{"id":18493,"date":"2016-01-18T00:00:00","date_gmt":"2016-01-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/culinaria-afro-brasileira\/"},"modified":"2026-08-31T23:57:04","modified_gmt":"2026-08-31T23:57:04","slug":"culinaria-afro-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/culinaria-2\/culinaria-afro-brasileira\/","title":{"rendered":"Culin\u00e1ria Afro-Brasileira"},"content":{"rendered":"\n<b>Culin\u00e1ria Afro-Brasileira &#8211; Hist\u00f3ria<\/b>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das heran\u00e7as mais importantes da inser\u00e7\u00e3o dos negros na sociedade brasileira est\u00e1 na gastronomia. Entretanto, muita gente, como boa parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira e principalmente os nossos negros desconhecem ou \u201cacostumaram\u201d a ignorar o fato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O negro \u00e9 hist\u00f3ria no Brasil, e sua hist\u00f3ria \u00e9 cultura, \u00e9 saber, \u00e9 aprender, que para nosso conhecimento e desenvolvimento social e cultural, infelizmente n\u00e3o estudamos e nem ensinamos nas escolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da lei de n\u00ba 10.639 que altera a lei n\u00ba 9394-96, ou seja, modifica a Lei das Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o incluindo a cultura afro-brasileira, ainda n\u00e3o h\u00e1, ao meu modo de ver, um \u201creconhecimento\u201d do vigor da mesma e nem uma exig\u00eancia de sua aplica\u00e7\u00e3o nas escolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sei se \u00e9 por falta de informa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, ou talvez de uma mobiliza\u00e7\u00e3o da etnia negra com seus direitos, ou ent\u00e3o, \u00e9 por mera displic\u00eancia dos org\u00e3os legisladores, ningu\u00e9m enfatiza a import\u00e2ncia did\u00e1tico \u2013 pedag\u00f3gica da cultura negra no pa\u00eds, que por lei, vigora nos PCNs (par\u00e2metros curriculares Nacionais), mas por algum \u201cdescuido\u201d, n\u00e3o prevalesce como devia prevalescer nos estabelecimentos de Ensino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim! Nosso recado esta dado, e como parte dessa luta, dessa hist\u00f3ria, dessa \u201cvit\u00f3ria\u201d, a\u00ed vai um pouco da nossa cultura negra para dentro das salas de aulas, de cada escola desse Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir iniciaremos uma pr\u00e9via sobre a arte, a cultura e os sabores da\u00a0<strong>culin\u00e1ria africana<\/strong>\u00a0e no decorrer da pesquisa, sua influ\u00eancia na cozinha brasileira. Logo ap\u00f3s, mensalmente, uma dica culin\u00e1ria da D.na Marina, com receitas maravilhosas para a Nossa Cor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bom proveito a todos! DA OPRESS\u00c3O \u00c0 CRIATIVIDADE para entendermos como a t\u00e9cnica\u00a0<strong>culin\u00e1ria\u00a0<\/strong>dos africanos desenvolveu-se no pa\u00eds, precisamos primeiro entender sua condi\u00e7\u00e3o de escravo no per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprisionados na \u00c1frica e viajado em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es at\u00e9 chegar ao Brasil, os negros n\u00e3o traziam consigo nenhuma bagagem e nem t\u00e3o pouco ingredientes culin\u00e1rios nos bolsos. Por\u00e9m, por outro lado uma grande bagagem etnocultural consigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da necessidade de improvisa\u00e7\u00e3o para alimentarem-se no novo territ\u00f3rio, que, por sua vez, tinha uma estrutura bem pouco eficaz, surgiu a pr\u00f3pria maneira de cozinhar, preparar, improvisar e principalmente reinventar sua arte de cozinhar, pois at\u00e9 mesmo a elite da \u00e9poca, tinha de importar v\u00e1rios g\u00eaneros, devido a precariedade de desenvolvimento e produtividade da terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os colonizadores vieram sem suas mulheres e na supra das necessidades que incumbiam \u00e1 mulher, usavam as negras para diversos servi\u00e7os como, lavar, passar, cozinhar, servir, e muita vezes atender as necessidades sexuais dos opressores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos engenhos de a\u00e7\u00facar, para onde foram levados os escravos, as negras eram respons\u00e1veis pela alimenta\u00e7\u00e3o dos senhores brancos, e passaram a adaptar sua arte<strong>\u00a0culin\u00e1ria\u00a0<\/strong>aos ingredientes da col\u00f4nia que ali dispunham.