{"id":19517,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/dadaismo-3\/"},"modified":"2015-12-01T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-01T00:00:00","slug":"dadaismo-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/dadaismo-3\/","title":{"rendered":"Dada\u00edsmo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4><strong>Dada\u00edsmo &#8211; <\/strong>O que \u00e9<\/h4>\n<strong>Dada\u00edsmo <\/strong>foi um movimento art\u00edstico e liter\u00e1rio, que come\u00e7ou em 1916 em Zurique, Su\u00ed\u00e7a, e refletiu um protesto niilista contra todos os aspectos da cultura ocidental, especialmente o militarismo existente durante e logo ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial.\n\nInfluenciado pelas id\u00e9ias e inova\u00e7\u00f5es de diversas vanguardas adiantados &#8211; Cubismo, Futurismo, Construtivismo e Expressionismo &#8211; sua sa\u00edda era descontroladamente diversa, que v\u00e3o desde arte perform\u00e1tica \u00e0 poesia, fotografia, escultura, pintura e colagem.\n\nA est\u00e9tica do <strong>Dada\u00edsmo<\/strong>, marcado por sua zombaria de atitudes materialistas e nacionalistas, mostrou-se uma poderosa influ\u00eancia sobre os artistas em muitas cidades, incluindo Berlim, Hanover, Paris, Nova York e Col\u00f4nia, todos os quais geraram os seus pr\u00f3prios grupos.\n\nO movimento acredita-se ter dissipado com a chegada do surrealista em Fran\u00e7a.\n\nO termo \u0093dada\u0094, em franc\u00eas, significa simplesmente &#8220;cavalo-de-pau&#8221;; diz-se que foi selecionado ao acaso, num dicion\u00e1rio, pelo poeta, ensa\u00edsta e editor Tristan Tzara, nascido em Roma.\n\nO\u00a0<strong>dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0foi idealizado em 1916 por Tzara, pelo escritor alem\u00e3o Hugo Ball (1886-1927), pelo artista alsaciano Jean Arp, e outros jovens intelectuais que moravam em Zurique, Su\u00ed\u00e7a. Uma rea\u00e7\u00e3o semelhante contra a arte convencional aconteceu, simultaneamente, em Nova York e em Paris.\n\nDepois da Primeira Grande Guerra o movimento chegou \u00e0 Alemanha, e muitos artistas do grupo de Zurique uniram-se aos dada\u00edstas franceses em Paris.\n\nContudo, o grupo parisiense se desintegrou em 1922.\n\nPara expressar a nega\u00e7\u00e3o de todas as correntes e valores est\u00e9ticos e sociais, os dada\u00edstas usaram freq\u00fcentemente m\u00e9todos art\u00edsticos e liter\u00e1rios que eram deliberadamente incompreens\u00edveis. Suas performances teatrais e seus manifestos eram concebidos para chocar ou desnortear o p\u00fablico, com o objetivo de surpreender o p\u00fablico atrav\u00e9s de uma reconsidera\u00e7\u00e3o de valores est\u00e9ticos aceitos.\n\nPara este fim, os dada\u00edstas utilizaram novos materiais e inclu\u00edram objetos achados no lixo das ruas, al\u00e9m de novas t\u00e9cnicas em suas obras, como se permitissem ao acaso a determina\u00e7\u00e3o dos elementos que iriam compor seus trabalhos.\n\nO pintor e escritor alem\u00e3o Kurt Schwitters destacou-se por suas colagens com papel velho e materiais semelhantes, e o pintor franc\u00eas Marcel Duchamp exibiu como obras de arte produtos comerciais ordin\u00e1rios, que ele mesmo chamou de ready-mades.\n\nEmbora os dada\u00edstas tenham empregado t\u00e9cnicas revolucion\u00e1rias, sua revolta contra os padr\u00f5es est\u00e9ticos vigentes estava baseada em uma convic\u00e7\u00e3o profunda e originada ainda na tradi\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica, na bondade essencial de humanidade, quando n\u00e3o corrompida atrav\u00e9s de sociedade.\n\nO\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>, como movimento art\u00edstico, declinou nos anos vinte, e alguns de seus participantes tornaram-se proeminentes em outros movimentos da arte moderna, especialmente o surrealismo.\n\nDurante a d\u00e9cada de 50 houve um ressurgimento do interesse pelo\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0em Nova York, onde compositores, escritores, e artistas produziram muitos trabalhos com\u00a0<strong>caracter\u00edsticas dada\u00edstas<\/strong>.