{"id":17967,"date":"2016-01-15T00:00:00","date_gmt":"2016-01-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/classe-osteichthyes\/"},"modified":"2026-08-31T23:51:04","modified_gmt":"2026-08-31T23:51:04","slug":"classe-osteichthyes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/classe-osteichthyes\/","title":{"rendered":"Classe Osteichthyes"},"content":{"rendered":"\n<p>Esta \u00e9 a maior classe de vertebrados. <\/p>\n   \n<p>Existem mais de 29.000 esp\u00e9cies de peixes \u00f3sseos encontrados em ambientes      de \u00e1gua doce e marinhos ao redor do mundo.<\/p>\n   \n<p>Peixes \u00f3sseos diferem de peixes como tubar\u00f5es e raias na <strong>Classe Osteichthyes<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>Em vez de cartilagem, <strong>peixes \u00f3sseos<\/strong> t\u00eam ossos.<\/p>\n   \n<p>A maioria deles, como seu nome sugere, t\u00eam um esqueleto feito de osso que      \u00e9 muito mais dura do que peixes cartilaginosos (peixe com esqueletos feitos      de cartilagem), como os tubar\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Peixes \u00f3sseos tamb\u00e9m t\u00eam uma <strong>bexiga natat\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n   \n<p>A bexiga natat\u00f3ria \u00e9 um saco cheio de g\u00e1s que ajuda a manter peixes \u00f3sseos      flutuante! <\/p>\n   \n<p>Eles se uniram barbatanas peitorais e p\u00e9lvicas, mas algumas esp\u00e9cies t\u00eam      ossos em suas nadadeiras. <\/p>\n   \n<h4>Classe Osteichthyes &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n   \n<p>Formam a maior classe de vertebrados, distribu\u00eddas em 56 ordens, 483 fam\u00edlias      e aproximadamente 4200 g\u00eaneros (Weitzman, 1995).<\/p>\n   \n<p>Vivem em praticamente todos os habitats aqu\u00e1ticos do planeta, desde lagos      de altitude \u00e0s cavernas inundadas, riachos de montanha a rios de plan\u00edcie,      p\u00e2ntanos, lagoas tempor\u00e1rias, oceanos, regi\u00f5es polares e fontes t\u00e9rmicas de      desertos. Portanto, estes animais habitam todos os tipos de \u00e1gua, doce, salobra,      salgada, quente ou fria (embora a maioria dos peixes seja limitada a temperaturas      entre 9 e 11\u00baC). Seus f\u00f3sseis s\u00e3o mais antigos que os dos peixes cartilaginosos.<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o craniados com maxilas e a maioria apresenta nadadeiras pares e \u00edmpares      e tem endoesqueleto e esqueleto d\u00e9rmico \u00f3sseos. O esqueleto \u00f3sseo \u00e9 formado      por ossos verdadeiros, embora algumas esp\u00e9cies possam apresentar &#8220;ossos&#8221;      cartilaginosos (esturj\u00e3o, por exemplo), com numerosas v\u00e9rtebras distintas,      embora seja frequente a persist\u00eancia de notocorda nos espa\u00e7os intervertebrais.      Da coluna vertebral partem as costelas e a cintura peitoral (n\u00e3o existe cintura      p\u00e9lvica).<\/p>\n   \n<p>Possuem nadadeiras pares e \u00edmpares, geralmente com raios \u00f3sseos ou cartilaginosos.      A nadadeira caudal tem, normalmente, dois lobos sim\u00e9tricos, sendo classificada      como homocerca. As barbatanas (nadadeiras) \u00edmpares s\u00e3o duas dorsais e uma      retal, bem como a caudal. <\/p>\n   \n<p><strong>A forma da barbatana caudal altera a forma de deslocamento do animal:<\/strong>      barbatanas arredondadas aumentam a capacidade de manobra mas geralmente a      velocidade \u00e9 baixa, enquanto barbatanas bifurcadas ou em forma de foice permitem      grandes velocidades. A barbatana dorsal tem suporte esquel\u00e9tico e varia grandemente      de forma, de acordo com os h\u00e1bitos do animal. As barbatanas pares s\u00e3o as peitorais,      logo atr\u00e1s do op\u00e9rculo, e as p\u00e9lvicas. <\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o v\u00e1rias as fun\u00e7\u00f5es das barbatanas: <\/strong>a da cauda impulsiona      o peixe; retal e a dorsal funcionam como leme; as peitorais e ventrais atuam      como estabilizadores.