{"id":17894,"date":"2016-01-12T00:00:00","date_gmt":"2016-01-12T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/nossa-senhora-do-rosario\/"},"modified":"2026-08-31T23:50:17","modified_gmt":"2026-08-31T23:50:17","slug":"nossa-senhora-do-rosario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/nossa-senhora-do-rosario\/","title":{"rendered":"Nossa Senhora do Ros\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<h4>07 de Outubro<\/h4>\nTudo o que no Pai Nosso pedimos, \u00e9 muito reto, muito bem ordenado e conforme a f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade crist\u00e3, e j\u00e1 por isto tem o especial agrado da SS. Virgem.\n\n<strong>Al\u00e9m disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz\u00a0 o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou \u00e0 viva voz esta ora\u00e7\u00e3o e n\u00f4-la imp\u00f4s dizendo:<\/strong>\u00a0Assim deveis rezar.\u00a0 Maria, vendo-nos assim com o Ros\u00e1rio, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atender\u00e1. \u0093As m\u00edsticas coroas que lhe oferecemos, s\u00e3o-lhe sumamente agrad\u00e1veis e penhores de gra\u00e7a para n\u00f3s\u0094 (Le\u00e3o XIII). A pr\u00f3pria Rainha do C\u00e9u fez-se quase fiadora da\u00a0 efic\u00e1cia desta excelente ora\u00e7\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Nossa Senhora do Ros\u00e1rio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rosari9.jpg\" alt=\"Nossa Senhora do Ros\u00e1rio\" \/>\nNossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/strong><\/p>\nA origem da devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Nossa Senhora do Ros\u00e1rio \u00e9 muito antiga, mas sua propaga\u00e7\u00e3o tomou impulso com\u00a0<strong>S\u00e3o Domingos de Gusm\u00e3o<\/strong>.\n\nFoi\u00a0 por sua inspira\u00e7\u00e3o que S\u00e3o Domingos fez do Ros\u00e1rio\u00a0sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no in\u00edcio do s\u00e9culo XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na Fran\u00e7a.\n\nFundou a ordem dominicana e por sua intensa propaga\u00e7\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o, a Igreja lhe conferiu o t\u00edtulo de \u0093Ap\u00f3stolo do Santo Ros\u00e1rio\u0094.\n\nExistem, inclusive, certas vers\u00f5es hist\u00f3ricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a S\u00e3o Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Ros\u00e1rio, e cuja propaga\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Sant\u00edssima.\n\n\u00c0 recita\u00e7\u00e3o do\u00a0Ros\u00e1rio \u00e9 que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pont\u00edfices que, \u0093pelo Ros\u00e1rio todos os dias desce uma chuva de b\u00ean\u00e7\u00e3os sobre o povo crist\u00e3o\u0094(Urbano IV); \u0093que \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo\u0094 (Sixto IV); \u0093propagando-se esta devo\u00e7\u00e3o, os crist\u00e3os entregues \u00e0 medita\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios inflamados por esta ora\u00e7\u00e3o, come\u00e7ar\u00e3o a\u00a0 transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-\u00e3o e difundir-se-\u00e1 a luz da f\u00e9 cat\u00f3lica\u0094 (S\u00e3o Pio V);\u00a0 &#8220;desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa pr\u00e1tica e tornar-se devo\u00e7\u00e3o verdadeiramente popular de todos os\u00a0 lugares, de todos os\u00a0 dias&#8221; (Le\u00e3o XIII).\n\n<strong>Nos mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio, contemplamos todas as fases do Evangelho:\u00a0<\/strong>\n\n<b>Os mist\u00e9rios gozosos<\/b>\u00a0retratam as medita\u00e7\u00f5es da anuncia\u00e7\u00e3o do Anjo a Nossa Senhora, visita\u00e7\u00e3o de Maria \u00e0 Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus,\u00a0 sua apresenta\u00e7\u00e3o no templo e Jesus, entre os doutores da lei.\n\n<b>Nos mist\u00e9rios dolorosos<\/b>\u00a0contemplamos a agonia de Jesus no horto,\u00a0 flagela\u00e7\u00e3o de Jesus, a coroa\u00e7\u00e3o de espinhos,\u00a0 o calv\u00e1rio, a crucifica\u00e7\u00e3o e morte de Jesus.\n\n<b>Nos mist\u00e9rios gloriosos<\/b>, a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, a sua Ascens\u00e3o aos c\u00e9us,\u00a0 a vinda do Esp\u00edrito Santo sobre Maria e os Ap\u00f3stolos,\u00a0 a Sua Assun\u00e7\u00e3o\u00a0 e gloriosa\u00a0 Coroa\u00e7\u00e3o.\n\nE,\u00a0 sob inspira\u00e7\u00e3o maternal de Nossa Senhora, no dia 16\/10\/2002,\u00a0 pela carta apost\u00f3lica Rosarium Virginis Mariae, que Sua Santidade o Papa Jo\u00e3o Paulo II acrescentou ao Ros\u00e1rio os\u00a0<b>Mist\u00e9rios Luminosos<\/b>,\u00a0 que retratam a\u00a0 vida p\u00fablica de Jesus,\u00a0 desde o seu batismo no Jord\u00e3o,\u00a0 o primeiro milagre nas Bodas de Can\u00e1,\u00a0\u00a0 proclama\u00e7\u00e3o do reino, transfigura\u00e7\u00e3o e\u00a0 institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia.\u00a0 Estes mist\u00e9rios foram inseridos entre os mist\u00e9rios\u00a0 gozosos e os dolorosos, formando um perfeito complemento da medita\u00e7\u00e3o da B\u00edblia.\n\nA santa devo\u00e7\u00e3o atravessou os s\u00e9culos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em n\u00f3s o recolhimento, pondo-nos em contato com os mist\u00e9rios da nossa religi\u00e3o. \u00c9 a ora\u00e7\u00e3o do s\u00e1bio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta \u00e0 capacidade de todos.\n\nPe\u00e7amos a Maria Sant\u00edssima a gra\u00e7a de sermos n\u00e3o s\u00f3 fi\u00e9is propagadores, mas principalmente perseverantes na pr\u00e1tica de sua recita\u00e7\u00e3o, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rez\u00e1-lo sempre com muito entusiasmo e alegria.\u00a0 E que tenhamos a convic\u00e7\u00e3o de que o Ros\u00e1rio une o tempo \u00e0 eternidade, a cidade terrena \u00e0 cidade de Deus.\n\nFonte: www.paginaoriente.com\n<h6>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/h6>\n<h4>7 de Outubro<\/h4>\n<b>O Santo Ros\u00e1rio<\/b>\n\n<strong>Por especial des\u00edgnio da infinita miseric\u00f3rdia de Deus, Maria Sant\u00edssima revelou a um grande santo &#8211; Domingos de Gusm\u00e3o, fundador dos Dominicanos &#8211; um meio f\u00e1cil e seguro de salva\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>o Santo Ros\u00e1rio.\n\nSempre que os homens o utilizam, tudo floresce na Igreja. No mundo passa a reinar a paz, as fam\u00edlias vivem em conc\u00f3rdia, e os cora\u00e7\u00f5es s\u00e3o abrasados de amor a Deus e ao pr\u00f3ximo.\n\nSempre que dele se esquecem, as desgra\u00e7as se multiplicam, os homens se afastam do bom caminho, reina a disc\u00f3rdia nas fam\u00edlias, o caos se estabelece no mundo&#8230;\n\n<b>O Santo a quem Nossa Senhora deu o Ros\u00e1rio<\/b>\n\nS\u00e3o Domingos viveu numa \u00e9poca de grandes tribula\u00e7\u00f5es para a Igreja, pois uma terr\u00edvel heresia, como nunca antes houvera &#8211; a dos albigenses &#8211; se espalhara no sul da Fran\u00e7a, e amea\u00e7ava toda a Cristandade. A corrup\u00e7\u00e3o moral gerada era t\u00e3o grande que abalava os fundamentos da pr\u00f3pria sociedade temporal.\n\nS\u00e3o Domingos, por meio de suas prega\u00e7\u00f5es ardorosas, tentou durante longos anos trazer para o seio da Igreja aqueles infelizes, que se tinham desviado da verdade. Mas as eloq\u00fcentes e inflamadas palavras de um santo n\u00e3o conseguiam penetrar naqueles cora\u00e7\u00f5es empedernidos e entregues a todos os v\u00edcios e desvios morais.\n\nIntensificou o santo suas ora\u00e7\u00f5es&#8230; Aumentou suas penit\u00eancias&#8230; Fundou um instituto religioso para acolher os convertidos&#8230; De pouco ou nada adiantaram seus esfor\u00e7os. As convers\u00f5es eram raras e de pouca dura\u00e7\u00e3o. Muitos, por press\u00e3o do ambiente, voltavam \u00e0 pr\u00e1tica do erro.\n\n<b>O que fazer?<\/b>\n\nSe suas ora\u00e7\u00f5es e penit\u00eancias ainda n\u00e3o tinham conseguido mover o cora\u00e7\u00e3o de Deus, era, talvez, porque a Provid\u00eancia Divina estivesse \u00e0 espera de um supremo ato de virtude dele. Movido por tais sentimentos, um dia, S\u00e3o Domingos, saiu de seu convento, em Toulouse, no sul da Fran\u00e7a, decidido a arrancar de Deus as gra\u00e7as necess\u00e1rias para seu apostolado.\n\nEntrou na floresta e se entregou \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 penit\u00eancia, disposto a n\u00e3o sair dali sem obter uma resposta do C\u00e9u.\n\nS\u00e3o Domingos era grande devoto de Maria Sant\u00edssima. E suas preces subiram at\u00e9 o trono do Alt\u00edssimo pelas m\u00e3os virginais da M\u00e3e de Deus. Se n\u00e3o foram capazes de mover o cora\u00e7\u00e3o de Deus, \u00e9 certo que comoveram o cora\u00e7\u00e3o maternal de Maria. Ap\u00f3s tr\u00eas dias e tr\u00eas noites de ora\u00e7\u00e3o incessante, quando as for\u00e7as f\u00edsicas abandonavam j\u00e1 S\u00e3o Domingos, lhe apareceu a Virgem Maria, manifestando-lhe seu afeto maternal e sua grande predile\u00e7\u00e3o.\n\n&#8211; Meu querido Domingos &#8211; disse-lhe Nossa Senhora com suavidade inef\u00e1vel &#8211; sabes de que meio se serviu a Sant\u00edssima Trindade para reformar o mundo?\n\n&#8211; Senhora &#8211; respondeu S\u00e3o Domingos &#8211; V\u00f3s sabeis melhor do que eu, porque depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes o principal instrumento de nossa salva\u00e7\u00e3o.\n\n&#8211; Eu te digo, ent\u00e3o &#8211; continuou Maria Sant\u00edssima &#8211; que o instrumento mais importante foi a Sauda\u00e7\u00e3o Ang\u00e9lica, ou Ave-Maria, que \u00e9 o fundamento do Novo Testamento. E, portanto, se queres ganhar para Deus esses cora\u00e7\u00f5es endurecidos, reza meu Ros\u00e1rio.