{"id":18269,"date":"2016-01-15T00:00:00","date_gmt":"2016-01-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/filo-mollusca\/"},"modified":"2026-08-31T23:54:46","modified_gmt":"2026-08-31T23:54:46","slug":"filo-mollusca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-mollusca\/","title":{"rendered":"Filo Mollusca"},"content":{"rendered":"\n<strong>Filo Mollusca &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nO<strong>\u00a0Phylum Mollusca<\/strong>\u00a0(lat. mollis = mole) re\u00fane animais de corpo mole, simetria bilateral frequente, n\u00e3o segmentados, cobertos por um manto delgado que, na maioria das formas, segrega uma concha calc\u00e1ria.\n\nEste grande grupo, o segundo maior grupo de animais em n\u00famero de esp\u00e9cies, re\u00fane animais de corpo mole, simetria bilateral frequente, n\u00e3o segmentados, cobertos por um manto delgado que, na maioria das formas, segrega uma concha calc\u00e1ria dura que protege seus corpos. Essa concha \u00e9 u ma caracter\u00edstica marcante da maioria dos moluscos.\n\nNas lesmas e nos polvos, ela est\u00e1 ausente. Nas lulas, \u00e9 pequena e interna. O p\u00e9 \u00e9 a estrutura muscular mais desenvolvida dos moluscos. Com ele, podem se deslocar, cavar, nadar ou capturar suas presas.\n\nO restante dos \u00f3rg\u00e3os est\u00e1 na massa visceral. Nela, est\u00e3o os sistemas digestivo, excretor, nervoso e reprodutor.\n\nAo redor da massa visceral, est\u00e1 o manto, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o da concha. Entre a massa visceral e o manto, h\u00e1 uma c\u00e2mara chamada cavidade do manto. Nos moluscos aqu\u00e1ticos, essa cavidade \u00e9 ocupada pela \u00e1gua que banha as br\u00e2nquias, nos terrestres, \u00e9 cheia de ar e ricamente vascularizada, funcionando como \u00f3rg\u00e3o de trocas gasosas, an\u00e1loga a um pulm\u00e3o. A cabe\u00e7a ocupa posi\u00e7\u00e3o anterior, onde abre-se a boca, entrada do tubo digestivo. Muitas estruturas sensoriais tamb\u00e9m localizam-se na cabe\u00e7a, como os olhos.\n\nSensores qu\u00edmicos tamb\u00e9m est\u00e3o presentes nos moluscos e permitem pressentir a aproxima\u00e7\u00e3o de inimigos naturais, quando o molusco rapidamente fecha sua concha, colocando-se protegido.\n\nLesmas, ostras, mariscos, polvos e lulas est\u00e3o entre os membros mais conhecidos, j\u00e1 sendo observadas portanto, muitas formas diferenciadas de conchas, de tamanhos e de estruturas. S\u00e3o predominantemente marinhos, embora existam esp\u00e9cies de \u00e1gua doce e terrestres, podendo ter vida livre, viver fixos ou enterrados.\n\nPodem apresentar poucos cent\u00edmetros, ou atingir dimens\u00f5es monstruosas, como a lula gigante de \u00e1guas profundas de 15 metros de comprimento.\n\nMuitos s\u00e3o consumidos pelo ser humano, algumas esp\u00e9cies de ostras podem produzir p\u00e9rolas valiosas. O grau avan\u00e7ado dos Moluscos \u00e9 evidenciado pela complexidade do seu aparelho digestivo (que inclui boca, f\u00edgado, rim, intestino) e seu aparelho respirat\u00f3rio (que inclui um cora\u00e7\u00e3o e vasos sangu\u00edneos, contendo sangue vermelho, azul, verde ou incolor).\n\nApresentam uma disparidade morfol\u00f3gica sem compara\u00e7\u00e3o dentre os demais filos de animais, reunindo os familiares carac\u00f3is (reptantes), ostras e mariscos (s\u00e9sseis) e lulas e polvos (livre-natantes), assim como formas pouco conhecidas, como os qu\u00edtons, conchas dente-de-elefante (Scaphopoda) e esp\u00e9cies vermiformes (Caudofoveata e Solenogastres). Os moluscos fazem-se representar em v\u00e1rios habitats (mares, \u00e1guas doces, salobras e terra firme) por cerca de 100.000 esp\u00e9cies. Vivem desde as profundidades de 10.000 metros, nos mares, at\u00e9 5.400 metros acima do n\u00edvel do mar, na terra.\n\nOs moluscos invadiram quase todos os ambientes; costuma-se dizer que s\u00f3 n\u00e3o h\u00e1 moluscos voando.\n\nOs<strong>\u00a0moluscos\u00a0<\/strong>s\u00e3o extremamente importantes na economia de muitos pa\u00edses, como fonte de alimento rico em prote\u00ednas, sendo coletados diretamente da natureza ou mesmo cultivados. Em muitos pa\u00edses, possibilitam at\u00e9 a exist\u00eancia de uma ind\u00fastria de p\u00e9rolas e de adornos de madrep\u00e9rola. Apresentam interesse m\u00e9dico-sanit\u00e1rio, pois muitas esp\u00e9cies s\u00e3o vetores de doen\u00e7as, enquanto outras, aparentemente, podem ser usadas no controle destas.\n\nA\u00a0<strong>reprodu\u00e7\u00e3o dos moluscos<\/strong>\u00a0\u00e9 sexuada e, na maioria dos representantes do grupo, a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna e cruzada. Muitas esp\u00e9cies s\u00e3o mon\u00f3icas (como o caramujo de jardim). Na c\u00f3pula, dois indiv\u00edduos aproximam-se e encostam seus poros genitais, pelos quais fecundam-se reciprocamente. Os ovos desenvolvem-se e, ao eclodirem, liberam novos indiv\u00edduos sem a passagem por fase larval (desenvolvimento direto). Nas formas aqu\u00e1ticas, h\u00e1 esp\u00e9cies mon\u00f3icas e esp\u00e9cies di\u00f3icas (como o mexilh\u00e3o). A forma mais comum de desenvolvimento \u00e9 o indireto.\n\n<strong>Filo Mollusca &#8211; Grupos<\/strong>\n\n<strong>Existem tr\u00eas grupos principais:<\/strong>\u00a0gastr\u00f3poles, o que inclui as lapas, carac\u00f3is e caramujos, de concha espiraladas ou em forma de pir\u00e2mide. Os bivalves, como os mariscos e mexilh\u00f5es, com conchas divididas em duas partes unidas por uma articula\u00e7\u00e3o. As lesmas s\u00e3o moluscos gastr\u00f3podes, mas sem concha. O terceiro grupo, dos cefal\u00f3podes, inclui polvos e lulas, que escondem pequenas conchas em seus corpos.\n\n<strong>Gastr\u00f3podes<\/strong>\n\nO caramujo comum (<strong>Buccinum undatum<\/strong>) \u00e9 um<strong>\u00a0gastr\u00f3podes<\/strong>\u00a0t\u00edpico (<strong>\u201cest\u00f4mago no p\u00e9<\/strong>\u201c, como diz o nome). Tem um p\u00e9 amplo e musculoso e uma concha retorcida no sentido hor\u00e1io.\n\nPoucos gastr\u00f3podes t\u00eam conchas que se viram para a dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. A concha do caramujo \u00e9 uma parte especial do corpo chamada manto. O caramujo vive na \u00e1gua e respira por meio de br\u00e2nquias.\n\nO sif\u00e3o no topo da cabe\u00e7a capta \u00e1gua para a c\u00e2mara que cont\u00e9m as br\u00e2nquias.\n\n<strong>Cone Mortal<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>cones\u00a0<\/strong>s\u00e3o<strong>\u00a0gastr\u00f3podes<\/strong>\u00a0que atacam sua presa com um veneno mortal. Se um animal chega perto o suficiente, o cone projeta sua prob\u00f3scide (boca tubular).\n\nCada dente \u00e9 como um arp\u00e3o, que penetra na v\u00edtima e lhe injeta o veneno paralisante. O veneno de alguns cones \u00e9 forte o bastante para matar pessoas.\n\n<strong>Bivalves:\u00a0<\/strong>O\u00a0<strong>mexilh\u00e3o<\/strong>\u00a0passa boa parte da vida preso a uma rocha por um feixe de filamentos resistentes, o bisso. Como a maioria dos bivalves, o mexilh\u00e3o bombeia \u00e1gua atrav\u00e9s das br\u00e2nquias e, ao mesmo tempo, se alimenta de pequenas part\u00edculas. Alguns bivalves podem se entocar e se mover. Pouqu\u00edssimos, como as vieiras, podem nadar.