{"id":19524,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/impressionismo-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:23:17","modified_gmt":"2026-09-01T15:23:17","slug":"impressionismo-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/impressionismo-3\/","title":{"rendered":"Impressionismo"},"content":{"rendered":"\n<strong>Iniciado:<\/strong> 1872\n\n<strong>Finalizado: <\/strong>1892\n\nO <strong>Impressionismo<\/strong> pode ser considerado o primeiro movimento distintamente moderna na pintura.\n\nDesenvolveu-se em Paris na d\u00e9cada de 1860, sua influ\u00eancia se espalhou por toda a Europa e, eventualmente, dos Estados Unidos.\n\nPintores impressionistas se esfor\u00e7aram para romper com as regras tradicionais de mat\u00e9ria, t\u00e9cnica e composi\u00e7\u00e3o na pintura, e criaram a seu pr\u00f3prio estilo.\n\nAproximadamente em 1874, Claude Monet e outros pintores franceses que geralmente pintavam ao ar livre para melhor observar os efeitos da luz sobre as pessoas, objetos e paisagens, perceberam que as cores da natureza se alteravam constantemente de acordo com a intensidade da luz solar que incidia sobre elas.\n\nPerceberam ent\u00e3o, que podiam representar uma paisagem n\u00e3o como objetos individuais com cores pr\u00f3prias, mas como uma mistura de cores que se combinavam entre si.\n\nEsta inova\u00e7\u00e3o na forma de pintar teve in\u00edcio com Edward Manet (1832-1883) que utilizou em suas obras cores vibrantes e luminosas, abandonando o m\u00e9todo acad\u00eamico de suaves grada\u00e7\u00f5es de cores.\n\nAo se olhar uma obra impressionista de perto se v\u00ea pinceladas separadas que produzem a sensa\u00e7\u00e3o de mancha sem contorno. Por\u00e9m, ao se olhar de longe, as pinceladas organizam-se em nossa retina criando formas e luminosidade.\n\nPor\u00e9m, v\u00e1rios cr\u00edticos de arte \u0093atacavam\u0094 qualquer artista que n\u00e3o seguisse os padr\u00f5es estabelecidos pela Academia e recusavam estas obras, ent\u00e3o os artistas resolveram se organizar e recorrer ao Imperador Napole\u00e3o III que sob fortes protestos autorizou a realiza\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o paralela a Oficial, chamada de Sal\u00e3o dos Recusados. Depois desse Sal\u00e3o v\u00e1rios artistas passaram a organizar suas pr\u00f3prias exposi\u00e7\u00f5es.\n\nForam realizadas oito exposi\u00e7\u00f5es gerais, em 1874\/76\/77\/79, 1880\/81\/82\/86.\n\nA primeira ocorreu no atelier do fot\u00f3grafo Maurice Nadar; rela\u00e7\u00e3o importante pois a fotografia viera mudar os conceitos da pintura realista.\n\nConsiderado um\u00a0<strong>movimento anti-acad\u00eamico e anti-rom\u00e2ntico<\/strong>, de in\u00edcio a denomina\u00e7\u00e3o teve cunho pejorativo pois foi utilizada pelo cr\u00edtico de arte Louis Leroy ap\u00f3s contemplar a tela de Claude Monet \u0093Impress\u00e3o, sol nascente\u0094, achando-a mal acabada, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s obras cl\u00e1ssicas, ridicularizou-a, dizendo que estes artistas contentam-se em dar apenas a \u0093impress\u00e3o\u0094 de uma realidade.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n<blockquote>A natureza foi a fonte de inspira\u00e7\u00e3o dos impressionistas, suas obras fixam um determinado instante, onde se mesclam v\u00e1rios tons de luz e corAus\u00eancia da linha, pois a forma se distingue do espa\u00e7o pela cor, ou pela mancha de luz projetada sobre o corpo no espa\u00e7o\nAs figuras s\u00e3o transformadas em massas coloridas, n\u00e3o interessam os modelos, e sim as modifica\u00e7\u00f5es que a luz vai produzir neles\nA cor \u00e9 leve e transparente\nO elemento predominante \u00e9 a luz solar\nRejeitam os tradicionais temas mitol\u00f3gicos e imagin\u00e1rios, buscando novas fontes de inspira\u00e7\u00e3o recorrem \u00e0 paisagens e cenas do cotidiano.<\/blockquote>\n<strong>Seus principais representantes foram:<\/strong> Manet, Monet, Renoir, Pissarro, Morisot, Degas, Bazille, Boudin, Cassat, C\u00e9zanne, Gauguin, Serat, Signac, Lautrec e Vicent van Gogh. Apesar de ter maior express\u00e3o na pintura, influenciou alguns escultores como Edgar Degas (1834-1917) e Auguste Rodin (1840-1917).\n\nRodin, nascido na mesma \u00e9poca, \u00e9 considerado por muitos historiadores um artista realista e apesar de n\u00e3o ter participado do grupo impressionista recebeu algumas influencias (exemplo: n\u00e3o dava o \u00faltimo acabamento as obras, preferindo deixar algo para o a imagina\u00e7\u00e3o do espectador).\n\nEliseu Visconti \u00e9 considerado o introdutor do\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0no Brasil, retratando paisagens cariocas, fluminenses e cenas do tipo. Apesar de ser voltado para a evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da arte europ\u00e9ia, Visconti buscou os temas a serem trabalhados no meio brasileiro (Delta Universal, 1982).\n\nNa defini\u00e7\u00e3o de Eug\u00e9ne Boudin\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0\u00e9 o \u0093<strong>movimento<\/strong>\u00a0que leva a pintura ao estudo da luz plena, do ar livre e da sinceridade na reprodu\u00e7\u00e3o dos efeitos do c\u00e9u\u0094 [Barsa. (1967), p.434]\n<h4>Impressionismo &#8211; Pintores<\/h4>\nCuriosamente, o termo\u00a0<strong>Impressionismo<\/strong>\u00a0foi inicialmente atribuido a um grupo de jovens pintores com um tom extremamente pejorativo. Estamos na segunda metade do s\u00e9culo XIX, e a grande evolu\u00e7\u00e3o &#8211; quer a n\u00edvel tecnol\u00f3gico ou a n\u00edvel cultural &#8211; centrava-se essencialmente em Paris, no cora\u00e7\u00e3o da Europa.\n\nA cidade era um foco art\u00edstico onde de reuniam artistas das mais variad\u00edssimas origens para partilharem experi\u00eancias e aprendizagens.\n\n<strong>O meio era o mais favor\u00e1vel poss\u00edvel \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, registando dois fatores absolutamente fundamentais:<\/strong>\u00a0a inven\u00e7\u00e3o da fotografia e o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de tintas preparadas quimicamente, em bisnagas.