{"id":19445,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/infografia-3\/"},"modified":"2015-11-30T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-30T00:00:00","slug":"infografia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/infografia-3\/","title":{"rendered":"Infografia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nInforma\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficos ou <strong>infogr\u00e1ficos<\/strong> s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es visuais gr\u00e1ficas de informa\u00e7\u00f5es, dados ou conhecimentos a inten\u00e7\u00e3o de apresentar informa\u00e7\u00f5es de forma r\u00e1pida e clara.\n\nEles podem melhorar a cogni\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de gr\u00e1ficos para melhorar a capacidade do sistema visual humano para ver padr\u00f5es e tend\u00eancias.\n\nAtividades similares est\u00e3o visualiza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, visualiza\u00e7\u00e3o de dados, gr\u00e1ficos estat\u00edsticos, design de informa\u00e7\u00e3o, ou arquitetura da informa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Infogr\u00e1ficos<\/strong> t\u00eam evolu\u00eddo nos \u00faltimos anos para ser para comunica\u00e7\u00e3o de massa e, portanto, s\u00e3o projetados com menos suposi\u00e7\u00f5es sobre a base de conhecimento dos leitores do que outros tipos de efeitos visuais.\n<h4>Infografia &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\nUm<strong> infogr\u00e1fico<\/strong> (gr\u00e1fico informa\u00e7\u00f5es) \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es em um formato gr\u00e1fico projetado para tornar os dados facilmente compreens\u00edvel num \u00e1pice.\n\nAs pessoas utilizam infogr\u00e1ficos para comunicar-se rapidamente uma mensagem, para simplificar a apresenta\u00e7\u00e3o de grandes quantidades de dados, para ver padr\u00f5es e relacionamentos de dados, e para monitorar mudan\u00e7as em vari\u00e1veis ao longo do tempo.\n\n<strong>Infografia\u00a0\u00e9 a representa\u00e7\u00e3o visual de informa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Esses gr\u00e1ficos s\u00e3o usados onde a informa\u00e7\u00e3o precisa ser explicada de forma mais din\u00e2mica, como em jornalismo, podendo se utilizar da combina\u00e7\u00e3o de fotografia, desenho e texto.\n\nNo design de jornais, o infogr\u00e1fico costuma ser usado para descrever como aconteceu determinado fato. Al\u00e9m de explicar, por meio de ilustra\u00e7\u00f5es, diagramas e textos.\n<h4>Infografia &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<strong>Infogr\u00e1ficos\u00a0<\/strong>s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es visuais de uma informa\u00e7\u00e3o.\n\nA\u00a0<strong>infogr\u00e1fica\u00a0<\/strong>\u00e9 um moderno recurso de edi\u00e7\u00e3o com forte atra\u00e7\u00e3o visual, combinando fotografia, desenho e texto. \u00c9 importante diferenciar gr\u00e1ficos (curvas, linhas e pizzas) de infogr\u00e1ficos. Esses \u00faltimos s\u00e3o reportagens visuais.\n\nO que uma foto ou um texto n\u00e3o pode explicar, geralmente, pode ser explicado por um infogr\u00e1fico. Normalmente, este trabalho envolve os departamentos de Arte e de Fotografia junto com a Editoria na sua realiza\u00e7\u00e3o.\n\nUm <strong>infogr\u00e1fico<\/strong> serve para descrever como aconteceu determinado fato, quais suas consequencias e serve tamb\u00e9m, para explicar, atrav\u00e9s de ilustra\u00e7\u00f5es, diagramas e textos, fatos que o texto ou a foto n\u00e3o conseguem detalhar.\n\nUm <strong>infogr\u00e1fico<\/strong>, ou a arte da infografia, \u00e9 caracterizado por ilustra\u00e7\u00f5es explicativas sobre um tema ou assunto.