{"id":19503,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/academicismo-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:23:14","modified_gmt":"2026-09-01T15:23:14","slug":"academicismo-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/academicismo-3\/","title":{"rendered":"Academicismo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>Academicismo &#8211; Arte acad\u00eamica<\/h4>\nO modo de pintura e escultura aprovado pelas academias oficiais de artes pl\u00e1sticas, nomeadamente a Academia Francesa e da Royal Academy.\n\nNa arte, o termo &#8220;Arte acad\u00eamica&#8221; (\u00e0s vezes tamb\u00e9m &#8220;academicismo&#8221; ou &#8220;ecletismo&#8221;) \u00e9 tradicionalmente usado para descrever o estilo de verdadeiro para a vida, mas de alta pintura realista esp\u00edrito e escultura defendido pelas academias europ\u00e9ias de arte, nomeadamente a Academia Francesa de Belas Artes.\n\nEste ou do estilo &#8220;oficial&#8221; &#8220;aprovado&#8221; da arte, que mais tarde veio a ser intimamente associada \u00e0 pintura neocl\u00e1ssico e, em menor medida, o movimento Simbolismo, foi incorporado em uma s\u00e9rie de conven\u00e7\u00f5es pict\u00f3ricas e escult\u00f3ricas a ser seguido por todos os artistas.\n\nEm particular, houve uma forte \u00eanfase no elemento intelectual, combinado com um conjunto fixo de est\u00e9tica. Acima de tudo, pinturas devem conter uma mensagem de esp\u00edrito suficientemente elevado.\n\nArtistas cujas obras t\u00eam vindo a tipificam os ideais da arte acad\u00eamica incluem Peter-Paul Rubens (1577-1640), Nicolas Poussin (1594-1665), Jacques-Louis David (1748-1825), Jean-Antoine Gros (1771-1835) , JAD Ingres (1780-1867) Paul Delaroche (1797-1856), Ernest Meissonier (1815-1891), Jean-Leon Gerome (1824-1904), Alexandre Cabanel (1823-1889), Pierre Puvis de Chavannes (1824-1898), Thomas Couture (1815-1879) e William-Adolphe Bouguereau (1825-1905).\n<h4>Origens<\/h4>\nA partir do s\u00e9culo XVI em diante, um n\u00famero de escolas de arte especializadas brotaram em toda a Europa, a partir de It\u00e1lia.\n\nEstas escolas &#8211; conhecidos como &#8220;academias&#8221; &#8211; foram originalmente patrocinada por um patrono das artes (normalmente o papa, um rei ou um pr\u00edncipe), e comprometeu-se a educar os jovens artistas de acordo com as teorias cl\u00e1ssicas da arte renascentista.\n\nO desenvolvimento destas academias art\u00edsticas foi o culminar do esfor\u00e7o (iniciado por Leonardo Da Vinci e Michelangelo) para atualizar o status de artistas praticantes, para distingui-los dos meros artes\u00e3os envolvidos em trabalho manual, e para emancipar-los do poder das corpora\u00e7\u00f5es .\n<h4>O academicismo posto em xeque<\/h4>\nDesde as \u00faltimas d\u00e9cadas do S\u00e9culo 19, a Hist\u00f3ria da Arte assistia a profundas modifica\u00e7\u00f5es e rupturas. Os modelos que vinham sendo valorizados desde a \u00e9poca do Renascimento Italiano pelas academias come\u00e7avam a ser realmente questionados.\n\nOs artistas, acompanhando as mudan\u00e7as sociais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e filos\u00f3ficas do mundo, passavam a desejar novas express\u00f5es art\u00edsticas.\n\nO desenvolvimento das vanguardas europ\u00e9ias do S\u00e9culo 20 est\u00e1 intimamente relacionado com os artistas da gera\u00e7\u00e3o anterior, que abriram caminho para as gera\u00e7\u00f5es seguintes.\n\nOs Impressionistas, os P\u00f3s-Impressionistas e at\u00e9 mesmo os Realistas foram os verdadeiros pioneiros das transforma\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que marcariam a arte moderna.\n\n<strong>Os primeiros sinais de contesta\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nArtistas do final do s\u00e9culo, independentemente de pertencerem a qualquer escola, tamb\u00e9m tiveram influ\u00eancia espantosa sobre a arte moderna.