{"id":19048,"date":"2015-11-24T00:00:00","date_gmt":"2015-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/evolucao-das-especies-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:19:50","modified_gmt":"2026-09-01T15:19:50","slug":"evolucao-das-especies-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/evolucao-das-especies-3\/","title":{"rendered":"Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies"},"content":{"rendered":"\n<strong>A\u00e7\u00e3o Oculta na Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies<\/strong>\n\nUma\u00a0<strong>esp\u00e9cie<\/strong>\u00a0\u00e9 freq\u00fcentemente definida como um grupo de indiv\u00edduos que realmente ou potencialmente se cruzam na natureza. Nesse sentido, uma esp\u00e9cie \u00e9 o maior pool gen\u00e9tico poss\u00edvel em condi\u00e7\u00f5es naturais.\n\nO modelo cient\u00edfico mais aceito atualmente pelos cientistas continua sendo a \u201c<strong>Teoria de Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies<\/strong>\u201d de Charles Darwin. Contudo, novas investiga\u00e7\u00f5es t\u00eam constitu\u00eddo um grande embara\u00e7o para os defensores dessa teoria.\n\nSegundo este paradigma, as esp\u00e9cies que mais se adaptam \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do meio ambiente, sobrevivem e transmitem seus caracteres aos seus descendentes.\n\nEste processo acaba por produzir altera\u00e7\u00f5es lentas e graduais que permitem a extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies inadaptadas e o surgimento de novos e variados grupos de seres vivos.\n\nPela an\u00e1lise dos f\u00f3sseis, observa-se que a hist\u00f3ria mostra per\u00edodos de grande estagna\u00e7\u00e3o alternados com per\u00edodos de intensa atividade no que diz respeito ao surgimento de novas esp\u00e9cies (Teoria do Equil\u00edbrio Pontuado de Stephen Jay Gould).\n\nSabe-se que a Terra surgiu h\u00e1 cerca de 4,5 bilh\u00f5es de anos. Nesta \u00e9poca a solidifica\u00e7\u00e3o da crosta terrestre e a disposi\u00e7\u00e3o da atmosfera primitiva permitiram os arranjos necess\u00e1rios ao surgimento da vida biol\u00f3gica.\n\nDe acordo com a hip\u00f3tese do bioqu\u00edmico sovi\u00e9tico Aleksandr I. Oparim (1894-1980) e do geneticista ingl\u00eas John B. S. Haldane (1892-1924), a crosta possu\u00eda intensa atividade vulc\u00e2nica a qual pode ser observada devido a sua pr\u00f3pria composi\u00e7\u00e3o, que em sua maior parte \u00e9 formada por rochas magm\u00e1ticas, ou seja, resultantes do resfriamento de lava.\n\n<strong>Al\u00e9m disso, apresentando a mesma origem que o Sol \u00e9 natural que a Terra mostrasse riqueza de gases tais como:<\/strong>\u00a0metano (Ch2), am\u00f4nia (Nh2) e Hidrog\u00eanio (H2) _ dados estes comprovados por estudos astron\u00f4micos do mesmo Sol, de J\u00fapiter, de Saturno e de Netuno. O vapor de \u00e1gua (H2O), que tamb\u00e9m estaria presente, seria fruto da intensa atividade vulc\u00e2nica dos tempos primeiros.\n\nAs elevadas temperaturas possibilitavam grande evapora\u00e7\u00e3o, que por sua vez, resultava em grandes tempestades (chuvas) e abundantes descargas el\u00e9tricas. A esse imenso caldeir\u00e3o soma-se o grande bombardeio de raios c\u00f3smicos e ultravioleta, j\u00e1 que a camada de oz\u00f4nio (O3)provavelmente n\u00e3o existia pela indisponibilidade de oxig\u00eanio livre.\n\nCom o passar de milh\u00f5es de anos, o ciclo evapora\u00e7\u00e3o-condensa\u00e7\u00e3o-precipta\u00e7\u00e3o foi carregando as mol\u00e9culas da atmosfera para os oceanos ferventes que se formavam sobre a superf\u00edcie do planeta.\n\nSujeitas \u00e0 desidrata\u00e7\u00e3o, pelo contato com as quentes rochas magm\u00e1ticas, \u00e0s descargas el\u00e9tricas decorrentes dos rel\u00e2mpagos das tempestades, e \u00e0s radia\u00e7\u00f5es solar e c\u00f3smicas, essas mol\u00e9culas teriam reagido entre si e estabelecido liga\u00e7\u00f5es pept\u00eddicas, pelas quais surgiram os amino\u00e1cidos. Em 1953, o americano Stanley Miller reproduziu em laborat\u00f3rio as condi\u00e7\u00f5es acima descritas, com exce\u00e7\u00e3o \u00e0s radia\u00e7\u00f5es, e ainda assim obteve amino\u00e1cidos como produto de seu experimento.\n\nAtrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o dos amino\u00e1cidos surgiriam as primeiras prote\u00ednas. Da uni\u00e3o destas \u00faltimas formaram-se agregados prot\u00e9icos chamados coacervados.\n\nNota-se que em 1957, Sidney Fox aqueceu a seco amino\u00e1cidos e observou a forma\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas semelhantes a prote\u00ednas.