\n\n<strong>CARACTER\u00cdSTICAS DO DADA\u00cdSMO<\/strong>\n<blockquote>Fotomontagens on\u00edricas\nIncorpora\u00e7\u00e3o de materiais diversos\nElementos mec\u00e2nicos\nInscri\u00e7\u00f5es humor\u00edsticas\nExpress\u00f5es rid\u00edculas e burlescas<\/blockquote>\n<h4><strong>Dada\u00edsmo &#8211; <\/strong>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<strong>Dada\u00edsmo \u00e9 a vida sem pantufas nem paralelos: <\/strong>quem \u00e9 contra e pela unidade e decididamente contra o futuro; n\u00f3s sabemos ajuizadamente que os nossos c\u00e9rebros se tornar\u00e3o macias almofadas, que nosso antidogmatismo \u00e9 t\u00e3o exclusivista como o funcion\u00e1rio e que n\u00e3o somos livres e gritamos liberdade; necessidade severa sem disciplina nem moral e escarramos na humanidade.\n\nAssim come\u00e7a o &#8220;Manifesto do Senhor Antipirina&#8221;, o manifesto dada\u00edsta, o mais radical de todos os movimentos de vanguarda. De fei\u00e7\u00f5es anarquistas, o\u00a0<strong>dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0nasceu em meio \u00e0 1\u00aa Grande Guerra, em Zurique, onde ainda se podia respirar os ares da paz.\n\nEm 1916, foi fundado o Cabaret Voltarie, por Hugo Ball, e logo tornou-se local de reuni\u00f5es de intelectuais e foragidos da guerra. Neste cabaret, Tristan Tzara, o pr\u00f3prio Hugo Ball, Hans Harp, Marcel Janco e Huelsembeck lan\u00e7aram o\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>, tendo como inten\u00e7\u00e3o buscar uma liberdade de se exprimir, de agir; pregando e destrui\u00e7\u00e3o do passado, o passado cultural e s\u00f3cio-pol\u00edtico da humanidade, assim como dos valores presentes, e n\u00e3o vendo qualquer esperan\u00e7a ao futuro.\n\nApesar de todo esse radicalismo, o\u00a0<strong>dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0foi na verdade um movimento pacifista, pois este desejo, esta \u00e2nsia de destrui\u00e7\u00e3o, era motivado exatamente pela guerra, que gerou uma forte crise moral e pol\u00edtica por toda a Europa.\n\nO\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0representou, portanto, uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade decadente, sobretudo a alem\u00e3.\n\nVoltou-se inclusive contra uma poss\u00edvel vit\u00f3ria da Alemanha. E um das maneiras que os\u00a0<strong>artistas<\/strong>\u00a0encontraram para mostrar seu descontentamento com a sociedade foi criando uma antiarte, uma antiliteratura, carregada de ilogismo, de deboche, de humor sendo antiintelectualista, seguindo com isto parte das id\u00e9ias cubistas, embora se declarassem anticubistas tamb\u00e9m.\n\nO cubismo a pen\u00faria nas id\u00e9ias. Os cubistas, os quadros dos primitivos, as esculturas negras, as guitarras, e agora v\u00e3o cubicar o dinheiro. (Francis Picabia &#8211; Manifesto canibal na obscuridade)\n\nEste niilismo, esta nega\u00e7\u00e3o dada\u00edsta, era t\u00e3o forte que os\u00a0<strong>artistas<\/strong>\u00a0procuravam negar-se at\u00e9 a si mesmos. &#8220;Os verdadeiros dada\u00edstas s\u00e3o contra dad\u00e1.&#8221;. Isto pelo fato de, uma vez destru\u00eddas a arte acad\u00eamica e a moral burguesa, dad\u00e1 seria o substituto natural.\n\nEntretanto, o\u00a0<strong>dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0representou uma rea\u00e7\u00e3o a qualquer sistema institucionalizado.\n\n<strong>No referido manifesto, Tzara diz<\/strong>: &#8220;eu sou contra os sistemas, o mais aceit\u00e1vel dos sistemas \u00e9 aquele que tem por princ\u00edpio n\u00e3o ter princ\u00edpio nenhum.&#8221;\n\n<strong>Quanto ao significado da palavra dad\u00e1, Tzara explica<\/strong>: &#8220;Dada n\u00e3o significa nada.&#8221; De qualquer modo, esta palavra foi encontrada no dicion\u00e1rio Petit Larousse pelo pr\u00f3prio Tzara. E um dos significados l\u00e1 presentes era o de que se tratava de um sinal de ingenuidade, algo ligado \u00e0 crian\u00e7a. O que ressalta a id\u00e9ia de espontaneidade, de ilogismo e humor da antiarte dada\u00edsta.