\n\nDestaca-se, em particular, Paul C\u00e9zanne e sua obsess\u00e3o em imprimir objetividade \u00e0 forma de encarar o mundo. Pode ser considerado o verdadeiro exemplo para a arte moderna, exercendo alguma influ\u00eancia em todos os movimentos e artistas de proje\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX.\n\nGeorges Seraut (1859 -1891), apesar de ter morrido prematuramente, tamb\u00e9m \u00e9 considerado um dos grandes precursores da arte moderna, dando express\u00e3o art\u00edstica \u00e0 mentalidade cient\u00edfica de sua \u00e9poca, incorporando, por exemplo, estudos de \u00f3tica e cor \u00e0s suas concep\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e adicionando a eles suas refinadas descobertas est\u00e9ticas.\n\nSEURAT (Georges) pintor franc\u00eas (Paris, 1859 &#8211; id., 1891), iniciador e mestre do pontilhismo.\n\n<strong>Muito al\u00e9m do Impressionismo<\/strong>\n\nVan Gogh pode ser considerado uma terceira influ\u00eancia decisiva sobre a arte do s\u00e9culo XX. Al\u00e9m deles (mas talvez n\u00e3o em t\u00e3o profunda escala) podem ser colocados Gauguin, Pissaro e Signac.\n<blockquote>PISSARRO (Camille) pintor franc\u00eas de origem judaica sefaradita (Saint-Thomas, Antilhas, 1830 &#8211; Paris, 1903). Um dos mestres do impressionismo, pintou principalmente paisagens, animadas freq\u00fcentemente por personagens e cenas r\u00fasticas.\n\nSIGNAC (Paul) pintor franc\u00eas (Paris, l863 &#8211; id., 1935). Praticou o divisionismo, do qual foi o te\u00f3rico.<\/blockquote>\n\u00c9 importante pontuar que essa influ\u00eancias, \u00e0s vezes, manifestaram-se pela nega\u00e7\u00e3o de algum aspecto do trabalho do artista ou mesmo pela compreens\u00e3o limitada ou desvirtuada de sua obra.\n\nO S\u00e9culo 20, sem d\u00favida, foi uma \u00e9poca de profundas transforma\u00e7\u00f5es em todas as esferas da experi\u00eancia humana e os artistas n\u00e3o podiam manter-se alheios a essas mudan\u00e7as, o que em parte justifica a profus\u00e3o de movimentos e ideais art\u00edsticos que nele surgiram.\n\n<strong>Entretanto, resta a d\u00favida:<\/strong>\u00a0todas as mudan\u00e7as na arte foram realmente t\u00edpicas desse conturbado per\u00edodo da Hist\u00f3ria ou apenas tivemos mais acesso a cada m\u00ednima manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica devido ao desenvolvimento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o?\n\nDe qualquer forma, tratam-se de contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Hist\u00f3ria da Arte extremamente marcantes e, apesar do artista e sua cria\u00e7\u00e3o serem considerados \u00fanicos e aut\u00f4nomos, n\u00e3o se pode alienar sua produ\u00e7\u00e3o do momento hist\u00f3rico e das mudan\u00e7as de mentalidade que assistimos nesse s\u00e9culo.\n\n<strong>A Europa na vanguarda<\/strong>\n\nUm dado curioso exemplificando essas tend\u00eancias maiores que movem uma gera\u00e7\u00e3o, pode ser o encontro em Paris de praticamente todas as importantes figuras que marcariam as vanguardas, vindos de todas as partes do mundo.\n\nAl\u00e9m de Paris, e em menor escala, apesar da import\u00e2ncia, Munique foi outro importante centro vanguardista europeu.\n\nOs Fauves (as Feras), liderados pela figura de Henri Matisse (1869-1954) come\u00e7aram com uma rea\u00e7\u00e3o ao divisionismo met\u00f3dico (ver Neo-Impressionismo) e assumiram caracter\u00edsticas expressionistas.\n\nO Fauvismo pode ser classificado entre os primeiros grupos de vanguarda, pois, apesar da curta dura\u00e7\u00e3o\u00a0 (1905 a 1908)\u00a0 e da incoer\u00eancia associada a ele,\u00a0 agrupou e influenciou figuras importantes da arte moderna, como Andr\u00e9 Durain (1880-1954), Georges Braque e exerceu influ\u00eancia, por exemplo, sobre Picasso.