\n\n<strong>Infogr\u00e1fico<\/strong> \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o das palavras info (informa\u00e7\u00e3o) e gr\u00e1fico (desenho, imagem, representa\u00e7\u00e3o visual), ou seja, um infogr\u00e1fico \u00e9 um desenho ou imagem que, com o auxilio de um texto, explica ou informa sobre um assunto que n\u00e3o seria muito bem compreendido somente com um texto.\n\nOs <strong>infogr\u00e1ficos<\/strong> s\u00e3o muito utilizados em jornais, mapas, manuais t\u00e9cnicos, educativos e cient\u00edficos, e tamb\u00e9m em sites.\n\n<strong>Mas o que significa isso? O que realmente \u00e9 isso?<\/strong>\n\nTodo ser j\u00e1 viu um infogr\u00e1fico, sabe como \u00e9, mas n\u00e3o sabia que tinha esse nome. Por exemplo, voc\u00ea abre o jornal e tem um gr\u00e1fico demonstrando a evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio entre d\u00f3lar e real. Isso \u00e9 um infogr\u00e1fico.\n\nNuma outra mat\u00e9ria sobre os problemas do joelho do Ronaldo, voc\u00ea v\u00ea um desenho mostrando ossos, m\u00fasculos e cartilagens do joelho \u0096 n\u00e3o \u00e9 aula de anatomia, \u00e9 infografia.\n\nFoi descoberta uma nova reserva de ouro no Estado de Roraima \u0096 aparece um mapa do Brasil com o Estado de Roraima em destaque \u0096 tamb\u00e9m \u00e9 infografia.\n\nVai come\u00e7ar o campeonato brasileiro, na mat\u00e9ria temos a tabela do campeonto \u0096 isso tamb\u00e9m \u00e9 infografia.\n<blockquote><strong>Infografia \u00e9 uma forma ilustrada, por desenhos ou fotografias, ou ainda juntando os dois, de forma a apoiar o texto de uma mat\u00e9ria ou ainda de um determinado assunto.<\/strong><\/blockquote>\nAlguns livros t\u00e9cnicos utilizam demais a infografia. O manual do seu carro \u00e9 repleto de infogr\u00e1ficos. O manual do seu liquidificador, que voc\u00ea provavelmente n\u00e3o <strong>abriu uma vez sequer, \u00e9 repleto de infogr\u00e1ficos.<\/strong>\n\n<strong>Onde \u00e9 usada ?<\/strong>\n\nBasicamente a <strong>infografia<\/strong> \u00e9 empregada onde a informa\u00e7\u00e3o precisa ser explicada de uma forma mais din\u00e2mica, mais visual, facilitando assim o entendimento do texto.\n\nA <strong>infografia<\/strong> \u00e9 um recurso muito antigo e considero (eu considero) Leonardo da Vinci o pai da infografia moderna. Sim, j\u00e1 existia infografia antes de Leonardo, mas ningu\u00e9m sabia que se chamava infografia.\n\nHoje, com a necessidade da informa\u00e7\u00e3o ser absorvida de maneira mais r\u00e1pida, os infogr\u00e1ficos est\u00e3o sendo utilizados em grande escala.\n\n<strong>Mas h\u00e1 que se ter consci\u00eancia de um detalhe<\/strong>: a infografia n\u00e3o pode competir com um texto, ela tem que complementar o texto. E isso \u00e9 uma das tarefas mais complexas de ser executada.\n\n<strong>Por que ?<\/strong>\n\nPorque o<strong> infografista<\/strong> completo deve possuir algumas qualidades que tornam esse profissional escasso.\n\n<strong>Vamos a elas:<\/strong>\n<blockquote><strong>1)\u00a0<\/strong>Saber interpretar um texto, ou seja, tem que gostar de ler.<strong>\n2)<\/strong>\u00a0Saber escolher o que dever\u00e1 ser apresentado no infogr\u00e1fico, aquilo que realmente \u00e9 importante.<strong>\n3)<\/strong>\u00a0Saber rafiar \u0096 sim, tem que saber desenhar \u0096 n\u00e3o precisa elaborar uma ilustra\u00e7\u00e3o, mas efetuar a marca\u00e7\u00e3o do que ser\u00e1 desenhado, qual a sequ\u00eancia e com um aproveitamento de espa\u00e7o que n\u00e3o brigue com o texto.<strong>\n4)<\/strong>\u00a0<strong>Conhecer o trio calafrio<\/strong>: Photoshop, Illustrator e Indesign \u0096 s\u00e3o os tr\u00eas softwares mais utilizados no desenvolvimento de infogr\u00e1ficos.