{"id":19311,"date":"2015-11-26T00:00:00","date_gmt":"2015-11-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/respiracao-traqueal-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:21:43","modified_gmt":"2026-09-01T15:21:43","slug":"respiracao-traqueal-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/respiracao-traqueal-3\/","title":{"rendered":"Respira\u00e7\u00e3o Traqueal"},"content":{"rendered":"\n<strong>Respira\u00e7\u00e3o Traqueal &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n<strong>Nos artr\u00f3podes, podem ser encontrados tr\u00eas tipos diferentes de estruturas respirat\u00f3rias:<\/strong>\n\nAs br\u00e2nquias s\u00e3o t\u00edpicas das formas que predominam nos ecossistemas aqu\u00e1ticos, os crust\u00e1ceos.\n\nS\u00e3o constitu\u00eddas por filamentos muito finos, repletos de vasos sangu\u00edneos, e realizam as trocas gasosas diretamente da \u00e1gua.\n\nAs br\u00e2nquias ficam frequentemente alojadas em c\u00e2maras branquiais, permanentemente cheias de \u00e1gua, o que permite a respira\u00e7\u00e3o do animal mesmo quando est\u00e1 em terra.\n\n\u00c9 por isso que siris e caranguejos podem se deslocar temporariamente pelo ambiente terrestre.\n\nO n\u00famero de br\u00e2nquias varia de acordo com o tipo de crust\u00e1ceo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Respira\u00e7\u00e3o Traqueal\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrespir21.jpg\" alt=\"Respira\u00e7\u00e3o Traqueal\" width=\"415\" height=\"277\" \/><\/p>\n<p align=\"left\">As traqueias formam um sistema de tubos a\u00e9reos, revestidos por quitina, que conduzem o ar diretamente aos tecidos do corpo.<\/p>\n<p align=\"left\">O fluxo do ar \u00e9 regulado pela abertura e pelo fechamento de poros especiais situados no exoesqueleto, denominados estigmas. Existem em insetos, aracn\u00eddeos, quil\u00f3podes e dipl\u00f3podes. Na respira\u00e7\u00e3o traqueal, o sangue n\u00e3o participa; todo o transporte gasoso \u00e9 feito pelas traqueias.<\/p>\n<strong>Respira\u00e7\u00e3o traqueal dos insetos<\/strong>\n\nAs filotraqueias ou pulm\u00f5es foli\u00e1ceos s\u00e3o estruturas exclusivas dos aracn\u00eddeos, sempre existindo aos pares.\n\nCada pulm\u00e3o foli\u00e1ceo \u00e9 uma invagina\u00e7\u00e3o (reentr\u00e2ncia) da parede abdominal ventral, formando uma bolsa onde v\u00e1rias lamelas paralelas (lembrando as folhas de um livro entreaberto), altamente vascularizadas, realizam as trocas gasosas diretamente com o ar que entra por uma abertura do exoesqueleto.\n\nA organiza\u00e7\u00e3o das filotraqueias lembra a das br\u00e2nquias, com a diferen\u00e7a de que est\u00e3o adaptadas \u00e0 respira\u00e7\u00e3o a\u00e9rea.\n\nAlgumas aranhas pequenas e os carrapatos t\u00eam, apenas, respira\u00e7\u00e3o traqueal.\n\n<strong>Respira\u00e7\u00e3o Traqueal &#8211; Processo<\/strong>\n\nTodos os animais necessitam de energia para realizar as mais diversas fun\u00e7\u00f5es vitais.\n\nO processo comum a todos os animais \u00e9 a respira\u00e7\u00e3o aer\u00f3bia, pelo qual, a n\u00edvel celular, se realiza a transfer\u00eancia da energia dos alimentos para as mol\u00e9culas de ATP.\n\nPor este motivo \u00e9 f\u00e1cil de entender a necessidade dos animais de um fluxo constante de oxig\u00eanio para as c\u00e9lulas, bem como da remo\u00e7\u00e3o eficiente de di\u00f3xido de carbono, um res\u00edduo do metabolismo.\n\nAs necessidades em oxig\u00eanio, bem como a produ\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono, aumentam proporcionalmente com a massa corporal e atividade do animal, ao passo que as trocas gasosas variam proporcionalmente com a \u00e1rea de contato com o meio.\n\n<strong>No entanto, existem v\u00e1rios termos associados \u00e0 respira\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<blockquote><strong>Respira\u00e7\u00e3o externa:\u00a0<\/strong>Trocas gasosas entre o organismo e o meio externo;<strong>\nRespira\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:\u00a0<\/strong>Trocas gasosas entre o sangue e as c\u00e9lulas;<strong>\nRespira\u00e7\u00e3o interna:\u00a0<\/strong>Corresponde ao verdadeiro significado do termo.<\/blockquote>\nO sistema respirat\u00f3rio \u00e9 um conjunto de estruturas envolvidas nas trocas gasosas com o meio.\n\nDessas, as estruturas onde se efetua o movimento de gases respirat\u00f3rios entre os meios externo e interno designam-se superf\u00edcies respirat\u00f3rias.\n\n<strong>O movimento dos gases respirat\u00f3rios, quer nas superf\u00edcies respirat\u00f3rias quer a n\u00edvel celular, ocorre sempre por difus\u00e3o e em meio aquoso:<\/strong>\n<blockquote><strong>Difus\u00e3o direta:\u00a0<\/strong>Gases difundem-se diretamente atrav\u00e9s da superf\u00edcie respirat\u00f3ria para as c\u00e9lulas, sem interven\u00e7\u00e3o de fluido de transporte. Ocorre nos protozo\u00e1rios e nos insetos, por exemplo<strong>\nDifus\u00e3o indireta:\u00a0<\/strong>Gases passam atrav\u00e9s da superf\u00edcie respirat\u00f3ria para um fluido de transporte que estabelece a comunica\u00e7\u00e3o entre as c\u00e9lulas e o meio externo, como no caso dos anel\u00eddeos ou dos vertebrados. Este processo designa-se hematose.<\/blockquote>\n<strong>Respira\u00e7\u00e3o Traqueal &#8211; Estruturas<\/strong>\n\n<strong>Apesar da grande variedade de estruturas, todas as superf\u00edcies respirat\u00f3rias apresentam caracter\u00edsticas comuns:<\/strong>\n<blockquote><strong>Umidade:\u00a0<\/strong>Todas s\u00e3o superf\u00edcies \u00famidas, o que facilita a difus\u00e3o dos gases dissolvidos;<strong>\nParedes finas:\u00a0<\/strong>Novamente para facilitar a difus\u00e3o, estas superf\u00edcies s\u00e3o geralmente formadas por tecido epitelial pavimentoso com uma \u00fanica camada de c\u00e9lulas de espessura<strong>\nVentila\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>De modo a que novas mol\u00e9culas de oxig\u00eanio sejam constantemente trazidas para contato com a superf\u00edcie respirat\u00f3ria, a \u00e1gua ou ar devem ser renovados frequentemente<strong>\nVasculariza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Presente sempre que existe difus\u00e3o indireta, deve ser feita por vasos de parede fina, como os capilares, para reduzir a espessura a atravessar pelos gases;<strong>\nGrande \u00e1rea de troca:\u00a0<\/strong>A superf\u00edcie respirat\u00f3ria deve ser extensa, de modo a que o contato com o ar ou \u00e1gua seja m\u00e1ximo e a velocidade de difus\u00e3o elevada.