{"id":18646,"date":"2015-11-18T00:00:00","date_gmt":"2015-11-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/abiogenese-x-biogenese-4\/"},"modified":"2026-09-01T15:16:25","modified_gmt":"2026-09-01T15:16:25","slug":"abiogenese-x-biogenese-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/abiogenese-x-biogenese-4\/","title":{"rendered":"Abiog\u00eanese X Biog\u00eanese"},"content":{"rendered":"\n<strong>Abiog\u00eanese e Biog\u00eanese &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Abiog\u00eanese<\/strong>\n\nO prefixo \u201cbio\u201d significa vida, a letra \u201ca\u201d no in\u00edcio vem negar o restante da palavra, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 vida e g\u00eanese significa origem.\n\nEm biologia esse termo \u00e9 usado para definir a origem da vida a partir de algo que n\u00e3o possui vida.\n\n<strong>Essa era uma teoria sugerida por alguns cientistas do passado como por exemplo:<\/strong>\u00a0Xen\u00f3fanes, Dem\u00f3crito, Anaximandro, entre outros tantos. Tamb\u00e9m ficou conhecida como \u201cGera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea\u201d na qual eles acreditavam que existia um \u201cprinc\u00edpio ativo\u201d em algumas por\u00e7\u00f5es de mat\u00e9ria inanimada (que n\u00e3o tem vida) formando assim um organismo vivo.\n\n<strong>Essa teoria n\u00e3o tinha embasamento emp\u00edrico (comprovado a partir de experimentos) era quase que uma sugest\u00e3o tipo:<\/strong>\u00a0eu acho que.\n\n<strong>Biog\u00eanese<\/strong>\n\nNessa teoria a vida surgi a partir de mat\u00e9ria viva. Por exemplo o surgimento de larvas na comida ocorre porque moscas depositaram ovos nela. Francesco Redi (1626-1691) foi um dos pioneiros a fazer esse tipo de pesquisa partindo de um embasamento cient\u00edfico (observa\u00e7\u00e3o, hip\u00f3tese e comprova\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de experimentos).\n\n<strong>Em suma:\u00a0<\/strong>a\u00a0<strong>Abiog\u00eanese<\/strong>\u00a0\u00e9 a teoria de que as c\u00e9lulas vivas surgiram a partir de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas n\u00e3o vivas e a\u00a0<strong>Biog\u00eanese\u00a0<\/strong>\u00e9 a teoria de que a vida vem a vida\n\n<strong>Biog\u00eanese<\/strong>\u00a0significa fazer novos seres vivos. Mais especificamente, \u00e9 a teoria de que os seres vivos s\u00f3 v\u00eam de outros seres vivos por meio da reprodu\u00e7\u00e3o.\u00a0<strong>Abiog\u00eanese<\/strong>, \u00e0s vezes chamada de gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, significa vida vinda de coisas n\u00e3o vivas.\n\n<strong>Abiog\u00eanese e Biog\u00eanese &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-153767 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Abioge3.jpg\" alt=\"\" width=\"295\" height=\"300\" \/><strong>Abiog\u00eanese e Biog\u00eanese<\/strong><\/p>\nAtrav\u00e9s dos s\u00e9culos, muitas hip\u00f3teses t\u00eam sido propostas para explicar a origem da vida na face da Terra. At\u00e9 fins do s\u00e9culo passado, a hip\u00f3tese mais simples, aceita pelo povo em geral pela maior parte dos cientistas, era que seres vivos podem se originar de material n\u00e3o vivo.\n\nA teoria que diz que seres vivos podem, em determinadas condi\u00e7\u00f5es, formar-se a partir de mat\u00e9ria bruta, denomina-se Abiog\u00eanese ou Teoria da Gera\u00e7\u00e3o Expont\u00e2nea.\n\nApesar de ainda aceita por alguns indiv\u00edduos de pouca instru\u00e7\u00e3o, esta teoria est\u00e1 morta, cientificamente, desde fins do s\u00e9culo XIX.\n\nA queda definitiva da abiog\u00eanese foi causada pelas brilhantes experi\u00eancias de Louis Pasteur.\n\n<strong>A queda da teoria da gera\u00e7\u00e3o expont\u00e2nea causou, entretanto, grande pol\u00eamica em torno do problema da origem da vida:<\/strong>\u00a0<strong>como apareceram os seres vivos, se eles n\u00e3o podem se originar da mat\u00e9ria bruta<\/strong>?\n\nA explica\u00e7\u00e3o mais simples foi atribuir a origem da vida a uma cria\u00e7\u00e3o divina. A primeira apresenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do problema foi o livro \u201cA origem da vida\u201d, do qu\u00edmico russo A I Oparin, \u00e9 verdadeira e que, realmente, os seres vivos devem sua origem a certas propriedades f\u00edsicas e qu\u00edmicas da Terra primitiva. Nada de sobrenatural parece Ter sido envolvido na origem dos seres vivos, apenas tempo e leis f\u00edsicas e qu\u00edmicas naturais, operando nas condi\u00e7\u00f5es reinantes num ambiente primitivo.\n\nEm experi\u00eancias bem elaboradas, nas quais as condi\u00e7\u00f5es da Terra primitiva s\u00e3o simuladas os cientistas t\u00eam sido capazes de reproduzir, no laborat\u00f3rio alguns passos importantes, que h\u00e1 bilh\u00f5es de anos devem Ter contribu\u00eddo para a forma\u00e7\u00e3o dos primeiros seres vivos.\n\n<strong>Gera\u00e7\u00e3o Espont\u00e2nea<\/strong>\n\nA cren\u00e7a na\u00a0<strong>gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea<\/strong>\u00a0vem desde tempos remotos. Povos antigos da China, da \u00cdndia e do Egito j\u00e1 eram adeptos desta teoria. Foi Arist\u00f3teles, entretanto, o maior divulgador da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea (abiog\u00eanese). Este fil\u00f3sofo, baseado em suas observa\u00e7\u00f5es, concluiu que seres inferiores podem originar-se, espontaneamente, de mat\u00e9ria n\u00e3o viva.