\n\nO gosto pela pintura proliferava e tornava-se mais acess\u00edvel a toda a gente, e \u00e9 no meio desta atmosfera de renova\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de um sentimento de fin de si\u00e8cle que surgem os chamados &#8220;Recusados&#8221;.\n\nFalamos de um grupo de pintores regularmente reunidos em Montmartre, entre os quais Paul C\u00e9zanne, Edgar Degas, Claude Monet, Edouard Manet, Henri de Toulouse-Lautrec, Auguste Renoir, Georges Seurat, Alfred Sisley e Camille Pissarro, sob uma esp\u00e9cie de orienta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de Guillaume Apollinaire.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Impressionismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/impress7.jpg\" alt=\"Impressionismo\" width=\"259\" height=\"308\" \/>\n<strong>Edgar Degas, &#8220;La classe de danse&#8221;<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Impressionismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/impress8.jpg\" alt=\"Impressionismo\" width=\"307\" height=\"229\" \/>\n<strong>Claude Monet, &#8220;Impression &#8211; Sunrise&#8221;<\/strong><\/p>\nO grupo partilhava uma inten\u00e7\u00e3o coletiva de inova\u00e7\u00e3o e modernidade, mas dividiu-se sempre em percursos individuais singulares. A possibilidade de se poder agora registar a realidade e a Natureza com grande fidelidade atrav\u00e9s da fotografia, foi um dos motivos que levou \u00e0 grande ruptura com a pintura tradicional acad\u00e9mica naturalista, desabrochando um gosto da pr\u00e1tica da &#8220;arte pela arte&#8221;&#8230; Pintar deveria ser agora uma atitude livre em busca de prazer, a express\u00e3o direta da joie de vivre, e j\u00e1 n\u00e3o apenas uma forma de representa\u00e7\u00e3o do real.\n\nIncentivava-se a produ\u00e7\u00e3o ao ar livre, diretamente inspirada pela beleza ef\u00e9mera das paisagens, e na verdade o que interessava agora era apenas captar precisamente a fugacidade desses momentos transit\u00f3rios numa ou duas pinceladas&#8230;\n\nCresceu um verdadeiro interesse pelo ritmo da vida quotidiana em constante\u00a0<strong>movimento<\/strong>, ao tomar-se a consci\u00eancia de que toda a realidade \u00e9 efetivamente ef\u00e9mera, na medida em que a luz que se transforma ao longio do dia vai transformando tamb\u00e9m as coisas que ilumina.\n\n\u00c9 por isso que os pintores impressionistas escolhem sempre os temas mais simples da vida quotidiano para pintar, porque o motivo \u00e9 apenas um pretexto para as experi\u00eancias crom\u00e1ticas, os efeitos de luz e cor, as impress\u00f5es de um momento perdido no tempo&#8230;\n\nClaude Monet \u00e9 aqui uma esp\u00e9cie de pioneiro.\n\nDurante uma exposi\u00e7\u00e3o do grupo referido no Sal\u00e3o de Paris, Monet apresentou um quadro cujo nome era &#8220;Impress\u00e3o: Sol nascente&#8221;.\n\nEste ficou conhecido como o &#8220;Sal\u00e3o dos Recusados&#8221;, na medida em que as obras foram grande motivo de chacota em toda a exposi\u00e7\u00e3o, sendo os seus autores apontados como rid\u00edculos, por uma burguesia perfeitamente desprovida de uma vis\u00e3o que lhe permitisse compreender a dimens\u00e3o da beleza que tinha perante si.\n\nMesmo a cr\u00edtica mostrou-se austera e implac\u00e1vel, utilizando o t\u00edtulo do quadro de Monet para apelidar o grupo de &#8220;estes impressionistas&#8221;, com um car\u00e1cter extremamente depreciativo. No entanto, a beleza chegou-nos at\u00e9 hoje e a no\u00e7\u00e3o de &#8220;impress\u00e3o&#8221; j\u00e1 n\u00e3o nos parece t\u00e3o absurda ou rid\u00edcula.\n\nH\u00e1 uma certa del\u00edcia em contenplar as delicadas bailarinas de Degas como se voassem, a inoc\u00eancia das meninas com flores de Renoir, a mordacidade dos nus de Manet, e muito particularmente a intelig\u00eancia construtiva das naturezas-mortas de C\u00e9zanne.\n\nEste, ao defender que todas as formas da Natureza se baseavam nas formas dos cones, cilindros e esferas, adoptou uma esquematiza\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica na sua pintura que serviu de mote das investiga\u00e7\u00f5es de muitos pintores posteriores, sendo ent\u00e3o considerado o &#8220;pai do Cubismo&#8221;.\n<h4>Impressionismo -1863-1926<\/h4>\nO\u00a0<strong>Impressionismo<\/strong>\u00a0d\u00e1 seus primeiros passos em 1874, no ateli\u00ea do fot\u00f3grafo Nadar, durante a apresenta\u00e7\u00e3o de um grupo de artistas independentes.\n\nEsse termo estranho, revelado desde o sal\u00e3o dos Recusados, em 1863, conquista o mundo art\u00edstico. Durante uma d\u00e9cada (1874-1884) essa nova pintura, em rea\u00e7\u00e3o \u00e0 pintura realista e cl\u00e1ssica do Segundo Imp\u00e9rio, revoluciona os sal\u00f5es e as galerias.\n\nEla traduz as impress\u00f5es fugidias, as nuances do sentimento em pinceladas, uma certa recep\u00e7\u00e3o das cores fora das normas convencionais. \u00c9 preciso esperar pela morte de Claude Monet, em 1926, para compreender toda a evolu\u00e7\u00e3o desse\u00a0<strong>movimento art\u00edstico<\/strong>, c\u00e9lebre desde ent\u00e3o.\n\nOs Impressionistas viajam, traduzem as paisagens da Ile-de-France, da Bretanha, do Languedoc meridional e da Europa.\n\n<strong>Eles s\u00e3o, entre os mais comuns:\u00a0<\/strong>Edouard Manet, Auguste Renoir, Edgar Degas, Claude Monet, Alfred Sisley, Paul C\u00e9zanne, Eug\u00e8ne Boudin e depois tamb\u00e9m Armand Guillaumin, Fr\u00e9d\u00e9ric Bazille, Camille Pissaro, Berthe Morisot.\u00a0<strong>Movimentos<\/strong>\u00a0paralelos a essa escola acontecem no exterior.\n\nUma nova orienta\u00e7\u00e3o tomar\u00e1 conta dos sal\u00f5es no<strong>\u00a0P\u00f3s-impressionismo<\/strong>, com os Pontilhistas e Georges Seurat, a escola de Pont-Aven e Paul Gauguin, os Nabis e Henri de Toulouse-Lautrec, o in\u00edcio do Expressionismo e Vincent Van Gogh.\n\nAlguns Impressionistas acabar\u00e3o na mis\u00e9ria, mas os museus estrangeiros disputam suas obras a qualquer pre\u00e7o hoje em dia.