<strong>\n5)\u00a0<\/strong>Saber diagramar \u0096 muitas vezes a p\u00e1gina que cont\u00e9m infogr\u00e1ficos \u00e9 diagramada pelo infografista.<strong>\n6)\u00a0<\/strong>Saber trabalhar em equipe \u0096 essa equipe \u00e9 composta de pelo menos duas pessoas, o autor do texto e o infografista.<strong>\n7)\u00a0<\/strong>Ser \u00e1gil, r\u00e1pido na cria\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da arte, principalmente se for trabalhar em jornais.<strong>\n8 )\u00a0<\/strong>Gostar de blues \u0096 coloquei isso porque sou apaixonado por esse estilo musical.<\/blockquote>\n<h4 align=\"left\">Infografia &#8211; Linguagem<\/h4>\n<strong>Como \u00e9 que define a infografia moderna?<\/strong>\n\n<strong>A infografia significa a apresenta\u00e7\u00e3o visual de dados<\/strong>, sejam dados estat\u00edsticos, sejam mapas ou diagramas.\n\nTrata-se das tr\u00eas formas que adopta a infografia no jornal impresso.\n\nSe a <strong>infografia<\/strong> \u00e9 a linguagem que resume dados em desenhos, qualquer ilustra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma infografia?\n\nN\u00e3o, nem todas as ilustra\u00e7\u00f5es s\u00e3o infografias. Para que a ilustra\u00e7\u00e3o se considere infografia tem que explicar algo, contar uma hist\u00f3ria, transmitir informa\u00e7\u00e3o como uma not\u00edcia.\n\n<strong>Podemos chamar \u00e0 infografia noticiosa um g\u00eanero jornal\u00edstico?<\/strong>\n<blockquote>Formalmente a infografia n\u00e3o est\u00e1 aceite como um g\u00e9nero jornal\u00edstico, mas estou convencido de que o \u00e9. A infografia \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o das regras do desenho gr\u00e1fico para contar hist\u00f3rias. Assim, se se contam hist\u00f3rias jornal\u00edsticas pelo meio do desenho gr\u00e1fico, isso \u00e9 um g\u00e9nero jornal\u00edstico, sem d\u00favida.<\/blockquote>\n<strong>Podemos ent\u00e3o dizer que infografia significa &#8220;jornalismo visual&#8221;?<\/strong>\n<blockquote>Sim, \u00e9 um dos ramos do jornalismo visual.<\/blockquote>\n<strong>E existe o conceito de jornalismo infogr\u00e1fico?<\/strong>\n<blockquote>Efetivamente, pode falar-se de jornalismo infogr\u00e1fico sempre que a infografia se utilize para contar hist\u00f3rias jornal\u00edsticas. \u00c9 infografia jornal\u00edstica.<\/blockquote>\n<strong>O &#8220;jornalismo infogr\u00e1fico&#8221; vai ser a linguagem jornal\u00edstica do futuro?<\/strong>\n<blockquote>Sim e n\u00e3o. A infografia n\u00e3o \u00e9 uma linguagem do futuro, \u00e9 uma linguagem do presente. Tem vindo a ser utilizada desde que h\u00e1 jornais, praticamente. Ser\u00e1 uma linguagem jornal\u00edstica do futuro? Sim, e ser\u00e1 muito utilizada, mas isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o existam outras linguagens jornal\u00edsticas que n\u00e3o ser\u00e3o utilizados em igual medida.<\/blockquote>\n<strong>E nunca substituir\u00e1 o jornal impresso?<\/strong>\n<blockquote>N\u00e3o, da mesma forma que a televis\u00e3o n\u00e3o substitui o r\u00e1dio e a r\u00e1dio n\u00e3o substitui a linguagem escrita. A infografia \u00e9 apenas mais uma linguagem, outra forma de contar hist\u00f3rias. Nem todas as hist\u00f3rias podem contar-se de maneira infogr\u00e1fica, da mesma forma que nem todas as hist\u00f3rias se podem contar bem em texto.<\/blockquote>\n<strong>Por exemplo ? <\/strong>\n<blockquote>N\u00e3o se pode contar uma hist\u00f3ria com interesse humano atrav\u00e9s de uma infografia. No caso do acidente de metro que houve em Val\u00eancia onde morreram 42 pessoas, a infografia n\u00e3o permite contar como as fam\u00edlias das v\u00edtimas experimentaram a trag\u00e9dia.