\n\nEstava pronta a base org\u00e2nica para o in\u00edcio da vida na Terra. O protoplasma torna-se o embri\u00e3o de todas as organiza\u00e7\u00f5es do globo. Em seguida surgem as organiza\u00e7\u00f5es procari\u00f3ticas (bact\u00e9rias sem n\u00facleo, v\u00edrus, micoplasmas e algas azuis) e organiza\u00e7\u00f5es eucari\u00f3ticas (com n\u00facleo). Os seres unicelulares, antes isolados e livres, passam a constituir col\u00f4nias e d\u00e3o origem aos seres multicelulares.\n\nDe qualquer forma, \u00e9 importante salientar que, n\u00e3o se explicou como um agregado prot\u00e9ico ganhou vida, movimento e capacidade de intera\u00e7\u00e3o com o meio ambiente.\n\n<strong>O que faz uma ameba ser diferente de um pedacinho de queijo bovino, j\u00e1 que ambos s\u00e3o um agregado de prote\u00ednas, a\u00e7\u00facares e gorduras?<\/strong>\n\nSomente a exist\u00eancia de uma for\u00e7a ou princ\u00edpio vital que anima a primeira e se ausenta no segundo, pode explicar essa diferen\u00e7a.\n\nA evolu\u00e7\u00e3o dos organismos pluricelulares atrav\u00e9s dos mil\u00eanios, em incont\u00e1veis muta\u00e7\u00f5es e recombina\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, que os cientistas ortodoxos atribuem ao acaso, assim como as etapas anteriores que nos possibilitaram chegar at\u00e9 aqui, culminaram com o aparecimento de todos os seres invertebrados e vertebrados, incluindo o homem.\n\nExplica-se como uma c\u00e9lula se dividiu em duas pelo processo de mitose, que ocorre em raz\u00e3o do maior aumento de volume em compara\u00e7\u00e3o com a superf\u00edcie.\n\n<strong>Seria mais vantajoso do ponto de vista nutricional, ela se dividir e manter-se viva, mas como ela sabe disso? Tem ela c\u00e9rebro por acaso?<\/strong>\n\n<strong>Caso se responda a essa interroga\u00e7\u00e3o, por que algumas se separaram e outras permaneceram unidas?<\/strong>\n\nEm um outro campo de an\u00e1lise, verifica-se que as pe\u00e7as desse quebra-cabe\u00e7a teimam por n\u00e3o se encaixarem.\n\nOs chamados \u201celos perdidos\u201d continuam sendo motivo de incont\u00e1veis discuss\u00f5es.\n\nO paleont\u00f3logo belga Louis Dollo foi o criador de uma lei ( Lei de Dollo ) avalizada pelos anatomistas, que diz que um \u00f3rg\u00e3o que perdeu certos elementos com o passar do tempo n\u00e3o pode voltar atr\u00e1s e recuper\u00e1-los.\n\nOs cientistas atuais n\u00e3o conseguem explicar porque \u00e0 an\u00e1lise dos f\u00f3sseis, algumas esp\u00e9cies n\u00e3o se enquadram nesta lei.\n\n<strong>Embora n\u00e3o sejam reconhecidas pela ortodoxia cient\u00edfica, apresentamos as considera\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito Emmanuel, por psicografia de Francisco C. Xavier, contidas no livro A Caminho da Luz:<\/strong>\u00a0\u201cA prova da interven\u00e7\u00e3o das for\u00e7as espirituais nesse campo de opera\u00e7\u00f5es \u00e9 que, enquanto o escorpi\u00e3o, g\u00eameo dos crust\u00e1ceos marinhos, conserva at\u00e9 hoje, de modo geral, a forma primitiva, os animais monstruosos das \u00e9pocas remotas, que lhe foram posteriores, desapareceram para sempre da fauna terrestre, guardando os museus do mundo as interessantes reminisc\u00eancias de suas formas atormentadas.\n\n(\u2026) As pesquisas recentes da Ci\u00eancia sobre o tipo de Neanderthal, reconhecendo nele uma esp\u00e9cie de homem bestializado (o que representaria uma involu\u00e7\u00e3o quando comparado a seus antecessores), e outras descobertas interessantes da Paleontologia, quanto ao homem f\u00f3ssil (a comprova\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o houve crescimento linear do neurocr\u00e2nio conforme antes se pensava), s\u00e3o um atestado dos experimentos biol\u00f3gicos a que realizaram os laboradores de Jesus, at\u00e9 fixarem no primata os caracter\u00edsticos aproximados do homem do futuro ( n\u00f3s )\u201d. Os acr\u00e9scimos entre par\u00eanteses s\u00e3o nossos.\n\nMais adiante, explicaremos as bases cient\u00edficas que d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade da interven\u00e7\u00e3o de entidades extra-f\u00edsicas ( esp\u00edritos) no processo da Cria\u00e7\u00e3o.\n\nDisse um dos maiores nomes da F\u00edsica Moderna, Niels Bohr, que n\u00e3o existem teorias bonitas e teorias feias, mas teorias verdadeiras e teorias falsas.\n\nAs descobertas da Ci\u00eancia glorificam Deus, em lugar de o rebaixar; elas n\u00e3o destroem sen\u00e3o o que os homens edificaram sobre id\u00e9ias falsas que eles fizeram de Deus. (A G\u00eanese, de Allan Kardec, cap. I, item 55)\n\nSomente quando incorporarmos ao nosso cabedal de conhecimentos a no\u00e7\u00e3o de um elemento extraf\u00edsico, organizador e regente da mat\u00e9ria \u00e9 que conseguiremos dissipar essas d\u00favidas que t\u00e3o cruelmente nos perseguem. Felizmente, tem sido esse o caminho tomado por renomados cientistas, em especial, os dos campos da F\u00edsica Qu\u00e2ntica e Bioqu\u00edmica.