\n\nPor outro lado, a inten\u00e7\u00e3o maior ao nomear o movimento de\u00a0<strong>dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0foi a de ter uma expressividade e uma for\u00e7a \u00e0 pr\u00f3pria palavra.\n\nO\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0teve como epicentro Zurique, na Sui\u00e7a; por\u00e9m houve uma contempor\u00e2nea internacionaliza\u00e7\u00e3o do movimento, indo de Nova York a Moscou, passando por Paris, Barcelona e Munique. Na Alemanha, procurou-se ressaltar os aspectos cr\u00edticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade e ao p\u00f3s-guerra. Enquanto nos Estados Unidos, Francis Picabia, Marcel Duchamp e o americano Man Ray realizam algo como um\u00a0<strong>protodada\u00edsmo<\/strong>.\n\nDuchamp utilizou-se da t\u00e9cnica do ready-made, consistindo em se aproveitar de produtos industrializados para recriar um novo objeto que desprezasse a arte acad\u00eamico-burguesa. Segundo Georges Hugnet, Duchamp &#8220;pretendia exprimir a sua avers\u00e3o \u00e0 arte e a admira\u00e7\u00e3o pelos objetos fabricados.&#8221;\n\n<strong>Quanto \u00e0 literatura, os textos dada\u00edstas mostravam-se agressivos, opondo-se a qualquer t\u00e9cnica tradicional, criando com isto um texto il\u00f3gico e antiracional. &#8220;aboli\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica, dan\u00e7a dos impotentes da cria\u00e7\u00e3o<\/strong>: DAD\u00c1; (&#8230;) trajet\u00f3ria de uma palavra lan\u00e7ada como um disco sonoro grito&#8221; (Manifesto Dada &#8211; 1918).\n\n<strong>Veja como exemplo de ilogicidade dad\u00e1 este poema de Tzara<\/strong>: As borboletas de 5 metros de comprimento se partem como os espelhos, como o v\u00f4o dos rios noturnos sobem com o fogo at\u00e9 \u00e0 via-l\u00e1ctea.\n\nUma t\u00e9cnica dada\u00edsta, aprofundada pelos surrealistas, \u00e9 a da escrita autom\u00e1tica, que consiste em escrever sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, fazendo uma livre associa\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias (conforme o poema acima).\n\n<strong>Dentro deste esp\u00edrito desconcertante, Tzara d\u00e1 at\u00e9 mesmo a &#8220;t\u00e9cnica&#8221; de como se escrever um poema dada\u00edsta<\/strong>:\n\nPegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que voc\u00ea deseja dar a seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com aten\u00e7\u00e3o algumas palavras que formam esse artigo e meta-se num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada peda\u00e7o um ap\u00f3s o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas s\u00e3o tiradas do saco. O poema se parecer\u00e1 com voc\u00ea. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do p\u00fablico.\n\nO\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0conheceu seu apogeu em 1920 e, no ano seguinte, seu decl\u00ednio. No ano de 1920, v\u00e1rias pe\u00e7as teatrais, recitais de m\u00fasica e leitura de poemas dada\u00edstas foram praticadas com at\u00e9 mesmo certa aceita\u00e7\u00e3o p\u00fablica.\n\n<strong>Por\u00e9m, o distanciamento pretendido se acentuou e, em um outro manifesto, lido por Francis Picabia, &#8220;Manifesto Canibal na Obscuridade&#8221;, h\u00e1 a seguinte passagem<\/strong>:\n\nDada n\u00e3o quer nada, n\u00e3o pede nada.<strong> Move-se e gesticula para que o p\u00fablico diga<\/strong>: n\u00f3s n\u00e3o compreendemos nada, nada, nada.\n\nContudo, a Europa, ap\u00f3s o t\u00e9rmino da 1\u00aa Guerra, pedia uma reconstru\u00e7\u00e3o, tanto f\u00edsica quanto cultural e moral; e este desejo de se manter distante, este aspecto destrutivo foi causa de discord\u00e2ncias internas, sendo a principal a entre Tzara e Andr\u00e9 Breton, dada\u00edsta franc\u00eas que, em 1924, lan\u00e7aria o movimento surrealista.\n\nDe qualquer modo, apesar de todo radicalismo peculiar, os dada\u00edstas cumpriram seu papel ao se posicionarem contra uma sociedade decadente.