{"id":19625,"date":"2015-12-02T00:00:00","date_gmt":"2015-12-02T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/geografia-economica-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:23:58","modified_gmt":"2026-09-01T15:23:58","slug":"geografia-economica-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/geografia-economica-3\/","title":{"rendered":"Geografia Econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"\n<strong>Geografia Econ\u00f4mica &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA geografia econ\u00f4mica floresceu muito al\u00e9m de seu foco original na localiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o para abarcar as muitas outras for\u00e7as humanas &#8211; sociais, culturais, pol\u00edticas e institucionais &#8211; que afetam e s\u00e3o afetadas pela atividade econ\u00f4mica. A mudan\u00e7a constante garante que novas ideias e novos conhecimentos emp\u00edricos sejam sempre caracter\u00edsticos do campo, e isso atrai novos pesquisadores e suas novas ideias e novas abordagens.\n\nA geografia econ\u00f4mica \u00e9 ao mesmo tempo a forma como se organizam geograficamente as atividades econ\u00f4micas das empresas e das pessoas e um campo acad\u00e9mico que procura compreender e explicar a localiza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da atividade econ\u00f4mica.\n\nUm grupo de ge\u00f3grafos em meio de carreira (ou seja, n\u00e3o s\u00eanior) prop\u00f4s recentemente uma agenda de pesquisa para geografia econ\u00f4mica, centrada em cinco temas de pesquisa sobre os quais muito pouco se sabe: redes, empresas e mercados; geografia econ\u00f4mica da mudan\u00e7a ambiental global; a geografia das finan\u00e7as; propriedade digital incluindo desafios, processos, regulamenta\u00e7\u00e3o; e uma geografia econ\u00f4mica mais &#8216;global&#8217;. Esses e outros t\u00f3picos emergentes estar\u00e3o entre as geografias econ\u00f4micas futuras a serem escritas.\n\n<strong>MERCOSUL\nGeografia Econ\u00f4mica: vantagens e limites fundados no processo de integra\u00e7\u00e3o<\/strong>*\nAlex Saludjian\n\nA partir da aplica\u00e7\u00e3o do enfoque da geografia econ\u00f4mica ao processo de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Mercosul, o autor discute neste artigo as vantagens e os limites dessa abordagem e assinala a aus\u00eancia de certas vari\u00e1veis fundamentais e merecedoras de considera\u00e7\u00e3o no estudo das economias da regi\u00e3o. Para Alexis Saludjian, os aspectos monet\u00e1rios e financeiros s\u00e3o de primordial import\u00e2ncia no regime voltado para o dom\u00ednio de acumula\u00e7\u00e3o financeira que prevalece na maioria dos pa\u00edses latino-americanos.\n\nA integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no processo de globaliza\u00e7\u00e3o, que recentemente se tornou objeto de maior interesse, foi uma das vias tra\u00e7adas para a busca de crescimento forte e sustent\u00e1vel. A integra\u00e7\u00e3o e a conforma\u00e7\u00e3o de blocos (Uni\u00e3o Europeia, Nafta, Mercosul, Asean, Uni\u00e3o Africana etc.) desenvolvem-se em todo o mundo e a geografia econ\u00f4mica foi mobilizada para fins de an\u00e1lise e renova\u00e7\u00e3o do estudo do crescimento e desenvolvimento econ\u00f4mico numa economia mundial que ressalta a import\u00e2ncia da integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica regional. Ela faz parte da discuss\u00e3o a respeito de ser o regionalismo um obst\u00e1culo ou um passo \u00e0 frente para uma globaliza\u00e7\u00e3o mais ampla e profunda.