{"id":16672,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/teatro-na-antiguidade\/"},"modified":"2026-08-31T23:38:01","modified_gmt":"2026-08-31T23:38:01","slug":"teatro-na-antiguidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/teatro-na-antiguidade\/","title":{"rendered":"Teatro na Antiguidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nNo s\u00e9culo VI a.C., na Gr\u00e9cia, surgiu o primeiro ator quando o corifeu T\u00e9spis destacou-se do coro e, avan\u00e7ando at\u00e9 a frente do palco, declarou estar representando o deus Dion\u00edsio.\n\nFoi dado o primeiro passo para o teatro como o conhecemos hoje. Em Roma os primeiros jogos c\u00eanicos datam de 364 a.C.\n\nA primeira pe\u00e7a, traduzida do grego, foi representada em 240 a.C. por um escravo capturado em Tarento. Imitou-se o repert\u00f3rio grego, misturando palavra e canto, e os pap\u00e9is foram representados por atores masculinos mascarados, escravos ou libertos.\n<h4><strong>Gr\u00e9cia Antiga <\/strong><\/h4>\nNo s\u00e9culo VI a.C., a mistifica\u00e7\u00e3o na Gr\u00e9cia em rela\u00e7\u00e3o aos seus deuses e cren\u00e7as extrapolava o campo religioso e passava a fazer parte da rotina das pessoas.\n\nEssa religi\u00e3o polite\u00edsta dava um panorama ao homem grego de todas as ocorr\u00eancias inexplic\u00e1veis do mundo sem a ajuda da ainda arcaica ci\u00eancia ocidental.\n\nOs deuses eram os benfeitores ou malfeitores da Terra e possu\u00edam um poder sobre o homem, sobre o c\u00e9u e sobre a terra. Assim surgiram lendas que, divulgadas por mecanismo de oralidade prim\u00e1ria, ou seja, oralmente, de pai para filho, procuravam instruir toda a civiliza\u00e7\u00e3o para que essa atuasse em detrimento da subjetividade daquela sociedade e do bem em comum, seguindo regras de comportamento e um padr\u00e3o paradigm\u00e1tico que n\u00e3o podia jamais ser quebrado.\n\nS\u00f3 para ter uma id\u00e9ia da grandeza dessa credulidade, quando o Colosso de Rodes foi parcialmente destru\u00eddo por um terremoto, em 248 a.C., o rei eg\u00edpcio Ptolomeu se prop\u00f4s a reconstruir a enorme est\u00e1tua (que homenageava o Deus Apolo, o Deus do Sol), sofrendo por\u00e9m a recusa da popula\u00e7\u00e3o de Rodes, que ao consultar um dos or\u00e1culos (que segundo os gregos, eram homens que representavam os deuses na Terra) foi desmotivada a permitir a reconstru\u00e7\u00e3o, pois, segundo o or\u00e1culo, o terremoto havia sido um recado do deus que n\u00e3o tinha gostado da homenagem.\n\nAssim, o Colosso de Rodes, at\u00e9 hoje reconhecido como uma das sete maravilhas do mundo, ficou aos peda\u00e7os, sendo completamente destru\u00eddo pelos \u00e1rabes, na invas\u00e3o em 654 d.C. Como a vida dos deuses estavam diretamente relacionada \u00e0 vida dos homens na Gr\u00e9cia antiga, a ci\u00eancia e a arte tenderam a seguir esse mesmo percurso, de forma que os deuses influenciavam at\u00e9 mesmo as guerras dos homens, como a Guerra de Tr\u00f3ia, que foi narrada pelos gregos com um misto de f\u00e1bula e realidade, com um la\u00e7o muito t\u00eanue entre a mitologia e o acontecimento real, de forma que os historiadores nunca souberam muito bem o que realmente aconteceu durante essa famosa guerra entre gregos e troianos.\n\nA arte por si pr\u00f3pria n\u00e3o deixa de ser m\u00edtica, ou at\u00e9 mesmo m\u00edstica, pois \u00e9 elevada pelo homem como elemento fundamental para a rela\u00e7\u00e3o humana, em seu sentido mais amplo, no tocante \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, ao sentimento humano, ao car\u00e1ter, \u00e0 personalidade, cultura e express\u00e3o do homem social. A ci\u00eancia \u00e9 a busca do bem comunit\u00e1rio, das inova\u00e7\u00f5es, da quebra incessante de barreiras que impedem o crescimento humano.\n\nA ci\u00eancia e a arte tornam-se elementos biun\u00edvocos, ou seja, ligados entre si, pois o homem possui a vontade de exteriorizar todas as suas curiosidades, a fim de desenvolver m\u00e9todos para criar, construir, transformar, unir, pesquisar, compreender e finalmente explicar.\n\nA cultura na Gr\u00e9cia antiga era restrita \u00e0 louva\u00e7\u00e3o dos deuses, em festas e cultos religiosos, de forma que, as pessoas reuniam-se para aclamar aos deuses, agradec\u00ea-los ou fazer oferendas. As festas em respeito a Dioniso, o Deus da Alegria e do Vinho, realizava-se sob r\u00edgida fiscaliza\u00e7\u00e3o do legislador, que n\u00e3o permitia sacril\u00e9gios e manifesta\u00e7\u00f5es cuja ret\u00f3rica fosse avessa \u00e0 concep\u00e7\u00e3o religiosa da sociedade. Por\u00e9m, para entreter a massa, S\u00f3rlon, o tirano legislador da \u00e9poca (S\u00e9c. VI a.C.) permitiu em certa ocasi\u00e3o que um homem, que possu\u00eda um talento especial para imitar os outros, fizesse uma apresenta\u00e7\u00e3o para o p\u00fablico.