<\/blockquote>\n<h4>Caracter\u00edsticas das superf\u00edcies respirat\u00f3rias<\/h4>\nA sobreviv\u00eancia dos animais nos diferentes habitats implicou a evolu\u00e7\u00e3o de estruturas especializadas nas trocas com o meio. Estas estruturas variam sobretudo com o tamanho e estrutura do corpo, hist\u00f3ria evolutiva do grupo e meio em que vivem.\n\nOs animais que realizam trocas gasosas diretamente com o ar t\u00eam vantagem em rela\u00e7\u00e3o aos que as realizam com a \u00e1gua pois esta apenas transporta 5% do oxig\u00eanio presente no mesmo volume de ar e o aumento de temperatura e salinidade ainda reduz mais essa quantidade. Acresce ainda o fato que os gases se difundem mais rapidamente no ar que na \u00e1gua.\n\nAssim, um animal aqu\u00e1tico, para obter a mesma quantidade de oxig\u00eanio que um terrestre, necessita de fazer passar pelas suas superf\u00edcies respirat\u00f3rias uma quantidade de \u00e1gua muito superior \u00e1 de ar.\n\nNo entanto, viver ao ar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 vantagens, pois os gases apenas atravessam as membranas respirat\u00f3rias dissolvidos em \u00e1gua, pelo que estas devem ser mantidas \u00famidas.\n\n<strong>Vejamos alguns exemplos de grupos animais que apresentam aspectos chave da evolu\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos respirat\u00f3rios:<\/strong>\n\n<strong>Evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas respirat\u00f3rios:\u00a0<\/strong>Com apenas duas camadas de c\u00e9lulas de espessura e em contato direto com a \u00e1gua em que vivem, bem como um metabolismo baixo pois s\u00e3o animais de vida fixa, a difus\u00e3o direta de gases n\u00e3o apresenta dificuldades.\n\n<strong>Cnid\u00e1rios:\u00a0<\/strong>Nestes animais a forma achatada proporciona uma rela\u00e7\u00e3o \u00e1rea\/volume elevada, logo as c\u00e9lulas podem realizar trocas diretamente com o meio por difus\u00e3o direta.\n\n<strong>Platelmintes:<\/strong>\n\nNeste grupo a hematose \u00e9 cut\u00e2nea, as trocas s\u00e3o realizadas atrav\u00e9s da pele umedecida pela secre\u00e7\u00e3o de gl\u00e2ndulas mucosas e os gases passados para a rede de capilares subcut\u00e2neos.\n\nEsta situa\u00e7\u00e3o ocorre tamb\u00e9m em anf\u00edbios.\n\nNos anel\u00eddeos, no entanto, apenas parte do di\u00f3xido de carbono \u00e9 libertado pela pele, pois parte dele \u00e9 utilizado para formar carbonato de c\u00e1lcio e usado para neutralizar a acidez dos alimentos durante a digest\u00e3o.\n\n<strong>Anel\u00eddeos<\/strong>\n\nMais comum em insetos. Diferente das outras tr\u00eas, esse tipo de respira\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem liga\u00e7\u00e3o com o sistema circulat\u00f3rio. O animal tem furos que permitem a entrada de gases que fazem a troca diretamente com as c\u00e9lulas.\n\nT\u00edpico destes animais \u00e9 o sistema respirat\u00f3rio traqueal, fundamental para a coloniza\u00e7\u00e3o do meio terrestre, que permite uma taxa metab\u00f3lica elevada.\n\nEste sistema \u00e9 formado por uma s\u00e9rie de tubos quitinosos que se v\u00e3o ramificando at\u00e9 \u00e1s traqu\u00edolas (que est\u00e3o em contato com as c\u00e9lulas e onde se realiza uma difus\u00e3o direta, atrav\u00e9s do epit\u00e9lio traqueal n\u00e3o quitinizado) e por onde o ar circula, entrando por espir\u00e1culos na superf\u00edcie do corpo. Os espir\u00e1culos podem estar permanentemente abertos ou possuir v\u00e1lvulas musculares e filtros.\n\nNos insetos menores n\u00e3o existe ventila\u00e7\u00e3o ativa mas nos maiores tal ocorre por movimentos musculares que contraem as traqueias. Grande parte do di\u00f3xido de carbono \u00e9 libertado pelos tubos de Malpighi.\n\n<strong>.Artr\u00f3podes:\u00a0<\/strong>As br\u00e2nquias s\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os respirat\u00f3rios t\u00edpicos do meio aqu\u00e1tico, formadas por evagina\u00e7\u00f5es da parede do corpo e apresentando grande \u00e1rea de trocas.\n\n<strong>Respira\u00e7\u00e3o num tubar\u00e3o<\/strong>\n\nA sua estrutura filamentosa apenas poderia funcionar em meio aqu\u00e1tico, que lhes fornece sustenta\u00e7\u00e3o.\n\nEstas estruturas podem localizar-se no exterior ou no interior do corpo, sendo as \u00faltimas as preferidas pela evolu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que br\u00e2nquias externas n\u00e3o s\u00f3 dificultam a locomo\u00e7\u00e3o, como facilita os danos a uma zona de epit\u00e9lio sens\u00edvel e delicado.\n\nAs br\u00e2nquias internas est\u00e3o alojadas em cavidades branquiais individuais abrindo para o exterior pelas fendas branquiais (peixes cartilag\u00edneos) ou c\u00e2maras branquiais protegidas por op\u00e9rculo e abrindo para o exterior pela fenda opercular (peixes \u00f3sseos).\n\nEste fato n\u00e3o s\u00f3 aumenta a prote\u00e7\u00e3o como facilita a ventila\u00e7\u00e3o: a \u00e1gua \u00e9 bombeada para a boca por a\u00e7\u00e3o de poderosos m\u00fasculos, passa pela faringe e banha as br\u00e2nquias, saindo pelas fendas branquiais ou operculares, pelo que a ventila\u00e7\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua.\n\nCada br\u00e2nquia \u00e9 formada por um arco branquial cartilag\u00edneo ou \u00f3sseo, que sustenta os filamentos branquiais, nele inseridos diagonalmente e contendo cada um duas arter\u00edolas (aferente com sangue venoso e eferente com sangue arterial), separadas por uma fina rede de capilares.\n\n<strong>Peixes:\u00a0<\/strong>A \u00e1gua circula em contracorrente com o sangue desses capilares, o que permite aumentar a efici\u00eancia das trocas gasosas, pois o sangue circula sempre em dire\u00e7\u00e3o a \u00e1gua fresca e plenamente oxigenada, podendo-se atingir neste uma satura\u00e7\u00e3o de perto de 90%. Pela mesma raz\u00e3o o di\u00f3xido de carbono difunde-se em sentido contr\u00e1rio, para a \u00e1gua.