{"id":16819,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/iluminismo\/"},"modified":"2026-08-31T23:39:40","modified_gmt":"2026-08-31T23:39:40","slug":"iluminismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/iluminismo\/","title":{"rendered":"Iluminismo"},"content":{"rendered":"\n<strong>Iluminismo &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n<strong>O Iluminismo foi um movimento que tinha como princ\u00edpio o uso da raz\u00e3o como principal caminho para alcan\u00e7ar a liberdade, no qual o seu lema \u00e9:<\/strong>\u00a0\u201cLiberdade, Igualdade e Fraternidade\u201d.\n\nCorrente de pensamento, tamb\u00e9m chamada de\u00a0<strong>Ilustra\u00e7\u00e3o<\/strong>, dominante no s\u00e9culo XVIII, especialmente na Fran\u00e7a, sua principal caracter\u00edstica \u00e9 creditar \u00e0 raz\u00e3o a capacidade de explicar racionalmente os fen\u00f4menos naturais e sociais e a pr\u00f3pria cren\u00e7a religiosa.\n\nA raz\u00e3o humana seria ent\u00e3o a luz (da\u00ed o nome do movimento) capaz de esclarecer qualquer fen\u00f4meno.\n\nRepresenta a hegemonia intelectual da vis\u00e3o de mundo da burguesia europeia e, assim, rejeita as tradi\u00e7\u00f5es e ataca as injusti\u00e7as, a intoler\u00e2ncia religiosa e os privil\u00e9gios t\u00edpicos do Antigo Regime, abrindo caminho para a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.\n\nTem in\u00edcio no Renascimento, com a descoberta da raz\u00e3o como chave para o entendimento do mundo, e seu ponto alto no s\u00e9culo XVIII, o S\u00e9culo das Luzes, difundido nos clubes, sal\u00f5es liter\u00e1rios e nas lojas ma\u00e7\u00f4nicas.\n\n<strong>Fornece o lema principal da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa:\u00a0<\/strong>\u201cLiberdade, igualdade, fraternidade\u201d.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Um termo para qualquer ensino relativo \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o da mente humana; \u00e9 atribu\u00eddo a entusiastas de dois tipos distintos:<\/strong>\u00a0aqueles que t\u00eam a &#8220;luz&#8221; como uma comunica\u00e7\u00e3o direta de uma fonte superior; e aqueles que possuem &#8220;ilumina\u00e7\u00e3o&#8221; como resultado de uma condi\u00e7\u00e3o esclarecida e exaltada da raz\u00e3o humana.\n\n<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o direta.<\/strong>\u00a0\u00c0 primeira classe pertencem v\u00e1rias seitas religiosas que reivindicaram a ilumina\u00e7\u00e3o direta de Deus, principalmente os gn\u00f3sticos, os Alumbrados da Espanha e os Illumin\u00e9s da Fran\u00e7a. Historicamente, o primeiro entre esses foi o gnosticismo, um nome gen\u00e9rico para um grupo de movimentos religiosos her\u00e9ticos que floresceu durante os primeiros s\u00e9culos crist\u00e3os, todos os quais comumente defendiam que a salva\u00e7\u00e3o vem por meio do &#8220;conhecimento esclarecido&#8221;, um conhecimento que \u00e9 secreto e misterioso, baseado em revela\u00e7\u00e3o, e limitado a uma elite talentosa.\n\n<strong>Alumbrados.<\/strong>\u00a0Na Espanha do s\u00e9culo 16, os adeptos do iluminismo eram chamados de Alumbrados. O nome identifica um grupo de pseudo-m\u00edsticos espanh\u00f3is que afirmavam atuar sempre sob a ilumina\u00e7\u00e3o recebida direta e imediatamente do Esp\u00edrito Santo, e independentemente dos meios de gra\u00e7a dispensados pela Igreja.\n\n<strong>Iluminados.<\/strong>\u00a0Em 1623, apareceu no sul da Fran\u00e7a o que parecia ser um ramo dos Alumbrados, com o nome de Iluminados. A seita se desenvolveu e ganhou propor\u00e7\u00e3o quando foi aderida em 1634 por Pierre Gu\u00e9rin, cura de Saint Georges de Roye. Sob sua forte influ\u00eancia, o grupo logo ficou conhecido como Gu\u00e9rinets. Tanto os Alumbrados como os Gu\u00e9rinets foram suprimidos em meados do s\u00e9culo XVII.\n\nEm seu significado mais amplo, o\u00a0<strong>iluminismo<\/strong>\u00a0poderia ainda ser aplicado a todo e qualquer grupo ou seita que reivindique a posse de uma luz interior por um grupo seleto de almas iluminadas que receberam a ilumina\u00e7\u00e3o como uma revela\u00e7\u00e3o diretamente de Deus. Os exemplos s\u00e3o os rosacruzes, que chegaram ao conhecimento p\u00fablico em 1537 &#8211; uma seita que combinava a posse iluminada dos princ\u00edpios esot\u00e9ricos da religi\u00e3o com os mist\u00e9rios da alquimia; os Molinistas, fundados por Miguel de molinos em 1697; os Martinistas franceses fundados em 1754 por Martinez Pasqualis, bem como os Martinistas Russos chefiados por Schwartz de Moscou por volta de 1790.\n\nAmbos os \u00faltimos grupos eram cabalistas e alegoristas, e seguidores das ideias de Jakob b\u00f6hme e Emanuel swedenborg.\n\n<strong>Raz\u00e3o Humana Iluminada.<\/strong>\u00a0O iluminismo se aplica tamb\u00e9m, e mais comumente, \u00e0queles que possuem a ilumina\u00e7\u00e3o como resultado de uma condi\u00e7\u00e3o esclarecida, purificada e exaltada da raz\u00e3o humana. Nesse sentido da palavra, o<strong>\u00a0iluminismo<\/strong>\u00a0tem duas aplica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas principais, a saber, o Iluminismo e os Iluminados\n\n<strong>O Iluminismo.<\/strong>\u00a0Em primeiro lugar, cronol\u00f3gica e influentemente, o iluminismo se refere ao movimento intelectual e cultural mais amplamente conhecido como iluminismo. Origin\u00e1rio da Inglaterra em 1688, no final da Revolu\u00e7\u00e3o Gloriosa, atingiu seu cl\u00edmax violento na Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, um s\u00e9culo depois. Este iluminismo entronizou a raz\u00e3o e a capacitou infalivelmente para julgar, condenar e banir toda a falta de raz\u00e3o do passado. A cultura, a religi\u00e3o e o governo do passado eram considerados indignos do homem esclarecido e, portanto, tinham que ser mudados ou abolidos.\n\nTal<strong>\u00a0iluminismo<\/strong>\u00a0n\u00e3o poderia existir, nem pode ser compreendido, \u00e0 parte do racionalismo filos\u00f3fico, empirismo e mecanismo que o precedeu, nem isolado dos males sociais e pol\u00edticos do final dos s\u00e9culos XVII e XVIII, do progresso da ci\u00eancia, nem do o esp\u00edrito de independ\u00eancia e rebeli\u00e3o contra a tradi\u00e7\u00e3o e autoridade caracter\u00edsticos dos europeus desde o s\u00e9culo XVI. Filosoficamente, era um am\u00e1lgama de empirismo, de\u00edsmo, racionalismo, hedonismo, utilitarismo, relativismo, anti-historicismo, humanismo ego\u00edsta, otimismo e uma venera\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia &#8211; todos surgindo da natureza e convergindo para o naturalismo, com sua \u00eanfase nos direitos naturais, sociedade natural, e religi\u00e3o natural.\n\n<strong>Iluminado<\/strong>s. Novamente, o iluminismo \u00e9 identificado com um grupo de entusiastas da Baviera, conhecidos como os Iluminados (Perfectibilistas ou Perfektibilisten). Seu principal objetivo era estabelecer e propagar uma nova religi\u00e3o e, politicamente, estabelecer uma rep\u00fablica democr\u00e1tica universal que se seguiria \u00e0 derrubada do governo existente. O fundamento de ambos era a &#8220;raz\u00e3o iluminada&#8221;, ou seja, a raz\u00e3o liberada da autoridade dominante da Igreja e do Estado. O grupo foi fundado por Adam Weishaupt em 1\u00ba de maio de 1776. Weishaupt foi educado pelos Jesu\u00edtas e se tornou o primeiro professor leigo de Direito Can\u00f4nico na Universidade de Ingolstadt.