<\/p>\n   \n<p>As escamas s\u00e3o mesod\u00e9rmicas (cicl\u00f3ides, cten\u00f3ides ou gan\u00f3ides). Pele recobre      todo o corpo e cont\u00e9m in\u00fameras gl\u00e2ndulas mucosas, cuja secre\u00e7\u00e3o facilita o      deslizar atrav\u00e9s da \u00e1gua e protege contra infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Escamas<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-osteichthyes-01.jpg\" alt=\"Classe Osteichthyes\" width=\"408\" height=\"214\" title=\"Classe Osteichthyes\" \/><strong><br \/>\n     Escamas Cicl\u00f3ides e Cten\u00f3ides<\/strong><\/p>\n   \n<p>Algumas esp\u00e9cies n\u00e3o apresentem\u00a0<strong>escamas\u00a0<\/strong>ou estas      podem ser revestidas de esmalte.<\/p>\n   \n<p>As<strong>\u00a0escamas<\/strong>\u00a0s\u00e3o finas, arredondadas e implantadas      em fileiras longitudinais e diagonais, imbricadas como as telhas de um telhado.      As extremidades livres das escamas est\u00e3o cobertas por uma fina camada de pele.      Cada escama est\u00e1 fixa numa bolsa d\u00e9rmica e cresce durante a vida do animal,      o que geralmente origina an\u00e9is de crescimento (maiores no ver\u00e3o e muito pequenos      no inverno). Estes an\u00e9is s\u00e3o mais not\u00f3rios em peixes de regi\u00f5es temperadas.      Devido ao padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o, forma, estrutura e n\u00famero das escamas ser      quase constante em cada esp\u00e9cie, esta \u00e9 uma importante caracter\u00edstica sistem\u00e1tica      desta classe. O Belennius sp. \u00e9 um peixe sem escamas com corpo arredondado,      e tem a capacidade de aguentar algum tempo fora de \u00e1gua porque os op\u00e9rculos      permanecem fechados nessa situa\u00e7\u00e3o, mantendo as br\u00e2nquias \u00famidas.<\/p>\n   \n<p>A boca dos Osteichthyes \u00e9 terminal e frontal e possuem, de cada lado da cabe\u00e7a,      uma s\u00f3 fenda branquial externa, situada atr\u00e1s do op\u00e9rculo, placa \u00f3ssea m\u00f3vel      de acordo com o teor de CO2 na circula\u00e7\u00e3o, que a reveste. T\u00eam maxilas,      geralmente com muitos dentes.<\/p>\n   \n<p><strong>Osteichthyes<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Possuem um enc\u00e9falo e \u00f3rg\u00e3os dos sentidos desenvolvidos, nomeadamente:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os Olhos s\u00e3o grandes, laterais e sem p\u00e1lpebras, provavelmente apenas capazes      de focar com precis\u00e3o objetos pr\u00f3ximos mas que percebem movimentos distantes,      incluindo os acima da superf\u00edcie da \u00e1gua;<\/p>\n   \n<p>Os Ouvidos apresentam tr\u00eas canais semicirculares dispostos perpendicularmente      uns aos outros (funcionando como um \u00f3rg\u00e3o de equil\u00edbrio, portanto, tal como      em todos os vertebrados superiores);<\/p>\n   \n<p>As Narinas est\u00e3o localizadas na parte dorsal do focinho e comunicam-se com      uma cavidade coberta de c\u00e9lulas sens\u00edveis a mol\u00e9culas dissolvidas na \u00e1gua;<\/p>\n   \n<p>A Linha lateral est\u00e1 localizada longitudinalmente ao longo do flanco do animal,      \u00e9 composta por uma fileira de pequenos poros, em comunica\u00e7\u00e3o com um canal      abaixo das escamas, onde se encontram mecanorreceptores. Registra as vibra\u00e7\u00f5es      na \u00e1guas que os rodeia. Este sistema \u00e9 constitu\u00eddo por um canal cheio de muco      e por c\u00e9lulas sensoriais. \u00c9 situado sob a pele dos dois lados do corpo.