\n\n<strong>Vejamos o que diz o Ph. D., f\u00edsico e professor da Universidade de Oregon, Amit Goswami:<\/strong>\u00a0\u201cDepois de quase um s\u00e9culo de aplica\u00e7\u00e3o da F\u00edsica Qu\u00e2ntica na investiga\u00e7\u00e3o dos segredos da mat\u00e9ria, ficou claro que a F\u00edsica Qu\u00e2ntica n\u00e3o \u00e9 completa em si mesma; \u00e8 necess\u00e1rio que haja um observador consciente para complet\u00e1-la. Abre-se assim, a janela vision\u00e1ria, introduzindo na Ci\u00eancia a id\u00e9ia de consci\u00eancia como fundamento de todo o ser e a base metaf\u00edsica de um novo paradigma\u201d.\n\nA\u00a0<strong>Teoria Evolucionista<\/strong>\u00a0de Darwin foi recentemente colocada em d\u00favida e tida como incapaz de explicar \u00e0 luz da ci\u00eancia do s\u00e9culo XXI, o fen\u00f4meno do aparecimento da vida na Terra. O Ph.D. em Bioqu\u00edmica pela Universidade da Pensilv\u00e2nia, Michael Behe desenvolveu um trabalho cient\u00edfico no qual questiona a validade de se utilizar somente par\u00e2metros anat\u00f4micos (pelo estudo dos f\u00f3sseis) para descrever o surgimento de processos bioqu\u00edmicos de espantosa complexidade.\n\n<strong>Nesse contexto, como poderemos decidir se a Teoria de Darwin pode explicar essa complexidade?<\/strong>\n\nO pr\u00f3prio Darwin estabeleceu o crit\u00e9rio.\n\n<strong>Segundo o mesmo:<\/strong>\u00a0\u201cSe pudesse ser demonstrada a exist\u00eancia de qualquer \u00f3rg\u00e3o complexo que n\u00e3o pudesse em absoluto ter sido formado por modifica\u00e7\u00f5es numerosas, sucessivas e ligeiras, minha teoria cairia por completo. Mas que tipo de sistema biol\u00f3gico poderia n\u00e3o ter sido formado por modifica\u00e7\u00f5es numerosas sucessivas e ligeiras?\u201d [Darwin, C. (1872), Origin of Species, 6a.ed. (1988), New York University Press, New York, pag. 154.].\n\n<strong>Resposta de Behe:<\/strong>\u00a0um sistema que seja irredutivelmente complexo. Complexidade irredut\u00edvel \u00e9, segundo o pr\u00f3prio autor, uma frase pomposa para se referir a um sistema composto de diversas partes que interagem entre si, e no qual a retirada de qualquer uma das partes faria com que o sistema deixasse de funcionar.\n\nUm exemplo comum de complexidade irredut\u00edvel \u00e9 uma simples ratoeira.\n\n<strong>Ela \u00e9 formada por:<\/strong>\u00a01. uma base, 2. um martelo (ou precursor) de metal ( para esmagar o rato), 3. uma mola e 4. uma trava sens\u00edvel \u00e0 press\u00e3o (gatilho).\n\nN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel capturar uns poucos ratos apenas com uma base, ou ir capturando mais ao lhe acrescentar uma mola; e mais ainda ao lhe acrescentar uma trava.\n\nTodas as pe\u00e7as devem estar em seu devido lugar para podermos capturar qualquer rato.\n\nEm seguida, Michael Behe descreve em seu trabalho, com uma minunsciosidade incr\u00edvel, mas ainda longe de expressar a totalidade, o mecanismo de funcionamento de um c\u00edlio.\n\nOs c\u00edlios s\u00e3o estruturas microsc\u00f3picas semelhantes a cabelos, situados na superf\u00edcie de muitas c\u00e9lulas de animais e vegetais. No homem, h\u00e1 cerca de duzentos por cada c\u00e9lula, sendo que milh\u00f5es dessas reveste o trato respirat\u00f3rio. \u00c9 pelo batimento sincr\u00f4nico dos c\u00edlios que o muco \u00e9 empurrado at\u00e9 nossa garganta, para ser posteriormente expelido.\n\nUm c\u00edlio \u00e9 formado por um feixe de fibras denominadas axonema. Um axonema cont\u00e9m nove pares de microt\u00fabulos dispostos em c\u00edrculo ao redor de um par central de microt\u00fabulos. Cada dupla externa consiste, por sua vez, de um anel de treze filamentos (subfibra A) fundidos a um conjunto de dez filamentos. Estes \u00faltimos comp\u00f5em-se de duas prote\u00ednas chamadas tubulinas alfa e beta.\n\n<strong>Os onze microt\u00fabulos que formam um axonema se mant\u00e9m unidos por tr\u00eas tipos de conectores:<\/strong>\u00a0as subfibras A se unem aos microt\u00fabulos centrais por meio de raios radiais; as duplas externas de microt\u00fabulos adjacentes se unem por meio dos enlaces de uma prote\u00edna sumamente el\u00e1stica chamada nexina; e os microt\u00fabulos centrais est\u00e3o unidos por uma ponte de enlace. Finalmente, cada subfibra A leva dois bra\u00e7os, um interior, outro exterior, ambos contendo uma prote\u00edna chamada dine\u00edna.\n\n<strong>Mas como um c\u00edlio trabalha?<\/strong>\n\nPor meio de experimentos, t\u00eam-se mostrado que o movimento ciliar \u00e9 resultado da andadura quimicamente induzida dos bra\u00e7os de dine\u00edna sobre um microt\u00fabulo da subfibra B de um segundo microt\u00fabulo, de maneira que os dois microt\u00fabulos se deslizem respectivamente. Os enlaces cruzados de prote\u00edna entre os microt\u00fabulos em um c\u00edlio intacto impedem que os microt\u00fabulos colidantes se deslizem um sobre o outro, mas com uma certa dist\u00e2ncia.