{"id":19008,"date":"2015-11-23T00:00:00","date_gmt":"2015-11-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/dinoflagelados-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:19:34","modified_gmt":"2026-09-01T15:19:34","slug":"dinoflagelados-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/dinoflagelados-3\/","title":{"rendered":"Dinoflagelados"},"content":{"rendered":"\nOs\u00a0dinoflagelados\u00a0s\u00e3o um grupo de protistas unicelulares que podem ser identificados usando o microsc\u00f3pio de luz e s\u00e3o (geralmente) reconhecidos por seus plast\u00eddios marrom-dourados, c\u00e9lulas assimilativas com cintura recortada, padr\u00e3o natat\u00f3rio distinto e n\u00facleo relativamente grande que cont\u00e9m cromossomos vis\u00edveis.\n\nUm\u00a0dinoflagelado\u00a0\u00e9 uma alga flagelada caracterizada por seus dois flagelos de comprimento desigual.\n\nUm dos flagelos encontra-se na ranhura ao redor do corpo e o outro se estende do centro.\n\nEle tamb\u00e9m tem uma casca ou pel\u00edcula semelhante a uma armadura e uma toxina dinoflagelada.\n\nMuitos deles s\u00e3o fotossint\u00e9ticos. Os pigmentos presentes s\u00e3o clorofila aec, caroten\u00f3ides e xantofilas. A reserva de carboidratos est\u00e1 no pol\u00edmero de amido, a 1-4, glicose ramificada.\n\nAqueles que n\u00e3o s\u00e3o pigmentados s\u00e3o heterotr\u00f3ficos, predando outros protozo\u00e1rios.\n\nOs\u00a0dinoflagelados\u00a0pertencem ao filo Dinoflagellata do Superfilo Alveolata. Eles s\u00e3o encontrados em \u00e1gua doce e marinha.\n\n<strong>O que s\u00e3o<\/strong>\n\nOs\u00a0dinoflagelados\u00a0s\u00e3o protozo\u00e1rios marinhos de morfologia e modos de nutri\u00e7\u00e3o complexos.\n\nSuas c\u00e9lulas s\u00e3o envolvidas por uma complexa parede celular de s\u00edlica e metade das esp\u00e9cies conhecidas cont\u00e9m pigmentos fotossintetizantes e dependem, em maior ou menor grau, da fotoss\u00edntese.\n\nEm indiv\u00edduos de alguns g\u00eaneros, como Ceratium, longas esp\u00edculas originadas da superf\u00edcie celular auxiliam na flutua\u00e7\u00e3o.\n\nOs\u00a0dinoflagelados\u00a0possuem dois flagelos, um bate em plano transverso ao redor do equador da c\u00e9lula enquanto o outro bate em plano longitudinal.\n\nMuitas esp\u00e9cies formam col\u00f4nias, como as esp\u00e9cies de Volvox, onde dezenas de c\u00e9lulas individuais encontram-se embebidas em uma matriz gelatinosa esf\u00e9rica.\n\nAlguns g\u00eaneros de dinoflagelados, como Noctiluca e Gyrodinium podem transportar outros flagelados como endossimbiontes.\n\nMuitas esp\u00e9cies de flagelados aut\u00f3trofos tamb\u00e9m consomem bact\u00e9rias porque suas taxas de fotoss\u00edntese n\u00e3o s\u00e3o suficientes.\n\nOs\u00a0dinoflagelados\u00a0heter\u00f3trofos s\u00e3o semelhantes em todos os outros aspectos aos seus pares aut\u00f3trofos e mix\u00f3trofos.\n\n<strong>Dinoflagelados (Divis\u00e3o\/Filo Dinophyta)<\/strong>\n\nOs dinoflagelados s\u00e3o um grupo de protistas alveolados (revestimento celular com alv\u00e9olos ou ves\u00edculas ou anfiesma) predominantemente marinhos, que apresentam grande diversidade de estrat\u00e9gias tr\u00f3ficas e de intera\u00e7\u00f5es bi\u00f3ticas que os tornam num dos grupos de algas eucariotas com maior import\u00e2ncia ecol\u00f3gica.