{"id":19405,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/artes-plasticas-no-brasil-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:22:23","modified_gmt":"2026-09-01T15:22:23","slug":"artes-plasticas-no-brasil-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/artes-plasticas-no-brasil-3\/","title":{"rendered":"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil"},"content":{"rendered":"\nA\u00a0<b>arte moderna no Brasil<\/b>\u00a0tem uma esp\u00e9cie de data oficial de nascimento. \u00c9 fevereiro de 1922, quando se realizou, no Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo, a Semana de Arte Moderna. A &#8220;Semana&#8221;, que apresentou eventos em diversas \u00e1reas, foi o resultado dos esfor\u00e7os conjugados de intelectuais, poetas e artistas pl\u00e1sticos, apoiados e patrocinados, inclusive financeiramente, pelos chamados &#8220;bar\u00f5es do caf\u00e9&#8221;, a alta burguesia cujas fortunas vinham do cultivo e\/ou exporta\u00e7\u00e3o desse produto.\n\nNaturalmente, a arte moderna brasileira n\u00e3o &#8220;nasceu&#8221;, de fato, num ano exato. Alguns acontecimentos prepararam a &#8220;Semana&#8221;, destacando-se, em 1917, uma pol\u00eamica exposi\u00e7\u00e3o de Anita Malfatti, que estudara na Alemanha e mostrava em sua pintura uma n\u00edtida influ\u00eancia do expressionismo.\n\nDe qualquer forma, 1922 (ano tamb\u00e9m do centen\u00e1rio da independ\u00eancia do Brasil e da funda\u00e7\u00e3o do Partido Comunista no Pa\u00eds) ficou sendo a data s\u00edmbolo.\n\nUm dos participantes e grandes apoiadores da &#8220;Semana&#8221; (assim como de todos os movimentos intelectuais progressistas das d\u00e9cadas seguintes) foi o poeta e cr\u00edtico M\u00e1rio de Andrade que, em 1942, a ela se referiu como um movimento &#8220;essencialmente destruidor&#8221;. Mas n\u00e3o foi bem assim. Sem d\u00favida, a iniciativa tinha tamb\u00e9m seu car\u00e1ter iconoclasta, mas construiu bem mais que destruiu.\n\nForneceu o ponto de partida para uma est\u00e9tica e uma pr\u00e1tica efetivamente do nosso s\u00e9culo numa arte at\u00e9 ent\u00e3o conservadora. Os principais artistas pl\u00e1sticos que participaram da &#8220;Semana&#8221; foram os pintores Anita Malfatti (1896-1964), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970), John Graz (1891-1980) e Emiliano Di Cavalcanti, assim como Victor Brecheret (1894-1955), o maior escultor figurativo do s\u00e9culo XX no Brasil.\n\nAo longo da d\u00e9cada de 30, a nova est\u00e9tica e a nova pr\u00e1tica art\u00edstica &#8211; embora se mantivessem dentro dos limites do figurativismo &#8211; foram se firmando no Brasil, tanto atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o de grupos quanto do trabalho isolado de criadores independentes. A esse per\u00edodo podemos chamar, genericamente, de modernismo.\n\nSeu car\u00e1ter figurativo n\u00e3o tinha o car\u00e1ter hist\u00f3rico\/\u00e9pico que embasa, por exemplo, o muralismo mexicano. Na verdade, no Brasil n\u00e3o existiu uma cultura pr\u00e9-colombiana desenvolvida, como a dos incas, maias e astecas; os \u00edndios brasileiros estavam num est\u00e1gio muito mais rudimentar de civiliza\u00e7\u00e3o.\n\nO resgate de uma antiga identidade cultural destru\u00edda pelo colonizador europeu nunca foi, portanto, uma preocupa\u00e7\u00e3o nacional brasileira. Isso n\u00e3o impede, \u00e9 claro, que alguns artistas tenham tentado identificar e apreender em seu trabalho o que possa vir a ser &#8220;brasilidade&#8221;.\n\nDesde o come\u00e7o da d\u00e9cada de 30 surgem novos grupos modernistas, especialmente no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo. Como regra, n\u00e3o t\u00eam la\u00e7os diretos com os precursores nem com os participantes da &#8220;Semana&#8221;, nem o mesmo empenho em teorizar sua produ\u00e7\u00e3o.\n\nO modernismo dos anos 20 era erudito, internacionalizante e, de certa forma, elitista. O dos novos grupos, n\u00e3o; queria refletir e participar diretamente da vida social. Talvez por isso, estilisticamente eram grupos algo tradicionalistas &#8211; o que n\u00e3o significava, entretanto, qualquer retorno ao passado acad\u00eamico.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp2.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"232\" height=\"176\" \/><\/p>\nDe 1931 a 1942 funcionou, no Rio, o N\u00facleo Bernardelli, cujos principais integrantes foram Bustamante S\u00e1 (1907-1988), Eug\u00eanio Sigaud (1899-1979), Milton Dacosta (1915-1988), Quirino Campofiorito (1902-1993) e Jos\u00e9 Pancetti (1904-1958).\n\nEm 1932, fundaram-se em S\u00e3o Paulo a Sociedade Pr\u00f3-Arte Moderna (SPAM) e o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Talvez por estar em S\u00e3o Paulo (onde acontecera a &#8220;Semana&#8221;), a SPAM mantinha alguns la\u00e7os com o primeiro modernismo.\n\nOs artistas mais importantes que dela participaram foram o imigrante lituano Lasar Segall (1891-1980), Tarsila do Amaral (1886-1973) e o escultor Victor Brecheret (1894-1955). J\u00e1 no CAM, o l\u00edder incontest\u00e1vel foi Fl\u00e1vio de Carvalho (1899-1973).\n\nFinalmente, em 1935\/36, ainda em S\u00e3o Paulo, aglutinaram-se, de maneira informal, alguns pintores que hoje chamamos de Grupo Santa Helena. Os principais foram Francisco Rebolo (1903-1980), Aldo Bonadei (1906-1974), M\u00e1rio Zanini (1907-1971), Cl\u00f3vis Graciano (1907-1988) e Alfredo Volpi.\n\nO Grupo Santa Helena \u00e9 um excelente exemplo das mudan\u00e7as ocorridas desde a &#8220;Semana&#8221;. Esta fora patrocinada e usufru\u00edda pela aristocracia do caf\u00e9. Quanto aos artistas do &#8220;Santa Helena&#8221;, eram de origem humilde, imigrantes ou filhos de imigrantes, e produziam uma arte simples, cotidiana, em certo sentido prolet\u00e1ria.\n\nAp\u00f3s os movimentos dos anos 30, a arte moderna estava, enfim, bem assentada no Brasil. Na d\u00e9cada de 40, assiste-se ao primeiro apogeu de C\u00e2ndido Portinari (1903-1962), de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), de Jos\u00e9 Pancetti (1904-1958) etc.\n\nCome\u00e7am suas carreiras os escultores Bruno Giorgi (1905-1993) e Alfredo Ceschiatti (1918- 1989). Come\u00e7am tamb\u00e9m a trabalhar, ainda como figurativos, v\u00e1rios dos futuros integrantes das tend\u00eancias abstratas.\n\nUma individualidade poderosa a registrar, a partir dessa d\u00e9cada, e que continua em a\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje, \u00e9 a do desenhista e gravador figurativo Marcelo Grassmann (1925), dono de um universo inconfund\u00edvel, aparentado (por assim dizer) com a imemorial tradi\u00e7\u00e3o expressionista e fant\u00e1stica da arte da Europa Central. Grassmann desenha um mundo de damas e cavaleiros medievais, fantasmagorias e monstros engendrados pelo sonho da raz\u00e3o, como diria Goya.\n\nCom raras exce\u00e7\u00f5es (destacando-se o Clube de Gravura de Porto Alegre, fundado em 1950, e que foi o movimento mais politizado at\u00e9 hoje na arte brasileira, praticando quase o realismo social), os anos 50 e 60 viram o triunfo das tend\u00eancias abstratas.