\n\nS\u00e3o Domingos saiu dali com novo \u00e2nimo e imediatamente se dirigiu \u00e0 Catedral de Toulouse para fazer uma prega\u00e7\u00e3o.\n\nMal ele transp\u00f4s a porta do templo, os sinos come\u00e7aram repicar, por obra dos anjos, para reunir os habitantes da cidade. Assim que S\u00e3o Domingos come\u00e7ou a falar, nuvens espessas cobriram o c\u00e9u e uma terr\u00edvel tempestade com raios e trov\u00f5es se abateu sobre a cidade. Como se n\u00e3o bastassem os repetidos estampidos que faziam empalidecer todo o mundo, a terra tremeu e o dia escureceu, como se fosse noite.\n\nO pavor do povo aumentou quando uma imagem de Nossa Senhora, situada em local bem vis\u00edvel, levantou os bra\u00e7os tr\u00eas vezes para pedir a Deus vingan\u00e7a contra eles, se n\u00e3o se convertessem e pedissem a prote\u00e7\u00e3o de Maria Sant\u00edssima.\n\nS\u00e3o Domingos implorou a miseric\u00f3rdia de Deus, e por fim a tempestade parou, permitindo-lhe que falasse com toda a alma sobre as maravilhas do Ros\u00e1rio.\n\nOs habitantes de Toulouse arrependeram-se de seus pecados, abandonaram o erro, e come\u00e7aram a rezar o Ros\u00e1rio. A mudan\u00e7a nos costumes da cidade foi grande.\n\nA partir de ent\u00e3o, S\u00e3o Domingos, em seus serm\u00f5es, em vez de argumentar contra os erros dos hereges, de atacar os maus costumes e de invocar a justi\u00e7a de Deus, passou a pregar a devo\u00e7\u00e3o ao Ros\u00e1rio, convidando seus ouvintes a rez\u00e1-lo diariamente, com fervor, de forma que a miseric\u00f3rdia de Nossa Senhora envolvesse as almas e as transformasse profundamente.\n\nMaria foi a verdadeira vencedora dos erros dos albigenses, por meio do Ros\u00e1rio, trazendo de novo para a f\u00e9 cat\u00f3lica toda aquela gente, salvando assim a Fran\u00e7a e a Cristandade.\n\nAs maravilhas e os milagres obtidos pelo Ros\u00e1rio, encarregaram-se de propag\u00e1-lo por toda a parte, tornando-se esta a devo\u00e7\u00e3o mais querida dos fi\u00e9is crist\u00e3os, verdadeiramente devotos de Maria, at\u00e9 hoje.\n\nAo ser anunciada pela primeira vez a devo\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio, pelos l\u00e1bios ardorosos de S\u00e3o Domingos, em Toulouse, a natureza manifestou a grandiosidade de suas pompas para estar \u00e0 altura de t\u00e3o importante revela\u00e7\u00e3o, da qual Maria faz depender a salva\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o de seus filhos e filhas prediletos.\n\n<b>E n\u00f3s?<\/b>\n\nHoje, n\u00e3o temos um S\u00e3o Domingos para pregar as excel\u00eancias do Ros\u00e1rio, nem a terra treme, nem os c\u00e9us se manifestam. Mas, podemos n\u00f3s louvar Maria, cantando as maravilhas que Ela operou nas almas, por meio desta devo\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo t\u00e3o simples, t\u00e3o eficaz e t\u00e3o agrad\u00e1vel a Deus.\n\nPoder\u00e1 haver prece mais agrad\u00e1vel a Deus do que contemplar os mist\u00e9rios da vida de Jesus Cristo e de Maria Sant\u00edssima, rezar as mais excelsas ora\u00e7\u00f5es compostas pelo pr\u00f3prio Filho de Deus, por sua M\u00e3e Virginal e pelo Esp\u00edrito Santo?\n\n<b>O Ros\u00e1rio, a devo\u00e7\u00e3o mais excelente depois da Missa<\/b>\n\nA Sant\u00edssima Virgem revelou ao Beato Alano de la Roche, da ordem dos dominicanos, que depois do santo Sacrif\u00edcio da Missa, que \u00e9 a primeira e mais viva mem\u00f3ria da paix\u00e3o de Jesus Cristo, n\u00e3o havia devo\u00e7\u00e3o mais excelente e merit\u00f3ria que o Ros\u00e1rio, que \u00e9 como uma segunda mem\u00f3ria e representa\u00e7\u00e3o da vida e paix\u00e3o de Jesus Cristo.\n\nA ora\u00e7\u00e3o para ser eficaz tem de ser feita com F\u00e9. Quanto mais f\u00e9 tivermos, mais for\u00e7a e m\u00e9rito ter\u00e1 nossa ora\u00e7\u00e3o, e mais gl\u00f3ria daremos a Deus. Pois a f\u00e9 \u00e9 o fundamento de todas as virtudes crist\u00e3s. Por isso devemos come\u00e7ar o Ros\u00e1rio rezando o Credo, ou S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos.\n\nPara rezar bem, n\u00e3o \u00e9 preciso fazer ora\u00e7\u00f5es longas e rebuscadas. Existe ora\u00e7\u00e3o mais simples e mais sublime do que a Ave-Maria? Ela resume toda a teologia crist\u00e3 sobre Nossa Senhora. Nela h\u00e1 um louvor e uma invoca\u00e7\u00e3o. O louvor cont\u00e9m tudo o que faz a grandeza de Maria. A invoca\u00e7\u00e3o encerra tudo o que devemos pedir a Ela.\n\n<strong>A primeira parte da Ave-Maria nos foi revelada pela Sant\u00edssima Trindade:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8220;<strong>Ave Maria cheia de gra\u00e7a, o Senhor \u00e9 contigo&#8221;. Santa Isabel, iluminada pelo Esp\u00edrito Santo, acrescentou a segunda:<\/strong> &#8221;Bendita \u00e9s tu entre as mulheres, e bendito \u00e9 o fruto do teu ventre&#8221;.<\/p>\nE a Igreja, no primeiro conc\u00edlio de \u00c9feso, no ano 430, acrescentou a conclus\u00e3o, depois de ter definido que a Sant\u00edssima Virgem \u00e9 verdadeiramente M\u00e3e de Deus.\n\nA Ave-Maria cont\u00e9m a f\u00e9 e a esperan\u00e7a dos patriarcas, dos profetas e dos ap\u00f3stolos. Ela \u00e9 a const\u00e2ncia e a for\u00e7a dos m\u00e1rtires, a ci\u00eancia dos doutores, a perseveran\u00e7a dos confessores e a vida dos religiosos. Ela \u00e9 o c\u00e2ntico da lei da gra\u00e7a, a alegria dos anjos e dos homens, o terror e a confus\u00e3o dos dem\u00f4nios.\n\nA Sauda\u00e7\u00e3o Ang\u00e9lica \u00e9 o arco-\u00edris, o sinal da clem\u00eancia e da gra\u00e7a que Deus concedeu ao mundo.\n\n<b>O valor da Ave-Maria<\/b>\n\n<strong>Conta o Beato Alano, para dar uma no\u00e7\u00e3o do valor da Ave-Maria, que uma religiosa muito devota do Ros\u00e1rio, que havia sofrido de uma doen\u00e7a em extremo dolorosa em vida, apareceu depois da morte a uma de suas irm\u00e3s e lhe disse:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;Se eu pudesse voltar a meu corpo para dizer somente uma Ave-Maria, ainda que fosse sem muito fervor, para obter o m\u00e9rito desta ora\u00e7\u00e3o, sofreria com gosto todas as dores que padeci antes de morrer&#8221;.<\/p>\nRelata ainda o Beato Alano, que tendo-lhe aparecido S\u00e3o Domingos lhe contou o que ocorrera, antes de uma prega\u00e7\u00e3o, sobre S\u00e3o Jo\u00e3o Evangelista, na Catedral de Notre Dame, em Paris. O Ros\u00e1rio era sua prepara\u00e7\u00e3o para os serm\u00f5es.\n\n<strong>Estava rezando, numa capela, quando lhe apareceu Nossa Senhora, trazendo um livro, que lhe disse:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;Domingos, por melhor que seja o serm\u00e3o que decidiste pregar, trago aqui outro melhor&#8221;.<\/p>\nMuito contente leu o livro inteiro, e como Maria havia dito, compreendeu bem que aquilo era o que convinha pregar. Agradeceu de todo o cora\u00e7\u00e3o a Maria e se dirigiu ao p\u00falpito para come\u00e7ar a falar. Diante dele estavam os professores e alunos da Universidade de Paris al\u00e9m de grande n\u00famero de pessoas de import\u00e2ncia.\n\n<strong>Sobre o Ap\u00f3stolo S\u00e3o Jo\u00e3o apenas disse que tinha merecido ser escolhido para guardi\u00e3o da Rainha do C\u00e9u, e acrescentou:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;<strong>Senhores e mestres ilustres:<\/strong> estais acostumados a escutar serm\u00f5es elegantes e s\u00e1bios, por\u00e9m eu n\u00e3o quero dirigir-vos as doutas palavras da sabedoria humana, mas mostrar-vos o Esp\u00edrito de Deus e sua virtude&#8221;.<\/p>\nE ent\u00e3o S\u00e3o Domingos passou a explicar a Ave-Maria como lhe tinha ensinado Nossa Senhora, comovendo assim profundamente todo aquele audit\u00f3rio de s\u00e1bios.\n\n<b>A ora\u00e7\u00e3o composta pelo Filho de Deus<\/b>\n\nOutra ora\u00e7\u00e3o de que se comp\u00f5e o Ros\u00e1rio \u00e9 o Pai-Nosso &#8211; composta pelo pr\u00f3prio Filho de Deus. \u00c9 a ora\u00e7\u00e3o perfeita. Ela cont\u00e9m todos os nossos deveres para com Deus, os atos de todas as virtudes e a express\u00e3o de todas as nossas necessidades espirituais e corporais.\n\nAo dizer &#8221;Pai-Nosso que estais nos C\u00e9us&#8221;, fazemos atos de f\u00e9, de adora\u00e7\u00e3o e de humildade. Desejando que &#8221;seu Nome seja santificado&#8221; , e glorificado, fazemos aparecer um zelo ardente pela gl\u00f3ria dEla. Ao Lhe pedirmos a &#8221;posse de seu Reino&#8221;, fazemos um ato de esperan\u00e7a. Desejando que &#8221;sua vontade seja feita assim na Terra como no C\u00e9u&#8221;, mostramos um esp\u00edrito de perfeita obedi\u00eancia.\n\nRogando-Lhe &#8221;o p\u00e3o nosso de cada dia&#8221; praticamos a pobreza de esp\u00edrito e o desapego dos bens da Terra. Suplicando-Lhe o &#8221;perd\u00e3o de nossos pecados&#8221; fazemos um ato de contri\u00e7\u00e3o. E &#8221;perdoando aqueles que nos ofenderam&#8221; exercemos a miseric\u00f3rdia na sua mais alta perfei\u00e7\u00e3o. Pedindo-Lhe o &#8221;socorro nas tenta\u00e7\u00f5es&#8221; fazemos atos de humildade, de prud\u00eancia e de for\u00e7a. Esperando que Ele &#8221;nos livre do mal&#8221; praticamos a paci\u00eancia. E se, ao recitarmos essa Prece n\u00e3o tivermos inten\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias ao sentido dessas divinas palavras, estaremos detestando todos os pecados e observando todos os Mandamentos da Lei de Deus.\n\n<b>Os Mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio<\/b>\n\nFaz parte do Ros\u00e1rio a medita\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios da vida de Jesus Cristo e de sua M\u00e3e, que nos transportam misticamente para junto de Maria &#8211; lembra-nos o Papa Jo\u00e3o Paulo II, em sua luminosa Carta Rosarium Virginis Maria.