\n\n<strong>Eis que esse homem, a quem chamavam de Tespis, subiu em uma carro\u00e7a diante do p\u00fablico afoito por novidades, colocou uma m\u00e1scara, vestiu uma t\u00fanica e, impondo-se dramaticamente, expressou<\/strong>: \u0093eu sou Dioniso, o Deus da Alegria\u0094. A forma como o homem postou-se diante de todos, como um deus, causou revolta e medo em alguns, por\u00e9m muitos viram essa postura como um louvor ao Deus do Vinho. S\u00f3rlon impediu a apresenta\u00e7\u00e3o, mas o p\u00fablico queria mais, pois era fascinante e surpreendente a forma como aquele homem demonstrava seu talento.\n\n<strong>Durante um bom tempo foi proibido esse tipo de apresenta\u00e7\u00e3o, julgada como um grande sacril\u00e9gio, de forma que a proibi\u00e7\u00e3o perdurou at\u00e9 o come\u00e7o da era mais brilhante da Gr\u00e9cia<\/strong>: a era democr\u00e1tica. Sem restri\u00e7\u00f5es e maior opress\u00e3o ao livre arb\u00edtrio da sociedade (salvo mulheres e escravos), as pessoas tomaram gosto por essa arte t\u00e3o criativa de se imitar, de forma que, com a democracia, os governantes come\u00e7aram a incentivar aqueles que, por ventura se interessavam em entreter o p\u00fablico nas festas que homenageavam os deuses, realizando competi\u00e7\u00f5es e distribuindo pr\u00eamios diversos para aqueles que imitassem melhor pessoas e deuses.\n\nNo come\u00e7o, a arte dram\u00e1tica restringiu-se apenas \u00e0s festas dionis\u00edacas, passando a ocupar um espa\u00e7o maior na cultura grega com o passar dos anos, tornando-se mais acess\u00edvel e mais aceita pelos gregos, que come\u00e7aram a elaborar no S\u00e9c. V a.C. melhores formas de entretenimento pelo vi\u00e9s da arte c\u00eanica. Assim, constitu\u00edram f\u00e1bulas e hist\u00f3rias diversas a serem encenadas para o p\u00fablico. Essa forma inovadora de se passar mensagens atrav\u00e9s de hist\u00f3rias dram\u00e1ticas ficou conhecida como Trag\u00e9dia Grega, onde os atores utilizavam m\u00e1scaras e t\u00fanicas para interpretar seus personagens.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/atteatro1.jpg\" alt=\"Teatro na Antiguidade\" width=\"278\" height=\"271\" \/>\n<strong>Arist\u00f3teles<\/strong><\/p>\nA arte c\u00eanica tornou-se uma forma de ritual, onde quem encenava no espa\u00e7o c\u00eanico grego pretendia passar uma informa\u00e7\u00e3o de grande necessidade para a sociedade, com um trabalho corporal, com voz e interpreta\u00e7\u00e3o, submetendo-se \u00e0 catarse, cuja explica\u00e7\u00e3o adv\u00e9m de Arist\u00f3teles (384 \u0096 322 a.C.), o primeiro fil\u00f3sofos que proferiu teses sobre a arte dram\u00e1tica.\n\nSegundo Arist\u00f3teles, a catarse faz com que as emo\u00e7\u00f5es do int\u00e9rprete sejam liberadas numa constru\u00e7\u00e3o fict\u00edcia.\n\n<strong>Arist\u00f3teles constituiu a primeira est\u00e9tica da arte dram\u00e1tica, cujo nome era bem apropriado<\/strong>: \u0093Po\u00e9tica\u0094. As Trag\u00e9dias seguiam causando furor, em espet\u00e1culos longos, com poesias e grandes textos que pretendiam mostrar um enredo.\n\n<strong>Para maior receptividade do p\u00fablico, que demandava de tramas bem articuladas e enredos intrigantes, os gregos criaram dois elementos at\u00e9 hoje reconhecidos<\/strong>: o protagonista (o her\u00f3i) e o antagonista (o vil\u00e3o), de forma que as trag\u00e9dias falavam a respeito da realidade e da mitologia, versando contextos de conhecimento de todos. Os temas eram atribu\u00eddos a grandes her\u00f3is, aos deuses, sob argumento fundamental de expor uma \u00e9tica, uma li\u00e7\u00e3o de vida e a moralidade. Foi tamb\u00e9m do s\u00e9culo VI a.C. ao V d.C., em Atenas, que o tirano Pis\u00edstrato organizou o primeiro concurso dram\u00e1tico (534 a.C.).\n\nApresentaram-se com\u00e9dias, trag\u00e9dias e s\u00e1tiras, de tema mitol\u00f3gico, em que a poesia se mesclava ao canto e \u00e0 dan\u00e7a. O texto teatral retratava, de diversas maneiras, as rela\u00e7\u00f5es entre os homens e os deuses.\n\n<strong>No primeiro volume da Arte po\u00e9tica, Arist\u00f3teles formulou as regras b\u00e1sicas para a arte teatral<\/strong>: a pe\u00e7a deveria respeitar as unidades de tempo (a trama deveria desenvolver-se em 24h), de lugar (um s\u00f3 cen\u00e1rio) e de a\u00e7\u00e3o (uma s\u00f3 hist\u00f3ria).