\n\nAssim, esses enlaces cruzados convertem o movimento de deslizamento induzido pela dine\u00edna em um movimento de todo axonema.\n\nToda essa meticulosa descri\u00e7\u00e3o nos permite alguns questionamentos.\n\nQue componentes s\u00e3o necess\u00e1rios para o funcionamento de um c\u00edlio? Microt\u00fabulos s\u00e3o indispens\u00e1veis pois, caso contr\u00e1rio, n\u00e3o haveria filamentos para deslizar. Tamb\u00e9m se precisa de um motor (seria este o par central de microt\u00fabulos?). Al\u00e9m disso, n\u00e3o poderiam faltar as engrenagens (enlaces e prote\u00ednas de liga\u00e7\u00e3o) para converter o movimento de deslizamento em curvatura e ainda impedir que a estrutura desmorone.\n\nAssim como a ratoeira n\u00e3o funciona na aus\u00eancia de qualquer um de seus componentes, tamb\u00e9m o movimento ciliar n\u00e3o acontece na falta de qualquer um dos seus. Do mesmo modo, o flagelo bacteriano, o transporte de el\u00e9trons, tel\u00f4meros, fotoss\u00edntese, regula\u00e7\u00e3o da transcri\u00e7\u00e3o e muitos outros que podem ser encontrados em praticamente qualquer p\u00e1gina de um livro de bioqu\u00edmica, s\u00e3o exemplos de complexidade irredut\u00edvel nas c\u00e9lulas. A aus\u00eancia de quaisquer um de seus componentes acarreta na aus\u00eancia de fun\u00e7\u00e3o.\n\nUma vez que a sele\u00e7\u00e3o natural somente pode escolher sistemas que j\u00e1 estejam em funcionamento, ent\u00e3o, se um sistema biol\u00f3gico n\u00e3o pode ser produzido gradualmente, ele ter\u00e1 que surgir como uma unidade integrada, de uma s\u00f3 vez, para que a sele\u00e7\u00e3o natural tenha algo para afetar.\n\n\u00c9 bem verdade que n\u00e3o se poderia excluir totalmente a possibilidade de um sistema de complexidade irredut\u00edvel seguir uma rota indireta e tortuosa.\n\n<strong>Mas onde est\u00e3o as variantes inf\u00e9rteis dessas rotas alternativas?<\/strong>\n\nCaso escapem \u00e0 sele\u00e7\u00e3o natural deveriam estar impressos na biologia celular, no entanto, o estudo da c\u00e9lula revela um encadeamento perfeito de eventos. N\u00e3o existem sobras de \u201cmartelos\u201d ou \u201cmolas\u201d, nem travas avulsas sem os demais componentes.\n\n<strong>Se essas coisas n\u00e3o podem ser explicadas pela Evolu\u00e7\u00e3o Darwiniana, como a comunidade cient\u00edfica tem considerado estes fen\u00f4menos dos \u00faltimos quarenta anos?<\/strong>\n\nUm bom lugar para se pesquisar seria o Journal of Molecular Evolution (JME). Em n\u00famero recente do JME, todos os artigos tratavam apenas de compara\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas ou seq\u00fc\u00eancias de DNA.\n\nEmbora seja interessante essa compara\u00e7\u00e3o para se determinar poss\u00edveis linhas de descend\u00eancia, as mesmas n\u00e3o demonstram como \u00e9 que um complexo sistema bioqu\u00edmico veio a funcionar, quest\u00e3o esta que estamos nos ocupando. Segundo Behe, n\u00e3o se encontra nenhum artigo discutindo modelos detalhados de intermedi\u00e1rios no desenvolvimento de complexas estruturas biomoleculares, seja na Nature, Science, Journal of Molecular Biology ou Proceedings of National Academy of Sciece.\n\n\u201cPublique ou pere\u00e7a\u201d \u00e9 um prov\u00e9rbio que os membros da comunidade cient\u00edfica levam a s\u00e9rio. O prov\u00e9rbio tamb\u00e9m se aplica \u00e0s teorias. Se uma teoria \u00e9 dita como explica\u00e7\u00e3o de algum fen\u00f4meno, mas n\u00e3o proporciona nem mesmo uma tentativa de demonstra\u00e7\u00e3o, ela deve ser banida. Nas palavras desse mesmo autor, a Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o Molecular Darwiniana n\u00e3o foi publicada e, portanto, deve perecer.\n\nAntes de prosseguirmos em nosso exerc\u00edcio de pensar, \u00e9 importante quebrarmos o mito de que uma possibilidade transformar-se-\u00e1 obrigatoriamente em realidade desde que se d\u00ea tempo ao tempo.\n\n<strong>Ser\u00e1 bastante o tempo de 4,5 bilh\u00f5es de anos para a materializa\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria de probabilidades da ordem de quinhentos a mil algarismos cada uma, que se multiplicam exponencialmente umas com as outras, na sucess\u00e3o dos acontecimentos?<\/strong>\n\n\u201cUm pensador igualmente eminente, L. von Berthalanffy, dizia que o jogo de for\u00e7as naturais inorg\u00e2nicas n\u00e3o poderia ter realizado a forma\u00e7\u00e3o de uma c\u00e9lula, e que o nascimento fortuito de um carro em uma mina de ferro seria coisa pequena se comparado com a forma\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de uma c\u00e9lula\u201d.