\n\nSensivelmente metade das esp\u00e9cies conhecidas s\u00e3o autotr\u00f3ficas, sendo o segundo maior grupo de produtores prim\u00e1rios marinhos a seguir \u00e0s diatom\u00e1ceas.\n\nS\u00e3o predominantemente formas biflageladas, com inser\u00e7\u00e3o muito t\u00edpica dos flagelos. Um dos flagelos insere-se numa depress\u00e3o transversal, o c\u00edngulo, que divide a c\u00e9lula em duas metades \u2013 a anterior, o epissoma, e a posterior, o hipossoma. O outro flagelo insere-se longitudinalmente numa depress\u00e3o do hipossoma, o sulco, na face da c\u00e9lula que por conven\u00e7\u00e3o se designa por face ventral.\n\nO flagelo transversal bate ondulatoriamente no c\u00edngulo conferindo \u00e0 c\u00e9lula um movimento de rota\u00e7\u00e3o. O flagelo longitudinal prolonga-se para al\u00e9m do sulco tendo uma fun\u00e7\u00e3o propulsora.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dinoflagelados\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dinofl8.jpg\" alt=\"Dinoflagelados\" \/>\n<strong>Gymnodinium catenatum\nCol\u00f4nia vegetativa em vista ventral.\nCol\u00f4nia vegetativa em vista dorsal<\/strong><\/p>\nOs dinoflagelados caracterizam-se por apresentarem um n\u00facleo com os cromossomas condensados mesmo durante a interfase, o que permite a sua observa\u00e7\u00e3o em microscopia de campo claro, onde surge com o aspecto de uma ?impress\u00e3o digital?. A sua localiza\u00e7\u00e3o na c\u00e9lula varia de esp\u00e9cie para esp\u00e9cie.\n\nNos\u00a0<strong>dinoflagelados\u00a0<\/strong>em que as ves\u00edculas do anfiesma apresentam dep\u00f3sitos de celulose, a c\u00e9lula apresenta uma ?parede? ou teca mais ou menos rig\u00edda constituida por placas, cujo n\u00famero e disposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o tipicos para cada esp\u00e9cie ou grupo taxon\u00f3mico. A teca permite \u00e0s c\u00e9lulas manterem a sua forma mesmo quando fixadas.\n\nNos casos em que n\u00e3o h\u00e1 deposi\u00e7\u00e3o de celulose, ou esta \u00e9 muito ligeira, as c\u00e9lulas n\u00e3o apresentam um revestimento rig\u00eddo e s\u00e3o por isso muito fr\u00e1geis.\n\nA sua forma \u00e9 facilmente alterada com a aplica\u00e7\u00e3o de fixadores sendo em geral impresind\u00edvel a observa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas vivas para uma correta identifica\u00e7\u00e3o.\n\nEstes dinoflagelados s\u00e3o normalmente referidos como dinoflagelados nus.\n\nCom excep\u00e7\u00e3o do g\u00eanero Noctiluca o ciclo de vida dos dinoflagelados \u00e9 haplonte, sendo o zigoto a \u00fanica fase do ciclo de vida diplonte. Em cerca de 20% das esp\u00e9cies conhecidas, o zigoto tem uma fun\u00e7\u00e3o importante como estrutura de resist\u00eancia, com um per\u00edodo de dorm\u00eancia obrigat\u00f3rio (hipnozigoto), e vulgarmente designado por quisto.\n\nEm muitos casos a natureza da parede do quisto \u00e9 muito resistente \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o permitindo que esta seja preservada nos sedimentos e fossilize.\n\nOs quistos dos dinoflagelados juntamente com as fr\u00fastulas das diatom\u00e1ceas e os coccolitos dos coccolit\u00f3foros representam os principais grupos f\u00f3sseis, contribuindo para uma interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0 escala geol\u00f3gica da hist\u00f3ria da Terra (e.g. altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas).