{"id":19551,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/renascimento-cultural-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:23:47","modified_gmt":"2026-09-01T15:23:47","slug":"renascimento-cultural-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/renascimento-cultural-3\/","title":{"rendered":"Renascimento Cultural"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n<h4>Renascimento Cultural &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO Renascimento definida (&#8220;Novo Nascimento&#8221;), usado em sentido estrito, o que significa que o novo entusiasmo pela literatura cl\u00e1ssica, aprendizado e arte que surgiu na It\u00e1lia no fim da Idade M\u00e9dia, e que durante o curso dos s\u00e9culos XV e XVI deu uma nova cultura para a Europa.\n\nPara muitos escritores, o termo \u00e9 empregado em um sentido ainda mais estreito do que este, sendo utilizado para designar apenas o <strong>renascimento<\/strong> da arte cl\u00e1ssica; mas esta \u00e9 para depreciar a fase mais importante de um desenvolvimento multifacetado. O <strong>Renascimento<\/strong> foi essencialmente um movimento intelectual.\n\n\u00c9 esta qualidade intelectual que lhe confere um lugar t\u00e3o grande na hist\u00f3ria universal.\n\nUsando a palavra em um sentido um pouco mais amplo, podemos definir a<strong> Renascen\u00e7a<\/strong> como a reentrada no mundo secular, questionador, esp\u00edrito auto-suficientes que caracterizou a vida e a cultura da antiguidade cl\u00e1ssica. Isto \u00e9 simplesmente dizer que sob a influ\u00eancia do renascimento intelectual dos homens da Europa Ocidental chegou a pensar e sentir, olhar para a vida e o mundo exterior, assim como os homens da Gr\u00e9cia e Roma antigas; e isso novamente \u00e9 simplesmente dizer que eles deixaram de pensar e sentir como os homens medievais e come\u00e7aram a pensar e sentir como os homens modernos.\n<h4>Renascimento Cultural &#8211; O que \u00e9<\/h4>\nO termo &#8220;<strong>Renascimento<\/strong>&#8221; \u00e9 da mesma palavra francesa, que significa &#8220;renascimento&#8221;.\n\nEla vem do <strong>Renascimento<\/strong> italiano, &#8220;Re&#8221; que significa &#8220;novo&#8221; e &#8220;nascere&#8221; que significa &#8220;nascer&#8221;.\n\nO <strong>Renascimento<\/strong> foi um movimento cultural que se estendeu aproximadamente o 14 ao s\u00e9culo 17, come\u00e7ando na It\u00e1lia na Idade M\u00e9dia tardia e depois se espalhando para o resto da Europa. Sua influ\u00eancia afetou a literatura, filosofia, arte, pol\u00edtica, ci\u00eancia, religi\u00e3o e outros aspectos da investiga\u00e7\u00e3o intelectual.\n<h4>Renascimento Cultural &#8211; Movimento<\/h4>\nPodemos considerar o\u00a0<strong>Renascimento<\/strong>\u00a0como um dos marcos iniciais da Modernidade, ao refletir o conjunto de mudan\u00e7as vivenciadas pela sociedade urbana da Europa Ocidental.\n\n<strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\n<strong>Renascimento<\/strong> \u00e9 o nome que se d\u00e1 a um grande movimento de mudan\u00e7as culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental entre os s\u00e9culos XIV e XVI, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, ou seja, da cultura cl\u00e1ssica. Esse momento \u00e9 considerado como um importante per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o envolvendo as estruturas feudo capitalistas.\n\nAs bases desse movimento eram proporcionadas por uma corrente filos\u00f3fica reinante, o humanismo, que descartava a escol\u00e1stica medieval, at\u00e9 ent\u00e3o predominante, e propunha o retorno \u00e0s virtudes da antiguidade.\n\nPlat\u00e3o, Arist\u00f3teles, Virg\u00edlio, S\u00eaneca e outros autores greco-romanos come\u00e7am a ser traduzidos e rapidamente difundidos.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural1.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"190\" height=\"297\" \/>\nPlat\u00e3o<\/strong><\/p>\n<strong>Os Valores<\/strong>\n\nO movimento renascentista envolveu uma nova sociedade e portanto novas rela\u00e7\u00f5es sociais em seu cotidiano. A vida urbana passou a implicar um novo comportamento, pois o trabalho, a divers\u00e3o, o tipo de moradia, os encontros nas ruas, implicavam por si s\u00f3 um novo comportamento dos homens. Isso significa que o Renascimento n\u00e3o foi um movimento de alguns artistas, mas uma nova concep\u00e7\u00e3o de vida adotada por uma parcela da sociedade, e que ser\u00e1 exaltada e difundida nas obras de arte.\n\nApesar de recuperar os valores da cultura cl\u00e1ssica, o Renascimento n\u00e3o foi uma c\u00f3pia, pois utilizava-se dos mesmos conceitos, por\u00e9m aplicados de uma nova maneira \u00e0 uma nova realidade.\n\n<strong>Assim como os gregos, os homens \u0093modernos\u0094 valorizaram o antropocentrismo:<\/strong>\u00a0\u0093O homem \u00e9 a medida de todas as coisas\u0094; o entendimento do mundo passava a ser feito a partir da import\u00e2ncia do ser humano, o trabalho, as guerras, as transforma\u00e7\u00f5es, os amores, as contradi\u00e7\u00f5es humanas tornaram-se objetos de preocupa\u00e7\u00e3o, compreendidos como produto da a\u00e7\u00e3o do homem.\n\nUma outra caracter\u00edstica marcante foi o racionalismo, isto \u00e9, a convic\u00e7\u00e3o de que tudo pode ser explicado pela raz\u00e3o do homem e pela ci\u00eancia, a recusa em acreditar em qualquer coisa que n\u00e3o tenha sido provada; dessa maneira o experimentalismo, a ci\u00eancia, conheceram grande desenvolvimento. O individualismo tamb\u00e9m foi um dos valores renascentistas e refletiu a emerg\u00eancia da burguesia e de novas rela\u00e7\u00f5es de trabalho.\n\nA id\u00e9ia de que cada um \u00e9 respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o de sua vida, a possibilidade de fazer op\u00e7\u00f5es e de manifestar-se sobre diversos assuntos acentuaram gradualmente o individualismo. \u00c9 importante percebermos que essa caracter\u00edstica n\u00e3o implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em rela\u00e7\u00e3o direta com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar decis\u00f5es.\n\nFoi acentuada a import\u00e2ncia do estudo da natureza; o naturalismo agu\u00e7ou o esp\u00edrito de observa\u00e7\u00e3o do homem. O hedonismo representou o \u0093culto ao prazer\u0094, ou seja, a id\u00e9ia de que o homem pode produzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcionar, rompendo com o pragmatismo.