{"id":19066,"date":"2015-11-24T00:00:00","date_gmt":"2015-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/surgimento-de-novas-especies-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:19:57","modified_gmt":"2026-09-01T15:19:57","slug":"surgimento-de-novas-especies-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/surgimento-de-novas-especies-3\/","title":{"rendered":"Surgimento de Novas Esp\u00e9cies"},"content":{"rendered":"\n<strong>A origem das esp\u00e9cies<\/strong>\n\nMecanismos de especia\u00e7\u00e3o s\u00e3o aqueles que determinam a forma\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies novas. O mecanismo de especia\u00e7\u00e3o mais conhecido \u00e9 o da especia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica.\n\nEste mecanismo pode de ser simplificadamente explicado, tomando-se como exemplo uma popula\u00e7\u00e3o com conjunto g\u00eanico grande, que vive em determinada \u00e1rea geogr\u00e1fica em um dado momento.\n\nSuponhamos que o ambiente onde essa popula\u00e7\u00e3o ocorre sofra altera\u00e7\u00f5es bruscas, tais como modifica\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ou eventos geol\u00f3gicos (terremotos, forma\u00e7\u00f5es de montanhas etc.).\n\nEssas altera\u00e7\u00f5es podem determinar o surgimento de faixas de territ\u00f3rio em que a exist\u00eancia dos indiv\u00edduos da popula\u00e7\u00e3o torna-se imposs\u00edvel.\n\nQuando essas faixas desfavor\u00e1veis separam \u00e1reas que ainda re\u00fanem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 sobreviv\u00eancia dos indiv\u00edduos que formavam a popula\u00e7\u00e3o inicial elas s\u00e3o denominadas barreiras ecol\u00f3gicas ou barreiras geogr\u00e1ficas.\n\nAs barreiras ecol\u00f3gicas impedem a troca de genes entre os indiv\u00edduos das popula\u00e7\u00f5es por elas separadas, fazendo com que variabilidades gen\u00e9ticas novas surgidas em uma popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sejam transmitidas para outra. Al\u00e9m disso, as condi\u00e7\u00f5es do ambiente, nas \u00e1reas separadas pela barreira, dificilmente s\u00e3o exatamente as mesmas, o que determina diferente press\u00f5es seletivas.\n\nEnt\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es assim separadas v\u00e3o acumulando ao longo do tempo, podendo chegar a desenvolver mecanismos de isolamento reprodutivo. Quando isto ocorre, considera-se que essas popula\u00e7\u00f5es pertencem a esp\u00e9cies distintas.\n\nAs esp\u00e9cies s\u00e3o portanto, como j\u00e1 vimos, popula\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos potencialmente intercruzantes e reprodutivamente isolados de outras popula\u00e7\u00f5es.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Surgimento de Novas Esp\u00e9cies\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ssurgim15.jpg\" alt=\"Surgimento de Novas Esp\u00e9cies\" \/>Representa\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica de especia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n\n<blockquote><strong>Os mecanismos de isolamento reprodutivo<\/strong>\n\nO desenvolvimento de mecanismos que determinam o isolamento reprodutivo \u00e9 fundamental para a origem das esp\u00e9cies.\n\nPopula\u00e7\u00f5es reprodutivamente isoladas de outras passar\u00e3o a Ter hist\u00f3ria evolutiva pr\u00f3pria e independente de outras popula\u00e7\u00f5es. N\u00e3o havendo troca de genes com popula\u00e7\u00f5es de outras esp\u00e9cies, todos os fatores evolutivos que atuam sobre popula\u00e7\u00f5es de uma esp\u00e9cie ter\u00e3o uma resposta pr\u00f3pria. Dessa forma, o isolamento reprodutivo explica n\u00e3o a penas a origem das esp\u00e9cies, nas tamb\u00e9m a enorme diversidade do mundo biol\u00f3gico.\n\n\u00c9 importante esclarecer que os mecanismos de isolamento reprodutivo n\u00e3o se referem apenas \u00e1 esterilidade, pois isolamento reprodutivo n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de esterilidade.\n\nDuas esp\u00e9cies podem estar reprodutivamente isoladas devido a fatores etol\u00f3gicos ou ecol\u00f3gicos que impendem o fluxo g\u00eanico, e n\u00e3o devido \u00e1 esterilidade.