{"id":16899,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/imperio-gupta\/"},"modified":"2026-08-31T23:40:54","modified_gmt":"2026-08-31T23:40:54","slug":"imperio-gupta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/imperio-gupta\/","title":{"rendered":"Imp\u00e9rio Gupta"},"content":{"rendered":"\n<strong>Imp\u00e9rio Gupta &#8211; Per\u00edodo<\/strong>\n\n<strong>No Imp\u00e9rio Gupta (entre 320 e 480 d.C.), quando grande parte do norte da \u00cdndia esteve subjugada a um \u00fanico poder, o hindu\u00edsmo cl\u00e1ssico encontrou sua m\u00e1xima express\u00e3o:<\/strong>\u00a0codificaram-se as leis sagradas, iniciou-se a constru\u00e7\u00e3o dos grandes templos e preservaram-se os mitos e rituais nos Puranas.\n\nDurante o per\u00edodo seguinte ao da\u00a0<strong>Dinastia Gupta<\/strong>, surgiu um hindu\u00edsmo menos r\u00edgido e mais ecl\u00e9tico, formado por seitas dissidentes.\n\nMuitas das seitas surgidas entre 800 e 1800 s\u00e3o movimentos que ainda perduram na \u00cdndia.\n\nO reinado da\u00a0<strong>Dinastia Gupta<\/strong>\u00a0era conhecido como Idade de Ouro da \u00cdndia.\n\n<strong>Imp\u00e9rio Gupta &#8211; Fim<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Imp\u00e9rio Gupta<\/strong>\u00a0terminou no final do s\u00e9culo V, embora a fam\u00edlia continuasse a governar por muitos s\u00e9culos com autoridade reduzida. Seu fim foi determinado pela invas\u00e3o dos hunos brancos ou neftalitas, que conquistaram a maior parte do pa\u00eds. A dissolu\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio Gupta, considerado o per\u00edodo da \u00cdndia cl\u00e1ssica, conduziu \u00e0 idade m\u00e9dia indiana, na qual o pa\u00eds dividiu-se em centenas de estados independentes.\n\nEssa \u00e9poca, que se prolongou at\u00e9 o s\u00e9culo XIII, caracterizou-se pelo triunfo dos guerreiros e o decl\u00ednio dos comerciantes e pela persegui\u00e7\u00e3o aos fi\u00e9is do jainismo e do\u00a0<strong>budismo.<\/strong>\n\nOs br\u00e2manes recuperaram sua antiga autoridade religiosa e impuseram o hindu\u00edsmo sincr\u00e9tico que se formara com o tempo a partir de elementos v\u00e9dicos e p\u00f3s-v\u00e9dicos, n\u00e3o arianos e por uma multiplicidade de cultos, pr\u00e1ticas particulares e preceitos de pureza, n\u00e3o-viol\u00eancia e vegetarianismo, tomados do jainismo e do budismo.\n\n<strong>O hindu\u00edsmo culminou na coexist\u00eancia de tr\u00eas deuses m\u00e1ximos:<\/strong>\u00a0Brahma, o criador do mundo, Vishnu, o conservador, e Shiva, o destruidor. Mais do que uma religi\u00e3o, o hindu\u00edsmo \u00e9 uma ordem social e, sobretudo, o fundamento da civiliza\u00e7\u00e3o indiana, a tal ponto que conserva sua vitalidade na \u00cdndia contempor\u00e2nea.\n\nO islamismo entrou no pa\u00eds a partir da conquista de Sind, no s\u00e9culo VI, e da funda\u00e7\u00e3o posterior de col\u00f4nias mercantis na costa de Malabar, mas n\u00e3o logrou o dom\u00ednio global do subcontinente.\n\n<strong>O Imp\u00e9rio Gupta e a \u00cdndia Cl\u00e1ssica<\/strong>\n\nAp\u00f3s invas\u00f5es estrangeiras, a hist\u00f3ria pol\u00edtica do pa\u00eds conheceu um per\u00edodo de relativa obscuridade, situa\u00e7\u00e3o que permaneceu at\u00e9 a ascens\u00e3o de Chandragupta, fundador da Dinastia Gupta, em 320.\n\nSeu filho e sucessor Samudragupta (c. 340-380), que realizou conquistas no Norte e no Sul, foi grande protetor das artes e da Literatura.\n\nO Imp\u00e9rio Gupta alcan\u00e7ou seu apogeu sob Chandragupta II Vikramaditya, filho de Samudragupta, que expandiu mais ainda o imp\u00e9rio com a conquista do Reino Saka, de Ujjaim, e outros territ\u00f3rios.\n\nAp\u00f3s os reinados de Kumaragupta I e Skandagupta, o per\u00edodo imperial dos guptas terminou, embora a fam\u00edlia tivesse continuado a governar com autoridade reduzida durante s\u00e9culos.\n\nO imp\u00e9rio dividiu-se e surgiram novas dinastias.\n\n<strong>In\u00edcio do imp\u00e9rio Gupta na \u00cdndia<\/strong>\n\nAntigos vassalos dos kushanas, os guptas passaram a dominar o vale do Ganges por volta de 320, por meio de conquista e alian\u00e7a por casamentos.\n\nO per\u00edodo gupta foi marcado por toler\u00e2ncia religiosa e pouca viol\u00eancia.\n\nFoi a \u00e9poca de ouro da civiliza\u00e7\u00e3o \u00edndia, com avan\u00e7os not\u00e1veis na medicina e grande desenvolvimento cultural.\n\nOs\u00a0<strong>guptas<\/strong>\u00a0foram uma dinastia nativa da \u00cdndia que se op\u00f4s aos invasores de noroeste. Nos s\u00e9culos IV e V, a dinastia gupta unificou a \u00cdndia setentrional.\n\nNaquele per\u00edodo, conhecido como a Idade do Ouro indiana, a cultura, a pol\u00edtica e a administra\u00e7\u00e3o hindus atingiram patamares sem precedentes. Com o colapso do imp\u00e9rio no s\u00e9culo VI, a \u00cdndia voltou a ser governada por diversos reinos regionais. Suas origens s\u00e3o, em grande medida, desconhecidas. O viajante chin\u00eas I-tsing fornece a mais antiga prova da exist\u00eancia de um reino gupta em Magadha.\n\nAcredita-se que os puranas v\u00e9dicos foram redigidos naquela \u00e9poca; deve-se ao Imp\u00e9rio Gupta, tamb\u00e9m, a inven\u00e7\u00e3o dos conceitos de zero e infinito e os s\u00edmbolos para o que viria a ser conhecido como os algarismos ar\u00e1bicos (1-9). O imp\u00e9rio chegou ao fim com o ataque dos hunos brancos provenientes da \u00c1sia Central.\n\nUma linhagem menor do cl\u00e3 gupta, que continuou a reinar em Magadha ap\u00f3s a desintegra\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio, foi finalmente destronada pelo Harshavardhana, que reunificou o norte do subcontinente na primeira metade do s\u00e9culo VII.\n\n<strong>Invas\u00e3o dos hunos brancos<\/strong>\n\nOs hunos brancos aparentemente integravam o grupo heftalita que se estabeleceu no territ\u00f3rio correspondente ao Afeganist\u00e3o na primeira metade do s\u00e9culo V, com capital em Bamiyan.