{"id":16683,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/teatro-oficina\/"},"modified":"2026-08-31T23:38:07","modified_gmt":"2026-08-31T23:38:07","slug":"teatro-oficina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/teatro-oficina\/","title":{"rendered":"Teatro Oficina"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>O que \u00e9<\/h4>\nO <strong>Teatro Oficina<\/strong> \u00e9 uma companhia de teatro das mais importantes do Brasil localizada em S\u00e3o Paulo.\n\nFundado em 1958 por um grupo de alunos da Escola de Direito do Largo de S\u00e3o Francisco, sendo um deles Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa, hoje o principal diretor do Oficina e respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o de centenas de atores, como Etty Fraser, Maria Alice Vergueiro do Tapa na pantera entre outros, ao longo de suas d\u00e9cadas de exist\u00eancia.\n\nO <strong>Teatro Oficina<\/strong> distinguiu-se por ter absorvido, na d\u00e9cada de 60, toda a experi\u00eancia c\u00eanica internacional e foi neste lugar que seria lan\u00e7ado na cultura brasileira o que ficou conhecido como Tropicalismo, est\u00e9tica ligada ao movimento antropof\u00e1gico de Oswald de Andrade e que influenciou m\u00fasicos, poetas e outros artistas.\n\nA representa\u00e7\u00e3o desse Tropicalismo se deu no <strong>Teatro Oficina<\/strong> com a estr\u00e9ia de O Rei da Vela, em 1967, atuada por outro fundador do Oficina, Renato Borghi.\n\n&#8220;A dramaturgia bomb\u00e1stica me fazia sentir atuando dentro da raiz e da alma brasileira; nesta pe\u00e7a, o Oswald falava do Brasil de uma forma antropof\u00e1gica, devorando o que gente tinha de bom e de p\u00e9ssimo.\n<h4>O<strong> Teatro Oficina<\/strong><\/h4>\nO<strong> Teatro Oficina<\/strong>, na d\u00e9cada de 1960, foi um importante centro de vanguarda e de resist\u00eancia aos anos autorit\u00e1rios do pa\u00eds.\n\nDedicado \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica dos anos de ditadura, a partir de 1967, com a pe\u00e7a O rei da vela, o Teatro Oficina desenvolveu-se com o &#8220;espet\u00e1culo-manifesto&#8221;, tendo sido interditado pela Justi\u00e7a Federal. Foi tombado pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e o edif\u00edcio foi reformado com projeto dos arquitetos Lina Bo Bardi e Edson Elito.\n\nAtualmente, o <strong>Teatro Oficina<\/strong> \u00e9 administrado em comodato pelo Grupo Uzyna Uzona. O teatro guarda ainda toda a mem\u00f3ria de sua trajet\u00f3ria contestadora e vanguardista. Isso pode ser visto em recortes de jornais, cadernos de ensaios, manuscritos, impressos, fitas de \u00e1udio, filmes, v\u00eddeos, cartazes e fotografias.\n\n<strong>O grupo de teatro amador foi formado por estudantes da Faculdade de Direito do Largo S\u00e3o Francisco, em S\u00e3o Paulo, em 1958<\/strong>: Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa, Renato Borghi, Carlos Queiroz Telles, Amir Haddad, Moracy do Val, Jairo Arco e Flexa. Estrearam em 28 de outubro de 1958, com <strong>dois espet\u00e1culos<\/strong>: A Ponte, de Carlos Queiroz Telles, dirigido por Amir Haddad e Vento Forte para Um Papagaio Subir, de Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa.\n\nDepois do primeiro ano de trabalho parte do grupo decidiu pela profissionaliza\u00e7\u00e3o e nos anos seguintes foram delineando-se escolhas pol\u00edticas e est\u00e9ticas que fariam do Teatro Oficina express\u00e3o dramat\u00fargica \u00edmpar na cria\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos, marcados sempre pela inquieta\u00e7\u00e3o. Revelou autores, diretores, atores e atrizes em dezenas de montagens teatrais. Em 1974, Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa seguiu para Portugal e Mo\u00e7ambique, retornando ao pa\u00eds ap\u00f3s a anistia, quando retomou as atividades do Teatro Oficina.