\n\n<strong>Tr\u00eas fatores na forma\u00e7\u00e3o de Weishaupt se manifestaram em seu grupo:<\/strong>\u00a0<strong>(1)<\/strong>\u00a0sua associa\u00e7\u00e3o e familiaridade com os m\u00e9todos jesu\u00edtas de educa\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e disciplina, embora aqui ele tenha perdido o ponto essencial e realmente tenha feito uma caricatura da autoridade e obedi\u00eancia dos jesu\u00edtas;<strong>\u00a0(2)<\/strong>\u00a0sua associa\u00e7\u00e3o e conhecimento da Ma\u00e7onaria, que ele usou como um prot\u00f3tipo para a estrutura e modelo para os graus e cerimoniais de sua organiza\u00e7\u00e3o; e\u00a0<strong>(3)<\/strong>\u00a0o racionalismo, o pensamento livre, o naturalismo, o anticlericalismo, o humanismo ego\u00edsta e o antitradicionalismo, caracter\u00edsticos do Iluminismo, que ele absorveu de seus contempor\u00e2neos. Seu grande objetivo, a saber, um mundo onde todos os homens seriam livres e felizes, seria alcan\u00e7ado pelo estabelecimento de uma Ordem dos Iluminados secreta e altamente organizada. Weishaupt considerou este fim desej\u00e1vel o suficiente para justificar todo e qualquer meio para alcan\u00e7\u00e1-lo.\n\n<strong>\u00c9tica iluminista.<\/strong>\u00a0Do exposto, \u00e9 imediatamente evidente que o iluminismo inclui uma ampla gama de teorias \u00e9ticas, da ilumina\u00e7\u00e3o divina e passivismo, ao hedonismo, utilitarismo, naturalismo, humanismo, altru\u00edsmo; e destes \u00faltimos, alguns ateus, alguns de\u00edstas; alguns associados ao racionalismo como base, alguns ao empirismo; alguns otimistas, alguns pessimistas, alguns at\u00e9 niilistas.\n\nUma cr\u00edtica detalhada da\u00a0<strong>\u00e9tica iluminista<\/strong>\u00a0implicaria uma cr\u00edtica de cada uma das teorias \u00e9ticas acima mencionadas.\n\n<strong>No entanto, em todo e qualquer um deles, uma ou mais das seguintes verdades que s\u00e3o fundamentais para uma discuss\u00e3o sobre moralidade foram negligenciadas ou negadas:<\/strong>\u00a0<strong>(1)\u00a0<\/strong>O homem tem uma natureza racional; ou seja, ele \u00e9 uma pessoa dotada de raz\u00e3o e livre arb\u00edtrio. Portanto, seus julgamentos morais, como todos os outros julgamentos, ou s\u00e3o verdades evidentes por si mesmas ou s\u00e3o alcan\u00e7ados pelo racioc\u00ednio; e ele \u00e9 pessoalmente respons\u00e1vel por suas decis\u00f5es e a\u00e7\u00f5es morais.\u00a0<strong>(2)<\/strong>\u00a0O homem \u00e9 salvo cumprindo sua natureza, isto \u00e9, sabendo e fazendo. A\u00e7\u00e3o sem conhecimento \u00e9 pouco inteligente, e conhecimento sem a\u00e7\u00e3o \u00e9 est\u00e9ril no que diz respeito \u00e0 salva\u00e7\u00e3o. A salva\u00e7\u00e3o exige intelig\u00eancia, f\u00e9 e boas obras.<strong>\u00a0(3)<\/strong>\u00a0Por sua natureza, o homem tem a obriga\u00e7\u00e3o moral de obedecer \u00e0 lei natural. O homem possui direitos naturais, mas tamb\u00e9m tem deveres morais.\u00a0<strong>(4)<\/strong>\u00a0Embora Deus atue dentro do homem, Ele ordenou que essa a\u00e7\u00e3o seja por meio da Igreja, e que normalmente Sua orienta\u00e7\u00e3o interior de uma alma \u00e9 condicionada por Sua orienta\u00e7\u00e3o exterior por meio da Igreja estabelecida por Jesus Cristo, Seu Filho. Assim, Ele &#8220;ilumina&#8221; as mentes humanas para aceitar o que a Igreja ensina; Ele move a vontade humana para executar o que a Igreja aconselha e ordena.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Contexto hist\u00f3rico<\/strong>\n\nO Iluminismo surge em uma \u00e9poca de grandes transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, com a inven\u00e7\u00e3o do tear mec\u00e2nico, da m\u00e1quina a vapor, entre outras. \u00c9 o per\u00edodo que marca o fim da transi\u00e7\u00e3o entre feudalismo e capitalismo.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158318 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Ilumin16-300x196.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"196\" \/><strong>Iluminados<\/strong><\/p>\nA Revolu\u00e7\u00e3o Gloriosa marcou o fim do absolutismo na Inglaterra, criando assim, um pa\u00eds burgu\u00eas = tudo que existe de recursos (tanto no campo material, quanto no campo humano) seria usado em favor da burguesia, gerando acumulo de capital, o que faz da Inglaterra o pa\u00eds mais rico da Europa.\n\nAs burguesias dos outros pa\u00edses perceberam que os ingleses conseguiram abater o Antigo Regime = o rei \u00e9 deposto, acaba o absolutismo, acaba a sociedade estamental e acaba o Mercantilismo. Ent\u00e3o, eles tentam fazer a mesma coisa, sobretudo na Fran\u00e7a que \u00e9 \u201cgrudada\u201d na Inglaterra. Tudo que se faz na Inglaterra, reflete na Fran\u00e7a e a burguesia percebeu que se n\u00e3o tomasse uma atitude quanto \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do A.R., eles seriam destru\u00eddos, pois os ingleses v\u00e3o acumular toda a riqueza existente na Europa e os outros pa\u00edses v\u00e3o empobrecer, as burguesias v\u00e3o \u00e0 fal\u00eancia (se n\u00e3o h\u00e1 lucro, n\u00e3o h\u00e1 como viver dentro do sistema capitalista).\n\nDesse modo, torna-se necess\u00e1rio derrubar o A.R. e o processo mais traum\u00e1tico foi na Fran\u00e7a. Os principais fil\u00f3sofos iluministas estar\u00e3o na Fran\u00e7a, os pensadores econ\u00f4micos tamb\u00e9m.\n\n<strong>A burguesia surgiu no Mercantilismo e tinha espa\u00e7o = criava cartas de monop\u00f3lio, concess\u00f5es, falta de concorr\u00eancia; assim a burguesia surge e vai tomando os espa\u00e7os, mas vai chegar um momento em que a burguesia est\u00e1 t\u00e3o grande que ela precisa acabar com o Mercantilismo, precisa assumir o controle da sociedade que era tripartida (Absolutismo nada mais \u00e9 que um feudalismo transformado):<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158317 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Ilumin15-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/>\n\nAs 2 primeiras camadas n\u00e3o fazem nada e ainda acabam com a riqueza do Estado, enquanto isso todo o resto da popula\u00e7\u00e3o tem que trabalhar para sustentar as outras 2 camadas.\n\nEnt\u00e3o deve-se destruir essa sociedade e criar uma sociedade de classes.\n\nMaquiavel, Hobbes, Bodin e Bossuet diziam que o rei devia ser absoluto, agora a burguesia tem que pagar para fil\u00f3sofos para que estes combatam os ideais absolutistas, criando outras filosofias (deve-se negar os princ\u00edpios mercantilistas e defender a igualdade entre os homens).\n\nO Iluminismo \u00e9 o momento (corrente) filos\u00f3fica que tem como base a Raz\u00e3o. E os dois fil\u00f3sofos que n\u00e3o s\u00e3o iluministas, mas serviram de fundamento para a racionalidade foram Ren\u00e9 Descartes e Isaac Newton, s\u00e3o eles que v\u00e3o dar a base para que o movimento aconte\u00e7a.\n\n<strong>Ren\u00e9 Descartes:\u00a0<\/strong>Descartes dizia que o homem deve desconfiar de tudo para poder acreditar em alguma coisa. Criou o m\u00e9todo cartesiano para explicar um assunto atrav\u00e9s de um ponto racional.\n\nO sobrenatural n\u00e3o existe.\n\n<strong>Isaac Newton:\u00a0<\/strong>diz que tudo o que existe no mundo respeita as leis f\u00edsicas = o sobrenatural n\u00e3o existe.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Caracter\u00edsticas principais<\/strong>\n\nO<strong>\u00a0iluminismo<\/strong>\u00a0\u00e9 de\u00edsta, isto \u00e9, acredita na presen\u00e7a de Deus na natureza e no homem e no seu entendimento atrav\u00e9s da raz\u00e3o. \u00c9 anticlerical, pois nega a necessidade de intermedia\u00e7\u00e3o da Igreja entre o homem e Deus e prega a separa\u00e7\u00e3o entre Igreja e Estado. Afirma que as rela\u00e7\u00f5es sociais, como os fen\u00f4menos da natureza, s\u00e3o reguladas por leis naturais.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Vis\u00e3o do homem<\/strong>\n\nPara os te\u00f3ricos do\u00a0<strong>Iluminismo<\/strong>\u00a0o homem \u00e9 naturalmente bom e todos nascem iguais. \u00c9 corrompido pela sociedade, em consequ\u00eancia das injusti\u00e7as, opress\u00e3o e escravid\u00e3o. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 transformar a sociedade, garantindo a todos a liberdade de express\u00e3o e culto e fornecendo mecanismos de defesa contra o arb\u00edtrio e a prepot\u00eancia.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o da sociedade<\/strong>\n\nDeve ser norteada pelo princ\u00edpio da busca da felicidade.\n\n<strong>Cabe ao governo garantir os \u201cdireitos naturais\u201d:<\/strong>\u00a0liberdade individual, direito de posse, toler\u00e2ncia, igualdade perante a lei.\n\nA\u00a0<strong>doutrina do liberalismo pol\u00edtico\u00a0<\/strong>substitui a no\u00e7\u00e3o de poder divino pela concep\u00e7\u00e3o do Estado como cria\u00e7\u00e3o do homem e entregue ao soberano mediante um contrato, o contrato social.\n\nComo a ideia de contrato implica sua revogabilidade, abre as portas para diversas formas de governo.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Formas de governo<\/strong>\n\nAlguns iluministas, como Montesquieu e Voltaire, t\u00eam como modelo a monarquia inglesa. Outros, como Rousseau, preferem uma rep\u00fablica com fundamentos \u00e9ticos.\n\n<strong>Precursores dos iluministas<\/strong>\n\nOs principais s\u00e3o Ren\u00e9 Descartes (1596-1650), matem\u00e1tico e fil\u00f3sofo franc\u00eas, defensor do m\u00e9todo l\u00f3gico e racional para construir o pensamento cient\u00edfico; e Isaac Newton (1642-1727), cientista ingl\u00eas, descobridor de v\u00e1rias leis f\u00edsicas, entre elas a lei da gravidade. Para Newton, a fun\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia \u00e9 descobrir leis universais e enunci\u00e1-las de forma precisa e racional.\n\n<strong>Fil\u00f3sofos do Iluminismo<\/strong>\n\nOs principais s\u00e3o John Locke (1632-1704); Voltaire, pseud\u00f4nimo de Fran\u00e7ois-Marie Arouet (1694-1778); Jean-Jacques Rousseau (1712-1778); Montesquieu, como \u00e9 conhecido o escritor franc\u00eas Charles Louis de Secondat, bar\u00e3o de La Br\u00e8de e de Montesquieu (1689-1755); e Denis Diderot (1713-1784). John Locke \u00e9 considerado o \u201cpai do Iluminismo\u201d.\n\nRepresenta o individualismo liberal contra o absolutismo mon\u00e1rquico. Para Locke, o homem, ao nascer, n\u00e3o possui qualquer ideia e sua mente \u00e9 como uma t\u00e1bula rasa. O conhecimento, em decorr\u00eancia, \u00e9 adquirido por meio dos sentidos, base do empirismo, e processado pela raz\u00e3o.\n\nVoltaire critica violentamente a Igreja e a intoler\u00e2ncia religiosa e \u00e9 o s\u00edmbolo da liberdade de pensamento. Defende uma monarquia que garanta as liberdades individuais, sob o comando de um soberano esclarecido.\n\nRousseau prop\u00f5e um Estado governado de acordo com a vontade geral do povo e capaz de oferecer igualdade jur\u00eddica a todos os cidad\u00e3os. Montesquieu prega a separa\u00e7\u00e3o dos poderes do Estado em Legislativo, Executivo e Judici\u00e1rio, como forma de proteger as garantias individuais. Diderot, ao lado do f\u00edsico e fil\u00f3sofo Jean Le Rond d\u2019Alembert (1717-1783), organiza uma enciclop\u00e9dia que pretende reunir o conhecimento cient\u00edfico e filos\u00f3fico da \u00e9poca. Por essa raz\u00e3o os iluministas tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos como \u201cenciclopedistas\u201d.\n\nJean-Jacques Rousseau (1712-1778) nasce em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, mas se transfere para a Fran\u00e7a. \u00c9 o iluminista mais radical, precursor das ideias socialistas, ao contestar a propriedade privada, e do romantismo, ao afirmar o primado dos sentimentos sobre a raz\u00e3o. Fica \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e aos 10 anos de idade, \u00e9 abandonado pelo pai, de origem calvinista, e entregue aos cuidados de um pastor. Em sua obra mais conhecida, O contrato social, defende um Estado voltado para o bem comum e a vontade geral, estabelecido em bases democr\u00e1ticas. No Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens (1755), outra de suas obras, real\u00e7a os valores da vida natural e critica o mundo civilizado. Para Rousseau o homem nasce bom e sem v\u00edcios ? o bom selvagem ? mas depois \u00e9 pervertido pela sociedade civilizada.\n\nDefende a pequena burguesia e inspira os ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. No livro Em\u00edlio apresenta seu projeto educacional para manter o homem bom. Tem cinco filhos, todos entregues a orfanatos.\n\nJohn Locke (1632-1704) fil\u00f3sofo ingl\u00eas, precursor do Iluminismo. Estuda medicina, ci\u00eancias naturais e filosofia em Oxford, principalmente as obras de Bacon e Descartes. Participa da Revolu\u00e7\u00e3o Inglesa, em 1688.\n\nPassa v\u00e1rios anos na Fran\u00e7a e na Holanda. Volta \u00e0 Inglaterra quando Guilherme de Orange sobe ao trono. Representante do individualismo liberal, em sua principal obra, Ensaio sobre o entendimento humano, de 1690, prop\u00f5e que a experi\u00eancia \u00e9 a fonte do conhecimento, que depois se desenvolve por esfor\u00e7o da raz\u00e3o.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; A Enciclop\u00e9dia<\/strong>\n\n\u00c9 planejada em 1750 por Diderot e pelo f\u00edsico e fil\u00f3sofo Jean Le Rond d\u2019Alembert (1717-1783), sob o t\u00edtulo Enciclop\u00e9dia ou Dicion\u00e1rio racional das ci\u00eancias, das artes e dos of\u00edcios.\n\nSua publica\u00e7\u00e3o sofre violenta campanha contr\u00e1ria da Igreja e de grupos pol\u00edticos afinados com o clero. Entre 1751 e 1772 s\u00e3o publicados 17 volumes de texto e 11 de pranchas de ilustra\u00e7\u00e3o.\n\n\u00c9 de inspira\u00e7\u00e3o racionalista e materialista, prop\u00f5e a imediata separa\u00e7\u00e3o da Igreja do Estado e combate \u00e0s supersti\u00e7\u00f5es e \u00e0s diversas manifesta\u00e7\u00f5es do pensamento m\u00e1gico, entre elas as institui\u00e7\u00f5es religiosas.\n\nSofre interven\u00e7\u00e3o da censura e condena\u00e7\u00e3o papal, mas acaba por exercer grande influ\u00eancia no mundo intelectual e inspira os l\u00edderes da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.\n\n<strong>Os mais importantes colaboradores s\u00e3o:<\/strong>\u00a0Montesquieu e Voltaire (literatura), Condillac e Condorcet (filosofia), Rousseau (m\u00fasica), Buffon (ci\u00eancias naturais), Quesnay e Turgot (economia), Holbach (qu\u00edmica), Diderot (hist\u00f3ria da filosofia), D\u2019Alembert (matem\u00e1tica).\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Teorias econ\u00f4micas<\/strong>\n\nAplicado \u00e0 vida social e pol\u00edtica, o Iluminismo produz duas correntes de pensamento, a fisiocracia e o liberalismo econ\u00f4mico.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Fisiocratas<\/strong>\n\nS\u00e3o contr\u00e1rios \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do Estado na vida econ\u00f4mica. O mais importante representante da escola fisiocrata \u00e9 Fran\u00e7ois Quesnay (1694-1774), m\u00e9dico franc\u00eas que defende a exist\u00eancia de um poder natural em a\u00e7\u00e3o nas sociedades, que n\u00e3o deve ser contrariado por leis e regulamentos. \u00c9 partid\u00e1rio de um capitalismo agr\u00e1rio, com o aumento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para gerar riquezas para uma na\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Liberalismo econ\u00f4mico<\/strong>\n\nSeu principal inspirador \u00e9 o economista escoc\u00eas Adam Smith, considerado o pai da economia pol\u00edtica, autor de O ensaio sobre a riqueza das na\u00e7\u00f5es, obra fundamental da literatura econ\u00f4mica.