\n\n<strong>Mecanismo de contracorrente<\/strong>\n\nOs pulm\u00f5es s\u00e3o sacos de ar com superf\u00edcies internas muito vascularizadas e surgiram por invagina\u00e7\u00e3o da parede do corpo.\n\nFilogeneticamente, nos pulm\u00f5es dos anf\u00edbios, r\u00e9pteis e mam\u00edferos pode-se verificar um aumento da compartimenta\u00e7\u00e3o dos pulm\u00f5es (aumentando a \u00e1rea de superf\u00edcie respirat\u00f3ria), especializa\u00e7\u00e3o do sistema de ventila\u00e7\u00e3o e da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea:\n\n<strong>Vertebrados terrestres<\/strong>\n\nO sistema respirat\u00f3rio destes animais revela a sua posi\u00e7\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o entre o meio terrestre e aqu\u00e1tico, pois na fase larvar respiram por br\u00e2nquias (inicialmente externas e depois internas) e no adulto respiram principalmente por pulm\u00f5es.\n\nEstes ainda s\u00e3o muito simples e apresentam pequena \u00e1rea pelo que a hematose ocorre tamb\u00e9m na pele e cavidade bucofar\u00edngica, todas cobertas por epit\u00e9lios \u00famidos e densamente irrigados.\n\nDado que n\u00e3o existe t\u00f3rax individualizado, a ventila\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por bombagem bucal e n\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua.\n\n<strong>Anf\u00edbios:\u00a0<\/strong>Os pulm\u00f5es s\u00e3o mais complexos e divididos em alv\u00e9olos. Os crocodilianos s\u00e3o os que apresentam estruturas respirat\u00f3rias mais evolu\u00eddas, muito semelhantes \u00e1s dos animais homeot\u00e9rmicos. N\u00e3o existe diafragma mas existem costelas logo a ventila\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por varia\u00e7\u00e3o de volume tor\u00e1cico.\n\n<strong>R\u00e9pteis<\/strong>\n\nOs pulm\u00f5es muito el\u00e1sticos est\u00e3o alojados na caixa tor\u00e1cica e s\u00e3o formados por alv\u00e9olos pulmonares (onde ocorre a hematose), dispostos em torno de ductos alveolares e bronqu\u00edolos.\n\nA ventila\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua mas faseada pois o ar entra e sai pelo mesmo percurso e \u00e9 realizada pela varia\u00e7\u00e3o de volume da caixa tor\u00e1cica e diafragma.\n\nA efici\u00eancia de trocas \u00e9 baixada pelo fato de o ar n\u00e3o sair totalmente dos pulm\u00f5es obtendo-se uma mistura de ar fresco e residual.\n\n<strong>Mam\u00edferos<\/strong>\n\nEstes animais apresentam um sistema diferente, mas muito eficiente, em que o ar apenas circula num sentido &#8211; ventila\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.\n\nOs pulm\u00f5es das aves s\u00e3o pequenos e compactos, basicamente formados por um conjunto de tubos. Est\u00e3o abertos nas duas extremidades pelos parabr\u00f4nquios, que os ligam aos sacos a\u00e9reos, anteriores e posteriores.\n\nOs sacos a\u00e9reos n\u00e3o interv\u00eam na hematose mas tornam a ventila\u00e7\u00e3o mais eficiente.\n\nA ventila\u00e7\u00e3o segue os seguintes passos, envolvendo duas inspira\u00e7\u00f5es e duas expira\u00e7\u00f5es: na primeira inspira\u00e7\u00e3o o ar entra para os sacos posteriores, na primeira expira\u00e7\u00e3o passa para os pulm\u00f5es, na segunda inspira\u00e7\u00e3o o ar passa para os sacos anteriores (ao mesmo tempo que entra ar fresco para os posteriores) e na segunda expira\u00e7\u00e3o o ar \u00e9 expelido dos sacos anteriores (ao mesmo tempo que o ar fresco entra nos pulm\u00f5es).\n\nTal como nos peixes, a difus\u00e3o dos gases nos pulm\u00f5es \u00e9 feita em contracorrente, contribuindo para uma eficiente remo\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio do ar.\n\n<strong>Aves<\/strong>\n\nNos animais em que a difus\u00e3o dos gases \u00e9 indireta, estes deslocam-se at\u00e9 \u00e1s c\u00e9lulas num fluido circulante, sangue ou hemolinfa. Geralmente existem pigmentos respirat\u00f3rios no sangue, tornando-o eficiente nesse transporte.\n\nOs pigmentos respirat\u00f3rios s\u00e3o mol\u00e9culas complexas, formadas por prote\u00ednas e i\u00f5es met\u00e1licos, o que lhes confere uma cor caracter\u00edstica.\n\nEstas mol\u00e9culas s\u00e3o boas transportadoras de gases pois ligam-se quando a press\u00e3o do g\u00e1s for elevada e libertam-se dele rapidamente, se a press\u00e3o do g\u00e1s for baixa.\n\nDe entre os diversos pigmentos conhecidos, a hemoglobina \u00e9 a mais comum e a melhor estudada. Este \u00e9 um pigmento t\u00edpico dos vertebrados, embora possa existir em anel\u00eddeos, nem\u00e1todos, moluscos e artr\u00f3podes.\n\nNo caso dos invertebrados encontra-se dispersa no plasma, enquanto que nos vertebrados se localiza nos gl\u00f3bulos vermelhos, que nos mam\u00edferos n\u00e3o camel\u00eddeos perdem o n\u00facleo para conter maior volume de pigmento.\n\n<strong>Transporte dos gases respirat\u00f3rios<\/strong>\n\nHemoglobina \u00e9 um termo que atualmente corresponde a uma classe de mol\u00e9culas que t\u00eam em comum um grupo heme (ferroporfirina) ligado a uma parte proteica designada globina, vari\u00e1vel com a esp\u00e9cie.\n\nA hemoglobina humana apresenta quatro cadeias pept\u00eddicas, duas a e duas b, ligadas a grupos heme a que se pode ligar o oxig\u00eanio ou o di\u00f3xido de carbono.\n\nAssim, cada mol\u00e9cula pode transportar quatro mol\u00e9culas de oxig\u00eanio.\n\nA hemoglobina humana tem, ainda, grande afinidade para o mon\u00f3xido de carbono (cerca de 200 vezes superior \u00e1 afinidade para o oxig\u00eanio), o que torna este g\u00e1s muito perigoso, mesmo em baixas concentra\u00e7\u00f5es.\n\nA hemoglobina saturada de mon\u00f3xido de carbono designa-se carboxiemoglobina.\n\nNos mam\u00edferos existem ainda outros pigmentos respirat\u00f3rios, com maior afinidade para o oxig\u00eanio, como a mioglobina presente nos m\u00fasculos.\n\nEsta mol\u00e9cula tem uma t\u00e3o elevada afinidade para o oxig\u00eanio que o pode retirar da hemoglobina, funcionando como armaz\u00e9m deste g\u00e1s nos m\u00fasculos.