\n\nA documenta\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o foi retirada do pa\u00eds ap\u00f3s a invas\u00e3o do Teatro pela Pol\u00edcia Federal e retornou em 1979, com a abertura pol\u00edtica. Registra a trajet\u00f3ria do grupo, bem como os momentos importantes da vida pol\u00edtico-cultural brasileira. Abrange o per\u00edodo de 1959 a 1986. Destacam-se a cole\u00e7\u00e3o de 3.781 fotografias e as grava\u00e7\u00f5es de cenas ao vivo de O Rei da Vela, no Teatro Jo\u00e3o Caetano, al\u00e9m das encena\u00e7\u00f5es de Os Pequenos Burgueses (1963) e Quatro Num Quarto (1966).\n<h4>Origem<\/h4>\nCriado em 1958 por um grupo de estudantes da Escola de Direito do Largo de S\u00e3o Francisco, em S\u00e3o Paulo, o <strong>Teatro Oficina<\/strong> distinguiu-se por ter absorvido, na d\u00e9cada de 60, toda a experi\u00eancia c\u00eanica internacional, vinda de fins do s\u00e9culo passado at\u00e9 aqueles dias, dando-lhe um cunho eminentemente brasileiro.\n\nA primeira grande realiza\u00e7\u00e3o do elenco, em 1963, foi Pequenos Burgueses, de G\u00f3rki, dirigida por Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa, respons\u00e1vel por todas as montagens subseq\u00fcentes de maior qualidade. A cr\u00edtica reconheceu nela o melhor exemplo de encena\u00e7\u00e3o realista, na linha stanislavskiana, produzida no Brasil. Andorra, de Max Frisch (1964), j\u00e1 incorporou a linguagem \u00e9pica, deslocada em Os Inimigos, tamb\u00e9m de G\u00f3rki (1966), brigando com o estilo do autor.\n\nA estr\u00e9ia de O Rei da Vela, em 1967, teve o m\u00e9rito de incorporar Oswald de Andrade, com um texto publicado em 1937, \u00e0 Hist\u00f3ria do Teatro Brasileiro, e de ser o arauto de um movimento batizado como tropicalismo, de repercuss\u00e3o em outras artes.\n\nGalileu Galilei (1968) quebrava o racionalismo extremo de Brecht com uma carnavaliza\u00e7\u00e3o eminentemente brasileira. E Na Selva das Cidades, do jovem Brecht (1969), que aproveitou as li\u00e7\u00f5es de Grot\u00f3wski, tem o direito de considerar-se o mais po\u00e9tico espet\u00e1culo moderno em nosso palco.\n\nIncans\u00e1vel na sua busca, o Oficina pretendeu romper as fronteiras convencionais do teatro, fazendo &#8220;te-ato&#8221; em Gracias, Senior, cria\u00e7\u00e3o coletiva de seus atuadores, n\u00e3o mais int\u00e9rpretes, em 1972. Aparentada a Paradise Now, do Living Theatre norte-americano, a montagem foi discutida em virtude de posturas autorit\u00e1rias que parecia conter.\n\nA rigidez da censura pol\u00edtica, os problemas internos do grupo e o ex\u00edlio de Jos\u00e9 Celso puseram fim \u00e0 aventura brilhante do Oficina.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro Oficina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/oteatro11.jpg\" alt=\"Teatro Oficina\" width=\"189\" height=\"214\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro Oficina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/oteatro12.jpg\" alt=\"Teatro Oficina\" width=\"313\" height=\"239\" \/><\/p>\nFonte: www.saopaulo.sp.gov.br\/segall.ifch.unicamp.br\/www.mre.gov.br\n<h6>Teatro Oficina<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nGrupo que tem como figura central o diretor Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa desde a funda\u00e7\u00e3o nos anos de 1960.\n\nO <strong>Teatro Oficina<\/strong> \u0096 Uzyna Uzona passou por diversas forma\u00e7\u00f5es, trabalhando com espet\u00e1culos de elencos bastante numerosos.