\n\nS\u00f3 ap\u00f3s 1965, quando se realiza no Rio a exposi\u00e7\u00e3o Opini\u00e3o 65, as novas gera\u00e7\u00f5es retomam a arte figurativa. Essa retomada se faz nos mesmos moldes em que ela foi reaparecendo em todo o mundo: a nova figura\u00e7\u00e3o, de \u00edndole cr\u00edtica, muitas vezes socialmente engajada; a cr\u00f4nica da contemporaneidade e da sociedade de consumo, influenciada pela pop art; e assim por diante.\n\nOpini\u00e3o 65 constituiu a primeira de uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es e eventos, happenings, investiga\u00e7\u00f5es de linguagem e buscas do novo em todos os sentidos. Seus principais participantes foram: Ant\u00f4nio Dias (1944), Carlos Vergara (1941), H\u00e9lio Oiticica (1937), Roberto Magalh\u00e3es (1940) e Rubens Gerchman (1942). Mencionaremos ainda aqui o Grupo Rex (1966\/67), a Bienal da Bahia (1966 e 68) e a mostra Nova Objetividade Brasileira (1967).\n\nEm sintonia com o que ia acontecendo no resto do mundo, a d\u00e9cada de 70 come\u00e7a no Brasil com um certo arrefecimento das vanguardas. &#8220;A primeira atitude dos anos 70 foi substituir o ativismo pela reflex\u00e3o, a emo\u00e7\u00e3o pela raz\u00e3o, o objeto pelo conceito e, no extremo da proposta, a vida pela arte&#8221; &#8211; escreve o cr\u00edtico Frederico Morais (Cadernos Hist\u00f3ria da Pintura no Brasil, volume 6, Instituto Cultural Ita\u00fa). Brota da\u00ed a arte conceitual, que tamb\u00e9m se afirma no Brasil.\n\nDentre os artistas mais significativos de alguma forma ligados \u00e0 tend\u00eancia conceitual, devem ser citados: Mira Schendel (1919-1988) &#8211; na verdade, uma artista polimorfa, de trajet\u00f3ria muito variada, que investigou in\u00fameros fil\u00f5es; Walt\u00e9rcio Caldas (1946); Artur Al\u00edpio Barrio (1945), Cildo Meirelles (1948), Tunga (1952). Curiosamente, estes quatro vivem no Rio.\n\nEm S\u00e3o Paulo, manteve-se mais a tradi\u00e7\u00e3o objetual, e artistas como Lu\u00eds Paulo Baravelli (1942), Jos\u00e9 Rezende (1945) e Carlos Fajardo (1941) formularam propostas pr\u00f3prias sem recusar os suportes hist\u00f3ricos da arte. Enfim, nos anos 70, atingem sua maturidade alguns artistas que est\u00e3o hoje no apogeu e se conservaram, no essencial, independentes dos modelos internacionais e vanguardismos que continuaram chegando atrav\u00e9s das bienais. Poder\u00edamos cham\u00e1-los de os mestres de hoje.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp3.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"228\" height=\"223\" \/><\/p>\nPara concluir, os anos 80 e 90 s\u00e3o, como em todos os demais pa\u00edses de cultura ocidental, um mare magnum de tend\u00eancias e estilos, propostas e projetos, que trouxeram para o arsenal de instrumentos e est\u00edmulos da arte todos os recursos expressivos do ser humano.\n\nO artista de hoje sabe que, no plano formal, tudo lhe \u00e9 permitido, n\u00e3o existem barreiras de linguagem, nem materiais espec\u00edficos, nem plataformas coletivas. Refletindo, j\u00e1 na \u00e9poca, esse esp\u00edrito pluralista, realizou-se no Rio, em 1984, uma exposi\u00e7\u00e3o que se tornou um marco divis\u00f3rio. Chamou-se Como Vai Voc\u00ea, Gera\u00e7\u00e3o 80?. Nada menos de 123 artistas, cuja idade m\u00e9dia n\u00e3o passava, ent\u00e3o, dos vinte e poucos anos, iniciaram a\u00ed carreiras hoje florescentes.\n\nEste texto se encerra com uma pequena lista de nomes, em cuja produ\u00e7\u00e3o presente e futura, com certeza, vale a pena prestar aten\u00e7\u00e3o: Marcos Coelho Benjamim, Karin Lambrecht, S\u00e9rgio Fingermann, Nuno Ramos, Paulo Monteiro, Carlito Carvalhosa, Daniel Senise, Emanuel Nassar, Osmar Pinheiro, Leda Catunda, Luiz \u00c1quila, Chico Cunha, Cristina Canale, \u00c2ngelo Venosa, S\u00e9rgio Niculitcheff.\n\nFonte: mre.gov.br\n<h6>Artes Pl\u00e1sticas no Brasil<\/h6>\n<h4>12 mil a.C.<\/h4>\nAs mais antigas manifesta\u00e7\u00f5es de pintura em cavernas s\u00e3o encontradas na serra da Capivara, no Piau\u00ed. Do per\u00edodo entre 5000 a.C e 1100, h\u00e1 vest\u00edgios de culturas amaz\u00f4nicas com alto grau de sofistica\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o e na decora\u00e7\u00e3o de artefatos de cer\u00e2mica, como as da ilha de Maraj\u00f3 e da bacia do rio Tapaj\u00f3s. A arte plum\u00e1ria ind\u00edgena e a pintura corporal atingem grande complexidade em termos de cor e desenho, utilizando penas e pigmentos vegetais como mat\u00e9ria-prima.\n<h4>1530-1650<\/h4>\nCom os colonizadores europeus, chegam ao pa\u00eds influ\u00eancias renascentistas e do in\u00edcio do barroco Durante o dom\u00ednio holand\u00eas, de 1630 a 1654, numerosos artistas retratam a paisagem, os \u00edndios, os animais, as flores e os frutos do Nordeste, criando um vasto material informativo e cient\u00edfico sobre o Brasil.\n\nEssa produ\u00e7\u00e3o atinge o auge sob o governo de Maur\u00edcio de Nassau (1604-1679), em que se destacam o trabalho de Albert Eckhout e do paisagista Frans Post, que transp\u00f5em para a paisagem brasileira os padr\u00f5es de composi\u00e7\u00e3o, luz e cor holandeses.\n<h4>1650-1766<\/h4>\nDurante o barroco prevalecem a pintura de ret\u00e1bulos e de tetos ilusionistas nas igrejas e a escultura de barro cozido de car\u00e1ter religioso. Entre os artistas destacam-se frei Agostinho da Piedade, Agostinho de Jesus, Domingos da Concei\u00e7\u00e3o da Silva e frei Agostinho do Pilar.\n<h4>1766-1816<\/h4>\nA riqueza da decora\u00e7\u00e3o durante o ciclo do ouro em Minas Gerais aparece na fase final do barroco, o rococ\u00f3, com seu exagero de linhas curvas e espirais. Essas caracter\u00edsticas acentuam a id\u00e9ia do poder absoluto da Igreja e do Estado, que controlam a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Nas pinturas e esculturas s\u00e3o usados modelos negros e mulatos.\n\nEntre os maiores artistas dessa corrente est\u00e3o Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, criador das est\u00e1tuas dos Profetas do adro da Igreja de Congonhas do Campo (MG), e Manuel da Costa Ata\u00edde, autor de A Santa Ceia. Utilizando-se de materiais tipicamente brasileiros, como madeira e pedra-sab\u00e3o, eles fundam uma arte nacional. No Rio de Janeiro destaca-se o entalhador Mestre Valentim.\n<h4>1816-1880<\/h4>\nA volta aos valores cl\u00e1ssicos do Renascimento \u00e9 a principal proposta do neoclassicismo Com a chegada da Miss\u00e3o Art\u00edstica Francesa ao Rio de Janeiro (1816), trazida com o patroc\u00ednio de dom Jo\u00e3o VIe chefiada por Le Breton, sobressaem os pintores Nicolas-Antoine Taunay, F\u00e9lix-\u00c9mile Taunay, Jean-Baptiste Debret e o escultor Auguste Taunay, entre outros. \u00c9 fundada a Academia Imperial de Belas-Artes (1826), que forma artistas como Ara\u00fajo de Porto Alegre, Zeferino da Costa e Augusto M\u00fcller.\n\nO romantismo introduz o indianismo (idealiza\u00e7\u00e3o da figura do \u00edndio) e o nacionalismo nas cenas hist\u00f3ricas e o subjetivismo rom\u00e2ntico na paisagem. A pintura hist\u00f3rica atinge o auge com Batalha de Guararapes, de Victor Meirelles, e A Batalha do Ava\u00ed, de Pedro Am\u00e9rico. Na escultura destaca-se Almeida Reis.