\n\nUm exemplo pode ser dado por duas esp\u00e9cies de patos de \u00e1gua doce, Anas platyrhinchos e Anas acuta, as quais, apesar de nidificarem lado a lado, n\u00e3o trocam genes, pois respondem a est\u00edmulos sensoriais diferentes.\n\nA c\u00f3pulas entre machos e f\u00eameas de uma esp\u00e9cie \u00e9 desencadeada por certos est\u00edmulos sensoriais que n\u00e3o t\u00eam efeito sobre machos e f\u00eameas da outra esp\u00e9cie.\n\nCom isso, \u00e9 muito raro haver c\u00f3pula entre indiv\u00edduos das duas esp\u00e9cies.No entanto, se essas duas esp\u00e9cies forem criadas em cativeiro, elas poder\u00e3o se reproduzir, originando descendentes f\u00e9rteis.Neste caso, n\u00e3o \u00e9 a esterilidade o fator de isolamento reprodutivo e sim o fator etol\u00f3gico (compartamental).\n\n<strong>Os mecanismos de isoloamento reprodutivo podem ser classificados do seguinte modo:<\/strong>\n\n<strong>Os mecanismos pr\u00e9-copulat\u00f3rios:<\/strong>\u00a0impedem a c\u00f3pula.\n<blockquote><strong>Isolamento estacional:<\/strong>\u00a0diferen\u00e7as nas \u00e9pocas reprodutivas.<strong>\nIsolamento de h\u00e1bitat ou ecol\u00f3gico:\u00a0<\/strong>ocupa\u00e7\u00e3o diferencial de h\u00e1bitats.<strong>\nIsolamento etol\u00f3gico:\u00a0<\/strong>o termo etol\u00f3gico refere-se a padr\u00f5es de comportamento.<\/blockquote>\n<p align=\"left\">Para os animais, este \u00e9 o principal mecanismo pr\u00e9-copulat\u00f3rio.<\/p>\n<p align=\"left\">Neste grupo est\u00e3o inclu\u00eddos os mecanismos de isolamento devidos \u00e0 incompatibilidade de comportamento baseado na produ\u00e7\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos que levam machos e f\u00eameas \u00e0 c\u00f3pula.<\/p>\n<p align=\"left\">Esses est\u00edmulos s\u00e3o espec\u00edficos para cada esp\u00e9cie. Dois exemplos desse tipo de incompatibilidade comportamental levando ao isolamento reprodutivo s\u00e3o os sinais luminosos, emitidos por vaga-lumes machos, que apresentam varia\u00e7\u00e3o dependendo da esp\u00e9cie. Eses sinais variam na freq\u00fc\u00eancia, na dura\u00e7\u00e3o da emis\u00e3o e na cor (desde braco, azulado, esverdeado, amarelo, laranja at\u00e9 vermelho).<\/p>\n<p align=\"left\">A f\u00eamea s\u00f3 responde ao sinal emitido pelo macho de sua pr\u00f3pria esp\u00e9cie.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>O outro exemplo \u00e9 o canto das aves:<\/strong>\u00a0as f\u00eameas s\u00e3o atra\u00eddas para o territ\u00f3rio dos machos de sua esp\u00e9cie em fun\u00e7\u00e3o do canto, que \u00e9 espec\u00edfico.<\/p>\n\n<blockquote><strong>Isolamento mec\u00e2nico:<\/strong>\u00a0diferen\u00e7as nos \u00f3rg\u00e3os reprodutores, impedindo a c\u00f3pula.<strong>\nMecanismos p\u00f3s-copulat\u00f3rios:\u00a0<\/strong>Mesmo que a c\u00f3pula ocorra, estes mecanismos impedem ou reduzem seu sucesso.<strong>\nMortalidade gam\u00e9tica:\u00a0<\/strong>fen\u00f4menos fisiol\u00f3gicos que impedem a sobreviv\u00eancia de gametas masculinos de uma esp\u00e9cie no sistema reprodutor feminino de outra esp\u00e9cie.<strong>\nMortalidade do zigoto:<\/strong>\u00a0se ocorrer a fecunda\u00e7\u00e3o entre gametas de esp\u00e9cies diferentes, o zogoto poder\u00e1 ser pouco vi\u00e1vel, morrendo devido ao desenvolvimento embrion\u00e1rio irregular.<strong>\nInviabilidade do h\u00edbrido:<\/strong>\u00a0indiv\u00edduos resultantes do cruzamento entre indiv\u00edduos de duas esp\u00e9cies s\u00e3o chamados h\u00edbridos interespec\u00edficos. Embora possam ser f\u00e9rteis, s\u00e3o invi\u00e1veis devido \u00e0 menor efici\u00eancia para a reprodu\u00e7\u00e3o.<strong>\nEsterilidade do h\u00edbrido:\u00a0<\/strong>a esterilidade do h\u00edbrido pode ocorrer devido \u00e0 presen\u00e7a de g\u00f4nadas anormais ou a problemas de meiose an\u00f4mala.<\/blockquote>\nO isolamento reprodutivo total entre duas esp\u00e9cies deve-se, em geral, a v\u00e1rios fatores, dentre os quais um pode ser mais efetivo do que os outros.