\n\nAtaca a pol\u00edtica mercantilista por ser baseada na interven\u00e7\u00e3o estatal e sustenta a necessidade de uma economia dirigida pelo jogo livre da oferta e da procura de mercado, o laissez-faire. Para Adam Smith, a verdadeira riqueza das na\u00e7\u00f5es est\u00e1 no trabalho, que deve ser dirigido pela livre iniciativa dos empreendedores. O liberalismo econ\u00f4mico recebe, posteriormente, a colabora\u00e7\u00e3o do soci\u00f3logo e economista ingl\u00eas Thomas Robert Malthus e do economista ingl\u00eas David Ricardo.\n\nAdam Smith (1723-1790), mais importante te\u00f3rico do liberalismo econ\u00f4mico no s\u00e9culo XVIII, nasce na Esc\u00f3cia e estuda em Glasgow e Oxford. Em 1751 \u00e9 nomeado professor de l\u00f3gica na Universidade de Glasgow e, no ano seguinte, assume a c\u00e1tedra de filosofia moral. Publica Teoria dos sentimentos morais em 1759. Viaja \u00e0 Fran\u00e7a e Su\u00ed\u00e7a e, em 1763, entra em contato com os fisiocratas.\n\nVolta \u00e0 Esc\u00f3cia e publica sua obra principal, Ensaio sobre a riqueza das na\u00e7\u00f5es (1776). Prega a n\u00e3o-interven\u00e7\u00e3o do Estado na economia e um Estado limitado \u00e0s fun\u00e7\u00f5es de guardi\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica, mantenedor da ordem e garantidor da propriedade privada. Defende a liberdade contratual, pela qual patr\u00f5es e empregados s\u00e3o livres para negociar os contratos de trabalho.\n\nThomas Robert Malthus (1766-1834) estuda em Cambridge e \u00e9 ordenado sacerdote da Igreja Anglicana em 1797. Em 1805 passa a lecionar economia pol\u00edtica em Haileybury e vive como um modesto vig\u00e1rio rural.\n\nGanha celebridade com a teoria exposta em Um ensaio sobre o princ\u00edpio da popula\u00e7\u00e3o, de 1798, elaborada de acordo com as estat\u00edsticas da \u00e9poca. Segundo Malthus, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos cresce em progress\u00e3o aritm\u00e9tica e a popula\u00e7\u00e3o em progress\u00e3o geom\u00e9trica, gerando fome e mis\u00e9ria das grandes massas. A natureza corrige essa despropor\u00e7\u00e3o por meio das guerras e epidemias, que reduzem a popula\u00e7\u00e3o. Malthus recomenda ao governo antecipar-se \u00e0 natureza negando assist\u00eancia social \u00e0s popula\u00e7\u00f5es, especialmente hospitais e asilos. \u00c0s popula\u00e7\u00f5es, aconselha a abstin\u00eancia sexual como forma de diminuir os \u00edndices de natalidade.\n\nDavid Ricardo (1772-1823) nasce em Londres, filho de judeus espanh\u00f3is, e, aos 21 anos, converte-se ao cristianismo. Ganha dinheiro e prest\u00edgio profissional em neg\u00f3cios realizados na bolsa de valores.\n\nSob a influ\u00eancia da leitura casual de Adam Smith passa a estudar detalhadamente as quest\u00f5es monet\u00e1rias. Em Princ\u00edpios de economia pol\u00edtica e tributa\u00e7\u00e3o exp\u00f5e suas principais ideias econ\u00f4micas.\n\n\u00c9 o pioneiro na exig\u00eancia de rigor cient\u00edfico nos estudos econ\u00f4micos e analisa os aspectos mais significativos do sistema capitalista de produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Iluminismo &#8211; Despotismo esclarecido<\/strong>\n\nAs ideias racionalistas e iluministas influenciam alguns governantes absolutistas, que pretendem governar segundo a raz\u00e3o e o interesse do povo, sem abandonar, por\u00e9m, o poder absoluto.\n\n<strong>Os mais c\u00e9lebres s\u00e3o:\u00a0<\/strong>Frederico II, da Pr\u00fassia; Catarina II, da R\u00fassia; o marqu\u00eas de Pombal, ministro portugu\u00eas; e Carlos III, da Espanha. Eles realizam reformas que ampliam a educa\u00e7\u00e3o, garantem a liberdade de culto, estimulam a economia, fortalecem a igualdade civil, uniformizam a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, introduzem a separa\u00e7\u00e3o dos poderes judicial e executivo, mas mant\u00eam a servid\u00e3o da gleba e a autocracia, agu\u00e7ando as contradi\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas.\n\n<strong>Governo de Frederico II, da Pr\u00fassia<\/strong>\n\nAcontece de 1740 a 1786. Influenciado principalmente pelas ideias de Voltaire, permite liberdade de culto aos prussianos e torna obrigat\u00f3rio o ensino b\u00e1sico.\n\nAcaba com a tortura aos criminosos e organiza novo c\u00f3digo legal. Permite a liberdade de express\u00e3o e estimula a constru\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento da ind\u00fastria.\n\nApesar dessas mudan\u00e7as, a Pr\u00fassia mant\u00e9m o regime feudal.\n\n<strong>Governo de Catarina II, da R\u00fassia<\/strong>\n\nNo poder de 1759 a 1796 e, apesar de manter contato com muitos fil\u00f3sofos do Iluminismo, muda muito pouco a estrutura social e econ\u00f4mica da R\u00fassia.\n\nConstr\u00f3i escolas e hospitais e estimula a influ\u00eancia da cultura francesa na vida cultural do pa\u00eds. Autoriza a liberdade de culto e submete a Igreja ortodoxa ao Estado. A situa\u00e7\u00e3o dos servos, por\u00e9m, s\u00f3 piora, principalmente quando os propriet\u00e1rios conseguem ter o direito de conden\u00e1-los \u00e0 morte.\n\n<strong>Governo de Jos\u00e9 II, da \u00c1ustria<\/strong>\n\nPode ser considerado o padr\u00e3o de d\u00e9spota esclarecido. Governa de 1780 a 1790 e nesse per\u00edodo acaba com a escravid\u00e3o no pa\u00eds e a liberdade de culto religioso e garante emprego aos n\u00e3o-cat\u00f3licos.\n\nPromove a igualdade de todos perante a lei e \u00e0s tarifas e reorganiza a estrutura de organiza\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio.\n\nIntroduz o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio e moderniza o Ex\u00e9rcito.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158315 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Ilumin13.jpg\" alt=\"\" width=\"197\" height=\"238\" \/><strong>Marqu\u00eas de Pombal<\/strong><\/p>\n<strong>Marqu\u00eas de Pombal<\/strong>\u00a0(1699-1782), como \u00e9 conhecido Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, estadista portugu\u00eas que se destaca pela atua\u00e7\u00e3o como d\u00e9spota esclarecido durante o governo de dom Jos\u00e9 I. Estuda direito, hist\u00f3ria e pol\u00edtica. \u00c9 nomeado secret\u00e1rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros de dom Jos\u00e9 I em 1750 e, em pouco tempo, adquire poderes absolutos por quase 30 anos.\n\nFortalece o monop\u00f3lio comercial e equilibra a balan\u00e7a comercial portuguesa. Reconstr\u00f3i Lisboa, destru\u00edda pelo terremoto de 1755, e transforma a capital em uma cidade moderna.\n\nExpulsa os jesu\u00edtas de Portugal e das col\u00f4nias por se oporem \u00e0s suas reformas educacionais. Abre Portugal para a influ\u00eancia do Iluminismo. Moderniza o ensino, cria a Imprensa R\u00e9gia, bibliotecas e ind\u00fastrias.\n\nRegulamenta o sal\u00e1rio dos camponeses e o tamanho das propriedades rurais. Contestado por praticamente toda a nobreza e pelas elites coloniais \u00e9 obrigado a se demitir com a morte de dom Jos\u00e9 I, em 1777.\n\n<strong>Iluminismo e a Ci\u00eancia<\/strong>\n\nNos s\u00e9culos XVII e XVIII, enquanto as ideias iluministas se espalhavam pela Europa, uma febre de novas descobertas e inventos tomou conta do continente.\n\nO avan\u00e7o cient\u00edfico dessa \u00e9poca colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do homem informa\u00e7\u00f5es t\u00e3o diferentes quanto a descri\u00e7\u00e3o da \u00f3rbita dos planetas e do relevo da Lua, a descoberta da exist\u00eancia da press\u00e3o atmosf\u00e9rica e da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea e o conhecimento do comportamento dos espermatozoides.