\n\nA nova teoria de com\u00e9rcio internacional salienta os efeitos din\u00e2micos que podem afetar a cria\u00e7\u00e3o de um com\u00e9rcio de natureza diferente, no qual a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica (novo regionalismo) desempenha um papel protag\u00f4nico sob a forma de maiores retornos, externalidades, vincula\u00e7\u00e3o e efeitos de aglomera\u00e7\u00e3o. De fato, conforme P. Krugman assinalou, h\u00e1 um contraste marcante entre a cria\u00e7\u00e3o dessas zonas e a inaptid\u00e3o ou relativa incapacidade de liberaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio no n\u00edvel global. Afigura-se mais prov\u00e1vel que a negocia\u00e7\u00e3o regional leve a outro resultado que n\u00e3o o livre com\u00e9rcio total ut\u00f3pico.\n\nOs estudos referidos foram usados recentemente numa an\u00e1lise do processo de integra\u00e7\u00e3o latino-americana. Vou apresentar um modelo anal\u00edtico e formal fundado nas teorias de P. Krugman e W. Ethier e mostrar que o tipo de integra\u00e7\u00e3o do Mercosul juntamente com a redu\u00e7\u00e3o da tarifa NMF pode levar a uma situa\u00e7\u00e3o de maior equil\u00edbrio para os pa\u00edses membros desse acordo, bem como para toda a economia mundial. De fato, os autores citados destacam que \u0093se sobrevier uma redu\u00e7\u00e3o adicional da tarifa NMF com a forma\u00e7\u00e3o de um bloco econ\u00f4mico (ou se o livre com\u00e9rcio mundial for estabelecido), o com\u00e9rcio mundial como um todo se expandir\u00e1. Em outras palavras, os consumidores poder\u00e3o, em cada pa\u00eds, desfrutar de maior n\u00famero de mercadorias estrangeiras\u0094 (Estevadeordal e outros, 2000).\nNa segunda se\u00e7\u00e3o ser\u00e3o assinalados v\u00e1rios limites e cr\u00edticas. De fato, foram negligenciadas na an\u00e1lise as caracter\u00edsticas fundamentais do regime de acumula\u00e7\u00e3o latino-americano desde o final do per\u00edodo de industrializa\u00e7\u00e3o via estrat\u00e9gia de desenvolvimento pela substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es, em fins da d\u00e9cada de 1970. O descaso por essas caracter\u00edsticas (como o par\u00e2metro de taxa real de c\u00e2mbio ou a dimens\u00e3o monet\u00e1ria) \u00e9 uma consequ\u00eancia do enfoque contempor\u00e2neo da nova teoria da geografia econ\u00f4mica e, em termos mais amplos, da nova teoria de com\u00e9rcio internacional baseada na concorr\u00eancia imperfeita e no modelo de Dixit-Stiglitz. Finalmente, assinalo que as conclus\u00f5es da mencionada an\u00e1lise poder\u00e3o n\u00e3o ser relevantes para o estudo do processo de integra\u00e7\u00e3o do Mercosul.\n\n<strong>A geografia econ\u00f4mica aplicada ao processo de integra\u00e7\u00e3o do Mercosul <\/strong>\n\nEm primeiro lugar, o novo modelo e enfoque da geografia econ\u00f4mica constituiu, no plano anal\u00edtico, um grande passo \u00e0 frente no sentido de uma representa\u00e7\u00e3o melhor \u0096 de maneira formal \u0096 da estrutura de mercado e de uma explica\u00e7\u00e3o do motivo pelo qual as manufaturas se concentram em algumas poucas regi\u00f5es, enquanto outras permanecem relativamente subdesenvolvidas. A estrutura conceitual desse enfoque \u00e9 muito mais interessante do que a teoria tradicional de com\u00e9rcio internacional fundada na concorr\u00eancia perfeita e concentrada no estudo das caracter\u00edsticas e da estrutura da negocia\u00e7\u00e3o internacional entre diferentes pa\u00edses que trocam bens distintos (com\u00e9rcio intersetorial entre pa\u00edses). Por outro lado, a nova geografia econ\u00f4mica concentra-se no com\u00e9rcio intra-setorial e estuda a aglomera\u00e7\u00e3o poss\u00edvel e os efeitos multiplicadores de pa\u00edses semelhantes e vizinhos cujos n\u00edveis de PIB s\u00e3o parecidos.