( Oscar Kuhn, Biologie Allemande Contemporaine, La Pens\u00e9e Catholique n\u00ba. 31).\n\nNo desfecho de seu pensamento, Michael Behe nos leva a um exerc\u00edcio de imagina\u00e7\u00e3o. Imaginemos uma sala onde um corpo jaz esmagado, plano como uma panqueca. Uma d\u00fazia de detetives engatinha-se ao redor, procurando com lupas alguma pista que os leve \u00e0 identidade do criminoso. No meio da sala, pr\u00f3ximo ao corpo, est\u00e1 um imenso elefante cinza. Enquanto engatinham, os detetives cuidadosamente evitam esbarrar nas patas do paquiderme, e jamais erguem seus olhares para cima. Tempos depois, os detetives se frustram com a aus\u00eancia de progresso, mas insistem, e ainda mais cuidadosamente examinam o ch\u00e3o. Ora, os livros dizem que eles devem encontrar \u2018o seu homem\u2019, e por isso jamais pensam em elefantes.\n\nExiste um grande elefante na sala cheia de cientistas que buscam explicar a vida. Este elefante chama-se \u201cPlanejamento Inteligente\u201d.\n\n<strong>N\u00e3o se est\u00e1 negando a exist\u00eancia de fatores como:<\/strong>\u00a0chuvas, explos\u00f5es nucleares, a\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica, radia\u00e7\u00f5es, ascend\u00eancia comum, sele\u00e7\u00e3o natural, deriva g\u00eanica (muta\u00e7\u00f5es neutras), fluxo g\u00eanico ( troca de genes entre popula\u00e7\u00f5es diferentes ), transposi\u00e7\u00e3o ( transfer\u00eancia de genes entre esp\u00e9cies diferentes por meios n\u00e3o-sexuais ), impulso mei\u00f3tico (sele\u00e7\u00e3o preferencial de genes em cel. sexuais ), etc\u2026\n\nMas h\u00e1 uma verifica\u00e7\u00e3o \u00f3bvia de que muitos sistemas bioqu\u00edmicos s\u00e3o irredut\u00edveis e expressam em si um planejamento inteligente.\n\n<strong>Escutemos as palavras de um dos maiores cientistas do s\u00e9culo XX, Albert Einstein:<\/strong>\u00a0\u201cQuanto mais eu observo o universo mais ele se parece a um grande pensamento do que a uma grande m\u00e1quina\u201d.\n\nInfelizmente, sofremos uma intensa mistifica\u00e7\u00e3o no edif\u00edcio cultural moderno, pela pretens\u00e3o e arrog\u00e2ncia de alguns homens, que se reflete na atual aus\u00eancia de valores \u00e9ticos apregoados por muitas das sociedades terrestres. E esse desmoronamento ocorre tanto por parte de reacion\u00e1rios e conservadores religiosos, quando n\u00e3o, cegos pelo fanatismo, quanto por preconceituosos e vaidosos cientistas.\n\nPartindo das bases galileanas de que as teorias deveriam ser testadas e repetidas para serem consideradas verdadeiras \u2013 princ\u00edpio fundamental e verdadeiro da Ci\u00eancia \u2013 afirmaram que se Deus n\u00e3o pode ser comprovado pela F\u00edsica ou pela Matem\u00e1tica \u00e9 que Ele n\u00e3o existe.\n\nComo se a Ci\u00eancia tivesse colocado ponto final em todas as d\u00favidas e questionamentos humanos a cerca do Universo. Se n\u00e3o se tem a \u201cTeoria de Deus\u201d \u00e9 que somos filhos do acaso!\n\n<strong>Por acaso algu\u00e9m j\u00e1 viu um el\u00e9tron?<\/strong>\n\nSer\u00e1 que por n\u00e3o poder ser visto, ele deixa de existir? Diriam que ele existe porque percebemos a sua a\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia. Tamb\u00e9m podemos perceber Deus pela sua a\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia.\n\n<strong>Sen\u00e3o vejamos:\u00a0<\/strong>\u201cToda a\u00e7\u00e3o produz uma rea\u00e7\u00e3o de mesma dire\u00e7\u00e3o, mesmo sentido e mesma intensidade (3a Lei de Newton\u201d). Uma rea\u00e7\u00e3o muit\u00edssima inteligente s\u00f3 pode ser obra de uma a\u00e7\u00e3o de mesma propor\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Eis que Allan Kardec, compilando as v\u00e1rias mensagens recebidas dos Esp\u00edritos com semelhante teor, sob a revis\u00e3o de v\u00e1rios m\u00e9diuns, descreve-nos em O Livro dos Esp\u00edritos:<\/strong>\u00a0\u201cQue \u00e9 Deus?\u201d\n\n<strong>Resposta:<\/strong>\u00a0\u201cDeus \u00e9 a intelig\u00eancia suprema, causa primeira de todas as coisas\u201d.\n\nMas como chegar a Deus exclusivamente atrav\u00e9s de princ\u00edpios de an\u00e1lise material se\n\n<strong>Ele \u00e9 imaterial?<\/strong>\n\n(Caso Deus fosse material estaria sujeito \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do Universo, e este estaria sujeito ao caos e desordenamento \u2013 o que claramente n\u00e3o acontece).\n\n<strong>Como entender a cria\u00e7\u00e3o se s\u00f3 a enxergamos em parte, mais especificamente em sua por\u00e7\u00e3o material, e negamos ou desprezamos sua face imaterial?<\/strong>\n\nA Ci\u00eancia Ortodoxa nos fornece a verdade dos fatos, por\u00e9m, uma verdade incompleta.\n\nTodavia, Emmanuel, pela psicografia de Francisco C\u00e2ndido Xavier, relatada no livro \u201cA Caminho da Luz\u201d, traz novas luzes ao nosso conhecimento.