\n\n<strong>Cefal\u00f3podes:\u00a0<\/strong>As<strong>\u00a0lulas gigantes<\/strong>\u00a0s\u00e3o os maiores<strong>\u00a0cefal\u00f3podes<\/strong>\u00a0e, tamb\u00e9m, os maiores invertebrados. Vivem nas profundezas do mar, onde apanham suas presas com tent\u00e1culos providos de ventosas. H\u00e1 hist\u00f3rias sob lulas gigantes, mas na verdade pouco se sabe sobre elas. A maior lula capturada media 15m.\n\n<strong>Molusco Inteligente:\u00a0<\/strong>Os\u00a0<strong>polvos<\/strong>\u00a0t\u00eam boa vis\u00e3o e c\u00e9rebro grande. S\u00e3o, provavelmente, os mais inteligentes entre os invertebrados. Podem lembrar formas e cores e s\u00e3o muito eficientes para conseguir alimento. Como as lulas, os polvos movem-se com rapidez jogando para tr\u00e1s um jato de \u00e1gua por meio de um funil.\n\n<strong>Acasalamento de Lesmas<\/strong>\n\nEstas duas<strong>\u00a0lesmas\u00a0<\/strong>est\u00e3o acasalando penduradas por um fio de muco. Ambas s\u00e3o hermafroditas (t\u00eam dois sexos, masculino e feminino).\n\n<strong>Quando as lesmas acasalam, trocam esperma por meios de \u00f3rg\u00e3os especiais:<\/strong>\u00a0cada uma p\u00f5e ovos. O hermafroditismo n\u00e3o \u00e9 incomum no mundo dos moluscos.\n\nAlguns iniciam a vida com um sexo e depois mudam.\n\n<strong>O que s\u00e3o moluscos?<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>moluscos<\/strong>\u00a0s\u00e3o um grande e diversificado filo de animais invertebrados, apresentando mais de 110.000 esp\u00e9cies. Seu nome de filo, Mollusca, significa &#8220;concha fina&#8221;, embora muitas esp\u00e9cies n\u00e3o possuam conchas.\n\nOs\u00a0<strong>moluscos\u00a0<\/strong>incluem am\u00eaijoas, ostras, vieiras, mexilh\u00f5es, carac\u00f3is, lulas, polvos, lesmas, nudibr\u00e2nquios, lebres do mar e v\u00e1rias classes de criaturas semelhantes a vermes do fundo do mar. Alguns moluscos &#8211; carac\u00f3is e lesmas &#8211; at\u00e9 se adaptaram \u00e0 vida em terra. Mollusca \u00e9 um dos &#8220;Nove Grandes&#8221; filos animais, ao lado de Porifera, Cnidaria, Platyhelminthes, Nematoda, Annelida, Arthropoda, Echinodermata e Chordata.\n\nPor milhares de anos, os moluscos foram uma das criaturas marinhas favoritas da humanidade ao lado de peixes e crust\u00e1ceos, fornecendo-nos sua carne e conchas decorativas. Montes de conchas, enormes pilhas de conchas deixadas por povos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, revestem muitas zonas costeiras do mundo, fornecendo evid\u00eancias importantes sobre os padr\u00f5es de migra\u00e7\u00e3o e estilos de vida de nossos ancestrais.\n\nAlguns montes t\u00eam dezenas de milhares de anos.\n\nOs\u00a0<strong>moluscos<\/strong>\u00a0incluem uma variedade de detentores de recordes e animais incomuns. Existe a Lula Colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni), o maior de todos os invertebrados modernos, que tem pelo menos 14 m (46) p\u00e9s de comprimento, a Lula Vampiro (Vampyroteuthis infernalis, lit. &#8220;lula vampiro do inferno&#8221;), um relicto filogen\u00e9tico caracter\u00edsticas de lulas e polvos, e nudibr\u00e2nquios (subordem Nudibranchia), alguns dos mais belos e coloridos animais marinhos que existem. Os moluscos variam em tamanho de menos de 1 mm, no caso de alguns micromoluscos, at\u00e9 a Lula Colossal, que \u00e9 capaz de matar cachalotes como presas.\n\nAs caracter\u00edsticas definidoras dos moluscos s\u00e3o um p\u00e9 musculoso, especialmente \u00f3bvio no caso dos carac\u00f3is, e o manto, uma parede dorsal protetora do corpo que cobre o corpo principal do lado de fora.\n\nEntre o manto e o corpo principal est\u00e1 uma cavidade do manto, contendo as guelras, o \u00e2nus e outros \u00f3rg\u00e3os do molusco. A cavidade do manto pode ser usada como estrutura de alimenta\u00e7\u00e3o (bivalves), c\u00e2mara respirat\u00f3ria (todos os moluscos), c\u00e2mara de cria (numerosos) ou \u00f3rg\u00e3o locomotor (lulas e alguns moluscos).\n\n<strong>Filo Mollusca &#8211; Classes<\/strong>\n\nS\u00e3o mais conhecidos pelos seus registros f\u00f3sseis; entretanto existem atualmente cerca de 12 esp\u00e9cies viventes. Eles possuem v\u00e1rios m\u00fasculos retratores, br\u00e2nquias e cora\u00e7\u00f5es, por\u00e9m seu corpo n\u00e3o \u00e9 segmentado.\n\nTodos s\u00e3o marinhos, pastadores de algas e microorganismos no fundo dos oceanos. Eles vivem em profundidades de 200 a 6.000 metros e possuem tamanhos entre 2 a 35 mil\u00edmetros.\n\n<strong>Polyplacophora<\/strong>\n\nCont\u00e9m cerca de 900 esp\u00e9cies viventes e s\u00e3o comumente chamados de chitons. Possuem uma concha composta por 8 placas encaixadas. Simetria bilateral.\n\nPossuem um sulco que circunda o p\u00e9 no qual ocorrem de 6 a 88 pares de br\u00e2nquias. A cabe\u00e7a n\u00e3o possui olhos ou tent\u00e1culos, mas geralmente possui \u00e1reas sens\u00edveis \u00e0 luz e com quimioreceptores, para achar comida e dire\u00e7\u00e3o. Todos os chitons s\u00e3o marinhos e pastadores de algas em rochas e outros substratos duros.\n\nEm sua grande maioria vivem em \u00e1guas rasas mas poucos ocorrem em profundidades acima de 5.000 metros. Seu tamanho varia de 3 a 400 mil\u00edmetros.\n\n<strong>Aplacophora<\/strong>\n\nConsiste de 250 esp\u00e9cies viventes. S\u00e3o animais marinhos, vermiformes, bilaterais, que vivem em profundidades de moderada a grandes, geralmente em substratos moles. N\u00e3o possuem concha, mas possuem esp\u00edculas calc\u00e1reas na superf\u00edcie do corpo. O p\u00e9 \u00e9 restrito a uma fenda pedal anterior ou a uma pequena fenda no manto. Possuem r\u00e1dula e uma cavidade do manto posterior.\n\nAlguns s\u00e3o detrit\u00edvoros outros predadores. Seu tamanho varia de 1 a 300 mil\u00edmetros.\n\n<strong>Scaphopoda<\/strong>\n\nCompreende cerca de 350 esp\u00e9cies viventes. S\u00e3o bilateralmente sim\u00e9tricos e sua concha alongada, tubular se abre dos dois lados. O p\u00e9 c\u00f4nico pode sair para cavar no sedimento.\n\nA cabe\u00e7a \u00e9 rudimentar e n\u00e3o possui olhos e tent\u00e1culos. Ele se alimenta por meio de filamentos contr\u00e1teis chamados capt\u00e1culos. Todos s\u00e3o marinhos e vivem enterrados no sedimento de areia ou lama. S\u00e3o detrit\u00edvoros.\n\nSeu Tamanho varia de 2 a 150 mil\u00edmetros.\n\n<strong>Gastropoda<\/strong>\n\n\u00c9 o moluscos de maior sucesso com cerca de 60.000 esp\u00e9cies viventes. Geralmente possuem uma \u00fanica concha espiralada; mas esta est\u00e1 ausente em algumas esp\u00e9cies.\n\nPossuem cabe\u00e7a com tent\u00e1culos cef\u00e1licos e um p\u00e9 bem desenvolvido. Alguns possuem pulm\u00e3o para respira\u00e7\u00e3o e outros br\u00e2nquias. No seu est\u00e1gio larval a massa visceral e a cavidade do manto sofrem uma rota\u00e7\u00e3o de 180\u00b0, em um processo chamado tor\u00e7\u00e3o. Isto faz com que seus \u00f3rg\u00e3os saiam de uma posi\u00e7\u00e3o posterior para uma posi\u00e7\u00e3o anterior atr\u00e1s da cabe\u00e7a. Em muitos casos, o animal \u00e9 capaz de se retrair para dentro da concha para prote\u00e7\u00e3o. Alguns possuem op\u00e9rculo para fechar a concha. Ocorrem em ambientes marinhos, de \u00e1gua doce e terrestres. Seu tamanho varia de 0,5 a 750 mil\u00edmetros.\n\n<strong>Bivalvia<\/strong>\n\nCompreendem cerca de 10.000 esp\u00e9cies viventes. Possuem uma concha composta por duas valvas conectadas por um ligamento flex\u00edvel e m\u00fasculos adutores para fechar as valvas.