\n\nPor outro lado, a infografia \u00e9 muito melhor para explicar por que \u00e9 que o comboio descarrilou, por que chocou, onde chocou, quanta gente morreu, quanta gente est\u00e1 viva. A infografia \u00e9 muito melhor para transmitir os dados frios, os dados duros.<\/blockquote>\n<strong>Os jornalistas est\u00e3o preparados para fazer infografias? <\/strong>\n<blockquote>Depende de onde provenham. Qualquer jornalista que saia de uma carreira de jornalismo, em princ\u00edpio, estar\u00e1 capacitado para entender a infografia como uma linguagem jornal\u00edstica. Isso n\u00e3o quer dizer que qualquer jornalista esteja capacitado para fazer infografia. Para a fazer s\u00e3o precisos conhecimentos t\u00e9cnicos, assim como para escrever, para fazer televis\u00e3o, etc.<\/blockquote>\n<strong>Qual deve ser a forma\u00e7\u00e3o do jornalista na faculdade?<\/strong>\n<blockquote>O jornalista deve receber um forma\u00e7\u00e3o geral sobre todos os g\u00e9neros jornal\u00edsticos que existem. Tem de aprender a analisar n\u00e3o s\u00f3 a not\u00edcia escrita, mas tamb\u00e9m a reportagem, a cr\u00f3nica, a entrevista, tem de aprender algo de fotojornalismo e tem de aprender tamb\u00e9m as bases da infografia. Tem tamb\u00e9m de haver um curso b\u00e1sico de aprendizagem de infografia.<\/blockquote>\n<strong>S\u00f3 depois viria a especializa\u00e7\u00e3o?<\/strong>\n<blockquote>Tem de haver, obviamente, especializa\u00e7\u00f5es. Vai haver jornalistas que v\u00e3o para o meio escrito, outros para a televis\u00e3o. Dentro dos que v\u00e3o para o meio escrito, pode haver um ramo mais relacionado com o desenho gr\u00e1fico, onde se incluem cursos avan\u00e7ados sobre cria\u00e7\u00e3o de infografia impressa, multim\u00e9dia e &#8220;online&#8221;.<\/blockquote>\n<strong>No recrutamento de jornalistas, hoje em dia, pesa mais ter bons conhecimentos sobre Hist\u00f3ria, pol\u00edtica e rela\u00e7\u00f5es internacionais ou dominar ferramentas multim\u00e9dia que permitam fazer, por exemplo, jornalismo infogr\u00e1fico? <\/strong>\n<blockquote>Pesa mais o conhecimento tecnol\u00f3gico do que o conhecimento te\u00f3rico. No caso de ter de contratar algu\u00e9m para o meu departamento de infografia, vou contratar a pessoa que saiba manejar as ferramentas, mesmo que num n\u00edvel muito b\u00e1sico, mas que seja tamb\u00e9m um bom jornalista. N\u00e3o contrataria nunca algu\u00e9m que n\u00e3o soubesse manejar ferramentas.<\/blockquote>\n<strong>De forma realista, pensa que os jornalistas em geral t\u00eam uma literacia visual, isto \u00e9, conhecimentos visuais que lhes d\u00eaem sensibilidade para condensar informa\u00e7\u00e3o num desenho gr\u00e1fico? <\/strong>\n<blockquote>Depende. Nem toda a gente est\u00e1 capacitada para fazer infografia. Mas h\u00e1 gente que est\u00e1 muito capacitada, mesmo que nunca tenham feito. Encontrei muitos jornalistas nos jornais onde trabalhei, que nunca tinham feito uma infografia na vida, mas eram capazes de desenhar algo e contar o que se passara quando viam um acidente.<\/blockquote>\n<strong>Portanto, s\u00f3 uma pequena porcentagem de jornalistas faz infografias?<\/strong>\n<blockquote>Sim, uma pequena porcentagem.<\/blockquote>\n<strong>Qual o estatuto do infografista que trabalha num jornal? \u00c9 considerado um jornalista ou um desenhador gr\u00e1fico?<\/strong>\n<blockquote>Depende dos pa\u00edses e dos jornais. Na maior parte dos jornais, \u00e9 considerado um desenhador gr\u00e1fico. Mas nos jornais mais avan\u00e7ados, naqueles que produzem a melhor infografia do mundo, os infografistas s\u00e3o jornalistas. \u00c9 o caso do &#8220;New York Times&#8221;, do &#8220;El Mundo&#8221; e do &#8220;El Pais&#8221;.