh\u00f5es de pessoas anualmente, tomando como refer\u00eancia o consumo di\u00e1rio de 200 litros de \u00e1gua por habitante. Em geral, as \u00e1guas s\u00e3o de boa qualidade e raramente apresentam anomalias quanto \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de sais e fl\u00faor, entretanto, tra\u00e7os de polui\u00e7\u00e3o de nitrato e defensivos agr\u00edcolas j\u00e1 foram encontrados nas cidades de Sorocaba e Ribeir\u00e3o Preto, que juntamente \u00e0 cidade de Bauru j\u00e1 enfrenta graves problemas com a excessiva explora\u00e7\u00e3o.\n\nO Sistema\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0\u00e9 de natureza interdependente, ou seja, a\u00e7\u00f5es danosas em um de seus pontos t\u00eam a capacidade de se propagar pelo sistema afetando a qualidade e quantidade de \u00e1gua dispon\u00edvel, como demonstra um conflito transfronteiri\u00e7o identificado entre as est\u00e2ncias termais de Salto (Uruguai) e Conc\u00f3rdia (Argentina) no qual o aumento da demanda de um lado da fronteira influencia a capacidade de extra\u00e7\u00e3o do outro, chegando mesmo a limit\u00e1-la.\n\nAs vantagens agregadas em fun\u00e7\u00e3o do uso sustent\u00e1vel de mananciais subterr\u00e2neos extrapolam a dimens\u00e3o do abastecimento urbano e rural.\n\nOs prazos de realiza\u00e7\u00e3o de obras e o investimento para capta\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o s\u00e3o comparativamente mais baratos do que aqueles realizados em rios, lagos e barragens.\n\nOs mananciais subterr\u00e2neos tamb\u00e9m n\u00e3o sofrem dos processos de degrada\u00e7\u00e3o a que os mananciais superficiais est\u00e3o submetidos, al\u00e9m de n\u00e3o perderem grandes volumes de \u00e1gua por evapora\u00e7\u00e3o.\n\nA amplia\u00e7\u00e3o da capta\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pode ser feita de acordo com o aumento da demanda efetiva, desonerando a popula\u00e7\u00e3o em benef\u00edcio de futuros usu\u00e1rios.\n\nA produ\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 outro aspecto funcional que merece destaque. Nos Estados Unidos, China, Jap\u00e3o, R\u00fassia, a utiliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas naturalmente aquecidas como fonte de energia t\u00e9rmica tem sido eficazmente empregada. Apesar do Sistema\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0ser considerado de baixa entalpia, ou seja, as temperaturas m\u00e1ximas atingidas (70\u00baC) n\u00e3o s\u00e3o suficientes para gerar processos rent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, uma poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o seria a produ\u00e7\u00e3o de metano a partir de res\u00edduos l\u00edquidos e s\u00f3lidos.\n\nNeste processo, intermediado por bact\u00e9rias, a manuten\u00e7\u00e3o da temperatura na faixa de 30\u00baC a 50\u00baC \u00e9 fundamental. Regi\u00f5es nas quais a cria\u00e7\u00e3o de animais produza grande quantidade de rejeitos org\u00e2nicos, como o oeste catarinense, s\u00e3o \u00e1reas potenciais para implementa\u00e7\u00e3o deste aproveitamento.\n\nAl\u00e9m de todas essas fun\u00e7\u00f5es j\u00e1 mencionadas, os aqu\u00edferos tamb\u00e9m podem ser utilizados para incremento de competitividade em processos industriais, principalmente na agroind\u00fastria, cujos principais usos s\u00e3o a secagem e armazenamento de gr\u00e3os, a secagem de madeiras e eviscera\u00e7\u00e3o e limpeza de aves, e atividades tur\u00edsticas.\n\nEm 1977, na Primeira Confer\u00eancia Mundial da \u00c1gua, realizada em Mar Del Plata, acreditava-se que ao menos 70% das comunidades carentes de abastecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel poderiam ser atendidas atrav\u00e9s da extra\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas inaugurou a d\u00e9cada de 1980-90 como sendo a D\u00e9cada Internacional da \u00c1gua Pot\u00e1vel e Saneamento, na qual os governos deveriam investir maci\u00e7amente nestes projetos de forma a sanar a grande defici\u00eancia de fornecimento desses servi\u00e7os b\u00e1sicos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais carente, entretanto, muito pouco neste sentido foi realizado.