\n\nO Universalismo foi uma das principais caracter\u00edsticas do Renascimento e considera que o homem deve desenvolver todas as \u00e1reas do saber; podemos dizer que Leonardo da Vinci \u00e9 o principal modelo de \u0093homem universal\u0094, matem\u00e1tico, f\u00edsico, pintor e escultor, estudou inclusive aspectos da biologia humana.\n\n<strong>Compara\u00e7\u00e3o dos valores medievais com os valores renascentistas<\/strong>\n<table border=\"0\" width=\"364\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Idade M\u00e9dia<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Renascimento<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Teocentrismo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Antropocentrismo<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Influ\u00eancia Crist\u00e3<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Influ\u00eancia Cl\u00e1ssica Greco-Romana<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Dogmatismo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Es\u00edrito Cr\u00edtico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Pessimismo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Otimismo<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Coletivismo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Individualismo<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Arte<\/strong>: Temas Religiosos<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Arte<\/strong>: Temas Pag\u00e3os uso da perspectiva<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Arquitetura<\/strong>: utilizada para defesa, escura e pesada<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Arquitetura<\/strong>: leve e iluminada<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>IT\u00c1LIA: <\/strong>O Ber\u00e7o do Renascimento\n\nEsse \u00e9 uma express\u00e3o muito utilizada, apesar de a It\u00e1lia ainda n\u00e3o existir como na\u00e7\u00e3o. A regi\u00e3o italiana estava dividida e as cidades possu\u00edam soberania. Na verdade o Renascimento desenvolveu-se em algumas cidades italianas, principalmente aqueles ligadas ao com\u00e9rcio.\n\nDesde o s\u00e9culo XIII, com a reabertura do Mediterr\u00e2neo, o com\u00e9rcio de v\u00e1rias cidades italianas com o oriente intensificou-se , possibilitando importantes transforma\u00e7\u00f5es, como a forma\u00e7\u00e3o de uma camada burguesa enriquecida e que necessitava de reconhecimento social. O com\u00e9rcio comandado pela burguesia foi respons\u00e1vel pelo desenvolvimento urbano, e nesse sentido, respons\u00e1vel por um novo modelo de vida, com novas rela\u00e7\u00f5es sociais onde os homens encontram-se mais pr\u00f3ximos uns dos outros. Dessa forma podemos dizer que a nova mentalidade da popula\u00e7\u00e3o urbana representa a ess\u00eancia dessas mudan\u00e7as e possibilitar\u00e1 a Produ\u00e7\u00e3o Renascentista.\n\nPodemos considerar ainda como fatores que promoveram o renascimento italiano, a exist\u00eancia de diversas obras cl\u00e1ssicas na regi\u00e3o, assim como a influ\u00eancia dos \u0093s\u00e1bios bizantinos\u0094, homens oriundos principalmente de Constantinopla, conhecedores da l\u00edngua grega e muitas vezes de obras cl\u00e1ssicas.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural2.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"314\" height=\"188\" \/>\nFloren\u00e7a<\/strong><\/p>\n<strong>A Produ\u00e7\u00e3o Renascentista<\/strong>\n\n\u00c9 necess\u00e1rio fazer uma diferencia\u00e7\u00e3o entre a cultura renascentista; aquela caracterizada por um novo comportamento do homem da cidade, a partir de novas concep\u00e7\u00f5es de vida e de mundo, da Produ\u00e7\u00e3o Renascentista, que representa as obras de artistas e intelectuais, que retrataram essa nova vis\u00e3o de mundo e s\u00e3o fundamentais para sua difus\u00e3o e desenvolvimento. Essa diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para que n\u00e3o julguemos o Renascimento como um movimento de \u0093alguns grandes homens\u0094, mas como um movimento que representa uma nova sociedade, urbana caracterizada pelos novos valores burguesas e ainda associada \u00e0 valores crist\u00e3os.\n\nO mecenato, pr\u00e1tica comum na Roma antiga, foi fundamental para o desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o intelectual e art\u00edstica do renascimento. O Mecenas era considerado como \u0093protetor\u0094, homem rico, era na pr\u00e1tica quem dava as condi\u00e7\u00f5es materiais para a produ\u00e7\u00e3o das novas obras e nesse sentido pode ser considerado como o patrocinador, o financiador. O investimento do mecenas era recuperado com o prest\u00edgio social obtido, fato que contribu\u00eda com a divulga\u00e7\u00e3o das atividades de sua empresa ou institui\u00e7\u00e3o que representava. A maioria dos mecenas italianos eram elementos da burguesia, homens enriquecidos com o com\u00e9rcio e toda a produ\u00e7\u00e3o vinculada \u00e0 esse patroc\u00ednio foi considerada como Renascimento Civil.\n\nEncontramos tamb\u00e9m o Papa e elementos da nobreza praticando o mecenato, sendo que o Papa J\u00falio II foi o principal exemplo do que denominou-se Renascimento Cortes\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural3.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"209\" height=\"374\" \/>\nMois\u00e9s, obra de Michelangelo para o Papa Julio II<\/strong><\/p>\n<strong>A Expans\u00e3o do Renascimento<\/strong>\n\nNo decorrer do s\u00e9culo XVI a cultura renascentista expandiu-se para outros pa\u00edses da Europa Ocidental e para que isso ocorresse contribu\u00edram as guerras e invas\u00f5es vividas pela It\u00e1lia. As ocupa\u00e7\u00f5es francesa e espanhola determinaram um conhecimento melhor sobre as obras renascentistas e a expans\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses, cada um adaptando-o segundo suas peculiaridades, numa \u00e9poca de forma\u00e7\u00e3o do absolutismo e de in\u00edcio do movimento de Reforma Religiosa.\n\nO s\u00e9culo XVI foi marcado pelas grandes navega\u00e7\u00f5es, num primeiro momento vinculadas ao com\u00e9rcio oriental e posteriormente \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica. A navega\u00e7\u00e3o pelo Atl\u00e2ntico refor\u00e7aram o capitalismo de Portugal, Espanha e Holanda e em segundo plano da Inglaterra e Fran\u00e7a. Nesses \u0093pa\u00edses atl\u00e2nticos\u0094 desenvolveu-se ent\u00e3o a burguesia e a mentalidade renascentista.\n\nEsse movimento de difus\u00e3o do Renascimento coincidiu com a decad\u00eancia do Renascimento Italiano, motivado pela crise econ\u00f4mica das cidades, provocada pela perda do monop\u00f3lio sobre o com\u00e9rcio de especiarias.