\n\nAt\u00e9 fins da idade m\u00e9dia, fil\u00f3sofos e cientistas ilustres como Willian Harvey, c\u00e9lebre por seus trabalhos sobre circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea, Ren\u00e9 Descartes e Isaac Newton, aceitavam a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.\n\nJean Baptitste van Helmot, c\u00e9lebre m\u00e9dico de Bruxelas, autor de brilhantes trabalhos sobre fisiologia vegetal, foi um grande adepto da teoria da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. Helmot chegou a elaborar uma \u201creceita\u201d para produzir ratos por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.\n\n<strong>Dizia ele:\u00a0<\/strong>\u201ccoloca-se, num canto sossegado e pouco iluminado, camisas sujas. Sobre elas espalham-se gr\u00e3os de trigo e o resultado ser\u00e1 que, em 21 dias, surgir\u00e3o ratos\u201d.\n\nA hip\u00f3tese que os ratos v\u00eam de fora n\u00e3o era levada em considera\u00e7\u00e3o.\n\nEm 1688, com uma experi\u00eancia simples, mas bem controlada, o m\u00e9dico e biologista italiano Francesco Redi p\u00f4s abaixo a teoria da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.\n\nPara observar o comportamento dos \u201cvermes\u201d que aparecem na carne em putrefa\u00e7\u00e3o. Redi colocou alguns destes organismos num recipiente fechado. Ap\u00f3s alguns dias, os vermes tornaram-se im\u00f3veis e assumiram formas ovais, escuras e duras.\n\nAs cascas duras quebraram-se ap\u00f3s alguns dias, e do interior de cada uma saiu uma mosca, semelhantes as que s\u00e3o vistas diariamente nos a\u00e7ougues, sobrevoando a carne. Destas observa\u00e7\u00f5es, Redi concluiu que os \u201cvermes\u201dda carne podre constituem uma etapa do ciclo de vida de certas esp\u00e9cies de mosca.\n\n<strong>Estas larvas ent\u00e3o, deveriam surgir de ovos colocados pelas pr\u00f3prias moscas na carne e n\u00e3o por gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea:<\/strong>\u00a0a carne servia apenas como alimento para as larvas.Para ostentar esta hip\u00f3tese.\n\n<strong>Redi realizou a seguinte experi\u00eancia:\u00a0<\/strong>colocou peda\u00e7os de carne em alguns frascos de boca larga, tapou metade dos frascos com uma tela, enquanto a outra metade ficava aberta. Nos frascos abertos, onde as moscas entravam e saiam ativamente, surgiu uma grande quantidade de larvas. Nos frascos fechados, onde as moscas n\u00e3o conseguiam entrar, n\u00e3o apareceu nenhuma larva, apesar de muitos dias terem se passado desde que a carne fora l\u00e1 colocada.\n\nCom essa experi\u00eancia simples, Redi demonstrou que as larvas da carne podre desenvolvem-se de ovos de moscas e n\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o da carne, como haviam afirmado os adeptos da abiog\u00eanese.\n\nOs resultados de Redi fortaleceram a Biog\u00eanese, isto \u00e9, a teoria que admite a origem de um ser vivo somente a partir de um ser vivo.\n\n<strong>Biog\u00eanese versus Abiog\u00eanese<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-153769 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Abioge4.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"165\" \/>\n<p align=\"center\"><strong>Abiog\u00eanese e Biog\u00eanese<\/strong><\/p>\nEm meados do s\u00e9culo XVII, utilizando um microsc\u00f3pio rudimentar, o holand\u00eas Antoine Van Leeuwenhoek descobriu seres microsc\u00f3picos.\n\n<strong>Esta descoberta foi revelada ao mundo atrav\u00e9s da descri\u00e7\u00e3o de uma infinidade de seres microsc\u00f3picos, tais como:<\/strong>\u00a0protozo\u00e1rios, alagas, fungos e bact\u00e9rias.\n\nPara explicar a origem dos min\u00fasculos seres descobertos por Leeuwenhoek, o mundo cient\u00edfico dividiu-se em duas escolas.\n\nAlguns cientistas acreditavam que os microorganismos originavam-se espontaneamente da mat\u00e9ria n\u00e3o viva que lhes serviu de alimento. Com essa hip\u00f3tese, a teoria da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea voltava a tomar vulto.\n\nOutros cientistas, inclusive Leeuwenhoek acreditavam que as \u201csementes\u201d ou \u201cgermes\u201d dos micr\u00f3bios estavam no ar e que, caindo em ambientes prop\u00edcios cresciam e se reproduziam.\n\nEm 1711, o cientista franc\u00eas Joblot, publicou suas experi\u00eancias que sugerem uma proced\u00eancia externas dos micr\u00f3bios que proliferam nas infus\u00f5es. Joblot verificou que uma grande quantidade de micr\u00f3bios aparecem numa infus\u00e3o de feno em \u00e1gua fria. Entretanto se estas mesmas infus\u00f5es forem fervidas por 15 minutos e depositadasem recipientes fechados, elas permanecem livres de micr\u00f3bios por v\u00e1rios dias. Basta, entretanto, abrir estes tubos ao ar para que micr\u00f3bios proliferem rapidamente em seu interior.\n\n<strong>Com os resultados de Joblot, o problema da origem dos microorganismos parecia estar resolvido:<\/strong>\u00a0estes seres originam-se de \u201csementes\u201d existentes no ar.\n\n<strong>Entretanto, em 1749, o cientista John Nedhan relata que microorganismos surgem de muitos tipos de infus\u00f5es, independentemente do tratamento que recebam:\u00a0<\/strong>fechadas ou n\u00e3o fechadas, fervidas ou n\u00e3o fervidas.\n\nOs resultados de Nedhan deram novo apoio \u00e0 teoria da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.