{"id":17067,"date":"2016-01-08T00:00:00","date_gmt":"2016-01-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/mercantilismo\/"},"modified":"2026-08-31T23:42:54","modified_gmt":"2026-08-31T23:42:54","slug":"mercantilismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/mercantilismo\/","title":{"rendered":"Mercantilismo"},"content":{"rendered":"\n<strong>Mercantilismo &#8211; Pol\u00edtica Econ\u00f4mica<\/strong>\n\nPol\u00edtica econ\u00f4mica desenvolvida pelos Estados europeus entre os s\u00e9culos XVI e XVIII, baseada no absolutismo estatal e na empresa privada.\n\nCorresponde \u00e0 transi\u00e7\u00e3o do feudalismo para o capitalismo, portanto \u00e0 era de acumula\u00e7\u00e3o do capital.\n\nCaracteriza-se pela interfer\u00eancia do governo na economia, na acumula\u00e7\u00e3o de metais preciosos, na balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel (exporta\u00e7\u00e3o maior que importa\u00e7\u00e3o) e na explora\u00e7\u00e3o colonial.\n\nO fortalecimento do poder real depende de sua capacidade de acumular riquezas e de proteger a na\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia militar e econ\u00f4mica de outros pa\u00edses.\n\nCom a forma\u00e7\u00e3o das monarquias nacionais surge o desejo das na\u00e7\u00f5es de se tornar pot\u00eancias, apoiadas pela burguesia. Nessa \u00e9poca, a riqueza \u00e9 determinada pela quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que se possui.\n\nOs pa\u00edses que n\u00e3o t\u00eam acesso direto \u00e0s minas procuram aumentar seu com\u00e9rcio. Para isso iniciam a expans\u00e3o mar\u00edtima e comercial, conquistando e explorando novos territ\u00f3rios. Para controlar a riqueza e a economia, os Estados utilizam-se de barreiras alfandeg\u00e1rias, tarifas de com\u00e9rcio, incentivo \u00e0s empresas privadas, controle da produ\u00e7\u00e3o interna e promo\u00e7\u00e3o das atividades comerciais.\n\nA cria\u00e7\u00e3o de companhias de com\u00e9rcio para a explora\u00e7\u00e3o colonial tamb\u00e9m \u00e9 um elemento da pol\u00edtica mercantilista. S\u00e3o empresas privadas nas quais se associam governo e empresas comerciais para ampliar e defender, inclusive militarmente, os neg\u00f3cios nos territ\u00f3rios ent\u00e3o descobertos. Um exemplo \u00e9 a Companhia Holandesa das \u00cdndias Ocidentais, cujo objetivo era garantir para a Holanda (Pa\u00edses Baixos) o mercado fornecedor de a\u00e7\u00facar.\n\nCom a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, em meados do s\u00e9culo XVIII, o\u00a0<strong>mercantilismo\u00a0<\/strong>\u00e9 substitu\u00eddo pelo liberalismo econ\u00f4mico, que defende a n\u00e3o-interfer\u00eancia do Estado na economia.\n\n<strong>Mercantilismo &#8211; Teoria Econ\u00f4mica<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158528 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Mercan1-220x300.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"300\" \/><strong>Monumento em homenagem a Adam Smith, cujas ideias influenciaram o mercantilismo<\/strong><\/p>\n<strong>Mercantilismo<\/strong>, teoria econ\u00f4mica que acompanhou o absolutismo na Europa nos s\u00e9culos XVI e XVII e XVIII.\n\nAssim como o absolutismo dava ao monarca poder absoluto por for\u00e7a do Direito Divino (O Rei tinha autoridade promanada de Deus), pela mesma raz\u00e3o cabia-lhe conduzir, com seus ministros, a economia nacional.\n\nFoi o economista ingl\u00eas Adam Smith, no seu Wealth of Nations (\u201cA Riqueza das Na\u00e7\u00f5es\u201d), de 1776, que denunciou o procedimento e lhe deu o nome Mercantilismo, que ele passou a combater.\n\nNa teoria mercantilista, a base de sustenta\u00e7\u00e3o da economia eram os estoques de ouro e prata, o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria.\n\nA na\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tivesse minas, deveria obter aqueles metais preciosos atrav\u00e9s do com\u00e9rcio. O pa\u00eds devia buscar exportar mais que importar.\n\nAs col\u00f4nias deveriam ser mantidas como consumidoras dos produtos da metr\u00f3pole e ao mesmo tempo fornecedoras de mat\u00e9ria prima para a metr\u00f3pole.