\n\nA cavidade do mento \u00e9 alargada para conter a massa visceral e outros \u00f3rg\u00e3os internos. N\u00e3o possuem cabe\u00e7a diferenciada nem r\u00e1dula. A maioria \u00e9 filtradora, com as br\u00e2nquias atuando como filtro.\n\nA boca possui geralmente um par de palpos labiais que direcional a comida coletada pelas br\u00e2nquias.\n\nOs bivalves habitam os oceanos e ambientes de \u00e1gua doce. Seu tamanho varia de 0,5 mil\u00edmetros at\u00e9 1,4 metros.\n\n<strong>Filo Mollusca &#8211; Caracter\u00edsticas Gerais<\/strong>\n\nCorpo geralmente\u00a0<strong>curto e parcial\u00a0<\/strong>ou<strong>\u00a0totalmente circundado<\/strong>\u00a0por uma forma\u00e7\u00e3o carnosa da parede do corpo chamada manto e que pode ser modificada de varias maneiras; entre o manto e a massa viceral existe uma cavidade do manto contendo os componentes de diversos sistemas (secundariamente perdidos em alguns grupos).\n\nUma<strong>\u00a0concha<\/strong>, quando presente, secretada pelo manto e composta de uma, duas ou oito partes; cabe\u00e7a e o p\u00e9 muscular ventral pr\u00f3ximos, sendo o p\u00e9 modificado de diversas formas para rastejar, cavar, nadar ou capturar alimento.\n\n<strong>Trato digestivo<\/strong>\u00a0completo, complexo, com tratos ciliados para selecionar part\u00edculas pequenas; boca com r\u00e1dula apresentando fileiras transversais de diminutos dentes quitinosos para raspar alimento (exceto BIVALVIA); orif\u00edcio retal abrindo-se na cavidade do manto; uma gl\u00e2ndula digestiva grande e freq\u00fcentemente gl\u00e2ndulas salivares.\n\n<strong>Sistema circulat\u00f3rio<\/strong>\u00a0aberto (exceto nos CEPHALOPODA), incluindo tipicamente um cora\u00e7\u00e3o dorsal com um ou dois \u00e1trios e um ventr\u00edculo, usualmente em uma cavidade peric\u00e1rdica, uma aorta anterior e outros vasos e muitos espa\u00e7os sangu\u00edneos (hemocelos) nos tecidos.\n\n<strong>Respira\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0atrav\u00e9s de um a muito cten\u00eddios de estrutura peculiar (br\u00e2nquias) no interior da cavidade do manto (secundariamente perdidos em alguns), pela cavidade do manto ou pelo manto.\n\n<strong>Excre\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0por rins (nefr\u00eddios), geralmente ligados \u00e0 cavidade peric\u00e1rdica e terminando na cavidade do manto; celoma reduzido \u00e0s cavidades dos nefr\u00eddios, g\u00f4nadas e peric\u00e1rdio.\n\n<strong>Sistema nervoso<\/strong>\u00a0tipicamente com 1 anel nervoso circunfar\u00edngeo com v\u00e1rios pares de g\u00e2nglios e dois pares de cord\u00f5es nervosos, 1 par inervado o p\u00e9 e o outro, a massa visceral; muitos com \u00f3rg\u00e3os para o tato, olfato ou gosto, manchas ocelares ou olhos complexos e estatocistos para o equil\u00edbrio.\n\nSexos geralmente separados (alguns mon\u00f3icos, poucos protr\u00e2ndricos), com ductos; fecunda\u00e7\u00e3o externa ou interna; a maioria ov\u00edparos; clivagem do oco determinada, espiral, desigual e total (merobl\u00e1stica nos CEPHALOPODA); larvas troc\u00f3fora e v\u00e9liger desenvolvimento direto (PULMONATA, CEPHALOPODA)\n\nN\u00e3o-segmentados (exceto MONOPLACOPHORA); simetria bilateral.\n\n<strong>CARACOL (Helix aspersa)<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc42.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"303\" height=\"161\" \/><strong>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Caracol<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\nMolusco terrestre, de concha relativamente fina, que n\u00e3o deve ser confundido com o caramujo (concha mais grossa e de ambiente aqu\u00e1tico). Mede entre 28 e 35 mm e pesa em torno de 8 a 12 g.\n\nConcha geralmente escura, embora existam variedades cujas conchas s\u00e3o mais claras e at\u00e9 unicolores, em uma variedade de concha amarelada sem faixas.\n\nAs estrias de crescimento s\u00e3o pouco vis\u00edveis e as faixas espirais s\u00e3o bem escuras e destacadas na variedade padr\u00e3o. A concha n\u00e3o possui umbigo. Tamb\u00e9m conhecido como escargot ou Petit Gris.\n\nMuito apreciado para fins culin\u00e1rios, pois sua carne \u00e9 saborosa e rica em prote\u00ednas, segundo os especialistas. Por isso \u00e9 a esp\u00e9cie mais criada em cativeiro.\n\nA helicicultura ou cria\u00e7\u00e3o de escargots no Brasil \u00e9 ainda uma recente e pouco difundida atividade econ\u00f4mica. Contudo se tratando de uma pr\u00e1tica incomum, j\u00e1 conta com grandes criadores espalhados pelo pa\u00eds, obtendo uma produ\u00e7\u00e3o abundante e de alta qualidade.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>\u00c1reas \u00famidas com muita vegeta\u00e7\u00e3o e hortas.\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>\u00c9 origin\u00e1rio dos pa\u00edses mediterr\u00e2nicos. Introduzido no Brasil, \u00e9 a esp\u00e9cie criada para fins comerciais.\n\n<strong>H\u00e1bitos<\/strong>\n\n\u00c9 capaz de absorver ou rejeitar \u00e1gua atrav\u00e9s dos poros da sua pele. Em fun\u00e7\u00e3o disso, o animal rege a sua atividade, hibernando-se quando a temperatura for inferior a 5\u00baC e morre se descer abaixo dos 0\u00baC.\n\nO seu per\u00edodo de atividade m\u00e1xima \u00e9 \u00e0 noite. A temperatura ideal, para o desenvolvimento da cria\u00e7\u00e3o localiza-se entre 16 e 24 graus cent\u00edgrados.\n\nDentro dessa faixa \u00e9 onde o escargot alcan\u00e7a sua plenitude m\u00e1xima de atividade biol\u00f3gica. Sendo um animal de h\u00e1bitos noturnos, sempre que a temperatura se situa dentro dessa faixa, o escargot mostra-se extremamente ativo durante \u00e0 noite e excepcionalmente, em dias escuros, nublados e chuvosos. Lembrando que abaixo de 10 e acima de 28 graus cent\u00edgrados o escargot entra em processo de hiberna\u00e7\u00e3o, cessando completamente suas atividades normais. Ele permanecer\u00e1 neste estado de estagna\u00e7\u00e3o enquanto a temperatura n\u00e3o voltar aos n\u00edveis normais.\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Herb\u00edvoros\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n\u00c9 hermafrodita, no entanto tem que acasalar para haver fecunda\u00e7\u00e3o. O ritual de acasalamento dura cerca de 10 horas e pode ocorrer v\u00e1rias vezes.\n\nO per\u00edodo que decorre desde o acasalamento at\u00e9 \u00e0 desova varia conforme a temperatura, mas ronda os 15 dias. Para p\u00f4r os ovos, o caracol escava um buraco na terra com 3 a 4 cm de profundidade, no qual introduz a parte anterior do seu corpo. Cada postura dura v\u00e1rias horas e o caracol p\u00f5e entre 60 e 150 ovos com 4 mm de di\u00e2metro. Em seguida, o caracol cobre o buraco, iniciando-se a fase de incuba\u00e7\u00e3o (14 a 30 dias, de acordo com a temperatura). Quando se d\u00e1 a eclos\u00e3o dos ovos, o caracol nasce j\u00e1 formado, com uma casca de 3 mm e pesa em m\u00e9dia 27 mg. Fica no seu \u201cninho\u201d durante alguns dias, alimentando-se dos res\u00edduos org\u00e2nicos e dos restos dos ovos.\n\n<strong>Predadores naturais:\u00a0<\/strong>Ratos e as lagartixas, sapos, aves, alguns insetos e \u00e1caros.