\n\nEm 1992, no Rio de Janeiro, desenvolveu-se mais um cap\u00edtulo a respeito da problem\u00e1tica da \u00e1gua no cen\u00e1rio internacional. Todo o cap\u00edtulo 18 da Agenda 21 foi dedicado ao tema, evidenciando a necessidade de se implementar um gerenciamento integrado dos recursos subterr\u00e2neos e superficiais ao n\u00edvel das bacias hidrogr\u00e1ficas.\n\n<strong>Atualmente na cena global, as discuss\u00f5es em torno da \u00e1gua vinculam-se \u00e0s quest\u00f5es da globaliza\u00e7\u00e3o e do Consenso de Washington:<\/strong>\u00a0mercantiliza\u00e7\u00e3o, primazia do investimento privado, passagem da cultura do direito para a l\u00f3gica da necessidade, privatiza\u00e7\u00e3o e liberaliza\u00e7\u00e3o de mercados.\n\nEstimado em 2003 em 400 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, o mercado da \u00e1gua, segundo as cr\u00edticas, envolve n\u00e3o s\u00f3 a sede de lucros das transnacionais, mas a coniv\u00eancia de organismos internacionais, entre eles o Banco Mundial e a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, no progressivo processo de privatiza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas em um poss\u00edvel cen\u00e1rio de escassez \u2013 at\u00e9 2025 de 2 a 7 milh\u00f5es de pessoas em pelo menos 48 pa\u00edses podem sofrer com a falta de \u00e1gua \u2013 de acordo com relat\u00f3rio divulgado pela Unesco, \u00f3rg\u00e3o da ONU respons\u00e1vel pelo Programa Hidrol\u00f3gico Internacional.\n\nEm \u00e2mbito regional, a quest\u00e3o da \u00e1gua demonstra um avan\u00e7o pol\u00edtico \u2013 dos conflitos em fun\u00e7\u00e3o da disputa pela primazia no Cone Sul para uma estrat\u00e9gia compartilhada de avan\u00e7o \u2013 que melhorou sensivelmente o relacionamento entre os pa\u00edses, como demonstra a constru\u00e7\u00e3o do Mercosul, apesar de avan\u00e7ar a passos mais lentos do que o desej\u00e1vel.\n\nApesar de aflorarem as diverg\u00eancias di\u00e1rias, na maior parte das vezes concentradas em quest\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas, em 2001 os Governos de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, reunidos em Foz do Igua\u00e7u, iniciaram um processo de negocia\u00e7\u00e3o que em 2003 culminou com a execu\u00e7\u00e3o do Projeto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Sistema\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>, que tem o Banco Mundial como ag\u00eancia implementadora dos recursos, a Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos como ag\u00eancia executora internacional e o Fundo Mundial para o Meio Ambiente como principal agente financiador do projeto. Al\u00e9m dos organismos j\u00e1 citados, a Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica, e o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico da Alemanha participam como co-financiadores.\n\nO objetivo \u00e9 apoiar os quatro pa\u00edses envolvidos na elabora\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de um modelo institucional, legal e t\u00e9cnico comum para a preserva\u00e7\u00e3o e o gerenciamento sustent\u00e1vel do Sistema\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>.\n\nO projeto est\u00e1 organizado em sete componentes que compreendem desde sua coordena\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o at\u00e9 a estrutura\u00e7\u00e3o do marco de gest\u00e3o integrada, passando pela expans\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico e t\u00e9cnico; pelo fomento \u00e0 participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, comunica\u00e7\u00e3o social e educa\u00e7\u00e3o ambiental; pela avalia\u00e7\u00e3o, seguimento e dissemina\u00e7\u00e3o dos resultados do projeto; pelo desenvolvimento de medidas de mitiga\u00e7\u00e3o de danos causados por usos insustent\u00e1veis; e finalmente pela avalia\u00e7\u00e3o do potencial para utiliza\u00e7\u00e3o da energia geot\u00e9rmica.\n\nTodos os componentes est\u00e3o organizados de forma a fornecer os elementos necess\u00e1rios para a constru\u00e7\u00e3o do marco comum de gest\u00e3o, que se estrutura especificamente em mais cinco elementos que envolvem o aperfei\u00e7oamento e a instrumenta\u00e7\u00e3o de uma rede integrada de monitoramento e informa\u00e7\u00e3o do Sistema\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>, a formula\u00e7\u00e3o de um programa de a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, o fortalecimento institucional e uma an\u00e1lise diagn\u00f3stica transfronteiri\u00e7a.