{"id":17267,"date":"2016-01-08T00:00:00","date_gmt":"2016-01-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/"},"modified":"2026-08-31T23:45:14","modified_gmt":"2026-08-31T23:45:14","slug":"revolucao-dos-cravos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/revolucao-dos-cravos\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos"},"content":{"rendered":"\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos &#8211; O que foi<\/strong>\n\nO levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num s\u00f3 dia, o regime pol\u00edtico que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resist\u00eancia das for\u00e7as leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares.\n\nEste levantamento \u00e9 conhecido por 25 de Abril ou\u00a0<strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos.<\/strong>\n\nO levantamento foi conduzido pelos oficiais interm\u00e9dios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capit\u00e3es que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolu\u00e7\u00e3o devolveu a liberdade ao povo portugu\u00eas (denominando-se \u201cDia da Liberdade\u201d o feriado institu\u00eddo em Portugal para comemorar a revolu\u00e7\u00e3o).\n\nNa sequ\u00eancia do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autorit\u00e1rio de inspira\u00e7\u00e3o fascista. Em 1933 o regime \u00e9 remodelado, auto-denominado-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o pa\u00eds, n\u00e3o mais abandonando o poder at\u00e9 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequ\u00eancia de uma queda em que sofreu les\u00f5es cerebrais. Foi substitu\u00eddo por Marcello Caetano que dirigiu o pa\u00eds at\u00e9 ser deposto no 25 de Abril de 1974.\n\nSob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposi\u00e7\u00e3o, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos pr\u00f3prios dirigentes do regime. Formalmente, existiam elei\u00e7\u00f5es, mas estas foram sempre contestadas pela oposi\u00e7\u00e3o, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrepeito pelo dever de imparcialidade.\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" title=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu12-1.jpg\" alt=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" \/><strong>\nRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos<\/strong><\/p>\nO Estado Novo possu\u00eda uma pol\u00edcia pol\u00edtica, a PIDE (Pol\u00edcia Internacional e de Defesa do Estado), mais tarde DGS (Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Seguran\u00e7a) e, no in\u00edcio, PVDE (Pol\u00edcia de Vigil\u00e2ncia e Defesa do Estado), que perseguia os opositores do regime. De acordo com a vis\u00e3o da hist\u00f3ria dos ide\u00f3logos do regime, o pa\u00eds manteve uma pol\u00edtica baseada na manuten\u00e7\u00e3o das col\u00f3nias do \u201cUltramar\u201d, ao contr\u00e1rio da maior parte dos pa\u00edses europeus que ent\u00e3o desfaziam os seus imp\u00e9rios coloniais. Apesar da contesta\u00e7\u00e3o nos f\u00f3rums mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma pol\u00edtica de for\u00e7a, tendo sido obrigado, a partir do in\u00edcio dos anos 60, a defender militarmente as col\u00f3nias contra os grupos independentistas em Angola, Guin\u00e9 e Mo\u00e7ambique.\n\nEconomicamente, o regime manteve uma pol\u00edtica de condicionamento industrial que resultava no monop\u00f3lio do mercado portugu\u00eas por parte de alguns grupos industriais e financeiros (a acusa\u00e7\u00e3o de plutocracia \u00e9 frequente). O pa\u00eds permaneceu pobre at\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de 1960, o que estimulou a emigra\u00e7\u00e3o. Nota-se, contudo, um certo desenvolvimento econ\u00f3mico a partir desta d\u00e9cada.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos &#8211; Prepara\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nMonumento em Gr\u00e2ndolaA primeira reuni\u00e3o clandestina de capit\u00e3es foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reuni\u00e3o, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alc\u00e1\u00e7ovas) d\u00e1 origem ao Movimento das For\u00e7as Armadas.\n\n<strong>No dia 5 de Mar\u00e7o de 1974 \u00e9 aprovado o primeiro documento do movimento:<\/strong>\u00a0\u201cOs Militares, as For\u00e7as Armadas e a Na\u00e7\u00e3o\u201d. Este documento \u00e9 posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Mar\u00e7o o governo demite os generais Sp\u00ednola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das For\u00e7as Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerim\u00f3nia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expuls\u00e3o dos dois Generais foi o fato do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, \u201cPortugal e o Futuro\u201d, no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para as revoltas separatistas nas col\u00f3nias e n\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o militar. No dia 24 de Mar\u00e7o a \u00faltima reuni\u00e3o clandestina decide o derrube do regime pela for\u00e7a.