\n\n<strong>Autores gregos <\/strong>\n\nDos autores de que se possuem pe\u00e7as inteiras, \u00c9squilo (Prometeu acorrentado) tratou das rela\u00e7\u00f5es entre os homens, os deuses e o Universo. S\u00f3focles (\u00c9dipo) e Eur\u00edpides (Med\u00e9ia) retrataram o conflito das paix\u00f5es humanas. Do final do s\u00e9culo IV a.C. at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo III a.C., destacaram-se a &#8220;com\u00e9dia antiga&#8221; de Arist\u00f3fanes (Lis\u00edstrata), que satirizava as tradi\u00e7\u00f5es e a pol\u00edtica atenienses; e a &#8220;com\u00e9dia nova&#8221;, que com Menandro (O mis\u00e2ntropo) criticava os costumes.\n\n\u00c9squilo (525 a.C.?-456 a.C.?) nasceu numa fam\u00edlia nobre ateniense e lutou contra os persas. Segundo Arist\u00f3teles, foi o criador da trag\u00e9dia grega. Escreveu mais de noventa trag\u00e9dias, das quais sete s\u00e3o conhecidas integralmente na atualidade &#8211; As suplicantes, Os persas, Os sete contra Tebas, Prometeu acorrentado e a trilogia Orestia, da qual fazem parte Agamenon, As co\u00e9foras e Eum\u00eanides. S\u00f3focles (495 a.C?-406 a.C.) viveu durante o apogeu da cultura grega.\n\nEscreveu cerca de 120 pe\u00e7as, das quais sete s\u00e3o conservadas at\u00e9 hoje, entre elas Ant\u00edgona, Electra e \u00c9dipo Rei. Nesta \u00faltima, \u00c9dipo mata o pai e casa-se com a pr\u00f3pria m\u00e3e, cumprindo uma profecia. Inspirado nessa hist\u00f3ria, Sigmund Freud formulou o complexo de \u00c9dipo. Eur\u00edpides (484 a.C.? &#8211; 406 a.C.) foi contempor\u00e2neo de S\u00f3focles e pouco se sabe sobre sua vida. Suas trag\u00e9dias introduziam o pr\u00f3logo explicativo e a divis\u00e3o em cenas e epis\u00f3dios. Foi considerado o mais tr\u00e1gico dos grandes autores gregos. Em sua obra destacaram-se Med\u00e9ia, As troianas, Electra, Orestes e As bacantes.\n\nArist\u00f3fanes (450 a.C.?-388 a.C?) nasceu em Atenas, Gr\u00e9cia. Sua vida foi pouco conhecida, mas pelo que escreveu se deduz que teve boa educa\u00e7\u00e3o. Sobreviveram, integralmente, onze de cerca de quarenta pe\u00e7as. Violentamente sat\u00edrico, criticava as inova\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas e os deuses em di\u00e1logos inteligentes. Em Lis\u00edstrata, as mulheres fazem greve de sexo para for\u00e7ar atenienses e espartanos a estabelecerem a paz.\n\n<strong>Cenas T\u00edpicas na Trag\u00e9dia Grega<\/strong>\n\nPor sua recorr\u00eancia, algumas cenas se destacam nas trag\u00e9dias gregas e s\u00e3o t\u00e3o t\u00edpicas do g\u00eanero quanto o \u00e9 uma cena de persegui\u00e7\u00e3o em um filme de a\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>S\u00e3o elas:<\/strong>\n\n<strong>Cat\u00e1strofes<\/strong>\n\nCenas de viol\u00eancia, em geral oculta dos olhos da plat\u00e9ia e narrada posteriormente por um ator, como Os Persas, que narra a destrui\u00e7\u00e3o da expedi\u00e7\u00e3o contra os gregos. Representa a reviravolta para pior no destino de uma personagem. Na pe\u00e7a Agam\u00eamnon, por exemplo, o seu assassinato por Clitemnestra. Em \u00c9dipo, a cena final, onde o protagonista aparece em cena com os olhos perfurados e sangrando.\n\n<strong>Cenas pat\u00e9ticas<\/strong>\n\nCenas de explicita\u00e7\u00e3o de sofrimento, dor, em cena. Por exemplo, as cenas em que Electra d\u00e1 vaz\u00e3o a sua dor pela morte do pai e pela situa\u00e7\u00e3o humilhante a que a obriga a pr\u00f3pria m\u00e3e.\n\n<strong>Ag\u00f3n ou cenas de enfrentamento<\/strong>\n\nCenas onde, por a\u00e7\u00f5es ou por palavras entre personagens, se explicita o conflito tr\u00e1gico no palco. Exemplos seriam o di\u00e1logo entre Clitemnestra e Orestes antes da cena de cat\u00e1strofe, onde Clitemnestra \u00e9 morta pelo pr\u00f3prio filho em As Co\u00e9foras, ou em \u00c9dipo Rei, na cena que \u00c9dipo discute violentamente com o adivinho Tir\u00e9sias; anagn\u00f3risis ou cenas de reconhecimento, \u00e9 a passagem da ignor\u00e2ncia para o conhecimento. Uma personagem descobre-se parente, amigo ou inimigo de outro. Pode ser tamb\u00e9m a descoberta de algo que se fez ou n\u00e3o. O exemplo cl\u00e1ssico de cena de reconhecimento \u00e9 a descoberta de \u00c9dipo como assassino do pai e esposo da m\u00e3e em \u00c9dipo Rei. O reconhecimento em si pode se dar por v\u00e1rias formas, uma muito usada \u00e9 a atrav\u00e9s de sinais exteriores, como quando Electra reconhece seu irm\u00e3o Orestes por uma roupa que usa.Observe-se que n\u00e3o se trata de uma cena em que o p\u00fablico toma conhecimento de algo. \u00c9 a personagem que toma consci\u00eancia de algo, que n\u00e3o \u00e9 trivial, mas significativo para o seu destino. Essas diferentes cenas integram a estrutura da trag\u00e9dia grega, como que recheando a arquitetura b\u00e1sica das partes.