\n\nForam os respons\u00e1veis pela queda do Imp\u00e9rio Gupta, encerrando o que os historiadores consideram uma Idade do Ouro da \u00cdndia setentrional. Entretanto, grande parte do Dec\u00e3o e a \u00cdndia meridional mantiveram-se ao largo dos sobresaltos ocorridos ao norte. O imperador gupta Skandagupta repeliu uma invas\u00e3o huna em 455, mas os hunos brancos continuaram a pressionar a fronteira noroeste (atual Paquist\u00e3o) e terminaram por penetrar o norte da \u00cdndia no final do s\u00e9culo V, de maneira a acelerar a desintegra\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Gupta.\n\nAp\u00f3s o s\u00e9culo VI, h\u00e1 poucos registros na \u00cdndia acerca dos hunos.\n\n<strong>Seu destino \u00e9 incerto:\u00a0<\/strong>alguns estudiosos pensam que os invasores foram assimilados pela popula\u00e7\u00e3o local; outros sugeriram que os hunos seriam os ancestrais dos rajaputros.\n\n<strong>Reinos m\u00e9dios primitivos \u2013 a Idade de Ouro<\/strong>\n\nOs chamados reinos m\u00e9dios da \u00cdndia foram entidades pol\u00edticas existentes no per\u00edodo hist\u00f3rico entre o decl\u00ednio do Imp\u00e9rio Maurya, no s\u00e9culo II a.C. \u2013 e a correspondente ascens\u00e3o dos andaras (ou satavahanas) -, at\u00e9 a queda do Imp\u00e9rio Vijaynagar, no s\u00e9culo XIII, com a correlata invas\u00e3o mu\u00e7ulmana da \u00cdndia. Pode ser dividido em dois per\u00edodos, o primitivo e o tardio, separados pela queda do Imp\u00e9rio Gupta (s\u00e9culo VII).\n\nA dinastia gupta costuma ser apontada como a Idade de Ouro da cultura indiana.\n\nO per\u00edodo dos reinos m\u00e9dios foi caracterizado por ondas de invas\u00f5es provenientes da P\u00e9rsia e da \u00c1sia Central, come\u00e7ou com a expans\u00e3o do budismo a partir da \u00cdndia e terminou com a conquista isl\u00e2mica do subcontinente indiano.\n\n<strong>Invas\u00f5es de noroeste<\/strong>\n\nNa esteira da desintegra\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio Maurya,<\/strong>\u00a0durante o s\u00e9culo II a.C., o sul da \u00c1sia tornou-se uma colcha de retalhos de pot\u00eancias regionais com fronteiras sobrepostas.\n\nO Vale do Indo e as plan\u00edcies gang\u00e9ticas atra\u00edram uma s\u00e9rie de invas\u00f5es entre 200 a.C. e 300 d.C. Tanto os andaras quanto, posteriormente, o Imp\u00e9rio Gupta, tentaram conter as invas\u00f5es sucessivas, terminando, ambos, por entrar em colapso devido \u00e0s press\u00f5es exercidas por tais guerras.\n\nO budismo floresceu tanto sob o governo dos invasores, que adotaram aquela religi\u00e3o, quanto sob os andaras e os guptas, passando a representar uma ponte cultural entre as duas culturas que levou os invasores a tornarse \u201cindianizados\u201d.\n\nO per\u00edodo foi marcado por feitos intelectuais e art\u00edsticos inspirados pela difus\u00e3o e pelo sincretismo culturais ocorridos em novos reinos localizados na Rota da Seda.\n\n<strong>Dinastia Gupta<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>dinastia Gupta<\/strong>\u00a0foi fundada em 320 por Chandragupta I, no Norte da \u00cdndia, no Biar. Originalmente, Chandragupta I, era um chefe sem grande import\u00e2ncia, mas, por casamento e conquista, estendeu o seu territ\u00f3rio assumindo o t\u00edtulo de Rei e adoptando o seu nome que fora usado pelo fundador do Imp\u00e9rio Mauria, seiscentos anos antes. Os seus sucessores, acrescentaram todos a termina\u00e7\u00e3o gupta (protegido), aos seus nomes.\n\nNa sucess\u00e3o, Chandragupta I, foi seguido pelo seu filho, Samudragupta, cujo reinado durou 45 anos at\u00e9 375. Este lan\u00e7ou-se numa pol\u00edtica de conquista, aumentando grandemente o seu imp\u00e9rio, que incluiu a maior parte de Bengala. Chandragupta II, seu filho, aumentou ainda mais o imp\u00e9rio, at\u00e9 este abranger a maior parte do Norte da \u00cdndia, conservando esta dinastia estas terras at\u00e9 ao fim dos anos 400, aquando da invas\u00e3o dos Hunos brancos.\n\nCom esta dinastia, a vida foi livre de restri\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e as multas constitu\u00edam o castigo para a maioria das ofensas. A maior parte da popula\u00e7\u00e3o era vegetariana. Foi um per\u00edodo de grande arte e bela literatura, e entre os escritores conta-se Kalidasa, considerado o melhor poeta da \u00cdndia. Ergueram-se tamb\u00e9m nesta \u00e9poca, muitas e belas cidades.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Gupta\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi27.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Gupta\" width=\"355\" height=\"326\" \/>\nBuda<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>dinastia gupta<\/strong>\u00a0marca a idade de ouro da arte hindu.\n\nA prosperidade, a pureza dos costumes, a liberdade, a clem\u00eancia na justi\u00e7a, encontram-se unidas a um esp\u00edrito de curiosidade universal favorecido pelo desenvolvimento de uma sociedade profunda influenciada pelo budismo.\n\nA imagem de Buda da \u00e9poca guta ? escola de S\u00e2rn\u00e2th ? reflete este estado de alma.\n\nO drapeado, totalmente transparente, permite ao artista idealizar as formas humanas de Buda. O rosto esbo\u00e7a apenas um sorriso, enquanto os bra\u00e7os, suavemente flectidos, parecem sustentar as m\u00e3os de dedos \u00e1geis como um ramo de estranhas flores. Uma impress\u00e3o de extrema serenidade, de profunda paz interior, emana desta figura, uma das obras-primas mais significativas de toda a arte da \u00cdndia.\n\n<strong>Imp\u00e9rio Gupta &#8211; Origem<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>dinastia Gupta<\/strong>\u00a0foi fundada em 320 por Chandragupta I, no Norte da \u00cdndia, no Biar.\n\nOriginalmente, Chandragupta I, era um chefe sem grande import\u00e2ncia, mas, por casamento e conquista, estendeu o seu territ\u00f3rio assumindo o t\u00edtulo de Rei e adoptando o seu nome que fora usado pelo fundador do Imp\u00e9rio Mauria, seiscentos anos antes. Os seus sucessores, acrescentaram todos a termina\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>&#8220;gupta&#8221;\u00a0<\/strong>(protegido), aos seus nomes.