\n\nAlguns anos ap\u00f3s as publica\u00e7\u00f5es de Nedhan, o pesquisador L\u00e1zzaro Spallanzani demonstrou, em uma s\u00e9rie de experi\u00eancias, que o aquecimento de infus\u00f5es Hermeticamente fechadas impede o aparecimento de micr\u00f3bios, apesar de ser vari\u00e1vel a dura\u00e7\u00e3o do aquecimento necess\u00e1rio para tornar est\u00e9reis diferentes tipos de infus\u00f5es.\n\nBaseado em seus experimentos, Spallanzani criticou Nedhan violentamente. Ele sugeriu que o aquecimento e a veda\u00e7\u00e3o, a que Nedhan submeteu suas infus\u00f5es, n\u00e3o tinham sido suficientes para esterilizar o meio nutritivo, isto \u00e9, matar todas as \u201csementes\u201d ou \u201cgermes\u201d presentes na infus\u00e3o e evitar a entrada de outros.\n\nSpallanzani acreditava que os \u201cgermes\u201d ou \u201csementes\u201d de micr\u00f3bios s\u00e3o levados \u00e0s infus\u00f5es pelo ar, sendo esta a explica\u00e7\u00e3o para a suposta gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de micr\u00f3bios em infus\u00f5es muito bem aquecidas.\n\nPara Spallanzani, n\u00e3o havia tampo mec\u00e2nico, se n\u00e3o a veda\u00e7\u00e3o herm\u00e9tica, capaz de impedir a passagem das \u201csementes\u201d de micr\u00f3bios.\n\nNas experi\u00eancias de Nedhan poderia Ter ocorrido passagem de germes atrav\u00e9s da tampa.\n\nEm fins do s\u00e9culo XVIII, com a descoberta do oxig\u00eanio e a demonstra\u00e7\u00e3o de que este g\u00e1s \u00e9 essencial \u00e0 vida, os defensores da Biog\u00eanese encontraram um novo ponto de apoio.\n\n<strong>Explicaram os resultados de Spallanzani da seguinte maneira:\u00a0<\/strong>a veda\u00e7\u00e3o herm\u00e9tica e o aquecimento prolongado, recomendados por Spallanzani impedem a plorifera\u00e7\u00e3o de micr\u00f3bios, n\u00e3o porque destroem germes existentes na infus\u00e3o, mas porque excluem o oxig\u00eanio necess\u00e1rio \u00e0 gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea e \u00e0 sobreviv\u00eancia dos germes.\n\nApesar da controv\u00e9rsia existente sobre a teoria da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea no mundo cient\u00edfico da \u00e9poca, um confeiteiro parisense, fran\u00e7ois Appert, utilizou sabiamente as experi\u00eancias de Spallanzani.\n\nQualquer que fosse o motivo da esteriliza\u00e7\u00e3o das infus\u00f5es de Spallanzani, fosse pela morte dos seres ali existentes, fosse pela altera\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 gera\u00e7\u00e3o da vida, estava claro que um l\u00edquido nutritivo, colocado em recipiente hermeticamente fechado e aquecido durante certo tempo, tornava-se est\u00e9ril.\n\n<strong>Baseado neste princ\u00edpio, Appert inventou a ind\u00fastria de enlatados:<\/strong>\u00a0alimentos colocados em recipientes hermeticamente fechados e aquecidos durante certo tempo n\u00e3o estragam.\n\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, atrav\u00e9s de engenhosas experi\u00eancias, ficou demonstrado que a prolifera\u00e7\u00e3o de microorganismos n\u00e3o ocorre em infus\u00f5es que tenham sido adequadamente aquecidas, mesmo quando expostas ao ar, desde que esse ar esteja isento de qualquer germe. Schwann, em 1837, infiltrando o ar previamente auqecido em uma infus\u00e3o fervida verificou que a infus\u00e3o permanecia est\u00e9ril.\n\nSchroeder e Von Dusch, em 1854, conseguiram impedir o crescimento microbiano em infus\u00f5es de carne previamente fervida, mesmo oassando, atrav\u00e9s dela, ar filtrado em algod\u00e3o.\n\nPor volta de 1860, o cientista franc\u00eas Ouis Pasteur demonstrou que germes microsc\u00f3picos est\u00e3o presentes no ar, sobre o corpo dos animais e do homem, sobre os utens\u00edlios usados nas experi\u00eancias e sobre as demais coisas expostas ao ar. Demonstrou, ainda, que todas as \u201cgera\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas\u201d de microorganismos resultam, na realidade da contamina\u00e7\u00e3o dos tubos de cultura por germes do ar. Uns poucos micr\u00f3bios do ar, encontrando um meio rico em alimentos, reproduzem-se rapidamente, originando, em quest\u00e3o de horas, milh\u00f5es de descendentes.\n\nCom experi\u00eancias de frascos tipo \u201cpesco\u00e7o de cisne\u201d, Pasteur demonstrou que uma solu\u00e7\u00e3o nutritiva, previamente esterilizada, mant\u00e9m-se est\u00e9ril indefinidamente, mesmo na presen\u00e7a de ar, desde que, a entrada de germes seja impedida.\n\nPraticamente destru\u00edda pelas experi\u00eancias de Pasteur, a teoria da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e3nea de microorganismos recebeu um \u00faltimo golpe com as experi\u00eancias de Tyndall. Este cientista, em suas experi\u00eancias sobre abiog\u00eanese, verificou que infus\u00f5es de feno seco s\u00e3o muito mais dif\u00edceis de serem esterilizadas que outros tipos de infus\u00f5es. Ele verificou que os cinco minutos de fervura, normalmente usados para esterilizar as infuz\u00f5es, s\u00e3o insuficientes para esterilizar as infuz\u00f5es de feno seco. Mesmo prolongando-se a fervura por uma hora ou mais, as infus\u00f5es de feno n\u00e3o se tornam est\u00e9reis.\n\n<strong>Ap\u00f3s muitas experi\u00eancias, Tyndall compreendeu o que estava ocorrendo:<\/strong>\u00a0<strong>no feno seco existem formas bacterianas, muito mais resistentes ao calor que qualquer outro micr\u00f3bio (sendo que as bact\u00e9rias tem duas fases:<\/strong>\u00a0umas resistente ao calor que \u00e9 chamada de esporo e outra sens\u00edvel ao calor, forma vegetativa.