\n\n<strong>Alguns Artistas<\/strong>\n\n<strong>Os Impressionistas<\/strong>\n<blockquote>Camille Pissarro (1830-1903)\nEdgar Degas (1834-1917)\nAlfred Sisley (1839-1899)\nClaude Monet (1840-1926)\nFr\u00e9d\u00e9ric Bazille (1841-1870)\nPierre-Auguste Renoir (1841-1919)\nBerthe Morizot (1841-1895)\nGustave Caillebotte (1848-1894)<\/blockquote>\n<strong>Os N\u00e9o-Impressionistas (pointillistes)<\/strong>\n<blockquote>Georges-Pierre Seurat (1859-1891)\nPaul Signac (1863-1935)\nHenri-Edmond Cross (1856-1910)<\/blockquote>\n<strong>Os Pos-Impressionistas<\/strong>\n<blockquote>Paul C\u00e9zanne (1839-1906)\nPaul Gauguin (1848-1903)\nVincent Van Gogh (1853-1890)<\/blockquote>\n&nbsp;\n\nRecebe o nome de\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0a corrente art\u00edstica que surgiu na Fran\u00e7a, principalmente na pintura, por volta do ano de 1870.\n\nEsse movimento, de cunho anti academicista, prop\u00f5e o abandono das t\u00e9cnicas e temas tradicionais, saindo dos ateli\u00eas iluminados artificialmente para resgatar ao ar livre a natureza, tal como ela se mostrava aos seus olhos, segundo eles, como uma soma de cores fundidas na atmosfera. Assim, o nome impressionismo n\u00e3o foi casual.\n\nO cr\u00edtico Louis Leroy, na primeira exposi\u00e7\u00e3o do grupo do caf\u00e9 Guerbois (onde os pintores se reuniam), ao ver a obra de Monet, Impress\u00e3o, Sol Nascente, come\u00e7ou sarcasticamente a chamar esses artistas de impressionistas.\n\nCriticados, recusados e incompreendidos, as exposi\u00e7\u00f5es de suas obras criavam uma expectativa muito grande nos c\u00edrculos intelectuais de Paris, que n\u00e3o conseguiam compreender e aceitar seus quadros, nos quais estranhavam o naturalismo acad\u00eamico.\n\n<strong>S\u00e3o duas as fontes mais importantes do impressionismo:<\/strong>\u00a0a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). A primeira alcan\u00e7ou o auge em fins do s\u00e9culo XIX e se revelava o m\u00e9todo ideal de capta\u00e7\u00e3o de um determinado momento, o que era uma preocupa\u00e7\u00e3o principalmente para os impressionistas.\n\nAs segundas, introduzidas na Fran\u00e7a com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente, propunham uma tem\u00e1tica urbana de acontecimentos cotidianos, realizados em pinturas planas, sem perspectiva.\n\n<strong>Os representantes mais importantes do impressionismo foram:\u00a0<\/strong>Manet, Monet, Renoir, Degas e Gauguin.\n\nNo restante da Europa isso ocorreu posteriormente.\n\nAo impressionismo seguiram-se v\u00e1rios\u00a0<strong>movimentos<\/strong>, representados por pintores igualmente importantes e com teorias muito pessoais, como o p\u00f3s-impressionismo (Van Gogh, C\u00e9zanne), o simbolismo (Moreau, Redon), e o fauvismo (Matisse, Vlaminck, Derain, entre outros) e o retorno ao princ\u00edpio, ou seja, \u00e0 arte primitiva (Gauguin). Todos apostavam na pureza crom\u00e1tica, sem divis\u00f5es de luz.\n\nA pr\u00f3pria escultura deste per\u00edodo tamb\u00e9m pode ser considerada impressionista, j\u00e1 que, de fato, os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade.\n\n\u00c9 o tempo das esculturas inacabadas de Rodin, inspiradas em Michelangelo, e dos esbo\u00e7os din\u00e2micos de Carpeaux, com resqu\u00edcios do rococ\u00f3.\n\nJ\u00e1 n\u00e3o interessava a superf\u00edcie polida e transparente das ninfas delicadas de Canova. Tratava-se de desnudar o cora\u00e7\u00e3o da pedra para demonstrar o trabalho do artista, novo personagem da estatu\u00e1ria.\n<h4>PINTURA NO\u00a0<strong>IMPRESSIONISMO<\/strong><\/h4>\nO que mais interessou aos pintores impressionistas foi a capta\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea da luz na atmosfera e sua influ\u00eancia nas cores. J\u00e1 n\u00e3o existiam a linha, ou os contornos, nem tampouco a perspectiva, a n\u00e3o ser a que lhes fornecia a disposi\u00e7\u00e3o da luz.\n\nA poucos cent\u00edmetros da tela, um quadro impressionista \u00e9 visto como um amontoado de manchas de tinta, ao passo que \u00e0 dist\u00e2ncia as cores se organizam opticamente e criam formas e efeitos luminosos.\n\nOs primeiros estudos sobre a incid\u00eancia da luz nas cores foram realizados pelo pintor Corot, modelo para muitos impressionistas e mestres da escola de Barbizon. Tentando plasmar as cores ao natural, os impressionistas come\u00e7aram a trabalhar ao ar livre para captarem a luz e as cores exatamente como elas se apresentam na realidade. A tem\u00e1tica de seus quadros se aproximava mais das cenas urbanas em parques e pra\u00e7as do que das paisagens, embora cada pintor tivesse seus motivos prediletos.\n\nReunidos em Argenteuil, Manet, Sisley, Pissarro e Monet fizeram experi\u00eancias principalmente com a representa\u00e7\u00e3o da natureza por meio das cores e da luz. Logo chegaram \u00e0 express\u00e3o m\u00e1xima do pict\u00f3rico (a cor) diante do linear (o desenho).\n\nComo nunca, a luz tornou-se protagonista e atingiu uma solidez ainda maior do que a que se v\u00ea nos quadros de Vel\u00e1zquez, nas pinceladas truncadas e soltas de Hals ou no colorido de Giorgione, reinterpretada de modo inteiramente antiacad\u00eamica.\n\n<strong>Mais tarde surgiriam os chamados p\u00f3s-impressionistas, que n\u00e3o formaram nenhum grupo concreto e cujos trabalhos eram bem mais diferenciados:\u00a0<\/strong>C\u00e9zanne e seu estudo dos volumes e formas puras; Seurat, com seu cromatismo cient\u00edfico; Gauguin, cujos estudos sobre a cor precederam os fauvistas; e Van Gogh, que introduziu o valor das cores como for\u00e7a expressiva do artista.\n\nO l\u00edder do grupo fauvista foi Matisse, que partiu do estudo dos impressionistas e p\u00f3s-impressionistas, de quem herdou sua obsess\u00e3o pela cor.Junto com ele, Vlaminck e Derain, o primeiro totalmente independente e fascinado pela obra de Van Gogh, e o segundo a meio caminho entre os simbolistas e o realismo dos anos 20. O grupo se completava com os pintores Dufy, Marquet, Manguin, Van Dongen e um Braque pr\u00e9-cubista.\n\nEsse\u00a0<strong>movimento<\/strong>\u00a0chegou ao \u00e1pice em 1907.