\n\nNa difus\u00e3o dos gases respirat\u00f3rios, o fator determinante \u00e9 a press\u00e3o parcial de cada g\u00e1s: nos alv\u00e9olos a press\u00e3o parcial de O<sub>2<\/sub>\u00a0\u00e9 superior \u00e1 do sangue, pelo que este g\u00e1s se difunde para os capilares. No caso do CO<sub>2<\/sub>\n\n, a press\u00e3o parcial deste g\u00e1s \u00e9 maior no sangue que nos alv\u00e9olos, pelo que a difus\u00e3o se d\u00e1 em sentido contr\u00e1rio, para os pulm\u00f5es. Situa\u00e7\u00e3o semelhante ocorrer\u00e1 a n\u00edvel dos tecidos.\n\n<strong>Hemoglobina<\/strong>\n\nO oxig\u00eanio \u00e9 transportado pelo sangue sob duas formas:\n\nDissolvido no plasma o O<sub>2<\/sub>\u00a0\u00e9 pouco sol\u00favel na \u00e1gua pelo que apenas cerca de 2% s\u00e3o transportados por esta via;\n\nCombinado com a hemoglobina nos gl\u00f3bulos vermelhos existem 280 milh\u00f5es de mol\u00e9culas de hemoglobina, cada uma podendo transportar quatro O<sub>2<\/sub>, ou seja cerca de 98% deste g\u00e1s vai por este meio at\u00e9 \u00e1s c\u00e9lulas.\n\nA liga\u00e7\u00e3o da primeira mol\u00e9cula de O<sub>2<\/sub>\u00a0\u00e1 hemoglobina altera a sua conforma\u00e7\u00e3o, facilitando a liga\u00e7\u00e3o das seguintes, ou seja, aumentando a sua apet\u00eancia para o O<sub>2<\/sub>\u00a0por um efeito alost\u00e9rico.\n\nO mesmo acontece com a liberta\u00e7\u00e3o de uma mol\u00e9cula de O<sub>2<\/sub>, acelera a liberta\u00e7\u00e3o das restantes. Por este motivo, a hemoglobina \u00e9 um transportador t\u00e3o eficiente de gases.\n\nQuando o O2 est\u00e1 ligado \u00e1 hemoglobina esta designa-se oxiemoglobina (HbO<sub>2<\/sub>) e quando este est\u00e1 ausente designa-se desoxiemoglobina ou hemoglobina reduzida.\n\nBaseando-nos na press\u00e3o parcial de oxig\u00eanio (pO<sub>2<\/sub>), pode-se construir as curvas de satura\u00e7\u00e3o\/dissocia\u00e7\u00e3o da hemoglobina.\n\nEstas curvas s\u00e3o sigm\u00f3ides, com acentuado declive entre 10 e 60 mmHg, ou seja, a capacidade da hemoglobina se combinar com o O<sub>2<\/sub>\u00a0aumenta muito rapidamente nesse intervalo (a 40 mmHg cerca de 75% das mol\u00e9culas s\u00e3o oxiemoglobina).\n\nAssim, mesmo que pO<sub>2<\/sub>\u00a0baixe de 100 para 60 mmHg, apenas se perde 10% de satura\u00e7\u00e3o, revelando uma consider\u00e1vel margem de seguran\u00e7a no fornecimento de gases \u00e1s c\u00e9lulas por esta via.\n\nDado que a pO<sub>2<\/sub>\u00a0no sangue ap\u00f3s as redes capilares em repouso ainda \u00e9 de 40 mmHg mostra que existe O<sub>2<\/sub>\u00a0de reserva para situa\u00e7\u00f5es de atividade.\n\nTestes revelaram que ap\u00f3s a paragem card\u00edaca e respirat\u00f3ria, a reserva de O<sub>2<\/sub>\u00a0no sangue ainda permite a sobreviv\u00eancia durante 5 minutos.\n\nA dissocia\u00e7\u00e3o do O<sub>2<\/sub>\u00a0da hemoglobina \u00e9 facilitada pela temperatura elevada e pelo pH baixo (elevada percentagem de CO<sub>2<\/sub>.\n\n<strong>Oxig\u00eanio<\/strong>\n\nO di\u00f3xido de carbono pode ser transportado no sangue de tr\u00eas modos principais:\n\nDissolvido no plasma &#8211; devido \u00e1 baixa solubilidade na \u00e1gua deste g\u00e1s, apenas 8% s\u00e3o transportados por esta via;\n\nCombinado com a hemoglobina &#8211; uma percentagem ainda relativamente baixa, cerca de 11%, deste g\u00e1s reage com a hemoglobina, formando a carbamino-hemoglobina (HbCO<sub>2<\/sub>);\n\nComo hidrogenocarbonato (HCO3-) a maioria das mol\u00e9culas deslocam-se como este i\u00e3o, cerca de 81%.\n\nNaturalmente este processo de rea\u00e7\u00e3o com a \u00e1gua \u00e9 lento mas pode ser acelerado pela enzima dos gl\u00f3bulos vermelhos anidrase carb\u00f3nica.\n\nQuando a pCO<sub>2<\/sub>\u00a0\u00e9 elevada, como nos tecidos, rea\u00e7\u00e3o produz \u00e1cido carb\u00f3nico (H<sub>2<\/sub>CO<sub>3<\/sub>), que se ioniza em HCO<sub>3<\/sub>-, o i\u00e3o hidrogenocarbonato ou bicarbonato.\n\nAp\u00f3s a sua r\u00e1pida forma\u00e7\u00e3o no interior dos gl\u00f3bulos vermelhos, o i\u00e3o difunde-se para o plasma, onde \u00e9 transportado at\u00e9 aos pulm\u00f5es. A\u00ed as rea\u00e7\u00f5es s\u00e3o revertidas e o CO<sub>2<\/sub>\u00a0\u00e9 libertado para os alv\u00e9olos.\n\n<strong>Artr\u00f3podes:<\/strong>\u00a0o grupo mais numeroso\n\nOs artr\u00f3podos (do grego arthron, articula\u00e7\u00e3o, e podos, p\u00e9s) abrangem invertebrados bilat\u00e9rios, celomados, segmentados, portadores de ap\u00eandices locomotores articulados em n\u00famero de par.\n\nOs artr\u00f3podes, s\u00e3o dotados da patas articuladas. Constituem o mais vasto grupo zool\u00f3gico. Compreendem os insetos \u00be como piolho, mosca, borboleta, \u00be, os crust\u00e1ceos \u00be como camar\u00e3o, siri, lagosta \u00be, os aracn\u00eddeos \u00be como aranha, escorpi\u00e3o \u00be, os quil\u00f3podes \u00be como centopeia ou lacraia \u00be, e os dipl\u00f3podes \u00be como embu\u00e1 ou piolho-de-cobra.\n\nA aquisi\u00e7\u00e3o de membros articulados, al\u00e9m de outros aprimoramentos que a Natureza concedeu a esses animais, talvez justifique grandemente a sua imensa prolifera\u00e7\u00e3o, bem como a adapta\u00e7\u00e3o que sofreram a quase todos os ambientes terrestres.\n\nAs patas articuladas foram gradativamente especializadas para andar, correr, saltar, nadar, segurar presas e alimentos, copular, transportar ovos, defender-se, cavar buracos etc.\n\nA prova indiscut\u00edvel de que os artr\u00f3podes constituem o grupo mais bem sucedido de todos os animais j\u00e1 aparecidos na Terra \u00e9 o seu n\u00famero extraordin\u00e1rio, n\u00e3o s\u00f3 de esp\u00e9cies como de indiv\u00edduos.\n\nO filo Arthropoda \u00e9 o mais numeroso dentre todos no reino Metazoa (mais de 800 mil esp\u00e9cies).\n\n<strong>As caracter\u00edsticas dos artr\u00f3podes<\/strong>\n<blockquote>Membros locomotores articulados.\nS\u00e3o tribl\u00e1sicos, celomados, e com simetria bilateral.\nT\u00eam o corpo segmentado e dividido em tr\u00eas partes: cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abdome. Pode ocorrer fus\u00e3o da cabe\u00e7a com o t\u00f3rax; nesse caso o corpo apresenta-se dividido em duas partes: cefalot\u00f3rax e abdome.