\n\nOs\u00a0<strong>dinoflagelados<\/strong>\u00a0marinhos t\u00eam sido intensamente estudados nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas devido a serem o grupo com um maior n\u00famero de esp\u00e9cies nocivas para o homem.\n\n<strong>Dinophyta (Dinoflagelados)<\/strong>\n\n<strong>Caracter\u00edsticas Gerais<\/strong>\n\nO grupo das\u00a0<strong>din\u00f3fitas<\/strong>\u00a0(do grego dino, rodopiar), tamb\u00e9m chamadas pirr\u00f3fitas (do grego pyrrho, vermelho, flamejante), tem representantes em quatro dos cinco reinos, o que indica razo\u00e1vel variedade morfol\u00f3gica e estrutural entre as algas aqui inclu\u00eddas.\n\nDe uma forma geral, t\u00eam tamanho que pode variar de micr\u00f4metros a mil\u00edmetros; a maioria \u00e9 de vida unicelular e isolada, podendo formar col\u00f4nias, e as filamentosas que ocorrem n\u00e3o s\u00e3o esp\u00e9cies planct\u00f4nicas.\n\nA maioria \u00e9 marinha, podendo fazer parte do pl\u00e2ncton ou do b\u00eanton, havendo exemplares continentais; h\u00e1 algas autotr\u00f3ficas ou mixotr\u00f3ficas, m\u00f3veis ou n\u00e3o; a maioria \u00e9 de vida livre, mas h\u00e1 esp\u00e9cies simbi\u00f3ticas e parasitas.\n\nC\u00e9lulas coloridas n\u00e3o s\u00e3o necessariamente puramente clorofilianas. Na verdade, os pigmentos encontrados (clorofilas a e c2, excepicionalmente, clorofila c1, e mais peridinina, dinoxantina, fucoxantina e derivados, \u00df-caroteno) n\u00e3o indicam que se pode excluir o h\u00e1bito do fagotrofismo, pois isso foi observado.\n\nO material de reserva \u00e9 o amido extraplastidial e gl\u00f3bulos lip\u00eddicos. O n\u00facleo \u00e9 caracterizado como dinocariota ou mesocariota, pois possui caracter\u00edsticas bacterianas e tamb\u00e9m eucario\u00f3ticas; os cromossomos est\u00e3o sempre condensados, separando-se uns dos outros nos processos de divis\u00e3o sem utilizar centr\u00f4meros, e ficam inseridos na membrana nuclear; note-se ainda a aus\u00eancia de histonas.\n\nAs c\u00e9lulas s\u00e3o dotadas de dois flagelos que s\u00e3o bem diferentes um do outro, um saindo de um sulco transversal, tamb\u00e9m chamado equatorial ou c\u00edngulo, dotado de uma ultraestrutura complexa (cord\u00e3o estriado, mastigonemas unilaterais, etc); e outro saindo de um sulco longitudinal, estando relacionado \u00e0 propuls\u00e3o do movimento.\n\nH\u00e1 uma prote\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica, o anfisema, constitu\u00eddo por um sistema de placas celul\u00f3sicas. O corpo, quanto ao formato, nas dinof\u00edceas, lembra bolas ou discos, a teca (placas) tendo, ainda, ornamenta\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas, em determinados g\u00eaneros.\n\n<strong>A observa\u00e7\u00e3o do protoplasto revela que ele se divide em duas regi\u00f5es:<\/strong>\u00a0uma interna, onde s\u00e3o encontrados um n\u00facleo e diversos vac\u00faolos, e uma externa, onde h\u00e1 cromat\u00f3foros.\n\n<strong>Na divis\u00e3o celular, geralmente se observa, na seq\u00fc\u00eancia, a biparti\u00e7\u00e3o das seguintes estruturas:<\/strong>\u00a0primeiro, o n\u00facleo, e em seguida o citoplasma e a membrana, sendo que as c\u00e9lulas-filhas regeneram a parte faltante da membrana que lhes fica faltando.