\n\nA parte mais importante da aplica\u00e7\u00e3o de modelos gravitacionais trata de regi\u00f5es-pa\u00edses desenvolvidos ou altamente desenvolvidos. De fato, a aplica\u00e7\u00e3o desses modelos concentra-se em estados dos Estados Unidos e no processo de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. As aplica\u00e7\u00f5es desse novo conceito de regionalismo ao Mercosul n\u00e3o s\u00e3o numerosas. Ver, por exemplo, G. Piani e H. Kume (2000), M.I. Terra e A.\nGigliotti (1995), ou F. Darrigues e J.M. Montaud (2001).\n\n<strong>Aplica\u00e7\u00e3o ao Mercosul <\/strong>\n\nO processo de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Mercosul \u0096 iniciado em 1986 com os acordos de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica firmados entre a Argentina e o Brasil \u0096 estendeu-se rapidamente ao Uruguai e Paraguai. Em 1991, o Tratado de Assun\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o instrumento de funda\u00e7\u00e3o do Mercosul, fixa o dia 1\u00b0 de janeiro de 1995 como a data da cria\u00e7\u00e3o oficial dessa uni\u00e3o aduaneira incompleta. Durante a d\u00e9cada de 1990, um per\u00edodo convencionalmente descrito como o do milagre latino-americano durante o qual predominaram altos n\u00edveis de crescimento e de fluxos de capital \u0096 superiores aos da \u00c1sia nos \u00faltimos anos da d\u00e9cada de 1990 \u0096 a estrutura de mercado mudou radicalmente (liberaliza\u00e7\u00e3o, abertura do com\u00e9rcio, privatiza\u00e7\u00e3o, retirada do Estado etc.). Al\u00e9m disso, o com\u00e9rcio dentro do Mercosul, que representava apenas 8 a 10% do com\u00e9rcio total no princ\u00edpio da d\u00e9cada de 1990, chegou a 25% em 1997 e 1998 .\nO Mercosul foi, portanto, um exemplo singular de evolu\u00e7\u00e3o positiva acelerada do com\u00e9rcio intra-regional. Os programas de liberaliza\u00e7\u00e3o antes e no curso do processo de integra\u00e7\u00e3o tornaram os conceitos de novo\nregionalismo e de regionalismo aberto muito oportunos neste caso.\n\nEstevadeordal e outros (2000, p.23) foram claros ao expressar o seguinte: \u0093Nossa an\u00e1lise ser\u00e1 bastante direta, uma vez que tenhamos compreendido esta caracter\u00edstica fundamental do Mercosul: a redu\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de tarifas externas e internas\u0094. Contribui-se com isso para o debate a respeito de a cria\u00e7\u00e3o do Mercosul ser um obst\u00e1culo ou um passo \u00e0 frente para o livre com\u00e9rcio multilateral. Segundo os\nargumentos apresentados por W. Ethier (1998), o novo regionalismo reflete o sucesso do sistema de com\u00e9rcio multilateral e n\u00e3o o seu fracasso. Valendo-se de um modelo de com\u00e9rcio de Krugman com\ndistor\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias, esta an\u00e1lise mostra que o regionalismo pode desempenhar um papel decisivo na expans\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o da ordem de com\u00e9rcio liberal. Esta segunda onda de regionalismo sobreveio num ambiente econ\u00f4mico internacional muito diferente.