\n<h4>ESCULTURA IMPRESSIONISTA<\/h4>\n<strong>A exemplo da pintura, a escultura do fim do s\u00e9culo XIX tentou renovar totalmente sua linguagem. Foram tr\u00eas os conceitos b\u00e1sicos dessa nova estatu\u00e1ria:<\/strong>\u00a0a fus\u00e3o da luz e das sombras, a ambi\u00e7\u00e3o de obter est\u00e1tuas vis\u00edveis a partir do maior n\u00famero poss\u00edvel de \u00e2ngulos e a obra inacabada, como exemplo ideal do processo criativo do artista. Os temas da escultura impressionista, como de resto da pintura, surgiram do ambiente cotidiano e da literatura cl\u00e1ssica em voga na \u00e9poca.\n\nRodin e Hildebrand foram, em parte, os respons\u00e1veis por essa nova estatu\u00e1ria &#8211; o primeiro com sua obra e o segundo, com suas teorias. Igualmente importantes foram as contribui\u00e7\u00f5es do escultor Carpeaux, que retomou a vivacidade e a opul\u00eancia do estilo rococ\u00f3, mas distribuindo com habilidade luzes e sombras.\n\nA aceita\u00e7\u00e3o de seus esbo\u00e7os pelo p\u00fablico animou Carpeaux a deixar sem polimento a superf\u00edcie de suas obras, o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin.\n\nRodin considerava O Escravo, que Michelangelo n\u00e3o terminou, a obra em que a a\u00e7\u00e3o do escultor melhor se refletia. Por isso achou t\u00e3o interessantes os esbo\u00e7os de Carpeaux, come\u00e7ando ent\u00e3o a exibir obras inacabadas.\n\nOutros escultores foram Dalou e Meunier, a quem se deve a revaloriza\u00e7\u00e3o dos temas populares. Oper\u00e1rios, camponeses, mulheres realizando atividades dom\u00e9sticas, todos faziam parte do novo \u00e1lbum de personagens da nova est\u00e9tica.\n<h4>Impressionismo &#8211; <strong>Movimento<\/strong><\/h4>\n<strong>Movimento das artes pl\u00e1sticas\u00a0<\/strong>que se desenvolve na pintura entre 1870 e 1880, na Fran\u00e7a, no fim do s\u00e9culo, e influencia a m\u00fasica.\n\n\u00c9 o marco da arte moderna porque \u00e9 o in\u00edcio do caminho rumo \u00e0 abstra\u00e7\u00e3o. Embora mantenha temas do realismo, n\u00e3o se prop\u00f5e a fazer den\u00fancia social.\n\nRetrata paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo.\n\n<strong>A diferen\u00e7a est\u00e1 na abordagem est\u00e9tica:<\/strong>\u00a0os impressionistas parecem apreender o instante em que a a\u00e7\u00e3o est\u00e1 acontecendo, criando novas maneiras de captar a luz e as cores. Nessa tend\u00eancia a mostrar situa\u00e7\u00f5es naturais h\u00e1 influ\u00eancia da fotografia, nascida em 1827.\n\nA primeira exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica impressionista \u00e9 realizada em 1874, em Paris.\n\n<strong>Entre os expositores est\u00e1 Claude Monet, autor de Impress\u00e3o:\u00a0<\/strong>o Nascer do Sol (1872), tela que d\u00e1 nome ao\u00a0<strong>movimento<\/strong>.\n\nOutros expoentes s\u00e3o os franceses \u00c9douard Manet (1832-1883), Auguste Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1839-1899), Edgar Degas (1834-1917) e Camille Pissarro (1830-1903). Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas d\u00e3o enorme import\u00e2ncia \u00e0 luz natural.\n\nNos quadros s\u00e3o comuns cenas passadas \u00e0 beira do rio Sena em jardins, caf\u00e9s, teatros e festas. O que est\u00e1 pintado \u00e9 um instante de algo em permanente muta\u00e7\u00e3o.\n\nCom a dispers\u00e3o do grupo, alguns artistas tentam superar as propostas b\u00e1sicas do\u00a0<strong>movimento<\/strong>, desenvolvendo diferentes tend\u00eancias, agrupadas sob o nome de p\u00f3s-<strong>impressionismo<\/strong>.\n\nNessa linha est\u00e3o os franceses Paul C\u00e9zanne e Paul Gauguin (1848-1903), o holand\u00eas Vincent van Gogh e os neo-impressionistas, como os franceses Georges Seurat (1859-1891) e Paul Signac (1863-1935).\n\n<strong>P\u00f3s-impressionismo<\/strong>\n\nInfluenciados pelos conhecimentos cient\u00edficos sobre a refra\u00e7\u00e3o da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. Os tons s\u00e3o divididos em semitons e lan\u00e7ados na tela em pequeninos pontos vis\u00edveis de perto, que se fundem na vis\u00e3o do espectador de acordo com a dist\u00e2ncia em que se coloca.\n\nA preocupa\u00e7\u00e3o em captar um instante d\u00e1 lugar ao interesse pela fixa\u00e7\u00e3o das cenas obtida pela subdivis\u00e3o das cores. Como resultado, elas tendem a exibir um car\u00e1ter est\u00e1tico. Um exemplo \u00e9 Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte, de Seurat.\n\nEmbora inicialmente ligado ao\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>, C\u00e9zanne desenvolve uma pintura que ser\u00e1 precursora do cubismo. Van Gogh alia-se ao expressionismo, enquanto Gauguin d\u00e1 ao impressionismo uma dimens\u00e3o simb\u00f3lica que influencia o simbolismo e o expressionismo.\n\n<strong>M\u00fasica<\/strong>\n\nAs id\u00e9ias do\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0s\u00e3o adotadas pela m\u00fasica por volta de 1890, na Fran\u00e7a. As obras se prop\u00f5em a descrever imagens e v\u00e1rias pe\u00e7as t\u00eam nomes ligados a paisagens, como Reflexos na \u00c1gua, do compositor franc\u00eas Claude Debussy (1862-1918), pioneiro do<strong>movimento<\/strong>.\n\nO\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0abandona a m\u00fasica tonal &#8211; estruturada a partir da elei\u00e7\u00e3o de uma das 12 notas da escala (as sete b\u00e1sicas e os semitons) &#8211; como principal.\n\nSustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombina\u00e7\u00e3o de um conjunto de notas eleito como b\u00e1sico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente, da m\u00fasica popular europ\u00e9ia e da Idade M\u00e9dia.\n\nA obra de Debussy \u00e9 marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. Prel\u00fadio para a Tarde de um Fauno, considerado marco do\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0musical, ilustra um poema do simbolista St\u00e9phane Mallarm\u00e9.\n\nNa \u00f3pera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pell\u00e9as et M\u00e9lisande. Outro grande nome \u00e9 o franc\u00eas Maurice Ravel (1875-1937), autor de A Valsa e Bolero.