{"id":19399,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arte-etrusca-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:22:21","modified_gmt":"2026-09-01T15:22:21","slug":"arte-etrusca-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/arte-etrusca-3\/","title":{"rendered":"Arte Etrusca"},"content":{"rendered":"\n<h4>Arte Etrusca &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n   \n<p><strong>Arte Etrusca<\/strong> era a forma de arte figurativa produzida pela      civiliza\u00e7\u00e3o etrusca na It\u00e1lia central entre os dias 9 e 2\u00ba s\u00e9culos aC. <\/p>\n   \n<p>Particularmente forte nesta tradi\u00e7\u00e3o eram escultura figurativa em terracota      (particularmente em tamanho natural em sarc\u00f3fagos ou templos) e lan\u00e7ou bronze,      pintura mural e metais (espelhos de bronze especialmente esculpidas e situla).<\/p>\n   \n<p><strong>Arte Etrusca<\/strong> \u00e9 representada por uma variedade de meios,      e \u00e9 not\u00e1vel por sua gama de cer\u00e2mica criadas entre 1000 e 600 aC.<\/p>\n   \n<p>Ela inclui exemplos not\u00e1veis de j\u00f3ias de ouro, espelhos de bronze, e terracotas      arquitet\u00f4nicas coloridas.<\/p>\n   \n<h4>Arte Etrusca &#8211; Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p>As origens dos etruscos, e, consequentemente, do seu estilo art\u00edstico, remonta      aos povos que habitaram ou foram expulsos da \u00c1sia Menor durante a Idade do      Bronze e da Idade do Ferro. <\/p>\n   \n<p>Devido \u00e0 proximidade e \/ ou contato comercial para Etruria, outras culturas      antigas influenciaram a arte etrusca, como a Gr\u00e9cia, Fen\u00edcia, Egito, Ass\u00edria      e no Oriente M\u00e9dio. <\/p>\n   \n<p>O car\u00e1ter simples aparentemente na era helenista esconde um estilo inovador      e \u00fanico, cujo auge coincidiu com o per\u00edodo arcaico grego.<\/p>\n   \n<p>Os romanos mais tarde viria a absorver a cultura etrusca na deles, mas tamb\u00e9m      seria muito influenciado por eles e sua arte.<\/p>\n   \n<p>A\u00a0<b>civiliza\u00e7\u00e3o\u00a0etrusca<\/b> surgiu na <b>pen\u00ednsula It\u00e1lica<\/b>      por volta de <b>1000 a.C.<\/b> Os antigos etruscos foram h\u00e1beis marinheiros      e mercadores e a sua fortuna assentava na explora\u00e7\u00e3o das jazidas de cobre,      ferro e prata do seu territ\u00f3rio.\u00a0Esta atingiu o <b>apogeu<\/b> durante      os <b>s\u00e9culos VII e VI a.C.<\/b>, que coincide com o <b>Per\u00edodo Arcaico da      arte grega<\/b>.<\/p>\n   \n<h4>Arte Etrusca &#8211; <strong>Per\u00edodo<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Nesta arte \u00e9 determinante o condicionamento do mais culto e progressista      mundo grego, do qual os Etruscos n\u00e3o puderam fazer menos do que aumentar o      prest\u00edgio em todos os campos. <\/p>\n   \n<p><strong>Tal influ\u00eancia \u00e9 sempre percept\u00edvel, ainda que de maneira diversa,      em conformidade com as \u00e9pocas<\/strong>: tanto por ele ter dado lugar a fen\u00f4menos      de participa\u00e7\u00e3o &#8211; como no per\u00edodo arcaico &#8211; ou de sujei\u00e7\u00e3o &#8211; como no per\u00edodo      helen\u00edstico, ou, mais simplesmente, de incompreens\u00e3o. Neste \u00faltimo caso, assiste-se      ao reflorescimento de tend\u00eancias pr\u00f3prias, qualific\u00e1veis como de espontaneidade,      expressividade, conservadorismo e incoer\u00eancia.