\n\nEla vive com os olhos fixos em Cristo. As recorda\u00e7\u00f5es de Jesus, estampadas na alma dEla, acompanharam-na em cada circunst\u00e2ncia, levando-a a percorrer com o pensamento os v\u00e1rios momentos da sua vida junto com seu Filho. Foram estas recorda\u00e7\u00f5es que constitu\u00edram, de certo modo, o &#8221;ros\u00e1rio&#8221; que Ela mesma recitou constantemente nos dias da sua vida terrena. Na medita\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio &#8211; afirma ainda o Papa &#8211; os crist\u00e3os sintonizam com as recorda\u00e7\u00f5es e o olhar de Maria. Ela \u00e9 a nossa mestra na contempla\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios da vida de Jesus.\n\nN\u00e3o \u00e9 pequeno o m\u00e9rito que alcan\u00e7amos com a medita\u00e7\u00e3o dos Mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio.\n\n&#8221;Todas as vezes que os fi\u00e9is rezam, em estado de gra\u00e7a, o Santo Ros\u00e1rio, com a medita\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios da vida e paix\u00e3o de Jesus Cristo, obt\u00eam plena e completa remiss\u00e3o de seus pecados.&#8221; &#8211; revelou um dia Maria Sant\u00edssima ao vener\u00e1vel Domingos da ordem dos Cartuxos.\n\nE se algu\u00e9m tiver a consci\u00eancia carregada de algum pecado, tome o Ros\u00e1rio, recite uma parte dele, em honra de alguns Mist\u00e9rios da vida de Jesus Cristo, e fique certo de que, enquanto estiver meditando e honrando tais Mist\u00e9rios, Ele apresentar\u00e1 suas Chagas sagradas a seu Pai no C\u00e9u, intercedendo por quem est\u00e1 rezando e obtendo a contri\u00e7\u00e3o e o perd\u00e3o de seus pecados, afirma S\u00e3o Lu\u00eds Maria Grignion de Montfort, grande divulgador do Ros\u00e1rio.\n\n<b>Frutos do Ros\u00e1rio<\/b>\n\nEnquanto a devo\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio foi praticada, a piedade florescia nas Ordens religiosas e no mundo crist\u00e3o.\n\nMas 100 anos depois de ter sido divulgada por S\u00e3o Domingos, j\u00e1 tinha ca\u00eddo quase no esquecimento.\n\n<strong>Como conseq\u00fc\u00eancia se multiplicaram os males sobre a cristandade:<\/strong>\u00a0a peste negra devastou a Europa, dizimando um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o, surgiram novas heresias, a Guerra dos Cem Anos espalhou desordens por toda a parte e o Grande Cisma do Ocidente dividiu a Igreja durante longo per\u00edodo.\n\nPara atalhar o mal, e sobretudo para preparar a Igreja para enfrentar os embates futuros, suscitou Deus o Beato Alano de la Roche, da Ordem Dominicana, para restaurar o antigo fervor pelo Ros\u00e1rio.\n\n<strong>Um dia em que ele celebrava Missa, em 1460, perguntou-lhe Nosso Senhor:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;Por que me crucificas tu de novo? S\u00e3o teus pecados que me crucificam. E me crucificas ainda porque sabes que \u00e9 necess\u00e1rio pregar o Ros\u00e1rio e assim desviar muitas almas do pecado. Se n\u00e3o o fazes \u00e9s culpado dos pecados que elas cometem&#8221; .<\/p>\nA partir de ent\u00e3o o Beato Alano tornou-se um incans\u00e1vel divulgador do Ros\u00e1rio, restabelecendo esta devo\u00e7\u00e3o por toda a parte e convertendo grande n\u00famero de almas.\n\n<strong>Conta o Beato Alano, que numa revela\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora a S\u00e3o Domingos, lhe havia dito Ela:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;Filho meu, n\u00e3o te surpreendas de que n\u00e3o tenham \u00eaxito tuas prega\u00e7\u00f5es, porque trabalhas em uma terra que n\u00e3o foi regada pela chuva. Quando Deus quis renovar o mundo, enviou antes a chuva da sauda\u00e7\u00e3o ang\u00e9lica. Incentiva a devo\u00e7\u00e3o ao Ros\u00e1rio e recolher\u00e1s grandes frutos para as almas.&#8221;<\/p>\n<b>Os Papas pediram que se rezasse o Ros\u00e1rio<\/b>\n\nFoi, sobretudo, nos momentos em que a Igreja passou por grandes prova\u00e7\u00f5es, que o Ros\u00e1rio teve um papel decisivo, fazendo com que os cat\u00f3licos perseverassem na F\u00e9, e levantando uma barreira contra o mal.\n\nOs Papas lhe confiaram as causas mais dif\u00edceis. Assim fez S\u00e3o Pio V, ao ver a cristandade amea\u00e7ada pelos ex\u00e9rcitos do imp\u00e9rio otomano, que avan\u00e7avam por mar e por terra devastando tudo e perseguindo os crist\u00e3os.\n\nA 17 de setembro de 1569 o Papa pediu que se rezasse o Ros\u00e1rio em toda a Cristandade, pedindo a Nossa Senhora que protegesse a Igreja. Ao mesmo tempo, com o aux\u00edlio da Espanha e de Veneza reuniu uma esquadra para defender os pa\u00edses cat\u00f3licos do Mar Mediterr\u00e2neo dos ataques mu\u00e7ulmanos.\n\nDois anos depois, a 7 de outubro de 1571, a esquadra cat\u00f3lica, comandada por Dom Jo\u00e3o de \u00c1ustria, encontrou a poderosa esquadra otomana no golfo de Lepanto, na Gr\u00e9cia. E apesar da superioridade num\u00e9rica do advers\u00e1rio, os cat\u00f3licos sa\u00edram vitoriosos, afastando definitivamente o risco de uma invas\u00e3o.\n\nAntes da batalha, todos os soldados e marinheiros crist\u00e3os rezaram o Ros\u00e1rio com grande devo\u00e7\u00e3o. A vit\u00f3ria &#8211; que parecia quase imposs\u00edvel &#8211; deveu-se \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, que segundo testemunho dado pelos pr\u00f3prios mu\u00e7ulmanos, apareceu durante a batalha, infundindo-lhes grande terror.\n\nEm Roma, o Papa S\u00e3o Pio V teve uma revela\u00e7\u00e3o, na mesma hora em que se dava a batalha, anunciando-lhe a vit\u00f3ria da esquadra cat\u00f3lica.\n\nPara celebrar t\u00e3o grande triunfo sobre os advers\u00e1rios da verdadeira f\u00e9, S\u00e3o Pio V acrescentou \u00e0 ladainha de Nossa Senhora a invoca\u00e7\u00e3o &#8221;Aux\u00edlio dos Crist\u00e3os&#8221; . E instituiu no dia 7 de outubro a festa de Nossa Senhora das Vit\u00f3rias, que um Papa posterior mudou para Nossa Senhora do Ros\u00e1rio.\n\nEm muitas outras ocasi\u00f5es Nossa Senhora interferiu em grandes batalhas, para proteger a Igreja e a Cristandade de seus piores inimigos.\n\nFoi para comemorar a vit\u00f3ria do Pr\u00edncipe Eug\u00eanio de Saboya sobre o ex\u00e9rcito otomano, em Temevar, na Rom\u00eania, devida tamb\u00e9m \u00e0 efic\u00e1cia do Ros\u00e1rio, que o Papa Clemente XI ordenou que a festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio fosse celebrada universalmente.\n\n<b>Novas prova\u00e7\u00f5es para a Igreja<\/b>\n\nA Igreja seria ainda sacudida por muitas tempestades. Para fortalecer seus filhos e prepar\u00e1-los para suportar as grandes prova\u00e7\u00f5es futuras, suscitou Deus uma alma de fogo para pregar de novo o Ros\u00e1rio, que mais uma vez tinha ca\u00eddo no esquecimento.\n\nS\u00e3o Lu\u00eds Maria Grignion de Montfort exerceu sua miss\u00e3o prof\u00e9tica, um s\u00e9culo antes da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, que tantas desordens e persegui\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja desencadeou naquele pa\u00eds, e em toda a Europa. As regi\u00f5es que deram ouvidos \u00e0 sua prega\u00e7\u00e3o foram as que melhor resistiram aos erros de sua \u00e9poca e conservaram a F\u00e9 \u00edntegra.\n\n<b>&#8221;Rezai o Ter\u00e7o todos os dias para alcan\u00e7ar a paz e o fim da guerra&#8221;<\/b>\n\nJ\u00e1 no s\u00e9culo XX, quando a I Guerra Mundial estava em seu auge, Nossa Senhora n\u00e3o suscitou nenhum profeta, ou santo para propagar o Ros\u00e1rio.\n\n<strong>Veio Ela mesma em pessoa lembrar aos homens que a solu\u00e7\u00e3o para seus males estava ao alcance das m\u00e3os, nas contas do Ros\u00e1rio:<\/strong>\u00a0&#8221;Rezai o Ter\u00e7o todos os dias para alcan\u00e7ar a paz e o fim da guerra&#8221; , repetiu ela maternalmente aos tr\u00eas pastorinhos, nas seis vezes que apareceu em F\u00e1tima.\n\n<strong>Na \u00faltima apari\u00e7\u00e3o, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse quem era:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;Sou a Senhora do Ros\u00e1rio&#8221; .<\/p>\n<strong>E para atestar a autenticidade das apari\u00e7\u00f5es e a import\u00e2ncia do Ros\u00e1rio, um milagre de grandeza nunca vista, foi presenciado pela multid\u00e3o de 70.000 pessoas presentes no local:<\/strong>\u00a0o sol girou no c\u00e9u, ao meio-dia, parecendo precipitar-se sobre a terra, retomando depois sua posi\u00e7\u00e3o habitual no firmamento.\n\nMilagres dessa magnitude, s\u00f3 no Antigo Testamento encontramos. Mas nem assim o mundo deu ouvidos \u00e0 M\u00e3e de Deus. E nunca se abateram sobre a Terra tantas desgra\u00e7as, nunca houve tantas guerras, nunca a desagrega\u00e7\u00e3o moral chegou t\u00e3o longe.\n\nMas o meio de obter a paz para o mundo, para as fam\u00edlias, para os cora\u00e7\u00f5es, continua ao alcance de nossas m\u00e3os, entre os dedos, nas contas benditas do Ros\u00e1rio, que Maria Sant\u00edssima trazia suspenso de seu bra\u00e7o quando apareceu em F\u00e1tima.\n\n<b>Divulguemos o Ros\u00e1rio!<\/b>\n\nN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel expressar quanto estima a Sant\u00edssima Virgem o Ros\u00e1rio sobre todas as demais devo\u00e7\u00f5es e como \u00e9 generosa em recompensar os que trabalham para divulg\u00e1-lo.