\n\nTyndall desenvolveu um m\u00e9todo para esterilizar infus\u00f5es de feno. Este m\u00e9todo pode ser empregado para esterilizar qualquer meio que contenha esporos de bact\u00e9rias. As infus\u00f5es s\u00e3o colocadas em repouso (s\u00e3o colocadas em temperaturas altamente quentes), formando assim um ambiente adequado para a forma\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias. Os esporos come\u00e7am a germinar, e germinam bact\u00e9rias n\u00e3o sens\u00edveis ao calor.\n\nSendo assim estas bact\u00e9rias que surgiram s\u00e3o eliminadas pelo calor.\n\nCom a publica\u00e7\u00e3o dessas experi\u00eancias, foi descartado defitivamente a teoria da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.\n\nA partir daqui, vamos explicar todo processo da origem da vida (as teorias que s\u00e3o mais aceitas hoje)\n\n<strong>A forma\u00e7\u00e3o da Terra:<\/strong>\n\n<strong>\u201cSe um ser vivo s\u00f3 pode se originar de outro ser vivo, como ent\u00e3o surgiu o primeiro?\u201d<\/strong>\n\n<strong>Para essa pergunta podem ser apresentadas duas hip\u00f3teses:<\/strong>\n<blockquote><strong>a)<\/strong>\u00a0a vida surgiu por cria\u00e7\u00e3o divina\n<strong>b)<\/strong>\u00a0a vida surgiu da evolu\u00e7\u00e3o gradual de sistemas qu\u00edmicos<\/blockquote>\nA primeira hip\u00f3tese foi a que dominou o pensamento dos povos antigos, presente nos documentos religiosos. Mas \u00e9 a segunda, atrav\u00e9s de estudos cient\u00edficos \u00e9 a que possui maior probabilidade da verdade.\n\nNo in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o dos planetas, a temperatura era t\u00e3o alta que as liga\u00e7\u00f5es q u\u00edmicas eram imposs\u00edveis\u2026 Entretanto, o contato com o espa\u00e7o c\u00f3smico gelado fez com que as superf\u00edcies dos planetas resfriassem gradualmente. E com esse resfriamento a maior parte dos \u00e1tomos ligaram, formando elementos qu\u00edmicos essenciais para o desenvolvimento de uma vida. Durante alguns milh\u00f5es de anos, a Terra continuou no processo de resfriamento at\u00e9 chegar na temperatura atual\u2026 as \u00e1guas das tempestades que aqui caiam quase n\u00e3o pararam aqui, evaporavam logo.\n\nComo ainda faltava oxigenio na atmosfera primitiva, uma grande quantidade de radia\u00e7\u00e3o ultra-violeta, presente na luz solar, atingisse a superf\u00edcie terrestre.\n\nE foi um processo demorado, at\u00e9 que as primeiras mol\u00e9culas come\u00e7aram a ser formar. As radia\u00e7\u00f5es e descargas el\u00e9tricas, fizeram com que mol\u00e9culas rompesse, e o peda\u00e7o dessas mol\u00e9culas denominadas de radicais livres, foram atrav\u00e9s das chuvas para os oceanos, onde se acumularam.\n\nNa d\u00e9cada de 1920, cientistas propuseram que as mol\u00e9culas quebradas (radicais livres) formavam os seres vivos atuais, nas condi\u00e7\u00f5es da Terra naquela \u00e9poca.\n\nEsta hip\u00f3tese foi testada em laborat\u00f3rio e deu certo\u2026\n\n<strong>A Origem dos primeiros seres vivos:<\/strong>\n\n\u00c1 partir desses fen\u00f4menos que faziam a mol\u00e9cula \u201cquebrar\u201d (calor dos vulc\u00f5es, descargas el\u00e9tricas e tempestades) formou-se uma grande \u201csopa\u201d no Oceano, que dava condi\u00e7\u00f5es de que os primeiros seres vivos aparecessem.\n\nEnt\u00e3o, com isso pode-se concluir que a vida surgiu nos oceanos\u2026 Esta \u00e9 atualmente a hip\u00f3tese mais aceita sobre a origem da vida.\n\n<strong>Big Bang<\/strong>\n\nTeoria mais aceita sobre a origem do Universo, \u00e9 enunciada em 1948 pelo cientista russo naturalizado norte-americano George Gamow (1904-1968). Segundo ela, o Universo teria nascido de uma grande explos\u00e3o c\u00f3smica, o Big Bang, entre 8 bilh\u00f5es e 20 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s. At\u00e9 ent\u00e3o, as estruturas do Universo concentravam-se em um \u00fanico ponto, de temperatura e densidade energ\u00e9tica alt\u00edssimas. Esse ponto explode \u2013 \u00e9 o instante inicial \u2013 e come\u00e7a assim a sua expans\u00e3o, que continua at\u00e9 hoje.\n\nO Universo primitivo \u00e9 uma mistura de part\u00edculas subat\u00f4micas (quarks, el\u00e9trons, neutrinos e suas antipart\u00edculas) que se movem em todos os sentidos a velocidades pr\u00f3ximas \u00e0 da luz. As primeiras part\u00edculas pesadas, pr\u00f3tons e n\u00eautrons, associam-se para formar os n\u00facleos de \u00e1tomos leves, como hidrog\u00eanio, h\u00e9lio e l\u00edtio, que est\u00e3o entre os principais elementos qu\u00edmicos do Universo. Ao expandir-se, o Universo tamb\u00e9m resfria-se, passando da cor violeta \u00e0 amarela, depois laranja e vermelha.\n\n<strong>Cerca de 1 milh\u00e3o de anos ap\u00f3s o instante inicial, a mat\u00e9ria e a radia\u00e7\u00e3o luminosa separam-se e o Universo torna-se transparente:\u00a0<\/strong>com a uni\u00e3o dos el\u00e9trons aos n\u00facleos at\u00f4micos, a luz pode caminhar livremente. Cerca de 1 bilh\u00e3o de anos depois do Big Bang, os elementos qu\u00edmicos come\u00e7am a unir-se para originar as gal\u00e1xias.