\nS\u00e3o dotados de um exoesqueleto, que cont\u00e9m quitina ( polissacar\u00eddeo ). O exoesqueleto \u00e9 produzido pela epiderme e limita o crescimento do animal; por isso ocorrem mudas ou ecdises.\nNos crust\u00e1ceos \u00e9 comum o exoesqueleto apresentar-se impregnado de sais de c\u00e1lcio, que lhe conferem maior resist\u00eancia.\nSistema digestivo completo; a excre\u00e7\u00e3o ocorre atrav\u00e9s de estruturas especiais: t\u00fabulos de Malpighi, nos insetos, nos quil\u00f3podes e nos dipl\u00f3podes; gl\u00e2ndulas coxais, nas aranhas; gl\u00e2ndulas verdes, nos crust\u00e1ceos.\nSistema respirat\u00f3rio completo, a respira\u00e7\u00e3o acontece atrav\u00e9s de br\u00e2nquias, traqu\u00e9ias ou pulmotraqu\u00e9ias.\nSistema nervoso ganglionar, bem desenvolvido.\nA circula\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta, isto \u00e9, o sangue circula primeiramente por vasos e, a seguir, \u00e9 projetado para lacunas no meio dos tecidos, de onde volta depois para os vasos.\nO sangue tem caracter\u00edsticas mistas de sangue e linfa, da\u00ed preferivelmente ser chamado de hemolinfa.\nS\u00e3o organismos geralmente di\u00f3icos ( com sexos separados). A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna; o desenvolvimento pode ser direto ou indireto, com metamorfose ou n\u00e3o.\nApresentam \u00f3rg\u00e3os dos sentidos bem aperfei\u00e7oados e situados na cabe\u00e7a.\nA excre\u00e7\u00e3o se faz por meio dos tubos de Malpighi (na maioria deles), estruturas mais evolu\u00eddas que as nefr\u00eddias de uma minhoca.\n\u00d3rg\u00e3o dos sentidos muito especializado situados na cabe\u00e7a (\u00f3rg\u00e3os auditivos, olhos e antenas).\nAlguns sofrem metamorfose durante o seu desenvolvimento.<\/blockquote>\n<strong>As classes dos artr\u00f3podes:\u00a0<\/strong>Os artr\u00f3podes compreendem cinco classes principais: os insetos, os crust\u00e1ceos, os aracn\u00eddeos, os quil\u00f3podos e dipl\u00f3podos.\n\n<strong>Os insetos<\/strong>\n\nOs insetos s\u00e3o os animais mais bem sucedidos da Natureza. S\u00e3o os mais numerosos e sofreram adapta\u00e7\u00f5es aos mais diversos ambientes e aos mais diferentes meios de vida.\n\nExistem esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas (exceto no mar), terrestres, voadoras, n\u00e3o voadoras, cavadoras de buracos no solo algumas coisas, como cupins, formigas e abelhas, outras vivem sobre plantas ou animais em decomposi\u00e7\u00e3o, dos quais extraem os alimentos, h\u00e1 esp\u00e9cies predadoras e esp\u00e9cies parasitas (hemat\u00f3fagas, como pulgas, mosquitos e percevejos), existem aquelas que transmitem doen\u00e7as, e h\u00e1 at\u00e9 as que se desenvolvem nos tecidos de plantas e de animais, causando nestes \u00faltimos o berne ou bicheira (mi\u00edase).\n\n<strong>As principais caracter\u00edsticas:<\/strong>\n<blockquote>Corpo dividida em cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abdome. Tr\u00eas pares de patas os insetos s\u00e3o hex\u00e1podos (possuem seis patas). As patas s\u00e3o estruturas especializadas com determinadas fun\u00e7\u00f5es, como correr (formigas), agarrar e imobilizar v\u00edtimas (louva-a-deus), saltar (pulgas), nadar (besouros-de-\u00e1gua). Corpo revestido por um envolt\u00f3rio prot\u00e9ico contendo quitina que constitui o exoesqueleto desses animais. A cabe\u00e7a tem sempre um par de antenas (animais d\u00edceros). O par de antenas, tem fun\u00e7\u00e3o t\u00e1til e olfativa. Olhos prestando-se para a orienta\u00e7\u00e3o do v\u00f4o (abelhas), para a localiza\u00e7\u00e3o de presas (lib\u00e9lulas). Embora existam esp\u00e9cies \u00e1pteras (sem asas, como as formigas, o piolho, a pulga, a tra\u00e7a) e d\u00edpteras (como as moscas e mosquitos, que apresentam apenas um par de asas), a grande maioria, entretanto, possui dois pares de asas (tetr\u00e1pteros). Asas, contribui para aumentar sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 vida terrestre. A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por traqueias, tubos ramificados que se abrem por orif\u00edcios na parede externa do t\u00f3rax e do abdome os estigmas ou espir\u00e1culos e levam o oxig\u00eanio diretamente \u00e0 intimidade dos tecidos, de onde trazem o di\u00f3xido de carbono. O sistema circulat\u00f3rio comp\u00f5e-se de vasos finos e um grande vaso dorsal com diversas c\u00e2maras contr\u00e1teis, que funcionam como se fossem v\u00e1rios cora\u00e7\u00f5es em s\u00e9rie. A hemolinfa \u00e9 projetada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cabe\u00e7a e, depois, se difunde para lacunas nos tecidos (hemocelos), que correspondem \u00e0 cavidade celom\u00e1tica desses animais. Posteriormente, o sangue retorna ao vaso dorsal. Sangue sem pigmento respirat\u00f3rio. Apresentam pe\u00e7as bucais preparadas para mastigar (baratas e gafanhotos), para lamber (abelhas), para sugar (borboletas), para picar (pernilongos). Excre\u00e7\u00e3o por tubos de Malpighi, canal\u00edculos que retiram os produtos finais do metabolismo diretamente de celoma (que nestes animais \u00e9 representado por cavidades no meio dos tecidos\nhemocelos por onde circula a hemolinfa) e os derramam na por\u00e7\u00e3o posterior do intestino. Produzem \u00e1cido \u00farico como principal excreta nitrogenado.<\/blockquote>\n<strong>Morfologia externa<\/strong>\n\nO exoesqueleto prot\u00e9ico contendo quitina \u00e9 formado pela camada mais externa da epiderme. Pela sua natureza r\u00edgida, oferece uma razo\u00e1vel prote\u00e7\u00e3o ao animal contra predadores e perda excessiva de \u00e1gua. Assim, periodicamente, h\u00e1 necessidade de substitui\u00e7\u00e3o daquela esp\u00e9cie de \u201carmadura\u201d por outra maior. O animal se despoja do seu exoesqueleto (que, j\u00e1 largado no ambiente, recebe o nome de ex\u00favia), expande-se como num \u201cdesafogo\u201d e, imediatamente, reinicia a atual dimens\u00e3o. Esse fen\u00f4meno \u00e9 chamado muda ou ecdise e tem o seu mecanismo controlado pelas gl\u00e2ndulas protor\u00e1cicas.\n\nA cabe\u00e7a \u00e9 o centro sensorial do animal. Nela est\u00e3o localizados seus principais \u00f3rg\u00e3os dos sentidos: as antenas e os olhos. As antenas s\u00e3o \u00f3rg\u00e3os quimiorreceptores, que apresentam tamb\u00e9m as fun\u00e7\u00f5es olfativas e t\u00e1cteis.