\n\n<strong>Movimenta\u00e7\u00f5es militares durante a Revolu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nNo dia\u00a0<strong>24 de Abril de 1974<\/strong>, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.\n\n\u00c0s 22h 55m \u00e9 transmitida a can\u00e7\u00e3o E depois do Adeus, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Lu\u00eds Filipe Costa.\n\nEste foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que espoletava a tomada de posi\u00e7\u00f5es da primeira fase do golpe de estado.\n\nO segundo sinal foi dado \u00e0s 0h 20 m, quando foi transmitida a can\u00e7\u00e3o ?Gr\u00e2ndola Vila Morena? de Jos\u00e9 Afonso, pelo programa Limite da R\u00e1dio Renascen\u00e7a, que confirmava o golpe e marcava o in\u00edcio da opera\u00e7\u00f5es.\n\nO locutor de servi\u00e7o nessa emiss\u00e3o foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta mo\u00e7ambicano.\n\nO golpe militar do dia 25 de Abril teve a colabora\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios regimentos militares que desenvolveram uma a\u00e7\u00e3o concertada.\n\nNo Norte, uma for\u00e7a do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Regi\u00e3o Militar do Porto. Estas for\u00e7as s\u00e3o refor\u00e7adas por for\u00e7as vindas de Lamego. For\u00e7as do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. E for\u00e7as do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a for\u00e7as sedeadas em Braga para avan\u00e7arem sobre o Porto, no que n\u00e3o foi obedecido, j\u00e1 que estas j\u00e1 tinham aderido ao golpe.\n\n<strong>\u00c0 Escola Pr\u00e1tica de Cavalaria, que partiu de Santar\u00e9m, coube o papel mais importante:<\/strong>\u00a0a ocupa\u00e7\u00e3o do Terreiro do Pa\u00e7o.\n\nAs for\u00e7as da Escola Pr\u00e1tica de Cavalaria eram comandadas pelo ent\u00e3o comandante Salgueiro Maia. O Terreiro do Pa\u00e7o foi ocupado \u00e0 primeiras horas da manh\u00e3. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas for\u00e7as para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exig\u00eancia de entregar o poder ao General Ant\u00f3nio de Sp\u00ednola, que n\u00e3o fazia parte do MFA, para que o \u201cpoder n\u00e3o ca\u00edsse na rua\u201d. Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao ex\u00edlio no Brasil.\n\nA revolu\u00e7\u00e3o, apesar de ser frequentemente qualificada como \u201cpac\u00edfica\u201d, resultou, contudo, na morte de 4 pessoas, quando elementos da pol\u00edcia pol\u00edtica dispararam sobre um grupo que se manifestava \u00e0 porta das suas instala\u00e7\u00f5es na Rua Ant\u00f3nio Maria Cardoso, em Lisboa.\n\n<strong>Cravo<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>cravo<\/strong>\u00a0tornou-se no s\u00edmbolo da Revolu\u00e7\u00e3o de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas come\u00e7aram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; algu\u00e9m (existem v\u00e1rias vers\u00f5es, sobre quem ter\u00e1 sido, mas uma delas \u00e9 que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que p\u00f4s um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), come\u00e7ou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos &#8211; Consequ\u00eancias<\/strong>\n\nMural em Portugal com uma dedicat\u00f3ria ao 25 de AbrilNo dia seguinte, forma-se a Junta de Salva\u00e7\u00e3o Nacional, constitu\u00edda por militares, e que proceder\u00e1 a um governo de transi\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>O essencial do programa do MFA \u00e9, ami\u00fade, resumido no programa dos tr\u00eas D<\/strong>: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.\n\nEntre as medidas imediatas da revolu\u00e7\u00e3o contam-se a extin\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia pol\u00edtica (PIDE\/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. S\u00f3 a 26 foram libertados os presos pol\u00edticos, da Pris\u00e3o de Caxias e de Peniche. Os l\u00edderes pol\u00edticos da oposi\u00e7\u00e3o no ex\u00edlio voltaram ao pa\u00eds nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1\u00ba de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos.\n\nEm Lisboa reuniram-se cerca de um milh\u00e3o de pessoas.\n\nPortugal passou por um per\u00edodo conturbado que durou cerca de 2 anos, comumente referido como PREC (Processo Revolucion\u00e1rio Em Curso), marcado pela luta entre a esquerda e a direita.\n\nForam nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente \u201csaneadas\u201d e muitas vezes for\u00e7adas ao ex\u00edlio personalidades que se identificavam com o Estado Novo. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras elei\u00e7\u00f5es livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequ\u00eancia dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constitui\u00e7\u00e3o, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constitui\u00e7\u00e3o foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.