{"id":16671,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/teatro-medieval\/"},"modified":"2016-01-07T00:00:00","modified_gmt":"2016-01-07T00:00:00","slug":"teatro-medieval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/teatro-medieval\/","title":{"rendered":"Teatro Medieval"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nO <strong>teatro medieval<\/strong> \u00e9, como o antigo, de origem religiosa; apenas a religi\u00e3o \u00e9 outra.\n\nOs enredos s\u00e3o tirados da hist\u00f3ria b\u00edblica.\n\nAs ocasi\u00f5es de representa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as festas do ano lit\u00fargico.\n\nNo s\u00e9culo XII, Jean Bodel \u00e9 o autor do &#8221;Jogo de Adam&#8221; e do &#8221;Jogo de Saint Nicolas&#8221;.\n\nO palco \u00e9 a pra\u00e7a central da cidade.\n\nToda a popula\u00e7\u00e3o participa dele. Mas no palco tamb\u00e9m j\u00e1 se encontram os elementos cenogr\u00e1ficos que, mais tarde, constituir\u00e3o o &#8220;teatro de ilus\u00e3o&#8221; moderno.\n\n<strong>O valor liter\u00e1rio das pe\u00e7as \u00e9 muito desigual<\/strong>: entre cenas de lirismo religioso e humorismo popular (cenas do diabo e dos judeus) encontram-se longos trechos did\u00e1ticos e declamat\u00f3rios.\n\nNo final da idade m\u00e9dia e no come\u00e7o do s\u00e9culo XVI aparecem na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica dois grandes dramaturgos que, sem sair da t\u00e9cnica teatral medieval, enchem-na de id\u00e9ias novas, em parte j\u00e1 humanistas e renascentistas.\n\nLa Celestina, de Fernando Rojas (?-1541), \u00e9 antes um romance dialogado; obra de influ\u00eancia imensa na Europa de ent\u00e3o. As pe\u00e7as de Gil Vicente guardam o car\u00e1ter de representa\u00e7\u00e3o para determinadas ocasi\u00f5es, lit\u00fargicas, palacianas e populares.\n\nFonte: www.milvezesteatro.hpg.ig.com.br\n<h6>Teatro Medieval<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nOs teatros anteriormente eram de madeira; depois, de m\u00e1rmore e alvenaria. Com o triunfo do cristianismo, s\u00e3o fechados at\u00e9 o s\u00e9culo X.\n<h4>Teatro Religioso<\/h4>\nDurante a Idade M\u00e9dia, entre os s\u00e9culos V ao XV, a Igreja Cat\u00f3lica det\u00e9m grande poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico e exerce um forte controle sobre a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e cultural. Essa liga\u00e7\u00e3o da cultura medieval com o catolicismo faz com que os temas religiosos predominem nas artes. Em todas as \u00e1reas, muitas obras s\u00e3o an\u00f4nimas ou coletivas.\n\n\u00c9 marcante do s\u00e9culo X ao in\u00edcio do s\u00e9culo XV e tem grande influ\u00eancia no s\u00e9culo XVI. A princ\u00edpio s\u00e3o encenados dramas lit\u00fargicos em latim, escritos e representados por membros do clero. Os fi\u00e9is participam como figurantes e, mais tarde, como atores e misturam ao latim a l\u00edngua falada no pa\u00eds.\n\nAs pe\u00e7as, sobre o ciclo da P\u00e1scoa ou da Paix\u00e3o, s\u00e3o longas, podendo durar v\u00e1rios dias.\n\nA partir dos dramas religiosos, formam-se grupos semiprofissionais e leigos, que se apresentam na rua. Os temas ainda s\u00e3o religiosos, mas o texto tem tom popular e inclui situa\u00e7\u00f5es tiradas do cotidiano.\n\nNa Fran\u00e7a, os jeux (jogos) contam hist\u00f3rias b\u00edblicas.\n\nA proibi\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios pela Igreja, em 1548 j\u00e1 na idade moderna, tenta p\u00f4r fim \u00e0 mistura abusiva do lit\u00fargico e do profano. Essa medida consolida o teatro popular.\n\n<strong>Os grupos se profissionalizam e dois g\u00eaneros se fixam<\/strong>: as com\u00e9dias bufas, chamadas de soties (tolices), com inten\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou sociais; e a farsa, como a de Mestre Pathelin, que satiriza o cotidiano. Seus personagens estereotipados e a forma como s\u00e3o ironizados os acontecimentos do dia-a-dia reaparecem no vaudeville, que no s\u00e9culo XVII ser\u00e1 apresentado nos teatros de feira.\n\nMestre Pathelin foi um dos personagens que marcaram \u00e9poca nas farsas teatrais. Portava-se como sendo o mais esperto dos mortais, e tocava sua vida sempre ao sabor de puxar o tapete de algu\u00e9m. Desde que, levasse qualquer vantagem, l\u00e1 estava ele, pronto para dar uma rasteira em um amigo, cliente ou desprevenido.