\n\nNa sucess\u00e3o, Chandragupta I, foi seguido pelo seu filho, Samudragupta, cujo reinado durou 45 anos at\u00e9 375. Este lan\u00e7ou-se numa pol\u00edtica de conquista, aumentando grandemente o seu imp\u00e9rio, que incluiu a maior parte de Bengala. Chandragupta II, seu filho, aumentou ainda mais o imp\u00e9rio, at\u00e9 este abranger a maior parte do Norte da \u00cdndia, conservando esta dinastia estas terras at\u00e9 ao fim dos anos 400, aquando da invas\u00e3o dos Hunos brancos.\n\nCom esta dinastia, a vida foi livre de restri\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e as multas constitu\u00edam o castigo para a maioria das ofensas. A maior parte da popula\u00e7\u00e3o era vegetariana. Foi um per\u00edodo de grande arte e bela literatura, e entre os escritores conta-se Kalidasa, considerado o melhor poeta da \u00cdndia.\n\nErgueram-se tamb\u00e9m nesta \u00e9poca, muitas e belas cidades.\n\n<strong>Imp\u00e9rio Gupta &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Gupta\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi28.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Gupta\" width=\"193\" height=\"334\" \/>\nDorso de Bodhisattva, estilo Gupta s\u00e9c. V em arenito rosado, alt.87 cm. Museu Vict\u00f3ria e Alberto, Londres<\/strong><\/p>\nEntre as civiliza\u00e7\u00f5es do Extremo-Oriente, a \u00cdndia foi a mais aberta \u00e0s influ\u00eancias ocidentais. Os primeiros invasores foram os arianos, em 11.500 a.C., procedentes do planalto iraniano, que penetraram no pa\u00eds pelo nordeste e se estabeleceram em Punjab.\n\nNeste tempo remoto a civiliza\u00e7\u00e3o local era influenciada pelas civiliza\u00e7\u00f5es sumeriana e elamita, sendo altamente desenvolvida. Os arianos destru\u00edram v\u00e1rias cidades do vale dos Indus, empurrando os habitantes naturais para o sul. Esta invas\u00e3o introduziu ali o idioma s\u00e2nscrito, a religi\u00e3o v\u00e9dica e outros elementos que contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o cultural.\n\nNo s\u00e9culo VI ocorreram novas invas\u00f5es, os arquem\u00eanidas, primeiro sob o comando de Ciro (559-529) e depois Dario (521-485). Durante dois s\u00e9culos a regi\u00e3o ficou sob o dom\u00ednio do Imp\u00e9rio Persa, que influenciou muito a arquitetura indiana, e que explica os temas tipicamente aquem\u00eanios que influ\u00edram no acervo art\u00edstico da escultura indiana. No ano de 326 a.C. Alexandre, o Grande, conquistou o vale, levando para o pa\u00eds uma poderosa influ\u00eancia grega.\n\nMas, n\u00e3o somente invasores passavam pelas fronteiras do nordeste e noroeste, mas tamb\u00e9m os comerciantes, que estabeleceram uma rota regular. O interc\u00e2mbio comercial aumentou bastante com o in\u00edcio da era crist\u00e3.\n\nJ\u00e1 no s\u00e9culo I a.C. haviam estabelecido um tr\u00e1fego mar\u00edtimo regular entre a \u00cdndia e o Egito. A comercializa\u00e7\u00e3o se estendeu at\u00e9 o Ceil\u00e3o e depois a Birm\u00e2nia, Indochina, pen\u00ednsula da Malaia, atingindo Born\u00e9o.\n\nAs obras de arte eram extremamente valorizadas nas transa\u00e7\u00f5es. No ano 80 a.C. os Sakas tomaram o dom\u00ednio dos s\u00e1trapas gregos nas prov\u00edncias do noroeste e nos s\u00e9culos I e II da Era Crist\u00e3, os Kushans ergueram um grande imp\u00e9rio que ia desde Oxus at\u00e9 a o Vale do Ganges, abrangendo os territ\u00f3rios helenizados e arianos.\n\nEste dom\u00ednio caiu sob os ataques do Ir\u00e3 sass\u00e2nico que bloqueou as rotas entre a \u00c1sia Oriental e o mundo Mediterr\u00e2neo, isolando a \u00cdndia do Ocidente.\n\nFinalmente no s\u00e9culo V a \u00cdndia foi unificada sob a dinastia dos Gupta.\n\nSomente mais tarde, no ano 1000, o territ\u00f3rio indiano voltaria a ser atacado, desta vez por mul\u00e7umanos.\n\n<strong>Dinastia Maurya<\/strong>\n\nUm jovem general chamado Chandragupta, conhecido pelos gregos pelo nome de Sandrakottos, foi o fundador da dinastia Maurya. Entre os anos 313 e 312 a.C. ele subiu ao trono de Magadha, derrubando a dinastia de Nanda, criando o primeiro imp\u00e9rio panindiano, que ia do Rio Indu at\u00e9 o Ganges. O s\u00e1trapa Seleucus, conquistador da Babil\u00f4nia, fundador do reinado e dinastia dos seleucidas, ao chegar no Punjab, estabeleceu uma alian\u00e7a com Chandragupta e lhe concedeu a m\u00e3o de uma princesa grega em casamento.\n\nFoi quando a \u00cdndia come\u00e7ou a se destacar, emergindo como uma das grandes pot\u00eancias mundiais.\n\nBindusara, o filho de Chandragupta, que lhe sucedeu no poder, conquistou a \u00cdndia Central e grande parte do Deccan. A capital do imp\u00e9rio, Pataliputra, situada na conflu\u00eancia do Ganges com o rio Son, tinha uma extens\u00e3o de 15 quil\u00f4metros de comprimento e tr\u00eas de largura e os edif\u00edcios p\u00fablicos, o pal\u00e1cio (inspirado no de Dario em Pers\u00e9polis) e as grandes muralhas da cidade eram constru\u00eddas, na sua maioria, com madeira, pois o pa\u00eds possu\u00eda imensas florestas e na \u00e9poca tinha car\u00eancia de pedreiras explor\u00e1veis.\n\nMas foi o filho de Bindusara, o Imperador Asoka (264-227 a.C.) que a dinastia Maurya atingiu seu apogeu. Depois da sangrenta conquista de Kalinga (regi\u00e3o que se estendia do delta do Godavari at\u00e9 o de Mahanadi), o soberano passou por uma crise espiritual e se converteu ao budismo. Esta convers\u00e3o provocou importantes mudan\u00e7as na \u00cdndia, influindo fortemente na cultura.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Gupta\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi29.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Gupta\" width=\"258\" height=\"332\" \/>\nAfresco decorativo (detalhe) da parede esquerda da entrada da Gruta I em Ajanta, s\u00e9cs. V e VI &#8211; conta a Hist\u00f3ria do pr\u00edncipe Mahajanaka<\/strong><\/p>\nO fato \u00e9 que as primeiras obras de arte de arte hindu s\u00e3o por completo impregnadas do fervor budista. Os santu\u00e1rios principais, esp\u00e9cies de mausol\u00e9us-relic\u00e1rios, denominavamse \u201cstupas\u201d.\n\nEles se elevavam acima do ch\u00e3o como montes de terra de formato hemisf\u00e9rico, tinham um aspecto desgracioso e ao redor uma muralha onde existiam portas originalmente de madeira.