<\/p>\n   \n<p>Os peixes respiram por interm\u00e9dio de br\u00e2nquias, que s\u00e3o uma s\u00e9rie de l\u00e2minas      cut\u00e2neas finas dispostas em fileiras sustentadas por arcos \u00f3sseos ou cartilaginosos.    <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o altamente irrigadas, sendo o local onde ocorrem \u00e0s trocas gasosas. Depois      de oxigenado o sangue passa para uma art\u00e9ria que o distribui para o resto      do corpo. O sangue venoso volta ao cora\u00e7\u00e3o, que nos peixes \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o simples      com apenas um ventr\u00edculo e uma aur\u00edcula. O cora\u00e7\u00e3o vai bombear o sangue de      volta para as br\u00e2nquias onde a troca gasosa \u00e9 novamente realizada.<\/p>\n   \n<p><strong>Circula\u00e7\u00e3o nos Peixes<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 simples\u00a0<strong>tecidos<\/strong>\u00a0<strong>&gt; cora\u00e7\u00e3o &gt; br\u00e2nquias      &gt; tecidos.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 completa:\u00a0<\/strong>pelo cora\u00e7\u00e3o somente passa um tipo de sangue,      venoso, dos tecidos do corpo e rico em g\u00e1s carb\u00f4nico.<\/p>\n   \n<p>Nos peixes, o aparelho digestivo \u00e9 composto por boca, faringe, es\u00f4fago, est\u00f4mago      (com cecos pil\u00f3ricos) e intestino. Ainda encontramos o f\u00edgado. A boca grande      \u00e9 terminal, rodeada de maxilas e mand\u00edbulas distintas, onde est\u00e3o implantados      dentes c\u00f4nicos e finos. Existem outros dentes, localizados nos primeiros arcos      branquiais, \u00fateis para prender e triturar o alimento. Na boca existe uma pequena      l\u00edngua, ligada ao ch\u00e3o da cavidade e que ajuda nos movimentos respirat\u00f3rios.<\/p>\n   \n<p>Os rins s\u00e3o muito primitivos, constitu\u00eddos por uma s\u00e9rie de canais excretores      e vasos sang\u00fc\u00edneos situados ao longo da espinha dorsal.<\/p>\n   \n<p>A maioria das esp\u00e9cies possui um \u00f3rg\u00e3o com fun\u00e7\u00e3o hidrost\u00e1tica, a bexiga      natat\u00f3ria, que permite modificar a capacidade de flutua\u00e7\u00e3o e adaptar-se \u00e0      profundidade em que se encontra. Assim, podem elevar-se ou submergir na \u00e1gua      adicionando gases \u00e0 bexiga natat\u00f3ria ou expulsando-os atrav\u00e9s da corrente      sangu\u00ednea. Ela \u00e9 um grande saco de paredes finas e irrigadas, que ocupa a      zona dorsal da cavidade do corpo. Esta cavidade est\u00e1 preenchida com gases      (O2, N2, CO2), atuando como um \u00f3rg\u00e3o hidrost\u00e1tico,      ajustando o peso do corpo do peixe consoante a profundidade. O ajuste faz-se      por secre\u00e7\u00e3o ou absor\u00e7\u00e3o dos gases para o sangue.<\/p>\n   \n<p>A bexiga natat\u00f3ria pode ajudar na respira\u00e7\u00e3o (peixes pulmonados) ou como      caixa de resson\u00e2ncia de \u00f3rg\u00e3os dos sentidos ou produ\u00e7\u00e3o de sons. Grupos ancestrais      apresentam originalmente pulm\u00f5es<\/p>\n   \n<p>Reprodu\u00e7\u00e3o com sexos separados, di\u00f3icos, g\u00f4nadas geralmente pares, grande      maioria ov\u00edparos com fecunda\u00e7\u00e3o externa. Os ovos s\u00e3o pequenos e sem anexos      embrion\u00e1rios mas com quantidade de vitelo muito vari\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p>V\u00e1rias esp\u00e9cies migram (tanto de \u00e1gua salgada para doce, como os salm\u00f5es,      ou o inverso, como as enguias) para desovar.