\n\nConta-se que certa vez defendeu um pastor que estava sendo acusado de furtar ovelhas de seu patr\u00e3o. Pathelin instruiu o pastorzinho, a responder com balidos, \u00e0s perguntas do magistrado. E assim foi.\n\nA cada pergunta um balido como resposta. Ap\u00f3s algum tempo de interrogat\u00f3rio, cansado de tantos balidos, o magistrado deu por fim ao procedimento e absolveu o pastor por entender que se tratava de um portador de defici\u00eancia mental.\n\nNo dia seguinte, Pathelin dirigiu-se \u00e0 casa do pastor para receber seus honor\u00e1rios, e para sua surpresa, foi recebido com balidos pelo cliente que acabara de absolver. Por mais que tentasse se fazer entender que ali estava para receber os honor\u00e1rios, nada conseguia. Obtinha como resposta, os mesmo balidos que no dia anterior havia ensinado ao pastor. Depois de algumas horas, cansado, desistiu e foi-se embora sem receber qualquer centavo.\n<h4>Espa\u00e7o c\u00eanico medieval<\/h4>\nO interior das igrejas \u00e9 usado inicialmente como teatro. Quando as pe\u00e7as tornam-se mais elaboradas e exigem mais espa\u00e7o, passam para a pra\u00e7a em frente \u00e0 igreja. Palcos largos d\u00e3o credibilidade aos cen\u00e1rios extremamente simples. Uma porta simboliza a cidade; uma pequena eleva\u00e7\u00e3o, uma montanha; uma boca de drag\u00e3o, \u00e0 esquerda, indica o inferno; e uma eleva\u00e7\u00e3o, \u00e0 direita, o para\u00edso. Surgem grupos populares que improvisam o palco em carro\u00e7as e se deslocam de uma pra\u00e7a a outra.\n\n\u00c9 marcante do s\u00e9culo X ao in\u00edcio do s\u00e9culo XV e tem grande influ\u00eancia no s\u00e9culo XVI. A princ\u00edpio s\u00e3o encenados dramas lit\u00fargicos em latim, escritos e representados por membros do clero. Os fi\u00e9is participam como figurantes e, mais tarde, como atores e misturam ao latim a l\u00edngua falada no pa\u00eds. As pe\u00e7as, sobre o ciclo da P\u00e1scoa ou da Paix\u00e3o, s\u00e3o longas, podendo durar v\u00e1rios dias. A partir dos dramas religiosos, formam-se grupos semiprofissionais e leigos, que se apresentam na rua. Os temas ainda s\u00e3o religiosos, mas o texto tem tom popular e inclui situa\u00e7\u00f5es tiradas do cotidiano.\n\nNa Fran\u00e7a, os jeux (jogos) contam hist\u00f3rias b\u00edblicas. A proibi\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios pela Igreja, em 1548 j\u00e1 na idade moderna, tenta p\u00f4r fim \u00e0 mistura abusiva do lit\u00fargico e do profano. Essa medida consolida o teatro popular.\n\n<strong>Os grupos se profissionalizam e dois g\u00eaneros se fixam<\/strong>: as com\u00e9dias bufas, chamadas de soties (tolices), com inten\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou sociais; e a farsa, como a de Mestre Pathelin, que satiriza o cotidiano. Seus personagens estereotipados e a forma como s\u00e3o ironizados os acontecimentos do dia-a-dia reaparecem no vaudeville, que no s\u00e9culo XVII ser\u00e1 apresentado nos teatros de feira.\n<h4>Autores medievais<\/h4>\nNo s\u00e9culo XII, Jean Bodel \u00e9 o autor do &#8221;Jogo de Adam&#8221; e do &#8221;Jogo de Saint Nicolas&#8221;. Os miracles (milagres), como o de &#8221;Notre-Dame&#8221; (s\u00e9culo XV), de Th\u00e9ophile Rutebeuf, contam a vida dos santos. E, nos mist\u00e9rios, como o da &#8221;Paix\u00e3o&#8221; (1450), de Arnoul Gr\u00e9ban, temas religiosos e profanos se misturam.\n\nA com\u00e9dia \u00e9 profana, entremeada de can\u00e7\u00f5es.\n\n&#8221;O Jogo de Robin et de Marion&#8221; (1272), de Adam de la Halle, \u00e9 um dos precursores da \u00f3pera c\u00f4mica.\n<h4>Teatro medieval<\/h4>\nApesar de o teatro escrito no modelo greco-romano estar vetado pela Igreja Cat\u00f3lica, a manifesta\u00e7\u00e3o teatral sobrevive no in\u00edcio do per\u00edodo medieval com as companhias itinerantes de acrobatas, jograis e menestr\u00e9is.\n\nA partir do s\u00e9culo X, a Igreja o adapta \u00e0 prega\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e \u00e0s cerim\u00f4nias religiosas. Dramas lit\u00fargicos s\u00e3o encenados pelo clero dentro das igrejas. Depois desenvolvem-se outras formas, como Milagres (sobre a vida dos santos), Mist\u00e9rios (discutem a f\u00e9 e misturam temas religiosos com profanos) e Moralidades (questionam comportamentos). As encena\u00e7\u00f5es passam a ser ao ar livre por volta do s\u00e9culo XII e chegam a durar v\u00e1rios dias.