\n\nA Teoria do Big Bang baseia-se em parte na Teoria da Relatividade do f\u00edsico Albert Einstein (1879-1955) e nos estudos dos astr\u00f4nomos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972), que demonstram que o Universo n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tico e se encontra em expans\u00e3o. A hip\u00f3tese, admitida pela maioria dos astrof\u00edsicos, ap\u00f3ia-se na constata\u00e7\u00e3o de que as gal\u00e1xias se afastam umas das outras numa velocidade proporcional \u00e0 sua dist\u00e2ncia da Terra.\n\n<strong>Os estudos sobre o Big Bang ganham novo impulso em 1964 e 1965, com a descoberta, pelos radioastr\u00f4nomos Arno Penzias (1933-) e Robert Wilson (1936-), de um poss\u00edvel tra\u00e7o \u201cf\u00f3ssil\u201d dessa grande explos\u00e3o c\u00f3smica:<\/strong>\u00a0um ru\u00eddo que recebe o nome de radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo. O ru\u00eddo, detectado durante a medi\u00e7\u00e3o do som da Via L\u00e1ctea, \u00e9 um sinal est\u00e1tico uniforme e constante que n\u00e3o prov\u00e9m de nenhuma fonte determinada e sugere a exist\u00eancia de uma energia t\u00e9rmica residual atrav\u00e9s do Universo. Em 1990, o sat\u00e9lite Cosmic Background Explorer (Cobe), lan\u00e7ado pela Nasa (Administra\u00e7\u00e3o Nacional de Aeron\u00e1utica e Espa\u00e7o), faz um mapeamento das regi\u00f5es onde existe essa energia.\n\nA grande quest\u00e3o que norteia a astronomia atual \u2013 introduzida por Hubble, o pai da cosmologia moderna \u2013 \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o de uma velocidade mais precisa para a expans\u00e3o do Universo.\n\nOs cientistas acreditam que as observa\u00e7\u00f5es do telesc\u00f3pio espacial Hubble, lan\u00e7ado pelos EUA em 1990, podem contribuir decisivamente para a sua solu\u00e7\u00e3o\n\n<strong>Origem da vida<\/strong>\n\nProcesso pelo qual surge a vida na Terra e que at\u00e9 hoje n\u00e3o foi totalmente definido pela Ci\u00eancia. As formas de vida mais antigas conhecidas s\u00e3o bact\u00e9rias de 3,5 milh\u00f5es de anos.\n\nA reprodu\u00e7\u00e3o dos seres vivos \u00e9 controlada por subst\u00e2ncias chamadas \u00e1cidos nucl\u00e9icos, DNA e RNA, material heredit\u00e1rio que passa de um organismo a outro.\n\nO desafio \u00e9 esclarecer como se formaram os ancestrais dessas mol\u00e9culas complexas.\n\nNa d\u00e9cada de 20, o bioqu\u00edmico russo Aleksandr Ivanovich Oparin (1894-1980) e o geneticista brit\u00e2nico John Burdon Sanderson Haldane (1892-1964) afirmam que as mol\u00e9culas que teriam dado origem \u00e0 vida surgiram em oceanos primordiais. Essa id\u00e9ia \u00e9 testada em 1953 pelos qu\u00edmicos norte-americanos Stanley Lloyd Miller (1930-) e Harold Clayton Urey (1893-1981), que reproduziram em laborat\u00f3rio as condi\u00e7\u00f5es desses oceanos e, a partir da\u00ed, conseguiram produzir compostos org\u00e2nicos essenciais (amino\u00e1cidos).\n\nEssa experi\u00eancia e outros estudos permitiram a formula\u00e7\u00e3o da teoria mais aceita sobre a origem da vida. Segundo ela, h\u00e1 cerca de 3,8 bilh\u00f5es de anos a atmosfera terrestre era composta basicamente de metano (Ch2), am\u00f4nia (Nh2), vapor d\u2019\u00e1gua (H2O), hidrog\u00eanio (H) e nitrog\u00eanio (N). O excesso de calor provocado pelos vulc\u00f5es, radia\u00e7\u00e3o ultravioleta e descargas el\u00e9tricas favorece a combina\u00e7\u00e3o desses elementos resultando em mol\u00e9culas org\u00e2nicas simples como os amino\u00e1cidos, a\u00e7\u00facares e \u00e1cidos graxos.\n\nEssas mol\u00e9culas se depositaram nos oceanos formando o caldo primordial. Ali elas reagiram e deram origem a mol\u00e9culas org\u00e2nicas maiores, parecidas com o RNA (\u00e1cido ribonucl\u00e9ico) de hoje.\n\nCapazes de se auto-reproduzirem e de evolu\u00edrem, as mol\u00e9culas adquiriram membranas por um processo ainda desconhecido e individualizaram as primeiras c\u00e9lulas, que t\u00eam RNA como seu material gen\u00e9tico.\n\nAos poucos, come\u00e7am a surgir c\u00e9lulas nas quais o RNA \u00e9 substitu\u00eddo pelo DNA, uma mol\u00e9cula mais est\u00e1vel.\n\nPor um processo de sele\u00e7\u00e3o natural, a estrutura que sobrevive \u00e9 a c\u00e9lula de DNA (ainda sem n\u00facleo organizado \u2013 procarionte), considerada a ancestral de todos os seres vivos.\n\nO princ\u00edpio b\u00e1sico da vida \u00e9 a origem de algum modo de duplica\u00e7\u00e3o do ser vivo movido por uma fonte externa de energia.\n\nUm ser vivo \u00e9 essencialmente um motor que converte formas de energia para a realiza\u00e7\u00e3o de todas as suas atividades, desde a respira\u00e7\u00e3o at\u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o. Nos casos das plantas, por exemplo, a fonte \u00e9 a radia\u00e7\u00e3o solar, que \u00e9 convertida em uma forma de energia aproveit\u00e1vel no processo de fotoss\u00edntese.\n\nAs formas primitivas de vida passaram por algum tipo de sele\u00e7\u00e3o natural que favoreceu as mol\u00e9culas capazes de absorver energia do meio com mais facilidade e de se reproduzir mais rapidamente.\n\n<strong>Abiog\u00eanese e Biog\u00eanese &#8211; Origem da Vida<\/strong>\n\nA primeira teoria criteriosa sobre a origem da vida surge na Gr\u00e9cia Antiga, com Arist\u00f3teles, que formula a hip\u00f3tese de gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea.\n\nAt\u00e9 ent\u00e3o, predominavam as explica\u00e7\u00f5es religiosas e m\u00edsticas. A doutrina de Arist\u00f3teles domina os meios cient\u00edficos por quase 2 mil anos.