\n\nA mudan\u00e7a do eixo econ\u00f4mico do Mediterr\u00e2neo para o Atl\u00e2ntico determinou a decad\u00eancia italiana e ao mesmo tempo impulsionou o desenvolvimento dos demais pa\u00edses, promovendo reflexos na produ\u00e7\u00e3o cultural.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural4.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"150\" height=\"183\" \/>\nMiguel de Cervantes, representante do Renascimento espanhol<\/strong><\/p>\nOutro fator fundamental para a crise do Renascimento italiano foi a Reforma Religiosa e principalmente a Contra Reforma. Toda a pol\u00eamica que desenvolveu-se pelo embate religioso fez com que a religi\u00e3o voltasse a ocupar o principal espa\u00e7o da vida humana; al\u00e9m disso, a Igreja Cat\u00f3lica desenvolveu um grande movimento de repress\u00e3o, apoiado na publica\u00e7\u00e3o do INDEX e na retomada da Inquisi\u00e7\u00e3o que atingiu todo indiv\u00edduo que de alguma forma de opusesse a Igreja.\n\nComo o movimento protestante n\u00f5 existiu na It\u00e1lia, a repress\u00e3o recaiu sobre os intelectuais e artistas do renascimento.\n<p align=\"left\"><strong>O Renascimento Cultural<\/strong><\/p>\nManifesta-se atrav\u00e9s de uma explos\u00e3o de cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, liter\u00e1rias e cient\u00edficas que revalorizam a Antiguidade cl\u00e1ssica greco-romana e o humanismo.\n\nChocam-se com os dogmas religiosos e as proibi\u00e7\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica, enfrentam a Inquisi\u00e7\u00e3o e criticam o mundo medieval. V\u00e1rios dos literatos e cientistas desse per\u00edodo s\u00e3o perseguidos e mortos. Seus precursores s\u00e3o Dante Alighieri, Petrarca e Bocaccio.\n\n<strong>Mecenas<\/strong>\n\nA difus\u00e3o das id\u00e9ias da Antiguidade cl\u00e1ssica na It\u00e1lia e outros centros europeus se d\u00e1, inicialmente, por emigrados gregos, judeus e bizantinos. Mas \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o da riqueza nos comerciantes e banqueiros dos centros urbanos que permite transformar a arte e a cultura em produtos comerciais e fazer com que potentados econ\u00f4micos como os Medici de Floren\u00e7a se tornem grandes mecenas ou incentivadores do movimento cultural e art\u00edstico da \u00e9poca.\n\n<strong>HUMANISMO<\/strong>\n\nTem por base o neoplatonismo, que exalta os valores humanos e tenta dar nova dimens\u00e3o ao homem. O humanismo se expande a partir de 1460, com a funda\u00e7\u00e3o de academias, bibliotecas e teatros em Roma, Floren\u00e7a, N\u00e1poles, Paris e Londres. A escultura e a pintura redescobrem o corpo humano . A arquitetura retoma as linhas cl\u00e1ssicas e os pal\u00e1cios substituem os castelos. A m\u00fasica instrumental e vocal polif\u00f4nica se sobrep\u00f5e ao cantoch\u00e3o (mon\u00f3tico). Expandem-se a prosa e a poesia liter\u00e1rias, a dramaturgia, a filosofia e a literatura pol\u00edtica.\n\n<strong>Filosofia<\/strong>\n\nO holand\u00eas Erasmo de Roterd\u00e3 recha\u00e7a a intoler\u00e2ncia escol\u00e1stica, critica a guerra, a avareza, os v\u00edcios da igreja e nega a predestina\u00e7\u00e3o. Vives, da Espanha, afirma que os sentidos abrem caminho ao conhecimento, prop\u00f5e o m\u00e9todo indutivo e inicia a psicologia. Giordano Bruno, da It\u00e1lia, defende a id\u00e9ia de um infinito sem ponto central e de uma \u00fanica mat\u00e9ria universal, da qual Deus seria o intelecto.\n\n<strong>Literatura po\u00e9tica<\/strong>\n\nO italiano Ariosto cria o poema \u00e9pico cavaleiresco, legend\u00e1rio e realista. Tasso exprime o sentimento religioso da contra-reforma. Rabelais (Fran\u00e7a) faz poemas sat\u00edricos e epicuristas. Cam\u00f5es (Portugal) cria a \u00e9pica dos descobrimentos mar\u00edtimos.\n\n<strong>Dramaturgia<\/strong>\n\nMarlowe, ingl\u00eas, recupera a tradi\u00e7\u00e3o germ\u00e2nica do Dr. Fausto. Ben Jonson, tamb\u00e9m ingl\u00eas, retoma as lendas sobre os alquimistas. Gil Vicente (Portugal) faz novelas picarescas. Shakespeare (Inglaterra), com dramas hist\u00f3ricos, com\u00e9dias de intrigas e trag\u00e9dias, torna-se o maior dramaturgo de todos os tempos.\n\n<strong>Artes pl\u00e1sticas<\/strong>\n\nMichelangelo (It\u00e1lia) esculpe Mois\u00e9s e Piet\u00e1 , pinta o teto, as paredes principais e o altar-mor da Capela Sistina. Leonardo da Vinci (It\u00e1lia) projeta pal\u00e1cios, inventa mecanismos, faz esculturas e pinta a Santa Ceia, Mona Lisa ou Gioconda. Fra Ang\u00e9lico, Boticelli, Rafael, Tiziano, Tintoretto e El Greco s\u00e3o destaques numa legi\u00e3o de pintores italianos e espanh\u00f3is que deixam obras inigual\u00e1veis.\n\n<strong>Literatura pol\u00edtica<\/strong>\n\nMaquiavel (It\u00e1lia) \u00e9 o iniciador do moderno pensamento pol\u00edtico. Morus (Inglaterra) critica a sociedade feudal e descreve um Estado ideal (Utopia), localizado numa rep\u00fablica de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Campanela (It\u00e1lia) afirma o princ\u00edpio da autoconsci\u00eancia e descreve uma sociedade ideal inspirada em Morus.\n\n<strong>Nicolau Maquiavel (1469-1527)<\/strong>\n\nHistoriador, pol\u00edtico e fil\u00f3sofo italiano. A partir de 1498 \u00e9 chanceler e depois secret\u00e1rio das rela\u00e7\u00f5es exteriores da Rep\u00fablica de Floren\u00e7a. Desempenha miss\u00f5es no exterior e, em 1502, passa cinco meses como embaixador junto a Cesare Borgia, cuja pol\u00edtica en\u00e9rgica e inescrupulosa lhe inspira admira\u00e7\u00e3o.\n\nO fim da Rep\u00fablica e a volta dos Medici ao poder, em 1512, leva-o ao ex\u00edlio. Nesse per\u00edodo escreve sua obra mais famosa, O pr\u00edncipe, marco do pensamento pol\u00edtico moderno. O livro \u00e9 uma esp\u00e9cie de manual de pol\u00edtica destinado a ensinar aos pr\u00edncipes como manter o poder, mesmo \u00e0s custas de mentira e meios amorais. Torna famoso o princ\u00edpio \u0093Os fins justificam os meios\u0094.\n\n<strong>Grandes inven\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nO polon\u00eas Cop\u00e9rnico fundamenta a no\u00e7\u00e3o de que o Sol \u00e9 o centro do universo (heliocentrismo). Paracelso, da Su\u00ed\u00e7a, reforma a qu\u00edmica e a medicina. Leonardo da Vinci inventa a prensa hidr\u00e1ulica e as m\u00e1quinas voadoras. O alem\u00e3o Kepler inventa o telesc\u00f3pio e demonstra as teorias de Cop\u00e9rnico. O italiano Galileu Galilei desenvolve m\u00e9todos cient\u00edficos de an\u00e1lise da realidade e de comprova\u00e7\u00e3o experimental. A imprensa de letras met\u00e1licas m\u00f3veis \u00e9 inventada pelo alem\u00e3o Johann Gutemberg em 1445. A p\u00f3lvora come\u00e7a a ser utilizada como arma de guerra. Em 1500 \u00e9 inventado o rel\u00f3gio de bolso.