\n\nAos poucos, os espectadores assumem pap\u00e9is de atores, conferindo \u00e0s apresenta\u00e7\u00f5es um tom popular. H\u00e1 intensa atividade teatral na It\u00e1lia, Fran\u00e7a, Espanha, Alemanha e Inglaterra. Uma das primeiras obras independentes da liturgia \u00e9 a francesa Le Jeu d\u0092Adam (1170). Nessa \u00e9poca, em geral, os textos s\u00e3o an\u00f4nimos.\n\nNo s\u00e9culo XIII, surgem os autos na Espanha, pe\u00e7as aleg\u00f3ricas que tratam de temas religiosos em palcos provis\u00f3rios.\n\nA proibi\u00e7\u00e3o pela Igreja de misturar temas religiosos e profanos \u0096 processo que se consolida no fim do s\u00e9culo XIV \u0096 tem como efeito o surgimento das com\u00e9dias medievais totalmente profanas, entremeadas de can\u00e7\u00f5es.\n\nEsses textos ainda s\u00e3o an\u00f4nimos.\n\nNa Fran\u00e7a, a primeira sala permanente de teatro \u00e9 aberta em Paris, no in\u00edcio do s\u00e9culo XV.\n\nA primeira companhia profissional da Inglaterra surge em 1493.\n\nO teatro medieval foi marcante do s\u00e9culo X ao in\u00edcio do s\u00e9culo XV e teve grande influ\u00eancia no s\u00e9culo XVI.\n\nFonte: liriah.teatro.vilabol.uol.com.br\n<h6>Teatro Medieval<\/h6>\nDurante a Idade M\u00e9dia, que vai desde a queda do Imp\u00e9rio Romano do Ocidente, em 395, at\u00e9 \u00e0 queda do Imp\u00e9rio Romano do Oriente, em 1453, o teatro quase desapareceu na Europa. Os \u00fanicos vest\u00edgios eram espet\u00e1culos de rua em que indiv\u00edduos faziam palha\u00e7adas, utilizavam m\u00edmica e pantominas. Isto at\u00e9 ao seu ressurgimento a partir da liturgia da Igreja.\n\nNo entanto, quer em Portugal, quer em Espanha, mesmo o teatro lit\u00fargico parece n\u00e3o se ter desenvolvido muito. Pelo menos, n\u00e3o h\u00e1 nenhum documento que prove a exist\u00eancia deste tipo de teatro, da\u00ed que se afirme a inexist\u00eancia de teatro religioso na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. No entanto, surgiram nessa altura documentos de proibi\u00e7\u00e3o, que impediam a realiza\u00e7\u00e3o deste tipo de representa\u00e7\u00f5es. Mas proibia-se o qu\u00ea, se o teatro lit\u00fargico n\u00e3o existia na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica? A\u00ed est\u00e1 um mist\u00e9rio que ningu\u00e9m conseguiu resolver, portanto cada um que tire as suas conclus\u00f5es. Mas este fato enfraquece um pouco a certeza de nunca ter existido teatro religioso na Pen\u00ednsula.\n\nAqui, o teatro ter-se-\u00e1 limitado a esbo\u00e7os, pequenas farsas chocarreiras. Algumas delas chegaram a ser representadas para senhores laicos. Um exemplo \u00e9 um documento firmado por D. Sancho I, em 1193, em que fazia doa\u00e7\u00f5es aos arremedadores Bonanimis e Acompaniado, em troca de um arremedilho que estes lhe compunham. Pouco se sabe sobre estas representa\u00e7\u00f5es em Portugal, para al\u00e9m de serem imita\u00e7\u00f5es de animais e pessoas. N\u00e3o \u00e9 sequer certo que tivessem como base um texto escrito.\n\nA maior parte da informa\u00e7\u00e3o de como era o teatro na \u00e9poca medieval prov\u00e9m sobretudo dos pa\u00edses da Europa culturalmente mais desenvolvidos, onde o teatro conseguiu ganhar import\u00e2ncia e da\u00ed espalhar-se para outros pa\u00edses vizinhos.\n\n\u00c9 de notar que s\u00f3 os homens \u00e9 que podiam representar teatro, uma mulher na representa\u00e7\u00e3o seria um esc\u00e2ndalo. Em pe\u00e7as onde havia personagens femininas, eram homens vestidos e disfar\u00e7ados que as representavam.\n\n<strong>Formas Rudimentares de Teatro na Idade Medieval<\/strong>\n\nO primeiro esbo\u00e7o de teatro dos princ\u00edpios do s\u00e9c. XI era o espet\u00e1culo do trovador. Este criava versos e era geralmente acompanhado por um jogral que tocava um instrumento e os declamava. Mas o jogral, com o passar do tempo, foi descendo na considera\u00e7\u00e3o das pessoas, devido \u00e0 pr\u00e1tica de uma vida n\u00f3mada pouco regrada, e formou-se uma categoria com estes artistas e outros semelhantes, que realizavam geralmente espet\u00e1culos populares apalha\u00e7ados, principalmente constitu\u00eddos por pantominas.