\n\nZ\u00e9 Celso \u0096 como \u00e9 normalmente chamado \u0096 uma marcante figura do teatro brasileiro, \u00e9 tido pelos cr\u00edticos e te\u00f3ricos teatrais como um dos mais importantes encenadores do nosso pa\u00eds. Viveu as experi\u00eancias da contracultura nos anos 60 e foi um dos artistas da g\u00eanese do movimento da \u0093Tropic\u00e1lia\u0094.\n\nO <strong>Teatro Oficina<\/strong>, que posteriormente passa a ser chamado tamb\u00e9m de Uzyna Uzona produziu montagens antol\u00f3gicas nos anos 60 como \u0093Pequenos Burgueses\u0094 (1963), \u0093Rei da Vela\u0094 (1967) e \u0093Na Selva das Cidades\u0094 (1969), este \u00faltimo uma refer\u00eancia de viol\u00eancia c\u00eanica de grande expressividade.\n\nSempre influenciado pelos rituais, Z\u00e9 Celso explora desde elementos carnavalescos at\u00e9 os processos que tem base em orgias entre o elenco, e \u00e9 frequentemente contestado em seu trabalho pelo uso de fortes cenas de sexo e de temas pol\u00eamicos. Nos anos de 1960, tal elemento servia como cr\u00edtica contra a repress\u00e3o sexual, e nos dias de hoje o sexo \u00e9 ainda presente em seus espet\u00e1culos, talvez com objetivos bastante semelhantes. \u00c9 comum tamb\u00e9m o uso de cenas de luta, as tem\u00e1ticas pol\u00edticas, assim como a exposi\u00e7\u00e3o do corpo nu, elemento usado em quase todas as suas montagens mais recentes.\n\nNuma [&#8230;] tend\u00eancia mais vanguardista ou mais corretamente da vanguarda \u0096 desenvolvida a partir de experimentalismos est\u00e9ticos, fundamentados na ruptura, no choque, na iconoclastia, na busca de \u0091novas\u0092 e ritual\u00edsticas rela\u00e7\u00f5es com o p\u00fablico e na reapresenta\u00e7\u00e3o de assuntos ditos proibidos, malditos ou mesmo pouco afeitos ao teatro \u0096 encontra-se a inquietante figura de Jos\u00e9 Celso Martinez Correa, um dos criadores do Teatro Oficina (fundado em 1958). Respons\u00e1veis pelas mais belas, pol\u00eamicas e significativas encena\u00e7\u00f5es do teatro brasileiro de todos os tempos \u0096 na tend\u00eancia aludida \u0096 (e contando com os parceiros permanentes da chamada tr\u00edade do Oficina, at\u00e9 1971, Fernando Peixoto e Renato Borghi), Z\u00e9 Celso fincou ra\u00edzes, confundiu cr\u00edticos e p\u00fablico, desestruturou convic\u00e7\u00f5es, comportamentos e mentalidades e caracterizou-se em personagem tot\u00eamica e modelar do teatro universal do Ocidente (MATTE: 2003, p. da internet).\n\nUma das obras mais controversas no sentido do chamariz sexual foi a montagem de 1994 \u0093As Bacantes\u0094, baseada na trag\u00e9dia de Eur\u00edpedes, obra que sugere uma abordagem antropof\u00e1gica a este encenador muito afeito aos rituais, e que faz desta montagem uma \u0093celebra\u00e7\u00e3o orgi\u00e1stica dos conflitos do Brasil contempor\u00e2neo\u0094 (COMODO; CORREA: 1993, p. da internet). Na obra original de Eur\u00edpedes, Penteu, o rei de Tebas, tenta reprimir as bacanais e desordens ligadas ao culto de Dion\u00edsio, o deus da fartura, do prazer e tamb\u00e9m do teatro. A obra \u00e9 definida por Z\u00e9 Celso como uma \u00f3pera de carnaval e alia elementos como vinho, nudez, cenas picantes e cr\u00edtica ao governo (Idem: 1993).