<\/p>\n   \n<p>A \u00e1rea em que se desenvolveu a civiliza\u00e7\u00e3o etrusca \u00e9, sobretudo aquela a      que chamamos Etr\u00faria, isto \u00e9, a grande regi\u00e3o que tem por limites os rios      Tirreno, Tevere e Arno. A ela devemos depois acrescentar a chamada Etr\u00faria      paduana, a qual acaba por se resumir, no que \u00e0 arte respeita, ao territ\u00f3rio      de Bolonha e, ainda que teoricamente, a Etr\u00faria Camp\u00e2nia. Finalmente, deve      citar-se o L\u00e1cio latino &#8211; a Sul do Tevere, com Roma em primeiro lugar, que,      em especial no per\u00edodo arcaico, \u00e9 de fato insepar\u00e1vel da Etr\u00faria devido a      uma geral unidade da cultura etrusco-latina.<\/p>\n   \n<p><strong>Quanto ao tempo, pode estabelecer-se uma curva que vai do s\u00e9culo      VII a todo o s\u00e9culo III antes de Cristo<\/strong>: ou melhor, desde a domina\u00e7\u00e3o      da \u00e1rea ocupada pelos &#8220;vilanovianos&#8221; &#8211; cidade de Vilanova, at\u00e9 ao      momento em que, j\u00e1 submetida \u00e0 na\u00e7\u00e3o \u00e0 hegemonia romana, se verifica uma ruptura      com o passado e a progressiva heleniza\u00e7\u00e3o geral da It\u00e1lia, emanada de Roma.<\/p>\n   \n<p><strong>Arquitetura<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os Etruscos n\u00e3o foram o que se poderia dizer um povo de arquitetos, exatamente      pelo seu gosto pelo imediato, pelo espont\u00e2neo, e dentro de certos limites,      pelo ef\u00eamero. \u00c9 disto prova, embora indireta, o emprego sistem\u00e1tico de materiais      facilmente perec\u00edveis nas constru\u00e7\u00f5es, como o tijolo cru e a madeira, e a      utiliza\u00e7\u00e3o da pedra &#8211; sobretudo de origem vulc\u00e2nica, abundant\u00edssima na Etr\u00faria      &#8211; limitada quase s\u00f3, ainda que largamente, aos alicerces e envasamentos. Sem      contar com o fato de terem passado quase ignoradas aquelas \u00f3timas pedreiras      de m\u00e1rmore de Carrara que s\u00f3 os romanos come\u00e7aram a explorar sistematicamente,      no in\u00edcio da era imperial.<\/p>\n   \n<p>Assim, enquanto que \u00e9 freq\u00fcente acontecer com as antigas civiliza\u00e7\u00f5es ser      a arquitetura a express\u00e3o art\u00edstica que para n\u00f3s tem grande interesse &#8211; pela      abund\u00e2ncia de testemunhos e pela sua melhor conserva\u00e7\u00e3o -, no caso da Etr\u00faria      \u00e9 preciso admitir que n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o nos chegaram grandes monumentos arquitet\u00f4nicos,      como, provavelmente, eles jamais existiram. <\/p>\n   \n<p><strong>Pelo simples motivo de que a arquitetura etrusca nunca existiu, naturalmente      no verdadeiro sentido da palavra<\/strong>: isto \u00e9, como resultado e express\u00e3o      de uma elabora\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos elementos de um edif\u00edcio. Entretanto, como      \u00e9 \u00f3bvio, n\u00e3o lhes faltaram constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>No que toca \u00e0 monumentalidade e dura\u00e7\u00e3o (e, por isso, \u00e0 possibilidade      de tomarmos conhecimento delas), a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda por aquela      que \u00e9 costume designar-se por arquitetura funer\u00e1ria<\/strong>: este fato deve-se      \u00e0s concep\u00e7\u00f5es etruscas sobre o al\u00e9m-t\u00famulo e a definidos programas nobili\u00e1rquicos,      que reconheciam no t\u00famulo o monumento da fam\u00edlia. <\/p>\n   \n<p><strong>Mas, neste caso, trata-se de uma arquitetura muito particular, na      maioria dos casos de escava\u00e7\u00e3o e entalhe, com os t\u00famulos subterr\u00e2neos escavados      na rocha, ou com as grandes fachadas dos mausol\u00e9us rupestres arranjados nos      flancos (lados) das colinas<\/strong>: uma arquitetura em negativo, em suma,      uma pseudo-arquitetura, embora surja estreitamente relacionada com a verdadeira      arquitetura, sempre lhe imitando com fidelidade as formas tanto externas como      internas.