\n\nA manufatura era proibida nas col\u00f4nias, onde todo o com\u00e9rcio era monop\u00f3lio da metr\u00f3pole. Para ser forte uma na\u00e7\u00e3o deveria ter uma grande popula\u00e7\u00e3o, que constituiria seu mercado interno, al\u00e9m de criar abund\u00e2ncia de m\u00e3o de obra e for\u00e7as de defesa. A austeridade era fundamental, a fim de que houvesse pouca necessidade de importa\u00e7\u00e3o, principalmente de artigos de luxo.\n\nO povo e o governo deviam poupar e ser parcimoniosos nos gastos.\n\nOs inimigos do\u00a0<strong>mercantilismo<\/strong>\u00a0argumentavam que n\u00e3o havia diferen\u00e7a entre o com\u00e9rcio interno e o com\u00e9rcio externo, pois todo com\u00e9rcio beneficiava tanto o mercador quanto o consumidor, e condenavam a poupan\u00e7a por retirar recursos do mercado. Negavam que uma na\u00e7\u00e3o pudesse crescer economicamente apenas suplantando outras na\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do com\u00e9rcio, porque o com\u00e9rcio somente se manteria em duas vias, de entrada e sa\u00edda.\n\n<strong>Mercantilismo &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158530 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Mercan2-300x213.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" \/><strong>Mercantilismo<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>mercantilismo<\/strong>\u00a0\u00e9 uma teoria econ\u00f4mica principalmente hist\u00f3rica que sustenta que a riqueza de uma na\u00e7\u00e3o pode ser medida por seu pronto suprimento de capital, geralmente mantido em uma forma concreta como ouro ou prata. O mercantilismo afirma que a oferta global de riqueza \u00e9 um montante fixo e que, portanto, qualquer ganho de riqueza por uma na\u00e7\u00e3o deve necessariamente representar uma perda por outra. O mercantilismo \u00e9, portanto, em muitos aspectos, o oposto do capitalismo laissez-faire posterior promovido por economistas como Adam Smith.\n\nA forma teoricamente ideal de mercantilismo era representada por uma na\u00e7\u00e3o que n\u00e3o comprava nada de outros pa\u00edses, em vez disso apenas exportava produtos acabados em troca de capital e constru\u00eda constantemente sua pr\u00f3pria riqueza.\n\nIsso seria realizado suprindo todas as necessidades de seus cidad\u00e3os internamente e extraindo recursos brutos do pr\u00f3prio pa\u00eds ou das col\u00f4nias e, em seguida, terminando-os dentro do pa\u00eds antes de export\u00e1-los.\n\nNa pr\u00e1tica, esse ideal nunca poderia existir de fato, e por isso o mercantilismo se preocupou em tentar chegar o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do ideal.\n\nNa verdade, n\u00e3o havia uma teoria coesa real do mercantilismo durante a era em que seus ideais eram ascendentes, dos s\u00e9culos XVI a XIX.\n\nDiferentes fil\u00f3sofos econ\u00f4micos e funcion\u00e1rios do governo se concentraram em diferentes aspectos do que agora \u00e9 chamado de mercantilismo, mas n\u00e3o foi at\u00e9 que uma forte oposi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a se formar, por economistas de livre mercado como Adam Smith, que o termo foi usado para descrever a cole\u00e7\u00e3o d\u00edspar de metas. Em retrospecto, entretanto, \u00e9 f\u00e1cil ver como todos os diferentes fios de pensamento trabalharam em dire\u00e7\u00e3o a um ideal semelhante e, portanto, pareceram formar um mercantilismo de malha frouxa.\n\n<strong>Um dos princ\u00edpios b\u00e1sicos do mercantilismo era que a economia global era um jogo de soma zero:<\/strong>\u00a0se uma na\u00e7\u00e3o ganhava, outra perdia.\n\nIsso significava que era crucial minimizar a exporta\u00e7\u00e3o de capital e maximizar a importa\u00e7\u00e3o de capital. Assim, as na\u00e7\u00f5es eliminariam impostos e barreiras ao com\u00e9rcio dentro de seus pr\u00f3prios pa\u00edses e levantariam barreiras massivas a todas as exporta\u00e7\u00f5es.\n\nTamb\u00e9m se tornou imperativo tentar extrair cada grama de recurso bruto domesticamente e transformar esse recurso bruto em produtos acabados que pudessem ser exportados com um lucro consider\u00e1vel.