\n\nA articula\u00e7\u00e3o entre os quatros governos se d\u00e1, em inst\u00e2ncia m\u00e1xima, atrav\u00e9s de um Conselho Superior de Dire\u00e7\u00e3o do Projeto composto obrigatoriamente por representantes das Unidades Nacionais de Execu\u00e7\u00e3o do Projeto, Minist\u00e9rios de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e outro representante de livre escolha dos pa\u00edses, preferencialmente vinculado \u00e0 \u00e1rea ambiental.\n\nH\u00e1 tamb\u00e9m uma Coordena\u00e7\u00e3o Colegiada formada pelos coordenadores t\u00e9cnicos nacionais que atua em apoio ao Conselho e \u00e0 Secretaria Geral, que \u00e9 administrada pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos atrav\u00e9s de sua Unidade de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Meio Ambiente. Por fim, cada pa\u00eds tem uma Unidade Nacional de Execu\u00e7\u00e3o do Projeto respons\u00e1vel por sua implementa\u00e7\u00e3o.\n\nEnquanto as quest\u00f5es de natureza ambiental concernentes ao\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0s\u00e3o claramente interdependentes, somente parcialmente as quest\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas e sociais apresentam essa mesma caracter\u00edstica, entretanto, determinados elementos n\u00e3o escapam da condi\u00e7\u00e3o natural e ampliam a agenda do projeto.\n\nDessa forma, \u00e9 interessante distinguir algumas categorias anal\u00edticas propostas por Robert O. Keohane e Joseph Nye.\n\nA interdepend\u00eancia refere-se a situa\u00e7\u00f5es caracterizadas por efeitos rec\u00edprocos entre pa\u00edses ou atores em diferentes pa\u00edses. Ela implica necessariamente na no\u00e7\u00e3o de custos e de restri\u00e7\u00e3o da autonomia, n\u00e3o implica em aus\u00eancia de conflitos distributivos ou mesmo em benef\u00edcios m\u00fatuos, ou seja, envolve competi\u00e7\u00e3o e assimetrias.\n\nH\u00e1 evidentemente na discuss\u00e3o sobre a \u00e1gua uma dimens\u00e3o global e uma regional.\n\nO reconhecimento de sua import\u00e2ncia \u00e9 fat\u00eddico e provoca uma s\u00e9rie de controv\u00e9rsias desde aqueles que sustentam a universalidade do direito humano ao seu acesso, at\u00e9 os que defendem a sua privatiza\u00e7\u00e3o e mercantiliza\u00e7\u00e3o irrestrita.\n\nNos pa\u00edses em desenvolvimento, qualquer projeto que envolva gasto p\u00fablico al\u00e9m do estritamente necess\u00e1rio para o abastecimento da popula\u00e7\u00e3o e da ind\u00fastria, geralmente envolve expectativas de ganhos econ\u00f4micos com entrada de divisas ou aumento de competitividade.\n\nNo Projeto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Sistema\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>, essas duas dimens\u00f5es t\u00eam a potencialidade de fundir-se e os choques e conflitos em torno do tema, de se ampliarem.\n\nNesta dire\u00e7\u00e3o, observa-se que, apesar da discrep\u00e2ncia dos marcos jur\u00eddicos nos quatro pa\u00edses, o Brasil j\u00e1 adota um modelo no qual se permite a participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada.\n\nUm marco de gest\u00e3o conjunta deve universalizar essa diretriz. A princ\u00edpio, pode-se esperar que o enfoque seja o gerenciamento dos sistemas de capta\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, e tratamento de \u00e1guas e esgotos, entretanto, nada impede que se avance at\u00e9 a agroind\u00fastria e o turismo em uma perspectiva capaz de colocar os Estados em uma situa\u00e7\u00e3o de franca competi\u00e7\u00e3o pelos investimentos.\n\nPor outro lado, as caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas do Sistema\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0convergem para uma situa\u00e7\u00e3o caracterizada por negocia\u00e7\u00f5es reiteradas e de longo prazo, nas quais a agenda tende a se modificar na medida em que surjam os conflitos. Com a redu\u00e7\u00e3o dos custos de verifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es dos governos e, ao mesmo tempo, aumento dos custos de transgress\u00f5es acerca-se de um cen\u00e1rio est\u00e1vel no qual a estrat\u00e9gia dominante \u00e9 a coopera\u00e7\u00e3o, mesmo que eventualmente os preceitos acordados sejam transgredidos.