\n\n<strong>Amea\u00e7as<\/strong>\n\nAl\u00e9m da temperatura outros fatores influenciam diretamente na vida dos carac\u00f3is. A umidade \u00e9 de import\u00e2ncia vital para a sobreviv\u00eancia e desenvolvimento do escargot, j\u00e1 que o tegmento dos carac\u00f3is s\u00e3o extremamente penetr\u00e1veis e portanto de f\u00e1cil desidrata\u00e7\u00e3o. A umidade ideal \u00e9 de 85%, sendo acima de 80% satisfat\u00f3ria. Umidade excessiva tamb\u00e9m \u00e9 prejudicial.\n\nA exposi\u00e7\u00e3o direta ao sol \u00e9 fatal aos escargots. Por outro lado a escurid\u00e3o \u00e9 prejudicial e se for duradoura \u00e9 fatal. Portanto deve haver um equil\u00edbrio entre luz e sombra, j\u00e1 que s\u00e3o indispens\u00e1veis ao escargot.\n\nO solo ideal para o escargot \u00e9 neutro e de forma\u00e7\u00e3o calc\u00e1rea.\n\nA exposi\u00e7\u00e3o ao vento \u00e9 extremamente prejudicial gra\u00e7as ao seu tecido corp\u00f3reo que \u00e9 muito vulner\u00e1vel; da mesma forma que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 poeira, provocando seu ressecamento.\n\n<strong>CARAMUJO (Biomphalaria glabrata)<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc43.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"314\" height=\"247\" \/><strong>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Caramujo<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\nMolusco terrestre, de concha relativamente fina, que n\u00e3o deve ser confundido com o caramujo (concha mais grossa e de ambiente aqu\u00e1tico). Mede entre 28 e 35 mm e pesa em torno de 8 a 12 g.\n\nConcha geralmente escura, embora existam variedades cujas conchas s\u00e3o mais claras e at\u00e9 unicolores, em uma variedade de concha amarelada sem faixas.\n\nAs estrias de crescimento s\u00e3o pouco vis\u00edveis e as faixas espirais s\u00e3o bem escuras e destacadas na variedade padr\u00e3o. A concha n\u00e3o possui umbigo. Tamb\u00e9m conhecido como escargot ou Petit Gris.\n\nMuito apreciado para fins culin\u00e1rios, pois sua carne \u00e9 saborosa e rica em prote\u00ednas, segundo os especialistas. Por isso \u00e9 a esp\u00e9cie mais criada em cativeiro.\n\nA helicicultura ou cria\u00e7\u00e3o de escargots no Brasil \u00e9 ainda uma recente e pouco difundida atividade econ\u00f4mica. Contudo se tratando de uma pr\u00e1tica incomum, j\u00e1 conta com grandes criadores espalhados pelo pa\u00eds, obtendo uma produ\u00e7\u00e3o abundante e de alta qualidade.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>\u00c1reas \u00famidas com muita vegeta\u00e7\u00e3o e hortas.\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>\u00c9 origin\u00e1rio dos pa\u00edses mediterr\u00e2nicos. Introduzido no Brasil, \u00e9 a esp\u00e9cie criada para fins comerciais.\n\n<strong>H\u00e1bitos<\/strong>\n\n\u00c9 capaz de absorver ou rejeitar \u00e1gua atrav\u00e9s dos poros da sua pele. Em fun\u00e7\u00e3o disso, o animal rege a sua atividade, hibernando-se quando a temperatura for inferior a 5\u00baC e morre se descer abaixo dos 0\u00baC.\n\nO seu per\u00edodo de atividade m\u00e1xima \u00e9 \u00e0 noite. A temperatura ideal, para o desenvolvimento da cria\u00e7\u00e3o localiza-se entre 16 e 24 graus cent\u00edgrados.\n\nDentro dessa faixa \u00e9 onde o escargot alcan\u00e7a sua plenitude m\u00e1xima de atividade biol\u00f3gica. Sendo um animal de h\u00e1bitos noturnos, sempre que a temperatura se situa dentro dessa faixa, o escargot mostra-se extremamente ativo durante \u00e0 noite e excepcionalmente, em dias escuros, nublados e chuvosos. Lembrando que abaixo de 10 e acima de 28 graus cent\u00edgrados o escargot entra em processo de hiberna\u00e7\u00e3o, cessando completamente suas atividades normais. Ele permanecer\u00e1 neste estado de estagna\u00e7\u00e3o enquanto a temperatura n\u00e3o voltar aos n\u00edveis normais.\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Herb\u00edvoros\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n\u00c9 hermafrodita, no entanto tem que acasalar para haver fecunda\u00e7\u00e3o. O ritual de acasalamento dura cerca de 10 horas e pode ocorrer v\u00e1rias vezes.\n\nO per\u00edodo que decorre desde o acasalamento at\u00e9 \u00e0 desova varia conforme a temperatura, mas ronda os 15 dias. Para p\u00f4r os ovos, o caracol escava um buraco na terra com 3 a 4 cm de profundidade, no qual introduz a parte anterior do seu corpo. Cada postura dura v\u00e1rias horas e o caracol p\u00f5e entre 60 e 150 ovos com 4 mm de di\u00e2metro. Em seguida, o caracol cobre o buraco, iniciando-se a fase de incuba\u00e7\u00e3o (14 a 30 dias, de acordo com a temperatura). Quando se d\u00e1 a eclos\u00e3o dos ovos, o caracol nasce j\u00e1 formado, com uma casca de 3 mm e pesa em m\u00e9dia 27 mg. Fica no seu \u201cninho\u201d durante alguns dias, alimentando-se dos res\u00edduos org\u00e2nicos e dos restos dos ovos.\n\n<strong>Predadores naturais:\u00a0<\/strong>Ratos e as lagartixas, sapos, aves, alguns insetos e \u00e1caros.\n\n<strong>Amea\u00e7as<\/strong>\n\nAl\u00e9m da temperatura outros fatores influenciam diretamente na vida dos carac\u00f3is. A umidade \u00e9 de import\u00e2ncia vital para a sobreviv\u00eancia e desenvolvimento do escargot, j\u00e1 que o tegmento dos carac\u00f3is s\u00e3o extremamente penetr\u00e1veis e portanto de f\u00e1cil desidrata\u00e7\u00e3o. A umidade ideal \u00e9 de 85%, sendo acima de 80% satisfat\u00f3ria. Umidade excessiva tamb\u00e9m \u00e9 prejudicial.\n\nA exposi\u00e7\u00e3o direta ao sol \u00e9 fatal aos escargots. Por outro lado a escurid\u00e3o \u00e9 prejudicial e se for duradoura \u00e9 fatal. Portanto deve haver um equil\u00edbrio entre luz e sombra, j\u00e1 que s\u00e3o indispens\u00e1veis ao escargot.\n\nO solo ideal para o escargot \u00e9 neutro e de forma\u00e7\u00e3o calc\u00e1rea. A exposi\u00e7\u00e3o ao vento \u00e9 extremamente prejudicial gra\u00e7as ao seu tecido corp\u00f3reo que \u00e9 muito vulner\u00e1vel; da mesma forma que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 poeira, provocando seu ressecamento.\n\n<strong>COQUILLE SAINT JACQUES (Nodipecten nodosus)<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc44.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"280\" height=\"239\" \/>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Coquille<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas:\u00a0<\/strong>\u00c9 nativa do litoral brasileiro, e apresenta um grande potencial para cultivo, devido ao grande tamanho, r\u00e1pido crescimento e alto valor de mercado, al\u00e9m do suave e requintado sabor que faz dessa esp\u00e9cie uma rara iguaria. \u00c9 a esp\u00e9cie mais cultivada no Brasil atualmente.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>Mares\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>Litoral brasileiro\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Filtrador (pl\u00e2ncton)\n\n<strong>Predadores naturais:\u00a0<\/strong>B\u00fazios, peixes, moluscos, cracas.\n\n<strong>Amea\u00e7as:\u00a0<\/strong>Polui\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o do habitat, pesca predat\u00f3ria e roubo nas unidades de produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>LESMA DO MAR (Aplysia dactylomela)<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc45.