{"id":19408,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/artista-cenico-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:22:24","modified_gmt":"2026-09-01T15:22:24","slug":"artista-cenico-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/artista-cenico-3\/","title":{"rendered":"Artista C\u00eanico"},"content":{"rendered":"\n<h4>Artista C\u00eanico &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n   \n<p>O <strong>Artista C\u00eanico<\/strong> trabalha em estreita colabora\u00e7\u00e3o com o      designer de set em realizar todos os efeitos texturizados e pintados para      a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Responsabilidades espec\u00edficas:<\/strong><\/p>\n   \n<p>O aspecto mais importante deste trabalho \u00e9 o compromisso do tempo, na medida      em que \u00e9 muito frequentemente comprimida, devido \u00e0 natureza do trabalho. <\/p>\n   \n<p>A tinta c\u00eanico \u00e9 o \u00faltimo elemento a ser aplicado ao cen\u00e1rio, e, como tal,      muito do trabalho de pintura acontece durante as \u00faltimas semanas da compila\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>O artista do cen\u00e1rio devem estar dispon\u00edveis para trabalhar durante hor\u00e1rios      fixos (a ser decidido com o designer c\u00eanica) em todo o processo de cria\u00e7\u00e3o.      No entanto, como ensaios t\u00e9cnicos e noite da abertura se aproximam, o artista      do cen\u00e1rio deve estar dispostos a trabalhar o necess\u00e1rio para concluir o trabalho.      Isso significa que o artista do cen\u00e1rio deve fazer ele ou ela mesma e estar      dispon\u00edvel nos fins de semana, durante as \u00faltimas semanas do per\u00edodo de constru\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>O trabalho adicional noturno tamb\u00e9m podem ser necess\u00e1rias, dependendo das      necessidades do show particular.<\/p>\n   \n<h4>Artista C\u00eanico &#8211; T\u00e9cnicas<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artist12.jpg\" alt=\"Artista C\u00eanico\" title=\"Artista C\u00eanico\" \/><strong><br \/>\n     Artista C\u00eanico &#8211; ambientes tem\u00e1ticos<\/strong><\/p>\n   \n<p>O <strong>artista c\u00eanico <\/strong>trabalha com t\u00e9cnicas de express\u00e3o corporal      para transmitir emo\u00e7\u00f5es, valores ou cr\u00edticas ao p\u00fablico. <\/p>\n   \n<p>Seu trabalho \u00e9 bem \u00e1rduo, uma vez que necessita pesquisar e estudar bastante      o papel que ir\u00e1 interpretar, realiza exerc\u00edcios corporais, faciais e de voz      e ainda decora in\u00fameras p\u00e1ginas de texto; al\u00e9m de se submeter a incont\u00e1veis      horas de ensaio.<\/p>\n   \n<p>Os cursos de gradua\u00e7\u00e3o t\u00eam, al\u00e9m das disciplinas te\u00f3ricas, aulas pr\u00e1ticas      de improvisa\u00e7\u00e3o, incluindo diferentes t\u00e9cnicas de interpreta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Nos dois primeiros anos, o aluno dedica-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, realizando      treinamento corporal e vocal e desenvolvendo a criatividade e a forma\u00e7\u00e3o do      pensamento art\u00edstico. S\u00f3 nos dois \u00faltimos semestres \u00e9 que se estuda a linguagem      c\u00eanica e se faz montagens de espet\u00e1culos. <\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m do vestibular, os candidatos precisam passar pelas provas de aptid\u00e3o      \u0096 uma escrita e outra de interpreta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Os curr\u00edculos variam um pouco entre as faculdades mas, em geral, o curso      abrange disciplinas como hist\u00f3ria do teatro, literatura dram\u00e1tica, improvisa\u00e7\u00e3o,      express\u00e3o vocal, encena\u00e7\u00e3o, cenografia, indument\u00e1ria, express\u00e3o corporal,      m\u00edmica, interpreta\u00e7\u00e3o, \u00e9tica, legisla\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o teatral e maquiagem.<\/p>\n   \n<p>O artista c\u00eanico n\u00e3o atua apenas como ator, tamb\u00e9m pode se tornar diretor      de teatro, cen\u00f3grafo, professor de Artes C\u00eanicas ou mesmo cr\u00edtico de arte.    <\/p>\n   \n<p>Nos bastidores, o trabalho desse profissional consiste em escrever, dirigir      ou produzir roteiros.<\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos \u00e9 uma atividade mais complexa, que exige habilidades      para gerenciar um trabalho, levantar patroc\u00ednios e administrar or\u00e7amentos.    <\/p>\n   \n<p>Como professor, o artista pode se dedicar ao ensino universit\u00e1rio ou abrir      uma escola de arte dram\u00e1tica. Embora as oportunidades de trabalho sejam diversificadas,      concentra-se no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n   \n<h4>\u00c1reas de atua\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Cenografia:<\/strong> prepara todo o cen\u00e1rio da pe\u00e7a, define todos        os elementos que o constituir\u00e3o desde as cores at\u00e9 a decora\u00e7\u00e3o e luzes.<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o teatral:<\/strong> organiza e dirige uma produ\u00e7\u00e3o teatral.<br \/>\n<strong>Dramaturgia:<\/strong> escreve roteiros, faz adapta\u00e7\u00e3o de textos.<br \/>\n<strong>Ensino: <\/strong>leciona para os ensinos m\u00e9dio e fundamental.<br \/>\n<strong>Eventos e anima\u00e7\u00e3o cultural: <\/strong>trabalha em festas, eventos        e desenvolve projetos culturais para \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<br \/>\n<strong>Interpreta\u00e7\u00e3o teatral: <\/strong>utiliza t\u00e9cnicas de representa\u00e7\u00e3o        para interpretar um personagem.<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o: <\/strong>planeja e coordena atividades de apoio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o        de uma pe\u00e7a.<br \/>\n<strong>Teoria do Teatro:<\/strong> pesquisa e estuda a arte dram\u00e1tica.