<\/p>\n   \n<p>O desenvolvimento \u00e9 indireto com larvas denominadas alevinos.<\/p>\n   \n<p>Em geral, s\u00e3o bem menores que os peixes cartilaginosos (um tubar\u00e3o-baleia      tem em m\u00e9dia 15 m de comprimento, uma jamanta 5m de comprimento por 6 m de      largura). Entre os maiores peixes \u00f3sseos est\u00e3o o espadarte, com at\u00e9 5 m, o      peixe-lua, com no m\u00e1ximo 4 m, e o esturj\u00e3o, com 3 m. O menor peixe \u00f3sseo \u00e9      um gobi\u00eddeo (Pandaka), das Filipinas, de apenas 10 mm. Impressiona ainda o      peso do peixe lua (Mola) que ocorre, at\u00e9 pelo menos, Torres (RS) com 900 Kg.    <\/p>\n   \n<p>Resumindo, o tamanho varia de 1 cm a 5 m (maioria entre 3 e 30 cm).<\/p>\n   \n<p>Maioria das esp\u00e9cies \u00e9 marinha (cerca de 60%), mas numerosas esp\u00e9cies vivem      em \u00e1gua doce.<\/p>\n   \n<p>O nome cient\u00edfico do cavalo marinho \u00e9 Hippocampus hippocampus da classe dos      Osteichthyes da ordem dos Gasterosteiformes e da fam\u00edlia Syngnathidae. O nome      deste peixe vem da semelhan\u00e7a de sua cabe\u00e7a com a do cavalo. Tudo nele \u00e9 estranho.      Nada com o corpo em posi\u00e7\u00e3o vertical e a cabe\u00e7a para frente, movimentando-se      pela vibra\u00e7\u00e3o das barbatanas dorsais. A cauda, longa e pre\u00eansil, permite-lhe      agarrar-se \u00e0s plantas submarinas enquanto come pequenos crust\u00e1ceos. Vive nos      fundos aqu\u00e1ticos, arenosos ou ludosos, em profundidades que variam de 8 a      45 metros. Seu habitat preferido s\u00e3o os campos de algas. <\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 o macho que fica &#8221;gr\u00e1vido&#8221;: <\/strong>a f\u00eamea deposita os      \u00f3vulos numa bolsa da regi\u00e3o ventral; ali eles s\u00e3o fecundados e depois incubados      durante dois meses.<\/p>\n   \n<p>O cavalo-marinho tem cerca de 15cent\u00edmetros de comprimento. O tronco e a      cauda s\u00e3o recobertos por an\u00e9is. A cabe\u00e7a \u00e9 separada do tronco por uma esp\u00e9cie      de &#8221;pesco\u00e7o&#8221;.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-osteichthyes-02.jpg\" alt=\"Classe Osteichthyes\" width=\"323\" height=\"232\" title=\"Classe Osteichthyes\" \/><br \/>\n<strong>Cavalos Marinhos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em geral, as escamas \u00f3sseas est\u00e3o presentes, mas as camadas superficiais      primitivas de gano\u00edna e cosmina foram perdidas na maioria das esp\u00e9cies atuais.<\/p>\n   \n<p>As partes mais internas do esqueleto sempre apresentam alguma ossifica\u00e7\u00e3o;      na maioria das esp\u00e9cies, o esqueleto \u00e9 completamente ossificado.<\/p>\n   \n<p>O olho pineal continua presente nas esp\u00e9cies primitivas.<\/p>\n   \n<p>Pulm\u00f5es ou bexigas natat\u00f3rias est\u00e3o pentes, exceto em poucas esp\u00e9cies bent\u00f4nicas,      que os perderam secundariamente. Como n\u00e3o poderia deixar de ser nos peixes      de corpos \u00e1geis, a cauda tornou-se homocerca na maioria das esp\u00e9cies atuais.<\/p>\n   \n<p>As aberturas br\u00e2nquiais se abrem numa c\u00e2mara comum, coberta por um op\u00e9rculo.