\n\n<strong>O festival de Teatro de Atenas e suas Conven\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nTudo come\u00e7ou quando Pis\u00edstrato transferiu o antigo e r\u00fastico festival dionis\u00edaco dos frutos para Atenas criando as Dionisias Urbanas. Outro festival mais antigo (Lenianas) tamb\u00e9m come\u00e7ou a incluir tanto concursos tr\u00e1gicos quanto c\u00f4micos.\n\nTudo come\u00e7ou quando Pis\u00edstrato transferiu o antigo e r\u00fastico festival dionis\u00edaco dos frutos para Atenas criando as Dionisias Urbanas. Outro festival mais antigo (Lenianas) tamb\u00e9m come\u00e7ou a incluir tanto concursos tr\u00e1gicos quanto c\u00f4micos.\n\n<strong>As Dionisias Urbanas <\/strong>\n\nCome\u00e7avam com v\u00e1rios rituais religiosos (Prociss\u00f5es cultos ) at\u00e9 entrar na fase mais ligada propriamente ao teatro e ao concursos. Dois dias eram reservados para as provas ditir\u00e2mbicas, um dia \u00e1s com\u00e9dias, com cincos dramaturgos na competi\u00e7\u00e3o; e tr\u00eas dias \u00e0 trag\u00e9dia . Seis dias eram devotados ao grande festival; cinco ap\u00f3s 431 a.C. \u0096 com cincos apresenta\u00e7\u00f5es di\u00e1rias durante os \u00faltimos tr\u00eas dias \u0096 tr\u00eas trag\u00e9dias e um &#8220;drama sat\u00edrico&#8221; f\u00e1lico pela manh\u00e3 uma ou duas com\u00e9dias \u00e0 tarde. Tr\u00eas dramaturgos competiam pelo pr\u00eamio de trag\u00e9dia, cada um com tr\u00eas trag\u00e9dias e um drama sat\u00edrico, sendo que as pe\u00e7as eram mais ou menos correlatas.\n\n<strong>As primeiras Trag\u00e9dias e a Arte Dram\u00e1tica de \u00c9squilo<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/atteatro2.jpg\" alt=\"Teatro na Antiguidade\" width=\"250\" height=\"278\" \/>\n\u00c9squilo<\/strong><\/p>\nAs verdadeiras encena\u00e7\u00f5es do teatro ateniense est\u00e3o irremediavelmente perdidas. Do trabalho de todos os dramaturgos que ganharam os pr\u00eamios anuais sobreviveram apenas as pe\u00e7as de \u00c9squilo, S\u00f3focles, \u00c9uripides e Arist\u00f3fanes, e mesmo assim por apenas uma fra\u00e7\u00e3o das suas obras. Contudo, no caso de \u00c9squilo, as trag\u00e9dias remanescentes est\u00e3o bem distribu\u00eddas ao longo de toda a carreira e lan\u00e7am luz suficiente sobre a evolu\u00e7\u00e3o de seu estilo e pensamento.\n\n\u00c9squilo \u00e9 um mestre do pinturesco. Suas personagens s\u00e3o criaturas coloridas, muitas delas sobrenaturais, orientais ou b\u00e1rbaras, e suas falas s\u00e3o abundantes em met\u00e1foras. Sue progresso na arte deve ter sido extraordinariamente gradual, uma vez que as primeiras pe\u00e7as revelam grande preponder\u00e2ncia de interven\u00e7\u00f5es corais e apenas os \u00faltimos trabalhos mostram-se bem aquinhoados em a\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica. Seu primeiro trabalho remanescente, As Suplicantes, provavelmente a primeira pe\u00e7a de uma trilogia, ainda o mostra lutando com o drama coral.\n\n<strong>H\u00e1 maior interesse quanto ao segundo drama remanescente<\/strong>: Os Persas, escrito em 472 a. C. trata de um fato pr\u00e1tico contempor\u00e2neo, e foi obviamente cunhada para despertar o fervor patri\u00f3tico.\n\n<strong>Uma Divina Com\u00e9dia: A Trilogia de Prometeu<\/strong>\n\nO tema do Prometeu Acorrentado e das pe\u00e7as perdidas que o acompanhavam era Deus em pessoa. Trabalho inesquec\u00edvel, transbordante de beleza e reflex\u00e3o e transfigurado por essa personalidade supremamente inspiradora, Prometeu, rebelde contra Deus e amigo do homem. Sua trag\u00e9dia \u00e9 o prot\u00f3tipo de uma longa s\u00e9rie de dramas sobre o liberalismo. O tema da trilogia parece ser a evolu\u00e7\u00e3o de Deus em cumprimento da lei da necessidade. De um tirano jovem e voluntarioso Zeus converte-se em governante maduro e clemente, t\u00e3o diverso do Zeus da Il\u00edada quaChegou ao \u00e1pice desta escalada nove anos depois, em sua \u00faltima e maior trilogia.nto o Jeov\u00e1 de Isa\u00edas.\n\n<strong>Trag\u00e9dia Humana &#8211; \u00c9dipo e Agamemnon<\/strong>\n\nAp\u00f3s estabelecer uma provid\u00eancia moral no universo, s\u00f3 restava a \u00c9squilo fazer com que a vontade desta prevalecesse entre os homens. Na primeira delas, uma trag\u00e9dia de \u00c9dipo, \u00c9squilo recusou as explica\u00e7\u00f5es pr\u00e9-fabricadas e foi al\u00e9m da convencional teoria grega da maldi\u00e7\u00e3o familiar. Nos Os Sete Contra Tebas deixa perfeitamente claro que a hereditariedade \u00e9 pouco mais que uma predisposi\u00e7\u00e3o. Os crimes cometidos pelos descendentes do corrupto Laio s\u00e3o resultado da ambi\u00e7\u00e3o, rivalidade e insuficiente predom\u00ednio da lei moral durante a idade legend\u00e1ria. \u00c9squilo estava galgando novas intensidades em Os Sete Contra Tebas ao voltar-se para a trag\u00e9dia humana e individual. Chegou ao \u00e1pice desta escalada nove anos depois, em sua \u00faltima e maior trilogia. A Or\u00e9stia, apresentada em 458 a C., dois anos antes da morte do autor, \u00e9 novamente a trag\u00e9dia da uma casa real.. Trata mais uma vez de uma maldi\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria, que teve in\u00edcio na vago mundo da lenda.