<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o do curso: <\/strong>4-5 anos<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Um estudo sobre a penetra\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o do mercado acad\u00eamico e      profissional das Artes C\u00eanicas pela \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artist13.jpg\" alt=\"Artista C\u00eanico\" title=\"Artista C\u00eanico\" \/><strong><br \/>\n     Artista C\u00eanico<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n   \n<p>As artes c\u00eanicas, tamb\u00e9m chamadas artes perform\u00e1ticas s\u00e3o todas as formas      de arte que se desenvolvem num palco, local de representa\u00e7\u00e3o para um p\u00fablico      ou lugar destinado a espectadores. Dentre elas aqui destacamos a dan\u00e7a, o      teatro e o circo. Ao longo de s\u00e9culos os profissionais da \u00e1rea lutam pelo      reconhecimento \u00e9tico profissional. <\/p>\n   \n<p>O que vem se consolidando nas \u00faltimas d\u00e9cadas no Brasil, com a regulamenta\u00e7\u00e3o      profissional e educacional no setor. Fazendo com que a Arte seja legitimada      e reconhecida como \u00e1rea de conhecimento aut\u00f4noma e respeitada como profiss\u00e3o.      Em contrapartida e paralelo a toda essa hist\u00f3ria, a Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tamb\u00e9m      se constitui numa outra \u00e1rea de conhecimento, cujos profissionais tamb\u00e9m atuam      e tem como objeto de estudo o corpo humano, por\u00e9m com objetivos e abordagens      diferentes das do artista, pois \u00e9 focada no \u00e2mbito da sa\u00fade, esporte e lazer,      visando o bem estar e condicionamento f\u00edsico. Assim como os profissionais      de \u0093Arte\u0094, os da \u0093Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica\u0094 vem tentando se estabelecer      e consolidar-se profissionalmente na contemporaneidade. <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, desde o reconhecimento desta profiss\u00e3o atrav\u00e9s da Lei 9.696 em 1998,      e da cria\u00e7\u00e3o dos respectivos conselhos federais e regionais de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica,      uma ineg\u00e1vel tens\u00e3o se estabeleceu entre estas \u00e1reas distintas de conhecimento,      ou seja, entre as artes c\u00eanicas e a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas      da Lei, vem gerando conflitos. <\/p>\n   \n<p>Pois alguns profissionais de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mesmo sem legitimidade, visando      ampliar o seu mercado de atua\u00e7\u00e3o profissional, come\u00e7aram a vincular as artes      c\u00eanicas principalmente a dan\u00e7a, o teatro e o circo \u00e0 sua profiss\u00e3o. O que      acabou gerando a revolta dos artistas principalmente da dan\u00e7a, que amparados      pela lei ganharam in\u00fameros mandatos de seguran\u00e7a contra os Conselhos de Educa\u00e7\u00e3o      F\u00edsica, ficando claros que estes tentavam legislar numa \u00e1rea profissional      que n\u00e3o era a sua. <\/p>\n   \n<p>Diante disso tudo e apesar da farta legisla\u00e7\u00e3o e da presen\u00e7a de \u00f3rg\u00e3os reguladores,      observamos na Unimontes alguns equ\u00edvocos quanto ao desenvolvimento de projetos      de extens\u00e3o de cunho art\u00edstico culturais vinculados ao curso de Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica      desta institui\u00e7\u00e3o que tem desenvolvido alguns projetos que realizam apresenta\u00e7\u00f5es      art\u00edsticas p\u00fablicas de espet\u00e1culos de dan\u00e7a e teatro, al\u00e9m de promoverem cursos      como profissionais destas \u00e1reas. <\/p>\n   \n<p>Estes projetos equivocadamente est\u00e3o atuando num campo do saber, reservado      aos profissionais de artes c\u00eanicas, e n\u00e3o ao educador f\u00edsico. Neste universo,      este trabalho objetiva analisar e investigar a atua\u00e7\u00e3o dos projetos de extens\u00e3o      de cunho Art\u00edstico-Cultural vinculados ao curso de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da Unimontes,      bem como se os objetivos com que estas pr\u00e1ticas est\u00e3o sendo desenvolvidas      est\u00e3o condizentes com a interven\u00e7\u00e3o de um educador f\u00edsico ou n\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Trata-se de uma pesquisa bibliogr\u00e1fica e documental, realizada em duas etapas:      A primeira com a caracteriza\u00e7\u00e3o e conceitua\u00e7\u00e3o legal, profissional e acad\u00eamica      das \u00e1reas da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e das Artes C\u00eanicas. A segunda etapa constar\u00e1      da an\u00e1lise da atua\u00e7\u00e3o destes projetos de extens\u00e3o de cunho Art\u00edstico-Cultural      vinculados ao curso de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da Unimontes.<\/p>\n   \n<p><strong>1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n   \n<p><em>A arte \u00e9 necess\u00e1ria para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar      o mundo. Mas a arte tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria em virtude da magia que lhe \u00e9 inerente.      (FISCHER, 2002, p. 20)<\/em><\/p>\n   \n<p>A arte \u00e9 necess\u00e1ria?!. Afirmar esta necessidade, principalmente em um pa\u00eds      emergente, mas ainda de terceiro mundo como o nosso onde as necessidades b\u00e1sicas      da popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foram atendidas, pode parecer sup\u00e9rfluo e fora de prop\u00f3sito.      Mas ainda assim, como imaginar a exist\u00eancia humana, hoje ou em qualquer tempo,      sem nenhum tipo de arte? Sem m\u00fasica, teatro, dan\u00e7a, sem cores, pinturas, circo,      desenhos ou esculturas, sem os filmes do cinema ou as diversas atra\u00e7\u00f5es art\u00edsticas      da televis\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o, n\u00e3o seria a arte tamb\u00e9m um elemento b\u00e1sico para a sobreviv\u00eancia humana?      Como o ser humano em pleno s\u00e9culo XXI sobreviveria sem ela? E afinal, qual      a utilidade da arte? <\/p>\n   \n<p>Questionar os \u0093reais\u0094 prop\u00f3sitos da arte nos faz refletir sobre      a nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia e os prop\u00f3sitos da vida. Sobre isso Ernest Fischer      nos aponta que a fun\u00e7\u00e3o essencial da arte para uma classe destinada a transformar      o mundo n\u00e3o \u00e9 a \u0093fazer m\u00e1gica\u0094 e sim a de \u0093esclarecer e incitar      \u00e0 a\u00e7\u00e3o\u0094 (FISCHER, 2002, p.20). <\/p>\n   \n<p>O surgimento da arte confunde-se com as origens do pr\u00f3prio homem, e o desenvolvimento      cultural da humanidade. Ela surge entremeada aos rituais e cultos \u00e0 natureza,      impulsionada pela necessidade do homem de tentar explicar o inexplic\u00e1vel;      interpretar o divino e o profano; de criar, inventar e contar est\u00f3rias; de      contar e registrar a sua hist\u00f3ria. <\/p>\n   \n<p>A arte pode ainda ter um car\u00e1ter did\u00e1tico, cr\u00edtico, reflexivo, educativo,      est\u00e9tico ou utilit\u00e1rio. Dar vida ao irreal ou nos fazer encarar a realidade.      