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"282\" height=\"226\" \/><strong>\nLesma<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Lesma<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\nApresentam br\u00e2nquias na parte posterior do corpo. T\u00eam cabe\u00e7a bem desenvolvida, provida de um ou dois pares de tent\u00e1culos. Podem apresentar uma concha interna e uma cavidade posterior reduzida, onde se encontram as br\u00e2nquias (cavidade paleal) ou n\u00e3o apresentar concha nem cavidade paleal, tendo as br\u00e2nquias expostas. Tem simetria bilateral e tamanho pr\u00f3ximo a 15 cm de comprimento.\n\nApresenta cabe\u00e7a com dois pares de tent\u00e1culos. Sua cor \u00e9 amarelo-esverdeada, com manchas negras esparsas.\n\nA concha desta esp\u00e9cie apresenta tamanho reduzido e n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel externamente pois \u00e9 encoberta por uma dobra delgada da epiderme, denominada manto.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>Mares\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>No Brasil, ocorre de Fortaleza a S\u00e3o Paulo.\n\n<strong>H\u00e1bitos:\u00a0<\/strong>Moluscos marinhos adaptados \u00e0 vida em todos os tipos de fundos ou na massa d\u2019\u00e1gua. bent\u00f4nica, ou seja,vive associada ao substrato onde rasteja, mas tamb\u00e9m pode nadar com proje\u00e7\u00f5es do p\u00e9 (parap\u00f3dios). Na \u00e9poca de desova s\u00e3o encontradas na zona entre-mar\u00e9s, associadas com algas marinhas, que lhes servem de prote\u00e7\u00e3o e alimento. S\u00e3o animais lentos e de f\u00e1cil captura mas, em situa\u00e7\u00f5es de amea\u00e7a, eliminam um l\u00edquido p\u00farpura, que facilita sua fuga.\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Herb\u00edvora, alimentando-se de algas, sobretudo do g\u00eanero Ulva (alface-do-mar).\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Hermafrodita, e sua c\u00f3pula promove troca m\u00fatua de espermatoz\u00f3ides. Os ovos s\u00e3o depositados dentro de cord\u00f5es gelatinosos amarelos, que ficam presos entre as algas ou em outro substrato e o desenvolvimento \u00e9 direto.\n\n<strong>Amea\u00e7as:\u00a0<\/strong>Polui\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do habitat.\n\n<strong>LULA (Loligo vulgaris)<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc46.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"315\" height=\"135\" \/><strong>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Lula<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\nCorpo alongado. O comprimento do corpo dos machos \u00e9 de aproximadamente 35 cm, podendo chegar a 50 cm, e o das f\u00eameas, 22 cm. C abe\u00e7a com dois grandes olhos, situados lateralmente, boca central rodeada por tent\u00e1culos ou bra\u00e7os, estes constituem 5 pares, sendo e menores mais grossos com numerosas ventosas no lado interno. Os dois tent\u00e1culos restantes s\u00e3o bem mais longos, apresentando ventosas apenas nas extremidades dilatadas. Os tent\u00e1culos tem a propriedade de alongar-se ou retrair-se, at\u00e9 ficarem quase ocultos. Logo ap\u00f3s o pesco\u00e7o h\u00e1 uma esp\u00e9cie de funil muscular chamado sif\u00e3o.\n\nO resto do corpo \u00e9 delgado, c\u00f4nico, com uma nadadeira triangular ao longo de cada lado da extremidade afilada, as quais equilibram o animal durante a nata\u00e7\u00e3o.\n\nColora\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel, frequentemente rosa-esbranqui\u00e7ada, pintalgada de p\u00farpura ou castanho na parte dorsal. \u00c9 comest\u00edvel.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>Mares, raramente encontrada perto da costa\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>Toda a costa brasileira\n\n<strong>H\u00e1bitos<\/strong>\n\nPel\u00e1gica. Emite jatos de tinta, como os demais cefal\u00f3podes, quando provocada, obscurecendo o meio e dificultando a a\u00e7\u00e3o de predadores.\n\nDeslocam-se rastejando ou nadando. No primeiro caso utilizando os bra\u00e7os com suas ventosas, no segundo usando as nadadeiras que tamb\u00e9m servem como leme de altitude. Desloca-se rapidamente, expelindo \u00e1gua.\n\nNadam velozmente atrav\u00e9s da propuls\u00e3o produzida por um jato de \u00e1gua expelido por um sif\u00e3o pr\u00f3ximo \u00e0 cabe\u00e7a e pelo movimento dos bra\u00e7os.\n\nA \u00e1gua utilizada para respira\u00e7\u00e3o penetra na cavidade paleal atrav\u00e9s de uma abertura situada entre o manto e o corpo na regi\u00e3o do pesco\u00e7o.\n\nPor contra\u00e7\u00e3o en\u00e9rgica do manto a \u00e1gua da cavidade paleal \u00e9 expulsa em sentido oposto. O sif\u00e3o pode curvar-se para tr\u00e1s, mudando a dire\u00e7\u00e3o de deslocamento do animal.\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Carn\u00edvoros, principalmente peixes e crust\u00e1ceos. Lan\u00e7am os tent\u00e1culos sobre a v\u00edtima, agarrando-a com rapidez e colocando-a naquele ninho de bra\u00e7os, matam-na com o poderoso bico de papagaio que fica no centro.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nS\u00e3o di\u00f3icas, ou seja, cada indiv\u00edduo produz apenas um tipo de gameta (espermatoz\u00f3ide ou \u00f3vulo). A fecunda\u00e7\u00e3o pode ser interna, na cavidade paleal, ou externa, mas sempre h\u00e1 c\u00f3pula.\n\nDurante a c\u00f3pula o hectoc\u00f3tilo transfere os espermatoz\u00f3ides envoltos em uma c\u00e1psula gelatinosa (espermat\u00f3foro) para a cavidade paleal da f\u00eamea. O desenvolvimento \u00e9 externo e direto, ou seja, do ovo surge um novo indiv\u00edduo semelhante ao adulto.\n\n<strong>Amea\u00e7as<\/strong>: Pesca predat\u00f3ria e polui\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>MEXILH\u00c3O (Perna perna)<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc47.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"277\" height=\"181\" \/><strong>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Mexilh\u00e3o<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\nMolusco marinho, comest\u00edvel, que atinge 5,5 cm de comprimento, bivalve, com duas conchas alongadas, de colora\u00e7\u00e3o escura e nuances azuladas met\u00e1licas.\n\nO manto \u00e9 o tecido que reveste internamente a concha do animal, delimitando um espa\u00e7o vazio interno onde est\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os. Ventralmente h\u00e1 uma abertura transversal por onde a \u00e1gua entra (sif\u00e3o inalante) e \u00e9 eliminada por outra abertura na parte posterior superior (sif\u00e3o exalante). Os mexilh\u00f5es s\u00e3o organismos onde a forma\u00e7\u00e3o dos gametas se d\u00e1 em toda a extens\u00e3o do manto, al\u00e9m do mesossoma.\n\nO conjunto de fibras de escloroprote\u00edna que fixa os mexilh\u00f5es ao substrato e permite a perman\u00eancia do animal mesmo em presen\u00e7a de fortes ondas \u00e9 denominado \u201cbisso\u201d. Originado pela gl\u00e2ndula bissal, ligada diretamente ao conjunto de 3 pares de m\u00fasculos e a parede interna das valvas, \u00e9 constitu\u00eddo de material c\u00f3rneo e fixado com auxilio do p\u00e9.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>Regi\u00e3o entre-mar\u00e9s (do supralitoral inferior at\u00e9 profundidades de 19 metros).\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>Em toda a costa brasileira\n\n<strong>H\u00e1bitos:\u00a0<\/strong>Fixa-se a rochas ou qualquer estrutura dura (s\u00f3lida) imersa.