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a necessidade de suprir a col\u00f4nia e a sua pr\u00f3pria demanda, os negros tiveram que reinventar a sua arte de cozinhar na terra brasilis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na car\u00eancia de alimentos e ingredientes t\u00edpicos de sua cultura, improvisavam com os que encontravam aqui. A mandioca por exemplo, era utilizada quando n\u00e3o tinha o inhame. Na falta das pimentas que utilizavam na \u00c1frica, aproveitavam o azeite-de-dend\u00ea, que j\u00e1 conheciam da sua terra. As primeiras arvores chegaram aqui em meados do sec XVI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sementes, ra\u00edzes, folhas, frutas e tudo que pudesse suprir a car\u00eancias dos alimentos na col\u00f4nia e nas senzalas, passaram a dar um novo sabor na sua arte de cozinhar e assim, na pr\u00f3pria cozinha brasileira, que essencialmente com a incorpora\u00e7\u00e3o de animais que a dieta africana trazia em seus card\u00e1pios, privilegiava a mesa dos Senhores nas col\u00f4nias. Adeptos da ca\u00e7a, utilizaram os animais que encontravam no estranho territ\u00f3rio como, tatus, lagartos, cutias, capivaras, pre\u00e1s e caranguejos. Os animais eram muitos frequentes nos card\u00e1pios das senzalas e praticamente passou a incorporar os card\u00e1pios dos colonizadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da<strong>\u00a0Culin\u00e1ria Afro-Brasileira\u00a0<\/strong>\u00e9 muito comum o uso do caldo dos alimentos, pois ele \u00e9 um item fundamental no preparo de outros, como por exemplo, sua mistura com a farinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Proveniente tanto do pr\u00f3prio alimento assado ou cozido, quanto do alimento preparado com \u00e1gua e sal, o caldo deu origem a pratos t\u00edpicos da cozinha brasileira, como o Angu (caldo com farinho de milho), e o pir\u00e3o (caldo com farinha de mandioca), j\u00e1 conhecido pela cultura ind\u00edgena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modo africano na arte de cozinhar e temperar incrementou elementos culin\u00e1rios de portugueses e ind\u00edgenas, recriando tanto sua pr\u00f3pria arte de cozinhar, quanto a pr\u00f3pria forma \u00e1 cozinha brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos pratos portugueses era comum as galinhas e os ovos nas dietas dos escravos doentes, pois os opressores acreditavam que fossem alimentos revigorantes. Com o passar dos tempos, a galinha passou a ser inclu\u00edda nas card\u00e1pios afro-brasileiros. Assim, desenvolveram-se pratos t\u00edpicos da cozinha brasileira, como o vatap\u00e1 e o xinxim, resistentes at\u00e9 hoje, nos card\u00e1pios t\u00edpicos regionais do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos pratos ind\u00edgenas, a<strong>\u00a0Culin\u00e1ria Afro-Brasileira\u00a0<\/strong>al\u00e9m de diversas ervas, frutas e ra\u00edzes, utilizou a mandioca. Um dos pratos afro-ind\u00edgena brasileiro bem popular \u00e9 o caruru. Feito apenas de ervas socadas ao pil\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o passar dos anos ganhou outros ingredientes, como peixe e legumes cozidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na cozinha afro-brasileira, al\u00e9m do popular acaraj\u00e9, feito da mistura de feij\u00e3o-fradinho, azeite-de-dend\u00ea, sal, cebola, camar\u00f5es e pimenta, \u00e9 comum encontramos a pamonha de milho, originado de um prato t\u00edpico africano, o aca\u00e7\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Vinda dos africanos ao pa\u00eds, n\u00e3o significou somente a inclus\u00e3o de formas de preparo e ingredientes na cozinha colonial, por sua vez, brasileira. Representou tamb\u00e9m a transforma\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria arte de cozinhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos dos pratos africanos reinventados com os ingredientes brasileiros, retornaram com um novo sabor para<strong>\u00a0culin\u00e1ria africana<\/strong>. Hoje v\u00e1rios pratos t\u00edpicos da\u00a0<b>Culin\u00e1ria Afro-Brasileira<\/b>\u00a0compreendem a culin\u00e1ria do continente africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, tanto os alimentos e ingredientes, quanto tudo que concerne da arte e cultura