\n\n<strong>A orgia n\u00e3o est\u00e1 apenas presente como recurso c\u00eanico nos trabalhos do Oficina mas tamb\u00e9m que elemento dos processos, como comenta Z\u00e9 Celso:<\/strong>\n\n\u0093Mist\u00e9rios gozozos, a pe\u00e7a anterior, nasceu de uma orgia-laborat\u00f3rio, realizada na escola de teatro da USP, escondida, assistida pelos vigias e por alguns alunos da noite. Eu s\u00f3 topei fazer esta oficina desde que todos se tocassem nos \u00f3rg\u00e3os genitais. Mas n\u00e3o foi uma bacanal. Eram apenas toques. O espet\u00e1culo nascia leve, leve como quando voc\u00ea termina uma rela\u00e7\u00e3o sexual com quem est\u00e1 apaixonado. De tempos em tempos a sociedade tem que fazer uma orgia sen\u00e3o ela n\u00e3o se renova. N\u00e3o existe s\u00f3 o papai e mam\u00e3e. Existe o respeito de dar para todo mundo e de receber de todo mundo. Faz parte da vida, do conhecimento da vida (Idem: 1993).\n\nUm motivo de grande pol\u00eamica nesta obra do Oficina foi a cena em que as sacerdotisas de Dion\u00edsio despiam uma pessoa do p\u00fablico. Em uma das exibi\u00e7\u00f5es as atrizes despiram o cantor e compositor Caetano Veloso, o que aumentou ainda mais a pol\u00eamica em torno da pe\u00e7a. A nudez e o sexo na cena foram elementos de grande import\u00e2ncia j\u00e1 que a f\u00e1bula de Eur\u00edpedes explora as \u0093bacanais\u0094, rituais em que as bacantes despiam e devoravam homens. Conforme comenta Ivan Cl\u00e1udio em um artigo para a revista Isto \u00c9 \u0096 Cultura, parte do p\u00fablico paulista evitou a montagem depois do esc\u00e2ndalo que envolvia esta e outras cenas.\n\n<strong>O diretor Z\u00e9 Celso Martinez responde aos alardes<\/strong>: &#8220;Os jornais ficaram contabilizando quantas vezes um homem beijava o outro ou passava a m\u00e3o na bunda, mas escandalosa mesmo \u00e9 a cultura que nos \u00e9 imposta, este eterno papai-e-mam\u00e3e\u0094 (CLAUDIO: 1994, p. da internet).\n\n\u0093Mist\u00e9rios Gozozos\u0094, montagem de 1994 baseada na obra de Oswald de Andrade, foi musicada por Jos\u00e9 Miguel Wisnik e apresentada em pra\u00e7as e ruas de S\u00e3o Paulo, realizando tamb\u00e9m uma temporada no Teatro Oficina em 1994 e 1995. Contestando a imagem de Jesus Cristo, a obra adotava linguagem agressiva na encena\u00e7\u00e3o de Z\u00e9 Celso buscando por meio da celebra\u00e7\u00e3o uma interse\u00e7\u00e3o entre religi\u00e3o, sexo e arte.\n\n<strong>\u0093Mist\u00e9rios Gozosos\u0094 contava a hist\u00f3ria de um vendedor de santos dividido entre a sua fam\u00edlia que mora no morro e uma jovem prostituta do Mangue. M\u00e1rio Vitor Santos, comenta na Folha de S\u00e3o Paulo de 19\/3\/95 sobre a abordagem do sexo na cena nesta montagem<\/strong>:\n\nSendo a hist\u00f3ria sobre as prostitutas da extinta regi\u00e3o do Mangue, h\u00e1 muitas cenas de sexo. (&#8230;) N\u00e3o \u00e9 sexo puro porque \u00e9 teatro, mas n\u00e3o \u00e9 apenas teatro, \u00e9 mais. Corr\u00eaa parece buscar um novo fazer teatral, que ultrapasse os limites da linguagem da arte, como se procurasse aproxim\u00e1-la de um seu n\u00facleo energ\u00e9tico (TEATRO OFICINA: 2008, p. da internet).\n\nAlberto Guzik comenta num artigo publicado em 17\/2\/94 no Jornal da Tarde, sobre a montagem de \u0093Mist\u00e9rios Gozosos\u0094. Segundo ele, \u0093a encena\u00e7\u00e3o impressiona pela vitalidade e energia. Foi um pequeno milagre dionis\u00edaco. A orgia em pra\u00e7a p\u00fablica, com livre exibi\u00e7\u00e3o de nus indignou conservadores\u0094 (Idem: 2008). No Jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, em 17\/2\/94, Enor Paiano comenta sobre a mesma montagem que: \u0093Sexo expl\u00edcito, como prometido n\u00e3o teve, em compensa\u00e7\u00e3o, muito espectador saiu sentindose \u00edntimo das atrizes Cristiane Tricerri e Alleyona Cavalli, que bateram recordes de nudez em pra\u00e7a p\u00fablica.