{"id":19660,"date":"2015-12-03T00:00:00","date_gmt":"2015-12-03T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/perolas-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:24:05","modified_gmt":"2026-09-01T15:24:05","slug":"perolas-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/perolas-3\/","title":{"rendered":"P\u00e9rolas"},"content":{"rendered":"\nUma p\u00e9rola natural \u00e9 formada organicamente quando um irritante se encontra acidentalmente dentro do m\u00fasculo do tecido mole da ostra. Esse irritante, como areia ou poeira da \u00e1gua do mar, ativa o mecanismo de defesa da ostra, fazendo com que ela produza camadas de secre\u00e7\u00f5es. A secre\u00e7\u00e3o (tamb\u00e9m chamada de n\u00e1car ) se desenvolve lentamente em uma p\u00e9rola natural.\n\n<strong>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a na forma como uma p\u00e9rola cultivada \u00e9 formada?<\/strong>\n\nBasicamente, uma p\u00e9rola cultivada nasce atrav\u00e9s do mesmo processo. No entanto, a principal diferen\u00e7a entre p\u00e9rolas naturais e p\u00e9rolas cultivadas \u00e9 que o irritante n\u00e3o \u00e9 inserido acidentalmente.\n\nP\u00e9rolas naturais s\u00e3o criadas no oceano. Pode levar mais de 100.000 dessas criaturas do fundo do mar para fazer apenas um fio de p\u00e9rolas. E, com tantos predadores mar\u00edtimos, polui\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica, mergulhadores de ostras e outros fatores que causam mortes prematuras aos animais, encontrar gemas de qualidade ao mergulhar em busca de p\u00e9rolas \u00e9 bastante raro nos dias de hoje.\n\nUma vez que o irritante \u00e9 colocado dentro da ostra, o resto do processo de crescimento da p\u00e9rola cultivada \u00e9 natural. O animal \u00e9 cuidado e nutrido por fazendeiros de p\u00e9rolas que n\u00e3o querem nada al\u00e9m de uma colheita bem-sucedida. Com sorte, experi\u00eancia e cuidados, as ostras passam a criar gemas de alta qualidade, com a mesma qualidade de p\u00e9rolas das p\u00e9rolas naturais.\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160813 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/perola.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/>\n\nP\u00e9rolas, em cores fascinantes, do branco-prata ao amarelo, azul e preto iridescente, sempre enfeitaram e enfeiti\u00e7aram as mulheres. A cultura em \u00e1gua doce ou salgada produz anualmente grandes quantidades de p\u00e9rolas, para deleite de muitos.\n\nAs p\u00e9rolas s\u00e3o dos materiais de gema que mais cedo foram utilizados para adorno pessoal. Os escritos mais antigos que mencionam p\u00e9rolas datam de cerca de 2000 anos a.C..\n\nA exagerada procura de p\u00e9rolas e a polui\u00e7\u00e3o levou ao quase esgotamento deste recurso por todo o mundo. Embora atualmente o mercado das p\u00e9rolas esteja baseado quase exclusivamente em p\u00e9rolas de cultura, \u0093(\u0085) nalguns pa\u00edses ainda h\u00e1 procura de p\u00e9rolas naturais, como por exemplo em Bahrein, Dubai, Tail\u00e2ndia, Myanmar (antiga Birm\u00e2nia) e Sri-Lanka.\u0094 (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)\n\nA atual palavra p\u00e9rola vem do latim pirla, diminutivo de pira, em alus\u00e3o \u00e0 forma alongada das p\u00e9rolas dos pendentes. Para os Romanos a p\u00e9rola era um s\u00edmbolo do amor e chamavam-lhe margarita.\n\nAs p\u00e9rolas s\u00e3o produzidas por organismos (moluscos), que vivem tanto em \u00e1guas salgadas como em \u00e1guas doces. Os moluscos produtores de p\u00e9rolas mais importantes s\u00e3o as ostras em \u00e1guas salgadas e os mexilh\u00f5es em \u00e1guas doces. Estes organismos pertencem a um subgrupo de moluscos constitu\u00eddos por uma concha formada por duas partes, sendo por isso denominados de bivalves.