\n\n<strong>Resumo Sobre o Renascimento<\/strong>\n\nMovimento Renascentista ou apenas <strong>Renascimento<\/strong> foi o nome dado ao Renascimento Cultural que aconteceu durante os s\u00e9culos XIV, XV e XVI na Europa, e que procurava resgatar a cultura esquecida durante os tempos medievais.\n\nAs principais caracter\u00edsticas do Renascimento foram o Racionalismo, Experimentalismo, Individualismo e Antropocentrismo. Uma grande caracter\u00edstica do Renascimento foi o Humanismo que valorizava o homem, que a partir da\u00ed come\u00e7ou a ser tratado como ser racional e posto assim no centro do Universo.\n\nO <strong>Renascimento<\/strong> tamb\u00e9m foi marcado por importantes descobertas cient\u00edficas, notadamente nos campos da astronomia, f\u00edsica, medicina, matem\u00e1tica e geografia.\n\nO <strong>Renascimento<\/strong> nasceu na It\u00e1lia, mais especificamente nas cidades que enriqueceram com o com\u00e9rcio no Mediterr\u00e2neo. Por\u00e9m com a expans\u00e3o mar\u00edtima a id\u00e9ia Renascentista foi divulgada por diversas partes do mundo como na Inglaterra, Alemanha e os Pa\u00edses Baixos.\n\nO <strong>Renascimento<\/strong> foi muito importante tamb\u00e9m, porque foi a principal influencia dos pensadores Iluministas do s\u00e9culo XVII.\n\nRenascimento Cultural &#8211; Hist\u00f3ria\n<p class=\"MsoBodyText\">Com o renascimento comercial e urbano, o aparecimento da burguesia, classe ligada ao com\u00e9rcio, e a forma\u00e7\u00e3o das monarquias nacionais, a cultura europ\u00e9ia tamb\u00e9m sofreu altera\u00e7\u00f5es. Essas transforma\u00e7\u00f5es culturais aprofundaram-se nos s\u00e9culos XIV-XVI, ficando conhecidas por Renascimento. Representavam os valores da burguesia, classe em ascens\u00e3o. Manifestaram-se na literatura, artes pl\u00e1sticas, filosofia e ci\u00eancia. Esta nova cultura apareceu primeiramente na\u00a0<strong>It\u00e1lia.<\/strong><\/p>\n<strong>SUAS RA\u00cdZES<\/strong>\n<p class=\"MsoBodyText\">Remontam \u00e0s lentas altera\u00e7\u00f5es que se desenvolviam na cultura medieval desde o s\u00e9culo XI e que adquiriram excepcional velocidade e profundidade a partir do s\u00e9culo XIV.<\/p>\n<strong>PROCESSO HIST\u00d3RICO<\/strong>\n\nOs fatores econ\u00f4micos, pol\u00edticos, sociais e culturais entrela\u00e7aram-se. Nesse sentido o Renascimento n\u00e3o foi um fen\u00f4meno isolado, mas sim um dos elos da vasta cadeia que assinala a passagem da Idade M\u00e9dia para a Idade Moderna na Europa.\u00a0<strong>No plano econ\u00f4mico<\/strong>, acontecia o renascimento comercial, que culminou na expans\u00e3o ultramarina dos s\u00e9culos XV e XVI.\u00a0<strong>No plano pol\u00edtico,<\/strong>ocorria a centraliza\u00e7\u00e3o do poder, que resultou na forma\u00e7\u00e3o do Estado moderno.\u00a0<strong>No plano social<\/strong>, as cidades tornavam-se expressivas e a burguesia, classe ligada \u00e0 nascente economia comercial, adquiria import\u00e2ncia rapidamente.\n<p class=\"MsoBodyText\">O renascimento rompeu lentamente o monop\u00f3lio cultural at\u00e9 ent\u00e3o exercido pela Igreja.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\">Expressava a primeira manifesta\u00e7\u00e3o de uma cultura burguesa laica (n\u00e3o-eclesi\u00e1stica), racional e cient\u00edfica.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\"><strong>N\u00e3o determinou uma ruptura, mas sim uma transi\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0coexistiram e interagiram elementos da velha cultura em decl\u00ednio com a nova cultura em ascens\u00e3o.<\/p>\n<strong>CARACTER\u00cdSTICAS<\/strong>\n\nO termo Renascimento n\u00e3o \u00e9 diferente de Renascen\u00e7a \u00e9 costumeiramente utilizado significando o reviver da cultura cl\u00e1ssica greco-romana no s\u00e9culo XIV, pois a\u00a0<strong>influ\u00eancia da cultura greco-romana<\/strong>\u00a0se fez sentir por toda a Baixa Idade M\u00e9dia. No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio frisar que o Renascimento n\u00e3o repetiu pura e simplesmente a cultura cl\u00e1ssica. Ao contr\u00e1rio, reinterpretou-a \u00e0 luz de uma nova \u00e9poca.\n\nO homem renascentista caracterizou-se pelo\u00a0<strong>individualismo<\/strong>,\u00a0<strong>racionalismo<\/strong>,\u00a0<strong>hedonismo, antropocentrismo<\/strong>,\u00a0<strong>naturalismo<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>realismo<\/strong>.\n\n<strong>Individualismo:\u00a0<\/strong>A burguesia procurava abandonar o esp\u00edrito corporativo que predominava na Idade M\u00e9dia. Os artistas passaram a assinar suas obras e os nobres e os burgueses, passaram a mandar fazer retratos ou est\u00e1tuas de si mesmos.\n\n<strong>Racionalismo:\u00a0<\/strong>Valorizava-se a raz\u00e3o (conciliar f\u00e9 e raz\u00e3o). A busca do conhecimento. Acentuou-se o criticismo.\n\n<strong>Hedonismo<\/strong>: Enquanto na Idade M\u00e9dia, valorizava-se o sofrimento, o homem da Renascen\u00e7a buacava a auto-satisfa\u00e7\u00e3o (o prazer) e a realiza\u00e7\u00e3o espiritual.\n\n<strong>Antropocentrismo ou Humanismo<\/strong><i>(<\/i>\u00a0do latim humanus = cultivado): Em oposi\u00e7\u00e3o ao teocentrismo, o Renascimento apresentava o homem como o centro do Universo; o homem sendo a medida de todas as coisas. Isto n\u00e3o quer dizer que o homem da Renascen\u00e7a fosse ateu ou pag\u00e3o, era crist\u00e3o, por\u00e9m com uma religiosidade diferente do misticismo ing\u00eanuo que predominava na Idade M\u00e9dia.\n\n<strong>Naturalismo<\/strong>: A integra\u00e7\u00e3o do homem \u00e0 natureza e a descoberta da \u00edntima liga\u00e7\u00e3o com o Universo marcaram\u00a0 o movimento renascentista.\n\n<strong>Realismo:\u00a0<\/strong>Foi um tra\u00e7o marcante dos desenhos e das pinturas da Renascen\u00e7a, pois o artista desejava compreender todos os aspectos da cria\u00e7\u00e3o.<strong>\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong>\n\n<strong>Outra das caracter\u00edsticas renascentistas era o\u00a0rep\u00fadio aos ideais medievais<\/strong>: a cavalaria uma das mais importantes institui\u00e7\u00f5es da Idade M\u00e9dia, entrou em decl\u00ednio com o advento da p\u00f3lvora e das armas de fogo, e seus ideais s\u00e3o satirizados por Cervantes na obra<strong><i>Dom Quixote<\/i><\/strong>. Maquiavel, em\u00a0<strong><i>O Pr\u00edncipe<\/i><\/strong>, ataca a subordina\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica \u00e0 religi\u00e3o e o ideal de um governo com poderes. Tamb\u00e9m a escol\u00e1stica ( filosofia da Baixa Idade Meia) \u00e9 repudiada, tanto pelos idealistas da escola\u00a0<strong>neoplat\u00f4nica<\/strong>\u00a0de Floren\u00e7a quanto pelos<strong>realistas<\/strong>\u00a0da escola de P\u00e1dua.