\nA estrutura anal\u00edtica e a caracteriza\u00e7\u00e3o do \u0093novo regionalismo\u0094 Em primeiro lugar, o artigo de W. Ethier (1998) mostra, por meio da an\u00e1lise de fatos estilizados, que o Mercosul \u00e9 efetivamente um processo que tipifica o novo regionalismo:\n<blockquote>&#8211; Um pa\u00eds central \u00e9 maior do que os outros.\n&#8211; Pa\u00edses pequenos introduziram reformas unilaterais importantes.\n&#8211; O grau de liberaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 modesto.\n&#8211; Os acordos s\u00e3o unilaterais: h\u00e1 assimetria entre pa\u00edses pequenos e grandes.\n&#8211; A integra\u00e7\u00e3o \u00e9 profunda (n\u00e3o s\u00f3 h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o das barreiras ao com\u00e9rcio, como, tamb\u00e9m, harmoniza\u00e7\u00e3o e ajustamento de outras pol\u00edticas econ\u00f4micas).\n&#8211; O aspecto regional: os membros da regi\u00e3o s\u00e3o vizinhos (esta n\u00e3o \u00e9 realmente uma caracter\u00edstica nova quando comparada com o velho regionalismo).<\/blockquote>\nO autor acrescenta estas tr\u00eas hip\u00f3teses a respeito da regionaliza\u00e7\u00e3o e sua rela\u00e7\u00e3o com a liberaliza\u00e7\u00e3o:\n<blockquote><strong>1)<\/strong> A liberaliza\u00e7\u00e3o promove a regionaliza\u00e7\u00e3o (com base nos resultados dos modelos de equa\u00e7\u00e3o de gravita\u00e7\u00e3o).\n<strong>2)<\/strong> Quanto menos numerosos forem os participantes na negocia\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio, mais f\u00e1cil ser\u00e1 a consecu\u00e7\u00e3o de acordo.\n<strong>3)<\/strong> Quanto menos numerosos forem os participantes na negocia\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio, tanto maior ser\u00e1 o n\u00famero de temas nos quais se poder\u00e1 chegar a acordo.<\/blockquote>\nO resultado \u00e9 que \u0093o sucesso da liberaliza\u00e7\u00e3o multilateral induz uma mudan\u00e7a para o regionalismo o qual mant\u00e9m o ritmo da liberaliza\u00e7\u00e3o acima do que a negocia\u00e7\u00e3o multilateral ofereceria\u0094 (Ethier, 1998, p.1154).\n\nEm segundo lugar, usando um prot\u00f3tipo de geografia econ\u00f4mica de Krugman, a finalidade do modelo \u00e9 \u0093analisar os efeitos prov\u00e1veis de bem-estar e padr\u00e3o de com\u00e9rcio de um instrumento de com\u00e9rcio tipo Mercosul sobre membros e n\u00e3o membros vis-\u00e0-vis outras modalidades de forma\u00e7\u00e3o de \u00e1rea de livre com\u00e9rcio\u0094 (Estevadeordal e outros, 2000).\n\n<strong>Os autores destacam quatro fatores essenciais que afetam os fluxos de com\u00e9rcio:<\/strong>\n<blockquote><strong>1)<\/strong> A forte redu\u00e7\u00e3o das barreiras ao com\u00e9rcio entre os pa\u00edses membros do Mercosul e o resto do mundo.\n<strong>2)<\/strong> A liberaliza\u00e7\u00e3o ocorreu anteriormente a 1991 \u0096 Tratado de Assun\u00e7\u00e3o.\n<strong>3)<\/strong> A assimetria dentro do Mercosul. Dois pa\u00edses \u0096 Argentina e Brasil \u0096 determinam a maioria das mudan\u00e7as em mat\u00e9ria de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o no Mercosul. O Paraguai e o Uruguai continuam contribuindo com parcela muito pequena do volume total negociado neste bloco de com\u00e9rcio.\n<strong>4)<\/strong> Um \u00faltimo dado, por\u00e9m n\u00e3o menos importante:3 as taxas reais de c\u00e2mbio afetam o com\u00e9rcio dentro e fora do Mercosul.