\n\n<strong>Nos diz este que:<\/strong>\u00a0\u201cSob a orienta\u00e7\u00e3o misericordiosa e s\u00e1bia do Cristo, laboravam na Terra numerosas assembl\u00e9ias de oper\u00e1rios espirituais Como a engenharia moderna, que constr\u00f3i um edif\u00edcio prevendo os menores requisitos de sua finalidade, os artistas da espiritualidade edificavam o mundo das c\u00e9lulas iniciando, nos dias primevos, a constru\u00e7\u00e3o das formas organizadas e inteligentes dos s\u00e9culos porvindouros.\n\n(\u2026) A m\u00e1quina celular foi aperfei\u00e7oada, no limite do poss\u00edvel, em face das leis f\u00edsicas do globo. Os tipos adequados \u00e0 Terra foram consumados em todos os reinos da Natureza, eliminando-se os frutos teratol\u00f3gicos e estranhos do laborat\u00f3rio de suas perseverantes experi\u00eancias\u201d.\n\nSe por um lado temos cientistas irredut\u00edveis que se apegam unicamente a valores objetivos e absolutos, temos tamb\u00e9m, religiosos antiquados que se amarram inapelavelmente aos \u201cTextos Sagrados\u201d.\n\nTanto evolucionistas quanto criacionistas est\u00e3o equivocados, pois o alcance da verdade de ambos est\u00e1 limitada pelos seus preconceitos.\n\nAo contr\u00e1rio do que muitos pensam, Ci\u00eancia e Religi\u00e3o (talvez fosse melhor dizer Religiosidade, de \u201creligare\u201d ou \u201ccontato com o divino\u201d) n\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis e excludentes.\n\n<strong>Reproduzindo as palavras do genial Albert Einstein:\u00a0<\/strong>\u201cA Religi\u00e3o sem a Ci\u00eancia \u00e9 cega. A Ci\u00eancia sem a Religi\u00e3o \u00e9 manca\u201d.\n\nDa uni\u00e3o de ambas \u00e9 que alcan\u00e7aremos o conhecimento e a verdade a cerca das duas realidades, material e espiritual, que comp\u00f5e o Universo.\n\nVoltemos nossos olhos para aqueles que j\u00e1 come\u00e7aram este trabalho, como William Crookes, Alexandre Aksakof, Camille Flamarion, Ernesto Bozzano, Ian Stevenson, Joseph Blanks Rhine, Brian L. Weiss, Charles Richet, H. N. Banerjee, S\u00e9rgio Felipe de Oliveira, Andrew Newberg, Ernani Guimar\u00e3es, Amit Goswami, Michael Behe, al\u00e9m, \u00e9 claro, de Hippolyte L\u00e9on Denizard Rivail e muitos outros.\n\n<strong>Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies &#8211; Teoria<\/strong>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/evoluc13.jpg\" alt=\"Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies\" \/><strong>Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies<\/strong><\/p>\nA primeira teoria sobre a\u00a0<strong>evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies\u00a0<\/strong>\u00e9 elaborada pelo naturalista franc\u00eas Lamarck em 1809 (ano em que nasce Charles Darwin).\n\nA capacidade dos seres vivos de mudar e evoluir j\u00e1 havia sido observada e registrada por muitos estudiosos, mas \u00e9 apenas com Lamarck que surge a primeira hip\u00f3tese sistematizada.\n\n<strong>Adapta\u00e7\u00e3o ao meio<\/strong>\n\nLamarck diz que os seres vivos evoluem \u201csem saltos ou cataclismos\u201d de forma \u201clenta e segura\u201d. Para se adaptar melhor ao meio, os seres vivos se modificam a cada gera\u00e7\u00e3o.\n\nA girafa, por exemplo, teria desenvolvido um pesco\u00e7o comprido para se alimentar das folhas de \u00e1rvores muito altas. Os \u00f3rg\u00e3os que s\u00e3o menos usados atrofiam, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, e desaparecem.\n\n<strong>CARACTERES ADQUIRIDOS<\/strong>\n\nPara Lamarck, as caracter\u00edsticas que um animal adquire durante sua vida podem ser transmitidas hereditariamente. Um animal que perde parte de sua cauda, por exemplo, pode ter filhos com a cauda curta.\n\n<strong>LAMARCK (1744-1829) &#8211;\u00a0<\/strong>Jean Baptiste Pierre Antoine de Monet, cavaleiro de Lamarck, aos 24 anos abandona a carreira militar para se dedicar \u00e0 medicina e \u00e0 bot\u00e2nica. Em 1778, publica Flora francesa, que faz grande sucesso. Exerce grande influ\u00eancia na funda\u00e7\u00e3o do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural, em Paris. \u00c9 o fundador da biologia como ramo espec\u00edfico da ci\u00eancia, em 1802. Em 1809, publica o livro Fisiologia zool\u00f3gica, expondo pela primeira vez sua teoria da evolu\u00e7\u00e3o. A obra encontra oposi\u00e7\u00e3o nos meios conservadores, e Lamarck cai no ostracismo. Vi\u00favo por quatro vezes, morre cego e na mis\u00e9ria.\n\n<strong>Sele\u00e7\u00e3o natural<\/strong>\n\nTeoria descrita pelo naturalista Charles Darwin para explicar como as esp\u00e9cies animais e vegetais evoluem. Diz que o meio ambiente seleciona os seres mais aptos. Em geral, s\u00f3 estes conseguem se reproduzir e os menos dotados s\u00e3o eliminados. Assim, s\u00f3 as diferen\u00e7as que facilitam a sobreviv\u00eancia s\u00e3o transmitidas \u00e0 gera\u00e7\u00e3o seguinte. Ao longo das gera\u00e7\u00f5es, essas caracter\u00edsticas firmam-se e geram uma nova esp\u00e9cie.