\n\n<strong>IMPRESSIONISMO NO BRASIL<\/strong>\n\nNas artes pl\u00e1sticas h\u00e1 tend\u00eancias impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Luc\u00edlio de Albuquerque (1877-1939). Uma das telas de Visconti em que \u00e9 evidente essa influ\u00eancia \u00e9 Esperan\u00e7a (Carrinho de Crian\u00e7a), de 1916.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas p\u00f3s-impressionistas\u00a0<\/strong>est\u00e3o em obras de Eliseu Visconti, Jo\u00e3o Tim\u00f3teo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como O Farol (1915).\n\nO\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0funciona como base da m\u00fasica nacionalista, como a que \u00e9 desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos.\n<h4>Impressionismo &#8211; M<strong>ovimento Art\u00edstico<\/strong><\/h4>\nO\u00a0<strong>movimento<\/strong>\u00a0conhecido como\u00a0<strong>Impressionismo<\/strong>\u00a0marcou a primeira revolu\u00e7\u00e3o art\u00edstica total desde a Renascen\u00e7a.\n\nNascido na Fran\u00e7a no in\u00edcio dos anos 1860, durou apenas at\u00e9 1886. Mas determinou o curso da maior parte da arte que se seguiu.\n\nO\u00a0<strong>Impressionismo<\/strong>\u00a0rejeitou a tradi\u00e7\u00e3o, deixando de usar sistematicamente a perspectiva, a composi\u00e7\u00e3o equilibrada, as figuras idealizadas e principalmente o chiaroscuro da Renascen\u00e7a. Ao inv\u00e9s disto, os impressionistas representaram sensa\u00e7\u00f5es visuais imediatas atrav\u00e9s da cor e da luz.\n\nSeu principal objetivo era apresentar uma &#8220;impress\u00e3o&#8221; da luz sobre tudo. Perceberam que a cor n\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica intr\u00ednseca e permanente, mas muda constantemente de acordo com os efeitos da luz, do reflexo ou do clima sobre a superf\u00edcie do objeto.\n\nPara mostrar estas qualidades vol\u00e1teis da luz, eles criaram uma pincelada distinta, curta, pontual; borr\u00f5es irregulares que vibravam energia como o brilho da luz sobre a \u00e1gua. A uma certa dist\u00e2ncia, por\u00e9m, estes borr\u00f5es e manchas se fundiam dando formas mais ou menos definidas de objetos ou qualquer outra coisa retratada.\n<table border=\"0\" width=\"47%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"15%\"><strong>ARTISTA<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"33%\"><strong>TEMAS<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"27%\"><strong>CORES<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"25%\"><strong>ESTILO<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"15%\"><strong>MANET<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"33%\">Atualizou temas dos antigos mestres, pintou cenas contempor\u00e2neas com vis\u00e3o cr\u00edtica.<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"27%\">Manchas escuras contra a luz; usava o preto.\nfase final: colorido<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"25%\">Formas simplificadas com um m\u00ednimo de modelo, manchas de cor chapada com contorno preto.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"15%\"><strong>MONET<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"33%\">Paisagens marinhas, s\u00e9ries sobre papoulas, rochedos, montes de feno, Catedral de Rouen, ninf\u00e9ias<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"27%\">Tons solares, cores prim\u00e1rias puras ( sombras coloridas com cores complementares )<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"25%\">Dissolvia a forma em luz e clima, contornos suaves, ar impressionista cl\u00e1ssico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"15%\"><strong>RENOIR<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"33%\">Nus femininos com pele de p\u00eassego, o caf\u00e9-society, crian\u00e7as, flores<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"27%\">vermelhos ricos, cores prim\u00e1rias, sem preto, usava o azul no lugar<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"25%\">In\u00edcio: pinceladas r\u00e1pidas, figuras manchadas\nfinal: estilo mais cl\u00e1ssico, nus solidamente formados<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"15%\"><strong>DEGAS<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"33%\">Pastel de figuras humanas: bailarinas, corridas de cavalos, caf\u00e9-society, lavadeiras, circo, nus no banho<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"27%\">Tons vistosos no in\u00edcio\ntons pastel no final<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"25%\">\u00c2ngulos n\u00e3o convencionais com figuras amontoadas na beira da tela, composi\u00e7\u00e3o assim\u00e9trica com vazio no centro<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>CONTRIBUI\u00c7\u00d5ES<\/strong>\n\nDepois do\u00a0<strong>Impressionismo<\/strong>, a pintura nunca mais seria a mesma. Os pintores do s\u00e9culo XX ou expandiram sua pr\u00e1tica ou reagiram contra ela. Desafiando a conven\u00e7\u00e3o, esses rebeldes estabeleceram o direito do artista de experimentar com estilo pessoal. Acima de tudo, permitiram que a luz da natureza e a vida moderna brilhassem atrav\u00e9s das sombrias tradi\u00e7\u00f5es seculares.\n\n<strong>Os princ\u00edpios b\u00e1sicos da pintura impressionista s\u00e3o os seguintes:<\/strong>\n<blockquote><strong>1. A COR \u00c9 UMA QUALIDADE PERMANENTE NA NATUREZA: <\/strong>As tonalidades est\u00e3o sempre mudando. A cor resulta, portanto, da luz que os corpos recebem. A cor de um objeto muda do amanhecer ao anoitecer, pois depende do \u00e2ngulo de incid\u00eancia dos raios solares.\n\n<strong>2. A LINHA N\u00c3O EXISTE NA NATUREZA: <\/strong>A linha \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o criada pelo esp\u00edrito do homem, para representar as imagens visuais. A linha para o impressionista \u00e9 dada pelo encontro de duas superf\u00edcies coloridas de tonalidades diferentes. A linha n\u00e3o \u00e9 o contorno. Ele passa a ser impreciso ou dilu\u00eddo, parecendo uma fotografia fora de foco.