\u0094 (Idem: 2008).a\n\nUm dos projetos mais recentes do Oficina, a montagem em cinco espet\u00e1culos das tr\u00eas partes de \u0093Os Sert\u00f5es\u0094 de Euclides da Cunha, exp\u00f5e um vasto panorama da forma\u00e7\u00e3o do povo brasileiro numa cria\u00e7\u00e3o que parte das inquieta\u00e7\u00f5es do grupo pela sobreviv\u00eancia de seu edif\u00edcio teatral, uma antiga luta contra o empres\u00e1rio Silvio Santos, interessado em construir um shopping center que compreenderia o Teatro Oficina em seu interior como sala convencional de espet\u00e1culos. A busca da terra na obra de Euclides da Cunha \u00e9 a met\u00e1fora central deste trabalho.\n\nFonte central de seus Os Sert\u00f5es \u00e9 a obra hom\u00f4nima publicada por Euclides da Cunha em 1902. Sob o pretexto de examinar a Guerra de Canudos (Bahia, 1896-1897), ela tra\u00e7a um perfil sem precedentes \u0096 ainda que ideologicamente tingido pelo positivismo e o darwinismo \u0096 do povo brasileiro. \u00c9 considerada a &#8220;b\u00edblia da brasilidade&#8221;. O ciclo de Z\u00e9 Celso tem tr\u00eas partes prontas, at\u00e9 agora: A Terra, O Homem 1 e O Homem 2, num total de cerca de 16 horas (VALENTE: 2004, p. da internet)\n\n<strong>As cenas de sexo s\u00e3o um elemento impactante em \u0093Os Sert\u00f5es\u0094 como podemos perceber no depoimento de Dellano Rios no Di\u00e1rio do Nordeste em 19\/11\/2007:<\/strong>\n\nO sexo e as heresias, sem d\u00favida, incomodaram. Boa parte das cr\u00edticas que se ouviam pela cidade atacavam esses pontos. Os \u00e2nimos alterados n\u00e3o intimidaram a companhia, que a cada dia trazia novidades provocantes. Depois do or\u00e1culo vaginal, de \u00b4O Homem I\u00b4, viu-se o pr\u00f3prio p\u00fablico entrar em cena, tirar a roupa e participar de uma quase-orgia na pe\u00e7a seguinte. Pol\u00eamica \u00e0 parte, o sexo rendeu algumas das melhores cenas em \u00b4Os Sert\u00f5es\u00b4, exatamente quando assumia um lugar central \u0096 na miscigena\u00e7\u00e3o das ra\u00e7as encenada em seu segundo dia de espet\u00e1culo (RIOS: 2007, p. da internet).\n\nA carnavaliza\u00e7\u00e3o no trabalho do Oficina se evidencia numa busca constante por atingir um teatro dionis\u00edaco, um teatro orgi\u00e1stico, que se defronta com uma sociedade conservadora que, para o diretor Z\u00e9 Celso, est\u00e1 em rumo a uma purifica\u00e7\u00e3o.\n\nDioniso \u0097 Z\u00e9 Celso ensina \u0097, al\u00e9m do teatro, criou a antropologia, oferecendo uma s\u00edntese do humano, produto da viol\u00eancia e do erotismo. Z\u00e9 Celso desenvolve ao m\u00e1ximo essa id\u00e9ia, associando repress\u00e3o sexual e opress\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica.\n\n<strong>A centralidade da nudez se esclarece<\/strong>: o corpo deve renascer no palco, vivenciando a travessia do sert\u00e3o e as vicissitudes da luta. A nudez \u00e9 uma p\u00e1gina em branco, na qual se pode inscrever uma nova hist\u00f3ria (ROCHA: 2005, p. da internet).\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro Oficina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/oteatro8.jpg\" alt=\"Teatro Oficina\" width=\"303\" height=\"227\" \/>\n\u0093Os Sert\u00f5es\u0094 na Alemanha (2005)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro Oficina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/oteatro9.jpg\" alt=\"Teatro Oficina\" width=\"304\" height=\"240\" \/>\nPrimeira montagem de \u0093O Rei da Vela\u0094 (1963)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro Oficina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/oteatro10.jpg\" alt=\"Teatro Oficina\" width=\"295\" height=\"231\" \/>\n<strong>\u0093Mist\u00e9rios Gozosos\u0094<\/strong><\/p>\n<strong>Refer\u00eancias<\/strong>\n\nCLAUDIO, Ivan. 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