\n\n<strong>Movimentos rebeldes se multiplicam<\/strong>\n\nOs expressionistas alem\u00e3es, agrupados no Die Br\u00fccke, Dresdem e Der Blaue Reiter, Munique foram outras importantes influ\u00eancias para a Arte Moderna.\n\nDesse mesmo per\u00edodo \u00e9 o Cubismo, o Futurismo e posteriormente o Dadaismo e o Surrealismo, os movimentos da vanguarda europ\u00e9ia mais conhecidos e que exerceram influ\u00eancia sobre toda a arte do s\u00e9culo XX. O Construtivismo, o Suprematismo e o Neoplasticismo, originados principalmente do Cubismo, tamb\u00e9m foram movimentos importantes do in\u00edcio do s\u00e9culo.\n<blockquote>SUPREMATISMO s.m. Teoria e pr\u00e1tica do pintor russo Malevitch (a partir de 1913) e seus ep\u00edgonos, tais como Lissitzky, Ivan Klioune, Olga Rozanova. (Foi o primeiro movimento de pura abstra\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica da pintura.)<\/blockquote>\n<strong>A filosofia \u00e9 o princ\u00edpio de tudo<\/strong>\n\nUm dado curioso dos movimentos vanguardistas do S\u00e9culo 20 \u00e9 o fato de normalmente terem origem em id\u00e9ias filos\u00f3ficas.\n\nEstas id\u00e9ias podem receber, a princ\u00edpio, express\u00e3o na literatura e poesia, para posteriormente passar \u00e0s artes pl\u00e1sticas, como \u00e9 o caso mais espec\u00edfico do Surrealismo e do Futurismo.\n\n<strong>Al\u00e9m disso, a popularidade entre os artistas das teorias, que justificavam a arte, tamb\u00e9m foi grande, como as obras extremamente lidas e comentadas entre os c\u00edrculos vanguardistas da \u00e9poca:<\/strong>\u00a0&#8220;Do espiritual na Arte&#8221;, de Kandinsky (1912) e &#8220;Abstra\u00e7\u00e3o e Sentimento&#8221; (1908) de Wilhelm Worringer.\n\nEm muito ajudou a forma\u00e7\u00e3o de grupos que, normalmente. estava relacionada \u00e0 necessidade de sobreviv\u00eancia material e a facilidade de transmiss\u00e3o de id\u00e9ias, uma vez que, apesar de aparentemente expressarem os mesmo ideais, eram constitu\u00eddos por personalidades e estilos pessoais bastante fortes e distintos.\n<h4>Academicismo no Brasil<\/h4>\n&#8221; Em 1823, cansado de esperar pela inaugura\u00e7\u00e3o da Academia e Escola de Belas Artes, Jean Baptiste Debret alugou uma casa no centro do Rio de Janeiro e come\u00e7ou a lecionar pintura.Seus primeiros alunos tornaram-se professores da Academia, a segunda gera\u00e7\u00e3o de alunos da Academia demonstrou o rigor acad\u00eamico, com pouca influ\u00eancia do Romantismo ou Realismo, que j\u00e1 estava acontecendo na Europa.\n\nAgostinho Jos\u00e9 de Mota foi o primeiro paisagista brasileiro a obter o pr\u00eamio de Viagem \u00e0 Europa, concedido pela Academia (Na Academia Francesa) ganhou uma bolsa na capital italiana, onde poderia usufruir os modelos da antiguidade cl\u00e1ssica, ao lado conferimos a obra do artista intitulada &#8220;F\u00e1brica do Bar\u00e3o de Capanema.&#8221;\n\nNo s\u00e9culo XIX aconteceu a ascens\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9, foi um per\u00edodo de prosperidade econ\u00f4mica, Dom Pedro II governava o Brasil nessa \u00e9poca.\n\nA guerra do Paraguai, serviu para os pintores acad\u00eamicos brasileiros como tema, a partir do qual elaboravam cenas her\u00f3icas que glorificavam o imp\u00e9rio.\n\nPedro Am\u00e9rico de Figueiredo e Melo nasceu na Para\u00edba e com 9 anos seu talento de desenhista j\u00e1 teria vindo \u00e0 tona.O artista acompanhou a miss\u00e3o cient\u00edfica de um naturalista franc\u00eas, ingressou na academia, recebeu de D.Pedro II patrocinio para viajar para a Europa, quando retornou ao Brasil lecionou na Academia Imperial de Belas-Artes.