\n\nSe as mat\u00e9rias-primas n\u00e3o estivessem imediatamente dispon\u00edveis, era aceit\u00e1vel import\u00e1-las e, em seguida, finaliz\u00e1-las no pa\u00eds e export\u00e1-las com lucro.\n\nAs col\u00f4nias tamb\u00e9m desempenharam um papel importante no mercantilismo, como uma fonte constante de recursos brutos e um mercado cativo. Os recursos podiam ser extra\u00eddos das col\u00f4nias subjugadas, enviados para a metr\u00f3pole, transformados em produtos acabados e, em seguida, vendidos de volta ao mercado da col\u00f4nia, que muitas vezes tinha leis em vigor para dar tratamento comercial favor\u00e1vel \u00e0 metr\u00f3pole em rela\u00e7\u00e3o a todas as outras na\u00e7\u00f5es que desejam comercializar. A exporta\u00e7\u00e3o de marcadores de capital, como ouro e prata, era particularmente limitada sob o mercantilismo, visto que era vista como uma medida da riqueza direta de uma na\u00e7\u00e3o.\n\nEm \u00faltima an\u00e1lise, as teorias do mercantilismo ca\u00edram em desgra\u00e7a \u00e0 medida que a ideologia do mercado livre se tornava ascendente. Na teoria do livre mercado, o com\u00e9rcio livre e pronto de bens era visto como ben\u00e9fico para todas as partes envolvidas, com a economia global vista como um recurso quase ilimitado, em vez de como o mercantilismo de soma zero promovido.\n\nEmbora alguns focos de pensamento mercantilista tenham durado at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo 20, em meados do s\u00e9culo 20 ele foi virtualmente abandonado por todos os economistas s\u00e9rios.\n\n<strong>Mercantilismo &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158531 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Mercan3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" \/><strong>Mercantilismo<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>mercantilismo<\/strong>\u00a0\u00e9 o conjunto de medidas econ\u00f4micas adotado pelos soberanos (reis absolutistas) em seus territ\u00f3rios, com finalidade de garantir o crescimento dos reinos.\n\n<strong>Em outra palavras:\u00a0<\/strong>\u201cMercantilismo \u00e9 o conjunto de ideias, seguido de uma pr\u00e1tica pol\u00edtica e econ\u00f4mica desenvolvidas pelos Estados europeus. \u00c9poca Moderna, mais especificamente, dos s\u00e9culos XV ao XVIII\u201d.\n\nOs monarcas e seus conselheiro adotaram procedimentos eficazes para o engrandecimento de seus reinos, apropriando-se dos regulamentos e das experi\u00eancias comerciais muitas vezes j\u00e1 empregadas pelos mercadores das cidades medievais.\n\nNa Inglaterra, o Parlamento e a Coroa, desde o s\u00e9culo XII, adotaram medidas protetoras \u00e0 produ\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil, proibindo a exporta\u00e7\u00e3o de l\u00e3 em favor da ind\u00fastria local.\n\nO protecionismo adotado pelo Estado visava fortalecer a economia nacional contra a concorr\u00eancia estrangeira.\n\nOutra medida aplicada pelos soberanos para preservar a economia nacional foi a de impedir a sa\u00edda de ouro e metais preciosas das fronteiras do reino (metalismo).\n\nNa Fran\u00e7a, o Rei Lu\u00eds XI, percebendo que a sa\u00edda do ouro e prata pode significar a ru\u00edna do Estado, procurou reduzir a compra de artigos de luxo, estimular a explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios e fortalecer a manufatura de tecidos. Buscava, dessa maneira, estabelecer a balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel, vendendo muito e comprando pouco.\n\nA pol\u00edtica mercantilista levou os soberanos a fazerem concess\u00f5es aos empreendedores. Neste sentido, intensificaram a cria\u00e7\u00e3o de novas manufaturas, defenderam as fabrica\u00e7\u00f5es nacionais, estipulando, portanto, taxas e medidas proibitivas aos produtos estrangeiros. Cuidaram tamb\u00e9m da balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel e desenvolveram empresas voltadas para a explora\u00e7\u00e3o colonial.