\n\nOs olhos podem ser ocelos (distinguem a luz e a sombra, por\u00e9m n\u00e3o formam imagens) ou olhos compostos (facetados, formados por mais de 2 500 pequenas unidades chamadas omat\u00eddeos, que se disp\u00f5em radiadamente formando um globo grande).\n\nO t\u00f3rax \u00e9 o centro locomotor dos insetos.\n\n\u00c9 formado por tr\u00eas segmentos: prot\u00f3rax, mesot\u00f3rax e metat\u00f3rax, com um par de patas por segmento. Cada pata \u00e9 constitu\u00edda pelos seguintes art\u00edculos: coxa, trocanter, f\u00eamur, t\u00edbia e tarso.\n\nAs asas s\u00e3o estruturas vivas ligadas ao t\u00f3rax (meso e metat\u00f3rax), mas n\u00e3o s\u00e3o membros verdadeiros e sim uma expans\u00e3o lateral do tegumento. Em suas nervuras passam vasos, traqueias e lacunas sangu\u00edneas.\n\n<strong>Os tipos de asa s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>Membranosas:\u00a0<\/strong>finas e transparentes (moscas);<strong>\nPergamin\u00e1ceas:\u00a0<\/strong>finas, opacas, flex\u00edveis e coloridas (barata);<strong>\n\u00c9litros:\u00a0<\/strong>espessas e opacas (besouro);<strong>\nHemi\u00e9litros:<\/strong>\u00a0s\u00e3o \u00e9litros na base e membranosas na ponta.<\/blockquote>\nO abdome \u00e9 o centro de nutri\u00e7\u00e3o dos insetos, desprovido de ap\u00eandices e com uma segmenta\u00e7\u00e3o n\u00edtida. Os \u00faltimos segmentos s\u00e3o transformados, revelando adapta\u00e7\u00f5es para a copula\u00e7\u00e3o e a postura de ovos.\n\nExistem abertura das traqu\u00e9ias, denominadas espir\u00e1culos ou estigmas, localizadas lateralmente. Em alguns, existe um aguilh\u00e3o ou ferr\u00e3o injetor de subst\u00e2ncia irritante, de efeito muito doloroso ou mesmo paralisante sobre pequenos animais.\n\n<strong>Sistema Digestivo<\/strong>\n\n\u00c9 do tipo completo e dividi-se em tr\u00eas partes: anterior (estomodeu) de origem ectod\u00e9rmica; m\u00e9dio (mesodeu) de origem mesod\u00e9rmica e posterior (proctodeu) de origem ectod\u00e9rmica.\n\nO Estomodeu e o Proctodeu t\u00eam revestimento quitinoso.\n\nPossui boca, faringe, es\u00f4fago, papo, moela, est\u00f4mago, intestino, orif\u00edcio retal, e como \u00f3rg\u00e3os anexos, as gl\u00e2ndulas salivares.\n\nO aparelho bucal \u00e9 adaptado ao tipo de alimenta\u00e7\u00e3o do animal, podendo ser triturador (gafanhoto, besouro, barata), sugador, em forma de tromba ou prob\u00f3scida (borboletas), picador-sugador (mosquitos, pulgas) e sugador-lambedor (moscas).\n\n<strong>Sistema nervoso:\u00a0<\/strong>O sistema nervoso dos insetos comp\u00f5e-se de g\u00e2nglios, sendo que os localizados na cabe\u00e7a se fundem para formar uma esp\u00e9cie de \u201cc\u00e9rebro\u201d. H\u00e1 dupla rede de g\u00e2nglios que se disp\u00f5em ventralmente ao longo do corpo. Por isso, dizemos que o sistema nervoso dos insetos \u00e9 ventral, em contraste com os animais superiores (vertebrados), cujo sistema nervoso tem um cord\u00e3o longitudinal dorsal, representado pela medula raqueana.\n\n<strong>Sistema Sensorial:\u00a0<\/strong>A vis\u00e3o dos insetos (olhos simples e compostos) distingue cores at\u00e9 ultravioleta; a sensibilidade auditiva \u00e9 percebida pelos pelos e \u00f3rg\u00e3o cordotonais das patas; a sensibilidade olfativa situa-se nas antenas; a sensibilidade gustativa est\u00e1 nos palpos bucais e a sensibilidade t\u00e1ctil em cerdas de ap\u00eandices.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nQuanto \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, os insetos s\u00e3o di\u00f3icos (unissexuados), podendo ou n\u00e3o ocorrer dimorfismo sexual (macho diferente da f\u00eamea). A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna, S\u00e3o quase todos ov\u00edparos.\n\nCertas moscas e os pulg\u00f5es s\u00e3o viv\u00edparos. Quanto ao desenvolvimento, classificam-se em:\n\nAmet\u00e1bolos (do grego a = n\u00e3o; metabolos = mudan\u00e7a). O ovo eclode e libera um indiv\u00edduo jovem com forma semelhante ao adulto, n\u00e3o havendo, portanto, metamorfose. Ex: a tra\u00e7a.\n\nHemimet\u00e1bolos (do grego hemi = metade). S\u00e3o os insetos com metamorfose incompleta: o ovo eclode e libera uma ninfa, que \u00e9 destitu\u00edda da asas e \u00f3rg\u00e3os sexuais desenvolvidos; \u00e0 medida que as mudas ou ecdises se processam, a ninfa transforma-se na forma adulta, denominada imago. Ex: o gafanhoto.\n\nHolomet\u00e1bolos (do grego holo = total). Insetos, como abelha, borboleta, mosca e besouro, com metamorfose completa: o ovo eclode e libera uma larva.\n\nA larva ingere grande quantidade de alimento e realiza mudas at\u00e9 originar a pupa ou casulo ou cris\u00e1lida: \u00e9 dotada de poucos movimentos. A forma adulta dos insetos recebe o nome de imago.\n\nChama-se larva a forma jovem muito diferente do imago. A ninfa \u00e9 a forma jovem dos insetos hemimet\u00e1bolos (um pouco parecida com imago).\n\nPupa \u00e9 a forma intermedi\u00e1ria entre larva e o imago nos holomet\u00e1bolos (do grego holo, todo, tudo, e metabole, mudan\u00e7a). A muda, nos insetos, \u00e9 desencadeada pelo horm\u00f4nio ecdisona, cuja produ\u00e7\u00e3o \u00e9 estimulada pelos horm\u00f4nios cerebrais. Existe, entretanto, um outro horm\u00f4nio &#8221; horm\u00f4nio juvenil&#8221; que impede a transforma\u00e7\u00e3o da larva em pupa, ou desta em imago.\n\nPara que a metamorfose ocorra \u00e9 necess\u00e1rio que a taxa de horm\u00f4nio juvenil na hemolinfa seja muito pequena ou nula. Caso contr\u00e1rio, o animal realiza a muda, mas passa apenas de uma fase da larva para outra fase de larva.\n<blockquote><strong>TISANUROS:<\/strong>\u00a0(Amet\u00e1bolos e apterigotas, isto \u00e9, sem asas mesmo embrionariamente. Tra\u00e7as ou lepismas.)<strong>\nANOPLUROS:\u00a0<\/strong>(Piolhos. Embrionariamente com asas. Podem transmitir i tifo exantem\u00e1tico ou febre das trincheiras)<strong>\nSUCT\u00d3RIOS OU SIFON\u00c1PTEROS:\u00a0<\/strong>(Pulgas e bichos-de-p\u00e9. Parasitas. Podem transmitir diversas doen\u00e7as como a peste bub\u00f4nica.)