\n\n<strong>Abaixo podemos conferir uma montagem contendo duas obras do artista, a primeira \u00e9 intitulada &#8221; A noite acompanhada dos g\u00eanios do amor e do estudo&#8221; e a segunda temos o detalhe da obra &#8221; D. Pedro II na abertura da Assembl\u00e9ia Geral&#8221;:<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Academicismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/academ18.jpg\" alt=\"Academicismo\" width=\"264\" height=\"361\" \/>\nPEDRO AM\u00c9RICO: A noite e os g\u00eanios do Estudo e do Amor &#8211; 1883<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Academicismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/academ19.jpg\" alt=\"Academicismo\" width=\"228\" height=\"329\" \/>\nD. Pedro II na abertura da Assembl\u00e9ia Geral<\/strong><\/p>\nOutro grande Artista desse per\u00edodo foi Victor Meirelles de Lima, o artista nasceu em 1832 na cidade de Desterro, hoje Florian\u00f3polis, e faleceu em 1903.\n\nFoi para o Rio de Janeiro afim de estudar na Academia Imperial de Bellas Artes, onde foi aluno de Debret.\n\nEm 1853 recebeu o pr\u00eamio de Viagem \u00e0 Europa, l\u00e1 tomou conhecimento dos movimentos que come\u00e7avam a romper com a tradi\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica, o Realismo e o Romantismo.De volta ao Brasil, se tornou professor da academia, a casa onde o artista viveu tem estilo colonial e pode ser visitada em Florian\u00f3polis.\n\nAbaixo podemos conferir o detalhe de duas obras do artista, na primeira imagem temos detalhes da obra &#8220;Moema&#8221; e abaixo dela detalhes da Obra &#8220;D. Pedro II, o Magn\u00e2nimo&#8221;.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Academicismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/academ20.jpg\" alt=\"Academicismo\" width=\"349\" height=\"215\" \/>\nMoema<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Academicismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/academ21.jpg\" alt=\"Academicismo\" width=\"208\" height=\"309\" \/>\nD. Pedro II, o Magn\u00e2nimo<\/strong><\/p>\n<strong>Bella \u00c9poca no Brasil<\/strong>\n\nPer\u00edodo que se iniciou por volta de 1880 e se estendeu at\u00e9 a primeira guerra mundial, em 1914. Segundo o material did\u00e1tico do sistema energia &#8221; a belle \u00e9poque era um estado de esp\u00edrito que, no Brasil, predominou entre 1889, data da proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica, e 1922, ano da realiza\u00e7\u00e3o da semana de arte moderna.\n\nA belle \u00e9poque brasileira tem profundas liga\u00e7\u00f5es com cinco grandes exposi\u00e7\u00f5es internacionais realizadas em Paris, que indicavam as tend\u00eancias da \u00e9poca.\n<blockquote><strong>1855 &#8211;<\/strong>\u00a0Consagra\u00e7\u00e3o do Romantismo\n<strong>867 &#8211;\u00a0<\/strong>Consagra\u00e7\u00e3o do Realismo, que havia sido rejeitado na exposi\u00e7\u00e3o anterior, e dos pr\u00e9-rafaelitas.\n<strong>878 &#8211;<\/strong>\u00a0Impressionistas se destacaram.\n<strong>889 &#8211;<\/strong>\u00a0Triunfo dos simbolistas.\n<strong>900 &#8211;\u00a0<\/strong>Art Nouveau foi consagrado.<\/blockquote>\n<h4>Principais artistas<\/h4>\n<strong>Rodolfo Amoedo<\/strong>\n\nNasceu no Rio de Janeiro, foi aluno de Vitor Meirelles, com 17 anos matriculou-se na Academia de Belas Artes.\n\n<strong>Seu amor \u00e0 t\u00e9cnica foi transmitido \u00e0 seus alunos<\/strong>: Batista da Costa, Viscontti, Lucio de Alburquerque e Portinari. Seu tema predileto era a figura humana, mas tamb\u00e9m pintou paisagem, g\u00eanero, natureza morta e retrato.