\n\nS\u00f3 em 1864 que Pasteur prova que a vida surge sempre a partir de outra forma de vida semelhante e n\u00e3o de mat\u00e9ria inorg\u00e2nica.\n\n<strong>GERA\u00c7\u00c3O ESPONT\u00c2NEA ou ABIOG\u00caNESE<\/strong>\n\nSegundo o princ\u00edpio da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea ou abiog\u00eanese formulado por Arist\u00f3teles, alguns seres vivos se desenvolvem a partir da mat\u00e9ria inorg\u00e2nica em contato com um princ\u00edpio vital, ou \u201cprinc\u00edpio ativo\u201d.\n\nA vida surgiria sempre que as condi\u00e7\u00f5es do meio fossem favor\u00e1veis. Mosquitos e sapos, por exemplo, brotariam nos p\u00e2ntanos. De mat\u00e9rias em putrefa\u00e7\u00e3o, apareceriam larvas.\n\n<strong>BIOG\u00caNESE<\/strong>\n\nEm 1864 o qu\u00edmico e biologista franc\u00eas Louis Pasteur (1822-1895) realiza uma s\u00e9rie de experi\u00eancias com os frascos com \u201cpesco\u00e7o de cisne\u201d e demonstra que n\u00e3o existe no ar ou nos alimentos qualquer \u201cprinc\u00edpio ativo\u201d capaz de gerar vida espontaneamente. Abre caminho para a biog\u00eanese, segundo a qual a vida se origina de outro ser vivo preexistente.\n\n<strong>Experimentos que provam a biog\u00eanese:<\/strong>\n<blockquote><strong>Redi \u2013<\/strong>\u00a0Em 1968,colocou alguns vermes em um recipiente fechado e observou que eles se transformaram em casulos ov\u00f3ides, e de cada um desses casulos saiu uma mosca. Demonstrando com isso que as larvas presentes na carne em putrefa\u00e7\u00e3o se desenvolvem a partir de ovos de moscas e n\u00e3o pela transforma\u00e7\u00e3o da carne.<strong>\nSpallanzani &#8211;<\/strong>\u00a0pegou um caldo e aqueceu-o at\u00e9 um determinado tempo que matou os vermes, depois fechou-o com um rolha e verificou-se que passados alguns dias continuaram livres dos vermes.<\/blockquote>\n<strong>Origem da vida na Terra<\/strong>\n\nAt\u00e9 hoje n\u00e3o existe uma resposta cient\u00edfica definitiva sobre a origem da vida no planeta. A primeira id\u00e9ia foi a de que a vida teria vindo do espa\u00e7o, fruto de uma \u201csemente\u201d de outro planeta.\n\nHoje a hip\u00f3tese mais difundida \u00e9 a da origem terrestre. A vida surge h\u00e1 cerca de 3,5 bilh\u00f5es de anos quando o planeta tem uma composi\u00e7\u00e3o e atmosfera bem diferentes das atuais.\n\nAs primeiras formas surgem em uma esp\u00e9cie de caldo de cultura resultante de complexas rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e de radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica.\n\n<strong>QUIMIOSS\u00cdNTESE<\/strong>\n\n\u00c9 a hip\u00f3tese de que as primeiras formas de vida na Terra est\u00e3o condicionadas \u00e0 exist\u00eancia pr\u00e9via de compostos org\u00e2nicos (prote\u00ednas, carboidratos, lip\u00eddios e \u00e1cidos nucl\u00e9icos).\n\nA energia necess\u00e1ria para a s\u00edntese destes complexos seria fornecida pelas radia\u00e7\u00f5es ultravioleta e c\u00f3smica.\n\nEm 1936 Alexander Oparin prop\u00f5e que a partir de gases da atmosfera primitiva formam-se os primeiros compostos org\u00e2nicos que evoluem naturalmente at\u00e9 originarem os primeiros seres vivos.\n\nSegundo ele depois do resfriamento da superf\u00edcie permitiu que a \u00e1gua se acumulasse nas depress\u00f5es da crosta, as chuvas constantes devem ter arrastado as mol\u00e9culas originadas na atmosfera para os lagos e mares em forma\u00e7\u00e3o.O ac\u00famulo dessa subst\u00e2ncias por centenas de milhares de anos, teria transformado os lagos primitivos em verdadeiros \u2018caldos\u2019 de subst\u00e2ncia precursoras da vida.\n\n<strong>TEORIA DOS COACERVADOS<\/strong>\n\nAnos depois, Oparin diz que as mol\u00e9culas prot\u00e9icas existentes na \u00e1gua se agregam na forma de coacervados (complexos de prote\u00edna). Essas estruturas, apesar de n\u00e3o serem vivas, t\u00eam propriedades osm\u00f3ticas e podem se unir, formando outro coacervado mais complexo. Da evolu\u00e7\u00e3o destes coacervados, surgem as primeiras formas de vida.\n\n<strong>Abiog\u00eanese e Biog\u00eanese &#8211; Uma Reprodu\u00e7\u00e3o do Trabalho de Pauster<\/strong>\n\nA GERA\u00c7\u00c3O ESPONT\u00c2NEA foi por muitos s\u00e9culos tida como a teoria aceita para o surgimento de muitas formas de vida. A cren\u00e7a na forma\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea dos seres vivos a partir da mat\u00e9ria inerte, conhecida como Gera\u00e7\u00e3o Espont\u00e2nea ou Abiog\u00eanese \u00e9 de longa exist\u00eancia. Na antiguidade, considerava-se \u00f3bvio que muitas plantas e animais pudessem gerar-se espontaneamente sob condi\u00e7\u00f5es especiais. Arist\u00f3teles, fil\u00f3sofo grego, que escreveu extensamente sobre hist\u00f3ria natural, era um adepto da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. Seus escritos sobre assuntos cient\u00edficos vieram a ser aceitos como dogmas no mundo crist\u00e3o primitivo.\n\nA doutrina da Gera\u00e7\u00e3o Espont\u00e2nea prevaleceu inquestion\u00e1vel at\u00e9 a Renascen\u00e7a, quando observa\u00e7\u00f5es e experimentos cuidadosos se reiniciaram na Europa ocidental ap\u00f3s a Idade M\u00e9dia.\n\nUm passo decisivo para o abandono da doutrina no que diz respeito aos animais, resultou de experimentos levados a efeito em 1665, por um m\u00e9dico italiano Francesco Redi.