<strong>\nHEM\u00cdPTEROS:<\/strong>\u00a0(Percevejos. Alguns s\u00e3o fit\u00f3fagos. Os hemet\u00f3fagos podem transmitir mol\u00e9stias como a doen\u00e7a de Chagas.)<strong>\nCORROD\u00caNTIOS:<\/strong>\u00a0(Piolhos-de-livros. Min\u00fasculos e inofensivos<strong>\nD\u00cdPTEROS:<\/strong>\u00a0(Somente moscas e mosquitos. Muitos s\u00e3os hemat\u00f3fagos e transmitem doen\u00e7as, como a mal\u00e1ria, a febre amarela, a filariose, o dengue.)<strong>\nIS\u00d3PTEROS:\u00a0<\/strong>(Cupins ou t\u00e9rmitas, divididos em castas: rainhas, reis, soldados e oper\u00e1rios. Alguns possuem asas, mas depois as perdem.)<strong>\nHIMEN\u00d3PTEROS:<\/strong>\u00a0(Formigas, abelhas e vespas. Maioria de vida social, dividindo-se em castas; alguns com asas.)\n<strong>LEPID\u00d3PTEROS:<\/strong>\u00a0(Borboletas e mariposas; as primeiras, de h\u00e1bitos diurnos, as \u00faltimas de h\u00e1bitos noturnos.)<strong>\nHOM\u00d3PTEROS:<\/strong>\u00a0(Cigarras e pulg\u00f5es. Podem ser nocivos \u00e0s plantas.)<strong>\nORT\u00d3PTEROS:\u00a0<\/strong>(Louva-a-deus, gafanhotos, grilos, baratas, bichos-de-pau; alguns atacam as plantas, outros corroem alimentos e roupas.)<strong>\nCOLE\u00d3PTEROS:<\/strong>\u00a0(Besouros, vagalumes, joaninhas. Alguns s\u00e3o hospedeiros intermedi\u00e1rios de vermes.)<\/blockquote>\nA classe insecta subdivide-se nas subclasses Apterygota e Pterygota.\n\nA primeira abrange os insetos que n\u00e3o desenvolvem qualquer rudimento de asa, mesmo embrionariamente.\n\nDas ordens aqui citadas, somente a dos tisanuros se inclui neste caso. Todas as outras compreendem insetos pterigotas, isto \u00e9, dotadas de asas, se n\u00e3o durante a vida inteira, pelo menos numa fase dela.\n\n<strong>Respira\u00e7\u00e3o Traqueal &#8211; Traqueia Humana<\/strong>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Respira\u00e7\u00e3o Traqueal\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrespir11.jpg\" alt=\"Respira\u00e7\u00e3o Traqueal\" width=\"395\" height=\"293\" \/><strong>Traqueia Humana<\/strong><\/p>\nA <b>Traqueia<\/b>\u00a0\u00e9 um tubo oco que se origina na base da laringe e termina dividindo-se ou transformando-se nos dois br\u00f4nquios principais.\n\nNos mam\u00edferos, a traqueia \u00e9 o tubo de aproximadamente 1,5 cent\u00edmetros de di\u00e2metro por 10-12 cent\u00edmetros de comprimento que bifurca-se no seu interior, ligando a laringe aos br\u00f4nquios, para levar o ar aos pulm\u00f5es durante a respira\u00e7\u00e3o.\n\nSua parede consta de uma capa interna epitelial, uma capa externa de tecido conjuntivo, e uma meia capa onde se encontram os an\u00e9is cartilaginosos da traqueia, que lhe serve de sustento a fim de que a luz traquial esteja sempre aberta.\n\nNas aves, a traqueia tem a mesma fun\u00e7\u00e3o, mas liga a faringe \u00e0 siringe.\n\nA traqueia \u00e9 constitu\u00edda por m\u00fasculo liso, revestida internamente por um epit\u00e9lio ciliado e externamente encontra-se refor\u00e7ada por an\u00e9is de cartilagem.\n\nEsse muco ciliar adere part\u00edculas de poeira e bact\u00e9rias presentes no ar inalado, e que gra\u00e7as ao movimento dos c\u00edlios s\u00e3o varridas para fora e expelidas ou engolidas.\n\nA <b>traqueia<\/b>\u00a0se divide em dois br\u00f4nquios cartilaginosos, cada um dirigido a cada pulm\u00e3o. No interior do mesmo, cada br\u00f4nquio se subdivide em bronqu\u00edolos, os quais por\u00e9m, voltam a dividir-se em condutos de di\u00e2metro cada vez menores, at\u00e9 as cavidades finais chamadas sacos a\u00e9reos ou alv\u00e9olos.\n\nNas paredes dos vasos menores e dos sacos a\u00e9reos se encontram umas cavidades diminutas chamadas alv\u00e9olos, por fora das quais se disp\u00f5e t\u00fapidas redes de capilares sangu\u00edneos.\n\nNos pulm\u00f5es o oxig\u00eanio passa dos alv\u00e9olos aos capilares pulmonares e o di\u00f3xido de carbono se desloca, em sentido oposto, dos capilares pulmonares ao interior dos alv\u00e9olos.\n\nIsto ocorre simplesmente pelo fen\u00f4meno f\u00edsico da difus\u00e3o (cada g\u00e1s vai de uma regi\u00e3o onde est\u00e1 mais concentrado a outras de menor concentra\u00e7\u00e3o).\n\nNos capilares de todos os tecidos do corpo, onde ocorre a respira\u00e7\u00e3o interna, o oxig\u00eanio, por difus\u00e3o, vai dos mesmos \u00e1s c\u00e9lulas, portanto o di\u00f3xido de carbono passa da mesma forma das c\u00e9lulas aos capilares.\n\nO metabolismo ininterrupto da glucosa e outras subst\u00e2ncias na intimidade celular d\u00e1 lugar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o constante de di\u00f3xido de carbono e utiliza\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio; em conseq\u00fc\u00eancia a concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio sempre \u00e9 baixa, e a de di\u00f3xido de carbono sempre \u00e9 alta nas c\u00e9lulas, com rela\u00e7\u00e3o aos capilares.\n\nEm todo o sistema o oxig\u00eanio passa dos pulm\u00f5es ao sangue e deste aos tecidos, de pontos de maior a menor concentra\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ser finalmente utilizado pelas c\u00e9lulas. O di\u00f3xido de carbono passa das c\u00e9lulas, onde se produz, ao sangue, aos pulm\u00f5es e ao exterior, sempre para as zonas de menor concentra\u00e7\u00e3o (diferen\u00e7a de press\u00f5es).\n\nQuantidade de ar respirado em estado de repouso; o ar que entra e sai em cada movimento respirat\u00f3rio de um homem adulto tem um volume de 500 ml. Uma vez j\u00e1 expulsado este ar, pode obrigar-se a sair outro litro e meio de ar mediante uma expuls\u00e3o for\u00e7ada e ainda sobra aproximadamente outro litro que n\u00e3o pode sair nem com esfor\u00e7o. Fica expl\u00edcito, que durante uma respira\u00e7\u00e3o normal fica nos pulm\u00f5es uma reserva de 2,5 litros que se misturam com os 500 ml que penetram na inspira\u00e7\u00e3o.\n\nDepois da inspira\u00e7\u00e3o de 500 ml, \u00e9 poss\u00edvel, respirando profundamente, fazer penetrar 3 litros mais, e durante o exerc\u00edcio, pode-se aumentar o ar inspirado, de 500 ml \u00e0 5000 ml, em cada ciclo respirat\u00f3rio.