dos africanos que vieram para o Brasil na epoca da escravid\u00e3o africana, durante o per\u00edodo de coloniza\u00e7\u00e3o, foi determinante para \u201cexplicar\u201d o desenvolvimento da nossa cozinha brasileira e consequentemente a pr\u00f3pria gastronomia afro-brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Culin\u00e1ria Afro-Brasileira &#8211; Comidas<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea observar; muitas das receitas que n\u00f3s costumamos comer, s\u00e3o de origem africana ou seja s\u00e3o <strong>comidas afro-brasileiras<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre v\u00e1rios aspectos da cultura &#8211; como a literatura, a m\u00fasica, a dan\u00e7a, o teatro &#8211; a culin\u00e1ria tem sua import\u00e2ncia reconhecida e \u00e9 tomada como uma indica\u00e7\u00e3o da identidade de como grupo humano. A sua variedade revela os recursos naturais de que disp\u00f5e o homem na regi\u00e3o onde vive, tamb\u00e9m, a cultura que desenvolve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Algumas comidas afro-brasileiras:<\/strong><\/p>\n<strong>Acaraj\u00e9:\u00a0<\/strong>Bolo de feij\u00e3o-maca\u00e7a temperada e mo\u00edda com camar\u00e3o seco, sal e cebola,frito com azeite de dend\u00ea.\n<strong>Mungunz\u00e1:\u00a0<\/strong>Alimento preparado com milho em gr\u00e3o e servido doce(com leite de coco) ou salgado (com acompanhamento de carne -de-sal\/ ou torresmo) com leite.\n<strong>Vatap\u00e1:\u00a0<\/strong>Papa de farinha-de-mandioca com azeite de dend\u00ea e pimenta, servida com peixe e crust\u00e1ceos.\n<strong>Quibebe:\u00a0<\/strong>Papa ou pur\u00ea de ab\u00f3bora(jerimum)com leite.\n<strong>Abar\u00e1:\u00a0<\/strong>Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feij\u00e3o-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dend\u00ea, algumas vezes com camar\u00e3o seco, inteiro ou mo\u00eddo e misturado \u00e0 massa, que \u00e9 embrulhada em folha de bananeira e cozida em \u00e1gua. (No candombl\u00e9, \u00e9\u00a0<strong>comida-de-santo<\/strong>, oferecida a Ians\u00e3, Ob\u00e1 e Ibeji).\n<strong>Aber\u00e9m:\u00a0<\/strong>Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz mo\u00eddo na pedra, macerado em \u00e1gua, salgado e cozido em folhas de bananeira secas. (No candombl\u00e9, \u00e9<strong>\u00a0comida-de-santo<\/strong>, oferecida a Omulu e Oxumar\u00e9).\n<strong>Abraz\u00f4:\u00a0<\/strong>Bolinho da Culin\u00e1ria Afro-Brasileira , feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite-de-dend\u00ea.\n<strong>Aca\u00e7\u00e1:\u00a0<\/strong>Bolinho da Culin\u00e1ria Afro-Brasileira , feito de milho macerado em \u00e1gua fria e depois mo\u00eddo, cozido e envolvido, ainda morno, em folhas verdes de bananeira. (Acompanha o vatap\u00e1 ou caruru. Preparado com leite de coco e a\u00e7\u00facar, \u00e9 chamada aca\u00e7\u00e1 de leite.) [No candombl\u00e9, \u00e9<strong>comida-de-santo<\/strong>, oferecida a Oxal\u00e1, Nan\u00e3, Ibeji, I\u00eamanja e Exu.]\n<strong>Ado:\u00a0<\/strong>Doce de origem afro-brasileira feito de milho torrado e mo\u00eddo, misturado com azeite-de-dend\u00ea e mel. (No candombl\u00e9, \u00e9 comida-de-santo, oferecida a Oxum).\n<strong>Alu\u00e1:\u00a0<\/strong>Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi frmentados com a\u00e7\u00facar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orix\u00e1s nas festas populares de origem africana.\n\n<strong>Quibebe<\/strong>\n\nPato t\u00edpico do Nordeste, de origem africana, feito de carne-de-solou com charque, refogado e cozido com ab\u00f3bora.\n\nTem a consist\u00eancia de uma papa grossa e pode ser temperado com zeite-de-dend\u00ea e cheiro verde.\n\nO africano introduziu na cozinha o leite de coco, o azeite de dend\u00ea, confirmou a excel\u00eancia da pimenta malagueta sobre o reino; dou ao Brasil o feij\u00e3o preto, o quiabo, ensinou a fazer vatap\u00e1, mungunza, acarag\u00e9, angu e pamonha.\n\nA cozinha africana, pequena mas forte, fez valer os seus temperos, os verdes, a sua maneira de cozinhar. Modificou os pratos portugueses, substituindo ingredientes; Faz a mesma coisa com os pratos da terra; E finalmente criou a cozinha brasileira, ensinando a fazer pratos com macarr\u00e3o seco e a usar as panelas de barro e a colher de pau.