<\/p>\n   \n<p>De fato, a concep\u00e7\u00e3o etrusca do al\u00e9m-t\u00famulo, com a t\u00e3o tenaz id\u00e9ia de certa      sobreviv\u00eancia da entidade vital do homem no pr\u00f3prio local da sua sepultura,      fez com que o t\u00famulo fosse entendido como uma verdadeira casa dos mortos e,      assim, realizada pelo modelo da casa dos vivos. Isto permite-nos transferir      idealmente o esquema do t\u00famulo, enquanto t\u00famulo-casa, para os poucos restos      das casas verdadeiras que tem sido poss\u00edvel recuperar, complementando-os assim      idealmente, tanto interna como externamente.<\/p>\n   \n<p>Ricas em objetos de uso dom\u00e9stico, as constru\u00e7\u00f5es funer\u00e1rias guardavam, al\u00e9m      da lembran\u00e7a da morte (lembrando os momentos agrad\u00e1veis do morto em sua exist\u00eancia      terrena), um documento da pr\u00f3pria vida, tornando-se, portanto, um testemunho      hist\u00f3rico de incompar\u00e1vel valor. Acreditando na vida de al\u00e9m-t\u00famulo, os etruscos      celebravam os funerais com banquetes e jogos e colocavam nas sepulturas armas,      j\u00f3ias e objetos que julgavam necess\u00e1rios ao morto. Os sarc\u00f3fagos eram ornamentados      com esculturas que representavam o defunto e sua mulher sempre de forma descontra\u00edda      e natural; as paredes eram pintadas com motivos vistosos destinados a propiciar      a sorte, a felicidade. Entretanto, as cerim\u00f4nias e a riqueza de adornos eram,      certamente, prerrogativas da classe aristocr\u00e1tica, pois s\u00e3o raros os exemplos      de tumbas mais trabalhadas, enquanto as sepulturas comuns, desprovidas de      ornamentos, foram encontradas em grande n\u00famero.<\/p>\n   \n<p>O t\u00famulo depressa abandona o tipo do tholos (de planta circular, inteiramente      constru\u00edda com grandes blocos e coberta com uma falsa c\u00fapula), espalhado por      todo o Mediterr\u00e2neo, virando-se para um conjunto com mais salas, subterr\u00e2neo      ou escavado na rocha. Este tipo, presente segundo as \u00e9pocas, \u00e9 caracterizado      por uma sala central, \u00e0 qual se chega por um longo corredor e em torno da      qual &#8211; ou para al\u00e9m da qual &#8211; se disp\u00f5em as outras depend\u00eancias, as celas      funer\u00e1rias.<\/p>\n   \n<p>Passando ao exame do aspecto exterior, isto \u00e9, da parte mais propriamente      arquitet\u00f4nica destas constru\u00e7\u00f5es, s\u00e3o evidentemente t\u00edpicos e exclusivos da      arquitetura funer\u00e1ria at\u00e9 meados do s\u00e9culo VI antes de Cristo os grandes t\u00famulos      de terra. Estes s\u00e3o sustentados por um envasamento cil\u00edndrico, constru\u00eddos      com fileiras de blocos paralelep\u00edpedos de pedra &#8211; e eventualmente apoiados      sobre uma parte inicial diretamente escavada na rocha &#8211; que se sobrep\u00f5e aos      grandes t\u00famulos subterr\u00e2neos de v\u00e1rias c\u00e2maras. Mas os t\u00famulos &#8220;de corti\u00e7o&#8221;,      inteiramente constru\u00eddos com fiadas de blocos de pedra e cobertura em falsa      ab\u00f3bada, obtida atrav\u00e9s de uma progressiva inclina\u00e7\u00e3o para dentro das fiadas      superiores e por uma s\u00e9rie final de blocos de fecho &#8211; e os t\u00famulos que os      imitam, entalhados na rocha das necr\u00f3poles rupestres, autorizam-nos a alargar      esta documenta\u00e7\u00e3o a uma plano mais geral.