\n\nExistem ainda templos escavados na rocha, com planta basilical, cujo altar devia ter sido substitu\u00eddo por um \u201cstupa\u201d em miniatura.\n\nA fachada desses templos \u00e9 carregada de ornatos, possuindo aberturas com pequenos arcos que continuam no interior formando uma falsa ab\u00f3bada com arcos torais que parece sustentada por colunas cujos capit\u00e9is s\u00e3o ornados de figuras de animais, como os capit\u00e9is persas. Existem tamb\u00e9m mosteiros subterr\u00e2neos com sala central quadrangular. Essas cavernas artificiais, constru\u00eddas como santu\u00e1rios e moradias para monges, eram escavadas principalmente nas colinas de Barabar.\n\nFoi no per\u00edodo de Asoka que a escultura indiana atingiu uma condi\u00e7\u00e3o de autenticidade art\u00edstica, empregando mat\u00e9ria prima de durabilidade. A escultura \u00e9 muito superior \u00e0 arquitetura. Ela \u00e9 narrativa, carregada e frequentemente voluptuosa. Os artistas da \u00e9poca contavam belas hist\u00f3rias, inclusive a de Buda, enriquecendo a superf\u00edcie trabalhada com motivos ornamentais caprichosos e uma r\u00edgida ordena\u00e7\u00e3o.\n\nDe pedreiras descobertas em Benaras, obtiveram material para a confec\u00e7\u00e3o de colunas comemorativas que atingiam at\u00e9 12 metros de altura e que eram espalhadas por todo o imp\u00e9rio.\n\nOs fustes dessas colunas eram encimados por capit\u00e9is em forma de sino, tendo no topo um ou diversos animais, a cabe\u00e7a de um touro, le\u00f5es, etc.\n\nDestaque para o capitel de um monumento de Sarnath onde se encontram, justapostos sem se misturarem, os le\u00f5es persas hier\u00e1ticos e os elefantes ind\u00edgenas. Em uma porta de uma \u201cstupa\u201d de Santchi encontram-se suspensas fadas de gra\u00e7a um pouco pesadas, mas insinuante. Os hindus est\u00e3o entre os amantes mais requintados do corpo da mulher, as esculturas apresentando linhas harmoniosas, maleabilidade e voluptuosidade. \u00c9 constante a parte superior do corpo se apresentar bastante delgada.\n\nOs artistas desse per\u00edodo aprenderam muito com os mestres iranianos e gregos, mas mantiveram sempre o esp\u00edrito indiano. Eles deixaram tamb\u00e9m muitas estatuetas em terracota.\n\nNas constru\u00e7\u00f5es ao ar livre era comum o uso de madeira e tijolos. Os fragmentos do pal\u00e1cio de Asoka em Pataliputra atestam um progresso t\u00e9cnico not\u00e1vel. As plataformas de teca, por exemplo, mediam nove metros de comprimento, sendo compostas de vigas emparelhadas com extrema precis\u00e3o. As paredes externas do templo de Beirat, do s\u00e9culo III a.C. revelam que os tijolos daquela \u00e9poca tinham grandes dimens\u00f5es, cerca de 47,5 por 30 cent\u00edmetros e uma espessura de apenas 5 cent\u00edmetros.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Gupta\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi30.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Gupta\" width=\"273\" height=\"277\" \/>\nIncurs\u00e3o ao Ganges, s\u00e9c. VII &#8211; Rel\u00eavo de Mamallapuran. O rio, disfar\u00e7ado em homem-serpente, \u00e9 o centro da composi\u00e7\u00e3o; todos os outros elementos para \u00eale convergem<\/strong><\/p>\n<strong>Escolas Antigas<\/strong>\n\nO imp\u00e9rio da dinastia Maurya come\u00e7ou a decair depois da morte de Asoka. Reinos indogregos foram fundados em v\u00e1rias regi\u00f5es, entre eles Bactria, Gandhara e Kapisa.\n\nO centro do poder deixou de ser Pataliputra e foi para o oeste, para Malwa e Magadha em 176-64 a.C., sob o dom\u00ednio da dinastia dos Sungas. Foram eles que levaram os indo-gregos al\u00e9m do Vale dos Indus.\n\nA seguir, em 75-30 a.C., reinou a dinastia dos Kanvas.\n\nFoi um per\u00edodo conturbado, complexo em seus relacionamentos pol\u00edticos, com invas\u00f5es oriundas da \u00c1sia Central. Mesmo assim foi um per\u00edodo f\u00e9rtil para a arte da escultura.\n\nNesta \u00e9poca foram fundados os grandes estilos da arte indiana, a cria\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o gradual da iconografia budista. Ao mesmo tempo ocorreu a fus\u00e3o de influ\u00eancias estrangeiras com elementos tipicamente indianos.\n\nEmbora as obras deste per\u00edodo sejam exclusivamente budistas, s\u00e3o acima de tudo indianas.\n\nO budismo emprestou sua gra\u00e7a e am\u00e1vel brandura, mas as cria\u00e7\u00f5es continuaram sendo uma express\u00e3o fiel da vida e do temperamento do povo da \u00cdndia.\n\n<strong>Duas categorias da arquitetura indiana est\u00e3o representadas neste per\u00edodo:<\/strong>\u00a0a monol\u00edtica, talhada na rocha, e as constru\u00e7\u00f5es feitas livremente.\n\nEmbora os princ\u00edpios b\u00e1sicos da arquitetura talhada tenham sido lan\u00e7ados pelo bramanismo e jainismo, a verdade \u00e9 que o budismo foi respons\u00e1vel pelo seu desenvolvimento, acrescentando as caracter\u00edsticas de arte desconhecidas pelas outras religi\u00f5es.\n\nA t\u00e9cnica usada na escava\u00e7\u00e3o e entalhe n\u00e3o \u00e9 descrita na literatura da \u00e9poca. Os santu\u00e1rios tinham um pavimento t\u00e9rreo basilar, com uma nave central e duas semi-naves laterais com tetos baixos.\n\nEram ladeados Por pilares, fustes simples talhados na rocha, sem base nem capit\u00e9is. Acima de largo friso e acompanhando as pilastras, est\u00e1 a curva de uma ab\u00f3bada semi-cil\u00edndrica. Estes santu\u00e1rios s\u00e3o abertos, na dire\u00e7\u00e3o da fachada, numa esp\u00e9cie de vest\u00edbulo em forma de ferradura.\n\nAs constru\u00e7\u00f5es livres est\u00e3o representadas nas stupas feitas de pedra e tijolo e destinavamse a guardar rel\u00edquias sagradas.\n\nConsistiam de uma calota hemisf\u00e9rica pousada sobre uma base ou pedestal retangular e encimada por uma esp\u00e9cie de balc\u00e3o com bala\u00fastres.\n\nA stupa tamb\u00e9m \u00e9 circundada por bala\u00fastres com interrup\u00e7\u00f5es e grandes port\u00f5es. Os relevos narrativos que decoravam os bala\u00fastres tinham por finalidade instruir os visitantes sobre as virtudes do budismo.