\n\nA Astronomia foi um dos campos que deu margem \u00e0s maiores revela\u00e7\u00f5es. Seguindo a trilha aberta por estudiosos da Renascen\u00e7a, como Cop\u00e9rnico, Kepler e Galileu, o ingl\u00eas Isaac Newton (1642.1727) elaborou um novo modelo para explicar o universo. Auxiliado pelo desenvolvimento da Matem\u00e1tica, que teve em Blaise Pascal (1623.1662) um de seus maiores representantes, ele ultrapassou a simples descri\u00e7\u00e3o do c\u00e9u, chegando a justificar a posi\u00e7\u00e3o e a \u00f3rbita de muitos corpos siderais.\n\nAl\u00e9m disso, anunciou ao mundo a lei da gravita\u00e7\u00e3o universal, que explicava desde o movimento de planetas long\u00ednquos at\u00e9 a simples queda de uma fruta.\n\nNewton foi ainda respons\u00e1vel por avan\u00e7os na \u00e1rea do c\u00e1lculo e pela decomposi\u00e7\u00e3o da luz, mostrando que a luz branca, na verdade, \u00e9 composta por sete cores, as mesmas do arco-\u00edris.\n\nTanto para o estudo dos corpos celestes como para a observa\u00e7\u00e3o das min\u00fasculas partes do mundo, foi necess\u00e1rio ampliar o campo de vis\u00e3o do homem. Os holandeses encarregaram-se dessa parte, descobrindo que a justaposi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias lentes multiplicava a capacidade da vis\u00e3o humana.\n\nTal invento possibilitou a Robert Hooke (1635-1703) construir o primeiro microsc\u00f3pio, que ampliava at\u00e9 40 vezes pequenos objetos (folhas, ferr\u00f5es de abelha, patas de insetos).\n\nEsse cientista escreveu um livro sobre suas observa\u00e7\u00f5es e criou o termo c\u00e9lula, hoje comum em Biologia.\n\nAs primeiras experi\u00eancias com a ent\u00e3o rec\u00e9m-descoberta eletricidade demonstraram que o corpo humano \u00e9 um bom condutor el\u00e9trico, O menino suspenso por cordas Isolantes recebe est\u00edmulos el\u00e9tricos nos p\u00e9s, os quais s\u00e3o transmitidos \u00e0 outra crian\u00e7a (\u00e0 esquerda), a quem esta dando a m\u00e3o.\n\nA Biologia progrediu tamb\u00e9m no estudo do homem, com a identifica\u00e7\u00e3o dos vasos capilares e do trajeto da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea. Descobriu-se tamb\u00e9m o princ\u00edpio das vacinas a introdu\u00e7\u00e3o do agente causador da mol\u00e9stia no organismo para que este produza suas pr\u00f3prias defesas.\n\nNa Qu\u00edmica, a figura mais destacada foi Antoine Lavolsier (1743-1794), famoso pela precis\u00e3o com que realizava suas experi\u00eancias. Essa caracter\u00edstica auxiliou-o a provar que, embora a mat\u00e9ria possa mudar de estado numa s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, sua quantidade n\u00e3o se altera, conservando-se a mesma tanto no fim como no come\u00e7o de cada opera\u00e7\u00e3o.\u00a0<strong>Atribuiu-se a ele igualmente a frase:\u00a0<\/strong>Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.\n\nAl\u00e9m dos nomes citados, houve muitos outros inventores e estudiosos que permitiram, por exemplo, a descoberta da eletricidade; a inven\u00e7\u00e3o da primeira m\u00e1quina de calcular; a formula\u00e7\u00e3o de uma teoria, ainda hoje aceita, para explicar a febre; a descoberta dos protozo\u00e1rios e das bact\u00e9rias. Surgiu mesmo uma nova ci\u00eancia a Geologia, a partir da qual se desenvolveu uma teoria que explicava a forma\u00e7\u00e3o da Terra, refutando a vers\u00e3o b\u00edblica da cria\u00e7\u00e3o do mundo em sete dias.\n\nTendo herdado o esp\u00edrito curioso e indagador dos estudiosos renascentistas, os pesquisadores dos s\u00e9culos XVII e XVIII constru\u00edram teorias e criaram inventos, em alguns casos posteriormente contestados pela evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia. Sua import\u00e2ncia, entretanto, \u00e9 ineg\u00e1vel, tendo sido fundamental para os progressos t\u00e9cnicos que culminaram na Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.\n\n<strong>Iluministas Franceses<\/strong>\n\nAs ideias dos pensadores iluministas ingleses encontraram grande aceita\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a do s\u00e9culo XVIII, onde atingiram seu auge. Investigando problemas pol\u00edticos, religiosos e culturais, os franceses procuraram idealizar uma sociedade na qual houvesse liberdade e justi\u00e7a social.\n\nDos franceses, Voltaire (1694-1770) foi o maior dos fil\u00f3sofos iluministas e um dos maiores cr\u00edticos do Antigo Regime e da Igreja. Defendeu a liberdade de pensamento e de express\u00e3o. Como forma de governo, era a favor de uma monarquia esclarecida, na qual o governante fizesse reformas influenciado pelas ideias iluministas.\n\nOutro cr\u00edtico do Antigo Regime foi Montesquieu (1698-1755), que propunha a divis\u00e3o do poder em executivo, legislativo e judici\u00e1rio, mantendo-se os tr\u00eas em equil\u00edbrio permanente. Escreveu O esp\u00edrito das leis e\n\nCartas persas. Defendeu ainda a posi\u00e7\u00e3o de que somente as pessoas de boa renda poderiam ter direitos pol\u00edticos, ou seja, direito de votar e de candidatar-se a cargos p\u00fablicos.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158316 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Ilumin14.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"234\" \/><strong>Fran\u00e7ois Marie Arouet (Voltaire) um dos grandes\nintelectuais do Iluminismo franc\u00eas<\/strong><\/p>\nRousseau (17 12-1778), outro pensador franc\u00eas, distinguiu-se dos demais iluministas por criticar a burguesia e a propriedade privada. Considerava os homens bons por natureza e capazes de viver em harmonia, n\u00e3o fosse alguns terem se apoderado da terra, dando origem \u00e0 desigualdade e aos conflitos sociais.\n\nPropunha um governo no qual o povo participasse politicamente e a vontade da maioria determinasse as decis\u00f5es pol\u00edticas.\n\n<strong>Exp\u00f4s suas id\u00e9ias principalmente em duas obras:\u00a0<\/strong>O contrato social e Discurso sobre a origem da desigualdade.\n\nAs propostas desses e de outros iluministas franceses difundiram-se pela Europa e Am\u00e9rica em boa parte gra\u00e7as \u00e0 Enciclop\u00e9dia. Esta volumosa obra, organizada pelos iluministas Diderot e DAlembert e escrita por grandes pensadores e cientistas, sintetizava o conhecimento e as ideias vigentes na \u00e9poca.\n\nTamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia surgiram ideias novas, que atacavam o mercantilismo e a interfer\u00eancia do Estado na vida econ\u00f4mica. Na Fran\u00e7a apareceram os fisiocratas (fisio = natureza; cracia = poder), como Quesnay, para quem a riqueza de uma na\u00e7\u00e3o prov\u00e9m da agricultura e, portanto, da natureza. A economia seria regulada por leis naturais, sendo desnecess\u00e1ria a interven\u00e7\u00e3o do Estado. O principio Laissez faire, laissez passer (Deixe fazer, deixe passar) era defendido pelos fisiocratas, onde pregavam o ideal de liberdade.\n\nOs fisiocratas influenciaram na forma\u00e7\u00e3o de uma corrente de pensamento chamada liberalismo econ\u00f4mico, da qual fazem parte os ingleses Adam Smith, Thomas Malthus e David Ricardo. \u201d\n\n<strong>Iluministas Ingleses<\/strong>\n\nNo s\u00e9culo XVII, as ideias iluministas mais brilhantes surgiram na Inglaterra, pa\u00eds que apresentava grande desenvolvimento econ\u00f4mico Vejamos algumas das figuras que mais se destacaram nesse pa\u00eds.\n\nIsaac Newton (1642-1727), matem\u00e1tico, astr\u00f4nomo e f\u00edsico, preocupou-se com o estudo do movimento dos corpos do universo. Demonstrou que os corpos exercem atra\u00e7\u00e3o uns sobre os outros, formulando a lei da gravita\u00e7\u00e3o universal.\n\nOs conhecimentos de Newton em Matem\u00e1tica e F\u00edsica permitiram-lhe avan\u00e7ar em suas investiga\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas e criar, inclusive, um telesc\u00f3pio.