\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nS\u00e3o organismos filtradores por excel\u00eancia. Sua dieta \u00e9 constitu\u00edda por algas microsc\u00f3picas (fitopl\u00e2ncton), e por outros tipos de material org\u00e2nico particulado e dissolvido.\n\nOs mexilh\u00f5es apresentam taxas de filtra\u00e7\u00e3o elevadas, sendo que um indiv\u00edduo adulto pode filtrar at\u00e9 100 litros de \u00e1gua por dia. Na sua alimenta\u00e7\u00e3o, os mexilh\u00f5es utilizam as br\u00e2nquias, mesmas estruturas utilizadas para a respira\u00e7\u00e3o. As br\u00e2nquias s\u00e3o formadas por dois pares paralelos de l\u00e2minas, compostas por estruturas filamentosas ciliadas, que se estendem da regi\u00e3o anterior a partir da boca at\u00e9 a regi\u00e3o posterior do corpo. Nelas as part\u00edculas s\u00e3o capturadas por um material mucilaginoso que envolve as pr\u00f3prias br\u00e2nquias e, pelo movimento de c\u00edlios s\u00e3o direcionadas em \u201ccalhas\u201d at\u00e9 a boca.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>O ciclo sexual do mexilh\u00f5es pode, atrav\u00e9s do aspecto e colora\u00e7\u00e3o, ser observado e diferenciado em 3 est\u00e1dios:<\/strong>\n<blockquote><strong>Est\u00e1dio I \u2013<\/strong>\u00a0animais imaturos, fol\u00edculos das g\u00f4nadas pouco desenvolvidos e manto incolor;<strong>\nEst\u00e1dio II \u2013\u00a0<\/strong>animais em matura\u00e7\u00e3o, fol\u00edculos j\u00e1 vis\u00edveis permitindo a observa\u00e7\u00e3o da cor do manto diferenciando o branco dos machos do salm\u00e3o das f\u00eameas;<strong>\nEst\u00e1dio III \u2013 animais maturos, passando a repetirem as seguintes fases:<\/strong>\u00a0a \u2013 plenitude da matura\u00e7\u00e3o, fol\u00edculos repletos ; b \u2013 elimina\u00e7\u00e3o do material g\u00e2mico, esvaziamento dos fol\u00edculos e aspecto inconsistente do manto; c \u2013 restaura\u00e7\u00e3o das g\u00f4nadas, fol\u00edculos em desenvolvimento e manto apresentando esbo\u00e7os de branco ou alaranjado. Ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos gametas, que ocorre simultaneamente na popula\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a fecunda\u00e7\u00e3o externa, diretamente na coluna d\u2019\u00e1gua. Cerca de 6 horas ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o, s\u00e3o formadas as larvas troc\u00f3foras com 45 micr\u00f4metros de tamanho (0,045 mm). Depois de 24 horas a larva se transforma numa larva do tipo v\u00e9liger ou larva \u201cD\u201d, com cerca de 115 micr\u00f4metros (0,115 mm), seguida por uma veliconcha de 175 micr\u00f4metros (0,175 mm). Ap\u00f3s 37 dias, esta larva passa para o est\u00e1gio de pediv\u00e9liger (com v\u00e9lum e p\u00e9), quando possuem fototropismo negativo e geotropismo positivo, procurando um local adequado para sua fixa\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>Predadores naturais<\/strong>\n\nO buzo ou b\u00fazio Stramonita (=Thais) haemastoma e o \u201ccaramujo-peludo\u201d Cymatium parthenopeum parthenopeum, diferentes estrelas-do-mar e o siri Callinectes danae.\n\nOs competidores dos mexilh\u00f5es em cultivo constituem praticamente a totalidade da fauna das redes, pois esta comunidade \u00e9 constitu\u00edda basicamente de organismos filtradores (Jacobi, 1985).\n\nDevido \u00e0 sua abund\u00e2ncia e alta taxa de crescimento, as cracas se destacam dos demais organismos filtradores.\n\nJ\u00e1 as asc\u00eddias e os briozo\u00e1rios coloniais prejudicam os mexilh\u00f5es por recobrirem as valvas afetando o seu desenvolvimento e o aspecto do produto.\n\nS\u00e3o poucos os comensais de mexilh\u00f5es, destacando-se o pequeno caranguejo Pinnotheres maculatus e o poliqueta Polydora websteri. O verme da fam\u00edlia Bucephalidae, na sua fase de cerc\u00e1ria, ocorre no manto de mexilh\u00f5es, comprometendo o desenvolvimento dos gametas e consequentemente a produ\u00e7\u00e3o.\n\nSegundo Umiji (1975) este parasita ocorre em diferentes estados de desenvolvimento, principalmente em mexilh\u00f5es com maior tempo de imers\u00e3o. Pode haver uma infesta\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 5 % e de at\u00e9 20% dos indiv\u00edduos em determinadas \u00e9pocas do ano.\n\n<strong>Amea\u00e7as:\u00a0<\/strong>Polui\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o de bancos naturais pela coleta predat\u00f3ria.\n\n<strong>OSTRA DO MANGUE (Crassostrea rhizophorae)<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc48.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"297\" height=\"205\" \/><strong>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Ostra<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas:\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m conhecida como ostra nativa, possui a concha com duas valvas irregulares e \u00e1speras. Tem cor cinzenta e comprimento m\u00e1ximo de cerca de 10 a 12 cm de concha. Vem sendo muito utilizada na maricultura.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>Estu\u00e1rios e mangues\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>Do Caribe at\u00e9 Santa Catarina.\n\n<strong>H\u00e1bitos:\u00a0<\/strong>Estuarinas que se fixam nas ra\u00edzes de mangue, tipicamente nas ra\u00edzes a\u00e9reas do mangue vermelho (Rhizophora mangle), podendo formar agregados submersos (bancos). Suportam variedade de salinidade e amplitude de mar\u00e9.\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Organismo filtrador, que se alimenta principalmente de fitopl\u00e2ncton.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Sexos separados, com picos de reprodu\u00e7\u00e3o nos meses de mar\u00e7o e outubro. Podem apresentar invers\u00e3o sexual.\n\n<strong>Predadores naturais<\/strong>\n\nPequenos caranguejos da fam\u00edlia Porcellanidae e, principalmente, os platelmintos dos g\u00eaneros Stylocus e Pseudostylochus, conhecidos popularmente como plan\u00e1ria ou lesma do mar. Os gastr\u00f3podes Thais (Stramonita) haemastoma e Cymatium parthenopeum parthenopeum, conhecidos popularmente como buzo e caramujo peludo, respectivamente, tamb\u00e9m causam mortalidades expressivas nas ostras juvenis e adultas.\n\nO siri azul Callinectes sapidus preda as ostras quebrando as conchas com aux\u00edlio de suas quelas (garras). As estrelas-do-mar atacam as ostras abrindo as valvas com aux\u00edlio de seus bra\u00e7os.\n\nAlguns peixes da fam\u00edlia Scianidea (Pogonias chromis), o baiac\u00fa (Spheroides testudineus) e os sargos (Arcosargus probatocephalus) apresentam o h\u00e1bito de se alimentar de mexilh\u00f5es, podendo tamb\u00e9m atacar as ostras.\n\n<strong>Amea\u00e7as<\/strong>: Polui\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o de bancos naturais pela cata predat\u00f3dia, destrui\u00e7\u00e3o do habitat e roubo nas unidades de produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>OSTRA JAPONESA\u00a0<\/strong>(Crassostrea gigas)\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc49.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"282\" height=\"192\" \/><strong>\n<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Ostra japonesa<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\n\u00c9 a principal esp\u00e9cie de ostra cultivada no litoral brasileiro.