\n\n<strong>O MECENATO<\/strong>\n\nA cultura renascentista expandiu-se sob a prote\u00e7\u00e3o e o financiamento dos poderosos da \u00e9poca. Comerciantes, banqueiros, papas formavam essa elite que mantinha os intelectuais e artistas renascentistas, sendo denominados\u00a0<strong>mecenas<\/strong>.\n\n<strong>FATORES QUE GERARAM O RENASCIMENTO<\/strong>\n\nNo\u00a0<strong>plano econ\u00f4mico<\/strong>, o renascimento comercial reativou o interc\u00e2mbio cultural entre Ocidente e Oriente, configurando-se como principal fator do renascimento cultural.\n\nNo\u00a0<strong>plano socia<\/strong><strong>l<\/strong>, a urbaniza\u00e7\u00e3o gerava as condi\u00e7\u00f5es de uma nova cultura, sendo as cidades o p\u00f3lo de irradia\u00e7\u00e3o do Renascimento.\n\nNo\u00a0<strong>plano intelectual<\/strong>, a retomada dos estudos das obras cl\u00e1ssicas greco-romanas foi de grande import\u00e2ncia. Isso foi poss\u00edvel gra\u00e7as aos mosteiros medievais, que preservaram em suas bibliotecas muitas dessas obras, protegendo-as da destrui\u00e7\u00e3o pelos b\u00e1rbaros no per\u00edodo das invas\u00f5es.\n<p class=\"MsoBodyText2\">Finalmente, o aperfei\u00e7oamento da imprensa, atribu\u00eddo a Gutemberg, teve import\u00e2ncia no s\u00e9culo final do Renascimento ( s\u00e9culo XVI).<\/p>\n<strong>RENASCIMENTO ITALIANO NAS LETRAS<\/strong>\n\n<strong>\u00c9 costume\u00a0 dividir-se o Renascimento italiano em tr\u00eas per\u00edodos:<\/strong>\u00a0o\u00a0<strong>Trecento<\/strong>\u00a0(1300-1399), o\u00a0<strong>Quattrocento\u00a0<\/strong>(1400-1499) e o<strong>Cinquecento\u00a0<\/strong>(1500-1550).\n\n<strong>Anteriormente ao Trecento, destaca-se um escritor italiano como precursor do Renascimento:<\/strong>\u00a0Dante Alighieri. Sua principal obra, a<strong><i>Divina Com\u00e9dia<\/i><\/strong>\u00a0, prenuncia o Renascimento.\n\n<strong>No Trecento<\/strong>,<strong>\u00a0os principais autores s\u00e3o:<\/strong>\u00a0Francisco Petrarca e Giovanni Baccaccio.\n\n<strong>Petrarca:<\/strong>\u00a0\u00e9 conhecido como o pai da literatura renascentista italiana. Boccaccio, escreveu Decameron, uma colet\u00e2nea de contos. Nela \u00e9 expressa a crise de valores da \u00e9poca.\n\nO Quattrocento foi o per\u00edodo mais fraco do renascimento na It\u00e1lia. Os escritores italianos deixaram de escrever nos dialetos, passando a redigir em latim e grego e limitando-se a realizar imita\u00e7\u00f5es dos autores cl\u00e1ssicos. Nesse per\u00edodo foi criada a escola de filosofia neoplat\u00f4nica de Floren\u00e7a, cujo patrocinador foi Louren\u00e7o de M\u00e9dici.\n<p class=\"MsoBodyText2\">Neste per\u00edodo foi introduzida na It\u00e1lia a pintura a \u00f3leo. O uso da nova t\u00e9cnica permitiu progressos art\u00edsticos.<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText2\"><strong>Os principais pintores foram:\u00a0<\/strong>Mosaccio, Sandro Botticelli, Ticiano, Tintoretto e Leonardo da Vinci ( figura de transi\u00e7\u00e3o entre o Quattrocento e o Cinquecento) pintor, escultor, m\u00fasico, arquiteto, matem\u00e1tico, fil\u00f3sofo e inventor (g\u00eanio renascentista). Suas obras Virgem dos rochedos, a \u00f9ltima Ceia e Mona Lisa (Gioconda)<\/p>\nNo Cinquecento a capital liter\u00e1ria italiana passou a ser Roma, at\u00e9 ent\u00e3o \u00e0 sombra de Floren\u00e7a. Nessa fase a l\u00edngua italiana adquiriu a mesma import\u00e2ncia que o grego e o latim e foi imposta como l\u00edngua nacional.\n<p class=\"MsoBodyText3\">Neste per\u00edodo a arte renascentista, ao mesmo temo que atingia seu apogeu, come\u00e7ava a dar sinais de decad\u00eancia. Rafael Sanzio e Miguel \u00c2ngelo.<\/p>\n<strong>Rafael\u00a0<\/strong>tornou-se o artista mais popular de sua \u00e9poca. N\u00e3o possu\u00eda a preocupa\u00e7\u00e3o intelectual de Da Vinci, nem as contradi\u00e7\u00f5es de conte\u00fado emocional de Miguel \u00c2ngelo.\n\n<strong>Miguel \u00c2ngelo\u00a0<\/strong>foi o maior pintor e escultor do Cinquecento<strong>.<\/strong>\n\n<strong>Suas obras: <\/strong>afresco da Capela Sistina, a Cria\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o e o Ju\u00edzo Final.\n\n<strong>Dentre as esculturas, citam-se:<\/strong>\u00a0Mois\u00e9s, Davi e Piet\u00e1.\n\n<strong>RENASCIMENTO FORA DA IT\u00c1LIA<\/strong>\n\nO renascimento atingiu quase toda Europa, sempre muito influenciado pelo movimento italiano, mas adquirindo caracter\u00edsticas pr\u00f3prias em cada pa\u00eds.\n\nNos\u00a0<strong>Pa\u00edses Baixos\u00a0<\/strong>o comercio foi decisivo para o desenvolvimento de um mercado de artes e artistas e do mecenato. Na literatura\u00a0 o destaque foi Erasmo de Roterdam, o qual, em sua obra principal,\u00a0<i>Elogio a loucura,<\/i>\u00a0criticou duramente a cultura medieval e a corrup\u00e7\u00e3o da Igreja.\n\nNa\u00a0<strong>Fran\u00e7a<\/strong>, os monarcas Lu\u00eds XI e Francisco I foram aut\u00eanticos mecenas. Na literatura, no s\u00e9culo XVI, o destaque foi Francois Rabelais \u0096 criador dos personagens Garg\u00e2ntua e Pantagruel, em livros que renovaram a prosa e nos quais o escritor criticou a Igreja e o universo medieval.\n\nNa\u00a0<strong>Inglaterra<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>ocorreu no s\u00e9culo XVI, coincidindo com a Centraliza\u00e7\u00e3o do Estado. O destaque foi Thomas Morus, autor de Utopia, onde descreveu as condi\u00e7\u00f5es de vida de uma sociedade sem ricos e pobres, em uma ilha imagin\u00e1ria. Por problemas religiosos, Morus foi preso e executado por ordem do rei Henrique VIII.\n\n<strong>Mas, foi no teatro que surgiu o mais not\u00e1vel:<\/strong>\u00a0<strong>William Shakespeare, maior dramaturgo de todos os tempos:<\/strong>\u00a0Romeu e Julieta, Hamelet, Macbeth, Otelo, A Megera Domada, Sonho de Uma Noite de Ver\u00e3o.\n\nNa\u00a0<strong>Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<\/strong>\u00a0foi influenciado pela arte moura e pelo cristianismo.\n\n<strong>Os renascentistas espanh\u00f3is mais importantes foram:<\/strong>\u00a0El Greco (pintor); o escritor Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote de La Mancha.