\n\nJohn Locke (1632-1704), ao contr\u00e1rio de seu contempor\u00e2neo Thomas Hobbes, que era a favor do absolutismo, escreveu o Segundo tratado sobre o governo civil, defendendo a teoria do governo limitado. Para Locke, os homens formavam a sociedade e institu\u00edam um governo para que este lhes garantisse alguns direitos naturais, como o direito \u00e0 vida, \u00e0 felicidade, \u00e0 propriedade, etc. Por isso, caso o governo abusasse do poder, poderia ser substitu\u00eddo. Outra de suas afirma\u00e7\u00f5es era que todos os indiv\u00edduos nascem iguais, sem valores ou ideias preconcebidas.\n\n<strong>Fil\u00f3sofos Iluministas<\/strong>\n\n<strong>No Iluminismo, os principais fil\u00f3sofos foram:<\/strong>\u00a0Locke, Montesquieu, Voltaire e Rousseau.\n\n<strong>As id\u00e9ias desses fil\u00f3sofos foram o lema que dirige a sociedade burguesa:\u00a0<\/strong>\u201cLiberdade, Igualdade e Fraternidade\u201d. \u00c9 com estes fil\u00f3sofos que se forma toda a estrutura social que vivemos hoje = a sociedade burguesa. Houve tamb\u00e9m os economistas que v\u00e3o gerar o sistema capitalista liberal que vivemos hoje = o neoliberalismo.\n\n<strong>John Locke<\/strong>\n\n<strong>Locke\u00a0<\/strong>foi um fil\u00f3sofo que atacou a concep\u00e7\u00e3o absolutista de Thomas Hobbes = o mundo vivia num caos, mas o homem criou o governo e formou-se a sociedade civil, essa sociedade foi feita em um acordo entre o governante e o governado e esse acordo jamais poderia ser rompido e essa impossibilidade de romper o contrato caracterizava o absolutismo.\n\nLocke concorda com a sociedade civil (o contrato), por\u00e9m o contrato n\u00e3o s\u00f3 pode como deve ser rompido se o governante mostrar ser um mau governante = acaba o absolutismo. Se o rei \u00e9 ruim, tira-o e p\u00f5e outro. Isso existe at\u00e9 os dias de hoje.\n\nO primeiro pa\u00eds que trouxe na sua constitui\u00e7\u00e3o o princ\u00edpio de Locke foram os Estados Unidos.\n\nLocke tamb\u00e9m disse que os direitos individuais s\u00e3o dons, s\u00e3o nossos, ningu\u00e9m pode mexer, as nossas habilidades e aquilo que conseguimos atrav\u00e9s delas tamb\u00e9m \u00e9 nosso.\n\nFala-se do individualismo das pessoas na sociedade e sobre a propriedade privada que pertence a uma determinada pessoa.\n\n<strong>A teoria de Locke serve corretamente para a burguesia:\u00a0<\/strong>direitos individuais assegurados, propriedade privada inviol\u00e1vel e a possibilidade de tirar os governantes se n\u00e3o estiverem atendendo a seus interesses.\n\n<strong>Resumo:<\/strong>\u00a0ataca Hobbes. Diz que podemos retirar o governante do poder se ele n\u00e3o estiver sendo bom; diz que a propriedade \u00e9 um bem inviol\u00e1vel e defende o individualismo que cada pessoa tem.\n\n<strong>Montesquieu<\/strong>\n\n<strong>Montesquieu\u00a0<\/strong>tamb\u00e9m vai combater o absolutismo, principalmente as ideias de Maquiavel = o rei pode fazer o que quiser, porque est\u00e1 acima das nossas regras morais e \u00e9ticas. Montesquieu falava que isso est\u00e1 errado, porque quando uma pessoa det\u00e9m todos os poderes na sua m\u00e3o, essa pessoa faz mau uso do poder.\n\n<strong>Ent\u00e3o ele diz que s\u00f3 se combate o poder com o poder, para isso deve-se fracionar o poder que \u00e9 uno em tr\u00eas, ent\u00e3o Montesquieu cria a triparti\u00e7\u00e3o dos poderes:<\/strong>\n<blockquote><strong>1-)<\/strong>\u00a0Legislativo<strong>\n2-)<\/strong>\u00a0Executivo<strong>\n3-)\u00a0<\/strong>Judici\u00e1rio.<\/blockquote>\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>combate Maquiavel. Dizia que o rei n\u00e3o podia ter poderes totais, porque ele faria mau uso do poder.\u00a0<strong>Ent\u00e3o, \u201csomente o poder det\u00e9m o poder\u201d = cria-se a triparti\u00e7\u00e3o do poder em:\u00a0<\/strong>executivo, legislativo e judici\u00e1rio.\n\n<strong>Voltaire<\/strong>\n\n\u00c9 o mais irreverente. Exp\u00f5e sua filosofia em romances (mais f\u00e1cil de ler). Ele diz que o Estado (monarquia) deve ser dirigido por um rei fil\u00f3sofo, ou ent\u00e3o, um rei que tenha ministros fil\u00f3sofos, ent\u00e3o ele defende a raz\u00e3o e os princ\u00edpios iluministas para dirigir o Estado.\n\n<strong>Resumo:<\/strong>\u00a0ele defende a raz\u00e3o e os princ\u00edpios iluministas par dirigir o Estado. O rei deve ser fil\u00f3sofo ou ter ministros fil\u00f3sofos.\n\n<strong>Jean-Jaques Rousseau<\/strong>\n\nRousseau \u00e9 o mais radical de todos, ao inv\u00e9s de ver os problemas da burguesia, ele v\u00ea os problemas do povo.\n\nEle vai analisar as causas da pobreza e vai chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que os problemas da sociedade na qual vivia eram causados pela propriedade privada (depois que ela veio, veio junto a pobreza) = isso vai contra os desejos da burguesia que defendia a propriedade privada, ent\u00e3o Rousseau ser\u00e1 um fil\u00f3sofo pobre (quem patrocinava os fil\u00f3sofos era a burguesia e como ele era contra os interesses desta, n\u00e3o receber\u00e1 dinheiro).\n\nRousseau \u00e9 um fil\u00f3sofo rom\u00e2ntico, porque prop\u00f5e a volta antes dos maus acontecerem. Por isso ele cria o mito do Bom Selvagem = o \u00edndio que vivia feliz e contente sem a propriedade privada.\n\nEsse mito pode ser comparado a uma crian\u00e7a que \u00e9 pura, mas depois ela se torna ambiciosa (por causa da sociedade competitiva e da propriedade privada) e come\u00e7am os problemas da sociedade.\n\nEle prop\u00f5e a democracia = o governo do povo. \u00c9 o \u00fanico que fala em Rep\u00fablica (coisa do povo). \u201cDevemos obedecer a voz da maioria\u201d. Ele \u00e9 t\u00e3o radical que v\u00e3o consider\u00e1-lo o 1.\u00ba socialista, mas n\u00e3o foi. Socialismo s\u00f3 no s\u00e9c. XIX (ainda est\u00e1 no XVIII).\n\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Fala em igualdade social, democracia (o poder emanando da maioria), faz cr\u00edtica \u00e0 sociedade e \u00e0 propriedade privada atrav\u00e9s do mito do Bom Selvagem.\n\n<strong>Diderot e D\u2019Alembert<\/strong>\n\nEles v\u00e3o juntar todo o saber burgu\u00eas existente naquela \u00e9poca (fazem um convite a v\u00e1rios fil\u00f3sofos iluministas) em um Enciclop\u00e9dia. Demoram 30 anos para faz\u00ea-la. Estando em livros, as pessoas que n\u00e3o podiam ver os fil\u00f3sofos, poderiam saber sobre suas id\u00e9ias. Com isso, as id\u00e9ias se espalharam com maior facilidade, ajudando a derrubar o Antigo Regime.\n\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>V\u00e3o juntar todo o saber burgu\u00eas em uma Enciclop\u00e9dia e fazendo assim, mais pessoas poderiam saber sobre as id\u00e9ias dos fil\u00f3sofos e assim espalham os ideais para derrubar o Antigo Regime.\u00a0<strong>A sociedade (burguesa) na qual vivemos hoje \u00e9 fruto das id\u00e9ias feitas pelos fil\u00f3sofos do iluminismo que fazem uma s\u00e9rie de id\u00e9ias compostas na frase:<\/strong>\u00a0\u201cLiberdade, Igualdade e Fraternidade\u201d.\n\n<strong>Fisiocratismo<\/strong>\n\nOs economistas do\u00a0<strong>Iluminismo<\/strong>\u00a0v\u00e3o mudar o pensamento econ\u00f4mico que antes era mercantilista para que houvesse a transforma\u00e7\u00e3o do capitalismo mercantilista para o capitalismo liberal (industrial).\n\nA mudan\u00e7a come\u00e7a com uma \u201cescola econ\u00f4mica\u201d chamada fisiocratismo = \u201cdas atividades econ\u00f4micas que se baseiam na natureza s\u00f3 temos a agricultura\u201d. Ent\u00e3o, defende-se a agricultura, combatendo o mercantilismo (com\u00e9rcio). O homem mais importante do fisiocratismo \u00e9 o m\u00e9dico Quesnay = foi o primeiro que percebeu que existe um mercado, onde existe produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, de servi\u00e7os e de pessoas.