\n\n<strong>Nas col\u00f4nias situadas no \u201cal\u00e9m-mar\u201d, estabeleceram o sistema de monop\u00f3lio:\u00a0<\/strong>O monop\u00f3lio seria a exclusividade que as metr\u00f3poles europeias tinham em comercializar com as suas col\u00f4nias, controlando a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e as remessas de riquezas. Estas pr\u00e1ticas, aliadas ao mercantilismo, transformaram o com\u00e9rcio colonial em um monop\u00f3lio do Estado, ligado a um pacto com a burguesa comercial.\n\n<strong>Mercantilismo &#8211; A doutrina e a pol\u00edtica<\/strong>\n\n<strong>A doutrina e a pol\u00edtica mercantilista situam-se numa fase hist\u00f3rica precisa:<\/strong>\u00a0a do capitalismo mercantil, etapa intermedi\u00e1ria entre o esfacelamento da estrutura feudal, de um lado, e o surgimento do capitalismo industrial, de outro.\n\nO sistema feudal, estrutura s\u00f3cio-pol\u00edtico-econ\u00f4mica t\u00edpica da Idade M\u00e9dia Ocidental, resultou, fundamentalmente, do decl\u00ednio do Imp\u00e9rio Romano e da deteriora\u00e7\u00e3o de seu regime escravista de trabalho.\n\nEm linhas gerais, pode-se descrever o processo de feudaliza\u00e7\u00e3o como a distribui\u00e7\u00e3o de terras entre os senhores e a simult\u00e2nea transforma\u00e7\u00e3o dos trabalhadores rurais em servos de gleba.\n\nO regime feudal foi-se desenvolvendo, at\u00e9 atingir a plenitude de suas caracter\u00edsticas, do s\u00e9culo V ao X da Era Crist\u00e3.\n\nEm seus momentos iniciais, o feudalismo promoveu um grande desenvolvimento das t\u00e9cnicas e dos instrumentos de produ\u00e7\u00e3o. O aparecimento do arado de ferro, o aperfei\u00e7oamento da viticultura, da vinicultura, da horticultura e tamb\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de equinos, ao lado de outras realiza\u00e7\u00f5es materiais, assinalaram, de maneira expressiva, o referido progresso. No entanto, apesar de seus \u00eaxitos moment\u00e2neos, o sistema de produ\u00e7\u00e3o feudal, depois de uma prolongada crise, entrou em colapso.\n\nNuma perspectiva global, a desintegra\u00e7\u00e3o do regime feudal de produ\u00e7\u00e3o derivou dos abalos sofridos pelo sistema, em decorr\u00eancia do ressurgimento do com\u00e9rcio a longa dist\u00e2ncia no Continente Europeu. Efetivamente, a amplia\u00e7\u00e3o do raio geogr\u00e1fico das atividades mercantis provocou transforma\u00e7\u00f5es relevantes na estrutura feudal.\n\nA abertura do Mediterr\u00e2neo \u00e0 presen\u00e7a ocidental, possibilitando o com\u00e9rcio com o Oriente, e o consequente aumento do volume das trocas entre regi\u00f5es europeias, at\u00e9 ent\u00e3o comercialmente isoladas, geraram um universo econ\u00f4mico complexo, diante do qual o feudalismo reagiu de modos diversos. De um lado, nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s grandes rotas comerciais, onde a presen\u00e7a do comerciante era constante, o desenvolvimento do setor mercantil e da economia de mercado levou a uma natural dissolu\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os de depend\u00eancia servil. Do outro, em regi\u00f5es menos desenvolvidas comercialmente, onde o contato com o mercado era privil\u00e9gio das elites dominantes da sociedade feudal, o renascimento comercial promoveu, numa primeira fase, o refor\u00e7o dos la\u00e7os de servid\u00e3o.\n\nRealmente, vitimado pela febre do consumo, atra\u00eddo pelo n\u00famero crescente de bens sup\u00e9rfluos colocados \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o pelos mercadores, o senhor feudal, carente de renda, passou a tributar pesada e diferentemente os seus servos. Pouco a pouco, a camada servil, para atender \u00e0s necessidades financeiras dos seus senhores, deixaria de pagar suas contribui\u00e7\u00f5es em produtos para fazer contribui\u00e7\u00f5es em dinheiro. Assim, progressivamente, os servos, agora obrigados a trocar sua produ\u00e7\u00e3o por moedas, passariam a vender o produto do seu trabalho nas feiras e mercados urbanos. Dessa forma, em breve, a cidade capitalizaria o campo.