\n\n<strong>Para al\u00e9m dos jograis, havia ainda:<\/strong>\n<blockquote><strong>Arremedadores: <\/strong>Que se especializavam em imita\u00e7\u00f5es;<strong>\nCazurros: <\/strong>Uns charlat\u00e3es que eram acompanhados por bonifrates, cabritos, macacos ou c\u00e3es;<strong>\nEsgrimidores: <\/strong>Jograis que usavam paus e espadas;<strong>\nFrasechadores: <\/strong>Uma esp\u00e9cie de ilusionistas;<strong>\nNigromantes: <\/strong>Pessoas que faziam aparecer fantasmas;<strong>\nTiteriteiros: <\/strong>Homens que representavam com bonifrates;<strong>\nMascarados: <\/strong>Disfar\u00e7ados de outras pessoas ou animais.<\/blockquote>\nAcima de todos estes havia a categoria mais nobre, que n\u00e3o se quis misturar com estes artistas de baixa classe, constitu\u00edda pelos trovadores, j\u00e1 citados, que era muito mais disciplinada e bem-educada.\n\nApesar das suas representa\u00e7\u00f5es estarem longe de poderem ser consideradas realmente teatro, agradavam muito como espet\u00e1culo ao povo, e ocasionalmente aos nobres, quando os convidavam para representar nos seus castelos. Foi a partir delas que mais tarde se elaboraram formas dram\u00e1ticas mais complexas, quer religiosas, quer profanas.\n<h4>Teatro Religioso<\/h4>\nComo j\u00e1 foi dito, n\u00e3o h\u00e1 nenhum documento que prove a exist\u00eancia de teatro religioso em Portugal, mas sabe-se que, nas igrejas, pelo Natal e pela P\u00e1scoa, se realizavam \u0093autos\u0094 ou \u0093jogos\u0094, que se ignora em que consistiam. As \u00fanicas provas de como era este tipo de teatro prov\u00eam dos pa\u00edses onde ocorreu um grande arranque cultural, como a Inglaterra, Fran\u00e7a e outras na\u00e7\u00f5es europeias.\n\nDentro do teatro religioso existiam espet\u00e1culos que eram representados mesmo dentro das Igrejas, como os mist\u00e9rios, os milagres e as moralidades. Mas tamb\u00e9m existiam uns c\u00e2nticos, as laudes que n\u00e3o utilizavam o recinto dos templos.\n\nEmbora estes g\u00e9neros de teatro fossem muito mais desenvolvidos do que os primeiros esbo\u00e7os dos jograis, ainda se apoiavam muito mais na linguagem gestual do que na verbal (salvo as moralidades) e, nos primeiros tempos, eram representados por membros do clero que usavam como ve\u00edculo de express\u00e3o o latim. Os fi\u00e9is, se participavam, era como figurantes. Mas, pouco a pouco, a situa\u00e7\u00e3o foi-se modificando, os atores passaram a ser gente do povo, o local de representa\u00e7\u00e3o deixou de ser a igreja e a l\u00edngua usada passou a ser a do pa\u00eds.\n\n<strong>Vamos ent\u00e3o ver em consistia cada um destes g\u00e9neros:<\/strong>\n<h4>As laudes<\/h4>\nEste g\u00e9nero de teatro religioso distingue-se de todos os outros por n\u00e3o ser inicialmente representado num palco, mas sim nas ruas, caminhos e campos, por onde o povo e os frades caminhavam.\n\n<strong>As laudes derivam dos \u0093tropos\u0094:<\/strong> di\u00e1logos, c\u00e2nticos e rituais que eram realizados alternadamente entre o padre, o povo, e o coro nas missas nas Igrejas. S\u00f3 que as laudes eram feitas sob a forma de prociss\u00e3o (uma esp\u00e9cie dos atuais romeirinhos) ou eram declamadas, dialogadas e recitadas em degraus, p\u00f3rticos e outeiros.\n\nAs laudes eram c\u00e2nticos de louvor cujos principais temas eram as narra\u00e7\u00f5es dos Evangelhos que iam desde o Natal at\u00e9 \u00e0 Paix\u00e3o. Num estado mais avan\u00e7ado, chegaram a ter acompanhamento musical e at\u00e9 caracteriza\u00e7\u00e3o dos atores, e trocaram os seus locais de representa\u00e7\u00e3o normais por palcos.\n<h4>Os mist\u00e9rios (tamb\u00e9m chamados dramas lit\u00fargicos)<\/h4>\nEsta representa\u00e7\u00f5es tinham como tema principal as festividades religiosas descritas nas Sagradas Escrituras (B\u00edblia). O Natal, a Paix\u00e3o e a Ressurrei\u00e7\u00e3o, na P\u00e1scoa, eram alguns dos epis\u00f3dios mais frequentemente representados. \u00c0s vezes, especialmente em Inglaterra, estas representa\u00e7\u00f5es duravam v\u00e1rios dias.