<\/blockquote>\n<strong>O que transforma um desenhador gr\u00e1fico num jornalista? <\/strong>\n<blockquote>Aprender a contar hist\u00f3rias e aprender as regras pelas quais se rege qualquer rep\u00f3rter. Deve, tamb\u00e9m, aprender a escrever not\u00edcias, reportagens, cr\u00f3nicas, entrevistas, e saber consultar e confrontar fontes. <strong>Alberto Cairo<\/strong><\/blockquote>\n<h4>Infografia &#8211; Representa\u00e7\u00e3o<\/h4>\nA leitura de tr\u00eas di\u00e1rios \u0096 O Estado de S. Paulo, El Nacional e El Universal \u0096 evidencia o uso dos infogr\u00e1ficos como m\u00e9todo eficiente de transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, devido ao poder de sua linguagem, a visual.\n\n\u00c9 cada vez mais presente a utiliza\u00e7\u00e3o do recurso da infografia no jornalismo impresso e on line. \u00c9 um meio adequado para decodificar com maior velocidade temas que s\u00e3o considerados complexos para a audi\u00eancia.\n\nOs <strong>infogr\u00e1ficos<\/strong> baseiam-se na representa\u00e7\u00e3o da not\u00edcia a partir de elementos ic\u00f4nicos, ou seja, referentes a imagens, constituindo-se do hibridismo de outros ingredientes da pr\u00e1tica do jornalismo, tais como a fotografia, o desenho e o texto.\n\nNo ambiente da web, s\u00e3o inclu\u00eddos elementos como anima\u00e7\u00e3o, v\u00eddeo, \u00e1udio e recursos de interatividade. Este artigo prop\u00f5e-se a explanar sobre uma pesquisa em andamento na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos da M\u00eddia, considerando que esta exposi\u00e7\u00e3o trata-se de aspectos introdut\u00f3rios e em desenvolvimento.\n\nA evolu\u00e7\u00e3o da infografia \u00e9 desenhada em tr\u00eas est\u00e1gios, denominada de \u0093gera\u00e7\u00f5es\u0094 espec\u00edficas.\n\nA primeira gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se caracteriza t\u00e3o somente por sua incipi\u00eancia (ou aus\u00eancia de matura\u00e7\u00e3o), mas pela vincula\u00e7\u00e3o direta ao suporte impresso.\n\nAssim, atributos como a narrativa sequencial e linear e o formato est\u00e1tico est\u00e3o diretamente associados a esta primeira fase evolutiva da infografia.\n\n<strong>As demais fases perpassadas pela infografia moderna, culminando com o est\u00e1gio no suporte web, base deste projeto, s\u00e3o<\/strong>:\n<blockquote><strong>Segunda fase:<\/strong> envolvida no suporte da internet, baseia-se na multimidialidade dos elementos constitutivos dos infogr\u00e1ficos, a saber, \u0093imagens em movimento, grava\u00e7\u00e3o sonora, ilustra\u00e7\u00e3o, fotografia, v\u00eddeos e outros recursos interativos\u0094 (RODRIGUES, 2009, p. 201). A forma de leitura tamb\u00e9m se altera em rela\u00e7\u00e3o aos infogr\u00e1ficos est\u00e1ticos, com varia\u00e7\u00f5es multilineares, lineares ou n\u00e3o-lineares.\n\nTerceira fase:<strong> tem como propriedade, segundo Rodrigues (2009), a introdu\u00e7\u00e3o de base de dados na formata\u00e7\u00e3o dos infogr\u00e1ficos na plataforma web<\/strong>.<\/blockquote>\n<h4>Transi\u00e7\u00e3o para a web<\/h4>\nCom o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, acesso dos indiv\u00edduos aos computadores, banda larga, migra\u00e7\u00e3o de leitores para a plataforma web, os tradicionais jornais impressos iniciam processo de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado digital, agregando os recursos do tradicional jornalismo feito no papel.\n\nA <strong>infografia<\/strong> \u00e9 uma das ferramentas que, progressivamente, recorre aos elementos de multimidialidade e promove o surgimento de \u0093profissionais relacionados com esta forma para que os usu\u00e1rios interatuem com as novas tecnologias\u0094 (CAIRO, 2008, p.63).