\n\nAs p\u00e9rolas, ao contr\u00e1rio da maioria dos minerais, n\u00e3o necessitam de lapida\u00e7\u00e3o ou polimento para revelarem a sua beleza e poderem ser utilizadas em joalharia.\n\n<strong>Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nSegundo alguns autores, o processo natural de forma\u00e7\u00e3o da p\u00e9rola tem in\u00edcio quando uma subst\u00e2ncia estranha \u0096 um gr\u00e3o de areia, por exemplo \u0096 se deposita no interior do bivalve, causando-lhe uma irrita\u00e7\u00e3o, que desencadeia uma rea\u00e7\u00e3o para tentar isolar o &#8220;invasor&#8221;, que inclui a produ\u00e7\u00e3o de uma secre\u00e7\u00e3o que recobre o corpo estranho.\n\nEsta secre\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda por n\u00e1car, composto quase exclusivamente por carbonato de c\u00e1lcio (sob a forma de cristais de aragonite) e por uma subst\u00e2ncia proteica denominada conchina.\n\nOs cristais de aragonite disp\u00f5em-se em camadas finas e conc\u00eantricas sobrepostas com a conchina e \u00e9 esta estrutura que produz o brilho especial das p\u00e9rolas dito de nacarado. No entanto, alguns investigadores sugerem outras causas para a forma\u00e7\u00e3o das p\u00e9rolas, nomeadamente altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas que conduzem \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do n\u00e1car.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"P\u00e9rolas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/perola1.jpg\" alt=\"P\u00e9rolas\" width=\"218\" height=\"200\" \/><\/p>\n<strong>Cultura<\/strong>\n\nV\u00e1rios japoneses, no fim do sec. XIX, levaram a cabo uma s\u00e9rie de experi\u00eancias que conduziram \u00e0 moderna t\u00e9cnica de cultivo de p\u00e9rolas. Entre eles estava Kokichi Mikimoto, que embora n\u00e3o tenha sido o primeiro a desenvolver o m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o de p\u00e9rolas esf\u00e9ricas, foi sem d\u00favida um dos seus pioneiros e o l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de p\u00e9rolas de \u00e1gua salgada, bem como no seu marketing. Kokichi Mikimoto ajudou a desenvolver uma ind\u00fastria que permite a compra de p\u00e9rolas por muitas gentes em todo o mundo.\n\nNas <strong>p\u00e9rolas de cultura de \u00e1gua salgada<\/strong> \u00e9 introduzido dentro de cada ostra um (ou mais) n\u00facleo redondo (geralmente de madrep\u00e9rola), juntamente com um excerto de tecido de uma ostra semelhante. \u00c9 o peda\u00e7o de tecido que vai desencadear o processo de produ\u00e7\u00e3o de n\u00e1car, por parte da ostra hospedeira, para envolver o n\u00facleo e desta forma produzir uma p\u00e9rola. As ostras s\u00e3o depois inseridas dentro de uma esp\u00e9cie de cestos, que s\u00e3o mergulhados nas \u00e1guas do meio ambiente natural, a determinadas profundidades.\n\nOs n\u00facleos de madrep\u00e9rola s\u00e3o esferas feitas a partir da concha de bivalves provenientes do rio Mississipy, nos E.U.A. Os excertos de tecido s\u00e3o obtidos a partir da morte de ostras perl\u00edferas locais.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"P\u00e9rolas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/perola2.jpg\" alt=\"P\u00e9rolas\" width=\"159\" height=\"189\" \/><\/p>\nNeste processo de cultura de p\u00e9rolas uma grande parte das ostras rejeitam o n\u00facleo, muitas morrem e s\u00f3 uma pequena parte produz p\u00e9rolas. A quantidade de n\u00e1car de cada p\u00e9rola vai depender do tempo que o molusco teve para o produzir; cada camada corresponde \u00e0 produ\u00e7\u00e3o durante uma esta\u00e7\u00e3o do ano. Quanto mais tempo as ostras tiverem para produzir n\u00e1car, de maior qualidade ser\u00e3o as p\u00e9rolas. \u00c9 a espessura do n\u00e1car que ajuda a preservar a cor natural, o brilho e a beleza da p\u00e9rola, para al\u00e9m do que uma camada muito fina de n\u00e1car pode facilmente descamar com o uso, deixando \u00e0 vista o n\u00facleo, ficando a p\u00e9rola muito danificada.