\n\n<strong>Conta S\u00e3o Lu\u00eds de Montfort o caso de um rei a quem Nossa Senhora protegeu particularmente, pelo simples fato de portar o Ros\u00e1rio \u00e0 cintura:<\/strong>\n\nDesejando que todos os seus servidores honrassem a Sant\u00edssima Virgem com o Santo Ros\u00e1rio e para anim\u00e1-los com seu exemplo, ocorreu a Afonso IX, Rei de Le\u00f3n, portar ostensivamente um grande Ros\u00e1rio, ainda que sem rez\u00e1-lo.\n\nO que bastou para incentivar todos os seus cortes\u00e3os a rez\u00e1-lo devotamente.\n\nAlgum tempo depois o rei adoeceu gravemente, ficando \u00e0s portas da morte. Foi ent\u00e3o transportado em esp\u00edrito ao tribunal de Deus. Viu os dem\u00f4nios que o acusavam de todos os crimes que havia cometido. E quando ia ser condenado \u00e0s penas eternas, apresentou-se em sua defesa a Sant\u00edssima Virgem diante de Jesus.\n\nTrouxeram uma balan\u00e7a onde foram colocados todos os pecados do Rei num dos pratos. A Virgem Maria colocou no outro o grande Ros\u00e1rio que ele portara em honra dEla, juntamente com os Ros\u00e1rios que, devido ao exemplo dele, haviam rezado outras pessoas, e pesavam mais que todos os seus pecados.\n\n<strong>Depois, Maria Sant\u00edssima, olhando para o Rei com miseric\u00f3rdia disse:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;Consegui de meu Filho, como recompensa pelo pequeno servi\u00e7o que Me fizeste, levando o Ros\u00e1rio, o prolongamento de tua vida por mais uns anos. Emprega-os bem, e faz penit\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<strong>O Rei, quando acordou exclamou:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;Oh! Bendito Ros\u00e1rio da Sant\u00edssima Virgem, por ele \u00e9 que fui livre da condena\u00e7\u00e3o eterna.&#8221;<\/p>\nO Rei recuperou a sa\u00fade e passou a rezar o Ros\u00e1rio todos os dias at\u00e9 o fim da vida.\n\nAinda que vos encontreis \u00e0 beira do abismo &#8211; afirma S\u00e3o Lu\u00eds de Montfort &#8211; ou j\u00e1 com um p\u00e9 no inferno, ainda que fosses endurecido e obstinado como um dem\u00f4nio, cedo ou tarde, vos convertereis e salvareis, contanto que rezeis devotamente todos os dias o Santo Ros\u00e1rio at\u00e9 a morte, para conhecer a verdade e obter a contri\u00e7\u00e3o e o perd\u00e3o de vossos pecados.\n\nQuando S\u00e3o Domingos pregava o ros\u00e1rio em Carcassone, no sul da Fran\u00e7a, um herege se dedicou a p\u00f4r em rid\u00edculo os milagres e os quinze mist\u00e9rios do Santo Ros\u00e1rio, o que impedia a convers\u00e3o de muita gente. Deus permitiu, para castigar esse homem, que 15.000 dem\u00f4nios entrassem em seu corpo.\n\nSeus parentes o levaram at\u00e9 junto de S\u00e3o Domingos para que este o livrasse do esp\u00edrito maligno. O Santo convidou ent\u00e3o todos a rezarem com ele o Ros\u00e1rio, em voz alta. A cada Ave-Maria, a Sant\u00edssima Virgem fazia sair cem dem\u00f4nios do corpo do homem sob a forma de carv\u00f5es acesos. Depois de curado, abandonou o erro e voltou ao seio da Igreja, juntamente com muitos outros companheiros, admirados com a virtude do Ros\u00e1rio.\n\n<b>Educados pelo Ros\u00e1rio<\/b>\n<p class=\"imagem\">&#8221;O Ros\u00e1rio transporta-nos misticamente para junto de Maria (&#8230;) para que Ela nos eduque e nos plasme at\u00e9 que Cristo esteja formado em n\u00f3s plenamente&#8221; &#8211; ensina o Papa. <strong>E acrescenta ainda Jo\u00e3o Paulo II<\/strong>: &#8221;Nunca, como no Ros\u00e1rio o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos t\u00e3o profundamente. Maria s\u00f3 vive em Cristo e em fun\u00e7\u00e3o de Cristo.&#8221;<\/p>\nN\u00e3o admira, pois, que esta ora\u00e7\u00e3o seja t\u00e3o agrad\u00e1vel a Jesus, que apareceu um dia a Santa Gertrudes contando moedas de ouro. Ela teve curiosidade de perguntar-lhe o que contava. &#8221;<strong>Conto, respondeu Jesus Cristo, tuas Ave-Marias<\/strong>: \u00e9 a moeda com que se compra meu para\u00edso.&#8221;\n\nNunca deixemos de rezar o Ros\u00e1rio, seja por termos muitas distra\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias, falta de gosto em rez\u00e1-lo, ou muito cansa\u00e7o.\n\nPara rezar bem o Ros\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio gosto, consola\u00e7\u00e3o, nem aplica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da imagina\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Bastam a f\u00e9 pura e a boa inten\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Sola fides sufficit (Hb 11,6).\n\n<b>Quantos benef\u00edcios podemos alcan\u00e7ar pela recita\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio!<\/b>\n<blockquote>Eleva-nos ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;\n\nPurifica nossas almas do pecado;\n\nFaz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos;\n\nTorna-nos f\u00e1cil a pr\u00e1tica das virtudes;\n\nAbrasa-nos no amor de Jesus Cristo;\n\nEnriquece-nos de gra\u00e7as e de m\u00e9ritos;\n\nFornece-nos com o que pagar todas as nossas d\u00edvidas com Deus e com os homens.<\/blockquote>\n<b>Palavras do Papa<\/b>\n\n<strong>Para concluir, recordemos as inspiradas palavras de S.S. Jo\u00e3o Paulo II na Carta Apost\u00f3lica Rosarium Virginis Mariae:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">&#8221;O Ros\u00e1rio acompanhou-me nos momentos de alegria e nas prova\u00e7\u00f5es. A ele confiei tantas preocupa\u00e7\u00f5es; nele encontrei sempre conforto. O Ros\u00e1rio \u00e9 minha ora\u00e7\u00e3o predileta. Ora\u00e7\u00e3o maravilhosa!&#8221;<\/p>\n<p class=\"imagem\">&#8221;\u00d3 Ros\u00e1rio bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, v\u00ednculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salva\u00e7\u00e3o contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufr\u00e1gio geral!&#8221;<\/p>\n&#8221;N\u00e3o te deixaremos nunca mais!&#8221;\n\n&#8221;Ser\u00e1s o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o \u00faltimo \u00f3sculo da vida que se apaga. E a \u00faltima palavra dos nossos l\u00e1bios h\u00e1 de ser o vosso nome suave, \u00f3 Rainha do Ros\u00e1rio, \u00f3 nossa M\u00e3e querida, \u00f3 Ref\u00fagio dos pecadores, \u00f3 soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em todo o lado, hoje e sempre, na terra e no C\u00e9u. Am\u00e9m.&#8221;\n\nFonte: www.fatima.org.br\n<h6>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/h6>\n<h4>7 de Outubro<\/h4>\nO Ros\u00e1rio \u00e9 a devo\u00e7\u00e3o mariana por excel\u00eancia, a mais popular e a mais querida ao cora\u00e7\u00e3o de Maria.\n\nEla mesma a recomendou a Santo Domingo de Guzm\u00e1n, apresentando-a como meio eficaz para conservar e aumentar a f\u00e9, para dissipar os erros, para uma vida mais evang\u00e9lica.\n\nEsta festa foi institu\u00edda pelo Papa Pio V em 1571, quando se celebrou a vit\u00f3ria dos crist\u00e3os na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha, os crist\u00e3os cat\u00f3licos, em meio \u00e0 recita\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate. A celebra\u00e7\u00e3o de hoje convida-nos \u00e0 medita\u00e7\u00e3o dos Mist\u00e9rios de Cristo, os quais nos guiam \u00e0 Encarna\u00e7\u00e3o, Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o do Filho de Deus.\n\nA origem do\u00a0<strong>Ros\u00e1rio\u00a0<\/strong>\u00e9 muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o n\u00famero das ora\u00e7\u00f5es vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irm\u00e3os leigos dispensados da recita\u00e7\u00e3o do Salt\u00e9rio (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas pr\u00e1ticas de piedade com a recita\u00e7\u00e3o de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja S\u00e3o Beda, o Vener\u00e1vel (s\u00e9c. VII-VIII), havia sugerido a ado\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios gr\u00e3os enfiados em um barbante.\n\nEm recentes apari\u00e7\u00f5es em F\u00e1tima, Lourdes e Salete e outros lugares, a Virgem se mostrou com o ros\u00e1rio nas m\u00e3os, recomendando a sua recita\u00e7\u00e3o frequente.\n\nEm 1917, em F\u00e1tima, apareceu seis vezes a L\u00facia, Jacinta e Francisco, prometendo-lhes muitas gra\u00e7as se recitassem todos os dias o Ros\u00e1rio.\n\n<strong>Na \u00faltima apari\u00e7\u00e3o, no dia 13 de outubro, exclamou:\u00a0<\/strong>\u0093Eu sou a Virgem do Ros\u00e1rio\u0094.\n\n<strong>A COROA FRANCISCANA<\/strong>\n\nOutra bela devo\u00e7\u00e3o mariana que se desenvolveu no seio da Ordem Franciscana \u00e9 a Coroa Franciscana das Sete Alegrias da Sant\u00edssima Virgem.\n\nEm 1442, no tempo de S\u00e3o Bernardino de Siena, se difundiu a not\u00edcia de uma apari\u00e7\u00e3o da Virgem a um novi\u00e7o franciscano. Este, desde pequeno, tinha o costume de oferecer \u00e0 bem-aventurada Virgem uma coroa de rosas.\n\nQuando ingressou entre os Irm\u00e3os Menores, sua maior dor foi a de n\u00e3o poder seguir oferecendo \u00e0 Sant\u00edssima Virgem esta oferenda de flores. Sua ang\u00fastia chegou a tal ponto que decidiu abandonar a Ordem Ser\u00e1fica.\n\nA Virgem apareceu para consol\u00e1-lo e lhe indicou outra oferenda di\u00e1ria que lhe seria mais agrad\u00e1vel. Sugeriu-lhe recitar a cada dia sete dezenas de Ave Marias intercaladas com a medita\u00e7\u00e3o de sete mist\u00e9rios gozosos que ela viveu em sua exist\u00eancia. Desta maneira teve origem a coroa franciscana, Ros\u00e1rio das sete alegrias.\n\nS\u00e3o Bernardino de Sena foi um dos primeiros a praticar e difundir esta devo\u00e7\u00e3o, que para ele era fonte de grandes favores.\n\n<strong>Um dia enquanto recitava esta coroa apareceu-lhe a Sant\u00edssima Virgem e com inef\u00e1vel do\u00e7ura lhe disse que gostava muito desta devo\u00e7\u00e3o e o recompensava com milagres para converter os pecadores:<\/strong>\u00a0&#8220;Te prometo fazer-te part\u00edcipe de minha felicidade no para\u00edso&#8221;.