\n\nEram constitu\u00eddas por quadros mais ou menos soltos e, numa fase mais avan\u00e7ada, cada um deles era representado por uma corpora\u00e7\u00e3o, fazendo num dia, os armeiros, por exemplo, a expuls\u00e3o do Para\u00edso (a espada flamejante); noutro, os padeiros a \u00faltima ceia; noutro, os pescadores e os marinheiros dramatizavam o dil\u00favio; e por a\u00ed adiante, se bem que a ordem das cenas come\u00e7asse por ser um pouco desorganizada, e n\u00e3o fosse como consta na B\u00edblia. S\u00f3 mais tarde \u00e9 que se come\u00e7ou a orden\u00e1-las devidamente.\n\nMais tarde, no in\u00edcio da Idade Moderna, a abusiva mistura do lit\u00fargico e do profano levou a Igreja a proibir os mist\u00e9rios.\n<h4>Os milagres<\/h4>\nEstas representa\u00e7\u00f5es retratavam a vida dos servos de Deus (a Virgem, os Santos&#8230;) e nelas, por vezes, apareciam as pessoas a quem os Santos ajudavam. Mas n\u00e3o se ficavam s\u00f3 por aqueles que eram citados nos Livros Sagrados, tamb\u00e9m podiam referir-se a personagens da \u00e9poca, o que constitu\u00eda grande interesse para o p\u00fablico.\n\nCom o decorrer do tempo os milagres (ao contr\u00e1rio dos mist\u00e9rios e das moralidades) n\u00e3o sofreram altera\u00e7\u00f5es e, quer o conte\u00fado, quer a forma de os representar mantiveram a sua forma original, o que levou ao seu abandono progressivo.\n\nQuem escrevia os mist\u00e9rios e os milagres n\u00e3o era geralmente um poeta muito dotado, mas ocasionalmente conseguia despertar emo\u00e7\u00f5es nas pessoas que observavam a sua pe\u00e7a ou tamb\u00e9m provocar algumas gargalhadas, embora n\u00e3o pudesse modificar muito a hist\u00f3ria em que se baseara, pois a Igreja defendia que as Escrituras deviam ser representadas vividamente diante do povo, dando pouca liberdade para inventar. S\u00f3 muito raramente o autor criava personagens secund\u00e1rias com as quais podia desenvolver uma ou outra pequena com\u00e9dia. Por exemplo, inventaram-se discuss\u00f5es entre No\u00e9 e a sua mulher ou introduziram-se conversas entre pastores que iam adorar o menino.\n<h4>As moralidades<\/h4>\nAs moralidades s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es que se desenvolveram mais tarde do que os mist\u00e9rios e os milagres. Tal como estes, estavam repletas de ensinamentos crist\u00e3os, mas tinham um car\u00e1cter mais intelectual e, em vez de utilizar as personagens da B\u00edblia, serviam-se de figuras que personificavam defeitos, virtudes, acontecimentos e a\u00e7\u00f5es. Eram personagens aleg\u00f3ricas como, por exemplo, a Lux\u00faria, a Avareza, a Guerra, o Trabalho, o Tempo, o Com\u00e9rcio, a Esperan\u00e7a, etc. ..\n\nAs moralidades tinham sempre inten\u00e7\u00e3o did\u00e1ctica, pretendiam transmitir li\u00e7\u00f5es morais e religiosas, e at\u00e9, por vezes, pol\u00edticas. Por isso, mais do que a m\u00edmica e a movimenta\u00e7\u00e3o, mais do que o espet\u00e1culo que apela principalmente \u00e0 vista, caracter\u00edstico dos mist\u00e9rios e milagres, as palavras s\u00e3o o mais importante.\n\nAs li\u00e7\u00f5es que delas se tiravam eram sempre edificantes, elas mostravam os bons exemplos que se deviam seguir, e s\u00f3 muito raramente continham s\u00e1tiras ou pretendiam levantar pol\u00e9micas.\n\n<strong>A moralidade pode ser considerada um grande passo em dire\u00e7\u00e3o ao teatro moderno, mais do que todos os outros tipos de teatro, pois aqui o autor j\u00e1 pode desenvolver livremente os assuntos, embora mantendo-se dentro do tema principal destas representa\u00e7\u00f5es<\/strong>: a luta entre o Bem e o Mal existente na alma humana.\n\nTem mesmo oportunidade de analisar qualidades e defeitos e de dar relevo a determinadas caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas das figuras. Pode por isso dizer-se que as moralidades, tendo come\u00e7ado como teatro religioso, vieram contribuir para a futura separa\u00e7\u00e3o entre o teatro e a Igreja e para o nascimento do teatro popular profano.\n\n\u00c9 ainda de salientar que as moralidades foram aproveitadas pelos escritores dram\u00e1ticos do Renascimento, embora algo modificadas.\n\nFoi quando se trocaram os recintos da igreja pelas ruas e mercados e se deixou de usar o latim em favor da l\u00edngua vern\u00e1cula que a emancipa\u00e7\u00e3o do teatro come\u00e7ou. O progresso dram\u00e1tico est\u00e1 muito ligado ao desenvolvimento das feiras, ao aumento da riqueza, ao aparecimento da burguesia e das corpora\u00e7\u00f5es.