\n\n<strong>Esta trilogia \u00e9 formada por<\/strong>: o Agamemnon que ser\u00e1 v\u00edtima de Clitemnestra (Sua esposa) que assim vinga a morte arbitr\u00e1ria da pr\u00f3pria filha.\n\n<strong>Em As Co\u00e9foras, segunda trag\u00e9dia da trilogia, o filho de Agamemnon, Orestes encontra-se em curioso dilema<\/strong>: em obedi\u00eancia \u00e0 primitiva lei da vendeta deveria matar os assassinos de seu pai mas a conseq\u00fc\u00eancia deste ato o tornaria um matricida. Depois do assass\u00ednio as F\u00farias enlouquecem Orestes. Na pe\u00e7a, \u00c9squilo reduz a lie da vendeta um absurdo, posto que, seguida logicamente, leva a um ato ainda mais intoler\u00e1vel do que o assassinato original. Na parte final da trilogia, As Eum\u00eanides, a vendeta \u00e9 finalmente anulada.\n\nAp\u00f3s estabelecer uma provid\u00eancia moral no universo, s\u00f3 restava a \u00c9squilo fazer com que a vontade desta prevalecesse entre os homens. Na primeira delas, uma trag\u00e9dia de \u00c9dipo, \u00c9squilo recusou as explica\u00e7\u00f5es pr\u00e9-fabricadas e foi al\u00e9m da convencional teoria grega da maldi\u00e7\u00e3o familiar. Nos Os Sete Contra Tebas deixa perfeitamente claro que a hereditariedade \u00e9 pouco mais que uma predisposi\u00e7\u00e3o. Os crimes cometidos pelos descendentes do corrupto Laio s\u00e3o resultado da ambi\u00e7\u00e3o, rivalidade e insuficiente predom\u00ednio da lei moral durante a idade legend\u00e1ria. \u00c9squilo estava galgando novas intensidades em Os Sete Contra Tebas ao voltar-se para a trag\u00e9dia humana e individual. Chegou ao \u00e1pice desta escalada nove anos depois, em sua \u00faltima e maior trilogia.\n\nA Or\u00e9stia, apresentada em 458 a C., dois anos antes da morte do autor, \u00e9 novamente a trag\u00e9dia da uma casa real.. Trata mais uma vez de uma maldi\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria, que teve in\u00edcio na vago mundo da lenda.\n\n<strong>A origem e forma\u00e7\u00e3o da com\u00e9dia grega<\/strong>\n\nA origem da com\u00e9dia \u00e9 comum \u00e0 origem da trag\u00e9dia. Sua raiz est\u00e1 nas festas dionis\u00edacas, consagradas ao deus Dioniso, que se realizavam em toda a h\u00e9lade. As dionis\u00edacas eram em n\u00famero de tr\u00eas. As Dionis\u00edacas Urbanas eram, de todas, a mais importante. Ela realizava-se na primavera, em fins de mar\u00e7o e durava sete dias. Outra comemora\u00e7\u00e3o, as Leneanas, era realizada no inverno, aproximadamente nos fins de janeiro, nas montanhas. A terceira ocorria tamb\u00e9m no inverno, em fins de dezembro. Eram as Dionis\u00edacas Rurais. A palavra com\u00e9dia vem do grego komoid\u00eda. Sua origem etimol\u00f3gica \u00e9 komos (prociss\u00e3o jocosa) e oid\u00e9 (canto). A palavra komos tem m\u00faltiplos sentidos no vocabul\u00e1rio grego. Todos no entanto remetem-se ao sentido de prociss\u00e3o. Havia dois tipos de prociss\u00e3o que tinham a designa\u00e7\u00e3o komoi. Um deles consistia-se numa esp\u00e9cie de cord\u00e3o carnavalesco, na qual participavam os jovens. Estes sa\u00edam \u00e0s ruas da acr\u00f3pole batendo de porta em porta, pedindo prendas e donativos. Nestas komoi era h\u00e1bito tamb\u00e9m expor \u00e0 zombaria os cidad\u00e3os da polis. Estes jovens costumavam desfilar nestas komoi fantasiados de animais.\n\n<strong>A tradi\u00e7\u00e3o pode ser detectada em tr\u00eas das onze pe\u00e7as de Arist\u00f3fanes que chegaram at\u00e9 n\u00f3s e t\u00eam nome de animais e insetos<\/strong>: As vespas, As r\u00e3s e As aves. Outro tipo de komoi era de natureza religiosa. Esta segunda era realizada nas festas dionis\u00edacas. Nesta prociss\u00e3o, era celebrada a fertilidade da natureza. Escoltava-se nesta komoi uma escultura representando um p\u00eanis. Era h\u00e1bito tamb\u00e9m que, durante a prociss\u00e3o, as pessoas trocassem palavras grosseiras entre si. Estes palavr\u00f5es tinham conota\u00e7\u00f5es religiosas. Era a forma de desejar ao seu pr\u00f3ximo a fertilidade da natureza e fartura, haja vista que a Gr\u00e9cia tinha grandes problemas com a fertilidade da terra e das mulheres. Outra poss\u00edvel origem do g\u00eanero komoid\u00eda est\u00e1, segundo o fil\u00f3sofo Arist\u00f3teles, nos cantos f\u00e1licos. Neles, uma prostituta liderava um cord\u00e3o em que todos cantavam obscenidades. Os cantos f\u00e1licos eram entoados nas dionis\u00edacas.