\n<h4><strong>Dada\u00edsmo &#8211; <\/strong>Artistas<\/h4>\nDurante a I Guerra Mundial, a cidade de Zurique, na Su\u00ed\u00e7a era considerada neutra.\n\nArtistas, escritores e poetas de v\u00e1rias nacionalidades que nos seus pa\u00edses de origem haviam se manifestado publicamente contr\u00e1rios \u00e0 guerra, foram acusados de impatriotismo e trai\u00e7\u00e3o, fugiram exilando-se em Zurique e acabaram reunidos, pela primeira vez em fevereiro de 1916, numa cervejaria, a que deram o nome de Cabaret Voltaire. Na ocasi\u00e3o foram lidos manifestos, poesias, encenaram teatro e realizaram exposi\u00e7\u00f5es de arte. Resolveram fundar um movimento art\u00edstico liter\u00e1rio que expressasse suas decep\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a inefici\u00eancia das ci\u00eancias, da religi\u00e3o e da filosofia que foram incapazes de evitar os horrores da guerra justamente entre as na\u00e7\u00f5es mais civilizadas do ocidente e por sua inutilidade j\u00e1 n\u00e3o deveriam merecer confian\u00e7a e respeito.\n\nSob influ\u00eancia da psican\u00e1lise de Freud, na \u00e9poca em voga entre os su\u00ed\u00e7os, elegeram o automatismo ps\u00edquico e as manifesta\u00e7\u00f5es do subconsciente como fonte da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e o irracionalismo como lei da conduta humana. N\u00e3o adiantava pensar, raciocinar, conduzir-se conscientemente numa humanidade que havia perdido a raz\u00e3o.\n\nPara designar o movimento, o poeta Tristan Tzara (h\u00fangaro)abriu ao acaso um dicion\u00e1rio alem\u00e3o-franc\u00eas Larousse acertando na palavra DADA que significa na linguagem infantil \u0093cavalo de pau\u0094. O nome escolhido \u00e9 sem sentido e o gesto fora irracional, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra. Dez milh\u00f5es de pessoas foram massacradas ou ficaram inv\u00e1lidas, por isso os dada\u00edstas achassem que n\u00e3o podiam confiar na raz\u00e3o e na ordem estabelecida e sua alternativa foi subverter toda autoridade e cultivar o absurdo.\n\nN\u00e3o se preocupavam em formular uma teoria que explicasse o pensamento do grupo e somente ap\u00f3s quase 3 anos do inicio das atividades, Tristan Tzara escreveu um manifesto sobre o\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>.\n\nSimultaneamente o movimento foi levado a New York pelos pintores Marcel Duchamp, Picabia e Man Ray , terminado a guerra o negativismo e o irracionalismo dos dada\u00edstas encontraram um ambiente prop\u00edcio na Europa traumatizada. Em Paris, com o apoio dos escritores e artistas Picabia, Max Ernst, Alfred Stieglitz, Andr\u00e9 Breton, Louis Aragon, Ribemont-Dessaignes, Marcel Duchamp, Albert Biron, Ph.Soupault, Paul Eluard, Benjamin Peret, promoveram famosas reuni\u00f5es.\n\nSeus seguidores procuravam chocar o p\u00fablico anulando as formas t\u00e9cnicas e os temas da pintura, dando valor ao irracionalismo como fundamento da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica; consideravam v\u00e1lida qualquer express\u00e3o art\u00edstica inclusive involunt\u00e1ria, elevando-a a categoria de obra de arte Ex. urinol ou outros objetos banais (ridicularizando a arte eterna ou profunda); poemas sem sentido; m\u00e1quina sem fun\u00e7\u00e3o (zombando a ci\u00eancia).\n\nO movimento difere dos futuristas pois n\u00e3o possu\u00eda o otimismo e nem a valoriza\u00e7\u00e3o da tecnologia e se aproxima deste no conceito de simultaneidade e provoca\u00e7\u00e3o (em suas apresenta\u00e7\u00f5es se misturam desde dan\u00e7arinas a poetas, a oradores; tudo ao mesmo tempo). Propunham a interdisciplinaridade como \u00fanica maneira poss\u00edvel de renovar a linguagem criativa.\n\nEm 1922 realizou-se a \u00faltima grande manifesta\u00e7\u00e3o em Paris. O movimento durou sete anos e seu decl\u00ednio \u00e9 reflexo da recupera\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses v\u00edtimas do conflito e das diverg\u00eancias doutrin\u00e1rias entre alem\u00e3es chefiados por Tzara e franceses chefiados por Breton, por\u00e9m o sinal de alerta do esp\u00edrito contra a decad\u00eancia de valores; sua ruptura com a l\u00f3gica e o racioc\u00ednio convencional, foram a base de novas formas de enriquecimento do imagin\u00e1rio como o Surrealismo em 1924.