\n\n<strong>O corpo mole, protegido externamente por uma concha, que apresenta duas valvas:<\/strong>\u00a0a valva superior ou direita, que \u00e9 plana; e a valva inferior ou esquerda, que \u00e9 levemente c\u00f4ncava ou abaulada.\n\nA jun\u00e7\u00e3o entre as duas valvas \u00e9 feita com aux\u00edlio do m\u00fasculo adutor e tamb\u00e9m atrav\u00e9s de um ligamento situado na regi\u00e3o posterior. Esta concha \u00e9 constitu\u00edda principalmente por carbonato de c\u00e1lcio, que \u00e9 retirado diretamente da \u00e1gua do mar com aux\u00edlio de c\u00e9lulas especializadas localizadas no manto. O manto \u00e9 a camada de tecido que recobre as partes moles de ambos os lados do corpo, com exce\u00e7\u00e3o do m\u00fasculo adutor.\n\nAl\u00e9m de conter as c\u00e9lulas respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o da concha, o manto tamb\u00e9m apresenta fun\u00e7\u00f5es sensoriais. O corpo, que cassostrea \u00e9 a parte mole do organismo, \u00e9 constitu\u00eddo al\u00e9m do manto, pelas br\u00e2nquias, palpos labiais, cora\u00e7\u00e3o (peric\u00e1rdio), massa visceral (\u00f3rg\u00e3os do aparelho digestivo, reprodutor e excretor) e pelo m\u00fasculo adutor. As br\u00e2nquias apresentam a fun\u00e7\u00e3o de realizar as trocas gasosas (respira\u00e7\u00e3o) e a captura do alimento. Devido \u00e0 grande superf\u00edcie branquial que se encontra constantemente \u00famida, as ostras podem resistir a longos per\u00edodos fora da \u00e1gua. \u00c9 um molusco valioso, importante para os pescadores, porque sua carne \u00e9 considerada iguaria.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>No Brasil, como \u00e9 uma esp\u00e9cie cultivada, a ostra \u00e9 encontrada em ambientes estuarinos, ao longo de ba\u00edas, sempre longe da polui\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>Litoral do sudeste e sul do Brasil. \u00c9 uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica com origem no Jap\u00e3o.\n\n<strong>H\u00e1bitos:\u00a0<\/strong>Estuarinos\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>S\u00e3o organismos filtrantes, alimentando-se de microalgas e mat\u00e9ria org\u00e2nica particulada. Os valores de filtra\u00e7\u00e3o de cada ostra geralmente ficam em torno de 5 a 25 litros\/hora.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nS\u00e3o organismos di\u00f3icos, ou seja, apresentam o sexo separado. Por\u00e9m, externamente, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel diferenciar o macho da f\u00eamea, pois ambos apresentam a g\u00f4nada (\u00f3rg\u00e3o sexual masculino ou feminino) com a mesma colora\u00e7\u00e3o. A diferencia\u00e7\u00e3o sexual somente \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s de raspagem da g\u00f4nada e an\u00e1lise do material em microsc\u00f3pio, pois os ov\u00f3citos apresentam o formato arredondado e os espermatoz\u00f3ides se mostram como uma massa compacta. O desenvolvimento gonadal (matura\u00e7\u00e3o) \u00e9 influenciado por fatores externos como luminosidade, salinidade e, principalmente, pela temperatura e disponibilidade de alimento. Durante a desova, o esperma \u00e9 lan\u00e7ado pelo canal exalante (lado direito das ostras), de uma forma cont\u00ednua.\n\nEste processo \u00e9 semelhante a uma \u201cfuma\u00e7a de cigarro\u201d, pois o m\u00fasculo adutor permanece relaxado, facilitando com isso a desova. A f\u00eamea, por sua vez, apresenta um comportamento distinto, pois desova lan\u00e7ando os ov\u00f3citos contra o canal inalante (lado esquerdo das ostras) em jorros abruptos. Sendo uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica, sua reprodu\u00e7\u00e3o e desenvolvimento larval devem ser realizados em ambientes controlados (laborat\u00f3rio). A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 externa, ou seja, o contato entre o espermatoz\u00f3ide e o ov\u00f3cito ocorre na \u00e1gua.\n\nO \u00f3vulo fecundado sofre os processos de clivagem ap\u00f3s 2 horas, evoluindo para os est\u00e1gios de m\u00f3rula, bl\u00e1stula e g\u00e1strula (6 horas). Ap\u00f3s 12 a 16 horas, a larva j\u00e1 apresenta capacidade natat\u00f3ria atrav\u00e9s de uma coroa de c\u00edlios, sendo ent\u00e3o denominada de troc\u00f3fora. A larva continua seu desenvolvimento e ap\u00f3s 24 horas surge uma larva transparente, medindo entre 61 e 72 micr\u00f4metros (0.061 a 0,072 mil\u00edmetros) em forma de \u201cD\u201d, possuindo uma coroa ciliada denominada v\u00e9lum, sendo denominada larva veliger de charneira reta ou larva \u201cD\u201d. Com o tempo o formato \u201cD\u201d desaparece (6 dias) ocorrendo a forma\u00e7\u00e3o do umbo, que se completa totalmente ao redor do d\u00e9cimo quarto dia. Neste momento, a larva apresenta uma forma arredondada e um v\u00e9lum bastante desenvolvido, sendo denominada de \u201d v\u00e9liger umbonada \u201c, e apresentando o tamanho aproximado de 230 a 240 micr\u00f4metros (0,230 a 0,240 mil\u00edmetros). A larva continua a se desenvolver, e por volta do d\u00e9cimo s\u00e9timo dia surge uma \u201cmancha-ocular\u201d e um p\u00e9, sendo a larva denominada \u201cpediv\u00e9liger\u201d, com tamanho m\u00e9dio de 280 micr\u00f4metros. Quando a larva apresenta o p\u00e9 completamente desenvolvido e passa a medir aproximadamente 300 micr\u00f4metros, ela abandona a coluna d\u2019\u00e1gua e dirige-se ao fundo em busca de um substrato adequado para completar a sua metamorfose. Neste est\u00e1gio, as ostras no ambiente natural procuram rochas ou ra\u00edzes de mangue para se fixarem. Em laborat\u00f3rio a fixa\u00e7\u00e3o das ostras ocorre em p\u00f3 de concha mo\u00edda, pratos pl\u00e1sticos ou em conchas de moluscos.\n\nA dura\u00e7\u00e3o deste ciclo depende do substrato dispon\u00edvel e da temperatura da \u00e1gua do mar. A uma temperatura de 25\u00ba C este ciclo dura em torno de 21 dias.\n\n<strong>Predadores naturais<\/strong>\n\nPequenos caranguejos da fam\u00edlia Porcellanidae e, principalmente, os platelmintos dos g\u00eaneros Stylocus e Pseudostylochus, conhecidos popularmente como plan\u00e1ria ou lesma do mar. Os gastr\u00f3podes Thais (Stramonita) haemastoma e Cymatium parthenopeum parthenopeum, conhecidos popularmente como buzo e caramujo peludo, respectivamente, tamb\u00e9m causam mortalidades expressivas nas ostras juvenis e adultas.\n\nO siri azul Callinectes sapidus preda as ostras quebrando as conchas com aux\u00edlio de suas quelas (garras). As estrelas-do-mar atacam as ostras abrindo as valvas com aux\u00edlio de seus bra\u00e7os.\n\nAlguns peixes da fam\u00edlia Scianidea (Pogonias chromis ), o baiac\u00fa ( Spheroides testudineus ) e os sargos ( Arcosargus probatocephalus ) apresentam o h\u00e1bito de se alimentar de mexilh\u00f5es, podendo tamb\u00e9m atacar as ostras. Organismos competidores como cracas, asc\u00eddeas e esponjas, apresentam os mesmos h\u00e1bitos alimentares que as ostras. Al\u00e9m disso, competem por espa\u00e7o e oxig\u00eanio.\n\nAs cracas s\u00e3o os principais competidores das ostras, apresentando picos de incrusta\u00e7\u00f5es mais pronunciados durante a primavera e ver\u00e3o. Fixam-se nas lanternas de cultivo e principalmente nas conchas, distribuindo-se em densas aglomera\u00e7\u00f5es, o que prejudica o crescimento das ostras e o aspecto do produto para comercializa\u00e7\u00e3o. Os parasitas s\u00e3o organismos que utilizam o corpo das ostras para sobreviverem, podendo algumas vezes at\u00e9 provocar a morte. Destaca-se a esp\u00e9cie de poliqueta Polidora wesbsteri que se fixa externamente na ostra, realizando uma perfura\u00e7\u00e3o nas valvas.