\n\n<strong>Ainda acerca da interdepend\u00eancia, Keohane e Nye distinguem duas dimens\u00f5es:<\/strong>\u00a0a sensibilidade e a vulnerabilidade. Ambas referem-se a mudan\u00e7as nas pol\u00edticas locais em fun\u00e7\u00e3o de algum fator externo, entretanto o \u00faltimo conceito agrega a no\u00e7\u00e3o de custos s\u00f3cio-pol\u00edticos ou econ\u00f4micos.\n\n<strong>Em certa medida, a quest\u00e3o da \u00e1gua tem transitado de uma situa\u00e7\u00e3o de sensibilidade para vulnerabilidade que aponta em duas dire\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0o fortalecimento de um sistema regional pautado no interesse dos Estados ou um sistema h\u00edbrido ref\u00e9m fundamentalmente do capital estrangeiro.\n\nEssa \u00faltima n\u00e3o \u00e9 uma perspectiva interessante para os pa\u00edses envolvidos no projeto, mas para aqueles cuja disponibilidade h\u00eddrica \u00e9 muito restrita.\n\nDe acordo com Lester Brown em artigo para o L\u00ea Monde Diplomatique, 70% de toda \u00e1gua dispon\u00edvel para o consumo no planeta \u00e9 utilizada na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, 20% em processos industriais e somente 10% para abastecimento populacional. A partir desses dados, o cruzamento do cen\u00e1rio de crescimento populacional com o de escassez h\u00eddrica indica que os pa\u00edses nos quais a disponibilidade de \u00e1gua \u00e9 restrita tender\u00e3o a trocar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos pelo abastecimento populacional, o que sugere um aumento de press\u00e3o sobre as \u00e1reas agricult\u00e1veis com disponibilidade h\u00eddrica. Na pr\u00e1tica, utiliza-se o alimento, que a cada tonelada equivale a mil toneladas de \u00e1gua, como intermediador da troca.\n\nA amplia\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de interdepend\u00eancia em torno do tema faz com que o projeto ultrapasse os limites de uma experi\u00eancia de constru\u00e7\u00e3o conjunta de marcos supranacionais de gest\u00e3o.\n\nA confirma\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios de crescimento populacional e restri\u00e7\u00e3o h\u00eddrica tendem a trazer a tona tem\u00e1ticas como seguran\u00e7a alimentar e soberania nacional.\n\nA m\u00e9dio-longo prazo, o relaxamento das barreiras n\u00e3o tarif\u00e1rias no \u00e2mbito da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio parece inevit\u00e1vel.\n\n<strong>Neste sentido \u00e9 interessante observar o comportamento das grandes transnacionais no que parece ser uma concess\u00e3o silenciosa de mercados:<\/strong>\u00a0alimentos por \u00e1gua.\n\n<strong>Aqu\u00edfero Guarani &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0\u00e9 a maior reserva subterr\u00e2nea de \u00e1gua da Am\u00e9rica do Sul e uma das maiores do mundo. Ocupa uma \u00e1rea total de aproximadamente 1,2 milh\u00e3o de km\u00b2 e est\u00e1 localizado na regi\u00e3o centro-leste da Am\u00e9rica do Sul, na bacia do Rio Paran\u00e1 e parte da bacia do Chaco-Paran\u00e1. Estende-se pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.\n\nO nome\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>? oi sugerido pelo ge\u00f3logo uruguaio Danilo Anton, em 1994, e aprovado com o respaldo dos quatro pa\u00edses em uma reuni\u00e3o em Curitiba (Paran\u00e1), em maio de 1996.\n\nO objetivo era unificar a nomenclatura das forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas que formam o aqu\u00edfero, e que recebem nomes diferentes nos quatro pa\u00edses do Mercosul (Piramb\u00f3ia\/Botucatu no Brasil; Misiones no Paraguai; Tacuaremb\u00f3 na Argentina e Buena Vista\/Tacuaremb\u00f3 no Uruguai), e, ao mesmo tempo, prestar uma homenagem \u00e0 mem\u00f3ria do povo ind\u00edgena da regi\u00e3o.\n\nSobre a \u00e1rea do\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0vive uma popula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 29,9 milh\u00f5es de pessoas. Nos quatro pa\u00edses, a regi\u00e3o tem uma intensa atividade agropecu\u00e1ria.