\n\n<strong>Caracter\u00edstica gerais:<\/strong>\n<blockquote>Pregavam \u0093non sense e antiarte\u0094 (deliberada irracionalidade)\nA colagem era feita com pap\u00e9is rasgados e n\u00e3o cortados.\nUtilizavam materiais diversos como bot\u00f5es, gesso, entre outros.\nUsavam as leis do acaso (cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica n\u00e3o depende de regras estabelecidas e nem da habilidade mental)\nFotomontagem (distor\u00e7\u00e3o da fotografia)\nMovimento contra o tradicional.<\/blockquote>\n<h4><strong>Dada\u00edsmo &#8211; <\/strong>Movimento art\u00edstico e liter\u00e1rio<\/h4>\nMovimento art\u00edstico e liter\u00e1rio com um pendor niilista, que surgiu por volta de 1916, em Zurique, acabando por se espalhar por v\u00e1rios pa\u00edses europeus e tamb\u00e9m pelos Estados Unidos da Am\u00e9rica. Embora se aponte 1916 como o ano em que o romeno Tristan Tzara, o alsaciano Hans Arp e os alem\u00e3es Hugo Ball e Richard Huelsenbeck seguiram novas orienta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e 1924 como o final desse caminho, a verdade \u00e9 que h\u00e1 uma discrep\u00e2ncia de datas respeitantes, quer ao in\u00edcio, quer ao final deste movimento, ou como preferem os seus fundadores, desta \u00abforma de esp\u00edrito\u00bb (\u00abManifesto Dada\u00bb, in Dada-Antologia Bilingue de Textos Te\u00f3ricos e Poemas, 1983).\n\nO movimento Dada (os seus fundadores recusam o termo\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0j\u00e1 que o ismo aponta para um movimento organizado que n\u00e3o \u00e9 o seu) surge durante e como rea\u00e7\u00e3o \u00e0 I Guerra Mundial.\n\nOs seus alicerces s\u00e3o os da repugn\u00e2ncia por uma civiliza\u00e7\u00e3o que atrai\u00e7oou os homens em nome dos s\u00edmbolos vazios e decadentes. Este desespero faz com que o grande objetivo dos dada\u00edstas seja fazer t\u00e1bua rasa de toda a cultura j\u00e1 existente, especialmente da burguesa, substituindo-a pela loucura consciente, ignorando o sistema racional que empurrou o homem para a guerra.\n\nDada reivindica liberdade total e individual, \u00e9 anti-regras e ideias, n\u00e3o reconhecendo a validade, nem do subjetivismo, nem da pr\u00f3pria linguagem.\n\n<strong>O seu nome \u00e9 disso mesmo um exemplo<\/strong>: Dada, que Tzara diz ter encontrado ao acaso num dicion\u00e1rio, ainda segundo o mesmo Tzara, n\u00e3o significa nada, mas ao n\u00e3o significar nada, significa tudo.\n\nEste tipo de posi\u00e7\u00f5es paradoxais e contradit\u00f3rias s\u00e3o outra das\u00a0<strong>caracter\u00edsticas<\/strong>\u00a0deste movimento que reclama n\u00e3o ter hist\u00f3ria, tradi\u00e7\u00e3o ou m\u00e9todo. A sua \u00fanica lei \u00e9 uma esp\u00e9cie de anarquia sentimental e intelectual que pretende atingir os dogmas da raz\u00e3o. Cada um dos seus gestos \u00e9 um ato de pol\u00e9mica, de ironia mordaz, de inconformismo.\n\n\u00c9 necess\u00e1rio ofender e subverter a sociedade.\n\n<strong>Essa subvers\u00e3o tem dois meios<\/strong>: o primeiro os pr\u00f3prios textos, que embora sejam concebidos como forma de interven\u00e7\u00e3o direta, s\u00e3o publicados nas numerosas revistas do movimento como Der Dada, Die Pleite, Der Gegner ou Der blutige Ernst, entre muitas outras.\n\nO segundo, o famoso Cabaret Voltaire, em Zurique, cujas sess\u00f5es s\u00e3o consideradas escandalosas pela sociedade da \u00e9poca verificando-se frequentes insultos, agress\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es policiais.\n\nN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil definir Dada.