\n\nA guerra colonial acabou e, durante o PREC, as col\u00f3nias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.\n\n<strong>O 25 de Abril visto 30 anos depois<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>25 de Abril de 1974<\/strong>\u00a0continua a dividir a sociedade portuguesa, embora as divis\u00f5es estejam limitadas aos estratos mais velhos da popula\u00e7\u00e3o que viveram os acontecimentos, \u00e0s fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas dos extremos do espectro pol\u00edtico e \u00e0s pessoas politicamente mais empenhadas. A an\u00e1lise que se segue refere-se apenas \u00e0s divis\u00f5es entre estes estratos sociais. Em geral, os jovens n\u00e3o se dividem sobre o 25 de Abril.\n\nExistem atualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em rela\u00e7\u00e3o ao 25 de Abril.\n\nQuase todos, com muito poucas exce\u00e7\u00f5es, consideram que o 25 de Abril valeu a pena. Mas as pessoas mais \u00e0 esquerda do espectro pol\u00edtico tendem a pensar que o esp\u00edrito inicial da revolu\u00e7\u00e3o se perdeu.\n\nO PCP lamenta que a revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolu\u00e7\u00e3o se foram perdendo.\n\nAs pessoas mais \u00e0 direita lamentam a forma como a descoloniza\u00e7\u00e3o foi feita e lamentam as nacionaliza\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Cronologia da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos<\/strong>\n\nPara entender a\u00a0<strong>revolu\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0que mudou o destinos dos pa\u00edses latinos e terminou com o \u00faltimo imp\u00e9rio ultramarino europeu \u00e9 necess\u00e1rio analisar os anos anteriores e posteriores a Revolu\u00e7\u00e3o de 25 de abril de 1974.\n\n<strong>Confira nesta breve cronologia os principais acontecimentos do antes, durante e depois da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos:<\/strong>\n<blockquote><strong>1926:\u00a0<\/strong>Golpe militar em Portugal, chefiado por Gomes da Costa<strong>\n1928:<\/strong>\u00a0Salazar se torna Ministro das Finan\u00e7as<strong>\n1933:\u00a0<\/strong>Com a nova constitui\u00e7\u00e3o tem in\u00edcio o Estado Novo.<strong>\n1939:<\/strong>\u00a0Portugal mant\u00e9m-se neutro na II Guerra Mundial, apesar das boas rela\u00e7\u00f5es com os governos fascistas.<strong>\n1945:\u00a0<\/strong>Com o fim da II Guerra, as ditaduras ib\u00e9ricas s\u00e3o apoiadas pelos pa\u00edses ocidentais para manter as \u201cdemocracias\u201d de Portugal e Espanha distantes do perigo comunista.<strong>\n1949:\u00a0<\/strong>Portugal adere \u00e0 OTAN.<strong>\n1955:<\/strong>\u00a0Admiss\u00e3o de Portugal na ONU.<\/blockquote>\n<strong>1961<\/strong>\n<blockquote>04\/02 In\u00edcio da Guerra Colonial com o revide de a\u00e7\u00f5es repressoras da pol\u00edcia em Angola.\n13\/04 Tentativa mal-sucedida de golpe de estado liderado pelo ministro da defesa, o general Botelho Moniz. 18\/12 A \u00cdndia anexa as possess\u00f5es portuguesas de Dam\u00e3o, Diu e Goa.\n19\/12 Assassinato do escultor e militante comunista Jos\u00e9 Dias Coelho pela PIDE, pol\u00edcia do governo ditatorial.<\/blockquote>\n<strong>1962<\/strong>\n<blockquote>01\/01 \u2013 Um grupo de militares tenta ocupar, sem sucesso, o Quartel de Beja. O acontecimento ficou conhecido como a Revolta de Beja. Os militares envolvidos s\u00e3o detidos e alguns exilados.\n12\/03 In\u00edcio das transmiss\u00f5es da R\u00e1dio Portugal Livre, emissora clandestina situada em Argel com o prop\u00f3sito de derrubar a ditadura.<\/blockquote>\n<strong>1963:\u00a0<\/strong>04 \u2013 In\u00edcio da luta armada na Guin\u00e9.\n\n<strong>1964:\u00a0<\/strong>25\/09 \u2013 In\u00edcio da luta armada em Mo\u00e7ambique.\n\n<strong>1965:\u00a0<\/strong>13\/02 \u2013 O general Humberto Delgado que apoiou a Revolta de Beja \u00e9 assassinado pela PIDE na Espanha.\n\n<strong>1966:<\/strong>12 Publica\u00e7\u00e3o do Manifesto dos 118 pedindo a ren\u00fancia de Salazar.\n\n<strong>1968:\u00a0<\/strong>06\/09 \u2013 Marcelo Caetano sucede Salazar, afastado do governo por motivos de sa\u00fade. A repress\u00e3o continuaria fote com pris\u00f5es, cassa\u00e7\u00f5es e fechamento de escolas e universidades.\n\n<strong>1969<\/strong>\n<blockquote><strong>25\/10\u00a0<\/strong>Elei\u00e7\u00f5es vencidas pela ANP, partido do governo, resultado t\u00edpico de ditaduras disfar\u00e7adas de democracia. Cria-se a Ala Liberal dentro da ANP, funcionando como uma oposi\u00e7\u00e3o moderada no pr\u00f3prio partido.\n<strong>17\/11\u00a0<\/strong>A PIDE \u00e9 transformada em DGS. Medida comum em ditaduras que mudam o nome de seus \u00f3rg\u00e3o de repress\u00e3o \u00e0 medida que seu nome passa a ser motivo de raiva perante a maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>1970<\/strong>\n<blockquote>27\/07 Salazar morre em Lisboa.