Ser simplesmente bela para contempla\u00e7\u00e3o ou uma forma de lazer, divers\u00e3o e,      al\u00e9m de tudo isso, uma profiss\u00e3o. Sim apesar de muitos desconhecerem a profiss\u00e3o      de \u0093Artista\u0094, esta \u00e9 uma profiss\u00e3o regulamentada por lei. <\/p>\n   \n<p>Considerar a arte como \u00e1rea de conhecimento e o \u0093artista\u0094 como      profiss\u00e3o levanos, conseq\u00fcentemente, a pensar tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o, regulamenta\u00e7\u00e3o      e valoriza\u00e7\u00e3o profissional; em locais e condi\u00e7\u00f5es adequadas de trabalho; no      direito ao acesso \u00e0 arte pelo p\u00fablico; no futuro dos profissionais da \u00e1rea      e, finalmente, na legisla\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o, pol\u00edtica e mercado profissional,      dentre outros fatores, incluindo-se a\u00ed a forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria.<\/p>\n   \n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal Brasileira, de 1988, institui como direito o acesso      \u00e0 arte. Por\u00e9m, enquanto pa\u00edses de primeiro mundo j\u00e1 est\u00e3o bem avan\u00e7ados em      fornecer este acesso atrav\u00e9s do ensino da mesma e da forma\u00e7\u00e3o de profissionais      qualificados \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o, em nosso pa\u00eds essa situa\u00e7\u00e3o ainda engatinha.    <\/p>\n   \n<p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB), Lei n\u00ba 9.394\/96,      \u00e9 clara e expl\u00edcita, ao determinar a obrigatoriedade do ensino da arte nos      diversos n\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, incluindo-se a\u00ed o ensino m\u00e9dio e a educa\u00e7\u00e3o      de jovens e adultos: &#8220;O ensino de arte constituir\u00e1 componente curricular      obrigat\u00f3rio, nos diversos n\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, de forma a promover o      desenvolvimento cultural dos alunos&#8221;, (BRASIL, 1996, LDB, art. 26, \u00a7      2\u00ba). Al\u00e9m da LDB, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), em cumprimento do art. 210      da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, diante da necessidade de uma mudan\u00e7a curricular necess\u00e1ria,      elaborou os Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCNs) para o ensino fundamental      e m\u00e9dio. <\/p>\n   \n<p>Onde s\u00e3o apontados sugest\u00f5es de conte\u00fados m\u00ednimos a serem ministrados em      cada \u00e1rea de conhecimento. O ensino das Artes, nos PCNs, constitui componente      curricular obrigat\u00f3rio, contemplando para o ensino fundamental Artes Visuais,      Dan\u00e7a, M\u00fasica e Teatro, e, para o ensino m\u00e9dio, al\u00e9m destas linguagens j\u00e1      citadas, h\u00e1 a inclus\u00e3o das Artes Audiovisuais. (BRASIL, 2000, p.46)<\/p>\n   \n<p>Os PCNs especificam que o ensino das Artes deve ser desenvolvido por professores      especialistas nas linguagens j\u00e1 mencionadas. Neste contexto as universidades      brasileiras exercem um papel fundamental formando profissionais especializados      nas diversas linguagens. <\/p>\n   \n<p>Elas t\u00eam tentado cumprir o seu papel oferecendo diversos cursos de gradua\u00e7\u00e3o      espec\u00edficos, visando atender a demanda das \u00e1reas art\u00edsticas, tanto para bachar\u00e9is      como para licenciados, em Artes Visuais, Dan\u00e7a, M\u00fasica, Teatro e Artes audiovisuais      (cinema, v\u00eddeo dentre outras m\u00eddias). <\/p>\n   \n<p>Na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), universo principal      desta pesquisa, s\u00e3o oferecidos tr\u00eas cursos de licenciatura nas linguagens      de Artes Visuais, M\u00fasica e Teatro, o que coaduna com o artigo 3\u00ba, item I,      de seu regimento interno, que inscreve nos objetivos da Unimontes: \u0093Desenvolver,      por meio do ensino, da pesquisa e da extens\u00e3o, a t\u00e9cnica, a ci\u00eancia e as artes;\u0094      (UNIMONTES, 1999, grifo nosso). Portanto, a Unimontes participa do desenvolvimento      das artes, contribuindo na forma\u00e7\u00e3o de profissionais qualificados para as      especificidades deste campo do pensamento humano. Atrav\u00e9s de seu regimento,      a universidade entende que tr\u00eas vias complementam-se neste objetivo: o ensino,      a pesquisa e a extens\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Destas, a extens\u00e3o ser\u00e1 o nosso foco de estudos, entendida aqui como:      <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><em>[&#8230;] o processo educativo, cultural e cient\u00edfico que articula o ensino        e a pesquisa de forma indissoci\u00e1vel e viabiliza a rela\u00e7\u00e3o transformadora        entre Universidade e sociedade, atrav\u00e9s da pr\u00e1tica do conhecimento e divulga\u00e7\u00e3o        cient\u00edfica. (UNIMONTES, 1999, art.88, p.25)<\/em><\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A extens\u00e3o universit\u00e1ria \u00e9 o meio pelo qual os diversos cursos t\u00eam para manter      um contato direto com a sociedade. Desta forma, a universidade por levar \u00e0      popula\u00e7\u00e3o sua contribui\u00e7\u00e3o. Nesta rela\u00e7\u00e3o, o meio acad\u00eamico tamb\u00e9m forma a      opini\u00e3o p\u00fablica sobre as atua\u00e7\u00f5es e fun\u00e7\u00f5es de cada profissional. <\/p>\n   \n<p>Na Unimontes, os projetos de extens\u00e3o s\u00e3o previamente aprovados pelos Departamentos      e pelo Comit\u00ea de \u00c9tica antes de serem desenvolvidos, para que se mantenham      a equidade e coer\u00eancia com as especificidades dos diversos cursos. Pelo exposto      at\u00e9 aqui, as artes e seus profissionais obedecem a uma ampla legisla\u00e7\u00e3o que      se ocupa em delimitar a