\n\n<strong>O PROCESSO DE ESPECIA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nO material gen\u00e9tico de uma popula\u00e7\u00e3o, interagindo com o meio e submetido \u00e0s for\u00e7as da muta\u00e7\u00e3o, sele\u00e7\u00e3o natural, deriva gen\u00e9tica e migra\u00e7\u00e3o, pode levar ao aparecimento de diverg\u00eancia dentro dessa popula\u00e7\u00e3o.\n\nDiferen\u00e7as substanciais podem ocorrer entre dois grupos de uma dada popula\u00e7\u00e3o, a ponto de se poder identific\u00e1-los como entidades distintas.\n\nEssas diferen\u00e7as freq\u00fcentemente est\u00e3o associadas \u00e0 exist\u00eancia de regi\u00f5es ecologicamente distintas, fato que leva esses grupos a se adaptarem de maneira peculiar.\n\nCaracteres de alto valor adaptativo em uma regi\u00e3o podem se comportar de maneira diferente em outras. As constitui\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas de dois ou mais setores de uma popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de diversifica\u00e7\u00e3o, por estarem submetidos a press\u00f5es seletivas distintas. Se do cruzamento entre membros de dois grupos resultar descend\u00eancia f\u00e9rtil, admite-se que esses dois grupos constituam ra\u00e7as.\n\nAs ra\u00e7as s\u00e3o definidas como popula\u00e7\u00f5es da mesma esp\u00e9cie, que diferem nas freq\u00fc\u00eancias relativas de genes ou de formas cromoss\u00f4micas.\n\nSe os mecanismos de isolamento tornarem-se cada vez mais eficientes e o fluxo g\u00eanico (interc\u00e2mbio g\u00eanico atrav\u00e9s da reprodu\u00e7\u00e3o) entre as ra\u00e7as for cada vez menor, elas tender\u00e3o a divergir at\u00e9 o ponto em que a reprodu\u00e7\u00e3o entre elas se torne imposs\u00edvel. Quando isto ocorrer, o processo de diversifica\u00e7\u00e3o tornar-se-\u00e1 irrevers\u00edvel, n\u00e3o haver\u00e1 mais troca de genes entre os dois grupos e estes poder\u00e3o, agora, ser considerados duas esp\u00e9cies distintas (Figura abaixo).\n\nEste processo de especia\u00e7\u00e3o descrito por Stebbins pode ser perfeitamente aceito pelos criacionistas.\n\nO tempo requerido para a forma\u00e7\u00e3o de uma nova esp\u00e9cie por este processo seria, segundo alguns evolucionistas, em m\u00e9dia um milh\u00e3o de anos. Por\u00e9m, v\u00e1rios outros cientistas admitem que este processo possa ser muito mais r\u00e1pido, sendo poss\u00edvel em centenas ou milhares de anos (ver exemplos acima).\n\nSegundo Gibson, o dil\u00favio e as condi\u00e7\u00f5es originadas ap\u00f3s o seu t\u00e9rmino teriam fornecido condi\u00e7\u00f5es muito favor\u00e1veis para uma r\u00e1pida especia\u00e7\u00e3o. A maioria dos organismos foi destru\u00edda por esta cat\u00e1strofe, deixando pequenas popula\u00e7\u00f5es de sobreviventes. Os vertebrados terrestres foram preservados na arca em pequenos n\u00fameros. Ap\u00f3s eles serem liberados da arca, eles teriam encontrado recursos quase ilimitados dispon\u00edveis, tornando poss\u00edveis r\u00e1pidos aumentos no tamanho das popula\u00e7\u00f5es, juntamente com n\u00edveis reduzidos de competi\u00e7\u00e3o.\n\nHaveria um grande n\u00famero de nichos ecol\u00f3gicos desocupados, aos quais os organismos poderiam se adaptar. As condi\u00e7\u00f5es ambientais da terra estariam inst\u00e1veis, e processos geol\u00f3gicos como os vulc\u00f5es, terremotos, e mudan\u00e7as no n\u00edvel do mar afetariam o clima, criariam e removeriam barreiras para a dispers\u00e3o e produziriam muitas cat\u00e1strofes localizadas que tenderiam a isolar popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies em dispers\u00e3o.\n\nAquelas esp\u00e9cies que foram preservadas fora da arca tamb\u00e9m estariam sujeitas a condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para especia\u00e7\u00e3o. Organismos aqu\u00e1ticos poderiam ser transportados por correntes, possivelmente resultando na dispers\u00e3o de pequenos grupos de sobreviventes para muitos lugares isolados com diferentes condi\u00e7\u00f5es ambientais. O mesmo poderia acontecer com grupos terrestre tais como insetos, vermes e outros invertebrados. Plantas e sementes poderiam tamb\u00e9m ser levadas pelas \u00e1guas e dispersas por correntes.