\n\nAs ostras mais importantes na produ\u00e7\u00e3o de p\u00e9rolas pertencem ao g\u00e9nero Pinctada, que tendem a viver em zonas bem definidas.\n\n<strong>Geralmente podemos agrupar as p\u00e9rolas em 3 grupos, de acordo com a sua proveni\u00eancia:<\/strong>\n<blockquote>As chamadas p\u00e9rolas japonesas ou p\u00e9rolas de cultura Akoya, prov\u00eam da ostra Akoya cujo nome cient\u00edfico \u00e9 Pinctada imbricata; estas ostras tamb\u00e9m vivem em \u00e1guas da Coreia, China, Hong Kong e Sri-Lanka;\n\nAs p\u00e9rolas australianas ou p\u00e9rolas de cultura dos mares do Sul prov\u00eam de esp\u00e9cies maiores, de l\u00e1bio branco, como a Pinctada maxima;\n\nAs p\u00e9rolas negras do Tahiti e das Ilhas Cook s\u00e3o produzidas pelas ostras de l\u00e1bio negro ou Pinctada margaritifera.<\/blockquote>\nAs p\u00e9rolas dos mares do Sul prov\u00eam de v\u00e1rios pa\u00edses: Austr\u00e1lia, Indon\u00e9sia e Filipinas. Tamb\u00e9m est\u00e3o inclu\u00eddos neste grupo a Mal\u00e1sia, o Vietname e Myanmar, mas ainda t\u00eam pouca express\u00e3o em termos de volume de produ\u00e7\u00e3o.\n\nAs ostras Akoya t\u00eam entre 7 e 8 cm de di\u00e2metro e produzem p\u00e9rolas entre os 2 e os 9 mm, raramente com 10 mm. At\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de 60 eram deixadas debaixo de \u00e1gua durante cerca de dois anos e meio mas, devido \u00e0s exig\u00eancias do mercado, o tempo de cultivo foi diminuindo e atualmente ronda os 5 a 7 meses. S\u00e3o geralmente cremes, amareladas e esverdeadas. S\u00e3o frequentemente branqueadas para melhorar a sua cor (tratamento aceit\u00e1vel) e, por vezes, tingidas para a modificar (tratamento n\u00e3o aceit\u00e1vel). A percentagem de p\u00e9rolas redondas obtida com estas ostras \u00e9 substancialmente maior do que com as ostras dos mares do Sul.\n\nAs p\u00e9rolas dos mares do Sul s\u00e3o facilmente identific\u00e1veis pelo seu tamanho maior, entre os 9 e os 17mm (cada ostra tem entre 25 a 35 cm e pode chegar a pesar 5Kg). O tempo de cultivo varia entre dois e tr\u00eas anos. Podem ter v\u00e1rias cores, como branco, prateado, rosado, creme, champanhe, amarelo, verde e azul. S\u00f3 uma percentagem muito reduzida da produ\u00e7\u00e3o total tem forma redonda; as restantes formas s\u00e3o: quase redonda, oval, gota, bot\u00e3o e barrocas (irregulares).\n\nNas ostras Akoya s\u00e3o muitas vezes inseridos mais do que um n\u00facleo e as mesmas ostras nunca voltam a ser nucleadas. Nas ostras dos mares do Sul apenas um n\u00facleo \u00e9 introduzido de cada vez, mas o processo pode repetir-se at\u00e9 um m\u00e1ximo de 3 vezes, se a sa\u00fade e idade da ostra assim o permitir.\n\nAs ostras que d\u00e3o p\u00e9rolas negras, i.e., de cores escuras, tamb\u00e9m se encontram noutras \u00e1guas tropicais, como na Indon\u00e9sia e nas Filipinas, mas \u00e9 no Tahiti que se produzem os melhores exemplares. Com uma dimens\u00e3o entre os 12 a 15 cm, estas ostras produzem p\u00e9rolas com um di\u00e2metro que varia entre os 8 e os 16 mm.\n\nPermanecem cerca de 22 a 26 meses submersas e a percentagem de ostras que, ap\u00f3s ter sido inserido o n\u00facleo, produz p\u00e9rolas com qualidade \u00e9 muito reduzida\n\n. N\u00e3o obstante, o mercado destas p\u00e9rolas tem-se vindo a desenvolver muito, devido ao intenso marketing que tem sido feito.