\n\nAs deliciosas<strong>\u00a0comidas t\u00edpicas<\/strong>, como cuzcuz e muita carne de carneiro, s\u00e3o servidas em quase todos os lugares, como entrada o mais comum \u00e9 ter p\u00e3o e harissa (uma pasta de pimenta vernelha que deve ser comida com bastanate azeite).\n\nAs sopas de legumes com cereais apaerecem frequentemente, acompanhados de debri (um bolinho de massa, semelhante ao pastel recheado com ovo frito e, as vezes, atum).\n\n\u201cO paladar n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o universal como a fome\u201d disse Luis da C\u00e2mara Cascudo em 1968. A feijoada para ele, era preciso uma predisposi\u00e7\u00e3o especial para que se pudesse apreciar os sabores do prato.\n\nO africano contribuiu com a difus\u00e3o do inhame, da cana de a\u00e7\u00facar e do dendezeiro, do qual se faz o azeite-de-dend\u00ea. O leite de coco, de origem polin\u00e9sia, foi trazido pelos negros, assim como a pimenta malagueta e a galinha de Angola.\n\nEntre os v\u00e1rios aspectos da cultura como a literatura, a m\u00fasica, a dan\u00e7a, o teatro, a culin\u00e1ria tem a sua import\u00e2ncia reconhecida e \u00e9 tomada como uma indica\u00e7\u00e3o de identidade de cada grupo humano.\n\nOs africanos trouxeram ao Brasil o gosto por novos temperos e a habilidade de improvisar receitas, misturando ingredientes europeus e ind\u00edgenas. Na falta de inhame usavam mandioca, na falta de pimenta africana, abusavam do azeite de dend\u00ea.\n\n<b>Na dieta do brasileiro, a influ\u00eancia africana pode ser percebida em dois aspectos:\u00a0<\/b>no modo de preparo e na introdu\u00e7\u00e3o de ingredientes, como o coco e o milho.\n\nA cozinha africana privilegia os assados e n\u00e3o as frituras. O caldo \u00e9 um item importante, proveniente do alimento assado ou simplesmente preparado com \u00e1gua e sal. No Brasil ,esta pratica popularizou o pir\u00e3o.\n\nEm pa\u00edses como Angola e Mo\u00e7ambique as influ\u00eancias portuguesas foram muito fortes e duradouras.\n\nEspeciarias, pimentas, abacaxi, banana, tomate, porco dom\u00e9stico, t\u00e9cnicas de assados, cozidos e marinados foram introduzidos pelos portugueses, que se misturaram a culin\u00e1ria africana.\n\nA comida que est\u00e1 em nossa mesa todos os dias \u00e9 composta por muitas contribui\u00e7\u00f5es dos povos africanos e dos seus descendentes.\n\n<strong>Cuscuz:\u00a0<\/strong>\u00c9 uma heran\u00e7a dos povos islamizados da \u00c1frica ,e \u00e9 composto de farinha de trigo ou de arroz e servida com carne e verdura, j\u00e1 as nossa cozinheiras introduziram leite de vaca e leite de coco mais carne-seca e o torresmo como complemento.\n<strong>Munguz\u00e1:\u00a0<\/strong>Esse alimento utiliza o milho debulhado e \u00e9 preparado com o amido, cozido no leite-de-vaca ou no leite-de-coco, e \u00e9 ado\u00e7ado em algumas regi\u00f5es e temperadas com sal em outras.\n<strong>Acaraj\u00e9:\u00a0<\/strong>Bolo de feij\u00e3o-maca\u00e7a temperado temperado e mo\u00eddo com camar\u00e3o seco, sal cebola, frito em azeite-de dend\u00ea.\n<strong>Abar\u00e1:\u00a0<\/strong>Bolo de feij\u00e3o-maca\u00e7a preparado com azeite-de-dend\u00ea, envolvido em folha de bananeira e cozido em banho-maria.\n<strong>Arroz-de-hau\u00e7\u00e1:\u00a0<\/strong>Arroz cozido em apenas em \u00e1gua, que pode ser servido com picadinho de carne-seca frita com molho de pimenta. 2.sem o molho de pimenta, comida oferecida ao orix\u00e1 oxal\u00e1.\n<strong>Bob\u00f3:\u00a0<\/strong>Pequeno bolo de massa de feij\u00e3o mulatinho cozido em \u00e1gua, com sal e banana-terra, a que se junta azeite-de-dend\u00ea, podendo ser comido com farinha-de-mandioca.\n<strong>Caruru:\u00a0<\/strong>Comida feita a base de quiabo cortado, fervido e temperado com camar\u00f5es secos, azeite-de-dend\u00ea, cebola e pimenta.\n\n<b>Culin\u00e1ria Afro-Brasileira &#8211; Aromas<\/b>\n\nComo se sabe, o continente africano \u00e9 habitado por uma vasta gama de etnias e, portanto, de culturas, as quais, de norte a sul, s\u00e3o marcadas por suas especificidades. A diversidade cultural existente na \u00c1frica reflete-se tamb\u00e9m nos h\u00e1bitos alimentares dos africanos e na prepara\u00e7\u00e3o dos alimentos, ou seja, na<strong>\u00a0culin\u00e1ria africana<\/strong>.