<\/p>\n   \n<p>A v\u00e1lvula espiral do intestino foi perdida em todas as esp\u00e9cies, exceto na      maioria das primitivas. A \u00e1rea superficial \u00e9 maior devido a um aumento do      comprimento do intestino e cecos pil\u00f3ricos.<\/p>\n   \n<p>A maioria das esp\u00e9cies \u00e9 ov\u00edpara e a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 externa. Em algumas esp\u00e9cies      viv\u00edparas, nas quais a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna, o \u00f3rg\u00e3o copulador do macho \u00e9      uma parte modificada da nadadeira retal.<\/p>\n   \n<p>Os peixes est\u00e3o bem adaptados \u00e0 vida aqu\u00e1tica. Eles s\u00e3o aerodin\u00e2micos. Seu      esqueleto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pesado como o dos vertebrados terrestres. Os m\u00fasculos      segmentados e a cauda proporcionam o impulso para a locomo\u00e7\u00e3o e as nadadeiras,      a estabilidade e a habilidade de manobras A estrutura dos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos      permite a detec\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as ocorridas na \u00e1gua. Seu cora\u00e7\u00e3o bombeia apenas      sangue venoso atrav\u00e9s das br\u00e2nquias. Uma l\u00edngua muscular est\u00e1 ausente.<\/p>\n   \n<p>Os peixes mais primitivos, que surgiram antes do per\u00edodo Cambriano superior,      eram ostracodermos possuidores de armaduras resistentes e pertencentes \u00e0 classe.      Agnatha. A maioria era dulcicola e alimentava-se de sedimento com a boca sem      mand\u00edbulas. Eles n\u00e3o apresentavam nadadeiras pares bem desenvolvidas e n\u00e3o      eram peixes muito ativos<\/p>\n   \n<p>Os \u00fanicos vertebrados agnatos ainda existentes s\u00e3o as lampr\u00e9ias e peixes-bruxa      da ordem Ciclostomata. Eles tamb\u00e9m n\u00e3o possuem mand\u00edbulas nem ap\u00eandices pares.<\/p>\n   \n<p>As mand\u00edbulas, que surgiram primeiro nos acant\u00f3dios, evolu\u00edram de um arco      visceral alargado, o arco mandibular. Ossos d\u00e9rmicos podem unir-se ao arco      mandibular. Os acant\u00f3dios possu\u00edam mais de dois aparelhos de ap\u00eandices pares,      que eram sustentados por espinhos.<\/p>\n   \n<p>Os placodermos s\u00e3o uma classe de peixes primitivos extintos, muitos dos quais      possu\u00edam mand\u00edbulas semelhantes a machadinhas.<\/p>\n   \n<p>Os peixes cartilaginosos da classe Chondrichthyes caracterizam-se por possuir      pequenas escamas plac\u00f3ides, esqueleto sem osso, aus\u00eancia de pulm\u00f5es ou bexiga      natat\u00f3ria, cauda heterocerca, intestino com v\u00e1lvula espiral e um cl\u00e1sper p\u00e9lvico      nos machos. A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna. Eles podem ser ov\u00edparos ou incubar os      jovens internamente, com depend\u00eancia vari\u00e1vel de vitelo ou material nutritivo.<\/p>\n   \n<p>Nos tubar\u00f5es e raias da subclasse Elasmobranchii, cada bolsa branquial abre-se      independentemente na superf\u00edcie corporal. <\/p>\n   \n<p>As quimeras da subclasse Holocephali possuem uma dobra opercular que recobre      as bolsas branquiais, <\/p>\n   \n<p><strong>Os tubar\u00f5es s\u00e3o predadores:<\/strong> as raias s\u00e3o achatadas, vivendo      no fundo do mar, onde alimentam-se de moluscos e crust\u00e1ceos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-osteichthyes-03.jpg\" alt=\"Classe Osteichthyes\" width=\"319\" height=\"228\" title=\"Classe Osteichthyes\" \/><br \/>\n     Peixe Cartilaginoso: Tubar\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>A maioria dos peixes atuais \u00e9 \u00f3ssea e pertence \u00e0\u00a0<strong>ciasse