\n\nEstas ilustra\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas j\u00f3ias da arte indiana.\n\nO artista indiano come\u00e7a a mostrar seus dons como retratista de animais, uma caracter\u00edstica da hist\u00f3ria nacional de sua arte. Em obedi\u00eancia a uma lei iconogr\u00e1fica indefinida, o Buda individualmente nunca era retratado; sua presen\u00e7a era representada por s\u00edmbolos.\n\nAs est\u00e1tuas desse per\u00edodo eram talhadas num bloco de pedra, os detalhes do vestu\u00e1rio e ornamentos sendo cuidadosamente observados.\n\nAl\u00e9m da estatu\u00e1ria em grande escala havia estatuetas de pedra ou terracota que revelavam mais espontaneidade.\n\n<strong>Dinastia Kushans e os estilos de transi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nNo primeiro s\u00e9culo da era crist\u00e3 os n\u00f4mades Tokharianos, os Kushans provenientes da \u00c1sia Central, dominaram todo o Punjab, expandindo depois os seus dom\u00ednios at\u00e9 a plan\u00edcie do Ganges.\n\nConquistaram tamb\u00e9m as antigas possess\u00f5es dos Sunga e dos indo-gregos. O auge do poder coincidiu com o reinado de Kanishka, o terceiro da dinastia, que se converteu ao budismo, sendo o primeiro soberano a mandar cunhar a imagem de Buda em suas moedas.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Gupta\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi31.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Gupta\" width=\"201\" height=\"346\" \/>\nSiva Vinadhara, em bronze \u0096 s\u00e9c. XI. Alt. 69 cm \u0096 Museu Guimet \u0096 Paris. Representa\u00e7\u00e3o mostrando o deus como o \u0093mestre das artes\u0094, no caso m\u00fasico porque na tradi\u00e7\u00e3o indiana a m\u00fasica \u00e9 a inspira\u00e7\u00e3o de toda a cria\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\nKanishka adotou o t\u00edtulo imperial indiano de Maharaja (Grande Rei), o t\u00edtulo partiano de Rajatiraja (Rei dos Reis) e o chin\u00eas de Davaputra (Filho do C\u00e9u).\n\nA\u00a0<strong>arte budista<\/strong>\u00a0contempor\u00e2nea em seu reinado conservou o estilo primitivo, sem nenhuma influ\u00eancia externa. Sua grande obra foi a constru\u00e7\u00e3o do templo de Surkh Kotal, erigido no alto de uma colina e ao qual se tinha acesso atrav\u00e9s de tr\u00eas p\u00e1tios cont\u00edguos.\n\nNo sul da \u00cdndia o mais importante reino surgido nessa \u00e9poca foi o de Andhras, que ocupou o Dec\u00e3o, uma regi\u00e3o localizada entre os extremos sulinos do Godavari e do Kistna.\n\nRestos de uma magn\u00edfica civiliza\u00e7\u00e3o em Amaravati comprovam a exist\u00eancia de um Estado poderoso que conquistou os Satavahana que reinavam naquela regi\u00e3o, chegando a atingir Malwa e Maharastra.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Gupta\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi32.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Gupta\" width=\"360\" height=\"219\" \/>\nMosteiro Budista de Ratnagiri, s\u00e9c. IX, em Arissa<\/strong><\/p>\nA arte bram\u00e2nica apareceu no cen\u00e1rio cultural da \u00cdndia nessa \u00e9poca, muito embora suas caracter\u00edsticas fossem essencialmente budistas. O per\u00edodo que se seguiu (denominado de \u201ctransit\u00f3rio\u201d), foi muito produtivo, sendo criado novos temas iconogr\u00e1ficos com o desenvolvimento de uma nova caracter\u00edstica est\u00e9tica. A arte passou a refletir com mais exatid\u00e3o, n\u00e3o somente a complexidade pol\u00edtica da \u00e9poca, como tamb\u00e9m o triunfo do budismo. Cobrindo toda a \u00cdndia, o budismo atingiu a sua plenitude mas conservando o precioso car\u00e1ter narrativo.\n\nO aparecimento da imagem de Buda, pela primeira vez representado figurativamente, foi o aspecto mais importante desta arte.\n\n<strong>Tr\u00eas escolas art\u00edsticas se destacaram:<\/strong>\u00a0a das possess\u00f5es indo-gregas (atual Paquist\u00e3o e Afeganist\u00e3o), chamada de escola de Ghandhara; a de Amaravati, no territ\u00f3rio dos Andhras e a de Mathura, da plan\u00edcie do Ganges que correspondia ao territ\u00f3rio dos Kushans. O aparecimento da imagem de Buda se deu simultaneamente em Gandhara e Mathura, e em Amaravati, um tempo depois. Afora isso, o n\u00famero de temas usado na arte n\u00e3o sofreu grande altera\u00e7\u00e3o.\n\nNa escola greco-budista de Gandhara, a figura de Buda inicialmente apresenta as caracter\u00edsticas helen\u00edsticas habituais, mescladas com tra\u00e7os fision\u00f4micos orientais.\n\n<strong>O \u201cIluminado\u201d \u00e9 representado como um tipo apol\u00ednio e as marcas de sua natureza sagrada est\u00e3o representadas:<\/strong>\u00a0a urna, ou madeixa encaracolada est\u00e1 entre os olhos e nas m\u00e3os fica o chakra \u2013 c\u00edrculo sagrado que simboliza a evolu\u00e7\u00e3o da lei budista. Os cabelos s\u00e3o presos por um n\u00f3 no alto da cabe\u00e7a e a divindade traja o quimono mon\u00e1stico e o manto drapeado.\n\nA escola de Mathura tamb\u00e9m mostra um Buda apol\u00ednio, mais robusto, mas com a cabe\u00e7a redonda, uma express\u00e3o sorridente e, na cabe\u00e7a calva, um barrete esconde o ushnisha.\n\nO traje mon\u00e1stico sugere um material de mais qualidade com o ombro direito deixado descoberto. O Buda de Amaravati, igualmente ao de Mathura, \u00e9 profundamente indiano, o rosto alongado, a cabe\u00e7a coberta por pequenos an\u00e9is de cabelo e o manto mon\u00e1stico tamb\u00e9m deixa um ombro nu caindo em panejamento preso no ombro esquerdo. A m\u00e3o direita esbo\u00e7a o gesto de destemor (abhaya-mudra). Imagens do Buda no estilo Maravati foram encontradas em quase todas as regi\u00f5es da \u00c1sia.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Gupta\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi33.