\n\nEstas condi\u00e7\u00f5es provavelmente resultariam em especia\u00e7\u00e3o r\u00e1pida em muitos grupos de organismos.\n<blockquote><strong>1\u00ba est\u00e1gio:\u00a0<\/strong>Uma \u00fanica popula\u00e7\u00e3o em um ambiente homog\u00eaneo.\n<strong>2\u00ba est\u00e1gio<\/strong>: Diferencia\u00e7\u00e3o do ambiente e migra\u00e7\u00e3o para novos ambientes produzem diferencia\u00e7\u00e3o.\n<strong>3o est\u00e1gio<\/strong>: Modifica\u00e7\u00f5es posteriores e migra\u00e7\u00f5es conduzem ao isolamento geogr\u00e1fico de algumas ra\u00e7as e subesp\u00e9cies.\n<strong>4o est\u00e1gio:\u00a0<\/strong>Algumas dessas subesp\u00e9cies isoladas se diferenciam no tocante a modifica\u00e7\u00f5es g\u00eanicas e cromoss\u00f4micas que controlam mecanismos de isolamento\n<strong>5o est\u00e1gio:\u00a0<\/strong>Modifica\u00e7\u00f5es no ambiente permitem que popula\u00e7\u00f5es geograficamente isoladas coexistam novamente na mesma regi\u00e3o. Elas agora permanecem distintas por causa das barreiras de isolamento reprodutivo que as separam e podem ser reconhecidas como esp\u00e9cies distintas.<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Surgimento de Novas Esp\u00e9cies\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ssurgim16.jpg\" alt=\"Surgimento de Novas Esp\u00e9cies\" \/>\nFig. 1 &#8211; Diagrama mostrando a seq\u00fc\u00eancia de acontecimentos que leva \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as,\nsubesp\u00e9cies e esp\u00e9cies, tendo como ponto de partida um grupo homog\u00eaneo de popula\u00e7\u00f5es (segundo Stebbins, 1974).<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Diagrama mostrando a seq\u00fc\u00eancia de acontecimentos que leva \u00e0\ndiferencia\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as, subesp\u00e9cies e esp\u00e9cies, tendo como ponto de partida um\ngrupo homog\u00eaneo de popula\u00e7\u00f5es (segundo Stebbins, 1974)<\/strong><\/p>\n<strong>Conclus\u00e3o<\/strong>\n\nMudan\u00e7a nas esp\u00e9cies atrav\u00e9s dos tempos s\u00e3o irrefut\u00e1veis. Por\u00e9m, essas mudan\u00e7as s\u00e3o limitadas. A possibilidade de mudan\u00e7as nas esp\u00e9cies n\u00e3o deveria surpreender os criacionistas. A m\u00e1 compreens\u00e3o do termo \u201csegundo sua esp\u00e9cie\u201d no livro de G\u00eanesis levou alguns a pensarem que os animais n\u00e3o podem mudar de maneira significativa.\n\nPor\u00e9m uma leitura cuidadosa mostra que o texto est\u00e1 afirmando que Deus criou muitos tipos de organismos em um dia de cria\u00e7\u00e3o. O termo n\u00e3o diz nada sobre se eles podem ou n\u00e3o mudar. Ao contr\u00e1rio, o livro de G\u00eanesis claramente afirma que mudan\u00e7as iriam acontecer (G\u00eanesis 3: 14, 18).\n\nParece ent\u00e3o l\u00f3gico aceitar o conceito de que Deus criou os \u201ctipos\u201d b\u00e1sicos de organismos, originando a grande variedade de vida ao nosso redor, mas ocorreram mudan\u00e7as morfol\u00f3gicas limitadas e forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies e talvez g\u00eaneros. Estas mudan\u00e7as podem ter acontecido em tempos relativamente curtos, ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>EVOLU\u00c7AO:\u00a0<\/strong>O SENTIDO DA BIOLOGIA\n\n<strong>1 \u2013 A natureza instiga nossa curiosidade<\/strong>\n\nA Biologia busca explicar os fatos entre os seres, uma s\u00e9rie de explica\u00e7\u00f5es sobre o funcionamento das caracter\u00edsticas dos seres vivos. Os seres vivos s\u00e3o eficazes em elaborar meios para sua sobreviv\u00eancia como, por exemplo, as aranhas canibalisticas que devoram os machos. Outro exemplo \u00e9 como surgiu \u00e0s penas das aves que fun\u00e7\u00e3o desempenha? Ou ser\u00e1 que s\u00e3o caracter\u00edsticas dos ancestrais.\n\nPara compreender todos esses fen\u00f4menos \u00e9 importante compreender todo o processo hist\u00f3rico o qual est\u00e1 inserido. No universo biol\u00f3gico \u00e9 preciso entender as etapas da evolu\u00e7\u00e3o, e o que leva um ser vivo a passar por adapta\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as, ou seja, compreender todo processo que explique os fen\u00f4menos ou comportamento.