atua\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, fun\u00e7\u00e3o e responsabilidades dos      artistas, professores de arte e das institui\u00e7\u00f5es que os formam. <\/p>\n   \n<p>Os diversos \u00e2mbitos da sociedade t\u00eam se preocupado com isto, pois, reconhecem      o valor da arte para a forma\u00e7\u00e3o da comunidade e da pr\u00f3pria humanidade. Encontramos      em todos os n\u00edveis administrativos, desde a Constitui\u00e7\u00e3o Federal at\u00e9 o Regimento      Interno da Unimontes, diretrizes legais e \u00e9ticas que delimitam o campo art\u00edstico      para seus profissionais. <\/p>\n   \n<p>Entretanto, apesar da presen\u00e7a de \u00f3rg\u00e3os reguladores e da farta legisla\u00e7\u00e3o,      observamos na Unimontes alguns equ\u00edvocos quanto ao desenvolvimento de projetos      de extens\u00e3o n\u00e3o vinculados ao Departamento de Artes, mas que atuam junto \u00e0      comunidade realizando produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. <\/p>\n   \n<p>Analisando todos os projetos de extens\u00e3o da Unimontes na cidade de Montes      Claros\/MG, detectamos que especificamente, o Departamento de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica      tem desenvolvido alguns projetos, que realizam espet\u00e1culos e apresenta\u00e7\u00f5es      art\u00edsticas p\u00fablicas, ou que t\u00eam como \u0093palco\u0094 o ambiente hospitalar.    <\/p>\n   \n<p>Estes projetos est\u00e3o atuando num campo do saber, reservado aos profissionais      de artes e n\u00e3o de educadores f\u00edsicos. S\u00e3o eles: grupo de dan\u00e7a Compassos;      grupo para-folcl\u00f3rico de dan\u00e7a Saru\u00ea; Alegria e companhia &#8211; Doutores do Riso      (Grupo de teatro). Estes projetos, vinculados ao Departamento de Educa\u00e7\u00e3o      F\u00edsica, ferem tanto a legisla\u00e7\u00e3o quanto a \u00e9tica, pois n\u00e3o \u00e9 do \u00e2mbito da disciplina      ou \u00e1rea de conhecimento da \u0093Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica\u0094, produzir e apresentar      produtos art\u00edsticos. <\/p>\n   \n<p>O produto est\u00e9tico \u00e9 o resultado do trabalho do artista. A cria\u00e7\u00e3o do elemento      est\u00e9tico \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do artista. Esta \u00e9 sua pot\u00eancia. As produ\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas,      suas t\u00e9cnicas, sua hist\u00f3ria, enfim, suas especificidades, s\u00e3o o campo de atua\u00e7\u00e3o      dos artistas. <\/p>\n   \n<p>Qualquer \u00e1rea do conhecimento que pretenda desenvolver um produto est\u00e9tico      deve se submeter \u00e0s artes, e creditar o fazer art\u00edstico \u00e0 \u00e1rea de conhecimento      das Artes. Portanto, entendemos que quaisquer projetos de extens\u00e3o universit\u00e1ria      que produzam apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas devem, necessariamente, ser desenvolvidos      e ter como v\u00ednculo principal o Departamento de Artes. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o observar estes crit\u00e9rios pode abrir um precedente que contraria a \u00e9tica-profissional      para que um projeto de cunho matem\u00e1tico tenha como produto o tratamento bucal      da popula\u00e7\u00e3o, por exemplo, ou liberar que um advogado atue como m\u00e9dico, ou      um artista pl\u00e1stico como um engenheiro. Isto iria contra um dos objetivos      das universidades que \u00e9 \u0093formar diplomados nas diferentes \u00e1reas do conhecimento\u0094      (BRASIL, 1996, art. 43, \u00a7 II, Grifo nosso) e infringiria tanto a \u00e9tica profissional      quanto a legalidade. <\/p>\n   \n<p>Ao trazer \u00e0 tona esta discuss\u00e3o, apesar do t\u00edtulo metaling\u00fc\u00edstico e conotativo      de car\u00e1ter de disputa: Artes C\u00eanicas versus Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, n\u00e3o pretendemos      fomentar a briga entre os profissionais aqui evolvidos. Ou seja, entre os      educadores f\u00edsicos e os profissionais das artes c\u00eanicas (do teatro, dan\u00e7a      e circo). Mesmo porque em car\u00e1ter inter e multidisciplinar, principalmente      na educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 important\u00edssimo o trabalho em equipe entre estes profissionais      e outros, da matem\u00e1tica, hist\u00f3ria geografia, letras, f\u00edsica, dentre outros.    <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o estamos questionando aqui o direito constitucional de liberdade de aprender,      ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. Muito menos      queremos impedir o direito \u00e0 democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 arte. <\/p>\n   \n<p>Nem questionamos o talento nato inerente ao ser humano para a arte, bem como      o seu direito de exerc\u00ea-la. Nas artes, existem m\u00fasicos, dan\u00e7arinos, pintores,      atores, artes\u00e3os e mestres de not\u00f3rio saber, maravilhosos e que nunca fizeram      uma universidade. Alguns sequer mal sabem ler e escrever. \u00c0 academia cabe      respeitar e aprender com eles, muitos s\u00e3o g\u00eanios. <\/p>\n   \n<p>Aqui n\u00e3o vamos destacar essa genialidade humana, definida como talento, habilidade      ou predisposi\u00e7\u00e3o para atuar em qualquer \u00e1rea, pois assim como nas artes isso      tamb\u00e9m acontece em outras \u00e1reas de conhecimento. Temos g\u00eanios na matem\u00e1tica,      f\u00edsica, medicina, nas letras, m\u00fasica, etc. O que n\u00e3o desqualifica os profissionais      nem a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica para estas profiss\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Assim, tamb\u00e9m na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esporte temos excelentes jogadores      de futebol e atletas que nunca sequer fizeram uma aula de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica      na vida. Portanto, faz-se necess\u00e1rio inclusive desmistificar alguns conceitos      e pr\u00e9-conceitos j\u00e1 pr\u00e9-estabelecidos. <\/p>\n   \n<p>Esclarecemos que \u0093Arte\u0094, no nosso contexto, e como nosso universo      e objeto de estudo, tem o car\u00e1ter de \u00e1rea de conhecimento acad\u00eamico-profissional      aut\u00f4noma. E, por Artistas e professores de