\n\nA coroa franciscana medita os sete gozos de Maria: a anuncia\u00e7\u00e3o, a visita a Santa Isabel, o nascimento de Jesus em Bel\u00e9m, a adora\u00e7\u00e3o dos Magos, a apresenta\u00e7\u00e3o de Jesus no templo e a manifesta\u00e7\u00e3o de sua divindade entre os doutores do templo, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus e sua apari\u00e7\u00e3o \u00e0 Virgem, a vinda do Esp\u00edrito Santo, a Assun\u00e7\u00e3o de Maria em corpo e alma ao c\u00e9u, e a coroa\u00e7\u00e3o de Maria como rainha do c\u00e9u e da terra, medianeira de gra\u00e7as, m\u00e3e da Igreja e soberana do Universo.\n\nFonte: www.franciscanos.org.br\n<h6>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/h6>\n<h4>7 de Outubro<\/h4>\n<strong>Uma breve hist\u00f3ria do Ros\u00e1rio da Virgem Maria<\/strong>\n\nO Papa Jo\u00e3o Paulo II decidiu celebrar as suas bodas de prata papais com uma ora\u00e7\u00e3o, o Ros\u00e1rio da Virgem Maria. Dado que \u00e9 apenas a quarta vez na Hist\u00f3ria que a Igreja celebra os 25 anos de um pontificado, (depois de S. Pedro, que foi Papa do ano 32 a 67, do beato Pio IX, Papa de 16 de Junho de 1846 a 7 de Fevereiro de 1878 e do seu sucessor Le\u00e3o XIII, Papa de 20 de Fevereiro de 1878 a 20 de Julho de 1903), esta decis\u00e3o tem grande relevo hist\u00f3rico e prof\u00e9tico.\n\n<strong>1- O Nascimento do Ros\u00e1rio\n<\/strong>\nO Ros\u00e1rio \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o cuja origem se perde nos tempos. A tradi\u00e7\u00e3o diz que foi revelado a S. Domingos de Gusm\u00e3o (1170-1221), numa apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.\n\nParece n\u00e3o haver muitas d\u00favidas de que o Ros\u00e1rio nasceu para resolver um problema importante dos novos frades mendicantes. De fato, os franciscanos e dominicanos estavam a introduzir um novo tipo de ordem religiosa no s\u00e9culo XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos.\n\nEstes, nos seus mosteiros, rezavam todos os dias os 150 salmos do Salt\u00e9rio. Mas os mendicantes n\u00e3o o podiam fazer, n\u00e3o s\u00f3 por causa da sua pobreza e estilo de vida, mas tamb\u00e9m porque em grande parte eram analfabetos.\n\nAssim nasceu, nos dominicanos, o Ros\u00e1rio, o \u0093salt\u00e9rio de Nossa Senhora\u0094, a \u0093B\u00edblia dos pobres\u0094, com 150 Ave-Marias. Um pouco mais tarde, em 1422, pelas mesmas raz\u00f5es, os franciscanos criaram a Coroa Ser\u00e1fica, uma ora\u00e7\u00e3o muito parecida, mas com estrutura ligeiramente diferente (tem sete mist\u00e9rios, em honra das sete alegrias da Virgem, os mist\u00e9rios Gozosos, trocando a Apresenta\u00e7\u00e3o no Templo pela Adora\u00e7\u00e3o dos Magos e os dois \u00faltimos Gloriosos, acrescentando mais duas Ave-Marias em honra dos 72 anos da vida de Nossa Senhora na Terra).\n\nMas \u00e9 preciso dizer que, nessa altura, n\u00e3o havia ainda a Ave Maria. J\u00e1 desde o s\u00e9culo IV se usava a sauda\u00e7\u00e3o do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de ora\u00e7\u00e3o, mas s\u00f3 no s\u00e9culo VII ela aparece na liturgia da festa da Anuncia\u00e7\u00e3o como ant\u00edfona do Ofert\u00f3rio.\n\nNo s\u00e9culo XII, precisamente com o Ros\u00e1rio, juntam-se as duas sauda\u00e7\u00f5es a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar. Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra \u0093Jesus\u0094 no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave Maria.\n\nS\u00f3 no s\u00e9culo XV se acrescenta a segunda parte de s\u00faplica, tirada de uma ant\u00edfona medieval. Esta f\u00f3rmula, que \u00e9 a atual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572). Grande reformador no esp\u00edrito do conc\u00edlio de Trento (1545-1563), S. Pio V \u00e9 o respons\u00e1vel pela publica\u00e7\u00e3o do Catecismo, Missal e Brevi\u00e1rio Romanos surgidos do Conc\u00edlio, que renovam toda a vida a Igreja. Foi precisamente no Brevi\u00e1rio Romano, em 1568, que aparece pela primeira vez na ora\u00e7\u00e3o oficial da Igreja a Ave-Maria.\n\n<strong>2- A Batalha de Lepanto e a festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/strong>\n\nO contributo de S. Pio V, um antigo dominicano, para a hist\u00f3ria do Ros\u00e1rio n\u00e3o se fica por aqui. O grande reformador criou tamb\u00e9m o \u00faltimo grande momento da antiga Cristandade, a unidade dos reinos crist\u00e3os \u00e0 volta do Papa.\n\nOs turcos otomanos, depois do cerco e queda de Constantinopla em 1453, o fim oficial da Idade M\u00e9dia, e das conquistas de Suleiman, o Magn\u00edfico (1494-1566, sult\u00e3o desde 1520), estavam \u00e0s portas da Europa. Dividida nas terr\u00edveis guerras entre cat\u00f3licos e protestantes, a velha Europa n\u00e3o estava em condi\u00e7\u00f5es de resistir. O perigo era enorme.\n\nAl\u00e9m de apelar \u00e0s na\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas para defender a Cristandade, o Papa estabeleceu que o Santo Ros\u00e1rio fosse rezado por todos os crist\u00e3os, pedindo a ajuda da M\u00e3e de Deus, nessa hora decisiva.\n\nEm resposta, houve um intenso movimento de ora\u00e7\u00e3o por toda a Europa. Finalmente, a 7 de Outubro de 1571 a frota ocidental, comandada por D. Jo\u00e3o de \u00c1ustria (1545-1578), teve uma retumbante vit\u00f3ria na batalha naval de Lepanto, ao largo da Gr\u00e9cia.\n\nConta-se que nesse mesmo dia, a meio de uma reuni\u00e3o com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse \u0093Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento \u00e9 a de agradecer a Deus pela vit\u00f3ria que ele acabou de dar ao ex\u00e9rcito crist\u00e3o\u0094.\n\nA amea\u00e7a fora vencida. Este foi o \u00faltimo grande feito da Cristandade. Mas o Papa sabia bem quem tinha ganho a batalha. Para louvar a Vitoriosa, ele instituiu a festa lit\u00fargica de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as a Nossa Senhora das Vit\u00f3rias no primeiro domingo de Outubro. Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, no memor\u00e1vel dia de 7 de Outubro.\n\n<strong>3 &#8211; O ros\u00e1rio at\u00e9 Jo\u00e3o Paulo II\n<\/strong>\nA partir de ent\u00e3o, o Ros\u00e1rio aparece em m\u00faltiplos momentos da vida da Igreja. J\u00e1 no fresco do Ju\u00edzo Final, pintado por Miguel \u00c2ngelo (1475-1564) na Capela Sistina do Vaticano de 1536 a 1541, est\u00e3o representadas duas almas a serem puxada para o c\u00e9u por um Ter\u00e7o. S\u00e3o as almas de um africano e de um asi\u00e1tico, mostrando a universalidade mission\u00e1ria da ora\u00e7\u00e3o.\n\nA 12 de Outubro de 1717, foi retirada do rio Para\u00edba uma imagem de Nossa Senhora com um Ter\u00e7o ao pesco\u00e7o por tr\u00eas humildes pescadores, Domingos Martins Garcia, Jo\u00e3o Alves e Felipe Pedroso, em Guaratinguet\u00e1, S\u00e3o Paulo. Essa est\u00e1tua, de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o Aparecida, foi declarada em 1929 Rainha e Padroeira do Brasil.\n\nA Imaculada Concei\u00e7\u00e3o rezou o Ter\u00e7o com Bernadete Soubermos (1844-1879) nas apari\u00e7\u00f5es de Lourdes em 1858. O Papa Le\u00e3o XIII \u0093Papa do Ros\u00e1rio\u0094, como lhe chama a recente Carta Apost\u00f3lica do Papa (n.\u00ba 8) dedicou mais de 20 documentos s\u00f3 ao estudo desta ora\u00e7\u00e3o, incluindo 11 enc\u00edclicas.\n\nTamb\u00e9m o Beato B\u00e1rtolo Longo (1841-1926) \u00e9 um os grandes divulgadores do Ros\u00e1rio, como o refere a recente Carta Apost\u00f3lica (n.\u00ba 8, 15, 16, 36, 43).\n\nAntigo ateu, esp\u00edrita e sacerdote sat\u00e2nico, depois da sua convers\u00e3o viu na intercess\u00e3o de Nossa Senhora a sua \u00fanica hip\u00f3tese de salva\u00e7\u00e3o.\n\nSendo advogado, em 1872 deslocou-se \u00e0 regi\u00e3o de Pomp\u00e9ia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignor\u00e2ncia, supersti\u00e7\u00e3o e imoralidade dos habitantes dos p\u00e2ntanos. Entregou-se a eles para o resto da vida.\n\nArranjou um quadro da Senhora do Ros\u00e1rio, que fez v\u00e1rios milagres e criou em 1873 a festa anual do Ros\u00e1rio, com m\u00fasica, corridas, fogo de artif\u00edcio. Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santu\u00e1rio de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de Pomp\u00e9ia.\n\nFundou uma congrega\u00e7\u00e3o de freiras dominicanas para educar os \u00f3rf\u00e3os da cidade, escreveu livros sobre o Ros\u00e1rio e divulgou a devo\u00e7\u00e3o dos \u00abQuinze S\u00e1bados\u00bb de medita\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios.\n\nOutro grande momento da divulga\u00e7\u00e3o do Ter\u00e7o \u00e9, sem d\u00favida, F\u00e1tima. \u0093Rezar o Ter\u00e7o todos os dias\u0094 \u00e9 a \u00fanica coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis apari\u00e7\u00f5es. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urg\u00eancia e import\u00e2ncia.