\n\nAs c\u00e9lulas s\u00e3o, ainda, capazes de formar quistos, que podem conter at\u00e9 duas c\u00e9lulas se formando no seu interior, e de formar gametas. Muitas exce\u00e7\u00f5es s\u00e3o observadas, por causa da variedade de formas neste grupo.\n\nNuma an\u00e1lise, um mesmo dinoflagelado pode apresentar v\u00e1rias formas (ex. se estiver fora de sua carapa\u00e7a para biparti\u00e7\u00e3o) e diferentes dinoflagelados podem ser muito semelhantes; as c\u00e9lulas vegetativas s\u00e3o normalmente hapl\u00f3ides, com homotalia e isogamia, mas quando se formam gametas, eles pr\u00f3prios podem ser confundidos com exemplares vegetativos menores. Al\u00e9m disso, h\u00e1 diversas estruturas que s\u00e3o exclusivas ou caracter\u00edsticas de din\u00f3fitas.\n\n<strong>Dinoflagelados &#8211; Organismos unicelulares<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>dinoflagelados<\/strong>\u00a0s\u00e3o um grupo de organismos unicelulares flagelados, que s\u00e3o considerados um tipo de algas.\n\nSeu nome \u00e9 a partir dos dinos grega que significa \u201cturbilh\u00e3o\u201d e flagelos que significa chicote.\n\n<strong>Esta \u00e9 uma refer\u00eancia ao seu movimento girat\u00f3rio caracter\u00edstico como eles se movem atrav\u00e9s da \u00e1gua usando dois flagelos:<\/strong>\u00a0um flagelo longitudinal e um flagelo transversal.\n\n<strong>Dinoflagelados<\/strong>\u00a0formam uma parte importante da eucari\u00f3tica (unicelular complexo) oce\u00e2nico pl\u00e2ncton, segundo em abund\u00e2ncia apenas aos diatom\u00e1ceas.\n\nOs\u00a0<strong>dinoflagelados<\/strong>\u00a0podem ser resumidos como pequeno (embora algumas esp\u00e9cies s\u00e3o t\u00e3o grandes como 2 mm), planct\u00f4nicas (90% s\u00e3o plancton marinho), m\u00f3vel, e frequentemente blindado.\n\nAlguns dinoflagelados n\u00e3o s\u00e3o realmente fotossint\u00e9tica, mas a maioria \u00e9.\n\nOs dinoflagelados s\u00e3o tamb\u00e9m caracterizadas pelos seus genomas compactos, alguns dos quais t\u00eam sido completamente sequenciados.\n\n<strong>Divis\u00e3o Dinophyta<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>dinoflagelados<\/strong>\u00a0s\u00e3o, na sua maior parte, unicelulares biflagelados que ocorrem principalmente no pl\u00e2ncton marinho. No entanto, existem formas de \u00e1gua doce.\n\nEsta divis\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como Pyrrhophyta (planta cor de fogo).\n\n<b>O<\/b><strong>s flagelos dos dinoflagelados localizam-se dentro de dois sulcos:<\/strong>\u00a0um rodeia a c\u00e9lula como um cinto, e o outro \u00e9 perpendicular ao primeiro.\n\nO batimento dos flagelos em seus respectivos sulcos faz o dinoflagelado rodopiar como um pi\u00e3o.\n\n<b>A<\/b>\u00a0maior parte dos dinoflagelados possui clorofila a e c, mas existem alguns incolores (heterotr\u00f3ficos) que conseguem alimento por absor\u00e7\u00e3o ou ingest\u00e3o de nutrientes.\n\nAlguns autores definem a apar\u00eancia de muitos dinoflagelados como \u201cbizarra\u201d, devido as placas celul\u00f3sicas r\u00edgidas que formam uma parede \u2013 a teca -, a qual se assemelha a um estranho capacete ou parte de uma armadura antiga. As placas da parede est\u00e3o em ves\u00edculas dentro da membrana plasm\u00e1tica e n\u00e3o externamente como a parede celular da maioria das algas.