<\/p>\n   \n<p>Tendo em conta que provavelmente n\u00e3o existiam planos para a constru\u00e7\u00e3o de      edif\u00edcios p\u00fablicos (dos quais, todavia, nada conhecemos, para al\u00e9m de simples      vest\u00edgios de locais de espet\u00e1culos, de resto excepcionais e muito prec\u00e1rios),      estes tipos de t\u00famulos comp\u00f5em o panorama da arquitetura etrusca.<\/p>\n   \n<p>O templo etrusco surge caracterizado por uma planta quase quadrada, metade      da qual \u00e9 ocupada pela cella &#8211; \u00fanica, quando dedicado a um \u00fanico deus, ou      tripartida, quando consagrado \u00e0 Tr\u00edade Divina mais importante &#8211; Tin (Zeus),      Uni (Juno) e Menerva (Minerva). O compartimento central \u00e9 ladeado por duas      alas, ou deambulat\u00f3rios, a outra metade por um vest\u00edbulo, ou pronaos, com      colunas muito distantes entre si e geralmente metidas no prolongamento das      paredes laterais da cella. Todo o edif\u00edcio era coberto por um telhado de telhas,      de duas \u00e1guas, muito amplo, baixo e pesado, bastante saliente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s      paredes laterais e fachada, onde rematava, dando lugar a um front\u00e3o triangular      interrompido, e, no interior &#8211; dando correspond\u00eancia ao pronaos, munido de      um telheiro inclinado para frente.<\/p>\n   \n<p>Finalmente, o edif\u00edcio religioso era completado &#8211; ainda que nem sempre, ao      que parece &#8211; com um p\u00f3dio de alvenaria que, substancialmente distinto do edif\u00edcio      propriamente dito, tinha a exclusiva fun\u00e7\u00e3o de organizar e elevar a constru\u00e7\u00e3o      e, ao mesmo tempo, de isol\u00e1-la da umidade.<\/p>\n   \n<p><strong>Fora o p\u00f3dio e os alicerces, que eram de pedra, o templo etrusco      era sempre constru\u00eddo com materiais perec\u00edveis, como os tijolos crus e madeira<\/strong>:      segundo alguns estudiosos, talvez por motivos de ordem ritual.<\/p>\n   \n<p><strong>Escultura<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m no que concerne \u00e0 escultura, como, em parte, quanto \u00e0 arquitetura,      as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas dos Etruscos p\u00f5em-nos perante um panorama absolutamente      peculiar. N\u00e3o tanto por estarem na sua quase totalidade ligadas a fins religiosos      e funer\u00e1rios, dado que faltam quase totalmente &#8211; tanto quanto saibamos os      motivos inspiradores profanos, como os acontecimentos hist\u00f3ricos, as celebra\u00e7\u00f5es      de honrarias c\u00edvicas e de feitos atl\u00e9ticos, os motivos de &#8220;g\u00eanero&#8221;      e outros; mas porque em total acordo com as tend\u00eancias de fundo que caracterizam      toda a produ\u00e7\u00e3o etrusca e que levam \u00e0 espontaneidade, \u00e0 expressividade e,      por isso, \u00e0 procura de efeito e \u00e0 rapidez de execu\u00e7\u00e3o, esta escultura \u00e9 essencialmente      fruto do trabalho dos modeladores. Isto \u00e9, deriva da atividade de artistas      inteiramente ligados \u00e0 modela\u00e7\u00e3o em argila &#8211; a coropl\u00e1stica a arte de trabalhar      a argila -, quer as suas obras se destinassem como era o caso mais freq\u00fcente,      a permanecerem como obras de argila (as terracotas), querem se destinassem      a ser fundidas em bronze (atrav\u00e9s da fase intermedi\u00e1ria da cera). Isto n\u00e3o      quer dizer que faltem, entre os testemunhos escult\u00f3ricos da Etr\u00faria, os trabalhos      em pedra; pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o abundantes e estendem-se por todo o desenrolar      da civiliza\u00e7\u00e3o etrusca.