\n\nQuando atinge a por\u00e7\u00e3o interna da concha a ostra come\u00e7a a produzir uma nova camada nacarada para se proteger deste ataque, formando \u201cbolhas de lodo\u201d (detalhe na figura) no interior da concha, prejudicando sua apar\u00eancia interna e depreciando o seu valor comercial. Muitas vezes esta camada protetora n\u00e3o \u00e9 suficiente e a perfura\u00e7\u00e3o atinge o m\u00fasculo das ostras causando a sua mortalidade.\n\nOutro organismo perfurador das conchas de ostras \u00e9 o mitil\u00eddeo Litophaga patagonica. Trematodas do g\u00eanero Bucephalus e as bact\u00e9rias patog\u00eanicas do g\u00eanero Nocardia foram observados nas g\u00f4nadas das ostras, interferindo na reprodu\u00e7\u00e3o destes organismos. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a das bact\u00e9rias foi associada ao fen\u00f4meno de mortalidade massiva de ver\u00e3o.\n\n<strong>Amea\u00e7as:\u00a0<\/strong>Polui\u00e7\u00e3o e roubo nas unidades de produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>POLVO\u00a0<\/strong>(Octopus vulgaris)\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc50.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"320\" height=\"172\" \/><strong>Polvo<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas:\u00a0<\/strong>Molusco marinho com grande cabe\u00e7a que abriga um c\u00e9rebro desenvolvido, al\u00e9m de oito bra\u00e7os, cada um provido de duas fileiras de ventosas. Olhos grandes e complexos, dotados de cristalino, o que proporciona uma vis\u00e3o bastante agu\u00e7ada. Pode atingir um tamanho de at\u00e9 1 m de comprimento. Pode assumir diversas colora\u00e7\u00f5es, mimetizando-se de maneira bem r\u00e1pida no meio ambiente.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>Mares\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>\u00e1guas tropicais e temperadas de todo o mundo.\n\n<strong>H\u00e1bitos<\/strong>\n\nPassam grande parte de sua vida escondidos em uma toca natural entre as rochas ou escombros. Quando atacado ou quando se sente em perigo, o polvo aspira uma grande quantidade de \u00e1gua e expele-a logo em seguida por um sif\u00e3o, que funciona como uma turbina, e que permite que o polvo fuja em grande velocidade.\n\nEsta fuga \u00e9 geralmente oculta por uma nuvem de tinta. A subst\u00e2ncia expelida pelo polvo para defender-se \u00e9 de colora\u00e7\u00e3o escura. Tem a faculdade de eri\u00e7ar a pele, que \u00e9 ordinariamente lisa, apresentando agudos aguilh\u00f5es sendo que, inofensivos, n\u00e3o passam de perfeitas simula\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nCarn\u00edvoro, alimentando-se de moluscos, peixes e crust\u00e1ceos, sobretudo lagostas e caranguejos.\n\n<strong>Para se alimentar, se utiliza de duas t\u00e9cnicas:<\/strong>\u00a0atrair sua v\u00edtima movendo a ponta de um de seus bra\u00e7os como se fosse um verme, ou aproximar-se da v\u00edtima deslizando-se calmamente para, de s\u00fabito, agarrar sua preza com seus tent\u00e1culos e mat\u00e1-la com suas fortes dentadas.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nUm macho interessado em acasalar-se aproxima-se o suficiente de uma f\u00eamea para que, ao alargar um bra\u00e7o modificado, o hectoc\u00f3tilo, consiga toc\u00e1-la.\n\nEste bra\u00e7o possui um sulco profundo por entre as duas fileiras de ventosas e termina em um extremo em forma de colher. Passado um per\u00edodo de cortejo, o polvo macho insere seu bra\u00e7o no manto da f\u00eamea e os espermatoz\u00f3ides por ele produzidos descem pelo sulco do bra\u00e7o modificado at\u00e9 o oviduto da f\u00eamea. Pouco depois do acasalamento, a f\u00eamea come\u00e7a a depositar os ovos fecundados em sua toca. Um polvo f\u00eamea produz em duas semanas aproximadamente cento e cinq\u00fcenta mil ovos, cada um deles envolto por uma c\u00e1psula transparente. Pelos 50 dias seguintes, a f\u00eamea protege os ovos depositados lan\u00e7ando-lhes jatos de \u00e1gua para aer\u00e1-los e limp\u00e1-los. As crias nascem com apenas 3 cm de comprimento.\n\nFlutuam at\u00e9 a superf\u00edcie e passam a integrar o chamado pl\u00e2ncton durante quase um m\u00eas. Passado este per\u00edodo, os pequenos polvos voltam a submergir e iniciam sua vida normal no fundo. Geralmente, os polvos adultos permanecem em uma zona determinada.\n\n<strong>Predadores naturais:\u00a0<\/strong>Peixes como as mor\u00e9ias.\n\n<strong>Amea\u00e7as<\/strong>: Pesca predat\u00f3ria e polui\u00e7\u00e3o\n\n<strong>S\u00c9PIA DO ATL\u00c2NTICO\u00a0<\/strong>(Sepia officinalis)\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Filo Mollusca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-molusc51.jpg\" alt=\"Filo Mollusca\" width=\"314\" height=\"115\" \/><strong>S\u00e9pia do atl\u00e2ntico<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\nMolusco n\u00e3o raro, comest\u00edvel e de bom sabor, sendo pescado em anzol e, mais comumente, no arrasto. Tem oito \u201cbra\u00e7os\u201d e dois tent\u00e1culos distribu\u00eddos em torno da cabe\u00e7a, todos providos de ventosas. Atinge 30 cm de comprimento. Corpo relativamente largo e um quanto achatado, de forma que em sec\u00e7\u00e3o transversal \u00e9 oval. Afunilado na face inferior perto da cabe\u00e7a.\n\nBarbatanas pares estendem-se da cabe\u00e7a at\u00e9 \u00e0 extremidade do corpo. Colora\u00e7\u00e3o muito vari\u00e1vel, podendo ir do preto ou castanho, estriado ou pontuado por cima, descorado ou s\u00e9pia branco por baixo.\n\nNo interior de seu corpo existe uma concha calc\u00e1ria que serve de esqueleto. Essa concha possui c\u00e2maras que se enchem de g\u00e1s ou esvaziam a fim de regular a flutuabilidade.\n\n<strong>Habitat:\u00a0<\/strong>Infralitoral, sobre a areia, em ba\u00edas e estu\u00e1rios, por vezes entre ervas-do-mar.\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:\u00a0<\/strong>Em todo o litoral do Brasil.\n\n<strong>H\u00e1bitos:\u00a0<\/strong>Expele l\u00edquido negro turvando a \u00e1gua e ocultando-se assim dos seus inimigos. Durante s\u00e9culos sua tinta forneceu o pigmento s\u00e9pia dos pintores. Capaz de mudar a cor rapidamente, especialmente quando amea\u00e7ados, podendo tamb\u00e9m adotar a cor ao padr\u00e3o do ambiente que o rodeia.\n\n<strong>Predadores naturais:\u00a0<\/strong>Gaivota\n\n<strong>Amea\u00e7as:\u00a0<\/strong>Pesca predat\u00f3ria e polui\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.trabalhoescolar.hpg2.ig.com.br\/superelimites.com\/www.wisegeek.com\/www.reinaldoribela.pro.br\/www.vivaterra.org.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filo Mollusca, Moluscos, Caracter\u00edsticas, O que \u00e9, Classe, Sistema, Reprodu\u00e7\u00e3o, Localiza\u00e7\u00e3o, Conchas, Estrutura, Import\u00e2ncia, Classifica\u00e7\u00e3o, Filo Mollusca<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18281,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-18269","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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