\n\n<strong>3. AS SOMBRAS N\u00c3O S\u00c3O PRETAS, NEM ESCURAS, S\u00c3O LUMINOSAS E COLORIDAS: <\/strong>Para os impressionistas, uma sombra preta ou escura n\u00e3o era aceit\u00e1vel, pois tudo est\u00e1 banhado pela luz solar. E onde h\u00e1 luz n\u00e3o h\u00e1 a cor preta, pois o negro \u00e9 a aus\u00eancia completa de luz.\n\n<strong>4. A APLICA\u00c7\u00c3O DOS REFLEXOS LUMINOSOS OU DO CONTRASTE DAS CORES: <\/strong>As cores se influenciam reciprocamente, obedecendo \u00e0 lei das complementares. A complementar de uma cor \u00e9 outra cor que a torna mais pura, intensa e vibrante, quando justaposta ou aproximada.<\/blockquote>\n<blockquote><strong>Ent\u00e3o temos: <\/strong>A complementar do vermelho \u00e9 o verde e vice-versa. A complementar do amarelo \u00e9 o violeta. A complementar do azul \u00e9 o laranja. Normalmente os impressionistas usavam complementares nas sombras em contraste com as partes iluminadas.\n\n<strong>5. A DISSOCIA\u00c7\u00c3O DAS TONALIDADES OU A MISTURA \u00d3TICA DAS CORES &#8211; PONTILHISMO: <\/strong>Para obter leveza e brilho das cores, os pintores impressionistas resolveram produzir as cores conforme a natureza as produz \u00e0 luz do sol.<\/blockquote>\n<strong>A luz branca cont\u00e9m sete cores:<\/strong>\u00a0azul, vermelho, amarelo, verde, laranja, violeta e \u00edndigo. Os pintores resolveram produzir as cores misturando as cores prim\u00e1rias, juntando duas pinceladas.\n\n<strong>Por exemplo:<\/strong>\u00a0misturar o azul e o amarelo para produzir o verde. Eles dissociavam a cor, dividiam as cores e davam pinceladas miudinhas para alcan\u00e7as a cor desejada.\n<h4>Os Impressionistas<\/h4>\nEm 1874 preparava-se, no est\u00fadio do fot\u00f3grafo Nadar, em Paris, uma exposi\u00e7\u00e3o de pintores jovens, insatisfeitos com o clima restrito e acad\u00eamico da pintura oficial. Eram artistas que procuravam seus pr\u00f3prios caminhos.\n\n<strong>Edmond Renoir, irm\u00e3o de um deles, estava encarregado de preparar o cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o e, por causa da monotonia dos t\u00edtulos dos quadros, apresentou uma tela de Monet com o nome Impress\u00e3o<\/strong>: Nascer do Sol. No dia seguinte, um cr\u00edtico do &#8220;Jornal Charivari&#8221; falava ironicamente do acontecimento, tachando-o de &#8220;exposi\u00e7\u00e3o dos impressionistas&#8221;.\n\n<strong>Nascia, assim, uma denomina\u00e7\u00e3o que se tornaria famosa no mundo todo:<\/strong>\u00a0O\u00a0<strong>IMPRESSIONISMO<\/strong>.\n\nO\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0foi o\u00a0<strong>movimento<\/strong>\u00a0mais revolucion\u00e1rio desde a renascen\u00e7a. Adotou novos processos t\u00e9cnicos para transmiti-la adequadamente, demonstrando assim, perfeita coer\u00eancia estil\u00edstica, sempre encontradas nas concep\u00e7\u00f5es de arte aut\u00eanticas e inovadoras.\n\nMonet, Renoir, Manet, Degas, Sisley e Pissarro s\u00e3o as grandes figuras dessa corrente art\u00edstica que, apesar de combatida pela cr\u00edtica e pelo p\u00fablico da \u00e9poca, que os considerava falsos artistas, ignorantes das regras tradicionais da pintura e dos princ\u00edpios da verdadeira beleza e, hoje, \u00e9 reconhecida como a mais rica, a mais bela, a mais completa, a mais inovadora e extraordin\u00e1ria experi\u00eancia da arte figurativa do s\u00e9culo XIX.\n\nA novidade do\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0n\u00e3o est\u00e1 apenas no estilo e na t\u00e9cnica pict\u00f3rica, mas constitui tamb\u00e9m uma nova atitude do artista frente ao mundo e ao espet\u00e1culo natural que se oferece aos seus olhos.\n\nPara o impressionista n\u00e3o existem preconceitos formais, culturais ou liter\u00e1rios; ele \u00e9 livre para representar qualquer aspecto da realidade, obedecendo unicamente aos seus sentimentos. O equil\u00edbrio entre a verdade vis\u00edvel das coisas e o sentimento l\u00edrico por elas provocado \u00e9 a amais alta conquista do\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>.\n\nO entusiasmo criativo do pintor manifesta-se no canto apaixonado \u00e0 inesgot\u00e1vel beleza do mundo. A pintura ao &#8220;ar livre&#8221; \u00e9 a grande descoberta desses artistas, que passam os dias fora do est\u00fadio, exaltados diante da incessante muta\u00e7\u00e3o da luz e das cores nas \u00e1rvores, na \u00e1gua, no c\u00e9u, nas flores e, mesmo, na figura humana. \u00c8 o brilho das luzes que gera a alegria cheia de cores em suas telas, orientadas por uma vis\u00e3o espont\u00e2nea e po\u00e9tica.\n\nA im\u00f3vel leveza das paisagens pintadas por Daubigny \u00e9 substitu\u00edda pelo inexor\u00e1vel fluxo da vida, apresentada na sua cont\u00ednua variedade de aspectos.\n\nA quieta contempla\u00e7\u00e3o de Corot cede lugar \u00e0 rela\u00e7\u00e3o direta com a natureza, e a f\u00e9 absoluta na objetividade das coisas &#8211; uma caracter\u00edstica de Coubert &#8211; transforma-se num tratamento mais subjetivo, numa interpreta\u00e7\u00e3o mais sentimental da natureza.\n\nNa Fran\u00e7a, apesar da nova tentativa do proletariado de manter-se no poder &#8211; durante o epis\u00f3dio da Comuna de Paris, em 1871 &#8211; o predom\u00ednio da alta burguesia mant\u00e9m-se inalterado em seus aspectos fundamentais, e uma rep\u00fablica vem logo substituir o imp\u00e9rio.\n\nA vida econ\u00f4mica, na \u00e9poca, alcan\u00e7a o est\u00e1gio do capitalismo perfeitamente organizado e racionalizado. Em conseq\u00fc\u00eancia, verifica-se o aprimoramento t\u00e9cnico em todos os setores, gra\u00e7as ao incentivo permanente que as ind\u00fastrias d\u00e3o a toda e qualquer inova\u00e7\u00e3o.\n\nNesse clima de desenvolvimento, o\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0afirma-se como escola, desvinculando-se do realismo, desde o momento em que adotada como ideal a representa\u00e7\u00e3o do dinamismo crescente da \u00e9poca, atrav\u00e9s de uma nova t\u00e9cnica pict\u00f3rica.