<\/p>\n   \n<p>Por outro lado, a predile\u00e7\u00e3o pela coropl\u00e1stica n\u00e3o acontece por acaso, tendo      sido com ela que os artistas etruscos realizaram as suas obras mais felizes      e na pr\u00f3pria elabora\u00e7\u00e3o da pedra, enquanto que o m\u00e1rmore \u00e9 ignorado por completo.      S\u00e3o preferidos os materiais ligeiros &#8211; tufos (pedra porosa de origem vulc\u00e2nica),      arenitos, alabastros, os quais se prestam a um tratamento f\u00e1cil e imediato,      muito pr\u00f3ximo daquele que \u00e9 caracter\u00edstico da argila, embora n\u00e3o chegando      &#8211; salvo raras exce\u00e7\u00f5es &#8211; \u00e0quelaoriginalidade e \u00e0quela frescura de express\u00e3o      que na argila s\u00e3o muito mais do que raras.<\/p>\n   \n<p>A substancial aus\u00eancia de um verdadeiro sentido escult\u00f3rico entre os Etruscos      n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 percept\u00edvel na produ\u00e7\u00e3o de vulto inteiro como tamb\u00e9m no relevo, largamente      documentado, sobretudo na produ\u00e7\u00e3o funer\u00e1ria.<\/p>\n   \n<p>Quanto aos motivos inspiradores da produ\u00e7\u00e3o escult\u00f3rica, conforme j\u00e1 referimos      tamb\u00e9m eles s\u00e3o procurados na esfera do mundo sacro e funer\u00e1rio e surgem condicionados      por finalidades precisas que se resolvem numa tend\u00eancia bem defenida. Toda      a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 concentrada no assunto e no seu significado.<\/p>\n   \n<p>As cria\u00e7\u00f5es mais caracter\u00edsticas da arte etrusca s\u00e3o, certamente, as est\u00e1tuas      f\u00fanebres. Os sarc\u00f3fagos eram, em geral, executados em terracota pintada (a      cor est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 forma &#8211; n\u00e3o acrescentada, mas sim coexistindo)      e na tampa esculpia-se a imagem do morto, freq\u00fcentemente acompanhado da mulher.      Essas obras revelam uma for\u00e7a expressiva extraordin\u00e1ria, captando com mestria      tra\u00e7os essenciais do modelo. A imagem do morto sobre o sarc\u00f3fago asseguraria      a continua\u00e7\u00e3o de sua vida no al\u00e9m.<\/p>\n   \n<p>Considerando emblem\u00e1tico da arte etrusca, objeto de apaixonadas discuss\u00f5es      de cada discurso acerca dela, o Apolo de Veios \u00e9 o mais eloq\u00fcente testemunho      da individualidade e irrepetibilidade da obra de arte etrusca.<\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m as outras figuras do grupo a que pertencia o Apolo &#8211; o Heracles, a      cabe\u00e7a de Hermes e a Deusa com o menino, diferentes e, no entanto, id\u00eanticas      na forma e na representa\u00e7\u00e3o expressiva, e as outras terracotas do revestimento      do Templo de Portonaccio, em Veios, demonstram uma grande liberdade de inven\u00e7\u00e3o      e um mesm\u00edssimo estilo fortemente individual. S\u00e3o exatamente gra\u00e7as a este      estilo que faz falar, com raz\u00e3o, de um Mestre do Apolo (sem d\u00favida a mais      alta e original personalidade art\u00edstica do mundo estrusco que chegou at\u00e9 n\u00f3s)      que as est\u00e1tuas de Veios se nos apresentam quase como um fen\u00f4meno isolado.<\/p>\n   \n<p>Chegaram-nos, alguns grandes bronzes, restos de um verdadeiro naufr\u00e1gio,      se considerarmos a fama de bronzistas que os Etruscos granjearam no mundo      antigo.<\/p>\n   \n<p>O exame destes bronzes dat\u00e1veis de entre o final do s\u00e9culo V e as primeiras      d\u00e9cadas do s\u00e9culo VI antes de Cristo, reporta-nos em geral \u00e0s considera\u00e7\u00f5es      j\u00e1 feitas.