\n01\/10 Cria\u00e7\u00e3o da Intersindical, primeira central sindical portuguesa.<\/blockquote>\n<strong>1971:\u00a0<\/strong>16\/08 Altera\u00e7\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o para dar mais autonomia \u00e0s col\u00f4nias. Medida elaborada sobre press\u00e3o da ONU em conceder aos pa\u00edses africanos suas independ\u00eancias.\n\n<strong>1971<\/strong>\n<blockquote>12\/10 Grandes manifesta\u00e7\u00f5es estudantis geradas pelo assassinato do estudante Ribeiro dos Santos pela pol\u00edcia.\n02\/11 \u2013 A Assembleia Geral da ONU legitima a luta armada das col\u00f4nias africanas contra Portugal.\n16\/12 Massacre de Wiriyamu. Opera\u00e7\u00e3o militar do Ex\u00e9rcito Portugu\u00eas nas aldeias de Mo\u00e7ambique.<\/blockquote>\n<strong>1973<\/strong>\n<blockquote>20\/01 Assassinato de Am\u00edlcar Cabral, l\u00edder do PAIGC.\n09\/09 No ano marcado pelo fundamento de diversas alas e partidos, nasce o MFA, Movimento das For\u00e7as Armadas.\n24\/09 O Guin\u00e9-Bissau torna-se independente de Portugal.<\/blockquote>\n<strong>1974<\/strong>\n<blockquote>05\/03 Publica\u00e7\u00e3o do manifesto \u201cOs Militares, as For\u00e7as Armadas e a Na\u00e7\u00e3o. Primeiro documento do Movimento contra o regime e a Guerra Colonial.\n14\/03 Demiss\u00e3o dos generais Sp\u00ednola e Costa Gomes, chefe e vice-chefe do Estado Maior das For\u00e7as Armadas, devido ao n\u00e3o comparecimento dos mesmos na cerim\u00f4nia de solidariedade com a ditadura. Este ato foi fundamental para acelerar o fim do regime salazarista.\n16\/03 \u2013 Tentativa de golpe militar das Caldas da Rainha. Cerca de 200 militares s\u00e3o presos.\n24\/03 Reuni\u00e3o do MFA que decide iniciar o processo de derrubar o regime por um golpe militar.\n24\/04 Publicada uma nota no jornal Rep\u00fablica divulgando para a noite a transmiss\u00e3o do programa Limite na R\u00e1dio Renascen\u00e7a. A R\u00e1dio Emissores Associados de Lisboa transmite a can\u00e7\u00e3o \u201d E depois do Adeus \u201c, c\u00f3digo para o inicio das opera\u00e7\u00f5es militares contra o regime.\n25\/04 Nos primeiros minutos do dia 25, outra can\u00e7\u00e3o \u201cGr\u00e2ndola, Vila Morena\u201d transmitida no programa Limite da R\u00e1dio Renascen\u00e7a \u00e9 a senha para a confirma\u00e7\u00e3o de que o golpe era irrevers\u00edvel. At\u00e9 as 16h todos os pontos estrat\u00e9gicos s\u00e3o ocupados. Emissoras de r\u00e1dio, tv, aeroportos, quart\u00e9is, bancos e pal\u00e1cios. Enquanto as for\u00e7as leais ao regime se rendem, o povo come\u00e7a a sair as ruas em comemora\u00e7\u00e3o. Marcelo Caetano \u00e9 cercado no Quartel do Carmo e horas depois se rende pacificamente, o que n\u00e3o acontece na sede da GDS (ex-PIDE). Quatro manifestantes s\u00e3o mortos por disparos dos policiais.\n26\/04 A GDS se rende enquanto \u00e9 apresentada a Junta de Salva\u00e7\u00e3o Nacional, a presid\u00eancia da rep\u00fablica fica a cargo do general Sp\u00ednola. Enquanto os presos pol\u00edticos s\u00e3o libertados, o MFA decide enviar para Madeira, Marcelo Caetano, Am\u00e9rico Tom\u00e1s, C\u00e9sar Moreira Baptista, entre outros.\n29 e 30\/04 Regresso do ex\u00edlio de M\u00e1rio Soares e \u00c1lvaro Cunhal, l\u00edderes do Partido Socialista e do Partido Comunista Portugu\u00eas, respectivamente.\n01\/05 Meio milh\u00e3o de portugueses v\u00e3o \u00e0s ruas para comemorar o 1\u00ba de maio em Lisboa. As comemora\u00e7\u00f5es seguem em todas as cidades do pa\u00eds.\n16\/05 \u2013 Posse do 1\u00ba Governo Provis\u00f3rio, presidido por Adelino da Palma Carlos e participa\u00e7\u00f5es de M\u00e1rio Soares, \u00c1lvaro Cunhal e S\u00e1 Carneiro.\n20\/05 \u2013 Am\u00e9rico Tom\u00e1s e Marcelo Caetano partem para o ex\u00edlio no Brasil.\n26\/05 Cria\u00e7\u00e3o do Sal\u00e1rio M\u00ednimo Nacional.\n06\/06 In\u00edcio da negocia\u00e7\u00e3o para a independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique. Enquanto isso Portugal vivia o clima de ocupa\u00e7\u00e3o de sem-teto e greves.\n12\/06 Sp\u00ednola indica Vasco Gon\u00e7alves para o cargo de Primeiro Ministro.\n18\/06 \u2013 Posse do 2\u00ba Governo Provis\u00f3rio, presidido pelo general Vasco Gon\u00e7alves, membro do MFA.\n08\/08 Motim dos agentes da GDS encarcerados na Penitenci\u00e1ria de Lisboa.\n09\/09 Reconhecimento do governo portugu\u00eas da independ\u00eancia de Guin\u00e9-Bissau.\n30\/09 \u2013 Demiss\u00e3o do general Ant\u00f3nio de Sp\u00ednola e nomea\u00e7\u00e3o do General Costa Gomes para o cargo de presidente. Toma posse do 3\u00ba Governo Provis\u00f3rio, chefiado por Vasco Gon\u00e7alves.\n06\/10 Cria\u00e7\u00e3o do 13\u00ba Sal\u00e1rio aos pensionistas do Estado.\n13\/12 O governo estadunidense concede um empr\u00e9stimo a Portugal para a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds.<\/blockquote>\n<strong>1975<\/strong>\n<blockquote>22\/02 MFA amplia seus poderes ao criar o veto \u00e0s decis\u00f5es pol\u00edticas fundamentais.