Artes entendem-se aqueles que executam      estas atividades profissionalmente, vinculado-as a esta \u00e1rea acad\u00eamico-profissional      de conhecimento. <\/p>\n   \n<p>Outra quest\u00e3o que tem que ser destacada \u00e9 que o referido projeto n\u00e3o pretende      agir como \u0093uma pol\u00edcia das profiss\u00f5es\u0094. Mesmo porque no Brasil cabe      \u00e0 Uni\u00e3o Federal atrav\u00e9s dos Minist\u00e9rios do Trabalho e Emprego, da Educa\u00e7\u00e3o,      Cultura, dentre outros, atuar neste sentido. Mas pretendemos sim, que este      estudo sirva de base para isso. Para que atua\u00e7\u00f5es ilegais sejam denunciadas      e impedidas. <\/p>\n   \n<p>Pretendemos apurar e denunciar a vincula\u00e7\u00e3o indevida da arte e o fazer art\u00edstico      acad\u00eamico-profissional \u00e0 \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. E a tentativa de educadores      f\u00edsicos de se apropriar desta \u00e1rea acad\u00eamica e profissional, agregando e tomando      para si esta \u00e1rea e campo de atua\u00e7\u00e3o profissional, lesando diretamente os      profissionais com forma\u00e7\u00e3o (ou n\u00e3o) em teatro, dan\u00e7a e circo.<\/p>\n   \n<p>Diante de tudo isso, o presente trabalho visa pesquisar e registrar a penetra\u00e7\u00e3o      e tentativa de apropria\u00e7\u00e3o do mercado acad\u00eamico profissional das artes c\u00eanicas      (teatro, dan\u00e7a e circo), por profissionais de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, com a vincula\u00e7\u00e3o      de atividades art\u00edsticas a esta \u00e1rea. <\/p>\n   \n<p>A origem deste tema, considerado por muitos como \u0093pol\u00eamico\u0094, surgiu      de uma simples observa\u00e7\u00e3o. Analisando todos os projetos de extens\u00e3o da Universidade      Estadual de Montes Claros &#8211; Unimontes, foi constatado que fora o Departamento      de Artes, o curso de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica era o \u00fanico dentro da institui\u00e7\u00e3o que      possu\u00eda e desenvolvia projetos art\u00edsticos-culturais, vinculando-os a esta      \u00e1rea, atrav\u00e9s de propagandas, divulga\u00e7\u00f5es, promo\u00e7\u00e3o de eventos, mostras art\u00edsticas,      apresenta\u00e7\u00f5es de espet\u00e1culos, dentre outros.<\/p>\n   \n<p>Tendo como base que um dos prop\u00f3sitos da extens\u00e3o universit\u00e1ria \u00e9 aliar o      ensino e a pesquisa \u00e0 pr\u00e1tica, detectando uma poss\u00edvel diverg\u00eancia entre a      atua\u00e7\u00e3o destes grupos art\u00edsticos-culturais com os reais prop\u00f3sitos e interven\u00e7\u00e3o      de um Educador F\u00edsico, surgiu o interesse em pesquisar e registrar a atua\u00e7\u00e3o      destes grupos art\u00edsticos, para saber quais os seus prop\u00f3sitos e objetivos,      e se estes estariam realmente condizentes com a interven\u00e7\u00e3o de um educador      f\u00edsico. <\/p>\n   \n<p>Caso detectado esta diverg\u00eancia, alertar e denunciar os fatos dentro e fora      da institui\u00e7\u00e3o. Cabe ressaltar que os referidos projetos n\u00e3o s\u00e3o desenvolvidos      de maneira multidisciplinar, principalmente com o Departamento de Artes da      institui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>O principal objetivo deste estudo, portanto, \u00e9 pesquisar, analisar e questionar      a atua\u00e7\u00e3o e objetivos de projetos de extens\u00e3o de cunho Art\u00edstico-Cultural,      vinculados ao departamento de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da Unimontes, bem como, a forma      e legalidade com que estas pr\u00e1ticas est\u00e3o sendo desenvolvidas, se s\u00e3o condizentes      com a abordagem e interven\u00e7\u00e3o de um educador f\u00edsico, ou n\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m deste, outros objetivos espec\u00edficos fazem parte deste estudo como: analisar,      delimitar e caracterizar o Artista C\u00eanico com forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica (bachar\u00e9is      e licenciados em Dan\u00e7a e Teatro) e o Educador F\u00edsico (bachar\u00e9is e licenciados      em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica); detectar as poss\u00edveis similaridades entre estas duas      \u00e1reas; detectar e denunciar poss\u00edveis invas\u00f5es de mercado; questionar a legalidade      e legitimidade da exist\u00eancia de projetos artisticos culturais enquanto \u00e1rea      de atua\u00e7\u00e3o de um educador f\u00edsico; denunciar as poss\u00edveis perdas e o impacto      mercadol\u00f3gico para os profissionais de Artes C\u00eanicas, hoje e no futuro; alertar      os profissionais da \u00e1rea de Artes C\u00eanicas (Dan\u00e7a e Teatro) sobre a penetra\u00e7\u00e3o      de educadores f\u00edsicos nesta \u00e1rea. <\/p>\n   \n<p>A pesquisa bibliogr\u00e1fica e documental foi realizada em duas etapas: a primeira      parte do trabalho correspondente ao primeiro e segundo cap\u00edtulos desta monografia,      tratando da caracteriza\u00e7\u00e3o e conceitua\u00e7\u00e3o das \u00e1reas da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Artes      C\u00eanicas e dos profissionais envolvidos. Utilizamos para isso materiais bibliogr\u00e1ficos      publica\u00e7\u00f5es, normas, diretrizes e legisla\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>As legisla\u00e7\u00f5es que regulamentam estas profiss\u00f5es, ali\u00e1s, s\u00e3o tratadas mais      detalhadamente no segundo cap\u00edtulo. Onde buscamos caracterizar legalmente      os profissionais envolvidos, bachar\u00e9is e licenciados em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e      Artes C\u00eanicas (Dan\u00e7a, teatro e circo). Usamos como base a Constitui\u00e7\u00e3o Federal      que atribui \u00e0 Uni\u00e3o a compet\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o do      trabalho, fazendo-as cumprir, atrav\u00e9s dos respectivos minist\u00e9rios, como o      Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, da Justi\u00e7a, da Sa\u00fade, da Educa\u00e7\u00e3o, dentre      outros. Usamos como base conceitual a Legisla\u00e7\u00e3o Federal Espec\u00edfica que regulamenta      as profiss\u00f5es envolvidas, e as Legisla\u00e7\u00f5es, Diretrizes e Normas do Minist\u00e9rio      da Educa\u00e7\u00e3o; e do Minist\u00e9rio do Trabalho e emprego, al\u00e9m de citar o Minist\u00e9rio      da Sa\u00fade. <\/p>\n   \n<p>A segunda parte, e terceiro cap\u00edtulo, consta da descri\u00e7\u00e3o das atividades      dos grupos art\u00edsticos vinculados ao curso de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da Unimontes.      