\n\nTradicionalmente, esta combina as frutas dispon\u00edveis nas localidades, gr\u00e3os, vegetais, leite e carne. Por\u00e9m, em algumas regi\u00f5es do continente, o alimento tradicional predominante deriva do leite, como a coalhada e o soro. Alguns alimentos como o milho, a mandioca e a ab\u00f3bora, origin\u00e1rios da Am\u00e9rica, foram introduzidos na \u00c1frica pelos europeus, ao longo do s\u00e9culo XVI. Lembramos tamb\u00e9m que as influ\u00eancias das<strong>\u00a0culin\u00e1rias \u00e1rabe<\/strong>, asi\u00e1tica e europ\u00e9ia se fizeram sentir ao longo da hist\u00f3ria do continente.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-176438 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/culinaria-afro-brasileira-1.jpg\" alt=\"Culin\u00e1ria Afro-Brasileira\" width=\"298\" height=\"224\" \/><strong>Acaraj\u00e9<\/strong><\/p>\nCruzando as \u00e1guas do atl\u00e2ntico, a<strong>\u00a0culin\u00e1ria africana<\/strong>, heran\u00e7a dos negros trazidos para as terras brasileiras, misturou-se aos temperos e sabores dos ind\u00edgenas e dos portugueses que c\u00e1 se encontravam. Das adapta\u00e7\u00f5es e recria\u00e7\u00f5es dos alimentos e das t\u00e9cnicas culin\u00e1rias, nasceu a\u00a0<b>Culin\u00e1ria Afro-Brasileira<\/b>, feita de improviso, embalada pelos sabores e aromas do Atl\u00e2ntico.\n\nA mandioca, as ervas e algumas plantas ind\u00edgenas foram fundamentais para a cria\u00e7\u00e3o do caruru; o \u00f3leo-de-dend\u00ea, vindo pelos mares, deu o toque especial ao acaraj\u00e9 e a muitos outros pratos da<strong>\u00a0Culin\u00e1ria Afro-Brasileira\u00a0<\/strong>, sobretudo, a nascida no Rec\u00f4ncavo Baiano.\n\nO cuscuz, origin\u00e1rio da \u00c1frica do Norte, foi recriado aos moldes brasileiros, e ganhou um toque a\u00e7ucarado, feito com leite e leite de coco; al\u00e9m, claro, do cuscuz paulista, feito com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. Estes s\u00e3o apenas alguns exemplos da riqueza de nossa<strong>\u00a0Culin\u00e1ria Afro-Brasileira\u00a0<\/strong>, com a qual as matrizes africana, ind\u00edgena e europ\u00e9ia muito contribu\u00edram.\n<p align=\"left\"><b>Culin\u00e1ria Afro-Brasileira &#8211; Pratos<\/b><\/p>\n<b>Acaraj\u00e9<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n2 kg de feij\u00e3o fradinho\n3 dentes de alho\nAzeite de dend\u00ea para fritar\nSal a gosto.\n\n<strong>Modo de Preparar<\/strong>\n\nColoque o feij\u00e3o fradinho de molho em \u00e1gua fria por 4 horas.\nQuando o feij\u00e3o come\u00e7ar a inchar, lave-o com \u00e1gua fria at\u00e9 soltar toda a casca.\nMoer o feij\u00e3o sem casca (em moinho especial ou processador) at\u00e9 formar uma massa branca espessa e acrescente o alho previamente mo\u00eddo.\nAquecer frigideira ou tacho com quantidade suficiente de azeite de dend\u00ea para cobrir os bolinhos de acaraj\u00e9 enquanto s\u00e3o fritos.\nOs bolinhos devem ser feitos com uma colher (quantidade de massa que \u00e9 retirada com uma colher do recipiente)\nFrite em azeite bem quente virando-os uma \u00fanica vez. Os bolinhos devem ficar com uma tonalidade avermelhada por fora e claro por dentro.\nSirva com pimenta, vatap\u00e1, caruru, camar\u00e3o seco e salada de tomate verde, cebola e coentro.\n\n<b>Feijoada<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\nIngredientes\n1 Kg de feij\u00e3o preto\n100 g de carne seca\n70 g de orelha de porco\n70 g de rabo de porco\n70 g de p\u00e9 de porco\n100 g de costelinha de porco\n50 g de lombo de porco\n100 g de paio\n150 g de lingui\u00e7a portuguesa\n\n<b>Tempero:<\/b>\n\n2 cebolas grandes ppicadinhas\n1 ma\u00e7o de cebolinha verde picadinha\n3 folhas de louro\n6 dentes de alho\nPimenta do reino a gosto\n2 laranjas\n40 ml de de pingaSal se precisar\n1 talo de sals\u00e3o\n\n<strong>Modo de Preparar<\/strong>\n\nColoque as carnes de molho por 36 horas ou mais, v\u00e1 trocando a \u00e1gua v\u00e1rias vezes, se for ambiente quente ou ver\u00e3o, coloque gelo por cima ou em camadas frias\n<b>Coloque para cozinhar passo a passo<\/b>: as carnes duras, em seguida as carnes moles\nQuando estiver mole coloque o feij\u00e3o, e retire as carnes\nFinalmente tempere o feij\u00e3o\n<strong>Acompanhamentos:\u00a0<\/strong>Couve, arroz branco, laranja, bistecas, farofa, quibebe de ab\u00f3bora, bai\u00e3o de dois, bacon, torresmo, linguicinha e caldinho temperado \u2013 copinhos\n\n<b>Feijoada caseira<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n1 Kg de feij\u00e3o-preto\n500g