\n\nNa carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes, num dos primeiros documentos escritos sobre F\u00e1tima, afirma-se \u0093Como te disse examinei, ou antes, interroguei os tr\u00eas em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena altera\u00e7\u00e3o. A base principal que de tudo, o que me dizem, deduzi \u00e9 \u00abque a apari\u00e7\u00e3o quer que se espalhe a devo\u00e7\u00e3o do Ter\u00e7o\u00bb\u0094\n\nA hist\u00f3ria do Ros\u00e1rio n\u00e3o pode terminar sem referir um momento decisivo desta evolu\u00e7\u00e3o. A escolha do Papa Jo\u00e3o Paulo II de celebrar as suas bodas de prata pontif\u00edcias com o Ros\u00e1rio, acrescentando-lhe os cinco mist\u00e9rios luminosos, \u00e9 um marco importante na devo\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Mas a liga\u00e7\u00e3o do Papa a esta ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de hoje, como ele mesmo diz na Carta:<\/strong>\n<p class=\"imagem\">\u0093Vinte e quatro anos atr\u00e1s, no dia 29 de Outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha elei\u00e7\u00e3o para a S\u00e9 de Pedro, quase numa confid\u00eancia, assim me exprimia: \u00abO Ros\u00e1rio \u00e9 a minha ora\u00e7\u00e3o predileta. Ora\u00e7\u00e3o maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade.\u00bb\u0093 (n.\u00ba 2)<\/p>\n<strong>Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves<\/strong>\n\nFonte: \u00a0www.ucp.br\n<h6>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/h6>\n<h4>7 de Outubro<\/h4>\n<b>Ora\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/b>\n\n<strong>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/strong>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\">Nossa Senhora do Ros\u00e1rio,\ndai a todos os crist\u00e3os a gra\u00e7a\nde compreender a grandiosidade\nda devo\u00e7\u00e3o do santo ros\u00e1rio,\nna qual, \u00e0 recita\u00e7\u00e3o da Ave Maria\nse junta a profunda medita\u00e7\u00e3o\ndos santos mist\u00e9rios da vida,\nmorte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus,\nvosso Filho e nosso Redentor.<\/p>\nS\u00e3o Domingos, ap\u00f3stolo do ros\u00e1rio,\nacompanhai-nos com a vossa b\u00ean\u00e7\u00e3o,\nna recita\u00e7\u00e3o do ter\u00e7o, para que,\npor meio desta devo\u00e7\u00e3o a Maria,\ncheguemos mais depressa a Jesus,\ne como na batalha de Lepanto,\nNossa Senhora do Ros\u00e1rio nos leve a vit\u00f3ria\nem todas as lutas da vida;\npor seu Filho, Jesus Cristo,\nna unidade do Pai e do Esp\u00edrito Santo.\nAm\u00e9m.<\/blockquote>\nFonte: \u00a0www.paroquias.org\n<h6>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/h6>\n<h4>07 de outubro<\/h4>\n<h4>A hist\u00f3ria de uma devo\u00e7\u00e3o nascida na It\u00e1lia e trazida ao Brasil<\/h4>\nH\u00e1 quase 1.000 anos, na Fran\u00e7a, o espanhol S\u00e3o Domingos de Gusm\u00e3o recebia de Nossa Senhora, segundo piedosa cren\u00e7a, a revela\u00e7\u00e3o do ros\u00e1rio como meio seguro para converter os hereges albigenses que infestavam o sul daquele pa\u00eds.\n\nAlguns s\u00e9culos mais tarde, o Papa S\u00e3o Pio V instituiu a festa de Nossa Senhora das Vit\u00f3rias, em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo triunfo naval obtido pelos crist\u00e3os contra os turcos em Lepanto, no dia em que se faziam na Cristandade prociss\u00f5es das confrarias do Ros\u00e1rio nessa inten\u00e7\u00e3o.\n\nSeu sucessor, Greg\u00f3rio XIII, mudou o nome da festa para Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, confirmando o papel do ros\u00e1rio nessa vit\u00f3ria. E a fixou no primeiro domingo de outubro.\n\nEm 1716 Clemente XI estendeu a festa a toda a Igreja depois de outras vit\u00f3rias obtidas contra os turcos, na Hungria. E, no s\u00e9culo XIX, o m\u00eas de outubro foi dedicado ao ros\u00e1rio. O ros\u00e1rio tornou-se, desde ent\u00e3o, um dos mais significativos s\u00edmbolos do Catolicismo.\n\nHoje, a pedido de uma senhora assinante de Catolicismo e residente no bairro de Vila Pomp\u00e9ia da capital paulista, apresentamos aqui a hist\u00f3ria de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de Pomp\u00e9ia, um ilustrativo exemplo das gra\u00e7as que a M\u00e3e de Deus quis distribuir mediante essa invoca\u00e7\u00e3o e o uso do poderoso meio de santifica\u00e7\u00e3o que \u00e9 o ros\u00e1rio.\n<h4>Sob as cinzas do Ves\u00favio&#8230;<\/h4>\nEram 11 horas da manh\u00e3 do dia 24 de agosto do ano 79 de nossa era. Os 25 mil habitantes da cidade de Pomp\u00e9ia, ao sul de N\u00e1poles, dedicavam-se aos seus afazeres quotidianos, ou a seus reprov\u00e1veis v\u00edcios, quando um estrondo aterrador os arrastou instintivamente para a rua.\n\nDo Ves\u00favio subia ao c\u00e9u imensa coluna de fogo! Instantes depois sua cratera, transformada em horr\u00edvel boca do inferno, come\u00e7ou a expelir pedras incandescentes como m\u00edsseis orientados contra a cidade. Uma chuva de cinzas, impregnada de vapores sulf\u00fareos e de cloro, escureceu o c\u00e9u.\n\n<strong>O que fazer? Escapar para onde?<\/strong>\n\nA aterrada popula\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a esconder-se nas casas ou a fugir loucamente sem dire\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Mas era tarde demais:<\/strong>\u00a0em pouco tempo Pomp\u00e9ia e mais quatro cidades ficaram sepultadas sob 10 metros de cinzas&#8230;\n\nAos poucos foi-se perdendo a mem\u00f3ria da cat\u00e1strofe e nos 1600 anos subseq\u00fcentes ningu\u00e9m ouviria falar da cidade.\n\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, o arquiteto Fontana redescobriu Pomp\u00e9ia. Mas s\u00f3 no final do s\u00e9culo seguinte \u00e9 que come\u00e7ariam os trabalhos arqueol\u00f3gicos sistem\u00e1ticos &#8212; que continuam at\u00e9 hoje &#8212; para resgat\u00e1-la das cinzas.\n\nFoi poss\u00edvel reconstituir as casas, mobili\u00e1rios e cenas da vida quotidiana da outrora brilhante cidade, bem como de alguns de seus abomin\u00e1veis v\u00edcios, poss\u00edvel causa da c\u00f3lera divina.\n<h4>O revolucion\u00e1rio converte-se em ardente ap\u00f3stolo<\/h4>\nBartolo Longo, filho de um m\u00e9dico da prov\u00edncia de Brindisi, recebera educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no gin\u00e1sio dos Padres Escol\u00e1pios, onde aprendeu a rezar e a amar o ros\u00e1rio.\n\nNa faculdade de Direito, contudo, deixou-se impregnar pelo naturalismo anticlerical e anti-religioso ali reinante, ingressando aos 20 anos no movimento revolucion\u00e1rio de Garibaldi, Cavour e Vitor Emanuel, destinado a levar a cabo a unifica\u00e7\u00e3o italiana, com a elimina\u00e7\u00e3o dos Estados Pontif\u00edcios e a supress\u00e3o do poder temporal dos Papas.\n\nPor\u00e9m, um de seus professores na faculdade ficou cativado por suas qualidades naturais e via nele, uma vez convertido, grandes possibilidades para o apostolado.\n\nProcurou ent\u00e3o conquistar-lhe a amizade e, aos poucos, encaminhou-o a um piedoso e douto dominicano, sob cuja influ\u00eancia Bartolo reencontrou a f\u00e9 da inf\u00e2ncia, fez-se Terceiro Dominicano, e entregou-se a obras de caridade em favor da velhice. Decidiu-se a amar a Deus com todas suas for\u00e7as, tomando como modelo o Cora\u00e7\u00e3o Sacrat\u00edssimo de Jesus, cuja devo\u00e7\u00e3o passou a propagar.\n\nPor essa \u00e9poca encontrou a condessa Marianna Farnararo, vi\u00fava, mulher apost\u00f3lica e de viva f\u00e9. Edificada com a probidade moral e esp\u00edrito empreendedor do jovem advogado, Marianna o contratou como administrador de seu patrim\u00f4nio. Foi assim que, em outubro de 1872, Bartolo dirigiu-se ao vale de Pomp\u00e9ia, onde a condessa possu\u00eda terras.\n\n<strong>A mis\u00e9ria espiritual dos habitantes, quase todos trabalhando nas escava\u00e7\u00f5es, o impressionou. Como poderia sanar tamanho mal?<\/strong>\n\n<strong>A resposta veio por meio de uma voz interior, que lhe murmurou:\u00a0<\/strong>&#8220;<em>Propague o Ros\u00e1rio<\/em>&#8220;. Fiel a uma recomenda\u00e7\u00e3o t\u00e3o do agrado de seu cora\u00e7\u00e3o, Bartolo tornou-se catequista e ap\u00f3stolo daqueles oper\u00e1rios, incentivando-os a entrar na Confraria do Ros\u00e1rio.\n<h4>A partir do quadro, multiplicam-se os milagres<\/h4>\nBartolo e seu diretor espiritual come\u00e7aram ent\u00e3o a procurar uma imagem de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio para a igreja paroquial.\n\n<strong>Um dia uma religiosa, que soubera do que necessitavam, apresentou ao advogado uma pintura da invoca\u00e7\u00e3o desejada, mas em muito mal estado:<\/strong>\n<p align=\"center\">&#8220;<em>Por meio dessa ef\u00edgie realizar-se-\u00e3o muitos milagres<\/em>&#8220;, profetizou. Contudo, ao v\u00ea-la, a condessa ficou pasma: &#8220;<em>Semelhante pintura \u00e9 mais capaz de fazer perder a devo\u00e7\u00e3o do que incentiv\u00e1-la<\/em>!&#8221; afirmou.<\/p>\nMas, \u00e0 falta de melhor, a estampa, enrolada num tecido ordin\u00e1rio, foi colocada sobre uma carro\u00e7a carregada de lixo que se destinava a Pomp\u00e9ia&#8230;\n\nEnquanto isso, o Bispo de Nola, do qual dependia a regi\u00e3o, surpreso com o bom resultado obtido por Bartolo no apostolado, decidiu construir uma igreja mais pr\u00f3xima do local.\n\nCom os recursos arrecadados na primeira coleta, efetuada com vistas \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o do templo religioso, mandaram restaurar e enquadrar a tela da Virgem do Ros\u00e1rio, expondo-a pela primeira vez \u00e0 venera\u00e7\u00e3o p\u00fablica no dia 13 de fevereiro de 1876. Ora, desse dia at\u00e9 o 19 de mar\u00e7o seguinte, 8 grandes milagres realizaram-se diante da modesta estampa, com repercuss\u00e3o em toda a It\u00e1lia!\n\nBartolo tinhas vistas muito amplas. Por isso viajou pela Europa pedindo donativos n\u00e3o s\u00f3 para o novo santu\u00e1rio, mas para outras obras que planejava.\n\nAssim, em 1884, fundou um peri\u00f3dico &#8220;O Ros\u00e1rio e a nova Pomp\u00e9ia&#8221;, para o qual montou uma tipografia em que empregou meninos pobres da cidade. Visando prepar\u00e1-los para a fun\u00e7\u00e3o, organizou uma escola de tipografia.