\n<blockquote><strong>Argentina:\u00a0<\/strong>Neste pa\u00eds a \u00e1rea do Aqu\u00edfero \u00e9 de cerca de 255 mil km\u00b2, com os limites geogr\u00e1ficos ainda n\u00e3o definidos. Est\u00e1 localizado nas Prov\u00edncias de Misiones, Corrientes, e Entre Rios.<strong>\nBrasil:\u00a0<\/strong>A maior ocorr\u00eancia do\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0se d\u00e1 em territ\u00f3rio brasileiro, com 840 mil km\u00b2 (2\/3 da \u00e1rea total). Abrange os Estados de Goi\u00e1s, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.<strong>\nParaguai:\u00a0<\/strong>O\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0ocupa cerca de 71,7 mil km\u00b2 no Paraguai. Localiza- se nos departamentos de Amambay, Concepci\u00f3n, San Pedro, Canindey\u00fa, Alto Paran\u00e1, Caaguaz\u00fa, Caazap\u00e1, Guair\u00e1, Itap\u00faa, Misiones e \u00d1eembuc\u00fa.<strong>\nUruguai:\u00a0<\/strong>O Aqu\u00edfero ocupa 58,5 mil km\u00b2 e abrange os departamentos de Artigas, Paysand\u00fa, Salto, Rivera, Tacuaremb\u00f3, Rio Negro e Durazno.<\/blockquote>\n<strong>Aqu\u00edfero Guarani &#8211; Recarga, descarga e afloramento<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Aqu\u00edfero<\/strong>\u00a0tem zonas de recarga (locais onde a \u00e1gua ingressa no mesmo) e de descarga (onde a \u00e1gua sai). Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) \u00e9 de 160 km\u00b3\/ano, sendo que, desta, 40 km\u00b3\/ano constitui o potencial explot\u00e1vel (que pode ter uso econ\u00f4mico) sem riscos para o sistema aqu\u00edfero.\n\nAs principais zonas de recarga direta encontram-se nos Estados de S\u00e3o Paulo, Goi\u00e1s, Mato Grosso do Sul, Paran\u00e1 e Santa Catarina (Brasil). No Paraguai, encontram-se no Departamento de Alto Paran\u00e1 e Caaguaz\u00fa.\n\nAs principais zonas de descarga do aqu\u00edfero s\u00e3o as regi\u00f5es pr\u00f3ximas ao n\u00edvel de base do Rio Paran\u00e1 ou dentro da \u00e1rea de influ\u00eancia \u00e0 jusante de sua bacia hidrogr\u00e1fica, bem como, no Chaco Argentino.\n\nSobre a \u00e1rea de afloramento do Aqu\u00edfero (onde h\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o natural da rocha armazenadora de \u00e1gua) vivem cerca de 3,7 milh\u00f5es de pessoas.\n\nAs maiores ocupa\u00e7\u00f5es ocorrem nos Estados de S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul (Brasil), nos departamentos de Caaguazu (Paraguai), Rivera e Tacuaremb\u00f3 (Uruguai).\n\n<strong>Eis a import\u00e2ncia da identifica\u00e7\u00e3o de tais \u00e1reas, principalmente de afloramento e recarga:<\/strong>\u00a0s\u00e3o os locais mais suscept\u00edveis \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e biol\u00f3gica (esta \u00faltima, a possibilidade mais remota).\n\nO\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0constitui-se, por sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e pelo tamanho de seu manancial, em uma importante reserva estrat\u00e9gica para o abastecimento da popula\u00e7\u00e3o, para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social e para atividades de lazer da regi\u00e3o.\n\nPor essa import\u00e2ncia estrat\u00e9gica, \u00e9 necess\u00e1ria uma atua\u00e7\u00e3o conjunta dos pa\u00edses do Mercosul para evitar a sua contamina\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Aqu\u00edfero Guarani &#8211; Caracter\u00edsticas gerais<\/strong>\n\nNo senso comum, predomina a ideia de que a \u00e1gua do\u00a0<strong>Aqu\u00edfero<\/strong>\u00a0\u00e9 doce e pr\u00f3pria para o consumo humano, sem necessidade de tratamento. Esta no\u00e7\u00e3o vale para uma parte da \u00e1gua. Nem toda ela \u00e9 doce.\n\n<strong>Evid\u00eancias demonstram a exist\u00eancia de pelo menos tr\u00eas tipos de \u00e1gua dentro do sistema Guarani:<\/strong>\u00a0tipicamente \u00e1gua doce, \u00e1gua salobra e \u00e1gua alcalina.\n\nEssas \u00e1guas podem ser usadas para consumo humano, agricultura e, por atingirem temperaturas elevadas, tamb\u00e9m como \u00e1guas termais (lazer e ind\u00fastria). Uma estimativa da \u00e1rea do Guarani, com potencial de produ\u00e7\u00e3o de \u00e1guas termais superiores a 38\u00baC, atinge aproximadamente 380 mil km\u00b2? e um pouco mais de 30 mil km\u00b2 apresenta temperaturas mais elevadas, superiores a 60\u00baC.