\n\nA cultura de p\u00e9rolas produz, por vezes, juntamente com as p\u00e9rolas cultivadas, um subproduto sob a forma de uma pequenina p\u00e9rola sem n\u00facleo e com uma forma irregular. S\u00e3o as chamadas p\u00e9rolas Keshi, que devido ao seu tamanho reduzido s\u00e3o dif\u00edceis de furar e s\u00e3o, por isso, frequentemente enviadas para pa\u00edses de m\u00e3o-de-obra barata para as furarem, de forma a poderem constituir colares e braceletes.\n\nAs\u00a0<strong>p\u00e9rolas de cultura de \u00e1gua<\/strong>\u00a0doce prov\u00eam quase todas do mexilh\u00e3o da esp\u00e9cie Hyriopsis schlegeli, que com 15 anos pode atingir os 30 cm de comprimento e os 20 cm de largura. Na China a taxa de crescimento destes mexilh\u00f5es \u00e9 muito r\u00e1pida; em 5 ou 6 meses atingem os 7 a 9 cm e est\u00e3o prontos a serem \u0093cultivados\u0094.\n\nO processo de cultura, embora semelhante ao de \u00e1gua salgada, \u00e9 feito geralmente sem a introdu\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo rijo; 95 a 98% das p\u00e9rolas de \u00e1gua doce n\u00e3o s\u00e3o nucleadas. Dependendo do tamanho do mexilh\u00e3o podem ser inseridos 20 a 60 peda\u00e7os de tecido (de outros moluscos), em cada um. Posteriormente, e tal como acontece com as ostras, s\u00e3o introduzidos na \u00e1gua, no seu meio ambiente natural e \u00e9 s\u00f3 esperar. Ao fim de tr\u00eas anos cerca de 30% das p\u00e9rolas atingiram os 7mm e ao fim de quatro anos perto de 80% das p\u00e9rolas t\u00eam 7mm ou mais.\n\nTal como com as p\u00e9rolas dos mares do Sul, tamb\u00e9m os mexilh\u00f5es podem voltar a ser \u0093cultivados\u0094 at\u00e9 um m\u00e1ximo de tr\u00eas vezes. Estas p\u00e9rolas s\u00e3o muito variadas na forma, na cor e no tamanho que apresentam; s\u00e3o raras as formas perfeitamente redondas e o tamanho m\u00e9dio ronda os 4 a 5 mm.\n\nOs Chineses foram os primeiros a descobrir, h\u00e1 muitos s\u00e9culos atr\u00e1s, que as p\u00e9rolas podiam ser cultivadas utilizando para isso mexilh\u00f5es de \u00e1gua doce. Mas os produtos resultantes n\u00e3o eram verdadeiras p\u00e9rolas e s\u00f3 muito mais tarde (nos anos 20) os japoneses experimentaram a cultura de p\u00e9rolas de \u00e1gua doce no lago Biwa. Ap\u00f3s v\u00e1rias tentativas, em 1946, obt\u00eam sucesso e estas p\u00e9rolas invadem o mercado.\n\nEm 1960 a China volta \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, mas o produto continuava a ser de qualidade inferior ao produto japon\u00eas. S\u00f3 na d\u00e9cada de 80 e 90 \u00e9 que os chineses come\u00e7am a produzir p\u00e9rolas de \u00e1gua doce de boa qualidade, mais redondas e maiores que as dos japoneses.\n\nAtualmente a China lidera o mercado das p\u00e9rolas de \u00e1gua doce, produzindo anualmente um quantitativo que ronda as 800 toneladas. \u00c9 um pa\u00eds muito competitivo em termos de ritmo de produ\u00e7\u00e3o e custos finais, pois possui muita m\u00e3o-de-obra barata. Graves problemas de polui\u00e7\u00e3o no lago Biwa levou a uma dr\u00e1stica diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o japonesa.\n\n\u00c9 tamb\u00e9m por volta desta altura que a China come\u00e7a a produzir grandes quantidades de p\u00e9rolas de \u00e1gua salgada, akoya, amea\u00e7ando a tradicional cultura japonesa. Problemas de polui\u00e7\u00e3o na \u00e1gua do mar e maiores custos de produ\u00e7\u00e3o japoneses levaram ao decr\u00e9scimo da sua produ\u00e7\u00e3o; \u0093recentemente os japoneses t\u00eam vindo a deslocar as suas quintas para os mares do Vietname e da Tail\u00e2ndia\u0094. (Rui Galopim de Carvalho, com. pess.)