\n\nEm\u00a0<strong>Portugal<\/strong>, Luis Vaz de Cam\u00f5es ( Os Lus\u00edadas). Tiveram destaque tamb\u00e9m as obras de Gil Vicente, criador do teatro nacional portugu\u00eas.\n\n<strong>RENASCIMENTO CIENT\u00cdFICO<\/strong>\n\nO homem renascentista redescobriu o valor da raz\u00e3o e da natureza. Por\u00e9m, esta transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi f\u00e1cil, isto porque, parte da sociedade ainda estava enraizada no pensamento medieval. Apesar da valoriza\u00e7\u00e3o do conhecimento racional, Galileu foi julgado por heresia, e Giordano Bruno e o m\u00e9dico Miguel Servet foram queimados pela inquisi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e calvinista, respectivamente.\n\nA Filosofia foi fundamental para a compreens\u00e3o desses pensamentos, levando ao confronto de dois m\u00e9todos bastante diversos, mas nem por isso inconcili\u00e1veis, hoje amplamente usados pelas ci\u00eancias. Esses m\u00e9todos s\u00e3o o\u00a0<strong>empirismo<\/strong>\u00a0e o\u00a0<strong>racionalismo<\/strong>.\n<h4>Renascimento Cultural &#8211; Movimento Cultural e Art\u00edstico<\/h4>\nO\u00a0<strong>Renascimento<\/strong>\u00a0foi um movimento cultural e art\u00edstico que rompeu com o padr\u00e3o de pensamento vigente no mundo medieval, introduzindo a cultura laica.\n\n<strong>PER\u00cdODO:\u00a0<\/strong>entre os s\u00e9culos XIV e XVI.\n\n<strong>PA\u00cdSES:\u00a0<\/strong>It\u00e1lia \u0096 principais manifesta\u00e7\u00f5es.\n\nInglaterra, Fran\u00e7a, Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda, B\u00e9lgica.\n\n<strong>MEDIEVO X MODERNISMO<\/strong>\n\n<strong>MEDIEVO<\/strong>\n<blockquote>Teocentrismo\nVerdade = B\u00edblia\nVida material = in\u00fatil\nConformismo\nNatureza = pecado\nAscetismo\nDogmatismo<\/blockquote>\n<strong>MODERNISMO<\/strong>\n<blockquote>Antropocentrismo\nVerdade= experi\u00eancia\nImport\u00e2ncia = vida material\nCren\u00e7a no progresso\nNatureza = beleza\nHedonismo\nF\u00e9 X Raz\u00e3o<\/blockquote>\n<strong>PRINCIPAIS CARACTER\u00cdSTICAS<\/strong>\n<blockquote><strong>HUMANISMO<\/strong>\u00a0(valoriza\u00e7\u00e3o do ser humano, cria\u00e7\u00e3o privilegiada de Deus)<strong>\nANTROPOCENTRISMO<\/strong>\u00a0(id\u00e9ia de que o homem se encontra no centro do universo)\nINDIVIDUALISMO\nRACIONALISMO\nNATURALISMO\nHEDONISMO\nCIENTIFICISMO\nEMPIRISMO\nEXPERIMENTALISMO\nVOLTA AO MUNDO GRECO-ROMANO.<\/blockquote>\n<strong>ABRANG\u00caNCIA:\u00a0<\/strong>homens, ricos, cultos e urbanos (burguesia).\n\n<strong>IT\u00c1LIA: <\/strong>O BER\u00c7O DO RENASCIMENTO\n<blockquote>Desenvolvimento comercial\nDesenvolvimento urbano\nContato com \u00e1rabes e bizantinos (retomada das obras cl\u00e1ssicas perdidas na Idade M\u00e9dia)\nHerdeiros naturais do Imp\u00e9rio Romano\nSurgimento do Mecenato<\/blockquote>\n<strong>FASES DO RENASCIMENTO ITALIANO<\/strong>\n\n<strong>TRECENTO (S\u00c9C XIV):<\/strong>\n<blockquote>Transi\u00e7\u00e3o da cultura teoc\u00eantrica para a antropoc\u00eantrica<strong>\nDante \u0096\u00a0<\/strong>Literatura \u0096\u00a0<strong>A Divina Com\u00e9dia<\/strong>\nPetrarca \u0096 Literatura \u0096 Ad It\u00e1lia, L\u00edrica do Cancioneiro\nBoccaccio \u0096 Literatura &#8211; Decameron<strong>\nGiotto \u0096<\/strong>\u00a0Pintura \u0096 figuras com aspecto humano e tra\u00e7os de individualidade. Destaque para suas representa\u00e7\u00f5es de S\u00e3o Francisco de Assis.<\/blockquote>\n<strong>A OBRA DE GIOTTO<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural5.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"246\" height=\"314\" \/>\nS\u00e3o Francisco Pregando aos p\u00e1ssaros<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural6.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"355\" height=\"326\" \/>\nLamento ante Cristo morto<\/strong><\/p>\n<strong>QUATROCENTO (S\u00c9C XV):<\/strong>\n<blockquote>Fam\u00edlia M\u00e9dici (mecenas)\nFloren\u00e7a (principal centro)\nPintura com maior destaque (t\u00e9cnica da pintura a \u00f3leo)<strong>\nMasaccio \u0096<\/strong>\u00a0geometria em perspectiva. \u0093A Expuls\u00e3o de Ad\u00e3o e Eva do Para\u00edso\u0094, \u0093Tributo\u0094, Distribui\u00e7\u00e3o de esmolas por S\u00e3o Pedro\u0094<strong>\nBotticelli \u0096<\/strong>\u00a0figuras leves, delicadeza, inoc\u00eancia.\u00a0<strong>\u0093Nascimento de V\u00eanus\u0094<\/strong>,\u00a0<strong>\u0093Alegoria da Primavera\u0094\nDa Vinci \u0096\u00a0<\/strong>maior nome do renascimento. Pintor, escultor, urbanista, engenheiro, m\u00fasico, f\u00edsico, bot\u00e2nico&#8230; \u0093Gioconda\u0094 (Mona Lisa), \u0093Santa Ceia\u0094, Virgens das Rochas\u0094.<\/blockquote>\n<strong>A ARTE DE SANDRO BOTTICELLI<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural7.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"388\" height=\"287\" \/>\nNascimento de V\u00eanus<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural8.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"375\" height=\"246\" \/>\nAlegoria da Primavera<\/strong><\/p>\n<strong>A OBRA DE LEONARDO DA VINCI<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural9.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"367\" height=\"248\" \/>\nSanta Ceia<\/strong><\/p>\n<strong>CINQUECENTO (S\u00c9C XVI):<\/strong>\n<blockquote>Papas (mecenas)\nRoma (principal centro)\nAriosto \u0096 Literatura \u0096 \u0093Orlando Furioso\u0094\nTorquato Tasso \u0096 Literatura \u0096 \u0093Jerusal\u00e9m Libertada\u0094<strong>\nNicolau Maquiavel \u0096\u00a0<\/strong>Literatura \u0096\u00a0<strong>\u0093O Pr\u00edncipe\u0094\nRafael \u0096\u00a0<\/strong>Pintura \u0096 conhecido como o pintor das madonas. \u0093Madona Sistina\u0094, \u0093Escola de Atenas\u0094,\u00a0<strong>\u0093A Sagrada Fam\u00edlia\u0094\nMichel\u00e2ngelo \u0096<\/strong>\u00a0Pintura e Escultura \u0096<strong>\u00a0\u0093Mois\u00e9s\u0094<\/strong>,\u00a0<strong>\u0093Davi\u0094<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>\u0093Piet\u00e1\u0094<\/strong>\u00a0(esculturas),\u00a0<strong>afrescos da Capela Sistina<\/strong>\u00a0(pintura).<\/blockquote>\n<strong>A ARTE DE RAFAEL SANZIO<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural10.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"228\" height=\"340\" \/>\nO Casamento da Virgem<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural11.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"354\" height=\"233\" \/>\nEscola de Atenas<\/strong><\/p>\n<strong>A ARTE DE MICHEL\u00c2NGELO<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural12.