\n\n<strong>Ant\u00f4nio Parreiras<\/strong>\n\nFoi autor de 850 pinturas e 68 exposi\u00e7\u00f5es individuais, ingressou na academia sendo aluno de Grimm e acompanhou seu professor quando ele se retirou da academia, passando a ter aulas ao ar livre. Pintou v\u00e1rios quadros hist\u00f3ricos-documentais. Em 1925 foi eleito o mais popular pintor nacional, morreu bem sucedido e chegou a inaugurar seu pr\u00f3prio busto em 1927- Niter\u00f3i.\n\n<strong>Almeida J\u00fanior<\/strong>\n\nO realismo foi um estilo de pintura conservadora e um pouco superficial, que ignorou as grandes inova\u00e7\u00f5es do Impressionismo.\n\nNo Brasil, alguns artistas fugiram \u00e0 essa regra. Entre eles podemos destacar Jos\u00e9 Ferraz de Almeida J\u00fanior.\n\nMesmo tendo estudado na academia e ter ido \u00e0 Europa, decidiu voltar para sua terra natal- Itu, l\u00e1 retratou diversas cenas do interior, abaixo vemos a pintura intitulada &#8220;Picando Fumo&#8221;.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Academicismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/academ22.jpg\" alt=\"Academicismo\" width=\"213\" height=\"305\" \/>\nCaipira picando fumo, 1893<\/strong><\/p>\n<strong>Eliseu Viscontti<\/strong>\n\nNas produ\u00e7\u00f5es do artista podemos ver claramente influ\u00eancias do Impressionismo e Neo-Impressionismo ou Pontillhismo. Pintor de figuras, cenas de g\u00eanero, paisagens e decora\u00e7\u00e3o, seus desenhos n\u00e3o possu\u00edam contornos definidos. Abaixo podemos conferir a obra intitulada &#8221; Trigal&#8221;, obra que caracteriza como uma das melhores obras do artistas.\n<h4>Academicismo &#8211; Brasil<\/h4>\nNo Brasil podemos considerar o ano de 1724 como o ano 1 do academicismo no Brasil, mesmo considerando poss\u00edveis outras academias ou atos acad\u00eamicos \u00e9 somente com a reuni\u00e3o dos acad\u00eamicos esquecidos que o academicismo toma impulso no Brasil.\n\nDevemos considerar, ainda, Academia n\u00e3o somente como a reuni\u00e3o peri\u00f3dica de um determinado grupo, com estatutos pr\u00e9 formulados, nem mesmo como reuni\u00e3o de alunos sob a batuta de um mestre, a Academia do s\u00e9culo XVIII representa tamb\u00e9m a reuni\u00e3o de letrados por um dia, uma tarde, ou mesmo algumas horas, motivados por um fato isolado, como a chegada de uma princesa, ou a morte de uma marquesa.\n\nA Academia Bras\u00edlica dos Esquecidos, fundada, na Bahia, em 1724 sob os ausp\u00edcios do vice-rei do Brasil Vasco Fernandes C\u00e9sar de Meneses, vem ao encontro de uma tradi\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia iniciada no s\u00e9culo XVI, ou seja a reuni\u00e3o de intelectuais sob o teto das academias.\n\nA Academia dos Esquecidos foi fundada com o prop\u00f3sito de coligir informa\u00e7\u00f5es sobre a Nova Lusit\u00e2nia. Este material seria enviado para a Corte afim de ser anexado \u00e0 monumental Hist\u00f3ria de Portugal, que estava sendo redigida pela Academia Real de Hist\u00f3ria Portuguesa.\n\nA partir de uma Ordem R\u00e9gia de 1722 e uma intensa troca de correspond\u00eancias com a Corte, o Vice-rei concluiu que a melhor maneira de se reunir as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias seria com a funda\u00e7\u00e3o de uma academia bras\u00edlica.\n\nPara tal, ele re\u00fane 7 ilustres membros da sociedade baiana e funda em seu pal\u00e1cio a Academia Bras\u00edlica dos Esquecidos (seu t\u00edtulo provavelmente prov\u00e9m do fato de que nenhum letrado colonial fora chamado para compor os quadros da Academia de hist\u00f3ria portuguesa, al\u00e9m disto era de praxe colocar t\u00edtulos jocosos nas academias dos s\u00e9culos XVI, XVII e in\u00edcio do XVIII.\n\nPor exemplo Academia do Farelo, na It\u00e1lia, Academia dos Singulares, em Portugal, Academia dos Felizes, no Rio de janeiro).