\n\nEssa altera\u00e7\u00e3o da taxa\u00e7\u00e3o senhorial, acompanhada da exig\u00eancia de quantias cada vez mais elevadas, fez da servid\u00e3o um fardo insuport\u00e1vel. Em consequ\u00eancia dessa situa\u00e7\u00e3o opressiva, milhares de servos abandonaram os campos, buscando melhores oportunidades nas \u00e1reas urbanas.\n\nOutros, aqueles que permaneceram nos feudos, esmagados por tributa\u00e7\u00e3o abusiva, foram levados \u00e0 viol\u00eancia. Logo, a Europa Ocidental conheceria a explos\u00e3o de in\u00fameras insurrei\u00e7\u00f5es camponesas \u2013 fen\u00f4meno t\u00edpico do per\u00edodo final da Idade M\u00e9dia. Assim, uma grave crise social no campo abalaria os alicerces do feudalismo.\n\n<strong>Nas cidades, a expans\u00e3o do mercado e o crescimento das atividades de troca estimulavam as diferencia\u00e7\u00f5es sociais no meio urbano<\/strong>: os mestres enriquecidos tornavam-se capitalistas; os mais pobres oficiais e aprendizes ? transformavam-se em assalariados.\n\nAs atividades artesanais, insuficientes para atender \u00e0 crescente demanda, mostravam claros sinais de decomposi\u00e7\u00e3o. A proletariza\u00e7\u00e3o de grande n\u00famero de produtores simples, agora desprovidos de seus instrumentos de produ\u00e7\u00e3o levaria a crise social para dentro dos muros das cidades, atrav\u00e9s de in\u00fameros motins urbanos no Ocidente Europeu.\n\nTodas essas tens\u00f5es sociais, que assolaram os campos e as cidades do Velho Mundo, refletiam as radicais altera\u00e7\u00f5es sofridas pela estrutura feudal em fun\u00e7\u00e3o do desenvolvimento da economia mercantil.\n\n<strong>Sem d\u00favida, as mudan\u00e7as foram substanciais<\/strong>: o crescimento do mercado e o impulso dado \u00e0s trocas acelerando o decl\u00ednio do feudalismo, condicionaram realidades econ\u00f4micas complexas e at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas. Logo o Continente Europeu sofreria a especializa\u00e7\u00e3o regional da produ\u00e7\u00e3o.\n\nCom efeito, \u00e1reas inteiras, atingidas pela economia mercantil, dedicaram-se \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros exclusivos, umas procurando nas outras o que n\u00e3o produziam e oferecendo ao mercado seus bens. Assim, a especializa\u00e7\u00e3o das atividades produtivas\u00a0 a divis\u00e3o social do trabalho alargaria o universo das trocas, originando, a longo prazo, um mercado interno prenunciador dos mercados nacionais. Em pouco tempo, regi\u00f5es europeias, secularmente separadas entre si, passariam a ser ligadas pelo incessante fluxo de mercadorias atrav\u00e9s de movimentadas rotas comerciais.\n\nN\u00e3o obstante, o regime feudal, mesmo decadente, ainda apresentava obst\u00e1culos ao progresso das atividades mercantis.\n\n<strong>A Europa era v\u00edtima de uma contradi\u00e7\u00e3o<\/strong>: sua velha realidade pol\u00edtica, o feudalismo, conflitava com sua nova realidade econ\u00f4mica, o com\u00e9rcio a longa dist\u00e2ncia.\n\nDe fato, a perman\u00eancia dos feudos, unidades pol\u00edticas isoladas e plenamente independentes, contrastava com o movimento de alargamento dos mercados.\n\nDessa forma, o sistema feudal, caracterizado pelo particularismo pol\u00edtico, pela fragmenta\u00e7\u00e3o do poder e pela total autonomia tribut\u00e1ria, ao retalhar o Continente Europeu, retardava o ritmo de crescimento do com\u00e9rcio.\n\nImpunha-se, portanto, a extin\u00e7\u00e3o do fracionamento feudal. Nesse ponto residia o n\u00facleo da maior fonte de tens\u00f5es sociais e pol\u00edticas no final da Idade M\u00e9dia.\n\nO desenvolvimento das novas formas econ\u00f4micas de produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio passou a depender da supera\u00e7\u00e3o das profundas e persistentes crises que marcaram o desaparecimento do sistema feudal.\n\nUm novo regime pol\u00edtico, que permitisse a solu\u00e7\u00e3o daqueles problemas sociais, se fazia necess\u00e1rio, sob o risco da dissolu\u00e7\u00e3o das novas conquistas econ\u00f4micas.\n\nOs Estados Nacionais e as Monarquias Absolutistas foram a resposta \u00e0quela exig\u00eancia.