\n\nPara Quesnay o Estado JAMAIS deve intervir na economia, mas no Mercantilismo o Estado sempre intervinha = monop\u00f3lios, cartas de concess\u00e3o, pre\u00e7os, quantidade, qualidade. Com isso, ele defende a Liberdade Econ\u00f4mica.\n\n<strong>Ele defende que a agricultura \u00e9 a \u00fanica atividade que gera riqueza = o com\u00e9rcio \u00e9 est\u00e9ril (n\u00e3o produz riqueza, ele s\u00f3 passa a riqueza de um lugar para o outro) e a ind\u00fastria tamb\u00e9m \u00e9 est\u00e9ril (ela n\u00e3o gera riqueza, apenas transforma a riqueza j\u00e1 existente), j\u00e1 a agricultura, por exemplo<\/strong>: com um gr\u00e3o de milho formam-se 3000 gr\u00e3os, isto \u00e9, criou-se uma coisa que n\u00e3o existia.\n\n<strong>Quesnay diz que a economia deve funcionar por si mesma, dizendo esta frase:<\/strong>\u00a0\u201cLaissez-faire, laissez-passer, le monde va de lui-m\u00eame\u201d (Deixar fazer, deixar passar, que o mundo vai por si mesmo) = liberdade econ\u00f4mica. Ele cria a \u201cid\u00e9ia da oferta e da procura\u201d = quanto maior a procura do produto, maior o pre\u00e7o, quanto menor a procura e maior a quantidade de produtos, menor o pre\u00e7o. Se houver liberdade, produz-se e consome-se o necess\u00e1rio, h\u00e1 estabilidade do pre\u00e7o e equil\u00edbrio.\n\nEssas leis de mercado, Quesnay chamou de Leis Naturais = funciona como o corpo humano = sem um governo estabelecido =\u00a0<strong>Ex.: respira-se involuntariamente = assim ocorrem as leis da oferta e da procura:<\/strong>\u00a0elas acontecem!\n\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Quesnay defende a liberdade econ\u00f4mica, criticando o mercantilismo. Ele fala contra o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria, defendendo a agricultura.\u00a0<strong>Fala que a economia \u00e9 regida por leis naturais:<\/strong>\u00a0\u201clei da oferta e da procura\u201d. Dizia que o Estado jamais deve intervir na economia. Mas o problema \u00e9 que Quesnay s\u00f3 \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 agricultura e da posse da terra, mas isso n\u00e3o interessa \u00e0 burguesia = tem que falar bem da ind\u00fastria, do com\u00e9rcio e \u00e9 por isso que houve o avan\u00e7o das ideias. Passa-se, ent\u00e3o, do Fisiocratismo para o Liberalismo Cl\u00e1ssico (agora s\u00e3o economistas) e o fundador \u00e9 o escoc\u00eas Adam Smith.\n\n<strong>Liberalismo Cl\u00e1ssico<\/strong>\n\nQuesnay s\u00f3 \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 agricultura e da posse da terra, mas isso n\u00e3o interessa \u00e0 burguesia = tem que falar bem da ind\u00fastria, do com\u00e9rcio e \u00e9 por isso que houve o avan\u00e7o das ideias. Passa-se, ent\u00e3o, do Fisiocratismo para o Liberalismo Cl\u00e1ssico (agora s\u00e3o economistas) e o fundador \u00e9 o escoc\u00eas Adam Smith.\n\n<strong>Adam Smith<\/strong>\n\nSmith vai criticar o Mercantilismo e dizer a mesma coisa que Quesnay falou sobre a liberdade (ela deve existir).\n\n<strong>Ele disse que o Estado s\u00f3 deve intervir na economia para fazer o trabalhador trabalhar, pois para Smith:<\/strong>\u00a0\u201cO trabalho \u00e9 a riqueza das na\u00e7\u00f5es\u201d =\u00a0<strong>Ex.:<\/strong>\u00a0no Mercantilismo, Portugal possu\u00eda o metalismo (explora\u00e7\u00e3o de ouro e prata) e os metais vinham do Brasil, mas como Portugal n\u00e3o produzia nada, teve que comprar produtos da Inglaterra e ela \u00e9 que ficou rica.\n\nO mesmo ocorreu com os EUA que tinham capacidade de produzir (trabalho).\n\n<strong>Com isso, se o trabalho \u00e9 a riqueza das na\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o todas as atividades s\u00e3o aben\u00e7oadas<\/strong>: a agricultura, a ind\u00fastria e o com\u00e9rcio. Esse pensamento serve corretamente para a burguesia.\n\n<b>Smith ainda fez a ideia\u00a0da Harmonia de Interesses = para Smith, o capitalismo geraria tanta riqueza que todo mundo ia ficar rico:\u00a0<\/b>\u201co homem, procurando seu lucro individual, inconscientemente traz benef\u00edcios para toda a comunidade\u201d. Ele achava que o patr\u00e3o iria abrir um neg\u00f3cio e gerar v\u00e1rios empregos, mas h\u00e1 um problema, pois n\u00e3o se menciona o sal\u00e1rio que, devido \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o do patr\u00e3o, seria muito pequeno.\n\n<strong>Smith s\u00f3 aborda a quantidade de empregos, mas n\u00e3o a qualidade do emprego:\u00a0<\/strong>\u201cbuscando-se o lucro, causa-se a desgra\u00e7a alheia\u201d. Portanto, essa teoria n\u00e3o acontece, n\u00e3o funciona, mas como a teoria \u00e9 otimista, ela faz com que o trabalhador se confunda. Ent\u00e3o, quando se diz que o bem estar sendo distribu\u00eddo para todos e que o interesse do patr\u00e3o est\u00e1 junto com o interesse do empregado, o trabalhador confunde a sua riqueza com a do patr\u00e3o e vai cuidar bem dessa riqueza, mas o patr\u00e3o sabe aquilo \u00e9 s\u00f3 dele. Com isso, Smith \u00e9 a favor do patr\u00e3o (burgu\u00eas).\n\nSmith tamb\u00e9m dividiu o trabalho em partes (fases), antes o trabalho era artesanal (uma pessoa come\u00e7ava e terminava o produto), mas esse trabalho gerava produtos muito caros, em pequena quantidade e, \u00e0s vezes, um diferente do outro. Com o trabalho em partes, cada trabalhador faz uma fun\u00e7\u00e3o e, assim, n\u00e3o precisa pensar para fazer o trabalho, torna-se algo mec\u00e2nico e a produ\u00e7\u00e3o vai mais r\u00e1pida, com isso, o produto vem em maior quantidade para o mercado e mais barato, al\u00e9m disso, os produtos em s\u00e9rie s\u00e3o iguais (com qualidades iguais), isso trazia competitividade (o produto do artes\u00e3o n\u00e3o seria mais comprado); era bom para o patr\u00e3o, mas o oper\u00e1rio (trabalhador) teria que trabalhar bem mais para ganhar bem menos = favorece-sede novo o burgu\u00eas.\n\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Foi o introdutor do capitalismo liberal, ele falou v\u00e1rias coisas, entre elas defendeu a liberdade econ\u00f4mica, ele dividiu o trabalho em fases, falou sobre a Harmonia de Interesses (\u201co homem procurando seu lucro individual, inconscientemente traz benef\u00edcios para toda a comunidade\u201d) e todas essas ideias s\u00e3o favor\u00e1veis ao patr\u00e3o.\n\n<strong>David Ricardo<\/strong>\n\nRicardo j\u00e1 vive na \u00e9poca em que se viu que a teoria de Smith estava errada quanto \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o da riqueza = ela passou a ser concentrada nas m\u00e3os de poucos, mas Ricardo n\u00e3o vai defender o lado da popula\u00e7\u00e3o.\n\nRicardo \u00e9 um especulador = ele era professor duma universidade e quando ele entrava na bolsa de valores e comprava a\u00e7\u00f5es de uma pequena empresa, ent\u00e3o todos achavam que era um bom neg\u00f3cio e compravam tamb\u00e9m, assim o pre\u00e7o das a\u00e7\u00f5es subia e Ricardo vendia as suas a\u00e7\u00f5es e desse modo ia ganhando muito dinheiro = essa \u00e9 a chamada especula\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Ricardo criou a Lei F\u00e9rrea dos Sal\u00e1rios = definia quanto deveria ser o sal\u00e1rio do trabalhador = dizia que o sal\u00e1rio deveria ser o suficiente para que o sistema se reproduza = trabalhador n\u00e3o pode morrer de fome, se morrer, \u00e9 o fim do capitalismo = s\u00f3 funciona com duas coisas<\/strong>: com o Capital (dinheiro, pr\u00e9dio, m\u00e1quinas,\u2026) e o Trabalhador. Para manter vivo o trabalho, depende-se da comida, ent\u00e3o o sal\u00e1rio deveria ser o suficiente para comprar a comida e alimentar os trabalhadores e a fam\u00edlia, com isso, se o pre\u00e7o da comida subir, o sal\u00e1rio tamb\u00e9m deve subir e se o pre\u00e7o da comida descer, o sal\u00e1rio tamb\u00e9m deve descer para que o trabalhador n\u00e3o se torne \u201cvagabundo\u201d.