\n\nExpedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas viajam pelo interior do pa\u00eds produzindo obras de grande valor descritivo e iconogr\u00e1fico. Participam delas pintores como Adrien-Aym\u00e9 Taunay, H\u00e9rcules Florence, Rugendas e Edward Hildebrandt. Em 1874 chega ao Rio o pintor Jorge Grimm, que exerce profunda influ\u00eancia na pintura de paisagem.\n<h4>1880-1922<\/h4>\nEcletismo \u00e9 o termo que designa esse per\u00edodo, em que diferentes tend\u00eancias de origem europ\u00e9ia, como o realismo o naturalismo o simbolismoe o impressionismo, convivem e se mesclam com o classicismo e o romantismoacad\u00eamicos. Destacam-se Almeida J\u00fanior (Caipira Picando Fumo), Eliseu Visconti (Giovent\u00fa), H\u00e9lios Seelinger e integrantes do Grupo Grimm, como Antonio Parreiras e Giovanni B. Castagneto.\n<h4>1913<\/h4>\nO lituano Lasar Segall realiza a primeira exposi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo (SP), de tend\u00eancia expressionista Ligada a vanguardas europ\u00e9ias, sua pintura ganha cores tropicais a partir de seu contato com a realidade brasileira.\n<h4>1917<\/h4>\nTamb\u00e9m de car\u00e1ter expressionista, a exposi\u00e7\u00e3o de Anita Malfatti em S\u00e3o Paulo, com quadros como O Japon\u00eas e O Homem Amarelo, provoca violenta rea\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica. O mais conhecido ataque \u00e9 o de Monteiro Lobato no texto Paran\u00f3ia ou Mistifica\u00e7\u00e3o?\n<h4>1922-1930<\/h4>\nO modernismose inicia em S\u00e3o Paulo com a Semana de Arte Moderna (11 a 18 de fevereiro de 1922). Influenciados pelas correntes est\u00e9ticas modernas da Europa e pela busca e valoriza\u00e7\u00e3o de uma identidade nacional, os participantes procuram renovar o cen\u00e1rio art\u00edstico brasileiro. Em maio \u00e9 lan\u00e7ada a revista modernista Klaxon.\n\nOs manifestos Pau-Brasil (1924) e Antropof\u00e1gico (1928) defendem a representa\u00e7\u00e3o da realidade brasileira na arte, que deve ser aut\u00eantica e inovadora. Entre os principais artistas pl\u00e1sticos ligados ao movimento est\u00e3o Victor Brecheret (Eva), Anita Malfatti (A Boba), Lasar Segall (Paisagem Brasileira), Di Cavalcanti (Cinco Mo\u00e7as de Guaratinguet\u00e1), Vicente do R\u00eago Monteiro (Atirador de Arco), Tarsila do Amaral (Antropofagia) e Ismael Nery (Nu).\n<h4>1931-1940<\/h4>\nO modernismo assume um figurativismo com caracter\u00edsticas mais expressionistas, temas regionalistas e preocupa\u00e7\u00e3o social, no qual se destaca Candido Portinari. Desponta o trabalho de Osvaldo Goeldi, C\u00edcero Dias e Alberto da Veiga Guignard.\n\nCom a nomea\u00e7\u00e3o de L\u00facio Costa para a Escola Nacional de Belas-Artes, abre-se espa\u00e7o para os modernos no Rio de Janeiro. A partir da dissemina\u00e7\u00e3o nos sal\u00f5es de arte, o modernismo come\u00e7a a ser aceito pelo grande p\u00fablico.\n<h3>A ARTE DOS SAL\u00d5ES<\/h3>\nNa d\u00e9cada de 30, grupos de trabalho e associa\u00e7\u00f5es re\u00fanem v\u00e1rios artistas que, apesar de desenvolver estilos diferentes, possuem grandes afinidades. Em 1931, no Rio de Janeiro, \u00e9 fundado o N\u00facleo Bernardelli, no qual se destacam Miltom Dacosta, Yoshyia Takaoka e Jos\u00e9 Pancetti. Seus trabalhos retratam os sub\u00farbios do Rio e as paisagens litor\u00e2neas.\n\nEm S\u00e3o Paulo, Lasar Segall lidera a Sociedade Pr\u00f3-Arte Moderna (Spam), e Fl\u00e1vio de Carvalho \u00e9 o principal nome do Clube dos Artistas Modernos (CAM). J\u00e1 o Grupo Santa Helena, que tem como temas principais a paisagem, a natureza-morta, os casarios populares, as festas e as quermesses, \u00e9 formado por artistas vindos da classe oper\u00e1ria, como Alfredo Volpi, Francisco Rebolo, M\u00e1rio Zanini, Aldo Bonadei, Cl\u00f3vis Graciano e F\u00falvio Pennachi.\n\nS\u00e3o criados tamb\u00e9m o Sal\u00e3o de Maio e a Fam\u00edlia Art\u00edstica Paulista, que revelam L\u00edvio Abramo, Ernesto de Fiori, Yolanda Mohalyi e Carlos Scliar. Artistas ligados \u00e0 col\u00f4nia japonesa, como Tomoo Handa, Walter Tanaka, Yuji Tamaki e Yoshyia Takaoka, formam, em 1938, o Grupo Seibi.\n<h4>1941-1950<\/h4>\nOs estilos ligados ao modernismo difundem-se para fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo por meio de novos grupos e associa\u00e7\u00f5es, como os Clubes de Gravura de Pelotas e Porto Alegre, o Ateli\u00ea Coletivo do Recife e a Escola Guignard, em Belo Horizonte.\n\nDestacam-se Iber\u00ea Camargo do Rio Grande Sul, Francisco Brennand, de Pernambuco, S\u00e9rvulo Esmeraldo e Aldemir Martins, do Cear\u00e1. No contato com tend\u00eancias europ\u00e9ias, as artes pl\u00e1sticas assimilam o abstracionismo na pintura e na escultura. Nessa linha est\u00e3o os trabalhos de Bruno Giorgi, Francisco Stockinger, Ant\u00f4nio Bandeira e Fayga Ostrower.\n\nH\u00e1 tamb\u00e9m grande desenvolvimento das t\u00e9cnicas de gravura \u0096 como a xilogravura e a gravura em metal \u0096, de natureza figurativista, nas obras de Henrique Oswald, Ot\u00e1vio Ara\u00fajo, Marcelo Grassmann e Renina Katz.\n<h4>1947<\/h4>\nEm S\u00e3o Paulo, o Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp) \u00e9 criado pelo empres\u00e1rio Assis Chateaubriand. Seu acervo de pintura europ\u00e9ia abrange desde os g\u00f3ticos italianos at\u00e9 os mestres do impressionismo franc\u00eas.\n<h4>1948<\/h4>\nO Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo (MAM-SP) \u00e9 fundado pelo industrial de origem italiana Francisco Matarazzo Sobrinho. O franc\u00eas L\u00e9on Degand \u00e9 indicado para ser seu primeiro diretor. No ano seguinte \u00e9 criado o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Seu acervo \u00e9 formado basicamente por artistas contempor\u00e2neos nacionais e estrangeiros.\n<h4>1951<\/h4>\nCom a 1\u00aa Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo e a influ\u00eancia do escultor su\u00ed\u00e7o Max Bill, as formas abstratas passam a ser dominantes sobre as figurativas. Surgem artistas como Samson Flexor, S\u00e9rgio de Camargo, Almir Mavignier, Mary Vieira, Gilvan Samico, Wega Nery, Anna Bella Geiger e Darel Valen\u00e7a Lins.\n<h4>1952-1960<\/h4>\nTamb\u00e9m sob a influ\u00eancia de Max Bill, premiado na bienal, surge o concretismo movimento abstrato de tend\u00eancia rigorosamente geom\u00e9trica e n\u00e3o intuitiva, guiada pelo racioc\u00ednio. \u00c9 criado a partir do grupo Ruptura (SP), formado por Valdemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Lu\u00eds Sacilotto, e os poetas Augusto e Haroldo de Campos e D\u00e9cio Pignatari.\n\nO neoconcretismo, baseado no grupo Frente (RJ), reage ao rigor formal da arte concreta e busca aproxima\u00e7\u00e3o com a op art e a arte cin\u00e9tica, produzindo pinturas, esculturas e objetos em que a luz, o movimento e o espa\u00e7o s\u00e3o os temas, com forte apelo intuitivo e simb\u00f3lico. Destacam-se Amilcar de Castro, Ivan Serpa, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e H\u00e9lio Oiticica.