\n\nAs monarquias absolutistas foram instrumento pol\u00edtico empregado na supera\u00e7\u00e3o das crises determinadas pela desintegra\u00e7\u00e3o do feudalismo. Efetivamente, a unifica\u00e7\u00e3o territorial e a centraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos Estados Nacionais europeus, rompendo o isolacionismo dos feudos, possibilitaram o disciplinamento das tens\u00f5es resultantes da expans\u00e3o do setor mercantil.\n\nA primeira fun\u00e7\u00e3o da monarquia absolutista foi a manuten\u00e7\u00e3o da ordem social interna dos Estados Nacionais, mediante a sujei\u00e7\u00e3o de todas as for\u00e7as sociais\u00a0 do plebeu ao nobre ao poder real.\n\n<strong>Em breve, o Estado Nacional centralizado desempenharia um segundo papel:\u00a0<\/strong>o de estimular a expans\u00e3o das atividades comerciais.\n\n<strong>No fim da Idade M\u00e9dia, o com\u00e9rcio europeu chegara a um impasse:<\/strong>\u00a0a economia do Velho Mundo, al\u00e9m de abalada pelas tens\u00f5es sociais provenientes da crise do feudalismo, sofria uma severa depress\u00e3o monet\u00e1ria. A Europa, possuidora de pequenas reservas de ouro, contava basicamente com linhas externas de abastecimento do precioso min\u00e9rio.\n\nTal situa\u00e7\u00e3o provocou uma enorme competi\u00e7\u00e3o entre os principais centros de com\u00e9rcio, todos eles interessados no dom\u00ednio exclusivo das grandes rotas mercantis.\n\n<strong>Os mercadores italianos de G\u00eanova e Veneza controlavam o setor comercial mais importante da \u00e9poca (s\u00e9culo XV)<\/strong>: o de produtos orientais. Os demais n\u00facleos mercantis ? ingleses, holandeses, franceses e ib\u00e9ricos tiveram, portanto, de buscar novas e melhores rotas.\n\n<strong>Entretanto, a abertura de novas frentes de com\u00e9rcio dependia de uma a\u00e7\u00e3o ousada:\u00a0<\/strong>a penetra\u00e7\u00e3o no oceano desconhecido. Esse empreendimento, a par de envolver uma grande margem de risco, requeria uma quantidade de meios financeiros superior \u00e0s possibilidades das empresas mercantis medievais. Na realidade, t\u00e3o grande mobiliza\u00e7\u00e3o de capital e rentabilidade a longo prazo da aventura mar\u00edtima tornaram-na invi\u00e1vel para as prec\u00e1rias estruturas empresariais ent\u00e3o existentes. Somente uma forma organizacional mais sofisticada, como a do Estado Nacional, poderia levantar os recursos, humanos e materiais, necess\u00e1rios \u00e0 tarefa de desbravar os oceanos.\n\n<strong>H\u00e1 uma \u00edntima conex\u00e3o entre esses dois processos quase simult\u00e2neos:<\/strong>\u00a0a forma\u00e7\u00e3o dos Estados Nacionais europeus e a expans\u00e3o ultramarina. Na realidade, Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra e Fran\u00e7a s\u00f3 puderam lan\u00e7ar-se \u00e0 corrida colonial \u00e0 medida que se estruturaram internamente como Estados Modernos, isto \u00e9, centralizados e unit\u00e1rios.\n\nAs conquistas ultramarinas e o consequente desenvolvimento da economia europeia, propiciaram, a um grande n\u00famero de pensadores europeus, a elabora\u00e7\u00e3o de um projeto te\u00f3rico que serviria de guia para o estabelecimento de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica que era favor\u00e1vel ao fortalecimento dos Estados Nacionais e ao enriquecimento de suas camadas mercantis.\n\nEsse conjunto de doutrinas e normas, que caracterizaram a hist\u00f3ria e a pol\u00edtica econ\u00f4mica dos Estados europeus, ficou conhecido pela denomina\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de Mercantilismo.\n\n<strong>O Mercantilismo teve um objetivo preliminar estritamente pr\u00e1tico e imediato<\/strong>: estabelecer as diretrizes econ\u00f4micas do Estado Nacional centralizado.\n\nPor essa raz\u00e3o, n\u00e3o partiu de uma conceitua\u00e7\u00e3o cient\u00edfica pura ou de uma contempla\u00e7\u00e3o desinteressada da vida econ\u00f4mica.