\n11\/03 Tentativa de golpe de estado pelos spinolistas. Com o fracasso, o general Sp\u00ednola foge para a Espanha 12\/03 ? A Junta de Salva\u00e7\u00e3o Nacional e o Conselho de Estado s\u00e3o extintos. \u00c9 criado o Conselho de Revolu\u00e7\u00e3o justamente no in\u00edcio das grandes nacionaliza\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os (transportes, bancos, etc.).\n26\/03 Posse do 4\u00ba Governo Provis\u00f3rio, chefiado por Vasco Gon\u00e7alves.\n11\/04 Reconhecimento dos partidos em manter o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas a cinco anos. O acordo era manter o MFA no poder at\u00e9 a revis\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o.\n25\/04 O Partido Socialista consegue a maioria das cadeiras na Assembleia Constituinte em vota\u00e7\u00e3o popular no primeiro anivers\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos.\n25\/06 \u2013 Independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique.\n05\/07 \u2013 Independ\u00eancia de Cabo-Verde.\n12\/07 \u2013 Independ\u00eancia de S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe.\n13\/07 O assalto \u00e0 sede do Partido Comunista d\u00e1 inicio \u00e0s a\u00e7\u00f5es violentas contra a esquerda, o per\u00edodo ficou conhecido como Ver\u00e3o Quente.\n30\/07 Criado o Triunvirato de Vasco Gon\u00e7alves, Costa Gomes e Otelo para chefiar o Conselho da Revolu\u00e7\u00e3o.\n08\/09 Posse do 5\u00ba Governo Provis\u00f3rio, chefiado por Vasco Gon\u00e7alves.\n30\/08 Demiss\u00e3o do primeiro ministro Vasco Gon\u00e7alves.\n19\/09 Posse do 6\u00ba Governo Provis\u00f3rio, chefiado por Pinheiro de Azevedo.\n11\/11 \u2013 Independ\u00eancia de Angola.\n25\/11 Oficiais de extrema esquerda tentam, sem sucesso, um novo golpe ao ocupar a Base de Monsanto. 28\/11 ? Retorno das fun\u00e7\u00f5es do 6\u00ba Governo Provis\u00f3rio.\n07\/12 Ocupa\u00e7\u00e3o do Timor pela Indon\u00e9sia.<\/blockquote>\n<strong>1976<\/strong>\n<blockquote>03\/01 Segundo a imprensa francesa 60 mil timorenses morrem em menos de um m\u00eas devido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o da Indon\u00e9sia.\n22\/01 Devolu\u00e7\u00e3o aos antigos propriet\u00e1rios do jornal Rep\u00fablica. A r\u00e1dio Renascen\u00e7a j\u00e1 havia sido devolvida a Igreja.\n25\/04 Nas elei\u00e7\u00f5es legislativas, o PS consegue 35% das cadeiras.\n27\/07 \u2013 Ant\u00f3nio Ramalho Eanes \u00e9 eleito presidente, democraticamente, com 61,5% dos votos.\n23\/09 Posse do 1\u00ba Governo Constitucional, chefiado por M\u00e1rio Soares.<\/blockquote>\n<strong>1978 \u2013<\/strong>\u00a0Posse do 2\u00ba Governo Constitucional (Alian\u00e7a do PS com o CDS).\n\n<strong>1980 \u2013<\/strong>\u00a0Eanes \u00e9 reeleito presidente com 56,4% dos votos.\n\n<strong>1983 \u2013\u00a0<\/strong>O PS vence as elei\u00e7\u00f5es legislativas.\n\n<strong>1985<\/strong>\n<blockquote>Junho \u2013 Demiss\u00e3o do governo de M\u00e1rio Soares\nOutubro \u2013 Cavaco Silva vence elei\u00e7\u00f5es legislativas.<\/blockquote>\n<strong>1986<\/strong>\n<blockquote>Janeiro \u2013 Portugal e a Espanha entram para a CEE\nM\u00e1rio Soares vence as elei\u00e7\u00f5es presidenciais.<\/blockquote>\n<strong>1991 \u2013<\/strong>\u00a0Massacre de Dili no Timor Leste\n\n<strong>1999 \u2013<\/strong>\u00a0Quase 80% dos timorenses aprovam a independ\u00eancia por referendo popular.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos &#8211; Portugal<\/strong>\n\nEm Portugal, um grupo de militares derrubou o governo, pondo fim \u00e0 mais longa ditadura da Europa Ocidental e abrindo caminho para o retorno \u00e0 democracia. O golpe militar \u00e9 amplamente pac\u00edfico e se torna conhecido como a &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos&#8221;, depois que as pessoas saem \u00e0s ruas para comemorar e os cravos s\u00e3o colocados nos canos das armas.\n\nA decad\u00eancia econ\u00f4mica de Portugal e o desgaste com a guerra colonial provocam descontentamento no interior das For\u00e7as Armadas.\n\n<strong>Em 25\/4\/1974 eclode a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos:\u00a0<\/strong>oficiais de m\u00e9dia patente se rebelam e derrubam o governo de Caetano, que se asila no Brasil; o general Ant\u00f3nio de Sp\u00ednola assume a Presid\u00eancia.\n\nA popula\u00e7\u00e3o festeja o fim da ditadura distribuindo cravos \u2013 a flor nacional \u2013 aos soldados rebeldes. Os partidos pol\u00edticos, inclusive o Comunista, s\u00e3o legalizados e \u00e9 extinta a Pide, pol\u00edcia pol\u00edtica do salazarismo.\n\n<strong>O novo regime mergulha Portugal numa agita\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria:\u00a0<\/strong>Sp\u00ednola fracassa em sua tentativa de controlar a for\u00e7a pol\u00edtica e militar da esquerda e renuncia em setembro de 1974; o governo passa a ser dominado pelo Movimento das For\u00e7as Armadas (MFA), fortemente influenciado pelo Partido Comunista. Angola, Mo\u00e7ambique, Cabo Verde e Guin\u00e9-Bissau obt\u00eam a independ\u00eancia.