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Gupta\" width=\"371\" height=\"282\" \/>\nPastores e seus rebanhos- copia mughal de obra europ\u00e9ia mostrando os pastores com fisionomia indiana. Museu Guimet<\/strong><\/p>\n<strong>Transi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nApesar das varia\u00e7\u00f5es, os historiadores admitem que houve unidade na arte do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>As formas arquitet\u00f4nicas e as caracter\u00edsticas da escultura e pintura possuem elementos que s\u00e3o comuns a todas as tr\u00eas escolas j\u00e1 mencionadas no artigo anterior:<\/strong>\u00a0Gandhara, Mathura e Amaravati.\n\nAs diferen\u00e7as existiram em fun\u00e7\u00e3o dos costumes e h\u00e1bitos regionais.\n\nPor causa de sua liga\u00e7\u00e3o com o mundo helen\u00edstico, a escola de Gandhara se afastou da principal corrente de desenvolvimento est\u00e9tico indiano, o que se comprova pela quantidade de decora\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica eternizada pelo enfoque de figuras secund\u00e1rias que acompanhavam Buda. A sua variada escultura foi a que mais chegou perto da perfei\u00e7\u00e3o.\n\nA arte da escola Mathura refletiu a austeridade dos reis de Kushan, destacando-se, na escultura, a sensualidade das mulheres indianas apresentadas em pose ritual.\n\nPlacas de marfim gravadas ou entalhadas com requinte mostram o mesmo estilo, confirmando a fama dos art\u00edfices indianos elogiados na literatura antiga.\n\nA escola Amaravati teve um estilo requintado e din\u00e2mico, se sobressaindo bastante no relevo narrativo executado em pedra calc\u00e1ria semelhante ao m\u00e1rmore. As figuras apresentam poses muito elegantes, entre elas a prosterna\u00e7\u00e3o que \u00e9 considerada a mais bela na arte da \u00cdndia. As mesmas caracter\u00edsticas s\u00e3o encontradas na pintura.\n\n<strong>Estilos Cl\u00e1ssicos<\/strong>\n\n<strong>Os estilos considerados cl\u00e1ssicos na arte indiana s\u00e3o:<\/strong>\u00a0Gupta, P\u00f3s-Gupta e Pala-Sena.\n\nO Gupta surgiu no ano 320, ap\u00f3s um per\u00edodo de turbul\u00eancia pol\u00edtica surgida no final do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, que debilitou o vigor intelectual e art\u00edstico do pa\u00eds. A dinastia dos Gupta se originou em Magadha, considerada a terra sagrada do Budismo, onde fica localizada Pataliputra com o seu pal\u00e1cio de Asoka. Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, seu fundador se chamava Chandragupta, o mesmo nome do fundador da dinastia Maurya que construiu o referido pal\u00e1cio.\n\nA\u00a0<strong>Dinastia Gupta\u00a0<\/strong>atingiu o apogeu nos reinados de Chandragupta II (375-414) e Kamargupta I (414-455), a \u00cdndia desfrutando de um dos mais gloriosos per\u00edodos de sua hist\u00f3ria, civiliza\u00e7\u00e3o e cultura.\n\nA toler\u00e2ncia religiosa permitiu o surgimento de numerosas seitas, todas caracterizadas por forte tend\u00eancia ao sincretismo e misticismo. Floresceram igualmente as artes pl\u00e1sticas, a filosofia, a m\u00fasica e a literatura.\n\nForam escritos tratados sobre est\u00e9tica que definiram os c\u00e2nones sobre os quais seriam baseados todas as normas e regras futuras de arte, onde a pureza de formas e linhas mereceu toda a import\u00e2ncia.\n\nDo ponto de vista art\u00edstico, o per\u00edodo Gupta se destacou pelo aparecimento de um estilo novo que, entretanto, se relacionava com os estilos precedentes.\n\nPode-se apreciar, diante de numerosas obras-primas desse per\u00edodo, as mudan\u00e7as progressivas, t\u00e3o caracter\u00edsticas dos indianos, nas quais um \u00fanico tema decorativo proporciona uma grande variedade de interpreta\u00e7\u00f5es.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Gupta\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi34.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Gupta\" width=\"294\" height=\"282\" \/>\nTemplo de Muktsvara, bruvanesvar \u0096 s\u00e9c. IX e X.<\/strong><\/p>\nEm pleno apogeu, a\u00a0<strong>Dinastia Gupta<\/strong>\u00a0tinha expandido o imp\u00e9rio para uma imensa parte da \u00cdndia e pelos mares do Sul, quando come\u00e7ou a sofrer os ataques dos hunos brancos da Bactria.\n\nMesmo sendo recha\u00e7ados por Kamargupta (455-67), essa invas\u00e3o significou o in\u00edcio do enfraquecimento do poderio\u00a0<strong>Gupta<\/strong>.\n\nCom a confus\u00e3o a fam\u00edlia imperial ficou fragmentada e sem capacidade para resistir aos seguidos avan\u00e7os das hordas b\u00e1rbaras que voltavam cada vez mais revigoradas.\n\nOs invasores se espalharam pelo Vale do Ganges e durante cinq\u00fcenta anos promoveram grande destrui\u00e7\u00e3o. Mosteiros e universidades foram arrasados e os sacerdotes perseguidos.\n\nOs hunos destru\u00edram praticamente todas as stupas deste per\u00edodo. As mais antigas, Charsada e Mirpur Khas tinham sido constru\u00eddas com tijolos e recobertas de estuque, eram uma seq\u00fc\u00eancia do estilo Gandhara.\n\nOutras foram feitas de tijolos e pedras, apresentando fisionomia modificada com a c\u00fapula adquirindo um formato de sino, um estilo de constru\u00e7\u00e3o que seria eternizado por todo o Sudoeste Asi\u00e1tico.\n\nAproveitando o enfraquecimento dos\u00a0<strong>Gupta<\/strong>, os Estados do norte se tornaram independentes, entre eles Thanesar, no extremo leste de Doab, uma regi\u00e3o entre o Ganges e seu afluente Jumna.\n\nKanauj se tornou a capital deste novo imp\u00e9rio comandado pelo rei Harsha (605-47), que unificou a \u00cdndia do Norte e centro do pa\u00eds pela \u00faltima vez antes do per\u00edodo medieval.\n\nO m\u00e9rito de Harsha foi conservar as tradi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais dos Gupta. Foi considerado um rei ecl\u00e9tico, tolerante e protetor da cultura religiosa. A magnitude imperial da \u00cdndia que ele restaurou, entretanto, n\u00e3o sobreviveu, desmoronando depois da sua morte.\n\nParalelamente, os reinados do Dec\u00e3o continuaram expandindo seu poder, principalmente nas regi\u00f5es de Tamil e Chalukya ocidentais em Maharastra. Estes reinados ganharam tesouros art\u00edsticos de inestim\u00e1vel valor, entre eles Ajanta, Badami, Nasik e Elefanta.