\n\n<strong>Ao contr\u00e1rio da maioria das correntes da Economia Pol\u00edtica, percorreu o caminho inverso<\/strong>: as diretrizes mercantilistas nasceram da interven\u00e7\u00e3o concreta na realidade econ\u00f4mica, assumindo a forma inicial de uma s\u00e9rie de receitas para superar os obst\u00e1culos que dificultavam a expans\u00e3o da economia de mercado e a prosperidade das na\u00e7\u00f5es. Mais tarde, plenamente amadurecido, o Mercantilismo firmou-se como uma teoria sistem\u00e1tica de explica\u00e7\u00e3o da realidade econ\u00f4mica.\n\nIsto, entretanto, resultou da necessidade, experimentada pelos defensores das medidas mercantilistas, de justificar, no plano te\u00f3rico, a exatid\u00e3o de suas normas e recomenda\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.\n\nApesar das varia\u00e7\u00f5es de Estado para Estado e de \u00e9poca para \u00e9poca, houve uma s\u00e9rie de princ\u00edpios comuns que orientaram a pol\u00edtica mercantilista. O metalismo incentivava o ac\u00famulo de ouro e prata, com o objetivo de facilitar a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias.\n\nEra fundamental para os pa\u00edses arranjar novos mercados consumidores para poderem comprar a baixos custos e vender os produtos a pre\u00e7os mais altos. Assim, uma balan\u00e7a de com\u00e9rcio favor\u00e1vel era indispens\u00e1vel \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica mercantilista. Para conseguir isso, restringia-se a importa\u00e7\u00e3o de manufaturas, atrav\u00e9s do protecionismo.\n\nAs col\u00f4nias complementavam a economia da metr\u00f3pole, consumindo as manufaturas e fornecendo mat\u00e9rias-primas e metais preciosos.\n\nA \u00fanica maneira de realizar grandes empreendimentos era a forma\u00e7\u00e3o de monop\u00f3lios, onde os capitais eram unidos para monopolizar um ramo da produ\u00e7\u00e3o manufatureira. O monop\u00f3lio pertencia ao Estado absolutista, e era transferido aos burgueses em troca de pagamento. No intervencionismo estatal o Estado intervinha na economia de acordo com os seus interesses, visando o fortalecimento do poder nacional.\n\nNos pa\u00edses europeus o mercantilismo foi adaptado de acordo com os recursos naturais dispon\u00edveis em cada um.\n\nNo mercantilismo espanhol, no s\u00e9culo XVI n\u00e3o foram muito desenvolvidos o com\u00e9rcio e a manufatura, j\u00e1 que \u00e0 Espanha o ouro e a prata bastavam.\n\nAt\u00e9 mesmo suas col\u00f4nias eram abastecidas por manufaturas estrangeiras. O r\u00e1pido esgotamento dos min\u00e9rios gerou a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda, e consequentemente, uma grande infla\u00e7\u00e3o, que prejudicou a classe mais pobre (assalariada) mas beneficiou a burguesia de toda a Europa.\n\nO\u00a0<strong>mercantilismo ingl\u00eas<\/strong>\u00a0era fundamentalmente industrial e agr\u00edcola. A pol\u00edtica econ\u00f4mica inglesa era sempre bem planejada. O governo incentivava a produ\u00e7\u00e3o manufatureira, protegendo-a da concorr\u00eancia estrangeira por meio de uma r\u00edgida pol\u00edtica alfandeg\u00e1ria. Houve a forma\u00e7\u00e3o de uma burguesia industrial, que empregava o trabalho assalariado e era dona dos meios de produ\u00e7\u00e3o (m\u00e1quinas, galp\u00f5es, equipamentos).\n\nO absolutismo atingiu sua maior for\u00e7a na Fran\u00e7a, onde o Estado intervinha na economia de forma autorit\u00e1ria. O desenvolvimento da marinha, das companhias de com\u00e9rcio e das manufaturas mantinham a balan\u00e7a comercial favor\u00e1vel. O mercantilismo franc\u00eas atingiu seu \u00e1pice com o rei Lu\u00eds XIV. Era um pa\u00eds essencialmente agr\u00edcola, com o pre\u00e7o de seus produtos mantidos baixos para que os trabalhadores pudessem se alimentar e n\u00e3o reclamar dos baixos sal\u00e1rios, o que era favor\u00e1vel para os manufatureiros.\n\nMesmo com o incentivo e interven\u00e7\u00e3o estatais, a Fran\u00e7a enfrentava uma forte concorr\u00eancia com a Inglaterra e a Holanda.\n\nO exemplar mercantilismo holand\u00eas atraiu muitos estrangeiros, que abandonavam seus pa\u00edses devido \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es e com seus capitais favoreceram o crescimento da Holanda, modelo de pa\u00eds capitalista no come\u00e7o do s\u00e9culo XVII. Era dominada pelas grandes companhias comerciais, tendo o poder central muito fraco, e desenvolvendo as manufaturas e o com\u00e9rcio interno e externo.