\n\n<strong>Atividades e explora\u00e7\u00e3o do Aqu\u00edfero<\/strong>\n\n<strong>A regi\u00e3o onde est\u00e1 localizado o Aqu\u00edfero Guarani \u00e9 caracterizada por intensa atividade agropecu\u00e1ria:<\/strong>\u00a0culturas de soja, milho, arroz, trigo, feij\u00e3o, frutas, tabaco, batata, cevada, sucro-alcooleira e pecu\u00e1ria de corte. Todas com uso intensivo de venenos (agrot\u00f3xicos).\n<blockquote><strong>Argentina:\u00a0<\/strong>A maior explora\u00e7\u00e3o do Guarani neste pa\u00eds se d\u00e1 nas cidades de Conc\u00f3rdia, C\u00f3lon e Villa Elisa (Prov\u00edncia de Entre Rios), com o objetivo hidrotermal (turismo).<strong>\nBrasil:\u00a0<\/strong>Dos quatro pa\u00edses do Mercosul, o Brasil \u00e9 o que mais tem feito uso do Aqu\u00edfero. Segundo relat\u00f3rio da Cetesb de 1997, 72% dos 645 munic\u00edpios do Estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o total ou parcialmente abastecidos por \u00e1gua subterr\u00e2nea e 47% deles s\u00e3o inteiramente abastecidos por \u00e1gua subterr\u00e2nea. Naquele Estado, ?o Guarani \u00e9 explorado por mais de 1000 po\u00e7os, muitos deles perfurados sem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o ou controle. O uso principal da \u00e1gua do Guarani no Brasil \u00e9 para o consumo humano (70%). Em seguida, para o setor industrial (25%) e para o hidrotermalismo recreativo e terap\u00eautico (5%).<strong>\nParaguai:\u00a0<\/strong>O uso principal do\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0\u00e9 para o consumo humano. Cerca de 80% do Paraguai \u00e9 abastecido por \u00e1gua subterr\u00e2nea. Estima-se em 1,4 mil a quantidade de po\u00e7os s\u00f3 no Paraguai Oriental.<strong>\nUruguai:\u00a0<\/strong>O uso principal das \u00e1guas do\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0no Uruguai \u00e9 para o hidrotermalismo, principalmente nos departamentos de Salto e Paysand\u00fa.<\/blockquote>\nA \u00e1rea sob a qual se encontra o\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0\u00e9 vulner\u00e1vel e vem sendo explorada, desde o in\u00edcio, sem planejamento, sem uma devida gest\u00e3o ambiental que possa evitar a contamina\u00e7\u00e3o e a sobrexplora\u00e7\u00e3o do aqu\u00edfero.\n\nSabe-se que a explora\u00e7\u00e3o excessiva leva ao rebaixamento do len\u00e7ol fre\u00e1tico, coisa que j\u00e1 vem ocorrendo na regi\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto, com impacto nas \u00e1guas subterr\u00e2neas e superficiais.\n\n<strong>Aqu\u00edfero Guarani &#8211; Extens\u00e3o<\/strong>\n\nO chamado\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani\u00a0<\/strong>\u00e9 a maior reserva de \u00e1gua subterr\u00e2nea que existe no mundo. Parte da \u00e1gua da chuva escorre pelos rios e a outra infiltra-se no subsolo constituindo as \u00e1guas subterr\u00e2neas, tamb\u00e9m denominadas aqu\u00edferos. H\u00e1 milh\u00f5es de anos, a regi\u00e3o era um imenso deserto. Lavras vulc\u00e2nicas (basalto) se espalharam sobre a \u00e1rea e prensaram a areia, formando a rocha arenito (guarani), que armazenou \u00e1gua entre os poros. Assim \u00e9 que foi formado o\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani.<\/strong>\n\n<strong>A sua extens\u00e3o territorial total \u00e9 muito grande, com cerca de 119.460.000 hectares, abrangendo 4 pa\u00edses e 8 estados no Brasil, conforme se pode constatar nos quadros a seguir:<\/strong>\n\n<strong>PAISES DE ABRANG\u00caNCIA NO AQUIFERO GUARANI<\/strong>\n<table border=\"0\" width=\"90%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">Pa\u00edses<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00c1rea ( hectares)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">(%)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>1- Brasil<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">83.900.000<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">70,3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>2- Argentina<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">22.550.000<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">18,9<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>3- Paraguai<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">7.170.000<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">6,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>4- Uruguai<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">5.840.000<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">4,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">Total<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">119.460.000<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">100,0<\/th>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>ABRANG\u00caNCIAS