\n\nA tentativa declarada dos impressionistas de criar uma express\u00e3o totalmente inovadora, em rela\u00e7\u00e3o a tudo que os precedeu, n\u00e3o deixa de ser o reflexo da mentalidade econ\u00f4mica predominante. Imperava o desejo, muitas vezes sem sentido, de substituir tudo, at\u00e9 objetos de uso di\u00e1rio, por coisas novas.\n\nSomente dessa maneira, o p\u00fablico consumidor poderia absorver a grande produ\u00e7\u00e3o de objetos de toda esp\u00e9cie e fun\u00e7\u00e3o. O gosto febril pela novidade origina um dinamismo sem precedente na atitude adotada frente \u00e0 vida. \u00e9, sem d\u00favida alguma, o\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0\u00e9 a perfeita express\u00e3o desse novo sentimento.\n\nTransforma-se no ato de desvendamento dessa sociedade em constante transforma\u00e7\u00e3o. O progresso da t\u00e9cnica ocasiona a mudan\u00e7a dos centros de cultura para as grandes cidades, e o\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>, \u00e9, portanto, essencialmente uma arte citadina.\n\nO artista \u00e9 agora aquele que representa as impress\u00f5es exteriores com os nervos exaltados do homem moderno, descrevendo as sensa\u00e7\u00f5es s\u00fabitas e sempre ef\u00eameras. N\u00e3o s\u00f3 por seus temas citadinos como pela t\u00e9cnica pict\u00f3rica inteiramente nova, o<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0\u00e9 uma das mais significativas manifesta\u00e7\u00f5es da pintura ocidental, pois representa a vit\u00f3ria definitiva da tend\u00eancia din\u00e2mica sobre a imagem est\u00e1tica do mundo medieval.\n\nO homem moderno concebe toda a sua exist\u00eancia como luta e competi\u00e7\u00e3o; passa a ter plena consci\u00eancia do car\u00e1ter mut\u00e1vel das coisas, percebendo que todo o fen\u00f4meno \u00e9 passageiro e \u00fanico. Os impressionistas, na tentativa de captar exatamente esse aspecto de transitoriedade da vida e do mundo, emprestam \u00e0 realidade o car\u00e1ter de inacabado.\n\nA imagem objetiva que se pode ter, ou seja, o conhecimento adquirido sobre as coisas, \u00e9 substitu\u00edda pela reprodu\u00e7\u00e3o do ato subjetivo da percep\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, a pintura representa aquilo que se v\u00ea e n\u00e3o o que se conhece.\n\nOs pintores abandonam os est\u00fadios para pintar ao ar livre, captando melhor a realidade da transi\u00e7\u00e3o. A luz, o ar, a decomposi\u00e7\u00e3o da cor em manchas e pontos s\u00e3o representados por pinceladas abertas e soltas, de desenho r\u00e1pido onde somente o esbo\u00e7o e o improviso aparecem. Os impressionistas, no anseio de representar a transitoriedade das coisas, anseio que gradativamente se torna uma necessidade vital, imp\u00f5e barreiras \u00e0quilo que chamam de &#8220;cor mental&#8221;, aquela que habitualmente \u00e9 associada com objetos e nada mais \u00e9 do que o produto da experi\u00eancia, do costume.\n\nA impress\u00e3o concreta, adquirida por meio da percep\u00e7\u00e3o imediata, pode realizar-se completamente se n\u00e3o houver interfer\u00eancia dessa &#8220;cor mental&#8221;. Portanto, eles n\u00e3o mostram as cores como qualidades concretas, ligadas a este ou \u00e0quele objeto, mas como fen\u00f4menos crom\u00e1ticos, abstratos, incorp\u00f3reos e imateriais.\n\nA revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 no fato de os impressionistas observarem a luz do sol, procurando fixar as altera\u00e7\u00f5es das cores da natureza. Os impressionistas queriam apenas transmitir liricamente as sensa\u00e7\u00f5es visuais dos fe\u00e9ricos e fugitivos efeitos coloridos da luminosidade solar diretamente observados e fixados.\n\n<strong>Outro fator de grande import\u00e2ncia contribuiu para modificar a maneira de os pintores representarem o mundo:<\/strong>\u00a0a FOTOGRAFIA.\n\nAtrav\u00e9s dela, \u00e9 poss\u00edvel obter a reprodu\u00e7\u00e3o fiel e objetiva da realidade , num curto espa\u00e7o de tempo e, acima de tudo, sem que seja necess\u00e1ria a criatividade do artista pl\u00e1stico. At\u00e9 esse momento, a arte estava tentando aproximar-se o mais poss\u00edvel de uma representa\u00e7\u00e3o realista, mas essa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 frustada pelo novo invento.\n\n<strong>Agora os pintores buscam outro caminho:<\/strong>\u00a0captar a realidade naquilo que ela possui de essencial e n\u00e3o apenas na sua apar\u00eancia.\n\nO\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0\u00e9, portanto, a solu\u00e7\u00e3o que abre, definitivamente, novos horizontes para a arte moderna.\n<h4>Os Impressionistas Rompem Antigos Preceitos<\/h4>\nSubvertendo a ordem estabelecida pelos que os precederam, os impressionistas realizam, em fins do s\u00e9culo XIX, uma das tentativas mais s\u00e9rias de explorar o mundo vis\u00edvel atrav\u00e9s da arte. Buscando, acima de tudo, a revela\u00e7\u00e3o de novas imagens, n\u00e3o se contentam simplesmente em reproduzir a realidade.\n\n<strong>Quebram de uma vez com os antigos preceitos:\u00a0<\/strong>ordenar o mundo a partir do modelo convencional, obedecer \u00e0 simetria e propor\u00e7\u00e3o ditadas por um julgamento racional.\n\nNo\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>, as paisagens s\u00e3o examinadas, estudadas e sentidas t\u00e3o somente pelos olhos do artista que, inteiramente livre de conceitos geom\u00e9tricos, ir\u00e1 obedecer apenas \u00e0 sua percep\u00e7\u00e3o sensorial no momento de reproduzir o que viu.\n\nEssa tend\u00eancia para a liberdade de express\u00e3o causa, na \u00e9poca de seu aparecimento, in\u00fameras pol\u00eamicas e cr\u00edticas. Apesar disso, \u00e9 grande o n\u00famero de artistas que acaba aderindo \u00e0 nova maneira de observar e pintar as coisas.\n\nSeguindo o exemplo das figuras mais importantes do\u00a0<strong>movimento<\/strong>, como Monet, Renoir, Degas e Manet, v\u00e3o surgindo cada vez mais adeptos do\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>, entre eles nomes que se tornariam famosos, como Alfred Sisley, Camille Pissarro, Berthe Morisot, Mary Cassat e Eva Gonzal\u00e8s.