\n\n<strong>2 A mudan\u00e7a \u00e9 a regra<\/strong>\n\nNa vis\u00e3o fixista os seres vivos se organizam numa cadeia desde os tempos primitivos at\u00e9 hoje. A ordem atribu\u00edda a eles seria simplesmente reflexos da obra de Deus, o criador de todas as coisas.\n\nPara o fixista o homem n\u00e3o veio do macaco, cada ser vivo representa uma forma isolada sem qualquer liga\u00e7\u00e3o com outro ser com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias e com organismos planejados para exercer fun\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias.\n\nNa vis\u00e3o evolucionista defendia a mudan\u00e7a no mundo natural. A teoria da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica prop\u00f5e que os seres vivos n\u00e3o s\u00e3o imut\u00e1veis. O conjunto dos seres vivos presentes na terra se alteram ao longo do tempo.\n\nBuffon, citado por Diogo Meyer e Charbel Nino El-Hani diz que as esp\u00e9cies transformam de modo limitado e que na medida em que mudasse de regi\u00e3o, a influ\u00eancia do ambiente levaria mudan\u00e7a na forma original, resultando assim novas variedades de esp\u00e9cies sendo que o ambiente influencia nas mudan\u00e7as das esp\u00e9cies.\n\nA teoria de Buffon, \u00e9 baseada na gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea onde seria capaz de dar origem a diversas formas vivas que originam de um conjunto de seres vivos sob a influ\u00eancia do ambiente, multiplica-se a diversidade de formas vivas. Lamarck, citado nesta obra, defendia a id\u00e9ia de que o ambiente desempenha papel central na explica\u00e7\u00e3o do processo evolutivo.\n\nO ambiente for\u00e7aria os seres vivos a modificar os h\u00e1bitos devido \u00e0 necessidade de sobreviv\u00eancia onde resultaria em uma altera\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de uso e desuso dos \u00f3rg\u00e3os, de modo que a estrutura org\u00e2nica poderia ser desenvolvida ou atrofiada.\n\nAs id\u00e9ias de Buffon e Lamarck s\u00e3o diferentes. Buffon destaca a transforma\u00e7\u00e3o como resultada do efeito do ambiente sobre algumas formas por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.\n\nLamarck destaca uma tend\u00eancia inerente a vida de aumento de complexidade a qual origina forma complexa apartir de formas primitivas que sugiram por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.\n\nNa vis\u00e3o de mundo que pode ser entendida que o homem veio do macaco, houve um momento da hist\u00f3ria da vida na terra onde todas as esp\u00e9cies originaram de uma \u00fanica esp\u00e9cie.\n\nBaseado nas id\u00e9ias de Darwin h\u00e1 uma grande semelhan\u00e7a entre os seres vivos, como por exemplo, as asas do morcego que s\u00e3o formadas por uma membrana de pele esticada entre os ossos correspondentes aos nossos dedos da m\u00e3o.\n\nHoje, \u00e9 poss\u00edvel somar as id\u00e9ias de Darwin \u00e0s descobertas da Biologia Molecular e da bioqu\u00edmica, onde h\u00e1 uma grande import\u00e2ncia quando se trata de c\u00f3digo gen\u00e9tico.\n\nGrande parte do trabalho feito por Darwin traz evidencias que a evolu\u00e7\u00e3o ocorre por meio de um processo de descend\u00eancia com modifica\u00e7\u00f5es.\n\nUm exemplo s\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os vestigiais que s\u00e3o estruturas aparentemente desprovidas de fun\u00e7\u00e3o nas semelhan\u00e7as de \u00f3rg\u00e3os funcionais em outros organismos. Como vest\u00edgios de ap\u00eandices encontrados nas cobras.\n\n\u00c8 not\u00e1vel que as esp\u00e9cies mais semelhantes ocorrem em localidade mais pr\u00f3ximas geograficamente. Isso significa que h\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, o que acontece \u00e9 que as esp\u00e9cies que originam de uma mesma regi\u00e3o, \u00e9 natural que seja de parentesco mais pr\u00f3ximo.