\n\n<strong>Os pr\u00f3prios dada\u00edstas para isso contribuem<\/strong>: as afirma\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias n\u00e3o permitem um consenso j\u00e1 que, enquanto consideram que definir Dada era anti-Dada, tentam constantemente faz\u00ea-lo. No primeiro manifesto, por ele pr\u00f3prio intitulado dada\u00edsta, Tristan Tzara afirma, que Ser contra este manifesto significa ser dada\u00edsta!\u00bb (\u00abManifesto Dada\u00bb, in Dada-Antologia Bilingue de Textos Te\u00f3ricos e Poemas, 1983) o que confirma a arbitrariedade e a inexist\u00eancia de c\u00e2nones e regras neste movimento.\n\n<strong>Tentam mesmo dissuadir os cr\u00edticos de o definir<\/strong>: Jean Arp, artista pl\u00e1stico franc\u00eas ligado ao movimento de Zurique, ridiculariza a metodologia cr\u00edtica escrevendo, que n\u00e3o era, nem nunca seria cred\u00edvel qualquer hist\u00f3ria deste movimento j\u00e1 que, para ele n\u00e3o eram importantes as datas, mas sim o esp\u00edrito que j\u00e1 existia antes do pr\u00f3prio nome; al\u00e9m disso Tzara afirma ser \u00abcontra sistemas.\n\nO sistema mais aceit\u00e1vel \u00e9, por princ\u00edpio, n\u00e3o ter nenhum.\u00bb (Dada and Surrealism,1972).\n\n<strong>S\u00e3o conscientemente subversivos<\/strong>: ridicularizam o gosto convencional e tentam deliberadamente desmantelar as artes para descobrir em que momento a criatividade e a vitalidade come\u00e7am a divergir. Desde o in\u00edcio que \u00e9 destrutivo e construtivo, fr\u00edvolo e s\u00e9rio, art\u00edstico e anti-art\u00edstico.\n\nEmbora se tenha espalhado por quase toda a Europa, o movimento Dada tem os n\u00facleos mais importantes em Zurique, Berlim, Col\u00f4nia e Han\u00f4ver. Todos eles defendem a aboli\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios est\u00e9ticos, a destrui\u00e7\u00e3o da cultura burguesa e da subjetividade expressionista reconhecendo, como caminhos a seguir, a dessacraliza\u00e7\u00e3o da arte e a necessidade do artista ser uma criatura do seu tempo, no entanto, h\u00e1 uma evolu\u00e7\u00e3o diferenciada nestes quatro n\u00facleos.\n\nO n\u00facleo de Zurique, o mais importante durante a guerra, \u00e9 muito experimentalista e provocat\u00f3rio, embora mais ou menos restrito ao c\u00edrculo do Cabaret Voltaire.\n\n<strong>\u00c9 aqui que surgem duas das mais importantes inova\u00e7\u00f5es dada\u00edstas<\/strong>: o poema simult\u00e2neo e o poema fon\u00e9tico.\n\nO poema simult\u00e2neo consiste na recita\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea do mesmo poema em v\u00e1rias l\u00ednguas; o poema fon\u00e9tico, desenvolvido por Ball, \u00e9 composto unicamente por sons, com predomin\u00e2ncia de sons voc\u00e1licos.\n\n<strong>Nesta \u00faltima composi\u00e7\u00e3o a sem\u00e2ntica \u00e9 completamente posta de parte<\/strong>: j\u00e1 que o mundo n\u00e3o faz sentido para os dada\u00edstas, a linguagem tamb\u00e9m n\u00e3o ter\u00e1 de fazer.\n\nBall considera ser esta uma \u00e9poca onde \u00ab Um universo desmorona-se. Uma cultura milenar desmorona-se.\u00bb (\u00abA Arte dos Nossos Dias\u00bb, in Dada-Antologia Bilingue de Textos e Poemas, 1983). Estes tipos de composi\u00e7\u00f5es, juntamente com o poema visual, tamb\u00e9m assente em princ\u00edpios simultane\u00edstas, e a colagem, primeiro utilizada nas artes pl\u00e1sticas, s\u00e3o as grandes inova\u00e7\u00f5es formais deste movimento.\n\nO grupo de Berlim, mais ativo depois da guerra, est\u00e1 profundamente ligado s condi\u00e7\u00f5es socio-pol\u00edticas da \u00e9poca. Ao contr\u00e1rio do anterior realiza interven\u00e7\u00f5es politizantes, pr\u00f3ximas da extrema esquerda, do anarquismo e da \u0093Proletkult\u0094 (cultura do proletariado). Apesar de tudo, os pr\u00f3prios dada\u00edstas t\u00eam consci\u00eancia que s\u00e3o demasiado anarcas para aderir a um partido pol\u00edtico e que a responsabilidade p\u00fablica que da\u00ed advinha era inconcili\u00e1vel com o esp\u00edrito dada\u00edsta.\n\nCol\u00f4nia e Hanover s\u00e3o menos significativos, sendo no entanto de salientar o desenvolvimento da t\u00e9cnica da colagem no primeiro e a inovadora utiliza\u00e7\u00e3o de materiais casuais e subalternos, como jornais e bilhetes de autocarro, na pintura do segundo.