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"338\" height=\"186\" \/>\nA Cria\u00e7\u00e3o de Ad\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural13.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"213\" height=\"211\" \/>\nPiet\u00e1<\/strong><\/p>\n<strong>FATORES DA DECAD\u00caNCIA DO RENASCIMENTO:<\/strong>\n<blockquote><strong>Expans\u00e3o mar\u00edtima \u0096<\/strong> decad\u00eancia do com\u00e9rcio do Mediterr\u00e2neo.\n<strong>Contra-Reforma \u0096<\/strong> persegui\u00e7\u00f5es movidas pela Igreja Cat\u00f3lica.<\/blockquote>\n<strong>O Renascimento fora da It\u00e1lia:<\/strong>\n\n<strong>INGLATERRA:<\/strong>\n<blockquote><strong>Thomas Morus \u0096 <\/strong>Utopia<strong>\nWilliam Shakespeare \u0096<\/strong>\u00a0Romeu e Julieta, Hamlet, Otelo, Sonhos de Uma Noite de Ver\u00e3o, entre outras.<\/blockquote>\n<strong>FRAN\u00c7A:<\/strong>\n<blockquote><strong>Rabelais \u0096 <\/strong>Garg\u00e2ntua e Pantagruel\n<strong>Montaigne \u0096<\/strong> Ensaios.<\/blockquote>\n<strong>PORTUGAL:<\/strong>\n<blockquote><strong>Gil Vicente \u0096 Teatro \u0096<\/strong>\u00a0Auto da Visita\u00e7\u00e3o e Auto dos Reis Magos<strong>\nCam\u00f5es \u0096 Literatura \u0096 Os Lus\u00edadas<\/strong><\/blockquote>\n<strong>ESPANHA:<\/strong>\n<blockquote><strong>El Greco \u0096 Pintura \u0096<\/strong>\u00a0Vista de Toledo sob a tempestade e O Enterro do conde Orgaz<strong>\nCervantes \u0096 Literatura &#8211; <\/strong>Dom Quixote de la Mancha<\/blockquote>\n<strong>PA\u00cdSES BAIXOS (Holanda e B\u00e9lgica):<\/strong>\n<blockquote>Irm\u00e3os Hubert e Jan\u00a0<strong>Van Eyck \u0096 Pintura\u00a0<\/strong>\u0096 Adora\u00e7\u00e3o do Cordeiro\nHieronymus Bosh \u0096 Pintura \u0096 Carro\u00e7a de Ferro, Jardins das Del\u00edcias e As tenta\u00e7\u00f5es de Santo Ant\u00e3o\nPieter Brueghel \u0096 Pintura \u0096 O Alquimista, Banquete Hist\u00f3ria &#8211; Claudiomar Nupcial, Os Cegos<strong>\nErasmo de Roterdam \u0096 Literatura &#8211; <\/strong>Elogio da Loucura.<\/blockquote>\n<strong>ALEMANHA:<\/strong>\n<blockquote>Albrecht\u00a0<strong>D\u00fcrer \u0096 Pintura<\/strong>\u00a0\u0096 Auto-retrato, Natividade\nHans\u00a0<strong>Holbein \u0096 Pintura<\/strong>\u00a0\u0096 Cristo na sepultura.<\/blockquote>\n<strong>HIERONYMUS BOSH<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural14.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"278\" height=\"289\" \/>\nJARDINS DAS DEL\u00cdCIAS<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural15.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"234\" height=\"330\" \/>\nCARRO\u00c7A DE FENO<\/strong><\/p>\n<strong>PIETER BRUGHEL<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural16.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"301\" height=\"197\" \/>\nBANQUETE DE N\u00daPCIAS<\/strong><\/p>\n<strong>EL GRECO<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural20.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"286\" height=\"346\" \/>\nO ENTERRO DO CONDE ORGAZ<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural18.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"285\" height=\"321\" \/>\nVISTA DE TOLEDO SOB A TEMPESTADE<\/strong><\/p>\n<strong>ALBRECHT D\u00dcRER<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Renascimento Cultural\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/renascimento-cultural19.jpg\" alt=\"Renascimento Cultural\" width=\"229\" height=\"283\" \/>\nAUTO-RETRATO<\/strong><\/p>\n<strong>O RENASCIMENTO CIENT\u00cdFICO:<\/strong>\n<blockquote><strong>NICOLAU COP\u00c9RNICO:<\/strong>\u00a0teoria helioc\u00eantrica<strong>\nJOHAN KEPLER:\u00a0<\/strong>\u00f3rbitas el\u00edpticas dos planetas<strong>\nGALILEU GALILEI:<\/strong>\u00a0confirma\u00e7\u00e3o da teoria helioc\u00eantrica<strong>\nANDR\u00c9 VES\u00c1LIO:\u00a0<\/strong>\u0093pai\u0094 da moderna anatomia<strong>\nMIGUEL SERVET e WILLIAM HARVEY:\u00a0<\/strong>mecanismo de circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea<strong>\nGIORDANO BRUNO:\u00a0<\/strong>afirmou que o universo n\u00e3o era est\u00e1tico e a Terra n\u00e3o era o centro dele. Foi queimado na fogueira a mando da Inquisi\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<h4><strong>RENASCIMENTO CULTURAL E CIENT\u00cdFICO<\/strong><\/h4>\nDurante boa parte da Idade M\u00e9dia, na sociedade europ\u00e9ia, as pessoas estavam presas a um status da hierarquia social. Ser-vo ou senhor, vassalo ou suserano, mestre ou aprendiz, a posi\u00e7\u00e3o de cada pessoa inseria-se numa estrutura r\u00edgida e vertica-lizada. Na Idade Moderna, os la\u00e7os dessa estrutura de depend\u00eancia e fidelidade romperam-se, abrindo espa\u00e7o para que o indiv\u00edduo pudesse emergir. Os tempos modernos formularam um novo modelo de homem, caracterizado pela ambi\u00e7\u00e3o, pelo individualismo e pela competitividade. Algu\u00e9m disposto a empregar suas energias na an\u00e1lise e na transforma\u00e7\u00e3o do mundo em que vivia.\n\n<strong>Os novos valores<\/strong>\n\nEm substitui\u00e7\u00e3o aos valores dominantes da Idade M\u00e9dia, a mentalidade moderna formulou novos princ\u00edpios.\n\n<strong>Humanismo &#8211;\u00a0<\/strong>em vez de um mundo centrado em Deus (teoc\u00eantrico), era preciso construir um mundo centrado no homem (antropoc\u00eantrico), desenvolvendo uma cultura humanista.\n\n<strong>Racionalismo &#8211;<\/strong>\u00a0em vez de explicar o mundo pela f\u00e9, era preciso explic\u00e1-lo pela raz\u00e3o, desenvolvendo o racionalismo, princi-palmente nas ci\u00eancias.\n\n<strong>Individualismo &#8211;<\/strong>\u00a0em vez da \u00eanfase no aspecto coletivo e fraternal da cristandade, era preciso reconhecer e respeitar as dife-ren\u00e7as individuais dos homens livres, valorizando o individualismo, diretamente associado ao esp\u00edrito de competi\u00e7\u00e3o e \u00e0 concorr\u00eancia comercial.\n\n<strong>O Renascimento<\/strong>\n\nA cultura renascentista era leiga e humanista, e opunha-se \u00e0 cultura religiosa e teoc\u00eantrica do mundo medieval.\n\nO Renascimento enfatizava uma cultura racional e cient\u00edfica, e inspirou-se na Antig\u00fcidade Cl\u00e1ssica, sobretudo no antropo-centrismo, a fim de resgatar valores que interessavam ao novo mundo urbano-comercial.\n\nNo conjunto da produ\u00e7\u00e3o renascentista, come\u00e7aram a sobressair valores modernos, burgueses. Mas o elemento central do Renascimento foi o humanismo, com a valoriza\u00e7\u00e3o do homem, da vida terrena e da natureza.