\n\n<b>A<\/b>\u00a0reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 vegetativa por simples divis\u00e3o celular, mas ocorre tamb\u00e9m reprodu\u00e7\u00e3o sexuada atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o de gametas.\n\n<b>O<\/b><strong>s dinoflagelados s\u00e3o respons\u00e1veis por um fen\u00f4meno muito importante do ponto de vista ecol\u00f3gico e econ\u00f4mico:<\/strong>\u00a0as mar\u00e9s vermelhas, que correspondem a um aumento do n\u00famero de indiv\u00edduos de uma dada esp\u00e9cie, formando manchas de colora\u00e7\u00e3o vis\u00edvel nos mares (nem sempre vermelhas), devido a alta densidade.\n\nOcorrem principalmente em \u00e1guas costeiras ricas em nutrientes. Podem causar morte de peixes, pelo consumo exagerado de oxig\u00eanio e produ\u00e7\u00e3o de toxinas.\n\nEstas toxinas agem no sistema nervoso. Os moluscos geralmente n\u00e3o s\u00e3o sens\u00edveis mas podem acumular estas toxinas, que podem atingir o homem e outros mam\u00edferos atrav\u00e9s da ingest\u00e3o destes moluscos.\n\n<b>O<\/b>s dinoflagelados ocorrem como simbiontes em muitos outros tipos de organismos, incluindo esponjas, \u00e1guas-vivas, an\u00eamonas-do-mar, corais, polvos, lulas, gastr\u00f3podes, tubel\u00e1rios e certos tipos de protistas.\n\nEm mariscos gigantes, a superf\u00edcie do manto possui cor castanho-chocolate devido \u00e0 presen\u00e7a de dinoflagelados simbi\u00f4nticos.\n\nOs\u00a0<strong>dinoflagelados<\/strong>\u00a0simbi\u00f4nticos n\u00e3o possuem tecas e ocorrem como c\u00e9lulas esf\u00e9ricas douradas chamadas zooxantelas.\n\n<b>A<\/b>s zooxantelas s\u00e3o respons\u00e1veis principalmente pela produtividade fotossint\u00e9tica que possibilita o desenvolvimento de recifes de coral em \u00e1guas tropicais, notoriamente pobres em nutrientes.\n\nUma vez que as algas necessitam de luz para a fotoss\u00edntese, os corais que cont\u00eam zooxantelas se desenvolvem principalmente em \u00e1guas rasas.\n\n<b>A<\/b>lguns g\u00eaneros apresentam\u00a0<strong>bioluminesc\u00eancia<\/strong>. Atrav\u00e9s da oxida\u00e7\u00e3o da luciferina pela luciferase, ocorre a forma\u00e7\u00e3o de um produto excitado que libera f\u00f3tons.\n\n<strong>Morfologia<\/strong>\n\nOs dinoflagelados s\u00e3o, geralmente, organismos unicelulares, microsc\u00f3picos, com dimens\u00f5es entre 5 e 100 !lm de di\u00e2metro, ainda que alguns \u201cgigantes\u201d possam ultrapassar 2 mm.\n\nFrequentemente ocorrem como c\u00e9lula m\u00f3vel por possu\u00edrem dois flagelos diferentes originados a partir de um \u00fanico poro. Um dos flagelos \u00e9 transversal, tem forma de fita ondulante, circunda o corpo e est\u00e1, normalmente, alojado num sulco equatorial denominado c\u00edngulo (cingulum), permitindo movimentos de rota\u00e7\u00e3o.\n\nOutro, longitudinal, \u00e9 geralmente cil\u00edndrico e menos ondulante, estende-se para o exterior a partir de um sulco m\u00e9dio (sulco longitudinal ou sulcus) e \u00e9 respons\u00e1vel por movimentos de transla\u00e7\u00e3o.