\n\nDarwin n\u00e3o consegue distinguir as varia\u00e7\u00f5es heredit\u00e1rias das n\u00e3o heredit\u00e1rias. Alguns anos depois, Mendel desvenda os fen\u00f4menos heredit\u00e1rios e os compatibiliza com o princ\u00edpio da sele\u00e7\u00e3o natural.\n\nO modelo da origem das esp\u00e9cies de Darwin mant\u00e9m-se v\u00e1lido em suas linhas gerais, por\u00e9m o car\u00e1ter diferenciador decisivo cabe \u00e0s muta\u00e7\u00f5es das c\u00e9lulas reprodutivas e n\u00e3o das som\u00e1ticas (que constituem o corpo).\n\n<strong>CHARLES ROBERT DARWIN (1809-1882) \u2013\u00a0<\/strong>nasce em Shrewsbury, Inglaterra. Aos 16 anos entra na faculdade de medicina e interessa-se, particularmente, por hist\u00f3ria natural.\n\nLogo abandona os estudos e \u00e9 mandado pelo pai para Cambridge, onde estuda teologia. Sua amizade com cientistas conceituados o leva a ser convidado a participar, como naturalista, de uma volta ao mundo no navio Beagle, promovida em 1831 pela marinha inglesa. A expedi\u00e7\u00e3o tinha o objetivo de aperfei\u00e7oar e completar dados cartogr\u00e1ficos.\n\nEsta peregrina\u00e7\u00e3o de cerca de cinco anos contribui para fundamentar sua teoria da evolu\u00e7\u00e3o. Em 1859 publica A origem das esp\u00e9cies. Em 1871 publica A descend\u00eancia do homem.\n\nOs livros abrem pol\u00eamica principalmente com a Igreja, pois a evolu\u00e7\u00e3o org\u00e2nica nega a hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o descrita no livro do G\u00eanesis.\n\nDarwin tamb\u00e9m enfrenta o protesto de conservadores que recusavam admitir que a esp\u00e9cie humana tivesse ascendentes animais.\n\n<strong>Mendelismo<\/strong>\n\nConjunto de estudos sobre a transmiss\u00e3o de caracter\u00edsticas heredit\u00e1rias proposto pelo monge Johann Gregor Mendel em 1864 e que comp\u00f5e a base da gen\u00e9tica.\n\nMendel estuda por mais de dez anos como as caracter\u00edsticas s\u00e3o transmitidas de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. Muitos cientistas e agricultores j\u00e1 haviam realizado cruzamento entre esp\u00e9cies.\n\nMas \u00e9 Mendel quem faz a experimenta\u00e7\u00e3o mais sistem\u00e1tica. Pesquisa a reprodu\u00e7\u00e3o de 22 variedades de ervilha. Descobre que certas caracter\u00edsticas dominam e outras ficam \u201cocultas\u201d (recessivas).\n\nConstr\u00f3i o primeiro modelo matem\u00e1tico-estat\u00edsco da transmiss\u00e3o de caracteres heredit\u00e1rios.\n\n<strong>MENDEL<\/strong>\u00a0(1822-1884), Johann Gregor Mendel, austr\u00edaco de origem tcheca ingressa cedo em um monast\u00e9rio agostiniano e \u00e9 ordenado padre em 1847.\n\nAfasta-se da vida mon\u00e1stica para estudar f\u00edsica e ci\u00eancias naturais em Viena. Em 1856, volta ao convento, desta vez para lecionar. At\u00e9 1866 utiliza os jardins da institui\u00e7\u00e3o para fazer suas experi\u00eancias sobre os fen\u00f4menos da hereditariedade. Seu trabalho, apresentado em 1865, obt\u00e9m pouca repercuss\u00e3o.\n\nO pouco caso faz Mendel encerrar sua atividade cient\u00edfica ao ser nomeado abade do convento. S\u00f3 em 1900 os trabalhos de Mendel s\u00e3o recuperados e passam a ser considerados uma etapa decisiva no estudo da hereditariedade.\n\n<strong>C\u00c9LULA<\/strong>\n\n\u00c9 a menor unidade estrutural b\u00e1sica do ser vivo. \u00c9 descoberta em 1667 pelo ingl\u00eas Robert Hooke, que observa uma c\u00e9lula de corti\u00e7a (tecido vegetal morto) usando o microsc\u00f3pio. A partir da\u00ed, as t\u00e9cnicas de observa\u00e7\u00e3o microsc\u00f3picas avan\u00e7am em fun\u00e7\u00e3o de novas t\u00e9cnicas e aparelhos mais possantes. O uso de corantes, por exemplo, permite a identifica\u00e7\u00e3o do n\u00facleo celular e dos cromossomos, suportes materiais do gene (unidade gen\u00e9tica que determina as caracter\u00edsticas de um indiv\u00edduo). Pouco depois, comprova-se que todas as c\u00e9lulas de um mesmo organismo t\u00eam o mesmo n\u00famero de cromossomos.\n\nEste n\u00famero \u00e9 caracter\u00edstico de cada esp\u00e9cie animal ou vegetal e respons\u00e1vel pela transmiss\u00e3o dos caracteres heredit\u00e1rios. O corpo humano tem cerca de 100 trilh\u00f5es de c\u00e9lulas.