\n\nA komoid\u00eda tem v\u00e1rias complexas e perdidas origens.\n\n<strong>Espa\u00e7o c\u00eanico grego<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/atteatro3.jpg\" alt=\"Teatro na Antiguidade\" width=\"232\" height=\"310\" \/>\nTeatro de Epidauro<\/strong><\/p>\nOs palcos (skene) eram no in\u00edcio muito simples; o p\u00fablico sentava-se em degraus de pedra em volta da orquestra. As apresenta\u00e7\u00f5es tinham lugar durante o dia, ao ar livre. Uma not\u00e1vel tradi\u00e7\u00e3o teatral cresceu em Atenas, onde tanto com\u00e9dias quanto trag\u00e9dias eram freq\u00fcentemente representadas nos ritos religiosos do festival de Dion\u00edsio. Os poetas apresentavam tr\u00eas trag\u00e9dias (geralmente sobre temas diferentes) e uma pe\u00e7a sat\u00edrica, mais leve. Ofereciam-se pr\u00eamios ao melhor poeta e o vitorioso recebia uma coroa de hera. Os relatos iniciais s\u00e3o obscuros, mas conta-se que o poeta \u00e1tico T\u00e9spis (c.534 a.C.) deu o passo decisivo ao colocar em cena um ator cujo papel era conduzir o di\u00e1logo com o coro. O ateniense \u00c9squilo teria introduzido o segundo ator e S\u00f3focles, o terceiro. Na com\u00e9dia &#8216;antiga&#8217; (por volta do s\u00e9culo 5 a.C.), que s\u00f3 pode ser analisada atrav\u00e9s da obra de Arist\u00f3fanes, constitu\u00edda por par\u00f3dias pol\u00edticas, liter\u00e1rias e filos\u00f3ficas intercaladas com s\u00e1tiras pessoais, o coro volta a ter um papel importante. Depois do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da com\u00e9dia (c.400-320 a.C.) chegou-se \u00e0 com\u00e9dia &#8216;nova&#8217;, que teve in\u00edcio no final do s\u00e9culo 4 a.C., j\u00e1 ent\u00e3o com caracter\u00edsticas mais definidas gra\u00e7as \u00e0 pe\u00e7a de Menandro (c.342-290 a.C.), O Homem Mal-Humorado, descoberta no s\u00e9culo 20.\n<h4><strong>Roma antiga<\/strong><\/h4>\nPredominava a com\u00e9dia. A trag\u00e9dia era cheia de situa\u00e7\u00f5es grotescas e efeitos especiais. Durante o Imp\u00e9rio Romano (de 27 a.C. a 476 d.C.) a cena foi dominada por pantomimas, exibi\u00e7\u00f5es acrob\u00e1ticas e jogos circenses.\n\n<strong>Autores romanos <\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/atteatro5.jpg\" alt=\"Teatro na Antiguidade\" width=\"267\" height=\"267\" \/>\nPlauto<\/strong><\/p>\nNa com\u00e9dia destacou-se Plauto (A panelinha), no s\u00e9culo III a.C., e Ter\u00eancio (A garota de \u00c2ndria), no s\u00e9culo II a.C. Suas personagens estereotipadas deram origem, por volta do s\u00e9culo XVI, aos tipos da commedia dell&#8217;arte. Da trag\u00e9dia s\u00f3 sobreviveram completas as obras de S\u00eaneca (Fedra), que substitu\u00edram o despojamento grego por ornamentos ret\u00f3ricos. Plauto (254 a.C.?-184 a.C.), al\u00e9m de dramaturgo romano, possivelmente trabalhou tamb\u00e9m como ator.\n\nAdaptou para Roma enredos de pe\u00e7as gregas e introduziu nos textos express\u00f5es do dia-a-dia, al\u00e9m de utilizar uma m\u00e9trica elaborada. Seus textos alegres foram adaptados v\u00e1rias vezes ao longo dos s\u00e9culos e influenciaram diversos autores posteriores, entre eles Shakespeare e Moli\u00e8re. Espa\u00e7o c\u00eanico romano &#8211; At\u00e9 56 a.C. as encena\u00e7\u00f5es teatrais romanas eram feitas em teatros de madeira; depois, surgiram constru\u00e7\u00f5es de m\u00e1rmore e alvenaria, no centro da cidade. Com o triunfo do cristianismo, os teatros foram fechados at\u00e9 o s\u00e9culo X.\n\n<strong>Espa\u00e7o c\u00eanico romano<\/strong>\n\nAt\u00e9 56 a.C. as encena\u00e7\u00f5es teatrais romanas eram feitas em teatros de madeira; depois, surgiram constru\u00e7\u00f5es de m\u00e1rmore e alvenaria, no centro da cidade. Com o triunfo do cristianismo, os teatros foram fechados at\u00e9 o s\u00e9culo X.\n\n<strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong>\n\nBRECHT, BERTOLD, Estudos Sobre Teatro. \u0096 Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978\nCIVITA, VICTOR, Teatro Vivo, Introdu\u00e7\u00e3o e Hist\u00f3ria. \u0096 S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1976\nMIRALLES, ALBERTO, Novos Rumos de Teatro. \u0096 Rio de Janeiro: Salvat Editora, 1979\nSCHMIDT, MARIO, Nova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica, Moderna e Contempor\u00e2nea. \u0096 S\u00e3o Paulo: Editora Nova Gera\u00e7\u00e3o, 1996\nBOAL, AUGUSTO, Teatro Para Atores e N\u00e3o Atores. \u0096 Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1998\nLAFFITTE, SOPHIE, Tchekhov. \u0096 Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio Editora, 1993\nROBERTO FARIA, JO\u00c3O, O Teatro na Estante. \u0096 S\u00e3o Paulo: Ateli\u00ea Editorial, 1998\nJANVIER, LUDOVIC, Beckett\n\nFonte: ciaateliedasartes.com.br\n<h6>Teatro na Antiguidade<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nNingu\u00e9m sabe ao certo como e quando surgiu o teatro.Provavelmente nasceu junto com a curiosidade do homem, que desde o tempo das cavernas j\u00e1 devia imaginar como seria ser um p\u00e1ssaro, ou outro bicho qualquer.