de lombo de porco\n500g de toucinho defumado magro\n500g costelinha salgada magra\n500g de lingui\u00e7a calabresa\n500g de paio\n500g de carne seca\n4 colheres (sopa) de \u00f3leo\n4 dentes de Alho picado\n1 Cebola grande picada\n4 folhas de louro\nsal \u00e0 gosto\n\n<strong>Modo de Preparar<\/strong>\n\nEscolha o feij\u00e3o-preto, lave e deixe de molho em \u00e1gua de v\u00e9spera. As carnes que s\u00e3o salgadas deixe tamb\u00e9m de molho em \u00e1gua de v\u00e9spera trocando a \u00e1gua de vez em quando para tirar o sal. No dia que for fazer a feijoada, coloque numa panela de press\u00e3o grande o feij\u00e3o-preto, a lingui\u00e7a e o toucinho defumado para cozinhar junto. Em outra panela coloque o restante das carnes, sendo que as carnes salgadas sejam aferventada antes do cozimentos com as outras carnes. O feij\u00e3o cozinha em aproximadamente em 30 minutos e as carnes tamb\u00e9m. Depois de tudo j\u00e1 cozido fa\u00e7a a parte a fritura dos temperos, o \u00f3leo, cebola, alho e o louro e em seguida jogue no feij\u00e3o com as carnes e deixe ferver at\u00e9 engrossar o caldo. Sirva depois as carnes separadas em outra travessa. Fa\u00e7a o acompanhamento com arroz branco, couve, farofa e um molhinho de tomate, cebola e salsinha colocando uma concha do caldo de feij\u00e3o e temperando.\n\n<strong>Dicas:\u00a0<\/strong>As carnes para a feijoada devem ser magras e que estejem vermelhas, de boa qualidade para ficar uma feijoada gostosa e light.\n<strong>Rendimento:\u00a0<\/strong>15 pessoas\n<strong>Tempo de prepara\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>1 hora\n<strong>Tempo de cozimento:\u00a0<\/strong>45 minutos\n\n<b>Feijoada<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\nMeio quilo de feij\u00e3o preto\n250 g de carne-seca\n250 g de lingui\u00e7a calabresa\n250 g de lombo de porco salgado\n250 g de costeleta de porco salgada\n1 paio\n1 p\u00e9 de porco\n1 orelha de porco salgada\n150 g de toucinho\n2 laranjas\n2 colheres (sopa) de \u00f3leo\n2 cebolas raladas\n2 tabletes de Caldo Maggi de Carne , esfarelados\n\n<strong>Modo de Preparar<\/strong>\n\n<strong>Caldo Maggi de Carne:\u00a0<\/strong>De v\u00e9spera coloque o feij\u00e3o e as carnes salgadas de molho, separadamente. Troque a \u00e1gua das carnes algumas vezes. No dia seguinte, cozinhe o feij\u00e3o em tr\u00eas litros de \u00e1gua. Lave novamente as carnes e cozinhe-as em outra panela. Quando o feij\u00e3o estiver quase cozido, junte as carnes, a lingui\u00e7a e o paio, picados. Acrescente o suco das laranjas e retire a espuma que se formar na superf\u00edcie, com uma escumadeira. Se necess\u00e1rio, junte mais \u00e1gua. Doure a cebola no \u00f3leo, acrescente os tabletes de Caldo Maggi. Junte um pouco de caldo de feij\u00e3o e deixe refogar bem. Despeje na panela em que est\u00e1 a feijoada, misture bem e deixe no fogo por cerca de 20 minutos.\n\n<strong>Dicas:\u00a0<\/strong>Sirva a feijoada acompanhada por laranjas fatiadas, couve refogada, arroz branco e farofa.\n<strong>Congelamento:\u00a0<\/strong>Embale, etiquete e leve a feijoada ao freezer ou duplex por at\u00e9 2 meses. Para descongelar, deixe na geladeira de v\u00e9spera.\n<strong>Microondas:\u00a0<\/strong>Por n\u00e3o apresentar benef\u00edcios, n\u00e3o indicamos o preparo desta receita em microondas.\n<strong>Rendimento:\u00a0<\/strong>8 por\u00e7\u00f5es\n\n<b>Quibebe<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\nAb\u00f3bora cortada em peda\u00e7os (bem madura, sem as cascas, miolo e sementes)\n\u00d3leo\nCebola batidinha\nSal\nPimenta-do-reino\n1 pitada de a\u00e7\u00facar\nCheiro-verde picadinho\nAlho amassado\n\n<strong>Modo de Preparar<\/strong>\n\nEm \u00f3leo quente, frite um pouco a cebola, o alho, acrescente a ab\u00f3bora, refogando bem.\nTampe a panela e leve para cozinhar em fogo brando.\nUse o m\u00ednimo de \u00e1gua, pois a ab\u00f3bora solta muita \u00e1gua.\nEstando bem cozida, amasse-a ligeiramente com uma colher de pau ou com uma escumadeira, tempere-a com o sal, pimenta e uma colherinha de caf\u00e9, de a\u00e7\u00facar.\nO quibebe deve ficar bem cozido, mas sem caldo. O cheiro-verde picadinho, deve ser colocado quando o quibebe estiver pronto.\n\u00c9 um bom acompanhamento para carne, frango, peixe.