\n\nA transi\u00e7\u00e3o buscava a interatividade do indiv\u00edduo com o computador, ao recorrer \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que necessita atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o do infogr\u00e1fico. Este seria o fundamento da \u0093visualiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o\u0094, termo que, segundo Cardy, Mackinlay e Shneiderman (1999 apud CAIRO, 2008, p.68), traduz-se \u0093no uso de apresenta\u00e7\u00f5es visuais e interativas de dados abstratos assistidos por computador para ampliar a cogni\u00e7\u00e3o\u0094.\n\nA infografia passa de um elemento est\u00e1tico para ofertar uma possibilidade de investiga\u00e7\u00e3o para os leitores\/audi\u00eancia.\n\n<strong>\u00c9 o que Sancho denomina de infografia interativa , conceituando como:<\/strong>\n<blockquote>Uma contribui\u00e7\u00e3o informativa, na maioria dos casos a sucess\u00e3o, que \u00e9 feito em, publica\u00e7\u00f5es digitais, basicamente visuais, mas tamb\u00e9m audiovisual, feita por unidades elementares ic\u00f4nico (est\u00e1tico ou din\u00e2mico), com apoiada por v\u00e1rias unidades de digita\u00e7\u00e3o e \/ ou som, geralmente verbal (2003: 556 apud TEIXEIRA, 2007, p.6)<\/blockquote>\nPara Cairo, a figura do jornalista visual torna-se coadjuvante na interpreta\u00e7\u00e3o dos dados para o leitor, quando da transposi\u00e7\u00e3o do meio impresso para o meio digital. No entanto, o mesmo jornalista visual figura-se como protagonista ao proporcionar ferramentas para que o pr\u00f3prio leitor desvende os dados por si mesmo.\n\nO novo panorama que se forma no jornalismo digital, a partir da tomada da infografia interativa, caminha lentamente nos jornais tradicionais, embora se note avan\u00e7os importantes em t\u00edtulos de maior alcance popular na Am\u00e9rica Latina.\n\n<strong>Entre os tais est\u00e3o<\/strong>: O Estado de S\u00e3o Paulo, com uma tiragem na vers\u00e3o impressa de 217.414 exemplares (m\u00e9dia de 2009, segundo o Instituto Verificador de Circula\u00e7\u00e3o &#8211; IVC), que figura entre os quatro mais importantes do Brasil e mant\u00e9m uma se\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de infografia em seu s\u00edtio; El Nacional, de Caracas, que desenvolve infogr\u00e1ficos multim\u00eddias na internet e evidencia como o di\u00e1rio mais importante da Venezuela, com tiragem de 150 mil exemplares; e El Universal, da Cidade do M\u00e9xico, fundado em 1\u00ba de outubro de 1916 e que, segundo o canal institucional do di\u00e1rio em sua p\u00e1gina na internet, \u0093\u00e9 um dos s\u00edtios em espanhol de maior tr\u00e1fego do mundo. Dados de 2007 apontam que o jornal obteve 3,2 milh\u00f5es de usu\u00e1rios \u00fanicos, 105 milh\u00f5es de p\u00e1ginas vistas e 1,6 milh\u00e3o de downloads de v\u00eddeo\u0094. Na vers\u00e3o impressa, a tiragem \u00e9 de 300 mil exemplares di\u00e1rios.\n\nTais di\u00e1rios foram escolhidos baseados na quest\u00e3o de coloniza\u00e7\u00e3o diferente entre eles, ou seja, a rela\u00e7\u00e3o de um jornal de l\u00edngua portuguesa com dois de l\u00edngua espanhola, sendo que um deles est\u00e1 fora do ambiente geogr\u00e1fico da Am\u00e9rica do Sul. Os dois jornais de l\u00edngua hisp\u00e2nica tamb\u00e9m s\u00e3o importantes por figurarem no Grupo dos Di\u00e1rios Am\u00e9rica, entidade que congrega os 11 principais peri\u00f3dicos da Am\u00e9rica Latina (no Brasil, inclui-se O Globo).\n\nAs tr\u00eas publica\u00e7\u00f5es mant\u00eam identidades comuns quanto \u00e0s no\u00e7\u00f5es de \u00e9tica e pr\u00e1tica jornal\u00edsticas latino-americanas, no que concerne \u00e0 independ\u00eancia do Estado e dos poderes, \u0093tendo o direito de reportar, comentar e criticar as atividades dos agentes do poder, inclusivamente dos agentes institucionais\u0094 (SOUSA, 1999).