\n<h4>1961-1970<\/h4>\nA principal tend\u00eancia abstrata passa a ser o informalismo, de caracter\u00edstica l\u00edrica e gestual. Entre os principais artistas est\u00e3o Manabu Mabe Tomie Ohtake Arc\u00e2ngelo Ianelli, Tikashi Fukushima, Fl\u00e1vio Shir\u00f3, Yutaka Toyota, Emanoel Ara\u00fajo e Maria Bonomi.\n\nA nova figura\u00e7\u00e3o usa imagens dos meios de comunica\u00e7\u00e3o para produzir uma arte politicamente engajada e figurativa, como as obras de Wesley Duke Lee, Antonio Henrique Amaral, Nelson Leirner, Rubens Gerchman, Glauco Pinto de Moraes e Jo\u00e3o C\u00e2mara.\n<h4>1971-1980<\/h4>\nAo mesmo tempo que se radicaliza o discurso da arte conceitual, na qual a id\u00e9ia ou o conceito sobre a obra \u00e9 seu tema central, novos meios e tecnologias s\u00e3o usados: grafite (pintura por meio de spray em lugares p\u00fablicos), instala\u00e7\u00e3o (disposi\u00e7\u00e3o de elementos no espa\u00e7o com a inten\u00e7\u00e3o de estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o com o espectador), arte postal (que se utiliza do meio postal para a cria\u00e7\u00e3o e a divulga\u00e7\u00e3o), arte ambiental (que modifica e se relaciona com elementos da paisagem natural, principalmente por meio da escultura e da instala\u00e7\u00e3o) e performance (execu\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea ou teatral).\n\nNesse per\u00edodo ganham destaque as obras de Antonio Liz\u00e1rraga, Tuneu, Carlos Vergara, Luiz Paulo Baravelli, Carlos Fajardo, Cl\u00e1udio Tozzi, Takashi Fukushima, Antonio Dias, Sir\u00f3n Franco, Le\u00f3n Ferrari, Rubens Gerchman, Alex Vallauri, Regina Silveira, Evandro Jardim, Frans Krajcberg, Jos\u00e9 Roberto Aguilar, Mira Schendel e Cildo Oliveira.\n<h4>1981-1990<\/h4>\nO neo-expressionismo \u00e9 a influ\u00eancia dominante e resgata os meios tradicionais, como a pintura. As tend\u00eancias figurativas se fortalecem apesar da forte presen\u00e7a do abstracionismo e da arte conceitual. Com o desenvolvimento da tecnologia, a videoarte torna-se importante.\n\nA interven\u00e7\u00e3o urbana (ou arte p\u00fablica) desenvolve-se estabelecendo rela\u00e7\u00f5es entre o espa\u00e7o e a obra de arte. Destacam-se Alex Flemming, Ivald Granato, Marcelo Nitsche, Tunga, Julio Plaza, Ben\u00ea Fonteles, Carmela Gross, Guto Lacaz, S\u00e9rgio Fingermann, Walt\u00e9rcio Caldas, Jos\u00e9 Resende, Cildo Meireles, Daniel Senise, Leon\u00edlson, Dudi Maia Rosa, M\u00e1rio Ramiro, Hudnilson Junior, Rafael Fran\u00e7a, Yole de Freitas, Rubens Matuck e Artur Matuck.\n<h4>D\u00e9cada de 90<\/h4>\nTend\u00eancias do p\u00f3s-modernismo ganham for\u00e7a, como a apropria\u00e7\u00e3o e a constante releitura da hist\u00f3ria da arte, a simula\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es aproximando a arte e o mundo real e a desconstru\u00e7\u00e3o da obra de arte, que discute o significado da imagem numa sociedade de cultura de massa. Novas tecnologias permitem uma arte multiculturalista, que absorve influ\u00eancias e interliga diversas t\u00e9cnicas e linguagens, como a fotografia, o v\u00eddeo e a pintura.\n\nA informatiza\u00e7\u00e3o abre novas possibilidades de globaliza\u00e7\u00e3o da arte. Entre os principais nomes desse per\u00edodo sobressaem Adriana Varej\u00e3o, Leda Catunda, Ros\u00e2ngela Renn\u00f3, Paulo Pasta, Jac Leirner, Alex Cerveny, Nuno Ramos, Luis Hermano, Iran do Esp\u00edrito Santo, Fabiana de Barros, Ana Am\u00e1lia, Marcos Benjamin Coelho, Beatriz Milhazes, Laurita Sales, Cl\u00e1udio Mubarac, H\u00e9lio Vinci, Apr\u00edgio, Sandra Kogut e Ana Tavares.\n\nFonte: br.geocities.com\n<h6>Artes Pl\u00e1sticas no Brasil<\/h6>\n<h4>Arte dos s\u00e9culos XVIII e XIX<\/h4>\nA arte brasileira come\u00e7a de fato com o barroco, que se desenvolve especialmente em Minas Gerais no s\u00e9culo XVIII. A arquitetura e a escultura sacra s\u00e3o as principais produ\u00e7\u00f5es. No come\u00e7o do s\u00e9culo XIX, com a chegada ao pa\u00eds da miss\u00e3o art\u00edstica francesa, contratada por dom Jo\u00e3o VI para instituir o ensino oficial de artes no Brasil, tem in\u00edcio o neoclassicismo, movimento que prop\u00f5e o retorno aos ideais cl\u00e1ssicos.\n\nNo pa\u00eds, a tend\u00eancia torna-se mais vis\u00edvel na arquitetura. Seu expoente \u00e9 Grandjean de Montigny (1776-1850), que adapta a est\u00e9tica neocl\u00e1ssica ao clima tropical. Na pintura, a composi\u00e7\u00e3o e o desenho seguem os padr\u00f5es neocl\u00e1ssicos de sobriedade e equil\u00edbrio, mas o colorido reflete a dramaticidade rom\u00e2ntica. Um exemplo \u00e9 Flagela\u00e7\u00e3o de Cristo, de V\u00edtor Meirelles (1832-1903).\n\nDe 1850 a 1920 predominam as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas centradas na Academia Imperial de Belas-Artes, fundada em 1826. A academia transmite as principais tend\u00eancias da arte europ\u00e9ia nesse per\u00edodo, como o romantismo, o realismo, o naturalismo e o simbolismo.\n\nTra\u00e7os do naturalismo s\u00e3o incorporados pelos paisagistas do chamado Grupo Grimm, liderado pelo alem\u00e3o George Grimm (1846-1887), professor da Academia Imperial de Belas-Artes. Entre seus alunos destaca-se Ant\u00f4nio Parreiras (1860-1945).\n\nOutro naturalista importante \u00e9 Jo\u00e3o Batista da Costa (1865-1926), que tenta captar com objetividade a luz e as cores da paisagem brasileira. O simbolismo marca sua influ\u00eancia em algumas pinturas de Eliseu Visconti (1866-1944) e Luc\u00edlio de Albuquerque (1877-1939). Tamb\u00e9m \u00e9 muito marcante nas obras de car\u00e1ter on\u00edrico de Alvim Correa (1876-1910) e Helios Seelinger (1878-1965).\n<h4>Arte Moderna<\/h4>\nSomente na d\u00e9cada de 20, com o modernismo e a realiza\u00e7\u00e3o da Semana de Arte Moderna de 1922 no Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo, o Brasil elimina o descompasso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica internacional. Ao mesmo tempo que \u00e9 inspirado em diversas est\u00e9ticas da vanguarda europ\u00e9ia do s\u00e9culo XX, como impressionismo, expressionismo, fauvismo, cubismo, futurismo, dad\u00e1 e surrealismo, o movimento defende uma arte vinculada \u00e0 realidade brasileira.\n\nOs artistas conquistam maior liberdade t\u00e9cnica e expressiva, rejeitando a arte do s\u00e9culo XIX e as regras das academias de arte. A partir dos anos 30, alguns modernistas come\u00e7am a valorizar o primitivismo.\n\nAp\u00f3s a II Guerra Mundial, o modernismo perde for\u00e7a com a chegada da abstra\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds. As obras abandonam o compromisso de representar a realidade aparente e n\u00e3o reproduzem figuras nem retratam temas.\n\nO que importa s\u00e3o as formas e cores da composi\u00e7\u00e3o. Entre os principais representantes dessa tend\u00eancia est\u00e3o Iber\u00ea Camargo (1914-1994), C\u00edcero Dias (1908-), Manabu Mabe (1924-1997), Yolanda Moh\u00e1lyi (1909-1978) e Tomie Ohtake (1913-).\n\nEm 1951 \u00e9 criada a Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo, que proporciona \u00e0 produ\u00e7\u00e3o brasileira reconhecimento internacional e sintoniza definitivamente o pa\u00eds com a tend\u00eancia mundial de internacionaliza\u00e7\u00e3o da arte.