<\/p>\n   \n<p><strong>Pintura<\/strong><\/p>\n   \n<p>A prioridade do destino funer\u00e1rio, evidente, ainda que n\u00e3o exclusiva, nas      outras manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas da Etr\u00faria, torna-se uma caracter\u00edstica quase      absoluta no caso da pintura. Trata-se, pois de uma pintura funer\u00e1ria, mais      precisamente tumular. <\/p>\n   \n<p><strong>De fato, embora n\u00e3o faltando outros ind\u00edcios al\u00e9m dos raros exemplos      concretos de uma pintura provavelmente destinada a decorar interiores de edif\u00edcios      sacros e talvez tamb\u00e9m de habita\u00e7\u00f5es com pain\u00e9is feitos de placas de terracota,      dispostas umas ao lado das outras, como revestimento parietal, a quase totalidade      das pinturas etruscas que conhecemos pertence precisamente aos t\u00famulos<\/strong>:      aos de Tarqu\u00ednia, em particular, mas tamb\u00e9m, embora em menor medida, aos de      Chiusi e, apenas esporadicamente, aos de Veios, Cerveteri, Vulci e Orvieto.<\/p>\n   \n<p>Mais uma vez nos encontramos, aqui, perante motiva\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que correspondiam      a exig\u00eancias definidas, inerentes \u00e0 concep\u00e7\u00e3o do mundo do Al\u00e9m e aos alvos      aristocr\u00e1ticos das fam\u00edlias mais destacadas.<\/p>\n   \n<p>Ligada a um princ\u00edpio do tipo m\u00e1gico-religioso, baseado num conceito de participa\u00e7\u00e3o      m\u00edstica, a pintura parietal dos hipogeus tumulares tem a inten\u00e7\u00e3o de recriar      para o morto, naquela que passa a ser considerada a sua morada definitiva,      o seu ambiente enquanto vivo. <\/p>\n   \n<p><strong>Daqui os temas<\/strong>: momentos da vida real, nos seus aspectos      mais significativos, mais serenos e apraz\u00edveis. Os mesmos elementos que poderiam      parecer meramente decorativos &#8211; frisos, cornijas, pedestais, etc. se destinam      apenas a reconstituir o ambiente dom\u00e9stico, para j\u00e1 n\u00e3o falar de traves, sofitos,      front\u00f5es e outros, sempre destacados pelo relevo e pela cor e que aludem n\u00e3o      s\u00f3 a casa propriamente dita, como tamb\u00e9m a pavilh\u00f5es de ca\u00e7a, locais de espet\u00e1culos      e outros.<\/p>\n   \n<p>Entre as cenas da vida cotidiana as quais, naturalmente, se referem \u00e0s vidas      das grandes fam\u00edlias, as prefer\u00eancias v\u00e3o, por um lado, para as representa\u00e7\u00f5es      de movimentos &#8211; dan\u00e7as, competi\u00e7\u00f5es de atletismo, jogos, por serem consideradas      como suscet\u00edveis de transmitirem ao morto algo da for\u00e7a, pot\u00eancia e vitalidade      que elas exprimem; por outro lado, temos as representa\u00e7\u00f5es de banquetes, quase      sempre acompanhados por m\u00fasicos e dan\u00e7arinos, por serem considerados como      capazes de evocarem e, por isso, de fixarem para sempre a categoria social      do defunto. Deve-se a isto, muito provavelmente, o lugar ocupado pelo banquete,      quase sempre na parede mais importante do t\u00famulo, a do fundo, e, com raras      exce\u00e7\u00f5es, est\u00e1 sempre presente no repert\u00f3rio da pintura funer\u00e1ria.