\n\nSeguiram-se um orfanato para os filhos e depois para as filhas dos encarcerados. Para a forma\u00e7\u00e3o destas, fundou a congrega\u00e7\u00e3o das Filhas do Santo Ros\u00e1rio da Ordem Terceira Dominicana.\n\nEnquanto isso, a devo\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0<em>Madonna del Rosario<\/em>\u00a0cresceu tanto que, em 1887, recebeu a honra da coroa\u00e7\u00e3o solene. Em 1891 a nova igreja foi consagrada com o t\u00edtulo de\u00a0<em>Rainha das Vit\u00f3rias<\/em>\u00a0e, em 1901, foi elevada a bas\u00edlica. E hoje em dia \u00e9 um dos santu\u00e1rios mais famosos da It\u00e1lia.\n<h4>Ap\u00f3s a cruz das persegui\u00e7\u00f5es, o reconhecimento do Papa santo<\/h4>\nComo todos os verdadeiros servidores de Deus, Bartolo encontrou a ingratid\u00e3o, o sofrimento e a persegui\u00e7\u00e3o.\n\nAcusaram-no perante o Papa Le\u00e3o XIII de desviar os fundos obtidos para suas obras, e fizeram mal\u00e9volas insinua\u00e7\u00f5es de suas rela\u00e7\u00f5es com a condessa. Aquele Pont\u00edfice os aconselhou a se casarem, para fazer calar os maldizentes. Eles o fizeram, mas mantendo perfeita contin\u00eancia.\n\nPouco mais tarde S\u00e3o Pio X, mal informado, destituiu o casal da administra\u00e7\u00e3o das obras de Pomp\u00e9ia, ao que ambos se submeteram humildemente. J\u00e1 em 1893 haviam renunciado em favor da Santa S\u00e9 a todas as obras que fundaram.\n\nNuma visita a esse Pont\u00edfice, dois dias depois da destitui\u00e7\u00e3o, o casal apresentou-lhe alguns meninos e meninas, filhos dos encarcerados, que eles educavam, dizendo que, de ent\u00e3o em diante eles seriam\u00a0<em>filhos do Papa<\/em>. O Santo Pont\u00edfice percebeu que tinha sido v\u00edtima de falsas informa\u00e7\u00f5es, e a partir de ent\u00e3o n\u00e3o cessou de elogiar o desinteresse e a honestidade do casal.\n\nComo as obras de Pomp\u00e9ia iam j\u00e1 de vento em popa, Bartolo resolveu retirar-se inteiramente do empreendimento para viver seus \u00faltimos anos no recolhimento e ora\u00e7\u00e3o. A condessa faleceu em 1924 e Bartolo a seguiu no ano seguinte, aos 86 anos de idade, em odor de santidade, venerado por todos.\n\n<strong>Pl\u00ednio Maria Solimeo<\/strong>\n\n<strong>Fontes de refer\u00eancia:<\/strong>\n\nAntonio Augusto Borelli Machado, Ros\u00e1rio &#8212; A grande solu\u00e7\u00e3o para os problemas de nosso tempo, Artpress Ind\u00fastria Gr\u00e1fica e Editora Ltda., S\u00e3o Paulo, 2\u00aa ed., 1994, p. 47.\nJean Ladame, Notre Dame de Toute l&#8217;Europe, \u00c9ditions R\u00e9siac, Montsours, Fran\u00e7a, 1984, pp. 237 a 241.\nPe. Jos\u00e9 Leite SJ, Santos de Cada Dia, Editorial A.O., Braga, 1994, pp. 129 a 132.\nNilza Botelho Megale, Cento e Doze invoca\u00e7\u00f5es da Virgem Maria no Brasil, Vozes, 1986, pp. 306-308, e 337 a 3341.\nEd\u00e9sia Aducci, Maria e seus Gloriosos T\u00edtulos, Editora Lar Cat\u00f3lico, 1958, pp. 345, 346.\n\nFonte: \u00a0www.catolicismo.com.br\n<h6>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/h6>\nNo ano de 79 ocorreu a famosa erup\u00e7\u00e3o do Vulc\u00e3o Ves\u00favio, que sepultou a cidade pag\u00e3 de Pomp\u00e9ia (Sul da It\u00e1lia). Ali a aristocracia romana gostava de passar o tempo com entretenimentos e foi surpreendida pela s\u00fabita destrui\u00e7\u00e3o.\n\nNo in\u00edcio do S\u00e9culo IX instalaram-se nas proximidades fam\u00edlias de campesinos que erigiram uma humilde capela. Em 1872 chegou o advogado Bartolo Longo (beatificado em 26 de outubro de 1980), que trabalhava para a Condessa de Fusco, dona dessas terras. Logo descobriu que, depois da morte do sacerdote, j\u00e1 n\u00e3o haviam missas na capela e poucos seguiam firmes na f\u00e9.\n\n<strong>Uma noite, o advogado Bartolo Longo viu em sonhos a um amigo morto anos atr\u00e1s, que lhe disse:<\/strong>\u00a0\u0093Salva a esta gente Bartolo! Propaga o Ros\u00e1rio.\n\nEstimula-os para que o rezem. Maria prometeu a salva\u00e7\u00e3o para aqueles que fizerem\u0094. Assim, Longo trouxe de N\u00e1poles muitos Ros\u00e1rios para distribuir e encorajou tamb\u00e9m a v\u00e1rios vizinhos que o ajudassem a reformar a capela. A popula\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a rezar o Ros\u00e1rio, cada vez em maior n\u00famero.\n\nEm 1878, Longo obteve de um convento de N\u00e1poles um quadro de Nossa Senhora entregando o Santo Ros\u00e1rio a S\u00e3o Domingos e Santa Rosa de Lima. Estava deteriorado mas um pintor o restaurou. Este mudou a figura de Santa Rosa pela de Santa Catarina de Siena. Posta sobre o altar do Templo, ainda que inacabada, a Virgem Sant\u00edssima come\u00e7ou a operar milagres.\n\nEm 08 de maio de 1887, o cardeal M\u00f4naco de Valleta, colocou na venerada imagem um diadema de brilhantes benta pelo Papa Le\u00e3o XII e em 08 de maio de 1891, deu-se a solene consagra\u00e7\u00e3o do novo Santu\u00e1rio de Pomp\u00e9ia, que existe atualmente.\n<p class=\"imagem\"><strong>CARTA DE JO\u00c3O PAULO II<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>POR OCASI\u00c3O DO 125\u00b0 ANIVERS\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>DA CHEGADA DO QUADRO DE<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>NOSSA SENHORA DO ROS\u00c1RIO A POMP\u00c9IA<\/strong><\/p>\nAo Venerado Irm\u00e3o Francesco Saverio TOPPI\n\nArcebispo-Delegado Pontif\u00edcio\n\n<strong>1.<\/strong>\u00a0A Igreja que est\u00e1 em Pomp\u00e9ia, no decurso do Grande Jubileu do Ano 2000, regozijar-se-\u00e1 com um ulterior dom de Gra\u00e7a. No pr\u00f3ximo dia 13 de Novembro celebra-se, com efeito, o 125\u00b0 anivers\u00e1rio da chegada do Quadro de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio.\n\nEsta &#8220;visita&#8221; de Maria mudou o rosto espiritual e civil de Pomp\u00e9ia, que desde 1975 se transformou cada vez mais em cidadezinha da ora\u00e7\u00e3o, centro de irradia\u00e7\u00e3o do Evangelho, lugar de numerosas gra\u00e7as e convers\u00f5es, ponto de refer\u00eancia de piedade mariana, para o qual olham de todas as partes do mundo.\n\nAo unir-me espiritualmente \u00e0 Comunidade eclesial de Pomp\u00e9ia nesta feliz circunst\u00e2ncia, desejo agradecer ao Senhor os dons com que a enriqueceu, implorando, pela intercess\u00e3o da Virgem Santa, especiais favores celestes sobre Vossa Excel\u00eancia, Venerado Irm\u00e3o, e sobre todos os que est\u00e3o confiados aos seus cuidados pastorais.\n\n<strong>2.\u00a0<\/strong>O Grande Jubileu e esta vossa especial data evocam-se reciprocamente e oferecem particulares motivos de reflex\u00e3o e de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. O Ano Santo coloca no centro da aten\u00e7\u00e3o dos crentes o mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o do Verbo e convida-os a contemplar Aquele que &#8220;tinha a condi\u00e7\u00e3o divina, mas n\u00e3o se apegou \u00e0 Sua igualdade com Deus.\n\nPelo contr\u00e1rio, esvaziou-Se a Si mesmo, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de servo e tornando-Se semelhante aos homens&#8221; (Fl 2, 5-7. Pomp\u00e9ia \u00e9 a terra do Santo Ros\u00e1rio, onde o fervoroso brotar do cora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is da ora\u00e7\u00e3o do Ave Maria leva a contemplar a disponibilidade interior com que a Virgem Santa recebeu na f\u00e9 o an\u00fancio do nascimento do Filho de Deus na condi\u00e7\u00e3o humana.\n\nDe igual modo o convite, que ecoa no acontecimento jubilar a p\u00f4r-se em amorosa escuta da Palavra de Deus e a conformar a pr\u00f3pria vida com o Evangelho, encontra um eco feliz na pr\u00e1tica dos Quinze S\u00e1bados, que Bartolo Longo difundiu entre os fi\u00e9is, com a inten\u00e7\u00e3o de os estimular \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o de Cristo. Como n\u00e3o ver depois uma sintonia eloq\u00fcente entre o nascimento humilde e pobre do Redentor na manjedoura de Bel\u00e9m e o contexto de igual modo simples e modesto no qual chegou a Pomp\u00e9ia o Quadro de Nossa Senhora?\n\nTamb\u00e9m a &#8220;m\u00edstica Coroa&#8221;, que a todos os que a ela se dirigem a Virgem oferece como &#8220;Cadeia doce que reata a Deus&#8221;, se revela instrumento precioso para compreender melhor e viver as grandes dimens\u00f5es do Jubileu. O Ros\u00e1rio, que Bartolo Longo considera quase um baluarte contra os inimigos da alma, une aos Anjos, e \u00e9 &#8220;porto seguro no naufr\u00e1gio comum&#8221; (S\u00faplica \u00e0 Rainha do S. Ros\u00e1rio de Pomp\u00e9ia).\n\n<strong>3.\u00a0<\/strong>O Jubileu, na sua mensagem mais profunda, \u00e9 chamamento \u00e0 convers\u00e3o e est\u00edmulo a uma aut\u00eantica renova\u00e7\u00e3o pessoal e social. Ao entrar no novo mil\u00eanio a comunidade crist\u00e3 \u00e9 convidada a alargar o pr\u00f3prio olhar de f\u00e9 at\u00e9 horizontes novos para o an\u00fancio do Reino de Deus.\n\nA autoconsci\u00eancia, que ela maturou com o Conc\u00edlio Vaticano II do pr\u00f3prio mist\u00e9rio e da tarefa apost\u00f3lica que lhe fora confiada pelo seu Senhor, empenha-a a viver no mundo sabendo que deve ser &#8220;o fermento e a alma da sociedade humana, a qual precisa renovar-se em Cristo e transformar-se em fam\u00edlia de Deus&#8221; (cf. Incarnationis mysterium, 2).\n\nOs crist\u00e3os podem encontrar no Ros\u00e1rio uma ajuda eficaz no empenho de realizar na sua vida estes objetivos do Jubileu. Convidando a aceitar com a admira\u00e7\u00e3o de Maria, de Jos\u00e9, dos Pastores, dos Reis Magos e de todos os pobres de Israel o an\u00fancio do nascimento do Filho de Deus na condi\u00e7\u00e3o humana, os Mist\u00e9rios gozosos suscitam nos crist\u00e3os, como j\u00e1 acontecera com o Fundador do Santu\u00e1rio de Pomp\u00e9ia e com outros numerosos devotos da Virgem do Santo Ros\u00e1rio, o desejo de levar aos homens do nosso tempo com renovado fervor o jubiloso an\u00fancio do Salvador.