Atrav\u00e9s da an\u00e1lise de documentos e descri\u00e7\u00e3o dos fatos dentro da universidade,      bem como da observa\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise e descri\u00e7\u00e3o de atividades e apresenta\u00e7\u00f5es      de espet\u00e1culos dos grupos artisticos-culturais do curso de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica      da Unimontes. <\/p>\n   \n<p><strong>CARACTERIZA\u00c7\u00c3O E CONCEITOS<\/strong><\/p>\n   \n<p>No Brasil, cabe a Uni\u00e3o Federal, regulamentar no \u00e2mbito educacional e trabalhista      o exerc\u00edcio profissional. Essas regulamenta\u00e7\u00f5es obedecem a par\u00e2metros, caracteriza\u00e7\u00f5es,      padroniza\u00e7\u00f5es e conceitos definidos inclusive na esfera mundial de profiss\u00f5es.      Atendendo a estas quest\u00f5es, o Minist\u00e9rio do Trabalho criou a Classifica\u00e7\u00e3o      Brasileira de Ocupa\u00e7\u00f5es \u0096 CBO (BRASIL, 2002). Essas padroniza\u00e7\u00f5es, ali\u00e1s,      s\u00e3o al\u00e9m de exig\u00eancias legais, uma necessidade do mundo globalizado no qual      vivemos na contemporaneidade. Por exemplo, para possibilitar que um profissional      graduado em determinado curso numa universidade aqui possa validar seu diploma      em outro pa\u00eds e vice versa. <\/p>\n   \n<p>Podemos de fato, afirmar que um curso de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica n\u00e3o \u00e9 igual ou similar      a uma gradua\u00e7\u00e3o em Teatro ou em Dan\u00e7a, sendo os dois \u00faltimos da \u00e1rea de Artes      enquanto a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da \u00e1rea da Sa\u00fade. Reafirmar tudo isso seria mais      que uma obviedade, assim como, seria incoerente dois cursos superiores diferentes      formar o mesmo profissional. <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, neste estudo ao propor essa discuss\u00e3o sobre a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o dos      profissionais de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Artes C\u00eanicas, faz-se necess\u00e1rio conceituar      e caracterizalos, bem como, as suas respectivas \u00e1reas de conhecimento. <\/p>\n   \n<p><strong>ARTES C\u00caNICAS<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><em>Toca o terceiro sinal. Apagam-se as luzes. Abrem-se as cortinas. Vai        come\u00e7ar a pe\u00e7a. Quem j\u00e1 viveu esta experi\u00eancia sabe o tipo de emo\u00e7\u00e3o que        \u00e9. O p\u00fablico \u00e9 essencial nesse enredo: na troca de emo\u00e7\u00f5es com os atores        d\u00e1-se a magia do espet\u00e1culo. A pe\u00e7a encenada hoje nunca ser\u00e1 id\u00eantica \u00e0        de ontem nem \u00e0 de amanh\u00e3. Porque, no teatro, cada momento \u00e9 \u00fanico&#8230;<\/em><\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>As artes c\u00eanicas tamb\u00e9m chamadas artes perform\u00e1ticas s\u00e3o todas as formas      de arte que se desenvolvem num palco, local de representa\u00e7\u00e3o para um p\u00fablico      ou lugar destinado a espectadores. Muitas vezes estas apresenta\u00e7\u00f5es podem      ocorrer ao ar livre, em pra\u00e7as e ruas. Assim, podemos dizer tamb\u00e9m que este      palco pode ser improvisado; ou seja, o palco \u00e9 qualquer local onde ocorre      uma representa\u00e7\u00e3o ou apresenta\u00e7\u00e3o c\u00eanica. O profissional das artes c\u00eanicas      \u00e9 o artista c\u00eanico. Assim tamb\u00e9m definido: <\/p>\n   \n<p><em>Chamamos de artista c\u00eanico o ator, o dan\u00e7arino, o m\u00edmico, o m\u00fasico, o      performer, ou seja, todo artista que traz em seu pr\u00f3prio corpo o resultado      de sua arte. O corpo \u00e9 para o artista c\u00eanico o ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o entre      a obra de arte e o p\u00fablico, \u00e9 a ponte entre o palco e a plat\u00e9ia. Enquanto      agente, o corpo \u00e9 t\u00e9cnica; enquanto produto, ele \u00e9 arte. (STRAZZACAPPA apud      STRAZZACAPPA &amp; MORANDI, 2006, p.40). <\/em><\/p>\n   \n<p>As artes c\u00eanicas, ou \u0093da cena\u0094, acontecem em tempo e espa\u00e7o restritos,      para um p\u00fablico igualmente restrito e exclusivo; s\u00e3o ef\u00eameras como a pr\u00f3pria      vida e permanecem apenas na mem\u00f3ria do espectador. Diferentemente de outras      formas de arte como a pintura, onde o suporte art\u00edstico \u00e9 um quadro ou a escultura,      onde o artista se utiliza de pedra, madeira ou outro elemento para \u0093esculpir\u0094      a sua arte, nas artes c\u00eanicas, o artista, ali\u00e1s, seu \u0093corpo\u0094, \u00e9      o seu pr\u00f3prio instrumento, tanto de constru\u00e7\u00e3o do pensamento quanto forma      de express\u00e3o, atrav\u00e9s de suas vozes, dos seus movimentos, das suas emo\u00e7\u00f5es      e dos seus motivos.<\/p>\n   \n<p>Dentro das artes c\u00eanicas, podemos destacar : o teatro, a \u00f3pera, a dan\u00e7a e      o circo. Destes abordaremso mais especificamente o teatro, a dan\u00e7a e alguns      elementos do circo por envolverem e serem relevantes nesta pesquisa: <\/p>\n   \n<p>A profiss\u00e3o de \u0093artista\u0094 das Artes C\u00eanicas (teatro, dan\u00e7a e circo)      \u00e9 reconhecida por lei. No Brasil a profiss\u00e3o \u00e9 regulamentada pela Lei 6.533,      de 14 de maio de 1978, a chamada Lei do Artista. Esta lei foi regulamentada      pelo Decreto de Lei 82.385\/78, ao qual integra um quadro anexo com a rela\u00e7\u00e3o      de profiss\u00f5es em que se desdobram o fazer do artista, sobre os quais falaremos      adiante. <\/p>\n   \n<p><strong>TEATRO<\/strong><\/p>\n   \n<p>O Teatro, derivado do voc\u00e1bulo grego Th\u00e9atron estabelece o lugar f\u00edsico do      espectador, &#8220;lugar onde se v\u00ea&#8221;. Entretanto o teatro tamb\u00e9m \u00e9 o lugar      onde acontece o drama frente aos espectadores, complemento real e imagin\u00e1rio      que acontece no local de representa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Chamamos ainda de teatro \u00e0 pe\u00e7a ou encena\u00e7\u00e3o representada para um p\u00fablico      em um palco ou lugar destinado a espectadores, que pode ser inclusive em ruas,      pra\u00e7as e v\u00e1rios outros espa\u00e7os alternativos ou improvisados. Oficialmente,      no ocidente, ele surgiu, na Gr\u00e9cia antiga, no s\u00e9culo V a.C. Estudos mostram      por\u00e9m, que primitivamente, sua real origem remonta \u00e0 pr\u00f3pria origem da humanidade.      (GASSNER, 1991) <\/p>\n   \n<p>Toda reflex\u00e3o que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tr\u00edade      teatral: quem v\u00ea, o que se v\u00ea, e o imaginado, ou seja, Teatro: Ator + Palco      + Plat\u00e9ia. O teatro \u00e9 um fen\u00f4meno que existe nos espa\u00e7os do presente e do      imagin\u00e1rio, e nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espa\u00e7o.<\/p>\n   \n<p>O teatro \u00e9 uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma      hist\u00f3ria ou atividades, com aux\u00edlio de dramaturgos, diretores e t\u00e9cnicos,      que t\u00eam como objetivo apresentar uma situa\u00e7\u00e3o e despertar sentimentos no p\u00fablico.<\/p>\n   \n<p><strong>DAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n   \n<p>A dan\u00e7a \u00e9 uma das tr\u00eas principais artes c\u00eanicas da antig\u00fcidade, ao lado do      teatro. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos      (coreografia), ou improvisados (dan\u00e7a livre). Na maior parte dos casos, a      dan\u00e7a, com passos cadenciados \u00e9 acompanhada ao som e compasso da m\u00fasica e      envolve a express\u00e3o de sentimentos potenciados por ela.<\/p>\n   \n<p><strong>Segundo Dayse France, bailarina e professora de dan\u00e7a, graduada em      dan\u00e7a pela UFBA e formada pela Royal Academy of Dance e especialista em Coreografia,      Psicopedagogia e Hist\u00f3ria da Arte em artigo publicado no site www.idanca.net,      em 21 de outubro de 2008: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><em>Historicamente a dan\u00e7a surgiu nas tribos primitivas; mas, em n\u00edvel        art\u00edstico para apresenta\u00e7\u00f5es teatrais, passou pelas dan\u00e7as circulares, dan\u00e7as        sagradas, folcl\u00f3ricas e pelo teatro Kabuki oriental, alcan\u00e7ando grandes        plat\u00e9ias com os ballets russos e v\u00e1rias outras escolas europ\u00e9ias (francesa,        inglesa, italiana); tornando-se, assim, profiss\u00e3o. (FRANCE, 2008)<\/em><\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A dan\u00e7a pode existir como manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica ou como forma de divertimento      e\/ou cerim\u00f4nia. Como arte, a dan\u00e7a se expressa atrav\u00e9s dos signos de movimento,      com ou sem liga\u00e7\u00e3o musical, para um determinado p\u00fablico.<\/p>\n   \n<p><strong>CIRCO<\/strong><\/p>\n   \n<p>Circo \u00e9 a arte c\u00eanica que consiste em n\u00fameros de destreza e quadros c\u00f4micos.      A palavra designa tamb\u00e9m a casa de espet\u00e1culos desmont\u00e1vel, de forma circular      e coberta de lona. \u00c9 ainda uma express\u00e3o art\u00edstica, parte da cultura popular,      que visa \u00e0 divers\u00e3o e o entretenimento dos espectadores. <\/p>\n   \n<p>H\u00e1 refer\u00eancias sobre o circo desde a antiguidade, durante o Imp\u00e9rio Romano,      por exemplo, grupos de pessoas ganhavam a vida fazendo apresenta\u00e7\u00f5es na rua,      nas casas de fam\u00edlias nobres ou at\u00e9 mesmo em arenas destinadas \u00e0s apresenta\u00e7\u00f5es      (anfiteatros). <\/p>\n   \n<p>Um circo \u00e9 comumente uma companhia itinerante que re\u00fane artistas de diferentes      categorias, como malabarismo, palha\u00e7o, acrobacia, monociclo, adestramento      de animais, equilibrismo, ilusionismo, dentre outros. <\/p>\n   \n<p>Durante os s\u00e9culos XIX e XX o circo difundiu-se por todo o mundo e em algumas      cidades, como Moscou e Pequim (Beijing), desenvolveu-se a ponto de constituir      uma aut\u00eantica arte c\u00eanica. Na atualidade, o circo conserva ainda grande parte      de suas tradi\u00e7\u00f5es. Embora as companhias continuem viajando de cidade em cidade      e de pa\u00eds em pa\u00eds, \u00e9 freq\u00fcente que realizem longas temporadas nos centros      urbanos mais populosos. <\/p>\n   \n<p>Nos \u00faltimos anos, a arte circense se modernizou, com um surgimento de um      novo modelo de circo mais comercial, onde algumas companhias se tornaram verdadeiras      ind\u00fastrias de entretenimento que empregam milhares de pessoas em todo o mundo      como o Cirque du Soleil.<\/p>\n   \n<p><strong>ARTISTA C\u00caNICO DE DAN\u00c7A, TEATRO E CIRCO<\/strong><\/p>\n   \n<p>No Brasil, os artistas c\u00eanicos de dan\u00e7a e teatro s\u00e3o regulamentados pela      Lei 6.533\/78, que regula o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de artistas e de t\u00e9cnico      em espet\u00e1culos de divers\u00f5es. Esta lei conceitua \u0093artista\u0094 como sendo      o profissional que \u0093cria, interpreta ou executa obra de car\u00e1ter cultural      de qualquer natureza, para efeito de exibi\u00e7\u00e3o ou divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica, atrav\u00e9s      de meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa ou em locais onde se realizam espet\u00e1culos      de divers\u00e3o p\u00fablica\u0094 (BRASIL, 1978a, grifo nosso)<\/p>\n   \n<p>Segundo o advogado Rafael Neumayr, especializado em Direito do Entretenimento,      apesar de criada em plena ditadura militar esta lei, representou um enorme      avan\u00e7o legislativo para a \u00e9poca, tendo \u00e0 sua frente importantes representantes      dos setores art\u00edsticos brasileiros (especialmente do teatro), que acionaram      o Congresso Nacional com vistas a estabelecer uma lei espec\u00edfica de prote\u00e7\u00e3o      dos interesses dos profissionais das artes c\u00eanicas (teatro, dan\u00e7a e circo),      do cinema e da televis\u00e3o, como anos antes fora conquistado pela classe dos      m\u00fasicos. (NEUMAYR, 2007) <\/p>\n   \n<p><strong>Tamb\u00e9m conhecida como \u0093Lei do Artista\u0094, a Lei 6.533\/78,      foi regulamentada em 05 de outubro de 