\n\nPouco a pouco, o teatro foi perdendo a sua liga\u00e7\u00e3o com a Igreja e com o clero, n\u00e3o sem resist\u00eancia deste. Inicialmente eram cl\u00e9rigos os atores e os autores das dramatiza\u00e7\u00f5es, mas, como j\u00e1 vimos nos grandes ciclos de mist\u00e9rios, as corpora\u00e7\u00f5es passaram a encarregar-se das representa\u00e7\u00f5es, ficando o clero apenas com o papel de dramaturgo. Mas at\u00e9 esse acabou por perder com o correr do tempo.\n\nO pr\u00f3prio teatro religioso foi perdendo import\u00e2ncia, cedendo lugar ao teatro profano, que teve origem nos pr\u00f3prios g\u00e9neros lit\u00fargicos, que foram sofrendo altera\u00e7\u00f5es e desenvolvimentos. Este agradava mais aos escritores, visto que n\u00e3o havia qualquer tipo de restri\u00e7\u00f5es para a imagina\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m ao p\u00fablico, que, a partir do Renascimento se foi progressivamente descentrando das rela\u00e7\u00f5es do homem com Deus e se preocupou mais com o homem em si mesmo.\n<h4><strong>Teatro Profano<\/strong><\/h4>\nDurante a Idade M\u00e9dia, al\u00e9m do teatro religioso, existiu um teatro profano incipiente, mas, tal como para o primeiro, tamb\u00e9m h\u00e1 poucas fontes escritas que o comprovem. No entanto, podemos afirmar que nas pra\u00e7as p\u00fablicas e na Corte havia uma tradi\u00e7\u00e3o espetacular laica, cujos atores e autores eram os jograis.\n\n<strong>Estes realizavam espet\u00e1culos populares de pra\u00e7a e representa\u00e7\u00f5es na Corte<\/strong>: de manh\u00e3, para a plebe, depois do sol-posto, para os nobres.\n\nOs principais g\u00e9neros eram o serm\u00e3o burlesco, a sottie, a farsa, o arremedilho (?) e o momo.\n\n<strong>Os Serm\u00f5es burlescos<\/strong>\n\nEram mon\u00f3logos breves recitados por atores ou jograis mascarados com vestes sacerdotais.\n\n<strong>As Sotties (de \u0093sot\u0094 \u0096 parvo ou bobo)<\/strong>\n\nEram cenas representadas por \u0093parvos\u0094, tru\u00f5es ou bobos, simb\u00f3licos de tipos ou institui\u00e7\u00f5es sociais. Eram breves, de s\u00e1tira construtiva, geralmente de \u00edndole pol\u00edtica. \u00c0s vezes os tipos tinham autenticidade e eram at\u00e9 psicologicamente bem observados.\n\n<strong>As Farsas<\/strong>\n\nEram tamb\u00e9m s\u00e1tiras mas, sobretudo a partir do s\u00e9c. XV, diferentes das sotties, porque n\u00e3o tinham intentos pol\u00edticos.\n\nS\u00f3 pretendiam representar os defeitos, as fraquezas, os acontecimentos c\u00f3micos da vida das pessoas e rir-se deles despreocupadamente, de um modo grosseiro at\u00e9.\n\nHist\u00f3rias de cl\u00e9rigos e feiras eram muitas vezes aproveitadas para pequenas farsas.\n\nUtilizavam o exagero para suscitar o riso e caracterizavam-se por um livre jogo de ideias sat\u00edricas, por elementos burlescos e intensidade de a\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Eram espet\u00e1culos cem por cento populares<\/strong>: eram as massas que nele participavam. No entanto, encontramos no \u0093Cancioneiro Geral\u0094 de Garcia de Resende (uma compila\u00e7\u00e3o de poesias palacianas feita em 1516), uma par\u00f3dia versificada de um caso judicial \u0096 \u0093O processo de Vasco Abul\u0094, de Anrique da Mota \u0096 que \u00e9 o esbo\u00e7o de uma farsa e se sabe que foi representada por Gil Vicente.\n\n<strong>Os Arremedilhos<\/strong>\n\nPensa-se que eram farsas em miniatura, com m\u00fasica e com um texto cuja recita\u00e7\u00e3o era feita por um par de atores. Mas tamb\u00e9m podem ter sido simples \u0093imita\u00e7\u00f5es burlescas\u0094 feitas por jograis remedadores, isto \u00e9, por bobos cuja especialidade era ridicularizar macaqueando o aspecto das pessoas. Se assim foi, n\u00e3o se trata ainda de teatro, pois n\u00e3o havia um texto de suporte \u00e0s representa\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Os Momos e Entremezes<\/strong>\n\nNuma primeira acep\u00e7\u00e3o, em Portugal, momo designava uma m\u00e1scara e tamb\u00e9m um homem mascarado; mais tarde, no s\u00e9culo XV, passou a indicar uma representa\u00e7\u00e3o feita por homens mascarados. D. Jo\u00e3o II, por exemplo, foi o ator principal de momos, em \u00c9vora, em 1490.