\n\n<strong>H\u00e1 varias teorias que s\u00e3o intercaladas a diferentes aspectos do processo evolutivo como:\u00a0<\/strong>A teoria da evolu\u00e7\u00e3o ocorre segundo Darwin \u00e9 que os seres vivos tem um grau de parentesco entre se; outra teoria a de que os seres vivos partilham ancestrais comum, onde todas as esp\u00e9cies surgem de esp\u00e9cies existentes.\n\n<strong>A teoria:<\/strong>\u00a0<strong>a varia\u00e7\u00e3o dentro da esp\u00e9cie origina diferen\u00e7as ente esp\u00e9cies, para Darwin esse processo explica n\u00e3o s\u00f3 a origem de diferen\u00e7as entre popula\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m as diferen\u00e7as entre esp\u00e9cies; outra teoria:\u00a0<\/strong>a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 gradual, onde as grandes mudan\u00e7as evolutivas ocorrem com uma sucess\u00e3o de mudan\u00e7as menores que acumulariam gradativamente; e a ultima teoria \u00e9 da sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 o mecanismo subjacente \u00e0 mudan\u00e7a evolutiva, h\u00e1 competi\u00e7\u00e3o na natureza, como s\u00e3o produzidos indiv\u00edduos do que o numero que pode ser mantido pelos recursos dispon\u00edveis, o resultado \u00e9 a sobreviv\u00eancia de apenas uma parte, com freq\u00fc\u00eancia uma parte m\u00ednima de indiv\u00edduos por gera\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>3 \u2013 A sele\u00e7\u00e3o natural<\/strong>\n\nSegundo Darwin e seus seguidores, a transforma\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies \u00e9 por meio de um processo de descend\u00eancia com modifica\u00e7\u00e3o Ele atribu\u00eda \u00e0 heran\u00e7a de caracter\u00edsticas adquiridas um papel em suas teorias apesar de enfatizar a sele\u00e7\u00e3o natural como um mecanismo principal de mudan\u00e7a evolutiva.\n\nOs neolamarkistas defendiam uma teoria evolutiva centrada na id\u00e9ia de heran\u00e7a de caracteres adquirida, as modifica\u00e7\u00f5es sofridas por um organismo ao longo de sua vida podiam ser herdadas pelos seus descendentes.\n\nOutra teoria antedarwinista de mudan\u00e7a evolutiva ocorrida e com determinadas metas o que era essa tend\u00eancia de seguir um rumo preestabelecido, e n\u00e3o a sele\u00e7\u00e3o natural que explicava a transforma\u00e7\u00e3o evolutiva.\n\nO mutuacionismo uma alternativa \u00e0 sele\u00e7\u00e3o natural e mais influente, nasceu do sucesso da gen\u00e9tica experimental que o inicio do s\u00e9culo XX, havia demonstrado a ocorr\u00eancia de muta\u00e7\u00f5es, s\u00fabitas altera\u00e7\u00f5es herd\u00e1veis em seres vivos.\n\nA sele\u00e7\u00e3o natural ocupa um papel fundamental na biologia evolutiva. Ela procura explicar \u00e0s adapta\u00e7\u00f5es dos organismos as caracter\u00edsticas do seu meio.\n\nA sele\u00e7\u00e3o natural explica sobre as diversas caracter\u00edsticas dos seres vivos.\n\nH\u00e1 v\u00e1rias evid\u00eancias de que ocorre a sele\u00e7\u00e3o natural, pois, n\u00e3o \u00e9 preciso v\u00ea-la para saber que acontece. A teoria cient\u00edfica \u00e9 capaz de explicar as adapta\u00e7\u00f5es e a diversidade dos seres vivos como, por exemplo, o \u00e1tomo, mas n\u00e3o \u00e9 preciso v\u00ea-lo.\n\nA evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre em curto prazo para todas as esp\u00e9cies, como por exemplo, as bact\u00e9rias levam muitos anos para evolu\u00edrem.\n\nExistem casos de sele\u00e7\u00e3o natural que tem origem de casos de uma a\u00e7\u00e3o feita pelo homem. Como \u00e9 o caso das bact\u00e9rias resistentes ao uso de antibi\u00f3ticos.\n\nO surgimento de popula\u00e7\u00f5es de bact\u00e9rias resistentes a antibi\u00f3ticos \u00e9 um processo movido pela sele\u00e7\u00e3o natural, onde os agentes seletivos s\u00e3o os antibi\u00f3ticos.\n\nAo longo de muitas gera\u00e7\u00f5es uma esp\u00e9cie pode ser transformada em sua apar\u00eancia, ou seu comportamento ou em sua constitui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.\n\nEsse processo pode resultar no surgimento de novas esp\u00e9cies se a diferen\u00e7a entre a esp\u00e9cie ancestral e suas descendentes, aumentar o suficiente.