\n\n\u00c9 exatamente em Ajanta que se encontra a flor suprema da arte budista da \u00cdndia, nos ciclos de pinturas das cavernas de Ajanta, que datam de diversas \u00e9pocas, mas cujas obras mais perfeitas foram executadas entre 600 e 650 aproximadamente. O tra\u00e7o e admir\u00e1vel flexibilidade, assumem extraordin\u00e1ria pureza nesta arte Gupta que a \u00cdndia n\u00e3o lograr\u00e1 ultrapassar.\n\n<strong>O Estilo Pala-Sena e o Per\u00edodo Medieval<\/strong>\n\nDevido \u00e0s invas\u00f5es e \u00e0 influ\u00eancia bram\u00e2nica, Bengala se tornou um basti\u00e3o do Budismo. Os soberanos Pala que dominaram de 765 a 1086, estimularam a prosperidade da universidade de Nalanda, onde constru\u00edram mosteiros. Seus sucessores, os Sena, protegeram mais o hindu\u00edsmo. Este estilo deve ser considerado como o verdadeiro reposit\u00f3rio do estilo Gupta, mesmo sem a criatividade de seu precursor.\n\nEle evoluiu sozinho sem nenhuma influ\u00eancia externa que interferisse nas suas normas convencionais. Mas a invas\u00e3o mul\u00e7umana, que se dirigiu para essa regi\u00e3o, n\u00e3o encontrou capacidade de rea\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio Pala-Sena, que foi dominado.\n\nO prolongamento do per\u00edodo Gupta levou a arte indiana at\u00e9 o per\u00edodo medieval (s\u00e9culos IX-XVI). Os estados que progrediram depois do fim do imp\u00e9rio Harsha, se envolveram em disputas por supremacia. Houve muita luta entre eles e dentro desse clima pol\u00edtico as artes obtiveram grande ajuda e prote\u00e7\u00e3o. Cada dinastia se esfor\u00e7ava para superar as outras em n\u00famero, tamanho e esplendor de seus templos.\n\nO Sul da \u00cdndia seguiu tend\u00eancias diversas das do Norte.\n\nEntre os estados que se destacaram, Kashmir, comandado pela dinastia Uptala, construiu alguns dos mais interessantes templos da regi\u00e3o. Em Kathiawad e Gujarat, sob a dinastia Solanki, foram erguidos bel\u00edssimos santu\u00e1rios., A dinastia Paramara, de Malwa, promoveu um verdadeiro renascimento liter\u00e1rio, principalmente no reinado do soberano-poeta Bhoja.\n\nEm Bundelkhand a dinastia Chandella construiu os famosos mil templos de Khajuraho. Manarastra assistiu uma seq\u00fc\u00eancia de grandes dinastias, desde os Chalukya e os Rahtrakuta, at\u00e9 os Cholas e os Pandyas.\n\nOs Cholas foram os respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o do c\u00e9lebre templo de Tanjore.\n\nA arte se desenvolveu, observando-se o abandono progressivo da arquitetura talhada na rocha. A arquitetura passou a ser planejada sobre estruturas livres com a aplica\u00e7\u00e3o de material dur\u00e1vel, como a pedra e o tijolo.\n\nAs caracter\u00edsticas das constru\u00e7\u00f5es dos per\u00edodos antecedentes foram encontradas em todas as regi\u00f5es.\n\nA maioria das edifica\u00e7\u00f5es apresenta um aposento t\u00e9rreo quadrangular coberto por um telhado piramidal ou curvil\u00edneo. A preocupa\u00e7\u00e3o de erguer uma obra que ocupasse um espa\u00e7o restrito e que fosse, ao mesmo tempo, bela e baseada nas normas tradicionais, fez o arquiteto hindu apurar o bom gosto e precis\u00e3o, criar um conjunto de nichos, pilastras e c\u00faspides foliformes, quebrando assim a monotonia das linhas gerais pelo acr\u00e9scimo de detalhes de escultura arquitet\u00f4nica e ornamental.\n\nA escultura se tornou, mais do que nunca, parte integrante da arquitetura, povoando as paredes dos santu\u00e1rios. Os escultores indianos da \u00e9poca medieval, principalmente os do Norte, atingiram a perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.\n\nA estiliza\u00e7\u00e3o das figuras se revela nas fei\u00e7\u00f5es, nariz grosso, olhos grandes e saltados, puxados para as t\u00eamporas, l\u00e1bios sensuais e express\u00e3o fision\u00f4mica ao mesmo tempo est\u00e1tica e intensa.\n\nAs imagens sagradas obedeciam a uma iconografia muito severa, sem prescindir das qualidades est\u00e9ticas. Mostravam not\u00e1vel pureza de forma e extraordin\u00e1ria no\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio e movimento.\n\nA invas\u00e3o mul\u00e7umana nos s\u00e9culos XIV e XV marcou o in\u00edcio da decad\u00eancia da arte no Norte e no Sul. A arte do relevo foi a que mais sofreu, mas a pintura mural ainda se manteve, sem a mesma qualidade, na fun\u00e7\u00e3o decorativa de templos e pal\u00e1cios.\n\n<strong>Arte Mu\u00e7ulmana<\/strong>\n\nA evolu\u00e7\u00e3o cultural da \u00cdndia foi interrompida de forma traum\u00e1tica pelas invas\u00f5es mu\u00e7ulmanas. Os conquistadores chegaram ao Punjab em 775 e gradativamente foram dominando todos os Estados indianos.\n\nA presen\u00e7a dos mu\u00e7ulmanos provocou uma reorganiza\u00e7\u00e3o religiosa e pol\u00edtica no pa\u00eds, atingindo o desenvolvimento art\u00edstico que a partir do s\u00e9culo XIV come\u00e7ou a declinar.\n\nImpondo o estilo que haviam criado na P\u00e9rsia, os invasores deixaram na \u00cdndia um grande n\u00famero de constru\u00e7\u00f5es suntuosas. Foram pal\u00e1cios, mesquitas, fortifica\u00e7\u00f5es, t\u00famulos e p\u00f3rticos monumentais.\n\nEmbora em alguns estados o puro estilo persa se imp\u00f4s, em outras regi\u00f5es ele recebeu componentes indianos, surgindo um estilo que pode ser chamado de indo-islamita.\n\nAs mesquitas de Jam\u00e1 e de Kuwwat al-Islam em Kana, e o minarete constru\u00eddo em Delhi nos s\u00e9culos XIII e XIV, tiveram inspira\u00e7\u00e3o persa, enquanto as mesquitas de Gujarat, Sind e Kathiawad receberam material retirado dos templos hindus. Assim sendo, os principais elementos do estilo hindu, como pilares, c\u00fapulas e grossas paredes de alvenaria, foram utilizados.\n\nO resultado foram templos com padr\u00f5es islamitas no exterior e caracter\u00edsticas indianas no interior.\n\nO imp\u00e9rio Mughal, fundado pelo turco Babur, fez nascer o estilo do mesmo nome, com puro padr\u00e3o islamita. As regi\u00f5es do norte da \u00cdndia, principalmente Agra, Lahore e Delhi, foram beneficiadas com edifica\u00e7\u00f5es luxuosas e avantajadas. \u00c9 exatamente em Agra que se localiza a mais famosa destas constru\u00e7\u00f5es, o magn\u00edfico Taj Mahal,* que Shah Jahan mandou erigir para ser o t\u00famulo de sua esposa, a princesa Muntaz-i Mahal.