\n\nEm mar\u00e7o de 1975, ap\u00f3s uma fracassada tentativa de golpe de Sp\u00ednola, o governo passa a ser dominado por um triunvirato formado pelos generais Costa Gomes, Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Gon\u00e7alves.\n\nTem in\u00edcio uma pol\u00edtica de estatiza\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias e bancos, seguida por ocupa\u00e7\u00f5es de terras. O moderado Partido Socialista, de M\u00e1rio Soares, vence as elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Constituinte em abril de 1975.\n\nEm novembro do mesmo ano, o fracasso de uma tentativa de golpe de oficiais de extrema esquerda p\u00f5e fim ao per\u00edodo revolucion\u00e1rio. Apesar disso, a Constitui\u00e7\u00e3o de 1976, ainda influenciada pelo MFA, proclama a irreversibilidade das nacionaliza\u00e7\u00f5es e da reforma agr\u00e1ria.\n\nEm 1976 o general Ant\u00f3nio Ramalho Eanes, comandante das for\u00e7as que esmagaram a rebeli\u00e3o de oficiais esquerdistas, \u00e9 eleito presidente da Rep\u00fablica; os socialistas conquistam 35% dos votos e M\u00e1rio Soares forma um governo minorit\u00e1rio. Enfrentando uma grave crise econ\u00f4mica, Soares renuncia em 1978. Entre 1979 e 1980 o pa\u00eds vive um per\u00edodo de instabilidade pol\u00edtica, com cinco primeiros-ministros, entre eles Maria Pintassilgo, a primeira mulher a ocupar o cargo, e Francisco S\u00e1 Carneiro, morto em acidente a\u00e9reo.\n\n<strong>As leis revolucion\u00e1rias s\u00e3o revertidas<\/strong>: o Conselho da Revolu\u00e7\u00e3o, que permitia uma tutela do MFA sobre as institui\u00e7\u00f5es, \u00e9 abolido em 1982 e o governo elimina restri\u00e7\u00f5es ao capital privado. Em 1985, o Partido Social Democrata, de centro-direita, vence as elei\u00e7\u00f5es antecipadas; An\u00edbal Cavaco Silva torna-se primeiro-ministro.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos &#8211; Guerra Colonial<\/strong>\n\nA luta do povo portugu\u00eas contra o fascismo e a guerra colonial tornou-se um poderoso movimento de massas, abrangendo praticamente todas as classes e setores da vida nacional.\n\n<strong>Nos \u00faltimos meses de 1973 e nos primeiros de 1974, antecedendo imediatamente o 25 de Abril, o movimento popular de massas desenvolvia-se impetuosamente em todas as frentes:<\/strong>\n\nA primeira grande frente de luta popular contra a ditadura foi o movimento oper\u00e1rio. A classe oper\u00e1ria intervinha como vanguarda em toda a luta antifascista, em todo o processo da luta popular.\n\nA repress\u00e3o ca\u00eda violentamente sobre o movimento oper\u00e1rio. Nunca, por\u00e9m, o fascismo conseguiu liquidar e abafar a organiza\u00e7\u00e3o e a luta dos trabalhadores.\n\nGrandes greves dos oper\u00e1rios industriais, dos transportes, dos empregados, dos pescadores, dos trabalhadores agr\u00edcolas, exerceram profunda influ\u00eancia no processo revolucion\u00e1rio.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu13.jpg\" alt=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" \/>\n<strong>Antes de regressarem a Santar\u00e9m, os homens da EPC realizam ainda algumas miss\u00f5es no meio de aplausos populares<\/strong><\/p>\nDe outubro de 1973 at\u00e9 o 25 de abril, al\u00e9m de muitas centenas de pequenas lutas nas empresas, mais de cem mil trabalhadores agr\u00edcolas do Alentejo e Ribatejo participaram numa vaga de greves que vibrou golpes repetidos, incessantes e vigorosos no abalado edif\u00edcio do regime fascista.\n\nA segunda frente de luta popular contra a ditadura foi o movimento democr\u00e1tico.\n\nAs formas de organiza\u00e7\u00e3o e m\u00e9todos de a\u00e7\u00e3o de massas do movimento democr\u00e1tico portugu\u00eas s\u00e3o um exemplo brilhante da associa\u00e7\u00e3o do trabalho legal e do trabalho clandestino nas condi\u00e7\u00f5es duma ditadura fascista.\n\nMantendo sempre uma grande firmeza pol\u00edtica e de objetivos, o movimento democr\u00e1tico nas mais pequenas condicionais possibilidades de atua\u00e7\u00e3o legal e semilegal, soube encontrar formas de organiza\u00e7\u00e3o e de a\u00e7\u00e3o que lhe permitiram esclarecer amplos setores e desencadear poderoso movimento de massas.\n\nA terceira grande frente de luta popular contra a ditadura foi o movimento juvenil. A juventude teve um papel de extraordin\u00e1rio destaque na luta contra a ditadura fascista. Os jovens (trabalhadores e estudantes) estiveram sempre nas primeiras linhas em todas as frentes da luta pol\u00edtica, econ\u00f4mica e cultural, na agita\u00e7\u00e3o clandestina, nas manifesta\u00e7\u00f5es de rua, nas atividades de maior perigo.