\n\nDe tanto observar, ele acabou conseguindo imitar esses bichos, para se aproximar deles sem ser visto numa ca\u00e7ada, por exemplo.\n\nDepois o homem primitivo deve ter encenado toda essa cacada para seus companheiros das cavernas so para seus companheiros das cavernas so para contar a eles como foi, ja que nao existia ainda linguagem como a gente conhece hoje.Isso tudo era teatro, mais ainda nao era um espetaculo.\n\nMuito provavelmente, o espetaculo de teatro so foi aparecer quando os rituais entraram em cena.\n<h4>Dionisio e o teatro grego<\/h4>\nMuitos deuses eram cultuados na grecia, ha muito tempo, cerca de cinco seculos antes de cristo.\n\nEram deuses parecidos com os homens, que tinham vontades e humores, e eram ligados com os elementos da natureza e da vida.\n\nE um deus muito especial era Dioniso, ou Baco.Dionisio era o deus do vinho, do entusiasmo, da fertilidade e do teatro.\n<h4>O Teatro na Antiguidade<\/h4>\nO Teatro Ocidental tem origem nos festivais religiosos gregos em honra a Dionisio, a partir do seculo VII a.C.\n\nOs canticos eram entoados por um coro, conduzido por um solista, o corifeu.\n\nNo seculo VI a.C., na Grecia, surge o primeiro ator quando corifeu Tespis destaca-se do coro e, avancado ate a frente do palco, declara estar representando o deus Dionisio.\n\nE dado o primeiro passo para o teatro como o conhecemos hoje.Em Roma os primeiros jogos cenicos datam de 364 a. C.\n\nA primeira peca, traduzida do grego, e representada em 240 a. C por um escravo capturado em Tarento.\n\nImita-se o repertorio grego, misturando palavra e canto, e os papeis sao representados por atores masculinos mascarados, escravos ou libertos.\n<h4>O <strong>Teatro Ocidental<\/strong><\/h4>\nO <strong>Teatro Ocidental<\/strong> tem origem nos festivais religiosos gregos em honra a Dion\u00edsio, a partir do s\u00e9culo VII a.C.\n\nOs c\u00e2nticos eram entoados por um coro, conduzido por um solista, o corifeu.\n\nNo s\u00e9culo VI a.C., na Gr\u00e9cia, surge o primeiro ator quando o corifeu T\u00e9spis destaca-se do coro e, avan\u00e7ando at\u00e9 a frente do palco, declara estar representando o deus Dion\u00edsio.\n\n\u00c9 dado o primeiro passo para o teatro como o conhecemos hoje.\n\nEm Roma os primeiros jogos c\u00eanicos datam de 364 a.C.\n\nA primeira pe\u00e7a, traduzida do grego, \u00e9 representada em 240 a.C. por um escravo capturado em Tarento.\n\nImita-se o repert\u00f3rio grego, misturando palavra e canto, e os pap\u00e9is s\u00e3o representados por atores masculinos mascarados, escravos ou libertos.\n\n<strong>Espa\u00e7o c\u00eanico grego <\/strong>\n\nOs teatros s\u00e3o constru\u00eddos em \u00e1reas de terra batida, com degraus em semic\u00edrculo para abrigar a plat\u00e9ia. A \u00e1rea da plat\u00e9ia \u00e9 chamada de teatron e o conjunto de edifica\u00e7\u00f5es recebe o nome de odeion.\n\n<strong>O palco \u00e9 de t\u00e1buas, sobre uma arma\u00e7\u00e3o de alvenaria, e o cen\u00e1rio \u00e9 fixo, com tr\u00eas portas<\/strong>: a do pal\u00e1cio, no centro; a que leva \u00e0 cidade, \u00e0 direita; e a que vai para o campo, \u00e0 esquerda. Essa estrutura de palco permanecer\u00e1 at\u00e9 o fim da Renascen\u00e7a. Na fase \u00e1urea, teatros, como o de Epidauro, perto de Atenas, j\u00e1 s\u00e3o de pedra e situam-se em locais elevados, pr\u00f3ximos aos santu\u00e1rios em honra a Dion\u00edsio.(ao topo)\n<h4>Roma<\/h4>\nPredomina a com\u00e9dia. A trag\u00e9dia \u00e9 cheia de situa\u00e7\u00f5es grotescas e efeitos especiais. Durante o Imp\u00e9rio Romano (de 27 a.C. a 476 d.C.) a cena \u00e9 dominada por pantomimas, exibi\u00e7\u00f5es acrob\u00e1ticas e jogos circenses.\n\n<strong>Autores romanos <\/strong>\n\nNa com\u00e9dia destaca-se Plauto &#8221;A panelinha&#8221;, no s\u00e9culo III a.C., e Ter\u00eancio &#8221;A garota de \u00c2ndria&#8221;, no s\u00e9culo II a.C. Suas personagens estereotipadas dar\u00e3o origem, por volta do s\u00e9culo XVI, aos tipos da commedia dell&#8217;arte. Da trag\u00e9dia s\u00f3 sobrevivem completas as obras de S\u00eaneca &#8221;Fedra&#8221;, que substituem o despojamento grego por ornamentos ret\u00f3ricos.\n\nPlauto ( 254 a.C.?