\n\nO bater simult\u00e2neo dos flagelos permite- lhes manter a posi\u00e7\u00e3o no meio aqu\u00e1tico e deslocarem- se com movimento helicoidal. A migra\u00e7\u00e3o na \u00e1gua pode atingir velocidades entre 75 a 370 f.un\/s, ou seja, 20 a 30 metros em 24 horas.\n\nPodem ser autotr\u00f3ficos ou heterotr\u00f3ficos. Os primeiros cont\u00eam cloroplastos e s\u00e3o fotos sint\u00e9ticos.\n\n<strong>Os segundos n\u00e3o apresentam cloroplastos e alimentam-se, como os animais:<\/strong>\u00a0haloz\u00f3icos \u2013 ingest\u00e3o de part\u00edculas alimentares e sapr\u00f3fitos \u2013 absor\u00e7\u00e3o de material alimentar dissolvido.\n\nOs pigmentos presentes nos dinoflagelados s\u00e3o as clorofIlas a e C2 e a xantofila, peridina. Tamb\u00e9m cont\u00eam 8-carotenos e pequenas quantidades de diadinoxantina, diatoxantina e dinoxantina.\n\nO n\u00facleo dos dinoflagelados \u00e9 tipicamente eucariota. Denomina-se dinocarion (Subdivisi\u00e3o Dinokaryota), por os cromossomas estarem sempre condensados e vis\u00edveis durante o ciclo mit\u00f3tico; ao contr\u00e1rio de um eucariota normal, em que os cromossomas se separam durante a interfase, tornando-se invis\u00edveis. Al\u00e9m disso, no dinocarion, a mitose \u00e9 \u201cfechada\u201d, ou seja, a membrana nuclear n\u00e3o se rompe durante a divis\u00e3o mit\u00f3tica e o fuso crom\u00e1tico \u00e9 extranuclear, n\u00e3o estando associado aos centr\u00edolos; os filamentos passam atrav\u00e9s de invagina\u00e7\u00f5es que se formam no n\u00facleo durante a pr\u00f3fase.\n\nOutra caracter\u00edstica do dinocarion \u00e9 conter uma elevada quantidade de DNA sem histonas (prote\u00ednas b\u00e1sicas) e, portanto, de nucleossomas. O citoplasma cont\u00e9m cloroplastos, vac\u00faolos, complexo de Golgi, mitoc\u00f4ndrias, microcorpos e reservas alimentares.\n\nA parede externa das c\u00e9lulas dos dinoflagelados tem estrutura complexa, e \u00e9 denominada anfiesma ou cortex.\n\nAs c\u00e9lulas m\u00f3veis dos dinoflagelados s\u00e3o rodeadas por uma membrana celular designada plasmalema. Por baixo dela existe, quase sempre, uma camada simples de ves\u00edculas anfiesmais.\n\nA c\u00e9lula pode estar envolvida por um esqueleto externo, a teca, formado por placas de natureza celul\u00f3sica \u2013 dinoflagelados tecados ou coura\u00e7ados. Quando as ves\u00edculas n\u00e3o apresentam placas, os dinoflagelados designam-se por atecados ou n\u00e3o coura\u00e7ados.\n\nNas formas tecadas cada ves\u00edcula anfiesmal cont\u00e9m uma placa da teca. Estas podem ser finas e dif\u00edceis de observar, a espessas e bastante ornamentadas.\n\nEntre as placas, existem suturas que d\u00e3o flexibilidade e permitem o crescimento. O arranjo destas placas (tabula\u00e7\u00e3o) \u00e9 constante para cada esp\u00e9cie.\n\nNos dinoflagelados atecados, a c\u00e9lula est\u00e1 protegida por um inv\u00f3lucro proteico e flex\u00edvel. Algumas esp\u00e9cies podem desenvolver um esqueleto interno constitu\u00eddo por calc\u00e1rio ou, raramente, por s\u00edlica.\n\nEm alguns dinoflagelados atecados existe uma membrana muito fina e descont\u00ednua no interior das ves\u00edculas do anfiesma, semelhante \u00e0 camada percursora das placas nas formas tecadas.