\n\nRegula\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o; como as necessidades de oxig\u00eanio pelo organismo s\u00e3o diferentes no repouso ou na atividade, a freq\u00fc\u00eancia e profundidade dos movimentos devem alternar-se para ajustar-se de forma autom\u00e1tica \u00e0s condi\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis.\n\n\u00c9 o centro respirat\u00f3rio, localizado no bulbo raquiano e a protuber\u00e2ncia e que coordena os movimentos harm\u00f4nicos de m\u00fasculos (separados) para levar a cabo o processo da respira\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>O sistema de Respira\u00e7\u00e3o Traqueal dos insetos<\/strong>\n\nRespira\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de traqueias \u00e9 chamado de respira\u00e7\u00e3o traqueal.\n\nEle \u00e9 visto em insetos centopeias, carrapatos, alguns \u00e1caros e aranhas.\n\nOs pigmentos respirat\u00f3rias est\u00e3o ausentes no sangue, porque o sistema de distribui traqueal O<sub>2<\/sub>\u00a0ou ar diretamente para as c\u00e9lulas.\n\nInsetos e outros invertebrados, oxig\u00eanio e di\u00f3xido de carbono troca entre seus tecidos eo ar por um sistema de tubos cheios de ar chamados\u00a0<b>traqueias.<\/b>\n\nEntre os insetos menores ou menos ativos, as trocas gasosas que o sistema traqueal \u00e9 por difus\u00e3o simples.\n\n<strong>Insetos<\/strong>, sendo artr\u00f3podes t\u00eam um sistema circulat\u00f3rio relativamente ineficiente, aberto sem vasos para transportar oxig\u00eanio para as diferentes partes do seu corpo.\n\nDevido \u00e0 inefic\u00e1cia do sistema circulat\u00f3rio, tais como pulm\u00f5es, n\u00e3o atendem as exig\u00eancias respirat\u00f3rias das c\u00e9lulas do inseto. Em vez disso, os insetos desenvolveram um sistema muito simples de traqueia que se baseia numa rede de pequenos tubos que canalizam O<sub>2<\/sub>\u00a0diretamente para as diferentes partes do corpo.\n\nO sistema de traqueia \u00e9 composto por tubos revestido de quitina chamados de traqueia que se conectam diretamente para o ar atrav\u00e9s das aberturas no da parede do corpo chamados espir\u00e1culos.\n\nA traqueias s\u00e3o refor\u00e7ados com an\u00e9is de quitina, o mesmo material que comp\u00f5e o exoesqueleto de artr\u00f3podes.\n\nA ramifica\u00e7\u00e3o das traqueias em tubos cada vez menores \u00e9 chamado de Traqu\u00e9ola, que eventualmente terminam na membrana plasm\u00e1tica de todas as c\u00e9lulas do corpo do inseto.\n\nA pontas das traqu\u00e9olas est\u00e3o fechadas e contem fluido. O ar entra na traqueia atrav\u00e9s dos espir\u00e1culos e viaja atrav\u00e9s dos traqu\u00e9olas \u00e0s pontas cheias de fluido, em que o oxig\u00eanio se difunde a partir das traqu\u00e9olas diretamente para dentro das c\u00e9lulas, e o CO<sub>2<\/sub>\u00a0se difunde a partir das c\u00e9lulas nas traqu\u00e9olas.\n\n<strong>Varia\u00e7\u00f5es sobre o sistema traqueal<\/strong>\n\nEm insetos menores e menos ativos, a troca de g\u00e1s traqueal \u00e9 por difus\u00e3o simples. Maiores insetos, mais ativos, tais como gafanhotos aperfei\u00e7oar difus\u00e3o por for\u00e7a de ventila\u00e7\u00e3o a sua traqueia, an\u00e1logo ao da respira\u00e7\u00e3o em mam\u00edferos. A contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos abdominais comprime os seus \u00f3rg\u00e3os internos, for\u00e7ando a entrada de ar (como expirando).\n\nRelaxamento dos m\u00fasculos abdominais permite que o ar seja puxado para tr\u00e1s em (como inala\u00e7\u00e3o).\n\nInsetos aqu\u00e1ticos, seja adulto ou larva, tamb\u00e9m contam com tubos traqueais para troca de g\u00e1s. Alguns insetos, como larvas de mosquito, continuam sujeitas ao ar e gases taxas de na superf\u00edcie da \u00e1gua.\n\nOutros podem trazer uma bolha de ar sob a \u00e1gua com eles. Mesmo verdadeiramente aqu\u00e1tico larvas de inseto, com guelras por meio do qual se difunde O<sub>2<\/sub>\u00a0a partir da \u00e1gua-ainda o transporte do O<sub>2<\/sub>\u00a0em todo o corpo com um sistema de traqueia cheio de g\u00e1s.\n\nPorque os tubos endotraqueais transportam o oxig\u00eanio do ar diretamente para as c\u00e9lulas, os insetos n\u00e3o precisam para transportar oxig\u00eanio em sua hemolinfa, como os mam\u00edferos fazem com o seu sangue.\n\n<strong>\u00c9 por isso que hemolinfa inseto n\u00e3o \u00e9 vermelho:<\/strong>\u00a0as mol\u00e9culas de transporte de oxig\u00eanio (hemoglobina) faz vermelho o sangue dos mam\u00edferos.\n\n<strong>BR\u00c2NQUIAS<\/strong>\n\n<strong>Br\u00e2nquias<\/strong>\u00a0s\u00e3o estruturas respirat\u00f3rias especializadas para a troca gasosa na \u00e1gua. Br\u00e2nquias unicamente estruturados s\u00e3o encontrados em v\u00e1rios grupos de animais, incluindo moluscos, anel\u00eddeos, crust\u00e1ceos, equinodermos e vertebrados. Um problema que os animais aqu\u00e1ticos devem lidar com o que \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o de de oxig\u00eanio na \u00e1gua \u00e9 de cerca de 10.000 vezes menor do que a do ar. Assim, as guelras t\u00eam que ser muito eficiente para atender as demandas respirat\u00f3rias de animais aqu\u00e1ticos. Guelras de peixes, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel extrair mais do que 80% do oxig\u00eanio dissolvido na \u00e1gua.\n\n<strong>Br\u00e2nquias<\/strong>\u00a0s\u00e3o feitos de numerosos cortinas suspensas de tecido, chamados filamentos, que aumentam a sua \u00e1rea de superf\u00edcie das vias respirat\u00f3rias.\n\nTecido branquial est\u00e1 permeado com muitos canais pequenos que suportam \u00e1gua rodeados por capilares.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/curlygirl.no.sapo.pt\/www.biomania.com\/163.16.28.248\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respira\u00e7\u00e3o Traqueal, Insetos, O que \u00e9, Artr\u00f3podes, Processo, Estrutura, Fun\u00e7\u00e3o, Traqu\u00e9ia, Humana, Sistema, Caracter\u00edsticas, Respira\u00e7\u00e3o Traqueal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3969,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-19311","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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