\n\nRedi provou que a origem de moscas a partir de carne putrefada era resultado do desenvolvimento dos ovos depositados por estas e que estes faziam parte do seu ciclo vital, destruindo para sempre o mito de que vermes se desenvolvem espontaneamente a partir da carne. Nessa \u00e9poca, com o estudo do sistema reprodutivo de plantas e animais se desenvolvendo, a teoria da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea j\u00e1 estava bem debilitada, no entanto, tudo mudou quando Leeuwenhock descobriu o mundo dos micr\u00f3bios. Por raz\u00f5es t\u00e9cnicas, constituiu problema muito mais dif\u00edcil a demonstra\u00e7\u00e3o de que tamb\u00e9m os microorganismos n\u00e3o s\u00e3o gerados espontaneamente e assim, a medida que o tempo corria, os proponentes da doutrina passaram a centralizar mais e mais sobre o aparecimento misterioso dessas formas de vida mais simples, em infus\u00f5es org\u00e2nicas. Em 1750, a ?guerra das infus\u00f5es? come\u00e7ava a se estabelecer e s\u00f3 se resolveu definitivamente, bem mais de 100 anos depois.\n\nNessa \u00e9poca, os seres microsc\u00f3picos eram chamados de anim\u00e1lculos. Muitas experi\u00eancias realizadas n\u00e3o obtiveram sucesso e como aquelas realizadas por Needham e publicadas em 1749, afirmavam que, independente do tratamento que recebessem, protegidas ou n\u00e3o, fervidas ou n\u00e3o, das infus\u00f5es apareceriam anim\u00e1lculos.\n\nHoje compreendemos que os experimentos de Needham eram falhos, as precau\u00e7\u00f5es que tomava para destruir os anim\u00e1lculos eram falhas pois eram inadequadas as suas precau\u00e7\u00f5es para proteger as infus\u00f5es do ar circundante. S\u00f3 50 anos mais tarde, outro cientista chamado Spallanzani evidenciou em centenas de experimentos, que n\u00e3o apenas a infus\u00e3o deveria estar est\u00e9ril mas o ar dentro do frasco tamb\u00e9m.\n\nNeedham vedava seus frascos com rolha e com o tempo estas se tornavam quebradi\u00e7as e ocorriam rachaduras permitindo a entrada de ar e conseq\u00fcente crescimento de germes.\n\nSe precau\u00e7\u00f5es fossem tomadas para evitar esse fato, os anim\u00e1lculos nunca apareceriam. O assunto estaria definitivamente resolvido se os experimentos que se seguiram tivessem sido perfeitamente realizados, no entanto isso n\u00e3o aconteceu e o dilema continuava.\n\nPara complicar um pouco mais a situa\u00e7\u00e3o, em fins do s\u00e9culo dezoito, Lavoisier e outros cientistas da \u00e9poca estabeleciam os fundamentos da qu\u00edmica dos gases.\n\nUm dos gases descobertos em primeiro lugar foi o oxig\u00eanio, logo reconhecido como essencial \u00e0 vida dos animais. \u00c0 luz desse conhecimento, parecia poss\u00edvel que a veda\u00e7\u00e3o herm\u00e9tica recomendada por Spallanzani era eficaz para impedir o aparecimento de micr\u00f3bios e a decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica n\u00e3o porque exclu\u00eda os germes do ar, mas porque exclu\u00eda o oxig\u00eanio, necess\u00e1rio tanto para a prolifera\u00e7\u00e3o microbiana como para iniciar a fermenta\u00e7\u00e3o ou putrefa\u00e7\u00e3o.\n\nEm conseq\u00fc\u00eancia, a influ\u00eancia do oxig\u00eanio nesses processos tornou-se objeto de muita pol\u00eamica nos prim\u00f3rdios do s\u00e9culo dezenove.\n\n<strong>As Experi\u00eancias de Louis Pasteur<\/strong>\n\nPasteur trabalhava em 1860 com o estudo da decomposi\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias que comp\u00f5e a infus\u00e3o causada pelos microorganismos.\n\nProvando que os agentes causadores destas transforma\u00e7\u00f5es eram os microorganismos. O maior pioneiro destes estudos foi Louis Pasteur. No entanto, a aceita\u00e7\u00e3o de seus trabalhos ficou condicionada a demonstra\u00e7\u00e3o de que a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea n\u00e3o ocorre. Incitado pelo cont\u00ednuo desafio dos adeptos da doutrina da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, Pasteur finalmente voltou sua aten\u00e7\u00e3o para esse problema. Seu trabalho sobre o assunto foi publicado em 1861 como uma Mem\u00f3ria sobre os Corpos Organizados Existentes na Atmosfera.\n\nPasteur demonstrou em primeiro lugar que o ar cont\u00e9m ?corpos organizados? observ\u00e1veis microscopicamente. Aspirava grande quantidade de ar de um tubo provido com tamp\u00e3o de algod\u00e3o servindo como filtro.\n\nO algod\u00e3o era ent\u00e3o removido e dissolvido numa mistura de \u00e1lcool e \u00e9ter, e o sedimento examinado microscopicamente. Observou al\u00e9m de mat\u00e9ria inorg\u00e2nica, havia grande quantidade de germes.\n\nRepetindo experi\u00eancias j\u00e1 realizadas por Schwann, confirmou o fato de que se fizer passar ar est\u00e9ril pela infus\u00e3o, este n\u00e3o contaminava a mesma mas se colocasse o algod\u00e3o utilizado na aspira\u00e7\u00e3o, este invariavelmente contaminava o meio.\n\nTais experimentos mostraram a Pasteur a maneira pela qual os germes podem penetrar em infus\u00f5es e conduziram ao que foi talvez a sua experi\u00eancia mais elegante com rela\u00e7\u00e3o a este assunto.\n\nConsiste basicamente na demonstra\u00e7\u00e3o de que as infus\u00f5es permanecer\u00e3o indefinidamente est\u00e9reis em frascos abertos, desde que o gargalo do frasco seja estirado e dobrado para baixo de modo a impedir que os germes do ar ascendam por ele. Se no entanto se quebrasse o gargalo desses bal\u00f5es, a infus\u00e3o ficava rapidamente povoada por micr\u00f3bios. A mesma coisa ocorria se o l\u00edquido est\u00e9ril do bal\u00e3o fosse levado at\u00e9 a por\u00e7\u00e3o exposta do gargalo recurvo e depois despejado de volta.