1978 pelo Decreto n o 82.385, tendo      como parte integrante um quadro (anexo) com as denomina\u00e7\u00f5es e descri\u00e7\u00f5es das      fun\u00e7\u00f5es em que se desdobram as atividades de artista e de t\u00e9cnico em espet\u00e1culos      de divers\u00f5es no Brasil, esta regulamenta\u00e7\u00e3o no Par\u00e1grafo \u00fanico do Art. 2\u00ba,      disp\u00f5e o seguinte:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. As denomina\u00e7\u00f5es e descri\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es em que se        desdobram as atividades de Artista e de T\u00e9cnico em Espet\u00e1culos de Divers\u00f5es        constam do Quadro anexo a este Regulamento. (BRASIL, 1978b)<\/em><\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Mais especificamente \u00e0queles ligados \u00e0s artes c\u00eanicas (teatro, dan\u00e7a e circo),      cinema, fotonovelas e radiodifus\u00e3o. Este quadro anexo ao Decreto de Lei enumera      e conceitua as diversas fun\u00e7\u00f5es profissionais que est\u00e3o sujeitos \u00e0 esta legisla\u00e7\u00e3o.      Dentre estas, podemos citar as fun\u00e7\u00f5es de diretor, core\u00f3grafo, contra-regra,      ator, bailarino ou dan\u00e7arino, acrobata, palha\u00e7o, etc., e at\u00e9 mesmo outras      menos conhecidas e at\u00e9 inusitadas como as de homem bala e homem do globo da      morte. <\/p>\n   \n<p><strong>Neste quadro encontramos as seguintes defini\u00e7\u00f5es legais: <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>ATOR: <\/strong>\u00c9 aquele que cria, interpreta e representa uma a\u00e7\u00e3o      dram\u00e1tica, baseando-se em textos, est\u00edmulos visuais, sonoros ou outros, previamente      concebidos por um autor ou criados atrav\u00e9s de improvisa\u00e7\u00f5es individuais ou      coletivas; utiliza-se de recursos vocais, corporais e emocionais, apreendidos      ou intu\u00eddos, com o objetivo de transmitir, ao espectador, o conjunto de id\u00e9ias      e a\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas propostas; pode utilizar-se de recursos t\u00e9cnicos para manipular      bonecos, t\u00edteres e cong\u00eaneres; pode interpretar sobre a imagem ou voz de ou      trem; ensaia buscando aliar a sua criatividade \u00e0 do Diretor.<\/p>\n   \n<p><strong>BAILARINO OU DAN\u00c7ARINO:<\/strong> Executa dan\u00e7as atrav\u00e9s de movimentos      coreogr\u00e1ficos preestabelecidos ou n\u00e3o ; ensaia seguindo orienta\u00e7\u00e3o do Core\u00f3grafo      , atuando individualmente ou em conjunto , interpretando pap\u00e9is principais      ou secund\u00e1rio ; pode optar pela dan\u00e7a cl\u00e1ssica , moderna , contempor\u00e2nea ,      folcl\u00f3rica , popular ou shows ; pode ministrar aulas de dan\u00e7a em academias      ou escolas de dan\u00e7a , reconhecidas pelo Conselho Federal de Educa\u00e7\u00e3o , obedecidas      as condi\u00e7\u00f5es para registro como professor; <\/p>\n   \n<p><strong>PALHA\u00c7O: <\/strong>Realiza pantomimas, pilh\u00e9rias e outros n\u00fameros      c\u00f4micos, comunicando-se com o p\u00fablico por meio de cenas divertidas; caracteriza-se      atrav\u00e9s de roupas extravagantes e empregando m\u00e1scara constante individual      e intransfer\u00edvel ou disfarces c\u00f4micos, para apresentar os seus n\u00fameros; orienta-se      por instru\u00e7\u00f5es recebidas ou pela pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o, fazendo gestos caracter\u00edsticos,      podendo se apresentar s\u00f3 ou acompanhado. (BRASIL, 1978b) <\/p>\n   \n<p>Dentre outras especifica\u00e7\u00f5es de que trata a lei regulamentadora da profiss\u00e3o      de artista e t\u00e9cnicos de espet\u00e1culos; para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de \u0093artista      interprete\u0094 ou executante, o interessado deve obter registro na Delegacia      Regional do Trabalho do estado em que exerce suas atividades. <\/p>\n   \n<p>Para se obter o registro, no caso da forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria, conforme o art.      7 o, requer que se tenha: \u0093I &#8211; diploma de curso superior de Diretor de      Teatro, Core\u00f3grafo, Professor de Arte Dram\u00e1tica, ou outros cursos semelhantes,      reconhecidos na forma da Lei\u0094 (BRASIL, 1978a). <\/p>\n   \n<p>Ainda segundo o art. 3\u00ba da Lei 6.533\/78, as disposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o aplic\u00e1veis, tanto      \u00e0s pessoas f\u00edsicas quanto \u00e0s jur\u00eddicas, que tiverem a seu servi\u00e7o os profissionais      para realiza\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos, programas, produ\u00e7\u00f5es ou mensagens publicit\u00e1rias.<\/p>\n   \n<p>Os cursos de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica n\u00e3o formam estes profissionais, nem lhes concede      o direito de adquirir um DRT junto ao Minist\u00e9rio do Trabalho, para exercer      as atividades inerentes ao artista. Muito menos os educadores f\u00edsicos est\u00e3o      sujeitos a esta lei ou est\u00e3o inclu\u00eddos nesta categoria profissional. Os sindicatos      da classe art\u00edstica, no caso os SATED`s (Sindicato dos artistas e t\u00e9cnicos      de espet\u00e1culos de divers\u00f5es), n\u00e3o reconhecem os educadores f\u00edsicos como artistas      profissionais. <\/p>\n   \n<p>Cabe-nos aqui observar a abrang\u00eancia da lei, quanto \u00e0 sua aplica\u00e7\u00e3o tanto      para pessoas f\u00edsicas quanto jur\u00eddicas. Assim, podemos concluir e incluir as      institui\u00e7\u00f5es escolares, tais como escolas, col\u00e9gios, centros universit\u00e1rios,      faculdades e universidades, dentre outros estabelecimentos e institui\u00e7\u00f5es      p\u00fablicas e particulares. <strong>Paulo Henrique Dias Costa<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  theatre.uoregon.edu\/www.canaldoestudante.com.br\/www.artenaescola.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artista C\u00eanico, Profissional, Teatro, Hist\u00f3ria, Profiss\u00e3o, T\u00e9cnicas, Conceito, Artes C\u00eanicas, Cen\u00e1rio, \u00c1reas, O que \u00e9, Artista C\u00eanico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-19408","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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