<\/blockquote>\n<h4>Aplica\u00e7\u00e3o do modelo ao Mercosul: M\u00e9todo e Hip\u00f3teses<\/h4>\nTr\u00eas regimes de com\u00e9rcio ser\u00e3o, pois, examinados mediante uma an\u00e1lise comparativa est\u00e1tica:\nPa\u00edses 1 e 2\nS\u00e3o os que nos regimes B e C ingressar\u00e3o em um bloco de com\u00e9rcio comum (pa\u00edses \u0093centrais\u0094).\nPa\u00eds 3\nEst\u00e1 fora do bloco ou integra o resto do mundo (pa\u00eds \u0093perif\u00e9rico\u0094).\nA fim de manter a an\u00e1lise formal manej\u00e1vel, duas hip\u00f3teses de simplifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o acrescentadas:\nOs tr\u00eas pa\u00edses s\u00e3o id\u00eanticos (hip\u00f3tese sim\u00e9trica).\nO n\u00edvel tarif\u00e1rio \u00e9 id\u00eantico, tipo \u0093tudo ou nada\u0094: as tarifas s\u00e3o t ou 0. N\u00e3o h\u00e1, portanto, um processo de\nredu\u00e7\u00e3o gradual das tarifas de com\u00e9rcio. A mudan\u00e7a entre o regime A e os regimes B e C \u00e9 instant\u00e2nea.\n<h4><strong>Funcionamento<\/strong><\/h4>\nO regime A ser\u00e1 a base da compara\u00e7\u00e3o concreta dos valores da vari\u00e1vel end\u00f3gena do modelo no regime A com os regimes B e C. Assim, o impacto do Mercosul e das redu\u00e7\u00f5es da tarifa NMF sobre os pa\u00edses membros (\u0093centrais\u0094) e o pa\u00eds externo (\u0093periferia\u0094) ser\u00e1 analisado. A an\u00e1lise comparativa est\u00e1tica proporcionar\u00e1, desse modo, alguns resultados a respeito dos efeitos dos acordos tipo Mercosul.\n\n<strong>Regime A (pr\u00e9-integra\u00e7\u00e3o) <\/strong>\nSitua\u00e7\u00e3o original em que n\u00e3o existem blocos de com\u00e9rcio no mundo. A tarifa t \u00e9 aplicada a todo o com\u00e9rcio entre os pa\u00edses 1, 2 e 3.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Geografia Econ\u00f4mica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/econom31.jpg\" alt=\"Geografia Econ\u00f4mica\" width=\"233\" height=\"158\" \/><\/p>\n<strong>Regime B (ALC tradicional) <\/strong>\nOs pa\u00edses 1 e 2 est\u00e3o integrados numa \u00e1rea de livre com\u00e9rcio (sem tarifas aduaneiras); o pa\u00eds 3 n\u00e3o integra o bloco de com\u00e9rcio e o com\u00e9rcio entre o pa\u00eds 3 e os pa\u00edses 1 e 2 est\u00e1 sujeito \u00e0 cobran\u00e7a de tarifas (o caso do antigo regionalismo ou do acordo de livre com\u00e9rcio voltado para dentro que vigorou durante o processo de industrializa\u00e7\u00e3o via substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Geografia Econ\u00f4mica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/econom32.jpg\" alt=\"Geografia Econ\u00f4mica\" width=\"211\" height=\"178\" \/><\/p>\n<strong>Sugest\u00f5es sobre as consequ\u00eancias da ALC tradicional:<\/strong>\n\nResultado n\u00b0 1 &#8211; Quando o pa\u00eds 1 e o pa\u00eds 2 formam uma \u00e1rea de livre com\u00e9rcio (ALC), o volume de com\u00e9rcio entre eles aumenta enquanto o volume de com\u00e9rcio entre os pa\u00edses membros da ALC e o pa\u00eds de fora (pa\u00eds 3) diminui (um caso t\u00edpico de desvio de com\u00e9rcio).\nResultado n\u00b0 2 &#8211; Quando o pa\u00eds 1 e o pa\u00eds 2 formam uma \u00e1rea de livre com\u00e9rcio (ALC), os termos de com\u00e9rcio dos pa\u00edses membros em rela\u00e7\u00e3o ao resto do mundo melhoram.\nResultado n\u00b0 3 &#8211; Quando o pa\u00eds 1 e o pa\u00eds 2 formam uma \u00e1rea de livre com\u00e9rcio (ALC), cresce o bem-estar econ\u00f4mico dos pa\u00edses membros enquanto o do pa\u00eds de fora diminui (\u0093empobrecido pelo vizinho\u0094).