\n\nDo mesmo modo, s\u00e3o comuns as rotinas produtivas, o uso das novas tecnologias e de recursos como a infografia interativa.\n<h4>Mudan\u00e7as no jornalismo<\/h4>\nSousa e Lima (2005, p.3) mencionam que o jornalismo \u00e9 hist\u00f3rica e, essencialmente, uma representa\u00e7\u00e3o \u0093discursiva e seletiva da vida, que, como todos os discursos sobre a realidade, mostra, evidencia e focaliza na mesma medida que oculta\u0094. Assim, a infografia tem sido testemunha da acomoda\u00e7\u00e3o dos di\u00e1rios impressos aos avan\u00e7os da tecnologia e acompanhado as mudan\u00e7as no jornalismo, na medida em que a televis\u00e3o conquistava uma parcela cada vez maior da audi\u00eancia, com impacto direto nos jornais impressos. A \u00eanfase do uso dos infogr\u00e1ficos passou a ser maior. Como exemplo no Ocidente, o USA Today dinamizou a transmiss\u00e3o de dados informativos com a utiliza\u00e7\u00e3o massiva dos infogr\u00e1ficos na d\u00e9cada de 80. Cairo (2008, p.52) atesta que o peri\u00f3dico inclinava-se ao perfil do leitor ocupado, com pequena disposi\u00e7\u00e3o de ler jornais e que \u0093estava muito acostumados a obter suas not\u00edcias pela televis\u00e3o\u0094.\n\nO paradigma de di\u00e1rio p\u00f3s-televisivo, apontado por Cairo (2008) e desenvolvido pelo USA Today, apoiava-se na informa\u00e7\u00e3o visual com prop\u00f3sito de apreender o leitor. Pablos (1999 apud SCHMITT, 2006, p.38) explica que o cen\u00e1rio marcava-se por \u0093perda continuada de leitores, a incorpora\u00e7\u00e3o nula de jovens e a presen\u00e7a de uma TV cada dia mais universal, em uma sociedade cada vez mais global\u0094. Hoje, nota-se a presen\u00e7a do di\u00e1rio na plataforma web, recorrendo a infogr\u00e1ficos, em processo social que assemelha-se ao enfrentamento com a TV.\n\nAo observar este caminho, entende-se que o surgimento da infografia jornal\u00edstica, por si s\u00f3, \u00e9 sintom\u00e1tico no que se refere ao funcionamento dos di\u00e1rios impressos e, agora na internet, e torna-se mais comum tamb\u00e9m no cotidiano da vida social, o que instiga a investiga\u00e7\u00e3o acerca deste tema. Os infogr\u00e1ficos apresentam-se como m\u00e9todo eficiente de transmiss\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, devido ao poder de sua linguagem, a visual.\n\nOutro aspecto que inclina ao desenvolvimento desta pesquisa em andamento baseia-se na concep\u00e7\u00e3o de que os estudos sobre infografia (est\u00e1tica e interativa) no mundo s\u00e3o recentes e no Brasil n\u00e3o h\u00e1 ainda livros espec\u00edficos acerca deste tema considerado complexo no campo da comunica\u00e7\u00e3o. Sobretudo, no universo latino-americano.\n\nOs tr\u00eas di\u00e1rios (O Estado de S. Paulo, El Nacional e El Universal) est\u00e3o entre os principais em suas regi\u00f5es, s\u00e3o detentores de prest\u00edgio na Am\u00e9rica Latina.\n\nForam escolhidos por utilizarem a ferramenta infogr\u00e1fica na transmiss\u00e3o de not\u00edcias na internet, o que leva \u00e0 hip\u00f3tese de um perfil de leitor muito semelhante ou com identidades comuns na Am\u00e9rica do Sul e Am\u00e9rica Central. <strong>Andr\u00e9 Lemos<\/strong>\n\nFonte: whatis.techtarget.com\/www.visualopolis.com\/jpn.icicom.up.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infografia, Infogr\u00e1fico, Jornalismo, O que \u00e9, Gr\u00e1fico, Arte, Representa\u00e7\u00e3o, Visual, Informa\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria, Infografia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-19445","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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