\n<h4>Arte Contempor\u00e2nea<\/h4>\nOs marcos iniciais da arte contempor\u00e2nea no pa\u00eds s\u00e3o o concretismo, o neoconcretismo e a pop art, que, a partir do final da d\u00e9cada de 50, despontam no cen\u00e1rio nacional. Em comum, a pop art e o concretismo t\u00eam a preocupa\u00e7\u00e3o de refletir sobre a cultura de massa.\n\nA pop art legitima a cita\u00e7\u00e3o, ou seja, o uso de imagens j\u00e1 produzidas por outros artistas ou pela pr\u00f3pria ind\u00fastria cultural. Os principais nomes s\u00e3o Wesley Duke Lee (1931-), Rubens Gerchman (1942-), autor da serigrafia Lindon\u00e9ia, a Gioconda do Sub\u00farbio, e Cl\u00e1udio Tozzi (1944-), de O Bandido da Luz Vermelha.\n\nCom o neoconcretismo, os artistas partem da pintura para as instala\u00e7\u00f5es, g\u00eanero que mistura pintura, escultura e objetos industrializados em ambientes preparados para estimular a percep\u00e7\u00e3o sensorial. A arte conceitual, que utiliza fotos, textos, objetos e v\u00eddeos, marca as obras de Cildo Meireles (1948-), Walt\u00e9rcio Caldas (1946-) e Regina Silveira (1939-).\n\nVariante do minimalismo, o p\u00f3s-minimalismo, tamb\u00e9m chamado de arte povera (arte pobre), influencia v\u00e1rios artistas. As obras s\u00e3o produzidas com materiais naturais, como \u00e1gua e terra, ou pouco industrializados, do tipo barbante e corda.\n\nA partir dos anos 80, muitos se aproximam da transvanguarda, que revaloriza a pintura e a escultura e recupera linguagens e elementos do passado. Destacam-se tr\u00eas artistas, especialmente no in\u00edcio da carreira: Leda Catunda (1961-), Jos\u00e9 Leonilson (1957-1993) e Daniel Senise (1955-).\n\nEles ganham proje\u00e7\u00e3o internacional ao trabalhar com imagens de v\u00e1rias proced\u00eancias. Leda Catunda, por exemplo, pinta partes de um tecido j\u00e1 estampado. Leonilson combina desenhos inspirados em quadrinhos e figuras que imaginou.\n\nAp\u00f3s uma aparente efervesc\u00eancia no final dos anos 80, o mercado de arte no pa\u00eds volta \u00e0 crise. No campo da produ\u00e7\u00e3o percebe-se o amadurecimento da obra de artistas surgidos nos anos 70, como os escultores Cildo Meireles, Ivens Machado (1942-) e Tunga (1952-).\n\nPor outro lado, alguns artistas inovam com tecnologias at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o consideradas art\u00edsticas, como as fotografias de Rosangela Renn\u00f3 (1962-) e M\u00e1rio Cravo Neto (1947-) e a videoarte de Rafael Fran\u00e7a e Diana Domingues.\n\nEsta \u00faltima mescla tecnologia com elementos da sociedade pr\u00e9-industrial, aliados a objetos pessoais. Por exemplo, televis\u00f5es, c\u00e9lulas fotoel\u00e9tricas e uma pele de carneiro s\u00e3o colocadas junto de fotos de fam\u00edlia.\n\nNo final dos anos 80 e in\u00edcio dos 90, muitos artistas adotam a instala\u00e7\u00e3o. Destacam-se nomes como Nuno Ramos (1960-) e Jac Leirner (1961-), que ganha proje\u00e7\u00e3o internacional dispondo objetos da sociedade de consumo em s\u00e9rie.\n\nOutros artistas mostram novas possibilidades de explorar linguagens tradicionais, como os pintores Paulo Pasta (1959-) e Beatriz Milhazes (1960-) e os gravadores Laurita Salles e Cl\u00e1udio Mubarac. Surgem ainda outros talentos, como Paulo Monteiro (1961-), Ernesto Neto e Adriana Varej\u00e3o.\n\nFonte: www.portalartes.com.br\n<h6>Artes Pl\u00e1sticas no Brasil<\/h6>\nAs artes pl\u00e1sticas se manifestam atrav\u00e9s de elementos visuais, reproduzindo formas da natureza ou criando figuras imagin\u00e1rias.\n\nCompreende, entre outras manifesta\u00e7\u00f5es, o desenho, a pintura, a gravura, a colagem e a escultura.\n\nEssa linguagem visual \u00e9 uma das primeiras formas de express\u00e3o humana.\n\nA arte brasileira tem sua origem no per\u00edodo anterior ao descobrimento, com a arte ind\u00edgena, de car\u00e1ter ritual\u00edstico e sagrado, representada sobretudo por adornos feitos de plumas de p\u00e1ssaros, pintura corporal e cer\u00e2mica de motivos geom\u00e9tricos.\n\nA chegada dos portugueses, a catequese jesu\u00edtica e, mais tarde, as invas\u00f5es holandesas em Pernambuco favorecem os primeiros contatos com a arte europ\u00e9ia, que tem forte influ\u00eancia sobre a produ\u00e7\u00e3o nacional em todas as \u00e9pocas.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp4.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"241\" height=\"192\" \/><b>\nDespacho, de Daniel Senise\u00a0<\/b>\nFoto: Instituto Cultural Ita\u00fa<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp5.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"244\" height=\"189\" \/>\n<b>Flor do Mal (Perverse), 1918.<\/b>\n\u00d3leo sobre tela de Antonio Parreiras<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp6.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"247\" height=\"186\" \/>\n<b>Caf\u00e9, de Candido Portinari\u00a0<\/b>\nMuseu Nacional de Belas Artes (RJ)<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp7.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"245\" height=\"210\" \/>\n<b>O Grito, de Manabu Mabe\u00a0<\/b>\nFoto: Esc.Arte Yutaka Sanomatsu\/\nCelso Tanimoto<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp8.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"227\" height=\"228\" \/>\n<b>Chica a Gata, e Jonas, o Gato, de Leda Catunda\u00a0<\/b>\nFoto: Instituto Cultural Ita\u00fa<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp9.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"247\" height=\"330\" \/>\n<b>Os Doze Profetas<\/b>\nEsculturas de Aleijadinho<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp10.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"244\" height=\"191\" \/>\n<b>Passagem, de Renina Katz\u00a0<\/b>\nFoto: Instituto Cultural Ita\u00fa<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp11.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"246\" height=\"193\" \/>\n<b>Parangol\u00e9s, de H\u00e9lio Hoiticica<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp12.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"240\" height=\"187\" \/>\n<b>Imagina\u00e7\u00e3o, de Jos\u00e9 Leonilson Bezerra Dias<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp13.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"226\" height=\"347\" \/>\nO Homem Amarelo, de Anita Malfatti<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp14.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"299\" height=\"349\" \/>\nAbaporu, de Tarsila do Amaral<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp15.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"346\" height=\"241\" \/>\nPaisagem, de Antonio Parreiras<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp16.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"194\" height=\"244\" \/>\nFigura Alada, de Jos\u00e9 Alves Pedrosa<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp17.