\n\n<b>Feijoada<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n500g de feij\u00e3o-fradinho\n6 folhas m\u00e9dias de bananeira\n2 cebolas grandes em peda\u00e7os\n250g de camar\u00e3o defumado sem casca\n1 colher (ch\u00e1) de gengibre ralado\nazeite-de-dend\u00ea\n\n<strong>Para o molho<\/strong>\n\n1 x\u00edcara de camar\u00e3o defumado\n1 cebola grande picada\n3 colheres (sopa) de azeite-de-dend\u00ea\n\n<strong>Modo de Preparar<\/strong>\n\nCorte as folhas de bananeira em peda\u00e7os de 10cmx20cm. Passe o feij\u00e3o-fradinho pelo processador ou pelo liquidificador at\u00e9 ficar bem quebrado. Coloque de molho na \u00e1gua de um dia para o outro. Retire as cascas que subirem \u00e0 superf\u00edcie. Passe em \u00e1gua corrente e escorra. Reserve. Cozinhe a folha de bananeira no vapor por 4 minutos ou at\u00e9 come\u00e7ar a murchar. Bata o feij\u00e3o, a cebola, o camar\u00e3o e o gengibre no processador, at\u00e9 ficar uma massa homog\u00eanea. Junte o azeite-de-dend\u00ea e misture bem. Enxugue bem as folhas e em cada uma coloque uma colher da mistura preparada. Numa das pontas, sobreponha um lado da folha sobre o outro. Dobre as laterais para o centro, como uma flecha. Dobre para baixo. Repita a opera\u00e7\u00e3o com a outra extremidade. Cozinha os abar\u00e1s no vapor por 30 minutos ou at\u00e9 aumentar de tamanho.\n\n<b>Prepare o molho<\/b>: passe o camar\u00e3o no processador. Frite a cebola no azeite-de-dend\u00ea at\u00e9 murchar. Junte o camar\u00e3o e refogue por 10 minutos, em fogo baixo. Se secar, junte um pouco de \u00e1gua. Sirva o abar\u00e1 quente ou frio na pr\u00f3pria folha de bananeira. Cada pessoa corta o abar\u00e1 ao meio e coloca um pouco do molho.\n\n<strong>Rendimento:\u00a0<\/strong>30 unidades\n\n<b>Aber\u00e9m<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n2 x\u00edcara(s) (ch\u00e1) de canjica\nquanto baste de sal\nquanto baste de a\u00e7\u00facar\nquanto baste de folha de bananeira\n\n<strong>Modo de Preparar:\u00a0<\/strong>De v\u00e9spera, deixe o milho de molho em \u00e1gua fria. No dia seguinte, cozinhe-o em uma panela com pouco de \u00e1gua, 1 pitada de sal e outra de a\u00e7\u00facar. Quando o milho amolecer, bata-o no liquidificador, moa ou passe pelo processador. Corte folhas de bananeira em tirasver v\u00eddeo de 10 cm de largura e passe-as na chama do fog\u00e3o para amolecer. Coloque 1 colher de sobremesa do minguau sobre cada tira, enrole e amarre as pontas Mergulhe-os numa panela com \u00e1gua fervente e cozinhe por alguns minutos.\n<strong>Dicas:\u00a0<\/strong>O aber\u00e9m pode ser usado tamb\u00e9m como acompanhamento para pratos salgados ou como sobremesa. Neste caso, adicione \u00e0 mais a\u00e7\u00facar e um pouco de leite de coco.\n<strong>Rendimento:\u00a0<\/strong>6 por\u00e7\u00f5es\n\n<b>Aca\u00e7a<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n1 x\u00edcara e meia (ch\u00e1) de farinha de arroz\n1 x\u00edcara (ch\u00e1) de leite de coco\n1 colher (sopa) de Fondor Maggi\n4 x\u00edcaras (ch\u00e1) de leite\n\n<strong>Modo de Preparar:\u00a0<\/strong>Misture bem todos os ingredientes e leve ao fogo baixo, mexendo sempre at\u00e9 obter um angu consistente (que solte da panela). Sirva a seguir.\n\n<strong>Dicas<\/strong>\n\nO aca\u00e7\u00e1 geralmente acompanha vatap\u00e1 e outros pratos a base de peixe e frutos do mar.\nQuerendo o aca\u00e7\u00e1 mais mole, para servir sem enformar, acrescente mais uma x\u00edcara (ch\u00e1) de \u00e1gua e cozinhe at\u00e9 que fique com consist\u00eancia cremosa.\nSe desejar, acrescente ao aca\u00e7\u00e1 uma colher (sopa) de manteiga.\nEnquanto estiver no fogo mexa sempre e rapidamente para n\u00e3o formar grumos.\nO aca\u00e7\u00e1 da Bahia \u00e9 feito com milho de canjica, que se deixa de molho e depois moe-se bem fino e cozinha-se com \u00e1gua e sal, at\u00e9 o ponto.\n\n<strong>Rendimento:\u00a0<\/strong>8 por\u00e7\u00f5es\n\n<b>Alu\u00e1<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n450 gr de milho verde\n2 litro(s) de \u00e1gua\n500 gr de rapadura\n3 unidade(s) de lim\u00e3o\n200 gr de casca de abacaxi\n\n<strong>Modo de Preparar:\u00a0<\/strong>Escolha, lave e leve o milho ao sol, para secar. Bote uma ca\u00e7arola, sem gordura nenhuma, ao fogo, coloque o milho e mexa para tostar todo por igual e depois retire do fogo e deixe esfriar. Ponha a \u00e1gua numa jarra com o milho j\u00e1 frio. Tampe bem a jarra e deixe em Infus\u00e3o durante oito a dez dias, todos os dias d\u00ea uma mexida e, logo em seguida, tampe a jarra. No dia de servir, raspe ou corte em peda\u00e7os pequenos as rapaduras e coloque tudo dentro da jarra, j\u00e1 com a \u00e1gua e o milho. Mexa bem at\u00e9 dissolver as rapaduras e as cascas de abacaxi. Coe num coador de pano. Coloque o suco dos lim\u00f5es. Caso prefira mais doce, pode botar mais a\u00e7\u00facar, de acordo com o gosto da pessoa. 