Osteichthyes<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>As escamas \u00f3sseas continuam na maioria dos casos. O esqueleto interno \u00e9,      em parte ou quase totalmente, ossificado. Pulm\u00f5es ou uma bexiga natat\u00f3ria      est\u00e3o presentes. A cauda em geral, \u00e9 homocerca. A v\u00e1lvula espiral foi perdida      na maioria das esp\u00e9cies e cecos pil\u00f3ricos est\u00e3o presentes. As br\u00e2nquias s\u00e3o      revestidas por um op\u00e9rculo. A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 externa e o desenvolvimento \u00e9 ov\u00edparo      na maioria.<\/p>\n   \n<p>0s<strong>\u00a0peixes \u00f3sseos\u00a0<\/strong>ancestrais viviam em \u00e1gua doce      sujeitos a estagna\u00e7\u00e3o sazonal e seca. 0s pulm\u00f5es provavelmente evolu\u00edram como      um \u00f3rg\u00e3o de respira\u00e7\u00e3o acess\u00f3rio. 0s peixes pulmonados que permaneceram dulc\u00edcolas      continuam a ter pulm\u00f5es. Outros tornaram-se marinhos e os pulm\u00f5es transformaram-se      numa bexiga natat\u00f3ria hidrost\u00e1tica. Muitos desses peixes voltaram \u00e0 \u00e1gua doce      e n\u00e3o perderam a bexiga natat\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p>A\u00a0<strong>classe Osteichthyes<\/strong>\u00a0est\u00e1 dividida em tr\u00eas subclasses.      Os Acanthodii, um grupo extinto, apresentava nadadeiras pares com uma base      larga, sustentadas por espinhos simples. Os Actinopterygii (percas e esp\u00e9cies      assemelhadas) tem nadadeiras pares em forma de abano sustentadas por raios      moles. Os Sarcopterygii (peixes pulmonados e crossopter\u00edgios) possuem nadadeiras      pares lobuladas, sustentadas por um eixo central, carnoso e \u00f3sseo.<\/p>\n   \n<p><strong>A\u00a0subclasse Actinopterygii\u00a0est\u00e1 dividida em tr\u00eas infraclasses:<\/strong>      Chondrostei, representada por algumas esp\u00e9cies consideradas rel\u00edquias (Polypterus      e Acipeonser); Holostei, tamb\u00e9m representada por algumas esp\u00e9cies rel\u00edquias      (Lepisosteus e Amia), e Teleostei, que inclui a maioria das esp\u00e9cies atuais.      Durante a evolu\u00e7\u00e3o dos cond\u00f3streos mais primitivos para tele\u00f3steos, os pulm\u00f5es      transformaram-se numa bexiga natat\u00f3ria, a cauda heterocerca tornou-se homocerca      e as escamas gan\u00f3ides modificaram-se para cicl\u00f3ides.<\/p>\n   \n<p>Os\u00a0<strong>tele\u00f3steos<\/strong>, durante o curso de sua evolu\u00e7\u00e3o, tornaram-se      mais h\u00e1beis; a nadadeira original \u00fanica dividiu-se; as nadadeiras p\u00e9lvicas      deslocaram-se para a frente; espinhos desenvolveram-se na maioria das nadadeiras;      as escamas mudaram de cicl\u00f3ide para cten\u00f3ide e estenderam-se pelo op\u00e9rculo      e cabe\u00e7a; a bexiga natat\u00f3ria perdeu a conex\u00e3o com o trato digestivo e a boca      tornou-se bastante protr\u00e1til. Os tele\u00f3steos sofreram uma enorme adversidade      adaptativa.<\/p>\n   \n<p>Os\u00a0<strong>sarcopter\u00edgios<\/strong>\u00a0s\u00e3o agrupados em duas ordens.      Os Dipnoi (peixes pulmonados) possuem o esqueleto ossificado e placas dent\u00e1rias      para esmagar o alimento, constitu\u00eddo de crust\u00e1ceos e moluscos; tr\u00eas esp\u00e9cies      sobrevivem atualmente nas \u00e1reas tropicais da Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica e Austr\u00e1lia.      Os crossopter\u00edgios t\u00eam um esqueleto bastante forte e muitos dentes c\u00f4nicos.      