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"183\" height=\"246\" \/>\nNoite de S\u00e3o Jo\u00e3o, de Guignard<\/b><\/p>\nFonte: www.zezesampaio.com.br\n<h6>Artes Pl\u00e1sticas no Brasil<\/h6>\n<h4>Artes pl\u00e1sticas no Brasil de hoje<\/h4>\nTalvez tenha se tornado uma banalidade dizer que o sentido de uma obra de arte se produz aos poucos, mediante uma s\u00e9rie infinita de discursos, protocolos, documentos. Mas n\u00e3o ser\u00e1 in\u00fatil repeti-lo agora, numa fase em que a produ\u00e7\u00e3o brasileira afunda no sil\u00eancio logo depois de ser exposta.\n\nN\u00e3o que o trabalho dos artistas tenha perdido vitalidade, depois da efervesc\u00eancia que caracterizou a d\u00e9cada de 80 e que se sedimentou na \u00f3tima se\u00e7\u00e3o brasileira da Bienal de S\u00e3o Paulo de 1989. E que a partir justamente deste ano, 1989, desapareceram, quase que de uma vez s\u00f3, todos os instrumentos com que a arte se difundia e se tornava hist\u00f3ria.\n\nQuem trabalha nessa \u00e1rea sabe que, desde 1989, as galerias quase n\u00e3o imprimem mais cat\u00e1logos, que a imprensa demonstrou um interesse cada vez menor pelo assunto, que a pr\u00f3pria Bienal, que tradicionalmente funciona como catalisadora e amplificadora da produ\u00e7\u00e3o recente, preferiu se distanciar em 1991 das tend\u00eancias e dos valores em volta dos quais a arte ia se organizando, para basear-se apenas em crit\u00e9rios internos \u00e0 pr\u00f3pria Bienal.\n\nA sele\u00e7\u00e3o que resultou, qualquer que seja o ju\u00edzo sobre ela, n\u00e3o poder\u00e1 ser tomada como exemplo do que concretamente aconteceu no meio art\u00edstico desses \u00faltimos anos. E poss\u00edvel que o come\u00e7o da d\u00e9cada de 90 seja lembrado como uma fase de transi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pelo valor das obras, e sim por falta de documenta\u00e7\u00e3o, por aus\u00eancia de discurso.\n\nDiante desse quadro, as poucas fotos apresentadas aqui constituem, sem d\u00favida, um gesto apenas simb\u00f3lico. Contudo, achei que esse gesto poderia ter sua import\u00e2ncia porque testemunha uma situa\u00e7\u00e3o infelizmente at\u00edpica em \u00e9poca recente, em que artistas e institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica conseguiram manter um di\u00e1logo cont\u00ednuo e de alto n\u00edvel.\n\nTodas essas esculturas foram apresentadas ao p\u00fablico em exposi\u00e7\u00f5es organizadas pelo Centro Cultural S\u00e3o Paulo a partir de 1990, na sua sede da Rua Vergueiro ou em outros espa\u00e7os. A escolha \u00e9 totalmente pessoal e tem seu lado de arbitrariedade, j\u00e1 pelo fato de se limitar a um g\u00eanero, uma vez que as exposi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m inclu\u00edam pinturas, gravuras e desenhos.\n\nEspero, por\u00e9m, que dessas imagens resulte, pelo menos em esbo\u00e7o, o tom que caracterizou as exposi\u00e7\u00f5es.\n\nAlguns dos autores aqui representados definiram seu estilo nesses anos e a partir desse espa\u00e7o, tanto que por eles poderia se falar, talvez, de uma gera\u00e7\u00e3o Vergueiro: \u00e9 o caso de Stela Barbieri, Sandra Tucci, Paulo e Eduardo Climachauska.\n\nTamb\u00e9m Ernesto Neto \u00e9 muito jovem, mas seu curriculum \u00e9 um pouco mais extenso &#8211; prov\u00e9m de uma experi\u00eancia precedente, a da Funarte do Rio, que antes de 1989 desenvolveu um trabalho parecido com o atual do Vergueiro. Laura Vinci foi parte do grupo de pintores paulistas que um tempo atr\u00e1s costumava chamar-se de mat\u00e9rico, e no Vergueiro pela primeira vez apresentou esculturas.\n\nA obra de Cristiano Renn\u00f3 participou da exposi\u00e7\u00e3o Constru\u00e7\u00e3o Selvagem, inteiramente projetada e organizada por um grupo de jovens artistas mineiros. J\u00e1 Angelo Venosa e Ester Grinspum s\u00e3o autores mais experientes, que o Centro convidou, entre outros, para expor ao lado dos jovens.\n\nCada uma dessas obras exigiria uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica imposs\u00edvel de ser feita aqui. Observando-as uma atr\u00e1s da outra, por\u00e9m, duas coisas me parecem dignas de serem salientadas. A primeira \u00e9 que elas n\u00e3o se assemelham umas \u00e0s outras, revelando um leque de refer\u00eancias e de estilos bastante amplo e variado.\n\n\u00c9 uma arte que conhece a produ\u00e7\u00e3o internacional, e tamb\u00e9m j\u00e1 possui uma tradi\u00e7\u00e3o moderna pr\u00f3pria. A segunda \u00e9 que, mesmo n\u00e3o se assemelhando, essas obras dialogam entre si e se reconhecem. A maneira de se colocar no espa\u00e7o revela, em todas elas, uma hesita\u00e7\u00e3o, um receio, \u00e0s vezes l\u00edrico (Laura Vinci, Sandra Tucci), \u00e0s vezes dram\u00e1tico (Stela Barbieri), \u00e0s vezes ir\u00f4nico (Ernesto Neto, os Climachauska) ou francamente l\u00fadico (Renn\u00f3).\n\nTalvez seja esta a forma com que a arte brasileira mais recente viva a amea\u00e7a de seu desaparecimento, e a ela reage, nem que seja apenas com um risco. Essa hesita\u00e7\u00e3o \u00e9 o que a torna valiosa.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp18.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"179\" height=\"139\" \/>\nPaulo e Eduardo Climachauska &#8211; 1991\nPara-raios de Franklin, Lat\u00e3o e A\u00e7o Inox<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp19.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"146\" height=\"260\" \/>\nEster Grinspum &#8211; Coluna &#8211; 1991\nFerro revestido em madeira<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp20.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"270\" height=\"165\" \/>\nStela Barbieri &#8211; 1991\nMassa sint\u00e9tica, baga\u00e7o de cana e tripas<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/artesp21.jpg\" alt=\"Artes Pl\u00e1sticas no Brasil\" width=\"250\" height=\"170\" \/>\nAngelo Venosa &#8211; 1990\nGalho de \u00c1rvore, madeira, fibra de vidro e poliester<\/strong><\/p>\nLorenzo Mammi \u00e9 cr\u00edtico de arte e de m\u00fasica, e professor do departamento de M\u00fasica da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (EGA) da USP.\n\n<strong>Lorenzo Mammi<\/strong>\n\nFonte: www.scielo.br\n<h6>Artes Pl\u00e1sticas no Brasil<\/h6>\n<h4>Arte Colonial<\/h4>\nArtes\u00e3os como o tirol\u00eas Johann Traer, influenciado pelo barroco europeu, fazem objetos e m\u00f3veis sacros, em Bel\u00e9m (PA). A pintura jesu\u00edtica se inicia em 1587, com a chegada do frei Belchior Paulo, seguido depois por pintores jesu\u00edtas ou beneditinos encarregados de adornar as igrejas: Domingos da Concei\u00e7\u00e3o, Agostinho da Piedade e Agostinho de Jesus.\n\nHolandeses &#8211; Com a invas\u00e3o holandesa em 1637, chegam ao Recife pintores como Frans Post e Albert Eckhout, que influenciam artistas brasileiros como Jo\u00e3o dos Santos Sim\u00f5es. Com a inten\u00e7\u00e3o de documentar a fauna e a flora e as paisagens brasileiras, Eckhout e sobretudo Post realizam um trabalho de alta qualidade art\u00edstica. Post, em suas paisagens, mostra senso de composi\u00e7\u00e3o aprimorado ao captar a horizontalidade do relevo litor\u00e2neo brasileiro.\n\nFrans Post (1612?