\n\nEsse tipo de experimento silenciou, finalmente, as cr\u00edticas baseadas nos poss\u00edveis efeitos do pr\u00f3prio ar como um agente ativador para o desenvolvimento de vida em infus\u00f5es org\u00e2nicas ao menos no que se referia a seus contempor\u00e2neos franceses.\n\nUm fato hist\u00f3rico que normalmente n\u00e3o \u00e9 salientado refere-se a quest\u00e3o surgida logo em seguida na Inglaterra. Um novo e irrequieto defensor da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea chamado Bastian, publicou um livro em 1872 sobre o assunto. Referia-se a problemas com a repeti\u00e7\u00e3o do experimento de Pasteur e nesse caso n\u00e3o havia problemas com a t\u00e9cnica utilizada pois a mesma seguia rigorosamente os passos recomendados por Pasteur.\n\nO desafio empolgou John Tyndall, f\u00edsico ingl\u00eas que era aficionado ardente de Pasteur e sua obra. Tyndall vinha a muitos anos estudando a visualiza\u00e7\u00e3o dos raios luminosos num ambiente escuro com part\u00edculas suspensas no ar tal qual observamos pelas fresta das janelas em nossa casa. Nesses estudos, verificou a imensa dificuldade em remover estas part\u00edculas da atmosfera quando tinha como objetivo estudar os feixes luminosos em um ambiente livre de part\u00edculas em suspens\u00e3o.\n\nUm dia, no entanto, observando um frasco que havia ficado fechado por longo per\u00edodo, observou que o mesmo n\u00e3o mais apresentava part\u00edculas em suspens\u00e3o, ficando estas depositadas principalmente no fundo do vidro. Disse ent\u00e3o que este ar se tornara ?oticamente vazio? ou seja, n\u00e3o era mais poss\u00edvel se observar os raios luminosos que o atravessavam.\n\nTeve, ent\u00e3o, a id\u00e9ia de construir um equipamento constitu\u00eddo basicamente de uma caixa de madeira com vidro frontal. Por orif\u00edcios laterais fechados com vidro passava um feixe luminoso.\n\nNo fundo estavam v\u00e1rios tubos vazios e em cima apresentava tubos retorcidos como o gargalo da garrafa de Pasteur. Ainda ai tinha um longo funil. Quando o ar em seu interior ficara ?oticamente inerte? ou seja livre de part\u00edculas em suspens\u00e3o, ele enchia os tubos de ensaio com infus\u00e3o pelo funil, fervendo-os pelo lado de baixo onde ficavam expostos.\n\nNos primeiros experimentos tudo deu certo, mas quando trabalhou com infus\u00e3o de feno nada mais se repetia. Todos os tubos contendo as infus\u00f5es, embora fervidos, ficavam contaminados.\n\nResumidamente falando, Tyndall descobriu que para alguns micr\u00f3bios, mesmo que por longo per\u00edodo, uma \u00fanica esteriliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o era suficiente.\n\nTyndall acabou por inventar um novo m\u00e9todo de esteriliza\u00e7\u00e3o denominado hoje por Tindaliza\u00e7\u00e3o.\n\nEste se constitui em ferver a infus\u00e3o descontinuamente com intervelos de um minuto entre cada aquecimento. Assim, disse ele, os micr\u00f3bios que apresentam v\u00e1rias fazes de vida, podem ser mortos.\n\nHoje sabemos que algumas bact\u00e9rias apresentam forma de resist\u00eancia denominadas esporos, altamente resistentes ao calor e que estes s\u00e3o de dif\u00edcil elimina\u00e7\u00e3o.\n\nO que Tyndall fez foi dar a oportunidade destes esporos darem origem a bact\u00e9rias ativas e ent\u00e3o elimina-las por sucessivas fervuras.\n\nHoje tamb\u00e9m sabemos que os esporos s\u00e3o bem mais facilmente eliminados quando em solu\u00e7\u00e3o \u00e1cida, assim, Pasteur pode ter realizado seus experimentos em meio \u00e1cido e seus oponentes ingleses em meio b\u00e1sico ou alcalino o que, de certa forma, conferia resultados diferentes aos daqueles obtidos por Pasteur.\n\nCom a publica\u00e7\u00e3o das descobertas de Tyndall, todo o MUNDO CIENT\u00cdFICO aceitou, por fim, a morte da doutrina da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. Assim, a invalida\u00e7\u00e3o final desta teoria biol\u00f3gica incorreta foi uma realiza\u00e7\u00e3o conjunta de um qu\u00edmico (Pasteur) e um f\u00edsico (Tyndall).\n\nObservamos que a refuta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de um fato deve ser provada e pass\u00edvel de ser repetida por muitas outras pessoas. Se assim n\u00e3o fosse, viver\u00edamos em um mundo de eternas supersti\u00e7\u00f5es e com pouco avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e cient\u00edfico. A ci\u00eancia \u00e9 a \u00fanica maneira que possu\u00edmos para confirmar fatos e expandir nossos horizontes.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0geocities.yahoo.com.br\/Mente Biol\u00f3gica\/www.conhecimentosgerais.com.br\/files.microscopianomundoatual.webnode.com.br\/mathcs.clarku.edu\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abiog\u00eanese X Biog\u00eanese, Conceitos, Teorias, Arist\u00f3teles, Francesco Redi, Anton Leeuwenhoek, Louis Pasteur, Gera\u00e7\u00e3o, Abiog\u00eanese X Biog\u00eanese<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":160,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-18646","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Abiog\u00eanese X Biog\u00eanese - 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