\n\nAl\u00e9m disso, o intervencionismo estatal n\u00e3o existia neste pa\u00eds.\n\n<strong>Foram organizadas nesse pa\u00eds duas grandes companhias monopolistas holandesas, com o objetivo de colonizar e explorar as possess\u00f5es espanholas na \u00c1sia e luso-espanholas na Am\u00e9rica<\/strong>: a Companhia das \u00cdndias Orientais (\u00c1sia) e a Companhia das \u00cdndias Ocidentais (Am\u00e9rica). Atrav\u00e9s do desenvolvimento das manufaturas e do poderio dessas companhias, durante o s\u00e9culo XVII a Holanda conseguiu acumular um grande capital.\n\nO principal objetivo do mercantilismo era o desenvolvimento nacional a qualquer pre\u00e7o. Ao adotar uma pol\u00edtica econ\u00f4mica orientada pelo Mercantilismo, o Estado Moderno buscou propiciar todas as condi\u00e7\u00f5es de lucratividade para que as empresas privadas exportassem o maior n\u00famero poss\u00edvel de excedentes.\n\nAssim, o aparelho estatal absolutista incentivava o processo de acumula\u00e7\u00e3o de capital por parte de sua burguesia mercantil. Com essa finalidade, todos os est\u00edmulos passaram a ser leg\u00edtimos, at\u00e9 mesmo aqueles que, eventualmente, viessem a prejudicar o bem-estar social.\n\nPor isso, o Mercantilismo pregava uma pol\u00edtica de sal\u00e1rios baixos, al\u00e9m de crescimento demogr\u00e1fico descontrolado, como meio de amplia\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho interna. Dessa forma, o Estado Moderno garantia o barateamento dos custos da produ\u00e7\u00e3o nacional, visando \u00e0 conquista dos mercados estrangeiros.\n\nParalelamente \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dispensada ao processo de acumula\u00e7\u00e3o de capital da burguesia mercantil, o Estado Nacional, a t\u00edtulo de retribui\u00e7\u00e3o, fortalecia-se pela aplica\u00e7\u00e3o de uma r\u00edgida pol\u00edtica tribut\u00e1ria.\n\n<strong>Dessa forma, percebe-se ent\u00e3o, que Estados Absolutistas e Capitalistas Comerciais s\u00e3o dois p\u00f3los interagentes de uma mesma realidade<\/strong>: a supera\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o feudal e o surgimento do capitalismo moderno. Em resumo, foi o desenvolvimento do Estado Nacional absolutista que garantiu a ascens\u00e3o da burguesia mercantil.\n\nEntretanto, a implanta\u00e7\u00e3o do Estado Absolutista, por si s\u00f3, n\u00e3o assegurava a expans\u00e3o do ritmo das atividades da burguesia comercial.\n\nNa realidade, a camada mercantil ainda deparava-se com in\u00fameros entraves de ordem econ\u00f4mica. Esses obst\u00e1culos ? tais como a depress\u00e3o monet\u00e1ria, a car\u00eancia de mat\u00e9rias-primas em solo europeu e a relativa pobreza dos mercados continentais geraram a necessidade de apoios externos para manter o processo de acumula\u00e7\u00e3o de capital. Nesse sentido, atuaram como poderosas alavancas a expans\u00e3o ultramarina e as economias coloniais.\n\nO\u00a0<strong>mercantilismo\u00a0<\/strong>n\u00e3o foi um sistema econ\u00f4mico e, portanto, n\u00e3o pode ser considerado um modo de produ\u00e7\u00e3o, terminologia que se aplica ao feudalismo.\n\nO\u00a0<strong>mercantilismo<\/strong>\u00a0\u00e9 a l\u00f3gica econ\u00f4mica da transi\u00e7\u00e3o do feudalismo para o capitalismo.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.conhecimentogerais.com.br\/www.wisegeek.com\/www.saberhistoria.hpg.ig.com.br\/www.hystoria.hpg.ig.com.br\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mercantilismo, Pol\u00edtica, Econ\u00f4mica, Objetivo, Hist\u00f3ria, Absolutistas, Com\u00e9rcio, Medidas, Estados, Produ\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edstica, Teoria, Mercantilismo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17072,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-17067","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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