\n\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o cultural urbana<\/strong>\n\nO Renascimento foi um movimento cultural urbano, que atingiu a elite das cidades pr\u00f3speras. Caracterizou-se n\u00e3o apenas pela mudan\u00e7a na qualidade da obra intelectual, mas tamb\u00e9m pelo aumento na quantidade da produ\u00e7\u00e3o cultural.\n\n<strong>Entre os fatores que influenciaram esse crescimento quantitativo destacam-se:<\/strong>\n\n<strong>Desenvolvimento da imprensa &#8211;\u00a0<\/strong>o alem\u00e3o Johann Gutenberg (1400-1468) desenvolveu o processo de impress\u00e3o com tipos m\u00f3veis de metais, dando-se assim um grande passo para a divulga\u00e7\u00e3o da literatura em maior escala. Surgiram v\u00e1rios impres-sores, que, atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o de obras, passaram a divulgar os ideais humanistas do Renascimento.\n\n<strong>A\u00e7\u00e3o dos mecenas &#8211;\u00a0<\/strong>homens ricos, conhecidos como mecenas, estimularam e patrocinaram o trabalho de artistas e intelec-tuais renascentistas. Entre os grandes mecenas, encontravam-se banqueiros, monarcas e papas.\n\n<strong>Import\u00e2ncia do humanismo<\/strong>\n\nO Renascimento n\u00e3o pode ser separado do humanismo (s\u00e9culos XV e XVI), movimento pelo qual o homem torna-se o centro das preocupa\u00e7\u00f5es intelectuais.\n\nA express\u00e3o humanista foi aplicada \u00e0s pessoas (artistas, cl\u00e9rigos e intelectuais) inconformadas com a cultura medieval. Pes-soas dispostas a construir um novo sistema de valores para uma \u00e9poca marcada pela competi\u00e7\u00e3o comercial. Otimistas quan-to ao futuro do homem, os humanistas acreditavam na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais feliz, baseada no progresso das ci\u00eancias e na difus\u00e3o dos conhecimentos por meio da educa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>It\u00e1lia: <\/strong>o ber\u00e7o do Renascimento\n\nO Renascimento iniciou-se na pen\u00ednsula It\u00e1lica, espalhando-se, posteriormente, por outras regi\u00f5es europ\u00e9ias. Entre as cida-des italianas onde se desenvolveu o Renascimento, destacam-se Floren\u00e7a, no s\u00e9culo XV, Roma e Veneza, no s\u00e9culo XVI.\n\n<strong>Muitos fatores colaboraram para que o Renascimento come\u00e7asse na It\u00e1lia:<\/strong>\n\n<strong>Desenvolvimento comercial urbano<\/strong>\n\nDevido ao com\u00e9rcio mar\u00edtimo pelo Mediterr\u00e2neo, as cidades italianas apresentavam significativo desenvolvimento, sendo dirigidas por uma classe de mercadores.\n\nEsses mercadores, acumulando riquezas, adquiriram novos valores, como o indivi-dualismo, o esp\u00edrito de competi\u00e7\u00e3o, o racionalismo, que se chocavam com os valores medievais. Necessitavam, portanto, de um novo conjunto de id\u00e9ias coerentes com a \u00f3tica capitalista, o que o pensamento renascentista refletia.\n\n<strong>RENASCIMENTO ART\u00cdSTICO<\/strong>\n\nNas artes, o Renascimento foi marcado por mudan\u00e7as t\u00e9cnicas e tem\u00e1ticas. Inspirando-se na Antiguidade, os artistas criaram obras em que procuraram alcan\u00e7ar o equil\u00edbrio e a eleg\u00e2ncia, substituindo a paix\u00e3o da f\u00e9 medieval e o esp\u00edrito rude do feu-dalismo. Para captar a realidade do mundo f\u00edsico, os pintores aperfei\u00e7oaram a t\u00e9cnica da perspectiva (criando a ilus\u00e3o de profundidade) e da pintura a \u00f3leo (misturando tintas, criavam-se cores vivas e atraentes).\n\nAl\u00e9m dos temas religiosos, a arte passou a explorar outros temas, como mitologia, cenas do cotidiano etc. O corpo humano era exaltado na escultura e na pintura. Orgulhosos do seu talento individual, os artistas passaram a assinar suas obras, abandonando a humildade e o anonimato medieval.\n\n<strong>RENASCIMENTO CIENT\u00cdFICO<\/strong>\n\nNas ci\u00eancias, o Renascimento foi marcado pelo desenvolvimento do esp\u00edrito cr\u00edtico, racionalista, disposto a experimentar hip\u00f3teses e a examinar livremente os problemas, opondo-se \u00e0s cren\u00e7as religiosas baseadas na f\u00e9.\n\nO cientista deveria submeter o mundo a m\u00e9todos de an\u00e1lise racionais. Antes de estabelecer cren\u00e7as e de tirar conclus\u00f5es, era preciso observar cuidadosamente, investigar, fazer experi\u00eancias, medir.\n\n<strong>Entre os grandes nomes do Renascimento cient\u00edfico est\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>Leonardo da Vinci \u0097<\/strong>\u00a0desenhou o primeiro mapa do mundo focalizando a Am\u00e9rica, enunciou os princ\u00edpios da m\u00e1quina a va-por, desenhou a anatomia do corpo humano e projetou diversos engenhos voadores e m\u00e1quinas de guerra.<strong>\nNicolau Cop\u00e9rnico \u0097\u00a0<\/strong>defendia que o universo era um todo infinito, cujo centro n\u00e3o estava em parte alguma. Afirmava que Deus deveria ser encarado como o princ\u00edpio inteligente que deu origem ao universo.<strong>\nMiguel Servet \u0097<\/strong>\u00a0descobriu o funcionamento da pequena circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea. Desobedeceu \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o medieval de disse-ca\u00e7\u00e3o de cad\u00e1veres. Foi condenado \u00e0 fogueira, sendo queimado em Genebra.<strong>\nGalileu Galilei \u0097<\/strong>\u00a0desenvolveu o telesc\u00f3pio, confirmou a validade da teoria de Cop\u00e9rnico. Foi acusado por um tribunal da Inquisi\u00e7\u00e3o. Viu-se obrigado a negar suas descobertas cient\u00edficas.<\/blockquote>\n<strong>As mudan\u00e7as<\/strong>\n\nO <strong>Renascimento<\/strong> retirou da Igreja o monop\u00f3lio da explica\u00e7\u00e3o das coisas do mundo. Aos poucos, o m\u00e9todo experimental passou a ser o principal meio de se alcan\u00e7ar o saber cient\u00edfico da realidade. A verdade racional precisava ser sempre com-provada na pr\u00e1tica, empiricamente.\n\nFonte: www.shsu.edu\/www.tampapix.com\/www.geocities.com\/www.leaoxiii.com.br\/www.professorclaudiomar.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renascimento Cultural, Movimento, Arte, O que \u00e9, Obras, Defini\u00e7\u00e3o, Valores, Per\u00edodo, Cient\u00edfico, Produ\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Hist\u00f3ria, Renascimento Cultural<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5138,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-19551","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Renascimento Cultural - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Renascimento Cultural - 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