0 alu\u00e1 tamb\u00e9m pode ser feito com a\u00e7\u00facar comum.\n<strong>Rendimento:\u00a0<\/strong>10 por\u00e7\u00f5es\n\n<b>Caruru<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n3 kg de quiabo verdinho\n300 ml de azeite de dend\u00ea\n250 g.de castanha de caju (triturada)\n250 g. de amendoins torrados (triturado)\n300 g de camar\u00e3o seco (triturado)\n4 cebolas m\u00e9dias\n5 tomates m\u00e9dios\n2 piment\u00f5es grandes\n1 ma\u00e7o de coentro\n1 ma\u00e7o de cebolinha\nsal com alho\n3 lim\u00f5es\n\n<strong>Modo de Preparar<\/strong>\n\nCortar os quiabos em pedacinhos passar no liquidificador as cebolas, os tomates, os piment\u00f5es, os coentros e as cebolinhas (separadamente). processar os camar\u00f5es, os amendoins e as castanhas. tirar o suco dos lim\u00f5es e reservar.\nNa panela coloque os ingredientes, um pouco de \u00e1gua, o alho e sal. v\u00e1 colocando o dend\u00ea aos poucos e sempre mexendo em fogo brando.\nO lim\u00e3o serve para cortar a baba do quiabo, e quando formar a baba deve ser retirada.\n<strong>Para acompanhar:\u00a0<\/strong>Farofa e arroz\n\n<b>Cuscuz<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n\u00bd x\u00edcara (ch\u00e1) de \u00f3leo\n3 x\u00edcaras (ch\u00e1) de farinha de milho amarela\nsal a gosto\nmolho de pimenta a gosto\n1 piment\u00e3o picadinho\n1 colher (sopa) de salsinha picada\n1 colher (sopa) de cebolinha verde picada\n\u00bd x\u00edcara (ch\u00e1) de molho de tomate\n2 ovos cozidos picados\n1 lata de palmito picado\n1 lata de ervilhas\n10 azeitonas picadinhas\n1 lata de sardinha ou frango desfiado\n1 cebola grande ralada\n2 x\u00edcaras (ch\u00e1) de \u00e1gua\n\n<strong>Modo de Preparar:\u00a0<\/strong>Modo de Preparo Misture bem todos os ingredientes e leve para cozinhar por 10 minutos. Mexa sempre durante o cozimento para n\u00e3o grudar no fundo da panela. Despeje essa mistura em um refrat\u00e1rio e desenforme ainda morno.\n<strong>Dica:\u00a0<\/strong><b>Para acompanhar<\/b>: arroz, feij\u00e3o, saladas diversas.\n<strong>Tempo de preparo da Receita:\u00a0<\/strong>30 min\n<strong>Rendimento:\u00a0<\/strong>4 pessoas\n\n<b>Vatap\u00e1<\/b>\n\n<strong>Ingredientes<\/strong>\n\n1 kg de camar\u00e3o m\u00e9dio limpo\n2 cebolas grandes picadas\n4 colheres (sopa) de azeite-de-dend\u00ea\n\u00bd x\u00edcara (ch\u00e1) de castanha de caju\n\u00bd x\u00edcara (ch\u00e1) de amendoim torrado\n1 vidro (200 ml) de leite de coco\n2 pimentas vermelha sem sementes picadas\n6 tomates sem pele e sem sementes picados\n3 colheres (sopa) de azeite ou \u00f3leo\n3 x\u00edcaras (ch\u00e1) de leite\n5 p\u00e3es franc\u00eas , descascados, picados em pedacinhos\n4 tabletes de caldo de camar\u00e3o\n2 colheres (sopa) de suco de lim\u00e3o\n1 colher (sopa) de fondor\n\n<strong>Modo de Preparar:\u00a0<\/strong>Tempere o camar\u00e3o com o Fondor Maggi, o lim\u00e3o e deixe tomar gosto, por pelo menos 1 hora. Aque\u00e7a o azeite ou \u00f3leo e doure a cebola. Junte o camar\u00e3o, os tomates, a pimenta e cozinhe em panela tampada, em fogo baixo por aproximadamente 30 minutos. Junte ent\u00e3o os p\u00e3es embebidos no leite fervente, misture muito bem, tampe a panela e deixe ferver. Acrescente os tabletes de Caldo Maggi, o leite de coco, o amendoim, a castanha e ferva por mais 3 minutos. Misture o azeite-de-dend\u00ea e sirva a seguir com arroz ou pa\u00e7oca.\n<strong>Rendimento da Receita:\u00a0<\/strong>12 por\u00e7\u00f5es\n<strong>Tempo de preparo da Receita:\u00a0<\/strong>40 min\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0africaemnos.netguestdns.com.br\/nossacor.ubbihp.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Culin\u00e1ria Afro-Brasileira &#8211; Hist\u00f3ria Uma das heran\u00e7as mais importantes da inser\u00e7\u00e3o dos negros na sociedade brasileira est\u00e1 na gastronomia. 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