-184 a.C.), al\u00e9m de dramaturgo romano, possivelmente trabalha tamb\u00e9m como ator. Adapta para Roma enredos de pe\u00e7as gregas e introduz nos textos express\u00f5es do dia-a-dia, al\u00e9m de utilizar uma m\u00e9trica elaborada. Seus textos alegres s\u00e3o adaptados v\u00e1rias vezes ao longo dos s\u00e9culos e influenciam diversos autores posteriores, entre eles Shakespeare e Moli\u00e8re.\n\nFonte: www.amora.cap.ufrgs.br\/liriah.teatro.vilabol.uol.com.br\n<h6>Teatro na Antiguidade<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Teatro na Antiguidade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/atteatro4.jpg\" alt=\"Teatro na Antiguidade\" width=\"385\" height=\"291\" \/>\nAntigo Teatro de Delfos (Gr\u00e9cia)<\/strong><\/p>\nA consolida\u00e7\u00e3o do teatro, enquanto espet\u00e1culo, na Gr\u00e9cia antiga deu-se em fun\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es em homenagem ao deus do vinho, Dion\u00edsio (equivalente ao deus romano Baco). A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus, atrav\u00e9s de prociss\u00f5es.\n\nCom o passar do tempo, essas prociss\u00f5es, que eram conhecidas como &#8220;Ditirambos&#8221;, foram ficando cada vez mais elaboradas, e surgiram os &#8220;diretores de coro&#8221; (os organizadores das prociss\u00f5es). Nas prociss\u00f5es, os participantes se embriagavam, cantavam, dan\u00e7avam e apresentavam diversas cenas das perip\u00e9cias de Dion\u00edsio. Em prociss\u00f5es urbanas, se reuniam aproximadamente vinte mil pessoas, enquanto que em prociss\u00f5es de localidades rurais (prociss\u00f5es campestres), as festas eram bem menores.\n\nO primeiro diretor de coro foi T\u00e9spis, que foi convidado pelo tirano Pr\u00e9stato para dirigir a prociss\u00e3o de Atenas. T\u00e9spis desenvolveu o uso de m\u00e1scaras para representar pois, em raz\u00e3o do grande n\u00famero de participantes, era imposs\u00edvel todos escutarem os relatos, por\u00e9m podiam visualizar o sentimento da cena pelas m\u00e1scaras.\n\nO &#8220;Coro&#8221; era composto pelos narradores da hist\u00f3ria, que atrav\u00e9s de representa\u00e7\u00e3o, can\u00e7\u00f5es e dan\u00e7as, relatavam as hist\u00f3rias do personagem. Ele era o intermedi\u00e1rio entre o ator e a plat\u00e9ia, e trazia os pensamentos e sentimentos \u00e0 tona, al\u00e9m de trazer tamb\u00e9m a conclus\u00e3o da pe\u00e7a. Tamb\u00e9m podia haver o &#8220;Corifeu&#8221;, que era um representante do coro que se comunicava com a plat\u00e9ia.\n\nEm uma dessas prociss\u00f5es, T\u00e9spis inovou ao subir em um &#8220;tablado&#8221; (Thymele \u0096 altar), para responder ao coro, e assim, tornou-se o primeiro respondedor de coro (hyp\u00f3crites). Em raz\u00e3o disso, surgiram os di\u00e1logos e T\u00e9spis tornou-se o primeiro ator grego que foi consagrado deus do universo, por causa do professor kalil.\n<h4>Principais Autores Gregos<\/h4>\n<strong>Os tragedi\u00f3grafos Muitas das trag\u00e9dias escritas se perderam e, na atualidade, s\u00e3o tr\u00eas os tragedi\u00f3grafos conhecidos e considerados importantes: <\/strong>\u00c9squilo, S\u00f3focles e Eur\u00edpedes.\n\n<strong>\u00c9squilo (525 a 456 a.C. aproximadamente) <\/strong>\n<blockquote>Prometeu Acorrentado. <strong>Tema principal que tratava<\/strong>: contava fatos sobre os deuses e os mitos.<\/blockquote>\n<strong>S\u00f3focles ( 496 a 406 a.C. aproximadamente) <\/strong>\n<blockquote>\u00c9dipo Rei. <strong>Tema principal que tratava<\/strong>: as grandes figuras reais.<\/blockquote>\n<strong>Eur\u00edpedes (484 a 406 a.C. aproximadamente) <\/strong>\n<blockquote>As Troianas <strong>Tema principal que tratava<\/strong>: dos renegados, dos vencidos (pai do drama ocidental) Os comedi\u00f3grafos<\/blockquote>\n<strong>Arist\u00f3fanes (445 a.C. \u0096 386 a.C.)<\/strong>\n<blockquote>Dramaturgo grego considerado o maior representante da com\u00e9dia grega cl\u00e1ssica.\n\nMenandro (c. 342 a.C. &#8211; 291 a.C.)<\/blockquote>\n<strong>Mistorint\u00f3foles (456 a.C.) <\/strong>\n<blockquote>Um dos maiores autores do teatro Grego que, por sua vez, fez muitas pe\u00e7as famosas, como o &#8220;Deus Herfolinhous&#8221;, e muitas outras.\nPlauto e Ter\u00eancio (Comedi\u00f3grafos romanos da antiguidade)<\/blockquote>\nFonte: elisparra.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teatro na Antiguidade, Gr\u00e9cia Antiga, Evolu\u00e7\u00e3o, Estilo, Ator, Deuses, Cultura, Caracter\u00edsticas, Trag\u00e9dia, Hist\u00f3ria, Teatro na Antiguidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16673,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-16672","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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