\n\nPara realmente entender a Biologia \u00e9 fundamental assimilar esse pensamento moderno de evolu\u00e7\u00e3o.\n\nH\u00e1 mudan\u00e7as nas esp\u00e9cies que ocorre por acaso, como \u00e9 o caso da cor dos pelos de animais, ir\u00e1 predominar aquela de predomin\u00e2ncia maior, mesmo que a outra apresentar alguma vantagem.\n\nO acaso pode ter um papel evolutivo importante nas investiga\u00e7\u00f5es sobre a varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Na d\u00e9cada de 1960 descobriu-se que maior parte da varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.\n\nAs mudan\u00e7as ocorridas nas esp\u00e9cies por acaso \u00e9 chamada de deriva gen\u00e9tica.\n\nA evolu\u00e7\u00e3o por sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 um processo que relaciona com as condi\u00e7\u00f5es ambientais que estabelece os desafios os quais os organismos responder\u00e3o continuamente mudando, em parte pelas atividades pr\u00f3prias dos organismos. A evolu\u00e7\u00e3o humana tamb\u00e9m \u00e9 um exemplo de como a evolu\u00e7\u00e3o ocorre nas caracter\u00edsticas.A postura b\u00edpede surgiu em nossa linhagem h\u00e1 milh\u00f5es de anos, sendo prov\u00e1vel que a sele\u00e7\u00e3o natural tenha favorecido.\n\nPor tanto, pode-se afirmar que a sele\u00e7\u00e3o natural pode ocorrer de varias maneiras, mas para isso \u00e9 preciso examinar-la numa perspectiva hist\u00f3ria, situando no tempo e no surgimento que ela passou a desempenhar uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.\n\n<strong>4 &#8211; Debates atuais na biologia evolutiva<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>biologia evolutiva<\/strong>\u00a0\u00e9 constru\u00edda em torno das id\u00e9ias de que todos os seres vivos s\u00e3o aparentados uns aos outros, em decorr\u00eancia do processo de descend\u00eancia com modifica\u00e7\u00e3o, bem como da id\u00e9ia de que a sele\u00e7\u00e3o natural nos oferece um mecanismo poderoso para compreender como ocorre esse processo de mudan\u00e7a.\n\nA teoria evolutiva oferece respostas sobre o mundo vivo. Ela pode ser vista como uma ferramenta que ajuda a dar sentido ao mundo natural.\n\nA\u00a0<strong>biologia evolutiva<\/strong>\u00a0pode ser considerada como um alvo de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, pois muitas quest\u00f5es sobre o parentesco entre os seres vivos e os mecanismos que levam \u00e0s mudan\u00e7as constituem desafios para tal ci\u00eancia.\n\n<strong>A teoria evolutiva neodarwinista enfrenta atualmente tr\u00eas desafios que podem ser sintetizados atrav\u00e9s dos seguintes questionamentos:<\/strong>\n<blockquote><strong>1-\u00a0<\/strong>Considerando que as formas de vida na terra abrangem v\u00e1rios n\u00edveis de organiza\u00e7\u00e3o, desde mol\u00e9culas at\u00e9 ecossistemas, passando por c\u00e9lulas, tecidos, organismos, popula\u00e7\u00f5es, etc. Em qual desses n\u00edveis a sele\u00e7\u00e3o atua?<strong>\n2 &#8211;\u00a0<\/strong>A sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 capaz de cumprir um papel positivo na evolu\u00e7\u00e3o, ou seja, ela \u00e9 capaz de explicar n\u00e3o somente a elimina\u00e7\u00e3o do menos adaptado, mas tamb\u00e9m o surgimento do mais adaptado?<strong>\n3 &#8211;\u00a0<\/strong>Aceitamos que a sele\u00e7\u00e3o natural explica as pequenas altera\u00e7\u00f5es evolutivas, mas ela tamb\u00e9m \u00e9 capaz de explicar as grandes mudan\u00e7as na \u00e1rvore da vida?<\/blockquote>\nStephen Jay Gould entende que as respostas a essas tr\u00eas perguntas constituem o n\u00facleo central da teoria darwiniana da evolu\u00e7\u00e3o, juntamente com o mecanismo da sele\u00e7\u00e3o natural.\n\n<strong>As perguntas que foram referidas dizem respeito aos tr\u00eas princ\u00edpios presentes na formula\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea do darwinismo chamados por Gould de:<\/strong>\u00a0ag\u00eancia, efic\u00e1cia e alcance.\n\nComo resposta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sele\u00e7\u00e3o natural Darwin defende que ela atua sobre organismos individuais, explicando dessa forma a pergunta a respeito do princ\u00edpio da ag\u00eancia.