\n\nA membrana que delimita as ves\u00edculas anfiesmais pode romper-se parcialmente e constituir a pel\u00edcula (fig. IA); em regra, a pel\u00edcula constitui uma camada interna individualizada das ves\u00edculas anfiesmais (fig. 1B).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dinoflagelados\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dinofl10.jpg\" alt=\"Dinoflagelados\" \/>\n<strong>Figura 1 &#8211; Rela\u00e7\u00e3o entre a pel\u00edcula e as ves\u00edculas do anfiesma. A &#8211; pel\u00edcula formada por fus\u00e3o de material percursor dentro da ves\u00edcula; B &#8211; pel\u00edcula formada por baixo das ves\u00edculas (modificado de Taylor, 1990 in Fensome et a!., 1996).<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Dinoflagelados\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/dinofl11.jpg\" alt=\"Dinoflagelados\" \/>\nFigura 2 &#8211; Morfologia e orienta\u00e7\u00e3o de um dinoflagelado m\u00f3vel tecado (modificado de Evitt, 1985 in Fensome et ai., 1996).<\/strong><\/p>\nA pel\u00edcula \u00e9 constitu\u00edda, fundamentalmente, por celulose, \u00e0s vezes com dinosporina. Em alguns g\u00eaneros atecados, a pel\u00edcula forma a camada principal do anfiesma e as c\u00e9lulas s\u00e3o designadas peliculadas.\n\nA pel\u00edcula pode existir por baixo da teca (Alexandrium e Scrippsiella); constitui a parede dos quistos e pode fossilizar.\n\nNo que diz respeito \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o (fig. 2), considera- se que a extremidade da c\u00e9lula oposta ao flagelo longitudinal constituiu o p\u00f3lo anterior ou apical (apex) e a que o cont\u00e9m o p\u00f3lo posterior ou antapical (antapex).\n\nO lado de onde emergem os flagelos e que apresenta o sulco longitudinal constitui o lado ventral e o oposto o lado dorsal. O lado esquerdo e direito s\u00e3o convencionalmente definidos como no Homem. Por \u00faltimo, toda a parte da c\u00e9lula anterior ao c\u00edngulo constitui o epissoma (epiteca ou epitracto nas formas tecadas, epicone nas atecadas e epiquisto nos quistos) e a zona posterior ao c\u00edngulo \u00e9 o hipossoma (hipoteca ou hipotrato nas formas tecadas, hipocone nas atecadas e hipoquisto nos quistos).\n\nA fonna \u00e9 vari\u00e1vel. Geralmente s\u00e3o ov\u00f3ides, com um prolongamento ou como no extremo anterior (corno apical) e, \u00e0s vezes, com outro, arre dondado, ou com dois, normalmente desiguais, no extremo posterior (cornos antapicais) que, em regra, \u00e9 mais desenvolvida que a apical.\n\n<strong>Dinoflagelado &#8211; Resumo<\/strong>\n\nUm\u00a0dinoflagelado\u00a0\u00e9 um protista aqu\u00e1tico unicelular, encontrado tanto na \u00e1gua salgada quanto na \u00e1gua doce.\n\nOs\u00a0dinoflagelados\u00a0constituem uma grande propor\u00e7\u00e3o do pl\u00e2ncton no oceano e s\u00e3o uma parte importante do ciclo de vida em muitos ambientes aqu\u00e1ticos.\n\nAs criaturas foram identificadas e estudadas desde 1700 e provavelmente j\u00e1 existem h\u00e1 milh\u00f5es de anos, junto com v\u00e1rios outros organismos primitivos.\n\nComo outros protistas, um\u00a0dinoflagelado\u00a0\u00e9 dif\u00edcil de classificar porque possui caracter\u00edsticas mantidas por plantas, animais e fungos. H\u00e1 tamb\u00e9m uma grande diversidade dentro da ordem biol\u00f3gica Dinoflagellata, levando a estilos de vida e morfologias variados para os dinoflagelados. Como regra geral, um dinoflagelado tem uma parede celular de celulose \u00fanica que forma uma s\u00e9rie de placas protetoras.