\n\n<strong>DNA<\/strong>\n\nO \u00e1cido desoxirribonucl\u00e9ico (DNA) \u00e9 originalmente estudado apenas do ponto de vista bioqu\u00edmico. A grande conquista do s\u00e9culo acontece em 1953, quando o americano James Watson e o ingl\u00eas Francis Crick descobrem a estrutura da mol\u00e9cula de DNA, onde se situa o gene, o patrim\u00f4nio gen\u00e9tico. Seu formato \u00e9 descrito como uma estrutura em dupla h\u00e9lice, como uma escada em caracol, onde os degraus correspondem \u00e0s bases nitrogenadas, mol\u00e9culas que apresentam uma estrutura com \u00e1tomos de carbono e nitrog\u00eanio. As bases (adenina, timina, guanina e citosina) podem ser combinadas entre si, em grupos de tr\u00eas. Cada uma dessas combina\u00e7\u00f5es determina o c\u00f3digo para um amino\u00e1cido. Os amino\u00e1cidos ir\u00e3o se juntar e formar as prote\u00ednas dos seres vivos.\n\n<strong>IDENTIFICA\u00c7\u00c3O GEN\u00c9TICA<\/strong>\n\nNa d\u00e9cada de 60 cientistas iniciam a tradu\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo gen\u00e9tico, com o objetivo de determinar a seq\u00fc\u00eancia linear das quatro diferentes bases nitrogenadas que constituem o DNA e as combina\u00e7\u00f5es que sintetizam as prote\u00ednas. Assim, \u00e9 poss\u00edvel sistematizar uma identifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica tendo como base amostras de sangue, cabelo, saliva, pele ou s\u00eamen. Hoje, estudos mostram que o DNA \u00e9 mais particular que as impress\u00f5es digitais.\n\nEsse tipo de identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 aceito pela Justi\u00e7a como prova de paternidade e identidade.\n\n<strong>A EVOLU\u00c7\u00c3O PARA O FUTURO<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies<\/strong>\u00a0\u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da sele\u00e7\u00e3o e ac\u00famulo de pequenas modifica\u00e7\u00f5es dos organismos, atrav\u00e9s de in\u00fameras gera\u00e7\u00f5es.\n\nComo o processo \u00e9 cont\u00ednuo at\u00e9 hoje novas esp\u00e9cies continuam surgindo, enquanto outras desaparecem.\n\nA vida na Terra surgiu h\u00e1 aproximadamente 3,8 bilh\u00f5es de anos e, desde ent\u00e3o, restos de animais e vegetais ou evid\u00eancias de suas atividades ficaram preservados nas rochas.\n\nEsses restos preservados de plantas ou animais mortos que existiram em eras geol\u00f3gicas passadas s\u00e3o chamados de F\u00f3sseis.\n\nEm geral apenas as partes r\u00edgidas dos organismos se fossilizam principalmente ossos, dentes, conchas e madeiras. Uma das principais descobertas desses res\u00edduos se deu no s\u00e9culo XIX, quando cientistas brit\u00e2nicos encontraram os restos de misteriosas criaturas que, de acordo com os estratos circundantes, teriam existido h\u00e1 pelo menos 65 milh\u00f5es de anos.\n\nEsses animais que at\u00e9 ent\u00e3o eram completamente desconhecidos do ser humano &#8220;foram batizados de dinossauros&#8221;, palavra de origem grega que significa &#8220;lagartos terr\u00edveis&#8221;.\n\n<strong>J\u00e1 em uma nova \u00e9poca, desde os prim\u00f3rdios da primeira evolu\u00e7\u00e3o da sociedade, o mundo industrial preocupou-se somente com a primeira fase do ciclo de vida de seus produtos:<\/strong>\u00a0obten\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima, produ\u00e7\u00e3o e consumo, gerando assim um crescente e desenfreado consumismo de materiais n\u00e3o recicl\u00e1veis.\n\nRefletindo sobre essa quest\u00e3o resolvi escrever esse trabalho que visa buscar provocar reflex\u00f5es sobre os problemas vivenciados hoje e perspectivas para o futuro do meio natural.\n\nO volume de res\u00edduos s\u00f3lidos produzidos pelo homem e a dificuldade de reciclagem do mesmo tem provocado s\u00e9rios danos ao ambiente e conseq\u00fcentemente ao homem.\n\nEnchentes, desmoronamentos, epidemias, endemias, polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, secas podem ter em parte, a participa\u00e7\u00e3o humana.Acredito que dever\u00e1 haver cada vez mais o interesse em preservar e conservar o ambiente como um todo.\n\nPara isso \u00e9 essencial que os profissionais bi\u00f3logos contribuam na educa\u00e7\u00e3o ambiental no espa\u00e7o onde est\u00e3o inseridos visando um futuro com menos danos e altera\u00e7\u00f5es. Concluindo, deixo um questionamento.\n\nComo seria estudar daqui alguns milh\u00f5es de anos a vida de hoje.\n\n<strong>Que f\u00f3sseis seriam encontrados? Quais organismos estariam extintos? O homem seria um sobrevivente?<\/strong>\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.portameioambiente.org\/www.biologia-ar.hpg.ig.com.br\/www.sieduca.com.br\/www.aridesa.com.br\n\n&nbsp;\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies, Humana, Teoria, Terra, Sele\u00e7\u00e3o, Darwin, Muta\u00e7\u00e3o, Conseq\u00fc\u00eancia, Mecanismo, Adapta\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria, Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2475,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-19048","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies - 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