A maioria est\u00e1 extinta, mas o celacanto marinho ainda sobrevive. Os vertebrados      terrestres evolu\u00edram a partir dos crossopter\u00edgios primitivos dulc\u00edcolas.<\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas Gerais dos Peixes<\/h4>\n   \n<p>A designa\u00e7\u00e3o de peixes (lat. pisces) \u00e9 extensiva a nada menos que 4 classes      de vertebrados, cada qual possuindo caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. Mas para os      cientistas um peixe \u00e9 simplesmente definido como um vertebrado aqu\u00e1tico de      sangue frio (o que sabe-se nem sempre \u00e9 verdade).<\/p>\n   \n<p>Isso significa que os peixes possuem coluna vertebral, vivem na \u00e1gua e sua      temperatura sang\u00fc\u00ednea se equilibra com o ambiente. A maioria dos peixes respira      por br\u00e2nquias ou guelras, se locomove por meio de nadadeiras, se reproduz      pondo ovos e \u00e9 coberta por escamas protetoras (peixes atuais). Certos grupos      extintos foram dotados de um escudo \u00f3sseo protetor, al\u00e9m do esqueleto interno.<\/p>\n   \n<p><strong>Sua pele possui duas camadas: <\/strong>por fora a epiderme e sob      ela, a derme. As gl\u00e2ndulas da epiderme secretam um muco protetor contra fungos      e bact\u00e9rias.<\/p>\n   \n<p>As escamas, que formam um escudo mais resistente, s\u00e3o feitas de ossos transparentes      enraizados na derme. Como os an\u00e9is das \u00e1rvores, elas registram a idade e o      crescimento do peixe.<\/p>\n   \n<p>As nadadeiras s\u00e3o classificadas em \u00edmpares (dorsal, caudal e retal) e pares      (peitorais e p\u00e9lvicas).<\/p>\n   \n<p><strong>Tr\u00eas s\u00e3o os principais tipos de nadadeiras caudais:<\/strong><\/p>\n               \n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" width=\"50%\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"42%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>TIPOS DE NADADEIRAS              CAUDAIS<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" width=\"58%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>DESCRI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Homocerca<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">A coluna vertebral n\u00e3o se prolonga              atrav\u00e9s da nadadeira que \u00e9 bilobada e sim\u00e9trica<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Dificerca<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">A coluna vertebral n\u00e3o se prolonga              atrav\u00e9s da nadadeira que \u00e9 bilobada e sim\u00e9trica<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Heterocerca<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">A por\u00e7\u00e3o terminal da coluna vertebral              normalmente encurva-se para cima e a nadadeira \u00e9 assim\u00e9trica<\/td>\n         <\/tr>\n<\/table>\n      \n<p><strong>As nadadeiras pares s\u00e3o de dois tipos:<\/strong><\/p>\n               \n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" width=\"50%\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"42%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>TIPOS DE NADADEIRAS              PARES<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" width=\"58%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>DESCRI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Actinopter\u00edgeas<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Possuem base larga e seu esqueleto              consiste em uma s\u00e9rie de barras (raios) \u00f3sseas ou cartilaginosas paralelas,              relativamente curtas.