\n\nEstes autores destacam-se da sociedade em que est\u00e3o inseridos pela revolta, pelos valores expressos nas suas obras, pelas convic\u00e7\u00f5es que defendem e pelas contradi\u00e7\u00f5es que apresentam, muitas vezes exemplo da vitalidade e humor dos criadores.\n\nDada tornou-se muito popular em Paris, para onde Tzara vai viver depois da guerra. Na capital francesa, ao contr\u00e1rio de Berlim e Nova Iorque, o movimento Dada desenvolve-se bastante no campo liter\u00e1rio.\n\nEsta liga\u00e7\u00e3o foi muito importante para a g\u00e9nese do surrealismo que acaba por absorver o movimento no in\u00edcio da d\u00e9cada de vinte.\n\n<strong>As fronteiras entre os dois movimentos s\u00e3o t\u00e9nues, embora se oponham<\/strong>: o surrealismo mergulha as suas ra\u00edzes no simbolismo, enquanto Dada se aproxima mais do romantismo; o primeiro \u00e9 nitidamente politizado, enquanto o segundo \u00e9, na generalidade apol\u00edtico (com excep\u00e7\u00e3o do grupo de Berlim, como j\u00e1 foi referido).\n\n\u00c9 tamb\u00e9m poss\u00edvel encontrar vest\u00edgios dada\u00edstas na poesia de Ezra Pound e T. S. Elliot e na arte de Ernst e Magritte.\n<h4><strong>Dada\u00edsmo &#8211; <\/strong>Origem<\/h4>\nFundado na neutra Zurique, em 1916, por um grupo de refugiados da Primeira Guerra Mundial, o movimento dad\u00e1 tomou seu nome de uma palavra nonsense.\n\n<strong>Em seus sete anos de vida, o\u00a0Dada\u00edsmo\u00a0muitas vezes parecia mesmo sem sentido, mas tinha um objetivo de n\u00e3o-sem-sentido<\/strong>: protestava contra a loucura da guerra.\n\nNesse primeiro conflito global, anunciado como &#8220;a guerra para acabar com todas as guerras&#8221;, dezenas de milhares morriam diariamente nas trincheiras para conquistar uns poucos metros de terra calcinada e em seguida eram for\u00e7adas a recuar pelos contra-ataques. Dez milh\u00f5es de pessoas foram massacradas ou ficaram inv\u00e1lidas.\n\nN\u00e3o admira que os dada\u00edstas achassem que n\u00e3o podiam mais confiar na raz\u00e3o e na ordem estabelecida. Sua alternativa foi subverter toda autoridade e cultivar o absurdo.\n\nO\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0foi uma atitude internacional, que se expandiu de Zurique para Fran\u00e7a, Alemanha e Estados Unidos.\n\nSua principal estrat\u00e9gia era denunciar e escandalizar.\n\nUma noite dada\u00edsta t\u00edpica contava com diversos poetas declamando versos nonsense simultaneamente em l\u00ednguas diferentes e outros latindo como c\u00e3es.\n\nOs oradores lan\u00e7avam insultos \u00e0 plat\u00e9ia, dan\u00e7arinos com trajes absurdos entravam pelo palco, enquanto uma menina de vestido de primeira comunh\u00e3o recitava poemas obscenos.\n\n<strong>Os dada\u00edstas tinham um objetivo mais s\u00e9rio do que causar esc\u00e2ndalo:<\/strong>\u00a0queriam acordar a imagina\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Dada\u00edsmo &#8211; Movimento<\/strong>\n\n<strong>O\u00a0Dada\u00edsmo, movimento art\u00edstico e liter\u00e1rio an\u00e1rquico fundado em 1916 por\u00a0artistas\u00a0e intelectuais exilados na Su\u00ed\u00e7a durante a I Guerra Mundial teve como fundadores:<\/strong> Hans Richter [1888-1976] e Raul Haussmann [1886-1971].\n\nPor essa altura, publicaram-se numerosos manifestos Dada que proclamavam a espontaneidade, a liberdade e a anarquia absolutas do artista e consideravam a inven\u00e7\u00e3o pura, as leis do acaso e a permuta\u00e7\u00e3o de formas antropom\u00f3rficas e inanimadas muito importantes para o trabalho art\u00edstico. Mais tarde se expande por outros pa\u00edses da Europa e pelos Estados Unidos (EUA). Caracteriza-se pelo desejo de destruir as formas de arte institucionalizadas e de romper o limite entre as v\u00e1rias modalidades art\u00edsticas.\n\nOs\u00a0<strong>artistas<\/strong>\u00a0op\u00f5em-se \u00e0 sociedade materialista, vista como fracassada por promover a guerra, e prop\u00f5em ignorar o conhecimento at\u00e9 ent\u00e3o acumulado pela humanidade.