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu14.jpg\" alt=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" \/>\n<strong>Os revoltosos cont\u00eam como podem a multid\u00e3o e deixam os jornalistas seguir de perto os acontecimentos<\/strong><\/p>\nA quarta grande frente da luta popular foi a das classes e camadas m\u00e9dias. Os intelectuais, ao longo de quase meio s\u00e9culo de opress\u00e3o, constitu\u00edram sempre uma for\u00e7a de oposi\u00e7\u00e3o, participando ativamente no movimento democr\u00e1tico e desenvolvendo toda uma a\u00e7\u00e3o cultural e de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e art\u00edstica contra o fascismo.\n\nNos \u00faltimos tempos da ditadura, as a\u00e7\u00f5es dos intelectuais haviam-se intensificado. A cria\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Escritores e os grandes movimentos dos professores do ensino secund\u00e1rio e dos m\u00e9dicos, com grandes assembleias, concentra\u00e7\u00f5es e greves, mostraram bem a oposi\u00e7\u00e3o tenaz ao regime.\n\nEm todos os setores da vida social, o povo portugu\u00eas passara \u00e0 ofensiva contra a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o fascistas, pelas liberdades e pela solu\u00e7\u00e3o dos seus problemas vitais.\n\nNa situa\u00e7\u00e3o portuguesa pesava de forma crescente a guerra colonial com todas as suas consequ\u00eancias. Os efeitos da guerra sentiam-se na vida econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica e na situa\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias for\u00e7as armadas.\n\nA situa\u00e7\u00e3o foi-se agravando ainda mais na medida em que os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o da Guin\u00e9 \u2013 Bissau, Mo\u00e7ambique e Angola alcan\u00e7aram s\u00e9rios \u00eaxitos na luta armada.\n\nPor isso, nos \u00faltimos tempos do fascismo, o movimento contra a guerra colonial e as lutas nas for\u00e7as armadas tornam-se um dos centros de polariza\u00e7\u00e3o de descontentamento e de energias e adquirem uma import\u00e2ncia cada vez maior.\n\nOs revoltosos cont\u00eam como podem a multid\u00e3o e deixam os jornalistas seguir de perto os acontecimentos\n\n\u00c9 a quinta grande frente da luta popular contra a ditadura que acabar\u00e1 por ser determinante para lhe p\u00f4r fim.\n\nA luta contra a guerra colonial e pelo reconhecimento do direito dos povos submetidos ao colonialismo portugu\u00eas \u00e0 completa e imediata independ\u00eancia, tornou-se nos \u00faltimos anos do fascismo um vigoroso movimento nacional.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu15.jpg\" alt=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" \/>\n<strong>Das imagens que o 25 de abril produziu nenhuma \u00e9 t\u00e3o marcante quanto a do soldado e povo sempre lado a lado<\/strong><\/p>\n<strong>Adquirindo crescente amplitude e tomando v\u00e1rias formas, essa luta travava-se em tr\u00eas frentes principais:<\/strong>\u00a0a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a resist\u00eancia nas for\u00e7as armadas e a\u00e7\u00f5es contra o aparelho militar colonialista.\n\nCorrespondendo \u00e0 a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, multiplicam-se as a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia no seio das pr\u00f3prias for\u00e7as armadas.\n\nNunca numa guerra colonial o n\u00famero de desertores e refrat\u00e1rios atingiu uma cifra compar\u00e1vel \u00e0 registrada em Portugal. Segundo alguns c\u00e1lculos, o n\u00famero de refrat\u00e1rios chegou a atingir quase um ter\u00e7o dos mancebos em idade militar. Na grande corrente emigrat\u00f3ria um forte contingente era de jovens fugindo ao servi\u00e7o militar e \u00e0 guerra.\n\nA par das deser\u00e7\u00f5es, as manifesta\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia nas for\u00e7as armadas adquiriram um car\u00e1ter cada vez mais frequente e maci\u00e7o.\n\n\u00c9 nesta situa\u00e7\u00e3o e neste ambiente que toma corpo o \u201cmovimento dos capit\u00e3es\u201d (Movimento da For\u00e7as Armadas \u2013 MFA).\n\nO \u201cmovimento dos capit\u00e3es\u201d traduz, nas for\u00e7as armadas, a tomada de consci\u00eancia do povo portugu\u00eas da necessidade do fim da guerra e da pronta liquida\u00e7\u00e3o do fascismo. As for\u00e7as armadas, que haviam sido durante quase meio s\u00e9culo o principal apoio do fascismo, tornam-se dia a dia o apoio cada vez mais condicional e incerto. Ganhas para a causa da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, acabaram por vibrar o golpe mortal na ditadura.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu16-1.jpg\" alt=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" \/>\n<strong>Lu\u00eds (no passeio, de joelhos no ch\u00e3o) e um companheiro de brincadeiras, ambos moradores de um bairro pobre de Lisboa falam com o soldado Amilcar<\/strong><\/p>\nO agravamento das contradi\u00e7\u00f5es e dificuldades do regime e o aprofundamento da crise interna, por um lado, e o vigoroso desenvolvimento da luta popular contra a ditadura e contra a guerra, por outro, indicavam que se aproximava a passos r\u00e1pidos e seguros uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.