<\/p>\n   \n<p>Seja como for, o car\u00e1ter fundamentalmente realista das cenas s\u00f3 cede a certo      sentido da imagina\u00e7\u00e3o quando, a partir do s\u00e9culo IV antes de Cristo, se debilita      o conceito da sobreviv\u00eancia da entidade vital do morto no pr\u00f3prio t\u00famulo e      se afirma o da sua transmigra\u00e7\u00e3o para um reino das sombras, este de origem      grega. <\/p>\n   \n<p>Procura-se agora representar o destino do homem para al\u00e9m da sua exist\u00eancia      terrena; e as cenas, introduzindo um elemento completamente novo e de grande      originalidade, passam ent\u00e3o a referir-se ao mundo do al\u00e9m-t\u00famulo. Neste mundo      tenebroso e fant\u00e1stico, ao lado dos seres monstruosos e divinos &#8211; dem\u00f4nios,      deuses, her\u00f3is mitol\u00f3gicos, s\u00e3o colocados os defuntos, identificados por retratos      e inscri\u00e7\u00f5es com esclarecimentos geneal\u00f3gicos que exaltam o orgulho nobili\u00e1rquico      das grandes fam\u00edlias, circundados por um halo negro e representados na sua      viagem aos infernos, ou ent\u00e3o num banquete no Inferno.<\/p>\n   \n<p>As representa\u00e7\u00f5es est\u00e3o geralmente dispostas em cenas &#8220;cont\u00ednuas&#8221;,      grandes afrescos descritivos e narrativos, que n\u00e3o tem em conta a divis\u00e3o      parietal, mas que, com a sua acentuada tend\u00eancia para a horizontalidade, antes      parecem dilatar os angustiosos espa\u00e7os das c\u00e2maras sepulcrais. S\u00f3 numa segunda      \u00e9poca, a partir do s\u00e9culo IV antes de Cristo, os frescos cont\u00ednuos s\u00e3o substitu\u00eddos      pelos pain\u00e9is com cenas separadas e grupos de figuras isoladas, coincidindo      com a afirma\u00e7\u00e3o das novas concep\u00e7\u00f5es sobre o mundo dos mortos e, em particular,      com a difus\u00e3o dos modelos iconogr\u00e1ficos gregos.<\/p>\n   \n<p>A jun\u00e7\u00e3o desenho-cor realiza-se, substancialmente, com a superf\u00edcie de campo      delimitada por uma n\u00edtida e espessa linha de contorno, negra e mais ou menos      cont\u00ednua, que desenha a figura, dando-lhe corporalidade e consist\u00eancia. A      fun\u00e7\u00e3o do contorno linear j\u00e1 n\u00e3o desaparece mais.<\/p>\n   \n<h4>Arte Etrusca &#8211; It\u00e1lia<\/h4>\n   \n<p>A Etr\u00faria, situada no atual norte da It\u00e1lia, mantinha estreito contato com      os povos do Mediterr\u00e2neo, como gregos e mic\u00eancios, e do Oriente, que lhes      permitiu legar aos romanos importantes elementos arquitet\u00f4nicos, destacando-se,      entre eles, o arco e a ab\u00f3bada (telhado em forma de arco).<\/p>\n   \n<p>A escultura etrusca apresenta retratos realistas em ferro e bronze, sendo      a \u0093Loba\u0094, um legado etrusco que passou a caracterizar, posteriormente,      o \u0093mito da origem de Roma\u0094.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e11.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Loba amamentando R\u00f4mulo e Remo<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e21.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Loba &#8211; Detalhe <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>ARTE ROMANA<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os romanos, al\u00e9m da influ\u00eancia etrusca (arco e ab\u00f3bada), sofreram forte influ\u00eancia      grega. No come\u00e7o, importavam da Gr\u00e9cia esculturas e colunas. Contudo, devido      ao forte esp\u00edrito pr\u00e1tico, n\u00e3o demoraram a desenvolver seu pr\u00f3prio estilo.    <\/p>\n   \n<p><strong>ARQUITETURA ROMANA <\/strong><\/p>\n   \n<p>No come\u00e7o, os romanos, admiradores da arquitetura grega, constru\u00edram templos      utilizando colunas. Precisavam, entretanto, de espa\u00e7os internos para acomodar      grandes p\u00fablicos. Por isso, criaram edif\u00edcios mais \u00fateis e imponentes. <\/p>\n   \n<p>Os anfiteatro Coliseu podia acomodar mais de (imperador Fl\u00e1vio, 80 d.C.)      podia acomodar mais de 50 mil espectadores. Os anfiteatros eram palcos de      jogos, lutas de gladiadores, execu\u00e7\u00e3o de criminosos e simula\u00e7\u00f5es de batalhas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e31.