\n\nAcima de tudo, os dada\u00edstas procuravam chocar a sociedade com uma extravag\u00e2ncia deliberada.\n\n<strong>Devem ainda referir-se como precursores deste movimento:<\/strong>\u00a0Marcel Duchamps [1887-1964], franc\u00eas e Francis Picabia [1878-1953], de\u00a0<strong>origem cubana<\/strong>, que inicialmente foram seguidores do Cubismo.\n\nO seu nome deriva de da-da, duas das primeiras s\u00edlabas a serem pronunciadas pelas crian\u00e7as, segundo os seus autores.\n\n\u00c9 um estilo entre o infantil e o burlesco [Duchamps, por exemplo, pintou a Gioconda com bigodes&#8230;]. Com Duchamps, as formas passam a ter um aspecto mais ou menos mec\u00e2nico mas n\u00e3o s\u00e3o animadas de um movimento natural. Este artista pintou cerca de vinte quadros, a maior parte deles sobre vidro. Foi ele que imaginou os &#8220;ready-made&#8221;, ou seja, simples objetos manufaturados, como por exemplo um abridor de garrafas ou um urinol, em que ele se limitava apenas a modificar-lhe um pequeno pormenor ou at\u00e9 a n\u00e3o mudar absolutamente nada.\n\n<strong>Isto levou a que, em 1962, numa carta que Duchamp escreveu a Richter desabafasse: <\/strong>&#8220;Quando descobri os ready-mades pensei que ia desencorajar os estetas&#8230; Atirei-lhes o porta-garrafas e o urinol \u00e0 cara como um desafio e eles agora admiram-nos pela sua beleza est\u00e9tica&#8221;.\n\nPicabia, grande humorista, levou mais longe ainda o seu desafio com as suas mistifica\u00e7\u00f5es absurdas. Esta atitude \u00e9 muito caracter\u00edstica do\u00a0<strong>Dada\u00edsmo<\/strong>\u00a0e revela o seu esp\u00edrito de protesto e de provoca\u00e7\u00e3o.\n\nAli\u00e1s, este movimento surge precisamente como uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0s conseq\u00fc\u00eancias nefastas da 1\u00aa Grande Guerra Mundial. Perante o horror da guerra, viram-se for\u00e7ados a reconhecer a fragilidade da civiliza\u00e7\u00e3o e dos seus valores. Por isso, os dada\u00edstas entendiam como necess\u00e1rio fazer uma limpeza na arte, fazendo-a reviver, ou seja, come\u00e7ar tudo a partir do zero, defendendo assim a espontaneidade e a anarquia. Utilizavam qualquer tipo de material que encontrassem \u00e0 m\u00e3o.\n\nAtualmente os seus quadros s\u00e3o admirados nos museus e reproduzidos em livros e revistas de arte. Entre os seus principais adeptos, contam-se Tristian Tzara, de\u00a0<strong>origem romena<\/strong>, Hugo Ball, alem\u00e3o, Jean Arp, alsaciano, Max Ernst, alem\u00e3o, e Man Ray, norte-americano.\n\nNo seu in\u00edcio, os dada\u00edstas chamaram a aten\u00e7\u00e3o de Picasso e de outros\u00a0<strong>artistas cubistas<\/strong>, mas em breve manifestaram a sua oposi\u00e7\u00e3o com firmeza.\n\nO movimento acabou por se desintegrar em 1922 e os seus adeptos foram aderindo a outros movimentos. Contudo, verificou-se um certo m\u00e9rito neste movimento. Atrav\u00e9s da ironia e do absurdo, acabaram por provocar o desequil\u00edbrio num determinado n\u00famero de h\u00e1bitos e id\u00e9ias pr\u00e9-concebidas enraizados na sociedade de ent\u00e3o, que s\u00f3 dessa forma puderam ser alterados. Alguns dos seus elementos, do grupo dada\u00edsta alem\u00e3o, George Grosz [1893-1959] e Otto Dix [n.1891] criaram um outro movimento, denominado Nova Objetividade. Os temas tratados tinham um car\u00e1ter amargo e sat\u00edrico. Punha-se em causa a vida pol\u00edtica e social, o caos e a hipocrisia da vida.\n\nFonte: www.geocities.com\/www.redacional.com.br\/www2.fcsh.unl.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dada\u00edsmo, Movimento, Art\u00edstico, Hist\u00f3ria, Arte, Liter\u00e1rio, Art\u00edstas, Pintura, Escultura, Caracter\u00edsticas, Origem, Dada\u00edsmo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-19517","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dada\u00edsmo - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Dada\u00edsmo - 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