\n\nOs momos enquadram-se nas mascaradas medievais que, por toda a Europa se desenvolveram ligadas a Momos, personifica\u00e7\u00e3o mitol\u00f3gica do esc\u00e1rnio e da reprova\u00e7\u00e3o. Por vezes os atores mascaravam-se de animais. Em Portugal, o gosto pelos momos desenvolveu-se talvez por influ\u00eancia francesa.\n\n<strong>Nos s\u00e9culos XV e XVI ganharam atualidade ao inserirem-se nas paisagens de aventura em que os portugueses andavam nessas \u00e9pocas<\/strong>: \u00c1frica, \u00cdndia, Brasil. Os temas eram inspirados em romances ou poemas e, neles, drag\u00f5es, homens, gigantes e dem\u00f3nios significavam a luta do homem medieval contra o mal e o triunfo do homem moderno sobre os elementos.\n\n<strong>Os textos eram reduzidos<\/strong>: desafios, mensagens recitadas ou entregues escritas a determinados destinat\u00e1rios.\n\nNo tempo de D. Jo\u00e3o II, os momos e entremezes eram aut\u00eanticas paradas de fantasiados. A empresa mar\u00edtima portuguesa habituou os portugueses \u00e0 \u0093faustosa moldura espetacular\u0094. Da\u00ed que o momo fosse, em Portugal, mais do que um divertimento.\n\n<strong>Era o espelho do tempo, um reflexo das gigantescas mascaradas que quase todos os dias deslumbravam o povo<\/strong>: o espet\u00e1culo de D. Manuel I deslizando no rio Tejo numa fragata forrada de damascos a sedas; a embaixada de 1515 ao Papa Le\u00e3o X, que embasbacou os pr\u00f3prios romanos; os cortejos do rei pela cidade, um deles aberto por um rinoceronte, cinco elefantes e um cavalo de Ormuz montado por um cavaleiro persa que transportava um tigre&#8230;\n\n\u00c9 esta mat\u00e9ria j\u00e1 em si espetacular que ir\u00e1 dar origem ao teatro portugu\u00eas quando trabalhada pelo g\u00e9nio de Gil Vicente.\n<h4><strong>Os Trovadores<\/strong><\/h4>\nAl\u00e9m de todas estas manifesta\u00e7\u00f5es j\u00e1 de certo modo dram\u00e1ticas, havia, especialmente na Corte, como j\u00e1 foi dito, as recita\u00e7\u00f5es de poesias pelos trovadores, acompanhadas ou n\u00e3o de m\u00fasica. Os temas foram variando ao longo dos tempos, e, em Portugal, foram desde as can\u00e7\u00f5es que celebravam grandes feitos guerreiros, passaram pelas cantigas de amor e de amigo e continuaram com a poesia palaciana, depois compilada no \u0093Cancioneiro Geral\u0094. Se n\u00e3o constitu\u00edam verdadeiramente espet\u00e1culos de teatro, implicavam, no entanto, uma encena\u00e7\u00e3o, um ator\/cantor e um p\u00fablico.\n\n<strong>Mas nelas o texto era mais importante do que todo o resto e esse viria a ser tamb\u00e9m um fator decisivo na cria\u00e7\u00e3o do teatro<\/strong>: a constru\u00e7\u00e3o de um texto, po\u00e9tico ou n\u00e3o, de qualidade.\n\nFonte: members.fortunecity.com\n<h6>Teatro Medieval<\/h6>\nNa <strong>Idade M\u00e9dia<\/strong>, muito embora a Igreja houvesse proibido os espet\u00e1culos profanos, estes n\u00e3o perderam sua for\u00e7a e eram realizados dentro dos castelos feudais. Por serem clandestinos, sua documenta\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00ednima.\n\nQuanto aos espet\u00e1culos p\u00fablicos, justamente por ter a Igreja adquirido o monop\u00f3lio sobre a Educa\u00e7\u00e3o e a Cultura, cantores e comediantes come\u00e7aram a apresentar-se nos mesmos c\u00edrculos surgindo, ent\u00e3o, a figura do Menestrel. Este, al\u00e9m de poeta e cantor, era m\u00fasico, dan\u00e7arino, dramaturgo, palha\u00e7o e acrobata.\n\nCantava romances, cantigas de gesta \u00e9picas ou m\u00edticas.\n\nA mais c\u00e9lebre das can\u00e7\u00f5es de gesta (s\u00e9culos XI e XIV) \u00e9 A Can\u00e7\u00e3o de Rolando, ligada aos ciclos das aventuras de Carlos Magno e seus doze pares. Os dois poemas her\u00f3icos Gesta de Guilherme de Orange e A Can\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m celebram os grandes feitos das Cruzadas.\n\nOs primeiros romances foram escritos em versos e eram lidos pelas damas solit\u00e1rias com os olhos marejados de l\u00e1grimas enquanto aguardavam a volta de seus esposos guerreiros. O mais c\u00e9lebre \u00e9 Trist\u00e3o e Isolda.\n\nOs menestr\u00e9is como ocorreu com os cantores da Corte nos s\u00e9culos VIII e IX, acabaram por sofrer a hostilidade do clero, e a partir dessa \u00e9poca se tornaram errantes e vagabundos, passando a procurar seu p\u00fablico nas estradas e feiras, percorrendo pequenas cidades e vilas. Nasceu ent\u00e3o o Teatro Ambulante, onde, por muitas vezes, as marionetes substitu\u00edam os atores.