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Geografia Econ\u00f4mica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/econom33.jpg\" alt=\"Geografia Econ\u00f4mica\" width=\"448\" height=\"74\" \/><\/p>\n<strong>Regime C (ALC tipo Mercosul com redu\u00e7\u00e3o da tarifa NMF) <\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Geografia Econ\u00f4mica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/econom34.jpg\" alt=\"Geografia Econ\u00f4mica\" width=\"239\" height=\"173\" \/><\/p>\n<strong>Resultados de uma ALC tipo Mercosul (regionalismo aberto ou novo regionalismo): <\/strong>\nResultado n\u00b0 4 &#8211; Quando o pa\u00eds 1 e o pa\u00eds 2 reduzem suas tarifas NMF a zero com a forma\u00e7\u00e3o de um bloco econ\u00f4mico, e o pa\u00eds 3 faz o mesmo, o com\u00e9rcio mundial como um todo se expande.\nResultado n\u00b0 5 &#8211; Quando o pa\u00eds 1 e o pa\u00eds 2 reduzem suas tarifas NMF a zero com a forma\u00e7\u00e3o de um bloco econ\u00f4mico, e o pa\u00eds 3 faz o mesmo, cresce o bem-estar econ\u00f4mico de cada pa\u00eds.\nTodos os pa\u00edses U (Regime C) &gt; Todos os pa\u00edses U (Regime A)\n\n<strong>Principais conclus\u00f5es deste modelo <\/strong>\n\nO modelo ressalta os inconvenientes das \u00e1reas de livre com\u00e9rcio voltadas para dentro: o Regime B mostra, no caso do velho regionalismo, que o bem-estar econ\u00f4mico dos pa\u00edses membros cresce, enquanto o do pa\u00eds de fora diminui concretamente (resultados n\u00b0 1, 2 e 3). Em contraposi\u00e7\u00e3o, a integra\u00e7\u00e3o aberta ou o novo regionalismo contribui para a expans\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o de um regime de livre com\u00e9rcio liberal. No Regime C (novo regionalismo), o bem-estar de um pa\u00eds pode ser alcan\u00e7ado sem causar dano a terceiros. Esta an\u00e1lise sugere, portanto, que o tipo de regionalismo aberto da integra\u00e7\u00e3o regional do Mercosul (com tarifas NMF decrescentes) dever\u00e1 contribuir n\u00e3o s\u00f3 para o crescimento do bem-estar econ\u00f4mico de seus pa\u00edses membros, como, tamb\u00e9m, para o bem-estar de todos os demais pa\u00edses (resultados n\u00b0 4 e 5).\n\nUma \u00faltima considera\u00e7\u00e3o, de n\u00e3o menos import\u00e2ncia, \u00e9 a de que esta an\u00e1lise se dedica igualmente a estudar os resultados e vantagens poss\u00edveis do lan\u00e7amento da \u00c1rea de Livre Com\u00e9rcio das Am\u00e9ricas (ALCA). De fato, conforme os autores do modelo analisado sugerem, a ALCA representaria a maior experi\u00eancia de integra\u00e7\u00e3o baseada no enfoque do novo regionalismo. Os resultados apresentados para o caso do Mercosul poderiam, pois, constituir a base de uma an\u00e1lise das vantagens do novo regionalismo das Am\u00e9ricas \u0093do Canad\u00e1 \u00e0 Terra do Fogo\u0094\n\nFonte: www.ie.ufrj.br\/wiseggek.com\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geografia Econ\u00f4mica, Mercosul, Economia, Conceito, Defini\u00e7\u00e3o, Atividades, Economia, Com\u00e9rcio, Integra\u00e7\u00e3o, Teoria, Estrat\u00e9gias, O que \u00e9, Geografia Econ\u00f4mica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5394,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-19625","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Geografia Econ\u00f4mica - 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