NOS ESTADOS BRASILEIROS<\/strong>\n<table border=\"0\" width=\"90%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">Estados<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">\u00c1rea ( hectares)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">(%)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>1- Mato Grosso<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">21.394.500<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">25,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>2- Rio Grande do Sul<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">15.773.200<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">18,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>3- S\u00e3o Paulo<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">15.521.500<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">18,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>4- Paran\u00e1<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">13.088.400<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">15,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>5- Goi\u00e1s<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">5.453.500<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">6,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>6- Minas<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">5.117.900<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">6,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>7- Santa Catarina<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">4.950.100<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">5,9<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>8- Mato Grosso<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">2.600.900<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">3,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">Total<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">83.900.000<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\">100,0<\/th>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\nComo se observa, a maior \u00e1rea encontra-se no Brasil, com 83.900.000 hectares, o que representa 70,3 %. O Estado brasileiro de maior abrang\u00eancia do Aqu\u00edfero \u00e9 Mato Grosso do Sul, com 21.394.500 hectares, representando 25,5 %. Santa Catarina, por sua vez, \u00e9 contemplada com 4.950.100 hectares (5,9 %), localizados principalmente no planalto catarinense. O volume de \u00e1gua, consequentemente, \u00e9 muito grande, estimado em torno de 50 trilh\u00f5es de metros c\u00fabicos, e 90 % desta \u00e1gua toda ainda \u00e9 pot\u00e1vel. A profundidade da \u00e1gua subterr\u00e2nea vai at\u00e9 1.500 metros, e a temperatura varia de 33 a 65\u00baC.\n\nPara se ter uma ideia do potencial de abastecimento, considerando o consumo de 100 litros\/habitante\/dia, numa popula\u00e7\u00e3o estimada de 5,5 milh\u00f5es de pessoas (popula\u00e7\u00e3o aproximada do Estado de Santa Catarina), daria para abastecer durante 200 anos. Contudo, o\u00a0<strong>Aqu\u00edfero Guarani<\/strong>\u00a0vem sendo contaminado, principalmente por agrot\u00f3xicos, nas \u00e1reas em que aflora na superf\u00edcie terrestre.\n\n\u00c9 o que apontam pesquisadores da EMBRAPA. O estudo mostra 4 \u00e1reas no pa\u00eds onde a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 prec\u00e1ria. Uma delas \u00e9 o planalto serrano catarinense, em raz\u00e3o da grande quantidade de agrot\u00f3xicos utilizada na cultura da ma\u00e7\u00e3 e de outras frut\u00edferas de clima temperado. Sabe-se tamb\u00e9m que s\u00e3o abertos por ano cerca de 700 po\u00e7os artesianos no Estado, representando s\u00e9rios riscos de contamina\u00e7\u00e3o, uma vez que o trabalho \u00e9 executado indiscriminadamente, sem crit\u00e9rios e sem tecnologia adequada.