\n\nA Igreja passou a obrigar os que festejavam as datas cat\u00f3licas a apresentarem pe\u00e7as onde os Pecados Capitais apareciam sob a forma de dem\u00f4nios horrendos. Isso fazia com que o teatro se tornasse apavorante, com tra\u00e7os r\u00fasticos de trag\u00e9dia, com\u00e9dia e farsa. Como os espet\u00e1culos se confundiam algumas vezes com os of\u00edcios religiosos, suas representa\u00e7\u00f5es eram realizadas no p\u00f3rtico ou dentro das igrejas.\n\nOs Autos Sacramentais que passaram a imperar eram montados em carro\u00e7\u00f5es, com complicados cen\u00e1rios cuja finalidade era proporcionar a ilus\u00e3o dos milagres e apari\u00e7\u00f5es dos diabos e dos santos. A encena\u00e7\u00e3o era feita de forma simult\u00e2nea e os cen\u00e1rios colocados uns ao lado dos outros.\n\nEm uma das obras de Gustavo Cohen h\u00e1 um documento que conta que, em 1501 para a representa\u00e7\u00e3o do Auto do Mist\u00e9rio da Paix\u00e3o em Mons, n a B\u00e9lgica, foram armados sobre cavaletes port\u00e1teis de uns quarenta metros de comprimento um \u0093Para\u00edso Terrestre\u0094 com \u00e1rvores verdadeiras e uma goela de inferno com chamas reais onde aparecia um grotesco L\u00facifer acorrentado. Nessa mesma \u00e9poca, os trajes passaram a ser luxuosos e riqu\u00edssimos.\n\n<strong>Ainda hoje encontramos remanescentes desse teatro<\/strong>: as encena\u00e7\u00f5es da Paix\u00e3o de Cristo apresentadas em Oberarmegau, na Baviera (Alemanha) e em Nova Jerusal\u00e9m, em Pernambuco (Brasil).\n\nO valor liter\u00e1rio e c\u00eanico das pe\u00e7as era bastante desigual, mas ao mesmo tempo havia uma estranha semelhan\u00e7a entre os myst\u00e9res franceses e os mist\u00e9rios alem\u00e3es. Somente as pe\u00e7as inglesas dessa \u00e9poca podem ser consideradas como superiores, antecipando o aparecimento do Teatro Elisabetano. A apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica , contudo, estimulava muito mais o comparecimento do povo, e o drama religioso tendia a se fundir com os temas profanos.\n\n<strong>No final da Idade M\u00e9dia e no come\u00e7o do s\u00e9culo XVI surgiram dois dramaturgos que, sem abandonar a t\u00e9cnica medieval, introduziram id\u00e9ias que mesclavam o humanismo e o renascimento<\/strong>: Fernando de Rojas e Gil Vicente.\n<h4>Dramaturgos<\/h4>\n<blockquote><strong>Fernando de Rojas (1470-1541): <\/strong>Espanhol, de origem judaica \u0096 <strong>Pe\u00e7as teatrais<\/strong>: La Celestina, Com\u00e9dia de Calisto y Melibea.. <strong>\nGil Vicente (1465-1536): <\/strong>Considerado o fundador do teatro portugu\u00eas \u0096 Deixou aproximadamente 44 Pe\u00e7as Teatrais (17 em portugu\u00eas, 11 em castelhano e 16 biling\u00fces). <strong>\n1502 a 1507: Temas pastoris e religiosos<\/strong>: Mon\u00f3logo do Vaqueiro ou Auto da Visita\u00e7\u00e3o, Auto Pastoril Castelhano, Auto dos Reis Magos, Auto de S\u00e3o Martinho. <strong>\n1508 a 1515: Temas patri\u00f3ticos e cr\u00edtica social<\/strong>: Quem Tem Farelos?, Auto da \u00cdndia, Auto da Alma, Auto da F\u00e9, O Velho da Horta, Auto das Fadas, Exalta\u00e7\u00e3o \u00e0 Guerra, Com\u00e9dia do Vi\u00favo. <strong>\n1516 a 1536: Temas mitol\u00f3gicos e s\u00e1tiras<\/strong>: Auto da Fama, Auto da Barca do Inferno, Auto da Barca do Purgat\u00f3rio, Auto da Barca da Gl\u00f3ria,Cortes de J\u00fapiter, Com\u00e9dia de Rubena, Auto Pastoril Portugu\u00eas,Fr\u00e1gua de Amor, Farsa do Juiz da Beira, Farsa do Templo de Apolo, Auto da Nau de Amores, Auto da Hist\u00f3ria de Deus, Tragicom\u00e9dia Pastoril da Serra da Estrela, Farsa dos Almocreves, Auto da Luist\u00e2nia, Romagem dos Agravados, Auto da Cananea, Auto de Mofina Mendes, Farsa de In\u00eas Pereira, Floresta de Enganos.<\/blockquote>\nFonte: www.lunaeamigos.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teatro Medieval, Autores, Textos, Hist\u00f3rias, Palco, Religioso, Igrejas, Trovadores, Pe\u00e7as, Idade, Tipos, Origem, Teatro Medieval<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-16671","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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