-1680?), pintor holand\u00eas. Vem ao Brasil durante a domina\u00e7\u00e3o de Mauricio de Nassau, em Pernambuco. Permanece de 1637 a 1644, documentando paisagens e esp\u00e9cimes naturais do pa\u00eds. Esse per\u00edodo \u00e9 a melhor fase de sua carreira. Influencia diversas gera\u00e7\u00f5es de paisagistas brasileiros.\n\nO barroco brasileiro se desenvolve principalmente em Minas Gerais, devido ao ciclo do ouro no s\u00e9culo XVIII. O pintor Manuel da Costa Ata\u00edde (A \u00faltima ceia) e o escultor e arquiteto Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho , s\u00e3o os principais nomes. Usando materiais tipicamente brasileiros (madeira, pedra-sab\u00e3o), fundam uma arte nacional.\n\nNo Rio de Janeiro destaca-se o pintor Caetano da Costa e o entalhador Mestre Valentim, que cria o conceito de planejamento paisag\u00edstico em locais como o Passeio P\u00fablico; na Bahia, Joaquim Jos\u00e9 da Rocha e, em S\u00e3o Paulo, padre Jesu\u00edno do Monte Carmelo s\u00e3o grandes artistas do per\u00edodo. Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814) nasce em Vila Rica (atual Ouro Preto), filho de um entalhador portugu\u00eas e de uma escrava.\n\nInicia seu trabalho como escultor e entalhador ainda crian\u00e7a, seguindo os passos do pai. Aos 40 anos, contrai uma doen\u00e7a que progressivamente lhe retira os movimentos das pernas e m\u00e3os. Entre 1796 e 1799 realiza o conjunto do santu\u00e1rio de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, com 66 imagens esculpidas em madeira e os 12 majestosos profetas em pedra-sab\u00e3o.\n<h4>Neoclassicismo<\/h4>\nEm 1816, desembarca no Brasil a Miss\u00e3o Francesa, contratada para fundar e dirigir no Rio de Janeiro uma Escola de Artes e Of\u00edcios. Nela est\u00e1, entre outros, o pintor Jean-Baptiste Debret, que retrata com charme e humor costumes e personagens da \u00e9poca.\n\nEm 1826 \u00e9 fundada a Academia Imperial de Belas-Artes, futura Academia Nacional, que adota o gosto neocl\u00e1ssico europeu e atrai outros pintores estrangeiros de porte, como Auguste Marie Taunay e Johann Moritz Rugendas. Pintores brasileiros desse per\u00edodo s\u00e3o Manuel de Ara\u00fajo Porto-Alegre e Rafael Mendes Carvalho, entre outros.\n\nJean-Baptiste Debret (1768-1848), pintor franc\u00eas, desembarca no Brasil com a Miss\u00e3o Francesa, em 1816. Fica no Rio de Janeiro durante 15 anos. Pinta retratos da fam\u00edlia real, quadros hist\u00f3ricos e gravuras que retratam os costumes e figuras do Rio da \u00e9poca de dom Jo\u00e3o VI.\n<h4>Academicismo<\/h4>\nDe 1850 a 1920, predominam as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas centradas na Academia Imperial de Belas-Artes do Rio de Janeiro, com influ\u00eancias do neoclassicismo, romantismo e impressionismo. Uma primeira gera\u00e7\u00e3o importante, marcada pela est\u00e9tica rom\u00e2ntica, traz pintores como Rodolfo Amoedo, Henrique Bernardelli, V\u00edtor Meireles, Almeida J\u00fanior e Pedro Am\u00e9rico , voltados a temas hist\u00f3ricos ou mitol\u00f3gicos.\n\nA segunda gera\u00e7\u00e3o \u00e9 a de Elyseu Visconti, Belmiro de Almeida, Alfredo Andersen e Benedito Calixto, que ensaiam o abandono do academicismo convencional, aventurando-se, com destaque para Visconti e Belmiro, no impressionismo.\n\nElyseu Visconti (1867-1944), pintor brasileiro de origem italiana que marca a pintura nacional do s\u00e9culo XIX. Estuda na Europa, onde \u00e9 influenciado pela art nouveau. Quando volta ao Brasil, exp\u00f5e \u00f3leos, past\u00e9is, desenhos e trabalhos de arte decorativa. Em 1900, conquista a medalha de prata da Exposi\u00e7\u00e3o Universal de Paris. Sua obra, de colorido rico e contornos mal definidos, faz um impressionismo \u00e0 brasileira.\n<h4>Gera\u00e7\u00e3o de 22<\/h4>\nA hegemonia do academicismo come\u00e7a a ceder em 1913, com a exposi\u00e7\u00e3o do lituano Lasar Segall em S\u00e3o Paulo, com uma pintura que converge para o expressionismo e cubismo . Em 1917, Anita Malfatti, retornando de viagem aos EUA, organiza uma exposi\u00e7\u00e3o que desencadeia transforma\u00e7\u00f5es radicais.\n\nSua pintura, que tamb\u00e9m traz influ\u00eancias do cubismo e expressionismo, provoca rea\u00e7\u00f5es iradas, como a do escritor Monteiro Lobato, que escreve em O Estado de S.Paulo o artigo Paran\u00f3ia ou mistifica\u00e7\u00e3o?\n\nSemana de Arte Moderna &#8211; Entre 11 e 16 de fevereiro de 1922, tamb\u00e9m na capital paulista, realiza-se a Semana de Arte Moderna, com obras de Segall e Malfatti e mais as esculturas de Victor Brecheret , que havia chegado da It\u00e1lia, onde estudara a arte de Auguste Rodin, as gravuras expressionistas de Osvaldo Goeldi e as pinturas de Tarsila do Amaral, que dava fei\u00e7\u00e3o tropical ao futurismo europeu, Vicente do Rego Monteiro e Emiliano Di Cavalcanti.\n\nOutros artistas modernistas s\u00e3o C\u00edcero Dias, primeiro muralista abstrato sul-americano, o cubista Ant\u00f4nio Gomide, o surrealista Ismael Nery e Alberto da Veiga Guignard, que reinventa a pintura paisag\u00edstica brasileira. Em 1927, o arquiteto Grigori Warchavchik, russo naturalizado, constr\u00f3i em S\u00e3o Paulo a primeira casa modernista do pa\u00eds, com linhas geom\u00e9tricas e nenhum ornamento.\n\nLasar Segall (1890-1957) nasce na Litu\u00e2nia, muda-se para a Alemanha, onde cursa a Academia de Belas Artes de Berlim. Um movimento de vanguarda (Freie Sezession) o obriga a desligar-se da Academia.\n\nEm 1912 embarca para o Brasil e no ano seguinte faz a primeira exposi\u00e7\u00e3o expressionista do pa\u00eds. Volta ainda \u00e0 Europa &#8211; \u00e9 preso durante a 1\u00aa Guerra &#8211; antes de instalar-se definitivamente em S\u00e3o Paulo. De natureza dram\u00e1tica, sua pintura ganha cores tropicais a partir de seu contato com a realidade brasileira &#8211; ver foto ao lado.\n\nAnita Malfatti (1896-1964), pintora brasileira, vai ainda jovem estudar pintura na Alemanha. Recebe influ\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 do expressionismo germ\u00e2nico, mas tamb\u00e9m da arte de Paul C\u00e9zanne e do cubismo franc\u00eas.\n\nRealiza, em 1914, sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual no Brasil. Viaja no ano seguinte aos EUA, onde permanece at\u00e9 1917. Quando retorna, exp\u00f5e suas obras em S\u00e3o Paulo (O japon\u00eas, A estudante russa e O homem amarelo, entre outras), provocando grande pol\u00eamica e lan\u00e7ando as bases da Semana de Arte Moderna de 1922.\n\nVitor Brecheret (1890-1955) nasce na It\u00e1lia e vem crian\u00e7a para o Brasil. Entre 1913 e 1919 estuda arte em Roma. Influenciado pelo estilo de Rodin, Milosevic e Moore, funda o modernismo escult\u00f3rico brasileiro, expondo vinte esculturas na Semana de Arte Moderna.\n\nNo ano seguinte, realiza o projeto do Monumento \u00e0s bandeiras, encomendado pelo governo de S\u00e3o Paulo. Na \u00faltima d\u00e9cada de vida funde a arte ind\u00edgena brasileira e o abstracionismo de escultores como Brancusi. Outras obras: \u00cddolo (1921), Depois do banho (1945) e a s\u00e9rie Pedras.