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.moderna.com.br\/www.cori.unicamp.br(Daniel Rocha de Abreu Salom\u00e9)\/www.revisaovirtual.com\/arruda.rits.org.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aqu\u00edfero Guarani, Brasil, Localiza\u00e7\u00e3o, Tipos, O que \u00e9, Reserva, \u00c1gua, V\u00eddeo, Mundo, Uso, Utiliza\u00e7\u00e3o, Import\u00e2ncia, Caracter\u00edsticas, Aqu\u00edfero Guarani<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5758,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-19709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Aqu\u00edfero Guarani - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Aqu\u00edfero Guarani - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Aqu\u00edfero Guarani, Brasil, Localiza\u00e7\u00e3o, Tipos, O que \u00e9, Reserva, \u00c1gua, V\u00eddeo, Mundo, Uso, Utiliza\u00e7\u00e3o, Import\u00e2ncia, Caracter\u00edsticas, Aqu\u00edfero Guarani\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-12-08T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-09-01T15:24:23+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aquife38.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"315\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"416\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"26 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Aqu\u00edfero Guarani\",\"datePublished\":\"2015-12-08T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T15:24:23+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/\"},\"wordCount\":5290,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/aquife38.jpg\",\"articleSection\":[\"Meio Ambiente\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/\",\"name\":\"Aqu\u00edfero Guarani - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/aquife38.jpg\",\"datePublished\":\"2015-12-08T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T15:24:23+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/aquife38.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/aquife38.jpg\",\"width\":315,\"height\":416},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/aquifero-guarani-3\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Aqu\u00edfero Guarani\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Aqu\u00edfero Guarani - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Aqu\u00edfero Guarani - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Aqu\u00edfero Guarani, Brasil, Localiza\u00e7\u00e3o, Tipos, O que \u00e9, Reserva, \u00c1gua, V\u00eddeo, Mundo, Uso, Utiliza\u00e7\u00e3o, Import\u00e2ncia, Caracter\u00edsticas, Aqu\u00edfero Guarani","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-12-08T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-09-01T15:24:23+00:00","og_image":[{"width":315,"height":416,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aquife38.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"26 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Aqu\u00edfero Guarani","datePublished":"2015-12-08T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T15:24:23+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/"},"wordCount":5290,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aquife38.jpg","articleSection":["Meio Ambiente"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/","name":"Aqu\u00edfero Guarani - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aquife38.jpg","datePublished":"2015-12-08T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T15:24:23+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aquife38.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aquife38.jpg","width":315,"height":416},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/aquifero-guarani-3\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Aqu\u00edfero Guarani"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19709"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19710,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19709\/revisions\/19710"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5758"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}