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Coliseu da Roma Antiga &#8211; Maquete <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e4.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Coliseu da Roma<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>ARQUITETURA ROMANA<\/strong><\/p>\n   \n<p>Entre os principais legados arquitet\u00f4nicos de Roma, destaca-se o Panteon,      templo constru\u00eddo no s\u00e9culo II da Era crist\u00e3, para homenagear todos os deuses.      Utilizava a c\u00fapula \u0096 telhado arredondado c\u00f4ncavo\/convexo \u0096 uma cria\u00e7\u00e3o      romana a partir do cruzamento transversal de arcos, que permitiu finalmente      a cobertura em alvenaria de grande durabilidade.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e5.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Panteon \u0096Roma<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os imperadores romanos constru\u00edram ainda Arcos do Triunfo, arcos solit\u00e1rios      feitos para registrar conquistas militares.<\/p>\n   \n<p>Outras obras representativas da arquitetura romana foram circos, f\u00f3runs,      pontes, estradas, bas\u00edlicas, teatros, anfiteatros, aquedutos e termas (banhos      p\u00fablicos).<\/p>\n   \n<p>Tais obras demonstram o desenvolvimento de muitas obras urban\u00edsticas que      d\u00e3o a dimens\u00e3o da grandeza romana.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e6.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Arco de Constantino \u0096 Roma<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e7.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Aqueduto Romano (Pont du Gard, Fran\u00e7a)<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e8.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Aqueduto Romano<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e9.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Maquete do Teatro de Marcelo<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>ESCULTURA ROMANA<\/strong><\/p>\n   \n<p>A escultura romana tinha como principal objetivo fixar os tra\u00e7os de sues      governantes. Baseando-se nos padr\u00f5es est\u00e9ticos gregos, realizavam, no entanto,      retratos fi\u00e9is e n\u00e3o ideais. Absolutamente realistas, perpetuavam o rosto      dos imperadores com exatid\u00e3o. Bastava fazer a cabe\u00e7a encomendada e encaix\u00e1-la      posteriormente no corpo. Assim, est\u00e1tuas espalhavam-se pelo Imp\u00e9rio. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e10.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n     Busto J\u00falio C\u00e9sar<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e111.jpg\" alt=\"Arte Etrusca\" title=\"Arte Etrusca\" \/><strong><br \/>\n    Busto de Marco Ant\u00f4nio<\/strong><\/p>\n \n<p>Fonte:  historiandoasartes.com.br\/www.joaopaulo.g12.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte Etrusca, Estilo, Per\u00edodo, O que \u00e9, Etruscos, Arquitetura, Pintura, Escultura, Civiliza\u00e7\u00e3o, Romana, It\u00e1lia, Hist\u00f3ria, Arte Etrusca<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4538,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-19399","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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