\n\nPossui tamb\u00e9m dois flagelos de tamanhos desiguais, armas pequenas que s\u00e3o utilizadas para a locomo\u00e7\u00e3o. Um flagelo, denominado flagelo transversal, envolve o corpo do dinoflagelado, fornecendo a maior parte da energia propulsora, e o flagelo longitudinal segue atr\u00e1s, agindo como um leme.\n\nOs dois flagelos fazem com que um dinoflagelado apare\u00e7a girando na \u00e1gua, inspirando o nome cient\u00edfico, que significa &#8220;chicotes girat\u00f3rios&#8221;. Dinoflagelados m\u00f3veis rodopiam na \u00e1gua em busca de energia e geralmente se aglomeram em grandes quantidades chamadas de flores. Em alguns casos, uma flora\u00e7\u00e3o \u00e9 impercept\u00edvel e inofensiva, mas em outros casos, os dinoflagelados podem conter ou secretar toxinas. \u00c9 o caso de uma mar\u00e9 vermelha, uma flor dinoflagelada caracter\u00edstica que torna a \u00e1gua ligeiramente vermelha. As toxinas s\u00e3o absorvidas pelos crust\u00e1ceos, que n\u00e3o s\u00e3o seguros para comer como resultado de sua contamina\u00e7\u00e3o.\n\nAproximadamente metade de todos os dinoflagelados fotossintetizam para obter sua energia, enquanto a outra metade forma rela\u00e7\u00f5es parasit\u00e1rias ou simbi\u00f3ticas com outros animais.\n\n\u00c9 o caso dos dinoflagelados que habitam os recifes de coral, por exemplo. Alguns s\u00e3o bioluminescentes, o que significa que seus corpos brilham.\n\nUma prolifera\u00e7\u00e3o de\u00a0dinoflagelados\u00a0bioluminescentes pode levar ao aparecimento de ondas brilhantes ou iluminadas, pois emitem luz quando s\u00e3o perturbadas. Esta flor geralmente \u00e9 inofensiva e pode ser muito bonita \u00e0 noite.\n\nDependendo da esp\u00e9cie e das circunst\u00e2ncias, um\u00a0dinoflagelado\u00a0pode se reproduzir sexualmente ou assexuadamente.\n\nEm muitos casos, um\u00a0dinoflagelado\u00a0simplesmente se divide para criar descendentes.\n\nEm outros, os\u00a0dinoflagelados\u00a0\u00e0s vezes unem for\u00e7as, formando um organismo multicelular que mais tarde se divide em quatro em um processo chamado meiose.\n\nEstudos cient\u00edficos tamb\u00e9m revelaram que os\u00a0dinoflagelados\u00a0\u00e0s vezes unem for\u00e7as em per\u00edodos de estresse ou escassez de recursos, unindo-se em um \u00fanico organismo mais forte que se divide assim que a crise passa.\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-150027 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Dinofl9.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"206\" \/>\n<p align=\"center\"><strong>Dinoflagelados<\/strong><\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.cienciasdaterra.com\/ucmp.berkeley.edu\/www.ucl.ac.uk\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dinoflagelados, Protozo\u00e1rios, Flagelos, Caracter\u00edstica, G\u00eaneros, Esp\u00e9cies, Organismos, Import\u00e2ncia, Biologia, Tipo, O que s\u00e3o, Dinoflagelados<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2283,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-19008","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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