\n\n<strong>Ricardo tamb\u00e9m disse como se deve calcular o pre\u00e7o final do produto:\u00a0<\/strong>deve-se somar o que gasta com mat\u00e9ria-prima, energia, desgaste do maquin\u00e1rio e o gasto com o sal\u00e1rio, com essa soma se obt\u00e9m o Custo, a\u00ed v\u00ea a procura do produto no mercado, se tiver grande procura, ter\u00e1 um pre\u00e7o maior e o Lucro ser\u00e1 maior. \u201cCusto + Lucro = Pre\u00e7o do Produto\u201d.\n\n<strong>Karl Marx dizia diferente<\/strong>: o sal\u00e1rio do trabalhador deve ser o pre\u00e7o daquilo que ele produziu, com isso, o patr\u00e3o n\u00e3o ganharia nada (ele n\u00e3o existiria) = socialismo.\n\nRicardo tamb\u00e9m disse sobre a Lei dos Rendimentos Decrescentes, isto \u00e9, quanto devemos investir na empresa para que n\u00e3o se tenha preju\u00edzo, pois nos primeiros investimentos, os rendimentos ser\u00e3o grandes, mas depois, se investir mais, os rendimentos v\u00e3o diminuindo at\u00e9 come\u00e7ar a perder dinheiro. Ricardo, ent\u00e3o, tra\u00e7a uma margem de satisfa\u00e7\u00e3o (ideal), se passar disso, os investimentos n\u00e3o passar\u00e3o a ter o mesmo rendimento (rendimento decrescente).\n\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Ele falou da Lei F\u00e9rrea dos Sal\u00e1rios, onde o sal\u00e1rio do trabalhador deve estar relacionado ao pre\u00e7o da comida para que este n\u00e3o morra de fome. Definiu qual deve ser o pre\u00e7o do produto (custo + lucro) e falou da Lei dos Rendimentos Decrescentes que serve para calcular a quantidade de investimentos que um empres\u00e1rio deve realizar numa empresa para ter o m\u00e1ximo de lucro, evitando os excessos.\n\n<strong>Thomas Robert Malthus<\/strong>\n\nMalthus tinha como preocupa\u00e7\u00e3o o crescimento da popula\u00e7\u00e3o. Malthus criou a Teoria Malthusiana = comida cresce em ritmo de Progress\u00e3o Aritm\u00e9tica (1, 2, 3, 4,\u2026) e a popula\u00e7\u00e3o em ritmo de Progress\u00e3o Geom\u00e9trica (1, 2, 4, 8,\u2026), ou seja, em um momento vai haver mais gente do que comida e vai haver uma grande crise. E dizia que as guerras e as pestes eram boas porque limitavam o crescimento da popula\u00e7\u00e3o.\n\nPor haver mais pobre, ele \u00e9 respons\u00e1vel pela crise, ele n\u00e3o consegue se conter sexualmente e tem muitos filhos. E para limitar os filhos, tem que se diminuir o sal\u00e1rio.\n\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Ele diz que faltar\u00e1 comida, pois enquanto a comida cresce em P.A., a popula\u00e7\u00e3o cresce em P.G.; e o principal culpado \u00e9 o pobre, ent\u00e3o deve-se baixar o sal\u00e1rio do pobre para que este tenha menos filhos.\n\n<strong>Jean Batista Say<\/strong>\n\nSay cria a teoria de que tudo que \u00e9 produzido, ser\u00e1 consumido, ent\u00e3o n\u00e3o deveriam haver estoques porque algu\u00e9m sempre iria comprar o produto.\n\nIsso prejudica o trabalhador porque impossibilita de ser considerado um consumidor, portanto, o trabalhador n\u00e3o precisa ganhar altos sal\u00e1rios para consumir tamb\u00e9m, porque sempre algu\u00e9m vai comprar.\n\nEssa teoria (Lei) de Say est\u00e1 errada e ser\u00e1 negada v\u00e1rias vezes na pr\u00e1tica. O melhor exemplo \u00e9 a crise de 1929 (ocorreu um grande ac\u00famulo de produtos que n\u00e3o conseguiram ser vendidos).\n\nSe o capitalismo n\u00e3o for monitorado e se n\u00e3o houver um Estado para controlar o pagamento dos sal\u00e1rios e impedir que os sal\u00e1rios caiam a um n\u00edvel muito baixo, vai acontecer o fen\u00f4meno da Superprodu\u00e7\u00e3o (muitos produtos que n\u00e3o ser\u00e3o absorvidos pelo mercado). Em 1929, o capitalismo passou pela sua pior crise, onde havia a superprodu\u00e7\u00e3o e o subconsumo. Com uma crise, as a\u00e7\u00f5es caem, a moeda se desvaloriza, os produtos ficam estocados, etc..\n\n<strong>Resumo:\u00a0<\/strong>Dizia que tudo que \u00e9 produzido, ser\u00e1 consumido = n\u00e3o existem os estoques, com isso, o pobre n\u00e3o \u00e9 considerado um consumidor (outros ir\u00e3o comprar o produto), ent\u00e3o n\u00e3o precisa ter sal\u00e1rios altos.\n\n<strong>John Stuart Mill:<\/strong>\u00a0Mill vai falar contra o sindicato.\n\nO sindicato tem a fun\u00e7\u00e3o de amenizar a explora\u00e7\u00e3o do dono para cima dos trabalhadores.\n\nMill dizia que o sindicato faria greves e com as greves, ele dizia que muitos trabalhadores seriam demitidos para que se pudesse subir o sal\u00e1rio do restante, mas esse restante que ficou teria que trabalhar bem mais para compensar a produ\u00e7\u00e3o. Portanto, para Mill, o sindicato demite pessoas e faz com que outros trabalhem mais para compensar a produ\u00e7\u00e3o.\n\nEssa ideia est\u00e1 errada, ele contou essa est\u00f3ria para favorecer a burguesia, pois n\u00e3o haveria apoio aos sindicatos e n\u00e3o haveria greves, pois com greves, n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o, nem dinheiro.\n\n<strong>Resumo:<\/strong>\u00a0ele diz que os sindicatos s\u00e3o respons\u00e1veis pelo desemprego e ele diz isso para que n\u00e3o haja greves, pois se h\u00e1 greve, n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o, nem lucro.\n\n<strong>Despotismo Esclarecido<\/strong>\n\nAlgumas ideias formadas pelo Iluminismo chegam aos ouvidos do rei (Antigo Regime). Os reis percebem que algo deve ser feito para se modernizar os seus reinos, ent\u00e3o eles v\u00e3o usar algumas id\u00e9ias do Iluminismo para modernizarem seus reinos, por isso s\u00e3o chamados de d\u00e9spotas (rei absoluto) iluminados. O problema \u00e9 que quando o rei usa as ideias do Iluminismo, ele n\u00e3o pode aprofundar muito, porque sen\u00e3o ele acaba com o Regime Absoluto. Ele n\u00e3o vai poder usar as ideias de qualquer fil\u00f3sofo = Rousseau (defende a democracia), Montesquieu (divide o seu poder em tr\u00eas).\n\nMas ele pode usar a ideia de Igualdade Jur\u00eddica = \u201ca partir de agora o clero e a nobreza v\u00e3o pagar impostos tamb\u00e9m e n\u00e3o s\u00f3 a burguesia e os servos (trabalhadores)\u201d, mas o imposto que era cobrado ao clero e \u00e0 nobreza \u00e9 muito pequeno quando comparado aos dos outros.\n\nAlguns reis v\u00e3o chamar pessoas mais inteligentes para dirigir o reino em nome deles = foi o caso de Portugal, onde o rei chamou o Marqu\u00eas de Pombal, que vai tirar gastos, racionalizar a administra\u00e7\u00e3o, melhorar a explora\u00e7\u00e3o do Brasil, etc..\n\nEssas medidas n\u00e3o v\u00e3o funcionar t\u00e3o bem a ponto de impedir o fim do Antigo Regime, mas v\u00e3o retardar o fim deste.\n\n<strong>Resumo:<\/strong>\u00a0foi uma tentativa dos monarcas europeus visando reformar o Antigo Regime, evitando sua decad\u00eancia, mas haver\u00e1 apenas um retardamento no processo.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0\u00a0www.saberhistoria.hpg.ig.com.br\/www.eurekabr.hpg.ig.com.br\/www.encyclopedia.com\n\n&nbsp;\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iluminismo, Fil\u00f3sofos, Corrente, Pensamento, Per\u00edodo, Movimento, Literatura, Caracter\u00edsticas, Franceses, Ingleses, O que foi, Iluminismo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16825,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-16819","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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