\n\nDentro da tradi\u00e7\u00e3o acad\u00eamica europ\u00e9ia, os esquecidos tamb\u00e9m se intitularam com nomes jocosos, como ocupado, infeliz, vago, venturoso, laborioso. \u00c9 assim que assinam suas composi\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas, quando muito, colocavam ao lado ou abaixo do vulgo, as inciais de seu nome.\n\nA funda\u00e7\u00e3o da Academia demonstra per si a forma\u00e7\u00e3o de uma elite intelectual, ou letrada, na Col\u00f4nia, principalmente pelo fato de que a maioria dos 45 membros fixos da Academia era natural das Terras bras\u00edlicas.\n\nDevemos considerar ainda, que ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o dos Esquecidos, o movimento acad\u00eamico se desenvolveu rapidamente por todas as principais vilas brasileiras, demonstrando assim o car\u00e1ter plural do movimento e a coes\u00e3o de uma elite letrada no Brasil, ao contr\u00e1rio do que pode parecer para alguns, ou seja, uma meia d\u00fazia de letrados discursando para eles mesmo.\n\nOs esquecidos se reuniram por um ano, at\u00e9 fevereiro de 1725, o que representou 18 outeiros. Suas atividades foram suspensas no 18o outeiro, por\u00e9m os esquecidos tinham o objetivo de retom\u00e1-las, no entanto por motivos at\u00e9 o momento desconhecidos, os acad\u00eamicos jamais voltaram a se reunir. Alguns autores afirmam que a academia se findou devido ao afastamento do vice-rei, o que n\u00e3o \u00e9 exato, pois, este somente sairia do governo no ano de 1735.\n\nSomente em 1759, alguns esquecidos ( os ainda vivos ou que ainda residiam no Brasil) retomaram suas atividades acad\u00eamicas.\n\n<strong>Na primeira reuni\u00e3o, onde foram redigidos os estatutos, ficou homologado que os outeiros seriam divididos em dois momento distintos:<\/strong>\u00a0primeiramente uma parte puramente liter\u00e1ria onde ap\u00f3s a Ora\u00e7\u00e3o presidencial seriam compostas obras po\u00e9ticas sobre dois temas previamente escolhidos, sendo que um tema l\u00edrico e outro her\u00f3ico (as obras compostas seriam recitadas e se necess\u00e1rio corrigidas por Jos\u00e9 da Cunha Cardoso, secret\u00e1rio da academia).\n\nA seguir seriam recitadas as disserta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Durante os outeiros havia tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o membros da academia a convite do orador ou do vice-rei. A maior parte das obras era composta em portugu\u00eas, havendo tamb\u00e9m muitas em latim e algumas poucas ainda em espanhol.\n\nAs disserta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria bras\u00edlica foram divididas em 4 partes e cada parte foi dada a um lente, que tinha por obriga\u00e7\u00e3o recitar uma disserta\u00e7\u00e3o a cada 2 outeiros. Os temas eram Hist\u00f3ria militar, pol\u00edtica, natural e eclesi\u00e1stica. Os manuscritos encontram-se dispersos, existindo algumas c\u00f3pias na Biblioteca Nacional de Lisboa e na Sociedade Geogr\u00e1fica de Lisboa.\n\nEm 1969, Jos\u00e9 Aderaldo Castello, em sua obra &#8220;O movimento academicista no Brasil&#8221;, editou de forma incompleta algumas disserta\u00e7\u00f5es, permanecendo muitas disserta\u00e7\u00f5es ainda in\u00e9ditas.\n\nUma tradi\u00e7\u00e3o iniciada pelo C\u00f4nego Fernandes Pinheiro, membro do IHGB, criou uma s\u00e9rie de confus\u00f5es a respeito das disserta\u00e7\u00f5es dos esquecidos. Em 1868, ao publicar na Revista do IHGB, um texto a respeito das composi\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas dos esquecidos, que haviam sido rec\u00e9m adquiridas pelo Instituto, Pinheiro afirma que as disserta\u00e7\u00f5es ou n\u00e3o chegaram a ser produzidas, ou haviam se extraviado.\n\nDada a import\u00e2ncia e a repercuss\u00e3o da Revista do IHGB, dezenas de autores acompanharam por muito tempo a opini\u00e3o do C\u00f4nego. Somente com a obra de Castello o problema foi parcialmente resolvido, por\u00e9m como \u00e9 uma obra bastante rara poucos se remetem a ela, ficando ainda como refer\u00eancia \u00e0 academia, a obra de Fernandes Pinheiro.