\n\nEle insistia que a sele\u00e7\u00e3o natural atua sobre organismos que competem uns com os outros. Admitiu que as situa\u00e7\u00f5es em que um organismo fazia algo que fazia ser delet\u00e9rio para si mesmo, sobretudo quando esse comportamento beneficiava outro indiv\u00edduo da mesma popula\u00e7\u00e3o, representavam um grande desafio \u00e0 sua teoria.\n\nDe acordo com o cientista vero Wynne-Edwards (1962), a resposta para a quest\u00e3o da ag\u00eancia \u00e9 bastante diferente daquela proposta por Darwin, pois em vez de somente sobre o organismo individual, a sele\u00e7\u00e3o natural tamb\u00e9m estaria atuando sobre grupos de organismos. Tal explica\u00e7\u00e3o foi bastante popular na primeira metade da d\u00e9cada de 60, por seu apelo intuitivo que se baseia em um mecanismo conhecido como ?sele\u00e7\u00e3o de grupo?.\n\n<strong>Apesar das muitas cr\u00edticas relacionadas \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de grupo ainda deixavam sem reposta uma quest\u00e3o fundamental que seria de que forma a sele\u00e7\u00e3o natural explicaria a exist\u00eancia do altru\u00edsmo?<\/strong>\n\nAs id\u00e9ias desenvolvidas inicialmente por William Hamilton (1936-2000) contribu\u00edram de modo fundamental para explicar a evolu\u00e7\u00e3o do altru\u00edsmo.\n\nEle prop\u00f4s que o indiv\u00edduo altru\u00edsta est\u00e1 aumentando indiretamente as chances de seus genes serem freq\u00fcentes na pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, na medida em que auxilia na sobreviv\u00eancia de seus parentes, que compartilham com ele uma maior propor\u00e7\u00e3o dos genes do que os demais membros da popula\u00e7\u00e3o.\n\nTal mecanismo ficou conhecido como sele\u00e7\u00e3o por parentesco.\n\nPaul Sherman ao observar a experi\u00eancia com uma esp\u00e9cie norte-americana de esquilos percebeu que esses esquilos tendem a emitir os gritos de alarme muito mais freq\u00fcentemente quando h\u00e1 parentes pr\u00f3ximos na vizinhan\u00e7a.\n\nNesse caso a probabilidade de o indiv\u00edduo beneficiado partilhar genes com o altru\u00edsta \u00e9 aumentada.\n\n<strong>Esse racioc\u00ednio desloca o algo da sele\u00e7\u00e3o natural:\u00a0<\/strong>n\u00e3o seriam os indiv\u00edduos que estariam sendo selecionados, mas seus genes.\n\nDeste modo encontraram-se mais uma vez uma resposta diferente daquela que foi dada por Darwin ao problema da ag\u00eancia.\n\nA sele\u00e7\u00e3o de grupo que esteve em descr\u00e9dito desde meados da d\u00e9cada de 60, voltou a merecer aten\u00e7\u00e3o.\n\nIsto devido \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que o mesmo tipo de problema indicado por Wiliam surge em casos nos quais \u00e9 bem mais dif\u00edcil negar a exist\u00eancia de altru\u00edsmo.\n\nOrganismos multicelulares s\u00e3o grupos de c\u00e9lulas que cooperam umas com as outras. E as c\u00e9lulas carregam dentro de si grupos de genes.\n\nAs teorias darwinistas do s\u00e9culo XIX a XX mostra o desenvolvimento de diversas linhas de pesquisas sobre o pensamento evolutivo com abragncia em diversas \u00e1reas desde o comportamento das aves at\u00e9 a an\u00e1lise dos f\u00f3sseis, a caracteriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica das diferentes esp\u00e9cies e gen\u00e9tica do desenvolvimento, para assim compreender a import\u00e2ncia da sele\u00e7\u00e3o natural como um mecanismo evolutivo.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.biologia-ar.hpg.ig.com.br\/origins.swau.edu\/www.geocities.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Surgimento de Novas Esp\u00e9cies, Evolu\u00e7\u00e3o, Processo, Origem, Sele\u00e7\u00e3o, Biologia, Mecanismo, Origem, Evid\u00eancia, Caracter\u00edsticas, Surgimento de Novas Esp\u00e9cies<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2554,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-19066","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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