\n\n<strong>Tarsila do Amaral (1890-1973) nasce em Capivari (SP)<\/strong>\n\nEm 1917 come\u00e7a a estudar pintura com Pedro Alexandrino. Na Fran\u00e7a toma contato com Fernand L\u00e9ger e participa do Sal\u00e3o dos Artistas Franceses. Integra-se, em 1922, ao movimento modernista brasileiro.\n\nEm 1926, casa-se com Oswald de Andrade e realiza sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual em Paris. A partir de sua obra Abaporu, nasce o Movimento Antropof\u00e1gico . Desenvolve, a partir de 1933, uma pintura mais ligada a temas sociais, como em Oper\u00e1rios e Segunda classe.\n\n<strong>GERA\u00c7\u00c3O DE 1930-1945<\/strong>\n\nDepois de uma primeira d\u00e9cada de modernismo radical, a arte brasileira volta um pouco \u00e0 tem\u00e1tica social e a um estilo mais convencional. S\u00e3o desse per\u00edodo as telas e murais de C\u00e2ndido Portinari, que lan\u00e7a m\u00e3o de sintaxe ligeiramente cubista em obras de forte cunho social.\n\nO nacionalismo est\u00e1 presente na obra de Tom\u00e1s Santa Rosa, que tamb\u00e9m foi grande cen\u00f3grafo do teatro brasileiro, e de Orlando Teruz.\n\n<strong>C\u00e2ndido Torquato Portinari (1903-1962) nasce em Brod\u00f3squi (SP).<\/strong>\n\nAinda jovem muda-se para o Rio de Janeiro, onde freq\u00fcenta um curso livre de pintura. Seu primeiro quadro, Baile na ro\u00e7a, \u00e9 de 1922. Em 1928, ganha medalha de bronze no Sal\u00e3o Nacional de Belas Artes.\n\nInfluenciado pelo movimento muralista mexicano, pinta v\u00e1rios murais famosos: Primeira missa no Brasil (Banco Boa Vista, RJ), Tiradentes (Col\u00e9gio Cataguases, MG). Obt\u00e9m reconhecimento internacional com a compra de seu quadro O morro pelo Museu de Arte Moderna de Nova York. Outras obras: o painel Guerra e paz, na sede da ONU, em Nova York, a s\u00e9rie Emigrantes (Museu de Arte de S\u00e3o Paulo).\n\n<strong>N\u00facleo Bernardelli<\/strong>\n\nLiderado por Edson Motta, forma-se no Rio de Janeiro, em 1931, um grupo que luta pela democratiza\u00e7\u00e3o da Escola de Belas Artes. Seus trabalhos retratam os sub\u00farbios do Rio, com destaque para as marinhas suaves de Jos\u00e9 Pancetti e o cubismo l\u00edrico de Milton Dacosta.\n\n<strong>Grupo Santa Helena<\/strong>\n\nOutro grupo, que se forma em torno do ateli\u00ea de Francisco Rebolo, se dedica a uma pintura mais tradicional, retratando paisagens simples, casario prolet\u00e1rio, festas e quermesses. Inclui Cl\u00f3vis Graciano, Aldo Bonadei, Bruno Giorgi, F\u00falvio Pennachi, M\u00e1rio Zanini, Carlos Scliar e Alfredo Volpi.\n\n<strong>Alfredo Volpi (1898-1988) nasce em Luca, It\u00e1lia<\/strong>\n\n\u00c9 trazido aos 2 anos para S\u00e3o Paulo. Come\u00e7a como pintor figurativo, participante do Grupo de Santa Helena. Depois \u00e9 influenciado pelo muralismo mexicano. Enfim, atinge a maturidade de sua arte nos anos 50, com o abstracionismo geom\u00e9trico de mastros e bandeirinhas de festas juninas &#8211; ver foto ao lado -, pretexto para delicadas composi\u00e7\u00f5es de cores e linhas.\n\nNos anos 40, o convencionalismo come\u00e7a a ser abandonado. O arquiteto Oscar Niemeyer projeta o conjunto arquitet\u00f4nico da Pampulha, em Belo Horizonte, decorado com murais e telas de Portinari. Roberto Burle Marx faz o projeto paisag\u00edstico ao redor da igreja.\n\nArtistas como M\u00e1rio Cravo e Caryb\u00e9 (Bahia), Aldemir Martins (Cear\u00e1) e Poty (Paran\u00e1) levam o modernismo para fora do Sudeste. Em todas as modalidades das artes pl\u00e1sticas h\u00e1 renova\u00e7\u00e3o: na escultura, Bruno Giorgi e Alfredo Ceschiatti; na gravura, Marcelo Grassmann, L\u00edvio Abramo e Darel Valen\u00e7a Lins; na decora\u00e7\u00e3o de interiores, os m\u00f3veis de Joaquim Tenreiro e os tapetes de Madeleine Cola\u00e7o e da dupla Jacques Douchez\/Norberto Nicola.\n\n<strong>Museu de Arte de S\u00e3o Paulo<\/strong>\n\nEm S\u00e3o Paulo, o empres\u00e1rio e jornalista Assis Chateaubriand funda o Masp, em 1947, com um acervo de pintura europ\u00e9ia que abrange desde os primitivos italianos dos s\u00e9culos XIV e XV at\u00e9 mestres do impressionismo franc\u00eas.\n\nO acervo, o maior da Am\u00e9rica Latina, \u00e9 formado pelo cr\u00edtico e historiador italiano Pietro Maria Bardi, que se muda para o Brasil com a mulher, a arquiteta Lina Bo Bardi, autora da sede pr\u00f3pria do Masp, erguida em 1967, na avenida Paulista.\n\n<strong>ABSTRACIONISMO<\/strong>\n\nNos anos 50, o abstracionismo \u00e9 introduzido no Brasil e inicia o avan\u00e7o rumo \u00e0 arte contempor\u00e2nea. O curso de grava\u00e7\u00e3o de Iber\u00ea Camargo forma toda uma gera\u00e7\u00e3o de gravuristas abstratos: Antoni Babinski, Maria Bonomi, M\u00e1rio Gruber e outros.\n\nOutros impulsos v\u00eam da funda\u00e7\u00e3o do Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo (1948) e do Rio de Janeiro (1949) e a cria\u00e7\u00e3o da Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo (1951). S\u00e3o pioneiros do abstracionismo no Brasil Ant\u00f4nio Bandeira, C\u00edcero Dias e Sheila Brannigan.\n\nComo eles, v\u00e3o depois praticar abstracionismo informal artistas como Manabu Mabe, Yolanda Moh\u00e1lyi, Fl\u00e1vio Shir\u00f3, Wega Nery e outros, al\u00e9m de Iber\u00ea. O abstracionismo mais geom\u00e9trico encontra praticantes em Tomie Ohtake, Fayga Ostrower, Arcangelo Ianelli e Samson Flexor, fundador do ateli\u00ea Abstra\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo.\n\n<strong>Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo<\/strong>\n\nCriada em 1951, pela iniciativa do industrial Francisco Matarazzo Sobrinho, a exposi\u00e7\u00e3o coloca o pa\u00eds em sintonia com a arte internacional. A segunda Bienal traz obras do cubismo franc\u00eas, futurismo italiano, construtivistas da Su\u00ed\u00e7a, Alemanha, Holanda e Argentina, abstratos franceses e norte-americanos, al\u00e9m da consagrada Guernica, de Pablo Picasso.\n\n<strong>Iber\u00ea Camargo (1914-1994) nasce em Restinga Seca (RS)<\/strong>\n\nAinda jovem, parte para o Rio de Janeiro, onde inicia estudos e participa de exposi\u00e7\u00f5es. Depois de alguns anos na Europa, onde estuda com Andr\u00e9 Lhote, volta ao Rio e desenvolve uma pintura de forte carga gestual, \u00e0 maneira do expressionismo abstrato.\n\nNos anos 70, come\u00e7a a redescobrir figuras como as dos carret\u00e9is. Em 1980, atira num homem durante uma briga na rua e o mata. \u00c9 absolvido em janeiro de 1981. No ano seguinte volta para o Rio Grande do Sul e sua pintura redescobre ent\u00e3o a figura humana, na s\u00e9re Fantasmagoria.\n<h4>CONCRETISMO<\/h4>\nTrabalhos do su\u00ed\u00e7o Max Bill &#8211; que depois fundaria o concretismo na Europa &#8211; s\u00e3o expostos na 1\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo e o movimento concretista ganha for\u00e7a no Brasil. Em 1956 \u00e9 lan\u00e7ado o Plano Piloto da Poesia Concreta, em S\u00e3o Paulo, e sua repercuss\u00e3o vai al\u00e9m da poesia.\n\nO processo criador da arte concreta vai da imagem-id\u00e9ia \u00e0 imagem-objeto e pode resultar em um desenho, um quadro ou um edif\u00edcio. Nas artes pl\u00e1sticas, os primeiros a aderir s\u00e3o Waldemar Cordeiro e Ivan Serpa. 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