\n\nAo contr\u00e1rio do que ocorria na Fran\u00e7a, onde a maioria dos acad\u00eamicos eram burgueses, em Portugal, e por conseguinte no Brasil, os acad\u00eamicos do s\u00e9culo XVIII eram homens ligados ao estado, \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica ( civil e militar ), ou ligados \u00e0 igreja ( secular ou conventual ). Juizes, ouvidores, padres, freis, jesu\u00edtas, capuchinhos, capit\u00e3es, coron\u00e9is, vig\u00e1rios eram os homens que compunham a maioria das academias do s\u00e9culo XVIII.\n\nO lente da Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica n\u00e3o diferia deste esquema. Gon\u00e7alo Soares da Franca nasceu provavelmente na Bahia em 1632, o que representa ter freq\u00fcentado a Academia dos Esquecidos e redigido as Disserta\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas com mais de 90 anos.\n\nO lente era padre e vestia o h\u00e1bito de S. Pedro, produziu v\u00e1rias obras po\u00e9ticas que continuam in\u00e9ditas, inclusive um poema \u00e9pico intitulado &#8220;Brazilia ou a descoberta do Brasil&#8221;, este poema possui 1800 oitavas e alguns trechos foram recitados na Academia.\n\nEm seu Antel\u00f3quio, Soares da Franca anuncia a estrutura da sua hist\u00f3ria eclesiastica e declama os autores dos quais em suas pr\u00f3prias palavras ele \u0093poderia mendigar alguma luz\u0094.\n\nAs principais refer\u00eancias do Lente eclesi\u00e1stico eram autores do s\u00e9culo XVI e XVII e pela quantidade e a qualidade dos autores referidos podemos observar a cultura deste letrado esquecido. Os padres jesu\u00edtas Vasconcellos e Teles, o naturalista Guilherme Pison, As D\u00e9cadas de Jo\u00e3o de Barros, Gaspar Barleu, Frei Manuel Calado e seu O valeroso Lucideno, estavam entre as principais refer\u00eancias do padre.\n\nO plano tra\u00e7ado para sua Hist\u00f3ria eclesi\u00e1stica, ainda que dentro de seu tempo, nos permite observar uma certa preocupa\u00e7\u00e3o com a sistematiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e um certo senso cr\u00edtico.\n\n<strong>O plano dividia a obra em tr\u00eas partes:<\/strong>\u00a0A primeira trata do Descobrimento do Brasil, a segunda dos \u0093primeiros cultores dessa vinha\u0094 e a terceira e \u00faltima, dos m\u00e1rtires e her\u00f3is da Igreja.\n\nA primeira parte \u00e9 composta por cinco disserta\u00e7\u00f5es e dela consta uma descri\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do Brasil, a discuss\u00e3o sobre a exist\u00eancia ou n\u00e3o da f\u00e9 e da lei dos \u00edndios, sobre a chegada da frota e o primeiro contato, sobre quem foram os primeiros povoadores e sobre uma prov\u00e1vel visita de S. Tom\u00e9 \u00e0 Am\u00e9rica.\n\nA segunda parte possui tr\u00eas disserta\u00e7\u00f5es, todas descrevendo a funda\u00e7\u00e3o de Igrejas, esta parte \u00e9 bastante detalhada com um esbo\u00e7o hist\u00f3rico de cada Igreja do Rec\u00f4ncavo baiano, seus fundadores, seus p\u00e1rocos e at\u00e9 mesmo o n\u00famero atual de almas que cada ermida guiava. A terceira e \u00faltima parte ou se extraviou ou n\u00e3o chegou a ser composta.\n\n<strong>Ap\u00f3s 224 anos o Brasil ainda se ressentia da falta de uma Hist\u00f3ria geral da Igreja no Brasil, o que houvera at\u00e9 1724, foram algumas hist\u00f3rias especificas de determinadas ordens religiosas, como a do Padre Sim\u00e3o de Vasconcellos, ou obras descritivas ou de cunho militar, que an passant fazem alguma refer\u00eancia \u00e0 vida eclesi\u00e1stica da Col\u00f4nia, Soares da Franca ao longo de seu Antel\u00f3quio protesta contra essa car\u00eancia de fontes sobre a hist\u00f3ria eclesi\u00e1stica do Brasil, o lente afirma:<\/strong>\u00a0&#8220;sem mais luz que a de poucos livros impressos (\u0085) e sem mais norte que o de sucintas mem\u00f3rias manuscritas&#8221;.