\n\nNo per\u00edodo Mughal as chamadas \u201cartes menores\u201d foram desenvolvidas. Surgiram mosaicos de pedra e cer\u00e2mica, azulejos coloridos com desenhos de animais, flores e padr\u00f5es geom\u00e9tricos, assim como outras t\u00e9cnicas artesanais. Os trabalhos de ourivesaria e marcenaria, que os indianos j\u00e1 dominavam, tiveram um reflorescimento, destacando-se tamb\u00e9m os trabalhos com jade.\n\nOs mu\u00e7ulmanos implantaram a fabrica\u00e7\u00e3o do vidro que se mostrou de alta qualidade. Na marcenaria passaram a ser empregadas as incrusta\u00e7\u00f5es e marchetarias, com resultados surpreendentes.\n\nTamb\u00e9m origin\u00e1rio da P\u00e9rsia, os esmaltes executados em champlev\u00e9 sobre ouro e prata merecem destaque.\n\nA maior contribui\u00e7\u00e3o que a arte indiana recebeu do estilo Mughal foi no campo da ilustra\u00e7\u00e3o de livros e manuscritos, facilitado pelo aparecimento do papel que veio do Ir\u00e3 por volta do s\u00e9culo XIV.\n\nA t\u00e9cnica do afresco continuou a ser empregada, e a escola de Gujarat se notabilizou pela execu\u00e7\u00e3o de miniaturas. Esta arte recebeu influ\u00eancias da China e do Afeganist\u00e3o e mais tarde da Europa.\n\nFoi durante o imp\u00e9rio Mughal que se iniciou a penetra\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia na \u00cdndia, pelos portugueses no s\u00e9culo XV. A influ\u00eancia ocidental foi transmitida pelas c\u00f3pias de gravuras, b\u00edblicas ou seculares, pela introdu\u00e7\u00e3o na miniatura Mughal da perspectiva ocidental, pelo relevo, e pelo claro-escuro das escolas italiana, francesa e holandesa.\n\nA partir do final do s\u00e9culo XVIII, a pintura indiana entrou em decad\u00eancia. S\u00f3 no final do s\u00e9culo XIX, com um movimento iniciado em Bengala, houve uma tentativa de reabilitar esta arte na \u00cdndia, libertando-a da influ\u00eancia europ\u00e9ia, sendo necess\u00e1rio muito trabalho para recuperar a arte da pintura indiana. Durante os s\u00e9culos XVI a XIX, a arte indiana teve alguma influ\u00eancia na Europa (Portugal, Fran\u00e7a e Holanda), principalmente na arquitetura e nas artes menores. Tamb\u00e9m um grande n\u00famero de objetos de arte, destinados \u00e0 Europa, foram produzidos na \u00cdndia. A arte da \u00cdndia teve uma forte influ\u00eancia em todo o sudeste asi\u00e1tico.\n\n<strong>Religi\u00e3o na \u00edndia<\/strong>\n\nA religi\u00e3o era a base da estrutura social na \u00cdndia antiga, comandando desde o comportamento humano at\u00e9 a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.\n\nAs no\u00e7\u00f5es remotas dos credos religiosos est\u00e3o nos escritos sagrados conhecidos como Veda. Sua express\u00e3o essencial e seu objetivo eram o sacrif\u00edcio.\n\n<strong>Os deuses v\u00e9dicos representavam as for\u00e7as e fen\u00f4menos da natureza:<\/strong>\u00a0a terra, o c\u00e9u, a \u00e1gua, o fogo, o vento, as estrelas, a aurora. A denomina\u00e7\u00e3o dos deuses era semelhante aos da Avesta Iraniana, o que nos leva a crer que tiveram a mesma origem. A venera\u00e7\u00e3o popular a Rudra-Siva teria longa hist\u00f3ria na \u00cdndia.\n\nHouve um per\u00edodo n\u00e3o determinado em que o Vedismo ficou t\u00e3o obscuro que se tornou necess\u00e1rio tratados explicativos. Os tratados Brama, Upanishada e Aranyaka deram origem a um novo credo, o vedismo-bramanismo, que se tornou a mais indiana de todas as religi\u00f5es, substituindo o sacrif\u00edcio por celebra\u00e7\u00f5es e o conceito sobre a alma individual passou a ter maior import\u00e2ncia.\n\nA identifica\u00e7\u00e3o da alma individual com o Ser Universal ficou sendo a base da nova religi\u00e3o.\n\nO ensinamento do bramanismo era um privil\u00e9gio exclusivo dos iniciados, eles guardavam para si mesmo os procedimentos sagrados e estimulavam uma atmosfera de mist\u00e9rio sobre os conhecimentos.\n\nA religi\u00e3o regulava a hierarquia da estrutura social, garantia o direito divino do imperador e determinava as leis sociais.\n\n<strong>Reagindo ao rigor do bramanismo, duas novas religi\u00f5es surgiram no s\u00e9culo XV a.C.:<\/strong>\u00a0o Jainismo, fundado por Vardhamana, tamb\u00e9m conhecido por Mahavira \u2013 o grande Her\u00f3i, ou Jina \u2013 o Vitorioso, que pregava a n\u00e3o viol\u00eancia; e o Budismo, que teve um futuro de maior import\u00e2ncia e que ultrapassou as fronteiras do pa\u00eds e se espalhou pelo mundo.\n\nO fundador do budismo foi um pr\u00edncipe de Sakya, que vivia entre as fronteiras do Nepal e da Maghada. Por ter atingido a luz espiritual, ficou conhecido como Buda \u2013 o Iluminado.\n\nEle pregava a caridade e todas as criaturas, igualdade para as pessoas e a pr\u00e1tica da modera\u00e7\u00e3o. Rejeitava o conceito de classes, mas manteve o conceito de transmigra\u00e7\u00e3o da alma do bramanismo.\n\nO<strong>\u00a0budismo<\/strong>\u00a0n\u00e3o rejeitava as outras religi\u00f5es, o que significava que ao adotar budismo a pessoa n\u00e3o precisava renunciar a suas cren\u00e7as, desde que n\u00e3o fossem contr\u00e1rias \u00e0s pr\u00e1ticas budistas.\n\nA religi\u00e3o oferecia uma evolu\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de reencarna\u00e7\u00f5es sucessivas que, pela pr\u00e1tica da caridade culminaria na liberta\u00e7\u00e3o permanente.\n\nO<strong>\u00a0budismo<\/strong>\u00a0\u00e9 um sistema religioso \u00e9tico dotado de um esp\u00edrito mission\u00e1rio e evang\u00e9lico e bastante ilustrado de hist\u00f3rias edificantes.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.colegiosaofrancisco.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imp\u00e9rio Gupta, In\u00edcio, \u00cdndia, Hist\u00f3ria, Dinastia, Per\u00edodo, Fim, Cultura, Religi\u00e3o, Arte, Estilo, Caracter\u00edsticas, Imp\u00e9rio Gupta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16900,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-16899","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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