\n\nAtrav\u00e9s da contempla\u00e7\u00e3o dos Mist\u00e9rios dolorosos, o Ros\u00e1rio faz sentir aos fi\u00e9is a dor dos pecados e, convidando a ter confian\u00e7a na ajuda d&#8217;Aquela que reza &#8220;por n\u00f3s pecadores agora e na ora da nossa morte&#8221;, facilita o desejo de receber o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o a fim de corrigir as estruturas da pr\u00f3pria vida. Por este caminho, o Beato Bartolo Longo encontrou a for\u00e7a para reorganizar a pr\u00f3pria exist\u00eancia e tornou-se d\u00f3cil \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, o \u00fanico que transforma os pecadores em santos.\n\nAtrav\u00e9s da contempla\u00e7\u00e3o de Cristo que ressuscitou e subiu ao c\u00e9u, os Mist\u00e9rios gloriosos introduzem no oceano da vida trinit\u00e1ria, comunicada pelo Esp\u00edrito Par\u00e1clito a todos os crentes e, de maneira especial, a Maria nossa M\u00e3e e irm\u00e3.\n\nOlhando para ela que subiu ao c\u00e9u e est\u00e1 na gl\u00f3ria dos Santos, os crist\u00e3os s\u00e3o encorajados a admirar e desejar as &#8220;coisas l\u00e1 do alto&#8221;, e aspirando pela meta eterna tomam consci\u00eancia dos meios necess\u00e1rios para a obterem, isto \u00e9, a fidelidade aos mandamentos divinos, a freq\u00fc\u00eancia aos Sacramentos da Igreja e a humilde ades\u00e3o \u00e0 vontade de Deus.\n\nTamb\u00e9m o empenho pela unidade dos crentes em Cristo e pela fraterna conc\u00f3rdia entre as Na\u00e7\u00f5es, reproposto pelo Grande Jubileu, encontra motivo de especial sintonia com o anivers\u00e1rio que o Santu\u00e1rio de Pomp\u00e9ia celebra este ano.\n\nNo Jubileu de Novecentos no in\u00edcio deste nosso s\u00e9culo XX, o beato Bartolo Longo quis realizar como voto pela paz a fachada monumental do Santu\u00e1rio, recolhendo ofertas e subscri\u00e7\u00f5es dos fi\u00e9is de todas as partes do mundo. Tamb\u00e9m a paz \u00e9 agora, no alvorecer do terceiro mil\u00eanio, o desejo fervoroso da humanidade e \u00e9 preciso rezar com confian\u00e7a pela paz em todas as partes da terra.\n\n<strong>4.\u00a0<\/strong>Venerado Irm\u00e3o no Episcopado, formulo profundos votos por que, seguindo o exemplo do beato Bartolo Longo, esta Comunidade diocesana saiba captar nestes acontecimentos de gra\u00e7a um premente est\u00edmulo para anunciar com renovado fervor Jesus Cristo, Redentor do homem. A este prop\u00f3sito, o plano pastoral elaborado para este ano jubilar demonstra-se como nunca oportuno.\n\nEle inspira-se na trilogia &#8220;humildade, simplicidade, pobreza&#8221;; uma trilogia que caracterizou a vida terrena de Jesus, o estilo de Maria e tamb\u00e9m o programa asc\u00e9tico do beato Bartolo Longo. Como deixar de recordar que do nada e com meios pobres e humildes, ele, guiado pelo Esp\u00edrito, erigiu em Pomp\u00e9ia um Santu\u00e1rio que hoje tem uma irradia\u00e7\u00e3o mundial? Os escritos do Beato, que j\u00e1 ent\u00e3o alcan\u00e7avam pessoas de todas as l\u00ednguas e na\u00e7\u00f5es, continuam a oferecer \u00fateis est\u00edmulos para a reflex\u00e3o e a vida espiritual.\n\nEsta heran\u00e7a preciosa, que representa para v\u00f3s um singular t\u00edtulo de honra, seja por v\u00f3s acolhida e reproposta \u00e0 sociedade de hoje, para que no templo de Pomp\u00e9ia, onde a M\u00e3e continua a mostrar o seu Filho divino como \u00fanico Salvador do mundo, numerosos homens e mulheres em busca da paz possam fazer a experi\u00eancia jubilosa da &#8220;visita&#8221; de Cristo, vivida por Isabel e por Jo\u00e3o Baptista, por ocasi\u00e3o do encontro com a Virgem (cf. Lc 1, 39-56).\n\nCom estes votos, invoco, por intercess\u00e3o do Beato Bartolo Longo, sobre Vossa Excel\u00eancia, Venerado Irm\u00e3o, sobre os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, sobre toda a Comunidade diocesana, e sobre os peregrinos e devotos, a materna prote\u00e7\u00e3o da Rainha do Santo Ros\u00e1rio e, de bom grado concedo a todos uma especial B\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.\n\n<strong>Vaticano, 8 de Dezembro de 1999, solenidade da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da Bem-aventurada Virgem Maria.<\/strong>\n<h4>Ora\u00e7\u00e3o \u00e0 Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de Pomp\u00e9ia<\/h4>\n<p class=\"imagem\">&#8220;Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos ensinastes a recorrer a v\u00f3s e com confian\u00e7a chamar-vos de &#8220;Pai Nosso que estais no C\u00e9u&#8221;. \u00d3 Senhor, infinitamente bom, a quem \u00e9 dado usar sempre de miseric\u00f3rdia e perdoar; por intercess\u00e3o da Imaculada Virgem Maria, ouvi-nos, a n\u00f3s que nos gloriamos do t\u00edtulo de devotos do Ros\u00e1rio, aceitai as nossas humildes ora\u00e7\u00f5es dando-vos gra\u00e7as pelos benef\u00edcios recebidos, e tornai perp\u00e9tuo e cada dia mais glorioso o trono que lhe elevastes no Santu\u00e1rio de Pomp\u00e9ia, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Senhor Nosso. Am\u00e9m.<\/p>\nRogai por n\u00f3s Rainha do Sacrat\u00edssimo Ros\u00e1rio\nPara que sejamos dignos das promessas de Cristo.\nAm\u00e9m&#8221;\n\nFonte: \u00a0www.paginaoriente.com\n<h6>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/h6>\n<h4>07 de outubro<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Nossa Senhora do Ros\u00e1rio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rosari10.jpg\" alt=\"Nossa Senhora do Ros\u00e1rio\" \/>\nNossa Senhora do Ros\u00e1rio de Pomp\u00e9ia<\/strong><\/p>\nNo ano 79 a Cidade de Pomp\u00e9ia, perto de N\u00e1poles, It\u00e1lia, cidade pag\u00e3, ficou sepultada sob a lava proveniente do Ves\u00favio em erup\u00e7\u00e3o.\n\nSobre suas ru\u00ednas edificou-se uma nova cidade. No ano de 1876, o advogado Bartolo Longo (beatificado em 26 de outubro de 1980) encontra um quadro que representa a Virgem do Ros\u00e1rio. Tal quadro tem em ambos os lados a imagem de Santa Catarina de Siena e Santo Domingo Guzm\u00e1n.\n\nBartolo Longo, devoto fervoroso de Maria, come\u00e7a a difundir o culto, sob o nome de Virgem do Ros\u00e1rio de Pomp\u00e9ia. A devo\u00e7\u00e3o popular a leva a buscar um lugar apropriado. Assim surge o templo que existe at\u00e9 hoje no local.\n\nConta a hist\u00f3ria que durante o ano 79, uma erup\u00e7\u00e3o do Ves\u00favio, vulc\u00e3o que fica perto de N\u00e1poles sepultou sob sua lava a faustuosa cidade de Pomp\u00e9ia, onde a aristocracia romana tinha suas casas de f\u00e9rias.\n\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, j\u00e1 descobertas as ru\u00ednas da cidade, instalaram-se no vale pr\u00f3ximo v\u00e1rias fam\u00edlias de camponeses que levantaram humildes habita\u00e7\u00f5es e uma pobre capela.\n\nEm 1872 chegou ao lugar Bartolo Longo, advogado da Condessa Fusco, dona destas terras. Longo soube, ao dialogar com os camponeses, que as coisas n\u00e3o iam mal, embora foi alertado sobre a presen\u00e7a de indiv\u00edduos de maus costumes, os que faziam com que as coisas n\u00e3o fossem totalmente agrad\u00e1veis.\n\nN\u00e3o havia pol\u00edcia e que enquanto houve um padre, este exercia certa autoridade, mas ap\u00f3s sua morte, eram poucos os que seguiam firmes na f\u00e9, por isso na capela que tinha ficado abandonada n\u00e3o se rezavam mais missas. As pessoas rezavam em suas casas.\n\nUma noite Longo viu em sonho um amigo morto h\u00e1 anos atr\u00e1s que lhe disse &#8220;Salva esta gente, Bartolo. Propaga o Ros\u00e1rio. Faz com que o rezem. Maria prometeu a salva\u00e7\u00e3o aos que rezassem o ros\u00e1rio&#8221;.\n\nLongo voltou a N\u00e1poles e de regresso levou consigo uma boa quantidade de Ros\u00e1rios que repartiu entre os habitantes do vale. Ao mesmo tempo, ajudado por alguns vizinhos, dedicou-se \u00e0 tarefa de consertar a Capela, \u00e0 qual as pessoas come\u00e7aram a freq\u00fcentar, em n\u00famero crescente, a rezar o Ros\u00e1rio.\n\nNo ano de 1876 decidiu-se a aumentar o Templo. Em 1878, Longo obteve de um convento de N\u00e1poles um quadro muito deteriorado de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio com Santo Domingo e Santa Rosa de Lima, que um pintor restaurou.\n\nIgnora-se porque a figura da Santa limenha foi trocada pela de Santa Catarina de Siena.\n\nPosta sobre o altar do Templo, ainda inconclusa, a Sagrada imagem come\u00e7ou a realizar milagres.\n\nNo dia 8 de maio de 1887, o Cardeal M\u00f4naco de Valleta colocou na venerada imagem um diadema de brilhantes aben\u00e7oado pelo Papa Le\u00e3o XIII e em 8 de maio de 1891, houve a Consagra\u00e7\u00e3o Solene do novo Santu\u00e1rio de Pomp\u00e9ia, que existe at\u00e9 hoje.\n\nDepois da Miss\u00e3o Arquidiocesana de 1960, o Padre Strita, que era encarregado de celebrar o of\u00edcio da Missa em Ouro Verde, elegeu como Padroeira do mesmo Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de Pomp\u00e9ia.\n\nFonte: www.acidigital.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, T\u00edtulo, Maria, Jesus, Santa, Ora\u00e7\u00e3o, Imagem, M\u00e3e, Devo\u00e7\u00e3o, 07 de Outubro, Nossa Senhora do Ros\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17895,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-17894","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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