\n\nO pre\u00e7o das p\u00e9rolas \u00e9 baseado na quantidade dispon\u00edvel no mercado, no tamanho e na qualidade das mesmas. A qualidade por sua vez depende da forma, cor, brilho e textura da superf\u00edcie. Como j\u00e1 foi referido, \u00e9 a espessura de n\u00e1car que condiciona a cor e o brilho da p\u00e9rola, bem como a sua durabilidade. Uma p\u00e9rola com uma espessura de n\u00e1car razo\u00e1vel apresenta um bom lustro ou brilho e uma cor que vai ser mais persistente Desta forma, pode ser prefer\u00edvel comprar uma p\u00e9rola menos redonda ou at\u00e9 com algumas irregularidades naturais na sua superf\u00edcie, mas com uma espessura razo\u00e1vel de n\u00e1car, do que uma p\u00e9rola mais redonda e lisa, mas com uma camada muito fina desta subst\u00e2ncia.\n\n<strong>Forma\u00e7\u00e3o das p\u00e9rolas<\/strong>\n\nAs P\u00e9rolas s\u00e3o produzidas por moluscos (ostras) marinhos ou de \u00e1gua doce e podem ser classificadas como naturais ou cultivadas. As P\u00e9rolas naturais se formam quando um corpo estranho (um gr\u00e3o de areia, um ovo de peixe, ou fragmento de concha) entra numa ostra causando-lhe tamanha irrita\u00e7\u00e3o que a faz produzir uma subst\u00e2ncia chamada n\u00e1car para cobrir o corpo estranho isolando-o. Este processo ocorre naturalmente sem a interven\u00e7\u00e3o humana.\n\nAs P\u00e9rolas cultivadas s\u00e3o produzidas pelos moluscos da mesma forma que as naturais, por\u00e9m com uma diferen\u00e7a: o corpo estranho \u00e9 inserido na ostra pelo homem denominando-se este processo de cultivo.\n\n<strong>Como conservar<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"P\u00e9rolas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/perola8.jpg\" alt=\"P\u00e9rolas\" width=\"203\" height=\"133\" \/><\/p>\nComo todas as P\u00e9rolas, independente de serem cultivadas ou naturais, s\u00e3o de origem org\u00e2nica, parte de sua composi\u00e7\u00e3o (c\u00e1lcio, prote\u00edna e \u00e1gua) pode sofrer ressecamento, rachaduras e arranh\u00f5es se alguns cuidados b\u00e1sicos n\u00e3o forem adotados para preservar seu brilho e tempo de vida.\n<blockquote>Evitar limp\u00e1-las com escova de dente, detergentes, sab\u00e3o, sabonete, solu\u00e7\u00e3o para limpeza de joias, bicarbonato de s\u00f3dio, etc.\nEvitar que entrem em contato com cosm\u00e9ticos, poeira, suor e produtos qu\u00edmicos.\nEvitar tomar banho com as p\u00e9rolas, pois o cloro e sab\u00e3o ir\u00e3o danific\u00e1-las.\nN\u00e3o deix\u00e1-las em ambiente seco ou quente demais para que n\u00e3o fiquem ressecadas.\nP\u00e9rolas intercaladas com fio de ouro (exceto as do tipo Mabe e meia P\u00e9rola) podem ser periodicamente mergulhadas em \u00e1gua morna e sab\u00e3o neutro. Limp\u00e1-las com pincel macio para eliminar gorduras e enxaguar bem.\nComo possuem dureza baixa, devem ser guardadas individualmente para que outras joias n\u00e3o lhe causem arranh\u00f5es na superf\u00edcie.\nPessoas que transpiram muito podem usar as p\u00e9rolas sobre a roupa para evitar seu contato com o suor.\nSempre ap\u00f3s utilizar uma joia com p\u00e9rolas \u00e9 conveniente limp\u00e1-la com o uso de uma flanela ou toalha macia umedecida com \u00e1gua antes de guard\u00e1-la.\nPara joias que utilizam fios de linha, periodicamente reenfie as contas numa nova linha para preservar o interior da perfura\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\nFonte: www.naturlink.pt\/pedramistica.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00e9rolas, Tipos, Cultura, Negras, O que s\u00e3o, Origem, Hist\u00f3ria, J\u00f3ia, Como Se Formam, Gemas, Ostra, Cuidados, P\u00e9rolas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5529,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-19660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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