\n\nE ao levantamento militar sucedeu-se imediatamente o levantamento popular. No pr\u00f3prio dia 25, as massas populares apareceram poderosas, rodeando, acarinhando, apoiando e estimulando os militares, tomando elas pr\u00f3prias iniciativas de a\u00e7\u00e3o, fundindo o povo e as for\u00e7as armadas numa mesma aspira\u00e7\u00e3o e num mesmo combate.\n\nDepois de quase meio s\u00e9culo de fascismo iniciava-se a Revolu\u00e7\u00e3o portuguesa que iria causar a surpresa e a admira\u00e7\u00e3o da Europa e do mundo.\n\nEm 25 de Abril de 1974 terminava, derrotada pelo Movimento das For\u00e7as Armadas \u2013 MFA e pelo povo a longa ditadura fascista de 48 anos que Salazar imp\u00f4s ao povo portugu\u00eas, ditadura t\u00e3o estruturada, t\u00e3o repressiva, que sobreviveu \u00e0 morte do ditador ocorrida em 1970.\n\n<strong>Foi talvez a mais linda festa pol\u00edtica dos oito s\u00e9culos da hist\u00f3ria de Portugal:\u00a0<\/strong>a multid\u00e3o, milhares de pessoas em estado de j\u00fabilo, dan\u00e7ava, cantava, chorava, sorria. E se abra\u00e7ava, e abra\u00e7ava os jovens soldados sem medo dos fuzis. E ocorreu ent\u00e3o um caso extraordin\u00e1rio, at\u00e9 hoje sem explica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se sabe como nem porqu\u00ea, havia cravos vermelhos nas m\u00e3os do povo. Homens, mulheres e crian\u00e7as de cravos nas m\u00e3os. Milhares de cravos. E o povo enfeitou de cravos os fuzis militares.\n\n<strong>E do povo a revolu\u00e7\u00e3o ganhou nome:<\/strong>\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos!\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.colegiosaofrancisco.com.br\/www.geocities.com\/cc25a.utopia.com.br\/europa.eu\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, Movimento, Luta, Povo, Portugu\u00eas, Portugal, Levantamento, Prepara\u00e7\u00e3o, Guerra, Hist\u00f3ria, Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17268,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-17267","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, Movimento, Luta, Povo, Portugu\u00eas, Portugal, Levantamento, Prepara\u00e7\u00e3o, Guerra, Hist\u00f3ria, Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-01-08T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-08-31T23:45:14+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu12-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"282\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"400\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"24 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\",\"datePublished\":\"2016-01-08T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-31T23:45:14+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/\"},\"wordCount\":4859,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/revolu12-1.jpg\",\"articleSection\":[\"Hist\u00f3ria Geral\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/\",\"name\":\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/revolu12-1.jpg\",\"datePublished\":\"2016-01-08T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-31T23:45:14+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/revolu12-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/revolu12-1.jpg\",\"width\":282,\"height\":400},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/revolucao-dos-cravos\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, Movimento, Luta, Povo, Portugu\u00eas, Portugal, Levantamento, Prepara\u00e7\u00e3o, Guerra, Hist\u00f3ria, Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2016-01-08T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-08-31T23:45:14+00:00","og_image":[{"width":282,"height":400,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu12-1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"24 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos","datePublished":"2016-01-08T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-08-31T23:45:14+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/"},"wordCount":4859,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu12-1.jpg","articleSection":["Hist\u00f3ria Geral"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/","name":"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu12-1.jpg","datePublished":"2016-01-08T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-08-31T23:45:14+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu12-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/revolu12-1.jpg","width":282,"height":400},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucao-dos-cravos\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17267"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17267\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17273,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17267\/revisions\/17273"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}