<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Crossopter\u00edgeas<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">T\u00eam a forma de uma folha e seu              esqueleto consiste num eixo central com ramos laterais dispostos simetricamente<\/td>\n         <\/tr>\n<\/table>\n      \n<p><strong>As escamas s\u00e3o de quatro tipos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Plac\u00f3ide<br \/>\n       Gan\u00f3ide<br \/>\n       Cicl\u00f3ide<br \/>\n       Cten\u00f3ide <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Escamas plac\u00f3ides:\u00a0<\/strong>ocorre nos peixes cartilaginosos      e apresenta estrutura similar \u00e0 dos dentes; s\u00e3o placas pequenas em geral r\u00f4mbicas;<\/p>\n   \n<p><strong>Escamas gan\u00f3ides:\u00a0<\/strong>s\u00e3o maiores; tem geralmente, forma      r\u00f4mbica ou arredondada; a superf\u00edcie esposta \u00e9 coberta por uma camada de esmalte      (gano\u00edna);<\/p>\n   \n<p><strong>Escamas cicl\u00f3ides:<\/strong>\u00a0s\u00e3o delgadas, el\u00e1sticas e de forma      vari\u00e1vel;<\/p>\n   \n<p><strong>Escamas cten\u00f3ides:\u00a0<\/strong>diferem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cicl\u00f3ides,      apenas na ocorr\u00eancia de denticula\u00e7\u00e3o na parte posterior.<\/p>\n   \n<p>Segundo Mendes (1977) o maxilar superior dos peixes \u00e9 formado por uma cartilagem      chamada de palatoquadrado e o maxilar inferior por uma cartilagem chamada      de cartilagem de Meckel.<\/p>\n   \n<p>No tipo de suspens\u00e3o dito hiol\u00edstico, esses maxilares ligam-se ao cr\u00e2nio      por meio do hiomandibular, ou seja, pela por\u00e7\u00e3o superior do primeiro arco      branquial. No tipo de suspens\u00e3o anfist\u00edlico, o maxilar superior articula-se      diretamente com o cr\u00e2nio e recebe, ao mesmo tempo, apoio do hiomandibular.      No tipo de suspens\u00e3o autost\u00edlico, o maxilar superior articula-se diretamente      com o cr\u00e2nio, sem intervens\u00e3o do hiomandibular; o maxilar inferior articula-se      com o superior sem interfer\u00eancia tamb\u00e9m do hiomandibular.<\/p>\n   \n<p><strong>OSTEICHTHYES<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o os chamados peixes \u00f3sseos. S\u00e3o os mais evolu\u00eddos de todos os outros peixes.      No Devoniano m\u00e9dio eram dulc\u00edcolas e s\u00f3 vieram invadir os mares no final do      Paleoz\u00f3ico. Hoje ocupam os dois habitats.\u00a0<\/p>\n   \n<p>Os peixes mais antigos apresentavam dupla respira\u00e7\u00e3o (branquial e pulmonar).    <\/p>\n   \n<p><strong>Seus h\u00e1bitos alimentares s\u00e3o vari\u00e1veis: <\/strong>tanto podem ser      herb\u00edvoros como comedores de lamas. Sua resist\u00eancia devido a sua estrutura      \u00e9 a maior entre todos os peixes.\u00a0<\/p>\n   \n<p><strong>Dividem-se em duas subclasses:<\/strong> Actinopter\u00edgeos (peixes dominantes)      e Sarcopterygii (peixes pulmonados).<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.nhptv.org\/www.marcobueno.net\/www.geocities.com\/www.reinaldoribela.pro.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Classe Osteichthyes, Peixes \u00d3sseos, Caracter\u00edsticas, Animais, Corpo, Esqueleto, Escamas, Ordem, Tipos, Reprodu\u00e7\u00e3o, O que \u00e9, Classe Osteichthyes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17968,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-17967","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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