\n\n<strong>Princ\u00edpios da Pintura Impressionista<\/strong>\n<blockquote>A cor n\u00e3o \u00e9 uma qualidade permanente na natureza, porque suas tonalidades est\u00e3o constantemente mudando, sob a a\u00e7\u00e3o da luz solar.\nA linha n\u00e3o existe na natureza, \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o criada pelo esp\u00edrito do homem para representar suas imagens visuais\nAs sombras n\u00e3o s\u00e3o pretas nem escuras como foram convencionalmente representadas no passado, mas luminosas e coloridas\nA aplica\u00e7\u00e3o dos contrastes das cores, com reflexos luminosos, segundo a lei das complementares\nA dissocia\u00e7\u00e3o ou mistura \u00f3tica das cores em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 mistura das tintas na paleta &#8211; pontilhismo, divisionismo ou neo-<strong>impressionismo<\/strong>.<\/blockquote>\n<strong>Caracter\u00edsticas Gerais<\/strong>\n<blockquote>Inspira\u00e7\u00e3o realista, pinta somente o que v\u00ea\nCar\u00e1ter eminentemente visual, n\u00e3o se interessa pelos valores subjetivos, psicol\u00f3gicos ou intelectuais, o impressionista \u00e9 considerado um artista alienado dos problemas sociais\nNatureza cient\u00edfica resultante de simples intui\u00e7\u00e3o art\u00edstica, a princ\u00edpio \u00e9 comprovado por investiga\u00e7\u00e3o no campo da f\u00edsica e qu\u00edmica.\nConcep\u00e7\u00e3o din\u00e2mica do Universo pelo constante fluir de luzes e cores, din\u00e2mica do universo sob incessantes transforma\u00e7\u00f5es. Para o impressionista nada existe na realidade de permanente est\u00e1tico.<\/blockquote>\n<strong>Como Trabalha um Impressionista<\/strong>\n\nO pintor impressionista n\u00e3o est\u00e1, a rigor, interessado no modelo como ser humano, isto \u00e9, no seu delicado complexo contexto de realidades materiais e espirituais. Suas inten\u00e7\u00f5es art\u00edsticas diante de uma pessoa, ser\u00e3o praticamente as mesmas diante de uma \u00e1rvore, de um lago, de uma praia, porque sua preocupa\u00e7\u00e3o exclusiva ser\u00e1 observar e fixar as constantes e sutis modifica\u00e7\u00f5es que a luz do sol produz nas cores da natureza.\n\nColoca seu atelier ao ar livre, numa varanda, num terra\u00e7o, num jardim, para que se possa receber diretamente a luz do sol. Esses pintores s\u00e3o os chamados PLEIN AIR, ao ar livre. Inovaram no modo de pintar, desenhar e pincelar. Chocam, naturalmente, a sensibilidade conservadora de outros artistas, da cr\u00edtica e do p\u00fablico parisiense.\n\nObservar e fixar a luminosidade solar dos seus efeitos n\u00e3o constitui novidades absolutas na hist\u00f3ria da pintura, isto j\u00e1 havia sido intuitivamente feito por diversos artistas do passado, dentro os quais, deve ser citado em primeiro lugar, LEONARDO DA VINCI (1452-1519), l\u00facido e infatig\u00e1vel, pesquisador da natureza. A originalidade dos impressionistas, est\u00e1 no fato de terem sistematizado estas observa\u00e7\u00f5es, transformando-as numa teoria da luz e cor, realmente revolucion\u00e1ria e inovadora, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s concep\u00e7\u00f5es tradicionais que vinham da renascen\u00e7a ,e ainda dominavam na cultura europ\u00e9ia da segunda metade do s\u00e9culo XIX.\n\n<strong>Os Pontos Invadem as Telas<\/strong>\n\n\u00c1vidos de teorias que possam servir de base s\u00f3lida para as suas realiza\u00e7\u00f5es, os impressionistas tentam buscar na ci\u00eancia novas t\u00e9cnicas e princ\u00edpios de composi\u00e7\u00e3o. Por volta de 1884, a espontaneidade do estilo das luzes e cores do\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>\u00a0\u00e9 amea\u00e7ada. O neo-impressionismo ou divisionismo come\u00e7a a substitu\u00ed-lo.\n\nO novo\u00a0<strong>movimento<\/strong>\u00a0\u00e9, paradoxalmente, a continua\u00e7\u00e3o e a nega\u00e7\u00e3o do impressionismo. Baseia-se ainda na cor como elemento principal, mas sugere sua aplica\u00e7\u00e3o dentro de um crit\u00e9rio mais racional. O divisionismo apoia-se, acima de tudo, no conhecimento cient\u00edfico da cor, na divis\u00e3o sistem\u00e1tica das cores puras e na fus\u00e3o \u00f3ptica dos pigmentos.\n\nAs cores puras s\u00e3o amplamente utilizadas, como a t\u00e9cnica das pinceladas em forma de pontos, cujas dimens\u00f5es variam de acordo com a dist\u00e2ncia que delas dever\u00e1 ficar o observador.\n\nEmbora n\u00e3o obede\u00e7am apenas \u00e0 percep\u00e7\u00e3o sensorial, os divisionistas n\u00e3o abandonam por completo as normas do\u00a0<strong>impressionismo<\/strong>. Pelo contr\u00e1rio, procuram explorar ao m\u00e1ximo as conquistas da cor daquele estilo, a fim de emprega-las, da\u00ed por diante, racionalmente. A composi\u00e7\u00e3o torna-se elemento de fundamental import\u00e2ncia.\n\n<strong>J\u00e1 n\u00e3o recebe um tratamento meramente ocasional:\u00a0<\/strong>a intui\u00e7\u00e3o \u00e9 substitu\u00edda pelo m\u00e9todo e pela reflex\u00e3o. A express\u00e3o dos sentimentos continua a ter a sua import\u00e2ncia, mas deve, agora, apoiar-se em teorias exatas e t\u00e9cnicas racionais.\n\nEssa tend\u00eancia revela, de certo modo, a preocupa\u00e7\u00e3o dos pintores do fim do s\u00e9culo XIX em colocar o desenvolvimento art\u00edstico paralelo ao cient\u00edfico, que passa por grandes transforma\u00e7\u00f5es.\n\nUm dos maiores representantes do divisionismo \u00e9 tamb\u00e9m o seu iniciador, Georges Seurat (1859-1891). O primeiro trabalho divisionista de Seurat exposto ao p\u00fablico, Um domingo na Grande Jatte, apresenta uma viol\u00eancia de contrastes jamais empregada pelos contempor\u00e2neos.\n\nFonte: www.geocities.com\/br.franceguide.com\/www.artesbr.hpg.ig.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciado: 1872 Finalizado: 1892 O Impressionismo pode ser considerado o primeiro movimento distintamente moderna na pintura. Desenvolveu-se em Paris na d\u00e9cada de 1860, sua influ\u00eancia se espalhou por toda a Europa e, eventualmente, dos Estados Unidos. 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