\n\nDomingos dos Santos, um dos poucos autores que fizeram um corte critico a respeito das disserta\u00e7\u00f5es dos esquecidos, afirma que as disserta\u00e7\u00f5es de Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica representam o grupo mais importante da obra dos esquecidos, pois estas se destacam pela proposta.\n\nSoares da Franca n\u00e3o pretendia fazer uma hist\u00f3ria fragmentada, sect\u00e1ria, como as existentes at\u00e9 o momento, o seu intento era redigir uma hist\u00f3ria monumental da Igreja no Brasil, o primeiro contato, o inicio da evangeliza\u00e7\u00e3o, as primeiras ermidas, o desenvolvimento das paroquias, o momento atual da igreja, enfim uma hist\u00f3ria geral.\n\nAo contr\u00e1rio, por exemplo, dos jesu\u00edtas que se ocupavam principalmente com as suas miss\u00f5es e seus col\u00e9gios, Soares da Franca trabalhar\u00e1 a Igreja como um todo, um s\u00f3 corpo.\n\nSem d\u00favida a proposta historiogr\u00e1fica de Soares da Franca \u00e9 assaz original, sua obra n\u00e3o se enquadra no modelo at\u00e9 ent\u00e3o existente, o autor se ressentia da falta de uma verdadeira hist\u00f3ria da igreja e o seu intento era preencher esta lacuna.\n\nNeste per\u00edodo a Igreja cat\u00f3lica n\u00e3o era mais uma desbravadora, j\u00e1 era uma realidade, n\u00e3o mais uma conquistadora, era uma mantenedora do conquistado. Ou seja, narrar os feitos her\u00f3icos e os m\u00e1rtires da Igreja, faziase menos importante, do que descrever a obra consolidada, a obra pronta.\n\n<strong>O movimento academicista no Brasil \u00e9 um fen\u00f4meno mal apreciado por muitos autores, principalmente os ligados \u00e0 \u00e1rea de Literatura, a partir da tradi\u00e7\u00e3o iniciada por Fernandes Pinheiro, denominar o movimento acad\u00eamico e mais particularmente a Academia dos Esquecidos com termos como:<\/strong>\u00a0gong\u00f3ricos (F. Pinheiro), versos deplor\u00e1veis (W. Martins), vadia\u00e7\u00e3o verbal ( Josu\u00e9 Montello) \u00e9 um fato comum.\n\nMas n\u00e3o querendo desvalorizar os mestres, aponto para o seguinte, ao contr\u00e1rio de se criticar a forma e o m\u00e9todo de se compor ou escrever as obras, porque n\u00e3o observamos a import\u00e2ncia e a relev\u00e2ncia que representa a Academia dos Esquecidos? N\u00e3o somente para a Hist\u00f3ria da Literatura ou da intelectualidade, mas tamb\u00e9m para a compreens\u00e3o do pr\u00f3prio Brasil Colonial.\n\nAt\u00e9 porque devemos considerar que tal como n\u00f3s, os esquecidos s\u00e3o filhos de seu tempo, e daqui a 272 anos quando algu\u00e9m puser as m\u00e3os nos anais deste encontro, tamb\u00e9m ter\u00e1 que compreender a nossa forma de escrever e de nos expressarmos como representa\u00e7\u00e3o de nosso tempo.\n\nPara encerrar, como fa\u00e7o em toda exposi\u00e7\u00e3o sobre a Academia Bras\u00edlica dos Esquecidos, retomo as palavras de Silvio Romero, que os esquecidos s\u00e3o nomes que \u00e9 preciso lembrar para que n\u00e3o se creia que se lhes ignora a exist\u00eancia&#8221;.\n\nFonte: www.visual-arts-cork.com\/www.geocities.com\/andreigalkowski.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Academicismo, Per\u00edodo, Estilo, Brasil, Artistas, Arte, Pintura, Obra, T\u00e9cnica, Movimento, Hist\u00f3ria, Acad\u00eamica, Origem, Academicismo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4948,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-19503","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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